nov
19

Postado em 19-11-2020 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-11-2020 00:04

CB/ Apagão

O assunto também foi ignorado em seu discurso no evento, em que o governo entregou títulos de terras a assentados da região

AE
Agência Estado

 (crédito: Isac Nóbrega/PR)

(crédito: Isac Nóbrega/PR)
O presidente Jair Bolsonaro ignorou nesta quarta-feira, 18, perguntas sobre o novo apagão no Amapá, ocorrido nesta terça, 17, quinze dias depois da população do Estado ficar completamente no escuro. Na primeira vez, o presidente demorou quatro dias para se pronunciar e, quando o fez, em transmissão pelas redes sociais, isentou o governo federal de responsabilidade sobre o problema.
Nesta quarta-feira, 18, Bolsonaro foi questionado sobre o assunto por jornalistas em duas oportunidades durante cerimônia que participou em Flores de Goiás (GO), cidade a 234 km de Brasília. Em ambas, o presidente não parou para responder.
O assunto também foi ignorado em seu discurso no evento, em que o governo entregou títulos de terras a assentados da região.
Na noite de ontem, um novo blecaute atingiu todo o Estado, deixando a população de ao menos 13 cidades sem energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou como possível causa a falha em uma linha de transmissão da empresa responsável pela distribuição no Estado, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).
No último dia 9, quando voltou a falar sobre a falta de energia no Amapá nas redes sociais, Bolsonaro havia dito que o problema estava sendo normalizado e que 70% do Estado a energia já havia sido restabelecida. O fornecimento, no entanto, nunca chegou a ser completamente restabelecido e desde então vinha funcionando em esquema de rodízio. Como mostrou o Estadão, a vida de moradores afetados pelo apagão seguia repleta de improvisos e dificuldades por causa da situação.
Na ocasião, Bolsonaro reforçou as críticas à empresa fornecedora de energia no Estado e disse que o Ministério de Minas e Energia ainda estava apurando o que havia ocorrido. “Essa energia lá não é responsabilidade do Estado nem da União. É de uma empresa lá que ganhou a concessão”, afirmou, em live transmitida no último dia 9.
Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou ofícios ao ONS, à Companhia de Eletricidade do Amapá e à concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) cobrando explicações sobre o apagão no Amapá de ontem.

nov
18

Postado em 18-11-2020 00:43

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-11-2020 00:43

“Água e Luz”, Amelinha: apresentação ao vivo no palco de um dos programas mais duradouros de TV Brasileira, sempre receptivo a marcantes pervormance da gramde artista nordestina.Força, Raul Gil. Viva Amelinha. !!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
18

Postado em 18-11-2020 00:42

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-11-2020 00:42

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

O apresentador deu entrada no hospital com diverticulite. Ele deve receber alta nesta quarta-feira (18)

Ed
Estado de Minas
 

 (crédito: Reprodução/Instagram)

(crédito: Reprodução/Instagram)

O apresentador de televisão Raul Gil, de 82 anos, foi internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, na noite do último sábado (14/11) após sentir dores abdominais na sexta-feira (13).

Segundo informações, Raul Gil deu entrada no hospital com diverticulite e permanece internado sob cuidados da equipe do médico Sérgio Felizola. Ainda segundo a equipe médica, o apresentador passa bem e deve ficar internado até quarta-feira (18).

Acidente doméstico

No dia 12 de abril deste ano, domingo de páscoa, Raul Gil sofreu um acidente doméstico e foi internado na UTI do Hospital Albert Einstein. A assessoria do apresentador informou que ele sofreu um hemotorax por perfuração da costela.

Raul Gil recebeu alta oito dias após o acidente, no dia 20. Porém, no dia 1° de maio voltou a ser internado para a realização de uma cirurgia de drenagem do pulmão para a retirada de sangue.

Logo após receber alta da UTI, Raul Gil agradeceu em suas redes sociais o apoio e as orações dos fãs e colegas de trabalho.

nov
18

DO JORNAL DO bRASIL

Especialistas em cibersegurança apontam vulnerabilidade no site do TSE

Reuters/Rodolfo Buhrer
Credit…Reuters/Rodolfo Buhrer

Por LAURO NETO

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, Luís Roberto Barroso, minimizou, na segunda-feira (16), ataques hackers ao site do TSE. Mas especialistas em cibersegurança apontam vulnerabilidade no sistema. O hacker português que assumiu a autoria disse à agência de notícias Sputnik Brasil que Barroso omite informações.

