Há um País que se perdeu pelo caminho, naturalizou as coisas erradas e temos o dever de enfrentar isso. E de fazer um novo País, ensinar as novas gerações de que vale a pena ser honesto, sem vingadores mascarados, sem achar que ricos criminosos têm imunidade”.

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, na última sessão do pleno antes do recesso do judiciário.

abr
15

“Desde que o Samba é Samba”, Caetano Veloso: Para purificar os ares!

Bom dia!

(Gilson Nogueira)

abr
15

Postado em 15-04-2021 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-04-2021 00:11

PF envia ao STF notícia-crime contra Ricardo Salles
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados 

No texto de 38 páginas, segundo a revista, Saraiva acusa o ministro do Meio Ambiente, o senador Telmário Mota (PROS-RR) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, de crimes ambientais, advocacia administrativa e organização criminosa.

Como Salles e Telmário têm foro privilegiado, a notícia-crime foi enviada ao MPF para posterior encaminhamento à PGR.

As acusações dizem respeito à Operação Handroanthus, que, capitaneada pela PF no Amazonas, foi responsável pela apreensão —recorde no país— de aproximadamente 200.000 m³ de madeira extraída ilegalmente.

Como publicamos na semana passada, Salles defende que a madeira apreendida seja liberada, alegando que sua extração não foi ilegal.

abr
15

Postado em 15-04-2021 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-04-2021 00:10


 

 Ricardo Manhães, NO JORNAL

 

abr
15

Postado em 15-04-2021 00:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-04-2021 00:08

 

Deputado federal pelo Paraná é a primeira vítima da covid-19 na Câmara. No Senado, a doença já vitimou três parlamentares

Agência Estado
 

 (crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

(crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), decretou luto oficial na Câmara dos Deputados pela morte do deputado José Carlos Schiavinato (Progressistas-PR). Pela decisão, ficam suspensos todos os trabalhos de hoje em plenário e nas comissões da Casa. Schiavinato tinha 66 anos e morreu ontem por complicações da covid-19.
“Com pesar, recebo a informação do falecimento do deputado e colega de partido José Carlos Schiavinato. Estou decretando luto oficial na Câmara dos Deputados. Estão suspensos hoje todos os trabalhos em plenário e nas comissões. Minhas condolências aos familiares neste difícil momento”, escreveu Lira em sua conta no Twitter na manhã desta quarta-feira, 14.
Schiavinato é o primeiro deputado federal vítima da covid-19. No Senado, a doença já vitimou três parlamentares.

abr
14

Postado em 14-04-2021 00:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-04-2021 00:29

 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), leu no plenário do Senado o requerimento de instalação da CPI da Covid. Agora, a comissão já pode ser formada e instalada.

Na semana passada, o ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou a instalação da CPI da Covid, atendendo a uma acão impetrada pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). A partir de agora, os líderes partidários poderão indicar os membros do colegiado. Pacheco não deu prazo para a indicação dos integrantes da CPI.

Pacheco determinou o apensamento do requerimento da CPI apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), para investigar a responsabilidade de estados e municípios em más condutas no enfrentamento da pandemia. Os fatos, contudo, deverão ser conexos ao pedido inicial da CPI da Covid.

“São investigáveis todos os fatos que possam ser objeto de legislação, de deliberação, de controle ou de fiscalização por parte do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional”, disse o presidente do Senado.

“Corroborando essa tese, com base também em parecer da Advocacia-Geral do Senado, esclareço que ‘são investigáveis todos os fatos que possam ser objeto de legislação, de deliberação, de controle ou  de fiscalização por parte do Senado  Federal, da Câmara dos Deputados e do Congresso Nacional’, o que, a contrário senso, implica que ‘estão excluídos do âmbito de investigação das comissões parlamentares de inquérito do Poder Legislativo federal as competências legislativas e administrativas asseguradas aos demais entes Federados’”, complementou Pacheco.

