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Sem indicação política na Caixa, nada de reforma da Previdência

Os aliados de Michel Temer já mandaram avisar que, se houver mudanças no estatuto da Caixa (entenda-se: fim das nomeações políticas), a reforma da Previdência não passa.

Depois da demissão de quatro dos 12 vices do banco estatal, a Caixa sinalizou que as novas indicações de dirigentes deverão ser feitas por seu conselho de administração, e não mais pelo presidente.

Assim, partidos como PR, PP, PRB e o próprio MDB de Temer perderiam a boquinha.

“Se deixar o conselho indicar, será a pá de cal sobre a reforma. Não temos como repactuar com todos esses partidos”, disse um líder governista, que não quis se identificar, a Nilson Klava, repórter da GloboNews.

jan
17

Postado em 17-01-2018 01:05

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2018 01:05

DO G1

por Marco Grillo

Lula participa de encontro com artistas e intelectuais no Rio – Guito Moreto / Agência O Globo

— Não vou falar mal dos juízes de Porto Alegre porque não os conheço. Acho estranho o presidente do tribunal não ter lido a sentença e ter falado que era irretocável. Estranhei um cara (desembargador) ler não sei quantas mil páginas em poucos dias, mas, como tem leitura dinâmica, pode ser. O que me chamou atenção foi que esse cidadão vai a Brasília pedir proteção da Suprema Corte, no Temer, no Etchegoyen, sem dizer quem está ameaçando. Esse cidadão é bisneto do general Thompson Flores, que invadiu Canudos e matou Antônio Conselheiro. É da mesma linhagem. Quem sabe esteja me vendo como cidadão de Canudos — disse Lula.

O ex-presidente sugeriu ainda que o juiz Sergio Moro, que o condenou em primeira instância, deveria ser exonerado, pelo “bem do serviço público”. Já Gleisi afirmou que o partido radicalizou o discurso nos últimos dias porque é preciso ter “direito à indignação” — segundo ela, a condenação de Lula é “injusta”. A senadora ironizou ida do presidente do TRF-4 a Brasília, onde se encontrou com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. Thompson Flores relatou que os desembargadores que vão analisar o recurso da defesa de Lula sofreram ameaças. A oitava seção, responsável pelos processos da Lava-Jato em segunda instância, é composta por três desembargadores: Leandro Paulsen, João Pedro Gebran Neto e Victor Laus.

— Eles (desembargadores) não precisam ter medo, ir lá conversar com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça, também presidido por Cármen) e pedir reforço de segurança. Nunca fizemos atos agressivos, mas não vamos ser mansos vendo a desconstrução do nosso país. Não ficaremos de braços cruzados vendo a injustiça perseverar — disse Gleisi.

Em outro momento, Lula ironizou a acusação de que recebeu um apartamento no Guarujá como propina da empreiteira OAS em troca de benefícios em contratos na Petrobras. Ao citar a infância pobre, Lula afirmou que nunca roubou naquela época e que, portanto, não faria sentido roubar depois de firmar um “compromisso com o povo brasileiro”.

— Eu ia roubar apartamento de R$ 500 mil quando poderia ter apartamento cheio de mala com dinheiro, quando poderia estar participando desse conjunto da Odebrecht, ter participado de conta na Suíça? — disse.

‘NINGUÉM É OBRIGADO A APOIAR’

O ato também expôs algumas das divergências que têm marcado o debate da esquerda sobre a eleição presidencial. O PDT, aliado em outras campanhas, já lançou a pré-candidatura do ex-ministro Ciro Gomes; o PC do B, aliado histórico, apresentou o nome da ex-deputada Manuela d’Ávila. O PSOL, que se posicionou contra o impeachment de Dilma Rousseff, analisa a possibilidade de lançar a candidatura do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guiherme Boulos. Lula, que discursou depois de Boulos, disse que “ninguém é obrigado” a apoiar sua candidatura à Presidência da República. O ex-presidente reforçou que quer ser candidato para demonstrar a inocência e para que o país volte a passar por “momentos melhores”. Lula também ironizou possíveis adversários, como o apresentador Luciano Huck — “eles querem transformar o país no Caldeirão do Huck” — e o deputado Jair Bolsonaro.