Ainda na tarde de domingo (15), a Polícia Federal informou ao TSE que o líder dos ataques é um hacker português, conforme noticiou a revista Veja. Na sequência, ao Estadão, o grupo português CyberTeam assumiu a autoria do vazamento de dados do TSE, sob o comando de um hacker identificado como Zambrius. Ele confirmou ser o autor e disse que a intenção era demonstrar a vulnerabilidade do site.

“O único objetivo era provar que a segurança do TSE era possível ser penetrada após eles anunciarem que tinham reforçado a segurança. Nós normalmente agimos por [diversão ou protestos]. Mr. Barroso omite informação. Ele tem vindo afirmar que o TSE é seguro, que não existiu nenhuma falha de segurança, mas é mentira, nós invadimos 28 bancos de dados pertencentes ao domínio [https://www.tse.jus.br]. Não tenho computador, todas as minhas atividades, desde que fui detido, são realizadas por um telemóvel [celular] de 50/80 €. O impacto podia ser muito, mas muito maior se eu tivesse um computador”, disse Zambrius, que já foi preso em Portugal por ataques cibernéticos a diversos sites. (Leia a entrevista na íntegra, a seguir)

Segundo Barroso explicou em entrevista coletiva na tarde dessa segunda-feira (16), foram vazadas informações antigas de funcionários do TSE e de ministros aposentados, referentes ao período entre 2001 e 2010. Apesar de o vazamento ter acontecido no dia das eleições, de acordo com o ministro, o acesso aos dados teria acontecido em “data pretérita”.

“Os dados tinham mais de dez anos de antiguidade, e a divulgação também foi feita no dia das eleições para dar ideia de vulnerabilidade do sistema. Ainda assim o sistema resistiu incólume”, afirmou após o secretário de Tecnologia da Informação do TSE informar que foram realizadas 436 mil conexões por segundo para tentar derrubar o sistema do TSE.

Especialistas em cibersegurança apontam vulnerabilidade no site do TSE
Apesar de concordarem que os ataques hackers não prejudicaram os resultados das eleições, especialistas em cibersegurança ouvidos pela agência de notícias Sputnik Brasil afirmam que o vazamento dos dados, ainda que antigos, mostra que o sistema tem vulnerabilidades. Leonardo Metre, especialista em defesa cibernética, diz que os estragos poderiam ter sido maiores.

“É algo gravíssimo, principalmente em se tratando de hackers, que são silenciosos e, quando bem-sucedidos, não são identificados. Soma-se a isso o fato de que um hacker assumiu a autoria, mas e quanto aos demais? Os estragos poderiam ter sido maiores, pois se os servidores invadidos estivessem conectados na mesma rede dos sistemas de apuração ou de contagem de votos, os dados digitais de contagem estariam desprotegidos de criptografia, autenticação e outros mecanismos de proteção, uma vez que estariam dentro da rede do TSE, e, portanto, suscetíveis à manipulação. Felizmente apenas um destes hackers revelou esta vulnerabilidade, dando a chance ao TSE de proteger os seus sistemas”, avalia Metre, que é cofundador da MarkzCorp, startup especializada em cibersegurança.

Pesquisador e especialista em segurança da informação da Eset Brasil, Daniel Barbosa explica que o ataque não tem relação com a preparação das urnas e a apuração dos votos. Ele diz que não se tratou apenas de uma coincidência e que os hackers podem ter tentado comprometer o TSE por ser um período mais sensível, com maior visibilidade na mídia. Mesmo fazendo a ressalva de que os autores podem tentar usar as tentativas de invasão para se promover, Barbosa ressalta que o sistema se mostrou vulnerável.

“Demonstra vulnerabilidade. Pelo que tive de informação, conseguiram acessar essas bases de dados, houve correções por parte do TSE para impedir o acesso, mas foram correções malsucedidas. O acesso dos criminosos ainda era possível a esse servidor, mesmo após as adequações. Só tive informação de um servidor, mas não sei se houve mais. Se foi uma [base de dados], não é difícil que sejam várias. Há indícios de que os criminosos conseguiram acessar os servidores. Se houve o comprometimento, pode ainda haver problemas futuros”, analisa Barbosa.

