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Postado em 22-11-2020 01:01

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-11-2020 01:01

“The Shadow Of Your Smile”, Leny Andrade: com a bossa que encanta o mundo!

BOM  DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira)

 

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Postado em 22-11-2020 00:42

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Depois de exaltar Marta Suplicy no programa no horário eleitoral na TV, o candidato a reeleição Bruno Covas (PSDB) foi às ruas da zona sul de São Paulo, neste sábado

AE
Agência Estado
 

 (crédito: AFP / Nelson ALMEIDA)

(crédito: AFP / Nelson ALMEIDA)
Depois de exaltar Marta Suplicy no primeiro programa no horário eleitoral na TV do segundo turno, o prefeito e candidato a reeleição Bruno Covas (PSDB) foi às ruas neste sábado, 21, pela primeira vez ao lado da ex-prefeita. Covas aposta no apoio de Marta para conquistar votos na periferia, que também é disputada pelo candidato do PSOL, Guilherme Boulos.
Por medida de segurança em virtude da pandemia do novo coronavírus, Marta, 75 anos, circulou pelas ruas dentro de uma caminhonete com paredes de acrílico, nos moldes do ‘papamóvel’. Ao lado do marido, Márcio Toledo, a ex-prefeita dançou, acenou para eleitores e fez um discurso, sempre dentro do veículo.
Quem também lança mão da estratégia de usar um veículo protegido para ir às ruas na campanha é a ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL), vice na chapa de Boulos, que, aos 85, faz parte do grupo de risco para a covid-19.
 
Já Bruno Covas, na agenda com Marta, foi caminhando pelas ruas de bairros na zona sul da capital. A decisão de colocar Marta Suplicy em evidência no 2° turno faz parte de uma estratégia do PSDB de consolidar o eleitorado de Covas nas regiões da periferia, onde a ex-prefeita ainda é popular.
Em 2016, o então candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, só perdeu em duas das 58 zonas eleitorais da cidade: Grajaú e Parelheiros. Em ambas a derrota foi para Marta Suplicy, que disputou a eleição municipal daquele ano.
Esses foram os dois bairros escolhidos para as agendas de hoje com o atual prefeito e a ex- prefeita, que aderiu à campanha de Covas no 1° turno e coordena um movimento suprapartidário de apoio ao tucano. A presença dos dois causou aglomeração nas ruas do comércio dos dois bairros.
Em uma breve entrevista coletiva em Parelheiros, o prefeito evitou se comprometer a integrar o movimento, liderado por Marta, de criação de uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro.
“Cada momento sua aflição, 2022 vamos discutir no ano que vem”, afirmou. O tucano também desconversou quando questionado se Marta terá espaço em um eventual 2° mandato. “Nenhum apoio no 1° ou 2° turno foi negociado em troca de espaço na administração”

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Postado em 22-11-2020 00:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-11-2020 00:30

 

Bahia em Pauta » Blog Archive » Janio Ferreira Soares: “Angelo, percebendo  que não voltaria mais pra casa, pediu pra fazer o que mais gostava na vida:  soltar uma pipa”
 ARTIGO

                                             Mais uma eleição nas quebradas do sertão

                                            Janio Ferreira Soares

Comecinho da manhã de domingo, 15 de novembro e bombas explodem nas imediações da minha aldeia, não para anunciar as novenas que sobejam por aqui. O motivo do foguetório é uma espécie de “se ligue que a eleição começa já”, fato que, pensando bem, também tem algo de religioso, pois a maioria dos eleitores digita o número de seu candidato como se pagasse antecipadamente uma graça que só será alcançada se seu “santo” vencer e tiver caráter suficiente para cumprir a promessa.

A primeira eleição que tenho na memória ocorreu em outubro de 1962, em Glória (BA), quando seu Zé Casimiro (PSD) e meu querido tio Lindemar (UDN), disputaram voto a voto a honra de ocupar a cadeira situada sobre o piso de um casarão próximo a uma das muitas curvas que o São Francisco fazia antes de se jogar nas cachoeiras de Paulo Afonso. Naquele tempo a eleição era um acontecimento, onde as pessoas vestiam as melhores roupas e se dirigiam às seções como se estivessem indo ao baile do clube municipal na noite de Santo Reis.

