abr
11

Postado em 11-04-2021 00:09

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-04-2021 00:09

Claire Foy e Matt Smith como Elizabeth II e o duque de Edimburgo em uma cena do primeiro capítulo da segunda temporada de ‘The Crown’.
Claire Foy e Matt Smith como Elizabeth II e o duque de Edimburgo em uma cena do primeiro capítulo da segunda temporada de ‘The Crown’.Robert Viglasky / Netflix / EL PAÍS
Madri 
 Existe gente que na mente coletiva sempre foi idosa. Gloria Fuertes, Gandhi, o duque de Edimburgo. Mas então a Netflix apareceu e ressuscitou Philip, o amante, o aventureiro, o valentão presunçoso e racista, o pai que brincava com os filhos enquanto a mãe distante regia a Commonwealth. A mandíbula, o cabelo. Os olhinhos de “sinto muito, querida” depois da enésima gafe. A série The Crown aproximou e humanizou as contradições do consorte de Elizabeth II para várias gerações de telespectadores que nem sequer se interessavam tanto por seu enigma. Muitos se lembrarão do duque que morreu nesta sexta-feira aos 99 anos como o galã da série que saía do tédio do Palácio de Buckingham disparado em um conversível.

Philip, o personagem, é uma das descobertas da série justamente pelo mistério que sempre cercou o verdadeiro príncipe Philip de Edimburgo, do qual conhecemos apenas sua saudação real e suas piadas inoportunas e indiscretas. O mistério dá mais carta branca para construir uma ficção verossímil, você acredita mais nele do que em Charles porque o conhece menos. Com a imagem do eternamente idoso duque à frente, surpreende o vigoroso e rebelde Philip juvenil, interpretado por Matt Smith nas duas primeiras temporadas, capaz de enfrentar descamisado um elefante furioso na África e de ter tremendos chiliques de rapaz esnobe. De sacrificar por amor uma vida de ação por outra de protocolo e na cena seguinte carecer da mais mínima empatia conjugal, zombando do penteado da esposa ou saindo para beber com os amigos enquanto ela enfrenta algum problema (digamos uma crise de Estado, uma sangrenta revolução nas colônias…). O retrato geral não é muito amável, mas traz humanidade à protagonista.

Porque na ficção, como na realidade, o Philip narrado também é consorte. “Ela é teu trabalho, ela é teu dever”, diz o sogro na cena típica que antecede qualquer casamento no cinema. O personagem serve de muleta para completar o da Rainha, para entendê-la e traçar um arco romântico com mais cor do que ela se permite. É através de Philip que o espectador sente as paixões e a nostalgia de uma vida “normal” que palpita em cabbage (repolho, o apelido doméstico de Sua Majestade).

Sophie Mutevelian

Mas Philip também tem importância em The Crown. A vida digna de cinema do duque de Edimburgo real dá ensejo a tramas secundárias de sobra. O exílio do aristocrata apátrida, a doença mental de sua mãe, a dureza dos internatos onde foi educado, suas irmãs nazistas, suas tentativas de modernizar a casa real, suas façanhas marítimas, seu interesse por teologia… Tudo aparece na série envolto por uma busca incansável de pertencimento e propósito.

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Há, no entanto, um episódio romanceado da terceira temporada (em que o papel é representado pelo ator Tobias Menzies, que será substituído por Jonathan Pryce na quinta, cuja estreia está prevista para 2022) que é fundamental para o arco do personagem, pois é o momento em que o impetuoso Philip começa a se transformar no Philip que conhecemos. Os três astronautas norte-americanos da Apollo 11 visitam o palácio depois de seu passeio lunar e Philip está louco para encontrá-los em particular. Obcecado pela missão espacial, com um entusiasmo quase infantil, Philip prepara as perguntas esperando respostas transcendentais que o aproximem do sentido que sua vida poderia ter tido se ele não estivesse amarrado à sombra da Rainha. O que pode querer alguém que tem tudo mais do que a lua? O que encontra são três jovens resfriados que narram os detalhes da aventura sem nenhum tom épico ou heroísmo. A expressão de total decepção e tédio infinito no rosto do aristocrata é um poema, e o encontro o catapulta à busca de respostas existenciais na fé e na teologia.

Na realidade, contam seus biógrafos, o príncipe Philip nunca sonhou em ser astronauta, e embora tenha conhecido brevemente Buzz Aldrin e companhia quando estiveram no palácio de Buckingham, a conversa/epifania nunca aconteceu. Mas para qualquer um que viu The Crown, a cena é inseparável da lembrança do falecido duque. O ator Matt Smith disse em uma entrevista ao The Guardian que um conhecido perguntou ao próprio duque em um jantar se ele tinha visto a série. “Não seja ridículo”, respondeu ele com uma careta. No entanto, milhões de nós o fizeram.

