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Postado em 20-01-2020 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-01-2020 00:14

Por G1 PE

Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação

Empresário Antônio de Queiroz Galvão morreu aos 96 anos — Foto: Grupo Queiroz Galvão/Divulgação

 

Morreu no Recife, neste domingo (19), o empresário Antônio de Queiroz Galvão, um dos fundadores do Grupo Queiroz Galvão. Aos 96 anos, ele passou mal na casa onde morava, no sábado (18), e faleceu durante a madrugada, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

Antônio de Queiroz Galvão nasceu em Timbaúba, na Zona da Mata de Pernambuco. Junto com o irmão Mário, ele fundou a Construtora Queiroz Galvão em 1953. Os irmãos mais novos, Dário e João, também se tornaram sócios da empresa. Dos quatro irmãos, apenas João continua vivo, segundo a assessoria de imprensa do grupo.

A morte de Antônio de Queiroz Galvão ocorreu no Real Hospital Português, no bairro do Paissandu, na área central do Recife, onde foi internado na manhã do sábado (18). Ele deixou a esposa, sete filhos, 22 netos e 26 bisnetos.

 

O velório começou às 12h e o enterro tem início previsto para as 17h, ambos restrito para parentes e amigos, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife.

Notas de pesar

Em nota, o Grupo Queiroz Galvão comunicou “com grande pesar” o falecimento de Antônio de Queiroz Galvão. Ele não ocupava mais cargo na empresa, de acordo com a assessoria de imprensa do grupo.

Também em nota, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que recebeu “com muito pesar” a notícia da morte de Antônio. “Filho da Zona da Mata Norte, deixa um legado importante na área da construção civil do nosso Estado e do País. Neste momento, quero me solidarizar com seus familiares e amigos”, disse no texto.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), afirmou que recebeu “com muita tristeza” a notícia da morte de Antônio e enviou um “abraço e profundo pesar para sua família e amigos”, em nota.

“Ele foi Diretor de Obras da Prefeitura do Recife e tem sua história de vida ligada ao desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil, sendo responsável por criar a construtora responsável por algumas das principais obras estruturadoras que colocaram nosso estado no caminho do crescimento e pela geração de milhares de empregos”, declarou.

jan
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Postado em 20-01-2020 00:12

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Ricardo Manhães  NO JORNAL catarinense

 

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20

Postado em 20-01-2020 00:10

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DO EL PAÍS

Cerca de 75 presos da penitenciária de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, escaparam na madrugada deste domingo por um túnel

 Santi Carrneri
O túnel usado pelos presos do PCC para fugir do presídio Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
O túnel usado pelos presos do PCC para fugir do presídio Pedro Juan Caballero, no Paraguai.Marciano Candia (AP)

Cerca de 75 presos da penitenciária de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, escaparam na madrugada deste domingo por um túnel que vinham construindo nos últimos dias, informou o Ministério Público paraguaio. Todos eles pertencem ao Primeiro Comando da Capital (PCC), um dos maiores grupos criminosos da América do Sul. Originário de São Paulo, o PCC ampliou suas operações de tráfico de cocaína e armas ao país vizinho.

Trata-se da maior fuga da história das prisões paraguaias, declarou a ministra da Justiça, Cecilia Pérez. “Há uma categórica conivência de funcionários do presídio”, afirmou. Segundo Pérez, os presos depositaram areia e escombros em celas durante dias, e não poderiam ter feito isso sem que os guardas soubessem. A saída do túnel ficava justo em frente ao muro da prisão e a metros de um posto de controle do perímetro, que tampouco alertou as autoridades em Assunção.

Entre os foragidos há vários líderes do PCC, como David Timoteo Ferreira e Osvaldo Pagliato, este último considerado pelas autoridades o chefe da facção nas prisões. Foi Pagliato que supostamente encabeçou o motim ocorrido em junho de 2019 na prisão paraguaia de San Pedro, onde 10 detentos foram assassinados, alguns deles decapitados, num confronto entre o PCC e o clã Rotela, uma máfia local.

