nov
07

Postado em 07-11-2009 14:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-11-2009 14:46

Virgílio Gomes;”companheiro Jonas”
virjonas

=======================================================
LUIZ NOVA

CACHOEIRA (BA) – Está em curso, o registro histórico dos 40 anos do assassinato de Carlos Marighella. “Inimigo número um” do regime militar, líder da ALN, destemido combatente das lutas transformadoras. Em Cachoeira – CAHL/UFRB -, dias 12 e 13 de novembro, na mesma perspectiva, acontece o Seminário “Marighella: sem perder a ternura jamais”. O evento tem uma exposição sobre Marighella, gentilmente cedida pelo Carlinhos Marighella. Ele, inclusive, fará um depoimento sobre a sua relação com o pai. Acontecerão ainda duas mesas redondas e a exibição de filmes sobre Marighella.

Há um acréscimo em relação aos demais eventos que merece registro. Em Cachoeira, será destacado, também, Virgílio Gomes da Silva. Companheiro de Marighella, na ALN, Virgílio era nordestino de Sítio Novo, em Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. Menos conhecido do grande público, é o Jonas, do filme O que é isso companheiro?

Preso e morto há 40 anos. Sobre ele, será lançado o livro “Virgílio Gomes da Silva: de retirante a guerrilheiro”, com a presença de Edson Teixeira, um dos autores. O seminário, em Cachoeira, é coordenado pela professora Lucileide Cardoso, da UFRB, e professor Muniz Ferreira, da UFBA.

A importância destes atos é a possibilidade de conhecer a pessoa para além da sua ação principal, a luta política. Digo isso, ressaltando a dimensão política de qualquer personagem histórico. Em particular de Marighella e Virgílio, mesmo reconhecendo, no entanto, que, às vezes, existem aspectos dispensáveis de releituras.

Mas o importante é reacender o ser humano, retirando-o dos estereótipos que os embates políticos impõem aos seus lutadores. É que a política prática e a luta pelo poder, sem as quais não se constrói nenhuma sociedade, são reducionistas e pragmáticas. Apesar de inevitáveis, embotam o brilho inerente à busca do futuro.

Assim, rememorar os lutadores em todas as dimensões é revelar o quanto estas empreitadas foram desenvolvidas na dimensão humana irrecusável, contextualizada historicamente. O revolucionário Marighella era o mesmo poeta Marighella. O revolucionário Virgílio era o mesmo “bóia fria” Virgílio. Representantes humanos, da luta pela dignidade humana.

Já que estamos em fase de rememorar… Vitor, o primeiro contato que tive com a dimensão transcendente de Marighella, foi provocado por você. Na Sucursal do Jornal do Brasil, 1980/81, pautado para uma matéria sobre a derrubada do “Muro da Vergonha”, do Colégio Central da Bahia. O muro cercou o Colégio Central e a Praça Carneiro Ribeiro, que era púbica e foi incorporada à escola, só para esconder as mobilizações estudantis. É onde ficam as quadras esportivas.

Nesta matéria investiguei também os aspectos culturais da irreverência do movimento estudantil do Central. Só “deu” primeira página do Caderno B por causa de sua orientação. Foi aí que conheci a prova de física feita por Marighella, em versos.

Marighella merece as homenagens que recebe. É síntese de todo um tempo e um povo. Ao mesmo tempo, foi poeta e guerrilheiro destemido (“Não tive tempo para ter medo”). Brilhante intelectual e destacado construtor da luta cotidiana, em suas formas mais complexas. Faz bem conhecer a história e toda a sua dimensão humana.

Luiz Nova, jornalista formado pela Escola de Comunicação da UFBA, foi repórter da Radio Jornal do Brasil FM-Salvador e da sucursal do Jornal do Brasil na Bahia. Professor universitário, ensina e faz pesquisas atualmente na Unversidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB)

nov
07

Postado em 07-11-2009 12:57

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-11-2009 12:57

Dilma no congresso do PC do B
Dilma

Nada de lulinha paz e amor. Ontem foi na velha base do “bateu levou” de antigamente. O presidente Lula foi ao congresso nacional do PC do B, em São paulo, acompanhado da sua candidata preferia a presidente em 2010 , ministra Dilma Rousseff, e não perdeu a viagem. Falou durante quase duas horas aos comunistas sobre Dilma como a candidata “que vai poder dar continuidade ao nosso projeto”, e, de quebra, aproveitou para rebater críticas que recebeu esta semana do ex-presidente Fernando Henrique, que tachou seu governo de “neo-peronista” e do cantor Caetano Veloso, que o chamara de “analfabeto e cafona” .

