“Laughter in the rain”, Neil Sedaka: monumental sucesso na primeira metade dos Anos 70, esta balada foi composta nos Estados Unidos  em 1974 e ganhou o mundo inteiro. “Laughter in the Rain” alcançou o número 1  do Billboard Top 100  em fevereiro de 1975. Merecidamente! Aqui emn Video: Neil’s live performances on “Sedaka in Concert”, and a 1983 BBC broadcast.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 14-08-2019 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2019 00:14

Major Olímpio sobre Frota: ‘Que Deus o guarde e esqueça onde’

 

Desafeto de Alexandre Frota no PSL, Major Olímpio disse ao site Congresso em Foco que a prioridade após a expulsão do deputado deve ser a reorganização da legenda em São Paulo.

“Que Deus o guarde e esqueça onde. Tomara que seja feliz na próxima legenda”, disse o senador sobre Frota, ressaltando que a expulsão foi decisão unânime dos nove membros da Executiva Nacional do PSL.

“Ali [a expulsão] foi pelo conjunto da obra”, disse Olímpio, a quem Frota acusou de ser “um ratinho atrás de [Jair] Bolsonaro”.

“Foram manifestações que feriram o Código de Ética e o estatuto do partido. Agressões contra o partido, componentes do partido e o próprio presidente da República, que é o líder maior do PSL.”

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Postado em 14-08-2019 00:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2019 00:12

DO JORNAL DO BRASIL

A informação é de assessores do presidente Bolsonaro

   RICARDO DELLA COLETTA

Integrantes do governo que acompanham de perto o Mercosul avaliam que o Brasil “vai explorar alternativas” caso a Argentina -na hipótese de uma vitória peronista nas eleições- se converta numa barreira para as duas prioridades atuais da administração Jair Bolsonaro no bloco: a redução da chamada tarifa externa comum e a negociação de acordos comerciais, como o anunciado no final de junho com a União Europeia. 

Caso o kirchnerista Alberto Fernández, que recebeu 47% dos votos nas eleições primárias do fim de semana, confirme seu favoritismo e seja eleito no pleito de outubro, o governo brasileiro considera que deve ser retomado um receituário protecionista no país vizinho que vai impor travas para as reformas do Mercosul patrocinadas desde o início do ano pelos presidentes Bolsonaro e Mauricio Macri.

Macaque in the trees
Mauricio Macri, presidente da Argentina (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)

Um interlocutor na Esplanada dos Ministérios diz, sob condição de anonimato, que o Brasil quer avançar na sua agenda com a Argentina, quem quer que esteja ocupando a Casa Rosada.

Ainda não está claro quais alternativas estão em estudo. Enquanto alguns assessores de Bolsonaro dizem que tudo está sendo analisado, inclusive a possibilidade de Brasil abandonar o bloco se a relação com um governo peronista se tornar lesivo à agenda econômica do país, outros descartam essa hipótese por considerá-la extremada. 

O presidente Bolsonaro disse na segunda-feira (12) que “não quer romper unilateralmente a relação” com os argentinos.  

“A gente vai ver como é que fica a situação [entre os dois países]. Ninguém quer… Eu [não quero] romper unilateralmente [a relação]. Mas ele mesmo, o candidato [Fernández], cujo partido ganhou as prévias, falou que quer rever o Mercosul. O primeiro sinalizador é de que vai ser uma situação bastante conflituosa”, afirmou o mandatário. 

São duas as prioridades do atual governo brasileiro para o Mercosul. 

A tarifa externa comum é uma alíquota de importação aplicada conjuntamente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para itens de fora do bloco.

Desde o início do mandato de Bolsonaro, tanto o Ministério da Economia quanto o Itamaraty colocaram como fundamental a redução dessa tarifa. Em regra geral, as equipes de Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) consideram que é preciso aplicar um corte de 50% nas alíquotas praticadas atualmente.

Além do mais, Brasil e Argentina vinham trabalhando lado a lado numa proposta para reduzir os regimes de exceção que hoje estão fora das regras da tarifa comum.   

Negociadores dos quatro países estão mantendo reuniões desde abril para elaborar um projeto de revisão das alíquotas conjuntas que deve ser entregue em meados de novembro -os argentinos voltam às urnas em 27 de outubro para as eleições que definirão o novo presidente do país pelos próximos quatro anos.

