set
10

Postado em 10-09-2018 00:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-09-2018 00:29


 

Nani, no site

 

set
10

“Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o Meirelles”

 

Guilherme Boulos disse que o foco de sua campanha é combater os privilégios. O candidato do PSOL perguntou a Henrique Meirelles se ele pretende fazer o mesmo.

O emedebista enrolou e relembrou sua atuação no governo Lula.

‘Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o Meirelles’, disse então Boulos.

Do Jornal do Brasil

 

Coisas da Política

Tereza Cruvinel

A interrogação

Que rumo tomará a campanha depois da facada em Jair Bolsonaro? Esta é a pergunta que não cala e que ninguém pode responder agora. Ele poderia estar morto, mas sobreviveu, e retomará a campanha. Se não nas ruas, pelo menos no campo que domina, o das redes sociais. No seu caso, a TV conta pouco, pois dispõe de apenas oito segundo. E como voltará Bolsonaro? Raivoso, acusando os adversários e tocando fogo na campanha? Ou mais comedido e pragmático, tentando tirar proveito da condição de vítima que agora pode ostentar? E suas hostes, como irão se comportar?

A comoção é natural. No Brasil já aconteceram atentados e assassinatos de candidatos, mas não nestes 33 anos posteriores à redemocratização. Trata-se, pois, de algo sem precedentes na memória dos contemporâneos. Mas, pensando bem, houve uma escalada da violência política nos últimos anos, de pouca repercussão porque restrita ao plano municipal. Nas eleições de 2016, pelo menos vinte candidatos a prefeito e a vereador foram assassinados, sendo 14 no estado do Rio de Janeiro. Entre 2017 e 2018, 40 prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores foram mortos. Nesta conta está Marielle Franco, um caso que ganhou repercussão nacional e internacional por sua militância na área de direitos humanos e pela violência da execução, cujos autores ainda não foram identificados. Logo depois houve o atentado a tiros contra a caravana do ex-presidente Lula, também não esclarecido até hoje.

Do caldo fermentado pela radicalização dos anos recentes, temperado por ódios e ressentimentos, surgiu o próprio Jair Bolsonaro, agora vítima do extremismo que representou e pregou.

Vitimização e voto

Até aqui, foi Lula que cresceu na condição de vítima, como único réu importante da Lava Jato encarcerado e impedido de disputar a eleição. Os eleitores fazem as contas, vêm que os outros estão por aí, livres e candidatos. A mística do perseguido pegou, consolidou o favoritismo de Lula. Mas agora é Bolsonaro que emerge como vítima de outra natureza, como aquele que tentaram matar para que não se elegesse. Se ele já tinha votos para chegar ao segundo turno, agora será muito difícil evitar que chegue lá.

Neste sentido, quem mais perde é o tucano Geraldo Alckmin. Brigando pela vaga, nos últimos dias ele abriu fogo contra Bolsonaro, com sua fartura de inserções no rádio e na TV. O candidato do PSL perdeu no TSE a tentativa de proibir umas das peças mais agressivas da campanha do tucano. Ela reproduz vídeos em que ele aparece hostilizando a deputada Maria do Rosário e uma jornalista. Chama a primeira de vagabunda e a segunda de analfabeta. A peça se encerra com a pergunta: “Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como Bolsonaro trata?” Se Alckmin não vinha conseguindo recuperar os eleitores tucanos que migraram para a extrema direita, depois do atentado pode ficar ainda mais difícil.

Mas pode sobrar também para o PT, na hora crucial em que trocará oficialmente Lula por Fernando Haddad e dará início ao esforço hercúleo para promover a transferência de votos. Bolsonaro cresceu cavalgando o antipetismo. No sábado, prometeu “fuzilar a petralhada do Acre”. A primeira reação de seus seguidores, nas redes sociais, foi acusar o PT. Na primeira hora, seu candidato a vice, general Hamilton Mourão, sem dispor de qualquer indício, disse ao repórter Eduardo Barreto, da revista de direita Crusoé: “Eu não acho, eu tenho certeza, o autor do atentado é o PT”. Deste veneno o PT já provou. Em 1989, após prender os sequestradores do empresário Abílio Diniz, a polícia difundiu na mídia a informação de que material da campanha de Lula fora apreendido no cativeiro, sugerindo envolvimento do PT no sequestro. Lula perdeu milhões de votos com a suspeita que foi desmentida depois da eleição.