O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, afirmou que as forças de segurança estão em alerta ante a possibilidade de que os fugitivos tentem entrar em território brasileiro. “Estamos à disposição para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, escreveu Moro no Twitter. De acordo com o site G1, o ministério informou que a fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul deve ser temporariamente fechada para evitar a entrada dos fugitivos.

Segundo a ministra Pérez, informações de inteligência permitiram saber que havia uma oferta de 80.000 dólares (336.000 reais) a quem ajudasse os líderes do PCC a fugir. “Não é raro que isso ocorra devido aos altíssimos níveis de corrupção e à fragilidade do sistema de segurança. E é ainda menos raro que ocorra no presídio de Pedro Juan Caballero, provavelmente o mais corrupto e violento”, explica ao EL PAÍS Dante Leguizamón, presidente do Mecanismo Nacional de Prevenção da Tortura, uma organização estatal independente do Governo que monitora o cumprimento das leis dentro das penitenciárias.

 

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ARTIGO

velha Glória pela lente de Fellini

 

Janio Ferreira Soares

 

Como não uso WhatsApp, por esses dias, enquanto eu lia um belo texto sobre o centenário de Fellini, Valéria me mostrou no seu celular um velho filme que falseia completamente a verdade sobre a inundação da velha Glória e a construção da nova cidade.

Produzido em 1974 e ufanista até o talo, o que se vê é uma louvação ao Brasil ame-o ou deixe-o, onde imagens de casinhas de taipas rodeadas por crianças esquálidas são mostradas ao toque de um violão plangente e de uma lamuriosa flauta em tons de uma esmolinha pelo amor de Deus, tudo na intenção de reforçar a ideia de que seus habitantes viviam condenados ao atraso, mas, depois de “indenizados com justiça e compreensão”, encontrariam a tão sonhada modernidade.

Na sequência, engenheiros abrem uma planta mostrando as 208 habitações (um embrião do Minha Casa Minha Vida) que seriam construídas a um custo de “25 milhões de cruzeiros”, expressados pelo locutor com uma entonação que até parece que a quantia seria distribuída entre os ariados moradores sem saber pra onde ir.

Glória, se viva, teria completado 133 anos no último dia 6 de janeiro, apenas um Cristo a mais do que Fellini, que nessa segunda-feira, 20, faria 100 anos em sua Rimini, cidade que lhe serviu de inspiração para seu poema maior, Amarcord. E aí, meus caros e caras, me vejo forçado a montar no lombo do jumento que ora relincha as horas pra quem não usa Rolex, e viajo em como seria um filme sobre o afogamento de pedaços do meu passado pela lente do genial italiano.

Entre tantas figuras iguais às suas, creio que ele se fixaria no aluado Zé Bacalhau, que quase perdeu a mão na esteira de um trator depois de jurar que o motor lhe dizia: “bote o dedo, Zé!”; em Lulinha Boca Preta, que todo dia surgia de paletó na casa de minha avó com um violão, cantando: “você partiu, saudades me deixou, eu chorei” e depois recitava, de sua autoria: “e meu corpo vai morrendo, minha alma vai gemendo, na alegria de voltar”; em Osminho, viciado em pimenta e cachaça, que, do nada, parava no meio da rua e cantava alguma do Trio Nordestino e aí, numa alusão ao seu cantor, berrava: “Lindú é foda!”; ou em Barbosinha, que quando chegava bêbado na casa de tio Rui, ameaçava parar o ventilador com a língua.

No fim, embarcaríamos num imenso navio ancorado no Caxacá e seguiríamos à deriva, com Lulinha Boca Preta gritando desesperadamente num megafone: “e agora, meu povo, para onde?”, enquanto sereias e negos d’água dançariam na réstia da Lua ao som do pífano de Zé Bode, da zabumba de Carrinho e do tarol de Tonho de Duba, os três a flutuar como anjos banidos em busca do adro da igreja, que surgiria submersa na tela com peixinhos prateados nadando ao redor de Santo Antônio e de um assustado Menino Jesus fazendo glub glub no altar.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura  de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

Tema do filme Amacord”, New York Phylarmonic Orchestra: Uma empolgante e especial sugestão musical do Bahia em Pauta pa o domingo. Companhia mais que perfeita para acompanhar na leitura do artigo de Janio . Confira,

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Regina Duarte deve conversar com Bolsonaro pessoalmente na segunda

Regina Duarte deve conversar pessoalmente com Jair Bolsonaro sobre o convite para assumir a Secretaria Especial da Cultura no lugar de Roberto Alvim.