“Chove lá fora”, Nana Caymmi: a belíssima canção de Tito Madi, na voz de uma de suas maiores e melhores intérpretes.  Confira e comprove.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
11

Postado em 11-04-2021 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-04-2021 00:06

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

“Pelo jeito, a primeira dose de vacina anti-rábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada”, respondeu ironicamente o tucano

Agência Estado
 

 (crédito: Reprodução/Youtube Governo de São Paulo)

(crédito: Reprodução/Youtube Governo de São Paulo)
Após ter sido chamado de “patife” neste sábado (10) pelo presidente Jair Bolsonaro, que o responsabilizou mais uma vez pelos efeitos econômicos do lockdown em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) pediu “caaaaalma”, alongando a palavra, ao adversário político, pelo Twitter.
“Pelo jeito, a primeira dose de vacina anti-rábica não foi suficiente. É muito amor pela minha calça apertada”, acrescentou o governador, na rede social, anexando à mensagem a manchete de um portal de notícias sobre visita feita hoje por Bolsonaro de moto a São Sebastião, no entorno de Brasília, onde esteve com uma família venezuelana. Ao chegar ao Palácio da Alvorada, o presidente voltou a fazer críticas a governadores e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a visita neste sábado, Bolsonaro abriu uma transmissão ao vivo em sua conta no Facebook. “Nunca nosso Exército vai fazer qualquer coisa contra a liberdade privada de vocês e vocês sabem que, toda vez que precisaram das Forças Armadas, elas estiveram ao seu lado, não ao lado de possíveis governadores com vieses ditatoriais”, afirmou Bolsonaro ao atacar governadores pelas medidas de fechamentos de atividade econômica durante a crise.
Bolsonaro criticou novamente o STF por ter dado aval a decretos de prefeitos e governadores que proibiram cultos e missas na pandemia. O presidente da República classificou a decisão como o “absurdo do absurdo”, apesar de o País já ter registrado só em abril mais de 27 mil mortes pela doença. Na transmissão, ele chamou João Doria de “patife”.

abr
11

Postado em 11-04-2021 00:03

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-04-2021 00:03



 

 Zop, NO PORTAL DE HUMOR

 

abr
11

Postado em 11-04-2021 00:02

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-04-2021 00:02

Roteiro de enviado de Biden à América do Sul não inclui Brasil
Foto: Casa Branca

 

  • DO SITE O ANTAGONISTA 

O cargo que Gonzalez ocupa na gestão Joe Biden trata, em especial, da relação do governo americano com assuntos referentes à América Latina.

O enviado de Biden passará entre 11 e 15 de abril por Colômbia, Argentina e Uruguai. Nesses países, ele deverá tratar de temas como recuperação econômica, crise na Venezuela, mudanças climáticas e a pandemia de Covid.

Juan S. Gonzalez é crítico do governo de Jair Bolsonaro. Em outubro do ano passado, durante a campanha presidencial dos EUA, ele usou o Twitter para mandar um recado indireto ao presidente brasileiro:

Qualquer pessoa, no Brasil ou em qualquer outro lugar, que pensa que pode promover um relacionamento ambicioso com os Estados Unidos enquanto ignora questões importantes como mudança climática, democracia e direitos humanos claramente não tem ouvido Joe Biden durante sua campanha.”

abr
10

Postado em 10-04-2021 01:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-04-2021 01:30

Eleições 2022: qual será o candidato do centro na eleição presidencial?
 No centro (terceira via) reina ainda a indecisão…
Para 2018 Lula e Bolsonaro saem na frente, diz Ibope - Farol News
 …enquanto Bolsonaro e Lula avançam pelas extremas.
 ARTIGO DA SEMANA

3ª Via tarda: largam Bolsonaro, Lula (e o Centrão)Vitor Hugo Soares  

À semelhança do ensinamento jurídico, que antes se aprendia nas primeiras aulas das faculdades de Direito, segundo o qual “a Lei não socorre os que dormem”, também a política não costuma ser benévola com indolentes e indecisos, de quaisquer espécies ou de quaisquer partidos (ou sem). Às vezes a sorte costuma dar uma mãozinha, mas é bom não confiar que o cavalo passará selado duas vezes no mesmo lugar, para candidato tardio e desatento montar na hora que achar melhor. O recomendável para quem tem ambições ou projetos, com vistas às presidenciais de 2022 – que se aproximam à galope – é seguir o mandamento de Ulysses Guimarães , valoroso parlamentar,  timoneiro da resistência, que dizia em uma de suas 100 melhores frases, selecionadas por dona Mora para o livro “Rompendo o Cerco”: “Oportunidade é servir ao tempo. Oportunismo é servir – se do tempo. A definição de Geraldo Vandré é genial: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Grande Ulysses! Na mosca! Isso vale para qualquer um, mas agora deve ser motivo de reflexão para a turma do centro, ou da terceira via: João Dória Jr., Luciano Huck, o jovem governador gaúcho, Eduardo Leite ou Sérgio Moro ee Nenrique Mandetta. 
 
