ESCONJURO
( Guinga – Aldir Blanc )A ZONZA DA CIGARRA NO ÔCO DO CAJUEIRO E RÊ
BÓTUM BEMOL NA CLAVE DO VERÃO
QUEM DIZ UMA PALAVRA COM SENTIDO VERDADEIRO E RÊ
QUE TRAGA UM SOM PAISAGEM PRÁ CANÇÃOFALEI ALARIDO PALAVRA DE VIDRO
QUEBRADA NA VOZ Ô Ô
PALAVRA RAIADA MAIS ESTILHAÇADA
QUE O CASO ENTRE NÓS

O AMOR QUANDO JURA A GENTE ESCONJURA
POIS NÃO VAI RENDER Ô Ô
JÁ FIZ UMA FIGA TALVEZ EU CONSIGA
PARAR DE SOFRER PARAR DE SOFRER

DIABO DE VIGÁRIO URUBÚ NO CAMPANÁRIO
SÓ FALA DE PECADO NO SERMÃO
QUEM DIZ UMA PALAVRA COM SENTIDO DE MISTÉRIO E RÊ
QUE PONHA UM SORTILÉGIO NA CANÇÃO

FALEI PROSTITUTA PALAVRA DE FRUTA
MANCHANDO LENÇÓIS Ô Ô
PALAVRA ENCARNADA E MAIS MACHUCADA
QUE O CASO ENTRE NÓS

O AMOR QUANDO JURA A GENTE ESCONJURA
POIS NÃO VAI RENDER Ô Ô
UM GALHO DE ARRUDA MADRINHA ME AJUDA A
PARAR DE SOFRER PARAR DE SOFRER Ô Ô Ô

 

TERNURA E PIRRAÇA DESGRAÇA E VENTURA
A GENTE COSTURA DOIS A DOIS
É FEITO ESSE RISO QUE ESCORRE EM MEU CHORO
GOZANDO DEPOIS Ô Ô

CABLOCA SEM VESTIDO NO CHICOTE DO MARIDO E RÊ
MOÍDA DE PANCADA SEM RAZÃO
QUEM DIZ UMA PALAVRA DE SENTIDO MILAGREIRO E RÊ
QUE MUDE ESSA INJUSTIÇA NA CANÇÃO

FALEI LIBERDADE PALAVRA DE MUITOS
QUE SE APRENDE A SÓS Ô Ô
QUE CUSTA TÃO CARO QUE EU NEM COMPARO
AO CASO ENTRE NÓS

O AMOR QUANDO JURA A GENTE ESCONJURA
POIS NÃO VAI RENDER Ô Ô
UM PÉ DE COELHO PRÁ MIM BOM CENSELHO
É PARAR DE SOFRER PARAR DE SOFRER

O CORPO DA PRINCESA NA RAIZ DA MANDIOCA E RÊ
COLOCA REALEZA RENTE AO CHÃO
A MODA SERTANEJA NA VIOLA CARIOCA E RÊ
TRAZ O BRASIL DE VOLTA PRÁ CANÇÃO
TRAZ O BRASIL DE VOLTA PRÁ CANÇÃO
TRAZ O BRASIL DE VOLTA PRÁ CANÇÃO

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“Esconjuro”, Guinga e Aldir: depois de ouvir, nada a acrescentar. Só aplaudir. De pé.
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

Ciro Gomes (13%), Marina Silva (11%), Geraldo Alckmin (10%) e Haddad (9%) tecnicamente empatados

 eleições 2018 datafolhaO boneco inflável de Bolsonaro entre pedestres na avenida Paulista no domingo. Sebastião Moreira EFE

 

A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o atentado ao deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), na última quinta-feira, mostra uma pequena oscilação positiva para o candidato do PSL à presidência da República, de 22% para 24%, dentro da margem de erro, de 2 pontos para mais ou para menos. Quem apresentou maior oscilação positiva foi o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que tinha 4% e, agora, aparece com 9% — a expectativa é de que sua candidatura seja oficializada em substituição à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira.

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) teve o segundo melhor desempenho: saiu de 10% para 13%. Já o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) teve oscilação modesta, de 9% para 10%. O pior cenário é o da ex-ministra Marina Silva (Rede), que tinha 16% na última pesquisa e agora aparece com 11%. A queda de Marina foi mais acentuada entre as mulheres, passando de 19% para 12%. Já Bolsonaro aumentou sua popularidade entre o público feminino, com oscilação de 14% para 17%.

