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05

Postado em 05-07-2018 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-07-2018 00:18

Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1) O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1)

O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1)

O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono (relembre a prisão no vídeo abaixo).

 
 
Ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, é preso na Bahia

Ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, é preso na Bahia

Entenda o caso

Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

Ao analisar a acusação, o juiz de Brasília escreveu:

“Não há prova de que os telefonemas tenham consistido em monitoramento de organização criminosa, tampouco de que ao mandar um abraço para Funaro, nos telefonemas dados a Raquel, o acusado Geddel, de maneira furtiva, indireta ou subliminar, mandava-lhe recados para atender ou obedecer à organização criminosa”.

Vallisney de Souza ressaltou, ainda, que algumas testemunhas foram ouvidas, entre as quais Lúcio Funaro, a mulher do operador, a irmã dele, Roberta Funaro, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Conforme Vallisney, a acusação de embaraço à investigação, chamada de obstrução de Justiça, exige que o réu “pratique atos consistentes”.

No entendimento do juiz, na abertura da ação penal, havia fortes indícios da tentativa de Geddel de atrapalhar a apuração, mas, depois de ouvir testemunhas, o magistrado considerou que Geddel “não incorreu no crime”.

“Os indícios de que Lúcio Funaro estaria sofrendo um constrangimento velado por parte do denunciado, por intermédio de ligações efetuadas pelo último à sua esposa Raquel, não restaram comprovados após os depoimentos judiciais prestados em Juízo. Tampouco há prova de que as investigações foram abaladas ou prejudicadas pelo contato de Geddel com a esposa do réu Lúcio”, afirmou o juiz.

Esposa de Funaro

Conforme Vallisney, a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Pita, disse que Geddel não a coagiu e que as ligações eram em razão da amizade que eles tinham. Para o juiz, não houve, portanto, prova de que Geddel tentou impedir a delação do doleiro.

“Além disso, não foram captadas mensagens ou registros telefônicos que demonstrem atos concretos de temor ou constrangimento de Lúcio, ou demais elementos probatórios que denotem o escopo delitivo apontado pelo MPF, de que teria havido monitoramento nocivo por parte de Geddel, com o fito de impedir uma eventual delação por parte de Funaro”, afirmou.

jul
05

Postado em 05-07-2018 00:16

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 05-07-2018 00:16


 

Paixão, na (PR)

 

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Paolo Rossi, Zidane e Toni Kroos: carrascos do Brasil em Copas. Getty Images

Eliminar o Brasil é um título à parte para qualquer equipe, sobretudo para quem empurra a bola para as redes e fica eternamente marcado por derrubar o país mais vitorioso do futebol. Porém, uma espécie de zica costuma acompanhar os carrascos da seleção depois de saborearem seu momento de glória na Copa do Mundo. Fica o alerta para De Bruyne, Lukaku, Hazard e companhia.

Zúñiga

Não é exatamente um carrasco, mas chamou a atenção na última Copa pela joelhada que tirou Neymar de combate nas quartas de final contra a Colômbia. Sem seu principal craque, o Brasil se tornaria presa fácil para a Alemanha no jogo seguinte. No entanto, o destino também não foi generoso com Zúñiga. Exatamente quatro anos depois de atrair o ódio de muitos brasileiros, o lateral anunciou o fim da carreira por causa de uma lesão crônica no joelho direito, o mesmo que fraturou a vértebra de Neymar. Em seu último jogo, pelo Atlético Nacional, virou vilão ao entrar no segundo tempo, ficar apenas dois minutos em campo e levar cartão vermelho por um carrinho violento. A expulsão foi determinante para tirar o título colombiano das mãos do clube verdolaga.

Alemanha

Um massacre com sete gols em 2014 teve vários carrascos, premiando a força do conjunto alemão. Após impor ao Brasil a maior humilhação da história das Copas, os atuais campeões também protagonizaram um vexame ao cair na fase de grupos na Rússia. A Alemanha amargou o último lugar de sua chave após perder para México e Coreia do Sul, jogo em que Toni Kroos, eleito o melhor em campo no 7 a 1, entregou um gol de bandeja aos adversários.

Sneijder

O meia marcou os dois gols – o primeiro com a ajuda de Julio César e Felipe Melo – na vitória da Holanda sobre o Brasil pelas quartas de final em 2010. Apesar do vice para a Espanha, conseguiu chegar às semifinais quatro anos depois, mas perdeu uma das cobranças que decretou a derrota para a Argentina nos pênaltis. Para completar, ainda fracassou na tentativa de classificar a Holanda para o Mundial da Rússia.