Na resposta, Lula comparou ações do PSDB às de Hitler no tempo do nazismo na Alemanha..

– Eu peguei duas manchetes de jornais hoje. Uma dizia: “Contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste”. Ou seja, é um pouco o que o Hitler dizia para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam – disse Lula para uma multidão de dirigentes, delegados ao congresso e militantes do PCdoB presentes ao encontro na capital paulista.

E não pararam por aí as comparações de Lula: ” O outro presidente pôde ficar três anos estudando na Sorbonne. Eu não. Eu tinha que provar a todo instante que podia governar o país ”

O tiroteio verbal do presidente tinha um alvo principal: seu antecessor Fernando Henrique, que em artigo publicado no GLOBO domingo passado falou em “subperonismo” no governo petista .

– Um intelectual ficar assistindo a um operário que tem o 4º ano primário ganhar tudo o que ele queria ter ganhado e não ganhou por incompetência é muito difícil mesmo – disse Lula, sob aplausos no congresso do PCdoB. – O outro presidente pôde ficar três anos estudando na Sorbonne. Eu não. Eu tinha que provar a todo instante que podia governar o país. Se fracassasse, iríamos levar mais 150 anos para um operário governar novamente este país.

Mas Lula guardou alguns disparos também para Caetano, que o chamou de analfabeto em entreviosta á Folha de S. Paulo: : “Isso é burro”, reagiu o presidente que discursou por 103 minutos e ironizou os que o chamaram de analfabeto:

– Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação. Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. Sei que isso é intragável. O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar.

Sem citar o nome, na fala no congresso do PC do B, Lula voltou a apontar baterias contra o compositor baiano:

– Tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro. A universidade não dá nada disso. A política é uma ciência que exige muito mais inteligência. De qualquer forma, a vida é assim. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura.

Aguarda-se a tréplica.

(Vitor Hugo Soares)

nov
07

Postado em 07-11-2009 11:57

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 07-11-2009 11:57

Deu na Tribuna da Bahia

E porque hoje é sábado o jornalista Ivan de Carvalho aproveita o conselho do poeta Vinícius de Moraes para deixar de lado a política e entrar brevemente na área da medicina para abordar em sua coluna diária na Tribuna da Bahia dois assuntos cujo conhecimento está se disseminando na sociedade, graças principalmente à Internet. O Bahia em Pauta reproduz o texto de Ivan, cuja coluna política pode ser lida todos os dias na edição impressa da TB. Confira.
(VHS)

==========================================
Dr. Luiz Moura: auto-hemoterapia
moura

==================================================

Redescobrindo a medicina

Ivan de Carvalho

Como hoje é sábado, tomo a liberdade de por a política de lado e entrar na área da medicina para abordar brevemente dois assuntos cujo conhecimento está se disseminando ultimamente na sociedade, principalmente graças à Internet e apesar do descrédito e desinteresse da imensa maioria dos profissionais (mas não de todos) da área médica, ao que se soma a viva (vivíssima) reação da indústria farmacêutica.

Quem quiser detalhes sobre esses assuntos pode pesquisar no Google, escrevendo, por exemplo, Cloreto de magnésio Dr. Luiz Moura. Isto será suficiente para o site de pesquisa lhe indicar diversos vídeos com explicações do médico Dr. Luiz Moura a respeito das utilidades do cloreto de magnésio como preventivo para evitar doenças e como meio de remover problemas de saúde já instalados, além, claro, de poderoso e barato desinfetante.

Junto com isso, você encontrará uma antiga técnica médica, a auto-hemoterapia, abandonada a partir da descoberta dos antibióticos, que supostamente a substituem. Mas o Dr. Moura explica que não é bem assim. Diz ele que a ação básica dos antibióticos é de impedir a multiplicação dos microorganismos nocivos, dando a chance para que o sistema imunitário do paciente elimine esses microorganismos. Já a auto-hemoterapia tem função totalmente diversa dos antibióticos – essa técnica combate as infecções reforçando extraordinariamente o sistema imunitário, multiplicando por quatro o número de macrófagos, que são as células do sangue que devoram as bactérias e vírus. Antibióticos e auto-hemoterapia são complementares.

