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Postado em 14-08-2018 00:14

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Aroeira, no jornal

 

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Postado em 14-08-2018 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-08-2018 00:04

As ameaças de Stédile

Folha de S. Paulo abriu espaço para que João Pedro Stédile fizesse propaganda da “marcha” de seus recrutados rumo a Brasília.

O líder do MST escreveu em artigo publicado pelo jornal:

“Se Lula não for candidato, as eleições serão uma fraude, pois impedirão que a maior parte do povo tenha o direito de escolher quem deseja para a Presidência. E as crises se aprofundarão e teremos mais quatro anos de conflitos, violência e agravamento das desigualdades sociais.”

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Postado em 13-08-2018 00:31

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Debate Band
Bolsonaro, Alckmin, Boulous e Meirelles durante o debate na Band F.Bizerra Jr. AFP

O debate dos presidenciáveis da Band, transmitido nesta quinta, nivelou o processo eleitoral que entra na prova dos nove sobre o papel que a televisão vai cumprir a partir de agora. Ao trazer a campanha para a casa do brasileiro, num formato familiar e conhecido desde 1989, percepções se cristalizam sobre cada candidato e injetam mais realidade do que as redes sociais conseguem. Não se pode eleger vencedores, mas pode-se dizer quem são os perdedores deste palanque televisivo. A candidatura do PT, ausente diante da sua crise de identidade entre Lula preso e Fernando Haddad, seu vice. Ciro Gomes, do PDT, também fica em xeque, pouco questionado nos primeiros blocos do programa, quando havia mais audiência acordada. Mas é o PT quem mais perde, emaranhado no imbróglio jurídico sobre quem é efetivamente a cabeça de chapa. Se não resolver isso antes do próximo debate, no dia 17 na RedeTV, vai perder espaço precioso na cabeça do eleitor que ainda flerta com a possibilidade de escolher a ‘chapa triplex’.

Com oito candidatos em cena e as aparições mais diluídas, não houve palco para Jair Bolsonaro se sobressair como se esperava, nem positiva e nem negativamente. Trouxe os mesmos argumentos de sempre, com a defesa da posse de armas, a castração química a estupradores e o ataque às políticas de direitos humanos e à esquerda. Liderou as buscas por seu nome na internet enquanto o debate estava no ar, mas não se sabe se essa curiosidade virtual vai se transformar em votos. Há indícios que quando se torna mais conhecido do eleitor, sua rejeição aumenta, como mostrou uma pesquisa do DataPoder360.

O desempenho do tucano Geraldo Alckmin, que defendeu ajuste fiscal, e reforma tributária, é uma incógnita. Visivelmente tenso, Alckmin viu no programa da Band que ele não conseguirá fugir do calvário de ser identificado com o radioativo presidente Michel Temer. O mesmo vale para Henrique Meirelles, que se esforçou para se destacar como o homem forte do emprego durante os governos Lula (2003-2010), como se o cargo de presidente do Banco Central fosse mais decisivo que de um presidente. Meirelles, no entanto, não tem nada a perder, pois está em baixa nas pesquisas, diferente de Lula.

Marina Silva, por sua vez, repetiu o mesmíssimo discurso que apregoa há dois anos, atacando PT e PSDB, corrupção, e fazendo o aceno de sempre sobre um plebiscito quando questionada sobre aborto, por exemplo. Mas, para aqueles que estão acessando a campanha política somente agora, ela ainda pode estar mais próxima do ideal de um candidato a presidente. Álvaro Dias também pode disputar um pedaço dos indecisos, amarrando o juiz Sergio Moro ao seu eventual mandato. E o Cabo Daciolo virou a caricatura da vez com suas mensagens religiosas e as platitudes que lembravam o discurso do PSTU, como a auditoria da dívida pública, uma desculpa que a gente ouve desde o slogan contra burguês, vote 16.

Para além das especulações, que só serão dirimidas numa próxima pesquisa eleitoral, as três horas de programa da Band só confirmaram que as eleições de 2018 são o pleito em que os brasileiros (que não desistirem de votar) escolherão o menos pior. Depois de tantas cambalhotas no cenário político desde 2014, há um couro mais curtido entre o eleitor que já se iludiu ou foi enganado por discursos de lobos em pele de cordeiro durante a campanha. É a eleição mais angustiante da democracia recente, em que ninguém se atreve a ter certeza sobre quem estará no segundo turno em outubro. O coração está na boca e o desafio principal é não permitir retrocessos maiores do que o país já viveu até aqui. Não é só um debate que vai definir essa percepção, mas o noticiário que vem a reboque.

