Há um País que se perdeu pelo caminho, naturalizou as coisas erradas e temos o dever de enfrentar isso. E de fazer um novo País, ensinar as novas gerações de que vale a pena ser honesto, sem vingadores mascarados, sem achar que ricos criminosos têm imunidade”.

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, na última sessão do pleno antes do recesso do judiciário.

out
15

Postado em 15-10-2018 00:34

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2018 00:34


 

Miguel, no (RS)

 

out
15

Postado em 15-10-2018 00:31

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-10-2018 00:31

Do Jornal do Brasil

Bolsonaro ataca Haddad após petista apagar post

Candidato do PT havia dito que adversário teria votado contra deficientes, mas ele se absteve

  O candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, publicou neste domingo, 14, no Twitter, uma mensagem na qual ataca o seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Fernando Haddad (PT), em razão de uma informação falsa que foi publicada pelo petista em seu perfil e depois apagada.

“Após mentir descaradamente que votei contra os deficientes, o marmita de corrupto preso também apagou as acusações como se nada tivesse acontecido. A mentira nunca vencerá a verdade!”, escreveu Bolsonaro.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O tuíte de Haddad criticava Bolsonaro por supostamente ter votado contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A publicação, depois, foi apagada. Procurada, a equipe do petista disse que, na verdade, Bolsonaro se absteve da votação, e que por isso a postagem foi excluída.

“O deputado Jair Bolsonaro votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Acredito que ele tenha votado contra por falta de conhecimento. Ele não foi educado para compreender toda a diversidade humana e sua complexidade”, era o que dizia a postagem, antes de ser apagada.

 Resultado de imagem para Janio Ferreira Soares no Bahia em Pauta

 

CRÔNICA

Vida que segue

 

Janio Ferreira Soares

 

Manhã de quinta-feira, 11 de outubro, três dias após a confirmação de um recorrente pesadelo que me atormentou durante um bom tempo e que agora virou realidade, onde eu me via na antessala do inferno com uma crise de hemorroidas daquelas e tinha como únicas opções escolher entre ser atendido pelo Dr. Belzebu (um médico militar que opera sem anestesia pelo simples prazer de ver seu paciente berrar de dor) ou pelo Dr. Lúcifer (um proctologista que age sob o comando de um esperto mestre mamulengueiro pernambucano, que o usa como se fora uma espécie de fantoche laparoscópico à distância), ambos, diga-se, formados na Faculdade de Medicina do Purgatório.

Mas como eu ia dizendo, manhã nascendo admiravelmente bela quando vejo sobre a barragem há anos sem abrir comportas um enorme caminhão vermelho passando e fico em dúvida se ele é da Coca-Cola, da Budweiser ou do Corpo de Bombeiros indo apagar algum incêndio na velha caatinga ora despida de ramagens e arrogâncias. Para esclarecer, pego a enferrujada luneta cansada de mirar o lado claro da lua e direciono-a até o grosso concreto, mas um ponto amarronzado no meio da água me chama a atenção e me faz mudar o rumo do foco. Não demora e a lente captura dois homens numa pequena canoa se aproximando de uma rede de pesca amarrada em garrafas PET que, na delas, apenas balançam e faíscam os primeiros raios que já chegam sádicos, tipo o saudoso zagueiro tricolor Roberto Rebouças quando se apresentava a desavisados centroavantes mostrando as travas da chuteira, como se dizendo: “o prazer será todo meu!”.

Prevendo um bom passatempo antes da labuta, me ajeito na única cadeira de balanço que dialoga com minha coluna e escolho qual olho me colocará no meio deles e qual permanecerá fechado, alimentando assim a ilusão de tê-los próximos. O mais velho, aparentando uns 60 e poucos é quem comanda o remo, enquanto o mais jovem, com uma lata na mão, puxa a água que penetra por alguma fresta onde o pinche que emenda o casco relaxou e a devolve ao rio. Em seguida, sem trocar palavras ou gestos, eles pegam a ponta da rede e começam a puxá-la pra dentro da canoa e dou um toque no zoom pra ver se identifico alguns tucunarés ou corvinas, mas os fungos e arranhões da lente me impedem de distingui-los de pacus e traíras, ultimamente em grande maioria por aqui.

