jun
26

Postado em 26-06-2010 00:23

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 26-06-2010 00:23

Lula bota o pé na lama no Nordeste

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ARTIGO DA SEMANA

INUNDAÇÕES, CAMPANHA E FORRÓ

Vitor Hugo Soares

Meio zonzos e aparentemente desorientados, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV, com ajuda de coordenadores políticos, aliados e marqueteiros – alguns mais tontos ainda – tentam assimilar o duro golpe embutido nos números da mais recente pesquisa CNI/Ibope divulgados na quarta-feira. Aqui e ali, basta apurar os ouvidos, já se escuta até quem fale em largar o navio ou trocar de barcos antes da campanha presidencial começar pra valer.

Como um Exu de romance de Jorge Amado, prefiro observar tudo com ironia. Ou contar histórias reais do Nordeste nestes dias de dilúvio e desastres em Alagoas e Pernambuco. Falar da mistura de campanha eleitoral com o futebol da nossa Seleção, do tempo dos folguedos juninos – que deveria ser de música, forró, licor e animação, mas que é de inundação, mortes, saques e tragédia, como mostram imagens que espantam e comovem o país e o mundo.

No começo desta semana, por exemplo, a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, desembarcou mais uma vez na Bahia. Vinha de um périplo internacional marcado por encontros, conversas, beijinhos, abraços e apertos de mãos em líderes da política europeia e governantes como o francês Sarkozy, o espanhol Zapatero e o português José Sócrates. Tudo entre uma pausa e outra para torcer por nossa Seleção em campos da Africa do Sul, vestida com a camisa “canarinha” e direito a imagens e falas transmitidas nos principais noticiários das maiores redes de emissoras de televisão do País.

Em Salvador, depois da larga travessia do oceano, a ex-ministra veio cumprir a promessa assumida com os aliados do PMDB: participar da convenção estadual realizada em um centro de festejos da capital, para sagração e lançamento do ex-colega de ministério e amigo, Geddel Vieira Lima, ao governo baiano. Dilma promete retornar para a festa do companheiro e candidato petista à reeleição, Jaques Wagner, ultimamente às turras com Geddel. Daí a charge primorosa de Cau Gomez, publicada no jornal A Tarde, em que a petista aparece toda prosa soprando uma vuvuzela com dois bocais. Em um deles está escrito o nome de Wagner. No outro, o de Geddel.

No fim da coletiva à imprensa, em Salvador, a assessora de Dilma pediu pressa e avisou: “Ela vai ter que embarcar para Recife”. OK, já se sabia que, depois da convenção, a agenda da ex-ministra era só forró junino no Nordeste: em Caruaru (PE), em Campina Grande (PB) e finalmente em Aracaju(SE). A candidata só não dançaria “forró pé de Serra” porque “pegaria mal”, tratou de ironizar o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Mas o forró da petista vai ter de esperar outra oportunidade mais propícia. Ainda em Salvador, ela foi informada do drama das chuvas na área que iria percorrer. E a rota foi alterada no caminho para o aeroporto: o jatinho de Dilma voou sem escala para Brasília, enquanto ela recebia mais detalhes direto do Planalto sobre a extensão do drama nordestino. A viagem a Caruaru, em Pernambuco, foi cancelada. Dilma ligou para o governador aliado Eduardo Campos, solidarizando-se. Em Brasília, a candidata cancelou também as viagens ao São João de Campina Grande (PB) e Aracaju (SE).

A petista recolheu-se então aos bastidores e a cena no palco principal foi assumida pelo padrinho e alavanca de sua candidatura. Depois de mobilizar até o ministro da Defesa para uma “operação de guerra” de seu governo em socorro de seus conterrâneos vítimas da catástrofe, o presidente Lula determinou aos seus ministros iniciativas e recursos semelhantes aos assumidos na tragédia recente do Rio de Janeiro.

Na quinta-feira ele mesmo pegou o avião para visitar a região atingida. Comparou o cenário que viu nesta quinta-feira no Nordeste aos estragos causados pelo terremoto que atingiu o Haiti no início deste ano. “São tragédias quase que semelhantes. Sobrevoei o Haiti de helicóptero e depois desci, e fiz o mesmo aqui. Para sentir o drama, tem que estar lá embaixo, pisar no barro, sentir o cheiro, ver as lágrimas”, discursou o presidente, como quem dispara em tucanos no agreste.

Em seguida, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) fez o de sempre, depois de cada catástrofe semelhante: anunciou que já foram enviados R$ 597 milhões aos Estados de Pernambuco e Alagoas para a reconstrução das cidades destruídas.

