Há um País que se perdeu pelo caminho, naturalizou as coisas erradas e temos o dever de enfrentar isso. E de fazer um novo País, ensinar as novas gerações de que vale a pena ser honesto, sem vingadores mascarados, sem achar que ricos criminosos têm imunidade”.

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, na última sessão do pleno antes do recesso do judiciário.

out
17

Postado em 17-10-2019 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-10-2019 00:04


 

Iotti, NO jornal

 

out
17

Postado em 17-10-2019 00:02

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-10-2019 00:02

DO EL PAÍS

 

Senadora esquerdista se torna o alvo dos ataques no debate e permite que Joe Biden e outros concorrentes de centro brilhem mais

A senadora Elizabeth Warren, durante o debate.
A senadora Elizabeth Warren, durante o debate.CNN

O debate desta terça-feira entre os aspirantes à candidatura presidencial democrata em 2020, o mais numeroso da história, com 12 participantes, demonstrou como uma mudança nas pesquisas pode alterar o jogo dramaticamente. A esquerdista Elizabeth Warren, cuja trajetória ascendente cristalizou-se nas últimas semanas em seu momento estelar, liderando as pesquisas com a ajuda da perda de fôlego de seus principais rivais, descobriu naquela noite o que significa ser a favorita. Os golpes que em debates anteriores eram dirigidos a Joe Biden desta vez caíram sobre Warren vindo de todos os lados.

A senadora evitou cair na provocação e conseguiu se centrar na sua mensagem. Mas quando essa mensagem, radical para os padrões do Partido Democrata, passa a ser o foco do debate e é submetido a escrutínio, aumenta também o desejo de uma alternativa centrista. E lá estavam Pete Buttigieg, Beto O’Rourke, Kamala Harris e Amy Klobuchar, atacando Warren para tentar oferecer essa alternativa até agora monopolizada por Joe Biden. “Prezo o trabalho de Elizabeth, mas, de novo, o que diferencia um plano de um sonho impossível é que é algo que de verdade dá para realizar”, resumiu a senadora Klobuchar.

Os meses passam e os candidatos mais atrasados precisam de um momento de glória para levantar a cabeça entre a multidão ou, simplesmente, sair de uma irrelevância já muito longa. Buscando o contraste com Warren, os candidatos reivindicavam um posto destacado no centro. Klobuchar e Buttigieg brilharam nessa tentativa, chegando a explicar Biden melhor que o próprio Biden.

Mas, ao ceder a Warren a posição de alvo, o ex-vice-presidente destacou-se mais que em todos os debates anteriores. Quanto mais Warren subir, mais os moderados precisarão de uma figura em torno da qual cerrar fileiras, e esse pragmatismo é o jogo de Biden desde o começo.

O favorito dos moderados saiu-se bem, nos primeiros compassos do debate, com as previsíveis pergunta sobre seu filho Hunter. Os negócios dele na Ucrânia, que o presidente Trump pediu que fossem investigados, numa conversa telefônica com seu colega Volodimir Zelenski que motivou o início do processo de impeachment, colocaram em uma situação incômoda o ex-vice-presidente e até agora favorito na corrida democrata. Hunter Biden publicou recentemente um comunicado, citado por seu pai, que assim encerrou o assunto — no que seus rivais, convencidos da irresponsabilidade que seria lançar dúvidas ou mostrar divisões sobre o impeachment, tampouco quiseram insistir.

Superado esse apuro, o ex-vice de Barack Obama conseguiu jogar suas cartas e deixar clara sua mensagem: o valor da experiência. Seja na política externa — “Sou o único deste palco que já conversou com [o presidente russo Vladimir] Putin e com [o turco Recep Tayyip] Erdogan” — ou no tema do controle de armas – “Sou o único que enfrentou e derrotou a Associação Nacional do Rifle”. “Todos temos boas ideias”, disse Biden. “Mas quem está mais bem preparado? Quem pode realizá-las?”. Inclusive se permitiu, ele também e contrariando seu costume, criticar Warren, cujos planos de saúde universal tachou de “vagos”.

Sua tática de questionar a experiência lhe serviu também para superar a pergunta sobre sua idade avançada num eventual mandato (tem 76 anos). Uma pergunta que também foi formulada a Warren (70) mas que, claro, estava dirigida sobretudo ao senador Bernie Sanders, de 78, para quem o debate representava a volta à campanha após sofrer um enfarte.

“Estou são, encontro-me ótimo”, disse Sanders. E depois agradeceu “do fundo do coração” as manifestações de apoio recebidas, incluídas as de seus adversários de debate, em um gesto que humanizou um candidato que carrega certo estigma de estar sempre zangado. Apesar disso, o debate confirmou que, hoje em dia, não é mais ele, e sim Warren, quem reina no setor esquerdista. Embora o senador, que já enfrentou Hillary Clinton nas primárias de 2016, tenha recebido um valioso apoio de fora do set de Ohio onde o debate ocorria: a equipe da popular deputada Alexandria Ocasio-Cortez informou que ela aproveitará o comício de Sanders em Nova York neste fim de semana para oficializar seu apoio a ele nas primárias.

Os temas foram os habituais na dialética democrata, mas o padrão sobre o qual se mediam era desta vez o programa de Warren, que falou por quase 23 minutos, seis a mais que Biden, o segundo que mais tempo teve. Assim, no tema da reforma da saúde, os candidatos moderados pressionaram Warren com perguntas sobre como pensa em financiar sua proposta de cobertura pública universal. Ao contrário de Sanders, que defende uma elevação geral dos impostos para custear sua dramática reforma da saúde, Warren evitou responder claramente se para financiar seu plano teria que aumentar os impostos da classe média. Sua posição de favorita complica a manutenção da ambiguidade, e Buttigieg não tardou a deixar isso em evidência. “Escutamos esta noite: uma pergunta de ‘sim’ ou ‘não’ que não foi respondida com ‘sim ou ‘não’”, afirmou.

Outros temas candentes e nos quais os democratas mais se chocam com a Administração Trump, como a imigração e a mudança climática, brilharam por sua ausência em um debate que durou três horas. Um total de 180 minutos em que, aliás, o presidente não dedicou nenhum tuíte às 12 pessoas que procuram substituí-lo na Casa Branca em 2020.

out
16

DO EL PAÍS

OPINIÃO

 
 
Temer na convenção na qual o PMDB voltou a sigla original MDB.
Temer na convenção na qual o PMDB voltou a sigla original MDB.Filipe Cardoso (PMDB Nacional)

Uma das mais astutas peças da engenharia política colocada em operação pela ditadura militar consistiu na produção de sua própria oposição. Dificilmente encontraremos uma ditadura que, logo ao ser implementada, não anulou toda a oposição, mas na verdade criou seu próprio partido de oposição. Ou seja, o MDB é um produto da ditadura, talvez seu produto mais impressionante. O que demonstrava como, desde o início, tratava-se de uma ditadura que não se via como uma operação de intervenção cirúrgica, mas como um movimento de reformulação profunda da vida nacional feito para durar mesmo depois do seu fim.

