“Pé do Lageiro”(aonde a onça mora), João do Vale e Tom Jobim: criação primorosa – em letra e música – de uma dupla genial da MPB. Boa para ouvir (e pensar) nesta sexta-feira de novembro, pós-operação Furna da Onça, para prender corruptos e corruptores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Perguntar não ofende: será que chega à Baia? Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Alerj

PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Alerj /Divulgação/Alerj

Policiais federais cumpriram mandados de prisão contra políticos no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (8). Entre os alvos, estão deputados estaduais, o presidente do Detran/RJ e um secretário do governo de Luiz Fernando Pezão (MDB).

A ação, batizada de Furna da Onça, é um desdobramento da operação Cadeia Velha, que prendeu há um ano o então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB.

Os agentes da PF cumprem 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) — após decisão unânime de cinco desembargadores. A Alerj foi um dos locais onde os policiais estiveram nesta manhã.

O MPF (Ministério Público Federal) divulgou os nomes dos alvos de mandados de prisão. São eles:

• André Correa, deputado estadual (DEM)
• Chiquinho da Mangueira, deputado estadual (PSC)
• Coronel Jairo, deputado estadual (MDB)
• Luiz Martins, deputado estadual (PDT)
• Marcelo Simão, deputado estadual (PP),
• Marcos Abahão, deputado estadual (Avante)
• Marcos Vinícius “Neskau”, deputado estadual (PTB)
• Affonso Monnerat, secretário de Governo
• Leonardo Silva Jacob, presidente do Detran/RJ
• Vinícius Farah, ex-presidente do Detran/RJ e deputado federal eleito pelo MDB

Além desses, também foram expedidos mandados contra Jorge Picciani, que se encontra em prisão domiciliar, Albertassi e Paulo Melo.

Dinheiro e relógios apreendidos na casa de suspeito

Divulgação/Polícia Federal

A investigação apura um esquema de corrupção envolvendo compra de votos de parlamentares com dinheiro de propina e distribuição de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

 De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso era chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. A propina era paga para garantir que interesses de políticos participantes do esquema fossem atendidos no Legislativo estadual.

O mensalinho era pago por meio de superfaturamento de contratos estaduais e federais. Ainda segundo a PF, os parlamentares também eram beneficiados com a distribuição de cargos em órgãos públicos do Estado, com o alocamento de mão de obra comissionada ou terceirizada.

Cadeia Velha: MPF pede condenação de Picciani, Melo e Albertassi

O nome da operação, Furna da Onça, faz referência à sala usada pelos deputados para discutir como votariam antes das sessões, momento descrito por eles como a hora de a “onça beber água”.

O R7 não localizou até o momento as defesas dos citados na reportagem. A Alerj apenas informou que “funcionará hoje normalmente, com sessão plenária às 15h”.

Já o governo do Rio de Janeiro disse que “desconhece os fatos e não teve acesso aos autos do processo”. O Detran respondeu por meio de nota que “está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento”.

Temer espera sinalização do STF

 

 

Michel Temer deve esperar 15 dias para analisar se irá sancionar ou não o reajuste no salário dos ministros do STF.

Auxiliares do presidente dizem que embora a tendência seja pela sanção, Temer deve aguardar uma sinalização do Supremo sobre o fim do auxílio-moradia.

Por lei, o presidente tem até 15 dias para sancionar ou vetar medidas aprovadas no Congresso.

nov
09

DO JORNAL DO BRASIL

A Polícia Federal prendeu o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes, envolvido em esquema comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Lopes e outros quatro foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012.

Cláudio Lopes é acusado de recebimento de mesada do grupo do ex-governador Sérgio Cabral, enquanto ocupava o cargo entre 2009 e 2012. As acusações foram feitas em delação de Carlos Miranda, um dos principais operadores do esquema de propinas de Cabral.

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Cláudio Lopes (Foto: AE)

O ex-procurador negou todas as acusações. Cláudio Lopes contestou também a acusação de que teria beneficiado com arquivamentos de processos de comportamento ilegal do ex-governador Sérgio Cabral na contratação do escritório da ex-primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo, e no uso do avião particular do empresário Eike Batista em uma viagem à Bahia.