No fim dessas histórias nordestinas, haverá quem queira saber o que elas têm a ver com os desastres de Serra e Marina nos resultados das mais recentes pesquisas. “Quem sabe, seu dotô!”, responderia o caboclo do São Francisco.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: Vitor_soares1@terra.com.br

jun
26

Postado em 26-06-2010 00:22

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 26-06-2010 00:22


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E BOM FINAL DE SEMANA, AMIGOS!!!
(Gilson Nogueira)

BOA NOITE!!!

jun
25

Postado em 25-06-2010 18:37

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 25-06-2010 18:37

Dunga furioso na beira do campo

DEU NO TERRA:

Bob Fernandes
Direto de Durban

Robinho com dores musculares, poupado. Estamos na bancada da imprensa cercados por jornalistas portugueses. Um deles, em nome de todos eles, corneteia:
– Carlos Queiroz está a inventaire.

Ricardo Costa, zagueiro, joga pela direita, na lateral que Miguel ocupava. Queiroz optou por três zagueiros, embora Ricardo Costa já tenha sido lateral com Mourinho no Porto, tanto na direita quanto na esquerda.

Simão deu lugar a Duda, Hugo Almeida a Danny e Pedro Mendes a Pepe. No Brasil, o já esperado Julio Baptista na vaga do suspenso Kaká, Daniel Alves no lugar de Elano e, inesperado, Nilmar no ataque com Robinho fora.

Belo o estádio de Durban, 25 graus e, enfim, depois da gélidas noites de Johannesburgo, uma tarde ensolarada para o futebol brasileiro.

Dunga, já no gramado, reza ou murmura algo para si mesmo. As câmeras da FIFA focam em Luis Fabiano, o grande destaque da última partida da Seleção.

Lentes em Julio Baptista. Nos olhos, nos movimentos nervosos do corpo, toda a ansiedade da estreia em uma Copa do Mundo, do peso de substituir Kaká.

A câmera diante do rosto de Dunga mostra a testa vincada, duas rugas profundas. Felipe Melo, de cabeça baixa, ora.

Rola a bola.

Sete minutos. Portugal, o time inteiro, espera o Brasil em seu campo. A Seleção cerca, toca a bola, busca uma brecha.

Aos 12’ Felipe erra um passe, contra-ataque para Portugal. Desde a estreia, há coisa de um ano, esse é um grande problema de Felipe, as bolas cruzadas no meio-campo ou na intermediária do Brasil.

Quinze minutos, Portugal começa a sair para o jogo. Aos 21’ Felipe Melo racha, a sola da chuteira raspa o cotovelo e o rosto de Pepe. Sinais claros de descontrole; excesso de vontade, escassez de frieza.

Difícil achar uma vereda, uma jogada no ataque. A bola gira de pé em pé, Julio Baptista, Daniel, Fabiano, Nilmar… Portugal não dá espaço e o Brasil não consegue inventá-lo.

Sem Kaká e Robinho, falta inspiração, luz, a centelha de um craque do meio para a frente.

Contra-ataque, passe longo para Cristiano, que dispara, resta a Juan enfiar a mão na bola. Cartão amarelo.

Luis Fabiano sassarica aos 29’, acha Nilmar, que afunila pela esquerda e toca de pé esquerdo. Na trave.

Contra-ataque, Tiago tenta cavar um pênalti. Cartão amarelo.

Felipe racha aos 34’, a bola passa longe, mas na direção de Carlos Queiroz, que encrespa e aponta Felipe para Archundia, o juiz mexicano.

Há algo estranho, Felipe Melo está alguns tons acima.

Pepe esperou 17 minutos, mas dá o troco em Felipe. Pisa no seu tornozelo aos 38’. Cartão amarelo para Pepe, que olha para Felipe e mostra com os dedos: 1 a 1. Felipe devolve três minutos depois, atropela Pepe no meio-campo.

Cartão amarelo, um esporro de Gilberto Silva. Ao pé do ouvido, mas a câmera capta alguma coisa:

– …você não quer jogar? Caral…porr…

Dunga, imediatamente, manda Josué entrar. Felipe sai e passa por Dunga, que já esteve lá, conhece a sede de um volantão do gênero quando as coisas escapam dos trilhos. Ambos se cumprimentam.

Segundo ato.

Josué, Gilberto Silva, Daniel Alves, Julio Baptista, Luis Fabiano… quem vai criar?

Duas vezes Cristiano dispara pela esquerda e Portugal quase chega. Sai Duda, entra Simão.

