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Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Postado em 09-08-2018 00:11

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Bolsonaro e General Hamilton Mourão
Bolsonaro e General Hamilton Mourão Rafael Hupsel Folhapress

Jair Bolsonaro, o candidato à presidência do Brasil que há meses desconcerta seus muitos críticos por se destacar nas pesquisas de intenção de voto com ideias abertamente autoritárias, anunciou no domingo seu vice na campanha eleitoral. Hamilton Mourão é um general de 64 anos dado a criticar o Poder Executivo e a elogiar aspectos da ditadura militar brasileira (1964-1988), o que já havia lhe rendido uma punição branda na caserna antes de sua aposentadoria. Mas no mundo ao contrário de Jair Bolsonaro, a patente alta e a vocação para chocar se encaixam perfeitamente na chapa que tem 17% de intenção de voto, quase o dobro dos 10% do próximo da lista, se desconsiderado Luiz Inácio Lula da Silva, virtualmente impedido de concorrer. O general reforça tudo o que aconteceu até agora na campanha de extrema-direita – os elogios à ditadura, os insultos de microfone na mão, o racismo, o classicismo, o machismo. A dobradinha reitera que essa é a candidatura dos militares, da força bruta, do ultraconservadorismo e da ordem estabelecida. E que não há nada a relativizar na que é, no final das contas, a segunda proposta que mais atrai seguidores no maior país da América Latina.

Mourão, que entrou no Exército em 1972 e esteve na ativa até fevereiro de 2018, já havia negado antes a fazer campanha com Bolsonaro. Que o candidato tenha insistido se deve mais à falta de opções – Bolsonaro já havia sido recusado por outras duas pessoas – do que das qualidades para o cargo ou o possível ganho eleitoral da fórmula. Mourão é o homem que, ao entrar na reserva há alguns meses, chamou de “herói” o coronel que comandou um centro de repressão política durante a ditadura militar e que foi declarado “torturador” pelo Tribunal de Justiça. Em outubro de 2015 protagonizou um escândalo ao afirmar em uma conferência que o Brasil precisava “de um despertar da luta patriótica”: dias depois, ainda sob o Governo Dilma Rousseff, foi anunciada a sua “exoneração do posto”. Em setembro desejou publicamente que a Justiça “retirasse” da vida pública o presidente Michel Temer e em dezembro chamou o Governo, enfraquecido por várias acusações de corrupção, de “bazar de negócios”. Em poucos dias foi transferido à Secretaria de Economia do Exército, onde não ocupou nenhum cargo concreto. Em fevereiro, entrou na reserva, mas mereceu uma cerimônia de gala e elogios do atual comandante do Exército.

Mas o Brasil em que esse histórico derrubaria qualquer carreira política parece já não mais existir. Nos últimos meses é cada vez mais comum que os militares opinem publicamente sobre a turbulenta deriva do país e que lembrem, para deleite de muitos, que eles estão ali e, ao contrário dos entumecidos políticos tradicionais, poderiam fazer algo. Em abril, horas antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso por corrupção e quando ainda se temia a remota possibilidade de que fosse indultado, o mesmo comandante do Exército ameaçou no Twitter: “o Exército brasileiro compartilha o anseio de todos os cidadãos de bem de repudiar a impunidade (…) e se mantém atento a suas missões institucionais”.

Setores da sociedade brasileira, presa há anos em uma encruzilhada formada por uma recessão econômica, uma classe política paralisada por incontáveis julgamentos por corrupção e índices de violência que só aumentam, também se mostram cada vez mais favoráveis à presença dos militares na vida civil. Em janeiro o presidente, impotente diante da sangria diária do Rio de Janeiro, cedeu às Forças Armadas o controle da segurança de todo o Estado: foi a primeira vez que se tomou uma medida tão extrema desde a volta da democracia em 1988. Longe de condená-la, muitos a usaram como prova de que a política habitual não tem como agir em um local tão violento. Quando, no final de maio, os caminhoneiros entraram em greve e paralisaram o país que mais depende das estradas no mundo, as manifestações de protesto mostraram várias mensagens de “Intervenção Já” – um clamor para que os militares tomassem o poder político.

Não à toa existem mais de uma centena de ex-militares disputando algum cargo nessas eleições – querem ser deputado a governador e também chegar ao Planalto. Ninguém soube capitalizar esse sentimento como Bolsonaro, único candidato a presidente com passado militar (ainda que sua carreira tenha acabado em 1987, quando foi suspenso por tentar colocar bombas nos banheiros de sua academia). Quando se transformou no deputado mais votado das eleições de 2014 já utilizava a estética militar. Após seu sucesso, foi além e começou a flertar com a saudade da ditadura. Nos vídeos que publica diariamente nas redes sociais e que lhe deram seus primeiros seguidores via-se, discretamente pendurados nas paredes de seu gabinete, retratos dos generais que durante 22 anos perseguiram e torturaram seus dissidentes. Aumentou a aposta. Em 2016, com as pesquisas já a seu favor como possível presidente, disse que “o erro foi torturar e não matar”. No lugar de cair, se manteve. No final de julho já se atreveu a dizer abertamente que a ditadura foi “um período muito bom”.