— Será que esses caras (adversários) não pensaram que, ao extirpar os tumores, tipo Lula, Dilma (Rousseff) e PT ia surgir o Bolsonaro? Agora estão preocupados e começaram a bater no Bolsonaro. Ele vai aprender o que é bom.

Quando ocupou o microfone, Boulos afirmou que há uma “perseguição deslavada” contra Lula, disse que irá a Porto Alegre no dia do julgamento no TRF-4, mas procurou marcar uma distância do PT.

— Para defender o Lula não é preciso defender seu programa integralmente, nem estar 100 por cento sintonizado com seu programa, basta defender a Constituição — ponderou.

O ator Gregório Duvivier foi além e aproveitou o discurso em defesa da participação de Lula na eleição para separar a participação no ato de um possível endosso à campanha presidencial do petista:

— Não sei se vou votar nele (Lula). Vai depender das alianças que ele fizer. Por mais carismático que ele seja, vamos pressioná-lo para que faça alianças à esquerda — disse o ator, que foi aplaudido por parte da plateia e pelo próprio Lula.

P

Chico Buarque, que assinou o manifesto em defesa do ex-presidente e militante histórico do PT, não apareceu. Mas a classe artística foi representada por nomes como a cantora Beth Carvalho, os atores Osmar Prado e Herson Capri. Do mundo político, o ex-ministro Celso Amorim, o senador Lindbergh Farias e a deputada Benedita da Silva (RJ) foram alguns dos nomes. Do meio acadêmico, participaram do evento o antropólogo Luiz Eduardo Soares e a filósofa Márcia Tiburi, entre outros.

Lula chegou por volta de 19h40m — só foi discursar depois das 22h, no entanto — e desceu do carro bem na porta do teatro, sem passar pelos simpatizantes que o aguardavam e tampouco pelos opositores que o insultavam do outro lado da calçada. Antes do encontro no teatro, a Avenida Afrânio de Mello Franco ficou dividida em duas: próximo à entrada, apoiadores do ex-presidente, em maior número, cantavam jingles de campanhas passadas; do outro lado, um pequeno grupo gritava palavras de ordem contra o petista e exibia faixas pedindo a prisão do ex-presidente e defendendo a volta da ditadura militar. Houve provocações, mas não confronto.

Gleisi Hoffman, senadora pelo Paraná, presidente nacional do PT, em declaração publicada em O Globo a oito dias do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre.

jan
17

Postado em 17-01-2018 00:13

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2018 00:13

   Agência da Caixa no centro de São Paulo. Agência da Caixa no centro de São Paulo. DARIO OLIVEIRA ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Michel Temer determinou, nesta terça-feira, o afastamento por quinze dias de quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal após recomendação do Banco Central e do Ministério Público Federal (MPF). Segundo nota do Palácio do Planalto, esse é o tempo que os dirigentes terão para apresentar as defesas das acusações de que são alvo. Antônio Carlos Ferreira (Corporativo), Deusdina dos Reis Pereira (Fundos de Governo e Loterias), Roberto Derziê de Sant’Anna (Governo) e José Henrique Marques da Cruz (Clientes, Negócios e Transformação Digital) são investigados por irregularidade no fundo de investimento do FGTS ( Fundo de Garantia de Tempo de Serviço). A Caixa Econômica informou que cumprirá a ordem do presidente.

O pedido do Banco Central foi encaminhado no dia 10 de janeiro à presidente do Conselho de Administração da Caixa, Ana Paula Vescovi. Mas nesta terça- feira, pouco antes da decisão, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, também se reuniu com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Temer vinha ignorando há dias a recomendação do MPF para exonerar todos os 12 vice-presidentes do órgão.

Quatro deles, além de Occhi, estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O pedido de afastamento dos dirigentes foi feito em dezembro e assinado pelas forças-tarefas das operações Greenfield, Cui Bono e Sépsis – as duas últimas derivadas da primeira. A Operação Greenfield investiga indícios da existência de um esquema de cooptação de testemunhas para que não contribuíssem com a apuração de supostas irregularidades envolvendo fundos de pensão.