A linda canção de Edu e Cacaso, na mais que perfeita interpretação de Emílio Santiago, Vai dedicada ao mano José Genival (o Chico famoso da torcida do Bahia e do Bloco do Jacu) , que ontem, 12 de agosto, apagou mais uma velinha de aniversário.  Felicidades, longa vida, TimTim, com a cerveja mais gelada e gostosa que houver.

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 13-08-2018 00:27

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PF está pronta para assumir investigações do caso Marielle, diz Jungmann

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse a O Globo que só depende dos ministérios públicos do Rio e Federal para a PF entrar no caso da morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Se o Ministério Público do Estado do Rio, o Ministério Público Federal ou a Segurança do Rio requererem, a PF está pronta para assumir as investigações, como uma das melhores polícias investigativas do mundo. Com todos seus recursos humanos e tecnológicos. Friso que e inaceitável não punir duramente os que covardemente mataram Marielle. Agora, repito aqui o que tenho afirmado: a equipe da Delegacia de Homicídios da Capital, da Polícia Civil do Rio, é competente e dedicada. Eu já consultei o presidente da República, Michel Temer, sobre a possibilidade de colocarmos a Polícia Federal no caso Marielle e ele autorizou.”

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Postado em 13-08-2018 00:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-08-2018 00:25

 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – Domingo 12/08/2018

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Duke, no jornal O Tempo (MG)

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL
Andreza Matais
 
 

Trinta homens do Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da Polícia Federal, estavam a postos com suas armas para invadir o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Com mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resistia a se entregar.

Na primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há cinco meses, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, relata detalhes das negociações para levar o petista a Curitiba naquele sábado, 7 de abril. O número um da polícia se aproximou dos negociadores de Lula: “Acabou! Se não sair em meia hora, vamos entrar”. Em seguida, ordenou que os agentes invadissem o prédio no fim do prazo estipulado.

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro

 
O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro

Foto: José Cruz/Agência Brasil / via Fotos Públicas

Como foi o episódio da prisão do ex-presidente Lula?

Foi um dos piores dias da minha vida. Quando eles (interlocutores de Lula) pediram detalhes da logística da prisão, nos convenceram de que havia interesse do ex-presidente de se entregar ainda na sexta (6 de abril, prazo dado pelo juiz Sérgio Moro). Acabou o dia e ele não se apresentou. Nós não queríamos atrito, nenhuma falha.

Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais. Deu uma hora (da tarde) e eles disseram: ‘Ele vai almoçar e se entregar’.

O sr. perdeu a paciência em algum momento?

No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. Ele (Lula) iria sair em sigilo pelo fundo quando alguém, lá do sindicato, foi para a sacada e gritou para multidão do lado de fora, que correu para impedir a saída. Foi um susto. A multidão começou a cercá-lo e eu vi que ali poderia acontecer uma desgraça. Ele retornou.

Qual era o risco?

Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.

Houve alguma exigência?

Eles pediram para não haver muita exposição, que não humilhasse o ex-presidente, nós usamos tudo descaracterizado. Ele estava quieto o tempo todo, bastante concentrado.

Por que o ex-presidente está na superintendência da PF?

Isso não nos agrada. Nunca tivemos preso condenado numa superintendência. É uma situação excepcional. O juiz Moro me ligou, pediu nosso apoio, ele sabe que não temos interesse nisso. Mas, em prol do bom relacionamento, nós cedemos.

Recentemente, Lula mandou chamar dirigentes do PT para discutir, dentro da superintendência, a eleição presidencial. É um tratamento diferenciado?

Não somos nós que organizamos isso (as regras para visitas), mas o juiz da Vara de Execuções Penais. O Lula está lá de visita, de favor. Nas nossas novas superintendências não vão ter mais custódia. No Paraná, não vamos mexer agora. Só depois da Lava Jato.

O sr. conversou com o ex-presidente na prisão?

