“Fogo do Sol”, Marcos Valle: Era um dia de sol baiano.De repente, vejo ele, sozinho,no canto do azul piscina do hoje saudoso Hotel Meridien, na capital do berimbau!
Deu vontade de pedir um autógrafo. Desisti, o bossanoveiro, como eu, conversava com a paisagem do verão da gente.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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“Ainda há muito a fazer, mas o resultado mostra que estamos no caminho certo”, tuitou.

“Seguimos firmes na missão de devolver aos cidadãos a segurança e liberdade que lhes foi tirada.”

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Postado em 15-10-2019 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2019 00:14

 DO JORNAL DO BRASIL

Nova York vai ganhar um hotel Fasano

A JHSF Participações S.A., holding que controla no Brasil os hotéis Fasano do empresário Rogério Fasano, anunciou que vai abrir endereços em Manhattan. O Fasano Fifth Avenue ficará em frente ao Central Park, onde terá sua inauguração em janeiro, na elegante 5ª Avenida, entre as ruas 62 e 63, e será um empreendimento inédito e desenvolvido dentro dos mais modernos conceitos imobiliários, composto por  Clube Privado, com suítes e lobby bar; Club Residences, que serão vendidas em modelo de co-propriedade; Private Residences, compostos por apartamentos privados. Todos apartamentos serão entregues totalmente decorados pelo renomado arquiteto Tierry Despont.

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O hotel Fasano do Rio de Janeiro tem localização privilegiada, na praia de Ipanema (Foto: Reprodução do site Fasano)

O contrato de administração do Fasano Fifth Avenue prevê a participação de 2% do valor de venda das unidades, acrescidos de taxas de administração anuais usuais de gestão do prédio, mínima de USD 500 mil, e foi firmado com a JHSF internacional dentro do desenvolvimento conjunto de soluções modernas para empreendimentos de alto padrão, em localizações nobres e com serviços de hospitalidade.

O Fasano conjuntamente iniciará as atividades de gastronomia nos Estados Unidos, com a abertura do restaurante Fasano New York, no endereço 280 Park Avenue, em uma das regiões mais nobres com maior concentração de bancos e gestores de recursos no mundo. O imóvel de 1.900 m2 recém recebeu de seus proprietários investimentos da ordem de USD 40 milhões. O início das atividades está previsto para março, sujeito a obtenção de licenças costumeiras para esse tipo de operação.

Os empreendimentos, além de gerarem receitas de longo prazo para a JHSF e FASANO, são importantes no processo de internacionalização das marcas JHSF e FASANO.

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Postado em 15-10-2019 00:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2019 00:12

 

DO G1

Após o presidente do Supremo pautar para quinta-feira decisão sobre prisão na segunda instância, que pode beneficiar petista, deputados antecipam debate do tema na Câmara

O presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, é seguido por Celso de Mello e Marco Aurélio Mello ao entrar no plenário do tribunal no dia 10 de outubro.
O presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, é seguido por Celso de Mello e Marco Aurélio Mello ao entrar no plenário do tribunal no dia 10 de outubro.Fellipe Sampaio (SCO/STF)

Antonio Dias Toffoli assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018 prometendo previsibilidade. Não parece uma promessa simples de cumprir, já há alguns anos, quando se está à frente do Supremo. Sem qualquer aceno anterior, a semana começa com a previsão do julgamento, na quinta-feira, sobre a possibilidade de prender condenados em segunda instância, uma questão que assombra a Corte Suprema desde 2016, quando a maioria dos ministros considerou que é possível prender antes que todos os recursos se esgotem. Caso os ministros mudem de opinião, o beneficiado mais ilustre seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista poderia deixar a cadeia como consequência de uma mudança de entendimento, e essa é apenas uma das decisões que podem alterar condenações da Operação Lava Jato — assim que o presidente do STF decidir.

Por que a prisão em segunda instância será julgada nesta quinta-feira? O presidente do STF não é obrigado a justificar ou explicar sua decisão. Um dos maiores poderes do chefe do Poder Judiciário do Brasil é ditar a pauta. Cabe, portanto, especular sobre as razões. O julgamento foi pautado quando se aproxima a decisão da Justiça a respeito do pedido dos procuradores da Lava Jato para que Lula, preso em Curitiba desde abril de 2018, progrida para o regime semiaberto.

