mar
15

Postado em 15-03-2009 22:49

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 15-03-2009 22:49

Deu no Jornal do Brasil deste Domingo:

“Há suspeitas de que um grupo de mulheres coordenadoras de programas de prefeituras embolsou milhares de reais. Essa turma mora em Salvador. A prefeita do PMDB, Eremita Brito, tenta se explicar”.

Lá vêm bala!

mar
15

Postado em 15-03-2009 15:51

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O Jornal do Brasil anuncia na coluna Informe JB:

“O delegado da Polícia Federal Protógenes Queirós será entrevistado amanhã (segunda-feira, 16-03),ao vivo, às 22h30, no programa Tribuna Independente, da Rede Viva”.

Vem chumbo grosso. Inperdível!

mar
15

Postado em 15-03-2009 15:19

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Hoje é Domingo. “Pede cachimbo”, diz o ditado, mas que tal uma bela canção que relaxe e faça sonhar? É isto o que Bahia em Pauta oferece neste vídeo deslumbrante e na interpretação magistral de Maysa Matarazzo. Pegue um copo de bom vinho, ou o drique que você preferir, acomode-se confortavelmente. Ouça e deixe-se levar nas asas da canção.

Por Vitor Hugo Soares

mar
15

Postado em 15-03-2009 15:00

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 15-03-2009 15:00

O recente desembarque, na Casa Branca, do presidente Barack Obama, um afro-americano que chegou ao cume do poder, na mais poderosa nação do planeta pelo voto popular, parece um momento ideal para, nos Estados Unidos como no resto do mundo, se repensar a sempre polêmica questão das raças. É isto o que propõe o jornalista Irineu Ramos (pós-graduado em História e mestre em Comunicação), no texto que segue. “Afinal, para que serve a discriminação das pessoas por origem racial? A quem interessa essa divisão”?, questiona Irineu no artigo “O Planeta da Raça Humana”, com o qual o jornalista inicia etapa de colaboração com este site-blog, que Bahia em Pauta espera seja prolongada e profícua. Benvindo.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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OPINIÃO

O planeta da raça humana

Irineu Ramos

Neste início de 2009 o mundo teve a oportunidade de dar início à construção de um planeta onde todos os homens pertençam a uma única raça. Com a chegada de Barak Obama, um afro-americano, ao topo do poder político do país mais poderoso do mundo é a hora de repensarmos a tão propalada, discutida e dolorida questão das raças.

Afinal, para que serve a discriminação das pessoas por origem racial? A quem interessa essa divisão? Sigo a opinião defendida por vários autores ligados aos estudos culturais e às correntes filosóficas mais arrojadas, como Stuart Hall (um jamaicano, negro, radicado na Inglaterra), Zigmunt Bauman (um judeu polonês, também radicado na Inglaterra) e Michel Foucault (francês, considerado um dos maiores filósofos pós-estruturalista do século XX), que apontam a identificação dos indivíduos por cor de pele e características físicas como um ato para sub-julgar e dominar os semelhantes. Somos todos de uma única raça: a Humana. Para estes teóricos, o que nos torna diferentes um dos outros é a nossa cultura e não a coloração da pele.

Do ponto de vista genético nada difere um negro originário do coração da África de um esquimó do Pólo Norte. A antropologia nos mostra que o meio ambiente é responsável pela formação das características físicas do indivíduo. Ou seja, de acordo com a temperatura ambiente, aspectos geográficos e ocorrências climáticas, a aparência física de todos vai se adaptando até ficar totalmente adequada para a sobrevivência naquela região. Nem que para isso sejam necessários 20 mil anos.

Então, qual o motivo que leva muitas pessoas a (des)classificar seus semelhantes utilizando para isso a cor da pele e aspectos físicos? Muito simples. O ato de discriminar estabelece uma relação de poder de um sobre o outro. Fazê-lo por aparência física esconde um tremendo complexo de inferioridade de alguém ou de alguma nação que, para ser alguma coisa, precisa apontar defeitos nos outros. Quando desqualificamos alguém, inconscientemente, outorgamos para nós toda a virtude do objeto qualificado. Desta forma, quando nos referimos, por exemplo, ao casaco de uma pessoa como sendo “feio” dizemos – inconscientemente – que todas a capacidade para qualificar e escolher um casaco “bonito” está conosco. Quando agimos assim sofremos de um problema emocional e não estético. É a hora de procurarmos o divã de um psicólogo.