Eu estive na superintendência, mas não fui vê-lo. É um simbolismo muito ruim. O segundo momento tenso para a PF envolveu a ordem de soltar Lula dada pelo desembargador Rogério Favreto e a contraordem de Moro e dos desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, do TRF-4. Eu estava no Park Shopping, em Brasília, dei uma mordida no sanduíche, toca o telefone. Avisei para a minha mulher: ‘Acabou o passeio’.

Em algum momento a PF pensou em soltar o ex-presidente?

Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, blindou o delegado da PF Cleyber Malta Lopes ao autorizar a prorrogação do inquérito dos Portos, que investiga o presidente Michel Temer. O sr. tentou trocar o delegado?

Não. Eu estive com o Cleyber antes de me tornar diretor-geral. Depois disso sequer o vi. Houve um momento em que eu coloquei 25 policiais para ajudá-lo. Foi no período anterior à decisão do ministro de prorrogar por mais 60 dias.

Não lhe pareceu um recado o fato de o ministro especificar em sua decisão que o delegado deveria continuar à frente do caso?

Acho que o ministro quis dizer que Cleyber toca bem o caso. Na linha: ‘Olhe, não tire ele, não. Se ele entrar de férias, não põe outro no lugar’.

A PF está perseguindo professores da UFSC que fizeram protestos contra agentes da operação que investigou o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier?

Depois que o reitor se suicidou, uma situação terrível, começou um movimento de muita crítica às autoridades que participaram da investigação, a delegada, a juíza, o corregedor da universidade. Foram colocadas fotos deles dizendo: ‘autoridades que cometeram abuso de poder e mataram o reitor’. E essa faixa é exposta toda vez que fazem uma manifestação. E essas autoridades se sentiram ofendidas.

Houve necessidade de abertura de inquérito?

É a mesma coisa de colocar, por exemplo, a foto de servidores e dizer: ‘Esses indivíduos estupraram alguém’. É uma acusação seriíssima. E esses indivíduos, cada vez que saem da oitiva, dizem que estão sendo perseguidos. Não é uma investigação contra a universidade. É de crime contra a honra.

Mas o inquérito não pode ser uma forma de censura?

Tem outros meios de protestar que não acusar uma autoridade de abuso.

O sr. é um gestor, um técnico. Como evitar que o próximo presidente nomeie um delegado amigo para a diretoria da PF?

Tem policial com viés político. E isso é legal. Mas será que um desses, se tornando diretor-geral, é bom para a instituição? A gente teve um exemplo recente que se provou que não é. Se o gestor não tiver legitimidade interna, ele não consegue permanecer. Eu não tenho influência nas investigações.

OPINIÃO

Bolsonaro e seu estranho Deus das armas

Bolsonaro debate Band
Candidato à Presidência Jair Bolsonaro em coletiva no Congresso. ADRIANO MACHADO REUTERS

O ex-paraquedista Jair Bolsonaro, de extrema direita, candidato a presidente, considera como “uma missão de Deus” que o Brasil tenha um Governo formado por militares. Assim manifestou dias atrás no Fórum da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), em São Paulo. “No meu ministério terei, sim, muitos militares”, afirmou. E seriam de primeira divisão, “atacantes como Neymar”. Pensa portanto, se ganhar as eleições, em colocar nas mãos desses generais do Exército os ministérios-chaves do seu Governo. E tudo isso por fidelidade a Deus.

Bolsonaro justifica um possível Executivo composto por militares argumentando que, se os presidentes anteriores escolheram como ministros “guerrilheiros, terroristas e corruptos”, como diz polemicamente, por que não poderia ele convocar generais do Exército? O ex-paraquedista quis unir em um só abraço, hábil e eleitoreiramente, as duas instituições que aparecem nas pesquisas como as mais bem avaliadas pelos brasileiros: o Exército e a Igreja. Pretende fazer um governo de militares como algo que Deus lhe pede. Desse modo, conseguiria o milagre, ou a aberração, de que o Exército pudesse governar o país sem ter que dar um golpe militar.

Ascanio Seleme retratou em uma de suas colunas no O Globo essa conjunção de Bolsonaro entre a Igreja e os militares durante a convenção que sacralizou sua candidatura à presidência: “Em alguns momentos, a convenção parecia um culto de uma grande igreja evangélica (…). Em outros momentos, a sensação era de que se estava dentro de um quartel”.