Essa é a primeira pesquisa Datafolha que não inclui o nome do ex-presidente Lula, cuja candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento divulgado nesta segunda-feira — e pesquisado também nesta segunda-feira, com perguntas a 2.804 pessoas — chegou a ser adiado por conta das dúvidas em relação às formalidades decorrentes da decisão do TSE em relação Lula. Boa parte da expectativa em relação a essa pesquisa estava depositada no efeito da comoção causada pelo ataque a faca a Bolsonaro. O deputado não apenas oscilou pouco positivamente como sua rejeição subiu de 39% para 43%.

A segunda candidata mais rejeitada da pesquisa é Marina Silva, com 29% — antes era 25%. Outra rejeição que oscilou para cima foi a de Haddad, de 21% para 22%. Alckmin teve queda na rejeição, de 26% para 24%, assim como Ciro, que deixou o patamar de 23% para o de 20%. A pesquisa também mostra uma queda na taxa de indecisos, de 22% para 15%. O segundo pelotão tem o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) com 3%. O restante dos deputados não soma mais de 1% cada.

Nos cenários de segundo turno, Bolsonaro não tem vida fácil contra nenhum adversário, e teria chance de vitória apenas contra Haddad. Os dois aparecem tecnicamente empatados: 39% para o petista e 38% para o deputado do PSL. Bolsonaro perderia para Marina (por 43% a 37%), Alckmin (43% a 34%) e Ciro (45% a 35%). Ciro ganharia em todos os outros cenários pesquisados: de Alckmin (39% a 35%) e Marina (41% a 35%).

Os principais números da pesquisa

Intenção de voto

(Entre parênteses o índice de cada candidato na pesquisa anterior, aplicada entre os dias 20 e 21/08)

Jair Bolsonaro (PSL): 24% (22%)

Ciro Gomes (PDT): 13% (10%)

Marina Silva (Rede): 11% (16%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 10% (9%)

Fernando Haddad (PT): 9% (4%)

Alvaro Dias (Podemos): 3% (4%)

João Amoêdo (Novo): 3% (2%)

Henrique Meirelles (MDB): 3% (2%)

Guilherme Boulos (PSOL): 1% (1%)

Cabo Daciolo (Patriota): 1% (1%)

Vera (PSTU): 1% (1%)

João Goulart Filho (PPL): 0% (1%)

Eymael (DC): 0% (0%)

Branco/nulos: 15% (22%)

Não sabe: 7% (6%)

Rejeição dos candidatos

Jair Bolsonaro (PSL): 43% (39%)

Marina Silva (Rede): 29% (25%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 24% (26%)

Ciro Gomes (PDT): 20% (23%)

Fernando Haddad (PT): 22% (21%)

Rejeita todos/não votaria em nenhum: 5%

Poderia votar em todos: 1%

Não sabe/não respondeu: 10%

set
11

Postado em 11-09-2018 00:44

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-09-2018 00:44

Do Jornal do Brasil

 

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou na manhã desta segunda-feira, 10, que não crê que vá perder votos para Fernando Haddad, que deve ser oficializado concorrente do PT ao Planalto nos próximos dias. “Eu acho que estou demonstrando ao povo brasileiro que eu interpreto o melhor projeto para o Brasil”, afirmou, evitando citar o nome de Haddad.

Ciro também disse que não deve haver surpresa da população brasileira diante da provável substituição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Haddad. Ele voltou a criticar o PT. “O povo já está ligado nisso há uns 10, 15 dias. A nossa posição na política é a de encerrar essa crônica de confrontação radicalizada, que infelizmente o PT também colaborou para acontecer”, disse.

Ciro negou dobradinha com a concorrente Marina Silva (Rede) durante a noite deste domingo, 9, no debate do Estadão, TV Gazeta e Jovem Pan. Em diversos momentos no debate, os dois candidatos trocaram afagos em perguntas sobre saúde, educação e economia. Marina até tentou um confronto com Ciro, ao citar dados da segurança pública no Ceará, mas não houve embate.

“Minhas perguntas eram dirigidas ao (Geraldo) Alckmin. Mas pelas regras do debate, não pude perguntar a ele. Então me dirigi àquela que está mais perto de mim, porque gosto de discutir com pessoas que têm o que dizer”, afirmou.