Em carta, o petista já disse que não troca sua dignidade pela sua liberdade. A defesa tem até a próxima sexta-feira, sgeundo o jornal O Globo, para dizer oficialmente sua decisão e o objetivo declarado é justamente usar a manifestação para cobrar o Supremo pelos julgamentos pedentes que envolvem o ex-presidente. “Tudo que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pela mal que fizeram à democracia, à Justiça e ao país”, diz o ex-presidente na mensagem, na qual afirma que “não aceita barganhar” e que “cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial”.

A defesa de Lula destacou que não cogita descumprir decisões judiciais, mas o fato é que existe ainda outro caminho aberto no STF de Lula deixar a cadeia. A Segunda Turma do Supremo, formada por cinco ministros, está por deliberar sobre a anulação do processo de Lula, numa ação que questiona a conduta do então juiz Sérgio Moro à frente do caso — o julgamento foi interrompido porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas após Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin votarem contra a suspeição.

Como reação à decisão de Toffoli de pautar a questão da prisão após segunda instância, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), anunciou o início das deliberações sobre um projeto de lei sobre o mesmo assunto.”Queremos passar um claro recado à população brasileira: de que não desacreditem da Operação Lava Jato, não desacreditem do combate ao crime, porque aqui há deputados que não deixarão isso acontecer”, disse Francischini. A relatora da proposta de alterar a Constituição para que o STF não precise mais se debruçar sobre essa questão é a deputada Caroline de Toni (PSL-SC). Segundo ela, o país está “à mercê de uma consideração jurídica e a população cada vez mais desacredita da Justiça brasileira”.

Indefinição

Pende ainda na Suprema Corte um parecer sobre o alcance da decisão de que um réu delatado deve se manifestar depois do réu que o delatou. O julgamento dessa questão, que tem potencial de impacto avassalador para a Lava Jato, chegou a ser pautado por Toffoli no início do mês, mas foi adiado sem prazo para retornar ao plenário do STF — e também sem nenhuma satisfação pública.

Em tempos de instabilidade política e de protagonismo do STF, não se pode sequer garantir que o tribunal vai terminar qualquer desses julgamentos logo após iniciá-los. A expectativa é de que as três ações que questionam a prisão em segunda instância levem três sessões para serem votadas — o plenário do tribunal se reúne apenas às quartas e quintas-feiras, o que significa que o caso levaria ao menos duas semanas para ser encerrado. Contudo, como já aconteceu em julgamentos recentes, como a mencionada ação sobre a ordem de pronunciamento de delator e delatado, o presidente do tribunal pode simplesmente incluir outros assuntos na pauta. Tudo dependerá da avaliação do próprio Toffoli sobre os rumos do julgamento ou as condições políticas de momento.

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Postado em 15-10-2019 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2019 00:10

Do Jornal do Brasil

 

A franco-americana Esther Duflo e os americanos Kramer e Banerjee dividirão o prêmio

Os economistas Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer ganharam o prêmio Nobel de Economia de 2019 por seus trabalhos no combate à pobreza global, anunciou nesta segunda-feira a Real Academia Sueca de Ciências.

A franco-americana Duflo se torna apenas a segunda mulher ganhadora do Nobel de Economia nos 50 anos de história do prêmio, além da mais nova, aos 46 anos. Ela dividiu o prêmio igualmente com os norte-americanos Kremer e Banerjee, que nasceu na Índia.

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Ganhadores do Nobel de Economia de 2019 (Foto: Karin Wesslen/TT News Agency/via REUTERS)

A Academia disse que o trabalho dos três economistas mostrou como o problema da pobreza pode ser resolvido dividindo-o em questões menores e mais precisas em áreas como educação e saúde, facilitando o enfrentamento dos problemas.

“Como resultado direto de um de seus estudos, mais de cinco milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço na escola”, afirmou a Academia em comunicado.

“Outro exemplo são os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países”.

O prêmio de 9 milhões de coroas suecas (915 mil dólares) foi uma adição posterior aos cinco prêmios criados pelo testamento do industrial e inventor da dinamite, Alfred Nobel, estabelecido pelo banco central sueco e concedido pela primeira vez em 1969.

