Em entrevista ao jornal ‘Clarín’, presidente disse que a postura adotada por Alberto Fernández é um sinal ‘de que teríamos um atrito’ no caso de sua eleição

Às vésperas de uma nova viagem para a Argentina, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista ao jornal argentino Clarín que espera que o país vizinho “reflita muito” sobre a visita do candidato apoiado por Cristina Kirchner, Alberto Fernández, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba.

“O candidato de Cristina Kirchner não conhece a realidade brasileira. Aqui confiamos em nossas instituições. Lula foi condenado em três instâncias. Espero que a Argentina reflita muito sobre essa visita de seu candidato a Lula”, declarou o presidente ao jornal.

Alberto Fernández visitou Lula na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, no começo de julho. Em sua passagem pelo Brasil, ele disse que o recém-anunciado acordo de integração entre Mercosul e União Europeia (UE) pode ser revisto caso seja eleito. Também criticou a prisão do líder petista, afirmando que se trata de uma “mácula ao Estado de Direito”.

Bolsonaro deu entrevista ao Clarín no Palácio do Planalto. O presidente vai à Argentina na quarta-feira, 17, para participar de uma reunião do Mercosul.

Ao jornal argentino, o líder brasileiro voltou a reforçar seu apoio à reeleição do atual mandatário Mauricio Macri. O primeiro turno das eleições está marcado para 27 de outubro.

“O candidato de Cristina Kirchner disse que revisaria (o acordo)Mercosul-União Europeia . Isso vai trazer problemas econômicos para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai”, afirmou.

“Eu não quero que a Argentina siga a linha da Venezuela. Por isso que apoio a reeleição de Macri. Na verdade, apoio apenas que Cristina Kirchner não volte ao poder” completou, garantindo que não irá interferir na eleição do país vizinho.

Bolsonaro disse ainda que a postura adotada até agora por Alberto Fernández , é um sinal “de que teríamos um atrito com Argentina que não queremos ter”. Segundo o presidente, as declarações do candidato de Cristina Kirchner sobre o acordo Mercosul-União Europeia e sua visita à Curitiba são sinais de que podem haver conflitos.

Perguntado sobre as consequências de uma piora nas relações com a Argentina no caso da derrota de Macri, Bolsonaro adotou outra postura e declarou que “a única rivalidade que Brasil tem com Argentina é no futebol. Somos irmãos”.

Fernández é pré-candidato do Partido Justicialista (PJ) e encabeça a chapa que tem Cristina como vice. A ex-presidente, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, tornou-se senadora e responde a processos de corrupção.

jul
15

Postado em 15-07-2019 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-07-2019 00:22

Do Jornal do Brasil

 

Estudo aponta que o limite máximo de turistas no local é de 89 mil por ano; Em 2018, local chegou a receber 103 mil

  O presidente Jair Bolsonaro disse que taxa cobrada para frequentar as praias de Fernando de Noronha é um roubo praticado pelo governo federal. 

A declaração foi dada em rede social na noite deste sábado (13). Bolsonaro postou um vídeo que mostrava a praia do Sancho, tida como uma das mais bonitas do mundo.

Na postagem, apresentou os valores cobrados para turistas brasileiros e estrangeiros, R$ 106 e R$ 210, respectivamente, válidos para dez dias. “Isso explica porque quase inexiste turismo no Brasil”, disse. No vídeo, um homem diz que a praia ficava vazia mesmo quando chegava ao limite permitido de turistas. 

“Vamos rever isso”, afirmou o presidente. Bolsonaro também pediu que práticas semelhantes em outros locais fossem denunciadas. 

Ele já havia afirmado que pretende ampliar a visitação turística em unidades de conservação do país.

Em fevereiro, o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Adalberto Eberhard, exonerou o chefe do Parque Nacional Marinho do arquipélago, Felilpe Mendonça. 

Ao longo de 2018, Mendonça criticou o aumento vertiginoso no número de turistas em Fernando de Noronha, assim como a concessão de alvarás pelo governo de Pernambuco para a ampliação de pousadas. 

