set
17

Postado em 17-09-2009 10:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-09-2009 10:13

Torcedor: nariz de palhaço e dedo na cara
torcedor
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Deu no Correio da Bahia

O tempo esquentou no aeroporto de Salvador no retorno dos jogadores do Bahia, do Rio Grande do Norte, depois do fiasco no “Frasqueirão”, em Natal, onde o tricolor baiano foi goleado por 3 a 0 e praticamente viu estilhaçado o sonho de voltar à elite do futebol brasileiro em 2010. Não fosse a dignidade e coragem demonstrada pelo treinador  Sérgio Guedes, na hora do desembarque, as coisa poderiam ter sido bem mais humilhantes para o “esquadrão de aço”. Confira na matéria publicada no Correio em sua edição desta quinta-feira, reproduzida em parte a seguir pelo Bahia em Pauta.

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Eduardo Rocha | Redação

Respeitável público… No picadeiro do Brasileiro, o espetáculo em cartaz por quatro temporadas. Séries B ou C, os “artistas”de 2005, 2006, 2008 e 2009 se revezaram, mas os palhaços são os mesmos de sempre: esses aí na foto, protestando – os torcedores. “Sabe o que é humilhação? É eu ter que aprender a cartilha do ABC. Tô usando esse nariz, mas não sou palhaço, não. Palhaços são eles (jogadores). Aliás, palhaços não, porque os palhaços dão alegria e o Bahia só me dá tristeza”.

Samuel Santiago botou o nariz de palhaço e o dedo na cara da turma. Torcedor cada vez mais humilhado

O protesto quase desesperado é do marceneiro Samuel Santiago. Apenas ele e outros dois amigos desde as 17h45 no aeroporto, à espera do time que só chegaria duas horas mais tarde. “Eles podem atrasar à vontade. Só saio daqui meia-noite. Tô entalado, mermão! Quem paga o salário deles sou eu. Esses caras vão ter que me aturar hoje”, garantiu o exaltadinho aí no canto esquerdo da foto abaixo, que não tava muito a fim de publicidade, não.

Só três narizes de palhaço, mas o barulho que eles conseguiram fazer por lá… “Cadê o torcedor do Bahia? São só três? Tão esperando o quê? Voltar pra Série C? Vem gente, chama as crianças. Os palhaços estão chegando”, chamou Santiago. E não é que deu certo! Quando o time chegou, o tom da insatisfação foi tão indignado que mobilizou o aeroporto.

Em pouco tempo, os protestos ganharam corpo em meio ao burburinho. Quem só passava resolveu aderir. “Tem que jogar bola, carniças!”; “A gente tem sangue tricolor nas veias”.

Evaldo
A plenitude da arquibancada. Reflexo não só da derrota para o até então lanterna ABC, mas do 11º lugar, a apenas três pontos da Série C. E, principalmente, dos seis anos afastado da elite do futebol brasileiro. O torcedor tá na tampa. E o mais perseguido entre os jogadores foi, sem dúvida, o zagueiro Evaldo. Impublicável o que disseram ao rapaz. E ele pensou umas três vezesquando foi peitado e questionado tête -à-tête. Olhou torto o torcedor e foi sucinto com a imprensa. “Isso aí é uma minoria”.

O torcedor escorou Evaldo e por pouco o zagueirão não perdeu a paciência. Só respirando fundo

Os dois seguranças do clube deram uma segurada na onda, à base de um ou outro encontrão. Retrato do clube que vive fazendo contas. Amanhã (18) tem mais, contra o Brasiliense. É vencer, ou voltar a ter pesadelos com 2006 e 2007.

O treinador compreendeu a fúria da torcida com o desempenho da equipe. “Pedir compreensão ao torcedor agora é difícil. Isso recai sobre mim. Tenho que assumir e fazer o time voltar a jogar bem. É o que nos resta”.