A auto-hemoterapia consiste em retirar sangue de uma veia (10 ml, normalmente) e ato contínuo injetá-lo nos bíceps dos dois braços (5 ml em cada) ou no músculo glúteo (que suporta os 10 ml).

Lugar de sangue é nas artérias, veias e nas quatro cavidades do coração. No músculo o sangue é reconhecido como “corpo estranho” pelo sistema imunitário, que parte para o ataque e num período de oito horas multiplica por quatro o número de macrófagos – de 5 para 20 a 22, permanecendo neste nível mais alto durante cinco dias, voltando gradualmente ao normal nos dois dias seguintes. Pode-se repetir tudo de sete em sete e até de cinco em cinco dias, se necessário. Extremamente reforçado para “comer” o sangue que foi posto no músculo, lugar “errado”, o sistema imunitário torna-se muito mais eficaz contra bactérias, vírus, células pré-neoplásicas ou mesmo neoplásicas e atua com sucesso nas doenças auto-imunes, a exemplo do lúpus, asma e numerosas outras. A auto-hemoterapia e os antibióticos são, evidentemente, complementares. Quanto ao cloreto de magnésio é um regulador do cálcio. Fixa-o onde ele deve estar (nos ossos, por exemplo, combatendo a osteoporose) e retira-o de onde não deve estar – dissolve calcificações nas artérias e veias, cálculos de oxalato de cálcio nos rins e custa uma pechincha nas farmácias.

Há mais. Ainda pretendo voltar ao assunto.

nov
07

Postado em 07-11-2009 10:24

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 07-11-2009 10:24

Anselmo Duarte: inspiração na Bahia
Aduarte
====================================================

================================================

Em consequência do agravamento dos danos causados pelo acidente vascular sofrido recentemente, morreu na madrugada deste sábado (07), em São Paulo, o cineasta Anselmo Duarte. Com 89 anos de idade, o diretor do filme “O Pagador de Promessas”, feito na Bahia e vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, em 1962, estava internado no Hospital das Clínicas desde o dia 27 de outubro.

O estado do diretor era considerado gravíssimo pelos médicos que o atendiam no HC desde que sofreu o AVC (derrame) hemorrágico. A morte, segundo a assessoria do Hospital das Clínicas, ocorreu à 1h30 da madrugada. Natural de Salto, no interior de São Paulo, obteve dupla consagração no cinema brasileiro: como um dos galâs mais populares no tempo da “chanchada” e como diretor reconhecido internacionalmente.

Além de ” O Pagador de Promessas”, inspirado na obra do baiano Dias Gomes, filmado em Salvador, Anselmo Duarte também dirigiu longas como “Absolutamente Certo” (1957), “Um Certo Capitão Rodrigo” (1971) e “O Crime do Zé Bigorna” (1977), entre muitos outros. Pouco antes de sua morte,o diretor foi agraciado com a Ordem do Ipiranga, mais importante honraria concedida pelo governo de São Paulo.

(Postado por Vitor Hugo Soares )

nov
06

Postado em 06-11-2009 23:22

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 06-11-2009 23:22

Memórias de Nery: política e polêmica
SNery
==================================================
ARTIGO DA SEMANA

“O QUE FICOU DO QUE PASSOU”

Vitor Hugo Soares

Na apresentação do livro “Dias Idos e Vividos”, a antologia do escritor José Lins do Rego (publicada in memoriam), uma citação de Goethe veste com perfeição e elegância a figura do escritor nordestino de obra universal: “Eu não tenho feito outra coisa, na vida, que tirar proveito das coisas vividas”.

Difícil achar palavras mais apropriadas para iniciar este artigo sobre dois assuntos vinculados entre si e que calam fundo na formação e nos sentimentos do autor destas linhas: o aniversário do “Diário de Pernambuco”, o mais antigo jornal da América Latina, neste sábado, 07; e o lançamento nacional de “A Nuvem – O que ficou do que passou” , livro de memórias do jornalista baiano Sebastião Nery, na segunda-feira, 9, em Recife – um explosivo e denso depoimento político e pessoal. “Espremi minha vida”, confessou Nery esta semana, em reveladora e polêmica entrevista à revista digital Terra Magazine.