Henry

Aproveitando cruzamento de Zidane, o atacante despachou a seleção brasileira da Copa de 2006. Três anos depois, acabou chamuscado pelo toque de mão no lance do polêmico gol que classificou os franceses contra a Irlanda nas Eliminatórias europeias. Já na África do Sul, foi destituído do posto de capitão pelo técnico Reymond Domenech e mandado para a reserva. Jogou poucos minutos e não marcou nenhum gol na fraca campanha da França, que, com apenas um ponto, voltou mais cedo para casa.

Zidane

Autor de dois gols na decisão de 98, o craque não teve a mesma sorte nos outros Mundiais que disputou. Viu a França cair na fase de grupos em 2002 e, na Copa seguinte, apesar de ter eliminado o Brasil nas quartas e marcado um gol de pênalti na final, foi expulso por dar uma cabeçada no zagueiro Materazzi. A França perdeu o título nos pênaltis para a Itália.

Caniggia

No clássico sul-americano, anotou o tento que tirou o Brasil nas oitavas de 1990. A Argentina avançou até a final, mas El Pájaro não pode atuar na derrota para a Alemanha por ter levado um cartão na semifinal. Em 94, depois de cumprir suspensão por uso de cocaína, fazia grande Copa até sofrer uma lesão. Sem Caniggia e Maradona, suspenso por doping, os argentinos foram eliminados pela Romênia. Após o suicídio da mãe, o atacante passou quase um ano sem jogar e ainda teve problemas com o técnico Daniel Passarella, que exigia que ele cortasse o cabelo para convocá-lo. Ficou fora de 98, mas recebeu nova chance de disputar um Mundial em 2002. Lesionado, não jogou as duas primeiras partidas. Quando estava finalmente em condição de atuar, alcançou a proeza de ser expulso no banco de reservas por reclamação. De forma melancólica, a Argentina empatou com a Suécia e foi eliminada na primeira fase.

Caniggia marca contra o Brasil na Copa de 1990.
Caniggia marca contra o Brasil na Copa de 1990. AFP
 Paolo Rossi

Mentor de uma das derrotas mais doloridas do futebol brasileiro, em 1982, chegou a escrever um livro que revela o tamanho do estrago que causou ao marcar os três gols da vitória italiana no Sarriá: “Fiz o Brasil chorar”. Depois do título na Copa, a Itália passou mais de um ano sem vencer – período em que Rossi viveu um jejum de gols pela seleção – e ainda ficou fora da Euro de 84. Dois anos depois, no Mundial do México, o atacante foi convocado, mas debilitado fisicamente, não entrou em nenhum jogo, e os italianos caíram para a França nas oitavas. Por problemas recorrentes nos joelhos, Rossi encerraria a carreira de forma precoce em 1987, aos 30 anos.

Peru

É considerado o algoz do Brasil na Copa de 78 devido a suspeita de ter entregado o jogo para a Argentina, que, com a vitória por 6 a 0, abocanhou a vaga na final pelo saldo de gols. Anos mais tarde, o goleiro Ramón Quiroga, que era argentino naturalizado peruano, admitiria que “coisas estranhas” teriam acontecido naquela partida. O Peru voltou a disputar o Mundial em 82, mesmo após uma crise que resultou até em agressão de jogadores pela torcida. Sob o comando do técnico brasileiro Tim, a equipe naufragou na primeira fase depois de sofrer uma goleada de 5 a 1 para a Polônia. Desde então, só voltaria a disputar a Copa este ano, na Rússia, onde foi novamente eliminada na fase de grupos.

Cruyff

Fez um gol e deu uma assistência na vitória da Laranja Mecânica sobre a seleção brasileira, em 74. Porém, abalado por um desentendimento com a esposa na véspera da final, sucumbiu à marcação dos alemães e ficou com o vice. Às vésperas da Copa de 78, sua família sofreu uma tentativa de sequestro que o traumatizou, fazendo com que desistisse de seguir com a delegação holandesa para o Mundial na Argentina.

Eusébio

Em seu duelo particular com Pelé, marcou duas vezes para Portugal no jogo que eliminou precocemente o Brasil na Copa de 66. Apesar da queda para a Inglaterra na semifinal, sagrou-se artilheiro da competição, com 9 gols, mas não conseguiria classificar os portugueses para o Mundial seguinte, no México, onde Pelé conduziu a seleção ao tricampeonato e mostrou quem era o verdadeiro rei do futebol.