Na última quinta-feira (11), os procuradores responsáveis pela Operação Greenfield enviaram um ofício a Temer alertando que ele poderia ser responsabilizado por “eventuais novos ilícitos” cometidos pelos gestores do banco caso os executivos da Caixa não fossem afastados. No documento, encaminhado inicialmente à Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, os membros do MPF colocam o dia 26 de fevereiro como prazo final  para que o presidente acatasse a recomendação. Sem querer se indispor com os partidos políticos que indicaram os nomes para os cargos da Caixa, o presidente disse, no entanto, que não cumpriria o pedido.

No dia 15 de dezembro, o MPF já tinha encaminhado à Casa Civil uma recomendação para trocar todos os 12 vice-presidentes da Caixa afirmando que entre eles estavam investigados em operações da Polícia Federal. Além disso, o MPF citava a relação de alguns desses executivos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, ambos presos por denúncias de corrupção.

Apuração independente

Uma investigação independente contratada pela Caixa detectou casos de influência política no banco em ao menos quatro vice-presidências. O documento foi produzido pelo escritório Pinheiro Neto e será anexado aos processos relacionados ao banco para reforçar as denúncias contra políticos e ex-funcionários que atuariam em favor de grandes empresas.

O documento produzido pelo Pinheiro Neto é o mesmo cujo conteúdo embasou a recomendação do MPF para que a Caixa substitua os executivos e contrate uma empresa de recrutamento para selecionar os executivos do banco.

jan
17

Nora Ney: a voz, a veia e a alma brasileira do samba canção. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
17

Postado em 17-01-2018 00:09

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2018 00:09

 INVESTIGAÇÃO VÊ ENVOLVIMENTO DE MOREIRA FRANCO EM ESQUEMA DA CAIXA
Antagonista teve acesso ao relatório de investigação do escritório Pinheiro Neto, em parceria com a Kroll, que integra o inquérito do MPF sobre o esquema do PMDB na Caixa.

O documento destaca a atuação do “cabeça branca”, identificado como Moreira Franco, ministro da Secretaria Geral da Presidência, que tinha contatos frequentes com Derziê de Santanna, VP de Operações Corporativas.

No relatório, os investigadores registram que “Derziê por vezes recebeu pedidos de Moreira Franco, inclusive em relação ao fornecimento de informações sobre o status de operações em trâmite na CEF”.

Citam que, em 17 de julho de 2014, o VP recebeu mensagem do gerente Giovanni Alves perguntando sobre determinada operação. A mensagem dizia “Ligação Cabeça Branca dia jogo do Brasil.” Em  email, enviado depois, Giovanni cobrava um feedback para o “CB”.

Em depoimento aos investigadores, o gerente admitiu que ‘CB’ e ‘Cabeça Branca’ eram apelidos de Moreira Franco, que, segundo outros documentos, mantinha uma relação de “proximidade” com Derziê.

Além de Moreira, o VP também recebia mensagens constantes de Geddel Vieira Lima, que chegou a lhe enviar dados de sua conta corrente. Derziê, segundo testemunhas, também tinha cafés/reuniões frequentes com Eduardo Cunha para tratar de operações da Caixa.

Ele teria intermediado, por exemplo, a liberação de empréstimos para empresas de Henrique Constantino e Joesley Batista. Derziê recebeu pleitos até mesmo do então vice-presidente Michel Temer, que tentava emplacar outro apadrinhado na Caixa.

jan
17

Postado em 17-01-2018 00:07

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2018 00:07

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J. Bosco, no O Liberal (PA)

jan
17

Postado em 17-01-2018 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-01-2018 00:06

 
Um ano de Donald Trump presidente dos EUA Ampliar foto
Obama e Trump em Washington, durante a posse do atual presidente norte-americano, em 20 de janeiro de 2017 Getty
Miami