Pois bem, encerrado o primeiro dia de apuração (devido ao atraso do Juiz Eleitoral houve a necessidade de interromper a contagem) e faltando apenas abrir a urna do povoado Brejo do Burgo, a comemoração em frente à casa de seu Zé Casimiro, então com sete votos de frente, varou a madrugada, contrastando com o ambiente fúnebre na casa de minha avó Aristéia, onde rostos abatidos e velas acesas pra Santo Antônio reforçavam o clima de velório.

Com apenas quatro anos de idade e ainda sem entender quase nada dessas coisas, conta minha tia Aldinha que eu estava meio desolado num canto do quarto, quando ela me pegou no colo e disse: “Não se importe não, meu filho, mas parece que o seu Dadá vai perder”, no que eu, entre o sono chegando e o beicinho antecipando o pranto, respondi, no pronome característico da infância: “Eu se importo, sim!”.

Manhã seguinte, por ser outubro, o dia amanheceu como só o décimo mês tem a capacidade de deixá-lo, com as cores das folhas novas dos tamarineiros e umbuzeiros verdejando de uma forma tal, que a rua mais parecia um final feliz de um conto dos Irmãos Grimm.

E foi assim, com apenas 24 votos válidos na última urna – e com poucos e desanimados udenistas acompanhando a quase impossível virada -, que o nome “Lindemar” foi gritado pelo escrutinador por 18 vezes, enquanto “Zé Casimiro” repetiu-se por apenas 6, o que levou o “meu” Dadá a vencer por 5 votos, provocando em Valdemarzinho o grito de: “Ô negro de sorte!”, que se atualmente soa inconcebível, à época refletia unicamente uma expressão de carinho entre amigos de uma terra que hoje jaz.

Em tempo: tia Aldinha fez 94 anos este mês. Em dezembro será a vez de Dadá soprar o mesmo número de velinhas. A eles, o meu mais terno amor.

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na magem baiana do Rio São Francisco

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Postado em 22-11-2020 00:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-11-2020 00:28



 

Brum, no jornal

 

Reuters/Ricardo Moraes
Credit…Reuters/Ricardo Moraes

Por Lisandra Paraguassu

No dia 24 de setembro, pouco depois do fim das convenções partidárias que definiram as chapas das eleições municipais, o candidato a vereador Cássio Remis (PSDB) foi morto em Patrocínio (MG) com cinco tiros, à luz do dia, filmado por câmeras de segurança.

O assassinato marcou a abertura da campanha eleitoral municipal de 2020 e intensificou a temporada de mortes, agressões e atentados.

No mesmo dia, com menos repercussão, morreu em São José da Coroa Grande (PE), Valter Rafael da Silva (DEM), o Valter do Conselho, também candidato a vereador.

Foram duas vítimas no mesmo dia de um período, entre julho e setembro de 2020, em que 123 políticos e associados foram alvo de homicídios, atentados, agressões, de acordo com levantamento feito pelo Grupo de Investigação Eleitoral (Giel) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).

Dados ainda não publicados pelo Giel mostram que a violência continuou crescendo à medida que a eleição se aproximava. Números repassados à Reuters com levantamento de outubro e até 9 de novembro, 6 dias antes da eleição, mostram, em cerca de 40 dias, 14 homicídios e 58 tentativas.

No próprio dia da eleição, o Ministério da Justiça registrou sete ameaças e sete tentativas de homicídio. Em Sumaré (SP), no início da noite de domingo, com as urnas fechadas, Edmar Santana (Patriotas), que acabara de ser eleito suplente para a Câmara de Vereadores, foi assassinado a tiros por um homem que passou por ele de moto, de acordo com a emissora EPTV, do interior de São Paulo.

A violência política no Brasil, que existe ao longo do ano –em um reflexo da própria violência que domina o país–, se acentua em anos eleitorais e cresce à medida que a eleição se aproxima.

No primeiro trimestre deste ano foram 88 casos de violência, no segundo, 86 e no terceiro, 123. Em 2019, ano sem eleições municipais ou estaduais, o total ficou em 148. Ou seja, só nos primeiros 9 meses de 2020 os casos de violência foram o dobro de todo ano passado.

