mar
18

Postado em 18-03-2009 17:00

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 17:00

———————————————————————————————-

A sugestão da música para começar o dia nesta quarta-feira (18/03) vem de Belmont, Califórnia, nos Estados Unidos em crise, que se propaga para o resto do mundo. Vem da leitora do Bahia em Pauta, Regina Soares,  que explica a escolha da música e do título para o texto da análise que ela produz no post a seguir:

———————————————————————————————–

ANÁLISE

MÚSICA PARA A CRISE

Regina Soares

“Essa música, “Let’s Face the Music and Dance” , é notável. Escrita por Irving Berlin para o filme Follow the Fleet (1936), onde ela foi introduzida por Fred Astaire e apresentada na célebre dança do dueto Astaire e Ginger Rogers. Durante a “Great Depression” (Grande Depressão), música muitas vezes serviu para levantar o ânimo das pessoas.

Se olharmos a correlação entre música e economia uma pergunta vem a nossa mente: Tempo ruins geram músicas com características depressivas e tristes? Eu pensei no grande hit da grande depressão,”Brother can you spare a dime?” e no raivoso Punk Rocks tocados nos night clubs de New York, nos anos 70, e conclui que não, por que a maioria das músicas dos anos 30 cantavam o lado brilhante da vida e a possibilidade do encontro com o arco-íris, mantendo a esperança à vista.

Na década dos 70, enquanto o punk e o hip-hop borbulhavam na superfície, a música pop e, especialmente, o disco deslizavam sobre tudo ordenando-nos a “boogie down” e continuar a dança.
Se nós estamos entrando de cara na recessão, ou qualquer outra forma do destruição econômica, será interessante observar como as orientações musicais reagem. Porque tempos difíceis produzem músicas sombrias e mal humoradas, só que não imediatamente e nem de uma forma que todos podem ver.

Regina Soares é advogada eleitoral, vive em Belmont (área da baia de San Francisco, Califórnia(EUA)

mar
18

Postado em 18-03-2009 14:04

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 14:04

Dengue na Bahia/Imagem da Agência Brasil

Deu no jornal O Globo, edição de terça-feira (17), em uma coluna de notas (quase) perdidas no pé da página 9:

“EPIDEMIA DE DENGUE: O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, culpou ontem as gestões municipais pela epidemia de dengue na Bahia, que este ano já causou a morte de 25 pessoas. Há cerca de 21 mil casos notificados da doença no estado. Temporão disse que as prefeituras foram alertadas para o risco de epidemia e a necessidade de adotarem medidas preventivas. Isso, segundo ele, não foi feito devido “à descontinuidade administrativa no período pós-eleitoral”.

Nesta quarta-feira, a suspeita de casos fatais subiu para 26, com a notificação da morte de mais uma criança, em Feira de Santana.

Tudo bem, digamos que o argumento meio tortuoso do ministro tenha algum sentido. Mas e agora, o que fazer. Rezar?

(Por Vitor Hugo Soares)

mar
18

Postado em 18-03-2009 04:53

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 04:53

Campanha publicitária “simpática” de uma academia holandesa. Quando você senta no banco o painel no ponto de ônibus indica o seu peso. 

Será que alguém depois de passar por este constrangimento vai correndo se matricular na tal academia ou o “gênio” publicitário que criou isso só pretendia ser criativo a qualquer custo?   

A brincadeira esta nos pontos de ônibus de Rotterdam.

Por Laura Tonhá, publicitária.

mar
18

Postado em 18-03-2009 03:10

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 03:10

Nascimento:17 de Junho de 1937

Morte: 17 de março de 2009

mar
18

Postado em 18-03-2009 02:45

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 18-03-2009 02:45

Este site-blog escancara as portas e coloca tapete vermelho para receber um texto da jornalista carioca Maria Aparecida Torneros, articulista de encher os olhos e de profunda ligação com a Bahia , cimentada principalmente no período em que ela foi uma das colaboradoras mais assíduas e mais lidas da página de Opinião de A Tarde. Poeta e cronista, Cida Torneros, 59 anos, foi correspondente no Japão da revista O Cruzeiro e atualmente escreve para jornais e sites, além de trabalhar em assessoria de imprensa no Rio de Janeiro. Em 2008 lançou o livro “A Mulher Necessária”, que reúne mais de 100 artigos e crônicas, do qual tenho a honra de ter escrito um dos prefácios. No texto a seguir ela fala com a delicadeza poética de sempre do filme “Bela noite para voar”, sobre Juscelino Kubitscheck (JK), de Zelito Viana, com José Abreu e Mariana Ximenes, que estreou hoje no Rio. Bem-vinda ao Bahia em Pauta, Cida. E chega mais!