Ciro também repreendeu apoiadores que, via Twitter, atacaram a Marina Silva. “Quero pedir aos meus companheiros, a quem estimo muito, que não façam mais isto. Nós somos a turma que propõe, que constrói, e a turma que quer dar a mão no dia seguinte à eleição”, afirmou.

O pedetista também comemorou o fato de ter sido mais mencionado durante o debate no Twitter, segundo dados da própria empresa. “Quero agradecer a esta turma que vai nos levar a ganhar está eleição”, finalizou.

Serena Williams machismo
Serena Williams na final do US Open no último sábado, 8 Danielle Parhizkaran USA Today Sports
 

Naomi Osaka venceu a final do Aberto dos EUA (US Open) no sábado contra Serena Williams, a lenda. No entanto, não foi isso que os meios de comunicação destacaram, tampouco o que foi falado na rua ou nas redes sociais. Foi Serena Williams e uma tripla punição. Ela perdeu a cabeça, destruiu a raquete contra o chão e enfrentou o árbitro Carlos Ramos: “Você é um mentiroso, um ladrão!”. “Eu sou mãe, prefiro perder do que roubar!”. “Você me deve desculpas, me deve desculpas!”. “Nunca mais vai apitar um jogo meu! É porque sou mulher e você sabe disso! Se fosse homem, não faria isso!”. “Você está atacando minha personalidade!”. 

Serena transformou uma resposta ruim à pressão de uma partida em uma bandeira feminista; e as advertências do árbitro, que estavam dentro das regras, segundo os especialistas, em um ataque sexista. Há um duplo debate: sobre sua atitude e sobre o machismo no mundo do tênis. Mas, nessa ocasião, eles transcorrem separadamente.

O feminismo se tornou um imenso manto que cobre tudo, com mais força nos últimos dois anos; empurrado pelas ruas, redes sociais, jornais, rádios, televisões, sites, pelo mundo do cinema e da música, por influencers, youtubers e rostos conhecidos de diferentes áreas, em todos os níveis: cultural, político, econômico e social. Mas essa perspectiva, que já faz parte do debate diário, nem sempre é a resposta, não serve para tudo e não deve ser usada como desculpa, de acordo com muitas feministas e especialistas consultadas. Não é um curinga nem dá carta branca a ninguém, a qualquer momento e para qualquer coisa. Mari Ángeles Cabré, diretora do Observatório Cultural de Gênero da Espanha, questiona se Serena Williams gritou naquele momento porque a estavam ofendendo como mulher. Sua resposta é negativa: “O feminismo não é um escudo para deter todos os golpes que a vida nos dá, exige responsabilidade e bom uso”.

Isso nem sempre se faz e essa manipulação do discurso joga contra; em um movimento que cresce e se expande a uma velocidade vertiginosa, que já é maciço e tem alto-falantes capazes de atingir milhões de pessoas ao mesmo tempo, os disfarces não fazem falta. Que no tênis existe discriminação salarial por gênero, discriminação de tratamento, de cobertura da mídia e de cuidado institucional é um fato. Para a militante feminista Amparo Rubiales, a questão racial também não pode ser desprezada. “Quanto Serena teve de resistir por ser mulher, negra, mãe e continuar competindo? Certamente muito mais que os jogadores homens.” Mas isso não pode ser usado para explicar tudo o que acontece na quadra, como argumenta Lola Pérez, feminista, filósofa e assistente social: “As mulheres empoderadas, com uma personalidade tão forte quanto a que ela tem em quadra, devem saber reconhecer quando estão certas e quando estão erradas.” Zua Méndez, do grupo feminista Towanda Rebels, discorda nesse sentido, acredita que este deveria ser mais um daqueles momentos em que se deve dizer: “Vamos acreditar nas mulheres”. “Porque [Serena Williams] está rompendo estereótipos em um esporte que não é nada amigável com elas.”

