maio
18

Postado em 18-05-2020 00:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-05-2020 00:25

Por Deutsche Welle

"O trabalho dos jornalistas deve ser respeitado, valorizado e apoiado", disse Angela Merkel, chanceler da Alemanha, neste sábado (16) — Foto: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via AFP

“O trabalho dos jornalistas deve ser respeitado, valorizado e apoiado”, disse Angela Merkel, chanceler da Alemanha, neste sábado (16) — Foto: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency via AFP

 

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, destacou neste sábado (16) a importância da liberdade de imprensa – e de uma imprensa crítica – para o funcionamento da democracia, especialmente nos tempos atuais, quando o mundo enfrenta uma pandemia.

“Os jornalistas devem poder ter um olhar crítico sobre um governo e todos os atores políticos”, disse a chefe de governo em seu podcast em vídeo semanal, que neste sábado marca os 75 anos da publicação do primeiro jornal após o fim da Segunda Guerra Mundial e do nazismo.

Segundo Merkel, uma democracia “precisa de fatos e informação”, “precisa ser capaz de distinguir a verdade da mentira”. Também exige uma “esfera pública em que se possa argumentar e expressar diferentes opiniões, a fim de desenvolver soluções conjuntas para problemas”.

“Isso requer tolerância com a opinião dos outros. Mas também requer a habilidade de olhar com criticismo para as próprias opiniões”, continuou a chanceler federal.

Ela afirmou que ser capaz de observar a realidade a partir de diferentes perspectivas e de formar opiniões a partir delas é crucial em tempos de crise de coronavírus. “Especialmente neste contexto, informação bem apurada é de grande importância para todos nós.”

Merkel ainda condenou os ataques a jornalistas durante protestos contra o isolamento na Alemanha. Segundo ela, o estado da liberdade de imprensa serve como “um indicador do estado de nossa democracia como um todo”. “Por isso é ainda mais lamentável quando, mesmo aqui, em nossa sociedade democrática, repórteres e jornalistas são atacados”, afirmou. “O trabalho dos jornalistas deve ser respeitado, valorizado e apoiado.”

Os ataques a equipes de reportagem de televisão em Berlim trouxeram preocupações sobre a liberdade de imprensa na Alemanha. Grupos de extrema direita, teóricos da conspiração e antivacina têm direcionado sua fúria ao que chamam de “Lügenpresse” (“imprensa da mentira” – um termo usado desde os anos 1800, mas empregado com maior destaque pelos nazistas), acusando os jornalistas de não cobrirem todo o espectro de opiniões ao informar sobre a pandemia.

Em seu podcast, a chanceler federal rejeitou essa crítica sobre a parcialidade da imprensa, afirmando “não ver dessa forma, pelo contrário”.

“Aprendemos todos os dias, especialmente sobre ciência, e ela nos fornece novos conhecimentos. É absolutamente importante que entendamos isso e que muitas pessoas aprendam sobre isso. As ofertas da mídia, tanto pública como privada, garantem isso.”

Ao lembrar os 75 anos do surgimento da mídia livre após o fim da Segunda Guerra, Merkel observou que apenas a Alemanha Ocidental se beneficiava da liberdade de imprensa.

“Não havia liberdade de imprensa na RDA [República Democrática Alemã]”, afirmou, acrescentando: “Sabemos ainda hoje que, quando regimes autoritários chegam ao poder, antes de tudo a liberdade de imprensa é suprimida, e o jornalismo livre não é mais possível.”

maio
18

Postado em 18-05-2020 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-05-2020 00:11

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Quinho, no Diário da Tarde (MG)

Do  Jornal do Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro reconduziu para novos mandatos quatro conselheiros da hidrelétrica binacional de Itaipu, parceria entre Brasil e Paraguai, e nomear o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para uma vaga no colegiado.

Todos os nomeados, incluindo os reconduzidos, terão mandato até maio de 2024, segundo decretos publicados em edição extra do Diário Oficial da União na noite de sexta-feira.

