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Postado em 21-01-2020 00:07

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-01-2020 00:07

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DO PORTAL TERRA BRASIL

 

Por Thamires Viana

   A atriz e dubladora Andrea Arruti, que emprestou sua voz à Elsa na versão mexicana de Frozen – Uma Aventura Congelante, morreu aos 21 anos de idade.

Segundo informações da Forbes México, a jovem faleceu no dia 03 de janeiro, mas a notícia só foi divulgada na última semana. As causas da morte são desconhecidas até o momento.

Apesar da pouca idade, Arruti teve uma vasta experiência em dublagem emprestando sua voz a personagens como Brigette, em Phineas e Ferb, Diamond Tiara, em My Little Pony, e à Princesa Jujuba, em Hora da Aventura.

Arruti tinha vários projetos futuros, incluindo dar voz a Neeko, personagem de League of Legends, que acabou de entrar no videogame, e se preparar para incursão na carreira musical.

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Postado em 21-01-2020 00:05

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-01-2020 00:05

Diretor do presídio de Pedro Juan Caballero e 28 guardas foram detidos sob suspeita de ter colaborado com o plano dos 75 fugitivos

Entrada principal da prisão de Pedro Juan Caballero, domingo, no Paraguai.
Entrada principal da prisão de Pedro Juan Caballero, domingo, no Paraguai.Marciano Candia (AP)

 Naiara Galarraga Gortázar

Foi a maior fuga de uma prisão na história do Paraguai, segundo o Governo. Na madrugada de domingo, 75 presos ligados à organização criminosa mais poderosa do Brasil escaparam de uma prisão perto da fronteira entre os dois países. Embora as autoridades tenham encontrado um túnel aparentemente cavado durante semanas, não descartam a possibilidade de que os presos tenham escapado pelo portão principal do presídio, com a cumplicidade dos guardas. A espetacular fuga evidencia o poder que o Primeiro Comando da Capital (PCC) adquiriu no Paraguai, onde obtém armas e maconha, e por onde transita a cocaína que compra na Bolívia e envia para a Europa por portos do Brasil.

Cerca de 40 dos que escaparam têm nacionalidade brasileira. O Governo de Jair Bolsonaro anunciou imediatamente o envio de 200 policiais para reforçar a fronteira e tentar impedir a entrada em seu território dos fugitivos da prisão de Pedro Juan Caballero, cidade onde o PCC deu há quatro anos o golpe com o qual deixou claro que pretendia ser o cartel hegemônico da região. Lá, matou em uma emboscada espetacular o chamado rei da fronteira, Jorge Rafaat Toumani, chefe local do contrabando e tráfico de armas e drogas que abastecia o PCC, mas também outros grupos. A organização criminosa tem um forte domínio territorial nos Estados fronteiriços brasileiros.

Seis caminhonetes usadas na fuga foram encontradas queimadas em Ponta Porã, cidade brasileira que fica no limite da fronteira, segundo uma porta-voz da polícia citada pela France Presse. Uma avenida liga as duas localidades. Entre os fugitivos, alguns envolvidos em uma batalha carcerária no Paraguai no ano passado que resultou em vários presos decapitados. Esse tipo de punição para aqueles considerados inimigos ou traidores é frequente nos motins nas prisões do Brasil.

O Brasil ofereceu ajuda ao Paraguai, que demitiu de modo fulminante o diretor da prisão e 28 guardas. Os prisioneiros cavaram o túnel durante semanas e, apesar de acumularem centenas de sacos de areia e entulho, ninguém deu o alarme.

As autoridades paraguaias não puderam impedir a fuga, embora, como admitiram, já tivessem informações em dezembro de que o PCC estava oferecendo uma recompensa de 80.000 dólares (335.000 reais) a quem o ajudasse na fuga de seus afiliados.

O PCC, criado em um presídio de São Paulo no início dos anos 90, tem cerca de 30.000 membros dentro e fora das prisões. Dada a fragilidade do Estado no sistema penitenciário, o grupo controla o funcionamento interno de dezenas de prisões.

“No Paraguai tudo é novidade. A presença do PCC é novidade, suas estratégias, os grandes subornos são novidade. E isso abre lacunas”, explicou ao jornal O Estado de S. Paulo o especialista na facção criminosa Bruno Paes Manso, da Universidade de São Paulo. “Embora [o Paraguai] seja um país importante para a maconha e como trânsito de cocaína da Bolívia, o PCC chega de modo muito truculento, com outra relação com o mercado das drogas e uma estratégia muito violenta de dominar as prisões para assustar o Paraguai”, segundo o especialista.