O presidente do Senado não determinou que a CPI da Covid seja exclusivamente presencial. A tendência é que a metodologia de trabalho seja definida pelos próprios membros do colegiado.

 

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14

“Diáspora”, Tribalista: um maravilhoso espetáculo ao vivo , na mais completa e perfeita combinação de vozes e talentos de três artistas especiais da música brasileira. Confira, vibre, cante e aplauda.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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14

Postado em 14-04-2021 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-04-2021 00:23

Em um momento em que o país enfrenta um desemprego recorde e muitas empresas estão demitindo por causa da pandemia de covid-19, fabricantes de caixões estão contratando

BBC

Rafael Barifouse – Da BBC News Brasil em São Paulo
 

 

A última Sexta-feira Santa foi a primeira vez que a fábrica de caixões de Antônio Marinho funcionou no feriado da Páscoa. Precisava dar conta do volume de serviço, que disparou na pandemia.

“A demanda mais do que dobrou, e estamos fazendo tudo que a gente pode para aumentar a produção para conseguir atender todo mundo”, diz o presidente da Godoy Santos, uma das maiores desse setor.

“Ficamos assustados com esse aumento, e isso deve continuar até pelo menos abril. É muito preocupante.”

Em um momento em que o país enfrenta um desemprego recorde e muitas empresas estão demitindo por causa da pandemia de covid-19, fabricantes de caixões como a Godoy Santos estão contratando.

A equipe da empresa de Dois Córregos, no interior de São Paulo, aumentou pouco mais de 10% com os 15 funcionários que chegaram recentemente.

As jornadas ficaram mais longas, e as férias foram suspensas — dentro do que a lei permite, Marinho faz questão de frisar.

Homem posiciona caixão em pilha

Reuters
Fabricantes de caixões dizem que nunca tiveram tantos pedidos quanto agora

A empresa também passou a oferecer para os clientes só 2 dos 45 modelos que tem no catálogo, para tentar acelerar a produção.

Marinho diz que já conseguiu aumentar a fabricação em cerca de 30%, mas calcula que vai precisar elevar ainda mais para tentar atender a todos.

“Tá bem esquisito, tá todo mundo ressabiado. Cidades que tinham três, quatro óbitos por mês, de repente, têm oito, dez, e esse número fica constante. Isso assusta.”

Mortes em alta no ano da pandemia

Nunca morreu tanta gente no Brasil quando no período da pandemia.

Foram quase 1,5 milhão de óbitos entre março de 2020 e fevereiro de 2021, de acordo com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

É o recorde do monitoramento desde que ele começou a ser feito, em 2003.

As mortes no ano da pandemia ficaram 31% acima da média e 13,7% do ano anterior.

E foi justamente o último mês do levantamento que teve o maior número de mortes de toda a série histórica.

Em fevereiro de 2021, 120 mil novos atestados de óbito foram emitidos por cartórios em todo o país.

Cortejo de enterro

Reuters
Ano da pandemia teve 31% mais mortes do que a média histórica

‘Tem pico todo ano, mas nada se compara com isso’

Os fabricantes de caixão foram um dos primeiros a notar esse aumento fora da curva.

Esse é um mercado em que a previsibilidade é a norma. Fora algo excepcional, o número de nascimentos e mortes costuma ser relativamente regular — descontadas as variações sazonais e as mudanças no perfil da própria população.

Por isso Leandro Rigon diz que soube logo de cara que o aumento de pedidos que ele estava vendo em sua fábrica em Constantina, no interior do Rio Grande do Sul, em outubro do ano passado, não era normal.

Em um primeiro momento, diz o empresário, as funerárias tinham algum estoque para dar conta do aumento dos velórios e enterros.

“Aí pegou forte a partir de fevereiro (de 2021). Houve um aumento muito, muito grande de pedidos”, afirma o diretor-executivo das Urnas Rigon, empresa que foi criada pelo seu pai há 31 anos.