Bolsonaro é um personagem que sabe, além do mais, usar a falácia de querer resolver problemas complexos com receitas simplistas. Uma delas é a de querer tirar o país da crise política, econômica e moral que o castiga com uma equipe de governo formado por membros do Exército. Demonstrou que leva a sério esse projeto ao escolher como vice o general Mourão, que já tinha insinuado, meses atrás, a necessidade de uma intervenção militar frente à crise política e institucional que agita o Brasil.

Trata-se de um militar defensor da ditadura e da tortura, que se permitiu em seguida arriscar palpites culturais ao afirmar, com tons racistas, que os brasileiros sofrem da “indolência dos indígenas” e da “malandragem dos africanos”. Sua função de vice-presidente o coloca constitucionalmente, além disso, na possibilidade de chegar à presidência se, por algum motivo, o titular tiver que abandonar o cargo, algo quase já normal neste país.

Desde antes de Lula chegar ao poder foi criado o ministério da Defesa ocupado por civis, mas agora teríamos com Bolsonaro a anomalia de um Governo em democracia formado por generais. O Brasil apresentaria, nesse caso, uma série de problemas que poderiam comprometer gravemente a democracia. Os militares, cuja função é a de defesa do Estado, estariam governando, e isso poderia arrastar as demais instituições à confusão. É como se alguém quisesse criar um governo de juízes. Seria a morte do Estado de direito, que se funda na divisão de poderes. E tudo isso amalgamado na ambiguidade religiosa de Bolsonaro e seus acólitos, que já revelaram mais de uma vez querer governar com a Bíblia mais do que com a Constituição.

Não sei que estranho Deus das armas inspirou Bolsonaro a formar um Governo com o Exército para resolver os problemas do país. Não pode ter sido o Deus cristão, o dos evangelhos, cuja fé o militar professa, já que esse é um Deus de paz – “Todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão” (Mateus, 26,52) –, de perdão e não de vingança, de respeito pelos diferentes, e defensor de todas as liberdades – “A verdade vos livrará” (João, 8,31) –, o Deus que condena a ambiguidade, que pediu a seus discípulos que respeitassem as instituições sem as confundir: “Deem a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César” (Mateus, 17,24ss), respondeu Jesus aos fariseus que buscavam tentá-lo, confundindo Deus com o Estado.

Misturar o divino com o profano, a Igreja com o Exército e a fé com as urnas é preparar o terreno para novas guerras como as que a humanidade já sofreu no passado, muitas delas realizadas em nome desse Deus militar que hoje parece inspirar Bolsonaro. Pastores evangélicos e cristãos em geral começam a questionar se podem, sem trair sua consciência, votar num candidato cujo Deus é mais o das metralhadoras e da morte que o dos ramos de oliveira da paz, que são o coração do cristianismo ainda não poluído pelo poder profano.

Afogamento
Gilberto Gil

Vou correr o risco de afundar de vez
Sob o peso da insensatez
Já sem poder boiar
Estarei com alguém nariz contra nariz
O afogamento por um triz
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Tentarei me salvar

Sempre assim
Sempre que o amor vaza a maré
Vou parar bem longe aonde não dá pé
Difícil de nadar

Outro dia o fato aconteceu enfim
Um golfinho, um anjo, um boto serafim
Chegou para me ajudar

Me agarrei àquele corpo liso e me deixei levar
Ao lado seu sorriso aberto a me guiar
Então eu relaxei e me entreguei completamente ao mar

Sempre assim
Sempre que o amor vaza a maré
Vou parar bem longe aonde não dá pé
Dificil de nadar

Outro dia o fato aconteceu enfim
Um golinho, um anjo, um boto, serafim
Chegou pra me ajudar

Me agarrei àquele corpo liso e me deixei levar
Ao lado seu sorriso aberto a me guiar
Então eu relaxei e me entreguei completamente ao mar

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Belo e perfeito tema musical para a fortes e envolventes cenas românticas e dramáticas vividas pelo casal Rosa e Valentim , na novela “Segundo Sol”, ambientada em Salvador e litoral sul baiano, que fica melhor a cada dia. 