Gilberto Silva erra feio no meio-campo, Cristiano Ronaldo invade pela direita, ao desarmá-lo Lúcio toca para Raul Meirelles, que perde diante do gol. Na jogada Julio Cesar sente, parece ser o mesmo local da contusão na partida contra o Zimbabwe.

Dunga esbraveja, xinga, Jorginho lhe diz alguma coisa. Portugal melhor em campo.

Michael Bastos pela esquerda, aos 20’, isola a Jabulani. Jogada bisonha, vaias da torcida. Cristiano Ronaldo cresce. Portugal, no contra-ataque, busca jogar. Sem bola, se fecha. O Brasil toca, toca, mas não busca o jogo lateral, não consegue avançar.

A bola gira e ninguém aparece para o jogo, todos estáticos, presas fáceis para a marcação portuguesa. Daniel tenta de longe aos 26’, fraco, sem direção. Vaias. À torcida restam as Olas.

Josué erra o 100º passe do Brasil, Dunga pula, salta à beira do gramado. Jogadas grotescas se sucedem, o Brasil apanha da Jabulani. Dunga chia, Jorginho olha o relógio e avisa o técnico:
– Faltam dezenove…

Julio Baptista erra mais um passe. Dunga chama Ramires aos 40’. Julio sai. De cabeça baixa.

Faltam dois minutos para acabar o suplício. Daniel Alves parado, mão na cintura. Dunga o chama e esbraveja. Vaias da torcida aos 44’.

Escanteio, Lúcio e Juan sobem para a área de Portugal. Michel Bastos, encarregado da cobertura, se posiciona mal, além do meio-campo. Dunga berra, as vuvuzelas atrapalham, o técnico se agacha, enlouquece à beira do gramado. Quando Michel percebe e olha… encontra Dunga a sapatear e gesticular.

Juan se aproxima da lateral. Bronca monumental do técnico, endereçada a alguém. Lúcio toca de calcanhar, bola perdida na lateral esquerda, Juan a domina na área e… perde-a sozinho, quase gol.

Dunga, claro, pira à frente do banco.

Fim de jogo. Uma vaia enorme ecoa pelo estádio.

Com 61% de posse de bola, o Brasil errou 113 em 703 passes; daqueles passinhos laterais, curtos. Portugal errou 104 em 379. Em 18 chutes da Seleção, 5 chegaram ao gol. Portugal chutou 13 e fez chegar 3.

Da posse de bola do Brasil 63% se deu no meio-campo, entre o círculo central e as laterais, e isso diz tudo quando, sem Kaká e Robinho, a criação fica a cargo de Felipe Melo, Gilberto Silva, Julio Baptista, Josué…

Sobrou vontade física, vontade de disputar a bola, mas faltou inspiração, criação, luz, a centelha. O sapateado, o berreiro de Dunga à beira do gramado é a melhor análise da partida. Ele agora está na sala de imprensa, na coletiva. Exausto.

Faltou futebol.

jun
25

Postado em 25-06-2010 18:17

Arquivado em ( Artigos, Janio) por vitor em 25-06-2010 18:17

CRÔNICA/CRAQUES E BOLAS

O sofrimento da Jabulani

Janio Ferreira Soares

Minha primeira bola foi um presente do meu tio Lindemar e veio acompanhada de calção, meião, camisa e chuteira. Eu tinha lá meus sete anos e ele achava que eu seria um craque. Mas assim que eu percebi que não levava nenhum jeito para o futebol comecei a devorar seus livros, discos e revistas. Foi melhor assim.
Também foi ele quem me levou para ver o meu primeiro jogo numa Fonte Nova ainda térrea e segura. Foi um Bahia e Cruzeiro daqueles, já que no time mineiro estavam Tostão, Dirceu Lopes e Cia. Saí do estádio hipnotizado, achando que todos os jogos da minha vida seriam espetáculos iguais. Mas bastou um Galícia e Leônico para que eu percebesse que jogadores capazes de fazer um menino do interior voltar para o sertão acreditando que anjos existem eram raríssimos.
Dito isto, estou bem à vontade para dizer que continuo admirando o que realmente vale à pena, independente de paixão ou patriotismo. Isso serve tanto para o esporte como para qualquer tipo de arte. Ou você é daqueles que torcem para que um filme brasileiro ganhe o Oscar mesmo sabendo que ele é muito inferior a uma produção, digamos, argentina, só por causa de sua porção Dom e Ravel? Se for, pisou na bola.
E por falar nela, jamais presenciei uma ser tão maltratada como essa de nome Jabulani. Até agora só a vi acariciada quando tocada pelos pés de Messi ou pelas mãos dos árbitros ao pegá-la no pedestal antes das partidas. No mais, é só dor em vários idiomas.
Aliás, se essa bola falasse, certamente diria que felizes foram suas antepassadas, que mesmo sem nenhuma tecnologia de ponta eram tratadas como deusas por craques que apesar de calçarem pesadíssimas chuteiras de couro cru, flutuavam pelos gramados feito anjos conduzidos pelas mesmas asas que eu vi naquela noite nos ombros de Tostão e Dirceu Lopes, num tempo em que o futebol e a vida eram de fantasias, e a Bahia, com seus geniais artistas e poetas desfolhando bandeiras, organizando movimentos e orientando carnavais, era a ponta-de-lança da geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anunciava.

