fev
25

Postado em 25-02-2009 00:56

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 25-02-2009 00:56

Saiu no site da Navii, do jornalista Arthur Andrade:
“O Carnaval tem gerado cenas, frases e textos incríveis feitos no calor da alegria ou no bode do cansaço.  A equipe de clipping da Navii selecionou alguns instantes significativos desse estado de loucura em que a mídia, os vips e os nem tão vips descambam nesse período. Na votação do sábado, primeiro lugar para legenda do Correio da Bahia de hoje, sobre Tatau e o bloco Trimix.
“Tatau entrou na Barra no primeiro dia de Carnaval cantando um dos hinos da folia baiana “Chame gente” e “arrastando três milhões de foliões no bloco Trimix”.
Ficamos imaginando o trabalho insano dos cordeiros tentando proteger 3 milhões de foliões do que sobrou da cidade. Isso sem falar no tamanho da corda, do circuito e do trio.  O super Trimix entraria no circuito Feira de Santana – Salvador com uns 1000 caminhões replicadores de som.  Maravilha! Tatau e seus empresários sairiam bilionários do Carnaval, mas afundariam a festa. O  que seria do Chiclete, Ivete e Daniela?  Mas, enfim, o Trimix provocaria a tão sonhada reformatação da festa com o espichamento dos circuitos para dentro das casas.
Ficamos imaginando cenários surreais e concluimos que o texto do redator foi apenas um ato falho,  saiu sem pensar, passou pela revisão.  Acontece.
Por Arthur Andrade (www.navii.com.br)

fev
24

Postado em 24-02-2009 20:02

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 24-02-2009 20:02

Tem uma dupla de Porto Alegre fazendo sucesso no carnaval de salvador, Claus e Vanessa, estiveram nos trios elétrico do Jammil e Uma Noites, Araketu, Alexandre Peixe e Negra cor, banda de Adelmo Cazé, cantando a baladinha Medo de Amar que também esta tocando insistentemente nos camarotes.

A dupla gaúcha se tornou conhecida primeiro na internet com mais de 1,5 milhão de visitas ao seu video no You Tube.

Por Laura Tonhá

fev
24

Postado em 24-02-2009 18:24

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Não ponham no mesmo bloco o secretário da Cultura, Márcio Meirelles, e o músico Luiz Caldas. Meirelles atribui ao cantor um “procedimento ultrapassado” para tentar emplacar um trio elétrico no carnaval de Salvador: “fora do prazo”, teria procurado apoio do andar de cima do governo estadual. Leia-se: do governador Jaques Wagner e da primeira-dama Fátima Mendonça.

Luiz Caldas reagiu ao engavetamento do projeto com uma carta-protesto. Apesar das rusgas, o secretário se diz “supercontente” com os trios da Secult. Não se sabe a opinião do músico.

fev
24

Postado em 24-02-2009 18:19

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Em maratona de descansos desde a saída do ministério da Cultura, o compositor Gilberto Gil voltou neste Carnaval ao ritmo acelerado. Despede-se do Camarote 2222 às quatro da matina. Olhos pregados somente às 6h. Próximo ao terceiro sono, desperta às 12 horas, quando tem de receber convidados para almoço em sua residência no bairro do Horto Florestal. À tarde, um chá zen.

Em 2009, Gil teve tempo de sair nos Filhos de Gandhy, no domingo. Só não deu para matar as saudades da Mudança do Garcia. Deixou para o próximo carnaval.

fev
24

Postado em 24-02-2009 15:31

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(Recife – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fala à imprensa, durante o desfile do bloco Galo da Madrugada, no camarote do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Foto: Antonio Cruz/ABr)

 Há um que de decepção no ar entre os petistas do governo Jaques Wagner e aliados da chamada “esquerda baiana”. Um toque melancólico que vai além da nostalgia antecipada diante da constatação de que só faltam algumas horas para mais um carnaval terminar, e, na manhã desta terça-feira, praticamente se esgotaram os últimos esforços para convencer a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a dar um pulinho em Salvador no último dia da folia.Tudo em vão.

