nov
18

Postado em 18-11-2009 18:17

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 18-11-2009 18:17

João Carlos: Pela honra do Bahia
Joca
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Deu em Terra Magazine

CLAUDIO LEAL

O presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães Filho, move um processo contra o jornalista e escritor João Carlos Teixeira Gomes em razão de críticas à diretoria do clube, no artigo “Como salvar o Bahia”, publicado no jornal baiano “A Tarde”. Apresentado em 27 de outubro, o processo “2925365-2/2009” corre na 15ª Vara Crime de Salvador e será apreciado pelo juiz Antonio Silva Pereira.

“Em entrevista a Terra Magazine, Guimarães, cartola e deputado federal (PMDB), expõe o trecho que motivou a ação judicial:”
– Eu não tô aqui agora nem com a ação, nem com o texto, o que eu vou tentar reproduzir talvez não seja literalmente a mesma coisa, mas foi algo do tipo: o dinheiro do clube sai pelos ralos ou pelos bolsos de quem o dirige. Eu acho que aí, né… Já passa do limite.

No artigo editado no jornal “A Tarde”, em 17 de outubro de 2009, Teixeira Gomes lamentou “que o clube tenha chegado ao nível de humilhação a que foi atirado pelas administrações que o desmoralizam há tantos anos consecutivos”.

Filho do primeiro goleiro do Bahia, o escritor prosseguiu: “As últimas diretorias do Bahia conseguiram uma façanha esportiva realmente inédita: inventaram a crise ininterrupta, a decadência irreversível, a degradação permanente, portanto a mais injustificável e dolorosa.”

O trecho que irritou o presidente do clube traz uma crítica fundamentada em reportagens jornalísticas sobre o grupo de cartolas que comanda o Bahia há mais de 30 anos, aqui e ali renovado por herdeiros e políticos aliados: “Lançaram o Bahia em todas as divisões inferiores, não conseguem ganhar nem o campeonato baiano, fazem contratações desastrosas (como a de Paulo Carneiro, confissão de falência de comando), jamais conseguiram armar um time digno, estão alienando todo o patrimônio sem construir coisa alguma, as rendas dos jogos somem pelo ralo (ou pelos bolsos), as contas (irregulares) vivem sob suspeita, como o provou A TARDE em recente reportagem.”

Em entrevista a Terra Magazine, uma semana antes deste artigo, Teixeira Gomes havia conclamado a torcida tricolor a reagir, nas ruas, contra os cartolas do Bahia. “Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso”.

Procurado na tarde desta quarta-feira, João Carlos Teixeira Gomes não foi encontrado. Joca, como é conhecido desde os tempos da Geração Mapa – protagonizada por Glauber Rocha – é ex-editor-chefe do Jornal da Bahia e autor, entre outros livros, de “Tempestade Engarrafada”, de “Glauber Rocha, esse vulcão” (melhor biografia sobre o cineasta), do best-seller “Memórias das Trevas” e do romance recém-lançado “Assassinos da Liberdade”.

Na década de 70, durante a ditadura militar, Joca foi perseguido pelo governador biônico Antonio Carlos Magalhães e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Em 1972, numa decisão histórica, o Superior Tribunal Militar deu vitória ao jornalista, que continuou a se opor ao governador imposto pela ditadura.

O presidente do Bahia, que integrou o grupo político de ACM, afirma que não conhece a história do jornalista.
– Não, não o conheço e, sinceramente, eu fico bastante sentido por outro lado, porque não o conheço. Conheço a história dele de ouvir falar, mas nunca troquei palavra com ele, nunca apertei a mão dele. E ele não conhece as minhas intenções – diz o cartola.
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Leia a íntegra da entrevista do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães,

em Terra Magazine  (  http://terramagazine.terra.com.br )

nov
18

Postado em 18-11-2009 17:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 17:47

Gilmar: voto e polêmica
Gilmar
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Deu o resultado esperado no jogo mais que previsível. Por cinco votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal acolheu o pedido de extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti feito pelo governo da Itália. Coube ao presidente STF, ministro Gilmar Mendes – em longa , rebuscada e aparentemente cansativa justificativa de voto´para o próprio Mendes, cuja intenção ficou evidente às prmeiras palavra – desempatar o julgamento na tarde desta quarta-feira, 18 ao votar pela entrega de Battisti.

Os ministros do Supremo discutem agora se a última palavra para a extradição é ou não do presidente da República. O ministro Gilmar Mendes acompanhou o relator do processo, ministro Cezar Peluso, que entendeu que os crimes pelos quais Battisti foi condenado são comuns, não políticos.