A imprevisibilidade, marca desta campanha, agora foi turbinada.

“Milagre”, Quarteto em Cy: “Se sabe que muda o tempo/ se sabe que o tempo vira/ e o tempo virou”… A suprema arte da composição musical e a sublime magia das vozes e interpretação  das baianinhas de afinação sem igual. Nada melhor para começar um domingo de setembro.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

O giro dramático da campanha com o ataque a faca a Jair Bolsonaro deve empurrar o candidato ultradireitista do PSL rumo a seu teto eleitoral, em torno de 26%. A análise é do cientista político Andrei Roman, diretor-executivo da consultoria Atlas Político. No outro lado do espectro político, Roman vê um potencial de crescimento para Marina Silva e para Fernando Haddad — nos dois casos com essa tendência se acelerando perto da reta final da campanha. Sobre o tucano Geraldo Alckmin, é mais cético: “Não adianta você ter todo tempo do mundo se a sua estratégia de comunicação está errada ou se ela simplesmente não consegue superar as maiores vulnerabilidades da persona do candidato.”

O cientista político, que tem doutorado em Harvard e fundou a empresa com o estatístico Thiago Costa, ainda quando os dois estudavam na universidade norte-americana, coordena um tracking diário do estado da campanha e do posicionamento dos brasileiros a respeito de temas que vão da legalização da maconha ao apoio ou não à ideia de que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa concorrer às eleições. O monitoramento, feito por meio de entrevistas na Internet calibradas por um algoritmo, inclui medições só para clientes privados, como a variação da intenção de votos dos candidatos, e resultados disponíveis para o público em geral —a partir deste sábado o EL PAÍS passa a publicar parte desses dados (entenda aqui). Entre os dados públicos do monitoramento, está a pergunta: “Você é a favor de um golpe militar em vez da organização de eleições presidenciais?” Cerca de 15% do eleitorado responde “sim” a essa indagação e é por isso que Roman acredita que essa cifra é o piso de Bolsonaro. Ou seja, mesmo com as críticas dos adversários na TV, o deputado não deve retroceder abaixo disso em sua avaliação. 

Pergunta. A esta altura já foi dito e repetido que o atentado a Bolsonaro muda a história da campanha e obriga os candidatos a repensar estratégias. Mas dá para dizer isso em cifras nas pesquisas? Quanto ele pode crescer?

Resposta. A nossa leitura é que vai ajudar Bolsonaro a chegar perto do melhor cenário possível projetado para ele e prejudica praticamente todos os outros candidatos. Ele vai conseguir alguma transferência de votos de quase todos. Quanto ele pode crescer? Nossa visão é que pode chegar em torno de 26%, esse é o teto. Dizemos isso com base num relatório que fizemos há 15 dias, no qual analisamos o potencial de crescimento dos candidatos e de onde poderiam vir esses votos. Na análise que fizemos, há potencial de transferência para Bolsonaro de todos os candidatos, com exceção de Boulos. A parcela de eleitores que ele poderia ganhar vai de 8% do eleitorado do Ciro Gomes até 18% do eleitorado do João Amoêdo. Claro, é possível que novos dados mostrem uma alteração neste quadro, mas por enquanto essa análise é baseada nos dados que temos acumulado até agora.

P. A expectativa é que os adversários deem uma trégua nos anúncios com críticas a Bolsonaro, mas é difícil que a estratégia seja abandonada completamente até o final. Você acredita que os adversários, especialmente Alckmin, ainda podem desconstruir na TV o deputado ou ele tem uma base coesa o suficiente que o segura num patamar de possível segundo turno?