O arquipélago registrou novo recorde de visitantes no ano passado, chegando a 103 mil pessoas. Até 2013, o número não havia ultrapassado da casa dos 60 mil. 

O estudo de capacidade de carga do parque feito em 2009 aponta como limite máximo de turistas no arquipélago de 89 mil por ano. O governo de Pernambuco, contudo, vem ampliando ano a ano a autorização de voos diários a Noronha.

jul
15

Do Jornal do Brasil

 

Em  novembro de 2017, a passagem por SP da filosofa e escritora americana Judith Butler, um dos principais nomes da atualidade na área de estudo de gênero, foi tumultuada.

Com cartazes pedindo “Menos Butler, Mais Família” e “Xô, Judith”, manifestantes se postaram em frente ao local onde a professora da Universidade de Berkeley participava de um debate e queimaram um boneco dela vestida de bruxa. Também foram protestar contra a acadêmica no aeroporto de Congonhas.

As manifestações, em parte, foram estimuladas por uma petição online que teve 300 mil assinaturas pedindo o cancelamento do evento. Quem organizou foi a CitizenGo, entidade pouco conhecida do grande público, mas bastante influente em círculos conservadores.

Surgida na Espanha em 2013 e com atuação em 50 países, a CitizenGo é uma entidade independente, mas próxima de movimentos de direita e da Igreja Católica.

No Brasil, é comandada pelo professor de História mineiro Guilherme Ferreira de Araújo, que tem relações com o Centro Dom Bosco, entidade de fiéis católicos.

Ele diz que, no episódio com Butler, não tem como se responsabilizar pelo tom agressivo dos manifestantes. “Os protestos não foram planejados nem coordenados pela CitizenGo. Ao que tudo indica, foi uma reação espontânea de grande parcela de um público que não aceita as ideias que ela promove”, afirma.

A CitizenGo é uma organização especializada em fazer pressão on-line em defesa de uma agenda conservadora, estratégia que sempre foi mais utilizada pela esquerda.

Promove petições em defesa da família e contra a chamada “agenda LGBT”, além de fazer oposição ferrenha a temas progressistas como teoria de gênero e ampliação do direito ao aborto. Também atua na defesa de cristãos que vivem sob ameaça em países em que essa fé é minoritária.

Sua carta de princípios tem 11 mandamentos. Entre eles, estão “direito à vida desde o momento da concepção”, “direito ao casamento, compreendido como a união entre um homem e uma mulher” e “direito a honrar Deus em público e em privado”.

O modus operandi da organização é bastante controverso, como mostra o episódio com Butler. Não foi o único caso polêmico recente.

Em abril deste ano, durante reunião da Comissão da ONU para Mulheres, em Nova York, a diplomata queniana Koki Grignon, uma das coordenadoras das discussões, reclamou de sofrer bullying virtual, ao receber milhares de mensagens de texto em seu celular. Era uma ação com a participação da CitizenGo, para que a comissão não tomasse decisões contrárias a valores da família.

Os temas das campanhas globais são variados (dentro, obviamente, do universo conservador). Vão desde uma petição para que o governo britânico proteja pregadores de rua cristãos até o apoio ao ensino domiciliar na Islândia. Uma das mais chamativas no momento pede o fim da “doutrinação LGBT na Disneylândia”, que já passa de 393 mil assinaturas.

A principal estrutura da CitizenGo fica na Espanha, onde tem cerca de 40 pessoas. Segundo balanço financeiro da entidade, sua receita global em 2017, último ano disponível, foi de R$ 9,1 milhões, toda reunida a partir de doações. A entidade diz ter 10,6 milhões de associados globalmente.

No mundo, sua principal liderança é o advogado espanhol Ignacio Arsuaga, que tem laços com a ultradireita em seu país.

No Brasil, o grupo tem como principal interlocutor na Câmara a deputada federal Chris Tonietto (PSL-RJ), advogada católica em primeiro mandato que em 2017 participou de uma ação contra o site humorístico Porta dos Fundos por um esquete em que satirizava a religião.

Apesar disso, diz Araújo, o CitizenGo “não tem políticos de estimação” e é uma entidade independente, seja de governos, empresários ou Igreja Católica.

