maio
16

Postado em 16-05-2009 10:26

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-05-2009 10:26


Neste sábado,16, de sol e chuva misturados em Salvador (casamento da raposa como se diz lá no meu sertão do Vale do São Francisco), a sugestão da música para começar o dia vem outra vez da Califórnia (EUA). A recomendação, no entanto, é MPB da melhor qualidade.Regina, colaboradora deste site-blog, sugere “Incompatibilidade de gênios”, do mestre João Bosco, e manda uma interpretação em show do artista, garimpada no You Tube, que é “o que há”, como diz a cosmopolita Laura, publicitária e diretora executiva do Bahia em Pauta. Os músicos que acompanham João Bosco, da melhos tradição jazzística brasileira (prestem atenção no baterista) são atrações á parte. Bom sábado para todos.

(Vitor Hugo Soares)

maio
16

Postado em 16-05-2009 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-05-2009 00:04

Lula e Serra em cochichos/UOL
serra

ARTIGO DA SEMANA

O ATO, O FATO E AS FOTOS

Vitor Hugo Soares

Na última passagem por Buenos Aires, há quase dois anos, trouxe na bagagem de volta para Salvador o livro “El fotoperiodismo” (O fotojornalismo), de Pierre-Jean Amar, comprado em pequena e acolhedora livraria na vizinhança do hotel. Um daqueles lugares encantados que o viajante amante da leitura encontra em cada esquina da monumental Calle Corrientes, mas que é difícil achar pelas bandas de cá – a não ser no Rio de Janeiro e São Paulo. Sem a mesma fartura de ofertas, evidentemente.

É conveniente esclarecer: esta não é uma crônica de turista acidental como a do personagem de William Hurt no cinema. A recordação do livro e de seu conteúdo, está diretamente ligada a atos, fatos e fotos desta movimentada semana política no País. Mais exatamente à cerimônia da tarde de quarta-feira, 13 de maio, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, que assinalou o envio ao Congresso pelo Executivo do projeto da chamada Lei de Acesso a Informação.

Foi um ato caprichado, produzido com pompa e circunstância pelo Palácio do Planalto para registrar uma ação de governo de relevância inquestionável. Afinal, a iniciativa, banal e comum na vida de países democráticos do mundo, levou mais de 20 anos até chegar ao Congresso como projeto efetivo de lei, cuja aprovação é passo fundamental para dar um fim à “cultura do sigilo indiscriminado que ainda impera no País”, como destacou o ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União, Jorge Hage, artífice baiano do arcabouço legal do projeto.

A melhor demonstração disso são as imagens divulgadas em alguns blogs e portais – como o de Noblat e do UOL, para citar apenas dois. Em ambos, os registros mais nítidos da pluralidade exemplar – ou quase, em razão da ausência de militares em exercício de comando na cerimônia -, que reinou na cerimônia de quarta-feira. Expressa tanto nas presenças destacadas no palco principal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do governador de São Paulo, José Serra; da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e do próprio ministro-chefe da CGU, quanto nas palavras e gestos cordiais durante discursos , entrevistas r conversas mais reservadas.

Mais: Na troca de afetos do tucano Serra e da petista Dilma – velhos camaradas de lutas comuns do passado e prováveis adversários na sucessão presidencial de 2010. Na conversa cochichada pelo presidente da República ao pé do ouvido receptivo do governador de São Paulo. Algo confortante de se ver em um tempo de trocas de insultos públicos de autoridades com poder de justiça, ou de políticos que tentam impor-se no Congresso aos tapas ou na base dos xingamentos e gritos inconsequentes.

Um fato especial, sem dúvida, jornalisticamente falando. Em outras circunstâncias teria seguramente recebido espaços bem mais generosos nos noticiários e análises de nossos principais veículos comunicação. Mas estes estão voltados para outras prioridades eletivas, como a gripe suína que já perdeu importância até no México e Estados Unidos, sedes da moléstia. São descartados até de fatos mais graves no mundo, alguns em nossa própria aldeia. O drama dos nordestinos atingidos pelas chuvas e enchentes, que arrasam cidades e pessoas da Bahia ao Pará, por exemplo.

“Minha nossa senhora!”, diz escandalizado o âncora William Bonner, ao finalizar a edição do JN de quinta-feira (14) com o bafafá no senado sobre a CPI da Petrobrás no Congresso. Deve ter motivos para a preocupação, afinal o presidente Lula também não fazia questão de esconder o aborrecimento com a decisão de ontem na casa comandada pelo aliado José Sarney , minutos antes de viajar para a Ásia. À frente de Bonner, quinta-feira, um olhar e um jeito impossíveis de definir de Fátima Bernardes, na clássica e sempre esperada imagem de “boa noite” aos ouvintes.