R. Os adversários estão conseguindo desconstruir o Bolsonaro para certos segmentos do eleitorado e não para outros. Tanto é que, ao mesmo tempo que a rejeição dele está crescendo, ele também continua crescendo em termos de intenção de voto. A polarização em torno do nome dele favorece as chances de Bolsonaro chegar ao segundo turno, mas prejudica as chances de vitória dele nesse eventual segundo turno. Claro, com esse atentado, as chances dele num eventual segundo turno melhoraram, mas mesmo assim a maior chance de ganhar será do adversário que ele for enfrentar.

P. Muitos analistas apostavam na desidratação do Bolsonaro por causa da TV. Quanto ele poderia murchar, se não tivesse havido o atentado?

R. Ao meu ver, Bolsonaro tem um piso firme de em torno de 15% do eleitorado, o que é muito próximo do que ele precisa neste momento para chegar no segundo turno. No Atlas Tracking tem uma pergunta especialmente útil para medir o piso eleitoral do Bolsonaro: “Você é a favor de um golpe militar em vez da organização de eleições presidenciais?” Em média, 15% do eleitorado brasileiro responde “sim” para essa pergunta.

P. O Atlas Político tem feito pesquisas diárias, com recrutamento de entrevistados pela Internet. Na fotografia de agora, que é precária, ainda dá para cravar um cenário mais provável de segundo turno?

R. Se você for olhar somente pela média das últimas pesquisas, sejam elas do Atlas ou de outros institutos, Jair Bolsonaro e Marina Silva teriam as melhores chances neste momento. Mas, obviamente, isso não levaria em consideração a principal variável dessa campanha olhando para a frente: a tentativa do PT de transferir os votos de Lula para Fernando Haddad. Haddad é ainda muito pouco conhecido pelo eleitorado lulista. Na medida em que esses eleitores entendem que Lula não será candidato e que o candidato apoiado por ele é o Haddad, é possível que Haddad chegue a ultrapassar a Marina. Então os cenários mais prováveis seriam esses: Marina x Bolsonaro e Haddad x Bolsonaro, com uma chance maior para este segundo.

Marina Silva faz
Marina Silva faz Andre Penner AP
 

P. Uma grande incógnita é o poder de transferência de voto de Lula para Haddad e em que velocidade isso pode acontecer. Não é justo o estrato mais pobre, onde Haddad mais precisa crescer, que mais demora a se inteirar?

R. Sim, certamente esse será um desafio grande para a campanha petista. Será muito difícil ver Haddad no mesmo patamar de votação de Dilma na campanha de 2010. Naquela vez, Lula estava engajado ativamente em conseguir essa transferência e a escolha da Dilma foi anunciada um ano antes da eleição. Mas Haddad não precisa chegar no mesmo patamar de Dilma para chegar no segundo turno. Dada a fragmentação do cenário de candidatos, só 15% do eleitorado ele talvez já consiga passar para o segundo turno. Pelo que vejo em nossos dados, a chance disso acontecer é bem alta. Agora, em relação à questão da velocidade e do timing, isso deve acontecer bem tarde: acredito que Haddad começará a crescer devagar no começo da campanha e acelerar bem perto do final, quando a massa crítica do eleitorado lulista finalmente conseguir digeri-lo como candidato de Lula.

P. Marina não está melhor posicionada para recebe os votos órfãos de Lula, especialmente entre as mulheres pobres?

R. Marina está muito bem posicionada em termos de sua imagem pública, pela história de vida dela, pela aproximação no passado com Lula e pelo contraste entre o estilo discursivo dela em comparação ao dos outros candidatos. Marina consegue se contrapor aos demais candidatos com sua autenticidade e modéstia. Mas Marina tem também certas vulnerabilidades em relação a esse eleitorado. Marina não se posicionou contra a prisão de Lula e as imagens dela apoiando o Aécio Neves no segundo turno de 2014 devem ser exploradas intensamente pelo PT. Marina poderia ter um discurso mais claro em relação ao legado petista, em relação ao que foi bom e ao que foi ruim. Ela poderia defender o legado do Lula sem necessariamente aderir à bandeira “Lula Livre”. Em vez disso, ela vem optando por um discurso mais discreto, que não toca frontalmente essas questões. Pode ter sido um erro estratégico ou um acerto. Por enquanto, ainda é cedo para fazer essa análise.