Interlocutores da atriz disseram a Natuza Nery, do G1, que Regina quer uma conversa “olho no olho” com o presidente.

Os dois devem se encontrar na próxima segunda-feira, segundo o blog.

jan
19

Postado em 19-01-2020 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-01-2020 00:11

 

Por G1

 princípe Harry e sua esposa, Meghan, duquesa de Sussex, em 7 de janeiro, em Londres — Foto: Reuters/Toby Melville  princípe Harry e sua esposa, Meghan, duquesa de Sussex, em 7 de janeiro, em Londres — Foto: Reuters/Toby Melville

O principe Harry e sua esposa, Meghan, duquesa de Sussex, em 7 de janeiro, em Londres — Foto: Reuters/Toby Melville

 

O Palácio de Buckingham anunciou neste sábado (18) que o príncipe Harry e sua mulher, Meghan Markle — duque e duquesa de Sussex — não vão mais utilizar o título de “alteza real”. Além disso, deixarão de receber dinheiro público para os chamados “deveres reais”.

No comunicado deste sábado, o Palácio de Buckingham afirmou que as mudanças valem a partir do fim de março deste ano.

A nota possui um trecho assinado pela rainha Elizabeth, de 93 anos. Ela afirma que “Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da minha família”. A monarca ainda agradeceu “por todo o trabalho dedicado em todo o país, na Commonwealth e além dela”, e diz que está “particularmente orgulhosa de como Meghan se tornou tão rapidamente um membro da família.”

O trecho assinado pelo Palácio de Buckingham reforça que “embora não possam mais representar formalmente a rainha, os Sussex deixaram claro que tudo o que fizerem continuará a defender os valores de Sua Majestade”, e que “são gratos à Sua Majestade e à família real por seu apoio contínuo enquanto embarcam no próximo capítulo de suas vidas”.

 Harry e Meghan ainda deverão reembolsar o governo britânico pelos custos da reforma da residência na qual viviam. As obras foram orçadas em 2,4 milhões de libras, ou R$ 11,6 milhões.

Por fim, o Palácio de Buckingham não esclareceu como será o esquema de segurança para o duque e a duquesa de Sussex. “Existem processos independentes bem estabelecidos para determinar a necessidade de segurança com financiamento público”, disse a nota.

Independência financeira

 

Camilla, duquesa de Cornwall, Elizabeth II, rainha da Inglaterra, Meghan, duquesa de Sussex, Harry, duque de Sussex e o príncipe William durante evento da Força Aérea Real britânica, em 10 de julho de 2018 — Foto: Tolga Akmen / AFP Camilla, duquesa de Cornwall, Elizabeth II, rainha da Inglaterra, Meghan, duquesa de Sussex, Harry, duque de Sussex e o príncipe William durante evento da Força Aérea Real britânica, em 10 de julho de 2018 — Foto: Tolga Akmen / AFP

Camilla, duquesa de Cornwall, Elizabeth II, rainha da Inglaterra, Meghan, duquesa de Sussex, Harry, duque de Sussex e o príncipe William durante evento da Força Aérea Real britânica, em 10 de julho de 2018 — Foto: Tolga Akmen / AFP

No último dia 8 de janeiro, o duque e a duquesa de Sussex anunciaram que iriam deixar a função de ‘membros seniores’ da família real para buscar a independência financeira.

 

Na última segunda-feira (14), após uma reunião de família na residência real de Sandringham, no leste da Inglaterra, a rainha Elizabeth concordou com seu filho Charles – herdeiro do trono – seus dois filhos – William e Harry – em realizar um período de transição para que o príncipe possa abandonar gradualmente seu papel de primeiro plano na realeza.