No Itamaraty o presidente Lula, diante da ausência de comandantes militares na solenidade da Lei de Direito à Informação, disse: “ninguém veja isso (a lei que define regras práticas para o acesso aos documentos sigilosos pelo cidadão) como se fosse revanchismo, porque eu vou deixar o governo daqui a um ano”. O governador Serra acrescenta: “o objetivo não é reabrir feridas e reavivar dores, mas cumprir um dever de preservar a memória de nosso País”. Ao ministro Jorge Hage coube o arremate essencial ao falar do histórico, do conteúdo e da relevância do projeto.

“Há o natural receio do mau uso da informação divulgada, da distorção dolosa por alguns setores de oposição ao governo. Isto é real. Mas a solução não está em deixar de divulgar, em esconder a informação verdadeira, e sim em insistir nela, enfrentando o debate político e apostando em que a verdade em fim prevaleça”. Mais direto impossível.

O autor do livro referido no começo assinala: “a fotografia de informação, considerada por muito tempo simples prova, se transformou até converter-se em testemunho jornalístico, relato, visão de um homem. Pode traduzir a consciência do testemunho privilegiado e opinativo que transforma a imagem em meio de luta. Esta atitude pode ter outra cara e este compromisso transformar-se em propaganda”. Cabe então guardar as imagens, cuidar (e cobrar) para que a segunda hipótese não aconteça.

“Vida que segue”, diria o saudoso ex-colega do JB, João Saldanha.

Vitor Hugo Soares é jornalista.
E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

maio
15

Postado em 15-05-2009 23:08

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-05-2009 23:08


Depois de passar quase um dia fora do ar, por motivos técnicos, o Bahia em Pauta tenta compensar os seus leitores de alguma maneira, além de simplesmente pedir desculpas.

Aí está a forma encontrada por sua equipe: postar o clipe de uma das mais românticas e famosas canções francesas, “Sour le ciel de Paris”.  Aqui nas interpretações singulares de dois monstros sagrados da música da França: Ives Montand e Edit Piaff. Como se não bastasse, uma versão instrumental de tirar o fôlego, à base de um legítimo acordeon parisiense. Além, é claro, de um tour fantástico por imagens de uma das cidades mais românticas e deslumbrantes do mundo.

Um agradecimento especial à jornalista Margarida Cardoso, revisora deste site-blog, pela sugestão de pauta sobre a Torre Eiffel,  postada mais cedo.
(Vitor hugo Soares)

maio
15

Postado em 15-05-2009 22:25

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-05-2009 22:25

Encanto permanente
eifel
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Monumento mais fotografado e a atração paga mais visitada do planeta, a Torre Eiffel que festeja 120 de fundação neste mês de maio,  promoveu festivamente nesta sexta-feira (15), em seu primeiro pavimento (muitos visitantes não vão até o cume da torre) uma série de manifestações, entre elas a inauguração de uma exposição em seu interior que conta a saga, desde a criação ,  do magnífico símbolo francês..

Intitulada de “A Epopeia da Torre Eiffel”,  a mostra estará aberta de hoje , (15 de maio)  a 31 de dezembro e será encerrada depois da grande festa de Reveillon 2009, na capital francesa. Caroline Mathieu, curadora do museu d’Orsay e encarregada de uma outra exposição, realizada no Hôtel de Ville de Paris, de 7 de maio a 29 de agosto, em homenagem a Gustave Eiffel, ressalta nesta exposição a beleza e a imponência elegante da torre, “resultante do jogo da estrutura com o vento”.

Na recepção aos visitantes do primeiro andar estão maquetes da torre em metal e alabastro ornado. Fotos e documentos que registram o trabalho dos arquitetos podem ser consultados. Há fotos da montagem, com guindaste gigante e andaimes, e ainda, detalhes da utilização de ar comprimido ao lado do Rio Sena para estabilizar o solo.

Segundo estes registros, as peças de ferro fundido chegavam em partes montadas, com a mesma técnica já experimentada pelo engenheiro Eiffel na ponte sobre o Douro em 1877. Eiffel também construiu o viaduto de Garabit, a estrutura interna da Estátua da Liberdade de Bartholdi que domina Nova York e o observatório de Nice.

A exposição,  aberta nesta sexta-feira mostra, também, Gustave Eiffel na sua intimidade de burguês, pai de cinco filhos e infatigável empreendedor, que morreria aos 91 anos de idade, em 1923.