Ghiggia

Entrou para a história com o gol que calou o Maracanã em 1950 e deu o segundo título mundial ao Uruguai. Depois disso, só jogou pela Celeste em mais cinco oportunidades. Foi comprado pela Roma, que se recusou a liberá-lo para disputar a Copa de 54. Com dupla cidadania, tentou ir ao Mundial de 58 com a Itália, mas, no jogo decisivo da Eliminatória europeia, acabou expulso. Os italianos perderam a vaga para a Irlanda do Norte.

Mau agouro dos brabos

Com exceção de Uruguai, semifinalista em 1954, e Holanda, vice em 1978 e terceiro lugar em 2014, nenhuma das seleções que eliminaram ou tiraram o título do Brasil conseguiu ir além das oitavas de final na Copa seguinte – Portugal (1970) e França (1990) nem se classificaram depois de derrubar a canarinho.

  • Maior carrasco da seleção brasileira, a França, consequentemente, é a maior vítima da maldição. Não conseguiu se classificar para a Copa de 1990 e foi eliminada na primeira fase tanto em 2002 quanto em 2010, sempre com a pior campanha de seu grupo.
  • Fora Uruguai (1950) e França (1998), que venceram na final, apenas a Itália (1938 e 1982) faturou o título mundial depois de eliminar o Brasil.

A literatura e as estrelas

A literatura e as estrelasFERNANDO VICENTE

O ponto mais alto em La Palma (Ilhas Canárias) fica a cerca de 2.400 metros, no Roque de los Muchachos, rochedos que à distância e com um pouco de imaginação parecem figuras humanas. Aqui se respira um ar tão puro quanto o de Arequipa, a terra em que nasci, e é muito bonito contemplar, lá embaixo, a nossos pés, um colchão de nuvens que se estende como um mar em todas as direções até o remoto horizonte. Mas o mais pitoresco do lugar talvez sejam alguns corvos sociáveis que posam faceiros para as fotografias dos turistas em troca de um punhado de comida.

Aparentemente este pedaço de terra tem o clima mais diáfano da Europa e talvez do mundo, e isso explica a existência do Observatório, composto de enormes telescópios noturnos e solares construídos neste pico por diversos países e que, desde meados dos anos oitenta do século passado, atraem para cá astrônomos de todo o planeta. São seres estranhos, que dormem de dia e trabalham à noite e que, como vampiros, operam nas sombras, e a luz que os guia não é deste mundo, mas lá de cima, muito lá em cima, emitida agora ou há milhões de anos pelos astros que navegam (ou navegaram antes de desaparecer) pelo universo infinito. 

Se a beleza desta ilha, uma das menores das Canárias, com seus bosques, praias, morros e parques naturais é grande durante o dia, o verdadeiro milagre acontece com a chegada da escuridão, quando o céu vai se povoando de uma miríade infinita de estrelas, constelações, planetas, luzes que relampejam, apagando e acendendo e, como no Aleph borgiano, tomamos a tremenda consciência de que ali, em cima de nossa cabeça, está o universo infinito. A coisa é ainda mais espetacular quando, com a ajuda das lentes dos telescópios, se começa a navegar pelos espaços siderais e se aproxima daqueles bólidos e, por exemplo, se tem a sensação de ser um astronauta que passeia pelo céu rugoso da Lua, entre crateras gigantescas, obra dos meteoros que a bombardearam ao longo dos milhões de anos de existência que tem essa aglomeração de planetas.

Não é avassalador e paralisante trabalhar em um campo que abrange o infinito desmedido?

Creio que nos dois dias que passei por ali aprendi mais do que em todas as outras viagens que já fiz em minha vida. Por exemplo, que nada se parece tanto à literatura quanto a astronomia, porque em ambas a imaginação é tão importante quanto o conhecimento e que, sem aquela, este não evoluiria em absoluto. Os astrônomos do Observatório e, em especial, seu diretor, o professor Rafael Rebolo López, armados de paciência e sabedoria, dão respostas eloquentes a todas as minhas perguntas, que sempre suscitam novas perguntas e, assim, a conversa ultrapassa a frágil fronteira que nessa disciplina separa (e com frequência confunde) a física da metafísica.

