out
20

Postado em 20-10-2009 19:19

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 20-10-2009 19:19

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CRÔNICA / CLAMOR

CREIO NO RIO DE JANEIRO

Aparecida Torneros

Amplio minha sensação e vou adiante, alguns meses mais, aí está o nosso verão… Visão comprometida, ultimamente, sinto um clamor geral em torno do meu lugar, tanto a cidade, como o bairro onde moro, Vila Isabel, me põe à mercê de um mundo brabo, violento, discriminatório, injusto e desigual, com mortes rondando cada esquina desavisada e o caos instalando-se nos desvãos das comunidades que sobrevivem à custa de lutas insanas.

Um Rio de Janeiro, em chamas, literalmente perplexo ao combater o crime, a injustiça social, o crescimento desordenado, em plena guerra do tráfico, praça de combates físicos e emocionais. Como boa carioca, aposto na salvação não da lavoura, mas da minha cidade maravilhosa. Creio, a partir de tantas iniciativas, que algo pode, deve e está sendo feito, no sentido de reorganizar minha gente humilde e lhes oferecer paz e esperança. Não é nosso privilégio esse estado de coisas extremamente revoltante, causando mal-estar e um sentido inglório da vida em sociedade, nos tais tempos modernos, onde há um grito que ecoa, intensamente, nos corações dos habitantes de lugares assim, densamente povoados, entranhados de competição e falta de oportunidades, uma selva de sonhos puros ou um cemitério de desejos profanos, quando alguém nasce já trazendo o estigma do medo da vida que virá.

Pois é, não dá pra ser totalmente feliz, diriam os filósofos ou os observadores sociais, há um certo temor pairando além do horizonte dos morros cariocas. Mas o mesmo temor não terá pairado além das Torres Gêmeas? ou dos destroços de Beirute ensanguentada? ou ainda não será este o semelhante sentimento que a humanidade identifica a cada tentativa de compreender os subterrâneos de um mundo cujo calor corresponde não só à estação do verão escaldante, em regiões assim tão tropicais, mas inclusive, e sobretudo, à combustão provocada pelas bombas, pelos tiros, pelas explosões cinematográficas que ocupam manchetes e redimem pensamentos cansados de assistir a barbárie em pleno século XXI.

Amplio mesmo meu conteúdo esperançoso, embora sofrido, patético e até certo ponto infantil. O Rio tem jeito, o mundo também. Olho o verão que vem aí. Sei que o Sol nasce para todos e lembro do Chico Buarque, em algum lugar onde li que ele disse o “Rio tá ferrado”, mas aqui até engarrafamento é bonito, pois é só observar a paisagem e esperar.

Pois esperemos, confiemos, pois, como das guerras oficiais e também das “oficiosas”, tem sempre um sem número de lições para se aprender, por em prática soluções e conclusões, refazer o chão, replantar o trigo, as flores, reconstruir cidades como depois dos terremotos, aliás, a humanidade é mestra nessa coisa de renascer das cinzas…

Vamos lá, minha gente, “Olha o Rio de Janeiro , aí!” dirá o puxador da Escola, no carnaval de 2010, depois que fizermos um minuto de silêncio, chorado , sentido, curtido e apascentado, pelas vítimas, que nas últimas décadas, deram suas vidas, a serviço do combate à violência, ou foram atingidas por balas de trajetória perdida.

Os que integram do chamado mundo do crime, com suas histórias pesadas, muitas vezes também enredados em horrores e circunstâncias, quantas vidas desperdiçadas de jovens incautos, mal orientados, prisioneiros de um mundo estranho , detentores de valores confusos, corações de pedra, além da imaginação.

É possível detectar, engrossando as fileiras dos combatentes em batalhas absurdamente fomentadas por armamentos cuja tecnologia lembra a ficção, fuzis e escopetas, granadas e lançadores de chamas, tornando meninos magricelas em kamikases oriundos da miséria humana, ou mesmo do desconforto sub desenvolvido de um status social abaixo do desejável e aceitável.