Serviço concluído, a pseudoproximidade é tanta que dá vontade de puxar assunto sobre o segundo turno, mas eles começam a remar e logo somem por trás da Ilha do Paiol. De volta ao mundo real, bandos de garças passam voando, bodes berram bem longe e sons de lâminas de um arado remoem um terreno vizinho numa prova de que, apesar da ameaça dos endiabrados doutores e do mestre mamulengueiro, a vida segue em frente.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco

out
14

Postado em 14-10-2018 01:00

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2018 01:00

“Nova Ilusão”, Paulinho da Viola: imbatível representante da nobreza popular do samba do Rio de Janeiro. Fabulosa interpretação. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
14

Postado em 14-10-2018 00:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2018 00:30

DO EL PAIS

Dom Diego afirma que não convocaria mais o jogador Messi se fosse de novo treinador da seleção: “Não deveríamos mais endeusá-lo”

 maradona
Diego Armando Maradona, como treinador dos Dourados de Sinaloa. Hector Vivas Getty

Diego Armando Maradona não perde a oportunidade para opinar sobre Lionel Messi. O ex-jogador e agora treinador do time mexicano Dorados de Sinaloa disse que é “inútil” tentar tornar “líder” da seleção argentina “um homem que vai ao banheiro 20 vezes antes do jogo”, referindo-se ao jogador do Barcelona, e explicou que, se fosse o treinador, não o convocaria, para assim poder tirar a pressão que tortura Messi quando joga pela alviceleste.

“Para mim é difícil falar. É inútil querer tornar líder um homem que vai ao banheiro 20 vezes antes da partida. Isso é óbvio. Não deveríamos mais endeusa-lo. Messi é Messi jogando em Barcelona e Messi é Messi jogando pela Argentina; na Argentina é mais um”, disse ele em entrevista à Fox Sports.

Além disso, afirmou que não o convocaria se fosse novamente treinador da seleção. Maradona dirigiu a equipe argentina entre 2008 e 2010 e a levou às quartas de final da Copa do Mundo na África do Sul, onde foi goleada por 4 a 0 pela Alemanha. “Eu sonho em voltar para a seleção, porque saí quando os jogadores me pediam para ficar”, disse ele. “Não o convocaria [Messi] porque temos que tirar a pressão dele, temos que extrair dele o líder que queremos que seja. Tirando dele todos os pesos que hoje tem em suas costas e fazendo-o jogar como eu quero, eu o convoco porque não há outro Messi”, acrescentou.

“Eu quero ficar a favor de Messi, Messi é um grandíssimo jogador, mas ele não pensa em dizer ‘traga-me aquele’. Vai jogar Play Station em vez de falar. Em campo ele pede (a bola), ele a quer, e a procura, ele quer nos fazer felizes”, argumentou, ressaltando que é o melhor do mundo” “junto com [Cristiano] Ronaldo”. Messi não voltou a jogar com a alviceleste após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a França. Ou seja, perdeu os dois amistosos da equipe em setembro e os dois deste mês.

Por outro lado, Maradona, que atualmente dirige o Dorados de Sinaloa, da segunda divisão no México, declarou que o futebol “está farto de dirigentes que querem ser os protagonistas, quando os protagonistas são os jogadores de futebol”. “No nível de direção, estamos muito mal, inclusive na Argentina. Eu dei meu voto a Cláudio Tapia [presidente da AFA], que não entende nada de futebol, mas ele me traiu porque chegou o Jorge [Sampaoli], que não tem categoria para a seleção da Argentina”, afirmou.

DO EL PAIS
 
Rodolfo Borges
Thomas Trebat.Thomas Trebat. Divulgação

O professor norte-americano Thomas Trebat chegou ao Brasil em 2012, “no final da fase boa”, segundo suas próprias palavras. “O Brasil parecia sair mais ou menos ileso da recessão mundial e estava a ponto de retomar um crescimento mais acelerado. Mas acabou virando um ambiente de fim de festa”, diz o diretor do Columbia Global Centers no Rio de Janeiro, lembrando dos protestos de 2013, da eleição acirrada de 2014 e do desânimo que desembocou no impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Na entrevista abaixo, o professor de relações públicas e internacionais, responsável pelo posto avançado da Universidade Columbia no Brasil, fala sobre o primeiro turno da eleição presidencial e a perspectiva de um Governo Jair Bolsonaro, que começou a campanha de segundo turno com boa vantagem nas pesquisas de intenção de voto

Pergunta. Como você interpreta o resultado do primeiro turno da eleição brasileira?