Os assassinatos e atentados não escolhem partido. O levantamento do Giel mostra que foram mortos, agredidos e ameaçados políticos de praticamente todas as legendas, do PSOL ao PSL. São vereadores, prefeitos, candidatos a prefeito, lideranças locais. Em alguns casos, deputados estaduais e federais, mas em um número muito menor –nesses casos, ameaças é o mais comum.

Os casos estão espalhados por praticamente todos os Estados, mas raramente acontecem em capitais. É nos municípios menores onde a rivalidade eleitoral é mais violenta.

“O conflito político brasileiro não é nacional, é local”, diz Felipe Borba, coordenador do Giel. “Nos pequenos municípios é uma lógica de rivalidade local. Nesses pequenos é quase um jogo de soma zero: quem tem acesso ao cargo político tem acesso a muita coisa; perder o controle do poder público tem um custo político muito alto, é patronagem mesmo. Estar na oposição é não ter nada.”

Os dados de homicídios com motivações políticas levantados pelo Giel mostram, ainda, que a eleição municipal é muito mais violenta que os pleitos nacionais. Em 2018, ano de eleição presidencial –e apesar do atentado ao então candidato Jair Bolsonaro– aconteceram 26 mortes. Em 2019, com o final do ano já dando sinais das primeiras disputas locais, esse número chegou a 47. Em 2020, nos primeiros 9 meses do ano, foram 91 mortes.

A motivação, enraizada nas disputas locais, varia de acordo com os interesses, a criminalidade e o submundo local.

Em início de outubro, Adriano Sousa Magalhães, candidato a prefeito em Dom Eliseu (PA), foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto jantava em uma lanchonete na cidade. O atirador estava em um carro e fugiu em seguida. Até agora ninguém foi preso.

Dom Eliseu, no nordeste do Pará, está no centro da extração de madeira ilegal na Amazônia, de acordo com a ONG Imazon, que acompanha o desmatamento na região.

O Estado do Rio de Janeiro registrou, nas últimas semanas antes da eleição, números crescentes de assassinatos e atentados. Em Nova Iguaçu, quatro dias antes da eleição, Domingos Cabral (DEM) foi morto por homens encapuzados enquanto estava em um bar. Um mês antes, na mesma cidade, Mauro da Rocha, também foi assassinato.

No início de novembro, um dos vereadores da capital, o ex-policial militar Zico Bacana (Podemos), foi baleado quando vazia campanha na zona norte. O vereador, que foi investigado por envolvimento com milícias, não foi reeleito.

Apesar da falta de resultados das investigações, Borba afirma que se pode ver alguns padrões nas motivações a partir das regiões.

“Tem alguns padrões. Aqui no Rio de Janeiro o principal é envolvimento com crime organizado, tráfico, milícia. No Pará há muitos crimes ligados à disputa por terra”, explica.

VISIBILIDADE
A morte de Cássio Remis foi filmada por câmeras de segurança em Patrocínio; Adriano Magalhães morreu na lanchonete mais movimentada de Dom Eliseu; há 10 dias, Ricardo Moura (PL), candidato a vereador em Guarulhos, fazia uma live em redes sociais quando foi baleado na perna e no ombro.

Ainda assim, em nenhum desses casos alguém foi preso. Em Patrocínio, o secretário de obras Jorge Marra –irmão do prefeito Deiró Marra (DEM), candidato à reeleição–, aparece atirando em Remis, mas está foragido há quase dois meses. Nos outros casos, a polícia ainda não conseguiu identificar autores ou mandantes.

A sensação de faroeste não é nova no país. Em 1963, os senadores rivais Arnon de Mello –pai do ex-presidente Fernando Collor– e Silvestre Péricles sacaram armas no plenário do Senado e Mello, ao tentar atingir Péricles, matou o senador pelo Acre José Kairalla.

Em 1993, Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba, deu dois tiros no ex-governador Tarcísio Burity, que acusara seu filho, Cássio Cunha Lima (PSDB) –ex-senador e ex-governador do Estado– de corrupção. Em 1998, Ceci Cunha (PSDB), primeira mulher eleita deputada federal por Alagoas, foi assassinada com outras três pessoas. Um deputado foi apontado como mandante, mas nunca julgado.

No interior do país, disputas políticas eram comumente resolvidas à bala sem chegar às manchetes dos jornais.

