nov
19

Postado em 19-11-2009 17:09

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-11-2009 17:09

Tarso Genro: “decisão solitária”

TGenro

Deu no portal IG

Na entrevista coletiva que concedeu na tarde desta quinta-feira, 19, em Brasília, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que não há prazo para o presidente Lula decidir pela extradição de Battisti.

Segundo o ministro, “a decisão é um ato solitário do presidente, que deve levar  vários aspectos em consideração”. Para Tarso Genro, independentemente da decisão, Lula não estará desautorizando ninguém.

Genro concedeu a Battisti o status de refugiado político. Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, é favorável à extradição do ex-ativista. Segundo notícia postada no portal IG ( www.ig.com.br ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só vai decidir se o italiano Cesare Battisti será ou não extraditado para a Itália no ano que vem.

Auxiliares e integrantes da Casa Civil recomendaram ao presidente aguardar a publicação do acórdão pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiu ontem pela extradição de Battisti, mas deu a Lula a palavra final sobre o caso.

O portal da web assinala:O acórdão, documento onde a decisão final do Supremo é expressa após a revisão de todos os ministros do tribunal, leva em média três meses para ficar pronto. Em julgamentos complexos, como foi o do italiano, o prazo pode ser ainda maior. O STF decidiu pela demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR) em março deste ano, mas o acórdão só foi publicado em 25 de setembro, quase seis meses depois. No caso do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, julgado em junho, o acórdão só foi divulgado na última sexta-feira, dia 13.

Contados cinco dias a partir de sua publicação, tanto os governos italiano e brasileiro, como a defesa de Cesare Battisti, podem fazer embargos de declaração, ou seja, provocar a Corte a se manifestar sobre um ou outro ponto. A decisão já expressa pelo STF, contudo, não é mais revertida.

Além do tempo da publicação do acórdão, outro fator que deve adiar ainda mais a decisão do presidente é o recesso dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que começa a partir do dia 19 de dezembro. Em janeiro, voltam a trabalhar, em regime de plantão, somente o presidente e o vice-presidente do tribunal. Há ainda o prazo máximo de 20 dias dado a cada ministro para que ele revise seu voto – levando-se em conta que nove deles votaram no caso Battisti (Celso de Mello e José Antonio Dias Toffoli se declararam impedidos), seriam 180 dias para todos eles.

nov
19

Postado em 19-11-2009 15:09

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-11-2009 15:09

Othon Bastos em “Cascalho”:tribuno no Fesnatal

Obastos

Deu no Blog de André Setaro

Toca o telefone. Ainda estou dormindo, mas me levanto para atendê-lo. Alô! E, do outro lado da linha: “Velho, pela informação que tenho Cascalho foi convidado para abrir o FESNATAL, quando o ator Othon Bastos será condignamente homenageado.

Achei ótimo, um verdadeiro alumbramento, a lembrança deste filme de barbas brancas, dividindo o palco com este ator que já deixou sua marca do zorro na dramaturgia nacional. O habitat de um filme é a luminosidade da tela grande, no sacrossanto escurinho do cinema. É um bom momento para esta fita que padece com a crueldade da distribuição do cinema de baixo orçamento, pero sim perder la ternura jamas, assim como sem perder o humor…

Que os Anjos digam Amém!!!!” Como se pode perceber era o Tunático,(Tuna Espinheira) realizador baiano autor de Cascalho, que abre hoje, dia 19 de novembro, o FESTNATAL (festival de cinema de Natal, Rio Grande do Norte). O velho Tuna já dever estar por lá para prestigiar, com a sua presença, seu primeiro rebento no longametragismo.

Baseado no romance homônimo de Herberto Salles, Cascalho gira em torno de coronéis, garimpeiros e civis comuns, todos motivados pela ambição, que vão para Chapada Diamantina na busca desenfreada para enriquecerem com os minérios do local, na década de 30.