“Os dois eventos fazem Recife ferver nestes dias quentes de pré-verão”, informam amigos queridos que conservo na Veneza Brasileira, em telefonemas generosamente convidativos. É quase certo que o aniversário do DP e o livro de Nery farão ferver também a política nacional nestes e nos próximos dias: de Salvador a Brasília e Minas, e do Rio a São Paulo.

Desde o começo desta semana, quando li a entrevista do veterano jornalista Sebastião Nery ao jovem repórter Claudio Leal (baiano de Itapagipe), bateu uma vontade danada de voltar e estar na capital pernambucana. Vontade tão intensa quanto a que experimenta nos tempos de infância e juventude. Então viajava léguas para brincar nos carnavais de Capiba e Nelson Ferreira.

O fato é que conservo marcas profundas de quem nasceu em uma cidade da margem baiana do Rio São Francisco (Abaré), a poucos quilômetros da pernambucana Cabrobó, marco zero das obras de engenharia do faraônico, bilionário e polêmico projeto de transposição das águas do rio, tocada pelo governo Lula, que há poucos dias andou por lá “fiscalizando”, com a ministra Dilma Rousseff debaixo do braço..

Bem perto fica também a cidade de Santo Antonio da Glória, pertinho dos rugidos da cachoeira de Paulo Afonso. Em Glória, no tempo da construção da primeira grande hidrelétrica da CHESF no Nordeste, passei os melhores anos da infância, olhando para Pernambuco, na outra beira do rio. Acordava diariamente com a casa da família sintonizada na Rádio Jornal do Comércio “falando para o mundo”. Notícias de Miguel Arraes, de Agamenon Magalhães, de Francisco Julião, de Cid Sampaio, das grandes pelejas eleitorais para governador do Estado ou presidente da República.

Depois vinham os frevos de Capiba, os baiões geniais de Luiz Gonzaga, o relato dos fatos do dia na polícia e na política, os casos da gente elegante e na “última moda do “Ricife”. Chegava também da margem oposta do Velho Chico, o Diário de Pernambuco, jornal aguardado na cidade com tanta expectativa quanto o exemplar semanal da revista O Cruzeiro, também dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, como o DP, que vinha do Rio de Janeiro para a casa de Seu Mendes, o distribuidor local.

Neste sábado, o Diário de Pernambuco, idealizado pelo comendador Antonio José de Miranda Falcão, festeja 184 anos de vida e presença marcantes, com merecida pompa e circunstância. O mais antigo jornal da América Latina – foi fundado a 7 de novembro de 1825 -, é um exemplo raro de longevidade e coerência com a sua história e os princípios liberais que sempre defendeu.

O DP – constato agora – não parou no tempo nem dormiu enquanto os fatos e as mudanças no mundo e no Brasil passavam em sua porta, como fizeram grandes jornais do passado, hoje mortos e enterrados, ou quase moribundos. Atualizou-se sempre, “sendo esse constante empenho um dos trunfos de sua longa vida”, leio em sua edição on-line. Dispõe atualmente de um dos mais avançados parques gráficos do País e ostenta ainda outro importante título: é a mais antiga publicação do mundo editada em língua portuguesa, segundo informa o seu site na Web.

De ponta a ponta exibe uma história fascinante de lutas, erros e acertos na construção de um jornal que faz 184 anos, e caminha com passos firmes para festejar os 200. Pernambuco tem motivos de sobras para ferver e frevar neste aniversário de seu diário. E a Bahia vai estar bem representada na festa.

Na segunda-feira, 09, em Recife, Nery lançará como parte das comemorações, “A Nuvem – O que ficou do que passou” (Geração Editorial), o livro que – como assinala Terra Magazine na apresentação da entrevista de dos mais polêmicos jornalistas do País – condensa 50 anos de vida profissional e política. A aventura se inicia no internato de seminarista, na Bahia, e se estende até os anos 90.