Sputnik chegou a Zambrius por intermédio do hacker brasileiro identificado como Sanninja, do grupo Noias do Amazonas (NDA). Ambos dizem ter 19 anos. Inicialmente, havia sido aventada a participação do NDA nos ataques ao TSE em parceria com o CyberTeam. Apesar de dizer que já atuou em conjunto com Zambrius em outros ataques cibernéticos, tendo feito parte inclusive do grupo português até março, Sanninja negou sua participação na invasão ao sistema do tribunal.

“Eu estava off-line. Existem vários bancos de dados. O Zambrius viu só uns, e não tinha informações relevantes. Ele não soube explorar os bancos de dados. Por isso eu falei que ele [se] emocionou. Ele deveria ter esperado que eu ajudava”, disse SANNINJA pelo Twitter.

A agência de notícias solicitou posicionamentos do TSE, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça (todos órgãos brasileiros) e da Polícia Judiciária portuguesa, mas não recebeu respostas até o fechamento desta reportagem.

Confira a íntegra da entrevista com Zambrius feita por e-mail.

Por que você diz que o ministro Barroso omitiu ou manipulou informações? Em que momento ele teria feito isso?

Zambrius: Ele tem vindo afirmar que o TSE é seguro, que não existiu nenhuma falha de segurança, mas é mentira, nós invadimos 28 bancos de dados pertencentes ao domínio [https://www.tse.jus.br]. E [Barroso afirmou] que todos os problemas foram naturais, mas a verdade é que foram afetados com os nossos ataques: um ataque de penetração aos bancos de dados, um de sobrecargas de tráfego de dados diretamente do banco de dados [para prejudicar instabilidade nos domínios e sistemas], e um ataque DDoS via dispositivo Botnet, essas instabilidades ao longo do dia foram prejudicadas pelos nossos hackers, e tudo o que ele diz está quase tudo errado. Foi tudo neste mês, após eles anunciarem que o TSE tinha reforçado a segurança informática.

Quando foram essas invasões? Pode me precisar entre quais dias aconteceram? Domingo houve alguma bem-sucedida?

O acesso é mantido há pelo menos sete dias, e continua acessível como sempre ficou, e ainda há pouco enviei umas linhas de comando para que me revelasse os bancos de dados para eu poder printar em tempo real e lhe enviar.

Qual foi o objetivo da tentativa de ataque ao sistema do TSE? Por que o ataque não foi bem-sucedido?

O único objetivo era provar que a segurança do TSE era possível ser penetrada após eles anunciarem que tinham reforçado a segurança, nós normalmente agimos por [diversão ou protestos], e no ataque deixamos um miniprotesto exigindo investigações nos estabelecimentos prisionais em todo o mundo. O ataque ao nosso ver foi bem-sucedido, um dos objetivos era que o público não confiasse em sistemas eleitorais via Internet, pois, nenhum sistema é 100% seguro, e se um hacker consegue penetrar esses sistemas, como bancos de dados, ele pode muito bem alterar os dados armazenados, e se um hacker pode realizar essa alteração, isso significa que os corruptos também podem fazê-lo, afinal, tudo na Internet é manipulável.

Mas o sistema de votação nas eleições brasileiras não é on-line, as urnas não são conectadas à Internet…

Ontem foi papel, hoje são urnas, amanhã é virtualmente, [evolução]. O próprio mr. Barroso já anunciou que 2022 vai ser por dispositivo móvel.

O CyberTeam Portugal assumiu a autoria do ataque, na segunda-feira (16), no Facebook. A página foi derrubada na sequência? Você atuou sozinho ou com a ajuda do Noias do Amazonas (NDA, grupo brasileiro de hackers)?

Todos os nossos perfis foram derrubados, foi um banimento total, nunca alguma vez tinha sofrido um banimento desse tamanho, e, sim, eu, Zambrius, agi sozinho contra o TSE, mas ontem enviei um link do TSE para o chat de amigos [da NDA & theMx0nday], e eles identificaram outra vulnerabilidade crítica conhecida como RCE [Remote code execution, ou execução remota de código], vale lembrar que existem 2 vulnerabilidades ativas no momento.

Você diz que agiu sozinho contra o TSE, mas utiliza o pronome “nós”. Quem o ajudou? Outros integrantes do CyberTeam?