Crimes

A organização criminosa chefiada por Cabral foi responsável pela prática de diversos crimes na execução de obras custeadas com recursos federais captados pelo governo do Rio de Janeiro.

A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Ricardo Ribeiro Martins, que assumiu o comando do Ministério Público do Rio no dia 4 de outubro, quando Eduardo Gussem se desincompatibilizou da função, em observância às regras da eleição para a procuradoria-geral de Justiça no biênio 2019/2021.

No âmbito da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, está em andamento procedimento disciplinar sob sigilo.

nov
09

Postado em 09-11-2018 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-11-2018 00:23

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, defendeu hoje (8) ações afirmativas, como as cotas nas universidades com base em critérios étnico-raciais. Para ele, o racismo no Brasil é estrutural e tais políticas são eficazes na promoção de igualdade.

 

“Políticas afirmativas vão ao encontro da integração dos setores desfavorecidos, soerguendo em cidadania os indivíduos a quem é dirigida a discriminação racial sistêmica”, disse o ministro. “No racismo estrutural ou institucional, disseminado na sociedade brasileira, inexiste vontade livre e deliberada de discriminar, mas fazem-se presentes mecanismos e estratégias que dificultam a participação da pessoa negra no espaço de poder”.

As declarações foram dadas durante o 2ª Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros, em Brasília. Toffoli destacou números do último censo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), feito este ano, segundo os quais apenas 1,6% dos magistrados brasileiros se declaram negros.

nov
09

Postado em 09-11-2018 00:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 09-11-2018 00:21

 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 5ª- feira 08/11/2018

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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

 
Bolsonaro, no dia 7, no Palácio do Planalto.
Bolsonaro, no dia 7, no Palácio do Planalto. ADRIANO MACHADO REUTERS
 

Por três meses, um grupo de 50 pessoas esboçou um plano de Governo para Jair Bolsonaro (PSL). Coordenado pelo general Augusto Heleno, os especialistas em diversas áreas tentaram detalhar dados para que, caso eleito, o capitão reformado pudesse tomar as decisões da maneira mais célere possível já no período da transição governamental. O plano, no entanto, parece ter subestimado a sanha de políticos e aliados por cargos, as reações que parte da sociedade civil com relação aos cortes de determinados ministérios e com as falas do futuro presidente que estremeceram as relações com países árabes e a China.

Apesar de parecer caótica para quem vê de fora, preocupar alguns membros de sua equipe e provocar críticas de analistas que detectam improviso, a estratégia bolsonarista parece não afetar seus apoiadores nas redes sociais. Pelo contrário. Nos grupos de WhatsApp, a campanha não terminou e a mensagem plataforma, surte efeito. Nem se fala das idas e vindas do presidente eleito. Tecem críticas ao exame nacional do ensino médio (Enem) – que apresentou questões sobre o uso de dados na Internet para manipular usuários e sobre um dialeto utilizado por gays e travestis—; mobilizam-se contra o reajuste dado pelos senadores aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); seguem fazendo piadas e memes com os candidatos derrotados Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). Também elogiam o capitão reformado quando ele anuncia quatro mulheres entre os membros de sua equipe de transição, ainda que essas quatro não representem nem 10% do total de vagas do grupo. Em outros momentos sugerem uma lista de veículos ou sites alternativas que não teriam sido “aparelhadas pela esquerda”, reproduzem os tuítes de Bolsonaro falando sobre seus indicados para o Governo ou dizendo que vai “abrir a caixa-preta do BNDES”.

Nos discursos oficiais e informais, os balões de ensaio são lançados a todo momento. E não só por assessores ou políticos satélites do novo grupo do poder, mas pelo próprio Bolsonaro. Até agora, o presidente eleito se mostra sensível a uma reação nas redes: à possível avaliação de que está se aliando com corruptos. Por exemplo, ele já disse que o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), candidato derrotado ao governo do Distrito Federal, teria uma função em sua gestão. Depois de centenas de reclamações pela Internet, as quais lembravam que Fraga já fora condenado por receber propina, ele parece ter recuado. Outro caso é o do senador Magno Malta (PR-ES), apontado pelo futuro mandatário como o ministro da Família, cargo esse ainda a ser criado. Depois das reações, Bolsonaro afirmou que talvez o parlamentar pudesse colaborar de alguma maneira, mesmo que não fosse com um cargo formal, nenhuma decisão foi anunciada até o momento. Malta era o vice-presidente dos sonhos de Bolsonaro por que traria maior tempo de TV e por compartilhar as mesmas ideias conservadoras nos costumes. Por opção própria, preferiu disputar a reeleição ao Senado, e depois de dois mandatos seguidos perdeu. Um dos eleitos no seu Estado, Fabiano Contarato, é o primeiro senador declaradamente homossexual.