Um ano depois da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o ambiente político propiciado pela Casa Branca é exatamente o contrário que o seu antecessor, Barack Obama, buscava cultivar. No mesmo país onde durante os dois mandatos do democrata (2009-2017) se debatia se uma sociedade pós-racial já havia se consolidado, tendo como símbolo a eleição do primeiro presidente afro-americano, o novo mandachuva do Salão Oval, o heterodoxo republicano Trump, aviva com sua retórica o fantasma da discriminação e da divisão e se vê obrigado a se desvincular da imagem que ele mesmo desenha, com afirmações próprias de um tempo que parecia superado pela era Obama: “Não sou racista”, afirmou no domingo, após supostos comentários em que teria qualificado Haiti, El Salvador e outros como “países de merda”. Obama, um bacharel em direito que estudou em Harvard e representava a cicatrização da ferida racial, foi substituído por seu oposto. Um magnata inoportuno que atira punhados de sal nessa ferida.

“Esse era o maior legado de Obama, a culminação do ideal liberal dos Estados Unidos como país da integração e da tolerância, e agora estamos vendo como esse espírito está sendo golpeado por um movimento reativo que busca desvirtuá-lo”, diz Eduardo Gamarra, cientista político da Universidade Internacional da Flórida. “Mas, sob o ruído de Trump, permanece esse projeto de inclusão impulsionado pela figura de Obama. Sem ele não acredito que hoje pudéssemos estar falando na possibilidade de uma presidenta afro-americana”, acrescenta, referindo-se aos rumores de uma candidatura de Oprah Winfrey, a apresentadora de televisão mais célebre do país, que na semana passada, durante a cerimônia de premiação do Globo de Ouro, irrompeu no debate político com seu discurso contra o machismo e a xenofobia.

Julian E. Zelizer, professor de História e Assuntos Públicos da Universidade de Princeton, acredita que o legado de inclusão de Obama poderia ser reativado como uma reação social orgânica às tendências divisionistas de Trump, a começar pelas eleições de 6 de novembro deste ano, que renovarão toda a Câmara de Representantes (deputados) e um terço do Senado. Ambas as casas do Congresso são atualmente controladas pelo Partido Republicano. “Ele energizou todo um contingente eleitoral que continua por aí, entre eles os afro-americanos, os latinos, os millenials. Todos eles são parte de uma coalizão obamista que não serviu aos democratas para ganhar em 2016, mas eles não sumiram, e acredito que podem chegar a ter muito mais impacto político do que se acredita.”

George C. Edwards, especialista em estudos presidenciais e professor na Universidade Texas A&M, avalia que, com relação à herança de Obama, o primeiro ano de Trump está “apresentando um efeito demolidor que não é tudo isso”. Embora concorde que os avanços nos direitos civis estão sendo erodidos, salienta a permanência de dois pilares da política de Obama: a lei de cobertura sanitária – conhecida como Obamacare –, “que Trump não poderá destruir, no máximo retocar nas margens”, e a recuperação econômica dos Estados Unidos. “Obama deixou para Trump uma economia forte”, diz. “Foi ele [o democrata] quem teve que lutar contra a crise financeira e criou regulações bancárias, e quem impulsionou uma estratégia de estímulo que permitiu uma guinada na economia, até agora com benefícios.” Para Edwards, os elementos da presidência de Obama mais ameaçados pelo modelo de Trump são a proteção ambiental, em processo de “desregulação administrativa” e com os Estados Unidos abandonando o Acordo de Paris – um dos feitos do democrata na questão climática –, e a política de imigração, com a deportação de indocumentados como prioridade da Casa Branca e a colocação em xeque do programa criado por Obama para dar cobertura legal aos dreamers, imigrantes irregulares que chegaram aos Estados Unidos ainda menores de idade.

No âmbito da política internacional, o primeiro ano de Trump não representou uma alteração substancial, segundo Zelizer. Sem deixar de lado a retórica mais inflamada entre o novo presidente e a Coreia do Norte e a sacudida no vespeiro do Oriente Médio causada pelo reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel, o professor de Princeton afirma que “o acordo sobre armas nucleares com o Irã permanece, e os arremedos que Obama fez depois das guerras do Iraque e Afeganistão continuam aí”. No aspecto geopolítico, Edwards destaca o fato de Trump ter retirado os Estados Unidos do tratado comercial com países do Pacífico, apresentado por Obama com o objetivo primordial de conter a expansão comercial da China. “Este foi um esforço que Trump de fato desmontou e que garantiu mais liderança mundial a Pequim”, afirma.

