jul
14

Postado em 14-07-2009 13:53

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-07-2009 13:53

Carla e Sarkozy trocam carinhos em Paris
cbruni
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Tudo indica que as imagens que correram o mundo denunciando os olhares indiscretos – bota indiscretos nisso – do presidente Nicolas Sarkozy em direção ao “derriere” da jovem brasileira durante a recente cúpula do G-20 na Itália, não tiveram maiores consequências no Palácio Elisée, em Paris.

É o que se deduz obviamente dos gestos amorosos dispensados em público ao marido pela bela primeira-dama, Carla Bruni, antes de começar o monumental desfile de 14 de Julho, data nacional da França, nestra terça-feira. Foi mais que carinhoso o encontro entre Sarkozy e sua esposa na Praça da Concórdia cheia de gente. “O vestido branco de Carla é de manga curta, tem colo e grande cinturão em forma de laço,”, descreve o jornal espanhol El Mundo, cheio de entusiasmo e delicadezas.

As atenções dos franceses em volta -as mulheres principalmente -, no entanto, são todas para os mimos carinhosos mais que expressivos, trocados por Carla Bruni e Sarkozi neste começo de verão parisiense.

Em tempo: Não há informações, nem imagens recentes, de como andam as coisas entre Obama e sua Michelle na volta da Itália para a Casa Branca.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jul
14

Postado em 14-07-2009 11:03

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-07-2009 11:03

Jackson: guerra por pintura
wahrol
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Em razão do grande número de licitadores que se mostraram interessados na obra, uma galeria de Nova Iorque anunciou hoje, segundo informa a agência LUSA, o adiamento do leilão de um retrato do Rei do Pop, Michael Jackson, pintado por Andy Warhol em 1984.

“O leilão despertou grande interesse e comprovar que todos os participantes dispõem de fundos bancários exige tempo”, explicou Vered, a artista e co-proprietária da galeria que tem o seu nome, adiantando que o leilão será mantido até o dia 15 de Agosto.

A disputa é forte pelo quadro – segundo Vered já teve ofertas que alcançaram um milhão de dólares – que reproduz numa tela de 76 por 66 centímetros um Michael Jackson sorridente envergando o emblemático traje vermelho que o popularizou com o album “Thriller”.

Façam seus lances

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Público, diário de Lisboa)

jul
14

Postado em 14-07-2009 10:26

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-07-2009 10:26

Felipão no Santos: Será?
felipao
Deu no jornal

A sova histórica de 6 a 2 aplicada pelo Vitória no Santos, domingo passado no Barradão, pelo Campeonato brasileiro de Futebol, segue causando consequências no país e mundo a fora.

Na edição desta terça-feira, por exemplo, o Diário de Notícias, de Portugal, traz a seguinte notícia, com crédito atribuído à APP.

“Depois de despedir o treinador Vagner Mancini na segunda-feira à noite, o Santos aponta baterias a Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari.

De acordo com a imprensa brasileira, o “Peixe” tinha Scolari sob mira para o ano do centenário, em 2012, mas quer antecipar a ofensiva se não convencer Muricy.

O ex-treinador da seleção de Portugal fica livre nessa altura do contrato milionário com o Bunyodkor (13 milhões de euros por 18 meses), do Uzbequistão.

Em terceiro lugar na lista de preferências do Santos está Vanderlei Luxemburgo”.
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Enquanto isso, na Toca do Leão, o treinador Paulo Cesar Carpegiani antes de embarcar para pegar o Náutico nesta quarta-feira, nos Aflitos: “Tô nem aí”.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do DN, de Lisboa)

jul
14

Postado em 14-07-2009 01:02

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 14-07-2009 01:02

Mario Lima: calor amigueiro
lima
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OPINIÃO/LIDERANÇA

O som, a sesta e a fúria de Mário Lima

Claudio Leal

O líder petroleiro Mário Lima, vitimado aos 74 anos por um AVC, em Salvador, na sexta-feira (10), provou no sindicalismo o gosto épico da formação da Petrobras, das investidas pioneiras em território baiano ao mergulho cívico no Pré-sal. Afastado nos últimos anos das refregas diárias do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros da Bahia), o primeiro do setor no Brasil, do qual foi fundador, Lima guardava histórias à farta da era do sindicalismo brasileiro pré-1964, de JK a João Goulart.