P. A pergunta mais repetida das eleições é: a TV ainda será determinante? Alckmin terá tempo para subir o que precisa para ir ao segundo turno?

R. Alckmin tem muito mais tempo do que precisa, mas a questão é como você preenche esse tempo. Não adianta você ter todo tempo do mundo se a sua estratégia de comunicação está errada ou se ela simplesmente não consegue superar as maiores vulnerabilidades da persona do candidato. A estratégia de comunicação faz parte de uma estratégia maior de posicionamento político. Se a sua estratégia de comunicação é contraditória em relação à estratégia de posicionamento, obviamente os resultados não serão bons. A leitura atual da campanha de Alckmin é que erraram somente na comunicação e que, consertando isso, irão conseguir fazer ele subir. Eu acredito que esse diagnóstico está errado. O problema de Alckmin, ao meu ver, está mais ligado às vertentes chave da estratégia política de posicionamento do que com a comunicação.

P. E onde Alckmin erra?

R. O eleitorado do Bolsonaro é muito convicto e não vai mudar para Alckmin. E quem não gosta mesmo do Bolsonaro é a esquerda, que também não gosta do Alckmin. Então, batendo no Bolsonaro, Alckmin não consegue nem o eleitor do Bolsonaro (que dificilmente vai desistir dele), nem o eleitor da esquerda, que não passará a gostar do Alckmin por conta disso. A estratégia certa do Alckmin, na minha opinião, era mostrar que ele continua sendo a oposição autêntica ao PT, que de fato Bolsonaro adotou no passado posições paternalistas na economia, que Bolsonaro é muito mais próximo do PT do que parece. Alckmin deveria fazer um discurso focado no eleitorado de centro-direita que é anti-lulista e não tem uma posição muito firme em relação ao Bolsonaro ainda.

Bolsonaro em foto publica pelo filho nas redes sociais.
Bolsonaro em foto publica pelo filho nas redes sociais. Flavio Bolsonaro AP
 

P. Duas novidades da eleição são, por um lado, a força da ultradireita de Bolsonaro, mas também a aparição de um fenômeno de direita liberal na economia e nos costumes, como o João Amoêdo (NOVO). Você prevê que Amoêdo ainda tem espaço para crescer?

R. Amoêdo adotou uma estratégia muito focada em mídias sociais, investindo pesadamente em propagandas pagas principalmente no Facebook. A estratégia parece estar dando certo, principalmente entre homens jovens em regiões urbanas do Sul e Sudeste. Ele está chegando em 4% de intenção de voto, que pode não parecer tão impressionante assim, mas serve para atrapalhar bastante Alckmin. Boa parte do eleitorado do Amoêdo é um eleitorado realmente libertário. Além de uma grande maioria dos eleitores dele apoiarem, por exemplo, as privatizações e a reforma da Previdência, é um eleitorado muito progressista em questões como liberalização da maconha e legalização do casamento gay. No entanto, esse nicho é bastante pequeno como percentual da população brasileira. Por isso a gente vê Amoêdo adotando posições bem mais conservadoras do que a média atual do eleitorado dele, provavelmente no intuito de conquistar eleitores de Bolsonaro. O espaço de crescimento dele seria então bem diferente do espaço que ele conseguiu conquistar até agora.