Agora tem Mourão para dividir os holofotes na imprensa do escândalo provocado pelas declarações – é uma estratégia que escancara o extremismo, mas também garante uma exposição valiosa para uma dupla que terá pouquíssimo tempo no horário eleitoral gratuito. Nesta segunda, em seu primeiro compromisso oficial após se tornar o vice de Bolsonaro, o general da reserva repetiu, no Rio Grande do Sul, clichês preconceituosos e racistas sobre a história brasileira. “Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem, Edson Rosa [vereador negro presente na mesa], nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”, declarou Mourão, promovido a expoente do populismo conservador eleitoral à brasileira.

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Postado em 08-08-2018 00:49

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“Vamos furar o bloqueio de todos, não só do Bolsonaro”

Por Diego Amorim

Pedro Ivo, porta-voz da Rede, disse a O Antagonista que a equipe de Marina Silva está preparando uma campanha focada nas redes sociais.

“Vai ser uma grande surpresa.”

A candidata da Rede terá apenas 16 segundos de tempo de TV.

“Com muita criatividade, vamos furar o bloqueio de todos os adversários, não só do [Jair] Bolsonaro. Nossa atuação nas redes será de forma espontânea e criativa, sem robozinho ou gente paga.”

Sem entrar em detalhes, Ivo afirmou, claro, acreditar que a estratégia levará Marina ao segundo turno.

“As pessoas conscientes chegarão à conclusão de que não adianta se abster da eleição ou optar pela velha política.”

Sobre as análises de que Marina — hoje em segundo lugar nas pesquisas nos cenários sem o presidiário — logo perderá a vaga para Geraldo Alckmin ou para o candidato do PT, ele comentou:

“Esses analistas estão muito ruinzinhos, estão precisando se autoanalisar. Nenhum deles previu a expressiva votação da Marina em 2010 e em 2014. Marina está há seis meses na segunda posição e vamos levá-la ao segundo turno.”

“Paris au mois d`août”, música tema de um belo filme romântico dos anos 60/70, exibido, na época, no elegante Cine Capri, de Salvador. Marcante para este editor do Bahia, que gostaria de revê-lo , mas jamais encontrou uma cópia deste que é um dos primeiros sucessos de Aznavour no cinema. Fiquemos com a música, então.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

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Postado em 08-08-2018 00:46

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DO PORTAL TERRA BRASIL
Daniel Weterman e Ricardo Galhardo
 
 O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente nas eleições 2018 e possível substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – na eleição presidencial, pretende fazer uma transmissão paralela na internet durante o debate entre candidatos que será realizado pela TV Bandeirantes nesta quinta-feira, 8.

O PT vai insistir, no entanto, que Lula, preso em Curitiba, participe do debate. A legenda considera ainda pedir que a emissora coloque uma cadeira vazia com o nome do ex-presidente durante o programa.

Haddad afirmou que o partido deverá fazer um “debate programático” com a participação de blogueiros. “E nós vamos ganhar em audiência”, declarou, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 7, ao lado da deputada gaúcha Manuela D’Ávila (PCdoB), escolhido para ser candidata a vice-presidente após a decisão da Justiça Eleitoral sobre Lula.

Para defender a presença do ex-presidente no debate, o PT alega que ele foi oficializado como candidato durante convenção no último sábado, 4, e que a confirmação foi registrada em ata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para os demais debates, após o registro da candidatura no dia 15, o núcleo da campanha petista defende que a discussão sobre a presença de Lula ou de um representante nos programas seja feita na Justiça Eleitoral.

“Lula teria, até o deferimento ou não, espero que seja o deferimento do seu pedido, o direito de participar de tudo. A lei é clara, inclui rádio e TV”, disse Haddad.

O coordenador da campanha presidencial do PT, José Sérgio Gabrielli, reforçou que o partido tentará na Justiça, até a última instância, que Lula esteja no debate da Band. “O candidato é Lula. Vamos forçar para que Lula esteja lá”. A emissora já informou à campanha que apenas o candidato a presidente deve estar no programa e que não cabe ao canal de televisão buscar que Lula deixe a prisão, em Curitiba, para participar.