O casal alegou se sentir desconfortável com a pressão da mídia e disse que pretende abandonar seu papel de membros de primeira classe da família real, modificar seu relacionamento com a imprensa, dividir seu tempo entre Reino Unido e América do Norte e ser financeiramente independente.

Meghan ex-atriz americana de 38 anos que deixou sua carreira quando se casou com Harry em 2018, viajou para o Canadá na semana passada e reencontrou o pequeno Archie, filho do casal. A ex-atriz morou no país por causa da série de televisão “Suits”, na qual trabalhava.

Leia na íntegra o comunicado do Palácio de Buckingham:

Declaração de Sua Majestade, a rainha

Após muitos meses de conversas e discussões mais recentes, congratulo-me por termos encontrado juntos um caminho construtivo e solidário para meu neto e sua família.

Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da minha família.

Reconheço os desafios que enfrentaram como resultado de intenso escrutínio nos últimos dois anos e apoio o desejo de uma vida mais independente.

Quero agradecer a eles por todo o seu trabalho dedicado em todo o país, na Commonwealth e além dela, e estou particularmente orgulhoso de como Meghan se tornou tão rapidamente um membro da família.

É a esperança de toda a minha família que o acordo de hoje lhes permita começar a construir uma nova vida feliz e pacífica.

FIM

Declaração do Palácio de Buckingham

O duque e a duquesa de Sussex são gratos à Sua Majestade e à Família Real por seu apoio contínuo enquanto embarcam no próximo capítulo de suas vidas.

 

Conforme acordado neste novo arranjo, eles entendem que são obrigados a se afastar dos deveres reais, incluindo as nomeações militares oficiais. Eles não receberão mais fundos públicos para os deveres reais.

Com a bênção da rainha, os Sussex continuarão mantendo seus patrocínios e associações particulares. Embora não possam mais representar formalmente a rainha, os Sussex deixaram claro que tudo o que fizerem continuará a defender os valores de Sua Majestade.

Os Sussexes não usarão seus títulos de Sua Alteza Real, pois não são mais membros da Família Real.

O duque e a duquesa de Sussex compartilharam seu desejo de reembolsar as despesas do Sovereign Grant pela reforma do Frogmore Cottage, que continuará sendo sua casa familiar no Reino Unido.

O Palácio de Buckingham não comenta os detalhes dos arranjos de segurança. Existem processos independentes bem estabelecidos para determinar a necessidade de segurança com financiamento público.

Este novo modelo entrará em vigor na primavera de 2020.

jan
19

Postado em 19-01-2020 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-01-2020 00:10

CadernoB

RODRIGO FONSECA

Há cerca de cem filmes na seleção do 22º Rendez-vous Avec Le Cinéma Français, um fórum de promoção dos maiores sucessos recentes do audiovisual francófono, iniciado na quinta-feira em Paris, com espaço para a badalação de novos projetos. Alguns já têm estreia europeia marcada, como é o caso de “O Sal das Lágrimas” (“Le Sel Des Larmes”), do veteraníssimo Philippe Garrel: nenhuma produção é mais falada por aqui do que a dele. Aos 71 anos, ele é encarando como um potencial concorrente ao Urso de Ouro da Berlinale 2020 (20 de fevereiro a 1º de março) com seu novo longa-metragem, previsto para entrar no circuito francês no dia 8 de abril, abordando uma história de amor cheia de percalços. Estima-se que se trata do trabalho definitivo do septuagenário cineasta, que inaugurou sua carreira com “Marie pela memória” (“Marie pour mémoire”,1967).

Macaque in the trees
Phillippe Garrel (Foto: Reprodução)

“Com sua engenharia complexa, avessa a modismos, o Amor carrega um componente político em si, que é a habilidade de desafiar interditos de classe e de cultura, representando, de modo selvagem, a permanência e a universalidade de sentimentos que não se limitam a cabrestos civilizatórios”, disse Garrel por telefone ao JB.

