jan
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Postado em 14-01-2020 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-01-2020 00:08

Decano do STF, o ministro Celso de Mello tem um grave problema de desgaste ósseo no quadril e os médicos avaliam que só uma cirurgia poderá resolver o problema.

O afastamento do ministro para se submeter ao procedimento cirúrgico, porém, ainda não tem confirmação pelo tribunal.

Na semana passada, o Jornal Integração, de Tatuí (SP), sua cidade natal, publicou que Celso faria a cirurgia e ficaria afastado do Supremo para a recuperação. Celso tem uma boa relação com o jornal. Na sexta, o ministro telefonou para a publicação e disse que a cirurgia foi adiada.

A ausência pode afetar julgamentos importantes, como o do HC em que Lula pede a suspeição de Sergio Moro, casos tributários, e ainda desdobramentos das ações que questionam artigos da Lei de Abuso de Autoridade.

jan
14

Postado em 14-01-2020 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-01-2020 00:06

JORNAL DO BRASIL

Coisas da Política

  GILBERTO MENEZES CÔRTES

Após uma escalada de 32,40% no último trimestre do ano passado, o preço da carne bovina se tornou o vilão da inflação que fechou o mês de dezembro com surpreendente alta de 1,15%. Só nos meses de novembro e dezembro, a alta da carne chegou aos 27,61%. Com isso, o item Alimentação e Bebidas, no qual a carne tem o maior peso nas despesas familiares, acumulou alta de 6,37% no ano passado e fez o IPCA, o indicador oficial da inflação, atingir 4,31% acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 4,25%.

Numa prova de que o movimento pode ter sido uma combinação de especulação em cima da oportunidade aberta pela pressão compradora da China, cujo rebanho suíno, que era responsável por 47% do abastecimento de carne do país, foi dizimado em quase 40% pelo surto da gripe suína africana, os departamentos econômicos do Itaú e do Bradesco apostam que o movimento altista não vai se sustentar e que as taxas de inflação voltam a ficar abaixo de 0,30% nos primeiros três meses de 2020.

O Itaú situou a projeção preliminar para o IPCA de janeiro em 0,26%. Como a taxa subiu 0,32% em janeiro de 2019, se a previsão for confirmada a taxa do IPCA em 12 meses desce de 4,31% para 4,24%. O Banco espera igualmente 0,26% para fevereiro e 0,28% para o IPCA de março. Como as taxas foram de 0,43% e 0,75%, respectivamente, nos mesmos meses de 2019, isso significa que se as previsões estiverem certas, a taxa anualizada do IPCA ficará novamente abaixo de 3,60% em março: em 3,58%, para ser mais preciso.

Se os departamentos econômicos dos dois maiores bancos privados estiverem certos, a alta da carne no último trimestre do ano foi um surto que está passando. De fato, com o regime de chuvas devolvendo vigor às pastagens, o gado está engordando rapidamente e o mercado voltou a reequilibrar-se entre a oferta (que aumentou) e a procura (que arrefeceu). No mercado doméstico, a alta de preços comprimiu o consumo. De outra parte, com o fim da temporada, acabaram os churrascos semanais dos rubro-negros, que ajudavam, junto com a pressão compradora da China, a sustentar as manobras altistas.

Brincadeira à parte, as importações chinesas de carne bovina aumentaram 80% no ano passado, atingindo UD$ 2,677 bilhões, correspondendo a 41,24% das vendas totais (27% em 2018). Somando aos 11% absorvidos por Hong Kong, os chineses levaram metade da carne bovina brasileira em 2019. Na falta da carne de porco, os chineses compraram mais 53,7% de carne de frango, liderando a fila dos compradores com 19,41% das exportações. 

Nunca o famoso ditado chinês de que a crise é sinônimo de oportunidade caiu tão bem. No caso brasileiro, o impacto da peste suína africana reduziu as importações de soja em grão e triturada pela China de US$ 27,2 bilhões para US$ 20,5 bilhões. Uma perda de US$ 6,7 bilhões não compensada pelo incremento das vendas de carnes (bovina, de frango e suína).