Resposta. A voz do povo foi ouvida nas urnas. Obviamente foi um voto de repúdio contra a classe política de modo geral, contra partidos tradicionais. Uma chamada quase que desesperada para uma mudança radical no rumo do país. E essa voz não pode nem deve ser ignorada pelo Brasil e pelo mundo, por um lado. Minha segunda impressão, que dificulta um pouco para quem está olhando o Brasil pelo lado de fora, é que eu acho que esse voto não é um endosso ou uma chancela dos eleitores sobre as posições tão controvertidas, principalmente na área social, do candidato Jair Bolsonaro. Não é que o país de repente virou um país de um banco de malucos.

P. O que aconteceu?

R. Eles [os eleitores de Bolsonaro] querem mudança. E a mudança que lhes foi apresentada era voltar para um passado de que eles não gostam, com o candidato Fernando Haddad, ou arriscar com um futuro muito imprevisível e sem garantias. Essa foi aparentemente a opção. Temos de aguardar o segundo turno, tudo pode acontecer nas próximas três semanas. Não estou achando que é inevitável a vitória de Jair Bolsonaro, mas é o cenário mais provável. A eleição para governador no Rio de Janeiro [com o apoio de Bolsonaro, Wilson Wietzel surpreendeu indo para o segundo turno] mostra quão volátil é a opinião pública, quão à flor da pele estão as emoções do eleitor.

P. Como você interpreta esse comportamento?

R. Os brasileiros estão muito desesperados com a situação econômica do país —que eu acho que é um fator que deveria ser mais enfatizado—, e eles atribuem a situação econômica em parte à corrupção dos partidos políticos e dos políticos tradicionais. E veem como desdobramento da situação econômica essa violência, que ocorre principalmente no Rio, entre outros centros urbanos brasileiros, que sofrem com o medo da violência.

P. Você acha que Bolsonaro, caso eleito, conseguirá dar uma resposta a esses incômodos?

R. Não vai ser fácil. Quem vier no dia primeiro de janeiro… Meu ponto de vista é o de um americano morando há muito tempo no Brasil, então eu vejo a partir da experiência com [Donald] Trump. Um candidato completamente despreparando, como é Jair Bolsonaro, sem programa e querendo mudar o país da noite para o dia em áreas muito controvertidas, onde não há um consenso democrático, no caso dos Estados Unidos.

P. O que o fenômeno Trump pode dizer sobre o fenômeno Bolsonaro, caso ele de fato seja eleito?

“Os brasileiros estão muito desesperados com a situação econômica do país, e eles a atribuem em parte à corrupção”

R. Trump caiu na realidade. Ele tem conseguido avançar em algumas iniciativas, mas o que os americanos chamam de deep state, as nossas instituições de governo, a mídia, a sociedade civil, o Congresso, todos atuam para manter o presidente Trump e suas ideias controvertidas sob algum tipo de controle. Isso vai ser a experiência interessante para o presidente Bolsonaro, caso eleito. Ele vai querer entrar e, já no primeiro dia, preservar a família, parar com a violência “metralhando”, vai querer levar para a prisão todos os acusados de corrupção, mas vai esbarrar em dois problemas. Primeiro, que há instituições fortes no país, que vão exigir mais cautela. Segundo, ele vai esbarrar no primeiro dia, ao descer a rampa do Palácio em Brasília, com o fato de que o país tem de funcionar, e de que isso é supercomplexo. É uma economia “complicadérrima”, há um mundo lá fora exigindo posições do Brasil, regiões em conflito, indústrias ameaçadas pelos seus planos econômicos, a Previdência Social… Nada disso vai funcionar, todos esses problemas vão ocupar as energias do presidente desde o início.

P. E qual lhe parece que seria a reação dele em relação a isso?

R. Haverá naturalmente uma certa moderação nas posições dele, um certo fortalecimento das instituições brasileiras, que não são tão fracas quanto a gente pensa. Acho que ele vai cair na realidade. Por último, o fundamentalismo do mercado pregado pelo assessor econômico, Paulo Guedes, tem sido tentado no Brasil e na América Latina e não tem dado resultado. Vai gerar muitos conflitos. Privatizar empresas do Estado, cortar gastos na área social, a reformar a Previdência por meio de um sistema privado de capitalização, que é a proposta… Acho que nem o candidato acredita nesse fundamentalismo do mercado. E, quanto ao mercado financeiro global, é melhor não ficar iludido, achando que vêm por aí soluções milagrosas.