“Estou no ramo há 24. Claro que tem picos todos os anos, mas nada se compara com isso. Nunca teve algo assim.”

‘Se um pedir demais, o outro fica sem’

Leandro Rigon diz que sua produção aumentou em um terço depois que ele contratou mais 20 funcionários.

A fábrica também passou a funcionar uma hora a mais todos os dias e também aos sábados e feriados.

O empresário conta que precisou conversar com algumas funerárias. “Sabe o que aconteceu com o papel higiênico? Então, eu acho que a mesma coisa aconteceu aqui, algumas pessoas correram para estocar.”

As encomendas grandes demais foram renegociadas, para fracionar a entrega. “Se um pedir demais, o outro vai ficar sem”, justifica Rigon.

Homem fabrica caixão

Godoy Santos
Empresas dizem que tiveram que contratar para conseguir atender a todos os clientes

Falta de matéria-prima

Os fabricantes dizem que a situação ficou ainda mais crítica porque está faltando matéria-prima para fazer os caixões e urnas.

Eles contam que desde o fim do ano passado começou a ficar difícil achar madeira, compensado, aço, plástico, tecido — os materiais que costumam ser usados para fazer esse tipo de produto.

Com real desvalorizado, o câmbio ficou mais favorável às exportações, e os produtores nacionais passaram a priorizar as vendas para o exterior, diz Gisela Adissi, presidente da Associação dos Cemitérios e Crematórios Privados do Brasil (Acembra).

“Os fabricantes ainda estão conseguindo atender os pedidos, mas estão reduzindo as entregas. Março deve ser o pior mês e provavelmente vai dar uma melhorada em abril, mas ainda vai ser difícil”, afirma Adissi.

Acordo e pedido de ajuda

Ela diz que as associações do mercado funerário decidiram fazer uma campanha para ninguém estocar esses produtos.

Adissi acredita que não vai faltar caixão e urna no mercado, mas reconhece que a preocupação é grande.

“Não pode ir a velório, não pode ir a enterro (por culpa das restrições sanitárias)… A gente já está sofrendo demais com a privação de vários dos nossos rituais. Sem esses símbolos tão familiares e habituais, começa a ficar caótico”, diz a empresária.

Os fabricantes também se mobilizaram e vieram a público no início de março pedir a ajuda. O apelo surtiu efeito, diz Antônio Marinho, que também é presidente da Associação de Fabricantes de Urnas do Brasil.

Ele afirma que as empresas conseguiram uma interlocução com o governo de São Paulo, de onde sai mais da metade da produção de urnas e caixões no país.

“Eles nos colocaram no comitê contra a covid e estão ajudando no diálogo com os fornecedores de matéria-prima. Está funcionando, o pessoal está sendo mais flexível e aumentando a cota. Acho que isso vai resolver o problema”, diz Marinho.

Linha de produção de caixões

Rigon
Linha de produção de caixões; setor tem corrido para dar conta do aumento da demanda

Produtos mais simples, margens menores

Com a pouca oferta de materiais e a grande procura, alguns produtos encareceram bastante, e teve preço que dobrou ou triplicou, reclamam os fabricantes.

“As pessoas acham que se está ganhando muito dinheiro no mercado funerário, mas não é assim não, pelo contrário”, afirma Leandro Rigon. “Estamos empatando, quase tendo prejuízo”

As margens de lucro ficaram mais apertadas não só por causa do aumento de gastos com funcionários e matérias-primas, diz Rigon. Os caixões que mais saem hoje também são os mais baratos.

“Antes, as compras eram mais diversificadas. Agora, não. Focam em comprar só o mais basicão porque não vai ter velório”, afirma o empresário. E o lucro era maior com os modelos mais caros.

Muitos funcionários afastados

A Bignotto, uma fábrica de Cordeirópolis, no interior de São Paulo, enfrenta ainda outra dificuldade por causa da pandemia.