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Postado em 08-08-2018 00:44

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-08-2018 00:44


Soldados com um obuseiro, que lança granadas de artilharia.
Soldados com um obuseiro, que lança granadas de artilharia. Exército Brasileiro
Felipe Betim

“A corrupção nem sempre acontece com mala de dinheiro. Ela acontece também no Diário Oficial, disfarçada de atos oficiais”. As palavras são do coronel da reserva Rubens Pierrotti Junior, de 49 anos. Ele foi supervisor operacional durante o desenvolvimento do Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) do Exército Brasileiro, elaborado pela empresa espanhola Tecnobit para projetar cenários e missões virtuais para treinamentos de militares a custos mais enxutos. Inaugurado em 2016, seis anos depois da licitação, o Exército garante que o simulador gera hoje uma economia de 50 milhões de reais por ano, mas o projeto acabou se tornando o epicentro de uma batalha na corporação: gerou resistência entre oficiais, demorou mais do que deveria para ser entregue e se tornou a razão de uma briga entre Pierrotti e o então general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão, atual candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro.

A história do simulador ainda envolve relações estreitas demais entre oficiais da alta patente e executivos da empresa e até a suposta dívida por um favor prestado por um membro da maçonaria espanhola a um general brasileiro, segundo documentos reunidos em um dossiê de 1.300 páginas ao qual o EL PAÍS teve acesso através da BrasiLeaks, uma plataforma on-line de denúncias anônimas ao estilo da WikiLeaks. A partir da documentação, a reportagem conseguiu contactar Pierrotti, que era um dos mencionados nos documentos e aceitou relatar com detalhes o desenrolar do projeto.

Ao longo do desenvolvimento do simulador, a Tecnobit recebeu um total de oito reprovações do corpo técnico do Exército de etapas que eram dadas como concluídas. Mais de dez oficiais foram afastados ou pediram para deixar o projeto. Pierrotti foi um deles: ele pediu seu afastamento em março de 2014, após ele mesmo reprovar sete vezes o simulador. Depois de deixar o projeto, Pierrotti comandou um quartel paraquedista no Rio de Janeiro e passou para a reserva em setembro de 2016, após quase 32 anos de serviço. Hoje ele atua como advogado. Já o general Mourão, que a partir de 2012 passou a se envolver mais na coordenação do projeto, fazendo a interface entre o Exército e a Tecnobit, ficou conhecido por suas manifestações a favor de uma intervenção militar como forma de resolver a crise política brasileira. Desde que entrou na reserva, em fevereiro deste ano, vem se envolvendo mais ainda em assuntos políticos e promovendo candidatos militares nas eleições de outubro de 2018.

A origem da relação entre a Tecnobit e oficiais do Exército brasileiro é alvo de diversas especulações e teorias. Um delas, relatada por uma das fontes consultadas por este jornal e que pediu anonimato, diz respeito a uma suposta relação de proximidade entre o Departamento de Educação e Cultura do Exército, comandado pelo general Rui Monarca da Silveira, quando o contrato com a Tecnobit foi assinado, e membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que governava o país na época. Segundo essa teoria, havia um interesse do governo em estreitar os laços militares com a Espanha — algo que de fato se concretizou em acordos assinados entre ambos os países — ao mesmo tempo em que se garantia vantagens indevidas para os envolvidos, sejam eles militares ou membros do partido, a partir da assinatura do contrato.

A segunda teoria, relatada pelo próprio Pierrotti, diz respeito ao papel desempenhado por Tomas Sarobe Piñero, conhecido como Tom Sarobe, junto a oficiais do Exército. Ele é um engenheiro e conhecido membro da maçonaria espanhola que fazia as vezes de representante comercial da Tencnobit por meio de sua empresa, a Semit Continental. “Ele é um mercador da morte”, reconheceu Mourão a este jornal. “Atua no mercado internacional de produtos de defesa”, explicou, para na sequência dizer que Sarobe era um “lobista” e, em seguida, “relações públicas”, para então finalizar com “representante comercial” da Tecnobit. A empresa afirma que Sarobe “formava parte de uma agência comercial que deu efetivamente respaldo [ao projeto]”. Em fevereiro de 2008, dois anos antes da assinatura do contrato com a Tecnobit, um decreto do Ministério da Defesa concedia a medalha do mérito militar, no grau de cavaleiro, a Sarobe, sem nenhuma justificativa aparente.