Contradições preocupam entorno de Bolsonaro, mas não afetam campanha permanente no WhatsApp
 

Enquanto isso, entre apoiadores de Bolsonaro, o que viraliza são vídeos de seu ídolo cumprimentando policiais militares ou boatos, sem qualquer base factual, de que o STF fará sessões secretas. Administrador de 75 desses grupos no WhatsApp, o empreendedor Carlos Nacli, que vive em Portugal, diz que essa estrutura nas redes foi mantida para dar suporte às “pautas que serão importantes ao desenvolvimento do Brasil”. Tudo porque eles entendem que a imprensa não apoia o futuro mandatário. “Ficamos assustados com a perseguição que grande parte da mídia faz com o Bolsonaro. Parecem especialistas em tentar sabotar o presidente eleito”.

Nada está decidido e racha entre ruralistas

Entre analistas e no mundo político de Brasília, o jogo é outro e para ele Bolsonaro também faz testes e calibra mensagens. Na quarta-feira, lançou mais um: afirmou que extinguirá o Ministério do Trabalho, que é uma das pastas mais antigas do Governo com 88 anos de fundação. Mas não detalhou como isso ocorreria. As reações foram quase imediatas. Parte da elite industrial já havia sugerido a unificação desse ministério com o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior. Mas o próprio Ministério do Trabalho emitiu uma nota se queixando da possibilidade de extinção. “O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado”. Ainda não houve uma definição formal também.

Na prática, nesta primeira semana de funcionamento da equipe de transição, ainda não se sabe qual será o tamanho da estrutura ministerial. Oscila entre 16 e 18 pastas. Ora a Agricultura será unificada ao Meio Ambiente, ora não. Em um momento a Indústria se junta à Fazenda, em outro estão separadas. Nem mesmo ministro que era dado como certo na Defesa, o general Augusto Heleno, segue assim. Ele acabou sendo promovido para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), bem mais próximo do presidente. Ao invés de comandar as três forças armadas, chefiará uma área responsável pela segurança do presidente e que tem o controle da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

O anúncio mais recente, a escolha da deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Tereza Cristina (DEM-MS), para o ministério da Agricultura abriu um racha entre conselheiros do presidente eleito. Nabhan Garcia, amigo de Bolsonaro há duas décadas e presidente da União Democrática Ruralista, esperava ser ele o indicado para a pasta. Ou ao menos de ter sua indicação, do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS), aceita. Perdeu uma queda de braço para o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e acabou jogado para escanteio.

Reprodução de mensagem de grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp.
Reprodução de mensagem de grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp.
 

A equipe de transição de Bolsonaro também teve sua primeira baixa e uma ameaça de demissão. Marcos Aurélio Carvalho, dono de uma das agências responsáveis pela venda ilegal de pacotes de disparos de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha, estava entre os nomeados remunerados para o grupo. Depois da divulgação de seu nome e as críticas consequentes, pediu para deixar de receber pela participação nos trabalhos e disse que seria voluntário na equipe. Houve ainda uma ameaça de demissão. O economista Marcos Cintra, um dos membros da equipe, escreveu um artigo defendendo uma mudança nos tributos para transações bancárias, o que foi interpretada como a criação de novos impostos. Em entrevista à Band, Bolsonaro reclamou de Cintra. “A decisão que eu tomei, quem criticar qualquer um de nós publicamente, eu corto a cabeça”, afirmou.