Entre os conselheiros reconduzidos estão o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. A estatal é responsável pela gestão de Itaipu no Brasil e comercialização de sua energia, o que é feito no Paraguai pela também estatal Ande.

Também tiveram os mandados renovados os conselheiros Clélio Faria Júnior, Carlos Marun e José Carlos Aleluia.

Marun foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Michel Temer, que o indicou para o conselho de Itaipu, enquanto Aleluia é ex-deputado federal (DEM-BA) e ex-presidente da Chesf.(Reuters)

maio
17

Postado em 17-05-2020 00:48

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-05-2020 00:48

Quem vai pagar o preço pelo desastre que se aproxima

J. R. Guzzo

Um dia, no futuro, vão ser feitas as contas exatas e finais do custo que a Covid-19 trouxe para o Brasil, mas aí já vai ser tarde demais – o mal estará feito, e nenhum esforço, seja dos governos ou de quem for, vai ser capaz de devolver mais adiante o que foi perdido hoje. Vidas humanas “não têm preço”, como dizem desde o começo disso tudo a maioria dos políticos, homens considerados como “de ideias” e aproveitadores diversos; por conta disso, todos os atos de destruição que vêm sendo praticados no país em nome do combate ao vírus têm de ser apoiados. “Salvar vidas”, nesta visão de mundo, é mais importante que salvar “empregos”, “empresas”, etc. Desde o começo, sempre foi um argumento falso. Não vai deixar de ser só porque passa mais tempo e aumenta o número de mortos.

Não é aceitável, obviamente, que para cuidar de vidas seja necessário arruinar o Brasil ao mesmo tempo. Mas é exatamente isso que está sendo proposto pela maior parte da gente que manda. As pessoas que não estão doentes também têm vidas a serem preservadas — a obrigação mais básica dos governos e demais responsáveis pela gestão da sociedade é tratar com o mesmo empenho das duas coisas, a saúde pública e a sobrevivência de todos os cidadãos.

Pode ser muito difícil, mas em nenhum lugar está escrito que os governos tenham direito a lidar apenas com coisas fáceis. Não se trata de uma opção em aberto. Não se trata de sobrevivência “econômica”. Manter a produção, o trabalho e as demais atividades essenciais a uma sociedade não é uma questão de aumento do PIB. É, simplesmente, a vida das pessoas. Ela tem de ser defendida tanto quanto a vida das vítimas da epidemia.

O Brasil, até o momento, tem cerca de 13 mil mortos em consequência da Covid-19 – algo como 0,006% dos 220 milhões de brasileiros. O número total de infectados, nestes últimos dois meses, está por volta de 180 mil. Em 2018, segundo os últimos números oficialmente computados pelo IBGE, morreram no Brasil, por todos os tipos de causa, 1,3 milhão de pessoas – 100 vezes mais que o total de mortos na presente epidemia.

É claro que uma vida humana vale mais que um conjunto de porcentagens. Os que sofrem com a tragédia das perdas individuais não podem ser consolados com um cálculo aritmético, nem com a informação de que são uma minoria no total da população. Mas ninguém perde por ter em mente as dimensões exatas do problema.

O preço que a população brasileira vai pagar pelos desastres que estão sendo praticados hoje em nome da “vida” — sobretudo a imensa maioria de pobres cuja única esperança de um mínimo de bem estar é o trabalho — será um horror. Como sempre, os responsáveis pelas decisões não vão pagar nada pelo desastre que causaram — a conta jamais irá para qualquer autoridade que está aí. Faz parte da nossa calamidade permanente.