O cartel tem uma célula dedicada a organizar fugas. Por isso, o ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, alertou na noite de domingo que “se voltarem para o Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”. São muito poucas e as mais temidas pelos traficantes de drogas porque nelas não têm o espaço de manobra que exibem nas prisões estaduais. Logo após a posse de Moro, no início de 2019, a direção do PCC, com Marcos Camacho, conhecido como Marcola, à frente, foi transferida de prisões estaduais de São Paulo para outras administradas pelo Governo federal. O especialista Paes observa que “o PCC aprendeu a crescer e a ser forte com seus chefes presos. Mas a fuga é muito valorizada. Quem escapa ganha respeito e uma aura de mito”. O sistema penitenciário foi o primeiro palco de sua rápida expansão no Brasil. Depois, alastrou-se para as favelas e, nos últimos cinco anos, para os países vizinhos.

Acre

Na madrugada de domingo para segunda-feira, também foi registrada uma fuga em massa do lado brasileiro da fronteira, mais ao Norte. Ao menos 26 presos fugiram da Penitenciária Francisco d´Oliveira Conde, em Rio Branco, no Acre ?um deles, Adalcimar Oliveira de Almeida, foi recapturado logo depois?. Os fugitivos seriam da facção criminosa Bonde dos 13, aliada do PCC, e usaram lençóis amarrados para escalar o muro do presídio. As autoridades locais tentam se certificar de que os fugitivos não deixem os limites do Estado e a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ministério Público foram acionados para auxiliar no caso.

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Postado em 21-01-2020 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-01-2020 00:04



 

J. Bosco, no jornal

 

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Postado em 21-01-2020 00:02

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DO EL PAÍS

Os atores, que foram casados por cinco anos e formaram uma das uniões mais icônicas dos anos 2000, voltam a ser fotografados juntos nos prêmios SAG

Brad Pitt e Jennifer Aniston, nos prêmios SAG.
Brad Pitt e Jennifer Aniston, nos prêmios SAG.

Era uma das perguntas mais repetidas desde o início de janeiro, quando começou a temporada de prêmios: quando seria o reencontro entre Jennifer Aniston e Brad Pitt? A resposta veio na noite de domingo, durante a cerimônia dos prêmios concedidos pelo Sindicato de Atores, os SAG Awards. Foi quando Aniston e Pitt voltaram a se encontrar. É certo que isso já havia acontecido duas semanas antes, no Globo de Ouro, mas agora eles se cumprimentaram e posaram para fotos juntos. E o mundo inteiro foi testemunha dessas imagens.

Tanto Pitt como Aniston saíram vencedores: ele levou o prêmio de melhor ator coadjuvante num filme (por seu papel em Era Uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino) e ela, o de melhor atriz numa série dramática por seu papel de apresentadora em The Morning Show, uma das primeiras produções próprias da plataforma de TV da Apple. Mas a foto mais esperada não chegou no tapete vermelho, na plateia e nem no palco. Foi mais informal: aconteceu nos bastidores e deixou transparecer a emoção e o desejo de cada um dos membros do ex-casal de que o outro se saísse bem. E foi isso que enterneceu o mundo. Do mesmo jeito que as imagens em que Pitt está atrás do palco para escutar, com um sorriso nos lábios, o discurso de sua ex-mulher.

Era a conta oficial dos próprios prêmios SAG que publicava as imagens no Twitter. Pitt, de 56 anos, com terno preto, camisa branca e sem gravata, e Aniston, 50, com um vestido branco de cetim, acenavam um para o outro emocionados. Ele segurava a mão da atriz; ela, pelo gesto de seu braço esquerdo, parecia a ponto de abraçá-lo. Após essa foto, outra deu continuidade à sequência: ela saía dos bastidores enquanto ele segurava seu braço carinhosamente.

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Postado em 20-01-2020 16:40

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-01-2020 16:40

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Regina com Bolsonaro no Rio: “noivado” acertado, só falta conhecer a casa em Brasía antes do casamento.

DO EL PAÍS

Planalto informou que atriz conhecerá na próxima quarta-feira a Secretaria Especial da Cultura. Presidente afirma no Twitter que ambos iniciam um “noivado”

Imagem de arquivo da atriz Regina Duarte.
Imagem de arquivo da atriz Regina Duarte.Sebastião Moreira / EFE

De ferrenha apoiadora de pautas e manifestações de direita a responsável pela Cultura no Governo Bolsonaro. A atriz global Regina Duarte afirmou nesta segunda-feira, de acordo com a Folha de S.Paulo, que inicia um período de “testes” na Secretaria Especial da Cultura, após conversar com o presidente, que lhe convidou para ocupar o cargo depois da exoneração de Roberto Alvim, na sexta-feira, que caiu depois de copiar trecho e estética de um discurso nazista em vídeo para anunciar o Prêmio Nacional de Cultura.