Mas pode estar surgindo a oportunidade de o Brasil mudar um pouco o foco na venda de produtos agrícolas primários. O ciclo de criação de suínos, do nascimento até o abate dura 18 meses. No caso do gado bovino, o ciclo da gravidez até o abate dura pelo menos 30 meses. A carne mais fácil de ser produzida é a de frango. Em 40/45 dias um pinto alimentado com farelo de soja e de milho, está pronto para ser abatido. Com um ganho enorme em termos de valor agregado, incorporando mão de obra e riqueza no processo de abate e embalagem para exportação.

Deixar de ser mero exportador de milho e soja para se tornar ainda mais competitivo no mercado de proteína animal, onde o Brasil lidera a venda de carne de boi e de frango, à frente dos Estados Unidos, é uma oportunidade que o país deve agarrar com unhas e dentes. Para isso temos de manter seriedade e profissionalismo na cadeia da produção ao abate. Episódios como os identificados pela operação “Carne Fraca” quase arranharam a reputação brasileira.

A carência de proteína nos mercados globais, a começar pela China, mantém o apetite em relação ao mercado brasileiro. Mas é preciso não perder espaço após o anúncio do acordo comercial entre Estados Unidos e China. Se as vendas americanas forem reabertas para a China, será um desafio para o Brasil enfrentar a disposição de Trump & cia em ganhar terreno nessa área.

O risco do mercado doméstico de carne é um encarecimento geral dos cortes. No ano que passou, o tipo de carne que mais subiu foi a capa de filé (mais de 50%). Todo cuidado é pouco com os especuladores. Um boicote não seria mal para esfriar a ganância.

Os departamentos econômicos acreditam que o surto de alta da carne vai passar, mas o que dizer para o trabalhador que teve o salário mínimo (reajustado pela variação do Índice Nacional dos Preços ao Consumidor – INPC, que mede a cesta básica de consumo das famílias até cinco salários mínimos de renda) subavaliado? O reajuste de R$ 998 para R$ 1.039 levou em conta a projeção de que o INPC subiria 4,1% em 2019. O INPC subiu 4,38%. Ou seja, o correto seria o mínimo subir para R$ 1.042,71. O Congresso e o próprio presidente Jair Bolsonaro podem resolver isso.

Pode parecer pouco, mas R$ 3,71 ajudam a comprar alguma coisa a mais no fim do mês. A escalada da carne lembra a crítica da música Saco de Feijão, com letra de Francisco Santana e imortalizada na voz de Beth Carvalho, em 1977. O país vivia o segundo ano de uma crise de abastecimento de produtos básicos, como feijão, farinha de mandioca e milho, em consequência da erradicação de cafezais no Paraná e em São Paulo, após as geadas de 1975. E a letra falava, ainda na nostalgia do tempo do milréis, quando com um tostão a pessoa saía da venda com um saco de feijão; “depois que inventaram o tal cruzeiro eu saio com um embrulhinho na mão e deixo um saco de dinheiro”.

Hoje, deixa-se um saco de reais para comprar meio quilo de carne moída de 2ª.

 

jan
14

Postado em 14-01-2020 00:03

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-01-2020 00:03


 

Tacho, NO

 

jan
14

Postado em 14-01-2020 00:02

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-01-2020 00:02

DO EL PAÍS

Prazos e regras serão estabelecidos pelo Palácio de Buckingham e incluem redução gradual dos rendimentos públicos que casal recebia até agora

Porta de Norwich da residência de Sandringham, na Inglaterra, nesta segunda-feira.
Porta de Norwich da residência de Sandringham, na Inglaterra, nesta segunda-feira.Leon Neal (Getty )

Elizabeth II tentou nesta segunda-feira combinar a compreensão de uma avó com a firmeza de uma chefa de Estado para conter a crise desencadeada na Casa de Windsor por um de seus netos, o príncipe Harry, e sua mulher, Meghan Markle. A rainha endossou a decisão dos duques de Sussex de renunciar a suas obrigações como membros da família real, mas também impôs um “período de transição” ao casal e anunciou uma redução gradual de seus rendimentos públicos. “Teríamos preferido que continuassem em tempo integral”, lamentou a monarca.