Um negociador brasileiro afirma que “provavelmente” a presidência Fernández no país vizinho -caso confirmada- será contrária à proposta de cortes na tarifa comum em análise.

Outra frente de preocupação é a já declarada animosidade dos kirchneristas com a agenda de abertura comercial do Mercosul. 

O próprio Fernández afirmou, no dia do anúncio do acordo com a União Europeia, que o entendimento alcançado em Bruxelas traria “prejuízos para a nossa indústria e para o trabalho argentino”. “Um acordo desses não gera motivos para festa, mas muitos motivos para preocupação”, escreveu, à época, o kirchnerista no Twitter. 

A preocupação em Brasília não é só com eventuais obstáculos que possam ser colocados por uma nova administração argentina mais protecionista na implementação do acordo UE-Mercosul, mas também com a paralisação de negociações que hoje ocorrem com outros parceiros, como o Canadá.  

Mesmo os interlocutores no governo Bolsonaro que descartam a saída do bloco dizem que o Brasil vai adotar uma postura mais assertiva com Buenos Aires caso o país vizinho se apresente no ano que vem como um entrave ao projeto de liberalização econômica do atual governo brasileiro. 

Os auxiliares de Bolsonaro, tanto no Itamaraty quanto no ministério da Economia, têm defendido um Mercosul menos político, “mais enxuto” e voltado para uma pauta econômica. 

Um assessor do presidente diz que o Brasil “não vai mais aceitar o impasse” ou ficar “a reboque” da Argentina.

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Postado em 14-08-2019 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2019 00:10

DO JORNAL DO BRASIL

Investigação é baseada em mensagens publicadas pelo site The Intercept; há outros dois casos contra o procurador

  REYNALDO TUROLLO JR.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A pedido de dois conselheiros do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), um procedimento contra o procurador Deltan Dallagnol, levado ao órgão por causa das mensagens de Telegram publicadas pelo site The Intercept Brasil, foi desarquivado e voltará a tramitar.

Não há data, porém, para o seu julgamento no órgão.

O corregedor, Orlando Rochadel, havia arquivado monocraticamente (em decisão individual) a reclamação contra Deltan sob o argumento de que as mensagens não tinham sua autenticidade comprovada.

No âmbito do Ministério Público Federal, o eventual afastamento de Deltan da Lava Jato só pode ocorrer por decisões de dois colegiados, por maioria de votos. Um deles é o Conselho Superior do Ministério Público, em caso de membros indiciados ou acusados em processo disciplinar. O outro é o pleno do CNMP, também em processo com direito ao contraditório.

O CNMP é o órgão responsável pela fiscalização disciplinar de promotores e procuradores de todo o país. O conselho é composto por 14 conselheiros, que são indicados por suas instituições de origem e entidades da sociedade civil.

Os integrantes precisam também da aprovação do Senado Federal e da Presidência da República para assumir o cargo. A composição do CNMP é formada para uma gestão de dois anos, sendo que os conselheiros podem ser reconduzidos aos cargos por mais um mandato.

O presidente do CNMP é o procurador-geral da República, hoje Raquel Dodge. Também compõe o colegiado integrantes indicados por STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça), Ministério Público Federal e dos estados, Ministério Público Militar, Ministério Público do Trabalho, Câmara e Senado, além da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Nesta terça (13), os conselheiros Erick Venâncio e Leonardo Accioly pediram a revisão da decisão de arquivamento e, agora, o procedimento voltará a tramitar e será distribuído para um relator. Esse caso não estava inicialmente na pauta da sessão do CNMP desta terça.

Já uma segunda reclamação disciplinar, apresentada ao colegiado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), estava prevista para ser analisada, mas foi tirada da pauta. Na reclamação, Renan queixou-se de publicações feitas por Deltan nas redes sociais que teriam interferido na eleição para presidente do Senado em fevereiro deste ano.

O julgamento foi adiado porque Renan fez um aditamento ao pedido inicial, na semana passada, e requereu o afastamento cautelar de Deltan das funções de procurador da República. O corregedor, que analisa a reclamação, resolveu adiar sua análise para ter tempo para apreciar o novo pedido.

Um terceiro processo, sobre uma entrevista concedida por Deltan à rádio CBN, que também estava na pauta desta terça, foi apreciado em conjunto com outros procedimentos.

Os conselheiros do CNMP negaram um recurso de Deltan para arquivar o caso e decidiram que o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) continuará tramitando.

O conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, indicado ao CNMP pelo Senado, pediu a palavra durante a sessão desta manhã para criticar a demora do colegiado para julgar os casos relativos a Deltan, que coordena a Lava Jato em Curitiba.

“É óbvio que não devemos ser pautados pela imprensa e pelas redes sociais, nós somos um tribunal administrativo, nós temos processos, procedimentos. É essencial para a garantia das liberdades democráticas que esses ritos sejam seguidos. No entanto, uma vez provocados, eu acho que precisamos agir. E nós fomos convocados, diversas vezes, há meses”, disse Bandeira.

“Eu vejo que processos relevantes acabaram sendo subtraídos da pauta deste plenário. Esta é a primeira sessão do semestre e nós vemos que o processo relativo à matéria do Intercept foi arquivado de forma monocrática excluindo a possibilidade de os conselheiros se pronunciarem”, continuou.

“Acho que não poderia furtar-me a colocar meu posicionamento no sentido de que esses casos sejam trazidos brevemente ao plenário, se possível na próxima sessão, para que possamos assim manifestarmo-nos pela maioria do conselho e esses casos tenham um destino, seja qual for ele.”

Ainda não há data para que procedimentos contra Deltan sejam analisados no plenário.

Deltan, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, teve sua conduta colocada em xeque depois do vazamento de mensagens trocadas no aplicativo Telegram e obtidas pelo site The Intercept Brasil.

As mensagens trocadas pelo Telegram indicam que o procurador trocou colaborações com o então juiz do caso, Sergio Moro. Críticos dizem que o relacionamento foi indevido e comprometeu a imparcialidade dos processos, ferindo o direito de defesa de acusados na Lava Jato.

Diálogos apontam que Deltan incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar os ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes sigilosamente. A legislação brasileira não permite que procuradores de primeira instância, como é o caso dos integrantes da força-tarefa, façam apurações sobre ministros de tribunais superiores.

Conforme revelou a Folha de S.Paulo em parceria com o Intercept, Deltan também montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante a Lava Jato. Ele e o colega Roberson Pozzobon cogitaram abrir uma empresa em nome de suas mulheres para evitar questionamentos legais.

Deltan também fez uma palestra remunerada para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação.

Em suas manifestações, a força-tarefa comandada por Deltan afirma que “não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas a seus integrantes” e que “o material é oriundo de crime cibernético e tem sido usado, editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade”.

Quanto à colaboração com o então juiz Sergio Moro, diz que os contatos mantidos foram normais do dia a dia da prática jurídica.

Em relação às apurações sobre os ministros do STF, os procuradores afirmam que é dever deles encaminhar à Procuradoria-Geral da República informações sobre autoridades com direito a foro especial e que isso tem sido feito de forma legal.

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DO JORNAL NACIONAL/TV GLOBO

Do G1

O ator João Carlos Barroso — Foto: Globo/Estevam Avellar

O ator João Carlos Barroso — Foto: Globo/Estevam Avellar

O ator João Carlos Barroso morreu nesta segunda-feira (12), aos 69 anos. Ele lutava contra um câncer.

João Carlos de Albuquerque Melo Barroso nasceu em 28 de fevereiro de 1950, no Rio de Janeiro. Sua estreia na TV aconteceu em 1965 na série “Rua da Matriz”. Em seu currículo, o ator tem dezenas de novelas como “Roque Santeiro”, “Estupido cupido”, “O Bem amado”, “Pecado Capital”, “Pedra sobre pedra”, entre outras.

 
 
Morre no Rio de Janeiro o ator João Carlos Barroso, que lutava contra o câncer

Morre no Rio de Janeiro o ator João Carlos Barroso, que lutava contra o câncer

No cinema, estrelou filmes como “A espada era a lei” (1963) e “O pistoleiro” (1976). Entre seus trabalhos mais recentes estão as inúmeras participações no humorístico “Zorra“ além da novela “Sol Nascente”, onde interpretou o delegado Mesquita.

