Deus o Escuta,baiano!!

BOA TARDE

(Gilson Nogueira)

jan
10

DO BLOG O ANTAGONISTA

“O alvo não é a Cristiane, sou eu. O PT não me perdoa”

Roberto Jefferson deu uma entrevista para o Correio Braziliense. Disse que “vai lutar até o fim” pela posse de Cristiane Brasil, sua filha, no Ministério do Trabalho.

O presidente do PTB, como antecipamos, atribui ao PT as ações que suspenderam a posse da deputada — mais especificamente a um grupo de advogados ligado a Wadih Damous.

“O alvo não é a Cristiane, sou eu. O PT não me perdoa. (…) Ela tinha uma reeleição garantida, agora virou a bruxa malévola de um motorista.”

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ARTIGO

QUEM SOMOS?

Arthur Andrade

Somos bactérias…
somos a nave mãe!

Temos uma estranha relação com o corpo. Achamos que ele é um ente isolado do resto, tem existência própria e assim deve ser tratado. O corpo é uma “coisa” sob comando do seu dono.

Corpo malhado, corpo sarado, corpo máquina. Os que não cuidam do corpo estão fadados ao limbo da beleza.

Mas afinal o que é o corpo humano? Um conjunto de células em ininterrupto movimento. Um turbilhão de moléculas, prótons, elétrons, nêutrons. Química e física. Fluidos e sangue. Água. Um corpo são ossos, músculos, pele. O senso comum tem essa visão mecanicista, o corpo como uma engrenagem.

Com essa mesma visão do senso comum, a ciência retalha o corpo em partes: as especialidades. É como colocar um boi num açougue, dividido em tipos de carne. Então a ciência do fígado, a hepatologia. A ciência do pulmão, pneumologia. Coração, cardiologia. Neurologia, psiquiatria, oncologia, ortopedia, nefrologia… Estamos separados em especialidades. Somos um grande mercado, como aquele açougue. Cada parte custa dinheiro. Cada órgão tem um preço nesse mercado bizarro. Somos commodities.

As doenças são um grande filão. Cada órgão tem seus medicamentos e os antibióticos para destruir microorganismos vorazes, perigosos. Combater é o verbo. A ciência médica ocidental é bélica. Guerra aos vírus, às bactérias, aos fungos.

Ainda no século 20 essa visão da ciência ocidental começa a mudar. Lentamente. Alguns cientistas admitem que o corpo não é isolado do resto. Ele é parte do todo. Ele é natureza, microcosmos, representação do universo. Somos o universo. Cresce a visão holística.

E agora a ciência finalmente confirma que o corpo humano não é domínio das células, mas das bactérias. Um recente estudo indica que um corpo jovem, entre 20 e 30 anos, com 70 quilos, tem 30 trilhões de células e 39 trilhões de bactérias. Portanto somos mais bactérias que células. Bonito isso?

Essa confirmação pode ser o início do desmonte da medicina alopática – aquela que combate e mata bactérias? Algumas décadas mais, talvez. Mas aí surge a pergunta crucial: como combater o que é maioria no corpo?

Se bactérias são em maior número, o papel delas na saúde só pode ser relevante. Se fossem nocivas, nem nasceríamos. Essa batalha contra esses seres minúsculos portanto é perdida. Alguma vitória da ciência mecanicista é pontual, passageira. Mas fora da convivência pacífica, harmônica, política, não há saída.

Mas por que bactérias são culpadas das nossas doenças, dos nossos fracassos? De volta à crença mecanicista: somos máquinas e esses elementos estranhos são alienígenas, invasores de território alheio. Ops!! E agora que descobrimos que o território é fundamentalmente deles, o que fazer?

A ignorância em relação ao corpo é profunda. Não sabemos ouvi-lo. Não entendemos seus sinais. O corpo fala e sequer percebemos. Somos cegos e surdos. Células e bactérias, aliadas em nome da vida mandam recados, Conhece-te a ti mesmo e terás o universo. Essa fala tem milhares de anos, antes de Cristo, sábios do pré Egito antigo.

Nosso corpo é a grande antena. Nele estão todas as informações. É a nave mãe. Basta aprender a reconhecer seus avisos. Nossos microorganismos são nossos maiores amigos. Não existem inimigos nessa tribo. As doenças são formas de comunicação. Um espirro, um nariz entupido, uma torção, uma dor de cabeça, uma diarreia, um câncer. As bactérias são como zaps avisando que algo anda errado conosco. Com nosso emocional. Com nossa conexão. Estamos separados do planeta por sandálias de borracha. Esquecemos que somos natureza.
Essa é a nossa doença.