Mas o verão vem aí, ninguém duvida. O sol brilhará, de novo, as praias ficarão lotadas, a beira mar nos brindará com paisagem digna de quadro pintado exposto nas paredes de museus internacionais, alguém vai compor um samba-canção melodioso e nostálgico, ainda vamos chorar nossos mortos mais um pouco, e apesar disso, brincaremos o carnaval, ressurgiremos das cinzas, continuaremos as lutas, e vamos amar uns aos outros, como for possível, tomando um chope pra distrair…

Legiões vestidas de branco farão novas passeatas, bradando gritos de Paz, enfeitando a orla carioca, de esperança, e esse povo sofrido, mas com vocação para ser feliz, não vai deixar cair a peteca. Vai dar a volta por cima, vai recuperar a auto-estima, vai cantar com Noel, Vinícius, Chico, Martinho, Zeca, e tantos outros, a melhor música da virada. O amor vai impregnar as almas dos amantes, que como eu, transbordarão carinho, na terra prometida, num janeiro de reencontro com a essência de cada casal que se busca e se quer bem.

Talvez surja mesmo um coro, tipo “We are the world”, onde cada um vai soletrar um verso em prol do renascimento de uma cidade especial, a cidade do verão tórrido, que apaga suas dores com a água fria do mar, e deixa que as lágrimas salgadas se confundam com o gosto do oceano imenso, onde tudo se dilui, inclusive o medo de seguir em frente. Salve Rio de Janeiro, salve “geral”!

Aparecida Torneros, escritora e jornalista, apaixonada pelo Rio de Janeiro, cidade onde mora e edita o Blog da Mulherr Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

out
20

Postado em 20-10-2009 18:41

Arquivado em ( Artigos, Multimídia, Vitor) por vitor em 20-10-2009 18:41


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O editor deste site-blog andou fora do ar por quatro dias, por motivos técnicos e emocionais. O computado pifou de vez no momento em que partia figura muito próxima, de larga convivência e leal, que se foi mansamente na madrugada da sexta-feira passada, 16 de outubro. Saudades, Antônia.

Os sentimentos de perda e ausência sempre demoram um pouco mais a passar, mas estou certo de que tudo se recomporá com o tempo, este magnífico e eficiente senhor da razão.

Quanto aos problemas técnicos, estes são curados com mais brevidade quando um site-blog pode contar com um moderador que reune em uma só pessoa a entrega, talento e a competência de um mestre como Dimas Fonseca.

É a ele que este editor agradece a alegria de poder voltar nesta terça-feira, 20, ao convívio instigante e sempre generoso dos leitores do Bahia em Pauta. E à Márcia, sua amada, companheira cem por cento e atenta leitora deste BP, que também aniversariou ontem, dia 19, os que fazem Bahia em Pauta dedicam “April in Paris”, música que ela adora, com Ella Fitzgerald, cantora que Márcia e este editor agradecido tanto admiram.

(Vitor Hugo Soares).

out
19

Postado em 19-10-2009 16:04

Arquivado em ( Multimídia) por Laura em 19-10-2009 16:04

A pedido de Vitor Hugo, que hoje esta impossibilitado de postar neste blog, a rádio BP toca Uno, tango argentino, para celebrar o seu dia.

(postado por Laura Tonhá)

out
19

Postado em 19-10-2009 02:29

Arquivado em ( Artigos, Laura) por Laura em 19-10-2009 02:29

19 de outubro é uma data muito especial neste Bahia em Pauta, aniversário de Vitor Hugo Soares. A minha missão é difícil, homenagear este capitão, um dos grandes mestres do jornalismo na Bahia, companheiro de tantas lutas de tantos leitores deste espaço, familiar querido, figura brilhante, sensível, jornalista, homem único, referência em delicadeza e elegância para todos que o conhecem, editor deste blog, que tanto nos entretém e informa.

Vitor Hugo, formado em Jornalismo e Direito pela Universidade Federal da Bahia, é reconhecido pelo talento, integridade e comportamento ético em toda sua trajetória profissional – movimento estudantil; atuação em assessoria de imprensa nos poderes legislativo e executivo da Bahia e do município de Salvador; editor e/ou redator em grandes veículos da imprensa nacional, Jornal do Brasil, Veja, Jornal A Tarde entre outros.

Hoje, atualizado com as tendências mundiais, que cada vez mais personalizam o jornalismo, ao passo que o unem a internet, comanda este jovem blog que nasceu em fevereiro deste ano e já se consagra como um espaço instigante, conduzido pelo talento deste mestre baiano. 