Gamarra salienta a “crise de representação política” como a questão central do primeiro ano pós-Obama. “As pessoas não acreditam mais nos partidos, nas instituições da democracia. A cultura cívica dos Estados Unidos, que radicava no profundo respeito dos cidadãos às instituições, está se perdendo. Obama construiu sua política já dentro de um cenário que refletia esse problema, com um clima de polarização e sem consensos bipartidários. Nesse sentido, o edifício de esperança social e política que o presidente Barack Obama levantava tinha os pés de barro”.

CUBA DE VOLTA À GELADEIRA

P. DE LLANO, Miami

O último golpe de efeito de Barack Obama em seu mandato foi o degelo com Cuba depois de mais meio século de guerra fria entre os EUA e seu vizinho socialista do Caribe. Quando ele deixou o poder, as relações estavam azeitadas e com sinais de que progrediriam pouco a pouco, mas o programa de Trump de reversão das políticas do democrata incluiu a retomada da briga com a ilha.

Dias depois de sua vitória eleitoral, Trump comemorou abertamente a morte do “brutal ditador” Fidel Castro. Já no poder, em junho, viajou a Miami para cercar-se dos mais duros ativistas do exílio anticastrista e lançar um discurso em que se conjurava contra o castrismo e anunciava a limitação das viagens de norte-americanos à ilha e a proibição de fazer negócios com empresas das Forças Armadas cubanas. “Não apoiaremos o monopólio militar que oprime o povo”, declarou Trump.

A degradação dos vínculos bilaterais alcançou seu auge com o escândalo dos supostos ataques a diplomatas norte-americanos em Havana. O caso dos chamados “ataques sônicos” eclodiu quando fontes ligadas a uma investigação norte-americana revelaram à imprensa as suspeitas de que 21 norte-americanos, entre funcionários da embaixada e seus familiares, haviam sido alvo de alguma arma que funcionava por meio de ondas sonoras. O episódio se transformou em uma novela confusa e sem responsabilidades claras. Os Estados Unidos, incapazes de identificarem os culpados pelas agressões, já se distanciam da hipótese do “ataque sônico”, e Cuba continua afirmando que isso nunca existiu, e que a segurança dos diplomatas norte-americanos em Havana sempre esteve garantida.

Fica para trás o discurso de Obama em um teatro de Havana pedindo a abertura do regime, diante da cúpula do poder cubano. E também sua descontraída presença com Raúl Castro em um jogo de beisebol na capital cubana. Com Trump, interessado por razões eleitorais em fortalecer seus laços com a comunidade anticastrista da Flórida, os EUA voltam a dar as costas a Cuba.

Feliz jazzneiro!

BOA TARDE

(Gilson Nogueira)

jan
16

Postado em 16-01-2018 17:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-01-2018 17:04

Por Guilherme Mazui, G1, Brasília

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que o presidente Michel Temer determinou nesta terça-feira (16) o afastamento dos vice-presidentes da Caixa Econômica por 15 dias (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

A decisão de Temer é anunciada após o Ministério Público Federal de Brasília e o Banco Central recomendarem ao governo federal o afastamento dos vice-presidentes.

Os pedidos foram apresentados em razão das suspeitas de irregularidades na Caixa investigadas pelo MPF e pela Polícia Federal.

Deflagrada em 2016, a Operação Greenfield investiga desvios em fundos de pensão de bancos e de estatais. Por meio dessa investigação, a PF e o MPF descobriram irregularidades no Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), vinculado à Caixa, e deflagraram uma segunda operação, batizada de Sépsis.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota da Secretaria de Comunicação Social:

O presidente da República, Michel Temer, determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da CEF, Gilberto Occhi, que afastem os vice-presidentes do banco por 15 dias, prazo que terão para apresentar ampla defesa das acusações.

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