O presidente do STF usou múltiplos exemplos para justificar por que os crimes devem ser considerados comuns. O ministro afirmou que ações como as da Klu Klux Klan ou os assassinatos de Martin Luther King e Chico Mendes são crimes com conotações claramente políticas, mas nem por isso deixaram de ser punidos.

O portal IG assinala na matéria sobre o julgamento, que de com Gilmar mendes, “a configuração do caráter político do crime passa pela análise do contexto social” do país onde foi cometido. Só é possível, para Mendes, qualificar o crime como político se for cometido por cidadãos oprimidos por regimes totalitários. Assim, não há crime político em regimes democráticos, onde as pessoas podem enfrentar seus adversários “dentro dos parâmetros da vida social civilizada”. Mendes ressaltou que o mesmo crime que pode ser anistiado por ter sido cometido sob um regime ditatorial, na democracia ganha caráter de crime comum.

Palavra final

Ainda nesta quarta-feira o STF retomou o julgamento da extradição de Cesare Battisti, preso no Brasil desde março de 2007. O governo da Itália sustenta que ele cometeu quatro assassinatos no final dos anos de 1970 e pede sua entrega. O pedido foi acolhido pelo STF, que agora discutirá uma questão tão importante quanto: a última palavra em extradição cabe ou não ao presidente da República? Se os ministros mantiverem a jurisprudência do tribunal, o presidente Lula ainda poderá decidir se mantém Battisti no país ou o entrega à Itália.

Na prática, – destaca o IG – o Supremo decidirá quais os limites do poder e da autonomia do presidente da República no comando das relações internacionais do país. O tribunal já entendeu que pode rever a decisão do Poder Executivo de dar refúgio a cidadãos estrangeiros. Um a zero para o Judiciário. Até o caso Battisti, o STF sequer analisava o processo de extradição de pessoas com status de refugiados. Ao mudar sua jurisprudência, o Supremo definiu que a justificativa para a concessão do refúgio pode passar pelo crivo da Justiça, derrubando a prerrogativa do Executivo.

Agora, o Supremo pode ir além e mudar o entendimento de que a palavra final sobre a extradição cabe ao presidente da República. Um recente caso julgado pelo tribunal mostra que, até agora, esse direito presidencial era claro.

Ao julgar o pedido de extradição de um chileno em junho do ano passado, os ministros decidiram que o tribunal “limita-se a analisar a legalidade e a procedência do pedido”. O Chile, como a Itália, tem tratado de extradição com o Brasil. Ainda assim, de acordo com a decisão publicada no Diário Oficial, “se deferida (a extradição), a entrega do súdito ao Estado requerente fica a critério discricionário do Presidente da República”. Trocando em miúdos, é o presidente é quem decide se entrega o estrangeiro. A relatora deste caso foi a ministra Cármen Lúcia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que, caso a decisão do STF de entregar Battisti à Itália seja “determinativa”, não terá outra opção, senão entregá-lo. Até hoje, como se viu no caso do chileno, o Supremo apenas autorizava a extradição.

Não há registro histórico recente de qualquer caso no qual o presidente da República tenha se recusado a entregar o cidadão estrangeiro depois de o STF conceder o pedido de extradição. Mas também foi a primeira que o tribunal anulou um ato de refúgio concedido pelo governo brasileiro. Por qualquer ângulo que se olhe, o julgamento do caso Battisti é recheado de novidades e acirra o embate crescente entre o Judiciário e os poderes Executivo e Legislativo.
Vem onda forte por aí. A conferir.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal IG)

nov
18

Postado em 18-11-2009 16:51

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 18-11-2009 16:51

Este editor do Bahia em Pauta recebeu da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas um honroso convite para participar da Sessão Solene na qual se fará a entrega da Comenda Ledo Ivo aos escritores Leda Almeida e Carlito Lima. A solenidade ocorrerá com a presença do patrono, poeta Ledo Ivo. Haverá uma apresentação teatral de poemas e textos de Ledo Ivo pelo grupo dos atores Homero Cavalcanti e Ronaldo Andrade.

Dia: 18 de novembro de 2009.

Hora: 16:00 hs.

Local: Plenário da Assembléia

Praça Pedro II – Centro – Maceió
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Comentário: Deus e todos os orixas da Bahia sabem como gostaria de estar presente na festa da tarde desta quarta-feira, na capital alagoana, para levar pessoalmente o meu abraço mais forte e aplaudir o escritor, cronista e blogueiro Carlito Lima, na hora da colocação no peito do velho Capita, este alagoano fora de série – como escritor e figura humana – da comenda tão merecida.

Como, infelizmente, não será possível , guardo o abraço pessoal e a generosa promessa de farra em Maceió ao lado de Carlito, Duque de Jaraguá – que acaba de lançar “As Mariposas Também Amam”, inperdível livro de crônicas – para outra vez.