Muita gente tem ficado doente, e o entra e sai de funcionários na produção aumentou bastante.

Thomaz Bignotto, que dirige a empresa com os três irmãos, calcula que cerca de um quinto dos 200 funcionários estão afastados atualmente por causa da covid-19.

Isso fez triplicar o número de contratações na empresa por semana. De duas em média para cinco ou seis hoje em dia.

“Estamos basicamente repondo os afastamentos”, diz Bignotto.

Homem fabrica caixão

EPA

Sem alternativas para crescer

Esse é um dos motivos por que sua produção está hoje uns 40% abaixo do que era antes da pandemia. E o empresário não vê muitas alternativas de aumentar esse volume.

Primeiro, porque falta material e tudo está mais caro. “Repassamos só uma parte desse aumento para os preços dos produtos, o resto não. Estamos no zero a zero, não estamos tendo lucro”, diz Bignotto.

Mas também porque “não é fácil conseguir 40 funcionários da noite para o dia para abrir um novo turno de trabalho” em uma cidade pequena como Cordeirópolis, afirma Bignotto.

Ele explica que também não adianta comprar mais máquinas, porque esse investimento está fadado a se tornar prejuízo mais pra frente, quando o número de mortes voltar ao normal.

Ou melhor, quando ficar abaixo do normal — Bignotto acredita que a pandemia alterou o ritmo normal de nascimentos e mortes e isso reserva dias não muito animadores para o seu negócio no futuro próximo.

“O que está acontecendo agora adiantou as mortes. As pessoas que iam morrer depois estão morrendo agora. Quando acabar a pandemia, vai ter um declínio muito grande”, acredita.

abr
14

Postado em 14-04-2021 00:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-04-2021 00:21


 

Amarildo, NO PORTAL

 

abr
14

Postado em 14-04-2021 00:19

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-04-2021 00:19

 Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou, nessa segunda-feira (12), trechos de quatro decretos sobre porte e posse de armas editados pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro

Foto: Dorivan Marinho/STF
Credit…Foto: Dorivan Marinho/STF

Por Jornal do Brasil

Em outro trecho, Weber impediu a permissão dada por Bolsonaro a policiais, agentes prisionais e membros do Ministério Público e de tribunais para comprar duas armas de fogo de uso restrito, além das seis já permitidas.

Os textos, que passam a valer a partir desta terça-feira (13), são uma nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003.

Os decretos foram anunciados pelo governo às vésperas do Carnaval, no 12 de fevereiro, e as mudanças não passaram pela análise do Congresso Nacional.

abr
13

Postado em 13-04-2021 00:19

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-04-2021 00:19

Professor radical Pedro Castillo ganha o primeiro turno das eleições à presidência

Inés Santaeulalia
O candidato presidencial do Peru Pedro Castillo monta a cavalo no fechamento de campanha, em 8 de abril.
O candidato presidencial do Peru Pedro Castillo monta a cavalo no fechamento de campanha, em 8 de abril.Aldair Mejía / EFE

A mil quilômetros de Lima, montado em um cavalo e sob um chapéu de palha de aba larga, um professor de escola rural desafia o status quo peruano. Pedro Castillo segue de Chota (Cajamarca) ao Palácio do Governo como vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais do Peru, realizadas no domingo. As elites da sociedade de Lima, berço do poder do país sul-americano e origem dos cinco últimos presidentes, acordaram na segunda-feira de ressaca eleitoral nocauteadas pela presença do mais incômodo de todos os candidatos ao seu ecossistema. O professor sindicalista de viés radical, que não liderou as pesquisas até a última semana, chega às portas da presidência com o lema “já basta de pobres em um país rico”.