Mas por que tamanho alvoroço agora? Perguntarão os “fanáticos da objetividade factual do jornalismo”, no dizer de outro sábio pensador brasileiro, Nelson Rodrigues. Os primeiros movimentos para 2022 já estão em andamento célere, – apesar da negação de uns e de outros, – principalmente à “direita” e à “esquerda”. No primeiro caso está o atual dono do poder e seus seguidores, os bolsonaristas, que desde a posse do capitão presidente não pensam em nada mais, além de reeleição e, para isso, “empenham o canavial da sogra”, sem importar em quanto isso significa em sacrifício de vidas humanas, ou perdas econômicas para o País. Na ponta esquerda o lulo-petismo asfalta o caminho da volta, sem autocrítica dos males e crimes já praticados, e agora somando argumentos hipócritas, mas estratégicos, do tipo: “Neste tempo pavoroso da pandemia Covid-19, que caminha para mais de 245 mil vidas ceifadas no Brasil, é hora de pensar em tudo, menos em eleições”. Pois sim!

Aos fatos, Sua Excelência, o Fato: Corre na praça nacional, desde o dia 6, a mais recente pesquisa de opinião da XP-Ipespe, na qual, pela primeira vez, o ex-presidente Lula – condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, mas recolocado na disputa presidencial de 2022, por decisão monocrática do ministro Luiz Fachim – aparece à frente de Bolsonaro. No anterior levantamento da XP, o petista tinha 25% das intenções de votos e Bolsonaro, 27%. Na pesquisa divulgada esta semana, o ex-presidente tem 29% e o atual ocupante do Palácio do Planalto apa rece com 28%. Vantagem (apesar do empate técnico) que se mantem no segundo turno: Lula 42% e Bolsonaro 38%. Tudo do jeito que o diabo gosta, para a repetida consolidação do velho e surrado confronto “de extremos”.

Enquanto isso a turma do centro cochila. A chamada Terceira Via perde tempo em tertúlias para elaboração de manifestos e gasta horas em discussão de vírgulas do texto. Pior, desgastam-se em longos exercícios de “masturbação intelectual em disputas de egos inchados”, como dizia o direto e verdadeiro ex-governador Mário Covas, ao repreender seus companheiros do PSDB, “tucanos”, vacilantes e em cima do muro desde o tempo do governo FHC, quando nem se sonhava com corona vírus. Até quando? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br   

“É”, Gonzaguinha: Maravilha e presente especial estra música de abertura e final de cada capítulo da novela “Amor de Mãe”, no horário nobre dos folhetins da TV Globo, que ontem chegou ao final. Uma pena: pela música e pelo fascinante enredo, pontuando desempenhos marcantes, a exemplo da protagonista Regina Casé, que brilhou do começo ao fim, seguida de perto por Adriana  Esteves , Taís Araújo e Malu Galli. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

abr
10

Postado em 10-04-2021 01:26

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-04-2021 01:26

Durante entrevista ao Papo Antagonista, o senador Jorge Kajuru criticou o presidente Jair Bolsonaro por ele defender a ampliação dos trabalhos da CPI da Covid, para apurar também a responsabilidade de governadores e prefeitos nas políticas sanitárias de combate à pandemia.

Ontem, o ministro do STF Luís Roberto Barroso obrigou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a instaurar a CPI da l.

“Agora, com sua declaração (de propor a ampliação da investigação), eu tenho que chamá-lo de ignoto. Talvez o senhor tenha que ir ao dicionário para saber o que isso significa. O senhor foi ignoto por qual razão? Para cuidar de governos é óbvio que isso é responsabilidade das Assembleias Legislativas. Elas que tem a responsabilidade para instaurar uma CPI em seu Estado”, disse o parlamentar.

Ele ainda prosseguiu: “Como a nossa CPI aqui em Brasília, que terá apenas 90 dias de trabalho com foco no governo federal, vai conseguir dar conta de investigar governadores? Como a gente vai fazer uma CPI no Piauí? Lá em Manaus? Lá em Roraima? A gente pode pedir documentação, pode convocar prefeitos, mas vai prejudicar o foco principal que é o governo federal”, disse Kajuru.

abr
10

Postado em 10-04-2021 01:24

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-04-2021 01:24


 

Amarildo NO

 

abr
10

Postado em 10-04-2021 01:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-04-2021 01:21

 

Do correio braziliense

A declaração foi feita após comentário sobre o programa Manhattan Connection, da TV Cultura

Ana Mendonça*/Estado de Minas
 

 (crédito: Redes Sociais/Reprodução)

(crédito: Redes Sociais/Reprodução)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou, nesta sexta-feira (09/04), em sua coluna na revista Crusoé, que votaria no comediante Danilo Gentili nas eleições presidenciais de 2022.

“O ambiente descontraído, a qualidade dos âncoras, a relevância e a heterogeneidade dos convidados têm sido um atrativo. Em um deles, quase foi lançada a candidatura presidencial do Danilo Gentili – que, aliás, teria o meu voto”, escreveu.

O ex-ministro também é cotado para o pleito de 2022. Inclusive, nos bastidores, apontam que é possível que Moro faça uma chapa junto com o apresentador Luciano Huck.

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