Nada a acrescentar. Só a desejar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Eleições 2018 Lula
Militantes do PT usam máscara de Lula na Convenção Nacional do partido. NACHO DOCE REUTERS
São Paulo

O PT terá pela frente uma de suas disputas eleitorais mais difíceis desde que Lula concorreu pela primeira vez à presidência, em 1989. A campanha deste ano será feita com o ex-sindicalista e principal cabo-eleitoral da legenda de corpo ausente. Preso em Curitiba, ele não deverá ter acesso aos palanques e câmeras de TV. Neste cenário inédito, o partido terá que contornar uma série de problemas, como a exclusão dos debates na TV e a difícil tarefa de colar nos dois vices da chapa, o oficial, Fernando Haddad (PT), e a reserva, Manuela D’Ávila (PC do B), o rótulo de candidatos de Lula. 

Nesta última quinta-feira, o desafio se tornou claro. A insistência em manter Lula como o candidato fez com que o partido com o presidenciável líder das pesquisas ficasse de fora do primeiro debate, na TV Bandeirantes. O ex-presidente não foi autorizado a deixar a cadeia pela Justiça. E, para tentar compensar, Haddad e Manuela D’Ávila promoveram uma conversa paralela na internet, que nem de longe atingiu a popularidade do encontro televisivo. No dia seguinte, na porta da carceragem de Curitiba, a presidenta da legenda, Gleisi Hoffmann, afirmava em entrevista coletiva, após “uma longa conversa com Lula”, que o partido tomará todas as medidas jurídicas necessárias para que ele participe dos próximos debates. E que, se não conseguir, haverá um esforço para que Haddad vá em seu lugar. O próximo encontro entre presidenciáveis já acontece na próxima sexta-feira, na Rede TV.

Esta será apenas uma das dificuldades que o partido terá nos próximos meses. Nem mesmo a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que começa em 31 de agosto, trará novas imagens do ex-presidente. Desde que foi preso, em abril deste ano, a Justiça negou vários pedidos do PT para que equipes do partido –e até mesmo seu fotógrafo pessoal– pudessem captar vídeos de Lula. Assim, apenas imagens e áudios de arquivo do ex-presidente poderão ser utilizados. “Tem muito material que o Lula gravou antes de ser preso, já pensando nesse cenário de golpe”, disse uma fonte da legenda ao EL PAÍS. A ideia dos programas será colocar eminências petistas para apresentar Haddad, com o reforço de vídeos antigos do ex-presidente elogiando seu pupilo, que é quem deve tomar a cabeça da chapa caso a Justiça Eleitoral declare a inelegibilidade de Lula, condenado em segunda instância e, por isso, passível de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O material é vasto: o ex-presidente foi o principal fiador e cabo eleitoral da campanha que levou Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012.

A tônica dos programas, conforme confirmado por petistas próximos à campanha, também será insistir na tese do golpe político-jurídico que levou o ex-presidente à prisão e o impediu de disputar a presidência em igualdade de condições. “O horário político será um instrumento de defesa da candidatura do Lula. E caso ela seja barrada [pelo Tribunal Superior Eleitoral], será uma denúncia disso. Assim vamos transformando acontecimentos jurídicos em elementos de campanha”, afirmou uma fonte do PT.

Pela primeira vez em décadas, o partido também chega à campanha sem um marqueteiro todo-poderoso, geralmente responsável não só pelos programas de rádio e TV, mas também por algumas decisões estratégicas da campanha. O histórico dos antigos marqueteiros do partido não é dos melhores. João Santana, que trabalhou na segunda campanha de Lula e na de Dilma Rousseff, foi condenado pela Lava Jato este ano e firmou acordo de colaboração premiada que prejudica o partido. Antes de Santana, o nome da propaganda petista era Duda Mendonça, um dos responsáveis por levar pela primeira vez na história o PT ao Planalto. Ele se viu envolvido no escândalo do Mensalão —do qual terminou absolvido em 2012—, apenas para voltar aos holofotes com a Lava Jato em 2016, o que o levou a também assinar acordo de delação premiada.

Desta vez, diz o partido, caberá a uma equipe formada principalmente por militantes e quadros internos se encarregar da propaganda da chapa de Lula. “É um trabalho coletivo mais adequado ao cenário das campanhas atuais”, explica o PT, em nota. O partido afirma ainda que a decisão de adotar este novo modelo não foi tomada “por questão de custos”, e sim para “superar o modelo antigo do marqueteiro”. Questionada, a campanha não respondeu sobre os problemas deste “modelo antigo”.