Economia é o último dos prêmios a ser anunciado, com os vencedores de medicina, física, química, literatura e paz já tendo sido revelados ao longo da semana passada.

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Postado em 15-10-2019 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2019 00:08



 

Sponholz, no

 

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Postado em 15-10-2019 00:05

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2019 00:05

DO EL PAÍS

Corpo foi achado em sua casa em Seul, um mês após ter mostrado os seios sem querer durante transmissão ao vivo

A estrela do pop coreana, Sulli, em 2015.
A estrela do pop coreana, Sulli, em 2015.Jang Se-young (AP)

A cantora e atriz Sulli, de 25 anos, foi encontrada morta por seu agente, nesta segunda-feira, em sua casa em Seul, Coreia do Sul. Sulli era uma figura conhecida do mundo do K-Pop, e integrou o quinteto F(X) entre 2009 e 2015, quando deixou a música para seguir a carreira de atriz.

O agente afirmou que foi a sua casa em Seongnam, ao sul de Seul, após não conseguir entrar em contato com ela desde a tarde de domingo. A polícia ainda investiga as causas da morte, mas a hipótese oficial é que se trata de um suicídio.

“Parece que vivia só na casa. É provável que tirou a própria vida, mas também estamos contemplando outras possibilidades”, assegurou um porta-voz das autoridades, segundo agência sul-coreana de notícias Yonhap. A polícia afirmou que no local não foi encontrada nenhuma carta de suicídio.

Choi Jin-ir, nome de real de Sulli, tinha 25 anos. Debutou como atriz ainda na infância. Entre 2009 e 2015 alcançou a fama como membro do grupo de música pop sul-coreana F(x), um quinteto feminino gerenciado pela SM Entertainment. Em 2014, anunciou um ano sabático, alegando estar “física e mentalmente esgotada pelos comentários negativos e falsos rumores”. Em 2015, Sulli, optou por abandonar o grupo de maneira definitiva para focar na atuação.

Com mais de seis milhões de seguidores no Instagram, Sulli era popular por seu caráter independente e desenvolto, o que rendeu seguidores e detratores. Liderou o movimento no-bra (sem sutiã) e por ter deixado de usar sutiã teve muitas de suas fotos criticadas na redes sociais.

No final do mês passado, a cantora mostrou os seios sem querer enquanto se maquiava durante uma transmissão ao vivo. Questionada por vários internautas, defendeu-se: “Não entendo qual é o problema. Faz parte de minha liberdade pessoal”

A notícia de sua morte sacudiu o mundo do K-pop e muitos artistas expressaram os pêsames pela morte de Sulli. Uma das mais afetadas foi Amber Liu, antiga colega de F(x), que por anunciou por meio de um tuíte a suspensão de seus próximos eventos.

A morte de Sulli chega só sete meses após que outro cantor coreano, Seo Min-woo, líder do grupo 100%, morresse aos 33 anos por causa de um infarto.

Em 2017, o vocalista da banda SHINee e amigo de Sulli, Kim Jong-hyun  suicidou-se aos 27 anos de idade. Os dois casos reavivaram o debate a respeito do funcionamento do mundo do K-pop: uma indústria colosal nas qual as agências preparam os artistas por anos e cuja vida privada e imagem acaba ficando completamente  submetida ao controle das empresas e o escrutínio do público.

 

https://youtu.be/P5uE7KDkDFE

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Postado em 14-10-2019 12:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2019 12:04

As ruas vão abandonar a Lava Jato?

vai enterrar a Lava Jato nas próximas semanas.

O calendário da impunidade, diz o Estadão, já está praticamente decidido.

“Até novembro, o STF deve analisar o mérito de ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, um dos pilares da Lava Jato e defendida por Sergio Moro. O plenário do tribunal também deverá firmar o entendimento sobre o compartilhamento de dados fiscais e bancários de órgãos como a Receita e o antigo Coaf sem autorização judicial, além de definir critérios sobre a anulação de condenações nos casos em que réus delatados não tiveram assegurado o direito de falar depois de réus delatores.”

A Segunda Turma se prepara também para jogar no lixo os processos de Lula, com os votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e, tudo indica, de Celso de Mello.

Só falta um elemento nessa história: as ruas.

