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Postado em 08-06-2018 00:07

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-06-2018 00:07


 

Cazo , no jornal (SP)

 

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DO PORTAL TERRA BRASIL

O ministro Edson Fachin , do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não atender ao pedido da Polícia Federal de quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer no âmbito de um inquérito instaurado com base na delação da Odebrecht.

Fachin determinou a quebra do sigilo telefônico dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB), alvos da mesma investigação. A decisão de Fachin é sigilosa, mas foi confirmada pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, por fontes com acesso à investigação.

Ministro Edson Fachin, do STF, durante sessão do tribunal

 
 
Ministro Edson Fachin, do STF, durante sessão do tribunal

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

A investigação foi aberta para apurar relatos de delatores da empreiteira sobre suposto pagamento de R$ 10 milhões em doações ilícitas para campanhas do MDB em troca de favorecimento da empresa. O acordo, segundo a delação, foi firmado durante reunião no Palácio do Jaburu em 2014, quando Temer era vice-presidente.

O pedido de quebra de sigilo da PF, feito em março ao Supremo, abrange o período de 2014, quando teriam ocorrido os repasses por meio de operadores da empreiteira.

A quebra de sigilo telefônico não possibilita a recuperação do conteúdo das conversas, mas consegue identificar os horários e para quem foram feitas ligações do número do presidente e de seus aliados. O objetivo desse tipo de medida é mapear se os investigados se comunicaram na época em que, segundo os delatores, teria havido a negociação.

A PF também pediu a quebra do sigilo telefônico de operadores da empreiteira que teriam realizado as supostas entregas do dinheiro. No caso dos R$ 10 milhões, segundo a Odebrecht repassados ao grupo político de Temer, as entregas teriam sido feitas por um operador do Rio Grande do Sul e no escritório do amigo e ex-assessor de Temer, o advogado José Yunes.

No início de março, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Temer no inquérito que investiga suspeitas de irregularidades na edição do chamado Decreto dos Portos, assinado por ele em maio de 2017.

A decisão de Barroso atendeu a um pedido do delegado da PF Cleyber Malta, responsável pelo inquérito. O delegado reiterou a necessidade da quebra de sigilo e disse que a medida era imprescindível. Segundo ele, sem o acesso aos dados bancários, não seria possível alcançar a finalidade da investigação.

A quebra de sigilo bancário no caso dos Portos abrange o período entre 2013 e 2017. A solicitação feita pelo delegado, em dezembro do ano passado, diverge do pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que solicitou quebras de sigilo no inquérito dos Portos, mas não incluiu Temer.

Defesas

Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto informou que não vai se manifestar.

O advogado Daniel Gerber, que defende Padilha, disse que “o ministro nada deve, não está preocupado e se manifestará apenas nos autos”.

A defesa de Moreira Franco não havia se manifestado até a publicação deste texto.

Dilma e o judeu errante

A ex-presidenta Dilma em entrevista a jornalistas estrangeiros em 2016.
A ex-presidenta Dilma em entrevista a jornalistas estrangeiros em 2016. E.Sa AFFP
Dilma não é judia e nem foi condenada por seu pecado, como na antiga lenda do judeu errante e, no entanto, parece caminhar sem sossego em busca de um destino dentro de seu próprio partido, o PT. Desde que foi apeada dramaticamente de seu posto, a primeira presidenta do Brasil, escolhida pelo mítico Lula, o primeiro presidente operário, para sucedê-lo no cargo, parece uma sombra que percorre o mundo proclamando sua inocência política. Uma voz, que parece, no entanto, clamar no deserto de seus companheiros de partido, pois agora, a dois passos das eleições em que poderia tentar reconquistar o poder que lhe arrebataram, parece encontrar as portas fechadas.

Até aqueles que viram seu impeachment não como um golpe, mas como um ato constitucional, não conseguem entender a solidão a que parecem estar submetendo Dilma. Pelas notícias publicadas, a ex-presidenta estaria encontrando dificuldades para poder disputar pelo PT até uma eleição para o Senado.

Ela permanece fiel ao discurso de seu partido, de que foi arrancada ilegalmente de seu posto, enquanto continua a defender apaixonadamente a inocência de seu ex-tutor Lula, hoje preso. Existe até quem pergunte por que o PT, que continua defendendo que a saída de Dilma foi um golpe parlamentar injusto e ilegal que deu lugar a um Governo ultraconservador e ilegítimo, não pensa nela como candidata à presidência se Lula for impedido de disputar a eleição. Ela é uma das poucas figuras importantes do partido que ainda não aparece como ré no escândalo da Lava Jato e poderia ter grande apoio eleitoral.