Eu sou o autor do “ataque”, e ninguém me ajudou, a única ajuda que eu pedi foi para que me enviassem uma print via computador para ter uma noção como tinha ficado em uma tela de um computador. Eu não tenho computador, todas as minhas atividades desde que eu fui detido são realizadas por um dispositivo [Android] um telemóvel [celular] de 50/80 €. E a maioria dos acontecimentos ocorridos foi realizada por um celular, ministérios da saúde, justiça, governos, e muitos mais… O impacto podia ser muito, mas muito maior se eu tivesse um computador.

Como você conheceu Sanninja, do Noias do Amazonas (NDA)? Já atuaram em conjunto?

Maioria dos hackers já passou pelo CyberTeam, como o SANNINJA, e a maioria acaba por saindo e formar o seu próprio time de hackers passando os seus conhecimentos para outro indivíduo, e aí vão se formando novos grupos hackers.

Segundo a imprensa portuguesa, você ficou preso preventivamente após os ataques de 25 de abril a sites como o da EDP. Quanto tempo ficou preso e como foi esta experiência para você, que é tão novo (19 anos)?

Bem, eu já fui detido aos 16 anos [em 2017] por invadir a NASA e envolvimento com ataques de LulzSec e Anonymous, fui denunciado por outros hackers, a PJ [Polícia Judiciária portuguesa] já havia me procurado por mais de três anos, depois fiquei “preso” por um ano e seis meses em 2018 em um estabelecimento de reabilitação, acabei saindo em 2019 e voltando às atividades clandestinas. Em 2020, começou uma vaga de invasões e vazamentos em +100 das maiores entidades portuguesas como a EDP, Altice, governos e clubes de futebol, e, logo após de ter realizado uma vaga de ataques no 25 de Abril. Fui detido e fui preso por 20 dias em um estabelecimento prisional. Acabei saindo e hoje estou de pulseira eletrônica. Sabe, a idade às vezes não importa, mas, sim, o conhecimento que vai dentro de nós sobre a vida ou a sociedade, entender como é o funcionamento do sistema.

Não tem medo de ser preso de novo?

Eu não tenho medo, por que haveria de ter medo? Quem não deve, não teme.

E a parceria com hackers brasileiros? Como é?

A nossa parceria é vinda de muitos anos, talvez de, 2014/15 não sei ao certo, já os conheço há muito tempo.

Você tem alguma motivação política nos seus ataques como este ao TSE? É filiado a algum partido ou tem alguma inclinação partidária?

Eu não tenho partido, eu não apoio essas fachadas, eu sou totalmente ANTIGOVERNO, por motivos pessoais e sociais, eu não gosto deles e eles não gostam de mim, estamos em um empate 50/50.(com agência Sputnik Brasil)

nov
18

Postado em 18-11-2020 00:37

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-11-2020 00:37



 

Sponholz, NO 

 

nov
18

Postado em 18-11-2020 00:35

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-11-2020 00:35

DO SITE O ANTAGONISTA

Covid-19, o aniversário e o plano do diabo

Há exatamente um ano, em 17 de novembro de 2019, a China registrou o primeiro caso de Covid-19, então uma doença completamente desconhecida. Ou seja, antes de 8 dezembro, a data fornecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O paciente zero, na cidade de Wuhan, berço da pandemia, foi um homem de 55 anos, que se curou. Pode ser que tenham ocorrido outras infecções antes, que passaram despercebidas pelas autoridades sanitárias. De qualquer forma, essa é a data a que o governo chinês chegou, depois de empreender longa investigação, segundo divulgou o jornal South China Morning Post.

A China tentou esconder a doença, dentro do receituário dos regimes autoritários de esquerda ou direita, mas o vírus se mostrou bastante subversivo. Os Estados Unidos disseram que isso ocorreu porque os chineses tentaram esconder que o vírus escapou de um laboratório de pesquisas em Wuhan — uma afirmação sem provas. Também apontaram o dedo para OMS, acusando a organização de conluio com a China. E Donald Trump até atribuiu nacionalidade ao agente patogênico, chamando-o de “vírus chinês”. Do lado europeu, as críticas à conduta de Pequim também foram vigorosas, embora muito menos estridentes.