jJanio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco .

jun
25

Postado em 25-06-2010 17:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 25-06-2010 17:46

Alvaro Dias: o vice, afinal

Deu na Folha. Poder

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O senador tucano Alvaro Dias (PSDB-PR) será o vice do correligionário José Serra na chapa presidencial que disputará as eleições deste ano.

Fontes do PSDB ouvidas pela Folha já dão como certa a escolha de Dias para a vaga, que, conforme revelou o “Painel” da Folha na última quinta-feira, já vinha pressionando a cúpula do partido para ocupar a vice.

jun
25

Postado em 25-06-2010 10:45

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 25-06-2010 10:45

Chips: onde seu carro estiver

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Em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho volta a alertar para a resolução do Contran, um simples órgão subordinado ao Ministério das Cidades, que impõe a aposição, em todos os veículos (automotores), inclusive os utilitários e os veículos de passeio, de “placas eletrônicas”, isto é, chips, que permitirão a antenas fixadas nos semáforos e postes de iluminação (sem excluir outros pontos) mandar informação para estações que as repassarão a centrais. Carro transitando sem o chip de localização e rastreamento, acarretará penalidades para seu proprietário O Siniav, a ser implantado e operado pelo Estado, é um instrumento totalitário, afirma Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)
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OPINIÃO POLITICAIvan de Carvalho

Uma aposta no STF

Ivan de Carvalho

Em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho volta a alertar para a resolução do Contran, um simples órgão subordinado ao Ministério das Cidades, que impõe a aposição, em todos os veículos (automotores), inclusive os utilitários e os veículos de passeio, de “placas eletrônicas”, isto é, chips, que permitirão a antenas fixadas nos semáforos e postes de iluminação (sem excluir outros pontos) mandar informação para estações que as repassarão a centrais. Carro transitando sem o chip de localização e rastreamento, acarretará penalidades para seu proprietário O Siniav, a ser implantado e operado pelo Estado, é um instrumento totalitário.

Permitirá ao verdadeiro Big Brother saber em tempo real onde está o seu carro.

Abordei na terça-feira, neste jornal, sob o título “OAB reage ao Big Brother”, a decisão do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil de que o seu presidente, Ophir Cavalcanti, deve ajuizar no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Resolução 212 do Contran, de novembro de 2006. Esta resolução instituiu o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav), baseado em tecnologia de rádio-frequência.

Resumindo: a resolução do Contran, um simples órgão subordinado ao Ministério das Cidades, impõe a aposição, em todos os veículos (automotores), inclusive os utilitários e os veículos de passeio, de “placas eletrônicas”, isto é, chips, que permitirão a antenas fixadas nos semáforos e postes de iluminação (sem excluir outros pontos) mandar informação para estações que as repassarão a centrais. Carro transitando sem o chip de localização e rastreamento, acarretará penalidades para seu proprietário.

O Siniav, a ser implantado e operado pelo Estado, é um instrumento totalitário. Permitirá ao verdadeiro Big Brother saber em tempo real onde está o seu carro. E assim, na prática, saber – com pequena margem de erro – onde está você o que provavelmente estará fazendo. Coisas que não são da conta do Estado. Já estão colocando pulseiras eletrônicas nos condenados. Agora, querem grampear os não condenados também, por enquanto, por intermédio de seus carros.

O pleno do Conselho Federal da OAB entendeu, como entenderá qualquer pessoa que preze sua cidadania, que o Estado conhecer a exata localização do veículo de um indivíduo fere o direito constitucional à garantia de privacidade, cláusula pétrea (imutável, inderrogável) inscrita no artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal de 1988, que estabelece a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e imagem das pessoas.

A Resolução foi apresentada ao público, por intermédio da mídia, sob duas justificativas: combater o roubo e o furto de veículos e cargas e fornecer dados que permitam um melhor conhecimento e administração dos fluxos de trânsito. Isto é meia verdade. E a outra metade dela? No âmbito privado, o poderoso lobby das seguradoras de veículos e cargas interessadas em reduzir seus índices de risco com roubo e furto de veículos e, no âmbito estatal, a fiscalização da frota para detectar os veículos que não estão em dia com o pagamento de impostos, taxas e seguro obrigatório.