A rainha (93 anos) se mostrou convencida, em seu discurso de Natal na televisão, de que 2020 poderia ser um ano de tranquilidade. As fotos do herdeiro do trono, Charles, da Inglaterra, e o próximo na linha de sucessão, o príncipe William, eram um sinal de continuidade e estabilidade asseguradas. A tempestade desencadeada por seu neto Harry, e por sua mulher, Meghan Markle, alterou a calma aparente. A reação da mídia britânica, que tratou o assunto com a dimensão de uma crise constitucional superior até ao Brexit, forçou Elizabeth II a agir rapidamente. Em 72 horas convocou o núcleo duro da monarquia britânica à sua residência particular do Palácio de Sandringham e tomou medidas concretas para a solução da crise. “Minha família e eu apoiamos totalmente o desejo de Harry e Meghan de ter uma nova vida como jovem família.” Foi a primeira mensagem do breve comunicado divulgado pela Casa Real depois de duas horas de reunião realizada nesta segunda-feira e batizada de “Cúpula de Sandringham”. A rainha respaldou a decisão do neto. “Teríamos preferido que eles permanecessem como membros ativos da Família Real em período integral”, continuou. A rainha demonstrou descontentamento com a decisão dos duques de Sussex, anunciada por conta própria e sem um acordo com ela, de iniciar voo livre. “Harry e Meghan deixaram claro que não querem depender de recursos públicos em suas novas vidas. Foi acordado, por conseguinte, que haverá um período de transição em que os Sussex passarão algum tempo no Canadá e no Reino Unido ”, impôs. A rainha deixou claro que os prazos e regras serão estabelecidos pelo Palácio de Buckingham e que, “nos próximos dias”, será definida como será a inevitável redução gradual dos rendimentos públicos que Harry e Meghan recebiam até agora.

Elizabeth II tenta assim transformar uma crise em uma negociação, embora dificilmente vá conseguir esvaziar o interesse e a fome de informações despertadas na mídia britânica e no restante do mundo. O Palácio de Buckingham, o príncipe Charles e o príncipe William, bem como o Governo britânico e o Governo do Canadá (onde o casal pretende residir), discutirão agora as obrigações de representação da família real por parte do casal, a renda que eles deverão receber, o que poderão ter disponível dos serviços diplomáticos do Reino Unido durante suas viagens e o custo e a dimensão do necessário serviço de escolta e segurança que continuarão a demandar.

No entanto, o dano já ocorreu. A imprensa conservadora britânica se lançou sem piedade contra o casal de “pirralhos mimados” que alterou a estabilidade buscada por Elizabeth II, e se voltou especialmente contra Meghan, a quem passou a atribuir o distanciamento dos dois irmãos, William e Harry, inseparáveis até sua chegada.

Até um jornal de tradição institucional como The Times cutucou nesta segunda-feira os infortúnios fraternos e, citando fontes anônimas, atribuiu a atitude do casal ao “bullying” de William em relação ao irmão e Meghan, os quais desde o início “quis colocar em seu lugar”. O jornal conseguiu o que parecia impossível até agora. Os dois irmãos responderam com uma dura declaração conjunta: “Embora tenha sido claramente negado, um jornal do Reino Unido publicou hoje uma história falsa na qual especulou sobre a relação entre o duque de Sussex e o duque de Cambridge. Para irmãos que demonstram tanta preocupação por tudo que tem a ver com a saúde mental, o uso de uma linguagem tão inflamatória é ofensivo e potencialmente prejudicial”, afirmava o texto.

William e Harry deixaram Sandringham separadamente, cada um em um carro. O que em dois irmãos adultos não teria a menor importância foi convenientemente destacado pela imprensa britânica.

jan
13

Postado em 13-01-2020 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-01-2020 00:22

DO EL PAÍS

O ano que acaba de começar será definitivo para se poder intuir o que poderá acontecer com essa relação entre misteriosa, interesseira e intrigante dos dois personagens

Bolsonaro e Moro em cerimônia no Palácio do Planalto em 17 de junho de 2019.
Bolsonaro e Moro em cerimônia no Palácio do Planalto em 17 de junho de 2019.ADRIANO MACHADO / REUTERS

 Juan Arias

A força popular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, surpreende cada vez mais. Se não fosse a confiabilidade do Datafolha, seria difícil aceitar sua última pesquisa. Nela, Moro aparece com maior credibilidade popular nada menos do que Bolsonaro, Lula, Huck, Doria, Ciro Gomes, Rodrigo Maia, Marina Silva e assim por diante, até os 12 possíveis candidatos às eleições presidenciais de 2022.

E o curioso é que Moro continua insistindo que é um técnico e não pensa em entrar diretamente na política, testando sua força nas urnas. E, se Bolsonaro se apresentar à reeleição, votará nele. E, no entanto, a possibilidade de Moro entrar de sola na disputa eleitoral depende neste momento do difícil equilíbrio em suas relações com o presidente Bolsonaro.

