Há um País que se perdeu pelo caminho, naturalizou as coisas erradas e temos o dever de enfrentar isso. E de fazer um novo País, ensinar as novas gerações de que vale a pena ser honesto, sem vingadores mascarados, sem achar que ricos criminosos têm imunidade”.

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, na última sessão do pleno antes do recesso do judiciário.

fev
18

Postado em 18-02-2019 00:48

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-02-2019 00:48

DO G1

Por Danilo Martins, TV Globo — Brasília

Bebianno disse que o momento é de 'esfriar a cabeça'

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse neste domingo (17) que o momento é de “esfriar a cabeça”.

Ele foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Bebianno deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo.

“Agora é hora de esfriar a cabeça”, afirmou o ministro.

 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno — Foto: Reprodução/JN

Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas “laranjas” no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro.

Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, Bebianno disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. “Daqui a alguns dias”, afirmou.

A crise

Reportagem da “Folha de S.Paulo” publicada na semana passada revelou repasse do PSL de R$ 400 mil de recursos públicos do fundo partidário para uma candidata de Pernambuco suspeita de ser “laranja”. Bebianno era o presidente do partido durante as eleições e, segundo a reportagem, autorizou os repasses.

Dias depois, para negar que houvesse crise por causa da denúncia do jornal, Bebianno disse que tinha conversado três vezes com Jair Bolsonaro enquanto o presidente ainda estava internado em São Paulo.

 Em uma rede social, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a afirmação de Bebianno como “mentira absoluta”. Depois, Jair Bolsonaro compartilhou as mensagens do filho na mesma rede social.

Na sexta-feira (15), Bolsonaro e Bebianno se encontraram pela primeira vez depois do episódio. Apesar dos apelos de ministros para que a crise fosse encerrada, o clima continuou tenso, mesmo depois de um encontro reservado entre os dois. Bolsonaro apontou Bebianno como o responsável por vazamentos de informações do governo para a imprensa.

Na madrugada de sábado, o ministro reproduziu um texto sobre lealdade em uma rede social. Bolsonaro recebeu ministros no Palácio da Alvorada ao longo do dia. Entre eles, não estava Bebianno.

Sobre os repasses do PSL para candidatos supostamente “laranjas”, Bebianno disse que não escolhia os candidatos do partido nos estados. Essa atribuição, segundo ele, cabia aos diretórios regionais.

fev
18

Postado em 18-02-2019 00:44

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-02-2019 00:44


 

Miguel, no (PE)

 

fev
18

Postado em 18-02-2019 00:41

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-02-2019 00:41

A tentativa frustrada de convencer Jaques Wagner

Uma ala do PT queria que Lula indicasse outro nome para a presidência do partido que não o de Gleisi Hoffmann.

Esses petistas tentaram convencer Jaques Wagner a concorrer ao cargo, mas ouram “um sonoro não como resposta”, diz a Folha.

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Resultado de imagem para Janio Ferreira Soares no jornal A Tarde

  

ARTIGO

 

                                                                 As Três Marias e o São Francisco

 

                                                                             Janio Ferreira Soares

 

As águas presas na barragem de concreto estão surpreendentemente calmas nestes primeiros meses de um ano que, talvez contaminado pelo ódio que lhe rege, resolveu entrar no jogo rasteiro que domina o país e, depois de embaralhar as cartas, cortá-las ao meio e distribuí-las a si próprio, baixou várias sequências sujas, espalhou os mortos sobre a mesa e postou uma selfie aos milhares de seguidores, dizendo: “tamo junto, milicianos do bem!”.