Pintada de novo, a silhueta alongada que corta o céu parisiense,  desde 15 de maio de 1889 (construída para a Exposição Universal) domina a cidade. Do alto de seus mais de 300 metros, a torre Eiffel acolhe cerca de 7 milhões de visitantes por ano, celebrando a posteridade de seu construtor. Depois da iluminação noturna, cintilando suas 20 mil lâmpadas, a Torre Eiffel reencontrou seu brilho habitual e inigualável.

(Por Vitor Hugo Soares, com France Press e Folha)

maio
15

Postado em 15-05-2009 21:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 15-05-2009 21:28

Grazzi Brito

JUAZEIRO (BA) – A péssima situação das estradas e o transporte de passageiros em carros inapropriados, somado ainda à insegurança nas estradas da região, ocasionaram a morte de uma mulher de 44 anos, em Curaçá, município próximo a Juazeiro, no Vale do São Francisco.

Altina Tertuliana dos Santos voltava de um povoado para Curaçá, em cima da carroceria de um carro, quando um pneu estourou. Segundo outras pessoas que vinham na caminhonete ela se assustou, pensando que fosse um tiro, em razão dos assaltos que ocorrem na região, e se jogou do carro em movimento. Foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Uma tragédia, que reflete o quadro de descaso e abandono a que estão sujeitas pessoas obrigadas a trafegar por estradas mal cuidadas e sem vigilância, devido principalmente à falta de compromisso do poder público em manter serviços fundamentais para a população, como melhoria das rodovias e fiscalização da precária (às vezes clandestina e criminosa) estruturação do transporte coletivo em dezenas de cidades e vilas da borda do rio.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro.

maio
14

Postado em 14-05-2009 23:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 23:29

Grazzi Brito*

JUAZEIRO (BA) – A operação que prendeu o funcionário municipal Dirnei Bernardo da Silva, no caso da merenda escolar em Juazeiro, levou à cadeia também nesta quinta-feira (14), o dono de um mercadinho e o motorista do caminhão que efetuava a entrega da merenda. Todos foram presos em flagrante, segundo o delegado local, Charles Leão.

Além dos alimentos foram apreendidos material de limpeza, material didático, esportivo, televisores, carteiras, computadores, material de escritório, entre outros produtos roubados das unidades pertencentes à Secretaria de Educação do município. Alguns objetos ainda possuíam placa de tombamento, arrancada em outros.  O secretário de Educação, Plínio Amorim, acompanhou a operação policial. Os três acusados estão detidos e à disposição da Polícia Civil, que iniciará os interrogatórios e promete entrar  com os processos judiciais cabíveis.

Segundo o Delegado Regional de Polícia Civil, Charles Leão, os acusados ficarão detidos, pois foram autuados em flagrante e deverão ir ainda hoje para o presídio de Juazeiro. No caso do mercado acusado de receptação de produto roubado, a Receita Estadual fará um levantamento fiscal para identificar as irregularidades.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco

maio
14

Postado em 14-05-2009 19:57

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 19:57

Labirintos da capital
capital

CRÔNICA/ CIDADES

PELAS RUAS DE BRASÍLIA

Marcelo Torres*

De repente, cá estava eu nesta bela cidade de retas e curvas, endereços lógicos, cartesianos, cheios de siglas e números; endereços que chegam a dar tédio e raiva de tão lógicos, racionais, exatos.
Ao chegar aqui e me deparar com setor disso, setor daquilo – tudo certinho, bonitinho, organizado, sem precisar perguntar um ponto de referência para chegar a algum endereço -, não sabia se era a cidade que era estranha ou se eu é que era um estranho no pedaço.

O brasiliense costuma dizer que sua cidade é normal, estranhas são as outras. Dependendo do referencial, ele tem razão. Aqui, depois que se acostuma, você vê que isso tudo faz sentido – e como faz.

Familiarizado com as ruas personalizadas da Bahia de todos os santos, eu me senti um capiau na capital futurista do eterno país do futuro. Senti-me um estranho numa cidade estranha aos meus olhos.

Seria a identificação na estranheza? Acho que sim, eu viria saber depois..

A verdade é que, antes de chegar aqui, eu nunca havia parado para imaginar o que seria uma cidade sem rua, sem avenida, sem praça, sem travessa, sem esquina, sem bairro. É isso mesmo! Brasília não tem nada disso!

Nunca pensei que pudesse ir a um endereço desconhecido sem perguntar “é perto de quê?” ou “Qual é o ponto de referência?” Sim, porque em Salvador o endereço ou fica perto de uma igreja, ou é vizinho de um supermercado, ou fica na subida de uma ladeira, ou depois da sinaleira à esquerda.