“Nesse rastro de evocações”, surgem os presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, os ditadores do regime militar, Tancredo Neves, José Sarney e Fernando Collor. Além da drástica e dramática narrativa do rompimento com Leonel Brizola, quando o gaúcho o colocou diante de um dilema impensável para Nery, que acumulava sua atividade jornalística com a de combativo e combatido deputado federal: largar o jornalismo para permanecer em um dos cargos de comando nacional do PDT de Brizola, que o baiano então ocupava.

E mais não conto para não tirar a graça e quebrar o suspense. Quem desejar saber mais leia o livro ou vá à festa do Diário de Pernambuco, para beber diretamente da fonte. Agora o que faço é uma saudação comovida ao DP, “madeira que cupim não rói”, como o bloco do Recife cantado no frevo lendário de Capiba.

Bravo!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
06

Postado em 06-11-2009 22:25

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 06-11-2009 22:25


===================================================

Gilson Nogueira manda recado do Rio de Janeiro para este editor do Bahia em Pauta:

Caro Vitor: não há como ficar sem enviar da Capital da Bossa, à Rádio BP, um recado musical para alegrar o final de semana dos seus ouvintes. Portanto, sob calor intenso do Rio de todos os encantos,lembrando o tempo em que produzi, no final dos anos 1960, em uma emissora de rádio AM de Salvador, um programa diário, de meia hora, centrado na Bossa Nova, sugiro-lhe mandar ver com Estamos Aí!
Essa música, amigo, do saudoso Durval Ferreira, servia de característica daquele programa, que, até hoje, é lembrado como uma das melhores experiências do gênero na radiofonia soteropolitana. O tempo passa e a vontade de voltar a produzí-lo e a apresentá-lo é grande – e vai ficando. Quem sabe, um dia, na Rádio BP FM, o colabaorador do Bahia em Pauta não volte a dizer: ” Está entrando no ar um programa em tempo de homem na lua!”
Feliz Bossa Nova, para você e para todos os que curtem uma batida
diferente. Durval Ferreira, lá de cima, nos ouve e brinda com a gente a perenidade da BN.
================================================
Gilson: Bahia em Pauta vibra, feliz, com a sua ideia de retomar o programa nas ondas sonoras da BP FM . Quem sabe! Cristo Rerdentor o ouça. E nos ajude a realizar este sonho. Grato mais uma vez pela bela sugestão musical para o fim de semana de nossos queridos ouvintes.VHS)

nov
06

Postado em 06-11-2009 21:04

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-11-2009 21:04

“E o bandido?”, pergunta Protógenes
proqueiroz
=================================================

Deu em Terra Magazine ( http:// terramagazine.terra.com.br )

Claudio Leal

O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB) afirma que recebeu, por telefone, a informação de que será exonerado da Polícia Federal na próxima segunda-feira. O responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, foi avisado por um colega da PF. Sua esposa também foi avisada num telefonema.

Em rápida entrevista a Terra Magazine, Protógenes reage:

– É um ato de tirania da cúpula da Polícia Federal contra a democracia. O verdadeiro bandido, o banqueiro bandido, está solto, com a proteção de alguns agentes público, que deram decisões favoráveis. Enquanto isso, o agente público que o investigou e prendeu está fora dos quadros dos serviços públicos. Este é o Brasil de hoje. Até o presidente Lula já admitiu que o Estado brasileiro falhou no combate às drogas e à corrupção – diz o delegado.

Protógenes avalia que é um “processo injusto”. “Vou tentar recompor meu prejuízo. Além do constrangimento, é assédio moral. Vou tentar recorrer pelas vias judiciais.”

Terra Magazine

nov
06

Postado em 06-11-2009 19:13

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 06-11-2009 19:13

Burgos:”ânsia renovadora e libertária”
Burgos
==============================================

MEMÓRIAS, ESPANTOS E SAUDADES

Claudio Leal

Morre Magno Burgos. Memórias, espantos e saudades. Por ora, recupero uma lúcida análise do amigo, da época da transição democrática. Para aqueles que o conheceram e os que não saborearam sua lucidez derramada em uísques e cafés, mas nunca turvada pelo cigarro, segue o texto que talvez tenha sido o preferido do nosso guru. Escrito no calor dos revanchismos e das pazes finais (definitivas?) da ditadura militar.