“”Pessoa Nefasta”, Gilberto Gil e BaianaSistem: a canção  indignada do grande compositor gravada , ao vivo, no memorável  show do encontro de Gil com o grupo BaianaSistem. Para ouvir, cantar, dançar e pensar.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
17

Postado em 17-05-2020 00:44

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-05-2020 00:44

DO CORREIO BRAZILIENSE

Na cerimônia pelos 500 dias do governo, ministro frisou a necessidade de Bolsonaro impedir que servidores tenham aumentos, como está previsto em trecho do projeto de socorro financeiro a estados e municípios. ”É inaceitável que tentem saquear o gigante que está no chão”


 
Guedes comparou os aumentos para os servidores a medalhas,
Guedes comparou os aumentos para os servidores a medalhas,”dadas depois da guerra, não antes” (foto: AFP / EVARISTO SA)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfatizou a importância de o presidente Jair Bolsonaro vetar o trecho do projeto de socorro a estados e municípios que permite reajuste salarial a algumas categorias do funcionalismo, mesmo nesse período de pandemia. Ele pediu a contribuição dos servidores e disse que “é inaceitável que tentem saquear o gigante que está no chão”. E adaptou uma frase do ex-presidente John Kennedy ao acrescentar que “nós queremos saber o que podemos fazer de sacrifício pelo Brasil nessa hora, e não o que o Brasil pode fazer por nós”.

“Vamos nos aproveitar de um momento desse, de maior gravidade de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque? Para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável! A população não vai aceitar. Vai punir quem usar cadáveres como palanque”, frisou Guedes, ontem, durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos 500 dias do governo Bolsonaro.

O ministro ainda enfatizou que “as medalhas são dadas depois da guerra, não antes” e destacou que “nossos heróis não são mercenários”. Também falou que “é inaceitável que usem a desculpa da crise da saúde para saquear o Brasil na hora que ele cai”. “Que história é essa de pedir aumento de salário porque o policial vai à rua exercer a sua função, ou porque um médico vai à rua exercer a sua função? Se ele trabalhar mais por causa do coronavírus, ótimo. Ele recebe hora extra. Mas dar medalhas antes da batalha? As medalhas vêm depois da guerra, depois da luta”, ponderou Guedes.

Assim que o país vencer a pandemia e se mostrar “um Brasil forte, erguido”, Guedes disse que será o momento de se discutir o reajuste para servidores. “Nós vamos lembrar disso. Vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o Eugênio, tudo o que for preciso”, ironizou. E completou: “Mas não antes da batalha. Não podemos aproveitar um momento de fragilidade que o Brasil cai numa crise financeiramente”, analisou.

Segundo Guedes, “acho que nós, como brasileiros, temos que estar juntos. Temos que atravessar essa primeira onda de saúde juntos. Temos que estar juntos no esforço para impedir que o Brasil colapse, também financeiramente; essa segunda onda que o presidente Bolsonaro tem alertado, que pode nos remeter a um país onde prateleiras estão vazias”.

Redução
A proposta de socorro a estados e municípios aprovada no Congresso reduziu de R$ 130 bilhões para R$ 43 bilhões a estimativa de economia, por parte do governo, com o congelamento da remuneração do funcionalismo pelos próximos 18 meses. Bolsonaro prometeu que vai vetar essa parte do projeto, mas ainda não anunciou quando o fará.

Para Guedes, o governo precisa da contribuição do servidor porque “dezenas de milhares de brasileiros estão sendo demitidos, milhares de empresas estão fechando”. “Só estamos pedindo uma contribuição. Não queremos tirar nada de ninguém. Nós sempre tivemos a mesma posição. Não vamos tirar nada de ninguém. Por favor, enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, tentando se reerguer, por favor, não assaltem o Brasil. Não transformem um ano eleitoral, onde é importante tirar o máximo possível do gigante que foi abatido, deixa ele levantar.”

O ministro disse que as próximas duas semanas serão decisivas para garantir que o provável veto de Bolsonaro não seja derrubado no Parlamento. Guedes comentou que o Legislativo “não pode derrubar o veto para impor uma derrota política ao governo, para desorganizar economia brasileira, ou para transformar em farra eleitoral um ato de grandeza nosso”.

“Se ele (Bolsonaro) tiver que vetar, ele veta. Não transformem isso em ato político. Esse é um pedido que eu faço de colaboração, que sejamos bem interpretados”, salientou Guedes.

maio
17

DO CORREIO BRAZILIENSE

Vice-presidente e a esposa, Paula, fizeram teste e aguardam o resultado. Por enquanto, ficarão isolados no Palácio do Jaburu


 
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), fez o teste para diagnosticar se está ou não infectado pelo novo coronavírus. O exame foi realizado neste sábado (16/5) e a instrução é que o general fique em isolamento até que o resultado saia. A esposa dele, Paula, também foi submetida ao teste e cumprirá a medida junto ao marido, no Palácio do Jaburu, residência oficial do número dois do Executivo Federal.