Na questão étnica é a mesma coisa. Ao apontarmos a origem geográfica, o tom da pele, a cor do cabelo, o traçado dos olhos e a formação física como aspectos negativos de uma pessoa estamos querendo nos sobrepujar a ela. Finalmente, tomamos consciência de que esse tipo de atitude só desagrega e em nada contribui para a construção de uma civilização global para a qual estamos caminhando a longos passos e que não tem retorno.

Para chegar a esta etapa de conhecimento, que a partir de agora começará a influenciar o mundo, foram precisos séculos de dominação de um povo sobre o outro. E nesse jogo de poder não há vítimas ou algozes. Todos os povos, vitimizados ou não, padeceram e se beneficiaram das relações de poder. Mas tudo isso faz parte da História. Nesse momento temos que nos preocupar com o que faremos hoje. Cabe a nós colocarmos em prática os projetos que vão determinar o amanhã, o futuro. Delas iremos nos orgulhar ou nos envergonhar.

Com a ascensão de Barak Obama à presidência dos Estados Unidos o mundo passou a exercitar uma nova forma de relacionamento através de uma estrada onde a cor da pele e a aparência física dão lugar à sabedoria, ao conhecimento, ao caráter e a conduta social. Obama se elegeu pela sua capacidade de administrar conflitos, formação acadêmica invejável e propostas que buscam a conciliação em detrimento da arrogância. O anti-americanismo tão presente em rodas de conversas deu lugar a um novo olhar, sem ódio e sem rancor. Ou seja, os componentes considerados fundamentais para a evolução humana num mundo pós-globalizado.

Irineu Ramos é jornalista, pós-graduado em História e mestre em Comunicação.

mar
15

Postado em 15-03-2009 03:04

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 15-03-2009 03:04

ANÁLISE

O ambiente risonho e franco no Salão Oval da Casa Branca neste sábado (14), durante o encontro do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com seu colega brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, está provocando as mais diversas interpretações nas análises de jornalistas e observadores da política internacional. Em um ponto, porém, parece haver convergência de opiniões: a reunião deixou patente a renovada importância que Washington atribui às suas relações com o Brasil.

É este ponto de vista que predomina na cobertura do encontro já estampado nos títulos, noticiário e análises das edições on-line dos principais jornais americanos e europeus, principalmente. Não passou despercebido na mídia internacional, o fato de Lula ter sido o primeiro líder latinoamericano convidado à Casa Branca do novo governo, “uma honra reservada até o momento a poucos líderes estrangeiros”, como assinala o jornal espanhol “El Mundo”.

A imprensa mundial abre espaços também para destacar observações pontuais do presidente brasileiro ao seu homólogo americano, como ao assinalar que “Obama está numa situação única e excepcional para melhorar as relações com a América Latina”. Observadores interpretaram a frase como a manifestação do desejo da diplomacia brasileira, de uma política dos Estados Unidos para a região, “que vá além da luta contra o crime organizado e o narcotráfico”. O influente Washington Post destacou o reconhecimento de Obama em relação à liderança mundial do Brasil quanto aos biocombustíveis”.

Michele e bom-humor

Outro ponto dos mais citados foi a descontração de Obama e Lula durante o encontro seguido de entrevista de uma hora na Casa Branca. Praticamente todos os jornais destacam o fato de Lula ter dito que reza mais por Obama do que por ele próprio e que não gostaria de estar na pele do colega nesta hora de crise. E a observação de Obama: “você deve ter andado conversando com a minha mulher” (Michele).

O espanhol “El País” destaca outro momento de bom-humor, quando Obama se desculpou perante Lula por achar que havia falado em demasia em algumas de suas intervenções. A reação do presidente brasileiro marcou o clima do encontro: “Na Améria Latina não nos assustamos que um presidente fale muito. Todos nós falamos em demasia”, disse Lula. E os dois terminaram o encontro com mais uma risada e apertos de mãos.

