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Postado em 17-08-2009 22:20

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 17-08-2009 22:20

Geddel: elogios a Lula estocadas em Wagner
gelula
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ARTIGO / POLÍTICA

COBRA DE DUAS CABECAS

Rosane Santana

Daqui de Boston, onde passo uma temporada de estudos, costumo me surpreender ao acessar os sites baianos de notícia e dar gargalhadas solitárias em frente do computador. Sorry, ou melhor, desculpem-me, mas uma das personagens que mais me fazem rir não é nenhum humorista ou ator baiano, o talentoso Franklin Menezes, por exemplo, mas sua excelência o ministro da Integracão Nacional, Geddel Vieira Lima.

Desde que alçado ao estrelato pelo presidente Lula, que o fez ministro da Integração Nacional (com o aval do governador Jacques Wagner), em retribuição ao papel desempenhado na adesão de uma ala do PMDB ao governo federal, Geddel não para de produzir fatos risíveis.

Sim, porque o ministro que já foi chamado de “percevejo de gabinete” pelo ex-presidente Itamar Franco”, por sua incrível capacidade de mobilização nos bastidores de Brasília, o que lhe valeu, inclusive, absolvição na CPI dos Anões, em 1992, vive a alardear – Laus in ore proprio villescit, elogio de boca propria é vitupério– desapego a cargos públicos e seu compromisso com uma política de princípios. Agora atribui aos novos aliados do governo Jacques Wagner a alcunha de “cobra de duas cabeças”. Sinal de que está incomodado e, por quê?

A publicidade e o marketing, que por dever de ofício vivem de metonímias, têm lá suas razões e poder considerável na política, mesmo aqui nos Estados Unidos, como enfatiza o historiador americano John Lukacs. Imaginem os senhores, num País onde os índices de leitura sao baixíssimos, já nem digo de analfabetismo, porque é repetir o que todo mundo já sabe. Mas nao cabe ao jornalismo reproduzir inocentemente certas bobagens.

Geddel Vieira Lima é um jovem que nasceu e se criou em uma oligarquia nordestina, os Vieira Lima. Sua trajetória política é incompatível com a imagem de modernidade política, que deseja construir. Ele é filho legítimo da política clientelista, oligárquica e mandonista. E é mantido ainda no cargo de ministro por essas circunstâncias que fazem a política uma ação mais pragmática, não confundam, por favor, com programática.

É, entre os politicos baianos, ja disse certa vez, o que melhor encarna o estilo carlista, escola onde iniciou os primeiros passos da vida pública e por muito tempo atuou. Isso pode explicar, inclusive, as constantes desavenças entre ele e o ex-senador ACM, uma vez que este, todo mundo sabe, não admitia concorrentes em seus círculos. E é, por isso mesmo, que a maioria dos carlistas desejam o seu apoio, mas o vêem com certa suspeição, fato que leva a especulações sobre sua volta futura ao governo Wagner.

Por ora, enquanto exalta a ministra e candidata Dilma Rousseff e também o presidente Lula, Geddel estoca o governador Jacques Wagner, que resistiu a apoiar a reeleição de João Henrique, seu candidato, em Salvador, fazendo antítese ao avanço do ministro sobre o espólio carlista nos municípios baianos.

Faz oposição ao governo do estado, mas deseja manter intacta a aliança com o governo federal ( e o cargo de ministro, por “princípio”, está claro) o mesmo que desmantelou o esquema de poder carlista levando Jaques Wagner a uma vitória no primeiro turno. Até quando? Até ficar claro se a candidata de Lula, Dilma Rousseff, terá fôlego para chegar a presidência da República. Ou, podemos vê-lo, ele e os seguidores, empunhando a bandeira do meio ambiente de Marina, ou da ética na política de Heloísa Helena.

E, afinal, quem é a cobra de duas cabeças ministro?

Rosane Santana é jornalista e estuda Política, Educação e Meio Ambiente na Universidade de Harvard (EUA).

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17

Postado em 17-08-2009 17:40

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-08-2009 17:40

Mesa e plenário de pé por Caymmi

especial
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Sotaque baiano e participação brasileira no planalto central marcaram na manhã desta segunda-feira, em Brasília, a sessão especial da Câmara dos Deputados em tributo ao compositor Dorival Caymmi, cujo primeiro aniversário de morte foi neste domingo, 16. Aberta com a interpretação de “Vatapá”, pelo Coral do Congresso, que encantou e fez cantar junto o plenário e a mesa, a sessão teve a presença da primeira dama, Fátima Mendonça, que representou o governador Jaques Wagner e aindfa levou uma mensagem especial do presidente Luis Inácio Lula da Silva para a cerimônia.