O professor navega sobre águas ideológicas complexas. “Tem uma retórica reivindicativa, um discurso basicamente radical, que pode se encaixar à esquerda e à direita”, diz o analista José Carlos Requena. Em seu ideário utiliza muitas vezes os exemplos do Equador e da Bolívia, mas também destaca a nacionalização do petróleo na Venezuela: “Frequentemente nos dizem que a nacionalização é ruim. Mas temos exemplos que desmentem essa teoria absurda”. Castillo promete nacionalizar o gás da Camisea, o projeto energético mais importante do país. Também quer aumentar o orçamento público em saúde e afirma que aumentará o da educação em até 10% ?atualmente está em 4% do PIB?. Os analistas e adversários consideram seus planos inviáveis.

Se conseguir levar a chave do Palácio do Governo promete revogar a Constituição de 1993 (promulgada durante o Governo de Alberto Fujimori) e ameaça fechar o Congresso se não o permitirem. A lista de propostas causa autêntico pânico nas elites peruanas, que sempre recusaram qualquer manifestação de esquerda. Em Lima, o voto conservador (grande parte dele ultraconservador) superou 50% no domingo, apoiado em um discurso que sempre relacionou a esquerda ao terrorismo do Sendero Luminoso, que causou milhares de mortes nos anos 80, e com o chavismo. Em Castillo veem refletido os dois lados.

O professor, desde a greve de 2017, é relacionado a grupos políticos formados por membros do Sendero Luminoso, em liberdade após cumprir condenação. Ele sempre se desvinculou, mas sua sombra o perseguiu até as urnas. O jornal Perú 21 alertou um dia antes da votação em uma manchete de página inteira em primeiro plano: “Cuidado, o Sendero Luminoso estará presente nestas eleições”. Uma capa que, de qualquer modo, não chegou aos seus eleitores, em sua maioria divididos entre o sul e as regiões mais pobres. No Peru 20% da população vive na pobreza, de acordo com os últimos indicadores oficiais, ainda que se estime que a porcentagem tenha crescido durante a pandemia. Castillo foi ao segundo turno com 18% dos votos.

Apesar da enorme distância ideológica, o líder do Peru Livre compartilha uma parte de seu ideário com os políticos conservadores mais votados na capital, como Keiko Fujimori, Hernando de Soto e o candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga. A agenda social, uma questão rara na política peruana, resume em uma emenda todos os avanços sociais que preocupam tão pouco da maioria dos arranha-céus de Lima ao grosso das montanhas andinas. Rejeição ao aborto, rejeição ao casamento homossexual, rejeição a incluir a igualdade de gênero no currículo escolar, rejeição à eutanásia.

Castillo promete lutar contra o poder estabelecido de seu passado como rondero, uma organização social criada em Chota na década de 70 por agricultores e camponeses para se defender do roubo de gado e da violência. O regime próprio dos ronderos, à margem da lei, inclui chicotadas e o escárnio público contra ladrões e malfeitores. Nas duas décadas em que o Peru sofreu a violência do Sendero Luminoso (1980-2000) a vigilância e força das rondas de Cajamarca deteve a entrada na região do terrorismo que semeava atentados e morte na maior parte dos Andes.

Restam dois meses ao segundo turno das presidenciais. Na espera da finalização da votação, tudo leva a crer que será a líder do fujimorismo a encarregada de representar um setor do Peru que não quer Castillo nem pintado de ouro. Ela também não cai no gosto da maioria. Keiko Fujimori é a candidata de maior rejeição entre os eleitores, mas em eleições tão fragmentadas, a porcentagem de fujimoristas acérrimos que ainda mantêm a levaram à segunda posição com apenas 14% dos votos.

As elites de Lima continuam procurando nesta segunda-feira no Twitter respostas a resultados que não entendem. Na escola 10465, no centro do povoado de Puña, na província de Chota, o professor de ensino primário às vezes leva seus alunos ao campo, levanta seu celular e caminham em silêncio procurando um ponto de internet para acessar o Google pela primeira vez.

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