Em Brasília, não. Basta uma sigla, um número, uma letra e outro número e pronto! SQS 304 E 205. Todo brasiliense já nasce sabendo que se trata da quadra 304 Sul, bloco E, apartamento 205.

Pequeno, 10 caracteres, incrivelmente um endereço completo, exato, preciso.. Mais fácil do que saber o nome do edifício. Aliás, em Brasília todo edifício tem nome, mas ninguém sabe – nem mesmo o morador – e não precisa saber.

Nos lagos Sul ou Norte, basta SHIS QI ou QL e quatro dígitos que o endereço estará completo e absolutamente achável. Ninguém tem dúvida do que seja um endereço tipo “SHIS QL 21-2-3” ou “SHIN QI 10-7-6”.

Trata-se de endereços do Lago Sul e Lago Norte, respectivamente. SHIS significa Setor de Habitações Individuais Sul, ou seja, Lago Sul. SHIN é a mesma coisa, sendo que o N é de Norte (Lago Norte). QL é Quadra do Lago e QI é Quadra Isolada. E os números indicam, pela ordem, a quadra, o conjunto e a casa.

Com um mês e pouco aqui, você acaba aprendendo e achando tudo muito fácil também, você começa o batismo, entra nos eixos, começa a virar candango. E ai do filho de Deus que não aprenda logo essas coordenadas…

Se você perguntar “É perto de quê?”, a pessoa pode lhe achar um ET, um louco, um debilóide. Aliás, em Brasília outra coisa difícil é alguém parar outrem na “rua” para perguntar endereço.

Mas Brasília tem seus pontos de referências, que saem na ponta da língua de todo e qualquer morador. É um tal de Eixão pra lá, eixinho pra cá, W3, L2, L4, essas esquisitices de letras, siglas e números.

O problema é que a explicação é sempre complicada. O morador de Brasília acha que tudo é muito fácil – e óbvio -, mas o visitante não entende bulhufas do turbilhão de informações que lhe são passadas em um quase bombardeio..

“De um lado tem as pares, duzentas, quatrocentas, seiscentas, oitocentas”, explica o anfitrião. “Do outro, as ímpares, trezentas, quinhentas, setecentas e novecentas”, conclui, crente de que se fez por entender.

Pela explicação, você pensa que de um lado só tem par e do outro só tem ímpar, e não é assim. De um lado ficam as quadras que começam com dígito par (de 201 a 216, de 401 a 416…) e do outro ficam as que começam com dígito ímpar (de 101 a 116, de 301 a 316…).

Se você levar ao pé da letra, ou melhor, ao pé dos números, constará que tanto num lado como no outro há pares e ímpares. Outra coisa engraçada é que os anfitriões falam a seqüência completa das pares, mas não completam as ímpares.

Quando eles falam das ímpares, dizem “novecentas, setecentas, quinhentas e trezentas”, e aí, na levada, você fica esperando eles dizerem centas e eles não dizem.

Mas é muita informação para um baiano só. Era muita coisa para minha cabecinha, tudo de uma vez. Eu ficava sem nem saber por onde começar, não sabia nem o que perguntar…

A esta altura da explicação eu já estava pensando em voltar. Não pra Bahia, mas para o ensino fundamental. Sem saber da minha angústia, o anfitrião me deu um golpe de misericórdia: “Não tem erro, é tudo muito fácil”. E aí eu fiquei pensando: se tudo é muito fácil, eu sou um burrico.

Quadras comerciais e residenciais, entrequadras, superquadras, blocos, asas, eixos, eixão, eixinhos, setores, números pares e ímpares… Em meio a tudo isso, no terceiro dia aqui, estava eu procurando uma quadra 309 Norte.

– É nas ímpares – orientou ela.

Entrei na Asa Norte e fui seguindo placa e mais placa, até chegar até a 209. Da 209, um número ímpar, caí direto na 409, outro número ímpar, sem passar pela 309, que na minha idéia ficaria no meio das duas – mas não ficava.

Depois de rodar feito um doido, parei perdido e liguei para baiana brasiliense que me convidara.

– Onde cê tá? – ela atendeu.
– Passei pela 209, já tô na 409 e não vi a 309…
– É do outro lado, cê tá nas pares…
– Não, eu tô nas ímpares.
– Entenda, Marcelo, aí ficam as pares…
– Ué, mas 209, 409 não são ímpares, não?
– Não, 209 é par, fica nas duzentas…
– Peraí, em qualquer lugar, 209 é ímpar…
– Não, aqui em Brasília é par, é a lógica da cidade…
– Que lógica é essa?

E ficamos nesse é par, é ímpar, é par, é ímpar – até a bateria do celular descarregar e eu voltar para casa, desistindo do encontro. Não sei como acertei voltar para a quitinete onde estava. Solitário, não tive ninguém para perguntar.