“Entre os milhares de pessoas que apoiam as nossas campanhas, há quem professe outras crenças e até não crentes que defendem a vida, a família e as liberdades fundamentais”, declara.

No Brasil, já houve cerca de 120 campanhas online. Atualmente, são três as principais. Uma apoia o projeto de lei 4754/16, que visa coibir o ativismo judicial (visto como um indutor de ideias progressistas). Tem 23 mil assinaturas online.

Outra pede que o jesuíta José de Anchieta seja o patrono da educação brasileira, no lugar de Paulo Freire. Nesta, a meta é conseguir 20 mil assinaturas, e a CitizenGo já reuniu mais de 14 mil.

A mais popular é contra o projeto 672/19, que, segundo seus apoiadores, criminaliza a homofobia –mas que, na visão da entidade, promove uma “ditadura de gênero”. Mais de 34 mil pessoas já assinaram.

Segundo Araújo, a CitizenGo defende valores que têm ampla representatividade na sociedade. “Pesquisas mostram que a maioria dos brasileiros é a favor da vida, da família e das liberdades fundamentais”, afirma.

Mas, prossegue ele, mesmo que não houvesse tanto apoio, a entidade seguiria fazendo campanha por valores conservadores. “Eles correspondem à própria dignidade da natureza humana”, diz.

jul
15

Postado em 15-07-2019 00:17

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-07-2019 00:17



 

Ricardo Manhães, no jornal

 

jul
15

Postado em 15-07-2019 00:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-07-2019 00:12


Brasília
Logotipo do Telegram, o sistema utilizado pela força-tarefa da Lava Jato e que teve as mensagens vazadas pelo 'The Intercept Brasil'.
Logotipo do Telegram, o sistema utilizado pela força-tarefa da Lava Jato e que teve as mensagens vazadas pelo ‘The Intercept Brasil’. Wikipedia

Há uma máxima no jornalismo: “se alguém diz que está chovendo, e outra pessoa diz que não está, não é trabalho do jornalista citar as duas, é ir olhar lá fora”. Desde que o The Intercept Brasil liberou a primeira série de reportagens baseadas na troca de mensagens no Telegram entre membros da força-tarefa da Lava Jato, que revelaram o relacionamento no mínimo questionável entre o procurador Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro, a veracidade dessas informações vem sendo contestada.

De um lado, o site The Intercept afirma ter certeza de que o material é original, mesmo não divulgando a fonte do vazamento; do outro, procuradores que tiveram suas mensagens vazadas afirmam que elas podem ter sido adulteradas e que não têm mais acesso aos originais para poder checar. No meio deste impasse, restam dúvidas: é possível provar a veracidade das conversas divulgadas pelo The Intercept? Por que continuar publicando arquivos que não se pode comprovar?O EL PAÍS testou este impasse. Com o auxílio de uma fonte externa ao The Intercept, que prefere preservar sua identidade, tivemos acesso a parte de um arquivo de mensagens de um dos chats mencionados nas reportagens e comparamos seu conteúdo com o material disponibilizado pelo site. O conteúdo é idêntico. À parte imagens, que não estavam disponíveis nos documentos consultados, as informações são as mesmas em ambos os chats e mostram o dia a dia de conversas de trabalho entre procuradores, assessores de imprensa e jornalistas. A partir deste material, identificamos outras conversas com potencial de verificação.

Inclusive, mensagens do EL PAÍS com pedidos de informações enviados à Lava Jato puderam ser identificadas. É o caso de um pedido feito pelo repórter Gil Alessi por email no dia 2 de março de 2017 para a assessoria do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), e que foi compartilhado em um dos chats do Telegram por um assessor de imprensa.