Por Vitor Hugo Soares

mar
14

Postado em 14-03-2009 21:05

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 14-03-2009 21:05

OPINIÃO

Vitor Hugo Soares

Pelo barulho da semana é fácil prever: vai longe e deixará vítimas (ainda que seja a credibilidade de pessoas e instituições), a polêmica nacional sobre a presumida máquina de espionar a vida dos outros em operação no País. Esta seria uma das poucas indústrias que operam a plena carga nesta fase de crise, a deduzir pela reportagem de capa da revista Veja na semana passada e subsequentes adendos irados ou irônicos do arco de opinião que vai da justiça à polícia e imprensa, capaz até de dar um sopro providencial de vida à praticamente moribunda “CPI dos Grampos” no Congresso.
No meio da onda é digna de atenção a tranqüilidade da esquentada ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sábado passado, na Bahia, ao visitar o estúdio da TV Itapoan, ela afirmou não ter problemas com grampos telefônicos, embora considere a prática incorreta. Mais: disse que não acredita ter sido espionada pelo delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, condutor da Operação Satiagraha, e deu o motivo: é solteira e, ao contrário do afirmado pela revista, não mantém relacionamentos amorosos há bastante tempo.
Nesta quarta-feira, a preferida do presidente Lula à sua sucessão em 2010, mesmo com a ressalva recorrente de que sua grande preocupação atual é o andamento das obras do PAC, não fugiu do tema das espionagens eletrônicas, tão incômodo para muita gente, jornalistas inclusive. Entrevistada depois de reunião com religiosos na sede da CNBB, em Brasília, Dilma Rousseff foi mais direta e específica ainda. Encarou os repórteres e deixou no ar uma surpreendente interrogação: “Vocês têm certeza que todo aquele relatório (base da reportagem de Veja) é fidedigno?”.
Em Salvador, a pergunta deixou o jornalista meio encabulado. Fiquei sem saber o que responder, nos diálogos estranhos que costumo ter com a tela da TV, sempre que provocado por entrevistados que também fazem perguntas.
Em outros períodos não teria vacilado em manifestar convicção quanto à credibilidade do conteúdo da matéria exclusiva, intitulada “A Tenebrosa Máquina de Espionagem do Dr. Protógenes”. Nos dias que correm, infelizmente, perdi algumas certezas de antes, e isso não se deve apenas ao aprendizado profissional de que a dúvida e o ceticismo são sempre os melhores conselheiros do jornalista.
Já trabalhei na Veja, em outro tempo complicado. Chefiava a sucursal da Bahia na campanha da primeira eleição direta para presidente da República depois da ditadura. Então convivi com a extrema e explosiva tensão nos fechamentos das edições, em geral nas elétricas e agitadas noites e madrugadas de sexta-feira para sábado. A chamada hora do “pente fino” inflexível, passado sobre cada informação do texto. Momento crucial em que toda dúvida, por menor que fosse, precisava ser checada e esclarecida antes da revista ir para as bancas do país inteiro, sob pena de todo um esforço ingente de dias, meses até, terminar na lata do lixo.
A eletricidade acumulada na redação da sede, em São Paulo, batia frequentemente na sucursal baiana, não raro quando maioria dos habitantes de Salvador já estava no “terceiro sono”, como se diz por aqui. “Olha, este dado não confere, acorde o governador e esclareça com ele”, pedia um editor. “Olha, este número não fecha, veja se o diretor do Pólo Petroquímico tem números exatos”, cobrava outro. Mais tarde ainda: “Confira mais uma vez com Caetano Veloso este atentado contra a casa dele aí em Ondina”. Ou o pedido mais temido de todos: “Olha, o ministro Antonio Carlos Magalhães está aí na Bahia. Tira ele da cama, e pede para esclarecer melhor esta informação”.
É esta lembrança, principalmente, que me fez hesitar diante da pergunta de Dilma Rousseff. Releio outra vez a matéria, implacável com o delegado da PF, acusado de “bisbilhotar clandestinamente senadores, José Dirceu, Mangabeira Unger, FHC, José Serra, o presidente do Supremo (Gilma Mendes) – e até a vida amorosa da ministra Dilma Rousseff”. O perfil do delegado ao longo da reportagem é quase a de um louco varrido, sem controle. Oito páginas de texto, transcrições de documentos e fotos, sem a palavra do personagem central. No último parágrafo, mais que uma explicação, uma desculpa: “O delegado Protógenes não foi encontrado”. E ponto final.
Nos dias seguintes, o condutor da Operação Satiagraha, cujas provas e indícios recolhidos na investigação já resultaram em uma condenação do ator principal da trama – o banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, sobre quem quase ninguém fala mais, como alertou ontem o atento senador Pedro Simon em entrevista a Terra Magazine – demonstrava que não anda tão inacessível assim, apesar do cerco e das ameaças que afirma estar sofrendo.
O delegado da PF falou em São Paulo e em Recife, para desautorizar informações da revista e dar opinião. Na quarta-feira, disse a universitários de Goiânia, que, livre das amarras do sigilo do processo judicial, dará “nomes aos bois” no novo depoimento à ressuscitada “CPI dos Grampos” e, finalmente, “o Brasil saberá o nome de cada pessoa envolvida”.
Que venha então o toureiro Protógenes – mesmo que seja em um 1° de Abril como está previsto -, em favor da verdade inteira.