Negro, prosa mansa, Mário Lima tinha acesso ilimitado aos gabinetes federais. Ele liderava o mais atuante sindicato de petroleiros – fonte de seus votos pelo PSB – e sabia amaciar radicais e pelegos; era “metade PSD, metade Coronel Reis”, define o jornalista e amigo Sebastião Nery, referindo-se ao chefe político de Glória (BA), cidade natal de Lima, às margens do Rio São Francisco.

Deputado federal constituinte na década de 80 (subia à tribuna com o capacete da Petrobras), Mário sustentou musculatura política até o golpe militar de 1964, quando foi preso e confinado na Ilha de Fernando de Noronha, em dependência próxima às dos governadores depostos Miguel Arraes e João de Seixas Dória.

A sede revanchista contra o sindicalista baiano não deixava de estar ligada ao máximo estreitamento de relações entre Estado e sindicatos. Jango permitia a Lima uma intimidade, um calor amigueiro, uma afabilidade, o que pode ser visto como uma artimanha do presidente-estancieiro, herdeiro incompleto de Getúlio Vargas. “Eu nem precisava bater na porta de Jango”, dizia Mário Lima.

Mas algumas vezes o ex-ministro Antonio Balbino bateu na madeira ao ver corroer a autoridade presidencial. Consultor-geral da República, Balbino ouviu um sindicalista dirigir-se ao Excelentíssimo Senhor: “Ô Jango, tu….”. Sentiu o ímpeto de raspar as paredes do Planalto ao ouvir outro visitante aconselhar Jango a não encaminhar um pedido ao consultor-geral: “Com esse cara estamos perdidos!”. Alvo da ofensa, Balbino aguardou a reprimenda de Jango, mas, ao sentir que esta não viria, tratou de soltar perdigotos e exigir respeito.

Mais cerimonioso nos lances de intimidade, Mário Lima liderou a campanha “Ou equipara ou aqui pára”, que exigiu o nivelamento salarial da Bahia com os trabalhadores do Rio e de São Paulo, em 1960. O governador Juracy Magalhães mandou cercar a refinaria de Mataripe, o centro petrolífero que lançava uma chama solitária nas noites imensas da Baía de Todos os Santos. Cobrindo a greve pelo Jornal da Bahia, Nery furou o cerco e testemunhou a coragem do “negro obâmico”.

De volta à redação, no Centro de Salvador, o jornalista político redigiu uma nota incendiária contra o governador baiano. “Juracy mandou a PM, que deu muitos empurrões. Ele dizia que não era mais o tenente com o revólver na mão, mas o general com o terço. Aí escrevi: Juracy bate de terço!”, conta Sebastião Nery, mais tarde um antijuracisista enragé. “Mário virou herói e foi eleito com uma votação extraordinária”.

Em 1º de abril de 1964, ao saber da ocupação da refinaria de Mataripe, Mário Lima foi cobrar notícias precisas do governador Lomanto Júnior sobre a prisão dos trabalhadores. Na escadaria do Palácio da Aclamação, travou um diálogo áspero com o secretário de Segurança Pública, Francisco Cabral, que já estava alinhado com os golpistas e ignorava as ordens de Lomanto.

Cabral mandou prender o deputado federal, abrindo uma crise de autoridade no governo. Correu o boato de que Lima teria ameaçado “explodir” Mataripe. Essa história contraria tanto o ar cordato do sindicalista como a impossibilidade tática da ameaça. Depois de ser lançado num poço solitário no colonial Quartel do Barbalho – um outro tipo de poço, embora também sujo de óleo -, viu a saúde minguar. Numa masmorra idêntica, estava o companheiro Nery.

Sequestrado, Mário aterrissou na Ilha de Fernando de Noronha – onde já estivera em degredo o jornalista Helio Fernandes -, convertida em cárcere dos inimigos do regime militar. Nunca chegou a trocar palavra com o pequenino Seixas Dória (o “réu sem crime”), mas interferiu pela transferência de Miguel Arraes. Alertou ao administrador da Ilha, o coronel Costa e Silva:

– Desculpe, coronel, mas vou dar um palpite. Tiraram o Seixas daqui. Sou jovem, estou sozinho, não tenho problema nenhum. Mas ficou o Dr. Miguel Arraes, um homem nacional, que já tem 50 e tantos anos. O senhor já pensou se ele tem um infarto? Se morre o Arraes? Por mais que o senhor diga que ele é um convidado do senhor, vão achar que ele foi morto em Fernando de Noronha…

Entre fumaças de charuto, o velho Arraes gostava de recordar esse espevitado conselho. Dali a dias o ex-governador pernambucano seria transferido para Recife – em seguida, o exílio.