Produzir sua própria oposição, definir as modalidades de sua própria resistência é a forma mesma de um “poder perfeito”. Pois o poder se exerce não exatamente quando definimos as normas a serem seguidas. Ele se exerce principalmente quando definimos as margens, quando organizamos as posições e as formas de resistência que os descontentes poderão ocupar. Um poder perfeito é aquele que é, ao mesmo tempo, a norma e a resistência.

Assim, ao definir as condição de sua própria oposição, ou seja, ao construir o próprio ator que a sucederia depois de seu término, a ditadura brasileira encontrou uma maneira de fazer, da Nova República, apenas a ocasião de seu próprio desdobramento. Como se disse várias vezes antes, o MDB era sobretudo um modelo de paralisia, uma forma de travar as lutas e dinâmicas de conflitos sociais próprios à realidade brasileira. Esta paralisia acabou por levar a Nova República ao colapso e, ironia maior da história, ao restabelecimento de novos representantes do setor mais violento da ditadura militar.

Um processo similar está em curso atualmente, a saber, as forças em torno do governo, ou que um dia giraram em torno do governo, estão a construir sua própria oposição. Neste sentido, é digno de nota a maneira com que o espaço da oposição é atualmente ocupado, principalmente, por antigos aliados, por apoiadores ocasionais ou ainda por atores de espectros políticos próximos àquele assumido pelo governo. Isto é parte fundamental de uma operação de restrição e gestão do horizonte de debate nacional. Não por acaso, o discurso oposicionista começa a se configurar como um discurso de crítica à política ambiental, às “derrapadas” do governo, a sua “insensibilidade” para com setores historicamente violentados, mas que sempre termina por lembrar: “embora tudo isto ocorra, sua política econômica é boa”. Como se estivéssemos a ver a gestação de novos candidatos a gerentes de uma política econômica aparentemente consensual, a despeito de seus resultados catastróficos. Assim, da mesmo forma como em Aristóteles a atualidade é a situação atual mais a soma de seus possíveis, constrói-se paulatinamente horizonte dos possíveis deste atual governo.

Como a outra face necessária dessa moeda, vemos desenhar-se no Brasil um tipo de movimento que parece querer repetir o que se passou na Itália nas últimas décadas. Desde o fim da Segunda Guerra, a Itália despontou como um país de esquerda em ebulição. O maior partido comunista da Europa, movimentos autonomistas extremamente dinâmicos e contestadores, movimentos sociais múltiplos. No entanto, não há sequer sombra disto atualmente. Simplesmente não há mais esquerda italiana. O que aconteceu?

Se quisermos fazer a arqueologia de Bolsonaro chegaremos necessariamente a Silvio Berlusconi, certamente o primeiro da série de líderes populares de extrema-direita que dão o tom da política mundial. Quando Berlusconi emergiu, todo o resto do espectro político foi paulatinamente se configurando em enormes “frentes de resistência”. Ou seja, a política se resumiu a Berlusconi e as resistências a ele. Essas grandes frentes, no entanto, quando conseguiam desalojá-lo não eram capazes de realmente governar. Pois não havia nada que os uniam a não ser a recusa a Berlusconi. Principalmente, tais frentes tendiam a anular as forças de esquerda no interior de dinâmicas gerenciais de poder. Sem espaço para impor suas dinâmicas de ruptura, a esquerda era convocada à responsabilidade de sustentar governos com a paralisia das coalizões heteróclitas. Assim, no interior desta dinâmica de frente ampla, todos se enfraqueceram, pois a única força política real era Berlusconi. A única força política real, que pregava a ruptura, estava fora da frente. Todo o resto era a expressão da ordem, de uma ordem que ninguém queria mais. O resultado final demonstrou-se absolutamente inefetivo. Quando Berlusconi enfim caiu em definitivo, seu lugar foi ocupado não por atores dessa frente ampla, mas por alguém ainda pior que ele, alguém cujas simpatias fascistas eram ainda mais evidentes, a saber, Matteo Salvini. Mesmo fora do governo depois de uma manobra desastrada, Salvini permanece o político mais popular da Itália, prestes a retornar ao poder na próxima eleição.

Isto apenas demonstra como, em política, resistir é perder. Resistir é apenas confessar que não é você quem controla a agenda política, quem tem a força de produzir a agenda. Você simplesmente responde negativamente a uma agenda decidida por outro. A política de frente ampla, de todos contra Bolsonaro será impotente diante de uma “oposição consentida” que está a ser gestada atualmente e que visa garantir a proliferação de atores dispostos a perpetuar as políticas do atual governo, apenas com diferentes graus de temperatura e pressão.

Neste ponto fica claro o que falta a uma oposição real no Brasil. Falta-lhe a capacidade de impor no debate público os tópicos de outra agenda. Quando a finada Margareth Thatcher estabeleceu seu braço de ferro contra os mineiros britânicos em greve, ela durante meses repetia o mantra: “Não há alternativa”. O que sempre foi a estratégia clássica do autoritarismo neoliberal, a saber, querer vender a ideia de que o “remédio amargo” é o único remédio (diga-se de passagem, amargo apenas para alguns, pois há sempre os que lucram muito com o amargor de outros). Mas mostrar a existência de alternativas, impor outra agenda, não pode em absoluto significar tentar reeditar o que já foi tentado.

Por exemplo, em seus últimos trabalhos, o economista Thomas Piketty mostrou aquilo que muitos críticos da política econômica do governos petistas já perceberam: que não houve política de combate à desigualdade realmente eficiente. Seus estudos mostram como a participação, na renda total, dos 1% mais ricos cresceu no período do antigo governo e que o crescimento da renda das classes mais pobres foi, na verdade, feita em detrimento da faixa entre os 50% mais pobres e os 10% mais ricos, ou seja, em detrimento da classe média. Já havíamos percebido a ineficácia da política em questão quando ficou claro que tudo o que ela havia conseguido produzir fora levar o índice Gini (que mede a desigualdade) aos patamares do início dos anos sessenta. Agora, fica claro em números como ela foi também uma política de preservação e crescimento dos ganhos da elite rentista brasileira, devido à ausência de qualquer reforma fiscal que de fato transferisse a conta para os setores mais ricos da sociedade. Tirar as consequências das ilusões de “todos ganhando” que alimentou as políticas anteriores é condição necessária para que possa aparecer uma oposição que faz minimente jus ao seu nome. Há um longo debate a ser feito que, infelizmente, continuamos a nos recusar a fazer enquanto “resistimos”.

“Homeward Bound” , Simon e Garfunkel. Empolgante performance no show  histórico da  dupla imbatível realizado no Central Park, de New York. Inesquecível!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Letra: Homeward bound

“I wish I was Homeward bound Home where my thought’s escaping Home where my music’s playing Home where my love lies waiting Silently for me”.