Em 12 de agosto de 1979, o jornalista Tarso de Castro republicou esse artigo de Magno sobre a Anistia no lendário Folhetim, da Folha de S. Paulo. A pedido do romancista e ex-editor-chefe da Tribuna da Bahia, João Ubaldo Ribeiro, Tarso introduziu o texto na edição especial às vésperas da votação no Congresso.

No arquivo da Folha, em São Paulo, tirei uma cópia da página do caderno cultural, dividida por Ubaldo e Magno: “Um ato de coragem. De generosa coragem”. Belo desfile de erudição e equilíbrio, palavras que se projetam para o Brasil contemporâneo, quando se discute os limites da anistia a torturadores. A seguir, a apresentação de Tarso e o artigo de Magno. (Claudio Leal, jornalista, para Bahia em Pauta))

================================================

“Na terça-feira, dia 7, o jornal ‘Tribuna da Bahia’ trazia um artigo do seu comentarista econômico Magno Burgos, em que ele surpreendia os leitores ao deixar de lado o emaranhado de temas que envolve a sua área para se debruçar sobre a questão da Anistia. Apesar de concluir, logo no início, que é ‘mais fácil lutar pela anistia ampla geral e irrestrita, do que escrever sobre ela, porque muitos já o fizeram, praticamente esgotando o assunto, com talento e muito amor’, Magno Burgos acrescenta em seu artigo ‘Conviveram em democracia’, uma contribuição lúcida e apaixonada à análise do tema. Comovido, João Ubaldo Ribeiro passou a mão na tesoura e enviou para o Folhetim, o artigo de Magno Burgos. E nós o transcrevemos aqui em seus principais tópicos. Tem razão o João Ubaldo. Nosso leitor deve tomar conhecimento dessa contribuição do Magno Burgos, justo no momento em que está nas mãos do Congresso a decisão de uma Anistia sem adjetivos, que ajude esta Nação a reencontrar-se com a sua história.”

=====================================================

Conviveram em democracia

Por Magno Burgos

A luta pela anistia é incessante ao longo da História. Desde o seu etmo “Amnestia” (esquecimento) do fecundo gênio grego, no arcontado de Solon, às lutas do CBA no Brasil de hoje, o homem agitou-se movido pela ânsia renovadora e libertária, em face das idéias dominantes. Por isso, em todas as épocas e em todos os meios, os lutadores pela anistia dos vencidos desses embates, escreveram páginas de heroísmo e desenvolveram a teoria do esquecimento do delito político, deixando à História o julgamento dos acontecimentos e dos personagens.

Muitas vezes, no rolar do tempo, o julgado, o penalizado, o bandido torna-se o herói perante a História. Outras tantas, as idéias que produziram mártires, quando triunfantes, produzem vítimas.

Ser cristão era crime hediondo no tempo dos césares e pagava-se na arena com a vida. Já na Idade Média, não ser cristão era crime igualmente hediondo e pagava-se com a vida nos tribunais da Inquisição.

Esta tem sido a dolorosa contingência da vida em sociedade.

No Brasil, não tem sido diferente. Somos herdeiros de uma história pontilhada de lutas fratricidas pela disputa do poder político, culminando todas, passada a refrega, pela anistia ampla, geral e irrestrita.

Assim, no Império, foram anistiados os Cabanos, os Balaios, os Farrapos, os Praieiros etc. Na república sucedem-se as anistias desde 1892, que completam uma série de dez ou doze, incluindo Aragarças e Jacareacanga.

Destaque-se para glória do homem brasileiro, que todas foram amplas, gerais e irrestritas, porque alcançavam todos os delitos políticos, todos os condenados, procurados e exilados, sem qualquer restrição ao exercício e às vantagens da atividade anterior, quer militar quer civil.

Tanto assim que exercitando a anistia, esta Pátria levou à Câmara, ao Senado, ao Ministério do Exército, aos Governos de Estados e até à Presidência da República, cidadãos anistiados como: Euclides Figueiredo (2 vezes), Filinto Muller, Estilac Leal, Octávio Mangabeira e Gaspar Dutra.

Isto demonstra, que na melhor tradição brasileira, os caminhos do poder político passam pelos cárceres, pelo exílio e pela anistia.

Vai daí, a anistia agora proposta pelo general Figueiredo é indigna da tradição que por duas vezes anistiou o seu pai. É mesquinha e covarde porque nem tudo esquece e nada repara. Por ela seu pai não seria deputado, nem Gaspar Dutra presidente da República.