Mas como eu dizia, apesar da ameaça que avança pelas barrancas dos afluentes que vêm das Gerais, o rio em minha frente segue sua vidinha de sempre, com seus clássicos remansos da tarde contornando a pedra onde dezenas de garças pousam para tomar fôlego antes de voltar aos seus ninhos; com as aragens ligeiras arrepiando sua lâmina como se fossem cabelos de crianças no embalo das primeiras bicicletas; com canoas passando lentas, socós voando raso e lava-cus lavando-os rápidos, ou seja, tudo mais ou menos parecido com aquele suicida otimista que pulou do centésimo andar e, antes de se espatifar no chão, passou gritando pelas janelas: “até aqui tudo bem!”. Mas, sinceramente, tenho uma leve esperança de que esta aparente normalidade continue. Explico.

Mesmo com algumas notícias dando conta de que a lama tóxica que viaja pelo Paraopeba poderá chegar por aqui num futuro próximo, é bom lembrar que para isso acontecer ela terá que ultrapassar as comportas da Usina Três Marias, que, na minha imaginação, deve funcionar não só como uma barragem, mas também como uma espécie de portal sagrado equipado com trombetas celestiais, sempre atentas para alarmar quando qualquer outro líquido que não água ameace cair no leito do nosso São Francisco.

Em sendo assim e apesar de recruta no assunto, parto da premissa de que deve existir algum tipo de poder hierárquico-divino sempre atento quando a questão é mitigar algum mal que possa acontecer a um ser santificado, fato que por si só justifica que uma usina batizada com o nome da mãe de Jesus ao cubo jamais medirá esforços para proteger o rio de um santo que, além de gente boa, dizem que é brother do seu filho. A conferir.

No meu último texto, escrevi que as prováveis vitórias de Rodrigo Maia e de Renan Calheiros para presidir a Câmara e o Senado, mostrariam que Tom Jobim estava certo quando dizia que o Brasil não é para principiantes. Maia levou, mas o Dom Juan das Alagoas dançou legal. Acontece que o moço que o derrotou, de nome Alcolumbre, tem o mesmo jeitão de Jader Barbalho, principalmente na voz, que sai de sua boca como se nela houvesse uma falsa dentadura que transforma o “s” dax palavrax em “x”. Lombroso iria adorar decifrá-lo.

No mais, enquanto Boechat parte, Malafaia fala com Deus e Frota é uma excelência. Tá complicado!

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, no lado baiano do vale do Rio São Francisco.

“Don`t Play That Song You Lied”, Aretha Franklin: no universo do soul nenhuma voz e personalidade se compara ela”, costuma dizer o ex-presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, que entende de soul, do que fala e sabe o que diz. É só ouvir e comprovar.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

 
Aretha Franklin, em ‘Amazing Grace’.
Enviado especial a Berlim

A culpa foi das claquetes. Ou, na verdade, da ausência delas. Culpa da inexperiência na gravação de um show por parte de Sydney Pollack, que não usou claquetes – provavelmente para não incomodar Aretha Franklin – e nunca conseguiu sincronizar as imagens com o som. Durante décadas, a filmagem ficou guardada em caixas, sem que Pollack soubesse muito bem o que fazer com aquelas fitas impossíveis de montar.

Só a teimosia de Alan Elliott, a quem Pollack cedeu o material antes de morrer de câncer de pâncreas, em 2008, e a morte da rainha do soul, que sempre proibiu a estreia do filme (“Ela não tinha vontade de falar comigo sobre o projeto, conta Elliott), conseguiram trazer a público Amazing Grace, o testemunho dos dois dias de janeiro de 1972 em que Franklin se encerrou numa igreja de Los Angeles e gravou um de seus álbuns mais famosos, no qual ela se voltava ao gospel – ao vivo, com público – depois de arrasar no soul.m Berlim, onde o filme foi projetado na seção oficial fora da competição, ao lado de Elliott, que nos créditos aparece como produtor e realizador, embora não como diretor (a família de Pollack não quer que seu nome apareça), estava na coletiva Joe Boyd, produtor musical, o homem que esteve lá durante o desastre, e que explicou claramente o que ocorreu: “A Warner e a Atlantic chegaram a um acordo.