Costuma-se dizer no jornalismo que uma foto pode significar mais que mil palavras. De algumas é verdade. Por exemplo, das duas imagens captadas no ano passado do presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, que evidenciam um jogo de intrigas.

Este 2020 será decisivo para decifrar a esfinge de Moro em seu jogo com Bolsonaro, e vice-versa. Ambos os personagens são como Jano, o deus de duas caras da mitologia romana, e ao mesmo tempo duas assíntotas da hipérbole, as linhas que se aproximam cada vez mais à hipérbole, mas sem jamais chegarem a se tocar.

Ninguém ainda é capaz de apostar seriamente em como acabarão as relações entre os dois personagens mais populares e mais discutidos hoje na política brasileira. Duas personalidades que deveriam caminhar juntas em um mesmo projeto, mas que fazem isso como se tivessem medo de quebrar ovos, dizendo sem dizer, elogiando-se quando estão frente a frente ao mesmo tempo em que atiram um no outro pelas costas.

Estas duas imagens de ambos, que nos legou o ano encerrado, são emblemáticas e poderiam ter muitas leituras. Poderiam servir para uma radiografia do que se move no interior desses dois personagens, o presidente esquentado e sem quem o contenha, o Moro hermético, frio e enigmático.

A primeira imagem dos dois, que se tornou viral nas redes sociais, é tragicômica e, embora pareça um jogo de humor, evoca as sombras de uma tragédia. Foi feita durante a cerimônia de hasteamento da bandeira e, portanto, se reveste de uma certa solenidade e seriedade. Bolsonaro aparece ao lado de outros personagens do Governo, entre eles o importante ministro da Economia, Paulo Guedes, que surge com uma expressão que vai do riso à surpresa. Nessa imagem, Bolsonaro aparece fazendo seu gesto já emblemático de disparar um revólver, desta vez contra Moro que, em pé, reclina a cabeça como esperando impávido o tiro fatal. A foto é de Gabriela Biló e foi capa do jornal O Estado de S. Paulo em 16 de outubro do ano passado.

A outra foto é ainda mais intrigante, embora possa parecer mais simples. Apareceu ilustrando um artigo de Mariana Carneiro sobre Moro em 3 de janeiro deste ano na Folha de S.Paulo. Foi tirada no Planalto. Nela, Moro aparece caminhando como um gigante à frente de Bolsonaro, que o segue. O presidente está aqui com metade da estatura de Moro e o olha por trás com uma expressão séria e preocupada. Moro, ao contrário, sai como um gigante em pé, rindo. É do fotógrafo Adriano Machado. Do que o ministro ri?

Meu Amor sem Aranjuez”, Dulce Pontes:Registro destacado do álbum “Peregrinação”, lançado por Dulce em  2017.. Música: Joaquín Rodrigo Letra: Dulce Pontes Orquestra Roma Sinfonietta Arranjo e Direcção: Paolo Silvestri. Um bride musical do BP para começar a semana.viva,

VIVA!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jan
13

Postado em 13-01-2020 00:20

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-01-2020 00:20

Polícia não descarta sabotagem de ex-funcionário de cervejaria

 

A Polícia Civil de Minas informou que não descarta a possibilidade de que um ex-funcionário da Backer tenha  sabotado os lotes da cerveja Belorizontina.

Segundo o jornal Estado de Minas, há um boletim de ocorrência registrado pela companhia contra essa pessoa.

A polícia investiga se a presença de dietilenoglicol encontrada nas amostras pode ser a causa da internação de nove pessoas e da morte de um homem.

jan
13

Postado em 13-01-2020 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-01-2020 00:18

Do Jornal do Brasil

As exportações do setor do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado. Esse valor representa 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dados mostram leve crescimento do setor nas exportações totais do país. Em 2018, essa participação havia sido de 42,3%.

O destaque foi o comércio de milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

Ainda de acordo com o ministério, a China se tornou o principal cliente da carne bovina brasileira. O país asiático é responsável por 26,8% do volume total exportado. Com isso, ultrapassou Hong Kong, que ficou na segundo posição, com 18,6%.