 Em gravação do "Zorra": Os personagens Figueira (Felipe Wagner), Jim (Anderson Oliveira) e Sampaio (João Carlos Barroso) — Foto: TV Globo/ Estevam Avellar

Em gravação do “Zorra”: Os personagens Figueira (Felipe Wagner), Jim (Anderson Oliveira) e Sampaio (João Carlos Barroso) — Foto: TV Globo/ Estevam Avellar

Uma sobrinha do ator compartilhou uma mensagem homenageando o tio. “O céu está em festa aguardando a sua chegada hoje ao som de Dire Straits, com muito futebol, cantoria e sorrisos! A saudade é eterna e você mora pra sempre em nossos corações! Te amo infinito.”

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Postado em 14-08-2019 00:05

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2019 00:05


S


 

Sponholz, no

 

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Postado em 14-08-2019 00:01

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2019 00:01

Presidente diz que argentinos buscarão refúgio no país caso “esquerdalha” volte ao poder. “É um conflito com um mercado fundamental para nossas exportações”, diz analista

A contundente vitória do peronista Alberto Fernández, que tem a ex-presidenta Cristina Kirchner como vice em sua chapa, nas eleições primárias argentinas de domingo ecoou na polarizada política brasileira. O assunto foi um dos mais comentados no Twitter, com a esquerda comemorando a vitória como se fosse sua, enquanto liberais e conservadores lamentavam. Apesar de Fernández ser considerado mais moderado que Cristina, a política intervencionista na economia que marcou o kichnerismo no poder e a promessa da chapa de renegociar o acordo do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) trouxe pânico aos investidores. No Brasil, que tem no vizinho o terceiro maior mercado comprador, a Bolsa seguiu a tendência internacional: o dólar subiu 1% e chegou a 3,98 reais, o maior patamar desde maio, enquanto que ações negociadas na Bovespa caíram 2%. A reação mais explosiva e extrema foi, como era previsível, do presidente Jair Bolsonaro, que sempre apoiou publicamente a reeleição de Mauricio Macri. Nesta segunda-feira ele dobrou sua aposta.

“Não esqueçam o que, mais ao Sul, na Argentina, aconteceu nas eleições de ontem. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que é a mesma de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida aqui”, discursou o chefe de Estado durante um evento em Pelotas, no Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina. “Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar na Argentina, nosso Rio Grande do Sul poderá se tornar um novo estado de Roraima”, acrescentou, referindo-se ao Estado do norte do Brasil que faz divisa com a Venezuela e recebeu centenas de milhares de refugiados nos últimos anos

O presidente da extrema direita também pediu a seus assessores uma avaliação da derrota de Macri para definir como o Brasil vai se posicionar, segundo o jornal O Globo. Os membros mais radicais de seu gabinete defendem, ainda segundo O Globo, que o país repense sua participação no Mercosul, com o qual a União Europeia acaba de assinar um acordo comercial, ainda pendente de aprovação nos parlamentos. Os assessores lembraram que Bolsonaro sempre foi contrário ao bloco sul-americano, mas que reviu sua opinião depois que se aproximou do Governo Macri.

Outros auxiliares mais cautelosos defendem, no entanto, que se espere o resultado final das eleições de outubro e que o Governo não se posicione de maneira precipitada. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, mas a Argentina está em terceiro lugar, pois é o principal comprador de produtos manufaturados brasileiros. O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, diz publicamente que a reeleição de Macri é vista como algo positivo pelo Ministério da Economia e que facilitará a reforma do Mercosul e sua abertura comercial. Se Fernández-Cristina finalmente vencerem as eleições de outubro, o Brasil poderá se abrir unilateralmente aos mercados internacionais, afirmou o secretário. “O que estaria em discussão seria a flexibilização das regras do bloco, o que permitira ao Brasil seguir sozinho e acabaria com a TEC [Tarifa Externa Comum]. Mas isso não significaria o fim da área de livre comércio”, afirmou.

Para o cientista político Fernando Luiz Abrucio, Bolsonaro está criando problemas mesmo caso seu favorito Macri vença, algo que parece improvável à luz dos resultados de domingo. “O Brasil terá comprado uma briga com metade da Argentina. É um conflito com um mercado fundamental para nossas exportações”, explica. “Isso pode significar, por exemplo, uma campanha de boicote por parte do país aos nossos produtos. Os empregos da indústria automobilística dependem muito de que continuem comprando de nós”, segue Abrucio. Na América Latina, a Argentina segue como principal parceiro comercial do Brasil. As exportações somaram um total de 14,9 bilhões de dólares no ano passado. O Ministério da Economia salienta, no entanto, que as exportações para o país vizinho caíram 15,5% na comparação com 2017, por causa da redução de produtos automotivos.