 Nem a doçura dos apelos do artista e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, que convidou a preferida do presidente Lula à sua sucessão em 2010 para algumas horas de axé no camarote Expresso 2222 criado por Flora, sua mulher, fez a ministra mudar de opinião. Dilma já havia sido convidada pelo governador da Bahia, durante reunião dos prefeitos em Brasília, “mas não disse nem sim nem não”, segundo o próprio Jaques Wagner. Depois, a preferida do presidente Lula para a sucessão em 2010 se esbaldou na abertura do carnaval de Recife, causando mais ciúmes nos petistas baianos que a presença de Caetano Veloso ao lado do percursionista Naná Vasconcelos na folia pernambucana.   

 Nada poderia ser pior. Principalmente depois do morno desfile de segunda-feira da Mudança do Garcia, a mais tradicional troça baiana voltada para temas políticos e sociais, mas cujas criticas mais ferinas este ano foram dirigidas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e, pasmem, à atriz Susana Vieira! Nem mesmo José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobrás e um dos mais fiéis acompanhantes dos desfiles da “Mudança” desde o tempo de militância estudantil na UFBA, foi avistado desta vez no percurso entre o bairro do Garcia e a passarela de desfile no Campo Grande.

 Por Vitor Hugo Soares

fev
24

Postado em 24-02-2009 01:34

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 24-02-2009 01:34

Deu no site da Navii, do jornalista Arthur Andrade:

 

 “Não é Dalila, não é Fantasmão, não é o Kuduro. A maior ousadia do Carnaval de Salvador é a TVE. Afinal, 60 horas de transmissão da festa não são para o bico de qualquer um, sobretudo qualquer um sem a tecnologia no pico. Daí a ousadia. Mas é importante , também, destacar a vontade férrea em transmitir a maior festa de rua do mundo armada para levantar a audiência. Por isso, bem ao estilo dos bons estrategistas, a emissora convidou a vizinha do lado para juntar máquinas e técnicos contra  os adversários comuns. TVE e TV Aratu fizeram (www.navii.com.br/blog)”

 

Por Vitor Hugo Soares

fev
24

Postado em 24-02-2009 01:05

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A marchinha “O Cordão dos puxa-saco”, composta pela dupla Roberto Martins e . Frazão, praticamente nunca mais saiu de moda no País, desde que foi cantada pela primeira vez, no carnaval de 1945. Raramente, no entanto, os versos desta música foram tão atuais quanto nesta folia de 2009, nos palcos federal, estaduais e municipais. Publicamos a seguir a letra da marcha famosa, para que o leitor possa comparar com a realidade mostrada na TV, sites e jornais, principalmente nos camarotes de Salvador, no Sambódromo do Rio de Janeiro e nos principais redutos do frevo de Recife.

 

Até mesmo a troça baiana “Mudança do Garcia”, sempre implacável nas críticas políticas e sociais em outros tempos – e outros governos – entrou na onda em seu desfile desta segunda-feira. “Maneira como nunca”, como sintetizou um folião de outros carnavais, quando a Mudança se aproximava do Campo Grande Confiram:

 

“La vém / O cordão dos puxa-saco
Dando viva aos seus maiorais (bis)
Quem está na frente é passado para trás
E o cordão dos puxa-saco / Cada vez aumenta mais (bis)
Vossa Excelência / Vossa Eminência
Quanta referência nos cordões eleitorais !
Mas se o “Doutor” cai do galho e vai pro chão
A turma logo evolui de opinião
E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais.”

 

Por Vitor Hugo Soares

 

fev
23

Postado em 23-02-2009 13:57

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 23-02-2009 13:57

A cervejaria arrasou! Domingo de carnaval, Barra-Ondina pegando fogo, a fina flor da classe média soteropolitana mais visitantes animados de outros cantos do país, fizeram um camarote sob medida. Não sou especialista, mas como jovem baiana freqüentadora assídua das festas momescas, blocos e camarotes, desde a puberdade, posso seguramente tecer meus comentários com conhecimento de causa.

Tudo que é necessário tinha lá, espaço amplo e arejado, mil e duzentos metros de frente para a folia e ainda dois andares com vista direta para o circuito, o que diminuiu a briga por espaço na hora das grandes atrações. Variadas opções gastronômicas, open bar, localização estratégica. O diferencial foi garantido pelo mirante super view que permitiu aos cantores saírem do trio e ficarem dentro do camarote, numa espécie de show particular.