Não é avassalador e paralisante trabalhar em um campo que abrange o infinito desmedido, o tempo sem tempo que é a eternidade? Sim, talvez. Mas, para evitar a paralisia, surgiu a teoria do Big Bang, que estabelece um ponto de partida —uma explosão da matéria ocorrida há mais de treze bilhões de anos e que prossegue sua eterna expansão pelo espaço sem fim— para essa eternidade e, que apesar de ambos os conceitos serem incompatíveis, permite aos cientistas trabalhar com menos incerteza. E se a teoria do Big Bang for popperianamente “desmentida” em um dado momento? Surgirá outra que retificará o que foi alcançado até o momento e permitirá progredir por uma via diferente. Não é essa a história de todas as ciências, sem exceção?

Alguns astrônomos chegaram a encontrar vida, ou sintomas de vida, em algum outro astro do universo? Não, em nenhum. Mas isso não permite afirmar de forma definitiva que só a Terra tem semelhante privilégio, entre outros motivos porque os cientistas realmente encontraram em astros disseminados por vários pontos do espaço quase todos os elementos constituintes necessários para a vida. De modo que tal descoberta —ter parentes em algum canto perdido do universo— pode ocorrer em algum momento do futuro. E vamos ver se esses humanoides venusianos ou marcianos se parecem aos da ficção científica ou são mais originais do que os inventados pela fantasia literária!

Que possibilidades existem de que o pequeno planeta Terra desapareça pelo impacto de um gigantesco meteoro que seria milhares de vezes maior do que o que caiu na Sibéria há mais ou menos um século, devastando um enorme território? Muitas, se levarmos em conta que com muita frequência se registram no espaço sideral acidentes, ou seja, hecatombes gigantescas resultantes de desvios das órbitas, ou falta de órbitas, nas trajetórias de certas formações rebeldes; e poucas se considerarmos que não aconteceu ainda na longuíssima história registrada do astro terráqueo. Mas, sem dúvida que, como hipótese, poderia acontecer amanhã e devolver tudo que existe à nossa volta ao nada do qual saiu há alguns milhõezinhos de anos. Vistas do ponto de vista das estrelas, que estúpidas e mínimas parecem as guerras e todas as violências de que está impregnada a história da humanidade.

Que estúpidas parecem as guerras e as violências que impregnam a história da humanidade

Pergunto ao grupo que me rodeia que porcentagem de astrônomos tem uma crença religiosa e, depois de trocar pareceres, me dizem que provavelmente vinte por cento; os demais são agnósticos ou ateus. Um desses amigos se apressa em marcar a diferença: “Eu acredito”. E acrescenta: “E me sinto perfeitamente à vontade compatibilizando minha religião com tudo que a ciência descobre ou descarta”.

É verdade o que diz, sem dúvida, e deve ser também para essa quinta parte de astrônomos cuja fé resiste a esse cotejo cotidiano ao qual estão submetidas suas crenças religiosas com as revelações —não sei se as chamo de estupendas ou terríveis— que as estrelas lhes fazem. Mas entendo melhor as outras quatro quintas partes de cientistas cujo trabalho diário submerge em dúvidas e hesitações em relação às ideias propagadas pelas religiões sobre o ser supremo que teria criado todas aquelas constelações e tudo que existe. Porque se tornam pequeninos os deuses que os seres humanos adoram ou adoraram diante desse espetáculo avassalador digno das Mil e Uma Noites de trilhões de trilhões de estrelas semeadas ao longo de um espaço sem fronteiras, gravitando e sustentando-se mutuamente, emitindo luz ou recebendo-a, e que pobres as explicações das religiões inventadas para essas perguntas inexplicáveis: como tudo isso foi possível? Pode ser puro acaso, conjunções e constituições misteriosas como casualidades, as que, de imediato, neste universo gelado, fizeram brotar a vida, aqui, neste planetinha sem luz própria que é o nosso? É mais ou menos convincente que fosse não o acaso mas um ser superior, dotado de infinita sabedoria, quem tenha, talvez entediado por sua eterna solidão, criado essa maravilha tenebrosa que é a história humana? As melhores respostas —as mais belas e criativas— a essas perguntas possivelmente não estão nem nas estrelas nem na religião, mas na literatura.