Os jovens que empunharam armas, assaltaram bancos e mataram e morreram, o fizeram contra um Governo violento e ilegítimo, que seqüestrou, torturou e negou o habeas-corpus.

Tanto é crime seqüestrar um embaixador quanto um cidadão comum, não importa se o autor foi um jovem desesperado ou um Governo arbitrário.

A guerrilha urbana, que deixou um saldo de mortos e feridos, foi uma resposta à violência institucionalizada. Talvez ingênua, talvez intempestiva, mas sem dúvida heróica e essencialmente política.

O conceito universal de terrorismo que se aplica às Brigadas Vermelhas, não é o mesmo para a OLP nem seria meses atrás para os sandinistas hoje juízes dos seus algozes.

Com efeito, as Brigadas Vermelhas atuam numa sociedade livre, sem qualquer restrição ao pensamento ou à atividade política, ao contrário do que ocorria no Brasil onde tudo era proibido pela repressão, inclusive pensar e discordar.

Mais do que pragmático, hipócrita e frágil, o regime político que reconhece a OLP e nega anistia aos jovens que a ele resistiram a pretexto de haverem cometido crime de sangue. Não que seja incorreto o reconhecimento da OLP mas, enquanto não for concedida internamente a anistia ampla, geral e irrestrita, o gesto não será mais do que uma barganha imoral, indigna do povo brasileiro e dos combatentes palestinos.

Rui Barbosa, combatendo uma proposta de anistia restritiva, do alto do seu saber jurídico chamou-a de “anistia inversa e penal”.

Isto quer dizer que em anistia não há meio termo. Ou é ampla, geral e irrestrita ou é um instrumento punitivo.

A anistia, como reclama a Nação brasileira, jamais será uma dádiva. Em qualquer circunstância será sempre um ato de coragem. De generosa coragem.

Se o Congresso assim o entender e num gesto de grandeza transformá-la em ampla, geral e irrestrita, dele poderemos dizer como Tucídides, o grande historiador grego, escreveu sobre os estadistas de sua pátria: “Eles esqueceram e daí avante conviveram em democracia”.

(Magno Burgos – Transcrito da “Tribuna da Bahia” de 7/08/79).

nov
06

Postado em 06-11-2009 11:50

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 06-11-2009 11:50


===================================================
MARIA OLÍVIA

Naquela mesa está faltando ele

A notícia pegou os incontáveis amigos do nosso querido Magno Burgos no contra-pé, como se diz no popular. Esse santamarense querido, grande militante político nos deixou na madrugada desta sexta-feira, 6 de novembro, aos oitentinha bem vividos. O corpo será sepultado às 16.30h de hoje, no cemitério do Campo Santo, bairro da Federação.

Magno Burgos foi um dos mais aguerridos e combativos militantes na luta pela redemocratização do país, antes e após o golpe militar de 64. Ele foi vereador por Londrina, no Paraná pelo antigo- é bom destacar – PTB (antes do golpe de 64). Magueu, como era tratado carinhosamente por amigos e familiares, foi preso, viveu na clandestinidade e participou da construção do MDB ao lado de personalidades históricas, a exemplo de Chico Pinto, Luís Leal, Romulo Almeida e tantos e tantos outros. Vale, a título de informação, ressaltar que Magno, assim que deixou a prisão política, a famosa Galeria F na Penitenciária Lemos Brito, se dirigiu à sede do MDB para se filiar. Nunca, em tempo algum, ele se omitiu, sempre teve lado.

-Guru de todos nós (a lembrança é do jornalista Cláudio Leal), era assim que o não menos saudoso Armando Oliveira se referia a ele, seu grande amigo e companheiro de papo e de copo. Magno também era o “guru” de Luís Leal, Waldir Pires, Guerra Lima, Barretinho, Sérgio Gaudenzzi, Emiliano José, Carlos Sarno, Zanette, Macarrão, Carlos Meireles, entre uma legião de companheiros de uma vida inteira.