No dia seguinte, porém, a primeira coisa que falei pros colegas de trabalho foi a minha odisséia entre quadras pares e ímpares. Eles juntaram uns dez não só para rir como também para explicar tudo, tin-tin-tin por tin-tin-tin, quadra por quadra.

E foi assim que fui entender essas “lógicas” brasilienses. Aí, liguei para Flavinha e acertamos os ponteiros, fizemos as pazes, entre risadas pares e ímpares.

*Marcelo Torres é jornalista, baiano, radicado em Brasília .

maio
14

Postado em 14-05-2009 14:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 14:30

Lembra do tropeiro Zé Merenda?
merenda
A polícia civil , de posse de mandado de busca e apreensão encontrou, ontem (13), na casa de Dinei Bernardo da Silva, no bairro João XXIII, merenda escolar da rede de educação municipal e vários outros objetos pertencentes à Secretaria de Educação (bolas, carteiras escolares, entre outros). Dinei trabalhava no caminhão de entregas da merenda escolar e estava sendo investigado pela polícia após desconfiança de outros funcionários municipais e denúncias da população.

Na manhã desta quinta-feira (15) a polícia, junto com funcionários da prefeitura, faz busca da merenda em mercadinhos e frigoríficos que interceptavam a mercadoria roubada por Dinei, que não era servidor estatutário e trabalhava na prefeitura há quatro anos.

Os Dineis estão espalhados pelo Brasil, pessoas corruptas que estão no serviço público em várias funções e cargos, inclusive, nos mais altos escalões da política e do poder. Mas, quem lembra do Zé Merenda apresentado pelo Fantástico, na Rede Globo, há alguns domingos?

Um personagem capaz de encher de orgulho cada um de nós, brasileiros. Num dos municípios mais pobres do país, onde não há eletricidade nem telefone, ele anda três dias no lombo de burro para levar a merenda às escolas, com a maior dignidade. A existência de um Zé Merenda redime o Brasil dos Dineis brasileiros. E que a prisão deste, aqui em Juazeiro, sirva de exemplo, para que a impunidade não seja mais escudo para pessoas corruptas, de altos ou baixos escalões.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro.

maio
14

Postado em 14-05-2009 12:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 12:21


Enquanto não chega à tela “Quincas Berro D”Água”, cujas filmagens foram encerradas em Salvador, esta semana, por Sérgio Machado, o Bahia em Pauta escolhe como música para começar o dia, nesta quinta-feira, “O que Será”? ( À Flor da Pele), tema da trilha de “Dona Flôr e seus Dois Maridos”, baseado na obra de Jorge Amado, filmado por Bruno Barreto, também na capital baiana. Sonia Braga (Dona Flor) e José Wilker (Vadinho) desempenham papeis inesquecíveis. O filme se transformou em um dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro. O clipe da música de Chico Buarque e Milton Nascimento, interpretada aqui pela baiana Simone, reproduz cenas memoráveis de “Dona Flôr”. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

maio
14

Postado em 14-05-2009 11:53

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 11:53

Mariana e Brichta filmam em Salvador
mariana

Foram concluídas em Salvador, semana passada, as filmagens de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D ‘Água”, conduzidas pelo cineasta baiano Sérgio Machado, elogiado diretor de “Cidade Baixa”, que retornou à sua terra para a adaptação, ao cinema, da obra famosa de Jorge Amado. Na cabeça do elenco de primeira linha estão Paulo José, que faz o personagem central, e a bela e excelente atriz Mariana Ximenes, no papel da filha de Qincas. Os dois, por sinal, no começo das filmagens, em fevereiro, foram vítimas de uma quase tragédia quando quase se afogavam na praia de Itapuã.

Adaptar o romance de Amado era um sonho antigo do diretor. A admiração de Sérgio pelo escritor baiano beira a devoção. “Ele foi um verdadeiro pai para mim. Quando lhe mostrei meu primeiro curta, Jorge botou fé no meu trabalho. Foi quem me apresentou Walter Salles. Jorge foi uma figura tão referencial em minha vida que dei o nome dele a meu filho”, conta Sérgio Machado.

Mariana Ximenes, que passou quatro meses em Salvador para fazer Vanda, a filha do boêmio Qincas, disse semana passada, no fim das filmagens, à colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo: “sou uma paulistana que conhecia a Bahia pelos livros de Jorge Amado e agora pude viver este lugar na pele de uma personagem dele”.

Com perfeição, seguramente, pois talento não faltam a ela e ao diretor.

(Vitor Hugo Soares)

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