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Noblat

A era da insensatez

Por Elton Simões

Possivelmente demore anos. Provavelmente décadas. Mas um dia acontece. A poeira sempre baixa. E quando a poeira destes dias baixar, talvez haja poucos motivos para orgulho. É que quase certo que nossos tempos não serão conhecidos como época de equilíbrio e razão.Convenhamos que equilíbrio e razão não tem sido as características mais marcantes dos últimos anos. E, pior, provavelmente continuarão ausentes no horizonte previsível. Acostumamos com a irracionalidade e falta de civilidade. E não parece existir ou pelo menos a gente não enxerga, outra maneira.E parece ter piorado muito com o crescimento das mídias sociais. Todo mundo fala de tolerância, inclusão, respeito, e de muitas outras aspirações. Mas na hora da pratica, abraçamos com entusiasmo os apedrejamentos públicos, coletivos e sumario. Se é que já houve algum dia, não existe espaço para equilíbrio na mídia social.

Espanta a rapidez com que multidões se formam para apedrejar supostos vilões por coisas que talvez tenham feito. Ninguém mais tem tempo para considerar (ou tentar) contexto, fatos, circunstancias.

O julgamento é sempre sumario. Dispensa evidencia, racionalidade ou equilíbrio. Parecer politicamente incorreto é a única exigência para a condenação, as vezes definitiva, mas sempre pública. Uma frase infeliz é o que basta para um bom apedrejamento. Nas mídias sociais, punição e humilhação pública são entretenimento para as massas.

Depois de lutar séculos por liberdade de expressão, crença e opinião, o mundo parece agora estar condenado a medir precisamente tudo o que fala, escreve ou diz. Teclados e línguas devem nestes tempos funcionar como fitas métricas. Sem direto a margem de erro.

Proibir expressão não impede o pensamento. Não se combate intolerância com mais intolerância. Qualquer possibilidade de diálogo ou mudança de opinião desaparece. A razão morre. E o ressentimento floresce, escondido da vista de todos.

E aí mora o perigo. De uma forma ou outra, ressentimento abafado acumulado tende a se manifestar através de decisões sobre as opções disponíveis. E nestes tempos onde as opções disponíveis são questionáveis, o risco da escolha errada é imenso. E talvez inaceitável. Ou mesmo inacreditável. É tudo o que dá para esperar da era da insensatez.

Parabéns (em memória) clarividente Luther King. Eternidade para as suas palavras e o seu exemplo.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

jan
16

Postado em 16-01-2018 00:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-01-2018 00:28

Morre Dolores O'Riordan do The Cranberries Ver galeria de fotos
A cantora Dolores O’Riordan, na França, em uma imagem de arquivo. DAVID WOLFF GETTY
Londres

Dolores O’Riordan, a inconfundível voz de The Cranberries, uma das bandas de maior sucesso nos anos 90, morreu nesta segunda-feira aos 46 anos de forma repentina, segundo informou em um comunicado o representante da banda irlandesa, que não especificou a causa da morte. A artista, intérprete de sucessos como Linger e Zombie, se encontrava em Londres gravando.

A líder da banda irlandesa The Cranberries estava em Londres em uma breve sessão de gravação”, afirmou o representante do grupo em um comunicado sem mais detalhes. “A família [de Dolores O’Riordan] está arrasada com a notícia e pediu privacidade neste momento tão difícil”, acrescento

Conunicado da polícia confirmou a informação e acrescentou que o corpo de O’Riordan foi encontrado no hotel Park Lane da capital britânica às 9h05.

“Estamos partindo para a Irlanda: trevo de quatro folhas”

Nascida em Limerick em 1971, O’Riordan era a mais nova de sete irmãos e foi educada no catolicismo. Dolores devia seu nome à profunda fé católica de sua mãe. Ela não era praticante, mas se declarou admiradora do papa João Paulo II, a quem visitou com a mãe no Vaticano.