Tuca do Jamil parou na frente do espaço vip subiu no mirante e cantou umas 3 músicas para os convidados, o camarote foi a loucura, a galera pulando aos berros de “sou praieiro, sou guerreiro, to solteiro, quero mais o que” o piso tremendo. Depois das grandes atrações – Chiclete, Durval Lélis, Daniela e Jamil – passarem, a badalação dentro do camarote continuou na boate, enorme e entupida, show com Adelmo Cazé e sua banda Negra Cor, ninguém estava parado.

Podem dizer que carnaval de verdade é no asfalto, que não se faz mais carnaval com antigamente, que esses camarotes são grandes festas privês, eu diria: reveja seus conceitos. Nem sempre acontece, mas o fato é os afoxés abençoaram o camarote da Skol ta “bombando”.

Como diria o Jamil “Tchau, i have to go now” e, para que não fique nenhuma dúvida, isso não é merchandising.

Por Laura Tonhá, direto da folia.

fev
22

Postado em 22-02-2009 15:21

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 22-02-2009 15:21

 

Foto: Camille Paglia
Que Bono Vox que nada! No carnaval de rua de Salvador, este ano, tem uma novidade a mais, que não canta, não compõe, nem faz novela na TV. A grande sensação internacional não é um astro da música, ou figura carimbada qualquer do “show business”, como acontece há anos, mas sim um dos nomes de maior reconhecimento intelectual no universo da cultura pop mundial: a pensadora americana Camille Paglia.

Desde a última sexta-feira a intelectual, que é também uma das mais polêmicas personalidades femininas da atualidade (como demonstra na entrevista das Páginas Amarelas da revista VEJA desta semana)-, brilha intensamente na Bahia. Atrai a atenção principalmente no circuito carnavalesco Barra-Ondina ( com cheiro de perfume francês no ar),  por seu jeito eletrizado, sem perder a elegância jamais. A cada metro do percurso, reações de entusiasmo em cima do trio de Daniela Mercury, que a convidou para ver de perto o que é que a folia baiana tem.
A musa do Axé tomou há algum tempo o lugar da roqueira Maddona na apaixonada visão da escritora, de 61 anos, que durante anos citou a cantora ítalo-americana como ícone pop máximo e exaltou sua ousadia e criatividade em inumeráveis artigos. Considera simplesmente desanimador o cenário atual da cultura pop, onde enxerga a cantora baiana Daniela Mercury como única exceção no meio ao deserto. Em seu desencanto, ela considera Madonna “patética, um monstro. São inacreditáveis aqueles braços grotescamente musculosos e mãos que parecem garras”, ataca.
A escritora e crítica conheceu Daniela Mercury através de DVDs, que, segundo declara à Veja, a atingiram “como um raio”. Autora de cinco livros, entre eles “Personas Sexuais” onde trata das conexões entre a arte clássica e a cultura pop, Camille Paglia  tirou alguns dias de folga na Universidade das Artes, na Filadélfia, e vôou rumo a Salvador para conhecer finalmente Daniella em pessoa e pular ao lado da musa em cima do Trio. Evoé!
  

Por Vitor Hugo Soares

fev
21

Postado em 21-02-2009 01:32

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 21-02-2009 01:32

 Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revela: quase 700 mil baianos (homens e mulheres) começaram a brincar “o carnaval da crise” (iniciado em Salvador desde quinta-feira( com o desfile do Rei Momo), amarrados em  dívidas financeiras  das quais não conseguem livrar-se. Enquanto rolam os débitos, não se sabe até onde e quando, a crise aperta a corda no pescoço dos integrantes do bloco dos inadimplentes, puxada  por bancos, lojas, imobiliárias e, principalmente, empresas de cartões de crédito.

Saiu também, no agito da folia, outra informação não menos perturbadora: o índice de cheques sem fundos nas praças da Bahia cresceu 17% em janeiro passado, comparado com o mesmo período de 2008. Os baianos, com a fama de consumistas delirantes e pagadores que não dão bola para o prazo de vencimento de suas contas, desta vez não aparecem tão mal na foto, se comparados aos seus semelhantes de outros estados. Na média geral do País, o aumento de “borrachudos” foi ainda maior: 20%.