Este é o Mário Lima público. Mas, que tipo! o homem dos bares.

Cassado, livre dos cárceres, ele viajou para São Paulo em 1965, disposto a comemorar o aniversário com os amigos Hélio Duque, José Wilson, Sebastião Nery, Domingos Leonelli e Nelito Carvalho, também escondidos na capital paulista. Destino: Bar Pilão, Arouche. Numa mesa do canto, tristíssimo, o cantor Carlos Galhardo (“com aquele cabelão de puteiro, mal pintado”, brinca Nery). Convidado de Lima, Wilson berrou, porreteiro: “Olha quem tá ali: aquele merda do Carlos Galhardo!”. Para evitar uma briga – e a chegada da polícia -, Lima ergueu a voz:

– Fora daqui! O senhor não tem dignidade para ficar em nosso meio!

Ali restaram os dignos, sorvendo caipirinhas. A namorada de Nelito, Marilu, era cantora do bar e atendeu ao pedido cavalheiresco de um trovador: emprestou seu violão para ele tocasse. Na terceira música, o desconhecido recebeu o abraço consagrador de Carlos Galhardo, e mais os aplausos da mesa dos subversivos. Empolgado, o cantor anônimo mandou servir uísque para os fãs. Ainda mais grato, sentou na mesa, sorriu e pagou a conta da noitada. A caminho de casa, Mário vomitou no táxi de um português. “Ou pagam a limpeza ou chamo a polícia!”, clamou o chofer. Uma furtiva cédula foi jogada no banco traseiro e todos os amigos sumiram nas ruas do Centro.

Repórter da Folha de S. Paulo, Hélio Duque decidiu pegar o jornal rodado na madrugada. Lá estava uma entrevista do cantor anônimo. Bem, este era seu segundo ofício. Durante o dia ele atuava como delegado-geral de Ordem Política e Social de São Paulo, cuja especialidade não era servir uísque, mas fazer cantar os inimigos do regime…

Outro Mário Lima numa mesa do Chez Bernard. Em 2006, num almoço, embalado por um vinho, levantou-se da mesa e… desapareceu. Corremos os olhos nas outras mesas – nem sinal. Na porta do restaurante, em Salvador, Mário reaparece: fazia uma sesta dentro do carro. Era a metade Coronel Reis que dormia, a evocar as tardes nas varandas do São Francisco.

Após duas horas de discursos de amigos, políticos e ex-sindicalistas, o líder petroleiro foi enterrado no sábado, 11 de julho, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Nesse borbulhar de orações fúnebres, havia também o desejo de que Mário fosse dormir mais tarde.

Claudio Leal é jornalista, trabalha na revista digital Terra Magazine, onde este texto foi publicado originalmente (http://terramagazine.terra.com.br)

jul
13

Postado em 13-07-2009 23:02

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 13-07-2009 23:02


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CRÔNICA / MAGESTADE

RC , o Rei e seus súditos, muito além do horizonte da mídia

Aparecida Torneros

Um rei que não perde a majestade nem debaixo d’água, assim é o Roberto Carlos, o cantor que se apresentou no sábado dia 11 de julho para um público de milhares de admiradores no estádio do Maracanã, em show comemorativo dos seus 50 anos de carreira, enquanto uma chuva caía sobre as pessoas fascinadas diante do ídolo.

Sua história musical tão decantada por diversas formas de mídia se confunde com a vida de gerações de brasileiros comuns, aqueles que aprenderam a cantarolar suas canções, enquanto varrem as ruas, atendem nos postos de gasolina, ouvem o rádio dos automóveis, sintonizam pequeninos transmissores no alto amazonas, ligam receptores de tevê nas praças das cidades interioranas dos rincões nacionais, acorrem a shows em grandes casas de espetáculos, no nordeste ou no sul, se ligam atentamente aos especiais transmitidos em rede nacional nos finais do ano, como parte das comemorações natalinas e até incorporam expressões suas que podem servir para orações contritas ou para declarações rasgadas de amor e paixão.

Se ele passou por poucas e boas, ao longo da sua vida pessoal e profissional, soube conservar uma característica que é fundamental para a comunicação social, fala com o coração a linguagem da sua gente brasileira, independente de idade, credo, raça, classe social, e costuma enfatizar mesmo é o amor que o une ao seu público.