O presidente Lula, pernambucano de nascimento, criado em São Paulo, mas que em suas passagens frequentes pela Bahia costuma afirmar de público em tom espiritualista que em alguma etapa de sua vida foi baiano, disse em sua mensagem: “Caymmi foi e ainda é muito impoertante para a imagem da Bahia, pois retratou em suas canções as peculiaridades da nossa terra com uma riqueza muito grande”

A sessão especial foi proposta pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA), cuja fala de saudação ao homenageado foi considerada pelo deputado do PMDB cearense, Mauro Benevides, que presidiu a sessão em seu início, “muito mais que um simples discurso parlamentar, um documento emocionante e profundo sobre a vida e a obra musical e artistica de Caymmi, que, nos anais desta Casa, poderá ser consultado a qualquer tempo”.

Em seu de hoje, a deputada Lídice da Mata destacou a primeira homenagem feita a Caymmi, à época em que ela era vereadora em Salvador. “Naquela ocasião concedemos a Comenda Thomé de Souza ao compositor”, ressalta.

A parlamentar ainda leu textos sobre a trajetória de Caymmi, escritos por diferentes autores como os jornalistas Claudio Leal e João Carlos Teixeira Gomes, além de Antonio Risério e Stella Caymmi, neta do compositor.

INTÉRPRETE DA BAHIA – Também presente à solenidade, o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, afirmou que Caymmi contribuiu para que o estado se tornasse “um produto lítero-musical” no Brasil e no mundo. “Ele foi um músico interpretou a Bahia e que encantou a todos os que conheceram a sua obra”, disse.

Além dos baianos presentes, parlamentares de outros estados também evidenciaram a importância do artista que cantou o mar e a beleza do povo da “boa terra”. Mauro Benevides (PMDB-CE) afirmou que as mais de 100 composições de Caymmi foram todas musicalmente sofisticadas. Já Rodrigo Rolemberg (PSB-DF) disse que a obra do compositor baiano é eterna.

Também estiveram presentes na sessão especial, o chefe de gabinete do governador Jaques Wagner, Fernando Schimidt e o diretor-geral do Irdeb, Póla Ribeiro.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

ago
17

Postado em 17-08-2009 14:11

Arquivado em ( Charges, Multimídia) por vitor em 17-08-2009 14:11

gilson

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Postado em 17-08-2009 13:59

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-08-2009 13:59

Record x Globo: domingo sem trégua
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Deu no IG

O portal IG postou nesta segunda-feira (17) matéria jornalística assinada pelo repórter Maurício Stycer, sobre a dura reação da Rede Record em seu horário nobre de domingo, em defesa do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, acusado em ação do Ministério Público de São Paulo de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outro crime. Na defesa da IURD, a Record concentrou suas batérias ontem contra a Rede Globo e o promotor que relatou a ação, acusado de manter relações com a juzia da Vara onde a denúncia foi impetrada.

Segundo o texto do reporter especial do IG , a Igreja Universal do Reino de Deus adotou uma estratégia tão inteligente quanto arriscada em resposta à esta ação do Ministério Público de São Paulo, que acusa o seu fundador e outros oito dirigentes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, entre outros crimes graves.

A IURD entendeu que a melhor defesa no front público é o ataque. Dessa forma, no lugar de responder às acusações, esforça-se em explicar a suposta causa das denúncias. Por meio de seu braço de mídia, a Rede Record, concentra-se em um alvo principal, a Rede Globo – e desde o domingo (16) também ataca um dos quatro promotores do caso – analisa o IG.

Ó texto de Stycer assinala ainda que embora a primeira reportagem sobre a recente denúncia do MP tenha sido publicada na “Folha de S.Paulo” e outras informações sobre o caso tenham merecido generoso destaque em “O Estado de S.Paulo” e na “Veja”, a IURD mira abertamente apenas a Globo, neste momento.

Aos espectadores da Record, a igreja esforça-se em caracterizar os problemas que enfrenta na Justiça como resultado tanto do seu sucesso como instituição religiosa quanto do progresso da emissora. Ambas são medidas por um mesmo critério de mercado – de um lado, o crescimento do número de fiéis e templos; de outro, a subida da audiência. “De caráter nitidamente publicitário, essa operação funde igreja e emissora numa coisa só, iguala fiéis e espectadores e transforma todos em vítimas da Globo”, opina o repórter na matéria publçicada no IG.