No século 21, capitais raramente são alvo de cenas de violência nesse nível, mas em 2018 a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) foi assassinada, junto com o motorista Anderson Gomes. Apesar da pressão no país e no exterior, a polícia conseguiu chegar ao ex-PM Ronie Lessa como executor do crime, mas até hoje não alcançou o mandante.

“São poucos políticos locais que têm visibilidade e geram comoção, como o caso da Marielle, que era uma liderança em ascensão e na capital. A maior parte dos casos acontece nos municípios pequenos, sem visibilidade, não gera essa comoção para investigar”, diz Borba.

Por mais chocante que seja um político sofrendo um atentado ao vivo, como aconteceu mais de uma vez neste ano, nada foi feito em relação a uma política para investigar ou prevenir isso. E essa violência, alerta Borba, não é apenas contra políticos, mas eleitores, que são coagidos, ameaçados e, muitas vezes –como nas áreas de milícias no Rio de Janeiro– vivem sob domínio de grupos violentos.

A cada eleição, a pedido do TSE, o governo federal envia a Força Nacional de Segurança ou tropas das Forças Armadas para locais considerados de maior risco –este ano cerca de 600. Esse reforço, no entanto, normalmente chega na véspera e vai embora no dia seguinte à eleição.

“É até lugar comum falar da impunidade, mas não tem uma política organizada de combate ao crime político. Deveria ter um núcleo especializado para investigar esse tipo de crime, não basta essas operações de mandar Força Nacional, Exército. Isso pode inibir naquele momento, mas o ciclo eleitoral é muito longo. Tem político morrendo desde o ano passado”, disse Borba. (com agência Reuters)

“Pobre de Mi”, Agustin Lara: Sempre apaixonado perdidamente por sua belíssima amada, Maria Felix, o notável músico e compositor derrama toda sua paixão na letra e melodia deste bolero imortal. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Traço de Sid no portal de humor A Charge Online
Bahia em Pauta » Blog Archive » CHARGE DO DIA
ARTIGO DA SEMANA

Urnas da Bahia: ACM Neto se consagra com Bruno

Vitor Hugo Soares

O cartum do desenhista Sid, publicado no portal A Charge Online, é emblemático ao mostrar o estado de euforia e felicidade que tomou conta do partido Democratas, com o resultado das urnas, na eleição municipal de domingo, 15, em Salvador, que deu ao político e gestor de 44 anos, Bruno Reis, 64% dos votos válidos, tornando-o campeão nacional das urnas do primeiro turno. Feito que realça o prefeito ACM Neto, presidente do DEM – principal mentor da façanha – como nome político de maior destaque, em seu estado, para voos mais altos e mais decisivos em 2022.

Ar feliz de garoto levado e decidido, montado em reluzente velocípede, Neto pedala veloz na Praça Tomé de Souza (no alto do Elevador Lacerda), acompanhando os passos de seu vice (Bruno) que corre contente e de sorriso maroto na direção do prédio da prefeitura da capital, sem mais ninguém à vista, além do próprio padrinho, na vitória que atrai para a Bahia atenções do País. Afinal, o feito se dá no estado proclamado aos quatro ventos como reduto maior do PT no Nordeste. A charge é perfeita em seu propósito de informar e fazer pensar, com bom humor, sobre como tudo pode mudar de repente quando o assunto é voto, urna e eleição.

É fácil imaginar a face oculta do desenho. O abatimento que desaba sobre os terreiros e arraiais políticos de oposição ao prefeito da capital e sua consagrada coligação de mais de 10 partidos – dos mais conservadores e à direita do espectro local, até o PDT, de Carlos Lupi e Ciro Gomes, e de Ana Paula, a vice dos ganhadores – uma costura de profissionais, já se vê. Parceiros que apostaram em forças díspares mas unidas, sob a batuta de Neto, para decidir o jogo já no primeiro tempo.

A derrota humilhante,– na capital que até bem pouco tempo representava a principal vitrine de poder e mando do petismo, e seus aliados de esquerda, na região nordestina, – desaba sobre muitas cabeças coroadas e de proa da política local, a exemplo dos senadores governistas Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Ângelo Coronel, que sustentaram pesadas, ultrapassadas e enfadonhas campanhas (do ponto de vista da comunicação de massa e do marketing político) da major Denice (PT), do deputado pastor Sargento Isidório e sua vice Eleuza, (esposa do senador Ângelo Coronel) e de Olívia Santana (PC do B), para citar três nomes “mais expressivos” entre quase uma dezena de candidatos oposicionistas, com apoio “das esquerdas”, pa ra tomar o Palácio Tomé de Souza.