 

Os antigos rapazes revolucionários de Liverpool certamente estaria orgulhosa de sua seleção e de seu artilheiro na Copa da Rússia!!! Viva!!! Valeu, Colômbia!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
04

Postado em 04-07-2018 00:27

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 04-07-2018 00:27

roberto firmino brasil mexico gol
Roberto Firmino, autor do segundo gol brasileiro. MANAN VATSYAYANA AFP

Dida em 2006, Rivaldo em 2002, Mazinho em 1994, Júnior e Sócrates em 1982 e Clodoaldo em 1970. Nos últimos cinquenta anos de Copa do Mundo, em todas as memoráveis seleções brasileiras, havia pelo menos um representante do Nordeste, segunda região mais populosa do país. O Brasil de Tite não tem um nordestino entre os 11 titulares. No elenco todo, apenas um nome nascido lá: Roberto Firmino, o atacante reserva natural de Maceió que começou no Figueirense, foi se aventurar antes dos 20 anos na Alemanha e, mesmo após grande temporada pelo Liverpool, ainda precisa lidar com certa rejeição do torcedor que não viu o jogador se desenvolver dentro do cenário brasileiro. Contra o México, ele mostrou porque é o mais cotado para assumir a vaga de Gabriel Jesus, que mais uma vez passou em branco. No segundo tempo, entrou no lugar de Philippe Coutinho e anotou o segundo gol do Brasil para selar a passagem da seleção de Tite para as quartas. Foi a primeira vez que um jogador brasileiro saiu do banco e marcou um gol em mata-matas de Copas.

Firmino deu os primeiros passos no futebol dentro do CRB, clube da capital alagoana, ainda em categorias inferiores. De lá saiu para jogar pelo sub-20 no Figueirense, no oposto geográfico do país, onde encontrou o treinador Hemerson Maria, que hoje comanda o Vila Nova de Goiás. “Fui eu quem aprovei o Roberto Firmino na base do Figueirense, em 2009. Era um talento nato”, conta Hemerson. “O que tínhamos que trabalhar com ele era a parte tática: posicionamento e entendimento de jogo, que foi também o que ele mais aprendeu na Europa”. Desde a juventude, Firmino fez tratamento para clarear os dentes ? como fica claro cada vez que ele sorri para as câmeras ?, mas conserva uma timidez exemplificada nas respostas curtas que dá em suas entrevistas. “Ele sempre foi um pouco introvertido, mas isso acabava quando entrava em campo. Ele era muito determinado e admirado pelos garotos. Se tornou um líder técnico em campo”, afirma o treinador.

O jogador disputou uma temporada como profissional no time de Santa Catarina, marcando 12 vezes em 51 jogos e ajudando a equipe a subir da série B para a série A nacional. No entanto, antes de disputar a elite, foi negociado em 2011 com o Hoffenheim, da Alemanha. Chegou como garoto, mas assumiu a camisa 10 e a posição de destaque do time, que renderam a ele as primeiras convocações à seleção brasileira. Saiu apenas em 2015, por 140 milhões de reais, para o Liverpool.

Chegou vestindo a 11, mas pegou a camisa 9 depois da saída de Benteke, centroavante belga. A troca de camisas simboliza a versatilidade de Firmino, que atua em mais de uma posição no ataque. “Eu prefiro ele como meia, atrás do atacante, como jogava no Hoffenheim e no Figueirense. Acho que ele tem mais espaço em campo e se destaca mais”, comenta Hemerson Maria. Mas foi como atacante que ele brilhou na temporada 2017/18, marcando 27 gols em 54 jogos no Liverpool (onde formou o trio vice-campeão da Champions League com Mané e Salah) e chegando à Copa do Mundo, ainda que na reserva de Gabriel Jesus. “Firmino é um jogador universal, pode se adaptar a qualquer sistema tático. Penso que pode jogar junto com Jesus na seleção, e que não é apenas o seu substituto”.

Hemerson Maria ainda comenta sobre a influência de Jürgen Klopp, treinador do clube inglês, que comandou Firmino na melhor temporada da carreira. “À distância, o Klopp me parece um treinador que trabalha muito bem a questão mental dos atletas. E isso é importante para jogadores com o temperamento do Roberto; eles precisam se sentir protegidos pelo treinador”. Apesar de não ter sido contratado pelo alemão, foi com ele que o brasileiro teve sua maior ascensão, se tornando um dos grandes jogadores da Europa. “Faltava alguém que o ajudasse a deslanchar de uma maneira definitiva em sua carreira, e o Klopp fez isso”, opina Hemerson.