Suspeitas de fraude na licitação

Pierrotti conta que as conversas e os problemas sobre o projeto SAFO começaram no primeiro semestre de 2010, meses antes da contratação da empresa que o desenvolveria. Um processo que, segundo garante, foi “moldado” para favorecer a Tecnobit. “A Diretoria de Educação Superior Militar, chefiada na época pelo general Marco Aurélio Costa Vieira e subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército, resolveu encampar essa ideia e comprar o simulador da Tecnobit a qualquer custo”. Pierrotti narra que antes mesmo de a licitação ser aberta, “todo mundo já sabia” que haveria “uma missão para a Espanha”. Outra fonte próxima ao projeto, que não quis se identificar, confirmou o conhecimento prévio da empresa que ganharia o contrato e contou que o então chefe do Departamento, o general Rui Monarca da Silveira, chefe de Marco Aurélio, “deu total apoio” à empreitada.

Parte do documento que trata da necessidade de um simulador de artilharia brasileiro, e a menção à visita ao simulador espanhol. ampliar foto
Parte do documento que trata da necessidade de um simulador de artilharia brasileiro, e a menção à visita ao simulador espanhol.
 

O caminho começou a ser traçado em março de 2010, quando o Exército encomendou um estudo para justificar a necessidade de um simulador de apoio de fogo. Nele, é mencionado como exemplo somente o simulador do Exército espanhol, projetado pela Tecnobit e inaugurado em 2002 com o nome de SIMACA (Simulador de Artilharia de Campanha). O documento ainda revela que foi feita uma visita de oficiais brasileiros à Academia de Artilharia do Exército da Espanha, o que “acrescentou algumas ideias-força relevantes que fazem parte da solução proposta” (veja na imagem ao lado). Não menciona nenhuma visita a outro simulador desenvolvido por outra empresa.

Com o estudo pronto, a portaria que oficializava a necessidade de um simulador para o Brasil fora publicada poucos meses depois, já em junho de 2010. O organismo responsável por promover uma licitação é a Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW), que fez então uma primeira tentativa em agosto, segundo conta Pierrotti. Três empresas, todas espanholas, incluindo a Tecnobit, teriam participado do processo, segundo o coronel, que garante que o edital dificultou a participação de outras companhias, o que teria gerado suspeitas de fraude e anulado todo o processo. Não há rastros documentais sobre a licitação em si, mas portarias publicadas pelo comando do Exército autorizavam a viagem de oficiais ao exterior para acompanhar o processo licitatório. Cerca de um mês e meio depois, uma nova licitação foi aberta e cinco empresas concorreram, incluindo, novamente, a Tecnobit. “Empresas com reconhecida capacidade tecnológica ficaram de fora”, conta Pierrotti. Ele menciona o ranking Simulation and Training Companies feito pela revista Military Simulation & Training Magazine, que lista anualmente as melhores empresas no ramo de tecnologia militar. A Tecnobit não estava no ranking em 2010, quando ganhou a licitação brasileira, nem no ano anterior, 2009, ou no ano seguinte, 2011.Parte da portaria que oficializa a necessidade de um simulador para o Brasil, de junho de 2010. ampliar foto Parte da portaria que oficializa a necessidade de um simulador para o Brasil, de junho de 2010.

 

Como um ranking não tem nenhuma interferência em uma licitação, a Tecnobit se saiu vencedora do processo. Em 22 de outubro de 2010, o contrato entre o Exército e a empresa espanhola era assinado, com a promessa de entregar um simulador em Resende (RJ) e outro em Santa Maria (RS), além de equipamentos como biblioteca, e o estabelecimento de uma filial brasileira da Tecnobit até outubro de 2013. Tudo isso a custo de 13,98 milhões de euros — pela cotação ao longo de outubro de 2010, esta cifra equivalia a cerca de 32 milhões de reais.

Por meio de nota, o Exército afirmou ao EL PAÍS que a decisão para a aquisição do simulador partiu da necessidade de adestramento das tropas por meios “auxiliares de instrução que minorem gastos e otimizem o emprego judicioso dos recurso públicos”. Também disse que foram feitos estudos sobre a necessidade do simulador e que hoje ele “vem cumprindo de forma satisfatória os objetivos para os quais foi desenvolvido”.

“Proposta indecente”

Não demorou para que os primeiros problemas entre a Tecnobit e o Exército aparecessem. Em abril de 2011, estava prevista a entrega da primeira das quatro fases do desenvolvimento do simulador, que consistia em detalhar e analisar os requisitos técnicos e operacionais da empresa. Foi quando o então major Renato Carvalho de Oliveira, do escritório de gerenciamento do projeto, enviou um e-mail a generais afirmando que existia uma “falta de capacidade técnica por parte da Tecnobit”, fazendo com que a empresa quisesse “tomar atalhos para se livrar de algumas responsabilidades previstas em contratos ou acertos”. O conteúdo do e-mail foi redigido após uma conversa com o então fiscal do contrato, o tenente coronel Eric Julius Wurts, e o supervisor técnico, na época major André Gustavo Monteiro Lima. ampliar foto E-mail do major Carvalho tratando da “falta de capacidade técnica por parte da Tecnobit” (grifos da fonte).