A música para começar o dia em data tão especial é “Te Recuerdo Amanda” de Victor Jara, sugestão de Gracinha, grande admiradora do jornalista e amiga de muitos anos, por isso conhecedora de alguns de seus gostos musicais mais pessoais. Jara tem mais do que o nome em comum com nosso editor.    

Víctor Lidio Jara Martínez, músico, tornou-se referência internacional da música de protesto; lecionava Jornalismo na Universidade do Chile quando foi  detido junto com outros alunos e professores nos primeiros dias de repressão que se seguiram ao golpe de estado de Augusto Pinochet, contra o presidente Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Membro do Partido Comunista do Chile, Jara, teve suas mãos cortadas como parte do “castigo” dos militares a seu trabalho de conscientização social aos setores mais desfavorecidos do povo chileno.  Foi assassinado em 16 de setembro de 1973, em Santiago.  

Sua mensagem continua a ser ouvida, se não em suas músicas, na inspiração de grandes homens como o homenageado de hoje. Começamos o dia então com “Te recuerdo Amanda” na voz de Victor Jara.

Parabéns a Vitor Hugo Soares!

(Postado por Laura Tonhá)

out
17

Postado em 17-10-2009 22:19

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 17-10-2009 22:19

Igreja da Barra: sinos e silêncio
Ibarra

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ARTIGO DA SEMANA

ÁGUAS QUE SALVAM E QUE AFOGAM

Vitor Hugo Soares

Uma vez, navegando pelas barrancas do Rio São Francisco a trabalho do Jornal do Brasil, vi escrito na parede em Juazeiro da Bahia: “Seca e enchente, meio de vida de muita gente”. Não sei explicar direito a razão, mas o fato é que lembrei desses dizeres a semana toda, durante os três dias da passagem do presidente Lula e numerosa comitiva belas barrancas do rio, ao longo de três estados.

Mesmo replantado na beira do litoral da mui formosa cidade do Salvador, nas décadas seguintes, não consigo desligar os olhos e ouvidos quando o assunto é o Velho Chico. Assim, passei quase todo o tempo ligado em cada passo da caravana, Lula carregando debaixo de suas asas atraentes como as de uma ave dos campos gerais de Guimarães Rosa, sua trupe de acompanhantes.

G0vernadores, ministros, parlamentares, assessores, jornalistas, marqueteiros, além de três postulantes à sua sucessão em 2010 (Dilma Rousseff, Aécio Neves e Ciro Gomes). Gente de linguagens diversas e projetos nem sempre comuns, a falar para uma gente nem sempre disponível a acreditar em santos, promessas e milagres.

Mesmo não sendo candidato direto agora, Lula levou o tempo inteiro debaixo do braço nessa travessia a ministra Dilma Rousseff, apresentada aos ribeirinhos como principal guardiã do cumprimento de um dos projetos mais polêmicos , babilônicos e bilionários de seu governo: a transposição das águas do São Francisco. Nele o governo promete despejar mais de R$ 6 bilhões.

O Velho Chico transforma-se assim em retumbante bandeira eleitoral na terceira campanha presidencial consecutiva, como já sabe há um bom tempo o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que engordou a comitiva presidencial no trecho mineiro. E como acaba de descobrir o governador de São Paulo, José Serra, que também pousou esta semana em Petrolina, na beirada pernambucana do rio, ao lado de fieis companheiros tucanos, para tentar reduzir os efeitos da inundação.

Entendo o vôo de todas essas aves de arribação. Da região percorrida por elas nos últimos dias, guardo a primeira e mais poderosa lembrança que trago comigo até hoje: o rumor da correnteza do rio da minha aldeia passando quase por dentro do quintal da minha casa, a caminho dos cânions magníficos que espremiam suas águas antes de chegar à cachoeira de Paulo Afonso.

No capítulo “Infância e Poesia”, na abertura do livro de memórias “Confesso que Vivi”, o poeta Pablo Neruda ao recordar do seu Chile amado e sempre presente em sua obra, revela que nos anos de sua infância seu único personagem inesquecível foi a chuva. ‘a grande chuva austral que cai como uma catarata do Pólo, desde os céus do Cabo de Hornos até a fronteira. Nessa fronteira, o faroeste de minha pátria, nasci à vida, à terra, à poesia e à chuva”, conta Neruda.