Assim, o “aloprado” Siniav sobrepõe o interesse financeiro a cláusula pétrea da Constituição, aos direitos e garantias individuais da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem. O Siniav – reflita por um momento apenas o leitor – poderá ser usado como um auxiliar extremamente eficiente na preparação de dossiês com objetivos eleitorais, bem como de chantagem política e de outros tipos de chantagem.

O Siniav é, uma vez implantado, um sistema de espionagem de primeira linha e, como buscará demonstrar a OAB, numa Ação Direta de Inconstitucionalidade que entrará para a história institucional do país como um brilhante passo garantidor da liberdade ou uma triste tentativa frustrada de não deixá-la perecer, a depender do que decidir o Supremo Tribunal Federal. Pessoalmente, eu aposto a favor do STF e da liberdade.

jun
25

Postado em 25-06-2010 09:42

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 25-06-2010 09:42


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CRÔNICA/AFETOS

UMA VIDA A SER CELEBRADA!

Mariana Soares

Mulheres que mereçam admiração não são mais raridades nos nossos dias, mas, hoje, eu gostaria de reverenciar uma em especial – Regina, advogada , especializada em eleições na Califórnia , com participação profissional em dezenas de pleitos locais e presidenciais nos Estados Unidos. E o que me move a estas linhas:minha dileta e querida irmã, figura também já conhecida de vocês, leitores do Bahia em Pauta, pelos seus textos e comentários, sempre atuais e ricos em informações.

Homenagear essa mulher, seja pela passagem do seu aniversário neste 25 de junho,, seja por qualquer outro motivo, não é tarefa das mais fáceis.Regina é uma mulher cheia de atitude! Apesar de eu ser a caçula e ela a mais velha das filhas mulheres do S. Alaor e D. Jandira, lembro-me dela quando ainda morava em Salvador…Das poesias que escrevia, do riso largo, das músicas que ela vivia cantarolando, das roupas que ela mesma criava e recriava, fazendo sempre parecer novas, das gincanas que ela organizava na Rua do Jenipapeiro, no bairro da Saúde, deixando toda a criançada ouriçada e felizes, das comidas deliciosas que sempre (até hoje) preparou, dos passeios no Farol da Barra…

Foi morar na Terra do Tio Sam sem nem mesmo conhecer direito o inglês, sem jamais ter atravessado um oceano antes e, ainda assim, nada a impediu de ultrapassar os obstáculos que esta aventura humana impõe a qualquer um. Criou seus filhos e, ora, embala no coração, creio que para todo o sempre, sua queridíssima neta. Dificuldades? Muitas! Mas, nada que a raça dessa mulher “retada” não tirasse de letra e sempre com muita dignidade e sem alarde.

Regina ama a música, a verdade e a liberdade! A sua inteligência é algo espantoso! Tudo o que ela se dispõe a aprender e a fazer, é sucesso na certa! É uma fera nos programas de conhecimentos que assistimos e disputamos quando ela visita a nossa terra…ela acerta tuuuddooo…ah…ah…ah…

Para mim ela deixou um legado de imensurável riqueza. Me ensinou as primeiras letras, a lutar pela minha independência, a gostar de música, de poesia, de moda, de conversar sobre tudo. Não é bom nem falar nas nossas contas de telefone, pois, volta e meia, cismamos de dissecar as nossas almas em papos e discussões sobre a vida, via Embratel, como se não estivéssemos separadas por um oceano. Para mim, no entanto, tem valido a pena, pois sempre ganho, com sobra, em amadurecimento. Não teria chegado até aqui, da forma como cheguei, se não tivesse contado com o incentivo e apoio, sempre incondicionais, dela. Muito obrigada, mil vezes obrigada, Regina!

Por isso e por muito mais é que eu rendo as minhas mais sinceras homenagens a Regina, a aniversariante de hoje, pois a sua trajetória e seu exemplo pessoal devem ser conhecidos e jamais perdidos de vista.