De Salvador, onde Carlito Lima viveu, terra que ele ama intensamente, baterei palmas , e sei que não o farei sozinho. O jornalista e blogueiro Chico Bruno e o artista plástico Angelo Roberto – o da “Bahia de Todos os Ângelos”, belo capítulo de seu fantástico livro de memórias, que recomendo a todo mundo que ama a boa leitura -, seguramente farão o mesmo esta tarde.

Mando, além disso, as palavra do artigo que no Carnaval de 2008, tão contente e emocionado quanto hoje, escrevi sobre Carlito Lima

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Carlito Lima em Maceió
Calima
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Para Carlito Lima

VIA NORDESTE

Vitor Hugo Soares

Antes da cantora Ivete Sangalo pespegar aquele beijo de faz-de-conta na boca do atoleimado apresentador da TV Bandeirantes, para um Brasil inteiro de audiência, eu já estava a quilômetros de distância da folia de Salvador. Cortava estradas e braços de rios no Nordeste, a caminho de Maceió, a capital alagoana onde o carnaval se resume a um ou dois mascarados, extraviados provavelmente dos desfiles do Galo da Madrugada, ou do Madeira do Rosarinho, em Recife e Olinda.

Quando entrei na Linha Verde, rumo a Aracaju, primeira etapa na rota de fuga, nem desconfiava da presença na “cidade da Bahia” – como dizia Jorge Amado – da bela Naomi Campbell. Segredo bem guardado, ela desembarcou no Curuzu a convite bem remunerado do publicitário Nizan Guanaes, para fazer marketing e emprestar charme internacional ao desfile do bloco afro, Ilê Aiyê, “o mais belo dos belos”.

À noite, vi de longe, pela TV, as lágrimas que escorriam dos olhos comovidos da “top” britânica. Senti uma pontada de quase arrependimento pela ausência, arrefecida em seguida com a explicação da modelo: “estou muito feliz no meio da minha gente”. Recuperado do rápido ataque de nostalgia, lembrei: estava nas alagoas de Graciliano Ramos, de “Caetés”, de Djavan, da “farinha boa”, e de Cacá Diegues, de “Bye, Bye, Brasil” e de “Deus é Brasileiro”.

Portanto, tinha muito para ver e aprender. Não poderia me deixar impressionar por tão pouco. Ainda assim, devo esclarecer: deixar Salvador nesta época é coisa que faço raramente, a não ser por cansaço ou tédio. Amo o carnaval da Bahia na receita original de sua fantástica mistura, embora reclame do excesso de botox e de cirurgias plásticas que têm alterado a face de uma das mais extraordinárias festas populares do País, a título de “profissionalização” e “autofinanciamento”.

É como se a folia baiana, famosa exatamente por sua fabulosa mistura de componentes culturais, nascida da espontaneidade participativa das ruas e das raças, se resumisse agora a um mero espetáculo de celebridades de fama duvidosa. Ou, pior ainda: simples questão de comércio, indústria e política, a que tudo parece se resumir, infelizmente, no Brasil dos dias correntes.

Desta vez, não resisti aos apelos do coração e da fadiga. Viajei para matar saudades nordestinas, principalmente do Rio São Francisco da minha meninice e adolescência. Navegar de balsa em sua foz, antes da anunciada transposição das águas já escassas – sabe-se lá para onde e para quem.

Rever Penedo, a incomparável localidade que extasiou Pedro II, na histórica passagem do Imperado por Alagoas, cujas marcas ainda se preservam nas ruas e pontos indispensáveis de visitação da cidade, neste período de celebração dos 200 anos do desembarque da Família Real no Brasil.

Até a placa da estrada de acesso a Palmeiras dos Índios, a cidade que um dia teve a felicidade de ter Graciliano Ramos – alagoano de Quebrânculo e maior referência estadual – como prefeito, é motivo de emoção renovada. Mais adiante, recordação do escritor e do seu conselho de que se deve escrever como as lavadeiras lá de Alagoas praticam o seu ofício. Vi algumas lavadeiras na beira do rio, nessa viagem. Elas executam seu trabalho ainda hoje, quase do mesmo jeito descrito por Graça.

“Começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem o pano, uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”, ensina o autor de “Infância”, em entrevista dada em 1948, que abre o site oficial do escritor.

] Os escritores nem sempre seguem as lições do mestre tão bem quanto as lavadeiras. Salvo algumas exceções, como Carlito Lima, que escuto com prazer e emoção no quarto do hotel, domingo de Carnaval, em uma entrevista à TV Assembléia, de Maceió. Ex-prefeito como Graciliano, criador, “com orgulho”, do carnaval de São Miguel, uma das únicas cidades onde se sente presença da folia de Momo na terra dos marechais, Lima é uma dessas figuras humanas surpreendentes e raras, a quem é fácil querer bem no primeiro contato.