Arthur Andrade é jornalista, músico, parceiro e colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

DO PORTAL TERRA BRASIL

 

Cerca de cem artistas e intelectuais francesas lançaram nesta terça-feira (09/01) um manifesto criticando o “puritanismo” da campanha contra assédio sexual, surgida por conta de casos envolvendo o produtor Harvey Weinstein, e defendendo a “liberdade de importunar” dos homens, que consideram “indispensável à liberdade sexual”.

"Lberdade de importunar" dos homens é "indispensável à liberdade sexual", diz o manifesto assinado pela atriz francesa
“Lberdade de importunar” dos homens é “indispensável à liberdade sexual”, diz o manifesto assinado pela atriz francesa

Foto: Getty Images

“O estupro é crime. Mas o flerte insistente ou deselegante não é um delito, nem a galanteria uma agressão machista”, afirmaram personalidades como a atriz Catherine Deneuve, a escritora Catherine Millet, a editora Joëlle Losfeld e a atriz Ingrid Caven, em manifesto publicado no jornal Le Monde.

As artistas disseram que “não se sentem representadas por esse feminismo que, além das denúncias dos abusos de poder, adquire uma face de ódio aos homens e à sua sexualidade”, em alusão ao movimento “#MeToo” (“eu também”), que surgiu para denunciar nas redes sociais casos de abusos machistas.

As mulheres também se referem ao movimento como “justiça sumária”, que julga homens “cujo único erro foi ter tocado um joelho, tentado roubar um beijo” ou “falar de coisas ‘íntimas’ em um jantar profissional”.

Apesar de reconhecerem que o caso Weinstein fez surgir uma “tomada de consciência” sobre violência sexual contra as mulheres no contexto profissional, lamentam que agora sejam favorecidos os interesses dos inimigos da “liberdade sexual” e dos extremistas “religiosos”.

O escândalo de abusos do produtor Harvey Weinstein, revelado em outubro pelo jornal americano The New York Times, provocou uma onda de denúncias. Atores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman estão entre os acusados.

No último domingo, estrelas de televisão e cinema de Hollywood se vestiram de negro no tapete vermelho do Globo de Ouro, em solidariedade à campanha “Time’s Up”, de combate ao abuso sexual no ambiente de trabalho. A atriz, apresentadora e produtora de cinema e TV Oprah Winfrey fez um forte discurso em apoio às mulheres que denunciaram condutas sexuais irregulares em Hollywood.

Brasília / Rio de Janeiro
Cristiane Brasil ministra do Trabalho
Cristiane Brasil durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff. Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados

Cristiane Brasil (Petrópolis, 1973), advogada e deputada federal pelo PTB, tomaria posse nesta terça-feira como ministra do Trabalho, caso o Governo Temer conseguisse derrubar uma decisão da Justiça que tenta impedi-la de ocupar a cadeira. Sua indicação foi negociada diretamente pelo pai Roberto Jefferson, que cumpriu pena pelo escândalo de venda de apoio parlamentar conhecido como mensalão. Cristiane tem contra ela uma condenação e denúncias de descumprimento das regras trabalhistas. Para um conjunto de advogados e ao menos para o juiz Leonardo da Costa Couceiro, que emitiu a liminar contra a posse, isso é motivo suficiente para vetá-la por afetar a “moralidade administrativa”. No início da tarde desta terça, o impedimento à posse de Cristiane Brasil como ministra foi confirmado pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da Segunda Região), que negou recurso da Advocacia Geral da União.

A decisão, no entanto, contrasta com sentenças de outras juízas sobre o mesmo caso. Para essas magistradas, nada na Constituição impede que a deputada do PTB tome posse – a Carta só fala que o ministro tem que ser maior de 21 anos e no exercício de seus direitos políticos. Por isso, não “caberia a ensejar a ingerência desse magistrado em temas afetos a própria forma de funcionamento da República”, diz a decisão de Ana Carolina Vieira de Carvalho.

O debate jurídico em torno da posse de Cristiane, também citada por um delator na Operação Lava Jato, está longe de ser isolado na vida política brasileira, num reflexo da judicialização de disputas. A simples repercussão negativa de parte da opinião pública não vem sendo motivo suficiente para derrubar nomeações à Esplanada dos Ministérios no Governo Temer, que tem apenas em torno de 6% de aprovação e raras vezes tem recuado com base neste tipo de pressão. Nos últimos dois anos, outros dois casos também chegaram à Justiça, com o mesmo motivo, mas resultados diferentes. Em fevereiro de 2017, um ministro do Supremo Tribunal Federal chancelou a nomeação de Wellington Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República com direito a foro privilegiado. Um ano antes, outro ministro vetou a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva ao gabinete pela então presidenta Dilma Rousseff. Nos dois casos, se argumentava que Lula e Moreira Franco queriam apenas escapar de serem julgados na primeira instância por acusações na Lava Jato.