Serena Williams , a supervisora do circuito feminino do US Open, Donna Kelso, e o juiz Brian Early
Serena Williams , a supervisora do circuito feminino do US Open, Donna Kelso, e o juiz Brian Early JULIAN FINNEY AFP
 Porém, talvez porque haja argumentos, dados e estatísticas suficientes para denunciar um machismo institucionalizado, não é necessário vestir o feminismo com a vitimização nem tornar o discurso uma deriva. Se deixarmos que tudo, como um sistema, se transforme em machismo, corre-se o risco de o movimento perder força e razão naquilo que é consequência de uma sociedade patriarcal. A esse possível efeito se refere Octavio Salazar, jurista e especialista em igualdade: “O que define um comportamento machista é que existe um exercício de dominação ou supremacia de um homem sobre uma ou mais mulheres, e implica em tratamento violento, degradante ou humilhante. Mas não é uma chamada de atenção por descumprimento das regras”. De acordo com Salazar, a busca por igualdade deve evitar a reprodução de comportamentos culturalmente assumidos como masculinos: “Há mulheres que, para se empoderarem, assumem comportamentos furiosos e violentos como são os habitualmente protagonizados pelos homens. Um dos ensinamentos do feminismo é que as mulheres não precisam fazer as mesmas besteiras que os homens”.

Apesar de partir de uma acusação questionável, a queixa de Serena gerou várias discussões necessárias. A do machismo no mundo do tênis, é claro, que ocupa desde a noite de sábado o noticiário internacional e os círculos relacionados ao feminismo; e também outros que se conectam com a abordagem machista ao julgar comportamento das mulheres. Nuria C. Sopena, jornalista feminista e escritora, reflete nessa direção: “Talvez se permita uma explosão de fúria a um tenista e não a uma tenista. Talvez se permita a um tenista perder a compostura, enquanto ela [Serena Williams] é vista como uma mulher um tanto raivosa.” A infantilização da terminologia com a qual se descrevem os gestos ou o tom de uma mulher continua sendo uma constante: os homens são temperamentais e as mulheres, histéricas; os homens ficam com raiva e as mulheres ficam com birra. “Quando uma mulher demonstra suas emoções, ela é ‘histérica’ e punida por isso. Quando um homem faz o mesmo, é ‘franco’ e não há repercussões. Obrigado, Serena, por denunciar essa dualidade. Mais vozes são necessárias para fazer o mesmo”, escreveu Billie Jean King, lenda do tênis norte-americano e ganhadora de 12 Grand Slams, ao sair em defesa de Serena, levando em conta que atitudes semelhantes à da tenista raramente rendem advertências tão rigorosas quando protagonizadas por homens.

Nem a raiva, nem os trejeitos deles deveriam ser socialmente aceitos, nem os delas tão insultados. Se a igualdade é o objetivo, que o caminho para alcançá-la também seja esse, prega Lola Pérez: “Usar a vitimização para fazer uma falsa denúncia de sexismo é uma armadilha. Uma perversão dos valores de igualdade. Não acredito que isso seja algo que tenha a ver com o movimento feminista”. Entre a imagem de vítima ou vilã no embate com Ramos, o fato é que Serena mais uma vez conseguiu holofotes para sua cruzada pessoal em combate ao preconceito. Se por um lado a Federação Internacional de Tênis, comandada pelo ex-jogador David Haggerty, respaldou a conduta do árbitro no episódio, a multicampeã recebeu o apoio de colegas como Martina Navratilova, Victoria Azarenka e Kristina Mladenovic, além do presidente da Associação de Tênis Feminino (WTA), Steven Simon, que comunicou: “A WTA acredita que não deve haver diferenças nos padrões de tolerância às emoções expressas pelos homens e pelas mulheres e está comprometida em trabalhar com o esporte para garantir que todos os jogadores sejam tratados da mesma maneira. Não acreditamos que isso tenha acontecido [com Serena na final do US Open]”.

O que dizem as especialistas

 

Lola Pérez, feminista, filósofa e assistente social

Serena Williams usa a vitimização de uma maneira bastante perversa; afinal de contas, as mulheres em nossa condição de pessoa podem fazer coisas boas e ruins e o comportamento que estava tendo não era apropriado para as regras do jogo. Árbitro estava no direito de repreendê-la. Acredito que mulheres empoderadas, com uma personalidade tão forte como a que ela tem em quadra, tem de saber reconhecer quando estão certas e quando estão erradas. Não somos Super Woman, embora tenhamos essa visão de Serena, porque é uma grande atleta e é um titã na quadra. Mas uma coisa é ser uma boa atleta e outra é a atitude que pode ter. Roubou todo o protagonismo de sua adversária, que foi quem ganhou – a multa, isso sim, me parece desproporcional [Serena foi multa em aproximadamente 70.000 reais pela organização do US Open]. No campo de jogo, estamos acostumados que os homens façam gestos exagerados, que demonstrem sua agressividade, e não é que nunca aconteça nada, mas parece que os juízes de linha são mais permissivos com eles. Devemos avaliar, por um lado, que ela não teve uma atitude correta e apropriada e ver também como outros homens tampouco a tiveram em outras ocasiões.