Por ter crescido como profissional longe do futebol brasileiro, Firmino enfrenta um questionamento do público nacional sempre que compete com Gabriel Jesus, e outros atacantes consagrados dentro do Brasil por uma vaga na seleção. “Esse preconceito existe porque ele não jogou na primeira divisão e nem em um grande centro do país”, defende Hemerson. A crítica começou a mudar na recém-encerrada temporada, quando o país de Firmino acompanhou o atacante ajudando o Liverpool a chegar na final da Champions. “Mas basta um ou dois jogos em que ele não faça gol ou que não tenha um destaque elevado para que voltem a cobrá-lo de maneira exagerada. É um erro porque não se julga a qualidade do atleta, e sim de onde ele veio. Acho que é um defeito cultural do nosso país”. A ver se a performance na Rússia vai ter força para debelar esses

jul
04

 

Em manifesto divulgado nesta terça-feira (3) pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que “já não razões para acreditar” que terá “Justiça”. Lula cita o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o “comportamento público de alguns ministros é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instâncias”.   

O manifesto cita o ministro Edson Fachin e as recentes derrotas na Justiça: “O Ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o Plenário. Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus. Isso ficou demonstrado no julgamento do Plenário, em que quatro do cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem”. 

Na semana passada, os advogados de Lula fizeram uma ofensiva no Supremo para tentar tirar Lula da prisão. A defesa apresentou dois pedidos pela liberdade do ex-presidente: uma reclamação, negada pelo ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira, e um recurso em habeas corpus que já foi negado pelo plenário do Supremo em abril.

Uma petição apresentada no início de junho para que o STF suspenda os efeitos de sua condenação ainda será julgada em plenário por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte – que tirou a análise da Segunda Turma.

‘Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas’, diz Lula em manifesto

Confira o manifesto:

CARTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Meus amigos e minhas amigas,

Chegou a hora de todos os democratas comprometidos com a defesa do Estado Democrático de Direito repudiarem as manobras de que estou sendo vítima, de modo que prevaleça a Constituição e não os artifícios daqueles que a desrespeitam por medo das notícias da Televisão.

A única coisa que quero é que a Força Tarefa da Lava Jato, integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelo Moro e pelo TRF-4, mostrem à sociedade uma única prova material de que cometi algum crime. Não basta palavra de delator nem convicção de power point. Se houvesse imparcialidade e seriedade no meu julgamento, o processo não precisaria ter milhares de páginas, pois era só mostrar um documento que provasse que sou o proprietário do tal imóvel no Guarujá.

Com base em uma mentira publicada pelo jornal O Globo, atribuindo-me a propriedade de um apartamento em Guarujá, a Polícia Federal, reproduzindo a mentira, deu início a um inquérito; o Ministério Público, acolhendo a mesma mentira, fez a acusação e, finalmente, sempre com fundamento na mentira nunca provada, o Juiz Moro me condenou. O TRF-4, seguindo o mesmo enredo iniciado com a mentira, confirmou a condenação.

Tudo isso me leva a crer que já não há razões para acreditar que terei Justiça, pois o que vejo agora, no comportamento público de alguns ministros da Suprema Corte, é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instâncias.         

Primeiro, o Ministro Fachin retirou da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal o julgamento do habeas corpus que poderia impedir minha prisão e o remeteu para o Plenário. Tal manobra evitou que a Segunda Turma, cujo posicionamento majoritário contra a prisão antes do trânsito em julgado já era de todos conhecido, concedesse o habeas corpus. Isso ficou demonstrado no julgamento do Plenário, em que quatro do cinco ministros da Segunda Turma votaram pela concessão da ordem.

Em seguida, na medida cautelar em que minha defesa postulou o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, para me colocar em liberdade, o mesmo Ministro resolveu levar o processo diretamente para a Segunda Turma, tendo o julgamento sido pautado para o dia 26 de junho. A questão posta nesta cautelar nunca foi apreciada pelo Plenário ou pela Turma, pois o que nela se discute é se as razões do meu recurso são capazes de justificar a suspensão dos efeitos do acordão do TRF-4, para que eu responda ao processo em liberdade.

No entanto, no apagar das luzes da sexta-feira, 22 de junho, poucos minutos depois de ter sido publicada a decisão do TRF-4 que negou seguimento ao meu recurso (o que ocorreu às 19h05m), como se estivesse armada uma tocaia, a medida cautelar foi dada por prejudicada e o processo extinto, artifício que, mais uma vez, evitou que o meu caso fosse julgado pelo órgão judicial competente (decisão divulgada às 19h40m). 