Milho

A produção de milho na safra 2018/2019 também foi recorde, somando 100 milhões de toneladas, gerando um excedente exportável de milho de praticamente 20 milhões de toneladas em relação à quantidade exportada em 2018.

Já a soja teve redução de quase 10 milhões de toneladas nos embarques, queda que foi compensada em parte pelas vendas de carnes (bovina, suína e de frango), milho e algodão.

Carnes

As vendas externas das carnes passaram de US$ 14,68 bilhões em 2018 para US$ 16,52 bilhões em 2019, alta de 12,5%. O impacto da peste suína africana em diversos países, principalmente no rebanho chinês, ajudou no incremento das exportações brasileiras de carnes.

A carne bovina foi a principal carne exportada pelo Brasil, com US$ 7,57 bilhões em vendas externas no ano de 2019 (+15,6%). Este valor é recorde para toda a série histórica. O volume exportado de carne bovina também foi recorde, atingindo 1,85 milhão de toneladas.

Algodão

O destaque do setor de fibras e produtos têxteis foi para o aumento das vendas de algodão não cardado nem penteado, que subiram de US$ 1,69 bilhão em 2018 para US$ 2,64 bilhões em 2019 (+56,5%).

jan
13

Postado em 13-01-2020 00:16

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-01-2020 00:16

Do Jornal do Brasil

Gilberto Menezes Côrtes

DO OUTRO LADO DA MOEDA
 

A economia ao ritmo dos tambores de guerra

 

GILBERTO MENEZES CÔRTES

O ataque mortal dos drones americanos contra o comboio que levava o general iraniano Qassem Soleimani e o líder iraquiano de uma milícia Abu Mahdi al-Muhandis ainda não foi devidamente avaliado pelo mercado brasileiro. Pelo menos é o que mostra a Pesquisa Focus, do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, 6 de janeiro, e colhida na sexta-feira, 3, mesmo dia dos ataques. Sem ainda avaliar a tensão bélica que se formou desde então (os preços do barril de petróleo tiveram leve recuo hoje, após forte alta sexta-feira), o mercado manteve suas projeções para 2020 praticamente inalteradas e fez uma ligeira revisão para a Selic de 2021.

A mediana das expectativas para o IPCA de 2019 passou de 4,04% para 4,13%. Para 2020, a mediana foi ajustada de 3,61% para 3,60%, permanecendo em 3,75% para 2021. Em relação ao crescimento do PIB, as expectativas permaneceram inalteradas em 1,17%, 2,30% e 2,50% para 2019, 2020 e 2021, nessa ordem. A mediana das projeções para a taxa de câmbio passou de R$/US$ 4,08 para R$/US$ 4,09 para 2020 e permaneceu em R$/US$ 4,00 para 2021. Por fim, o mercado continua esperando que a Selic encerre 2020 em 4,50% e alterou sua projeção para 2021, de 6,38% para 6,50%. O Bradesco apostava em 4,25% para este ano e o Itaú, antes dos ataques, cravava 4%. Agora, tudo pode mudar.

O pior tinha passado

Em seu Boletim Diário, o Departamento Econômico do Bradesco considerava que os indicadores de atividade global sugeriam “que o pior momento para a atividade mundial pode ter ficado para trás. O índice PMI global da indústria ficou estável em dezembro, em 49,3 pontos, patamar que ainda sugere uma retração da atividade industrial, mas menos intensa do que a reportada pelos resultados anteriores. Esse é um indicador calculado pelo Depec-Bradesco e considera uma amostra de 35 países mais a Área do Euro.

Essa estabilidade na margem foi resultado do crescimento de 0,4 ponto do indicador dos países emergentes e da queda de 0,5 ponto do indicador dos desenvolvidos, influenciado, principalmente, pelo recuo de 0,9 ponto do ISM da indústria norte-americana.

Em relação aos serviços, o índice PMI europeu avançou 0,9 ponto em dezembro, levando o índice composto a 50,9 pontos, 0,3 ponto acima do registrado em novembro.

Na abertura por país, destaque para a melhora do indicador da Alemanha. Dessa forma, o descompasso entre a indústria, mais fraca, e o setor de serviços, mais resiliente, segue presente na grande maioria dos países.

Mas tudo isso foi antes de o Irã ser cutucado com vara curta, ou melhor, com drones eficientes.