Amparo Rubiales, política, advogada e feminista

Eu não assisti ao jogo e nem ao incidente, grave, segundo as crônicas, todas escritas por homens. A multa também é muito severa. Certamente ela se equivocou. No entanto, como escreveu Ana de Miguel, “o patriarcado é manter a ideia de que há tantos feminismos quanto mulheres e que basta que uma mulher diga algo porque ‘ela quer’ para que esse algo seja ‘feminista’ e que todas nós sejamos desqualificadas.” Serena Williams usou sua condição de mulher para se rebelar contra a decisão do árbitro, homem, é claro. Quanto Serena teve de resistir por ser mulher, negra, mãe e continuar competindo? Certamente muito mais que os jogadores homens. E meus sinceros parabéns a Osaka, outra mulher vencedora.

Mari Ángeles Cabré, diretora do Observatório Cultural de Gênero

Que Serena Williams estava de cabeça quente por causa da questão da roupa pós-parto que não a deixaram usar, nós já sabíamos. Também sabemos da longa opressão dos brancos sobre os negros e do ressentimento que ainda existe em muitos deles. Mas que sua relação com as regras do tênis não passe pelos melhores momentos e que o árbitro português seja bem blasé não justifica seu injustificável ataque de fúria, muito menos que se defenda aludindo à sua condição de mulher tratada injustamente. Você grita porque estão te ofendendo como mulher, você grita porque o feminismo lhe dá força para fazê-lo? Não, Serena, o feminismo não é um escudo para deter todos os golpes que a vida nos dá, não é um curinga que serve para toda adversidade. O feminismo exige responsabilidade e bom uso. Como qualquer veículo, ele pode te levar muito longe. Mas, se você o usar mal, você pode se lascar e é isso que aconteceu. Primeiro mandamento: você amará o feminismo acima de todas as coisas. Segundo mandamento: você não pronunciará o nome do feminismo em vão…

Idoya Noain, correspondente nos Estados Unidos do El Periódico

Há vários fatores culturais, muito específicos dos Estados Unidos, que tiveram a ver nesse assunto. Aqui há uma questão racial importante e qualquer coisa pode ser usada como racismo. E Serena é uma lenda, uma das melhores tenistas de todos os tempos. É intocável. Além disso, durante o último ano, a gravidez, o pós-parto e os problemas de saúde que teve e os mais recentes incidentes em relação ao uniforme em Roland Garros elevaram seu status na hora de falar de igualdade. Durante esse tempo, ela deu ênfase aos cuidados de saúde às mulheres negras, algo que, se ela não tivesse feito, nunca teria tido esse impacto. Mas o que aconteceu no sábado não foi sexismo. Ela perdeu a cabeça, é algo humano, mas o transformou no que não era e não recuou, transformou o incidente em um debate de gênero. A discussão hoje nos Estados Unidos é sobre o sexismo no tênis e, sim, isso era necessário e importante, mas não surgiu de uma injustiça real. Naquele momento, Serena Williams talvez estivesse pensando nos direitos, mas, diante dela, estava uma mulher de 20 anos, Naomi Osaka, que a idolatrava e estava enfrentando o seu primeiro Grand Slam no meio de uma quadra cheia de animosidade, que ofuscou seu triunfo.

Resultado de imagem para Naomi Osaka venceu a final do Aberto dos EUA (US Open
Naomi Osaka vencedora da final do Aberto dos EUA (US Open)

set
11

Postado em 11-09-2018 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-09-2018 00:39



 

Amarildo, na (ES)

 

set
11

Postado em 11-09-2018 00:34

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-09-2018 00:34

Já foram escritas linhas e mais linhas sobre o que será a presidência de Dias Toffoli no STF.

Mas analista nenhum  — nenhum — escreveu nada sobre a mesada de 100 mil reais que o ministro recebe da mulher advogada.