“Estamos arrasados ao ouvir as notícias sobre o falecimento de Dolores O’Riordan. Nossos pensamentos vão para a família dela neste momento”.

O’Riordan se uniu a The Cranberries em 1990 (então chamados de The Cranberry Saw Us), com o guitarrista Noel Hogan, o baixista Mike Hogan e o baterista Fegal Lawler. Seu salto à fama chegou com o álbum de estreia, Everybody else is doing it, so why can’t we? (1993), que incluía a canção Linger, sobre a rejeição e as frustrações do desamor adolescente, que se transformou em seu primeiro sucesso mundial.

“Encontrei certa vez Delores O’Riordan quando eu tinha 15 anos. Ela foi gentil e adorável. Peguei seu autógrafo em minha passagem de trem e com isso ganhei o dia. Ela tinha a mais incrível voz e presença. Muito triste por ouvir que ela faleceu hoje”.

“Quando era adolescente, não me sentia atraente, minha mãe não me deixava usar maquiagem”, explicou O’Riordan em uma entrevista ao The Guardian no ano passado. “Era uma menina estranha, superprotegida, com um vestido rosa de flores e laços na cabeça, que tocava órgão na igreja. Minha mãe me comprava as roupas, então, na minha primeira sessão de fotos com The Cranberries, Noel me trouxe um novo look e me deu um par de botas Doc Martens. Ficavam grandes, mas mesmo assim as coloquei. De repente, parecia uma garota indie”.

Seu disco seguinte, No Need to Argue, lançado um ano depois, superou o sucesso do primeiro e permitiu que a banda fizesse novos registros e que O’Riordan mostrasse todo o potencial de sua voz. Torturada e excessiva, mas sempre comovente, a voz de O’Riordan atingiu o auge em Zombie, single cantado por milhões de jovens na década de noventa, escrita na sequência do atentado do IRA em Warrington, que matou duas crianças, de três e 12 anos.

No Need to Argue vendeu 17 milhões de cópias em todo o mundo e fez do The Cranberries uma das maiores bandas que surgiram no contexto do então chamado rock alternativo. Graças em boa medida à voz de O’Riordan, impetuosa, sinuosa e libérrima, a banda irlandesa introduziu essa combinação de fúria e doçura que caracterizou muitas bandas de certo rock alternativo dos anos noventa.

Depois de mais três álbuns de estúdio, os Cranberries pararam, mas voltaram em 2009 com o objetivo inicial de atuar apenas ao vivo. Finalmente, lançaram mais dois álbuns, o último dos quais, Something Else, uma coleção de versões acústicas e três músicas novas, foi lançado no ano passado. Enquanto isso, O’Riordan lançou dois álbuns solo (Are You Listening?, 2007; No Baggage, 2009).

Em 2017, a banda anunciou uma turnê com shows na Europa e nos Estados Unidos. Pouco depois de começar as primeiras datas europeias, a turnê foi suspensa por problemas de saúde de O’Riordan. O site oficial da artista atribuiu o cancelamento a “razões médicas associadas a um problema nas costas”. Pouco antes do Natal, O’Riordan fez uma postagem em seu perfil do Facebook na qual dizia estar bem e que havia feito seus “primeiros pequenos shows em meses”.

“Olá a todos. Aqui, Dolores. Eu me sinto bem”, escreveu também a vocalista no Twitter. Seu último tuíte, datado de 4 de janeiro, é uma foto na qual segura um gato nos braços, com a mensagem: “Adeus, Gio. Vamos para a Irlanda”.

Ontem, muitos músicos quiseram homenagear a artista. Sua voz, escreveu o popular cantor irlandês Hozier, “questionou como uma voz pode soar no contexto do rock, nunca vi ninguém usar seu instrumento assim”.