Isso lhe confere um lugar cativo como o Rei, embora, nas entrevistas e declarações se apresente sempre como o humilde homem que veio lá de seu pequeno Cachoeiro de Itapemirin para conquistar o mundo musical e sagrar-se o mais comunicativo entre tantos talentos, aquele que se identifica em forma e conteúdo com os intrincados aspectos da semiologia dos significados que garantem o feed back dos receptores e dos diversos públicos.

O que se viu no Maraca lotado foi uma partida espetacular onde o jogo se resumia a vários gols de placa marcados por um astro que é craque da empatia popular, o mesmo Roberto Carlos cujos símbolos são cultivados carinhosamente por décadas, apresentou-se com o tradicional “calhambeque”, vestiu-se de branco, lavou a alma dos seus súditos, garantiu a audiência do Oiapoc ao Chuí, na noite de um sábado frio e chuvoso, e levou ao delírio gente de todas as partes, de todas as espécies, de todas as idades, repetiu canções que todos sabiam de cor, riu e chorou, abraçado ao amigo Erasmo Carlos, e à maninha Wandeca, levou paz a milhões de espectadores que, por algumas horas, esqueceram da violência e vivenciaram o que ele define simplesmente como amor entre ele e seu público.

Edgard Morin teorizou bastante sobre os Olimpianos e como suas vidas passam a ser vividas por seus adoradores, Roberto é um deles, mas vai além do simples Olimpiano da mídia industrial porque ultrapassa modismos, movimentos, atenua diferenças, consegue apresentar-se junto de um Caetano Veloso no Teatro Municipal para comemorar 50 anos da Bossa Nova, tem suas músicas cantadas nas igrejas de várias religiões, quando fala da espiritualidade e de Jesus Cristo, tem ainda um percentual respeitável das chamadas “ trilhas sonoras de motel”, atende aos casais enamorados nas diversas fases das suas vidas afetivas, reverencia as mulheres de 40, as que usam óculos, as baixinhas, as gordinhas, as abandonadas, as sonhadoras, e aos homens, empresta bons argumentos para conseguirem conquistas ou para lograrem reconciliações.

Ter um CD do Roberto na manga do colete, ou no MP4, deixar que algumas das suas centenas de músicas aguardem para serem ouvidas ou cantadas no momento certo. Há sempre uma delas destinada ao instante necessário, até aquela do “Cachorro que sorriu latindo”, quando o homem volta pra casa e espera ser recebido de braços abertos pela família.

Engenhosidade, senso de oportunidade, feeling, estrela, tenacidade, boa produção, cuidadosa escolha de repertório, e voz macia com trejeitos de homem que conserva o menino que todos gostariam de proteger, são tantas emoções e tantos ingredientes que concorrem para fazer dele uma unanimidade nacional, apesar dos narizes torcidos de alguns, quem não se rendeu alguma vez a um canto do gênero: Como é grande o meu amor por você?

Pois a noite de 11 de julho, segundo ele próprio, foi a maior emoção da sua vida, uma vida de um persistente brasileiro dedicado ao que escolheu fazer, de homem com talento aliado a trabalho, de pessoa sensível ao movimento que invade a alma de um povo que o sente tão próximo, que faz dele um quase irmão, quase confidente, quase vizinho, um personagem quase comum que é ao mesmo tempo um Rei com um reinado bem delineado.

O seu trono é alma do povo brasileiro e o cetro que empunha é o coro de milhões de vozes que podem ser ouvidas nos confins, além do maracanã, muito além da lógica e bem mais além do horizonte da mídia. Onde deve ter um lugar tranqüilo pra nossa gente amar a saga do Roberto Carlos, tanto assim.

Aparecida Torneros, jornalista, escritora e professora universitária, mora no Rio de Janeiro. Esta crônica foi postada originalmente no Blog da Mulher Necessária (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com), editado pela autora.

jul
13

Postado em 13-07-2009 17:07

Arquivado em ( Entrevistas, Newsletter) por vitor em 13-07-2009 17:07

Luzia: marcas da tortura/ A TARDE
luzia
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Em sua edição desta segunda-feira (13) o jornal A TARDE publica entrevista com Luzia Ribeiro, única sobrevivente entre os guerrilheiros baianos que participaram da Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, contra o regime militar instalado no País. A conversa da sofrida ex-guerrilheira com a experiente e sensível repórter política Patrícia França, produz um relato jornalístico comovente, diante do qual a indiferença torna-se impossível.