Ex-capitão do Exército, engenheiro, boêmio, ambientalista, virou escritor e dos bons – aos 60 anos de idade. É o autor do livro “Confissões de um Capitão”, sucesso no país inteiro, com referências internacionais, considerado um dos melhores escritos sobre o golpe militar de 64. É um livro que todo mundo procura ansioso para ler, como fez o ator Antonio Fagundes, no Pontal do Peba, numa tarde de folga das filmagens de “Deus é Brasileiro”.

“Fagundes ficou encantado”, revela o diretor Cacá Diegues, com justo orgulho alagoano. O encantamento de que fala o cineasta se espelha nas histórias que Carlito Lima conta na entrevista à TV alagoana e escreve em suas crônicas.

Enquanto isso, as grandes emissoras do País se derramam em loas ao desfile do Galo da Madrugada, em Recife, às lagrimas de Naomi, no Ilê e às badalações dos camarotes. Na orla de Maceió como em todo percurso da via nordestina o que se escuta a todo momento é o sucesso “Beber, cair e levantar”, do baiano Marcelo Marrone, gravado por conjunto de forró em ritmo carnavalesco, que se eleva na contramão dos conselhos do Detran e do Jornal Nacional sobre a incompatibilidade da bebida com a direção.

Não adianta fugir: o carnaval resiste.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:vitors.h@ig.com.br

nov
18

Postado em 18-11-2009 13:19

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 13:19

Deu no Comunique-se

O portal Comunique-se, um dos mais tradicionais e acreditados sites da web quando o assunto é bastidores da imprensa brasileira, publica a seguinte notícia, com informações da Folha de S. Paulo, segundo está registrado no post:

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Da Redação

O governo federal elaborou 59 propostas de regulação do setor de comunicações para serem discutidas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 e 17/12 em Brasília. Os documentos já foram compilados e encaminhados aos delegados da Conferência. Entre as propostas, estão o fortalecimento dos veículos estatais e públicos, a criação de mecanismos de fiscalização de rádios e TVs privadas e o incentivo à imprensa regional.

Com o fim da Lei de Imprensa, o governo também defende um “marco legal” no direito de resposta e indenização “a prejudicados por profissionais e empresas de mídia”.

Incentivo à imprensa regional

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), autora das propostas, sugeriu também a criação de mecanismos mais acessíveis de verificação de audiência e circulação para jornais e rádios de pequeno porte, o que permitiria que esses veículos recebessem publicidade institucional ou de utilidade pública.

Para essas pequenas empresas de comunicação, o ministério defende também que o governo “crie mecanismos de compra de insumos básicos, como o papel-jornal, para os pequenos jornais, similares aos modelos disponíveis aos grandes (…), melhorando sua competitividade”.

Restrições e oportunidades

Além dessas propostas, a Secom pretende proibir outorgas de rádio e TV a ocupantes de cargos públicos, regular “a prática de proselitismo religioso” em rádio e TV, restringir a propriedade cruzada de veículos de comunicação e da obrigatoriedade das emissoras de TV de veicular programas de produtoras independentes.

A Secom pretende aproveitar o debate para discutir a possibilidade de criação de canais digitais de TV dos ministérios da Cultura, da Educação e das Comunicações, além de distribuir canais para sindicatos e movimentos sociais.

Marco regulatório

As propostas do governo estão sendo discutidas nos Estados responsáveis por elaborar a agenda da Confecom. O documento final do debate será avaliado pelo governo, que, a partir das ideias, poderá definir um novo marco regulatório para o setor de comunicações.

A Confecom reunirá empresas de comunicação, entidades e representantes do setor. Em agosto desse ano, algumas delas se desligaram da Conferência, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Brasileira de TVs por Assinatura (ABTA), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), Associação dos Jornais do Interior (Adjori) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ), pela possibilidade do debate permitir a aprovação de teses contrárias às defendidas pelas entidades, consideradas restritivas à liberdade de expressão e de livre associação empresarial.

Entre as entidades patronais, participam ainda a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) e Associação Brasileira de Radiodifusão (Abra). A maior parte dos participantes é composta por representantes do governo, organizações de trabalhadores e ONGs ligadas ao setor.

As informações são da Folha de S.Paulo

(Postada por Vitor Hugo Soares)

nov
18

Postado em 18-11-2009 12:41

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 12:41

Jornais da Bosnia: a nova guerra
Bosnia
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Em contagem regressiva para o jogo decisivo desta quarta-feira à noite contra a Bósnia, no campo do adversário, em Zenica, os jogadores da selecção portuguesa de futebol começam a concentrar-se para o desafio que terão de superar sem poder contar com seu maior astro, o atacante Cristianos Ronaldo, eleito o melho jogador do mundo em 2009, que está contundido.