O’Riordan sofria de transtorno bipolar. Deixa três filhos, que teve com Don Burton, ex-empresário do Duran Duran, com quem rompeu em 2014, depois de 20 anos de casamento.

jan
16

Brasília
Rodrigo Maia e Henrique Meirelles pré-candidatos
O presidente da Câmara Rodrigo Maia, em Brasília. Fabio Rodrigues Pozzebom Ag. Brasil

Antes em total sintonia, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), esfriaram a relação entre si. Apesar de nenhum dos dois admitirem, ambos já trabalham suas candidaturas à sucessão presidencial neste ano. Maia e Meirelles estão entre os mais queridos pelo mercado financeiro e pelo centrão, grupo de partidos de centro direita que hoje sustenta o governo Michel Temer (MDB). Nos bastidores da política, especulou-se que uma chapa presidencial poderia ser formada em torno dos dois nomes. Mas o distanciamento entre ambos, provocado principalmente pelo recuo de Meirelles a apoiar as mudanças na “regra de ouro”, deixou essa proposta em segundo plano.

Algo que pesaria contra essa chapa seria a falta de carisma e, principalmente, de votos para cargos no Executivo. Henrique Meirelles disputou apenas uma eleição, para deputado federal em 2002 e foi eleito pelo PSDB de Goiás com votação recorde, 183.000 votos. Renunciou ao cargo no ano seguinte, para se tornar presidente do Banco Central indicado por Lula. Rodrigo Maia, por sua vez, foi eleito deputado federal pelo Rio por cinco eleições consecutivas. Quando concorreu à prefeitura do Rio de Janeiro em 2012, contudo, teve apenas 2,9% dos votos.

Neste momento, o cenário é que ambos deverão lançar seus nomes para o cargo de presidente da República. Querem aproveitar a ausência de lideranças políticas brasileiras e, principalmente, o espaço entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na esquerda, e Jair Bolsonaro (PSC), na direita. “O Rodrigo Maia tem confiança de agentes do mercado financeiro, de agentes políticos. Tem mostrado muita segurança, equilíbrio, na condução de matérias importantes na Câmara dos Deputados, por isso é nosso nome”, afirmou o deputado Pauderney Avelino, um dos entusiastas dentro do DEM pela candidatura Maia.

O sinal mais firme dado pelo deputado até agora foi uma entrevista que concedeu ao jornal O Globo, na qual não descartou concorrer à presidência. “Eu não tenho problema de correr risco, mas não estou disposto a participar de uma aventura”, afirmou Maia.

O discurso é semelhante ao que os deputados do PSD têm em relação a Meirelles “Ele começa a se descolar como um candidato que tem afinidade com o mercado e com a sociedade”, disse o líder do PSD, Marcos Montes, um dos que lançou a candidatura do ministro.

Maia não foi testado em pesquisas eleitorais. Já Meirelles, quando seu nome é citado, não ultrapassa a casa dos 3% das intenções de voto. Além disso, os dois estão estreitamente ligados a um governo que tem índices recorde de impopularidade. E como lidar com essa falta de aprovação popular? “O nome do Maia ainda não foi testado. Quando o for, saberemos. O que é importante é nós termos partidos que possam dar capilaridade, que tragam tempo de televisão e apoiem uma campanha”, analisou Avelino. Os partidos que ambos miram são Solidariedade, PP, PR e PRB. Os três primeiros já demonstraram afinidade com Rodrigo Maia. Enquanto Meirelles já se aproximou do PRB.

Como tem mais tempo na política do que Meirelles, Maia leva uma vantagem, de transitar com maior facilidade entre autoridades. Nos últimos dias esteve em Santa Catarina, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e, neste sábado seguiu para uma agenda internacional nos Estados Unidos e no México. Nas viagens nacionais, aproveita para pedir apoio aos governadores e deputados locais. Nas internacionais, para testar seu nome entre agentes estrangeiros.