André Setaro é professor da Escola de Comunicação da UFBA, crítico de cinema, colunista de Terra  Magazine,  e bolgueiro baiano.

nov
19

Postado em 19-11-2009 10:41

Arquivado em ( Artigos, Gilson, Multimídia) por vitor em 19-11-2009 10:41

Oceania: bar e templo

Oceania

===================================================<

CRÔNICA/ UM LUGAR

BEIJO NO CHÃO

Gilson Nogueira

O tampo de madeira escura da mesa vazia à minha frente nivelava-se com o alto da balaustrada e com a linha do horizonte feito de azul de céu e mar. Era um sábado de chuvisco e sol. E de uma lágrima invisível a escorrer sobre a mesa para cair no chão. Não havia notado a coincidência das linhas da mesa, da balaustrada e do horizonte, enquanto atirava-me nas ondas das lembranças da juventude, na perspectiva de sair dali depressa para não ter que ficar abraçando quem não via.

Na última vez que estive naquele bar, o mais bem localizado do Farol da Barra, deixei um abraço de despedida preso ao guardanapo como parte da gorjeta. A felicidade continua lá, ainda que solitária, nas vozes da última farra que ficou no ar.

Por aquelas bandas balneárias do Farol, o Privé, que não existe mais ( foi lá que tomei meu último uísque de solteiro e que surgiu-me a idéia de fundar o Vat 69, o primeiro bloco de carnaval a deitar, em plena folia, na Avenida Sete de Setembro), era o mais forte concorrente do Bar Oceania.

Ah, o Privé, pedaço de Búzios, em Salvador, lugar tão gostoso de beber o pôr-do-sol, devidamente acompanhado, com gelo no copo, quanto seu filé au poivre, superado, mais tarde, pelo do Berro D`Água! Ah, o Berro, outro ponto maravilhoso da boemia soteropolitana, de vida mundana na totalidade dos seus prazeres!

A vida era o suspense da tanga, o debruçar-se no balcão até a última gota de poesia, a certeza do não morrer tão fácil. Na escuridão, havia estrelas, ainda, a nos fazer caminhar sem medo. O Clube Cabana da Barra, que conserva sua classe, desde que foi construído pela Marinha do Brasil, fica no meio do caminho do ontem Privé e do hoje Boteco do Farol, que, especula-se, deverá voltar a ser chamado pelo antigo nome, Bar Oceania, localizado embaixo do edifício que leva o batismo continental e que funciona, na minha imaginação, ali, como sentinela monolítico em defesa dos encantos da Cidade de Salvador da Bahia.

Metrópole que, infelizmente, tornou-se, por inércia dos seus governantes, vítima da brutal transformação de hábitos e costumes imposta pela violência urbana. Salvador que vê seus espaços de amizade, de confraternização, de festa sem patrocínios, de aconchego, levado na base dos dengos todos que emanam do coração da sua gente, do melhor samba de roda do mundo, serem fechados por falta de público, de pessoas que gostariam de cantar até o sol raiar , mas que são obrigadas a ficar trancafiadas, em casa, com medo de morrer na rua.

É grande a vontade de cantar, de novo, aquela música deixada no Oceania.

Gilson Nogueira é jornalista

nov
19

Postado em 19-11-2009 10:02

Arquivado em ( Artigos, Olivia) por vitor em 19-11-2009 10:02

Fernando Moraes e delegado..

foto fernando moraes

=================================================

…Protógenes:encontro em SP

protogenes

==================================================

Maria Olívia

Na próxima segunda-feira,  23, o dramaturgo e novelista Lauro Cesar Muniz pilota encontro entre o Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz e artistas brasileiros. O evento será no Teatro Parlapatões, espaço que se firmou na vida noturna de São Paulo, na Praça Roosevelt, às 20h30min.

Na pauta da noite, Teatro e poder é o tema da palestra de Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, que levou para a cadeia, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, e uma sessão de autógrafos do escritor e jornalista Fernando Moraes, autor de Olga, Chatô, o Rei do Brasil, Corações Sujos, Na Toca dos Leões, O Mago, entre outras biografias e reportagens que venderam mais de dois milhões de exemplares no país.