P. Temos uma profusão de pesquisas, de metodologias diferentes. Você é crítico dos trackings telefônicos puros. Por quê?

R. Os tracking telefônicos não têm feito, em geral, um bom trabalho na hora de entender quais são os grupos supra e subrepresentados em relação ao perfil da população geral. Quando você tem uma taxa de resposta abaixo de 10% (como na maioria das pesquisas telefônicas), a chance de essa taxa baixa de resposta introduzir um viés na amostra é extremamente grande. Os 10% que respondem a pesquisa certamente têm algumas características diferentes dos 90% que não respondem. Para começar, é muito natural esperar que eles sejam mais politicamente engajados. Se você vota Bolsonaro, a chance de você querer perder 30 minutos do seu dia respondendo uma pesquisa eleitoral para afirmar essa preferência é muito maior do que se você não se interessa por política ou não faz a menor ideia sobre em quem votar. Isso acaba supraestimando sistematicamente alguns candidatos cujo voto espontâneo é alto e explica a discordância entre as pesquisas telefônicas e as pesquisas face a face. O Atlas tenta entender esse tipo de fenômeno e usa procedimentos especiais de ajuste amostral para eliminar os vários tipos de viés.

DJornal do Brasil

O ministro Luis Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu na última sexta-feira, 7, suspender a veiculação de uma inserção com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no âmbito da Lava Jato. Salomão também fixou uma multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento da determinação judicial.

O valor representa um aumento em relação a decisões judiciais anteriores, que previam multa de R$ 500 mil caso o PT descumprisse a determinação do TSE.

A decisão do ministro é uma resposta a uma representação proposta pela Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL/PRTB), do candidato Jair Bolsonaro, contra inserção de TV da Coligação o Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS), que faz referência ao ex-presidente Lula e sua candidatura, o que seria, de acordo com a representação, “uma afronta à decisão proferida” pela justiça eleitoral, que indeferiu a candidatura do petista.

“Vislumbro, na hipótese, depois de assistir à propaganda eleitoral impugnada, que o programa lançado na modalidade inserções não parece deixar margem a dúvidas, no sentido de que estão sendo descumpridas as deliberações do Colegiado. É claro que as frases não podem ser pinçadas e analisadas isoladamente, mas sim dentro do contexto em que exibidas. Nesse passo, é forçoso reconhecer que o conteúdo divulgado faz referência expressa a Lula, utilizando, além de sua imagem, sua voz por meio da seguinte expressão: “Não adianta tentar evitar que eu ande por esse país” e, na sequência, eleitores dizendo: “Eu sou Lula”, o que, no contexto da cena, induz que ele é postulante ao cargo de presidente, e leva a concluir pela inegável afronta ao que foi deliberado pela Corte, uma vez configurada campanha eleitoral de candidato reconhecidamente inelegível, com pedido de registro indeferido por este Tribunal”, diz o ministro na decisão.

“Reitero que a Justiça Eleitoral foi criada e existe justamente para garantir segurança jurídica e transparência ao processo democrático, e, por isso, cumprindo seu papel, a partir do momento em que houve a deliberação quanto ao registro da candidatura, e definido que não haverá mais propaganda com o candidato a presidente Lula, tal decisão há de ser cumprida integralmente, sob pena de descrédito da determinação da Corte”, completa o ministro.

 

set
09

Postado em 09-09-2018 00:41

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-09-2018 00:41



 

Atorres, no

 

set
09

Postado em 09-09-2018 00:37

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-09-2018 00:37

Juíza quebra sigilo de agressor de Bolsonaro

A juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, quebrou o sigilo telefônico de quatro aparelhos celulares e de um notebook usado pelo agressor de Jair Bolsonaro, informa Camila Bomfim, da TV Globo.

Até o momento, não há decisão sobre quebra de sigilo bancário.

Investigadores dizem que há a “possibilidade de o agressor ter recebido treinamento ou auxílio de organização criminosa”.

Independência e Música!!! Bom resto de  sábado!!!

Excelente domingo!!!