O perdedor maior e mais evidente é o governador Rui Costa. Partiu de sua cabeça (e de seus assessores de comunicação e marqueteiros) a ideia de fragmentação de “chapas progressistas”, para empurrar o confronto decisivo para o segundo turno. Essa pulverização virou pesadelo. A segunda mais votada, major Denice, conseguiu 18% dos votos válidos. Os demais patinaram abaixo dos 10%. Enquanto Bruno Reis (nascido em Juazeiro, no Vale do São Francisco, criado e formado político e gestor na capital, onde é vice – prefeito) deitou e rolou em todas as urnas, de todas as zonas eleitorais de Salvador, acenando a bandeira do DEM e o discurso de “braço direito de ACM Neto” na administração mais bem avaliada nas pesquisas de opinião , nas maiores capitais do país. Aos opositores, na “capital da resistência”, restou a opção de torcer, no embate do segundo turno, em Recife, para Patrícia ou João Campos, herdeiros da família Arrais. Simples assim!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

 

CadernoB

Biblioteca Pública do Paraná - BPP
Credit…Biblioteca Pública do Paraná – BPP

Por Sarah Quines

Nascido em Salvador em 1830, filho de uma africana livre e de um português, Luiz Gama foi vendido ainda criança pelo pai, como pagamento de uma dívida de jogo, e enviado a São Paulo como escravo. Foi alfabetizado apenas aos 17 anos, um ano antes de conseguir judicialmente a própria liberdade.

Por ser negro, foi impedido de frequentar o curso da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, a mais antiga instituição do gênero no país. Determinado, o baiano passou a estudar direito de forma autodidata e atuou na prática como advogado, libertando mais de 500 negros da escravidão. Em 2015, 133 anos após a sua morte, foi reconhecido pela OAB como advogado e, em 2018, foi declarado por lei como patrono da abolição da escravidão no Brasil, além de ter o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.

O abolicionista, que também foi jornalista e poeta, é tema do estudo de Ligia Fonseca Ferreira, professora da Unifesp que pesquisa a vida e obra de Luiz Gama há cerca de 20 anos e publicou três livros sobre ele. O último, Lições de Resistência: Artigos de Luiz Gama na Imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, foi lançado neste ano.

Macaque in the trees
Professora Ligia Fonseca Ferreira publicou três livros sobre Luiz Gama (Foto: Arquivo pessoal)

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, a pesquisadora fala sobre o papel importante de Luiz Gama no movimento abolicionista, de sua atuação relevante na imprensa e também no campo literário.

Neste livro, que traz 61 artigos de Luiz Gama, 42 deles inéditos, quais são as lições de resistência que o leitor vai encontrar?

Ligia Fonseca Ferreira – Essas lições de resistência são, em primeiro lugar, a defesa dos escravizados, a defesa dos direitos humanos, sobretudo o direito dos escravos que já existiam, já estavam inclusive assegurados pelas nossas leis, mas que muitas vezes não eram respeitados. Ele conseguiu desenterrar leis que ficaram como letra morta, como a lei de 7 de novembro de 1831, que deveria garantir que os africanos que desembarcassem no Brasil a partir daquela data deveriam ser considerados livres e que os traficantes de escravos deveriam sofrer penalidades. Então de 1831 até 1888, quando houve a abolição, são 57 anos. Mas o Luiz Gama vai fazer com que essas leis possam ser aplicadas antes da abolição. Ele diz que a função dos juízes é de estudar e aplicar as leis e ele vai bater insistentemente nessa tecla, e é a partir disso portanto que ele alcança, como declara numa carta, a liberdade de cerca de 500 escravos.

Mesmo sem formação acadêmica, Luiz Gama demonstrava muito conhecimento jurídico e advogava de graça para libertar os escravizados?