Deu no jornal

Luzia, prestes a completar 60 anos, faz um mergulho no tempo e fala de um período doloroso ao lembrar de quando a jovem estudante de Ciências Sociais, nascida em Jequié e então com 22 anos, desembarcou em Xambioá, às margens do Rio Araguaia , em Goiás, em área hoje pertencente ao estado do Tocantins.

“Era janeiro de 1972”, revela A TARDE na apresentação da entrevista: A jovem Luzia chega acompanhada do carioca Tobias Barreto, também filiado ao PCdoB, para integrar o Destacamento C, onde já estavam os baianos Rosalino Souza, o casal Dinalva e Antonio Carlos Monteiro e o cearense Bergson Gurjão Farias (cujo corpo só foi identificado na semana passada).

“Começava a história de luta na selva dessa combatente, a única sobrevivente dos 11 baianos que integraram a Guerrilha do Araguaia. Sua permanência ali foi rápida. Apenas seis meses, dois dos quais em luta armada”, assinala ainda o texto de apresentação da conversa sobre o tempo em que Luzia era conhecida como “Lúcia “ , na selva amazônica.

Trinta e cinco anos depois Luzia dá um salto pungente no tempo. Na conversa com PATRÍCIA FRANÇA, a ex-guerrilheira, funcionária aposentada do extinto Baneb faz o seu relato para conhecimento público, pela primeira vez. Segundo a repórter, a ex-guerrilheira fala com “voz pausada, algumas vezes embargada; olhar perdido no horizonte. Marcas das torturas e de um período sombrio da história do Brasil que não consegue apagar. Para o tenente-coronel Sebastião Curió, segundo quem as Forças Armadas executaram pelo menos 41 guerrilheiros já presos e sem possibilidade de defesa, Luzia defende julgamento “como criminoso de guerra”.

Indagada se vê empenho no governo Lula em abrir os arquivos da ditadura, a ex-guerrilheira afirma que não; e acusa setores do PT de terem acordo com os militares para impedir que isso aconteça.

Intensidade emotiva, informação, análise critica, segredos revelados, dúvidas e denuncias à espera de esclarecimentos, completam este relato jornalístico . A exemplo do real papel de militares como Sebastião Curió que atuaram em Xamboiá, mas também do PC do B, que organizou e conduziu a guerrilha na qual foram dizimados alguns de seus mais audazes e generosos militantes – muitos deles baianos como Luzia – sem que se saiba ainda , tanto tempo depois, onde estão os seus corpos.

(Postada por: Vitor Hugo Soares)
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LEIA A INTEGRA DA ENTREVISTA DE LUZIA RIBEIRO NO JORNAL A TARDE.

jul
13

Postado em 13-07-2009 09:46

Arquivado em ( Artigos, Multimídia, Regina) por vitor em 13-07-2009 09:46

Pic-nic no parque
festival
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CRÔNICA / CALIFORNIA DREAM

DOMINGO NO PARQUE

Regina Soares

É verão na Califórnia, o Estado Dourado (Golden State), faz jus a seu nome. Dias brilhantes de sol que nos empurra pra fora de casa, especialmente se é Domingo. Para mim só tem um caminho: O Parque Stern Grove www.sterngrove.org no coração de San Francisco onde desde 1932 se realizam concertos musicais grátis para um publico cada vez mais numeroso e diversificado.

O Stern Grove é um lugar lindíssimo, um clarão no meio de uma pequena floresta de eucaliptos. Foi adquirido por Rosalie M. Stern e entregue a cidade de San Francisco em homenagem ao seu esposo Sigmund, um destacado líder cívico. Encantada com a acústica do local, Mrs. Stern determinou que o local seria preservado como parque no qual o publico pudesse desfrutar, “admission-free” (sem custo), de apresentações de musica, dança e teatro, aumentando assim a fama mundial que San Francisco desfruta como reconhecido centro cultural.

Nesse Domingo (12), a atração principal foi Joan Baez, como sabemos, uma legenda da musica folclórica dos Estados unidos por mais de 50 anos. A, reconhecida mundialmente guitarrista, vem fazendo musica como forma de despertar consciência social, desde o deplorável ate o glorioso da condição humana. Nos anos 60’s e 70’s ela esteve lado a lado com Martin Luther King Jr., Cesar Chavez, Bob Dilan, Woody Guthrie, entre outros. Baez continua impressionando com sua voz suave e sua postura de ativista social, como nesse Domingo, quando ela dedicou sua apresentação aos Iranianos que saíram as ruas clamando por liberdade e justiça em seu pais.