A visão do Fed antes do ataque

Análises econômicas estão sempre sujeitas a chuvas ou trovoadas (no caso de bombas). Vejam a análise da Ata que o Fed, o banco central dos EUA, tinha divulgado sexta-feira, antes dos ataques, considerando que “o nível atual de juros” estava “apropriado”.

A ata trouxe mais detalhes sobre a decisão de manutenção dos juros da última reunião (dia 11 de dezembro). Na ata, a autoridade monetária reforçou que é preciso uma mudança importante para que haja algum movimento de juros, em ambas as direções. O bom desempenho do mercado de trabalho e o crescimento do PIB ao longo do segundo semestre de 2019 mostram que a atividade econômica norte-americana segue aquecida.

Ao mesmo tempo, o Fed reconhece (antes dos ataques) que os riscos para o cenário se abrandaram e que a inflação permanece abaixo da meta de 2,0%.

Com base na análise do Depec Bradesco esperava que “o Fed mantenha a taxa de juros estável ao longo deste ano”. Mas o banco já faz a ressalva de que “as recentes tensões no Oriente Médio podem alterar as perspectivas para o ambiente global e para os preços do petróleo, com impactos para a inflação”.

Alta de mais de 1% em dezembro leva IPCA a 4,23%

O Departamento Econômico do Itaú está pessimista com relação ao resultado do IPCA de dezembro, que o IBGE vai divulgar nesta sexta-feira, 10 de janeiro. Enquanto o mercado financeiro projeta uma alta média de 0,98%, que elevaria a inflação do ano passado a 4,13%, as Top 5 (as cinco instituições que mais acertam as previsões, espera alta de 1,05% em dezembro, elevando a taxa anual para 4,20%.

Mas o Depec Itaú pensa pior. Prevê “um aumento mensal de 1,07%, levando a leitura de 12 meses para 4,23% (acima dos 3,75% registrados no final de 2018). O componente de alimentos em casa provavelmente irá postar a maior pressão ascendente, mais uma vez, principalmente devido ao aumento dos preços da carne.

Mas a visão do maior banco privado brasileiro é de que os preços da carne podem até apresentar deflação este ano.

Não é porque deverão diminuir os churrascos de fim de semana da torcida do Flamengo (invicto no Brasileirão desde agosto, até sofrer 4 x 0 do Santos na última rodada, quando já estava se poupando para o embate com o Liverpool, que venceu por 1 x 0). É porque a pressão altista da China tende a arrefecer em 2020.

A questão é que o mercado sempre traz surpresas.

A última má notícia no caso é que a grupe suína africana, que dizimou boa parte do rebanho suíno chinês, se alastrou para o Vietnam, mercado próximo que podia suprir a demanda chinesa por proteína animal.

De olho no PIB

Na quinta-feira, o IBGE deve divulgar o resultado da produção industrial de novembro. O Itaú prevê queda de 0,7% na comparação com novembro de 2018.

Amanhã, a Anfavea divulga a produção automobilística de dezembro. Junto com as estatísticas de tráfego de veículos pesados nas rodovias e dados sobre (ABCR) e despachos de papelão (ABPO) referentes a dezembro também e sair durante a semana, será possível fazer uma avaliação da produção industrial de dezembro. Uma boa base para estimar o PIB de 2019 (estimado entre 1,17% e 1,2%) e reforçar as apostas para 2020 (entre 2,2% e 2,5%).

BNDES apressa venda de ações da Petrobras

Em comunicado enviado hoje à Petrobras, que o repassou aos investidores em Fato Relevante, o BNDES informa que já selecionou o grupo de oito instituições financeiras que vai cuidar da oferta global de pouco mais de 10% das ações ordinárias que possui da estatal, em conjunto com a BNDES Participações.

São eles Credit Suisse (Brasil), o Bank of America Merrill Lynch, o Bradesco BBI, o BB-Banco de Investimento, o Citigroup Global Markets Brasil, Corretora, o Goldman Sachs do Brasil, o Morgan Stanley S.A. e a XP Investimentos Corretora de Câmbio. A Securities Exchange Comission (SEC), xerife do mercado americano, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também foram comunicadas.

Não será surpresa se a venda ocorrer antes de 19 de fevereiro, quando a estatal divulgar os bons resultados esperados para 2019. As últimas estimativas eram de que a venda poderia arrecadar cerca de R$ 50 bilhões.

jan
13

Postado em 13-01-2020 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-01-2020 00:14


 

 Duke, no jornal mineiro

 

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