(Por Vitor Hugo Soares)

——————————————————————————————

Bela noite para voar- o filme sobre JK

Aparecida Torneros

O filme traz de volta um momento da história brasileira, tão presente e recente, em nossa geração, que parece que tudo aquilo ainda está acontecendo e a gente pára no tempo.
O ator José de Abreu faz um JK intenso, esforça-se para transmitir o carisma do Nonô, e consegue passar a intensidade do homem público visionário que ele foi. Um JK viajante das estrelas e dos céus, um pássaro voador, um presidente Bossa Nova, repaginado, através do filme, como um perseguido comandante em chefe de Forças Armadas em constante levante contra seu governo.

O episódio principal do filme refere-se a um complô de militares da Aeronáutica que tentaram impedir o Presidente na aterrissagem em Belo Horizonte, em momentos do ano de 1960, às vésperas da inauguração de Brasilia, e de passar o governo ao seu sucessor.

JK conta então, com a perspicácia e inteligência de sua Princesa, uma namorada extra casamento, interpretada pela atriz Mariana Ximenez, que o salva do golpe conseguindo que sua aeronave pouse numa pequena pista mal iluminada com ajuda de taxistas da cidade que se perfilam com faróis acesos, como a formar um chão de estrelas para que os pilotos enxerguem a pista. A sorte e o amor parecem ter sido os protagonistas da vida de JK.

Um belo filme e dá para se voar um pouco com o nosso Nonô, nas nuvens da paixão nacional pelo futuro de um Brasil que ele sonhou, e que projetou, concretamente. Quando o avião do Presidente pousou e a Princesa chorou de alegria, confesso, também chorei, por saber que ele não merecia a traição dos seus subordinados , muito menos ter sido sabotado como foi, por tantas vezes.

A história recontada romanceada e intrigante, mostrando atores que encarnam Prestes, Lacerda, Lott, Oscar Niemeyer, entre outras figuras da vida nacional, preenchendo lacunas ainda muito fortes nos livros e nas pesquisas, para que se compreenda realmente a marcha do Brasil nos últimos 50 anos.

Aparecida Torneros é jornalista

mar
17

Postado em 17-03-2009 18:55

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 17-03-2009 18:55

Juazeiro e o rio:retrato da imprevidência
(

O prefeito Isaac Carvalho (PC do B) decretou estado de emergência, por sessenta dias, em Juazeiro, por falta de abastecimento de água no município.

A crise fez com que a cidade mudasse totalmente sua rotina: as pessoas ficam acordadas durante a madrugada, para aparar água que só chega às torneiras durante esse turno. E se vê  carroças pelo centro da cidade que vão buscar água nas margens do Rio São Francisco. E até escolas chegam a suspender as aulas por falta de água.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Juazeiro, ”essa medida foi tomada para que o problema da falta de água possa ser amenizado, sem maiores prejuízos para a população”. O decreto de emergência, assinado pelo prefeito, sugere a contratação direta de serviços para construção de uma estação de tratamento,  para o abastecimento de água no município.

A estação de tratamento de água existente na cidade foi projetada para uma população em torno de 65 mil habitantes, Juazeiro possui, hoje, cerca de 240 mil.

Costuma-se ouvir falar em cidades no sertão nordestino em estado de emergência por falta d’água em decorrência da seca. Não é esse o caso de Juazeiro, cidade ribeirinha. Aqui a população vem sendo penalizada não por fatores naturais, mas sim, pelo descaso , impreesponsabilidade e imprevidência de seus gestores municipais.

Por Grazzielli Brito, jornalista, de Juazeiro, na margem do Rio São Francisco

mar
17

Postado em 17-03-2009 17:42

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 17-03-2009 17:42

E por falar em Recife, nada como um bom frevo pernambucano para animar o dia, mesmo em tempo de crise. Então o Bahia em Pauta foi buscar um dos melhores frevos orquestrados de todos os carnavais. A execução é da Spock Frevo Orquestra, do maestro Spock, simplesmente o melhor que há em tradição e renovação da música popular pernambucana. Reunião de músicos do mesmo quilate talvez só seja possível encontrar em Nova Orleans, e olhe lá! A competição de dançarinos de frevo no palco é um espetáculo especial à parte. Confira. (Por Vitor Hugo Soares)

mar
17

Postado em 17-03-2009 16:07

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 17-03-2009 16:07

“O diário Seatle Post-Intelligence, da costa oeste americana, conhecido também pelo nome de P-I, publica nesta terca-feira, 17, sua última edição impressa, e será o primeiro jornal americano a migrar inteiramente para a plataforma digital.  A experiência, segundo informa o The New York Times, está sendo observada por toda a imprensa dos Estados Unidos, que busca um novo modelo empresarial para o jornalismo, em função da perda de rendimento provocada pela migração de leitores para a web e agravada pela crise econômica. O diário de 146 anos que empregava 165 jornalistas, agora vai operar com apenas 20”.