Segundo informa o portal portugues TSE Radio Notícias, nota-se já a intensificação do ambiente de festa em torno da partida que vale uma viagem para bósnios ou portugueses até a Africa do Sul, na Copa do Mundo do ano que vem.Não há , à primeira vista, segundo o portal da web, motivos para preocupações com a segurança em Zenica, local do jogo e um dos estádios mais acanhados da Europa. “Autêntico alçapão”, segundo analistas portugueses de futebol.

O repórter da TSF, Paulo Cintrão, que está em Zenica, revelou no começo da tarde, alguns pormenores do ambiente vivido antes do jogo decisivo para Portugal e Bósnia

“Os holofotes do estádio do Zenica, na Bósnia-Herzegovina, já estão acesos e há cada vez mais torcedores de cachecol, enrolados em bandeiras e com chapéus alusivos à selecção bósnia que espera pelo jogo da sua vida”, diz o reporter de TSE.

Nos bares da cidade vão-se ultimando preparativos para receber todos os que não vão poder estar no estádio. Também os carros que passam na avenida principal do Zenica estão devidamente enfeitados com uma bandeira de cada lado.

Os bósnios mostram-se confiantes de que o país vai ultrapassar Portugal e marcar presença, pela primeira vez na história, num mundial de futebol. A selecção portuguesa permanece em repouso na concentração no hotel e, mesmo havendo muita gente nas imediações, não há sinais de que os adeptos bósnios queiram desestabilizar os jogadores portugueses.
Como venceu a Bosnia no primeiro jogo por 1 a 0, um empate hoje classifica Portugal.

Mas o jogo é prá pirão, como dizem os baianos. Façam suas apostas.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de TSE Radio Notícias)
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nov
18

Postado em 18-11-2009 11:59

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 11:59

Miriam Dutra (D) entrevista Galisteu em Lisboa…
mdutra

Deu na Folha de S. Paulo
… E FHC: “antes tarde”…
PreFHC

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A coluna Toda Mídia do jornal Folha de S. Paulo, assinada por Nelson de Sá, publica em sua edição de segunda-feira, 16:

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18 ANOS DEPOIS – A notícia de Mônica Bérgamo, “FHC decide reconhecer oficialmente o filho que teve a 18 anos com jornalista”, foi a ” + lida” na Folha Online e ocupou o alto das páginas iniciais dos portais UOL, Terra e IG.

Em extenso eco pela blogosfera, o Blue Bus de Julio Hungria lembrou a reportagem da “Caros Amigos”, dez anos atrás. Para Luis Luis nassif, “obviamente tratava-se de questão de estado. Um presidente tinha caso semi-secreto e devia favores a uma TV concessionária do Estado”. Para Reinaldo Azevedo, “no que concerne ao indivíduo , que reconheça mesmo.Antes tarde do que nunca”

nov
18

Postado em 18-11-2009 11:21

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 11:21

Caetano (com Dona Canô): recado de Tom Tavares
Caecanô
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ABAIXO A CENSURA

Deu no Blog do Tom

O músico baiano (dos bons) Tom Tavares postou em seu blog a seguinte nota sobre o afair Caetano Veloso x Lula, Confira. (VHS)

Hoje, à noite, me encontrei com a querida amiga Mabel Veloso e não perdi a oportunidade de mandar o meu recado para o mano Caetano:
– Diga ao seu irmão que ele, como todo e qualquer cidadão brasileiro livre, tem o direito de expressar o seu pensamento sobre quem ou o que for.
Tive que sair em defesa, não de Caetano (que de mim não precisa), mas da liberdade de expressão. No Brasil de hoje, grassa uma sórdida e preocupante campanha para calar ruidosamente toda e qualquer manifestação contrária aos interesses da turma chapa-branca vermelha.
São esses cassadores (com dois “esses”, sim) da palavra os mesmos que, nos tempos da ditadura militar, se diziam contrários à censura. Com o passar do tempo, compreendi que eles não são contra a censura. São contra AQUELA censura. Não são contra a ditadura. São contra AQUELA ditadura.
Tom Tavares

P.S.: Só acho que Caetano se equivocou quando disse que o Lula é um analfabeto. Como neste país qualquer um que aprenda a assinar o nome é considerado alfabetizado, Caetano deveria ter deixado claro que o presidente não é, literalmente, um analfabeto. Mas o é figurativamente: uma das maiores figuras no gênero, aliás. Como nunca antes. Nem mais, nem menas.
Tom Tavares – O Inimigo do Rei (Seja ele quem, qual ou o que for)

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nov
17

Postado em 17-11-2009 19:24

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-11-2009 19:24

Emily Chang, da CNN…
reporter
…E as camisetas de Obamao
t-shirts
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Uma repórter da rede smericana de televisão CNN foi interpelada em Xangai por ter mostrado diante da câmara uma camiseta que representa o presidente Barack Obama vestido como o antigo presidente chinês Mao Tse-tung) (Oba-Mao), segundo revelou nesta terça-feira a cadeia de televisão dos Estados Unidos.