Em “Le Sel des Larmes”, o realizador de “A cicatriz interior” (1972) e “A fronteira da alvorada” (indicado à Palma de Ouro de Cannes, em 2008) fala de um estudante francês, Luc (Logann Antuofermo), siderado por seu velho pai (André Wilms), que se apaixona por uma jovem de origem africana, Djemila (Oulaya Amamra) em meio a uma mudança de cidade, para tocar seus estudos. Mas a paixão pela moça vai alterar sua rotina e liberar sentimentos que hão de abrir feridas em sua relação familiar.

“Em ‘Civilização e Barbárie’, Freud nos mostrou que certos códigos de conduta são exercícios sutis de dominação, linguagem de controle. O amor também inclui controle. Filmo para poder investigar essa condição de submissão e de exploração. Só o que eu posso dizer, por enquanto, é que se trata de um olhar honesto sobre a vida, sobre os sentimentos, sem compromisso com as demandas do mercado e atento às possíveis mentiras inerentes ao olhar histórico, falando da interseção entre corações. Cinema pautado pelo imaginário, para libertar, é o que eu busco”, disse Garrel, cujo maior sucesso é “Amantes constantes”, ganhador do prêmio de Melhor Diretor e de Melhor Fotografia no Festival de Veneza de 2005. “Meu filho, Louis Garrel, fez esse filme e trabalhou comigo em outros projetos. Fico feliz ao vê-lo trilhar seu próprio caminho como diretor, em paralelo a seu trabalho na atuação”.

Macaque in the trees
Le Sel des Larmes (Foto: Reprodução)

Nesta sexta, a principal atração do Rendez-vous foi a passagem da diretora Justine Triet, de 41 anos, para falar do cult “Sibyl”, que rendeu a ela uma indicação à Palma de Ouro de Cannes. Nele, temos “a” estrela do momento no cinema francês, Virginie Efira (de “Um amor à altura”), que está nas páginas da edição de janeiro da revista “Cahiers du Cinéma” nas fotos do esperado “Benedetta”, de Paul Verhoeven, do qual será a protagonista. E Virginie gravita com elegância do trágico ao hilário no papel de uma terapeuta às voltas com uma paciente com os nervos em frangalhos: uma atriz (Adèle Exarchopoulos, de “Azul é a cor mais quente”) cujo namorado traiu sua confiança. Sibyl (Efira) precisa atender a moça no meio de um set de filmagem comandado por uma diretora enervada (a alemã Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”) onde tudo ameaça dar errado. Inclusive a psicóloga. Indicada à Palma de Ouro, a produção é o trabalho de maturidade da realizadora de “Na cama com Victoria” (2016).

“Encontrei em Virginie uma grande amiga, mas também uma parceira que se põe à prova no set, aceitando se adequar à direção complexa que eu proponho a cada plano, buscando uma forma de expor a verdade e o mal-estar que existem por trás das aparências nas relações do dia a dia”, disse Justina ao JB. “Para funcionar, eu crio uma atmosfera de troca, que exige muito do meu elenco, mas que liberta ideias.

Também nesta sexta o evento conferiu, em sua sessão fechada para distribuidores e exibidores a comédia em tons fantásticos “Le prince oublié”, de Michel Hazanavicius. O ganhador do Oscar de melhor direção por “O Artista” (2011) assina o que pode ser “o” fenômeno de bilheteria francês de 2020, de carona o carisma de Osmar Sy (do já citado “Intocáveis”). Ele vive Djibi, contador de histórias capaz de inventar as fábulas mais surpreendentes para entreter sua filha de 7 anos. Nelas, ele sempre é um herói imbatível, um príncipe cheio de glórias. Mas a menina chega à adolescência e, cansada do arquétipo do pai perfeito, resolve criar suas próprias fantasias, nas quais Djibi já não é tão infalível assim. O problema é que a imaginação crítica da jovem começa a refletir na vida dele, com consequências nada agradáveis. O Rendez-vous segue até segunda, quando Costa-Gavras, o papa do cinema político, passa por Paris com “Adults in the Room”, uma reflexão sobre a crise na Grécia.

jan
19

Postado em 19-01-2020 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-01-2020 00:08


 

Duke no jornal mineiro

 

Mercado aéreo regional está há cinco décadas dobrando o seu tamanho a cada 12 anos, graças ao crescimento da classe média