14:46:37 [encaminhado por] um dos assessores para um dos chats da comunicação

Caros, boa tarde. Estou escrevendo sobre os acordos de colaboração firmados no âmbito da Lava Jato, e alguns especialistas que eu ouvi criticaram alguns pontos dos acordos que têm sido firmados. Gostaria de uma posição da Procuradoria com relação a eles. – As penas aplicadas aos delatores têm sido, em alguns casos, inferiores à redução de 2/3 prevista na lei de colaborações. – Especialistas criticam as cláusulas de desempenho e a manutenção dos ativos obtidos de forma ilegal pelos colaboradores. Meu deadline é hoje até às 18h. Obrigado! Gil Alessi EL PAÍS

Ao ter acesso aos arquivos do The Intercept, vemos que a consulta ao material é artesanal, e depende de busca por termos em diversos chats – o site não mapeou o número total de documentos nem de chats disponíveis. A quantidade do material faz com que o processo de entrevista dos dados seja lento e bastante trabalhoso. A maioria das conversas traz apenas conteúdos corriqueiros que, certamente, não geram interesse público, logo, não haveria motivo para terem sido inventadas.

O EL PAÍS acompanhou o percurso de algumas destas conversas, cujo conteúdo foi possível checar com fonte externa ao The Intercept, para tentar verificar possíveis fraudes. Por exemplo, quando a Lava jato fez quatro anos, o procurador Deltan Dellagnol conversou com assessores de imprensa da força tarefa sobre material a ser divulgado. Um esboço de texto foi preparado e compartilhado em alguns chats com pessoas de interesse, como assessores e jornalistas.

11 Mar 18

* 20:52:36 Enviado por Dallagnol para um dos chats da assessoria de imprensa:

Ajustei 4 para 400 caracteres. Envio em ordem de preferência, caso possam fazer só um. Se puderem fazer os 4 e me mandarem, ainda que não postem, agradeço: 1) A corrupção bilionária na Petrobras é a ponta do iceberg que a Lava Jato descobriu: políticos e partidos desonestos escolhem para chefiar órgãos federais, estaduais e municipais pessoas incumbidas de arrecadar subornos. Elas fraudam licitações em favor de empresas que pagam propinas. O dinheiro enche os bolsos e financia caras campanhas eleitorais, garantindo a reeleição dos corruptos. É um círculo vicioso […] 3) No dia em que Paulo Roberto Costa sentou na nossa frente, a Lava Jato se transformou. Ao mesmo tempo, mudou o modo como nós víamos o mundo. A corrupção política não era um desvio do sistema, mas era o modo de fazer o sistema operar. O desafio que estava se colocando, para nós e para a sociedade, era muito maior do que qualquer um poderia ter imaginado.

No dia 29 de novembro de 2018, o texto discutido entre o procurador e a assessoria de imprensa se tornou um artigo na Folha de S. Paulo. Com o título “Deltan Dallagnol: Quatro anos de Lava Jato e eleições de 2018”, o início do artigo é praticamente idêntico a um trecho que foi discutido no chat com a comunicação. “No dia em que Paulo Roberto Costa sentou-se em nossa frente, em agosto de 2014, a Lava Jato se transformou. Ao mesmo tempo, mudou o modo como víamos o mundo. A corrupção política não era um desvio do sistema, mas o modo de fazer o sistema operar. Ficou claro que parte relevante das oligarquias política e econômica se uniu para saquear os brasileiros. O desafio, para nós e para a sociedade, era bem maior do que poderíamos imaginar”.

Umtrecho, o artigo destaca que “a corrupção bilionária na Petrobras é apenas a ponta do iceberg que a Lava Jato descobriu: políticos e partidos desonestos há anos têm escolhido pessoas incumbidas de arrecadar subornos para chefiar órgãos federais, estaduais e municipais. Elas fraudam licitações em favor de empresas que pagam propinas”.

Auxílio-moradia

Também acompanhamos um debate ocorrido em um momento anterior, no dia 5 de março de 2018, entre membros da força-tarefa, que movimentou nove chats de conversas aos quais o EL PAÍS teve acesso. Naquele dia, a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo afirmou que Dallagnol recebia 6.659,73 reais de verbas indenizatórias por mês, incluindo auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio-moradia.

Apresentamos trechos das conversamos a dois profissionais que debateram o assunto com Dallagnol:   Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional Brasil e Michael Freitas Mohallem, professor da FGV Direito Rio. Por decisão editorial, não publicaremos os diálogos, apenas um recorte do que foi falado pelo procurador (veja abaixo), para preservar a privacidade das pessoas que tiveram informações vazadas.