Elas vão salvar a Lava Jato, como ocorreu no passado, ou vão desertar?

À primeira vista, Irmã Dulce era uma figura miúda e frágil conhecida por sua fé em Deus e devoção aos mais pobres de Salvador. Mas quem conviveu com a freira conheceu uma mulher bem-humorada que gostava de futebol, tocava sanfona, dava apelidos e fazia piadas até mesmo com presidentes da República.

Ela foi canonizada neste domingo (13), em cerimônia chefiada pelo papa Francisco, no Vaticano, após ter dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica. Irmã Dulce (1914-1992) é a primeira santa brasileira.

A Igreja Católica anunciou em 2011 a beatificação da freira, reconhecendo o seu primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001, em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho.

Em 2019, foi reconhecido o segundo milagre: depois de 14 anos convivendo com uma cegueira causada por um glaucoma, o maestro Jose Maurício Moreira recuperou a visão em 2014.

Com uma grave conjuntivite, ele colocou uma imagem de Irmã Dulce sob os olhos e suplicou que as dores cessassem. No dia seguinte, ao acordar, a nuvem esfumaçada que ele enxergava foi se dissipando e ele voltou a enxergar. Os médicos não encontraram explicação para a cura.

Foto de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, durante a cerimônia de beatificação em Salvador, em 2011. Religiosa baiana será canonizada como Santa Dulce dos Pobres
Foto de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, durante a cerimônia de beatificação em Salvador, em 2011. Religiosa baiana será canonizada como Santa Dulce dos Pobres – Acervo Memorial Irmã Dulce

Filha de uma família de classe média alta, Irmã Dulce foi batizada com o nome Maria Rita. Teve uma infância considerada normal para os padrões da época, mas que foi o oposto do que esperava de uma menina dentro da conservadora sociedade baiana do início do século 20.

Gostava de correr descalça nas ruas, fazer guerras de mamonas com os amigos, molhar-se nas fontes das praças, empinar pipa, além de jogar bola no Campo da Pólvora, uma dos principais largos da região central de Salvador.

O futebol foi uma de suas primeiras paixões e serviu como válvula de escape para superar a morte de sua mãe, Dulce Maria, que não sobreviveu a uma hemorragia pós-parto quando Maria Rita tinha apenas sete anos.

Criada a partir de então pelo pai, o dentista Augusto Lopes Pontes, sua diversão era ir ao estádio nos fins de semana ver os jogos do Ypiranga, na época o time mais popular da Bahia.

Na beira do gramado do Campo da Graça, berrava e vibrava com os gols de Apolinário Santana, o Popó, um dos primeiros jogadores negros do futebol baiano.

Na adolescência, deixou de lado o futebol e passou a se dedicar a trabalhos sociais junto com a sua tia Maria Magdalena, que a levou para visitar cortiços no bairro de Brotas.

Esta é Santa Dulce dos Pobres

Depois de prestar os votos e tornar-se freira, nos anos 1930, descobriu a música como instrumento de evangelização. Irmã Dulce não tinha formação teórica em música, mas tinha bom ouvido. Gostava de Beethoven e logo aprendeu a tocar harmônica e sanfona.

Na vida missionária, levava a sanfona para tocar modinhas para os presos na penitenciária onde prestava assistência social. Nos anos 1960, após fundar um orfanato na cidade de Simões Filho, animava as crianças com música tocando e dançando.

Em 1947, quando atuava do Círculo Operário da Bahia, fundou o grupo musical “Milionárias do Ritmo”, formado por operárias e freiras. O conjunto se apresentava antes da exibição de filmes no Cine Roma, cinema fundado para arrecadar fundos para a entidade.

Para conseguir recursos para suas obras sociais, Irmã Dulce não tinha preconceito e abria espaço até para novidades como um tal rock’n’roll. Foi no Cine Roma que aconteceram as primeiras apresentações de Raul Seixas, que na época liderava o conjunto Raulzito e os Panteras.

O diretor do Círculo Operário, Frei Hildebrando Kruthanp, foi contra os shows de rock no local. Mas Irmã Dulce bancou as matinês e assinou o contrato com o grupo liderado por Raul. Não há registros, contudo, de que a relação entre a futura santa e o autor de “Rock do Diabo” tenha ido além da burocracia.