Passageiros embarcam na Latam Airlines no aeroporto de Puerto Maldonado, no Peru.
Passageiros embarcam na Latam Airlines no aeroporto de Puerto Maldonado, no Peru.John Milner (Getty Images)

Os céus dos norte-americanos e europeus se tornaram curtos para a ambição das principais companhias aéreas dos dois lados do Atlântico. Com as empresas de baixo custo dominando uma fração importante do bolo do curto e médio porte tanto nos EUA como no Velho Continente, e as possibilidades de expansão restritas pela própria maturidade do mercado, as grandes empresas voltaram o olhar para a América Latina —de acordo com as cifras do setor, o terceiro mercado que mais crescerá nas próximas duas décadas, só atrás da Ásia e do Oriente Médio— para tentar garantir o seu crescimento a mais longo prazo. A primeira a mexer as fixas foi a Delta, que começou a comprar ações da Aeroméxico em 2017 e aumentou gradualmente sua participação para os atuais 49%, o máximo legal permitido no México. Em paralelo, a companhia dos EUA apostou na Latam (assumiu a quinta parte de seu capital) para agigantar sua posição continental e tirá-la da Oneworld, a aliança rival. Mais recentemente, o grupo da Iberia, IAG, redobrou sua exposição na região com a aquisição da Air Europa, que consolidará Madrid-Barajas como o principal ponto de entrada da América Central e do Sul, com quase um terço das chegadas. Todas essas operações possuem um denominador comum: têm a América Latina como grande alvo.

O apetite pelo mercado aéreo latino-americano contrasta com sinais vitais que há meses vêm despontando em vários países do subcontinente, tanto no plano político —protestos, com a desigualdade como alvo central— como no puramente econômico —o crescimento recorrente abaixo da média dos emergentes—. Os céus, no entanto, parecem alheios a essa realidade: o mercado aéreo regional está há cinco décadas multiplicando por dois o seu tamanho, em média, a cada 12 anos, e o crescimento anual do número de usuários de aviões mais que dobrou a taxa de PIB nesse período. “Estamos a caminho de 16 anos seguidos com taxas de crescimento positivas, algo que nem todos os setores podem mostrar”, ilustra Luis Felipe de Oliveira, diretor da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA). “Os mercados de origem estão em uma fase madura e a América Latina oferece várias décadas de bom crescimento”, diz ele, no Panamá. “Como resultado de uma grande consolidação e reestruturação corporativa, os grandes grupos aéreos da América do Norte e da Europa continuam prosperando enquanto as operadoras latino-americanas enfrentam dificuldades. Isso criou oportunidades de compra para empresas como a Delta aproveitarem o crescimento do mercado latino-americano”, conclui Jonathan Berger, diretor da Alton Aviation, uma dos grandes consultoras do setor.

O interesse das companhias aéreas internacionais na região “já estava aí, mas claramente aumentou muito”, resumem Victor Nomiyama e Flavia Bedran, especialistas em aviação da agência de classificação de risco da S&P. “É lógico: as possibilidades de crescimento futuro são muito maiores do que em seus mercados de origem”. Embora as perspectivas do setor sejam piores no curto prazo do que em outras regiões, as empresas líderes mundiais do setor não querem perder seu pedaço do bolo em um mercado que se percebe como fundamental nas próximas décadas: com uma infraestrutura ferroviária muito fraca (e até diretamente inexistente), uma rede viária insuficiente e longas distâncias para cobrir, muitas vezes só atravessadas por ar, o avião se move no melhor ecossistema possível. O Brasil é um dos exemplos mais claros de como o setor aéreo é uma das poucas opções de mobilidade na região: um país enorme —com uma área comparável (embora menor) à da China e a dos Estados Unidos—, população de mais 200 milhões de pessoas muito espalhadas e uma rede de transporte terrestre frágil (e muito extensa), na qual sulcar os céus é a única solução possível para muitos deslocamentos. Contudo, apenas metade da população brasileira viaja hoje de avião, um fator que aplaina ainda mais o terreno para novos e velhos players do mercado.