P. Você enxerga possibilidade de reversão das expectativas e de eleição de Haddad?

R. É interessante pensar que ninguém está cogitando essa possibilidade, mas é possível. Há um movimento de unir forças anti-Bolsonaro. Como um político falou nos jornais, e falou certo, se no primeiro turno Haddad era Lula, no segundo turno Haddad tem de ser Haddad. Tem de ser pragmático —não vai ser carismático—, tem de se distanciar um pouco do Lula, do PT, tem que forjar um consenso novo com parte do PSDB, certamente com o partido de Ciro Gomes [PDT] e outras forças anti-Bolsonaro, uma grande união de forças. Mas será que isso é uma missão possível? Mudar a imagem de uma pessoa de boa índole, que é o Fernando Haddad, que se ofereceu para preencher um vazio político de última hora… Mas será que ele quer mesmo fazer o sacrifício, assumir uma outra aliança política que não a do Partido dos Trabalhadores, que caiu no descrédito nesta eleição?

P. Não é muito complicado mudar de forma tão brusca uma campanha no meio do caminho?

R. Talvez o partido ache que os eleitores estão dizendo para o PT se retirar, para repensar seu programa, suas ideias, ficar um tempo longe do poder. Será que Haddad vai ter a capacidade política e retórica de se distanciar aos olhos dos eleitores? Não sei, mas isso é o caminho que ele tem de trilhar, tem de mostrar outro tipo de candidato, encabeçando uma coalizão de forças e disposto a negociar demandas, promessas e programas para incorporar outras correntes de opinião, nas forças do centro, até a centro direita. Os eleitores ficaram sem opção. Na cabeça das pessoas com as quais eu converso, a eleição foi entre [o líder fascista italiano Benito] Mussolini por um lado e [o presidente venezuelano Nicolás] Maduro por outro lado. Não é o que eu acho, mas está na mente do eleitores. Tem um vasto campo para ser ocupado no meio e três semanas para tentar levar esses argumentos aos eleitores. Acho que o apoio a Bolsonaro não é tão forte quanto parece. Com o passar do tempo, com a reação no resto do mundo, tem margem para Haddad pegar votos do centro e ele tem margem para diminuir a força do adversário. Dito tudo isso, se tivesse que apostar, eu apostaria no candidato Bolsonaro.

“No melhor dos casos [de um Governo Bolsonaro], após certo período de experimentos e radicalismo retórico, ele vai cair na realidade”

P. Você mencionou Trump enquanto parâmetro para um possível Governo Bolsonaro. Como a eleição do deputado do PSL posicionaria o país no contexto internacional?

R. Esse fenômeno no Brasil está sendo classificado como um tipo de [o presidente Rodrigo] Duterte, nas Filipinas, [Recep Tayyip] Erdogan, na Turquia, [Viktor] Orban, na Hungria, e certamente Trump, nos Estados Unidos. Acho que seria ingênuo pensar que isso não teve nenhuma influência sobre o Brasil. O mundo está sujeito a populismos e a promessas de soluções fáceis de líderes fortes, o que dá mais peso a esses líderes do que à democracia. Acho um grande perigo, não há como subestimar. Qual o povo que optaria por isso? Um povo que se acha sem opção, disposto a tentar a sorte. Nos Estados Unidos, eu acho que Trump ainda consegue ser uma ameaça maior, porque o poderio dos Estados Unidos afeta o mundo inteiro. No Brasil, o impacto do populismo de extrema direita é mais restrito, mas não deixa de ser um desfecho muito triste se for o caso. Se o Brasil for para um autoritarismo, uma polarização pior ainda, um desprezo pelos direitos civis e humanos… Isso é o medo daquele 53% da população brasileira que não votou em Bolsonaro. Medos que poderão ou não se realizar.