Antes de aceitar o convite de Bolsonaro, a atriz pediu uma conversa “olho no olho” com o presidente para entender seus planos para a área de Cultura. O encontro aconteceu nesta tarde, no Rio de Janeiro. Em nota, o Palácio do Planalto informou que “após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira, 22, para conhecer a Secretaria Especial da Cultura do Governo federal”. Bolsonaro publicou no Twitter uma foto com a atriz e disse que tiveram uma “conversa sobre o futuro da cultura no Brasil” e que ambos iniciam um “noivado que possivelmente trará frutos ao país”.

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Postado em 20-01-2020 11:54

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-01-2020 11:54

Por G1 MS e TV Morena

Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay

Presos deixaram muita sujeira para trás em fuga de presídio regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai — Foto: Reprodução / Fiscalía Paraguay

 

Um brasileiro fugitivo do presídio de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha à sul-mato-grossense Ponta Porã, foi recapturado na manhã desta segunda-feira (20), pelo Departamento de Operações da Fronteira (DOF).

De acordo com o DOF, ele tem 30 anos, é de Imperatriz (MA) e cumpria pena no presídio regional por tráfico de drogas há quatro anos.

A prisão foi na região de fronteira com o Paraguai. Durante a abordagem, o suspeito ficou bastante nervoso e confessou que era um dos 76 fugitivos da penitenciária.

Fuga

Do total de fugitivos, 40 são brasileiros e 36 são paraguaios. A fuga foi na madrugada de domingo (19). O Ministério Público informou que vídeos das câmeras de segurança do presídio mostram uma movimentação intensa desde as 4h deste domingo. Para a promotora, é impressionante que os guardas não tenham agido diante das imagens que tinham à disposição.

Ainda no domingo, a ministra da Justiça, Cecilia Perez, afirmou que sua pasta denunciou ao Ministério Público um suposto plano de fuga e pagamento de 80 mil dólares (mais de R$ 330 mil) por parte de integrantes da facção criminosa para os funcionários da prisão regional de Pedro Juan Caballero, de acordo com o jornal “La Nación”.

A Procuradoria do Paraguai pediu a prisão do diretor de presídio regional de Pedro Juan Caballero e de 30 agentes penitenciários por suspeitas de facilitação da fuga.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que o governo federal está trabalhando junto com os estados para impedir a entrada no Brasil dos fugitivos.

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Elogio a um reacionário

Mario Vargas Llosa

Sir Roger Scruton, que acaba de morrer liquidado por um câncer que enfrentou com firmeza, nasceu em 1944 e se tornou um conservador, segundo confessou, durante os distúrbios de rua de maio de 1968 em Paris, quando viu garotões ricos – grandes protagonistas daquela caricatura de revolução – apedrejando policiais, erguendo barricadas na região do Quartier Latin e proclamando aos quatro ventos: “Queremos o impossível!”

Foi uma das pessoas mais cultas que conheci. Podia falar de música, literatura, arqueologia, vinho, filosofia, Grécia, Roma, Bíblia e mil assuntos mais como um especialista, embora não fosse especialista em nada, pois, na verdade, era um humanista no estilo clássico que defendia em panfletos – deliciosos de se ler – um mundo absolutamente irreal que provavelmente nunca existiu, salvo em sua imaginação e nos ensaios de alguns poucos sonhadores como ele.

“Você não percebe que essa Inglaterra que defende com tanto talento não existiu nunca, a não ser em sua fantasia?”, disse a ele uma vez. “Que os donos de castelos e cavalos puro-sangue hoje são uns novos milionários e semianalfabetos que só falam de uísque e negócios? Que a caça à raposa, que você promove com ardor épico, está morta e enterrada?”

Ele não me levava a sério e a seus olhos eu parecia um subdesenvolvido, mas me ouvia com resignação. E dissimulava sua impaciência, porque era um homem muito bem educado, sobretudo quando diante dele eu me atrevia a defender as políticas da senhora Thatcher, das quais discordava por lhe parecerem progressistas demais.

Era odiado universalmente pelos intelectuais de sua geração, o que não deixava de engrandecê-lo, pois, apesar de ser um dinamitador cultural que acertava sempre no alvo, não necessitava da adulação burguesa. Com sua juba ruiva, que o tempo foi embranquecendo, e seu modo de vestir descuidadamente aristocrático, estava sempre lendo e escrevendo sobre temas da atualidade. Entre um livro e outro, achava tempo para montar cavalos altivos e matar algumas raposas.