 

out
16

Postado em 16-10-2019 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-10-2019 00:23

Celso de Mello condena irmãos Vieira Lima por organização criminosa

Celso de Mello concluiu hoje seu voto para condenar Geddel e Lúcio Vieira Lima por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

O ministro considerou que o ex-ministro cometeu o crime 8 vezes, por esconder R$ 51 milhões num apartamento em Salvador e investimentos fraudulentos no mercado imobiliário.

O ex-deputado Lúcio Vieira Lima também foi considerado culpado, por 2 vezes no crime de lavagem. Junto com o irmão, é acusado de desviar dinheiro da Caixa, receber propina da Odebrecht e recolher parte do salário de ex-secretários parlamentares.

O julgamento foi suspenso e será retomado na próxima terça com os votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Relator, Edson Fachin já votou pela condenação

Do G1 SE

Agentes ambientais investigam morte de crustáceos na foz do Rio São Francisco

Todas as 17 praias do litoral sergipano, uma soma de 197 quilômetros, que foram atingidas pelas manchas de óleo em algum momento desde o dia 24 de setembro, apresentaram reincidência da substância após serem limpas por equipes comandadas pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema). Segundo o órgão, só na capital, 231 toneladas do resíduo já foram recolhidos até a manhã desta terça-feira (15).

 

Praia dos Artistas, em Aracaju, nesta terça-feira (15), com novas manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Sergipe Praia dos Artistas, em Aracaju, nesta terça-feira (15), com novas manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Sergipe

Praia dos Artistas, em Aracaju, nesta terça-feira (15), com novas manchas de óleo — Foto: Reprodução/TV Sergipe

“Em maior ou menor proporção, todas as praias do nosso litoral apresentaram novamente as manchas”, disse o diretor-presidente do órgão, Gilvan Dias.

Nesta segunda-feira (14), foram registradas novas manchas nas praias da Coroa do Meio, Artistas, Atalaia, Aruana, Refúgio e Viral, em Aracaju, além de Pacatuba, Pirambu, Jatobá, Porto, Atalaia Nova e Praia da Costa, no litoral Norte.

O processo de limpeza para retirada permanece sendo feito diariamente em todo o litoral. O material recolhido é enviado para uma unidade da Petrobras em Carmópolis.

A análise da água, também feita periodicamente pela Adema, atesta a balneabilidade das praias, mas a recomendação aos banhistas é evitar o contato com as manchas.

 

No dia 14 de outubro, mancha de óleo apareceu novamente na Praia dos Artistas, que já havia sido limpa — Foto: Igor Reis/Arquivo

Praias sergipanas

Litoral Norte

  • Pacatuba: Ponta dos Mangues
  • Pirambu: Praia de Pirambu
  • Barra dos Coqueiros: Atalaia Nova, Boca da Barra, Costa, Jatobá

Litoral Sul

  • Aracaju: Artistas, Coroa do Meio, Atalaia, Aruana, Náufragos, Refúgio, Sarney e Viral
  • Itaporanga D’ajuda: Caueira
  • Estância: Abaís e Saco

Situação de emergência

No dia 5 de outubro, o estado de Sergipe decretou situação de emergência, que foi reconhecida pelo governo federal nesta segunda-feira (14) e publicada nesta terça-feira (15) no Diário Oficial da União (DOU). Os municípios são: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Brejo Grande, Estância, Itaporanga D`Ajuda, Pacatuba e Pirambu.

A substância já toma 166 localidades de nove estados nordestinos. O desastre já atingiu ao menos 12 unidades de conservação do país, incluindo a Reserva Biológica de Santa Isabel, no município sergipano de Pirambu, que abriga a área prioritária de desova de tartarugas marinhas. Além disso, desde o início de outubro, a soltura das tartarugas está suspensa em Sergipe. A situação também afeta o turismo e as comunidades pesqueiras.

Determinação judicial

A Justiça Federal em Sergipe determinou que a União proteja, em 48 horas, medidas de proteção aos rios de Sergipe contra o avanço das manchas. A decisão se baseia em um pedido do Ministério Público Federal em Sergipe (MPF-SE), que diz que a União deve se responsabilizar pela instalação das barreiras nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza Barris e Real. Devido à emergência do caso, a Justiça dispensou o Governo Federal de fazer licitação para comprar os equipamentos. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 100 mil por dia.

O prazo encerrará nesta quarta-feira (16), já que a Advocacia-Geral da União foi notificada na segunda-feira (14).

No último sábado (12), o estado instalou barreiras de contenção no Rio Vaza-Barris, ao custo de R$ 7 mil por dia, até que a situação seja resolvida.

Ainda na segunda, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, disse que irá cumprir a determinação, mas afirmou que as barreiras não seriam eficientes para a contenção. Nesta terça-feira, o diretor-presidente da Adema rebateu a alegação.

out
16

 
DO EL PAÍS

Estrelas da música não costumam se destacar por sua humildade. Pelo contrário: esses são alguns dos maiores conflitos entre célebres egomaníacos

Joe Perry e Steven Tyler estão juntos desde o começo dos anos setenta. Muito tempo e muito ego acumulado. Sua primeira separação foi em 1979. Não foi a última.
Joe Perry e Steven Tyler estão juntos desde o começo dos anos setenta. Muito tempo e muito ego acumulado. Sua primeira separação foi em 1979. Não foi a última.
 

Para retirar algo positivo das contínuas brigas entre Keith Richards e Mick Jagger durante certa época, o guitarrista afirmou que esses conflitos são a melhor gasolina para o motor da criatividade. Ou seja, que essas brigas dão lugar a grandes músicas como Brown Sugar, Jumpin’ Jack Flash e Tumbling Dice. Se é assim, todos felizes, principalmente o amante da música. Mas, infelizmente, isso nem sempre acontece. Aqui resumimos vinte e um exemplos de brigas entre estrelas e a história que há por trás…

– Lennon contra McCartney

Paul e John, uma rivalidade que acabou com os Beatles.
Paul e John, uma rivalidade que acabou com os Beatles.Foto: Getty

Por que brigaram. Segundo Paul McCartney, John Lennon e ele competiam sem parar, “e isso era muito saudável para nossa criatividade”, afirmou. Mas essa rivalidade cresceu e acabou com os Beatles em 1970. Pouco depois, em uma demolidora carta, Lennon jogou na cara de MacCartney seus ataques a Yoko Ono e lamentou “toda a merda” que aguentaram “para ser grandes”. Em seu segundo disco solo (Ram, 1971), McCartney dedicou a John e Yoko canções como Too Many People: “Muita gente falando, não deixe que te digam o que você deve ser”. Lennon respondeu com How Do You Sleep?: “A única coisa que você fez foi Yesterday”.