Segundo analisa Maurício Stycer, “não deixa de ser curioso que, em seu ataque, a igreja rememore pecados clássicos da Globo, como a edição enviesada do debate entre Collor e Lula em 1989 e a cobertura envergonhada do comício das Diretas, na praça da Sé, em 1984”.

A manipulação ocorrida nos dois eventos é muito semelhante à operação que visa convencer o espectador que a IURD e a Record são alvo da Globo por conta do crescimento de ambas.

O risco desta estratégia é referendar, junto ao próprio público, aos seus funcionários e para a sociedade, o que inclui os seus anunciantes, a ideia de que a Record é apenas um braço a serviço da IURD. Além dos problemas legais que essa associação representa, a consolidação de uma ideia de “tevê do bispo” pode, no médio prazo, colocar a perder o projeto de transformar a emissora num “player” competitivo em um mercado que vê com bons olhos a necessidade de mais concorrência na televisão brasileira , comenta o portal IG.

LEIA INTEGRA DA REPORTAGEM SOBRE A GUERRA SANTA NA TV NO PORTAL IG (www.ig.com.br)

ago
17

Postado em 17-08-2009 10:50

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 17-08-2009 10:50

Mulheres brasileiras: Marina…
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…Heloisa…
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…e Dilma
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DEU NO PORTAL YAHOO

O ano de 2010 poderá ser o ano das mulheres presidenciáveis no Brasil, diz artigo publicado no site do jornal espanhol “El País” deste domingo, 16. De acordo com a reportagem, será a primeira vez nos últimos 20 anos em que Lula não será candidato, porém, três mulheres, de três partidos diferentes poderão lutar pelo cargo de presidente do Brasil: Dilma Roussef, do PT e pré-candidata de Lula; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e que poderá abandonar o PT nos próximos dias para ingressar no Partido Verde (PV); e Heloísa Helena, que em 1998 foi expulsa do PT e hoje é líder do PSOL.

O jornal lembra que Dilma ainda não é a candidata oficial do partido, mas que todos no Brasil já dão como certa na candidatura. Atual ministra da Casa Civil, Dilma lutou contra a ditadura militar, período em que foi torturada e pertenceu a um grupo guerrilheiro, do qual participaram vários ministros do atual governo do presidente Lula, diz o jornal. O “El País” lembra ainda que a ministra enfrenta um câncer no sistema linfático, mas que o próprio Lula já disse que isso não será um obstáculo para sua candidatura e que o Brasil precisa de exemplos de força e coragem.

Por ora, Dilma, considerada uma gestora dura e exigente, aparece nas sondagens com apenas 20% dos votos, mas o apoio e a popularidade de Lula farão com que ela cresça quando seu nome for oficializado, prossegue a reportagem. No entanto, o PT teria manifestado o desejo de um nome com maiores raízes com sua militância, mas Lula considera que uma mulher garantirá o eleitorado feminino.

Outra mulher que se prepara para disputar as eleições presidenciais – e poderá ser a grande surpresa, segundo o “El País” – é a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina Silva, ecologista convicta, política austera, de origem pobre e de uma família de trabalhadores rurais que atuavam na extração da borracha e que aprendeu a ler e escrever aos 14 anos, de acordo com o jornal. Apesar de sua amizade pessoal com Lula, Marina teve que deixar o governo por causa de sua intransigência em relação ao meio ambiente. Ela não se curvou aos compromissos cobrados pelos lobbys que vinham do Congresso.

Segundo o “El País”, a expectativa é de que Marina Silva anuncie esta semana sua decisão de abandonar o PT para ingressar no PV e disputar as eleições. Por enquanto, um movimento social criou na internet uma página que apoia sua candidatura (marinasilvapresidente.ning.com). É um movimento que não está ligado a nenhum partido político, mas que apoia sobretudo o Partido Verde, diz o periódico.

Esquerda

A terceira possível candidata é Heloísa Helena, que já disputou as eleições presidenciais em 2006, apresentando bons resultados e conseguindo 15 milhões de votos. Ela é fundadora do PSOL, nascido a partir de sua expulsão e de outros membros do PT, por terem votado contra o governo no plano de reforma da previdência. Com isso, Heloísa Helena e seu partido se colocaram em uma posição ainda mais à esquerda do PT, ressalta o “El País”.