Aretha tinha dois contratos, como artista musical e como estrela de cinema, porque naquele momento estava em seu apogeu. Eles me contrataram para montar uma equipe, reunir uma banda, buscar o Coro Comunitário do Sudeste da Califórnia… Dias antes, me telefonaram da Warner e me disseram que o filme, que acompanharia o lançamento do disco ao vivo como forma de publicidade, não seria feito por mim, e sim por Sydney Pollack, que obviamente tinha mais nome que eu e era muito fã da artista. Mas que não sabia como é complicado filmar música, e por isso a aborreceu.” Na tela, às vezes vemos Pollack distraído, dando ordens sem sentido aos cinco câmeras, que se movem por vezes sem critério. “Após a primeira noite, o montador me ligou”, recorda Boyd, “e me disse que o material não valia para nada porque Sydney não sabia dirigir esse material. Pollack foi muito amável, envolveu-se muito e sofreu com o fracasso do projeto.

“O que agora se vê nos 87 minutos de Amazing Grace é, simplesmente, emocionante. Seu pai, o reverendo C. L. Franklin, dedica-lhe orgulhosas palavras à sua filha e à música. Um membro do coro começa a chorar enquanto a acompanha na faixa que dá nome ao documentário, 11 minutos vibrantes que acabam com mais músicos e o público em lágrimas. Ao fundo, veem-se Mick Jagger e Charlie Watts. Franklin abre mão de interpretar seus grandes sucessos e canta canções gospel, a música de suas raízes, de sua infância. Elliott conta: “A fama é, hoje em dia, um mostro diferente. Fico impressionado com a ideia de que a mulher mais famosa do momento tenha se fechado dois dias numa igreja, sem acompanhantes, representantes ou empresários, sem se esconder atrás de óculos escuros, só para cantar. Hoje não veríamos isso. Hoje me parece impossível.”

Para Elliot, Amazing Grace é algo mais que a gravação de um show. “É um filme sobre a mortalidade. E acredito que Aretha teria gostado, porque inclusive terminamos como ela fez, com a primeira música que gravou em sua vida”, diz ele. Sobre sua relação com Pollack – e os problemas que sufocaram o filme durante décadas –, explicou: “Ele me ligou, me passou o material, e sempre falamos de forma abstrata de seus problemas. Um dia me disse que abandonaria o projeto, que deixaria aquele tesouro nas minhas mãos. E, um mês depois, morreu.”Mas resta Amazing Grace. Há muito mais material, como as entrevistas com os assistentes, como Jagger, embora seja imprestável. Não importa: só com o que vemos, com a energia e a emoção, com os momentos de êxtase musical em que a tela consegue capturar esse algo intangível, valeu à pena esperar.

fev
17

Em entrevista ao Globo, Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, afirmou que a venda de parte das operações da companhia será prioridade em sua gestão.

“Vamos ter pelo menos uma venda de refinaria este ano. O projeto de venda vai ser diferente do que já foi anunciado. A empresa pode comprar a refinaria e alugar serviços [de infraestrutura]”, disse.

Castello Branco afirmou também o foco de sua gestão é o corte de custos. E que os esforços da empresa devem se concentrar no pré-sal, com destaque para o megaleilão do excedente da cessão onerosa.

fev
17

Postado em 17-02-2019 00:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-02-2019 00:12


 

Lute, NO JORNAL

 

fev
17

Postado em 17-02-2019 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-02-2019 00:08

Do Jornal do Brasil

 

O Vaticano anunciou hoje (16) que a Congregação para a Doutrina da Fé expulsou do sacerdócio o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington (EUA), Theodore McCarrick, de 88 anos.

Ele foi acusado de abusos sexuais a menores e seminaristas, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé, através de um comunicado.

Macaque in the trees
Theodore McCarrick (Foto: Reprodução da internet)

Esta é a primeira vez na história da Igreja Católica que um cardeal perde seu título em razão de abusos sexuais.

