set
19

Postado em 19-09-2009 20:24

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-09-2009 20:24

Dilma Rousseff: “só os tupininquins”
mindilma
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Deu na Folha de S. Paulo

Em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo, edição deste domin- go, 20, que já está nas bancas da capital paulista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma que o Estado mínimo é uma “tese falida”, que “só os tupiniquins” aplicam. Em sua opinião, quem defendia que o mercado solucionava tudo “está contra a corrente” e “contra a realidade”.

As declarações estão na entrevista ao repórter Valdo Cruz, cuja íntegra já pode ser lida no diário paulista. Nome petista da preferência do presidente Lula à sua sucessão em 2010, Dilma sai em defesa do presidente, diante das críticas de que ele adotou uma política “intervencionista e estatizante”.

“Os empresários podem falar o que quiserem, que é democrático. O presidente da República não pode dar uma opiniãozinha que é intervencionista. Diríamos assim, não é justo”, protestou Dilma, num tom exaltado, em seu gabinete, todo ornamentado com imagens de santos.

A chamada na Folha Online para a entrevista, assinala: Bem- humorada, a ministra afirmou não aceitar a pecha de “intervencionista”, mas não escondeu o sorriso ao dizer que “aceita” e “concorda” que o governo Lula seja classificado de nacionalista e estatizante.

(Postada por Vitor Hugo Soares)

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LEIA ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DA MINISTRA DILMA ROUSSEFF NA FOLHA DE S. PAULO.
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set
19

Postado em 19-09-2009 11:44

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 19-09-2009 11:44

Mandado de segurança: “Congresso omisso”
congresso

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OPINIÃO / DIREITOS


Congresso e governo atacam a sociedade

Ivan de Carvalho

Enquanto a mídia noticia e discute animadamente sobre a perspectiva de o Advogado Geral da União, José Dias Toffoli, vir a ser escolhido pelo presidente Lula para ocupar a vaga deixada no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Carlos Alberto Direito, morto recentemente, faz um silêncio sepulcral sobre o golpe aplicado pelo Congresso e pelo presidente da República sobre um dos mais importantes instrumentos da cidadania, o mandado de segurança.

Não dá para entender como a mídia praticamente ignorou a elaboração e aprovação da Lei 12.016 de 2009 pelo Congresso e sua sanção, em agosto, pelo presidente da República e continua sendo incrivelmente discreta, agora, sobre a iniciativa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil de ingressar – o que aconteceu ontem – com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra essa nova lei, que regulamenta os mandados de segurança individual e coletivo.

Assim é que o indivíduo e a sociedade brasileira são vergonhosamente surrupiados em seus direitos pelos agentes políticos – seja no Congresso, seja no comando do Poder Executivo – e a mídia (jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas de circulação nacional) não cumprem sua função de informar as pessoas sobre o golpe que lhes está sendo aplicado. Isto merece a qualificação de uma traição, pois essas pessoas são leitores, ouvintes, telespectadores, portanto, o público que espera da mídia que o informe ao menos nas questões essenciais para sua própria vida e/ou para a nação.

Caso não queira a mídia aceitar a qualificação de alta traição à sua função básica e ao seu público, então terá que aceitar a única alternativa possível para a inaceitável e imperdoável omissão – incompetência absoluta da mídia brasileira. Especialmente daquela mídia mais poderosa que mantém intensa cobertura das atividades e inatividades do Congresso Nacional e da Presidência da República, com um monte de repórteres credenciados, comentaristas, analistas e suas bem nutridas sucursais em Brasília.

Nos meios especializados, quando a Lei 12.016/09 foi sancionada, no mês passado, chegou-se a dizer que ela criou algo como um “apartheid jurídico”, afirmação aceita e endossada pela OAB, que repete agora que a lei cria um “apartheid no Judiciário”. Não se trata, evidentemente, de um “apartheid” pela cor da pele, como existia em alguns países da África, especialmente na África do Sul, mas um “apartheid” econômico.