Os embates também ocorrem com o seu vice, o general Hamilton Mourão. Enquanto Bolsonaro diz que não sabe quem indicará para a Defesa, já que Heleno foi para o GSI, Mourão afirma que a tendência é de que um oficial da Marinha ocupe o posto. Mais uma vez, o presidente eleito precisar intervir para dizer apenas que um “quatro estrelas” ocupará o cargo. Ou seja, alguém que esteja no topo da carreira militar, independentemente da força que ocupar

nov
08

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

 O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB). Jefferson Rudy Agência Senado

 

Os senadores aprovaram nesta quarta-feira projeto de lei que aumenta de 33.000 para 39.000 reais o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e da procuradora-geral da República. O impacto dessa medida vai muito além dos 11 juízes do STF: os vencimentos dos membros da Suprema Corte balizam os salários de diversas carreiras do setor público, razão pela qual o reajuste tem um efeito cascata. Segundo os cálculos da área técnica do Senado, a despesa total decorrente da proposta chega a 5,3 bilhões de reais, não retroativo. Com articulação pela manhã para a votação, o presidente eleito Jair Bolsonaro se pronunciou, sem sucesso, contra o aumento, que pode fragilizar ainda mais a situação fiscal da futura gestão. O futuro mandatário fez questão de se mostrar contra uma alta extremamente impopular em um contexto de lenta recuperação econômica, mas, poir outro lado, se livrou do constrangimento de ter que decidir sobre o tema, que é de interesse de todo o funcionalismo. O presidente Michel Temer, que tem de sancionar ou não o aumento, é alvo agora de uma campanha nas redes sociais contra a medida.

O aumento salarial foi apoiado por 41 senadores, enquanto que 16 votaram não. Houve uma abstenção. A concessão do aumento ocorreu nesta quarta após uma articulação liderada pela cúpula do MDB no Senado. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, colocou de última hora o projeto na pauta, o que pegou muitos parlamentares de surpresa. Já a votação final teve o endosse decisivo dos senadores Romero Jucá e do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros.

Coube a Jucá e a Calheiros — que é o mais cotado para ser escolhido presidente do Senado no próximo ano — defenderem publicamente a aprovação do projeto. Jucá, que não foi reeleito em outubro, disse que o incremento salarial não traria um impacto fiscal para o presidente eleito porque está em vigor uma emenda constitucional que limita o gasto total do Governo. “Independente do projeto ser aprovado ou não, o teto de gasto do Judiciário será cumprido no próximo ano. Não é verdade que será criado despesa para o presidente Bolsonaro pagar”, disse. Já Calheiros afirmou que o aumento era necessário para “não trincar as relações entre os poderes”.

O projeto era uma demanda antiga do Supremo. Lá, a justificativa é que o aumento já havia sido negociado com os atuais presidentes da Câmara, do Senado e com o próprio presidente Michel Temer. O reajuste seria ainda a condição para que os ministros acabem com o auxílio-moradia, um benefício que alcança inclusive os magistrados que têm imóvel próprio no seu local de trabalho e que também tem um custo bilionário para os cofres públicos.

A promessa foi reafirmada por Calheiros nesta quarta-feira, que disse na votação ter falado com os ministros da Corte sobre o tema. “Dando um crédito de absoluta confiança ao Supremo, de quem eu ouvi que vai acabar com o auxílio moradia e retirar outros penduricalhos”, disse o senador.

Revés e desigualdade

Para além do reajuste dado à magistratura, a aprovação nesta quarta também representou o primeiro revés do presidente eleito Jair Bolsonaro no Congresso. Questionado sobre o tema, o capitão reformado do Exército disse nesta quarta que não era o momento de dar um reajuste que traria reflexos bilionários na folha de pagamento da União e dos Estados. “Obviamente não é o momento. Nós estamos terminando um ano com déficit, vamos começar o outro ano com déficit”, disse Bolsonaro. “Acho que estamos numa fase onde todo mundo tem ou ninguém tem. Nós sabemos que o Judiciário é o mais bem aquinhoado entre os Poderes. A gente vê com preocupação [o aumento salarial]”, concluiu.

O futuro ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, prevê realizar um duro ajuste fiscal no início do mandato do presidente eleito.