Minha defesa recorreu da decisão do TRF-4 e também da decisão que extinguiu o processo da cautelar. Contudo, surpreendentemente, mais uma vez o relator remeteu o julgamento deste recurso diretamente ao Plenário. Com mais esta manobra, foi subtraída, outra vez, a competência natural do órgão a que cabia o julgamento do meu caso. Como ficou demonstrado na sessão do dia 26 de junho, em que minha cautelar seria julgada, a Segunda Turma tem o firme entendimento de que é possível a concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário interposto em situação semelhante à do meu. As manobras atingiram seu objetivo: meu pedido de liberdade não foi julgado.

Cabe perguntar: por que o relator, num primeiro momento, remeteu o julgamento da cautelar diretamente para a Segunda Turma e, logo a seguir, enviou para o Plenário o julgamento do agravo regimental, que pela lei deve ser apreciado pelo mesmo colegiado competente para julgar o recurso?

As decisões monocráticas têm sido usadas para a escolha do colegiado que momentaneamente parece ser mais conveniente, como se houvesse algum compromisso com o resultado do julgamento. São concebidas como estratégia processual e não como instrumento de Justiça. Tal comportamento, além de me privar da garantia do Juiz natural, é concebível somente para acusadores e defensores, mas totalmente inapropriado para um magistrado, cuja função exige imparcialidade e distanciamento da arena política.

Não estou pedindo favor; estou exigindo respeito.

Ao longo da minha vida, e já conto 72 anos, acreditei e preguei que mais cedo ou mais tarde sempre prevalece a Justiça para pessoas vítimas da irresponsabilidade de falsas acusações. Com maior razão no meu caso, em que as falsas acusações são corroboradas apenas por delatores que confessaram ter roubado, que estão condenados a dezenas de anos de prisão e em desesperada busca do beneplácito das delações, por meio das quais obtêm a liberdade, a posse e conservação de parte do dinheiro roubado. Pessoas que seriam capazes de acusar a própria mãe para obter benefícios.

É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa. 

Se não querem que eu seja Presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas.

Não cometi nenhum crime. Repito: não cometi nenhum crime. Por isso, até que apresentem pelo menos uma prova material que macule minha inocência, sou candidato a Presidente da República. Desafio meus acusadores a apresentar esta prova até o dia 15 de agosto deste ano, quando minha candidatura será registrada na Justiça Eleitoral.

Curitiba, 3 de julho de 2018

Luiz Inácio Lula da Silva

jul
04

Postado em 04-07-2018 00:24

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 04-07-2018 00:24



 

Sponholz, no

 

jul
04

Postado em 04-07-2018 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 04-07-2018 00:22

 Por Claudio Dantas

Na última sessão da Segunda Turma antes do recesso, Ricardo Lewandowski demonstrou nível de irritação acima do normal.

O Antagonista apurou que o ministro estava particularmente incomodado, não com a libertação de José Dirceu, mas a prisão do empresário Bruno Basso, ex-marido e ex-sócio de Maria Cristina Boner.

Para quem não sabe, Cristina Boner é conhecida nos bastidores de Brasília por seu sucesso empresarial como representante da Microsoft. No governo FHC, a empresária faturou bilhões em contratos sem licitação. Na gestão petista, teve como sócio Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu. Em 2011, voltou ao noticiário policial no mensalão do DEM.

Em 2008, Basso e Boner se separaram. O divórcio litigioso levou ao bloqueio de um montante de R$ 11 milhões – depositados numa conta judicial vinculada à 5a Vara Cível de Barueri (SP).

Ocorre que, em 14 de junho do ano passado, Cristina Boner peticionou ao gabinete de Lewandowski pela liberação do dinheiro. O ministro inicialmente alegou “não cabimento” do pedido — afinal, não se trata de matéria do STF.

Meses depois, porém, Lewandowski reformou sua decisão após pedido do advogado Alexandre Falaschi e determinou a liberação do dinheiro. Diante da demora da 5a Vara, o ministro reforçou o pedido em 30 de outubro – período em que se recuperava de um acidente em São Paulo.

Ao saber do desbloqueio dos valores, Bruno Basso, o ex-marido, recorreu, pois não fora ouvido no caso. Mais uma vez, Lewandowski mudou de ideia e mandou “suspender os efeitos da liminar originalmente concedida”. Ou seja, mandou cancelar a liberação do dinheiro. Mas Cristina Boner já havia limpado a conta.