A fala de Bolsonaro também representa um erro político por não separar a política interna da diplomacia, argumenta Abrucio. “Os partidos podem dizer o que quiserem, mas o presidente não pode intervir nas eleições de outros países”, explica. Ele lembra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu o mesmo erro quando se intrometeu em eleições como as de El Salvador ou da Venezuela, inclusive sugerindo o marqueteiro João Santana para as campanhas. “Mas Lula sempre se deu bem com a Colômbia de Uribe, os EUA de George Bush ou o Chile de Sebastián Piñera. Bolsonaro se equivoca à enésima potência. Alguém tem de dizer a ele que a Argentina funciona ao ritmo da rivalidade entre o River e o Boca e que o seu belicismo pode dar mais votos a Alberto Fernández”, opina. A defesa aberta de Bolsonaro do regime ditatorial brasileiro (1964-1985) pode também provocar rechaço inclusive entre eleitores à direita na Argentina, onde os torturadores da ditadura foram e seguem sendo julgados. 

O discurso belicista de Bolsonaro representa também uma profunda mudança na própria diplomacia, afirma Abrucio. O Brasil aumentou seu poder na América Latina nos últimos 30 anos, desde José Sarney, o primeiro civil a ocupar a presidência depois da ditadura militar, até Michel Temer. E o fez “respeitando os outros países” e conquistando “uma liderança” na região, explica. “Bolsonaro está rompendo com essa política externa parcimoniosa, uma tradição nossa”.

A esquerda comemora, a direita lamenta

Diante do tom extremado de Bolsonaro, políticos e militantes progressistas comemoraram entusiasticamente a vitória da chapa Fernández-Cristina, vista por muitos também como uma vitória contra “o fascismo e as fake news” ou o início de um retorno da esquerda latino-americana. “A vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas primárias presidenciais é uma luz no fim do túnel para o povo argentino e para a América Latina, e um enorme alento para todos que lutamos pela democracia. Triunfo animador das forças progressistas sobre o neoliberalismo”, tuitou a ex-presidenta Dilma Rousseff. O perfil oficial de Lula também divulgou uma mensagem de felicitações aos vencedores. “É preciso dar esperança ao povo, trazer dias melhores e cuidar de quem mais precisa. Um forte abraço do amigo Lula”. Alberto Fernández respondeu: “Eu te mando um forte abraço que espero poder te dar em breve”, disse o candidato, que também contribuiu para a mistura de aliança regional e campanha ao visitar o petista em Curitiba.

Cada um buscou sua própria narrativa do resultado das primárias. Muitos liberais interpretaram a derrota de Macri como o retorno ao populismo kirchnerista e reclamaram que ficou faltando mais ajuste fiscal e mais políticas mais liberalizantes na economia para que o país deslanchasse. Já alguns partidários do ex-candidato Ciro Gomes afirmaram que a vitória se deve ao fato de que Cristina Kirchner se contentou com a vice-presidência e cedeu sua candidatura a uma pessoa mais moderada e com menos rejeição — algo que, segundo defendem, Lula deveria ter feito em favor de Ciro em 2018. Já a extrema direita vê, assim como Bolsonaro, o retorno do socialismo no país vizinho. Afinal, a política argentina invadiu a polarizada política brasileira e serviu para que Bolsonaro continuasse sua escalada retórica que também usa para manter sua fiel base de apoiadores unida.

Para Abrucio, “as pessoas não estão compreendendo o que está acontecendo na Argentina” e estão tentando interpretá-lo de acordo com a realidade brasileira. No entanto, adverte que Alberto Fernández tem um perfil mais de centro e é um político da velha guarda, com um perfil muito diferente do kirchnerismo. “Tom Jobim sempre disse que o Brasil não é para amadores, mas a Argentina é menos ainda. É um país polarizado há 80 anos”.

 

Bolsonaro assume política de comunicação

Por Cristiana Lôbo

O presidente Jair Bolsonaro ao conceder entrevista coletiva na portaria principal do Palácio da Alvorada — Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil O presidente Jair Bolsonaro ao conceder entrevista coletiva na portaria principal do Palácio da Alvorada — Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro ao conceder entrevista coletiva na portaria principal do Palácio da Alvorada — Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A cena se repete quase todos os dias. Ao sair do Palácio da Alvorada rumo ao Palácio do Planalto, por volta das 8h, o presidente Jair Bolsonaro manda parar o carro para falar com a imprensa. Ele se debruça sobre a grade que delimita a área reservada aos jornalistas e põe-se a falar.