Na segunda fase, na qual um protótipo deveria ser apresentado, o constrangimento ficou maior. No dia de sua apresentação, o simulador ainda não conseguia realizar o cálculo da trajetória balística, como se esperava, lembra Pierrotti. “A proposta da Tecnobit foi indecente”, diz ele. “Eles pegaram um programa executável do simulador de artilharia de campanha da Espanha, o Simaca, e apresentaram como se fosse um protótipo do simulador brasileiro”. Fontes militares que participaram desta etapa contam que os executivos da Tecnobit entregaram um CD com uma cópia do simulador espanhol sem levar em conta as especificidades do armamento e da geografia brasileira e já defasado. “A apresentação do protótipo já foi fake”.

Mesmo com claros problemas na apresentação do protótipo, a empresa recebeu quase 5 milhões de euros pela conclusão da segunda fase do projeto. As demais fases foram todas parecidas em termos de atrasos e desentendimentos. Com o tempo, os próprios engenheiros militares brasileiros, que já trabalhavam lado a lado com os engenheiros espanhóis, passaram a solucionar os problemas da empresa. A transferência tecnológica acabou ocorrendo ao contrário, o que levantou a suspeita de que o projeto poderia ter sido desenvolvido dentro do Brasil com um custo menor, segundo Pierrotti.

Informe do Exército de julho de 2012 com a nomeação do coronel Wurts para o Curso de Política e Estratégia Aeroespaciais, afastando-o, portanto, do projeto SAFO. ampliar foto
Informe do Exército de julho de 2012 com a nomeação do coronel Wurts para o Curso de Política e Estratégia Aeroespaciais, afastando-o, portanto, do projeto SAFO.
 Por meio de nota, a Tecnobit diz que o projeto atrasou mais do que o previsto porque, de acordo com o contrato, ele era, inicialmente, uma “colaboração” entre a empresa espanhola e o Exército Brasileiro para o desenvolvimento do simulador “baseado em uma evolução e modernização do Simaca espanhol”. Mas que, ao longo do desenvolvimento do projeto, “o cliente brasileiro fez pedidos que superavam amplamente os requisitos estabelecidos no contrato”. O documento, ao qual o EL PAÍS também teve acesso, previa que o equipamento seria desenvolvido juntamente com engenheiros militares brasileiros para garantir a transferência tecnológica. Este era inclusive o item mais caro do acordo.

Mourão surge para “destravar” o projeto

General Mourão (no centro da foto) ao lado de Tom Sarobe (de gravata listrada), na Espanha.
General Mourão (no centro da foto) ao lado de Tom Sarobe (de gravata listrada), na Espanha.
 

Diante de sucessivos atrasos e constrangimentos, o Exército Brasileiro designou em julho de 2012 o general Antonio Hamilton Martins Mourão, que já participava do projeto de forma discreta como vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, para sua primeira missão na Espanha com o objetivo de acompanhar e, nas palavras de Pierrotti, “destravar o andamento do projeto”. “Existe uma grande maioria no Exército que trabalha bem e que é honesta. Mas existe uma parcela, que não é pequena, que sob uma falsa justificativa moral, é conhecida como a tropa que resolve problema, ainda que ilegalmente ou de qualquer maneira”, explica. “Ninguém vai sair com uma mala de dinheiro, mas o camarada pode sair promovido a general ou receber uma missão no exterior como prêmio”.

Nessa viagem, Mourão e outros militares levaram suas respectivas esposas. Uma programação especial fora elaborada pelo adido militar brasileiro na Espanha para elas durante a missão de uma semana. No primeiro dia, um jantar foi oferecido para todos da missão pelo representante comercial da Tecnobit, Tomas Sarobe Piñeiro. Traje: esporte fino, previa o convite. A prática de oferecer jantares pelos executivos da empresa aos oficiais seria recorrente durante todo o processo. “Eu mesmo presenciei atitudes estranhas envolvendo viagens, jantares e pagamentos nesse projeto”, diz Pierrotti. “Em dezembro de 2013, depois que eu reprovei pela sexta vez o simulador, escrevi um relatório para o comando do Exército e disse que um dos diretores da Tecnobit me chamou para um jantar para resolver todos os problemas. Eu suspeitava que ele ia me oferecer alguma coisa durante o encontro e não aceitei o convite”.