 Esse sumário é para tentar entender a origem das teorias conspiratórias segundo as quais o vírus é um experimento de guerra biológica perpetrado pela China. Que ele foi produzido de propósito para contaminar o Ocidente. A única conclusão evidente é que, se o governo chinês houvesse tratado o aparecimento do vírus da Covid-19 com transparência, alertando o mundo para a necessidade imediata de adoção de medidas de restrição de circulação de pessoas e mercadorias, o mundo teria tido a chance de evitar uma pandemia das atuais proporções — e os paranoicos não teriam discurso. Quanto à OMS, outro alvo das teorias conspiratórias, é inegável que a organização falhou ao engolir as primeiras versões chinesas sobre o vírus estar sob controle, minimizar inicialmente a gravidade do problema e emitir recomendações de prevenção contraditórias quando não completamente estúpidas — como a que dizia não ser necessário o uso de máscaras. Não é preciso ter Nobel de Medicina para concluir que acessório é necessário no caso de vírus que causam problemas pulmonares. Basta ver as fotos das diversas epidemias de gripe no século XX e da SARS-2, em 2009.

Até hoje, a OMS tem se demonstrado muito pouco efetiva. Depois que Estados Unidos e Europa a pressionaram, a organização organizou uma missão internacional para fazer uma “investigação independente” em território chinês, a fim de estabelecer exatamente onde e como o vírus começou a infectar seres humanos. Foi a partir do famoso mercado de animais vivos de Wuhan ou faz sentido a história de que tudo é resultado de uma falha de segurança no laboratório de pesquisas? Aliás, Pequim saiu-se com uma terceira versão mais apropriada a seus interesses, de acordo com o jornal italiano La Repubblica: a de que o vírus entrou na China por meio de alimentos congelados importados pelo país. Parece mais falso do que propaganda eleitoral de político nacional, mas explica a difusão das notícias de que carne brasileira comprada por Pequim estaria contaminada. Seja como for, a missão da OMS para fazer a tal “investigação independente”, anunciada em maio, ainda não desembarcou por lá — e, segundo o New York Times, o inquérito sanitário em Wuhan, especificamente, onde foram registrados os primeiros casos de Covid-19, será conduzido exclusivamente por chineses. A contínua tentativa da China de esconder o que precisaria ser colocado à luz do sol está na base das teorias conspiratórias, não há dúvida, e ainda as alimentará mais.

A explicação para as teorias de complô da China contra o Ocidente não as justifica no conteúdo. É provável que a disseminação do vírus tenha sido causada pelo fato de chineses apreciarem carne bichos que não deveriam comer ou até mesmo por uma tremenda mancada no laboratório de Wuhan. Mas já está provado que o vírus da Covid-19 tem original natural e não foi fabricado pelo homem. A sua estrutura foi objeto de escrutínio científico minucioso, em diferentes países. Também é simplesmente tolo imaginar que a China tenha interesse em arruinar economicamente o Ocidente, o maior importador dos seus produtos, e fazer isso contaminando em primeiro lugar as suas próprias cidades, inclusive a capital do país. Seria burro. O dinheiro que o país está ganhando com a exportação de máscaras, respiradores e equipamentos de segurança médicos não é o que fez a sua economia recuperar-se mais rapidamente. O motivo foi o consumo interno que voltou a crescer, depois dos lockdowns rigorosos impostos pelo governo — e o aumento do consumo interno chinês é sempre boa notícia para o Ocidente exportador.

nov
17

Com a conquista de 648 prefeituras no primeiro turno, partido do ex-prefeito de SP comandará 21 milhões de brasileiros. Petistas perdem espaço, mas conquistam cidades fortes

São Paulo Presidente do PSD, Gilberto Kassab sai do primeiro turno das eleições como um dos principais caciques políticos do país.Presidente do PSD, Gilberto Kassab sai do primeiro turno das eleições como um dos principais caciques políticos do país.Valter Campanato / Ag. Brasil

Gilberto Kassab está rindo e não é à toa. Fechadas as urnas e contados os votos, já é possível dizer que o PSD é a sigla mais vitoriosa no primeiro turno destas eleições para as prefeituras, confirmando o centro do espectro político como grande fiel da balança, ao lado de MDB e PP. O partido criado e comandado pelo ex-prefeito de São Paulo para acomodar políticos de centro-direita que buscavam uma aproximação com o primeiro governo da petista Dilma Rousseff alinhou-se no Congresso e na Esplanada ao governo de Michel Temer após o impeachment e tem se aproximado do governo Bolsonaro neste ano. Com essa ideologia nublada e que resiste a definições tradicionais — “não é de direita, nem de esquerda e nem de centro”, nas palavras de Kassab quando fundou a agremiação —, o PSD vem crescendo de forma constante ao longo das últimas eleições principalmente nas cidades pequenas e médias. Neste ano ganhou 107 prefeituras a mais que em 2016, atingindo um total de 648 nessa primeira rodada eleitoral.