Para o jornal espanhol, a presença dessas três mulheres nas eleições sem Lula dará não apenas um tom feminino à disputa presidencial, mas poderá afetar de forma importante o equilíbrio político no País, especialmente no segundo turno das eleições. Três mulheres e três candidaturas que poderão tirar o sono de mais de um político. As três já foram do PT.
Mas apenas Dilma restou.

(Notícia postada no portal Yahoo e sugerida a Bahia em Pauta pela jornalista e escritora Aparecida Torneros, autora de “A Mulher Necessária”, que mora no Rio de Janeiro)

ago
17

Postado em 17-08-2009 10:12

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 17-08-2009 10:12


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A música para começar o dia nesta segunda-feira, 17, tem ginga, molejo e sotaque jamaicano, como Usain Bolt, o fenômeno humano da velocidade e da alegria nas pistas de atletismo, seja nos jogos olímpicos de Pequim, seja nas disputa do Mundial, em Berlim, como alemães e gente do mundo inteiro viram, com assombro, neste domingo. Em tributo ao jamaicano Bolt, o video de Reggae Night, na interpretação imbatível de Jimmy Cliff, um jamaicano com jeito e sotaque baiano. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 16-08-2009 19:43

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 16-08-2009 19:43

Usain Bolt: espanto em Berlim
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Usain Bolt é sem dúvidas o homem mais rápido do mundo. O jamaicano conquistou a medalha de ouro na final dos 100 metros nos Mundiais de atletismo com um recorde mundial: 9,58 segundos, bem abaixo dos 9,69s que obteve nos Jogos Olímpicos de Pequkm 2008.

Bolt, tricampeão olímpico (100m, 200m e 4x100m), mostrou superioridade clara sobre o norte-americano Tyson Gay (9,71), segundo classificado, e o seu compatriota Asafa Powell (9,84s), medalha de ouro.

Daniel Bailey, de Antigua, foi quarto classificado (9,93s), à frente do vice-campeão olímpico Richard Thompson, de Trindade e Tobago. O britânico Dwain Chambers, único europeu na corrida, foi sexto (10,00s).

(Vitor Hugo Soares, com ABÇ, de Madri e DN, de Lisboa)

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Postado em 16-08-2009 18:57

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 16-08-2009 18:57


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E para terminar este 16 de agosto de saudades, no primeiro ano sem Dorival, o Bahia em Pauta trax mais Caymmi para seus leitores e ouvintes. Neste vídeo, também da lavra de preciosidades recolhidas pelo jornalista e colaborador deste site-blog, Claudio Leal, o baiano eterno esta acompanhado de dois outros mestres da nossa música: Silvio Caldas e Roberto Carlos. Bahia, Brasil e beleza por todo canto neste preito de recordação. Confira.
(Vitor Hugo Soares, com agradecimentos à colaboração de Claudio Leal)

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Postado em 16-08-2009 13:02

Arquivado em ( Aparecida, Artigos) por vitor em 16-08-2009 13:02

Marina e Dilma: reviravolta
eleição
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OPINIÃO/ SUCESSÃO

Marina e Dilma:trocando gravatas

Aparecida Torneros
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As notícias dão conta de que há uma guerra sem gravatas nos bastidores da política nacional. Sem gravatas, mas com bravatas, o que é rotineiro nesse gênero de brigas pelo espaço do poder máximo do executivo nacional. A novidade é o escanteio para o qual foram jogados os nomes masculinos.

Um Brasil cada vez mais feminino surge no cenário do comando com rédeas curtas, pois fica claro que há entre as possíveis candidatas, um fio que as liga ao discurso menos brincalhão a que nos acostumamos. Qual delas compararia episódios da vida nacional a passes de futebol? Talvez aprendam, para chegar mais perto dos ouvidos torcedores do eleitorado masculino, que hoje, estatisticamente, já é minoria.

Manchetes estampam a reviravolta no quadro sucessório presidencial que há muito vem beirando a feminilidade, com as presenças de canditadas em fase de pré-escolha ou de reedição de propostas. Roseana foi o balão de ensaio, da saga maranhense herdada do feudo da família Sarney, Heloísa, das Alagoas, é sempre um nome em pauta, com sua postura de salvadora da Pátria que se coloca bem, na medida do possível, quando lhe é dada a chance de emergir. Marta Suplicy está entre as menos cogitadas, atualmente, mas fez seu nome na historia paulista e nacional, entre declarações gozadoras que no fundo são audaciosos avanços da mulherada em busca do espaço antes ocupado pelo mundo dos machos a quem cabia falar o que bem lhe aprouvesse.