5 Feb 18

Enviado por Dallagnol para Michael Freitas Mohallem, da FGV Rio, sobre conversa com Bruno Brandão, da Transparência Internacional

* 21:45:24 Deltan: Michael, segue msg qwue mandei pro Bruno, para delimitar o debate em termos que me parecem mais justos.

* 21:45:24 Deltan: Bruno, consegui a nota técnica que aponta o valor dos subsídios reajustados pela inflação (IPCA). Seriam hoje de R$ 46 mil. Envio a nota que demonstra ano a ano a seguir. Então, é sim possível reconhecer que o caminho que foi encontrado para assegurar a garantia de irredutibilidade de subbsídio e reajuste anual pela inflação, ambas constitucionais, é questionável. Mas, caso reconheça esse direito constitucionalmente estabelecido – que me parece um direito republicano e democrático, como colocou Moro -, o subsídio hoje deveria ser de 46 mil, quando é de 33,7 mil – uma diferença de 12,3 mil. Ainda que descontado o imposto de renda, que é deve ser descontado evidentemente, e aí que fiz o raciocínio hoje, a defasagem de valor material é de 8.9 mil (líquido, após descontado o IR), quando o auxílio moradia (líquido, pois não há IR) é de 4,3 mil. Assim, ainda que tomado o auxílio-moradia e outros benefícios do MPF, eles estão aquém do direito assegurado.

Brandão informou por mensagem: “com respeito especificamente ao diálogo enviado, confirmo que ocorreu”. Já Mohallem afirma que tentou baixar suas mensagens antigas do Telegram – tanto em seu celular, quanto no computador –, para comparar os conteúdos, porém, as conversas com Dallagnol já não existiam. Sua hipótese é que conversas particulares foram apagadas, quando o interlocutor deletou a conta. “Eu tive várias conversas com Deltan e outros procuradores, porque escrevi artigos sobre a inconstitucionalidade do auxílio moradia. Mas não tenho como confirmar que este diálogo foi feito, ao menos, não num contexto importante como este, de investigação. O que eu posso dizer com toda certeza é que já tive conversas com ele. Ele foi um dos 200 colaboradores em um projeto acadêmico importante que eu fiz”, afirma.

O professor alerta, no entanto, que tentativas de checar essas informações podem criar conflitos de interesse. “Não acredito que a privacidade se sobrepõe ao interesse público, mas o fato desse material ser repassado para terceiros, mesmo que a finalidade seja nobre, pode ter um custo para a privacidade”, diz. “Ter minhas conversas particulares circulando entre jornalistas mostra falha no compromisso assumido por quem detém essas informações.”

” ESSA É PRO JOÃO”, Rosa Passos e Arnoldo Medeiros. A composição é uma homenagem e um agradecimento pessoal da notável intérprete baiana da bossa nova ae Rosa Passos ao conterrâneop João Gilberto, feita em 2004. Gravada no álbum Amorosa, segue mais atual que nunca

A canção vai dedicada à prima querida e admirada colega de profissão, aniversariante desta semana, que ama a música de Rosa e de João. Viva.

(Vitor Hugo oares)

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Ouvindo atentamente na vitrola
Seu jeito encantado de cantar
Eu tento resistir aos seus acordes
Mas só consigo me apaixonar e confessar
De tudo que meu coração precisa

Fundamental é mesmo um violão
O som inesquecível da batida
Em um samba harmonizado por João
Por João

E nesse nunca chega de saudade
A sua inconfundível divisão
É toda infinita poesia
Que faz da melodia uma ilusão

João Gilberto, amigo, eu só queria
Lhe agradecer pela lição
Desses seus acordes dissonantes
Desse seu cantar com perfeição

E até o apagar da velha chama
Eu quero sempre ouvir o mesmo som
Só privilegiados tem ouvidos
Mas muito poucos deles tem seu dom
Seu dom, que bom

 

 

 

 