  Registro os dados, mas confesso a minha visceral desconfiança em relação a números dos índices oficiais de qualquer coisa. Aprendi nos manuais de texto do JORNAL DO BRASIL e da revista VEJA, que este é um mal comum a jornalistas. “Tá legal, eu aceito o argumento”, como diz o carioca e carnavalesco da velha guarda, Paulinho da Viola. Mas fatos concretos reforçam cada vez mais o velho ceticismo, que pouco tem a ver com o jornalismo. Vejam, por exemplo, este baita bafafá, com potencial de escândalo, sobre contas que não fecham quanto aos gastos da recente festança em Brasília, no encontro de prefeitos, que marcou a largada da campanha da ministra da Casa Civil, e mãe do PAC, Dilma Roussef, como candidata governista à sucessão do presidente Lula em 2010.

 O custo do happening monumental continua incerto e ainda não sabido. Dos menos de R$ 300 mil informados no início pela Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto, os gastos já batem na casa dos quase R$ 3 milhões. Contas são feitas e refeitas em meio a protestos e desconfianças, abafados agora pelos diferentes rugidos do carnaval espalhados pelo País. Diante disso, retorno às preocupações iniciais destas linhas: as dívidas a pagar feitas em tempos de vacas menos magras: o automóvel , a primeira casa ou apartamento, o empréstimo consignado para a viagem sempre adiada , o restaurante ou bar do fim de semana, o puro deleite de um vestido de grife, do celular ou laptop, sonhos de consumo da atualidade.

Caiu em minhas mãos por empréstimo, há poucos dias, um exemplar do livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, da escritora britânica Sophie Kinsella. É a história de uma jornalista financeira, Rebecca Bloom, a Becky , que durante uma parte do dia trabalha em uma revista onde ensina e orienta às pessoas como administrar seu dinheiro. No resto do tempo, ela transforma-se em consumidora compulsiva, que acaba argolada pelas dívidas e começa a fugir loucamente de um encontro com o gerente de seu banco e administradores de empresas de cartões de créditos e seus avisos e cartas cada vez mais ameaçadores.

O livro é desses que pegam na veia. Leitura iniciada é quase impossível desgrudar-se das suas quase 500 páginas. Difícil ficar alheio à tragicomédia vivida por Becky e os que a cercam no trabalho, na família, nas relações pessoais e amorosas, mas principalmente nas ruas e recantos de um monumento mundial ao consumo: a cidade de Londres, com a sua imbatível Oxford Street e outros inumeráveis templos badalados de moda e lazer, paraíso para quem não dispensa uma boa ponta de estoque ou um objeto de desejo exclusivo. Mundo de pesadelos, porém, quando chegam os extratos dos cartões de crédito.

A autora e a novela, ambos até então desconhecidos para mim, foram duas magníficas descobertas, no esforço dos últimos dias para entender este tempo de crise planetária, sem perder o humor. Bem mais atraentes e interessantes que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, ou o dono da chave do cofre do Banco Central, Henrique Meireles, com seus discursos maçantes e entrevistas pouco elucidativas. Sophie Kinsella é o pseudônimo que a escritora inglesa Madeleine Wickman utiliza para escrever os livros da série “Delírios de Compras”. Nasceu em Londres, em 69, formou-se em Filosofia e Ciências Políticas e Econômicas na Universidade de Oxford, com especialização em jornalismo financeiro, e domina a arte de escrever como poucos.

E quem é a personagem central do livro que já virou filme e faz sucesso na Europa inteira e nos Estados Unidos? “Rebecca sou eu. São minhas irmãs, todas as minhas amigas que saíram para comprar um chocolate e voltaram para casa com um par de botas. Becky resume todas as mulheres (e homens) que se viram parados diante de uma vitrine e souberam, com absoluta certeza, que “precisavam” comprar aquele casaco… e calças que combinassem com ele. Ela é a síntese de todas as pessoas cujo coração começa a palpitar à simples visão de um anúncio de 50% de descontos. Todas as que recebem a fatura do cartão de crédito e imediatamente imaginam haver algum erro. Eles não podem ter gastado tanto”, completa a autora.

Mas não pensem que Becky é apenas mais uma dessas deslumbradas “materials girls, que só pensam em dinheiro e futilidades”. Rebecca é mulher, profissional inteligente, criativa, carinhosa, e extremamente otimista, mesmo sabendo que o seu emprego está ameaçado. E mais não digo para não quebrar o encanto de uma leitura indispensável em tempos como os atuais.

 Bom carnaval, ou boa leitura, para todos. 

Vitor Hugo Soares é jornalista -E-mail:vitors.h@uol.com.br

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