Algo semelhante acontece no México, onde a expansão “do aumento do poder aquisitivo, com a recente recuperação do salário mínimo, amplia o interesse em um mercado subexplorado”, observa Miguel Mujica, professor da Aviation Academy, vinculada à Universidade de Amsterdã, que lembra que no ano passado —não exatamente o melhor para o México em termos macro (entrou em recessão)— o tráfego de passageiros cresceu 5%. A variável da imigração é importante: com mais de 40 milhões de pessoas de origem mexicana (nascidas no país latino-americano ou com pais ou avós originários de lá), tanto as companhias aéreas tradicionais como as de baixo custo estão aproveitando a opção de negócio da conexão de ambos os países.

A esse leque de fatores é preciso acrescentar o crescimento sustentado da classe média e a queda nas tarifas com a popularização do modelo de baixo custo, afirma o consultor independente Brendan Sobie. A estatística situa quase metade da população latino-americana nesse grupo social, uma cifra que, se as projeções forem cumpridas, deve subir para cerca de 70% em meados do século. “E quando a classe média aumenta, as oportunidades de negócios das companhias aéreas também aumentam. O potencial é enorme e grupos estrangeiros estão se posicionando para quando o boom chegar”, resume por telefone o vice-presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) para as Américas, Peter Cerdá, um dos homens fortes da aviação na região. O setor espera que em 2035 o avião seja o meio de transporte escolhido por mais de 650 milhões de viajantes por ano na América Latina e no Caribe, com um crescimento anual previsto que ficará em torno de 6% até então, mais de um ponto acima da média global

Embora os movimentos recentes dos investidores tenham se concentrado no segmento de companhias aéreas tradicionais, eles não são os únicos. O do baixo custo, que vem reduzindo a participação de mercado das antigas companhias de bandeira em mercados como o brasileiro, mexicano, colombiano e, em anos recentes, o argentino —as quatro maiores economias da região, que somam mais 70% do PIB total—, também atraiu a atenção de grupos aéreos e fundos de investimento europeus e latino-americanos: a United possui 8% da brasileira Azul; a Air France-KLM, pouco mais de 1% da Gol e o fundo de capital de risco Indigo (proprietário da Frontier, nos EUA) controla a Volaris e a JetSmart, e acaba de fechar a aquisição do negócio da Norwegian na Argentina também por intermédio da própria JetSmart . Longe dos refletores e quase sem fazer barulho, um colossal segmento de baixo custo nasceu na região na base do talão de cheques.

Tarifas altas e combustível caro

Nem tudo é música clássica na sede das principais companhias aéreas regionais: há também um número que não é pequeno de fatores que impedem o desenvolvimento mais rápido do setor. Alguns, como o custo do combustível, geralmente mais alto do que em outras partes do mundo, são comuns em toda a área —de acordo com dados da ALTA, enquanto para a média das companhias aéreas em todo o mundo, o combustível responde por menos de um terço de seus custos operacionais, essa cifra sobe para quase um terço para as empresas regionais. Outros, como a regulamentação “não amigável” para as empresas, variam entre os países e “inibem o crescimento”, nas palavras de Luis Felipe de Oliveira, da ALTA.

O setor tem a face mais amarga e a mais doce da realidade regional no México e no Panamá. Enquanto o Governo de Andrés Manuel López Obrador fazia do cancelamento do novo aeroporto de Texcoco –planejado como o maior da região e um dos mais importantes do mundo no futuro– uma de suas bandeiras políticas e a primeira grande decisão de seu mandato, os sucessivos Governos panamenhos depositaram no Canal e no transporte aéreo boa parte de suas opções de desenvolvimento no futuro, com o novo terminal do aeroporto de Tocumén como ponta de lança para o tráfego de conexão. É um setor fundamental para seu crescimento econômico e é o exemplo que sempre damos: quando um Governo tem o transporte aéreo como uma de suas prioridades e permite o desenvolvimento das companhias aéreas, o sucesso está aí”, aplaude Peter Cerdá, da IATA, que compara o modelo seguido pelo país da América Central com os de Dubai, Doha e Cingapura, os grandes hubs do Oriente Médio e da Ásia.

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