Macristas e kirchneristas sobem o tom a um mês das primárias preparatórias para as eleições gerais de outubro

elecciones argentina
O presidente Mauricio Macri fala para 400 dirigentes de sua aliança, Juntos pela Mudança, na quarta-feira em Buenos Aires. Telam
Buenos Aires

 

“Narcotraficantes”, “mentirosos”, “traidores da pátria”, “violentos”. É preciso voltar às campanhas dos anos cinquenta e sessenta, quando o peronismo estava proscrito e a democracia era presa dos militares, para encontrar acusações de calibre semelhante às trocadas pelas duas forças que disputarão em outubro a presidência da Argentina. O clima está cada vez mais tenso a um mês das primárias de 11 de agosto, a eleição que definirá as listas definitivas de candidatos e medirá as forças reais dos dois lados. As pesquisas mostram um crescimento lento, mas persistente, do presidente Mauricio Macri, que disputará a reeleição, e uma estagnação de Alberto Fernández, o homem que encabeçará a chapa que tem Cristina Fernández de Kirchner como candidata a vice-presidenta. Macri e Fernández estão hoje empatados e monopolizam, juntos, quase 80% das intenções de voto, enquanto a polarização extrema continua esquentando os ânimos.

Os apelos à divisão são um fator herdado do longo confronto entre macristas e kirchneristas. Todos conhecem as fraquezas do adversário e, na ausência de propostas concretas, as campanhas insuflam o medo em relação ao outro lado. Os discursos da última semana foram claros. O macrismo diz que se a chapa Fernández-Kirchner ganhar, os investidores entrarão em pânico, a economia despencará e a Argentina será, finalmente, como a Venezuela. Para o kirchnerismo, se a dupla Macri-Miguel Ángel Pichetto vencer, haverá mais pobreza e desemprego e o país cairá vítima do FMI e do apetite imperialista dos Estados Unidos.Os pontos intermediários desapareceram depois da debandada dos peronistas não kirchneristas em direção a algum dos extremos eleitorais. O senador Pichetto, outrora kirchnerista, está do lado de Macri, enquanto Sergio Massa, um peronista que era a voz dos governadores do interior contrários a Cristina Kirchner, aliou-se à ex-presidenta. O ex-ministro de Economia Roberto Lavagna, timoneiro da crise de 2001, não aderiu a nenhum lado e continua como terceira opção, mas está muito longe dos dois favoritos.

A campanha eleitoral do macrismo é o oposto daquela que o levou a poder em 2015. Encurralado pela crise econômica e pela inflação, Macri já não promete pobreza zero nem “chuva de investimentos”. Na quarta-feira, o presidente disse a 400 dirigentes de sua aliança eleitoral reunidos em Buenos Aires que um triunfo do kirchnerismo “seria perder duas ou três gerações antes de encontrar o caminho”. Macri se mostrou amável e deixou as palavras mais duras a cargo de Pichetto. O kirchnerismo, disse o senador, vai impor “um modelo autoritário, um cepo [controle cambial] e uma economia rígida com forte intervenção do Estado”. O encontro deu o tom do que está por vir. Até o prefeito da capital, Horacio Rodríguez Larreta, sempre moderado e de amplo sorriso, disse em tom vulgar que os kirchneristas “cagaron a tiros [abriram fogo] entre duas facções em um frigorífico e nos patotearon [agrediram] no Obelisco”, referindo-se a um incidente ocorrido quarta-feira, quando a polícia tentou dispersar um protesto de organizações sociais. E Cristina Kirchner? “Eles a mantêm escondida”, disparou.

Na verdade, Kirchner não está escondida, mas sim muito longe da Argentina: na semana passada ela viajou para Cuba, onde sua filha Florencia está internada desde janeiro com depressão. Enquanto isso, a campanha da oposição ficou nas mãos de Alberto Fernández. As circunstâncias colocaram o candidato na defensiva. O macrismo o lembra de que há poucos meses ele criticava duramente a ex-presidenta e agora, em campanha, faz malabarismo para justificar seu status de candidato. Na quarta-feira, Fernández discutiu com os jornalistas que o esperavam na saída do tribunal onde prestou depoimento como testemunha em um processo contra sua chefa política. Mais tarde, criticou outro repórter em uma rádio.