Em uma reunião posterior a esse relatório, em janeiro de 2014, Pierrotti conta ter dito a Mourão que estava preocupado e que poderia assessorá-lo tanto na parte técnica como na parte jurídica, já que é formado em direito. “Mas ele ameaçou me mandar para a prisão”. Dois meses depois, em março de 2014, o general assinou um certificado de que a empresa havia terminado seu trabalho, apesar de mais um parecer negativo de Pierrotti, do fiscal do contrato e de outros militares envolvidos no projeto. “Entramos em uma reunião na AMAN [Academia Militar das Agulhas Negras] com Mourão para prepará-lo para um encontro com representantes da Tecnobit. Ficamos ali conjecturando ideias e propostas para dar continuidade ao projeto. Uns vinte minutos depois, ele se encontrou com o Tom Sarobe no corredor e disse tudo o que a gente tinha falado pra ele”, relata Pierrotti. “Isso pode se enquadrar em quebra de sigilo profissional. Ele entregou de bandeja todos os nossos argumentos para o representante da empresa. De que lado ele estava nisso?”.Informe do Exército de maio de 2013 anunciando a mudança de posto de alguns oficiais.

À reportagem, o general Mourão, que hoje está na reserva, admite que os atrasos ocorreram porque a empresa não “conseguia atingir aquilo que havia sido acordado no contrato”, mas justifica dizendo que se tratava do desenvolvimento de um “software difícil”. Ele nega que a empresa não tivesse capacidade técnica para realizar o trabalho, mas afirma que o processo ocorreu com certa dificuldade. “Tivemos várias discussões com a empresa, muita briga em determinado momento, mas ela cumpriu com o que foi contratado”, disse. “Mas foi debaixo de muita pressão”.

Com o afastamento do tenente-coronel André Gustavo Monteiro Lima. ampliar foto
Com o afastamento do tenente-coronel André Gustavo Monteiro Lima.
 Em referência a Pierrotti, ao qual não chega a citar nominalmente, taxa o coronel da reserva de “psicopata” e “ressentido”. “Esse camarada depois vai ser pego. Eu sei quem ele é”, diz. “Ele vem divulgando coisas que não poderia divulgar. Por isso está cometendo um crime. Tomem cuidado onde vocês vão se meter. Há um crime em andamento”. O general menciona que Pierrotti poderia responder pela quebra de acordo de confidencialidade, mas não diz se as revelações de Pierrotti poderiam se tratar de injúrias ou difamações.

Sobre os jantares que frequentava com representantes da Tecnobit, afirma que eram “normais”. “Você está visitando um país, visitando uma empresa, o camarada convida para jantar na casa dele”, argumenta. “É uma coisa normal, ué. Quando ele [Tom Sarobe] veio ao Brasil, eu o convidei para jantar na minha casa”. A passagem aérea para a sua esposa foi paga pela Tecnobit, segundo documentos. Mourão confirma. “Eu tinha direito a uma passagem de primeira classe. Troquei por duas de classe econômica”, explica. Ele também garante que os gastos com a esposa dele nas viagens foram cobertos com a diária que recebia do Exército. “Eu recebia as diárias e pagava as minhas despesas. Quem pagava [pelos passeios] era a diária que eu recebi”. Mas Pierrotti contesta, ao dizer que a aditância militar brasileira na Espanha colocou à disposição da esposa de Mourão carro, motorista e secretária. O EL PAÍS teve acesso a documentos do Exército com uma programação montada especialmente para ela à cargo da aditância. Já a Tecnobit nega que tenha dado qualquer tipo de presente ou oferecido jantares a oficiais do Exército. A reportagem não conseguiu contato com Tom Sarobe.

Programação feita pela aditância do Exército na Espanha para as esposas de oficiais.
Programação feita pela aditância do Exército na Espanha para as esposas de oficiais.
 

Sobre o oferecimento de vantagens ou favorecimentos por parte da empresa a ele, o general é taxativo: “Jamais [recebi]. Até porque, se houvesse alguma coisa dessa natureza, o cara levava um murro na cara, né?”, diz. “É desse jeito que funciona. A não ser [com] político, né? Eu sou soldado. Se fosse político, aí eu teria uma boa conta no exterior”, afirmou ele à reportagem, em entrevista feita antes de ele ser escolhido como vice de Bolsonaro. Ele afirmou ainda “ter a consciência tranquila”.

De SAFO a SIMAF

O equipamento deveria ter sido entregue em outubro de 2013, mas acabou sendo inaugurado apenas em 2016. A Tecnobit afirma se considerar “altamente prejudicada”, e buscou uma corte internacional para resolver as questões e traçar um novo calendário de entrega. O novo acordo, diz a empresa, permitiu que o projeto fosse concluído “com êxito”. A companhia assegura ainda que, exceto pela biblioteca — que o Exército ainda não teria definido sua localização — todos os itens do contrato foram cumpridos. Incluindo a abertura de filial no Brasil — que hoje, diz, conta com apenas dois funcionários — e de um laboratório de simulação. A reportagem esteve no endereço da suposta filial brasileira, em um prédio comercial na Barra, no Rio de Janeiro, e a sala está vazia e trancada. Depois de confirmar que a sede estava no Rio, a companhia voltou atrás e informou que, na verdade, havia se mudado para São Paulo.