Vitor Hugo Soares é jornalista . E-mail: vitors.h@uol.com.br

mar
14

Postado em 14-03-2009 15:56

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 14-03-2009 15:56

Hoje é Sábado, 14 de março, dia do aniversário de nascimento do poeta baiano Castro Alves, e, por esta razão mais que justa, data em que se comemora o Dia Nacional da Poesia. E porque hoje é sábado e o Dia da Poesia, que tal começar com a poética canção “Tarde em Itaupuã”?. Maravilha da criação de outro poeta maior da língua portuguesa e também de profunda e profícua relação com Salvador. É o que o Bahia em Pauta oferece hoje aos seus leitores, com o coração carregado de alegria.

Por Vitor Hugo Soares

mar
14

Postado em 14-03-2009 15:04

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 14-03-2009 15:04

Quatorze de março. Nesta data, em 1974, a ditadura militar preparava a posse de mais um general para governar o País: Ernesto Geisel. A celebração bem ao estilo de uma época de governos autoritários que grassavam na América Latina, merecia um convidado à altura, e foi trazido do Chile o ditador Augusto Pinoochet. Ele então comandava o regime mais sanguinário do continente e andava em pregação por um um eixo Brasil-Bolívia-Chile-Uruguai.

Mas havia soado o alarme e os organizadores da festa foram surpreendidos em plena dança pela artilharia verbal de um deputado do MDB autêntico da Bahia: Francisco Pinto. No dia 14, da tribuna da Câmara dos Deputado, Chico Pinto fez um discurso para a história da resistência e transformou o parlamentar de feira de Santana em protagonista de um dos episódios mais marcantes da história política e parlamentar do país no último meio século. Chico Pinto denunciou os crimes cometidos por Pinochet após o golpe de Estado contra Salvador Allende, além de repudiar em pronunciamento candente a presença do ditador no Brasil.

É este fato memorável, que hoje faz 35 anos, o tema do artigo que o Bahia em Pauta publica a seguir, de autoria do jornalista baiano, Cláudio Leal, o repórter que fez a última entrevista com Chico Pinto, falecido em 19 de fevereiro de 2008. O texto saiu originalmente na página de Opinião do jornal A Tarde, há dois anos, mas segue atual e candente como a própria história de Chico Pinto.

Por: Vitor Hugo Soares.

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Chico Pinto/ imagem do arquivo de Claudio Leal

Chico Pinto: o profeta de Feira de Santana

Claudio Leal

A posse do general Ernesto Geisel na presidência da República, em março de 1974, podia ser confundida com um amigável encontro de ditadores sul-americanos para uma partida de cartas. De óculos escuros e com aquele ar de quem passa a tropa em revista mesmo quando vai à missa das seis, o ditador chileno Augusto Pinochet era o caçula do clube. Há cerca de seis meses golpeara o socialista Salvador Allende. Para a esquerda brasileira, a presença de Pinochet em Brasília maltratava antigos ideais.

Deputado federal do MDB, ex-prefeito de Feira de Santana, Chico Pinto rompeu o silêncio da oposição. Subiu à tribuna da Câmara, na véspera da posse, e protestou: “Para que não lhe pareça que no Brasil estão todos silenciosos e felizes com sua presença, falo pelos que não podem falar, clamo e protesto por muitos que gostariam de reclamar e gritar nas ruas contra a sua presença em nosso país”.

Chamou o ditador chileno de “assassino”, “mentiroso” e “fascista”. Voz de beato, Pinto se tornava colérico ao microfone. Pertencia à linha dos autênticos do MDB e costumava ser ouvido por militares nacionalistas. Seu discurso deu ao parlamento brasileiro um momento de brilho e insubordinação.