Quem ganhou. O baterista Ringo Starr foi o árbitro entre seus amigos e propiciou um reencontro cordial: em meados dos anos setenta, Lennon e McCartney jantaram juntos. Infelizmente, o assassinato de Lennon acabou com a esperança de uma reconciliação. Quem ganhou? Como disse McCartney, “John morreu sendo uma lenda, mas eu vou morrer de velhice”.

– Slash contra Axl Rose

Axl Rose e Slash juraram ódio eterno, mas, contra todos os prognósticos, fumaram o cachimbo da paz. Hoje, trabalham em um novo disco do Guns N' Roses.
Axl Rose e Slash juraram ódio eterno, mas, contra todos os prognósticos, fumaram o cachimbo da paz. Hoje, trabalham em um novo disco do Guns N’ Roses.Foto: Getty

Por que brigaram. Em 1991, quando Slash ainda era o guitarrista do Guns N’ Roses, colaborou com Michael Jackson na música Black or White. Axl Rose ficou irritadíssimo, já que ele havia sofrido abusos quando criança e estava convencido de que Jackson era pedófilo. Para se vingar, quando gravou a versão de Sympathy for the Devil, dos Stones, Axl trocou a guitarra de Slash pela de Paul Huge. Mas Slash só abandonou o grupo em 1996, quando Axl comprou à traição os direitos do nome Guns N’ Roses. Desde então, deixaram de se falar e despejaram nas entrevistas o que Slash chamou de “um ódio visceral”.

Quem ganhou. Em 2009, um jornalista perguntou a Axl se ele voltaria a tocar com Slash. “Não nessa vida”, respondeu. Em 2016, quebrando sua palavra, Axl chamou Slash para lhe oferecer a participação em uma turnê. Slash aceitou, superando 20 anos de inimizade. A turnê se chamou, justamente, ‘Não nessa vida’.

– Roger Waters contra David Gilmour

Por que brigaram. Durante as sessões de gravação do álbum The Wall (1979), do Pink Floyd, Roger Waters começou a menosprezar seus companheiros, com uma lógica egocêntrica: “Não faz sentido que Gilmour, Mason e Wright escrevam letras, porque nunca serão melhores do que as minhas”. O sucesso do disco disparou a megalomania de Waters: basta dizer que, durante a turnê, dormia em um hotel diferente ao do grupo. Em 1985, decidiu se lançar em carreira solo, e quis dissolver o Pink Floyd. Gilmour se negou e Waters o processou.

Quem ganhou. Gilmour ganhou o processo e o grupo pôde continuar trabalhando como Pink Floyd. Waters focou em uma fértil carreira solo, que incluiu a realização em 1990 de um enorme show em Berlim, em que tocou The Wall substituindo seus ex-companheiros por outras estrelas do rock. A briga entre Gilmour e Waters continuou até que, em 2005, voltaram a se reunir para tocar.

– Mariah Carey contra Jennifer Lopez

Mariah Carey e Jennifer Lopez, 20 anos de alfinetadas.
Mariah Carey e Jennifer Lopez, 20 anos de alfinetadas.

Como a briga começou. Ano 2000, durante uma entrevista, perguntaram a Mariah Carey sua opinião sobre Jennifer Lopez, a nova estrela do pop que estava arrasando. A resposta de Carey foi taxativa: “Não a conheço”. Essa frase foi o começo de uma grande inimizade entre Carey e Lopez, que em 2014 foi desmentida com ironia pela última: “Sei que ela não diz coisas muito bonitas sobre mim, mas não somos inimigas. Sou sua fã e adoraria conhecê-la”. Lopez, entretanto, não tirou os olhos do celular durante a apresentação de Carey no Billboard.

Quem ganhou. A rivalidade entre as duas estrelas do pop foi reativada em 2016, quando alguém perguntou a Lopez, que já era famosa, pelo comentário feito por Carey anos antes: “Claro que me conhece, estou certa de que foi um lapso. Acho que a memória dela não é boa”. Pouco depois, alguém voltou a perguntar a Carey sua opinião sobre Jennifer. E sua resposta: “Continuo não sabendo quem ela é!”.

– David Lee Roth contra Eddie Van Halen

Por que brigaram. O rancor entre o guitarrista do Van Halen, Eddie Van Halen, e o vocalista David Lee Roth foi cozido em fogo baixo em 1983, durante a gravação do disco 1984, em que Eddie impôs a sonoridade que queria. Apesar do sucesso do disco, David deixou o Van Halen para seguir carreira solo como cantor e ator. “A banda tal como a conhecíamos acabou porque Dave quer ser estrela de cinema”, disse Eddie.

Quem ganhou. Os dois perderam, uma vez que David não fez tanto sucesso como pretendia, e o Van Halen não voltou a ser o mesmo com os vocalistas que substituíram David. Durante os anos oitenta e noventa, David e Eddie trocaram farpas em títulos de discos e músicas. Em 1996 se reuniram para um show durante o MTV Video Music Awards… e foi um desastre. David só voltou ao Van Halen em 2007, com quem gravou um disco e fez várias turnês que acabaram antes do tempo pelas brigas: “David não quer ser meu amigo”, ironizou Eddie.

– 50 Cent contra Ja Rule

Por que brigaram. A rusga entre os rappers Jeffrey Edwar Atkins, Ja Rule, e Curtis James Jackson III, mais conhecido como 50 Cent, teve início no final dos anos noventa. Nessa época, 50 Cent ainda ganhava a vida com pequenos golpes, e roubou algumas joias de Ja Rule. Em represália, os comparsas de Ja Rule esfaquearam Cent. Assim começou uma rivalidade rica em insultos e batalhas.

Quem ganhou. É difícil dizer, uma vez que a guerra ainda não acabou. Nesse ano passou ao Twitter, onde Ja Rule fez insultos tão homofóbicos a 50 Cent que deveriam estar no Código Penal. 50 Cent respondeu com uma canção tão irreproduzível quanto. Em uma pesquisa recente entre fãs, realizada pelo site Thetylt.com, 63,1% opinaram que 50 Cent ganhou, contra 36,9% que apoiaram Ja Rule. Mas já se sabe que os fãs não costumam ser muito objetivos.

– Paul McCartney contra Michael Jackson

Michael Jackson comprou as canções dos Beatles. Por isso não é de se estranhar a irritação de Paul McCartney.
Michael Jackson comprou as canções dos Beatles. Por isso não é de se estranhar a irritação de Paul McCartney. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Em um jantar, Paul McCartney explicou a seu amigo Michael Jackson como conseguia grandes lucros comprando direitos de canções de outros artistas, como Buddy Holly e Carl Perkins. E Jackson disse: “Algum dia comprarei as músicas dos Beatles”. MacCartney levou na brincadeira, mas Jackson falava sério: em 1985 comprou a gravadora ATV, que incluía os direitos de quase todas as canções dos Beatles. Naturalmente, McCartney se irritou com Jackson. “Você pensa que a pessoa é sua amiga e de repente ela rouba o próprio sofá no qual costumavam se sentar”, afirmou.