Quem me conhece, e ate os que nem tanto, já devem saber que musica, e arte em geral, são como o ar para mim, vital! Acredito que tem forca de apaziguar, ativar, apaixonar, envenenar, inebriar, aclarar, revolucionar, e por ai vai… não tem como subestimar a influência em nossos atos e na direção que damos a nossas vidas. Joan Baez é só um exemplo disso.

Regina Soares é advogada, mora em Belmont, área da Baia de San Francisco, Califórnia (EUA)

jul
12

Postado em 12-07-2009 22:36

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 12-07-2009 22:36


A música para terminar o dia é o Hino do Vitória, tropa de elite do futebol baiano, que arrasou o Santos neste domingo(12) ao aplicar goleada de 6 a 2 que vai ficar na história do Barradão. Podem festejar, rubronegros!
(VHS)

jul
12

Postado em 12-07-2009 22:19

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 12-07-2009 22:19

Roger, nome do jogo, arranca para marcar/UOL
roger

Foi um triunfo para ficar na história do futebol baiano e do Barradão, além de deixar Salvador em festa e de alma lavada na noite deste domingo(12) , vestida em vermelho e preto. Com atuação de gala no primeiro tempo, o Vitória fez quatro gols em apenas 28 minutos , antecipando o verdadeiro massacre que se completaria com a goleada final: 6 a 2. “E não era um timeco qualquer que estava do outro lado, era o grande time do Santos”, vibrava o técnico rubronegro, Paulo Cesar Carpegianni , ao comentar o desempenho quase irretocável de seu time.

Do outro lado, cinco meses depois de ter trocado o leão pelo peixe, o técnico Wagner Mancini -na corda bamba – , não conseguia disfarçar o espanto com perfeita combinação de tática e técnica de sua ex-equipe, em contraste com a apatia e ineficiência do time que treina atualmente. O Santos apenas esboçou uma reação, mas não conseguiu escapar da humilhação.
“Foi uma partida muito boa do Vitória, e encaro com naturalidade até o apagão em alguns momentos do jogo, quando tomamos dois gols, mas conseguimos voltar a controlar a partida. Só não gostei nos minutos finais, quando alguns dos nossos tentaram jogadas para humilhar. Isso não admito em time que eu treino, pois isso um dia pode reverter contra nós”, avaliou Carpegianni.
É o quinto triunfo do time comandado por Paulo César Carpegian em cinco partidas disputadas no Barradão.Com este triunfo especial a equipe rubro-negra está de volta ao terceiro lugar do Campeonato Brasileiro, com 19 pontos ganhos. Já o Santos manteve-se com 13 pontos e caiu para o 10º lugar.

As duas equipes voltam a jogar na quarta-feira: o Vitória atua quinta-feira, contra o Náutico, nos Aflitos, em Recife. Na véspera, o Santos recebe o Grêmio Barueri na Vila Belmiro.

A goleada do Vitória começou logo aos três minutos. O goleiro Douglas espanou na tentativa de dar um chutão para frente e entregou a bola de presente a Roger. O atacante, que neste domingo assumiu a artilharia  do Brasileirão, chutou fraco, mas o suficiente para pegar o goleiro no contrapé e fazer 1 a 0.. Aos 15min, Leandro Domingues lança Roger, a defesa do Santos parou pedindo impedimento e o atacante só teve o trabalho de bater na saída do goleiro e marcar o segundo gol dele no jogo, o sétimo no Brasileirão, igualando-se a Felipe, do Goiás, na artilharia da competição.

O Vitória ainda teve duas chances antes de marcar o terceiro, aos 23min, em contra-ataque fulminante puxado por Leandro, que tocou para Willian, bater no coanto esquerdo e sair para o abraço.O quarto saiu aos 27min: Leandro Domingues cruzou da direita e o zagueiro Victor Ramos ganhou de Fabão para levar a torcida rubro-negra ao delírio e o técnico Vagner Mancini ao desepero.