Ele traz à tona essa condição muito singular de ser um homem de uma imensa cultura jurídica e de aplicá-la em benefício dos escravizados. Ele tinha uma autorização especial para advogar em primeira instância e fazia anúncios a serviço das causas da liberdade, tudo sem retribuição alguma. Ele abraça a causa abolicionista e também foi um dos primeiros brasileiros a abraçar a causa republicana. Para Luiz Gama, a luta abolicionista também se desdobrava na luta pelos ideais republicanos, no combate à monarquia, então a gente não pode se esquecer desse papel muito importante que ele vai ter nesse momento.

Luiz Gama advogava de graça e tinha como ganha-pão o trabalho de jornalista. Inclusive fundou o primeiro jornal ilustrado de São Paulo, chamado Diabo Coxo. De que forma as facetas de abolicionista e jornalista se uniam?

O Luiz Gama é esse trabalhador incansável do jornalismo que nós também precisamos conhecer. Além do abolicionista, que se funde com esse homem que está olhando para o Brasil e mostrando um retrato a partir de uma perspectiva diferente, que a sua condição de homem negro lhe dava. No ano de 1871, quando Luiz Gama é acusado de promover insurreições escravas, ele vem a público através da imprensa, que era uma arma importante para ele, dizer que não estava promovendo insurreições, mas que, quando a justiça falhasse em garantir o direito dos escravos, ele fala que promoveria a resistência como virtude cívica.

E além de atuar como abolicionista e jornalista, Luiz Gama também foi poeta e lançou o primeiro livro apenas 12 anos depois de ser alfabetizado?

Estamos falando aqui do Século 19, em que pouquíssimos negros estiveram ligados ao mundo das letras, à produção literária, que é outro aspecto no qual ele se destaca. Ele lança as Primeiras Trovas Burlescas em 1859. É um conjunto de sátiras políticas, sociais e raciais, nas quais o Luiz Gama faz uma grande descrição do funcionamento da sociedade imperial da época. Se a gente ler a maneira como ele aponta o funcionamento da sociedade em vários níveis, a gente tem a impressão de que o Luiz Gama está fazendo um retrato da nossa sociedade de hoje. É isso que garante a sua extrema atualidade. E ele também escreve poemas líricos. É o primeiro poeta afro-brasileiro, porque ele era filho de uma africana, a ter louvado a mulher negra, então ele já tem um papel bastante interessante dentro de uma produção que mais tarde a gente vai poder chamar de literatura negra, trazendo essa temática.

Nesses 190 anos do nascimento de Luiz Gama, ainda falta reconhecimento para a obra dele?

Ele deveria estar presente na história da literatura, do período romântico; na história do Brasil, especialmente das lutas abolicionistas e da campanha republicana; ele deveria estar na história das ideias jurídicas, e ele deveria estar na história da imprensa, pelo papel que desempenhou e que agora uma parte está reunida no livro Lições de Resistência, em artigos que tratam sobre escravidão, liberdade, república e direitos humanos.(com Agência Brasil)

 Luiz Gama foi um intelectual negro no Brasil no século XIX
Professora Ligia Fonseca Ferreira publicou três livros sobre Luiz Gama
 

nov
21

Postado em 21-11-2020 01:49

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-11-2020 01:49



 

Sponholz, NO

 

nov
21

Postado em 21-11-2020 00:38

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-11-2020 00:38

A PF de Bolsonaro
Reprodução/Facebook/Jair Bolsonaro

 

Jair Bolsonaro levou para sua live ontem o delegado Alexandre Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas. Saraiva era o nome que o presidente da República queria no Rio de Janeiro, pivô da crise que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Em maio, o delegado confirmou tudo em depoimento no inquérito que apura a ingerência de Bolsonaro na PF, e no qual fica claro que Alexandre Ramagem, da Abin, atuava como longa manus presidencial.

 “No início do segundo semestre de 2019, recebeu uma ligação do dr. Ramagem, perguntando ao depoente se ele aceitaria assumir a superintendência da Polícia Federal no RJ, ao que o depoente prontamente aceitou.”

No mesmo depoimento, Saraiva revelou ainda que chegou a ser sondado, ainda na transição, para assumir o Ministério do Meio Ambiente, mas as conversas não foram para frente.

Nos grupos de delegados da PF, a presença de Saraiva na live de Bolsonaro foi vista como um mau sinal para a instituição, pois o cargo de superintendente é eminentemente técnico

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