P. Qual seria o melhor cenário para um Governo Bolsonaro?

R. A única coisa que, na minha cabeça, faz sentido é que, se ele for eleito, tem de moderar seu posicionamento social e prezar pelo lado econômico. Obviamente o mercado financeiro e os donos do poder econômico estão satisfeitos. Ele não era seu candidato inicialmente, mas eles acham que a economia deve melhorar. No melhor dos casos, após certo período de experimentos e radicalismo retórico, ele vai cair na realidade, tocar a economia e gerar empregos. Posso estar sendo muito otimista, mas é uma possibilidade. Como no caso de Trump. Suas ideias mais radicais estão sendo bloqueadas. Ele fala coisas que deixam mais da metade da população furiosa, mas a economia está indo bem e as instituições democráticas também, assim com os filtros, os checks institucionais. O melhor cenário que poderia haver é um futuro Governo Bolsonaro tendo certas reformas econômicas dentro de uma economia que coopera, à base de confiança dos investidores. Isso seria um cenário de apelo para todo o mundo. Poderíamos ter outros governos, a partir disso, que continuariam nesse trilho de reformas econômicas, com segurança para o investidor e com geração de empregos. Estou sendo otimista, não quero nem pensar no que poderia ser pior, como sair mandando matar pessoas, como Duterte, ou prendendo opositores ou fechando a mídia. Se a economia continuar mancando, sem crescimento mais vigoroso, essa polarização pode até piorar e podem surgir alternativas ainda mais duras de ambos os extremos.

out
14

Postado em 14-10-2018 00:22

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2018 00:22

DO PORTAL TERRA BRASIL

  • Jeff Benício
Jeff Benício
 

Em ‘Desejos de Mulher’, novela exibida na faixa das 19h da Globo em 2002, Regina Duarte interpretava a estilista Andreia, casada com o arquiteto Bruno, papel de José de Abreu. Eles já haviam trabalhado juntos em ‘História de Amor’, de 1995.

Regina Duarte (Andreia) e José de Abreu (Bruno) em ‘Desejos de Mulher’: rixa provocada pela guerra ideológica do momento

 
 
Regina Duarte (Andreia) e José de Abreu (Bruno) em ‘Desejos de Mulher’: rixa provocada pela guerra ideológica do momento

Foto: TV Globo / Divulgação

O caminho dos dois voltou a se cruzar nesta eleição. Dias atrás, Regina Duarte visitou Jair Bolsonaro (PSL), no Rio de Janeiro, para oficializar apoio ao candidato. Ela já havia emitido sinais de que faria isso em posts e comentários. 

 A atriz foi uma notória eleitora do PSDB. Entrou para a crônica política do País ao aparecer na propaganda política do então presidenciável José Serra, em 2002, dizendo “eu tenho medo” em relação a uma possível vitória de Lula. O petista conquistou seu primeiro mandato com quase 53 milhões de votos no segundo turno.

Desde então, a veterana da Globo entrou na mira da esquerda. Agora seu colega de emissora José de Abreu dispara contra ela críticas – algumas recheadas de sarcasmo – para contestar seu posicionamento pró-Bolsonaro.

Em vários tuítes no perfil @zehdeabreu, o ator que vive Dodô em ‘Segundo Sol’ contesta a atividade política de sua ex-companheira em novela.

“Respeitei a posição de @reginaduarte enquanto ela apoiava a direita democrática com Serra, Alckmin, FHC, Dória. Quando apoiou o impeachment. Mas não respeito artista quem apoia fascista. O fascismo ODEIA nossa profissão e nossa classe. Elimina quem discorda e quem é ‘diferente'”, opinou em uma mensagem.

Em outro post no microblog, o ator debocha da dificuldade da atriz em decorar textos. É sabido que há muito tempo ela recorre ao ponto eletrônico, aparelho usado no ouvido onde alguém ‘sopra’ ao ator as falas do personagem na hora da gravação. Um recurso usado por outros astros da TV.

José de Abreu também postou o link de uma matéria do portal ‘Diário do Centro do Mundo’ que acusa a atriz de espalhar ‘fake news’ difamatórias contra o PT – e em benefício de Bolsonaro. Uma delas envolve a tal ‘bolsa-presidiário’.

E assim, o público das redes sociais que acompanha esse ‘embate’ se divide entre críticos e apoiadores, defensores e haters. 

Essa eleição polarizada mexe profundamente com a classe artística brasileira e, consequentemente, com os fãs dos famosos.

Tem um lado positivo, que é tirar as estrelas da TV da letargia e suscitar discussões a respeito do futuro do Brasil. 