O resultado deve ficar pronto na segunda-feira (18/5). Por isso, a agenda de Mourão foi cancelada até que se tenha certeza de que ele não está infectado. A suspeita se deu depois que um servidor próximo ao vice-presidente testou positivo para o novo coronavírus. Mourão teve contato com o infectado na última quarta-feira (13/5). 
A assessoria de Mourão divulgou uma nota esclarecendo as informações. Confira a íntegra:
“Na manhã de hoje, sábado, 16 de maio, foi confirmado o teste positivo para o covid-19 de um servidor que esteve próximo ao Senhor Vice-Presidente da República na quarta-feira, dia 13.
 
Imediatamente, o Vice-Presidente Hamilton Mourão e sua esposa Paula Mourão foram submetidos a teste para o covid-19, permanecendo isolados na residência oficial do Jaburu.

maio
17

Postado em 17-05-2020 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-05-2020 00:39

Regina Duarte usou o Instagram na manhã deste sábado para dizer que está “sendo vítima de infodemia”.

“Matérias tendenciosas, maldosas, venenosas. Mas posso garantir que tudo nessa pandemia vai passar. Em breve vocês poderão ver os resultados da Cultura que quero pro meu país acontecendo, sob minha gestão. Não vou rebater os absurdos lançados contra mim, estou trabalhando muito. E vou mostrar serviço!”, afirmou.

A postagem de Regina ocorre no dia em que a imprensa noticiou que o governo federal exonerou Pedro José Vilar Godoy Horta do cargo de secretário especial adjunto da Secretaria Especial da Cultura. Ele foi um dos primeiros nomeados por Regina.

maio
17

Postado em 17-05-2020 00:37

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-05-2020 00:37



 

 Zé Dassilva, NO

 

Jornal do Brasil

 

País – Política

Macaque in the treesTeich não ficou nem um mês no cargo (Foto: Adriano Machado/Reuters/16/4/20)

O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (15) menos de um mês após assumir o cargo em 17 de abril em meio à pandemia do novo coronavírus.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.

Em entrevista à agência de notícias Sputnik Brasil, o infectologista Edimilson Migowski, professor de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ), disse que qualquer análise sobre o desempenho de Nelson Teich à frente do Ministério da Saúde é “prematura”.

“Qualquer opinião que se venha a ter sobre Nelson Teich vai ser uma opinião com a possibilidade de não ser justa, nós temos pouco dados aqui de fora e eu sei o quanto é conturbado, não deve ser fácil ser chefiado pelo presidente Bolsonaro”, disse.

Segundo Edimilson Migowski, há na gestão da pandemia da COVID-19 um alto de grau de “politização de decisões”.

“Eu não sei se alguém faria melhor do que Teich estava fazendo, pelas dificuldades que são grandes. Ainda mais em um conflito político que existe, de uma politização da questão da COVID-19, em que a cloroquina se tornou uma questão política e não técnica. Assim como abrir ou não abrir determinados setores do comércio deixou de ser uma questão puramente epidemiológica para ser uma decisão política”, afirmou.

Um dos exemplos citados por Edimilson Migowski ocorreu nesta semana, quando Nelson Teich soube através da imprensa da decisão de Jair Bolsonaro sobre a ampliação das atividades consideradas essenciais, numa tentativa de acabar com o isolamento social, defendido pelo Ministério da Saúde.

“Às vezes o presidente atropela, ele é presidente e pode atropelar, tudo bem, mas se ele tivesse feito uma parceria, certamente o Ministério da Saúde tem talento suficiente para a toque de caixa baixar normas que aumentem a segurança da operação. É ruim trabalhar assim, eu não gostaria de trabalhar assim”, completou Migowski.(Sputnik Brasil)

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