Aos 61 anos, Fernando Moraes tem consolidada sua carreira de jornalista e escritor. Trabalhou em grandes jornais e revistas, recebeu três vezes o Prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Abril. Na política, foi deputado estadual em São Paulo por dois mandatos, além de Secretário Estadual de Cultura (1988-1991) e de Educação (1991-1993).

Aproveito o espaço para informar (e solicitar a adesão) aos blogueiros do Bahia em Pauta que está rolando um abaixo-assinado na rede – www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5223 – subscrito por entidades de classe, personalidades e cidadãos brasileiros, endereçado ao Senhor Ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitando adoção de providências legais e legítimas para por fim a perseguição implacável ao servidor público Protógenes Queiroz, que, desde abril de 2008 até hoje, vem sendo punido e constrangido publicamente, teve seu salário reduzido e é vitima de uma perseguição política sem precedentes na história recente deste país, que vem acarretando graves consequências à saúde de seus filhos e no seu círculo familiar.

Nos últimos 18 meses, o delegado já recebeu mais de 10 intimações – nunca na privacidade de seu domicílio e sempre em público, ação destinada a criar-lhe constrangimento moral, que afronta o Estado Democrático de Direito, enxovalha a imagem da Polícia Federal – que, até pouco tempo, desfrutava de excelente conceito junto à sociedade, e consterna a opinião pública.

Maria Olivia é jornalista

nov
18

Postado em 18-11-2009 22:26

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 22:26

Gallas festeja gol da classificação/ Le MondeGallas

Com um passe de jogo de voleibol ( com a mão) para o gol do empate em 1 a 1 com a Irlanda, a seleção de França conseguiu a classificação na noite desta quarta-feira, 18, para a Copa do Mundo 2010, Na África do Sul. O gol de empate dos franceses foi marcado aos 13 minuto da prorrogação, por Gallas.

A disputa da da segunda partida do “play-off” da repescagem para a Copa foi  no Estádio de França, em Paris.Após o lance flagrantemente irregular de Henry, que ajeitou a bola com a mão antes do passe decisivo, houve muitos protestos dos jogadores irlandeses, mas o árbitro, mal colocado em campo, validou a jogada, que certamente aindá renderá muita discussão.

Os frannceses estão classificados para a África do Sul, depois de Keane, aos 33, ter empatado a eliminatória, na qual a França tinha ganho vantagem com a vitória em Dublin (1-0). A França, atual vice-campeã, derrotada pela Itália na final do Alemanha2006, vai estar presente na fase final de um Mundial pela 13.ª vez, quarta consecutiva, tendo falhado apenas seis edições. O título conquistado em casa, em 1998, e o segundo lugar na última edição constituem os melhores resultados gauleses em campeonatos do Mundo, nos quais contabiliza ainda dois terceiros lugares (1958 e 1986). A 19.ª edição do Campeonato do Mundo de futebol realiza-se na África do Sul entre 11 de Junho e 11 de Julho de 2010.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSE Radio Notícias )

nov
18

Postado em 18-11-2009 21:28

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 21:28

Deu no portal IG

Em uma sessão tensa, com grandes doses de ironia e de inconformismo, o Supremo Tribunal Federal definiu que quem decide se extradita um estrangeiro preso no Brasil é o presidente da República. Por cinco votos a quatro, os ministros entenderam que a decisão do Judiciário de mandar extraditar não obriga, necessariamente, o Poder Executivo a fazê-lo.

No caso da extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti, o presidente Lula poderá se negar a entregá-lo à Itália se “tiver razões ponderáveis para supor” que ele sofrerá perseguição naquele país. A maioria dos ministros entendeu que, mesmo depois de o STF acolher o pedido de extradição feito pela Itália, o tratado bilateral de extradição assinado pelos dois países dá ao presidente o direito de se negar a entregá-lo, desde que demonstre que há razões para isso.