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Leia a reportagem na íntegra no Correio da Bahia
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set
17

Postado em 17-09-2009 09:41

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-09-2009 09:41

Obama e os limites do “twitter”
twitter

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Da Redação

O que era para ser um simples comentário do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o MTV Music Awards foi parar no Twitter e gerou uma discussão sobre os limites do uso da ferramenta por jornalistas.

Na última segunda-feira (14/09), em conversa informal com repórteres antes de uma entrevista para a rede CNBC, o presidente chamou West de “jackass” por ter tomado o microfone das mãos da cantora Taylor Swift. O âncora da ABC Terry Moran, que estava presente no local, publicou o comentário em seu Twitter e a notícia se espalhou.

A mensagem foi apagada, mas o estrago já estava feito. A notícia foi destaque em toda a imprensa norte-americana. A ABC pediu desculpas à Casa Branca e se pronunciou contra a atitude de Moran, de publicar no Twitter uma fala “off the record” do presidente.

A expressão usada por Obama foi parar no twitter do jornalista Terry Moran, âncora da concorrente ABC e que estava presente na entrevista. ‘Agora é presidencial’, escreveu Moran, que depois apagou a mensagem. O site TMZ publicou o áudio do presidente.

Nos Estados Unidos, algumas empresas de comunicação já controlam o uso das redes sociais por seus funcionários. A ESPN foi pioneira em políticas nesse sentido. Em agosto, a rede distribuiu comunicado interno com regras para a utilização do Twitter e do Facebook. No Brasil, a Rede Globo e a Folha também seguiram pelo mesmo caminho.

Com informações da AP.
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Nota do Bahia em Pauta: Comunique-se é um dos mais acessados portais da web especializado em notícias de bastidores da imprensa no país.   (http://www.comunique-se.com.br)
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set
16

Postado em 16-09-2009 23:22

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 16-09-2009 23:22

Lula e Geddel: mudanças de rumo?
lugeddel
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Deu no jornal:

Em sua coluna política publicada na Tribuna da Bahia, o jornalista Ivan de Carvalho analisa com lupa de profissional lúcido e criterioso, a reportagem publicada pela revista Isto É, na edição desta semana, sobre a candidatura a governador do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). A matéria da revista de circulação nacional dá especial destaque aos conflitos e rompimento do ministro com o governador Jaques Wagner, que teriam levado o presidente Lula a iniciar o cozimento “em fogo brando” do ministro em apoio ao governador, amigo pessoal e companheiro petista.

Ivan questiona vários pontos da máteria e começa achando estranho o fato do ministro Geddel não ter sido ouvido pela revista.Bahia em Pauta, que a exemplo da Tribuna da Bahia, publicou trechos da reportagem da revista, reproduz a seguir, na íntegra, o texto de Ivan, com as agudas e aguçadas observações jornalísticas e políticas que ele faz sobre o assunto . Confira.
(Vitor Hugo Soares, editor)
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OPINIÃO POLÍTICA

A REVISTA E O PMDB

Ivan de Carvalho

Entre parlamentares do PMDB da Bahia era total, ontem, o descrédito a respeito da análise feita pela revista IstoÉ desta semana e abordada neste espaço, além de também divulgada, bem mais detalhadamente, por este jornal, em sua terceira página. “Plantada”, era o comentário mais comum entre os deputados estaduais, que consideravam a matéria de IstoÉ como uma espécie de “isto não é”, uma coisa sem sentido por seus fundamentos ou sua falta de fundamentação e que sentido só teria como “parte de um jogo político” para tentar criar obstáculos à candidatura do ministro Geddel Vieira Lima a governador.

Segundo definiu um deputado estadual, a matéria é “uma peça de guerra psicológica” e é só como tal que faz sentido. É para ser divulgada em jornais, rádios e blogs do interior e “dar a impressão de que a candidatura não está firmada e se encontra em dificuldades”. Os peemedebistas que fizeram observações sobre a matéria foram praticamente unânimes em um ponto. “Jornalisticamente”, eles ressaltaram, foi “inadmissível” que uma revista de circulação nacional haja publicado uma alentada matéria sobre a candidatura de importante ministro de estado ao cargo de governador de um dos mais importantes Estados da Federação, envolvendo ainda o presidente da República, sem ouvir ou sequer procurar o ministro para ouvi-lo “a respeito das supostas informações que publicaria”.