Para complicar a situação, Bruno Basso teve a prisão decretada em processo que a ex-mulher moveu por extorsão e agressão.

Em março passado, o empresário protocolou um habeas corpus, distribuído para o gabinete de Lewandowski, o mesmo que lhe deu o “prejuízo” dos R$ 11 milhões. O primeiro pedido de liminar foi negado pelo ministro — que, um mês depois, mudou de opinião (de novo) e decidiu libertá-lo.

Dias mais tarde, o MPF recorreu e Lewandowski acabou levando o caso para a Segunda Turma, já no final de junho.

Nessa última sessão, porém, foi aconselhado a deixar o caso esfriar. Cristina Boner contratou José Eduardo Cardozo e José de Oliveira Lima (Juca), enquanto Admar Gonzaga, ministro do TSE, passou a dar assistência a Bruno Basso.

Pelo visto, estão todos muito preocupados.

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Postado em 03-07-2018 00:51

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 03-07-2018 00:51

 

José Luiz Datena anunciou sua candidatura ao Senado em São PauloJosé Luiz Datena anunciou sua candidatura ao Senado em São Paulo Divulgação

 

O apresentador José Luiz Datena, que anunciou sua candidatura ao Senado em São Paulo, o Estado mais importante do país, com uma população maior do que muitos países europeus, foi apresentado como o primeiro “não político” lançado na arena das eleições e já são feitas profecias sobre o enorme sucesso de sua candidatura.

Em sua primeira aparição pública como concorrente ao Senado alardeou seu desprezo pela chamada velha política que chamou de “corrompida, carcomida e podre”. Fiel a sua linguagem nada formal, defendeu que os que não estão de acordo com ele “se explodam”.

Datena, que quer se apresentar como “não político” ou “político novo”, se preferir, ganhou fama nos últimos anos de sua carreira na televisão por seus programas de cunho policial e populismo da violência apresentada com a morbidez do sangue e da crueza. Se alguns pré-candidatos à Presidência são acusados de ter peregrinado por até oito partidos, como Bolsonaro e Ciro Gomes, o novo político Datena também não pode apresentar credenciais de fidelidade profissional e política. Peregrinou como afiliado a partidos tão diferentes como o PT e o PP e agora é candidato pelo DEM. E viveu essa mesma peregrinação com as emissoras de televisão em que trabalhou, das locais às nacionais, Globo, Rede TV, Record e Bandeirantes. E nem sempre pacificamente.

O apresentador candidato ao Senado lembra por suas declarações aos que nessa mesma coluna chamamos de “magos de receitas simples para problemas complexos”, que é tudo o que o Brasil não precisa nesse momento de tensão social. Os problemas que assolam esse país, sua política, sua Justiça e suas instituições em geral, são complexos e com raízes em velhas práticas coloniais que acabaram criando um país de casta com graves feridas de desigualdade social.

Em um ímpeto de sinceridade populista, o guru televisivo iniciou sua carreira de político novo com essa confissão, publicada pela Folha de S. Paulo: “Não queria estar aqui, estou aqui a contragosto para caramba, mas estou aqui por um compromisso sagrado com o povo do Brasil”, e acrescentou: “Vocês podem ter um político de péssima qualidade, uma porcaria, mas terão um cara que vai ser uma coisa só: honesto com vocês”.

É inegável que o Brasil precisa de políticos honrados, pelo grau de corrupção que tantos deles demonstram, praticamente de todos os partidos. Acreditar, entretanto, que um “político de péssima qualidade, uma porcaria”, como Datena se define, pode governar um país império como o Brasil, com mais de duzentos milhões de habitantes, somente não aparecendo na lista dos corruptos, soa a demagogia.

Que a velha política brasileira, como em parte a mundial, precisa de sangue novo é indiscutível. O mundo de hoje decorre acelerado e tudo envelhece à grande velocidade. Está órfão de grandes estadistas capazes de captar ao mesmo tempo as ondas de desencanto e as ânsias de novidade que fermentam na sociedade. Capazes de interpretar os sonhos não fáceis das novas gerações que assassinaram o pai e lutam por uma nova identidade. Para isso não servem santos e demônios, heróis e redentores. A política é uma arte e uma ciência ao mesmo tempo, que exige de quem a exerce a capacidade de interpretar o melhor e mais complexo da nova sociedade e fidelidade a sua etimologia de entrega à “polis”, às pessoas. De serviço às necessidades da comunidade e não de trunfo para inconfessáveis sonhos de poder.

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