Enquanto não se lançam oficialmente, ambos iniciam conversas sobre suas possíveis equipes. Meirelles gostaria de levar consigo boa parte dos ocupantes de cargos na administração Temer, entre eles Mansueto Almeida, seu secretário de Acompanhamento Econômico, e Eduardo Guardia, seu secretário-executivo. Enquanto Maia trabalha com a possibilidade de se unir a antigos aliados de Lula, como o economista Marcos Lisboa, e outros que já trabalharam com o DEM, como o marqueteiro Fernando Barros.

O primeiro teste para Maia será no dia 28 de fevereiro, quando o DEM fará sua convenção nacional em Brasília. Para Meirelles, é em março, quando ele anuncia ao presidente Temer se abandona o ministério para iniciar a campanha. O que deve os unir, novamente, será a reforma da Previdência, prevista para ser votada no dia 19 de fevereiro e é fortemente apoiada tanto por um quanto por outro. O resultado que sair da votação dos deputados será fundamental para definir os rumos de qualquer uma das candidaturas. De qualquer forma, ambos esticarão a corda o quanto puder. Se notarem que não têm chances, o apoio de seus partidos será entregue com um valor mais alto.

jan
16

Postado em 16-01-2018 00:24

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-01-2018 00:24


 

Paixão, na

 

 

jan
16

Postado em 16-01-2018 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-01-2018 00:23

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Militante do PC do B: ‘Tem que estourar a cabeça de coxinha’

 PC do B de Mato Grosso do Sul suspendeu por 120 dias, no início deste ano, um de seus filiados que fez ameaças contra os integrantes do TRF-4, informa O Globo.

O corretor de imóveis Urias Fonseca Rocha havia mandado por WhatsApp uma mensagem em que dizia que a condenação de Lula será inaceitável.

Dizia também que era preciso “ir pra rua, ir pro pau” e “começar a estourar a cabeça de coxinha, de juiz, mandar esses golpistas para o inferno”.

O militante –candidato a vereador em Campo Grande, em 2016, quando teve 136 votos– disse que foi “mal interpretado” e não quis incentivar ninguém a cometer agressões.

jan
15

Postado em 15-01-2018 00:13

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-01-2018 00:13

OPINIÃO

Não sou racista, minha obra prova

William Waack

  Danilo Verpa/Folhapress  
PARATY - RJ - 06.07.2013 - 21h30 - Mesa "O Povo e o Poder no Brasil com Andre Lara Resende e Marcos Nobre com intermediacao de Willian Waack durante a Flip 2013 em Paraty. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, ILUSTRADA)
O jornalista William Waack, em evento na edição de 2013 da Flip
 

Se os rapazes que roubaram a imagem da Globo e a vazaram na internet tivessem me abordado, naquela noite de 8 de novembro de 2016, eu teria dito a eles a mesma coisa que direi agora: “Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular. Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão.”

Sim, existe racismo no Brasil, ao contrário do que alguns pretendem. Sim, em razão da cor da pele, pessoas sofrem discriminações, têm menos oportunidades, são maltratadas e têm de suportar humilhações e perseguições.

Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo —racial, inclusive—, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: “Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português.”

Não digo quais são meus amigos negros, pois não separo amigos segundo a cor da pele. Assim como não vou dizer quais são meus amigos judeus, ou católicos, ou muçulmanos. Igualmente não os distingo segundo a religião —ou pelo que dizem sobre política.

O episódio que me envolve é a expressão de um fenômeno mais abrangente. Em todo o mundo, na era da revolução digital, as empresas da chamada “mídia tradicional” são permanentemente desafiadas por grupos organizados no interior das redes sociais.

Estes se mobilizam para contestar o papel até então inquestionável dos grupos de comunicação: guardiães dos “fatos objetivos”, da “verdade dos fatos” (a expressão vem do termo em inglês “gatekeepers”). Na verdade, é a credibilidade desses guardiães que está sob crescente suspeita.

Entender esse fenômeno parece estar além da capacidade de empresas da dita “mídia tradicional”. Julgam que ceder à gritaria dos grupos organizados ajuda a proteger a própria imagem institucional, ignorando que obtêm o resultado inverso (o interesse comercial inerente a essa preocupação me parece legítimo).

Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que “donos” de outras agendas políticas definem como “correto”.

Perversamente, acabam contribuindo para a consolidação da percepção de que atores importantes da “mídia tradicional” se tornaram perpetuadores da miséria e da ignorância no país, pois, assim, obteriam vantagens empresariais.

Abraçados a seu deplorável equívoco, esquecem ainda que a imensa maioria dos brasileiros está cansada do radicalismo obtuso e primitivo que hoje é característica inegável do ambiente virtual.

Por ter vivido e trabalhado durante 21 anos fora do Brasil, gosto de afirmar que não conheço outro povo tão irreverente e brincalhão como o brasileiro. É essa parte do nosso caráter nacional que os canalhas do linchamento —nas palavras, nesta Folha, do filósofo Luiz Felipe Pondé— querem nos tirar.

Prostrar-se diante deles significa não só desperdiçar uma oportunidade de elevar o nível de educação política e do debate, mas, pior ainda, contribui para exacerbar o clima de intolerância e cerceamento às liberdades –nas palavras, a quem tanto agradeço, da ministra Cármen Lúcia, em aula na PUC de Belo Horizonte, ao se referir ao episódio.

Aproveito para agradecer o imenso apoio que recebi de muitas pessoas que, mesmo bravas com a piada que fiz, entenderam que disso apenas se tratava, não de uma manifestação racista.

Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento.

Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada.

Termino com um saber consagrado: um homem se conhece por sua obra, assim como se conhece a árvore por seu fruto. Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui.

WILLIAM WAACK, 65, é jornalista profissional desde os 17; trabalhou em algumas das principais redações do país e foi correspondente internacional por 21 anos na Europa e Estados Unidos

Uma senhora canção! E uma senhoras cantora! Duas maravilhas juntas para começar a semana no BP.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Catherine Deneuve defende o manifesto contra a histeria feminista

As feministas caíram matando em cima do manifesto de cem mulheres francesas contra o puritanismo histérico das americanas e adjacências, publicado no jornal Le Monde, na semana passada.

Hoje, Catherine Deneuve, uma das signatárias do manifesto, voltou ao tema, no jornal Libération, para defender a sua posição.

Deneuve explicou que, evidentemente, no manifesto “não há nada que diga que há algo de bom no assédio (sexual)”, pois do contrário ela não teria assinado.

E mais:

“Eu não gosto dessa característica da nossa época em que cada um se sente no direito de julgar, de arbitrar, de condenar. Quem pode garantir que não haverá manipulação ou golpes baixos (nas denúncias de assédio)? Que não haverá o suicídio de inocentes?”

E mais:

“Esse clima de censura me deixa sem voz e me causa inquietação com o futuro das nossas sociedades.”

Resultado de imagem para Deneuve defende manifesto

jan
15

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, vai discutir com a Polícia Federal a segurança em torno do julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o dia 24.

Nesta segunda (15), ela se encontra com o presidente Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Thompson Flores, para tratar do mesmo assunto.

A assessoria da ministra esclareceu ao blog que, pelos jornais, o tribunal tomou conhecimento de ameaças a juízes.

Cármen Lucia e o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, devem trocar ideias nesta semana sobre a segurança do julgamento e também sobre a segurança dos juízes.

Como a PF é subordinada ao Ministério da Justiça, a ministra vai conversar com as autoridades responsáveis sobre a segurança da sessão.

O STF rechaça qualquer insinuação de que o encontro, pedido pelo desembargador, tenha a ver com o conteúdo do julgamento.

Lula não tem foro privilegiado e qualquer recurso sobre ele será no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Cármen Lúcia também preside o Conselho Nacional de Justiça, que tem um departamento exclusivo para cuidar da segurança de juízes e desembargadores.

A assessoria da ministra afirmou ao blog que, embora a pauta não tenha sido adiantada, este deverá ser o principal assunto do encontro.

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