LEIA AQUI

A mesada de Toffoli

O próximo presidente do Supremo Tribunal Federal recebe 100 mil reais todo mês em uma conta mantida no Banco Mercantil. O dinheiro é repassado pela mulher dele. Roberta Rangel é dona de um escritório de advocacia que alcançou o sucesso em Brasília depois que Dias Toffoli ascendeu na carreira. As transações foram consideradas suspeitas por técnicos do próprio banco

set
10

Postado em 10-09-2018 00:42

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-09-2018 00:42

OPINIÃO
Apoiadores do candidato Jair Bolsonaro em vigília no hospital Albert Einstein.
Apoiadores do candidato Jair Bolsonaro em vigília no hospital Albert Einstein. Nelson Antoine AP

 

 

Minha bandeira já teve muitas cores ao longo de minha vida. Hoje, no Brasil e para este país em guerra ideológica entre irmãos, quero uma bandeira branca na qual possam se abraçar, sem mãos ensanguentadas, todas as ideias, todas as cores da pele, todos os pensamentos criativos.

O Brasil não será o mesmo depois do atentado que fez o candidato à presidência e capitão da reserva Jair Bolsonaro perder mais de três litros de sangue, deixando-o à beira da morte. A política também não. O ódio, que não sei de qual cor é, parece correr solto por este país do sol. Um ódio tristemente alimentado por aqueles que deveriam ter sempre erguida a bandeira da concórdia entre diferentes, por aqueles que continuam pensando e pregando, de um lado a outro da política, a antiga lei de talião, do olho por olho e dente por dente. Ódio por ódio termina sempre em tragédia.

Em todas as guerras da História onde corria o sangue de ambas as partes, a bandeira branca era como um arco-íris de paz erguido como símbolo de trégua. O Brasil precisa se erguer, deixar de lado as bandeiras do “nós contra eles”, parar de acreditar que a violência é exorcizada com mais violência. Enchamos as mãos de nossas crianças, que são o Brasil que sonhamos para elas, não de gestos de guerra, mas sim de pombas da paz.

Hoje no Brasil tudo parece ter a cor do sangue, das chamas do incêndio do Museu Nacional, que engoliu séculos de história, até aquele derramado toda dia, toda hora, todo minuto, com tantas armas disparando contra a vida, no barro das favelas e no asfalto da cidade. Sim, também o sangue arrancado no vil atentado ao militar Bolsonaro, que aspira a governar o país. Ele tem razão quando reclama que ninguém hoje, no Brasil, sai tranquilo à rua, mas se equivoca quando acredita que essa hemorragia de vidas pode ser detida armando até as pombas do parque.

Não é nos armando até os dentes que seremos todos mais seguros, e sim desarmando as ratoeiras das ideologias do ódio e da violência, da caça aos diferentes, da inquietação com as ideias que não coincidem com as nossas. O Brasil hoje se reflete em abismos perigosos de intolerância política e até religiosa. Houve um tempo em que existiam ? como em Oeiras, a primeira cidade do Piauí ? três igrejas diferentes, para brancos, negros e pardos. Hoje as visitamos com a lembrança de uma blasfêmia religiosa. No entanto, o Brasil de hoje, em que entram juntas na igreja pessoas de todas as cores de pele, continua mantendo Igrejas políticas separadas para quem pensa diferente, outra blasfêmia ? não contra os deuses, mas sim contra a tolerância. É a nova inquisição cultural e política que não permite que alguém possa votar, pensar, amar e até morrer como preferir.

Quero para este país muitas bandeiras brancas onde cada um possa escrever, sem medo de ser açoitado ou expulso da convivência humana, pensamentos de paz, desenhos cheios de diversidade cultural e humana. Aí sim, nessa bandeira branca, usemos, como as crianças, todas as cores, pintemo-nos com todas elas até criar um arco-íris do qual não se disparem raios de violência, e sim feixes de luz.

Basta de ódios e de sangue. Eu, que não voto aqui, quero que os brasileiros, dentro de um mês, saibam digitar nas urnas nomes capazes de nos unir em vez de continuar nos desgarrando entre irmãos quase em uma guerra civil. Votem em políticos que não tenham perdido a esperança de que o país possa sair do inferno da intolerância que está nos dessangrando. Alguém que seja capaz de ensinar às crianças e aos adultos gestos brancos de paz.