Jaime Durán Barba, artífice da campanha de Macri, elaborou um plano para triunfar “no cenário eleitoral mais polarizado do continente”, como disse naquele encontro partidário. “As pessoas não acreditam nem sentem que seja necessária uma terceira alternativa. Essa polarização está cada vez mais forte e não é impossível que [a eleição] seja decidida no primeiro turno”, assinalou. A necessidade de ganhar no primeiro turno pressiona o macrismo, que abandonou o discurso de paz, amor e reconciliação que usou em 2015. As pesquisas, por enquanto, alimentam a esperança do atual presidente. Segundo os institutos Management & Fit e Opinaia, a vantagem da chapa de Fernández e Kirchner diminuiu e está agora entre 1,7 e 3 pontos porcentuais, um empate técnico. Em maio, a vantagem sobre a chapa de Macri e Pichetto estava entre 5 e 8 pontos.

O cenário, no entanto, pode mudar drasticamente. A popularidade de Macri, que nessas mesmas pesquisas tem 50% de desaprovação (tanto quanto Cristina Kirchner), depende da economia. A Argentina soma oito semanas de paz cambial graças ao dinheiro do FMI, o consumo ? graças a milionários planos de incentivo ? deixou de cair, e a inflação, esse grande carma argentino, dá sinais de desaceleração. Os analistas esperam que o índice de inflação referente a junho fique abaixo de 3%, um número catastrófico para qualquer país, mas que na Argentina é uma boa notícia. O problema de Macri é que se ele não vencer Fernández e Kirchner com folga nas primárias, as turbulências econômicas poderão voltar. Se o peso despencar, o kirchnerismo crescerá nas pesquisa e recuperará o entusiasmo eleitoral. Os argentinos votam com a cabeça, mas também com o bolso.

Do  Jornal do Brasil

 

Em uma série de publicações em rede social nesta sexta-feira, a deputada estadual de São Paulo Janaína Paschoal (PSL) defendeu que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) recuse o convite para assumir a embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

“Muito se está a falar sobre eventual nepotismo, sobre capacidade, sobre ser necessário (ou não) integrar a carreira diplomática. Mas eu analiso a questão sob outro ângulo. O que pensam os quase dois milhões de eleitores do Deputado?”, afirmou em uma das publicações.

Macaque in the trees
Deputada Janaína Paschoal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A deputada disse não questionar a capacidade do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), nem a possibilidade jurídica, mas afirmou que, por ter conquistado muitos votos -ele foi o deputado mais bem votado da história- e levado deputados para a Câmara, ele teria uma posição de liderança e precisaria exercer esse papel.

“Eduardo tem muito a fazer na Câmara e na Presidência Estadual do PSL. Sei que o convite é muito tentador. Mas o certo é recusar. Ele assumiu responsabilidades no Brasil. Precisa cumprir. Basta agradecer a deferência e declinar.”

Ela concluiu afirmando que o povo “precisa ser respeitado”. “Quem fez Eduardo Bolsonaro Deputado Federal foi o povo. Isso precisa ser respeitado. Crescer, muitas vezes, implica dizer não ao pai.”

O presidente anunciou na quinta (11) que decidiu indicar seu filho Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Da minha parte, eu me decidi agora, mas não é fácil uma decisão como esta estando no lugar dele e renunciando ao mandato”, disse ele em entrevista a jornalistas.

O presidente afirmou que o filho fala inglês com fluência, tem boa relação com a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e “daria conta do recado perfeitamente”.

“É uma coisa que está no meu radar, sim, e existe a possibilidade. Ele é amigo dos filhos do Donald Trump, fala inglês e espanhol, tem uma vivência muito grande do mundo. Poderia ser uma pessoa adequada e daria conta do recado perfeitamente”, ressaltou.

Nesta sexta, Eduardo Bolsonaro afirmou que recebeu o apoio do chanceler Ernesto Araújo para assumir a embaixada do Brasil em Washington após se reunir com o ministro das Relações Exteriores.