Os assuntos são, na maioria das vezes, levantados pelo próprio presidente. Mas os repórteres conseguem fazer algumas perguntas sobre temas do dia. A polêmica é certa.

A decisão de falar diariamente – e bem cedo –, de modo a ocupar o noticiário praticamente o dia inteiro, foi tomada pelo próprio presidente com a equipe de comunicação da Presidência. “O objetivo é pautar a imprensa”, diz um auxiliar.

As entrevistas diárias de Bolsonaro têm um público alvo: o eleitor “bolsonarista”, aquele que apoia até mesmo as declarações mais polêmicas.

Ao mesmo tempo, o presidente busca polarizar com os adversários (principalmente, a esquerda). Um exemplo aconteceu mais cedo, nesta segunda-feira (12), durante a viagem ao Rio Grande do Sul.

Enquanto a ex-presidente Dilma Rousseff considerou “uma luz no fim do túnel” para a esquerda a derrota de Mauricio Macri nas eleições primárias na Argentina, Bolsonaro decidiu afirmar que, se chapa de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner vencer, o Rio Grande do Sul vai se tornar “um novo estado de Roraima” porque, na opinião dele, argentinos vão querer fugir do país assim como acontece na Venezuela.

Estratégia de comunicação

A estratégia de comunicação do governo está a cargo do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, que se reporta diretamente ao presidente. Wajngarten foi indicado para o cargo pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Bolsonaro.

A mudança na direção da política de comunicação fez com que militares, que no início do mandato pareciam dominar ou pretender dominar a área, fossem afastados.

Além disso, o próprio porta-voz de Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, recebeu a orientação de não ser mais o contato diário com jornalistas. As conversas, a partir de agora, serão esporádicas e os jornalistas deverão tirar dúvidas com o secretário de Imprensa, Paulo Fona.

Avaliação interna

A avaliação interna é a de que Bolsonaro obteve êxito na corrida eleitoral de 2018 se diferenciando dos demais políticos, polarizando com a esquerda e subindo o tom em críticas.

Mas nem sempre tudo sai como previsto. O presidente costuma dar declarações que geram muita polêmica. Mas ninguém ousa tentar enquadrá-lo. “Ele é assim mesmo”, resigna-se um assessor.

Os passeios de moto e de moto aquática, como fazia Fernando Collor, são iniciativas do próprio presidente. “É um prazer pessoal e ele vai continuar a fazer”, diz uma pessoa próxima a Bolsonaro.

Na presidência, Bolsonaro tenta fazer o possível para ter uma vida mais próxima daquela que tinha como deputado.

“Inverno”, Adriana Calcanhotto: a gaúcha Adriana interpreta, divinamente, a maravilhosa canção leblonina que ela escreveu e musicou. Nada melhor para ouvir, cantar, ou simplesmente assoviar. em qualquer lugar em um dia de agosto.

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

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Inverno…?

No dia em que fui mais feliz

Eu vi um avião

Se espelhar no seu olhar até sumir

De lá pra cá não sei

Caminho ao longo do canal

Faço longas cartas pra ninguém

E o inverno no Leblon é quase glacial

Há algo que jamais se esclareceu

Onde foi exatamente que larguei

Naquele dia mesmo

O leão que sempre cavalguei

Lá mesmo esqueci que o destino

Sempre me quis só

No deserto sem saudade, sem remorso só

Sem amarras, barco embriagado ao mar

Não sei o que em mim

Só quer me lembrar

Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois

Pouco antes de o ocidente se assombrar…

ago
13

Do Jornal do Brasil

 

Obra foi lançada semana passada. O preço é salgado como a fama leblonina: R$ 120,00

   ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, redacao@jb.com.br

RIO DE JANEIRO – Talvez por ser o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro: R$ 20,5 mil, mais do que o dobro da média municipal. Ou pela facilidade de encontrar babás negras uniformizadas empurrando carrinhos com herdeiros brancos da alta classe local.

Macaque in the trees
O Leblon virou sinônimo de riqueza (Foto: reprodução/Prefeitura)

Quem sabe pelo overbooking de celebridades, que fazem a alegria dos papparazi e ajudam a alimentar sites com chamadas do tipo “Carolina Ferraz passeia com visual despojado” ou a já clássica “Caetano Veloso estaciona carro”. 