Seria a melhor forma, não poucos o pensam, de o partido mostrar que continua a defender que ela foi ilegalmente arrancada de seu posto e que continua gozando da confiança dos seus. Perguntam que se é verdade, como parece, que Lula será impedido pela lei da Ficha Limpa de ser o candidato do partido e dado que, aparentemente, não há nenhum outro candidato capaz de assumir o legado do popular ex-presidente, porque não substituí-lo por ela, considerada vítima das intrigas da direita.

A solidão de Dilma aparece até nas pesquisas, nas quais seu nome nunca foi colocado como possível candidata novamente à presidência, como foi feito com outros personagens até alheios à política, como o apresentador de televisão Huck, o juiz Moro ou o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa. Teríamos sabido, pelo menos, o que o eleitorado pensa sobre ela e até que ponto estaria disposto a votar nela outra vez para reconquistar a presidência.

Sabe-se que a política não abunda em fidelidades e que, como diz o ditado, “rei morto, rei posto”. Essa dura realidade humana não perdoa nem mesmo as figuras que um dia foram exaltadas com paixão. E aquela solidão de que Dilma sofre hoje, cuja saída do cargo criou grande parte do terremoto político em que hoje o país está envolvido, poderia amanhã ser sentida por Lula em sua carne. Um velho amigo jornalista espanhol me diz: “Juan, a política é assim, cruel. Não se iluda. Sobe aquele que melhor sabe empurrar e o que melhor sabe cavalgar por cima dos caídos”.

No entanto, não será fácil para o PT explicar que se Dilma foi expulsa da presidência ilegalmente, por que não lhe é dada agora a chance de reconquistá-la nas urnas? Ou será verdade que a política não é apenas cruel, mas também desmemoriada? Não estou fazendo a defesa de Dilma e sou daqueles que não consideram o impeachment um golpe contra a legalidade constitucional, mas não por isso deixo de sentir certa inquietude ao ver a ex-presidenta vagando como um judeu errante sem que os seus colegas de partido encontrem um lugar para colocá-la. Para que serviu então tanto barulho, tantas lágrimas, tantos anátemas e tanta dramaticidade com sua saída, cujo fruto foi, em boa parte, a quebra da confiança do país na política?

Que sejam proféticas as palavras do genial  sambista carioca. O samba antológico de Nelson Cavaquinho – na voz de Clara – vai dedicada ao mestre, poeta, trovador da cidade e do sertão (de Canudos, principalmente), Fábio Paes , que conhece a obra e interpreta Nelson Cavaquinho como poucos na música brasileira. Viva!!! 

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

São Paulo
Mesária colhe digital de eleitor na eleição municipal de 2016 em Niterói.
Mesária colhe digital de eleitor na eleição municipal de 2016 em Niterói. Tânia Rêgo Agência Brasil

Aprovada em 2015 pelo Congresso Nacional, a proposta da volta do voto impresso para as eleições não será aplicada no pleito deste ano. A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República e suspendeu a mudança, que, segundo a procuradora-geral Raquel Dodge, põe em risco o sigilo do voto dos brasileiros. “É uma aposta analógica em um mundo que se tornou digital”, resumiu o ministro Luís Roberto Barroso. A decisão contraria pleito do pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), autor do artigo que previa a obrigatoriedade do voto impresso na minirreforma política aprovada há três anos.

Apenas dois dos 11 ministros consideraram que a norma aprovada pelo Congresso é constitucional: o relator da ação, Gilmar Mendes, e Antonio Dias Toffoli. Eles ponderaram, contudo, que a implantação das impressoras deveria ser paulatina. Mendes mencionou várias questões técnicas e cobrou testes antes da mudança. “Não acredito que seja inconstitucional a demanda pelo voto impresso, mas há que ter cuidado redobrado”, disse, sugerindo uma cláusula de transição. Segundo ele, a discussão já ultrapassou os limites do ridículo e é preciso “ter um pouco de cuidado com uma matéria sensível como essa”.

Quem abriu a divergência após o voto de Mendes foi Alexandre de Moraes, para quem as eleições com voto eletrônico apresentam menos fraudes do que aquelas que eram feitas com o voto escrito. “Não é questão de celeridade [na apuração dos votos]. A potencialidade de identificação desse modelo híbrido afeta o sigilo do voto e permite o aumento de pressões em relação ao eleitor para que ele vote no sentido A ou B“, comentou. “Poderíamos voltar aos currais eleitorais e voto de cabresto”, reforçou o ministro Ricardo Lewandowski.