Ao concluir o julgamento do caso Battisti, o Supremo, primeiramente, decidiu acolher o pedido de extradição feito pela Itália. Mas entendeu que cabe ao tribunal apenas examinar a legalidade e procedência do pedido. A entrega do estrangeiro ao país que requer a extradição fica a critério do presidente. O ministro Carlos Britto foi o fiel da balança. Foi o único que votou a favor da extradição do italiano e que, depois, decidiu que o presidente é quem dá a última palavra.

“O STF apenas se pronuncia previamente, mas não extradita”, afirmou Carlos Britto. A ministra Cármen Lúcia ressaltou que cabe ao governo entregar o estrangeiro. “E o governo não é o Supremo Tribunal Federal”, disse. Além de Britto, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Eros Grau, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio decidiram que a decisão é do Poder Executivo.

Votaram no sentido de que o presidente teria, obrigatoriamente, que cumprir a decisão do STF os ministros Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. O presidente Lula havia declarado que, se a decisão do tribunal fosse “determinativa”, seria obrigado a entregar Cesare Battisti. Como não foi, fica a expectativa sobre se o presidente desautorizará ou não o ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu o refúgio a Battisti com a alegação de que ele sofreu perseguição política na Itália.

Leia integra no IG: ( www.ig.com.br )

nov
18

Postado em 18-11-2009 18:17

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 18-11-2009 18:17

João Carlos: Pela honra do Bahia
Joca
=================================================

Deu em Terra Magazine

CLAUDIO LEAL

O presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães Filho, move um processo contra o jornalista e escritor João Carlos Teixeira Gomes em razão de críticas à diretoria do clube, no artigo “Como salvar o Bahia”, publicado no jornal baiano “A Tarde”. Apresentado em 27 de outubro, o processo “2925365-2/2009” corre na 15ª Vara Crime de Salvador e será apreciado pelo juiz Antonio Silva Pereira.

“Em entrevista a Terra Magazine, Guimarães, cartola e deputado federal (PMDB), expõe o trecho que motivou a ação judicial:”
– Eu não tô aqui agora nem com a ação, nem com o texto, o que eu vou tentar reproduzir talvez não seja literalmente a mesma coisa, mas foi algo do tipo: o dinheiro do clube sai pelos ralos ou pelos bolsos de quem o dirige. Eu acho que aí, né… Já passa do limite.

No artigo editado no jornal “A Tarde”, em 17 de outubro de 2009, Teixeira Gomes lamentou “que o clube tenha chegado ao nível de humilhação a que foi atirado pelas administrações que o desmoralizam há tantos anos consecutivos”.

Filho do primeiro goleiro do Bahia, o escritor prosseguiu: “As últimas diretorias do Bahia conseguiram uma façanha esportiva realmente inédita: inventaram a crise ininterrupta, a decadência irreversível, a degradação permanente, portanto a mais injustificável e dolorosa.”

O trecho que irritou o presidente do clube traz uma crítica fundamentada em reportagens jornalísticas sobre o grupo de cartolas que comanda o Bahia há mais de 30 anos, aqui e ali renovado por herdeiros e políticos aliados: “Lançaram o Bahia em todas as divisões inferiores, não conseguem ganhar nem o campeonato baiano, fazem contratações desastrosas (como a de Paulo Carneiro, confissão de falência de comando), jamais conseguiram armar um time digno, estão alienando todo o patrimônio sem construir coisa alguma, as rendas dos jogos somem pelo ralo (ou pelos bolsos), as contas (irregulares) vivem sob suspeita, como o provou A TARDE em recente reportagem.”

Em entrevista a Terra Magazine, uma semana antes deste artigo, Teixeira Gomes havia conclamado a torcida tricolor a reagir, nas ruas, contra os cartolas do Bahia. “Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso”.

Procurado na tarde desta quarta-feira, João Carlos Teixeira Gomes não foi encontrado. Joca, como é conhecido desde os tempos da Geração Mapa – protagonizada por Glauber Rocha – é ex-editor-chefe do Jornal da Bahia e autor, entre outros livros, de “Tempestade Engarrafada”, de “Glauber Rocha, esse vulcão” (melhor biografia sobre o cineasta), do best-seller “Memórias das Trevas” e do romance recém-lançado “Assassinos da Liberdade”.