Em suas empreitadas para arrecadar recursos para suas obras sociais, costumava fazer troça com os comerciantes. Uma vez, ao ir à loja de ferramentas de Abelardo Barbosa e não encontrá-lo, deixou uma carta: “Senhor Aberlado. Paz e bem! Isto é um assalto! Estou levando uma furadeira”.

Suas piadas não poupavam nem os presidentes da República. Ao presidente Eurico Gaspar Dutra, que afirmou à jovem freira que ela tinha ganhado um avô, não se fez de rogada: “Meu avô, sua neta está devendo muito”. E pediu 6,5 milhões de cruzeiros para finalizar a nova sede do Círculo Operário.

Ao presidente João Figueiredo cobrou a liberação de recursos para a ampliação do Hospital Santo Antônio. O presidente retrucou, dizendo que precisaria assaltar um banco para conseguir o dinheiro, ao que ouviu de resposta: “Me avise que eu vou com o senhor”.

Irmã Dulce ao lado do ex-governador da Bahia e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (esq.) e do ex-presidente João Figueiredo (dir.)
Irmã Dulce ao lado do ex-governador da Bahia e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (esq.) e do ex-presidente João Figueiredo (dir.) – Acervo Memorial Irmã Dulce

Outra face de seu bom humor era a mania de dar apelidos. A funcionária Walkíria Maciel, que se tornou sua confidente e tinha alguns quilos a mais, era chamada pela freira de “Esqueleto”. Já a freira Emerência, que já tinha passado dos 90 anos, ganhou a alcunha de “Garotinha”.

Na velhice, quando o organismo começava a fraquejar, resolveu apelidar as partes do próprio corpo: os pulmões eram chamados de “jamelengos”, as pernas de “mariquinhas” e o coração de “joãozinho”.

Aos problemas que surgiam no dia a dia buscava encará-los com espírito leve. Quando era informada por um funcionário que faltava pão, por exemplo, mandava-o rezar que o problema se resolveria.

Situação semelhante aconteceu com Bernardo Gradin, presidente da Granbio e ex-presidente da Braskem que atuou como estagiário nas obras de ampliação do hospital Santo Antônio.

A reforma foi feita pela construtora Odebrecht, mas custeada com recursos de doações. Um dia, Gradin procurou Irmã Dulce para informá-la que o cimento para a obra havia acabado.

Ela segurou a sua mão e começou a caminhar pelo hospital. Entrou na ala de pacientes com deficiência mental, onde fez carinho e deu de comer às crianças. Depois, seguiu para a capela, onde ajoelhou e começou a rezar.

Duas horas depois, olhou para o jovem estagiário e arrematou: “Você viu que Deus me deu muitos problemas para resolver. O cimento você resolve, né”?

?E assim foi feito.

Biografia
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce, nasceu em 1914, em Salvador. Responsável por construir uma das maiores obras de assistência social gratuita do país, a freira era chamada de “anjo bom da Bahia”. Morreu em 1992, aos 77 anos

Milagres
Irmã Dulce teve dois milagres reconhecidos pelo Vaticano. Em 2001, as orações em seu nome teriam feito cessar uma hemorragia de uma mulher de Sergipe que padeceu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho. Em 2014, o maestro baiano Jose Maurício Moreira voltou a enxergar após 14 anos de cegueira

Canonização
Neste domingo (13), a freira foi canonizada pelo papa Francisco, em cerimônia no Vaticano. Com isso, se tornou a Santa Dulce dos Pobres, a primeira mulher brasileira a ser declarada santa pela Igreja Católica

“Milagre”, Quarteto em Cy: as insuperáveis baianinhas em CY, fadas do canto e da harmonia musical, aqui em uma das mais belas e milagrosas criações de seu Dorival. Nada melhor e mais bonito para celebrar Irmã Dulce, a santa dos pobres da Bahia, elevada ontem, no Vaticano, aos altares dos santos católicos. Salve os milagres: de Caymmi, do Quarteto em Cy e de santa Dulve.

BOM DIA!!!

 

(Vitor Hugo Soares)

 

Maravilha. Dorival Caymmi, gênio brasileiro e essas meninas do Quarteto em Cy são uma fadas. Excelente!!!

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