( Por Rosane Santana, jornalista, de Boston (EUA)

mar
17

Postado em 17-03-2009 14:22

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 17-03-2009 14:22

Convite para ver a entrevista do Protógenes

A cúpula dirigente da “Rede Viva”, grupo de televisão ligado á igreja católica, celebra com foguetes e orações, o recorde de participação de ouvintes, através de ligações telefônicas e da Internet, na edição de ontem do programa “Tribuna Independente” desta segunda-feira (16). O entrevistado foi o polêmico delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, condutor da “Operação Satiagraha”, cujos indícios e provas levantados já resultaram na primeira condenação, por 10 anos e pagamento de multa, do mega-banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Oportunity.

Apesar de confirmar pressões e ameaças que tem sofrido pessoalmente – “algumas covardemente estendidas a meus familiares ou a outros membro da PF que participaram da Satiagraha “- o delegado Protógenes fez questão de deixar claro, em resposta a várias perguntas, que mesmo afastado das investigações, por motivos que desconhece, ainda respira bem, “com forte ajuda da população atenta em todo o País”, e tem “bala na agulha” para combater bandidos e corruptos, como tenho feito em toda a minha vida profissional”, afirmou.

O programa apresentado por Monteiro Neto começou às 22:30h, como de hábito, mas o encerramento ultrapassou o limite do tempo normal, tal o número de perguntas que chegavam dos ouvintes de todo o País, na sede da emissora, em São Paulo. A mesa de entrevistadores teve a participação da jornalista política Denise Rothenbourg, do Correio Braziliense, e de Leandro Mazzini , editor da coluna Informe JB, do Jornal do Brasil.

Muito a revelar

O entrevistado chamou Daniel Dantas, todo tempo, de “banqueiro bandido”, como de hábito, e justificou: “ele agora já está condenado pela justiça”. Desmentiu praticamente todo o conteúdo da reportagem de capa da revista VEJA da semana passada, “A Tenebrosa Máquina de Espionagem do Dr. Protógenes”. Fez elogios ao presidente Lula e à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef – e garantiu jamais tê-la investigado, nem ao filho do presidente, Fábio, como diz a reportagem da revista semanal: “tudo mentira e posso provar”, garantiu.

O delegado Protógenes reafirmou a sua disposição de “dar nomes aos bois” e revelar tudo sobre a Operação Satiagraha , se convocado, mesmo, a depor no dia 1º de abril, uma vez que, segundo afirmou, o convite a ele ainda não foi formalizado pela CPI dos Grampos no Congresso, embora a notícia já esteja na rua. “E tenho muita coisa ainda a revelar”, disse o delegado. Com o terço que pertenceu a sua mãe, na mão, o delegado fez confissão pública da sua fé católica, que professa desde criança e agradeceu ao arcebispo de São Paulo, pela solidariedade que tem recebido do religioso nesta etapa conflituosa de sua vida.

Faltam ainda 14 dias para o depoimento , mas a expectativa só faz aumentar.


(Por: Vitor Hugo Soares
)

mar
17

Postado em 17-03-2009 12:38

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 17-03-2009 12:38

Lições políticas de um livro

O lançamento de “Daquilo que eu sei”, livro de memórias do ex-deputado e ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, fez Recife voltar na noite e madrugada desta segunda-feira, 16, a uma época de profundo mergulho da política brasileira, ao mesmo tempo em que projetava luzes alentadoras nas relações democráticas não só para Pernambuco, mas para o resto do País.

No mesmo espaço do Shopping Paço Alfândega, um surpreendente desfile em harmonia, pelo menos nas aparências. Presentes duas das maiores majestades do tucanato nacional – os presidenciáveis governadores José Serra ( SP) e Aécio Neves (MG) -, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), neto de Miguel Arraes; o senador Sergio Guerra (PSDB) e o prefeito João Costa (PT), entre dezenas de menos notáveis. Não faltou nem o prefeito de Caruaru, Tony Gel (DEM), notório rival político da família do autor, mas que fez questão de marcar presença no lançamento, “para dar um abraço em Fernando Lyra”.

“É uma sensação incrível, maravilhosa, um passado pelo qual temos que zelar. Naquela época (a ditadura), a liberdade era impossível. Isso (lançamento do livro) nunca aconteceria”, disse o autor de “Daquilo que eu sei”, ao discursar em cima de um tablado improvisado de palanque. Segundo um dos presentes, só a frase do saudoso sambista Jamelão poderia sintetizar a satisfação do bravo Fernando Lyra: “parecia pinto no lixo”.

Agora é ler o livro, que, espera-se, não demore a chegar às livrarias baianas. Por falar nisso, a política baiana foi a grande ausente na festa democrática de ontem em Pernambuco. Uma pena.

(Por Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos

  • agosto 2020
    S T Q Q S S D
    « jul    
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
    31