A reação do governo revela o conflito das ditaduras quando são confrontadas com vestígios da democracia. Pressionado pelo presidente Geisel, o ministro da Justiça Armando Falcão representou contra Chico Pinto, com base num artigo obscuro da Lei de Segurança Nacional, que vedava ofensas a chefes de nações estrangeiras.

Nos jornais, Barbosa Lima Sobrinho saiu em sua defesa. Mandato cassado, preso no 1º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, foi libertado em abril de 1975. Em 1977, Chico seria absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, por unanimidade.

Há trinta e cinco anos, o ex-deputado baiano denunciou os crimes de Pinochet contra militantes de esquerda. Novos processos provaram que o ex-ditador se envolveu também em esquemas de corrupção. Faltou, portanto, um adjetivo no discurso de Pinto. Bom profeta, sabia que a história diria o resto.

Claudio Leal é Jornalista. Trabalha na revista virtual Terra Magazine (SP)

E-mail: ( claudioleal08@terra.com.br )

mar
14

Postado em 14-03-2009 14:44

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 14-03-2009 14:44

Para ler enquanto o presidente Luis Inácio Lula da Silva, do Brasil, “dá conselhos” hoje, em Washington, ao presidente americano Barack Obama

Rosane Santana, de Boston (EUA) -“As conseqüências do colapso da economia norte-americana e da ruína do dólar seriam muito maiores do que apenas reduzir o poder e a prosperidade dos norte-americanos. Sem seu principal cliente, paises como a China e o Japão enfrentariam serias depressões econômicas. Os bancos e a força financeira de todos os paises no mundo seriam afetados e, provavelmente, seriam prejudicados se os Estados Unidos sofressem um colapso”.
A declaração acima é de Walter Russel Mead, no livro “Power, Terror, Peace and War (Americas Grand Strategy in a World at Risk)”, publicado em 2004, nos EUA, e traduzido no Brasil, pela Jorge Zahar, em 2006, com o titulo “Poder, Paz e Guerra – Os Estados Unidos e o Mundo Contemporâneo sob Ameaça”. O autor é membro do Conselho de Relacções Exteriores dos EUA, em Nova York.
A profecia ainda não se cumpriu de todo, porque a China promete crescer 8% neste ano de 2009. Mas, analistas advertem que o auge da crise será em 2010.
Nos EUA o desemprego aumenta assustadoramente e os que conseguem garantir seus postos de trabalho perdem benefícios. Empresas de todo o país estão enviando comunicados aos empregados, informando sobre a suspensão de férias e outros benefícios até segunda ordem. Ninguém contesta, ou esboça indignação.
E pensar que ainda não se chegou ao fundo do poço, causa pânico generalizado. Há um clima de incerteza e medo no ar.

Rosane Santana , jornalista, é colaboradora do Bahia em Pauta

mar
13

Postado em 13-03-2009 21:56

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 13-03-2009 21:56

Rodriguez Pozzebom/ Agência Brasil

“Quem está sem dormir de noite é o promotor, o procurador, o juiz… Os investigadores é que estão sem sono”. A observação irônica é do atento senador gaúcho, Pedro Simon, que entende como poucos dos rumos dos ventos e das correntes políticas no País, em entrevista à revista eletrônica, Terra Magazine. Simon, uma voz diferenciada no PMDB, fez críticas severas à inversão nos trabalhos da Operação Satiagraha.

Na conversa com o repórter Claudio Leal, o peemedebista histórico afirma que o Brasil “ainda é o País da impunidade”. E apresenta mais uma prova: não se ouve mais falar em “nenhuma investigação” contra o banqueiro Daniel Dantas (dono do grupo Oportunity).

– O juiz que pediu duas vezes a preventiva do banqueiro já está respondendo a três processos. O promotor, a mesma coisa. E o Protógenes (delegado da Polícia federal que comandou a Operação Satiagraha), a mesma coisa… – constata Simon.

Na entrevista o senador gaúcho condena também a proposta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de criar corregedorias na Justiça para controlar externamente as ações da polícia, por considerar que isso fere frontalmente a Constituição. “Quem controla a polícia é a Procuradoria”, diz Pedro Simon.

Leia a íntegra da entrevista de Pedro Simon no Terra Magazine:

( http://terramagazine.terra.com.br )

Por:Vitor Hugo Soares

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