Levando em conta os números do primeiro turno, o partido governará as cidades onde moram 9,82% da população do país, ou 21 milhões de brasileiros, o maior número de eleitores sob influência direta de uma sigla até a próxima eleição, em 2024. O MDB ganhou em 771 cidades mas, quatro anos atrás, eram 1044. Governará 9,14% da população. O PP obteve 678 municípios, um grande avanço sobre 183 municípios em relação a 2016, chegando a governar 7,15% da população no âmbito municipal. As três siglas centristas são as únicas que até agora atingiram o patamar dos 10 milhões de votos em seus candidatos a prefeito neste ano.

Personagem central

O quadro coloca (ou reafirma) Kassab como um dos principais caciques políticos do centro — mais ainda se for considerado o relativo controle que ele dispõe de sua máquina partidária ao redor do país, frente à fragmentação de “feudos” comandados por lideranças regionais do MDB, PP e PSDB — e uma figura importante nas eleições presidenciais de 2022. Com a capilaridade nacional recém ampliada, capacidade de coordenação e farta verba pública para campanhas, embora sem um candidato competitivo próprio até o momento, o apoio do PSD e especificamente de Kassab pode desequilibrar daqui a dois anos. Procurado pela reportagem do EL PAÍS, Kassab não respondeu.

Nas capitais, o destaque do partido foi a reeleição fácil no primeiro turno de Alexandre Kalil em Belo Horizonte, com 63% dos votos válidos. Recém-filiado ao PSD de Minas Gerais, Kalil foi um reforço importante para os quadros da sigla e garantiu a conquista da capital do segundo maior colégio eleitoral do país. Credencia-se desde já como um dos favoritos na disputa pelo governo de MG daqui a dois anos.

Nomes tradicionais

Mais à direita, outro grande vencedor nestas eleições é o DEM — que fortaleceu-se ao atrair o voto de conservadores que neste ano não embarcaram em candidaturas que tentaram surfar o tsunami populista conservador que varreu as urnas em 2018, algumas com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, e os “outsiders” e gestores que prevaleceram em 2016.

O eleitor conservador preferiu apostar em nomes já conhecidos da política nacional como Eduardo Paes, que levou o DEM ao segundo turno no Rio de Janeiro com 37% dos votos válidos, ou Rafael Greca, reeleito pelo partido no primeiro turno em Curitiba com 59% dos votos válidos. A sigla também elegeu com facilidade no primeiro turno em Salvador Bruno Reis com 64% dos votos válidos, candidato de ACM Neto, que deixará a prefeitura após dois mandatos.

Presidente Bolsonaro deixa local de votação no Rio de Janeiro no domingo: candidatos apoiados por ele não tiveram sucesso na maioria dos casos neste ano.
Presidente Bolsonaro deixa local de votação no Rio de Janeiro no domingo: candidatos apoiados por ele não tiveram sucesso na maioria dos casos neste ano.RICARDO MORAES / Reuters

“Não se pode dizer que os partidos dessa centro-direita saíram vencedores das eleições pois permaneceram onde sempre estiveram, apesar do avanço: no centro do poder na maioria das cidades”, afirma cientista político Francisco Fonseca, professor da Fundação Getúlio Vargas. “Agora, aquela candidatura outsider, da direita mais populista, os delegados, majores, tenentes, o empresário e o gestor, esse perfil perdeu espaço e mostra a retração do campo político bolsonarista. O presidente é o grande perdedor nessas eleições”, diz Fonseca.

Dos 13 candidatos a prefeito para os quais o presidente pediu voto nessas eleições, nove não foram eleitos e dois disputam o segundo turno. No Rio de Janeiro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) caiu para segundo mais votado, com cerca de 30.000 votos a menos que em 2016. A grande exceção fica por conta d prefeito Marcelo Crivella, que foi ao segundo turno com 21% dos votos válidos contra Paes e se tornou a principal aposta do presidente para o segundo turno. Em São Paulo Celso Russomanno ficou em quarto lugar com 10% dos votos válidos.