Na década de 70, durante a ditadura militar, Joca foi perseguido pelo governador biônico Antonio Carlos Magalhães e enquadrado na Lei de Segurança Nacional. Em 1972, numa decisão histórica, o Superior Tribunal Militar deu vitória ao jornalista, que continuou a se opor ao governador imposto pela ditadura.

O presidente do Bahia, que integrou o grupo político de ACM, afirma que não conhece a história do jornalista.
– Não, não o conheço e, sinceramente, eu fico bastante sentido por outro lado, porque não o conheço. Conheço a história dele de ouvir falar, mas nunca troquei palavra com ele, nunca apertei a mão dele. E ele não conhece as minhas intenções – diz o cartola.
================================================

Leia a íntegra da entrevista do presidente do Bahia, Marcelo Guimarães,

em Terra Magazine  (  http://terramagazine.terra.com.br )

nov
18

Postado em 18-11-2009 17:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 17:47

Gilmar: voto e polêmica
Gilmar
================================================
Deu o resultado esperado no jogo mais que previsível. Por cinco votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal acolheu o pedido de extradição do ex-militante italiano Cesare Battisti feito pelo governo da Itália. Coube ao presidente STF, ministro Gilmar Mendes – em longa , rebuscada e aparentemente cansativa justificativa de voto´para o próprio Mendes, cuja intenção ficou evidente às prmeiras palavra – desempatar o julgamento na tarde desta quarta-feira, 18 ao votar pela entrega de Battisti.

Os ministros do Supremo discutem agora se a última palavra para a extradição é ou não do presidente da República. O ministro Gilmar Mendes acompanhou o relator do processo, ministro Cezar Peluso, que entendeu que os crimes pelos quais Battisti foi condenado são comuns, não políticos.

O presidente do STF usou múltiplos exemplos para justificar por que os crimes devem ser considerados comuns. O ministro afirmou que ações como as da Klu Klux Klan ou os assassinatos de Martin Luther King e Chico Mendes são crimes com conotações claramente políticas, mas nem por isso deixaram de ser punidos.

O portal IG assinala na matéria sobre o julgamento, que de com Gilmar mendes, “a configuração do caráter político do crime passa pela análise do contexto social” do país onde foi cometido. Só é possível, para Mendes, qualificar o crime como político se for cometido por cidadãos oprimidos por regimes totalitários. Assim, não há crime político em regimes democráticos, onde as pessoas podem enfrentar seus adversários “dentro dos parâmetros da vida social civilizada”. Mendes ressaltou que o mesmo crime que pode ser anistiado por ter sido cometido sob um regime ditatorial, na democracia ganha caráter de crime comum.

Palavra final

Ainda nesta quarta-feira o STF retomou o julgamento da extradição de Cesare Battisti, preso no Brasil desde março de 2007. O governo da Itália sustenta que ele cometeu quatro assassinatos no final dos anos de 1970 e pede sua entrega. O pedido foi acolhido pelo STF, que agora discutirá uma questão tão importante quanto: a última palavra em extradição cabe ou não ao presidente da República? Se os ministros mantiverem a jurisprudência do tribunal, o presidente Lula ainda poderá decidir se mantém Battisti no país ou o entrega à Itália.

Na prática, – destaca o IG – o Supremo decidirá quais os limites do poder e da autonomia do presidente da República no comando das relações internacionais do país. O tribunal já entendeu que pode rever a decisão do Poder Executivo de dar refúgio a cidadãos estrangeiros. Um a zero para o Judiciário. Até o caso Battisti, o STF sequer analisava o processo de extradição de pessoas com status de refugiados. Ao mudar sua jurisprudência, o Supremo definiu que a justificativa para a concessão do refúgio pode passar pelo crivo da Justiça, derrubando a prerrogativa do Executivo.