Não tinha paciência para escrever aqueles tratados profundos que levam anos, como seu distante mestre Edmund Burke, grande fustigador da Revolução Francesa, porque vivia e atuava no presente: isso era o que o apaixonava. Sobre as ocorrências cotidianas, opinava sem dar trégua, com imensa sabedoria, e fazia citações prodigiosas e argumentos com frequência tão reacionários que aterrorizavam os poucos conservadores que ainda existem (até mesmo na Inglaterra). Recebeu o título de “sir” da coroa britânica em 2016, o que sem dúvida o envaideceu.

Fui assinante da revista que ele dirigia, The Salisbury Review, durante alguns meses, até parar ao descobrir que só lia os editoriais, sempre esplêndidos, ainda que totalmente incompatíveis com a realidade política e social de nossos dias e, provavelmente, com a de sempre.

Ninguém como Roger Scruton para ilustrar aquela grande distância que, segundo Frederick von Hayek, separa um liberal de um conservador. Mas ele era de uma decência básica, uma indignação perfeitamente justificada contra as grandes imposturas patenteadas pela esquerda demagógica de nosso tempo, uma inteligência que esmiuçava com acidez os modismos ideológicos e a estupidez política. E era, nesse sentido, um intelectual imprescindível, principalmente tendo-se em conta que ninguém ocupará seu lugar.

Não era contra o progresso, absolutamente, com a condição de que não se considerasse progresso o que propunham os marxistas ou o que nós, os liberais, defendemos. Mas ninguém explicou melhor que ele, por exemplo, a importância das óperas, mesmo as mais complexas – digamos as de um Wagner –, ou das obras-primas literárias, ou dos grandes sistemas filosóficos, para se entender o presente, atuar de maneira responsável e dar um sentido à vida.

E certamente nenhum jornalista encontrou maneira mais sutil e pertinente de extrair lições morais e políticas de longo alcance analisando um fato cotidiano, nem de defender a cultura como guia, neste mundo desordenado em que vivemos, para entendê-lo e nos orientarmos nele.

A Inglaterra que ele defendia era um mundo de formas e princípios imutáveis, para o qual a religião e as leis haviam trazido um progresso que não eliminava as classes, nem as igualava, mas assegurava a todas elas justiça e ordem. Uma sociedade na qual o privilégio implicava uma obrigação moral de servir à comunidade e na qual a cultura – as artes, os livros, as ideias, os rituais, as ações militares – eram o espelho da vida, o único trajeto que justificava a ascensão social.

Esse mundo jamais existiu, salvo na fantasia de Scruton. Seu modelo de político foi Enoch Powell, um conservador que sabia os clássicos de cor, mas, aterrorizado com o que acreditava ser uma invasão das ilhas britânicas por terceiro-mundistas, profetizou um banho de sangue se a Grã-Bretanha não pusesse um drástico fim à imigração. Nunca percebeu que, por trás dos elegantes discursos de Powell, bufava o racismo. E que todas as reformas que Thatcher levava a cabo, com enorme coragem, visavam a tornar acessível a todos a verdadeira liberdade.

Era muito difícil não sentir uma enorme simpatia por ele, ainda que, como era meu caso, discordando do essencial de suas ideias conservadoras. Porque havia em seus posicionamentos uma honestidade teimosa, algo muito diferente do comportamento dos políticos da atualidade, que só defendem aquilo em que acreditam por mera conveniência e oportunismo, e universalizaram essa horrenda linguagem política contemporânea, feita de clichês e estereótipos, na qual palavras vazias substituíram ideias e valem para tudo e todos, de modo a justificar os apetites, os grandes e pequenos pecados de funcionários, dirigentes e ditadores de regras.

Ninguém pode duvidar de que Roger Scruton usasse a linguagem de outro modo, para dizer o que verdadeiramente pensava, ainda que fosse algo insólito ou irreverente, a começar por seus adversários. O vocabulário político de nosso tempo está cheio de lugares-comuns e talvez esse abismo, que percebemos entre o que dizem os discursos dos profissionais da política e a realidade da vida política, seja tão grande que a confusão tomou conta do mundo, tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento.

Em quem acreditar, se o que ouvimos por toda parte são geralmente mentiras, obviedades ou flagrantes disparates nos quais não crê nem mesmo quem está falando? Neste mundo degradado pela falsidade e pela burrice, Scruton era um contraste formidável. Às vezes, defendia o indefensável, mas sem traços de insinceridade ou arrogância – apenas convicções graníticas e uma elegância risonha na maneira de falar. É nesse sentido que vamos sentir sua falta. A partida de Scruton deixa em volta de nós um pavoroso vazio. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ.