Quem ganhou. Por fim, McCartney. Após a morte de Jackson, a multinacional Sony ficou com o catálogo dos Beatles. McCartney, irredutível, continuou lutando nos tribunais com a Sony para recuperar os direitos de músicas que, em muitos casos, saíram de seu próprio punho. E, finalmente, conseguiu.

– José María Cano contra Nacho Cano

– José María e Nacho, dois irmãos e seus egos lutando no Mecano. E Ana Torroja de árbitra.
– José María e Nacho, dois irmãos e seus egos lutando no Mecano. E Ana Torroja de árbitra. (Instagram/@quevuelvamecano)

Como a briga começou. Os irmãos Cano, componentes do trio Mecano com Ana Torroja, sempre competiram para compor “a melhor música da história”. Com o sucesso, a competitividade se transformou em tamanho ódio que acabaram gravando em estúdios separados as músicas do Mecano. De acordo com o produtor Miguel Ángel Arenas Capi, “José María e Nacho chegaram às vias de fato, ainda que depois continuaram se gostando”. Mas em 1992 não aguentaram mais e dissolveram o Mecano.

Quem ganhou. Digamos que a partida terminou empatada, já que Nacho e José María não fizeram nada de destaque sozinhos. Javier Arados, biógrafo do grupo, diz que “a reconciliação entre José María e Nacho é impossível porque há fissuras irreconciliáveis”. Isso foi visto na estreia do musical Hoy no me Puedo Levantar, que causou uma nova disputa: enquanto José María adorou, Nacho se queixou do resultado e de que sequer tenham lhe deixado entrar na estreia.

– Lady Gaga contra Madonna

Lady Gaga chegou para tomar o trono de Madonna. Não sabia onde estava se metendo...
Lady Gaga chegou para tomar o trono de Madonna. Não sabia onde estava se metendo…

Por que brigaram. Em 2011, Lady Gaga lançou a música Born This Way, que muitos compararam com o hit de Madonna Express Yourself (1989). A própria Madonna ironizou: “Eu ajudei Lady Gaga a compor Born This Way”. Irritada, Gaga respondeu: “Se você toca as duas músicas na sequência, só são iguais na progressão de acordes, que é a mesma de todas as canções de música disco dos últimos 50 anos”. Madonna continuou, chamando Gaga de “imitadora”, e acrescentado a seu repertório uma mistura de Born This Way e Express Yourself com a frase. “Ela não sou eu”.

Quem ganhou. Durante um programa de rádio, Lady Gaga disse: “Existem pessoas por aí que acham que quero tomar seu trono e devo dizer que não, obrigado, não quero a merda do seu trono. Já tenho o meu”. Pouco depois, Madonna respondeu, conciliadora: “Não acho que Gaga queira minha coroa. Vivemos em um mundo no qual as pessoas querem que as mulheres briguem entre si”.

– Steven Tyler contra Joe Perry

Por que brigaram. Pelas bebedeiras e brigas do vocalista Steven Tyler e do guitarrista Joe Perry, a gravação do disco Night in the Ruts (1979), do Aerosmith, ficou mais cara, e a banda precisou entrar em turnê para pagar os gastos. Após um show, a tensão dos membros do grupo contaminou suas mulheres, e a esposa do baixista Tom Hamilton chegou às vias de fato com a mulher de Perry. Tyler gritou com Perry: “Você não consegue controlar sua mulher?”. E isso causou uma sonora discussão que terminou com a dissolução do grupo.

Quem ganhou. Desde sua primeira separação, o Aerosmith se juntou e dissolveu muitas vezes. Normalmente, Tyler faz uma turnê solo para trabalhar sua “marca”, mas volta ao curral quando descobre que Perry está procurando novo vocalista ao Aerosmith. Em 2017, a banda iniciou sua última turnê: Tyler afirmou que seriam seus shows de despedida, mas Perry respondeu que tocarão até a morte. Façam suas apostas.

– Nas contra Jay Z

Jay Z e Nas, rappers fanfarrões que acabaram se tornando amigos... por enquanto.
Jay Z e Nas, rappers fanfarrões que acabaram se tornando amigos… por enquanto. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Em 1996, Jay Z convidou Nas para colaborar em seu disco. Ele recusou, mas Jay sampleou e usou uma parte de uma canção de Nas no seu tema Dead Presidents II. Nas não gostou nem um pouco, e assim começaram a trocar farpas. Pouco a pouco, o tom foi subindo, até que, na canção Stillmatic, Nas acusou Jay de ser o “falso rei de Nova York”, enquanto Jay lhe replicava: “O que você faz é lixo”. Mordido, Nas disparou no tema Ether coisas como: “Você é uma farsa, um viado, ainda vou te fazer tomar no cu, te esmago numa aula de caratê”. Jay, por sua vez, fantasiou levar a mulher de Nas para a cama, no tema Supa Ugly.

Quem ganhou. Depois de escutar Supa Ugly, a mãe de Jay Z obrigou o filho a pedir desculpas a Nas e à sua família. E desde aquele dia as coisas foram se ajeitando, até que em 2005 os dois rappers assinaram a paz: em um show de Jay, Nas subiu ao palco e eles cantaram um par de canções. Desde então, são até amigos.

– Alaska contra Alejandro Sanz

A mãe de Alejandro Sanz gosta muito de Alaska, mas Alaska não gosta de Alejandro.
A mãe de Alejandro Sanz gosta muito de Alaska, mas Alaska não gosta de Alejandro. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Em uma entrevista de 2010, Alaska disse: “Dentro de 20 anos ninguém se lembrará de Alejandro Sanz”. Não era a primeira vez que Alaska e Nacho Canut (seu colega no Fangoria) se metiam com Sanz, então o cantor contra-atacou pelo Twitter: “Queridos Alaska e Nacho Canut. Não sei qual é o motivo para me odiarem. O fato é que já faz anos que vocês vêm me criticando muito duramente sem que eu tenha feito nada para merecê-lo. Desejo que esse rancor vá embora dos seus corações”. Sanz se despediu com um “saúde e afinação para tod@s”, numa clara referência ao tom desafinado de Alaska.

Quem ganhou. Ao final, Alaska esclareceu o mal-entendido: “Quisemos dizer que dentro de alguns anos se falará de jogadores de futebol, de políticos, de Belén Esteban, mas não de músicos, porque a música será minoritária, e citamos Sanz como exemplo”. Para encerrar a polêmica, Sanz mandou um e-mail a Mario Vaquerizo: “Diga a eles que falem bem de mim, que minha mãe é fã deles”.