Renovação

Para Fonseca, o resultado obtido até agora pode ser considerado positivo também para a esquerda de uma forma geral. “As duas últimas eleições, em 2018 e 2016, aconteceram sob o signo da Lava Jato, que foi massacrante para o PT principalmente. Esta é a primeira eleição livre dessa dominação, e trouxe resultados interessantes”, diz o professor. Para ele, apesar de o PT ter perdido pelo menos 76 cidades em relação a 2016, mostrou vigor em locas importantes e ainda comanda 250 municípios. “A Marília Arraes no Recife e o bom desempenho em cidades grandes fora das capitais, como Guarulhos e Diadema, mostram que o PT está ‘juntando os cacos’ e se reorganizando, apesar de ainda bastante combalido”, diz.

O desempenho de Guilherme Boulos, que pela primeira vez levou o PSOL ao segundo turno em São Paulo com 20% dos votos válidos, e de Manuela D`Ávila com o PCdoB e seus 29% dos votos válidos em Porto Alegre, mostram também uma renovação de nomes competitivos nesse campo político e o surgimento de novas lideranças capazes de superar a hegemonia do PT. Em São Paulo, o petista Jilmar Tatto conseguiu apenas 8% dos votos válidos.

Tanto PT como PSDB seguem vivos em disputas de segundo turno. O PT está presente em 18 dos 57 pleitos que terão o turno adicional para decidir o vencedor. O PSDB, em 17. Como todas essas cidades possuem mais de 200 mil habitantes, são centros urbanos politicamente importantes para a recuperação de eleitores e espaço nacional pelas siglas.

O PSDB perdeu 287 prefeituras em relação a 2016 e hoje comanda 512, mas mostrou-se forte na cidade de São Paulo. Bruno Covas chega ao segundo turno com 32% dos votos válidos e favorito para conseguir reeleger-se.

Doutor em ciência política, o escritor Vinícius Do Valle vê ainda o PDT voltando a disputar votos na centro-esquerda, no mesmo espaço do PSB, e uma reorganização descentralizada na esquerda. “O PT foi muito mal nas disputas do Executivo, mas foi bem em legislativos importantes”, diz. Em São Paulo o PT elegeu 8 vereadores, incluindo o mais votado, Eduardo Suplicy, que recebeu 167.552 votos. “Outro destaque foram as candidaturas identitárias que vieram muito fortes na esquerda esse ano, principalmente no PSOL: chapas coletivas, de minorias, mulheres negras e outras tiveram resultados expressivos”. Sobre o papel do presidente no pleito, Valle pondera que ele não está derrotado. “É um erro achar que Bolsonaro sai combalido dessa eleição. O presidente, afinal, aliou-se ao centrão, o grande vencedor, e participa dessa vitória de alguma forma”, finaliza.

“Blue Mantilla”, Henry Mancini:Vamos de Mancini que vai dar tudo certo.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

nov
17

Postado em 17-11-2020 01:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-11-2020 01:11

DO JORNAL DO BRASIL (DIGITAL)

Credit…Epa

Por Jornal do Brasil

 

Pela primeira vez em 16 anos de história, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) disputará o segundo turno das eleições municipais em São Paulo, após um dia de votação marcado pelo avanço do “centrão”.

Candidato à Presidência em 2018, o expoente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos tem, com 99,67% das urnas apuradas, 20,24% dos votos válidos e desafiará o prefeito Bruno Covas (32,85%), do PSDB, na disputa pelo comando da cidade mais populosa do país.

O PSOL já havia chegado ao segundo turno no Rio de Janeiro em 2016, com Marcelo Freixo, mas nunca tinha obtido um resultado tão expressivo em São Paulo. Em 2018, na corrida pelo Planalto, Boulos teve apenas 617 mil votos em todo o Brasil, mas agora já acumula mais de 1 milhão na capital paulista.

O resultado também capitaliza o partido socialista como alternativa na esquerda ao PT, que amarga apenas um sexto lugar com Jilmar Tatto (8,65%) na eleição em São Paulo, atrás de Márcio França (PSB), com 13,65%, do bolsonarista Celso Russomano (Republicanos), com 10,50%, e de Arthur do Val (Patriota), com 9,78%.