Não pretendo fazer juízo meu sobre a matéria da revista IstoÉ, mas de fato, não haver a revista procurado o ministro para ouvi-lo a respeito do material que ia publicar – tendo em vista a natureza do material – não é um procedimento normal. Ainda mais que se trata de uma revista semanal, de modo que havia no mínimo quase toda uma semana para tentar o contato com o ministro da Integração Nacional (que não é, sabidamente, o tipo de pessoa que viva se escondendo da imprensa).

Em jornais diários e nos noticiosos de televisão e rádio o tempo teria chances de dificultar um contato. Ainda assim, mesmo correndo contra o tempo, é altamente recomendável, do ponto de vista do estabelecimento da verdade e da eliminação de injustiças, tentar ouvir previamente os envolvidos na notícia e, em caso de insucesso, informar ao leitor que houve a tentativa e as razões de seu insucesso.

Encerro os dois parágrafos em que dei a minha opinião pessoal e profissional sobre a omissão da revista quanto a ouvir o ministro e volto às observações – algumas até irônicas – de deputados do PMDB, que não nomeio a pedido deles, sob alegação de não desejarem “dar cartaz” à matéria da IstoÉ, e volto ao que ouvi deles.

Um dos comentários refere-se ainda à questão de a revista não ter ouvido o ministro, mas haver tomado do deputado federal do PMDB Raymundo Veloso uma declaração de que “ninguém vai tirar da cabeça do ministro a ideia de ser candidato a governador”. O comentário: “Pegaram uma declaração solta do deputado Raymundo Veloso para tentar legitimar a matéria e dissimular o fato grave de não haverem procurado o ministro”.

Bem, se a revista quiser se pronunciar neste espaço, que esteja à vontade.

set
16

Postado em 16-09-2009 22:32

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 16-09-2009 22:32


Mais uma música garimpada para Bahia em Pauta pelo jornalista Gilson Nogueira, com dedicação e delicadeza de quem sabe zelar pelas boas e belas coisas. Vem acompanhada de uma mensagem sintética que diz tudo: “Wave, simplesmente”. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

set
16

Postado em 16-09-2009 10:57

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 16-09-2009 10:57

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Caetano, Dedé, seu Zeca e dona Canô
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Nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2009, quem aniversaria é dona Canô A matriarca da família Veloso chega aos 102 anos de idade. Às dez horas da manhã, começou a missa comemorativa na Igreja de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro. Depois vem o tradicional caruru com os filhos e netos da famosa santamarense, além de presenças especiais como a marrom Alcione.

A música para começar o dia no Bahia em Pauta é “Motriz”, uma das mais belas e comoventes composições de Caetano Veloso, principalmente para quem, como o editor deste site -blog morou no Reconcavo baiano durante a infância. Uma viagem dentro do vagão da locomotiva ferroviaria que fazia a ligação Santo Amaro -Salvador. O artista lembra da força da presença de sua mãe, dos canaviais, de Candeias, do imenso corredor de sua casa .

Menino, sobrinho da saudosa dona Marocas, agente dos Correios de Terra Nova (na época distrito de Santo Amaro), colega de seu Zeca, falecido pai dos Veloso, estive uma única vez na casa de Dona Canô, bem antes da fama dos filhos e da mãe. O imenso corredor atravessado pelo sol da tarde também ficou para mim como lembrança marcante da infãncia. Assim como a primeira visão do mar da janela de Motriz na chegada a Salvador.

Tudo volta agora na na voz e na emoção de Bethania ao interpretar esta canção maravilhosa e eterna.

Muitos anos mais, dona Canô.