A decisão acontece depois da investigação sobre o caso ordenada pelo papa Francisco e poucos dias antes de o Vaticano realizar – na próxima semana – uma reunião histórica contra os abusos a menores por parte de religiosos.

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Velório do jornalista Ricardo Boechat: emoção e dor no MIS-SP..
Resultado de imagem para Boechat e dona Merces velório no MIS
…Dona Mercedes, no MIS-SP: forte e comovente depoimento ao lado do caixão do filho
ARTIGO DA SEMANA

Ricardo Boechat: o jornalista, o filho de dona Mercedes e o general Heleno   

Vitor Hugo Soares

Representante do presidente da República, Jair Bolsonaro (internado 17 dias no Hospital Albert Einstein antes de receber alta quarta-feira, 13, e voltar para o olho do furacão em Brasília), no velório do jornalista Ricardo Boechat,  o general Augusto Heleno, consternado, informa, analisa e arrisca projeções para o futuro. É terça-feira, 12 – dia seguinte ao estúpido e inesperado desastre de helicóptero que comoveu o País e, seguramente, produzirá abalos e sequelas, principalmente em parte considerável de sua imprensa, engolfada em intestinas e fúteis (ou interesseiras?) “batalhas ideológicas”.

Provado estrategista militar, comandante dos “Capacetes Azuis”, da ONU, em teste de fogo no despedaçado Haiti, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Governo (que já trabalhou na Band), até parece um profissional de redação, da TV, ou de rádio, ao falar sobre o morto: o profissional e o ser humano. E ao prever o impacto da ausência de Boechat nesta hora crucial de transição na vida política, econômica e governamental do Brasil.

A imaginação foge do Museu da Imagem e do Som/SP,  e conduz o jornalista para um voo nas asas dos versos de “Folha de Papel”, de Sérgio Ricardo, enquanto observo o movimento das pessoas na despedida – gente comum, misturada com nomes famosos da política, dos esportes, das artes e, principalmente, dos meios de comunicação pelos quais o incansável farejador de notícias, que se foi aos 66 anos, transitou, transversalmente, ao longo de décadas .  Com  talento, competência, garra, e a inigualável versatilidade em sua profissão:

 “Olha só o que o vento faz com o papel/ e traga ele a notícia que for/ Vai voar… voar… Olha só/ Como a gente nem sabe onde está/ Nós somos o papel a voar/ Contemplando este mundo/ Tristonho, profundo”… Retorno do torpor do pensamento, com a voz do general Heleno falando sobre a morte  do notável ex-colunista e ex-chefe de Redação do Jornal do Brasil nos Anos 70/80, que conheci e de cujo saber bebi – igual a tantos profissionais no jornalismo brasileiro – naquele tempo em que eu também trabalhava no JB.

Repita-se,  quantas vezes sejam necessárias, o que disse o general Heleno no MIS: “É uma perda irreparável. Boechat era referência para o jornalismo, muito inteligente, articulado. Vamos sentir falta da palavra dele. O presidente ficou muito triste. Sentimos muito esse desfalque. Eu tive muito contato com ele porque trabalhei na Band. Ele é um ícone, por tudo o que fez e representava. Ele tinha honestidade intelectual, que está em falta hoje em dia”.

Mais significativas e comoventes só as palavras de dona Mercedes Carrascal, 86 anos, também no MIS, ao lado do caixão , ornamentado com inscrições TAXI: “Gente, isso é maravilhoso! Agora sim é o caixão de Ricardo. A cara do meu filho, de quem tenho muito orgulho, simples, corajoso e que tratava com igual carinho e respeito a todos. Um homem honesto e de simplicidade profissional, que não fazia as coisas solicitando recompensa. Fiquei de boca aberta com os depoimentos das pessoas, de todas as classes sociais, sobre meu filho”, disse  a fabulosa mulher que nos faz entender, ainda melhor, na despedida, a origem da grandeza e da relevância do filho.
Partiu Boechat! Toca o barco, como ele pedia diariamente na Band. E viva Dona Mercedes!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

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