Para dissociar o simulador de apoio de fogo da má fama que o nome do projeto já estava evocando em alguns círculos, o SAFO (Simulador de Apoio de Fogo) mudou de nome. Passou a ser chamado de SIMAF (Sistema de Simulação de Apoio de Fogo). Com isso, em uma cerimônia realizada em 19 de fevereiro de 2016, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas inaugurava, finalmente, o primeiro simulador na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ). Quatro meses depois, em 11 de junho, era inaugurado o simulador em Santa Maria (RS).

Em 2017, foram realizados 20 exercícios pelos cursos de formação de militares com os simuladores nas duas unidades, segundo o Exército. A previsão para este ano é que sejam realizados 23 exercícios, ainda segundo o Exército, que ressalta ainda que o simulador economiza 50 milhões de reais em munição ao ano, “valor que ultrapassa a quantia paga pelo simulador, comprovando a viabilidade econômica do projeto”. Pierrotti contesta esta afirmação. “O Exército não deixou de gastar nenhum centavo de munição de artilharia por conta do simulador. A economia é virtual”.

Todos os demais questionamentos da reportagem feitos ao Exército sobre atrasos, o processo de licitação, custos com viagens, cláusulas do contrato que a Tecnobit não teria cumprido e a possível relação de executivos da empresa com oficiais do Exército antes mesmo de aberta a licitação não foram respondidos ou foram negados.

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08

Postado em 08-08-2018 00:43

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-08-2018 00:43

 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 3ª- feira 07/08/2018

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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Postado em 08-08-2018 00:39

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 08-08-2018 00:39

Filho de Bin Laden se casou com filha de piloto do 11/9

Hamza bin Laden, filho do antigo líder da rede terrorista Al Qaeda Osama bin Laden, casou-se com a filha de Mohammed Atta, suicida que pilotava um dos aviões que se chocaram contra as Torres Gêmeas, em de Nova York, em 11 de setembro de 2001, matando cerca de 3 mil pessoas. As informações são do “The Guardian”.

A união foi revelada por dois meio-irmãos de Bin Laden, em entrevista ao jornal britânico, na qual também afirmaram que Hamza teve um papel relevante na Al Qaeda e expressou desejos de vingar a morte de seu pai, assassinado em maio de 2011 por soldados americanos no Paquistão.

Outro filho de bin Laden, Khalid, morreu pelos disparos das forças americanas na operação que culminou com a morte de seu pai, enquanto um terceiro, Saad, morreu em um ataque com drones no Afeganistão em 2009.

Segundo o jornal “The Guardian”, Hamza bin Laden é filho de uma das três viúvas de Osama bin Laden, Khairiah Sabar.

Essas três mulheres e vários filhos se refugiaram na Arábia Saudita após a morte do antigo líder da Al Qaeda e mantêm o contato com a mãe de Osama, Alia Ghanem, que em entrevista ao mesmo jornal britânico publicada na semana passada admitiu que teve um “vida muito difícil”.

Ghanem descreveu o ex-líder da rede terrorista como um menino “tímido, mas bondoso”, que na adolescência conheceu gente que “fez uma lavagem cerebral”.

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Postado em 07-08-2018 00:47

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-08-2018 00:47

Eleições 2018Fernando Haddad discursa durante a convenção do PT no último sábado, 4 NELSON ALMEIDA AFP

Quando Fernando Haddad era ministro da Educação me disseram numa visita a Brasília que era um bom ministro, mas não um “petista-raiz”, já que era mais um intelectual que um ativista. Agora que Lula parece tê-lo escolhido como seu sucessor, o PT poderia passar da política do grito à da reflexão. De uma esquerda tropical a uma esquerda europeia. Poderia tornar-se aquela que já foi a formação mais importante da velha esquerda no continente, um partido capaz de conviver com a verdade líquida da modernidade.

Haddad não poderia ser mais diferente de Lula, seja em seu caráter e peculiaridades quanto na sua biografia. Enquanto Lula se forjou no sindicalismo, que condicionaria fortemente o partido dele nascido, virando um líder carismático e popular sem outra formação senão a da vida, Haddad é um acadêmico, com vários diplomas, doutor em Filosofia, especialista em marxismo e com uma visão mais europeia que tropical da política.