Eis que surgiram, de uns tempos para cá, duas figuras tão fortes e tão combatentes, de vidas pessoais visivelmente corajosas, a Marina e a Dilma. E aí estão elas, na disputa, atropelando prognósticos, um prato cheio para as instituições de pesquisa, capazes de acirrar o debate, de confundir os eleitores, mas , sobretudo, figuras propensas a enriquecer a já cansativa e repetitiva campanha eleitoral que nos invade ouvidos, olhos e paciência, via televisão, rádio e afins, nos anos eleitorais.

É que Marina usa somente bijuterias feitas com sementes da Amazônia, este é um dado a considerar, sua brasilidade acreana, certamente vai encantar parte do público como referência nacional. Dilma, a forte, enfrenta com dignidade o tratamento contra doença séria e não pára de trabalhar. Marina tem olhos de guerreira da tribo, Dilma absorve as mazelas do Governo e as transforma em obras, procedimentos, números positivos, comanda equipes e esbanja mais tecnicismo do que jogo partidário. Marina tem voz doce e sorriso meigo. Dilma tem voz empostada e sorri pouco, mas, lança olhares de incentivo aos brasileiros que dela esperam continuidade dos melhores programas da era lulista.

Parece que elas não tem companheiros candidatos ao posto de “primeiro damo”, são mulheres que se acostumaram a lutar sozinhas, salvo engano, talvez nem tanto, pois tem filhos, trazem a experiência da maternidade, fator ímpar na decisão de qualquer dirigente que busque equilibrar sentimentos e razão, coisa que mãe faz o tempo inteiro, ao longo da sua vida.

Fala-se em acordo para que não venham a se bater muito nos debates, caso sejam confirmadas como reais candidatas ao cargo no Palácio do Planalto, e , no fundo, nem há que se esperar uma peleia de mulheres ciumentas ou ambiciosas. O que se verá, se realmente acontecer, será o duelo de duas guerreiras, instadas pela solução que proporão ao país que amam, além do mais, o que se verá como fato novo, é que elas usarão baton e enfeites, ao seu modo, alguns arranjos de cabelos, cortes ou coques, talvez unhas pintadas, quem sabe uma fragrância cítrica de flores nativas, ou ainda roupas de corte sóbrio, não faltarão saias longas, colares, óculos fashion, expressões amigas, tipo “minha querida”, ou coisa que o valha, e dentre tantas suposições, uma agora me intriga…

Se combinassem as duas e chegassem de camisas e gravatas ao primeiro debate televisivo, criariam a maior expectativa de marketing, nunca dantes imaginada.

Aí, num gesto conjunto, Dilma e Marina, tirariam e trocariam as tais figuras simbólicas do traje masculino tradicional, com fazem os jogadores de futebol, com a troca de camisas, e nós teríamos a chance de ver, abolido, definitivamente o crime do colarinho branco em terras brasileiras. As gravatas entrarão para a história então, como fatos passados, e lenços coloridos, de poás, floridos, verdes e amarelos, enfeitarão os pescoços de uma e de outra, qualquer que seja a vencedora, já que a hora feminina do comando brasileiro chegou, afinal.

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, autora de “A Mulher Necessária, mora no Rio de Janeiro.(http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

ago
16

Postado em 16-08-2009 10:33

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 16-08-2009 10:33


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A música para começar o dia neste site-blog baiano que vive de olho pregado no mundo, é Saudades da Bahia, e outra não poderia ser neste domingo, 16 de agosto, que marca o primeiro ano de saudades de Dorival Caymmi.

O vídeo é uma preciosidade garimpada para Bahia em Pauta pelo jornalista Claudio Leal, que trabalha com Bob Fernandes no Terra Magazine, em São Paulo, sem tirar os olhos de sua terra ( ambos, aliás, pois Bob também é baiano por adoção, dos melhores, com título recebido na Assembléia Legislativa e tudo).

As imagens mostram Tom Jobim , Dorival Caymmi e suas famílias em um ensaio na casa de Tom no Jardim Botanico, Rio de Janeiro, com direito a brincadeiras de crianças e cantos de pássaros ao fundo. O que de melhor se poderia desejar em um domingo de saudades?

(Vitor Hugo Soares)

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