(Gilson Nogueira)

 

Resultado de imagem para Fogo no Museu Nacional e o meteorito de Bendegó
No bairro de São Cristóvão, o Museu Nacional destruído pelo
abandono e o fogo…
Resultado de imagem para Fogo no Museu Nacional e o meteorito de Bendegó
…o meteorito de Bendegó resistiu ao incêndio que devastou o museu.

 

ARTIGO DA SEMANA

Fogo no Museu Nacional, JB saqueado: Ai de ti, São Cristóvão (Rio)

Vitor Hugo Soares

Trechos do célebre artigo “Ai de Ti, Copacabana”, de Rubem Braga, ressurgem na memória sempre que vou ao Rio de Janeiro (desde um domingo de janeiro de 2006), e atravesso o bairro de São Cristóvão, pela Avenida Brasil, no trajeto entre o Aeroporto Tom Jobim e a  zona sul .. Tem sido assim desde a invasão, depredação e saque da sede do centenário Jornal do Brasil (onde trabalhei por  17 anos). Se voltar ao Rio, nem sei como será, desde as lágrimas de domingo passado do incêndio que devastou o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, bem perto do prédio abandonado do JB, invadido e saqueado há 12 anos “por grupos de moradores sem-teto”, segundo o noticiário de então.

“É de fazer chorar”, assinalou em seu blog o jornalista Ricardo Noblat, velho companheiro de profissão e de batente no JB (ele na sucursal de Brasília e eu na da Bahia, na era de ouro do jornal da condessa Pereira Carneiro). Palavras buscadas na letra do antológico frevo de Luiz Bandeira, diante da assombrosa imagem do “esqueleto” que restou, do museu fundado há 200 anos pelo imperador D. João VI e que guardava relíquias da história, da arte e da ciência do Rio, do Brasil e da Humanidade.  

Pior são as tentativas de escamotear fatos e evidências, tirar o corpo fora, desenvolver desculpas improvisadas e mal alinhavadas , que ferem a inteligência, para justificar o descaso escandaloso que envergonha mais ainda o Rio e o País diante do mundo. O jogo sórdido e deslavado de palavras, na tentativa de manipulação e utilização política e eleitoral em tempo de campanha presidencial e eleições gerais.  E a ideologização burra e caquética – da esquerda à direita – deste caso de patente omissão e leniência, que cobra investigação séria e profunda da Polícia Federal e punição severa pela admministração pública e pela justiça de responsáveis . Antes de se falar em dar mais dinheiro para gestores boquirrotos e incompetentes, do tipo que se tem revelado Roberto Leher, reitor da UFRJ, instituição pública (transformada em aparelho partidário e ideológico pelo poder dominante, a exemplo de outras universidades federais no país), a quem cabia o zelo e guarda do agora destruído, Museu Nacional.

 No meio dos escombros e assombros (nem se imaginava o esfaqueamento do candidato Jair Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora, nesta quinta-feira), um momento de alívio e grande contentamento: ver na TV o meteorito de Bendegó, que resistiu ao fogo, sendo levado para lugar mais seguro. O pedaço da galáxia que desabou no Nordeste, relíquia científica e histórica que caiu nas terras de Monte Santo, no sertão baiano de Canudos do beato Conselheiro – “um aviso”, no dizer de Glauber Rocha. Um sinal?, pergunto diante do incêndio no museu.

O cronista Rubem Braga escreveu: “Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e destes  risadas ébrias e vãs no seio da noite. Já movi o mar de uma parte e de outra parte, e suas ondas tomaram o Leme e o Arpoador, e tu não vistes este sinal…. Sem Leme, quem te governará?”. Diz agora o jornalista – depois das destruições da sede do JB, e do Museu Nacional: “Ai de ti, nobre e amado bairro de São Cristóvão da cidade do Rio de Janeiro. Tu que fostes casa de poder, morada de reis e imperadores no norte da cidade maravilhosa, quem te salvará nesta hora de abandono, perda e indignação?

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

  • Arquivos

  • setembro 2018
    S T Q Q S S D
    « ago    
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930