Era também, mais recentemente, guru do chamado “senadinho” do Shopping Barra – ponte de encontro de grupo de amigos, que se reúne diariamente naquele espaço para bater papo. Magno era o presidente do “senadinho”, por honra e mérito.Ele foi funcionário do Instituto Brasileiro do Café (IBC), por onde se aposentou, e, no governo Waldir Pires, trabalhou na Empresa Gráfica da Bahia (EGBA), também assinou coluna política/econômica no Jornal Tribuna da Bahia, na década de 70.

Boemio, inclusive no período em que morou no Sul do país era frequentador da Boate dos Coroas, em Porto Alegre, de propriedade de Lupicínio Rodrigues – Magueu tomou todas ao seu lado, uma glória! São tantas as lembranças, mas estou muito emocionada e triste, não dá para dizer mais nada.

Nas palavras de Sérgio Bittencourt, em homenagem memorável ao seu pai Jacob do Bandolim, encerro essas linhas: “Eu não sabia que doia tanto uma mesa no canto… Naquela mesa tá faltando Seu Magno, e a saudade dele está doendo em todos nós. Como era petista convicto e apaixonado, mais uma estrela brilha no firmamento.
Convido a todos para seu sepultamento que será realizado às 16h30min de hoje, no Cemitério do Campo Santo, na Federação.

(Maria Olívia é jornalista, colaboradora do Bahia em Pauta, que também está de luto com a morte de Magno Burgos).

nov
06

Postado em 06-11-2009 09:54

Arquivado em ( Artigos, Multimídia, Vitor) por vitor em 06-11-2009 09:54


==================================================
Lima: sucesso no You Tube e Angola
rlima

A música para começar o dia nesta sexta-feira, 6, no Bahia em Pauta, é “Canto à Alfabetização” , sucesso em Luanda e que está bombando entre os clips do You Tube, com cotação de cinco estrelas. A canção vem de Angola, na África. O autor, porém, é de um baiano da gema, Raimundo Lima ( que os angolanos chama de Raimondo), nascido em Feira de de Santana, mas que Salvador inteira conhece e admira, em especial a gente ligada ao jornalismo, à música , à cultura e à educação.

Do jornalista Raimundo Mazzei, que está em Luanda, recebemos uma cópia do clip e informações preciosas sobre o sucesso, que já foi apresentado, recebeu elogios e aplausos até em paris. Diz Mazzei:

” Primeiro, a música estourou em Angola, onde praticamente todos os adultos e crianças a conhecem, em função de uma campanha que o governo angolano fez, no ano passado, em rádio e TV. O “Canto à Alfabetização”, composto pelo jornalista baiano Raimondo Lima, foi até motivo de elogio escrito do presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao Ministério da Educação de Angola pelo lançamento da música em clip.

Depois, este ano, o sucesso foi tão grande no Encontro de Educação de África, no Quênia, que, em função da ovação que a canção recebeu, o governo decidiu levar para exibir em Paris, no encontro da Unesco, aí já com traduções para Inglês e Francês. Lá, o hino contra a analfabetismo foi exibido em 6 de outubro, tendo empolgado a plateia, segundo o ministro António Burity da Silva.

No YouTube, a música está cotada como 5 estrelas e já foi acessada por mais de 3 mil pessoas. Vale ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=jFSfMv2K-iE

O autor está em Angola há oito anos e é presidente do Grupo Empresarial Aldeia. O canto e o videoclip foram gravados por dez famosos cantores angolanos e oferecido ao PAAE – Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar pela empresa Aldeia Global, que assessora o Ministério da Educação, através da Direcção Nacional para o Ensino Geral. A directora da área, Luísa Grilo, é outra entusiasta da música e de sua função no processo, “como aglutinador de mentes nessa luta sem tréguas contra o analfabetismo”.

Um acrescimo final do BP: Raimundo Lima, o Raimondo dos angolanos, é jornalista de primeira linha e já foi considerado um dos melhores jornalistas econômicos do país, antes de mudar-se para Angola. Ex-presidente do Sindicato dos jornalistas da Bahia, trabalho nas sucursais de O Globo, do Jornal do Brasil, e foi editor-chefe da Tribuna da Bahia.Agora Raimundo é revelação na música. Confira.

(Vitor Hugo Soares, com informações do jornalista Raimundo Mazzei, de Luanda)

  • Arquivos

  • junho 2019
    S T Q Q S S D
    « maio    
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930