Berço político e dinastia

Cristiane Brasil pertence a uma geração de jovens do Rio que herdou a política no berço e também neste aspecto é um retrato da política nacional. Segundo um estudo da Universidade de Brasília (UnB), quase metade dos deputados eleitos em 2010 pertencia à família de políticos, alguns há décadas no Parlamento. Levantamento da publicação especializada Revista Congresso em Foco do ano passado mostrou que ao menos 319 deputados (62%) e 59 senadores (73%) têm laços de sangue com outros políticos.

Uma década atrás, Cristiane, Rodrigo Maia, Flavio Bolsonaro e Leonardo Picciani compartilhavam o sonho de se tornar alguém além dos seus pais. “Tenho planos ambiciosos, quero um dia estar à frente do Governo do Rio. Em Brasília vou continuar a limpeza que meu pai começou”, disse em 2006 quando tentou sem sucesso uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Outro dos seus bordões daquela época demonstrou a lealdade ao pai, condenado e preso após denunciar o esquema de compra de votos durante o Governo Lula do qual fez parte: “Sou soldado do meu pai, que é meu general”. Jefferson sempre foi o mentor e principal conselheiro. Ensinou a ela os caminhos e atalhos para se chegar ao poder e, quase que diariamente, dava dicas de como tratar os colegas ou em qual consultor legislativo confiar seus projetos. “Tinha horas que eu achava que estava falando com o Roberto Jefferson, não com ela”, diz um veterano deputado que conviveu com o ex-deputado e, agora, com a filha.

Essa onipresença do pai, em alguns momentos, chegou a incomodar colegas dela. “Não sei se falamos com uma marionete ou com alguém que tem personalidade”, disse outro congressista, esse correligionário dela. Os três parlamentares ouvidos pela reportagem disseram que, no ministério, possivelmente Jefferson continuará fazendo sombra à jovem deputada.

Na base de Temer também tem uma folha de serviços prestados. A ex-deputada apoiou o aliado peemedebista na sua cruzada no Congresso e votou a favor da PEC que estabelecia um limite de gastos e a reforma trabalhista. Cristiane também votou a favor de barrar as duas denuncias por corrupção e obstrução à Justiça apresentadas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Temer.

Cristiane foi três vezes vereadora pelo Rio e foi eleita deputada federal em 2014 com o pai já preso. Tem uma atípica média de 78,1% de presença nas 338 sessões deliberativas da Câmara. Apesar das acusações, o principal projeto relatado por Cristiane foi a regulamentação do lobby ou grupos de pressão no âmbito da Administração Pública . À espera de ser votada, a nova lei define normas da atividade e caracteriza como crime de improbidade o recebimento de presentes ou vantagens por agentes públicos por parte de lobistas. A futura ministra é também autora da PEC que restringe a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.

Uma das propostas mais controversas de Cristiane, que já se mostrou sensual em sua conta de Instagram e é usuária declarada de aplicativos de paquera, foi a de banir decotes e saias curtas nos corredores do Congresso. A tentativa de impor um código de vestimenta feminino sofreu uma aluvião de críticas e não avançou. Por outro lado, é comum que a nomeada lance apelos em favor das mulheres e contra o assédio.

As acusações trabalhistas contra ela

Em 2016, Cristiane Brasil foi condenada a pagar uma dívida de 60.400 reais a um motorista que prestou seus serviços de 2012 a 2014. O funcionário, de acordo com o juiz, trabalhou 15 horas por dia sem carteira assinada.

Outro motorista, Leonardo Eugênio de Almeida Moreira, também denunciou a ministra e disse à Justiça que trabalhou por quase um ano e meio sem registro na carteira de trabalho. Ela negou o vínculo, mas selou um acordo para pagar 14.000 reais de indenização ao chofer. Ele ficou revoltado com a indicação. “Quando vi que ela estava sendo nomeada, achei irônico. Fiquei indignado. A pessoa não garante os direitos de quem trabalha para ela, como vai garantir o direito de todos os trabalhadores?, disse Leonardo ao O Globo.

O valor devido a Leonardo foi terceirizado e vem sendo pago por uma assessora filiada ao PTB e pessoa de confiança da ministra na Câmara, segundo revelou O Globo. Vera Lúcia de Azevedo representou a chefe na reclamação trabalhista, já que Cristiane não compareceu a nenhuma audiência na Justiça do Trabalho. “Por estar representando a deputada e por mera questão de praticidade, cadastrou a despesa na sua conta pessoal para transferência automática a fim de evitar quaisquer atrasos. Importante ressaltar que os valores pagos são reembolsados pela deputada, restando quitadas ambas as despesas judiciais e pessoais”, defendeu a assessoria da ministra. O jornal pediu os comprovantes de reembolsos à funcionária, o que foi negado pela futura ministra.