O ministro Luís Roberto Barroso engrossou o coro: “Temos um dos piores sistemas eleitorais do mundo no Brasil, mas temos o melhor sistema de apuração, reconhecido internacionalmente”, disse. Para ele, não se conseguiu alterar o que funciona mal no Congresso Nacional, e tentou-se mudar o que funciona bem. Barroso considera que a impressão traria um sentimento de insegurança para com um sistema seguro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia informado ao Congresso que não tinha condições técnicas nem orçamento — a previsão de custo era de 2 bilhões de reais — para implantar o novo sistema, mas assinou, no dia 30 de abril, um contrato de 57 milhões de reais para instalar impressoras em 30.000 urnas eletrônicas (5% do total). O ministro Luiz Fux, que presidia o TSE quando a licitação para compra das impressoras foi aberta e, por isso, absteve-se de votar nesta quarta-feira, disse ao fim da votação que revogará a concorrência. O caso ainda voltará a ser julgado em definitivo pelo STF, mas não há previsão de quando isso vai acontecer.

jun
07

Postado em 07-06-2018 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-06-2018 00:10

DO PORTAL TERRA/jb

 

A Polícia Federal pediu a quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer e dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

PF pede quebra de sigilo telefônico de Temer
PF pede quebra de sigilo telefônico de Temer

Foto: ANSA / Ansa – Brasil

A solicitação está no gabinete do ministro Edson Fachin , do Supremo Tribunal Federal ( STF ).

O pedido da PF foi feito no âmbito de uma investigação sobre um pagamento de R$ 10 milhões da empreiteira Odebrecht ao PMDB e que teria sido acertado em jantar no Palácio do Jaburu, sede da Vice-Presidência da República, em 2014.

Temer já teve os sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem do ministro do STF Luís Roberto Barroso , no inquérito que apura supostas propinas no setor portuário. No entanto, nunca um presidente perdeu o sigilo telefônico.

O objetivo da PF é rastrear telefonemas de Temer , Padilha e Moreira Franco perto das datas em que delatores da Odebrecht dizem ter dado o dinheiro ao PMDB .

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07

Postado em 07-06-2018 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-06-2018 00:08



 

Aroeira , no jornal (RJ)

 

jun
07

Postado em 07-06-2018 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-06-2018 00:06

Gilmar diz que senador é “especialista em Maria da Penha”

 

Ao rebater críticas de que estaria impedindo a implementação do voto impresso, Gilmar Mendes disse que tem “senador especializado em Lei Marinha da Penha” fazendo “esse tipo de verbalização”.

Ele se referia a Lasier Martins, que pediu o impeachmet do ministro. O senador já respondeu a acusação de violência doméstica — da qual foi absolvido pelo próprio STF. “Ele tem que se preocupar com a Justiça criminal, não com a eleitoral.”

Resultado de imagem para O Cambacica em Salvador

 

 CRÔNICA
O Camba voltou!
Gilson Nogueira

O  computador de teclado novo, após minhas netinhas dedilharem inocência no teclado antigo e o desafinarem, acolhe-me em tarde fria, na primeira capital do Brasil. Há pouco, o Cambacica, que andava sumido, ou melhor, voava sumido, pousa em um balcão à minha frente, parecendo-me perguntar cadê elas? Saúdo sua volta, com uma pergunta, em voz alta: Por onde batia suas pequeninas asas, filhinho de Deus?  O dengo das netinhas se despede e deixa um cocozinho branco no tampo de madeira. Em silêncio.

Sinto frio. Meus dedos buscam dar o tom exato para expressar-me, ao ver o passarinho partir deixando para trás o seu mistério. Por algum tempo, estive sumido. Fui visitar aquele lugar bonito para viver em paz que Roberto cantou. E volto de lá torcendo para que vocês tomem juízo!

Depois de tanto encantamento, busco traduzir, nas cordas da imaginação, a mensagem  que o Camba deixou para João Gilberto, que soprará, no domingo que vem, dia 10,  87 acordes de vida em seu refúgio carioca. Diz ele, o amiguinho de minhas netas: Quer saber, João, você não nasceu para viver brigando. Deus Que Você feliz! Como Quer Ver o Mundo Inteiro! Fique em Paz! A vida, às vezes, nos dá umas rasteiras; Mas, para quem tem fé, a volta por cima não é difícil. Boa sorte! Ah, Parabéns!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta.

Viva João!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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