Dois ex-marqueteiros do partido se se viram envolvidos em escândalos de corrupção e se tornaram delatores

Pessoas ligadas à campanha petista afirmaram que o modelo da campanha controlada por um grande marqueteiro “estava ligado a uma grande preponderância dos programas de TV”, e que no cenário atual aposta-se em um aumento da importância relativa de outros meios de comunicação. Um exemplo disso foi o debate paralelo feito na última quinta-feira. Segundo o PT, o ao vivo realizado no Facebook teve “mais de um milhão de visualizações”. As menções ao nome de Lula, no entanto, foram inferiores às feitas aos outros candidatos que participaram do evento na Band.

Além disso, fontes petistas afirmam que “as campanhas hoje são mais baratas”, e que “praticamente não existem mais aqueles profissionais com perfil exclusivo de marketing político”. Apesar de ter trazido para dentro da estrutura do partido o papel de propaganda e marketing, petistas afirmam que o publicitário Sidônio Palmeira, responsável pelas campanhas vitoriosas dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa na Bahia em 2006, 2010 e 2014, será uma espécie de “consultor informal” do partido. Ele nega, mas confirma que foi sondado: “Eu não sou nada [na campanha] (…) me procuraram pra fazer a campanha, eu estava fazendo a do Rui Costa, e me consultaram em algumas coisas, mas não estou no dia a dia, não estou em condições de falar sobre isso”, afirmou Sidônio à reportagem. O publicitário, no entanto, frisou que será importante que o PT resgate os feitos econômicos “da época do Lula, para contrapor à situação atual”.

A campanha petista será coordenada pelo economista Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras no período de 2005 a 2012. Sua passagem pela estatal foi marcada pelo crescimento da empresa, turbinado principalmente pela descoberta das reservas do Pré-Sal e pelo alto preço do barril de petróleo no mercado internacional. Anos depois de deixar o comando da Petrobras, no entanto, ele se viu arrastado para o furacão da Operação Lava Jato que varreu as gestões petistas. Gabrielli chegou a ter seus bens congelados pela Justiça e foi condenado em 2017 pelo Tribunal de Contas da União a ressarcir a estatal em mais de 100 milhões de reais. Segundo as investigações, ele teria tido um papel ativo na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que segundo o TCU causou prejuízos de mais de 790 milhões de dólares à petroleira.

Transferência de votos pode ser trunfo petista

Em um cenário no qual existem boas chances de Lula ser barrado das urnas, o partido aposta no fenômeno conhecido como transferência de votos para fazer com que os pouco mais de 30% de eleitores que o apoiam até o momento votem em seu vice, Haddad. De acordo com as últimas pesquisas, o ex-prefeito de São Paulo tem entre 6 e 8% das intenções de voto em um cenário sem o ex-presidente. No entanto, segundo levantamento do Instituto Datafolha, 30% dos eleitores afirmaram que votariam “com certeza” em um candidato indicado por Lula, enquanto 51% “não votariam jamais” e 17% votariam “talvez”.

A capacidade de transmissão de votos em uma situação como a de Lula, preso, “é algo difícil de mensurar, e o fenômeno é pouco conhecido neste contexto”, diz o cientista político Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais. De qualquer forma, o professor ressalta que o ex-presidente “conseguiu manter intenção de votos alta durante um grande período de tempo e em uma situação muito adversa, que foi a prisão”, o que é um sinal de que ele manteve seu “capital político”. “Existem variáveis como a empatia que o eleitor terá com o nome indicado pelo ex-presidente. Isso tudo depende do trabalho feito nas propagandas do partido para colar Haddad em Lula”, conclui.

Haddad disse que será “a voz de Lula” na corrida eleitoral, mas é difícil saber o quanto suas palavras ecoarão como sendo as do ex-presidente. Enquanto Lula for mantido como cabeça de chapa, o partido navegará praticamente às cegas com relação à popularidade de seu possível substituto. Isso porque enquanto não for barrado pela Justiça o nome do ex-presidente continuará aparecendo nas pesquisas, o que obrigará o PT a fazer seus próprios levantamentos para saber o desempenho do vice.

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