Sem conhecer outra melhores, me socorro das palavras do poeta da América Latina para descrever essa sensação de presença permanente do rio dos quintais de Abaré. Minha cidade, do lado baiano, que fica a menos de oito quilômetros navegando em canoa, até chegar a Cabrobó, cidade pernambucana onde o governo Lula fincou o Marco Zero do seu “projeto redentor de combate à seca e a fome no Nordeste”.

Lem de redentor, como proclamam as vozes oficiais em discursos nas margens do rio, uma frondosa árvore político-eleitoral que já deu frutos a granel na campanha que levou Lula ao Palácio do Planalto em 2002 – quando a idéia de transposição que vem do tempo do Império virou plataforma de campanha do primeiro governo petista. Serviu depois na reeleição de Lula, e os melhores sonhos governistas é de que sirva também nos comícios de sua candidata em 2010.

Em um dos relatos sobre a Coluna Lula no São Francisco – a definição perfeita é da revista digital Terra Magazine, cujos repórteres Bob Fernandes (editor-chefe) e Claudio Leal seguiram de perto o curso da caravana, leio o seguinte:

“No segundo turno das eleições presidenciais de 2006, Lula obteve 77% dos votos no Nordeste , contra 22% do tucano Geraldp Alckmin. Entre os estados nordestinos que integram a viagem desta semana, o presidente obteve 78% dos votos dos baianos em 2006 e 65% em 2002, quando se elegeu superando José Serra, também do PSDB.

Em Pernambuco, onde fica sua cidade natal, levou 57% dos votos em 2002 e na eleição seguinte ampliou a vantagem para 78,5%.” Mas Lula é Lula e, desta vez, ele poderá receber os votos do Velho Chico diretamente. Precisará fazer a transposição das vontades para alguém.

Se a caravana desta semana serviu para alguma coisa foi para demonstrar que esta não será uma tarefa fácil; O Rio São Francisco tem lá seus segredos insondáveis. Podem salvar, mas também afogam.
A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista.-mail: vitor_soares1@terra.com.br

out
16

Postado em 16-10-2009 23:13

Arquivado em ( Newsletter) por Margarida em 16-10-2009 23:13

Gana, vitória inédita
gana
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Ao derrotar o Brasil nos penaltis, em jogo decisivo disputado no Cairo, Gana tornou-se, nesta sexta-feira, 16,o primeiro país africano a vencer o Mundial de futebol sub-20. A conquista teve sabor ainda mais especial por ter sido conseguida com a selecção de Gana em inferioridade numérica desde os 37 minutos de jogo.

Após 120 minutos sem golos no Estádio do Cairo, Gana desforrou-se da final perdida para os brasileiros em 1993, graças a cobrança decisiva de Agyemang-Badu e à defesa do goleiro Daniel Agyei no penalti cobrado por de Alex Teixeira.

Gana, que também já tinha perdido a final de 2001, perante a Argentina, resistiu à pressão da seleçao brasileira , tida como favorita, mesmo tendo ficado reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, por expulsão de Daniel Addo, aos 37 minutos.

O Brasil, campeão em 1983 (México), 1985 (URSS), 1993 (Austrália) e 2003 (Emiratos Árabes Unidos), voltou a perder uma final do Mundial de sub-20 no desempate por penaltis, depois do desaire sofrido em Lisboa, perante Portugal, em 1991.

O Gana sucedeu à Argentina, que não se qualificou para a fase final da edição de 2009, disputada no Egipto, enquanto os brasileiros perderam a possibilidade de conquistar o quinto troféu e aproximar-se do rival sul-americano, vencedor da prova por seis vezes.

out
16

Postado em 16-10-2009 13:41

Arquivado em ( Newsletter) por Laura em 16-10-2009 13:41

esloultimo

Inaugurada hoje em Barcelona a ousada e inovadora Esloultimo é um varejo da empresa catalã Guía de Tendências. Na loja várias marcas disponibilizam as suas mais recentes novidades aos consumidores a custo zero! Esloultimo é a primeira loja de produtos gratuitos do mundo.

Os interessados em fazer parte desta ação de “testing” têm apenas de se registar e efetuar um pagamento semestral de cinco euros, o que dá direito a escolher cinco produtos. Marcas importantes já aderiram à novidade, como PepsioCo, Bimbo e HP. 