Emily Chang, correspondente da CNN em Pequim, contou depois do incidente em seu blog, que começou a procurar pelas t-shirts após saber que estas haviam sido proibidas com receio de «indisporem o presidente norte-americano», que faz a sua primeira visita ao país.

Na camiseta retirada das prateleiras das lojas chinesas antes do desembarque do presidente, Obama aparece num uniforme do Exército Popular de Libertação e numa pose que foi tornada célebre pelo ex-líder chinês, lendo-se na parte da frente da blusa “Servir o povo” em caracteres chineses e, nas costas, a palavra “Oba-Mao”, no alfabeto latino.

Segundo a jornalista, ao exibir a t-shirt perante a câmara num mercado de Xangai, dois guardas lançaram-se sobre a equipa de filmagem e tentaram tirar-lhe a peça de vestuário das mãos.

«Ficámos detidos durante cerca de duas horas», declarou Emily Chang, contando que os agentes queriam «as carteiras profissionais da equipe, os passaportes mas, sobretudo, a t-shirt», tendo acabado por deixar partir os profissionais de comunicação, “que conservaram as imagens do incidente”, segundo a jornalista da CNN.

nov
17

Postado em 17-11-2009 15:05

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-11-2009 15:05

Emanoel Araujo: abatido pela burocracia
Earaujo
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Deu em Terra Magazine

A revista digital Terra Magazine acaba de postar nesta terça-feira, 17, entrevista com Emanoel Araujo, 69, na qual o consagrado artista plástico baiano confirma que a sua exposição “Autobiobragia do gesto” esbarrou no muro da burocracia dominante da Secretaria de Cultura do Estado, e sucumbiu a golpes de “deselegância” e “amadorismo” da turma comandada por Marcio Meireles. Prevista para ocorrer a partir de novembro, a mostra não será mais realizada, revela o artista.

O périplo de Emanoel Araujo pelos corredores estatais não se encerrou no momento em que se ofereceu o dinheiro a prazo para a efetivação da mostra de um dos mais conhecidos e respeitados artistas baianos. Na semana passada – revela Terra Magazine – para o desespero final de Emanoel Araújo, exigiram-lhe “diploma de artista”. Sob o risco de provar quem era e o que fizera nos últimos 45 anos, o idealizador do Museu Afro Brasil abandonou o projeto. Irritou-se com o “amadorismo” da Secretaria da Cultura da Bahia.

Nascido em Santo Amaro da Purificação, com a mesma garra e vocação polêmica de outros conterrâneos famosos, como Caetano Veloso ou a matriarca Dona Canô, Araujo não deixa barato as ofensas que afirma ter sofrido ao longo de largos meses de contato com os encarregados da cultura local atualmente. Abre o jogo e conta tudo, tintin por tintin, na conversa com o reporter Claudio Leal, publicada na TM ( terramagazine.terra.com.br ). Marcio Meireles rebate e a polêmica está criada. Bahia em Pauta reproduz a seguir.

Vale a pena conferir

(Vitor Hugo Soares)

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Marcio Meireles: papelada legal
Meireles
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CLAUDIO LEAL

Prevista para ocorrer a partir de novembro, a exposição “Autobiografia do gesto”, do artista plástico Emanoel Araújo, 69 anos, empacou em burocracias do governo da Bahia e não será mais realizada. Isso é o rótulo do desentendimento. Na relação com a Secretaria de Cultura, ele provou “deselegância” e “amadorismo”, como define a natureza dos impasses.

Em 27 de outubro, o Palacete das Artes Rodin Bahia, em Salvador, abriu a exposição “Auguste Rodin, homem e gênio”, com 62 esculturas em gesso do artista francês, cedidas em comodato. Emanoel Araújo recebeu o convite para expor, paralelamente, a retrospectiva dos seus 45 anos de carreira. “Honroso e bem-vindo o reconhecimento de minha importância para o museu”, conta o artista.

Em 2002, ele idealizou o projeto com o diretor do Museu Rodin de Paris, Jaques Vilain, que estava em visita à Bahia.