Felicidade, sucesso, saúde, paz e muito amor é o que lhe desejo hoje e sempre! Parabéns por mais um ano de vida plena e que este novo ano que se inicia venha cheio de graça, de grana, de lutas e muitas vitórias…

Mariana Soares, advogada, mora em Brasília
Bahia em Pauta: Os que fazem BP, em especial seu editor, poderiam dizer muito mais sobre a aniversariante do dia, principalmente em agradecimento ao seu papel inteligente, leal e sempre presente desde o primeiro dia de vida deste site blog baiano antenado no mundo.Mas a síntese de Mariana é perfeita. Só pode ser completada com boa música e poesia, do jeito que a aniversariante gosta.”Vitoriosa”, de Ivan Lins, por exemplo, que dedicamos a ela como música para começar o dia.Beijos , bolo de puba e canjica.

(Vitor Hugo Soares e equipe do BP)

jun
24

Postado em 24-06-2010 22:42

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 24-06-2010 22:42


Dunga: feliz no treino e de bem com a torcida (crédito: Reinaldo Marques/Terra)
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O repórter Bob Fernandes, editor chefe da revista digital Terra Magazine, segue servindo aos seus leitores uma deliciosa e diferenciada cobertura jornalística em termos de qualidade de texto, conteúdo e visão dos bastidores da Copa do Mundo 2010 da África do Sul. Confira.

(Vitor Hugo Soares )
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Bob Fernandes
Direto de Durban

No Centro de Mídia do Moses Mabidha, outro belíssimo estádio, este em Durban onde o Brasil joga nesta sexta contra Portugal. A Itália está fora da Copa. Pela primeira vez na história o campeão e o vice da Copa anterior caem na primeira fase.

Luca Calamai, da Gazzetta Dello Sport, diz que a expectativa dos isentos, imparciais e objetivos era baixa, tanto que já se sabe o nome do futuro técnico da Itália. Será Cesare Prandelli, da Fiorentina.

Aqui em Durban treino da Seleção à tarde, mas as atenções estão voltadas para o Moses, onde daqui a pouco Dunga dará a entrevista coletiva obrigatória da véspera das partidas.

Diante dos vários embates da semana, expectativa por parte da mídia –a do Brasil e do mundo afora- de mais um round entre Dunga e a bancada da imprensa.

Assim, me apronto para narrar o tão aguardado combate.
No Moses, 26 graus ao ar livre, 29 graus na sala completamente tomada.

De um lado, Dunga, também conhecido como Schwarzenneger. De outro, a bancada da mídia, da imprensa isenta, imparcial e objetiva.

(Alguns pedem, encarecidamente, que republique um cartum de Cau Gomez feito para Copa América 2007, aquele de um jornalista “isento, imparcial e objetivo”. Para dirimir dúvidas quanto à tão complexa expressão, atendo. Aí ao lado está o desenho).

Dunga veste calça e agasalho nas cores verde e amarelo. Em seu cartel, 18 partidas e 1.670 minutos em campo em 3 Copas do Mundo. Cartões, apenas dois amarelos.

Dunga, com 12 vitórias, 3 empates e 3 derrotas é o segundo da equipe amarela com mais minutos em Copas, atrás apenas de Taffarel, agora seu Observador e co-treinador de goleiros.

Títulos de Dunga: Tetracampeão e capitão do Brasil em 94 –com excelente desempenho– e vice-campeão em 98. Estigmatizado em 90, injustamente, depois da eliminação pela Argentina.

Do outro lado do ringue… digo, da Sala de Imprensa, as 322 cadeiras de plástico disponíveis estão ocupadas, vinte e duas câmeras transmitem o evento.

O Assessor de Imprensa da FIFA dá inicio à contenda. Não dá nem pro aquecimento a questão sobre o jogo contra Portugal. É grande o silêncio no recinto. Não são muitos os colegas das emissoras do sistema Globo.

Itália e França fora da Copa é uma pergunta, as enchentes no Brasil é outra. Aquecimento. Dunga, sereno e equlibrado, lembra da brincadeira “futebol é uma caixinha de surpresas” e constata:
-Não há mais surpresas no futebol.

Dunga se movimenta, à esquerda do tablado Rodrigo Paiva, diretor de Comunicação da CBF, acompanha a pugna, atento. Dunga começa a entrar no clima, fala ao povo brasileiro, às populações castigadas pelas enchentes em Alagoas e Pernambuco:
-Nossa solidariedade ao povo de Alagoas e Pernambuco, nós e os jogadores conversamos muito sobre isso hoje na concentração…

Se movimenta e embute o primeiro golpe, de leve, sem citações, mas um golpe. Sereno, lembra o clima depois da derrota para a Bolívia, 2 a 0 em 1994, quando a bancada isenta, então mui justamente, caiu matando:
-…sempre que a Seleção não tá navegando em boas águas vamos buscar o calor do povo de Pernambuco…

E, de novo, fala diretamente para os que o apoiam na contenda:
-Estamos torcendo e rezando, desejando coisas melhores para as pessoas, nosso carinho e solidariedade…

Kaká não conseguiu autocontrole contra a Costa do Marfim? Indagação dirigida a Dunga. Com ressalva; ressalvas se repetirão ao longo do embate:
-…se você não quiser responder… se você não se sentir à vontade… se você não puder… se…

Não é possível detectar, decifrar a expressão de Dunga. Coisa para especialista em Cinesiologia: ele está sereno, contido, ou algo melancólico, com aquele torpor vivenciado após as grandes batalhas?