Haddad não é um novo Lula mais jovem, como alguns do PT preferiam que fosse, para seguir a trajetória particular de seu líder que nunca foi posto em discussão desde sua fundação. Lula talvez tenha preferido, entretanto, que o selo que ele infundiu ao PT se acabe, e que agora se abra um novo ciclo em um partido em crise, porém ainda o mais estruturado de todos.

Haddad daria outra cara a um partido refundado, para escutar o que uma parte da sociedade exige da esquerda. Uma esquerda que seja capaz de dar expressão às exigências e necessidades de um mundo mais urbano que rural, e que impõe novos desafios trabalhistas criados para enfrentar as modernas tecnologias que estão revolucionando a organização do trabalho.

Para um mundo em ebulição, no qual entraram em crise todas as ideologias de esquerda e de direita, e no qual surge com força uma sociedade nova que rechaça as velhas tutelas, são necessários também novos líderes capazes de absorver e analisar essas novas pulsões. Capazes de apostar mais no hoje e no manhã do que num passado que só existe agora como nostalgia.

Não sabemos como acabará a crise do PT e de seu carismático líder Lula, um filme de incerteza que ainda pode oferecer todas as surpresas. O que é certo é que este primeiro passo de aceitar a possibilidade de um novo governo sem Lula, presidido por um político mais intelectual que eleitoreiro, significa uma revolução numa agremiação que, se voltar ao poder, não poderá mais usar os velhos modelos fisiológicos de governar.

Um partido que deverá abraçar o desafio de tentar ser de novo, embora desta vez de uma forma diferente, uma referência moderna e progressista de analisar e governar uma sociedade cada vez mais plural e mais alheia aos velhos dogmas, sejam religiosos ou políticos.

Conforme escreveu na Folha de S.Paulo Celso Rocha de Barros, doutor em Sociologia pela Universidade de Oxford, já se notou a mão do intelectual Haddad na preparação do atual programa de governo do PT: “Justiça seja feita, pela primeira vez desde 2015 o PT está se movendo intelectualmente. Ainda se move lentamente… Entretanto é admirável o esforço de Haddad para tirar o partido da ressaca”. Barros compara os novos documentos do PT de hoje, sob a responsabilidade de Haddad, com os anteriores, e comenta: “Quem viveu a miséria profunda de ler os documentos oficiais desde 2015 sabe como estavam cheios de populismo fiscal e revanchismo contra o Judiciário e a imprensa”.

É nos momentos mais obscuros de um país, nos que todos os horizontes parecem se fechar, que podem se abrir espaços de luz para que novos líderes tentem o que até ontem parecia impossível. Que o PT acerte com Haddad só pode beneficiar um país que exige, e com urgência, transformar uma política e uns partidos que ficaram rançosos e envelhecidos. Todos, sem exceção.

Leio no espaço da jornalista Olívia Soares, no Facebook: “Um samba genial (Diplomacia, postado domingo, 5) de seu Oscar da Penha, nosso eterno Batatinha, que nesta data celebraria 94 primaveras. Tive a honra de ser sua vizinha no bairro da Saúde (Salvador) por muitos anos. Saravá! #Batatinha.”

Saravá! Esta também é uma das boas recordações que guardo  da minha juventude, no bairro da Saúde, Rua do Jenipapeiro,  42. Batatinha , sempre elegante e cordial, passando na frente de minha casa, para chegar à Baixa dos Sapateiros, a caminho do Terreiro de Jesus, no centro histórico, geralmente a Cantina da Lua, de Clarindo Silva, parada quase obrigatória de sambistas e de boêmios.

Recordo também  das noites de boêmia e música que atravessamos, na Cidade da Bahia, principalmente ao lado do cineasta, amigo irmão também saudoso,  Tuna Espinheira ( e sua Yarinha, de voz incrível nos saraus), quando fazia o documentário sobre Oscar da Penha.

Mas o samba genial que escolho para começar esta terça-feira de saudades no Bahia em Pauta, é “Arrogância”, da notável parceria de Batata com o poeta e letrista Jairo Simões , de tantos sambas e marchas de grandes carnavais em Salvador. Jairo Simões, intelectual e acadêmico da maior grandeza e ser humano excepcional. Meu professor de Economia Política, na Faculdade de Direito da UFBA, depois querido e admirado amigo do peito e companheiro de grandes lutas democráticas contra a ditadura  – e os arrogantes de então – e pela qualificação e valorização profissional, quando ele, ao lado de Joacy Góes, dirigia a Tribuna da Bahia. E eu, sob o comando de Florisvaldo Mattos, atuava na redação da sucursal do Jornal do Brasil. 

O resto é com a música.”Som na caixa, maestro”, como diz Olívia. Viva Batatinha! Viva Jairo Simões!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

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