Quando tudo se encaminhava para um primeiro tempo perfeito do Vitória, o zagueiro Victor Ramos cometeu um pênalti infantil no lateral Pará. Na cobrança , aos 46min, o atacante Kléber Pereira não desperdiçou e diminuiu o marcador.O Santos voltou melhor no segundo tempo e marcou o segundo gol aos 16min: Madson cobrou falta na área e Paulo Henrique Ganso fez de cabeça: 4 a 2. Quando o Santos parecia que iria reagir, aos 28min o zagueiro Domingos derrubou Wallace na grande área. Pênalti que Leandro Domingues cobrou com perfeição e fez o quinto gol rubro-negro.Aos 33min, o atacante Roger recebeu um passe alongado e acreditou. Após chegar à bola, o atacante cruzou para trás e o meia Jackson, de cabeça, tirou do goleiro e fechou a tampa do caixão do Santos, selando a goleada de 6 a 2.

Um Vitória que alegra a sua torcida e dá dignidade ao futebol baiano.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jul
12

Postado em 12-07-2009 14:51

Arquivado em ( Artigos, Janio) por vitor em 12-07-2009 14:51

“Como explicar sabor do murici pisado com rapadura?”
murici1
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CRÔNICA/SENTIMENTOS

DUAS OU TRES COISAS SOBRE MARIO LIMA

Janio Ferreira Soares

Como bem disse mestre Vitor Hugo, ele era uma figura das mais raras. Com os amigos, plácido como os remansos que o São Francisco formava nas encostas de sua Glória natal. Com os adversários, forte como as águas do mesmo rio, que mais na frente desembocavam nas cachoeiras de Paulo Afonso. Assim foi Mário Lima, ou melhor, Marão, que era como eu o chamava durante nossos longos papos, ultimamente (que pena!) só por telefone.

Costumo dizer que quem nasceu ou viveu por esses lados do Brasil sempre levará consigo, até o último suspiro, fatos e acontecimentos que ficam definitivamente anotados na memória. É que o sertão, assim como os ferros que marcam o couro do gado com as iniciais do dono, também deixa na gente dezenas de lembranças que são quase impossíveis de apagar e de explicar.

Como traduzir para uma pessoa, por exemplo, o gosto de um leite espumando, ainda quentinho, saído diretamente do peito da vaca, se ela só tomou o de pacote? Como chegar para alguém e explicar que cheiro tem as flores do tamarineiro ou o vento que sopra antes da chuva chegar, se ele mora numa cidade de concreto? E como dizer pro seu vizinho de apartamento que o mesmo Sol que esturrica árvores, chão, animais e bem-te-vis, no final da tarde nos dá de presente um deslumbrante céu alaranjado, cenário perfeito para ecoar o som da difusora da praça tocando a Ave Maria? Sinceramente, só pra quem é daqui. E Mário, apesar de cidadão do mundo, nunca deixou de sê-lo.

Prova disso é que toda vez que eu escrevia um artigo que falava sobre esses sentimentos ele vibrava e dava um jeito de falar comigo, apesar de, na época, eu morar no meio do mato e ter como único meio de comunicação um velho telefone via rádio, que vivia a mercê dos humores dos ventos que sopravam de Paulo Afonso. Foi o que aconteceu quando eu fiz o artigo A Noite dos Filhos Ausentes, que fala sobre a volta dos filhos de Glória que moram em outras cidades para festejar a trezena de Santo Antônio.

Nesse dia ele me ligou e, animadíssimo, apesar de já meio adoentado, ficou horas e horas lendo cada parágrafo pra mim, como se eu não soubesse o que eu mesmo tinha escrito. “Veja que maravilha, Janio”. E lia, com a sua voz deliciosamente familiar: “Pena que muitos glorienses da pesada não podem vir. Para eles, uma sugestão. Nessa noite, pensem num som de zabumba e pífano tocando no pátio da igreja e no chiado dos foguetes subindo e espalhando seus pequenos fragmentos de luz pelo céu. E se por acaso a boca salivar, liguem não, é apenas a velha memória lembrando de um tempo em que os tamarindos e umbus-cajás pareciam eternos”. E completava, rindo e emocionado: “Janinho, você é um porreta!”.

Sem querer bater na trave da pieguice – mas já batendo -, tenho pra mim que antes de virar pequenos fragmentos de luz pelo céu ele ouviu zabumbas, foguetes, matracas e sinos, e sentiu no canto da boca o gostinho de um murici pisado com rapadura num velho pilão de um alpendre qualquer. Que sacanagem com a gente, Marão!

Janio Ferreira Soares, cronista, nascido em Glória – como Mario Lima que acaba de partir – é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.

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