Agora, o Supremo pode ir além e mudar o entendimento de que a palavra final sobre a extradição cabe ao presidente da República. Um recente caso julgado pelo tribunal mostra que, até agora, esse direito presidencial era claro.

Ao julgar o pedido de extradição de um chileno em junho do ano passado, os ministros decidiram que o tribunal “limita-se a analisar a legalidade e a procedência do pedido”. O Chile, como a Itália, tem tratado de extradição com o Brasil. Ainda assim, de acordo com a decisão publicada no Diário Oficial, “se deferida (a extradição), a entrega do súdito ao Estado requerente fica a critério discricionário do Presidente da República”. Trocando em miúdos, é o presidente é quem decide se entrega o estrangeiro. A relatora deste caso foi a ministra Cármen Lúcia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que, caso a decisão do STF de entregar Battisti à Itália seja “determinativa”, não terá outra opção, senão entregá-lo. Até hoje, como se viu no caso do chileno, o Supremo apenas autorizava a extradição.

Não há registro histórico recente de qualquer caso no qual o presidente da República tenha se recusado a entregar o cidadão estrangeiro depois de o STF conceder o pedido de extradição. Mas também foi a primeira que o tribunal anulou um ato de refúgio concedido pelo governo brasileiro. Por qualquer ângulo que se olhe, o julgamento do caso Battisti é recheado de novidades e acirra o embate crescente entre o Judiciário e os poderes Executivo e Legislativo.
Vem onda forte por aí. A conferir.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal IG)

nov
18

Postado em 18-11-2009 16:51

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 18-11-2009 16:51

Este editor do Bahia em Pauta recebeu da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas um honroso convite para participar da Sessão Solene na qual se fará a entrega da Comenda Ledo Ivo aos escritores Leda Almeida e Carlito Lima. A solenidade ocorrerá com a presença do patrono, poeta Ledo Ivo. Haverá uma apresentação teatral de poemas e textos de Ledo Ivo pelo grupo dos atores Homero Cavalcanti e Ronaldo Andrade.

Dia: 18 de novembro de 2009.

Hora: 16:00 hs.

Local: Plenário da Assembléia

Praça Pedro II – Centro – Maceió
=======================================================
Comentário: Deus e todos os orixas da Bahia sabem como gostaria de estar presente na festa da tarde desta quarta-feira, na capital alagoana, para levar pessoalmente o meu abraço mais forte e aplaudir o escritor, cronista e blogueiro Carlito Lima, na hora da colocação no peito do velho Capita, este alagoano fora de série – como escritor e figura humana – da comenda tão merecida.

Como, infelizmente, não será possível , guardo o abraço pessoal e a generosa promessa de farra em Maceió ao lado de Carlito, Duque de Jaraguá – que acaba de lançar “As Mariposas Também Amam”, inperdível livro de crônicas – para outra vez.

De Salvador, onde Carlito Lima viveu, terra que ele ama intensamente, baterei palmas , e sei que não o farei sozinho. O jornalista e blogueiro Chico Bruno e o artista plástico Angelo Roberto – o da “Bahia de Todos os Ângelos”, belo capítulo de seu fantástico livro de memórias, que recomendo a todo mundo que ama a boa leitura -, seguramente farão o mesmo esta tarde.

Mando, além disso, as palavra do artigo que no Carnaval de 2008, tão contente e emocionado quanto hoje, escrevi sobre Carlito Lima

(Vitor Hugo Soares, editor)

=====================================================
Carlito Lima em Maceió
Calima
====================================================

Para Carlito Lima

VIA NORDESTE

Vitor Hugo Soares

Antes da cantora Ivete Sangalo pespegar aquele beijo de faz-de-conta na boca do atoleimado apresentador da TV Bandeirantes, para um Brasil inteiro de audiência, eu já estava a quilômetros de distância da folia de Salvador. Cortava estradas e braços de rios no Nordeste, a caminho de Maceió, a capital alagoana onde o carnaval se resume a um ou dois mascarados, extraviados provavelmente dos desfiles do Galo da Madrugada, ou do Madeira do Rosarinho, em Recife e Olinda.