Ao responder sobre suas qualificações para assumir um dos mais importantes postos na diplomacia brasileira, o parlamentar disse que fez intercâmbio nos Estados Unidos e “fritou hambúrguer no frio do Maine”.

“É difícil falar de si próprio. Mas não sou um filho de deputado [presidente] que está do nada vindo a ser alçado a essa condição. Existe um trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores [da Câmara], tenho uma vivência pelo mundo”, declarou Eduardo, na saída do Palácio do Itamaraty.

“Já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos EUA, no frio do Maine, estado que faz divisa com o Canadá. No frio do Colorado, numa montanha lá, aprimorei meu inglês. Vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros. Então acho que é um trabalho que pode ser desenvolvido. Certamente precisaria contar com a ajuda dos colegas do Itamaraty, dos diplomatas, porque vai ser um desafio grande. Mas tem tudo para dar certo”, concluiu. 

Ele reafirmou que a ida aos EUA colocaria a relação do Brasil em “um outro patamar”, por se tratar de um embaixador que seria filho do presidente da República. E descartou que sua nomeação possa se enquadrar nas regras que vedam o nepotismo.

O parlamentar voltou a afirmar que a indicação para o posto ainda é uma possibilidade e que até este domingo (14) deve se reunir com seu pai para definir a questão.

Do Jornal do Brasil

 

Para ele, político deveria ficar no Congresso para combater o “Foro de SP”

RICARDO DELLA COLETTA

 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O escritor Olavo de Carvalho afirmou nesta sexta-feira (12) que a ida do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil em Washington seria um “retrocesso” e representaria “a destruição da carreira” do parlamentar. 

Em um vídeo publicado no YouTube, o guru da família Bolsonaro disse que o deputado assinou um requerimento para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Foro de São Paulo –organização que reúne partidos de esquerda na América Latina– e que ele deveria se dedicar a esse tema no Parlamento. 

“Essa CPI arrisca ser o acontecimento mais importante da nossa história parlamentar”, disse Olavo. 

“Você não pode começar uma coisa dessa envergadura, desse valor e importância, para depois assumir um posto diplomático em que você não vai poder nem falar do assunto. O diplomata tem lá as suas obrigações regulamentares e não vai poder nem ficar falando do Foro de São Paulo. Isso seria um retrocesso, seria a destruição da carreira do Eduardo Bolsonaro”, acrescentou o escritor, que vive no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. 

Apesar de ter se manifestado contra a eventual nomeação, Olavo destacou que “está com Eduardo e com o seu pai até a morte” e que é amigo dos dois.  

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira (11) que decidiu indicar seu filho Eduardo como embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas que a decisão de aceitar ou não o cargo cabia ao deputado. 

A fala do mandatário ocorreu um dia depois do aniversário de 35 anos do parlamentar, idade mínima requerida para o posto.

A divulgação ocorreu fora dos padrões diplomáticos –a praxe é que o nome de um novo embaixador só seja conhecido depois de consultas formais ao país que receberá o novo embaixador, um trâmite conhecido por agrément.

A possibilidade gerou fortes reações, que vão desde comentários sobre a inexperiência de Eduardo para ocupar a principal função da diplomacia brasileira no exterior a críticas de que o caso configuraria nepotismo.

Tanto Bolsonaro quanto Eduardo dizem que não há nepotismo na indicação. Eles argumentam que o envio do filho do presidente da República para Washington colocaria as relações dos dois países em um outro patamar e ajudaria a estreitar os laços entre Brasil e Estados Unidos.

jul
14

Postado em 14-07-2019 00:09

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-07-2019 00:09

Ciro Gomes diz que ‘está sofrendo com a questão da Tabata’

 

Durante evento em São Paulo, Ciro Gomes afirmou neste sábado que “está sofrendo” com a questão da Tabata Amaral — deputada do PDT que votou a favor da reforma da Previdência.

“Se tem alguém que está sofrendo com esta questão da Tabata, esse alguém sou eu. Sabe quem recrutou a Tabata, a estimulou a entrar na política, assinou a filiação dela? Fui euzinho aqui”, afirmou, segundo relato da Veja.

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