A votação do aumento salarial provocou duras reações de uma ala minoritária no Senado, que afirmou que era inadmissível criar novas despesas num momento de crise das contas públicas. “Essa votação é anacrônica com o momento atual do Brasil. Eu repercuto aqui o pedido do presidente eleito. Não temos como votar essa matéria”, protestou o senador Randolfe Rodrigues.

Prevaleceu, no entanto, o entendimento de que era melhor evitar o desgaste com a categoria de juízes do país, que fez forte pressão para ver o reajuste aprovado. No Brasil, o novo teto salarial para os juízes é 18 vezes o rendimento médio mensal (2.149 reais, segundo dados do IBGE), enquanto os juízes europeus ganham cerca de quatro vezes a mais que a média salarial nacional, conforme um relatório do Conselho da Europa baseado em dados de 2014.

“Aquele frevo axé”, Gal Costa: linda canção que serviu de pano de fundo ao envolvente capítulo de ontem, 7, do folhetim das 9, da TV, “Segundo Sol, ambientada em Salvador – principalmente no fabuloso cenário de Santo Antonio Além do Carmo, no entorno da Cruz do Paschoal -, mas ainda prometendo grandes surpresas aprontadas pelo trio Laureta, Carola e Remy – nos dois capítulos finais. Imperdíveis!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
08

Postado em 08-11-2018 00:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-11-2018 00:25

Daniel durante sua passagem pelo São Paulo, entre 2015 e 2016.
Daniel durante sua passagem pelo São Paulo, entre 2015 e 2016. Divulgação / São Paulo FC
Diogo Magriia
No dia 31 de agosto de 2014, no Maracanã, o Botafogo venceu o Santos por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro. O único gol da partida saiu aos 18 minutos do segundo tempo, quando o meia Daniel acertou um belo chute de fora da área, sem chances para o goleiro Aranha. Com 20 anos e menos de uma temporada como profissional, o atleta natural de Juiz de Fora, Minas Gerais, já somava gols e atuações promissoras pela equipe carioca. Mas o tento foi o último da carreira de dele. Prejudicado por recorrentes problemas físicos, ele ainda passou por São Paulo, Coritiba, Ponte Preta e São Bento, mas no último dia 27 de outubro, ela se encerrou brutalmente, um dia antes de seu corpo ser achado nu, com o pescoço cortado em dois lugares e o pênis decepado em uma zona rural de São José dos Pinhais, no Paraná.

O crime foi confessado na quinta-feira (1) seguinte, por Edison Brittes Júnior. O homem de 38 anos mora na casa com a mulher, Cristiana Brittes, e a filha, Allana Brittes, onde espancou o jogador após flagrá-lo no quarto com sua esposa, na manhã do sábado (27). Daniel estava na casa por conta da festa de aniversário de Allana. Ao se entregar, no entanto, Edison acusou o atleta de estupro: “Fiz o que fiz para manter a integridade moral e tirei ele de cima dela para evitar que fosse estuprada”.

A versão foi endossada pelas duas mulheres, que também foram detidas com o pai, e se sustentou até esta terça-feira (6), quando o delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais e responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, revelou o falso depoimento dos acusados: “Eles estão mentindo”, disse. “Já conseguimos reconstruir tudo que aconteceu na casa no dia do assassinato”. Trevisan também afirmou que o crime poderia ter sido evitado pelos outros suspeitos de ajudar Edison, que ainda estão sendo identificados, e que Daniel “não tinha a menor capacidade de reagir às agressões” por conta da dosagem de álcool encontrada no corpo. A família será indiciada sob suspeita de homicídio qualificado e coação de testemunhas.

“Quem conhecia o Daniel sabia como era seu caráter. Ele era tímido, mas também um cara sensacional. As acusações de estupro são completamente infundadas”, defende um primo do jogador que prefere não se identificar. Com a diferença de idade em apenas três anos, esse familiar conta ter crescido com a vítima em Conselheiro Lafaiate, interior de Minas, onde ainda conservavam uma amizade e se encontravam sempre que o atleta visitava a cidade. “Nós jogávamos bola juntos, mas ele era muito melhor. Mesmo como profissional e morando longe, continuava muito próximo da gente [parentes]. Se estava na cidade, nos chamava para sair”.