A ministra também tem visto seu nome na Operação Lava Jato. Na sua delação premiada, Leandro Andrade Azevedo, ex-diretor superintendente da Odebrecht, afirmou que, em 2012, Cristiane recebeu pessoalmente 200.000 reais em caixa dois para sua campanha a vereadora no Rio.

jan
10

Postado em 10-01-2018 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-01-2018 00:08

 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 3ª- feira 09/01/2018

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Dacosta, na Tribuna (Santos)

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10

Postado em 10-01-2018 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-01-2018 00:06

A volta da velha assombração tucana

BuzzFeed registrou hoje o novo depoimento que Carlos Armando Paschoal, o CAP, ex-executivo da Odebrecht e hoje delator, deu ao Ministério Público de SP em 5 de dezembro.

CAP reafirmou que Paulo Preto –diretor da Dersa na gestão de José Serra no governo paulista e eterna assombração dos tucanos–  cobrava propina de 5% e um adiantamento do suborno apelidado de “abadá”.

O advogado de Paulo Preto rebateu as acusações dizendo que seu cliente já falou à PF sobre o assunto e provou, com documentos, que o delator mente.

Por Gérson Camarotti

 

Líder do PTB diz que o partido mantém a indicação de Cristiane Brasil

Líder do PTB diz que o partido mantém a indicação de Cristiane Brasil

Depois de uma reunião na tarde desta terça-feira (9) com o presidente Michel Temer, o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), afirmou que o partido mantém a indicação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho.

A posse estava marcada para esta tarde, mas foi suspensa por decisão judicial. O governo entrou com recurso, que foi negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª região.

“Cristiane Brasil continua sendo o nome do partido para o Ministério do Trabalho. Agora a questão está na Justiça”, disse Jovair Arantes ao repórter Nilson Klava, da GloboNews.

Além do deputado, participaram da conversa com Temer o presidente do PTB e pai de Cristiane Brasil, Roberto Jefferson, o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, e a própria Cristiane Brasil.

Jefferson bateu o pé de que não abria mão da indicação da filha.

A expectativa de Temer era resolver o impasse ainda nesta terça. No Palácio do Planalto, a expectativa era que Jefferson tentasse evitar que a filha ficasse exposta por tempo indeterminado a um noticiário negativo.

No início da tarde, o clima já era de grande constrangimento no Palácio do Planalto. As cadeiras vazias no salão onde ocorreria a posse eram um retrato do desconforto com toda a situação.

A percepção é que, além das questões trabalhistas da deputada, a gota d’água foi o episódio revelado pela “Folha de S.Paulo” do esquema de contratação de empresa de aluguel de carros, cuja sede era num escritório de contabilidade. Isso acabou expondo um esquema envolvendo vários gabinetes da Câmara.

Para o juiz Leonardo Couceiro, nomeação da deputada, condenada em ações trabalhistas, afronta a moralidade administrativa. AGU prepara recurso para manter a posse, prevista para esta quarta (9).

A Justiça Federal do Rio suspendeu nesta segunda-feira (8) a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A decisão, em caráter cautelar liminar, é do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói.

A ação popular foi movida por João Gilberto Araújo Pontes, entre outros, após a denúncia de que Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. O juiz fixou ainda multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da liminar.

Em seu despacho, o magistrado destaca que decidiu conceder a liminar sem ouvir os demais envolvidos “encontra-se justificado diante da gravidade dos fatos sob análise” e que a nomeação de Cristiane Brasil fere o princípio da moralidade administrativa.

“Em exame ainda que perfunctório, este magistrado vislumbra fragrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, (…) quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, Ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas, condenações estas com trânsito em julgado”, escreveu Couceiro.

O juiz também observa que não compete ao Poder Judiciário examinar o mérito administrativo da nomeação de ministros, em respeito ao príncipio da separação de poderes, mas ressalta que este mandamento não é absoluto em seu conteúdo: “Deverá o juiz agir sempre que a conduta praticada for ilegal, mais grave ainda, inconstitucional, em se tratando de lesão a preceito constitucional autoaplicável”.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que já prepara recurso contra a liminar que suspende a posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho. Nesta segunda (8), antes da decisão judicial, Cristiane procurou o presidente Michel Temer para saber se sua indicação estava mantida. Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, o presidente teria garantido à deputada que estava decidido a nomeá-la para o ministério.

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