Quando entrei na Linha Verde, rumo a Aracaju, primeira etapa na rota de fuga, nem desconfiava da presença na “cidade da Bahia” – como dizia Jorge Amado – da bela Naomi Campbell. Segredo bem guardado, ela desembarcou no Curuzu a convite bem remunerado do publicitário Nizan Guanaes, para fazer marketing e emprestar charme internacional ao desfile do bloco afro, Ilê Aiyê, “o mais belo dos belos”.

À noite, vi de longe, pela TV, as lágrimas que escorriam dos olhos comovidos da “top” britânica. Senti uma pontada de quase arrependimento pela ausência, arrefecida em seguida com a explicação da modelo: “estou muito feliz no meio da minha gente”. Recuperado do rápido ataque de nostalgia, lembrei: estava nas alagoas de Graciliano Ramos, de “Caetés”, de Djavan, da “farinha boa”, e de Cacá Diegues, de “Bye, Bye, Brasil” e de “Deus é Brasileiro”.

Portanto, tinha muito para ver e aprender. Não poderia me deixar impressionar por tão pouco. Ainda assim, devo esclarecer: deixar Salvador nesta época é coisa que faço raramente, a não ser por cansaço ou tédio. Amo o carnaval da Bahia na receita original de sua fantástica mistura, embora reclame do excesso de botox e de cirurgias plásticas que têm alterado a face de uma das mais extraordinárias festas populares do País, a título de “profissionalização” e “autofinanciamento”.

É como se a folia baiana, famosa exatamente por sua fabulosa mistura de componentes culturais, nascida da espontaneidade participativa das ruas e das raças, se resumisse agora a um mero espetáculo de celebridades de fama duvidosa. Ou, pior ainda: simples questão de comércio, indústria e política, a que tudo parece se resumir, infelizmente, no Brasil dos dias correntes.

Desta vez, não resisti aos apelos do coração e da fadiga. Viajei para matar saudades nordestinas, principalmente do Rio São Francisco da minha meninice e adolescência. Navegar de balsa em sua foz, antes da anunciada transposição das águas já escassas – sabe-se lá para onde e para quem.

Rever Penedo, a incomparável localidade que extasiou Pedro II, na histórica passagem do Imperado por Alagoas, cujas marcas ainda se preservam nas ruas e pontos indispensáveis de visitação da cidade, neste período de celebração dos 200 anos do desembarque da Família Real no Brasil.

Até a placa da estrada de acesso a Palmeiras dos Índios, a cidade que um dia teve a felicidade de ter Graciliano Ramos – alagoano de Quebrânculo e maior referência estadual – como prefeito, é motivo de emoção renovada. Mais adiante, recordação do escritor e do seu conselho de que se deve escrever como as lavadeiras lá de Alagoas praticam o seu ofício. Vi algumas lavadeiras na beira do rio, nessa viagem. Elas executam seu trabalho ainda hoje, quase do mesmo jeito descrito por Graça.

“Começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem o pano, uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”, ensina o autor de “Infância”, em entrevista dada em 1948, que abre o site oficial do escritor.

] Os escritores nem sempre seguem as lições do mestre tão bem quanto as lavadeiras. Salvo algumas exceções, como Carlito Lima, que escuto com prazer e emoção no quarto do hotel, domingo de Carnaval, em uma entrevista à TV Assembléia, de Maceió. Ex-prefeito como Graciliano, criador, “com orgulho”, do carnaval de São Miguel, uma das únicas cidades onde se sente presença da folia de Momo na terra dos marechais, Lima é uma dessas figuras humanas surpreendentes e raras, a quem é fácil querer bem no primeiro contato.

Ex-capitão do Exército, engenheiro, boêmio, ambientalista, virou escritor e dos bons – aos 60 anos de idade. É o autor do livro “Confissões de um Capitão”, sucesso no país inteiro, com referências internacionais, considerado um dos melhores escritos sobre o golpe militar de 64. É um livro que todo mundo procura ansioso para ler, como fez o ator Antonio Fagundes, no Pontal do Peba, numa tarde de folga das filmagens de “Deus é Brasileiro”.