– Me convidaram para a exposição e eu tratei de fazer os orçamentos. Chegamos a um valor, depois de muita batalha, de R$ 200 mil. Muitas idas e vindas de documentos, e eles não puderam passar para mim os recursos de 200 mil reais. Queriam que eu arranjasse uma produtora. Arranjei a produtora. Só que, para a produtora, eles deram uma notícia que achei um pouco estranha: dar 30% agora, 30% na abertura da exposição e 40% no final.

Araújo relata que isso inviabilizaria os gastos com transporte, seguro, passagens, catálogo, convite e folder – dependentes de pagamentos à vista. Cerca de 35 esculturas seriam transportadas. “Muito barato”, diz o artista, que conseguiu obter preço de custo com algumas empresas de São Paulo. A proposta de três parcelas o assustou.

– Pagar desse jeito, pra um Estado que todo mundo reclama porque não recebe, fica muito desconfortável pra mim. Uma produtora não pode pagar do bolso dela – critica, em conversa com Terra Magazine.

O diretor teatral e secretário da Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, argumenta que as exigências nascem dos marcos legais. A papelada seria indispensável para a liberação de recursos e “o pagamento só poderia ser feito parceladamente, o que ocorre mesmo no carnaval”. Diz Meirelles:

– O Estado, como Estado, tem regras e marcos legais, porque senão a gente viveria em um Estado de barbárie. Não funciona assim e não deve funcionar. Uma pessoa com a excelência dele, com concepção de mundo e batalhas vencidas, não tem paciência pra lidar com essas coisas. Gostaria que fosse diferente – lamenta.

Baiano de Santo Amaro (BA), Emanoel Araújo é formado pela Escola de Belas Artes da Bahia. Curador-chefe do Museu Afro Brasil, em São Paulo, organizou, recentemente, a exposição “A minha casa baiana”, com o acervo do jornalista, poeta e colecionador Odorico Tavares, pernambucano radicado em Salvador.

DIPLOMA NO GUICHÊ

O périplo pelos corredores estatais não se encerrou no momento em que se ofereceu o dinheiro a prazo. Na semana passada, para o desespero final de Emanoel Araújo, exigiram-lhe “diploma de artista”. Sob o risco de provar quem era e o que fizera nos últimos 45 anos, o idealizador do Museu Afro Brasil abandonou o projeto. Irritou-se com o “amadorismo” da Secretaria da Cultura da Bahia.

– Uma coisa amadora, muito sem nexo. Porque se você convida um artista, é preciso que tenha estabelecido as coisas desde o princípio. Tinham pedido minha empresa, minha documentação, certidões negativas, e até que eu fosse ao ISS me inscrever. Até isso eu fiz (risos). Não consegui fazer tudo porque eles queriam, num guichê, que eu levasse o diploma de artista. E eu disse que artista não tem diploma! – protesta.

O secretário Márcio Meirelles afirma que não sabe “exatamente quais foram as exigências de papéis” ou “se o diploma de artista é uma metáfora dele para dizer que foi exigido uma documentação que comprove a notoriedade”, mas alega se tratar de uma exigência jurídica, para fundamentar a ausência de licitação.

– Deve ter sido feito isso, mas qualquer artista contratado pelo Estado tem que ter a comprovação. A gente tem que comprovar a notoriedade dele para contratar sem processo licitatório. Então, quem contatou a produtora dele, certamente nossa Diretoria de Museus, deve ter pedido alguns documentos. Mas nada foi feito pra ofendê-lo, apenas dentro dos procedimentos normais, legais, que a gente tem que seguir mesmo sem concordar.

Meirelles relata um encontro com Emanoel Araújo logo no primeiro conflito com os nós burocráticos. “Nós estamos aqui pra buscar uma solução. Não existe um problema. Você é uma solução”, teria dito ao artista.

Num diálogo recente, segundo Emanoel, Meirelles lhe pediu para conversar com o diretor de museus, Daniel Rangel. “Aí eu falei pra ele: ‘Você que tem que ligar. Ele não é meu subordinado’. Ficou calado”, conta.

“MONTAGEM AMADORA E DOMÉSTICA”

Ex-diretor do Museu de Arte da Bahia e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Emanoel Araújo não camufla a indignação com o que chama de “deselegância”: “É a primeira vez que isso acontece na minha vida. E já sou um senhor” Garante que “não há mais clima” para retomar as negociações com o comissariado baiano.

– Uma coisa desrespeitosa, não pedi a eles para expor. É lamentável, tanto quanto essa exposição que está aí no Museu Rodin. Uma montagem amadora, doméstica… Está longe de ter um caráter internacional. É uma pena – alveja.

O secretário da Cultura discorda dos adjetivos usados para julgar a exposição “Auguste Rodin, homem e gênio” e defende o projeto da montagem no Palacete das Artes (a consultora científica do projeto na Bahia é a professora Heloísa Helena Costa).