– Brian Wilson contra Mike Love

Por que brigaram. Com o disco Pet Sounds (1966), Brian Wilson promoveu uma guinada no estilo dos Beach Boys, afastando a banda do surfe para fazer um pop mais sofisticado. Então escreveu letras que seu primo Mike Love achou pretensiosas, anticomerciais ou simplesmente “nojentas”, como o hino lisérgico Hang on to Your Ego, que afinal foi batizada de I Know There’s an Answer. Com o tempo, a rivalidade entre os primos aumentou e eles acabaram brigando na Justiça por direitos autorais.

Quem ganhou. O tribunal decidiu em favor de Mike Love, reconhecendo-o como coautor de 35 canções dos Beach Boys. Pouco depois, os primos voltaram a se enfrentar judicialmente pela posse da marca Beach Boys, que acabou nas mãos de Love. Em 2012, por ocasião do 50º aniversário do grupo, Wilson e Love voltaram a se juntar para uma turnê triunfal, mas após esses shows Wilson deixou a formação. Atualmente, os primos continuam se dando feito gato e cachorro.

– Joaquín Sabina contra Fito Páez

Fizeram um disco juntos e tudo foi pelos ares. Joaquín Sabina e Fito Páez, homens de caráter.
Fizeram um disco juntos e tudo foi pelos ares. Joaquín Sabina e Fito Páez, homens de caráter. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Em 1998, Joaquín Sabina e Fito Páez decidiram gravar um disco juntos. As sessões de gravação foram tão conflitivas que o álbum acabou intitulando-se Inimigos Íntimos. Depois do lançamento, cada músico foi para o seu lado. Até que, em 2002, Sabina lançou a canção Cuando me Hablan del Destino, onde se queixa de que “Charly não teve uma delicadeza, nem Fito um ‘do que você precisa?’”. A reação de Páez foi insultante: “Joaquín é um mentiroso profissional, é como uma namorada bêbada. Eu sou um cavalheiro. Se ele anda dizendo coisas, é problema dele”.

Quem ganhou. Buenos Aires, 2007. Fito Páez recebe uma mensagem em um guardanapo escrito por Sabina: “Vem aí, cabrón, que estou tocando aqui”. Dito e feito, Páez cantou duas noites seguidas com Sabina e recuperaram a amizade, acabando assim com o que Páez tachou de “um melodrama de ninharias menopáusicas enjoadas”.

– Paul Simon contra Art Garfunkel

Na guerra entre Paul Simon e Art Garfunkel há um claro vencedor.
Na guerra entre Paul Simon e Art Garfunkel há um claro vencedor. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Garfunkel viajou ao México em 1968 para atuar no filme Catch 22. A rodagem se prolongou por um ano. Quando voltou, Simon subia pelas paredes, pois tinham que gravar seu novo disco, Bridge Over Troubled Water. Registraram onze temas e, para o número doze, Simon escreveu outro intitulado Cuba Sí, Nixon No. Garfunkel ficou horrorizado com a mensagem política e quis mudá-la por um tema tradicional haitiano. Ao final, nem um nem outro: o disco saiu com onze faixas. E o dueto se separou.

Quem ganhou. Em 1982, Simon e Garfunkel se reuniram para uma turnê que acabou muito mal. O mesmo ocorreu com o álbum que tentaram gravar como dueto, Think Too Much: depois de muitas rixas, Simon apagou as vozes de Garfunkel, terminou o disco e o lançou como um trabalho solo. Tampouco funcionaram seus esforços de turnê em 1993, 2003 e 2010. Ao final, Simon ganhou a batalha, ao menos materialmente, pois é mais rico e famoso que Garfunkel.

– Kanye West contra Taylor Swift

Taylor Swift se dedicou a mandar mensagenzinhas não muito amigáveis a Kanye West distribuídas em onze canções.
Taylor Swift se dedicou a mandar mensagenzinhas não muito amigáveis a Kanye West distribuídas em onze canções. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Quando a cantora pronuncia seu discurso de agradecimento por um prêmio MTV de Melhor Vídeo Feminino (sim, antes havia esta surpreendente categoria de gênero; felizmente já foi eliminada) de 2009, Kanye West se levanta de seu assento, pega o microfone e dispara: “Taylor, me alegro por você, mas o vídeo da Beyoncé é um dos melhores da história”. Pouco depois, Kanye pede desculpas, mas Swift lhe atira indiretas numa canção. West responde afirmando que “graças à minha interrupção, Taylor saiu na capa de cem revistas e vendeu um milhão de discos”.

Quem ganhou. Taylor e Kayne fazem as pazes em 2015. Mas, um ano depois, o rapper canta: “Sinto que Taylor e eu ainda podíamos ir para a cama. Porque eu tornei essa vagabunda famosa”. E a guerra eclode de novo. Taylor ataca Kayne na entrega do Grammy, Kim Kardashian diz que Taylor autorizou West a chamá-la de vagabunda, West põe uma sósia de Taylor nua num vídeo… E, por enquanto, Taylor ganha, com onze sarcasmos contra West distribuídos por sua discografia.

– Noel Gallagher contra Liam Gallagher

A briga entre Noel e Liam continua, e continua, e continua, e continua...
A briga entre Noel e Liam continua, e continua, e continua, e continua… (Foto: Getty)

Por que brigaram. 1994. Depois de um caótico show do Oasis, Liam discute com seu irmão Noel e atira seu pandeiro na cabeça dele. Desde então, estão rompidos. Na gravação do disco (What’s the Story) Morning Glory (1995), Liam chegou ao estúdio bêbado, acompanhado por uns 20 outros bebuns. Muito irritado, Noel dá com um taco de críquete na sua cabeça. E, de farra por Barcelona em 2000, Noel partiu o lábio de Liam por colocar em dúvida a paternidade de sua filha mais velha.

Quem ganhou. As relações entre Noel e Liam são piores que as de Caim e Abel. Veio o século XXI, e eles não pararam de brigar. Até que, em 2009, ocorreu o rompimento definitivo do Oasis, indo cada um para o seu lado, mas sem deixar de se insultarem à distância. “Sempre cantarei melhor que Noel, mesmo se me baterem nos testículos”, tuitou Liam. E Noel respondeu chamando-o de “energúmeno” e jurando que só faria um show com seu irmão “por 20 milhões de libras”. Por enquanto, não há ofertas. Na última entrevista que fizemos no EL PAÍS com Liam, o cantor afirmou: “Começo a acreditar que realmente o Noel não gosta de mim. Sempre achei que quando se metia comigo estava brincando, que na verdade me amava. Mas tenho a sensação de que é verdade que ele não vai com a minha cara”.

– Kid Rock contra Tommy Lee

Por que brigaram. Em 1995, Pamela Anderson e Tommy Lee se casaram às pressas. Três anos depois, divorciaram-se. Pamela começou a sair com Kid Rock, embora sem deixar de se deitar esporadicamente com Tommy. Em 2003, Kid e Pamela romperam, e as confusões começaram: “Tommy me ligava do celular da Pamela para me ameaçar e me insultar”, afirma Kid. A coisa chegou às vias de fato em 2007, na entrega dos prêmios MTV: Kid Rock foi ao banheiro e, ao voltar, encontrou seu assento ocupado por Tommy. Quando protestou, Tommy lhe deu um soco, e ambos se engalfinharam numa briga que acabou na delegacia.