A empresa  contou com capital de risco da European Business Angel Network da ordem de dois milhões de euros e a  idéia é no segundo semestre de 2010 abrir mais lojas, em Paris, Londres, Berlim, Roma e Amsterdam. No médio prazo, o plano é espalhar o projeto globalmente, incluindo Nova Iorque, Rio de Janeiro e outras cidades.

Laura Tonhá com informações do La Vanguadia jornal espanhol.

out
16

Postado em 16-10-2009 12:52

Arquivado em ( Artigos, Laura) por Laura em 16-10-2009 12:52

family

Edição deste mês da revista Super Interessante traz descobertas sobre a formação do indivíduo. Entre elas a afirmação de que talvez outras pessoas, que não os pais, sejam mais importantes no desenvolvimento da criança. A defensora desta teoria “amigos são tudo” é a psicóloga americana Judith Harris.

O principal argumento é uma das maiores pesquisas já feita com filhos adotivos, os resultados mostraram que, quando adultas, as crianças adotadas eram muito mais parecidas com seus pais biológicos do que com seus pais adotivos -com quem tinham passado a vida toda. Em outras palavras a criação de casa tinha deixado poucas marcas permanentes. Judith afirma que a única marca indelével vem do ambiente. A justificativa é biológica. Durante milhões de anos de evolução, a nossa sobrevivência dependeu da capacidade de viver em grupo: aprendemos a agir, falar e nos comportar como as pessoas ao nosso redor.

amg

O ponto importante é que a criança reconhece o grupo nas pessoas da mesma idade e nicho que ela, ou seja, nos amigos – e não nos pais. Por isso, no final das contas a criança desenvolve personalidade parecida com a dos amiguinhos. De acordo com a psicológa os pais devem se contentar com o fator genético.

O estudo não incluiu crianças que sofreram abusos na infância. Pesquisas já comprovaram que crianças que sofrem maus tratos não produzem serotonina em níveis normais e, na maior parte dos casos, se tornam adultos deprimidos e/ou agressivos – que possivelmente também abusaram dos filhos. Nestes casos o fator criação se sobrepõe ao fator “amiguinhos”.

Viviane Feldens – doutora em psicologia de crianças – lembra ainda que é com a mãe que as crianças aprendem a socializar e são essas as referências que ela vai levar na hora de fazer as primeiras amizades. Em outras palavras, se o ambiente familiar mantiver as condições “normais”, os amiguinhos influenciarão bastante na formação da personalidade, mas na hora de escolher os amiguinhos as crianças optaram por  aqueles que tragam características de sua mãe.  

Como diria Freud no final é tudo “culpa” da mãe. Para o bem ou para mal.

Laura Tonhá

out
16

Postado em 16-10-2009 11:03

Arquivado em ( Multimídia) por Laura em 16-10-2009 11:03

O Bahia em Pauta começa esta sexta-feira 16 de outubro com inspiração francesa e oferece a canção C’était Salement Romantique  de Coeur de Pirate, nome artístico de Béatrice Martin, uma garota de 19 anos, que toca piano desde os 3 anos de idade. Aprecie.

Laura Tonhá

out
16

Postado em 16-10-2009 00:32

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por Margarida em 16-10-2009 00:32


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“A todos o herói luso, um poeta. A toda uma revolução de cravos. Deixamos estas migalhas, para quem da bondade interpreta por burro , a quem do coração tranquilo interpreta por apatia. As diferenças induzem a erros, mas não são impossíveis de interiorizar… apreender… apreciar… admirar…quem sabe um dia…  Terra velha, com rosto moldado em sal, todos os sussurros que gemes pensamentos , trazem palhas simples demais aos olhos imaturos… Oxalá o teu Brasil Maitê , não se acanhe, não se aflija, mas sossegue confortado Proença” .

Trecho do comentário feito no Bahia em Pauta pelo leitor que assina Miguel C, a propósito do vídeo produzido pela atriz brasileira Maitê Proença e exibido no programa de televisão Saia Justa, que indignou os portugueses e segue causando polemica. A mensagem vem acompanhada de belissima e emblematica melodia portuguesa interpretada pelo conjunto Madredeus, que Bahia em Pauta escolheu para encantar esta madrugada de outubro.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

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