Quem foi ao treino de pouco antes viu um Dunga feliz, relaxado, brincando e gargalhando.

Dunga responde:

-Cada um tem seu ponto de vista, respeito o seu mas não concordo… Kaká estava muito equilibrado, ele sofreu faltas e o jogador é que foi contra ele, como temos visto na tevê…

Dunga ocupa o espaço:
-No meu entender, Kaká não estava nervoso, Elano e Michel Bastos sofreram faltas e não revidaram e o Brasil tocou 15 vezes na bola sem que o adversário conseguisse tocar no primeiro gol, e depois tocou 25 vezes no campo adversário sem interrupção…

Pergunta feita, Dunga sorri com o canto da boca e desfere um direto:
-…independente de quem entrar pra jogar, tem que jogar pra ganhar…

Pausa. Dunga completa o golpe, e sorri:
– Se não a metralhadora vai disparar…

Pergunta de um italiano: na Itália estão baixando a lenha no eliminado treinador Marcello Lippi.

No fígado, mas sempre no mesmo tom, sereno:
-Se só um treinador é criticado… mas, quando são todos, tem que se pensar sobre isso…

Cosme Rimolli, do R7, manda:
-Todo mundo falou sobre o que aconteceu na coletiva de domingo, menos você. Se você puder, quiser falar sobre isso…

-Vou falar apenas uma vez… – inicia Dunga.

Silêncio na sala.
-Quero pedir desculpa ao torcedor brasileiro pela forma como me comportei. O torcedor quer torcer, não tem nada a ver com problemas pessoais meus… como brasileiro e como torcedor, eu só quero trabalhar…

Silêncio, Dunga avança:
-O torcedor não tem que ouvir desabafo meu, eu só quero fazer um bom trabalho, que me deixem trabalhar…

Um argentino indaga se a Espanha, se passar, não acrescentaria ainda mais pressão sobre Brasil e Argentina. Dunga ataca:
-Brasil e Argentina não precisam de mais pressão, basta a que eles já têm….

Questão delicadíssima. Assunto que requer uma mulher, e jeitosa, Marluci Martins, de “O Dia”, manda. Pergunta como está a cabeça do treinador, o seu “drama pessoal” com o pai doente, se isso o motiva mais…

Edelceu Verri, o pai de Dunga, ex-jogador de futebol como ele, tem Alzheimer.

Silêncio absoluto no recinto. Dunga parece emocionado, mas segue Dunga, no ataque. Não contra Marluci, a quem se dirige respeitosamente, sereno, mas no ataque:

-…o problema do meu pai, não é a primeira vez que ele está nesta situação desde que assumi a Seleção Brasileira. Faz tempo que o meu pai está sofrendo… Pra mim é só mais uma oportunidade de poder mostrar para o meu pai tudo o que ele me ensinou…

Silêncio. Toda a cena, o embate no domingo e nas horas que se seguiram, paira na sala. Quem conhece Dunga antevê o que virá. E vem. De forma equilibrada, mas vem:
– …meu pai me ensinou que homem para ser homem tem que ter virtude, posição, dignidade, coerência, tem que ter transparência… E saber pedir desculpas quando erra…

Dunga prossegue:

-Outra coisa é minha mãe, que é quem mais sofre com meu pai e talvez tenha me dado o maior exemplo. O que tão fazendo com filho dela não é pra se fazer com um ser humano… Ela me ensinou a não largar nunca nada, levar até o final.

Dunga avança, de volta ao passado:

-Fizeram chacota de mim quando falei que ela é professora de história e a história já demonstrou que temos que ter amor ao país. E temos que ser patriotas. Por mais que não gostem quando se fala, temos que ser patriotas…

Fim. O Assessor da FIFA dá por encerrada a contenda. Nesta quinta, quase uma Batalha de Itararé, aquela que não aconteceu depois de anunciadíssima.