Quem ganhou. Como disse Jamie Foxx, que apresentava a entrega de prêmios e foi testemunha do confronto, “Kid e Tommy brigam feito membros de gangues de negros. Quem ganhou? Não fiquei sabendo, estava trabalhando”. Quanto à opinião de Tommy, foi taxativa: “Kid Rock bate feito uma piranha, se é que dá para chamar de bater. Só graças aos seguranças ele se safou de receber o que merecia”.

– Miley Cyrus contra Nicki Minaj

Nicki Minaj nunca deixa pedra sobre pedra. Mas Miley é um osso duro.
Nicki Minaj nunca deixa pedra sobre pedra. Mas Miley é um osso duro. (Foto: Getty)

Por que brigaram. A coisa começou com outra briga, no Twitter, que contrapôs Nicki Minaj a Taylor Swift. E como Miley Cyrus se inclinou por Swift numa entrevista, Minaj decidiu se vingar: no MTV Video Music Awards de 2015, recebeu um prêmio por seu vídeo Anaconda e, depois de uma enxurrada de agradecimentos, olhou para Cyrus, que era a apresentadora, e lhe cutucou: “Olhem essa vagabunda, que tinha muito a dizer à imprensa outro dia: como vai, Miley?”.

Quem ganhou. Ganhou Cyrus, por sua resposta cabal a Minaj, que sempre anda às turras com alguém: “Olha, todo mundo nessa atividade dá entrevistas e sabemos como manipulam essa merda. Felicidades, Nicki”. Feitas as pazes, as duas artistas cantaram juntas uma canção. Entretanto, cinco meses depois, Nicki rapeou algumas farpas contra Cyrus, em sua colaboração no tema Down in the DM, de Yo Gotti. Não tem jeito…

– Ray Davies contra Dave Davies

Por mais que Dave Davies se empenhe, desde os anos sessenta já havia um líder. Quem veste a camisa de cor diferente do restante nessa imagem? Sim, Ray Davies.
Por mais que Dave Davies se empenhe, desde os anos sessenta já havia um líder. Quem veste a camisa de cor diferente do restante nessa imagem? Sim, Ray Davies. (Foto: Getty)

Como começou a briga. As brigas entre Ray seu irmão Dave remontam à sua mais tenra infância: “Acho que Ray só foi feliz durante três anos da sua vida, e foram os três anos antes de eu nascer”, costuma dizer Dave. Quando em 1963 formaram os Kinks, as brigas se tornaram constantes: no estúdio, no palco, na limusine, num casamento… Qualquer lugar era bom para sair no braço.

Quem ganhou. Em 1996, Ray e Dave dissolveram os Kinks. Ray se mostrou mais receptivo a uma reunião, afirmando que “seria genial” voltar a tocar juntos. Mas sempre que perguntam a Dave sobre isso, responde: “Amo o meu irmão, mas não o suporto. Uma hora com Ray é o limite”. E se alguém apelar à nostalgia, Dave reconhece: “Quando escuto os Kinks no rádio, me emociono, até que penso em como foram as coisas realmente: as brigas, as surras nas pessoas, acabarmos feitos pó…”. Apesar de tudo, os irmãos anunciaram recentemente que estão gravando novas canções juntos.

– Keith Richards contra Elton John

Keith e Elton ainda não são muito amigos.
Keith e Elton ainda não são muito amigos. (Foto: Getty)

Por que brigaram. Ninguém sabe por que começou a inimizade entre Keith Richards e Elton John, mas alguns apontam um show dos Rolling Stones em Fort Collins, Colorado. Lá, Elton abusou da hospitalidade do grupo atuando com eles durante 10 canções. Seja como for, os sarcasmos de Richards contra John se repetiram em várias entrevistas, em que zombou da sua elegia à princesa Diana e o acusou de fazer pose, entre outras coisas.

Quem ganhou. Em 1997, Elton derrubou Keith, declarando em uma entrevista: “Comemoro por ter me afastado das drogas e do álcool. Seria uma pena acabar como Keith Richards. Pobre diabo. É como um macaco com artrite, tentando parecer jovem no palco. Respeito os Stones, mas deveriam ter tirado o Keith há 15 anos. Sempre achei que é um idiota”. Richards não se calou e replicou, direto: “Elton John parece minha avó”. E em 2018, quando Elton anunciou sua aposentadoria, Richards declarou: “Não sentirei sua falta”.

out
16

Postado em 16-10-2019 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-10-2019 00:06


 

Fred, NO PORTAL DE HUMOR

 

out
16

DO EL PAÍS

Fundo prevê para 2019 um aumento do PIB mundial de apenas 3% por causa da queda do comércio e da indústria. Brasil tem previsão de crescer 2% em 2020

 Luis Doncel

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI esta semana em Washington.
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI esta semana em Washington.AFP

Já faz quase dois anos que Donald Trump disse à elite financeira e empresarial do mundo que ele iria colocar os Estados Unidos em primeiro lugar. “Os Estados Unidos nunca voltarão a fazer vista grossa às práticas econômicas injustas”, afirmou no Fórum de Davos, em janeiro de 2018. Foram dois anos de retórica nacionalista e anúncios de medidas protecionistas às quais o país afetado respondia com contramedidas. Desde então, a economia mundial está desacelerando de forma gradual. O Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de anunciar que essa desaceleração continuará este ano, com um crescimento de 3% na economia mundial, o menor desde a crise da década passada, também conhecida como a Grande Recessão.

Não tem tido boa sorte Kristalina Georgieva em seu começo à frente do FMI. A búlgara que antes ocupou altos cargos na Comissão Europeia e no Banco Mundial estreia como diretora-gerente do Fundo com um balde de água fria na economia mundial. O crescimento apagado é uma conseqüência das crescentes barreiras ao comércio, da alta incerteza em torno do comércio e da geopolítica; de tensões em várias economias emergentes e de fatores estruturais, como baixo crescimento da produtividade e rápido envelhecimento dos países desenvolvidos, afirma o prólogo do relatório apresentado nesta terça-feira em Washington.

Essa enumeração parecerá conhecida por aqueles que acompanham os relatórios econômicos de organizações multilaterais e gabinetes de estudo. Há meses se repetem de forma idêntica. Embora pareça uma repetição, a situação agora é mais preocupante porque a mera continuação desses riscos os torna cada vez mais reais. E golpeia todo o mundo. Assim, as previsões atuais do FMI são mais pessimistas do que as de julho em praticamente todos os países e áreas econômicas analisados.