É que a lei citada estabelece que, caso haja valores pecuniários envolvidos na situação objeto do mandado de segurança, o magistrado poderá solicitar do impetrante um depósito caução ou fiança antes de conceder uma medida liminar. Isto significa que as pessoas que disponham de recursos podem depositar o valor em questão e pedir uma medida liminar, enquanto as pessoas economicamente desprovidas ou menos providas ficarão impedidas de se beneficiar – sempre que houver um valor pecuniário a depositar – do valioso e não raro essencial instrumento da medida liminar. No popular: pobre não tem vez. “O mandado de segurança vai ser só para os ricos”, comentou o presidente da OAB, Cezar Britto.

Este é o primeiro dos insultos à cidadania e ao direito individual e de grupos de indivíduos (mandados de segurança coletivos) que a nova lei perpetrou. O segundo diz respeito ao fato de ela restringir o acesso ao mandado de segurança, de vez que “ao disciplinar as hipóteses de cabimento do mandado de segurança, individual ou coletivo, o legislador não preservou a amplitude da ação de natureza constitucional”. Sustenta o presidente do Conselho Federal da OAB que a lei “apequenou” o mandado para aumentar a proteção ao poder público e a suas autoridades. Sustenta ele que a lei “apequenou” o mandado para aumentar a proteção ao poder público e a suas autoridades.

Na verdade, a lei é um avanço do predomínio do Estado sobre o indivíduo, matéria prima básica para a construção de qualquer autoritarismo.

O relator do processo no STF será o ministro Marco Aurélio Mello.

( Este artigo do foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia, 16/9, na coluna política do jornalista Ivan de Carvalho)

set
19

Postado em 19-09-2009 10:06

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 19-09-2009 10:06

Marad

set
19

Postado em 19-09-2009 09:49

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 19-09-2009 09:49


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O grupo Novos Baianos, em apresentação gravada no ano de 1973, canta “Ladeira da Praça”, interpretação imortalizada em vídeo disponível no You Tube, garimpado por Regina em plena Califórnia e mandado de Belmont, na área da linda Baia de San Francisco, no oeste dos Estados Unidos, para o Bahia em Pauta.

É esta a música escolhida para começar o dia neste último sábado de inverno soteropolitano – mais parece verão – neste site-blog da “mui formosa província da Bahia”, mas de olhos pregados no mundo em seus projetos e sonhos cosmopolitas. Assim como a Ladeira da Praça (que segue linda ainda lá), paisagem da cidade provinciana e cosmopolita ao mesmo tempo, com suas meninas e meninos descendo e subindo o tempo inteiro, antes como hoje.

O vídeo em si é uma atração que apresenta um desafio especial para os leitores ouvintes “da Radio BP”, como diz o jornalista Gilson Nogueira. participam da apresentação Moreas Moreira, Pepeu Gomes,? Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo, Negrita… Mara.

O jogo que Bahia em Pauta propõe a seus leitores é identificar cada um deles nesta preciosa gravação dos anos 70. Divirtam-se e feliz sábado para todos, na Bahia e no mundo.

(Vitor Hugo Soares)

set
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Postado em 19-09-2009 00:18

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 19-09-2009 00:18

Serra em Salvador /img. Estadão
Record
Lula e Dilma em Porto Alegre
ludilma

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ARTIGO DA SEMANA

SERRA NO TERREIRO DE LULA

Vitor Hugo Soares

No começo, há mais de 10 anos, Lula descobriu o enorme potencial nordestino como fonte decisiva de votos em disputas presidenciais. Na Bahia, como nos tempos pioneiros da exploração de petróleo na área suburbana de Lobato (pobre e abandonada hoje como sempre), o ex-líder metalúrgico do ABC paulista, fundador do PT, desenvolveu longo, largo e paciente trabalho de prospecção política, nem sempre com resultados favoráveis. Mas acabou descobrindo reservas eleitorais tão abundantes para ele quanto as do óleo do Pré-sal, no qual o mundo inteiro anda de olho ultimamente.

Sem aviões caças, helicópteros e muito menos submarinos nucleares franceses para garantir a segurança de tão preciosas descobertas na Bahia (mas que se estendem por praticamente toda região nordestina) , gaviões e pássaros das mais coloridas plumagens – verde inclusive – sobrevoam a área e começam a pousar pelas bandas de cá na disputa por um pedaço do bolo. Um deles, o governador de São Paulo, José Serra, passou esta sexta-feira, 18, visitando a área pela segunda vez em menos de um mês.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, nome do PT preferido pelo presidente, aparentemente não dá muita bola – ou pelo menos não tem dedicado a mesma atenção que Lula sempre dispensou a essas “reservas”. Deve imaginar que elas estão garantidas e em segurança nas mãos do companheiro Jaques Wagner. Ou, quem sabe, considere as “minas” esgotadas, apesar da pesquisa mais recente mostrar exatamente o contrário.