A Bolsonaro, como pessoa, desejo que recupere seu sangue perdido e volte para sua casa curado do vil atentado de que foi vítima. O que eu gostaria é que ele voltasse do hospital nos dando a surpresa de ter aprendido na dor algum gesto novo para fazer com as mãos. Gestos que evoquem a vida, aquela que tentaram arrancar dele, e não a morte. Gostaria de lembrar a ele, um fiel cristão, a passagem do capítulo 26 de Mateus em que Jesus, diante do apóstolo que, no Monte das Oliveiras, havia sacado a espada e arrancado a orelha de um dos soldados que iam prendê-lo, afirmou: “Guarde a espada em seu lugar, porque todos que empunharem a espada morrerão pela espada”.

Que o Brasil embainhe todas suas espadas sem esquecer que as palavras podem ser espadas de ódio ou versos de reconciliação.

“Vai dizer ao Vento”, Paulinho da Viola: “Agora vou seguir outro caminho/Quem sabe esquecer o que passou/Saudade, diga ao vento que a tristeza dê um tempo/ E não se esqueça que você já me deixou”. Grande Paulinho da Viola! Nada melhor que a sua voz e os seus versos  para começar uma nova semana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
10

Postado em 10-09-2018 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-09-2018 00:39

DO PORTAL TERRA BRASIL/ESTADÃO

 

O debate entre os candidatos à Presidência da República promovido por TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter foi marcado pela defesa da não violência. Ao iniciar suas falas, Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) enfatizaram a necessidade de se pacificar a sociedade, em referência ao atentado em que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi atingido por uma facada, na última quinta-feira, em Juiz de Fora (MG).

No primeiro bloco, os candidatos escolheram os rivais para responder às suas perguntas. Quase todas as questões se referiram a propostas dos adversários, exceto por Guilherme Boulos (PSOL), que partiu para o ataque a Meirelles.

“O compromisso da minha candidatura é enfrentar privilégios. O senhor vai enfrentar privilégios da sua turma?”, perguntou Boulos, após se encerrarem os 30 segundos reservados à sua questão. Meirelles disse que criou 10 milhões de empregos durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou programas do governo do petista. Disse que, durante o governo de Michel Temer, foi responsável pela possibilidade de 2 milhões de empregos e prometeu que criar mais 10 milhões de empregos se for eleito, insinuando que Boulos não trabalha e não paga imposto.

Meirelles foi o primeiro a perguntar, escolheu Alckmin para responder à sua questão. “Como vamos mudar esse radicalismo que tanto prejudica o Brasil?”, perguntou, mencionando o incidente “lamentável” contra Bolsonaro. “É necessário um grande esforço conciliador”. “Sempre que há um esforço de união nacional, de pacificação, que é o que eu defendo, a democracia consolida-se.”

Meirelles criticou seu adversário: “O senhor prega a pacificação, no entanto quando Bolsonaro ainda estava na sala de cirurgia, seu programa o atacava fortemente. Isso não é uma atitude de radicalização?”. O tucano afirmou que e emedebista “não viu” seu programa. “Nunca pregamos a violência. Sou contra qualquer tipo de radicalismo.”

Próximo a perguntar, Ciro escolheu Marina, questionando-a sobre como reverter a evasão escolar. “É um momento difícil. Faltam duas candidaturas”, disse a postulante da Rede, referindo-se à ausência de Bolsonaro e de um candidato petista na bancada. “Violência política não nos levará a lugar nenhum”, disse Marina, emendando que prega uma “educação de qualidade, atual” e que o “desejo de aprender” tem de ser fomentado entre as crianças, “com foco na primeira infância, que ensina aprender a aprender”

Alckmin dirigiu sua pergunta a Alvaro Dias (Podemos). “Bolsonaro foi atendido na Santa Casa de Juiz de Fora, prontamente, muito bem atendido. Quais as propostas para as Santas Casas?”. Dias respondeu que, em sua opinião, o que falta é boa gestão, não investimento, ao setor de saúde. “Alega-se falta de recursos, mas o que falta não é dinheiro, é boa gestão. O SUS é mal implementado”, disse o candidato do Podemos. Alckmin prometeu “cobrar das seguradoras os serviços prestados”, complementando orçamento das Santas Casas. Dias afirmou que a proposta do tucano parecia uma medida peculiar à prefeitura.