– Evidentemente, se fosse feita por ele (Emanoel) ou a equipe dele teria outra orientação estética e conceitual. Mas foi feita por profissionais locais, o que acho importante também, porque é um processo de qualificação, de reconhecimento da existência de profissionais locais que podem dialogar com essa obra. O pessoal da comissão francesa e do próprio Museu Rodin aprovou o projeto museográfico. Não acredito que o Museu Rodin de Paris aprovasse um projeto que não dialogasse com o acervo.

Criticado também por artistas de teatro, música e literatura, além de produtores, pela condução da secretaria na Bahia, Meirelles detalha as dificuldades para trazer as esculturas ao palacete:

– Toda essa demora levou praticamente três anos e meio. Estive lá na França, estive com a embaixada aqui, demonstrei interesse em continuar com o projeto. Estive lá pessoalmente e conversei com o museu. Um processo muito longo, burocrático, com a França, com o governo francês. E eu acho que Emanoel também não suportaria… – mordisca o secretário.

Meirelles não considera justo que Emanoel se queixe de maltratos. “Não entendo ele dizer que foi maltratado. Eu era o representante do governo. Não o trataria mal de maneira nenhuma”, sustenta, para voltar a seduzir: “É um guerreiro. A minha admiração por ele é incondicional e indestrutível.”

Na quinta-feira, 19 de novembro, Emanoel Araújo vai discursar na inauguração do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, onde organiza a exposição “Benin está vivo e ainda lá – ancestralidade e contemporaneidade”. Há a expectativa de que solte as suas refinadas chispas contra a política cultural baiana.

nov
17

Postado em 17-11-2009 11:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-11-2009 11:46

Falecido domingo (15/11) , aos 94 anos, e supultado ontem, 16, no cemitério Jardin da Saudade, o médico obstetra pioneiro e defensor permanente do parto natural sem dor na Bahia, Gerson Mascarenhas, recebe homenagens e reconhecimento em sua terra. Em destaque não só o seu destacado desempenho profissional e científico, mas também o pensamento e a ação política do socialista e espírita que o Dr. Mascarenhas conseguiu conciliar em uma única pessoa.

Um dos tributos mais expressivo parte do PPS baiano, que fala na vida e na obra de gerson mascarenhas. Ex-presidente da Associação Bahiana de Medicina, ele pertenceu aos quadros do Partido Comunista Brasileiro. “Sempre trilhou o caminho da defesa da democracia, dos direitos do cidadão e encampou movimentos pacifistas. A luta pelo ideal de paz no mundo custou-lhe cinco meses de prisão, durante a Ditadura Militar implantada no país em 1964”, destaca o comunicado do PPS.

Aposentado da Faculdade de Medicina da UFBA, ganhou biografia editada em livro pela filha, Consuelo Mascarenhas, agora em 2009, lançado com muitas homenagens. Atuou na Maternidade Climério de Oliveira, Hospital das Clínicas e alguns hospitais privados da capital baiana.Na década de 50, desenvolveu, com outros colegas, o Serviço de Partos em Domicílio, na Maternidade Pró-Matre.

Gerson Mascarenhas iniciou sua carreira no interior, onde atuou por muitos anos. “Foi um caminho mais árduo, porém de maior aprendizado. E me dei por muito feliz, porque quando o médico fica num grande centro urbano, se apega de logo à tecnologia, à uma determinada especialidade e deixa, muitas vezes, de ter uma visão global da medicina, da vida e do paciente”, acreditava Mascarenhas.

Pioneiro baiano na defesa do parto natural sem dor, ministrou cursos, gratuitamente, para adolescentes grávidas, em grandes maternidades da capital. Ele contava em suas palestras e em entrevistas à imprensa ter nascido de parto natural, numa antiga casa no bairro do Garcia. Ao longo da sua vida, dedicou-se aos estudos da ginecologia e obstetrícia.

Gerson mascarenhas atendia numa pequena clínica, no bairro do Garcia, realizava estudo sobre o parto natural sem dor, que já vinha sendo desenvolvido na Inglaterra, desde a década de 50. Defendeu tese de mestrado, feita através do acompanhamento de 100 parturientes, na qual comprovou que é possível, através de exercícios respiratórios, de relaxamento e do abandono de reflexos condicionados negativos, “levar as gestantes a suprimir o medo das contrações e focar as atenções na magia do momento de dar vida a outro ser” – 85% das 100 grávidas acompanhadas conseguiram ter parto normal e indolor.

Uma perda sem tamanho para a Bahia e sua medicina, mas um exemplo que seguramente permanecerá.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da jornalista Angélica Menezes)

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