Contudo, há um teor agressivo que em nada contribui para salvar o País da crise generalizada.

out
14

Postado em 14-10-2018 00:20

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2018 00:20


 

Claudio, no jornal

 

out
14

Postado em 14-10-2018 00:17

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-10-2018 00:17

 DO BLOG O ANTAGONISTA

Pixuleco no show de Roger Waters

 

Apoiadores de Jair Bolsonaro inflaram o pixuleco na tarde deste sábado em protesto a Roger Waters, que tocará nesta noite no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O boneco de Lula presidiário foi levantado ao lado da Torre de TV, próximo ao local do show.

Resultado de imagem para Janaína Paschoal com Jair Bolsonaro no PSL

Janaína (com Bolsonaro): lavada e enxaguada em votos no batismo

das urnas em São Paulo…

Imagem relacionada
…e Wagner (com Haddad) : o reforço que chega da Bahia para a
campanha petista no segundo turno.

ARTIGO DA SEMANA

Janaína x Wagner: trunfos de Bolsonaro e Haddad no segundo turno

Vitor Hugo Soares

Recolhidos os “cacos” e varridos os “santinhos”, da eleição do primeiro turno que abateu inúmeras cabeças coroadas da política brasileira, tem – se o que restou para o segundo turno: o decisivo confronto entre o ex-deputado pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, (PSL), e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Escrevo no dia seguinte à divulgação da primeira pesquisa do Datafolha após contagem dos votos: À direita, o capitão da reserva do Exército larga, folgadamente na frente, com 58% de intenções dos votos válidos. À esquerda, o emissário de Lula, com 42%. É tempo de completar aquele “quem ganhou, quem perdeu”, balanço que se faz desde quando este jornalista atuava nas redações de A Tarde, do Jornal do Brasil ou da VEJA, onde esteve em outras históricas campanhas.    

No recomeço do Horário Eleitoral, na TV e no Rádio, que promete ser “de encardir”- no dizer da gente das barrancas do exangue São Francisco, rio da minha aldeia, – saltam aos olhos dois vencedores referenciais da primeira etapa da disputa nacional: a professora e advogada especialista em Direito Criminal, Janaina Paschoal, PSL/SP, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, PT.  Personagens que emergem em sinais de que terão papeis destacados na condução estratégica e de conteúdo do confronto que já começou pegando fogo. 

Mais explícito e desafiador deve ser o rol de Wagner, ex-ministro de Lula e Dilma, que saiu das urnas da Bahia – maior colégio eleitoral do Nordeste – mais que vencedor. Eleito, para uma das duas vagas baianas no Senado, com mais de 35% dos votos válidos, carregou nas costas até a segunda vaga, o deputado Ângelo Coronel (PSD), presidente da Assembléia Legislativa, eleito com mais de 32% dos válidos. Reelegeu para o Palácio de Ondina, seu afilhado político dileto, Rui Costa, com mais de 70% dos votos. Fez barba e cabelo na capital e no interior. E foi mandado pelo PT, já na segunda-feira, para comandar as articulações políticas da campanha de Haddad, que derrapa na fase mais crucial.

O galego chegou chegando em Sampa. Além de afamado “bom de urna”, Wagner desembarcou precedido de loas de hábil negociador, com trânsito nos círculos dos comandos militares. Fama, também, de circular com desenvoltura entre políticos da esquerda e consrtvadores; e entre empresários. Sem falar nos contatos com cabeças pensantes do marketing político, que apontam a saída de “baianizar” a propaganda, emprestando mais molejo de corpo e novas cores ao duro círculo petista da campanha Haddad. Resultado a conferir, apesar dos sinais nada animadores do Datafolha.

Janaína Paschoal – quase vice de Bolsonaro pelo PSL e a advogada do impeachment de Dilma – sai de seu batismo nas urnas lavada e enxaguada em votos. Mais de 2 milhões para uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo. Faz história de novo, desta vez como deputada estadual mais votada de sempre no País. Ela escreveu, em seguida, no Twitter, o que dirá ao seu candidato: “Ele foi votado por uma pluralidade. As pessoas que vinham conversar comigo, para dizer que iam votar nele, eram pessoas muito pobres, muito ricas, brancas, negras, homossexuais, mulheres. Os números provavelmente mostrarão, mas acho que é preciso dar esse testemunho. É muito importante ele ter isso em mente para, em sendo eleito, governar para essa pluralidade”. Uma conselheira e tanto, já se vê! O final, igualmente a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

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