Caruso”, Mireille Mathieu: Belíssima e perene canção que atravessa tempo e modismos. Bela e vigorosa cantora da França, de performance à altura da composição. Nada melhor para começar a semana de janeiro, com promessa de Regina Duarte à frente da Cultura no Brasil. Será? Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 20-01-2020 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-01-2020 00:18

 

 
RODRIGO FONSECA

Ao ser perguntada sobre sua obsessão por anéis prateados com imagens de serpentes, em um bate-papo no 22º Rendez-vous Avec Le Cinéma Français, fórum promocional do audiovisual europeu, realizado desde quinta-feira, em Paris, Fanny Ardant franze a testa, numa expressão de “descobriram meu segredo”, gastando alguns segundos em cortante silêncio até responder:

“Fui roubada há a alguns anos. Levaram várias joias minhas. Desde então, comecei a usar as cobras nos dedos. Tenho até um anel em formato de uma medusa, o ser mitológico que tem serpentes no lugar dos cabelos. Elas ninguém me rouba. E prefiro prata a ouro. Corta o Mal”, disse a mítica atriz de 70 anos, que arrebatou olhares, corações e mentes, em 1981, ao estrelar “A Mulher do Lado”, de seu amado parceiro e marido François Truffaut (1932-1984). “Aprendi com ele que, no cinema, você não pergunta, você sente. Você se abre para os sentimentos. E eu continuo a atuar buscando aquilo que me surpreenda”.

Macaque in the trees
Fanny Ardant em La Belle Époque (Foto: Divulgação)

Depois de uma série de filmes como realizadora, como “Cinzas e sangue” (2009) e “Candences Obstinés” (2013), no qual dirigiu o galã português Ricardo Pereira, Fanny segue atuando sem parar. “Eu prefiro mil vezes fazer uma pequena participação em um longa cujo diretor tenha muito a dizer do que ser protagonista em um filme vazio”, contou ela ao JB, no Rendez-vous, onde promove as comédias “Perdirx” e “Bélle époque”. “São filmes que repaginam a ideia de lealdade, na família e na amizade, de maneira muito singular. Eu venho de uma relação do mais profundo afeto pelos meus parentes. Gosto quando posso discutir esse amor parental e a fidelidade dos parceiros de vida”.

Este ano, ela volta às telas ao lado do galã Louis Garrel em “ADN”, dirigido pela polêmica atriz e cineasta Maïwenn. “Não me definiria jamais como uma expert em cinema e sim como alguém que vive, que atravessa as intempéries da vida de olhos abertos, atenta ao mistério e à beleza das situações cotidianas”, diz Fanny.

Em paralelo a filmes que ainda não circularam pelo mundo mas que já pediram passagem pelo circuito francês, o Rendez-vous da Unifrance aposta em títulos 100% inéditos por aqui e no resto do mundo, como é o caso de “Mama Weed” (“La Daronne”), de Jean-Paul Salomé. Essa comédia agridoce é uma possível aposta para o Urso dourado da Berlinale. Nesta adaptação em tom de thriller da literatura de Hannelore Cayre, Isabelle Huppert vive uma tradutora que ajuda a polícia em uma série de investigações acerca do tráfico de drogas. Sua rotina descamba para o outro lado da Lei quando ela percebe que pode lucrar mais ajudando criminosos. Também espera-se muito da biopic “De Gaulle”, com Lambert Wilson na pele do estadista francês que encarou a ocupação de sua pátria por nazistas.

Segunda-feira o Rendez-vous chega ao fim, tendo como um chamariz de mercado a exibição de “Adults in The Room”, de Costa-Gavras. A partir do do livro homônimo de Yanis Varoufakis, o ex-ministro das Finanças da Grécia, o realizador de “Z” (1969), mestre dos thrillers políticos, abre uma reflexão sobre a falência de sua nação. Cabe ao ator Christos Loulis viver o próprio Varoufakis nesta trama que funde realismo e fábula (com direito a um corifeu), concentrando-se em tramitações políticas e judiciais de 2015 para travar a bancarrota das finanças gregas. Valeria Golino e Ulrich Tukur completam o elenco das produção, que se concentra em tramitações políticas e judiciais de 2015 para travar a bancarrota das finanças gregas.

Do site O Antagonista+ e Crusoé

Sergio Moro usou o Twitter neste domingo para informar que o governo federal trabalha com as forças de segurança estaduais e com o Paraguai para capturar os membros do PCC que fugiram do presídio de Pedro Juan Caballero.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, disse.

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