(Vitor Hugo Soares, editor)

set
16

Postado em 16-09-2009 09:51

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 16-09-2009 09:51

Briatore fora da Renault
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“Flavio Briatore já é historia na Renault”, acaba de confirmar o jornal espanhol El Mundo na manhã desta quarta-feira (16) em sua edição on-line . O diário de Madri assinala que o chefão italiano de uma das maiores escuderias da Fórmula 1, denunciado pelo piloto brasileiro Nelsinho Piquet como mentor de seu acidente no Grande Premio de Singapura, foi obrigado a cair fora, “voluntariamente”, depois de duas semanas de acusações e desmentidos no maior escândalo da história da F1.

Junto com Briatore anuncia sua partida, também, Pat Symonds, engenheiro chefe e responsável de pista. É a penultima volta de um escândalo que enlameou de cheio a escuderia francesa e que está pendente de uma decisão da FIA no próximo Conselho Mundial, em 21 de setembro. “Ainda há tempo para mais surpresas”, antecipa o jornal espanhol.

“A equipe ING Renault F1 não contestará as recentes elegações feitas pela FIA referentes ao GP de Singapura 2008”, anuncia a equipe em um comunicado oficial. “Também deseja comunicar que seu chefe, Flavio Briatore e seu diretor executivo de engenheiros, Pat Symonds, abandoraram a equipe.

Em breve comunicado, também, a escudería sinaliza que não contestará as recentes alegações feitas pela FIA relativas ao Grande Prêmio de Singapura do ano passado e acrescenta que antes de comparecer ante o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) da próxima segunda-feira, a equipe não fará nenhum comentario.

Nem precisa. Os fatos falam por si.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações de El Mundo e agências européias de notícias

set
16

Postado em 16-09-2009 03:25

Arquivado em ( Newsletter) por Laura em 16-09-2009 03:25

popo

O ex-pugilista Acelino Popó Freitas será ouvido pela Delegacia de Homicídios de Salvador, por suposto envolvimento em um assassinato e em uma tentativa de homicídio na semana passada. Os crimes foram cometidos contra o pintor Jonatas Almeida, que era namorado de uma sobrinha de Popó e conseguiu escapar dos criminosos, e contra um amigo dele, Moisés Pinheiro, que foi morto.

De acordo com Jonatas Almeida, 22 anos, a sobrinha de Popó, 17, passou o período entre 5 e 9 de setembro em sua casa, no bairro de Itapuã, em Salvador, por vontade própria. Na tarde do dia 9, porém, o ex-pugilista teria ido à residência para buscar a jovem, mas não encontrou o pintor. Ao deixar o local, o ex-pugilista teria deixado um recado com uma vizinha, dizendo que colocaria a polícia atrás do pintor. Pouco depois, Popó ainda teria ligado para ameaçar Jonatas Almeida. Duas horas após o ex-pugilista deixar o local, dois homens armados teriam invadido a casa e sequestrado tanto Jonatas Almeida quanto Moisés Pinheiro. O pintor conta que conseguiu escapar, correndo, dos criminosos. Mas o seu amigo, que tinha 28 anos, foi morto a tiros — seu corpo foi encontrado no dia seguinte, nos fundos de uma fábrica, no Centro Industrial de Aratu, do outro lado da cidade.

Popó admite ter conversado com Jonatas Almeida no dia do crime, mas alega que não o ameaçou nem agrediu. Pouco depois de conversar com o pintor, o ex-pugilista foi ao Estádio de Pituaçu, onde assistiu ao jogo entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. Em entrevista à TV Itapoan, Popó chegou a chamar o caso entre sua sobrinha e o pintor de “pedofilia” e disse que agiu “como um pai que tenta proteger a família”.

À frente do caso, a titular da Delegacia de Homicídios, Francineide Moura, informou nesta terça-feira, dia 15, que vai chamar o ex-pugilista para depor e prestar esclarecimentos. — Não tenho nenhuma acusação formal contra Popó — adiantou a delegada. De acordo com ela, Jonatas Almeida tem passagem na polícia e está sendo processado por receptação de veículos. — Isso não importa. Neste caso, ele é vítima — explicou.