Dias perguntou a Boulos: “Os últimos governos beneficiaram os bancos e os banqueiros, o Brasil se tornou o paraíso dos bancos. Qual o tratamento que o senhor dará aos bancos?”

“Esse é um dos raros pontos que concordo com Alvaros Dias. Banco aqui faz o que quer. Vamos acabar com a farra dos bancos”, disse o candidato do PSOL, prometendo diminuir juros “abusivos” da dívida pública e baixar juros do cartão e do cheque especial.

Marina Silva questionou Ciro sobre segurança. O pedetista falou em um “Sistema Único de Segurança” para o combate ao crime, federalização do enfrentamento à violência. Marina praticamente repetiu a proposta de Ciro, falando do mesmo “sistema único” de combate ao crime e do absurdo de o crime organizado comandar bandidos de dentro da cadeia.

Do Jornal do Brasil

 

Os advogados eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitaram neste sábado, 8, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do prazo para a substituição do candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, estipulado para o dia 11, por mais seis dias, até o dia 17. A defesa alega que o prazo é essencial para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa analisar o recurso contra a decisão do TSE que negou por maioria de votos o registro da candidatura, antes de uma alteração definitiva de Lula por Haddad. Os advogados falam que uma decisão definitiva sem análise do Supremo seria uma “injustiça”.

O pedido foi apresentado à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que também é responsável pela análise da admissibilidade do recurso extraordinário de Lula contra a decisão do plenário da Corte Eleitoral que o definiu como inelegível, na madrugada do dia 1º de setembro. O recurso extraordinário chegou ao gabinete da ministra Rosa Weber na manhã deste domingo, após a defesa e as partes que questionam a candidatura apresentarem suas alegações até o Sábado.

Lula está preso desde abril, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês, após condenação em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá-SP. Na próxima terça-feira, dia 11 de setembro, vence o prazo para mudança na cabeça da chapa e a ausência de substituição deixaria a coligação petista fora da disputa presidencial.

“Corre-se o grave risco de um registro de candidato a Presidente da República, julgado em sede originária por este Tribunal Superior Eleitoral, com dois votos vencidos justamente (de dois Ministros integrantes da Suprema Corte), ver o seu direito perecer, sem que sequer o Supremo Tribunal Federal possa analisar o seu direito, inquestionavelmente fundado em bases estritamente constitucionais, já que o prazo de substituição imposto à Coligação pelo acórdão objeto do apelo extremo (outra quebra de jurisprudência, como se verá) termina no dia 11/10, terça-feira, muito embora a Lei autorize trocas até o dia 17/10. É gravíssimo””, afirma a defesa de Lula.

Os advogados observam que o pedido de efeito suspensivo apresentado no Supremo Tribunal Federal depois da rejeição do registro da candidatura de Lula foi negado pelo ministro Celso de Mello, em uma decisão na qual pontuou que, como o TSE ainda não analisou a admissibilidade do recurso extraordinário, caberia à própria presidente da Corte Eleitoral, Rosa Weber “praticar os atos inerentes ao poder geral de cautela”.

O plenário do TSE negou o registro de Lula por 6 votos a 1. O ministro Edson Fachin foi o único que votou a favor do ex-presidente, considerando o pronunciamento do Comitê de Direitos Humanos da ONU a favor das possibilidade de Lula. Por 5 a 2, o TSE também negou na mesma sessão o direito de Lula aparecer no horário eleitoral na condição de candidato, sendo derrotados nesse ponto Fachin e a própria presidente do TSE, ministra Rosa Weber. A defesa de Lula lembra que justamente dois ministros do Supremo tiveram divergências em maior ou menor extensão quanto à decisão que impede a candidatura do petista, ao insistir na prorrogação do prazo, afirmando que uma liminar é “imperiosa” para evitar uma “injustiça”.

A defesa diz que o pedido do efeito suspensivo não é necessariamente até 17 de setembro, mas “apenas até a decisão do plenário do Supremo, em decisão sumário ou final no RE ou no efeito efeitos suspensivo no RE”. Diz a defesa que essa decisão “pode se dar a partir de quarta-feira, dia 12 de setembro”. “Um dia não pode enterrar viva (sub judice) uma candidatura que tem 40% das intenções de votos nas pesquisas”, dizem os advogados Luiz Fernando Casagrande Pereira, Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro e Fernando Gaspar Neisser.L

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