Nessa sexta, ao final do jogo contra Portugal, novo round. Que depende, sempre depende, do resultado. Da vitória como diz o próprio Dunga:
-Se não a metralhadora vai disparar…

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jun
24

Postado em 24-06-2010 20:02

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 24-06-2010 20:02

Vila de Subaúma(BA), domínio de Manoel Vieira Tosta

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ARTIGO/ HISTÓRIA POLÍTICA

Rosane Santana

Sinônimo de poder e de prestígio, o mandato de deputado e senador nem sempre foi a única atividade exercida pelos parlamentares brasileiros no Império (1822-1889). Muitos deles eram proprietários de terra eleitos para as assembléias provinciais, Câmara dos Deputados e Senado em função do poder econômico, num país onde 70% das rendas do Governo Geral provinham da agricultura de exportação e 90% da população vivia na zona rural sob influência desse potentado.
Também havia padres, médicos, comerciantes e burocratas – magistrados e funcionários públicos – entre os parlamentares do período, com a supremacia dos últimos, no fim da Regência e o início do Segundo Reinado (1840). Enquanto o número de proprietários foi reduzido e o de comerciantes praticamente desapareceu, o número de funcionários públicos experimentou um vertiginoso acréscimo no Parlamento.

O fenômeno refletiu um aumento da demanda e a valorização do emprego público no processo de centralização administrativa, iniciado a partir de 1837, com o regresso conservador, como registrou o historiador e cientista político José Murillo de Carvalho em “A Construção da Ordem – a elite política imperial”.

PROPRIETÁRIOS SAEM DE CENA

Os proprientários rurais, a partir do final da Regência, retiraram-se do Parlamento em favor dos filhos bacharéis treinados na Europa e, posteriormente, no Brasil, para tarefas administrativas. É o fenômeno do absenteísmo registrado por Maria Isaura Pereira de Queirós. Todavia, isso não resultou em um vínculo automático de interesses entre pais e filhos e, por conseguinte, na continuidade de mando da família patriarcal, representada pelos proprietários rurais, na ordem pública – a exemplo do que ocorria nas Câmaras municipais no período colonial – como defendem autores como Maria Isaura e Nestor Duarte.
O novo grupo dominante, especialmente os parlamentares bacharéis formados em Coimbra, além daqueles que estudaram nas universidades brasileiras, conhecia as limitações do poder local para o enfrentamento de questões mais amplas, como as exigências da nova ordem mundial marcada pela ascensão do capitalismo industrial.

A estruturação do Estado era, portanto, fundamental para fazer frente às pressões inglesas contra o tráfico e à desagregação da ordem interna, que ameaçavam a unidade terrirorial do Brasil pelo aumento das tensões sociais agravadas pela concentração de renda e o aprofundamento entre do fosso entre ricos e pobres. A construção de uma ordem pública favoreceu à aristocracia rural, por ser o Brasil um país eminentemente agrário, não obstante a influência dos laços de parentesco entre a elite dominante e os proprietários.

SATURAÇÃO DE BACHARÉIS

O utro aspecto ressaltado por José Murilo, no estudo sobre a elite imperial, é o crescimento dos profissionais liberais no Parlamento, sobretudo advogados, que se vai tornando mais intenso com o avanço do Segundo Reinado e o processo de urbanização. Na fase que marca a transição entre a Regência e a Maioridade, o aumento do número desses profissionais – ressalta o cientista político- pode ser atribuído à saturação de bacharéis no mercado, oriundos das faculdades brasileiras, superior às posições da magistratura, dominada pelos coimbranos.
Analisando os dados disponíveis sobre a Província da Bahia, segunda mais importante do Império, depois do Rio de Janeiro, chega-se a conclusões semelhantes. Entre os deputados que ocuparam as 108 cadeiras das três primeiras legislaturas (1835-1841) havia 16 proprietários, um comerciante e proprietário, quatro comerciantes, 31 funcionários públicos (secretários provinciais, militares, juizes e desembargadores), oito profissionais liberais (médicos, profesoores e advogados) e 11 padres. O quadro é repetido entre os suplentes.
As profissões vinculadas à economia – proprietários e comerciantes -, sofrem declínio no período, fenômeno que aponta para o término de um ciclo marcado pelo absenteismo dos primeiros e pela substituição dos últimos pelos ingleses, que não se engajaram diretamente no processo político nacional, segundo José Murilo.
Os médicos perdem ainda mais espaço e os padres desaparecem a partir da terceira legislatuta (1840-1841), no período de transição para a Maioridade.
Rosane Soares Santana é jornalista, com mestrado em História pela
UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. Integra a cobertura de eleições do Terra.

jun
24

Postado em 24-06-2010 15:27

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 24-06-2010 15:27


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ADIO ITÁLIA.  BUONO RITORNO!!!

(vhs)

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