Foto de Allana ao lado de Daniel no aniversário da jovem em 2017.
Foto de Allana ao lado de Daniel no aniversário da jovem em 2017. Reprodução
 

A história do brutal assassinato do jogador remete a 2017, quando Daniel disputou seis partidas pelo Coritiba, time da capital paranaense. Enquanto jogava lá, se tornou amigo de Allana Brittes, então uma adolescente da cidade. Conforme revelam posts públicos da jovem, o jogador esteve presente no aniversário de 17 anos dela, comemorado em outubro do ano passado. “Eles ficaram muito amigos no ano passado e ele até conheceu a família inteira dela”, conta o primo. Um ano depois, Daniel, de folga do seu clube de Sorocaba-SP por conta de uma lesão, viajou a Curitiba para comemorar a maioridade de Allana. A festa foi da madrugada de sexta (26 de outubro) até a manhã de sábado (27), dia do assassinato, quando o atleta saiu de uma balada na cidade para continuar bebendo com os amigos na casa da aniversariante.

É na casa de Allana, onde também estavam os pais Edison e Cristiana, que a história ganha versões conflitantes. Conforme mostram prints tirados de uma conversa com um amigo no WhatsApp, às 8h15 da manhã Daniel revelou a intenção de se arriscar na casa: “Vou comer a mãe da aniversariante. E o pai tá junto”. Daniel foi até o quarto da mãe, que já estava deitada na cama —o marido não estava no quarto— e mandou imagens para o conhecido ao lado da mulher desacordada. 15 minutos depois, outra mensagem: “Comi ela, moleque”, com a foto de ambos deitados. “Os prints da conversa dele no WhatsApp são verdadeiros”, confirma o familiar. O jogador parou de responder às 8h36. A partir desse momento, ele teria sido flagrado no quarto ao lado da mulher por Edison e espancado pelo marido e mais três pessoas. De lá, foi levado ao porta-malas do carro do dono da casa, que também portava uma faca. O corpo, mutilado, só foi achado no domingo.

Durante o período de sumiço, no final de semana, Allana esteve em contato com a mãe de Daniel, uma tia e um amigo do jogador. A eles, segundo mostram prints de conversas no celular revelados pela família, trouxe a versão de que o atleta foi até a sua casa após a balada, onde teria ficado o tempo inteiro no celular e saído, andando normalmente, depois das 8h da manhã. A menina negou que qualquer briga tivesse acontecido. Quando foi avisada sobre a morte do jogador, se disse chocada e se prontificou a reconhecer o corpo no IML local. Allana ainda prestou homenagens a Daniel em sua rede social. Em vídeo divulgado posteriormente pela TV Bandeirantes, a jovem se contradiz ao reformular sua versão dos fatos; segundo ela, teria visto a tentativa de estupro de Daniel com Cristiana Brittes após ouvir uma “gritaria” vinda do quarto, contemplando a versão de defesa do pai. Mesmo com a foto pública do seu aniversário de 17 anos ao lado do meia, ela afirmou que o conhecia “há menos de um ano”. “Achávamos que ela não era parte disso, mas aí vimos que estava encobrindo o pai. Teve muito sangue frio”, opina o parente.

Parentes de Daniel ainda revelam que, dois dias antes da confissão, Edison ligou para a mãe de Daniel “desejando condolências e prometendo ajudar na investigação”, sem revelar o assassinato.  O pai se viu obrigado a confessar depois que uma testemunha da briga na casa dos Brittes foi até a delegacia para denunciar que Edison teria reunido e ameaçado os presentes durante a agressão para persuadi-los a contar uma versão alterada dos fatos. A testemunha foi a primeira a confirmar a gritaria no quarto onde Cristiana estava e a surra em Daniel.

“As mentiras vão desmascarar ele [Edison]”, torce o familiar. Edison, Cristiane e Allana seguem presos em São José dos Pinhais. A Polícia Civil irá ouvir outras testemunhas nesta terça-feirae o depoimento do autor do crime na quarta. Os outros suspeitos que presenciaram o espancamento ainda são procurados. A faca do crime, as roupas e o celular do Daniel ainda não foram encontrados.

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