“Fagundes ficou encantado”, revela o diretor Cacá Diegues, com justo orgulho alagoano. O encantamento de que fala o cineasta se espelha nas histórias que Carlito Lima conta na entrevista à TV alagoana e escreve em suas crônicas.

Enquanto isso, as grandes emissoras do País se derramam em loas ao desfile do Galo da Madrugada, em Recife, às lagrimas de Naomi, no Ilê e às badalações dos camarotes. Na orla de Maceió como em todo percurso da via nordestina o que se escuta a todo momento é o sucesso “Beber, cair e levantar”, do baiano Marcelo Marrone, gravado por conjunto de forró em ritmo carnavalesco, que se eleva na contramão dos conselhos do Detran e do Jornal Nacional sobre a incompatibilidade da bebida com a direção.

Não adianta fugir: o carnaval resiste.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:vitors.h@ig.com.br

nov
18

Postado em 18-11-2009 13:19

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-11-2009 13:19

Deu no Comunique-se

O portal Comunique-se, um dos mais tradicionais e acreditados sites da web quando o assunto é bastidores da imprensa brasileira, publica a seguinte notícia, com informações da Folha de S. Paulo, segundo está registrado no post:

=====================================================

Da Redação

O governo federal elaborou 59 propostas de regulação do setor de comunicações para serem discutidas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 e 17/12 em Brasília. Os documentos já foram compilados e encaminhados aos delegados da Conferência. Entre as propostas, estão o fortalecimento dos veículos estatais e públicos, a criação de mecanismos de fiscalização de rádios e TVs privadas e o incentivo à imprensa regional.

Com o fim da Lei de Imprensa, o governo também defende um “marco legal” no direito de resposta e indenização “a prejudicados por profissionais e empresas de mídia”.

Incentivo à imprensa regional

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), autora das propostas, sugeriu também a criação de mecanismos mais acessíveis de verificação de audiência e circulação para jornais e rádios de pequeno porte, o que permitiria que esses veículos recebessem publicidade institucional ou de utilidade pública.

Para essas pequenas empresas de comunicação, o ministério defende também que o governo “crie mecanismos de compra de insumos básicos, como o papel-jornal, para os pequenos jornais, similares aos modelos disponíveis aos grandes (…), melhorando sua competitividade”.

Restrições e oportunidades

Além dessas propostas, a Secom pretende proibir outorgas de rádio e TV a ocupantes de cargos públicos, regular “a prática de proselitismo religioso” em rádio e TV, restringir a propriedade cruzada de veículos de comunicação e da obrigatoriedade das emissoras de TV de veicular programas de produtoras independentes.

A Secom pretende aproveitar o debate para discutir a possibilidade de criação de canais digitais de TV dos ministérios da Cultura, da Educação e das Comunicações, além de distribuir canais para sindicatos e movimentos sociais.

Marco regulatório

As propostas do governo estão sendo discutidas nos Estados responsáveis por elaborar a agenda da Confecom. O documento final do debate será avaliado pelo governo, que, a partir das ideias, poderá definir um novo marco regulatório para o setor de comunicações.

A Confecom reunirá empresas de comunicação, entidades e representantes do setor. Em agosto desse ano, algumas delas se desligaram da Conferência, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação Brasileira de TVs por Assinatura (ABTA), Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner), Associação dos Jornais do Interior (Adjori) e Associação Nacional dos Jornais (ANJ), pela possibilidade do debate permitir a aprovação de teses contrárias às defendidas pelas entidades, consideradas restritivas à liberdade de expressão e de livre associação empresarial.

Entre as entidades patronais, participam ainda a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) e Associação Brasileira de Radiodifusão (Abra). A maior parte dos participantes é composta por representantes do governo, organizações de trabalhadores e ONGs ligadas ao setor.

As informações são da Folha de S.Paulo

(Postada por Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos

  • Maio 2020
    S T Q Q S S D
    « abr    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728293031