Os tucanos – José Serra à frente, e o governador de Minas, Aécio Neves, logo atrás – com os números nas mãos – sinalizam claramente que pensam diferente da petista mãe do PAC. Serra que já cantou baião com Dominguinhos em São Paulo e dançou forró em Recife, voltou a aterrissar em um dos principais terreiros eleitorais do petismo no País, umbilicalmente ligado a Lula, como demonstrado cabalmente nos dois pleitos mais recentes.

Serra retornou agora com mãos cheias de números alentadores em termos de preferência, disparado nas preliminares da corrida presidencial de 2010. Enquanto isso, Dilma (PT), a concorrente mais próxima, olhada pelo retrovisor parece parada no acostamento da pedregosa estrada que vai dar no gabinete mais importante de Brasília. Na vizinhança, ela segura com fé e esperança na mão do chefe da equipe, para não derrapar mais e descer a ribanceira.

Propósito anunciado para esta nova passagem de Serra pela capital baiana: a palestra para empresários locais sobre “Perspectivas econômicas do estado e do Nordeste” na emblemática Associação Comercial da Bahia, a primeira entidade de homens de negócio da América Latina. Apesar dos reiterados avisos de Serra, salão lotado de políticos da terra: tucanos, que são poucos e mais reduzidos ainda, agora, com a fuga do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo; estrelas locais na constelação dos democratas, que ainda somam números e nomes expressivos apesar da ausência de ACM (o ex- governador Paulo Souto, senador Antonio Carlos Magalhães Junior e ACM Neto à frente), além de representantes dos partidos periféricos de sempre.

Muita gente mais, porém, a maioria desconhecida pelo visitante, na fila de abraços ou apertos de mão, disputa uma brecha para cumprir uma das mais antigas e mais perniciosas tradições da política da Bahia, “a adesão”, como vergastava o bravo e saudoso Chico Pinto, que partiu há dois anos, mas segue presente no imaginário local como eterno combatente do adesismo.

O tucano paulista plana sobre todos. “Sem falar de política”, segundo ele, mas visivelmente contente e empenhado em fortalecer sua mais que possível candidatura à Presidência em 2010, Serra demonstra ter aprendido muito com o adversário e atual ocupante do Palácio do Planalto. Não repete, como Lula, que um dia e em algum lugar no passado já foi baiano, mas já conta histórias de forte apelos locais.

“Eu aprendi a ser político na Bahia, no tempo em que era do movimento estudantil, que não era essa coisa oficialista que é hoje. Eu me elegi presidente da UNE – União Nacional dos Estudantes graças aos baianos. Paulista não sabe fazer política”, afirmou o ex-militante da Ação Popular (AP), quando da visita anterior a Salvador.

Ontem, a agenda do governador de São Paulo previa conversas em pólos conflitantes: do polêmico apresentador Raimundo Varela, porta-voz local, de peso, da Rede Record, do bispo da Igreja Universal, Edir Macedo; ao mineiro arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardeal D. Geraldo Magela, ex-presidente da CNBB. Mais sincretismo do que isso, impossível.

Como se vê, na Bahia ou não, no rastro das “reservas” descobertas por Lula ou em campos próprios, o fato é que Serra demonstra cada dia mais que aprendeu bem. Principalmente a política que poderá conduzí-lo ao lugar que ele mais deseja há tanto tempo.

Saravá!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

set
18

Postado em 18-09-2009 23:03

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-09-2009 23:03

O disco que revela…
disco
… a inspiração de Arthur Andrade
arthur
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Apreciador de cinema e fotografia, pouca gente conhece a face musical do jornalista Arthur Andrade, que após ficar 25 anos afastado das composições lança seu primeiro CD “Inhá”. A obra conta com participação de 15 músicos e presença étnica de Wakay, índio Kariri-Xocó, de Alagoas.