Essa é a primeira vez desde 1985 que o PT não fica entre os dois mais votados na disputa paulistana. Além disso, o partido conseguiu chegar ao segundo turno apenas em Recife (PE), onde Marília Arraes (27,95%) enfrentará seu primo João Campos (29,17%), do PSB; e em Vitória (ES), onde João Coser (21,82%) desafiará o delegado Pazolini (30,95%), do Republicanos.

Já o PSOL, além de São Paulo, disputará o segundo turno em Belém (PA), com Edmilson Rodrigues (34,22%). O adversário será o delegado Eguchi (23,06%), do Patriota.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, a esquerda dividida abriu caminho para o impopular prefeito Marcelo Crivella, apoiado por Bolsonaro, passar do primeiro turno.

O bispo tem 21,90% dos votos, contra 37,01% do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). Delegada Marta Rocha (PDT), com 11,30%, e Benedita da Silva (PT), com 11,27%, aparecem na sequência.

Vitórias em primeiro turno

Seis candidatos em capitais com mais de 200 mil eleitores conseguiram mais da metade dos votos válidos e asseguraram a vitória já no primeiro turno, sendo três deles do DEM: os prefeitos de Curitiba (PR), Rafael Greca (59,74%), e Florianópolis (SC), Gean Loureiro (53,46%), e o pupilo de ACM Neto em Salvador (BA), Bruno Reis (64,19%).

Os outros são o tucano Álvaro Dias (56,58%), em Natal (RN); Alexandre Kalil (63,36%), em Belo Horizonte (MG), e Marquinhos Trad (52,58%), em Campo Grande (MS), ambos do PSD. Em Palmas (TO), Cinthia Ribeiro (PSD) também já sai reeleita neste domingo (36,24%), mas a cidade tem menos de 200 mil eleitores e, portanto, não realiza segundo turno.

Centrão

As eleições municipais de 2020 também marcam o avanço do “centrão”, grupo de partidos conservadores, mas suficientemente fisiológicos para se aliar à esquerda quando julgam necessário.

O núcleo duro do grupo, formado por PP, Republicanos, Solidariedade e PTB, governa apenas uma capital atualmente, o Rio de Janeiro, mas disputará o segundo turno em sete: Vitória, João Pessoa (PB), São Luís (MA), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO), além da capital fluminense.

Estendendo a definição de “centrão” para PSD, MDB, Pros, PSC, Avante e Patriota, são sete capitais governadas pelo grupo atualmente. Nas eleições de 2020, duas já estão garantidas (Belo Horizonte e Campo Grande), número que pode subir para 17 no segundo turno, em 29 de novembro.

O “centrão” hoje é crucial para a sobrevivência do presidente Jair Bolsonaro, que viu seus candidatos declarados serem derrotados, como Russomano em São Paulo, ou chegarem enfraquecidos no segundo turno, como Crivella no Rio.(com agência Ansa)

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Postado em 17-11-2020 01:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-11-2020 01:08

Deputada Federal Carla Zambelli posa ao lado do pai, João Hélio Salgado (Patriota), e o Major Paulo (Patriota), chapa que concorreu à prefeitura de Mairiporã (SP) - (crédito: Reprodução/Instagram)

Deputada Federal Carla Zambelli posa ao lado do pai, João Hélio Salgado (Patriota), e o Major Paulo (Patriota), chapa que concorreu à prefeitura de Mairiporã (SP) – (crédito: Reprodução/Instagram)

A deputada federal Carla Zambelli (PSL – SP) alegou, pelas redes sociais, uma “possível fraude” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo as eleições municipais deste último domingo (15/11). Isso porque o pai da parlamentar disputou a vice-prefeitura de Mairiporã, município de São Paulo, e terminou em terceiro lugar.

“A nossa chapa em Mairiporã está em terceiro e assim deve ser o resultado final. O atual prefeito e o que está na frente gastaram milhões do fundo eleitoral, do seu dinheiro. Nós gastamos menos de R$ 100 mil. O milhão e a possível fraude no TSE contra o tostão”, tuitou Zambelli.

Além do pai, João Hélio Salgado (Patriota), outros dois parentes de Zambelli não conseguiram se eleger, apesar da participação ativa da parlamentar nas campanhas, que é uma das mais alinhadas ao presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

O irmão dela, Bruno Zambelli (PRTB), com 12.302 votos, não conseguiu conquistar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo. Ainda em Mairiporã, Tatiana Zambelli (PTB), cunhada da deputada, recebeu apenas 190 votos para o cargo de vereadora.

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