Fato é que o centenário Leblon, no imaginário do brasileiro, virou sinônimo de riqueza. Um livro homônimo ao bairro da zona sul carioca, contudo, busca desconstruir essa imagem, mostrando que há mais diversidade do que se imagina nas ruas por onde tantas personagens de nome Helena zanzaram a mando da imaginação do morador e novelista Manoel Carlos.  

“No Leblon tem de tudo”, diz o urbanista Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, um dos organizadores da obra, lançada na semana passada numa livraria do bairro. O preço é salgado como a fama leblonina: R$ 120 por 240 páginas, recheadas com um bom acervo fotográfico. 

O Leblon tem bares com pratos feitos para trabalhadores e bufês para a classe média que não é endinheirada o bastante para frequentar o Celeiro, onde o quilo sai por R$ 186,40 (um quinto do salário mínimo), um menu que vai de pappardelle ao molho de limão a salmão com mel, linguine e ervas.

Um aluguel no Jardim Pernambuco, perímetro de mansões, pode sair por R$ 30 mil. Caso do endereço que, na descrição de um site de imóveis, possui “degraus de travertino navona bruto que definem uma entrada social apoteótica” (a de serviços não é especificada). Isso não impede que uma classe média ali resista, em prédios velhos de três, quatro pavimentos, afirma Pinheiro.

Coexistem no Leblon vias vedadas com cancelas e duas comunidades nas pontas do bairro, a Chácara do Céu e a Cruzada São Sebastião. O urbanista lembra que já foram cinco as favelas na área, sendo a maior delas a Praia do Pinto, com 15 mil pessoas. Ela foi removida nos anos 1970, e parte de sua população vive hoje num conjunto habitacional da Cruzada.

Com dez autores, “Leblon” faz um apanhado histórico do bairro, e impossível passar batido pela superpopulação de artistas flagrados por paparazzi, “não poucas vezes em arranjo combinado”, escreve o arquireto Lauro Cavalcanti. “Não era raro, tampouco, ver Antônio Callado, Rubem Fonseca ou Lúcio Costa passeando nas calçadas da Ataulfo de Paiva, Caetano Veloso pegando um ônibus ou Tom Jobim fazendo suas compras matinais na Farmácia Piauí.”

Outro morador ilustre, Chico Buarque, tem um truque desbaratado no livro: “Ele chegou a inventar uma técnica para aparecer desinteressante aos paparazzi. Fazia suas caminhadas com o mesmo calção e camiseta –forçava a barra para que parecesse sempre a mesma foto, e o profissional não conseguisse vendê-la a nenhum editor de novidades”. 

São várias as curiosidades históricas no capítulo assinado por Augusto Ivan e a esposa e coorganizadora do livro, a também urbanista Eliane Canedo de Freitas Pinheiro. Exemplo: o canal do Jardim de Alah, que funciona como fronteira entre Leblon e Ipanema, foi assim chamado em homenagem ao filme estrelado por Gary Cooper e Marlene Dietrich. 

A primeira notícia do Leblon refere-se a uma aldeia indígena que, acredita-se, foi dizimada em 1575. Desses tempos ficaram nomes de ruas como a Sambaíba (planta tipo cipó), vizinhas a outras batizadas com nomes de militares estrangeiros, como os argentinos generais Urquiza e San Martín.

O resgate da memória leblonina coincide com os cem anos da data de fundação do bairro, completados no dia 26 de julho de 1919. Antes de virar o Leblon que conhecemos hoje, a região era pouco habitada, quadro que mudou com a chegada de linhas de bonde que faziam a conexão com o centro da cidade.

Era até então um território subdividido em áreas de grandes chácaras. A mais famosa se chamava Chácara das Camélias, de um rico comerciante que abrigava escravos perseguidos no Alto Leblon, a parte do bairro onde atualmente mora Chico Buarque.

Discutidas com visitantes como Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, ideias abolicionistas floresciam lado a lado ao cultivo de flores. O quilombo burguês nunca chegou a ser investigado, e a princesa Isabel não deixou de receber “seus ramalhetes de camélias subversivas”, rememora o livro.

O Leblon já era, então, flor que se cheire.

Jornal do Brasil

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