Preocupam especialmente por seu anêmico crescimento a Zona do Euro (com países como Alemanha e Itália crescendo muito pouco ou estagnados) e o Japão (cujo aumento do PIB permanecerá este ano e no próximo abaixo de 1%). A Espanha também tem sua previsão rebaixada (2,2% este ano e 1,8% no próximo), mas permanece bem acima da média europeia. As perspectivas de crescimento da economia espanhola pelo FMI são superiores às oficiais do Governo porque não incluem a recente atualização das séries estatísticas que o INE realizou e que evidenciaram que a desaceleração está sendo mais aguda do que o inicialmente estimado.

Os EUA trumpianos também não se salvam da queima. O FMI reduz sua previsão de crescimento para 2019 em dois décimos, em comparação com o que disse há apenas três meses, deixando-a em 2,4% este ano e 2,1% no próximo, taxas ainda respeitáveis, mas também para baixo. “Com as incertezas que cercam muitos países e o esfriamento previsto na China e nos EUA, e os riscos significativos de queda, é bem possível que se materialize um ritmo de crescimento mundial ainda mais apagado”, acrescenta o documento.

O pior das previsões divulgadas pelo FMI não são as cifras em si, que são ruins, mas não catastróficas. Mas a ideia de que, se nada for feito para evitá-las, podem piorar. “Para impedir esse resultado, as políticas devem ser focadas decisivamente em evitar tensões comerciais e fortalecer a cooperação multilateral”, acrescenta o documento. Ou seja, essas previsões poderão ser reduzidas ainda mais se a escalada protecionista dos EUA com a China e a Europa continuar, ou se o Brexit acabar sendo resolvido sem acordo. Por isso, os analistas reunidos no FMI acolhem com agrado os avanços nos dois aspectos que ocorreram no fim de semana passado. Mas ninguém aqui quer tocar os sinos para comemorar, cientes de que o que em um dia é avanço no seguinte pode se tornar um retrocesso.

Uma das preocupações do FMI é o revés que o setor industrial sofreu em muitos países este ano. Essa desaceleração é explicada por três fatores que reforçam uns aos outros: a queda significativa na produção e venda de veículos, a baixa confiança empresarial por culpa das tensões comerciais e tecnológicas entre os EUA e a China, e o declínio na demanda chinesa, explicada pelos esforços das autoridades para reduzir a dívida e impulsionado pela escalada de tarifas.

Quando falou em Davos, Trump justificou que sua política de situar seu país em primeiro lugar era algo que os demais líderes do mundo deveriam copiar. “A América em primeiro lugar não significa a América sozinha. Quando a economia americana cresce, cresce o mundo todo”, disse ele em 2018. A perspectiva que o tempo nos dá mostra que não é esse o caso. Porque as barreiras comerciais são a principal causa do esfriamento da economia global.

América Latina

O relatório divulgado pelo FMI inclui um mapa-múndi usado para representar a evolução da economia real em mercados emergentes em três cores. A América Latina parece tingida de rosa e vermelho. Não é um bom sinal, porque a atividade na região desacelerou acentuadamente no início de 2019, a ponto de a previsão para todo o ano estar estagnada em 0,2%.

Essa desaceleração “sincronizada” é ainda maior do que o esperado apenas três meses atrás, quando um crescimento anêmico de 0,6% já estava projetado. Com esse mapa do mundo como um guia para entender a situação no continente, identificam-se com vermelho intenso México (0,4%), Equador (-0,5%), Argentina (-3,1%) e Venezuela (-35%) . O FMI, em todos os casos, está confiante de que a atividade econômica se recuperará para 1,8% em 2020, embora seja meio ponto menor do que o previsto anteriormente e, além de tudo, seja incerta.

O Brasil, a maior economia da América Latina, viu seu crescimento se contrair nos três primeiros meses do ano devido ao impacto do desastre da mineração em Brumadinho. O FMI indica, no entanto, que o país conseguiu se recuperar no segundo trimestre. Por outro lado, a contração continuou na Argentina durante o primeiro semestre do ano e os riscos são claramente de baixa devido à acentuada deterioração das condições do mercado.

A recuperação firme esperada para 2020 reflete uma recuperação do crescimento no Brasil (2%) e no México (1,3%), bem como uma contração menos severa na Argentina (-1,3%) e na Venezuela (-10%). De qualquer forma, a região continuará longe do ritmo de crescimento nos mercados emergentes. O FMI espera 3,9% para esse grupo este ano e um crescimento maior, de 4,6%, em 2020.

Por G1 BA

Governador João Leão assina Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos — Foto: Luana Assiz/TV Bahia Governador João Leão assina Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos — Foto: Luana Assiz/TV Bahia

Governador João Leão assina Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos — Foto: Luana Assiz/TV Bahia

O governador da Bahia em exercício, João Leão, assinou na tarde desta segunda-feira (14) o Decreto Estadual de Emergência para liberação de recursos para seis municípios do estado que foram atingidos por manchas de óleo no litoral.

Segundo informações do governo da Bahia, a assinatura aconteceu por volta das 15h, em um hotel, no bairro do Campo Grande, em Salvador, e contou com a presença de representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Além do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Estadual.

“A finalidade desse decreto é que nós possamos comprar todos os materiais necessários para conter e recolher essas manchas que estão chegando na praia. Quem é que vai ficar com esse óleo que a gente vai recolher? A ideia nossa é entregar esse óleo para a Petrobras, que é quem entende de petróleo”, disse o governador.

Os municípios que fazem parte do decreto são Lauro de Freitas, Camaçari, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Salvador e Mata de São João, apesar de também serem afetados pela mancha, não vão receber os recursos, porque não declararam situação de emergência.

João Leão também falou sobre a suspeita de uma mancha de óleo de 21km quadrados a 100km da costa de Alagoas, que foi descartada após monitoramento aéreo especializado realizado por equipes da Petrobras e por imagens de satélites do Ibama.

“Uma das coisas importantes [do decreto] são os voos de helicópteros para a gente verificar se essa mancha que viram por satélite existe. Até hoje para nós é fake News. Não existe”, explicou.

A Bahia conta com 25 pontos de contaminação espalhados pelos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Na capital baiana, segundo um balanço apontado pela prefeitura, ao menos 36 kg de petróleo foram retirados das praias da cidade por agentes da Limpurb.

A mancha de óleo chegou ao Rio Pojuca, na região de Itacimirim, que fica na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador. Entre o sábado (12) e o domingo (13), funcionários da Defesa Civil e 20 voluntários tiraram cerca de 90 quilos do óleo do manguezal.

Manchas de óleo na Bahia

 Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, em Camaçari, é a que tem o pior estado na região metropolitana de Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 BA

Das localidades afetadas, a praia de Guarajuba, em Camaçari, é a que tem o pior estado na região metropolitana de Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 BA

As manchas começaram a chegar no estado em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. Mais de 150 praias já foram afetadas pelo óleo em todo o Nordeste.

Há registro em todos os nove estados da região. A Bahia foi o último a ser atingido.

  • Arquivos

  • outubro 2019
    S T Q Q S S D
    « set    
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28293031