Arthur explica que sempre quis fazer um disco. Foi um dos primeiros construir um home Studio em Salvador, no início dos anos 90, por onde vários músicos passaram. Dedicou-se a realizar projetos de muita gente, menos o seu. Desfez-se do estúdio em 2002 e entrou em outros projetos de comunicação. Em meados do ano passado, decidiu retornar à música e concretizar o projeto do disco. “Nunca consegui me desligar da música”.

Inspiração

Admirador de David Gilmore (Pink Floyd) e das músicas cubana e africana, Arthur diz que não há algo estático que sirva para inspiração. “A inspiração é um mistério. Tenho impressão que às vezes não parte de mim”.

O músico começou a desvendar o mundo da música ainda criança. Estudou piano, canto e violão. Mas sempre teve um pé na comunicação, e hoje integra a equipe da Navii – Informação Inteligente, uma empresa dedicada à tecnologia e à comunicação web.

O projeto do disco não foi pensado pelo lado comercial, diz o músico. É antes de tudo a manifestação de um dom, na busca da música como processo de cura. São dele todos os temas de “Inhá”. Uma das músicas (Aldebaran) está na programação da Rádio Educadora e na rádio online do Nublog (www.nublog.com.br).

Fonte:  Nublog.com.br

Mais sobre Arthur no blog (www.coisasaudiveis.blogspot.com).

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Em tempo: Bahia em Pauta que desde o começo convive com  o talento do jornalista , sempre soube também do dom musical e da extrema inspiração que Arthur Andrade carrega com ele há anos, presente que ele reservava para poucos mais íntimos. Inhá, seguramente, o revelará para muitos. Sucesso! (VHS).

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set
18

Postado em 18-09-2009 20:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-09-2009 20:13

Serra: atração em Salvador
serra
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No solene salão de conferências da histórica Associação Comercial da Bahia -mais antiga entidade de homens de negócios da América Latina – deu mais gente que as cadeiras disponíveis para o público sentar, durante a palestra do governador de São Paulo, o tucano José Serra.

Baianos de coturno, políticos que chegaram atrasados e até alguns abastados capitães da indústria e do comércio local ouviram de pé, durante mais de uma hora, o bem avaliado nome tucano para a Presidência, em 2010, falar sobre “Perspectiva Econômicas do Estado e do Nordeste”.

Talvez em razão disso tenha chamado mais atenção – e causado bochichos no auditório – a presença do ex-ministro da Industria e Comércio e ex-presidente do Grupo Econômico, o banqueiro Angelo Calmon de Sá. Confortavelmente sentado na linha de frente, na chamada fila do gargarejo na ACB lotada. Ao seu lado, o deputado federal do DEM, ACM Neto, que pareceu meio incomodado quando camêra da TV Bahia, afiliada da Globo, o focalizou ao lado de de Calmon de Sá.

Na fila do fundo, de pé, um contrariado assistente da palestra murmurou: “Na Bahia, como em nenhum lugar, antiguidade é posto”.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

set
18

Postado em 18-09-2009 17:55

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-09-2009 17:55

Aleluia e pré-sal: sopro de lobistas
aleluia
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Deu na Folha Online

Três deputados federais de oposição, um deles José Carlos Aleluia, DEM da Bahia, apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica. As informações constam da reportagem de Ranier Bragon, Fernanda Odilla e Valdo Cruz, na edição impressa da Folha desta sexta-feira, cuja íntegra foi disponibilizada para assinantes do UOL e do jornal.

Além do baiano Aleluia, as propostas foram apresentadas pelos deputados Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR). Segundo a Folha, as emendas “clonadas” eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas (lobistas). Entre as modificações em relação ao projeto do governo está a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.

Segundo Folha Online, “o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), que reúne as principais empresas do setor, confirmou que procurou em Brasília lideranças de oito partidos, entre quarta e ontem, mas negou a autoria das emendas ‘clonadas’, embora o teor coincida com o que o setor defende”, diz a reportagem. No último dia 8, o presidente do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), João Carlos de Luca, afirmou que a exploração dos reservatórios pós-sal localizados nas regiões sujeitas à nova regulação proposta pelo governo para o pré-sal pode ser prejudicada.