Já Moisés Pinheiro foi enterrado no último sábado, em Salvador.

A assessoria de Popó diz que ele não tem envolvimento no crime.

Campeão mundial dos superpenas e dos leves, Popó prefere não dar esperança aos fãs do boxe brasileiro de que retornará aos ringues, os fãs seguem órfãos.

Laura Tonhá com informações do portal G1 da Globo e do Jornal Zero Hora de Porto Alegre.

set
15

Postado em 15-09-2009 22:24

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-09-2009 22:24

“Ah, Ibrahim, Ibrahim, se não fosse você, o que seria de mim?” (Stanislaw Ponte Preta).
Sued

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Bomba! Bomba! O deputado Fernando Torres (PRTB), né Fernando Dantas Torres, propôs à Assembleia Legislativa, comme il faut, o projeto de lei 18.225/2009, com o fito de instituir o Dia Estadual do Colunista Social. Stop.

Artigo 1º: “Fica instituido o Dia Estadual do Colunista Social, no Âmbito do Estado da Bahia, a ser comemorado, anualmente, no dia 08 de Dezembro.”

Um detalhe, dois pontos: como sabemos, no dia 8 de dezembro os baianos estão habituados a lavar a Conceição da Praia. Mas uma nova tradição se avizinha: a lavagem da Conceição com as páginas das colunas sociais amarradas às vassouras.

Artigo 2º: “Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário”.

Contrariar, quem há-de?

Proposta em 8 de setembro, a lei valerá também para os colunistas promotores de feijoadas carnavalescas e de ágapes em resorts. Tem que ter pedigree. A louvável iniciativa será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, que provavelmente lembrará os méritos de Ibrahim Sued – e outros colunistas menos colunáveis da Província – nas batalhas da Independência.

Em tempo: a sociedade clama pela aprovação urgente do projeto de Fernando Torres, que apagará uma injustiça dos parlamentares com a imprensa da Velhacap. No cocktail comemorativo vindouro, cuidado com a champanhota.

No mais, como diria Silvio Lamenha, poesia é axial.

Ademã.

(Claudio Leal)

set
15

Postado em 15-09-2009 19:41

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 15-09-2009 19:41


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CRÔNICA / VIVÊNCIAS

SALVE JORGE!

Aparecida Torneros

O jovem compositor e cantor brasileiro estava pela primeira vez em tournê, no Japão. Apresentava-se na boate “Copacabana”, no centro de Tóquio. Era 1972, fevereiro. Embarquei para a terra do sol nascente, com a recomendação da chefia de reportagem da revista “O Cruzeiro”, de mandar boas matérias sobre o carioca Jorge Bem (ele ainda não atendia por Benjor), peguei o avião numa segunda feira de carnaval. Por sorte, eu tinha assistido ao desfile do Salgueiro, na avenida Presidente Vargas, e essa foi a primeira coisa que ele me perguntou. Também era a primeira vez na sua vida que não desfilava pela escola do coração. Seus olhos brilharam quando lhe contei como estivera lindo na passarela do samba, o Acadêmicos do Salgueiro.

A quase menina, repórter estreante, a nível de correspondente internacional, com pouco mais de 20 anos, acabava de ser escalada para a viagem de 26 horas, com paradas em Lima, Los Angeles e Alasca, num valente e pequeno boeing antigo, da saudosa Varig. Esta era eu, a jornalista em início de carreira, rumo ao oriente desconhecido e misterioso, onde ficaria por alguns meses para cobrir assuntos variados e enviar matérias, via tripulação de bordo da companhia aérea brasileira, já que, ainda não tínhamos alcançado a era da internet e a telefonia ainda se completava depois de horas a fio, de espera. Só assim eu podia falar com minha família, aos domingos, em ligação difícil com voz embargada tanto pela emoção quanto pela má qualidade do sinal que acontecia por cabos submarinos, por incrível que possa parecer hoje.