Para ele, assinala a Folha, a Petrobras, que será operadora única dos blocos, poderia não ter interesse em explorar um poço com capacidade menor diante de possibilidades mais rentáveis no pré-sal. “O (petróleo do) pré-sal não é definido no projeto. O que é definido é a área do pré-sal”, disse De Luca durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

LEIA INTERGRA NA FOLHA DE S. PAULO
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( Postado por Vitor Hugo Soares, com informação da Folha Online)

set
18

Postado em 18-09-2009 09:31

Arquivado em ( Artigos, Janio) por vitor em 18-09-2009 09:31

Armando: opinião
armando
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CRÔNICA / INCÊNDIOS

FALTA ARMANDO OLIVEIRA

Janio Ferreira Soares

Ando pela noite de um sertão estranhamente frio para dias setembrinos, quando de repente escuto no rádio a voz grave de um locutor anunciando que mais um ônibus foi queimado nas ruas de Salvador. Dessa vez, diz ele com sua voz necessitando de médios, agudos e algumas pitadas de credibilidade, o fato deu-se na Av. Vasco da Gama.

Imediatamente me vem o tempo em que eu acompanhava o campeonato baiano pelas ondas da Rádio Sociedade, e Djalma Costa Lino me orientava quanto ao posicionamento dos times no gramado da Fonte Nova. Paro o carro, coloco um CD da Cor do Som pra rodar e ponho-me a imaginar, não de que lado estão postados os jogadores, mas sim em que direção o vandalismo se deu.

Terá sido no gol do Dique do Tororó, onde a torcida do Bahia explodia em festa quando o tricolor ainda lhe dava motivos? Ou será que foi no sentido da ladeira, onde a galera do Vitória vibrava nas velhas tardes de domingo? Detalhes esportivos a parte, àquela altura pouco importava se as chamas ardiam no azul de Jezebel ou no céu de Calcutá. O importante era tentar traduzir – e, se possível, entender – os sinais contidos nas fumaças que vagavam pelos céus de uma vulnerável e assustada Bahia.

E quando eu pensava que ouviria – ou leria – alguma opinião com a categoria e o bom senso do nosso saudoso Armando Oliveira, eis que surgem alguns comentaristas de ocasião, cada qual tentando puxar a sardinha pro seu lado.

Para a oposição, que no fundo quer mais é que o atual governo também arda em brasas, à culpa é do comandante, inclusive dizendo que violência começa com W, de Wagner. Para a situação, mais uma vez a culpa é da tal herança maldita, que pelo jeito será a eterna pièce de rèsistence governista, uma espécie de Detalhes, que o rei Roberto Carlos sempre puxa da manga pra turbinar seus shows quando as senhorinhas da platéia ameaçam cochilar.

Pra terminar, eu planejava concluir este artigo citando algum autor, de preferência estrangeiro, só pra deixá-lo um tantinho chique. Mas sou mais o estilo Armando. Sendo assim, toca o bonde, motô, pois parece que só queimam marinete.

set
18

Postado em 18-09-2009 09:02

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-09-2009 09:02

Aeroporto de Salvador: fraudes
aeroporto

Deu na Folha de S. Paulo
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O delegado responsável pela operação da Polícia Federal contra as maiores empreiteiras do país, César Hübner, 41, afirma nesta sexta-feira, 18, em entrevista publicada na Folha de S. Paulo, que “já há elementos para indiciar todos os envolvidos” por crimes relacionados à fraude a licitações realizadas pela Infraero, estatal que administra aeroportos brasileiros.

A informação está na reportagem de Andréa Michael (íntegra disponível para assinantes do UOL e da edição impressa da Folha). A operação, segundo Hübner diz na Folha, seria, talvez, a maior da história do país na área de fraude a licitações. Não tinha nome ainda, mas no âmbito interno da PF era chamada de “caso Infraero”. Segundo a reportagem apurou, entre as empresas investigadas estão OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Nielsen e Gautama.

Bahia em Pauta acrescenta; entre os aeroportos, onde foram identificadas fraudes nas licitações das obras de ampliação, está o internacional de Salvador, antigo 2 de Julho.

Na semana passada, Justiça, Ministério Público e Polícia Federal souberam que vazara a decisão judicial da busca e apreensão na casa de investigados. No sábado, a Folha divulgou a gestação da operação. A PF abriu inquérito para apurar o vazamento.

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