Pois o Jorge, salve ele, lá estava, com todo o gás, acompanhado de um trio, o Mossoró, só mais tarde surgiu a famosa banda do Zé Pretinho. O trio, do qual me lembro com alegria, pois havia o Nereu Escovão, figura especial que me fez rir muito em nossas andanças pela cidade. Lembro de um domingo em que fomos, os cinco, ver os jardins do Palácio do Imperador Hiroíto, cujo cortejo passou e todos abaixaram as cabeças, inclusive nós, já que era proibido olhar para o Imperador.

Estivemos também passeando em templos budistas, e até fomos ver a cerimônia do Chá numa casa de gueixas, onde tivemos que negociar minha entrada, pois mulher não entra, e eu fui a exceção.

Aprendemos a admirar aquela cultura por diversos aspectos, talvez o mais marcante seja a sua hierarquia e o respeito às tradições.

Naquele domingo, eu tinha levado um par de luvas, fazia muito frio, eles não pensaram nisso, então , por acordo, cada um de nós podia ficar cinco minutos com as mão calçadas, e o rodízio foi motivo de mil brincadeiras, correrias, pegas-pegas, de jovens brasileiros perdidos em manhã gelada pelas ruas de uma cidade que ainda não havia se contaminado pela loucura ocidental. Isso aconteceu depois, nos anos 80.

As reportagens saíram em série, por algumas semanas, a revista publicou as impressões que enviei, sobre o quanto era interessante ver os japoneses pulando e acompanhando o samba brasileiro, a nossa música sendo absorvida com emoção por gente de gostos tão diferenciados. Eles pronunciavam “sambá”, com acentuação forte no final da palavra, e um toque risonho do seu espanto pela chegada da cultura brasileira que iria se fixar definitivamente no cenário japonês, ao longo das próximas décadas, através de música, futebol, imigrantes e grande aproximação dos dois países.

Na volta ao Brasil, revi o Jorge algumas vezes, cruzando em aeroportos ou assistindo seus shows, acompanho sua trajetória, ímpar, ele é um artista múltiplo e único, de som especial e inconfundível. Naquele tempo, brindou-me com uma música com o meu nome. Embora não tenha sido um sucesso, “Apareceu a Aparecida”, é,para mim, uma manifestação de carinho de um talentoso ídolo da música brasileira, a quem rendo homenagem, desejando sempre, muito sucesso e saúde. Salve Jorge!

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeir, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

set
15

Postado em 15-09-2009 10:25

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 15-09-2009 10:25


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A música para começar o dia no Bahia em Pauta nesta terça-feira, 15, é “Unchained Melody”, tema de “Ghost – Do outro lado da Vida”, um dos maiores sucessos de público da história do cinema, é um tributo ao ator americano Patrick Swayze. O astro de Hollyood morreu nesta segunda-feira(14), aos 57 anos, vitimado por um câncer no pâncreas, segundo informou sua agente, Annett Wolf.

Swayze, que nesta terça-feira recebe emocionadas homenagens dos fãs na calçada da fama, em Los Angeles, morreu em sua casa, rodeado por seus familiares. Astro de filmes de grande sucesso de público, como Dirty Dancing – Ritmo Quente (1987) e Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990), Swayze lutava desde janeiro de 2008 contra um câncer no pâncreas.

Nascido em Houston, no Texas, filho de uma coreógrafa e de um engenheiro, Swayze estudou balé clássico e teatro. Seu primeiro papel de destaque em Hollywood foi em Vidas Sem Rumo (1983), dirigido por Francis Ford Coppola, ao lado de atores como Tom Cruise, Matt Dillon, Rob Lowe e Emilio Estevez.

Dirty Dancing – Ritmo Quente, porém, em que interpretava um professor de dança, foi o seu primeiro grande sucesso individual como ator. Em seguida vieram alguns fracassos, mas o ator voltou ao topo das bilheterias com Ghost – Do Outro Lado da Vida, ao lado de Demi Moore. A música a seguir ajudou a tornar o casal e o filme inesquecíveis. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares )

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