jun
14

Postado em 14-06-2009 10:51

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-06-2009 10:51

No dia 14 de junho de 2008, há exatamente um ano, morria na Casa de Saúde Pinheiro Machado, o cidadão Jose Bispo Clementino dos Santos, aos 95 anos de idade. “Dito assim parece à toa”, como ele cantava em um de seus mais belos sambas. Acontece que estamos falando de Jamelão, o mestre Jamela, imenso e imortal intérprete da Música Popular Brasileira. A canção para começar o dia, “Ela disse-me assim” é um dos maiores e mais permanentes sucesso deste intérprete de voz tão incrível quanto inimitável, insuperável mesmo se comparado com os melhores padrões de cantores internacionais. A letra e melodia do samba-canção que o Bahia em Pauta foi buscar no You Tube para celebrar neste domingo(14) a memória de Jamelão, é do gaúcho Lupicinio Rodrigues, outro imortal da nossa música.Dupla mais perfeita, impossível. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

jun
14

Postado em 14-06-2009 01:19

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-06-2009 01:19

Dona Arlete: presente
dona
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O ano sem eleições manteve os políticos afastados dos festejos a Santo Antonio neste sábado(13), nas igrejas da Bahia. Bem diferente de 2008, quando o principal templo de devoção em Salvador a um dos santos mais populares da igreja católica, no elegante bairro da Barra, fervilhava de cabos eleitorais misturados com devotos em cumprimentos e abraços ao deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, então em plena campanha para prefeito da capital.Naquela data, na ponta da tabela nas pesquisas de intenção de voto, ACM Neto fez entrada triunfal na igreja, ao lado da avó e ex-primeira dama do Estado, dona Arlete Magalhães.

Neste sábado, porém, ACM Neto (derrotado para prefeito) e os políticos em geral estiveram ausentes dos festejos ao santo na tradicional Igreja da Barra. Dona Arlete, não. Chegou como sempre para a missa do meio dia, sentou-se no mesmo banco do ano passado, elegantemente trajada, e com duas acompanhantes. Com o livro da Trezena de Santo Antonio nas mãos, seguiu participante de todos os rituais e entoando baixinho as ladainhas e benditos em louvor ao santo português.

A viuva de Antonio Carlos Magalhães baixou os olhos, com emoção , quando uma integrante da congregração citou ao microfone uma relação de nomes de ex-frequentadores ilustres da Igreja da Barra já falecidos. Três deles mais diretamente ligados a ex-primeira dama da Bahia: Ana Magalhães (a filha jornalista), Luis Eduardo Magalhães (o filho ex-deputado federal) e Antonio Carlos Magalhães (o marido, ex-governador, homônimo e devoto do santo festejado a 13 de Junho).

No fim, todos no templo entoaram o hino da despedida: “Até o ano que vem, meu Santo Antonio”,

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jun
13

Postado em 13-06-2009 23:57

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 13-06-2009 23:57

Teerã em chamas
ira

Eleito nas úrnas desta semana para mais um mandato, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad responsabilizou neste sábado(13) os seus opositores pelos tumultos verificados na capital iraniana depois de conhecidos os resultados da eleição presidencial.

Ahmadinejad, que considerou a sua reeleição “uma grande vitória”, acrescentou que as eleições foram “totalmente livres”, apesar de os aliados do seu opositor Hossein Mousavi terem saído às ruas para protestarem contra os resultados das eleições.

Os confrontos com a polícia acabaram por descambar em verdadeiros tumultos em alguns bairros, segundo testemunhos de populares e de correspondentes da agência de notícias francesa, AFP, no local. O alvo dos manifestantes era o ministério do Interior, um grande edifício que remonta à época do Xá.

A capital iraniana não conhecia tumultos desta dimensão desde os promovidos por estudantes em Julho de 1999. Segundos as agências não se registaram confrontos noutras cidades iranianas.
De acordo com os dasdos finais da apuração Ahmadinejad, 52 anos, obteve 24. 527.516 votos (62,63 por cento) enquanto o conservador moderado Hossein Mousavi obteve 13.216.411 votos (33,75 por cento). O conservador Mohsen Rezaï obteve 1,73 por cento dos votos e o reformador Mehdi Karoubi 0,85 por cento.

jun
13

Postado em 13-06-2009 10:13

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 13-06-2009 10:13


“Que seria de mim?” é a música para começar este sábado,13, dia de Santo Antonio, o mais popular habitante dos altares católicos no mundo inteiro, mas especialmente em Portugal (onde Antonio nasceu), na Itália (onde está o seu naior templo Pádua) e no Brasil da maioria de seus devotos. A santamarense Maria Bethania é quem canta neste vídeo, gravado em show no Canecão, no Rio de Janeiro, precedida pela atriz Renata Sorrah. Confira também a letra no Bahia em Pauta.
(Vitor Hugo Soares)
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Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo

Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de julho
É tempo sagrado
Na minha Bahia

Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino

jun
13

Postado em 13-06-2009 08:11

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 13-06-2009 08:11

Paris Hilton e Cristiano Ronaldo: namorados?
paris

Deu no Correio da Bahia (13/6):

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“O ‘affair’ entre Cristiano Ronaldo e Paris Hilton deixou a imprensa inglesa em polvorosa. Na sexta-feira (12), após a divulgação de imagens do casal aos beijos em uma boate de Los Angeles na última quarta (10), o tablóide “Daily Mail” afirma que a socialite americana estaria apaixonada pelo craque português que, na última quinta-feira (11), foi contratado pelo Real Madrid por R$ 256,6 milhões, se tornando o jogador mais caro da história do futebol mundial.

Para fazer tal informação, a publicação se baseia em supostos depoimentos de Paris a amigas. ‘Cristiano é muito melhor que o meu ex, que era apenas um jogador mal pago de uma liga de beisebol’, teria dito Paris, se referindo a Doug Reinhardt.

LEIA MAIS NO CORREIO DA BAHIA

jun
13

Postado em 13-06-2009 07:59

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-06-2009 07:59

Deu na coluna

Na Tribuna da Bahia, edição deste sábado(13), o jornalista Alex Ferraz em sua coluna diária acerta na mosca mais uma vez, ao escrever sobre às áreas públicas de estacionamento em Salvador, chamadas de Zona Azul. Confira:

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“Os anos passam e ninguém explica: afinal, como funciona o sistema de Zona Azul na cidade? Homens e mulheres vestidos com um jaleco alaranjado chegam para extorquir motoristas, mas ninguém sabe o destino do dinheiro. Aliás, gordo dinheiro.
Recife acaba de adotar a cartela informatizada. O cidadão compra pela Internet e não tem que ficar tolerando guardadores fajutos.
Mas ainda assim é preciso que a Prefeitura esclareça: quanto cabe ao município de cada R$ 2 arrecadados em mais essa armadilha direcionada à classe média? E o que é feito com esse dinheiro?
Com a palavra, nossas autoridades de plantão”.

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LEIA A INTEGRA DA COLUNA DE ALEX NA TRIBUNA DA BAHIA

jun
13

Postado em 13-06-2009 00:09

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-06-2009 00:09

Antonio, o santo do dia
antonio1
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ARTIGO DA SEMANA

FOGUEIRAS JUNINAS E O BLOG DA PETROBRAS

Vitor Hugo Soares

Empacada pela briga de foice das manobras manjadas e vulgares, de tropas parlamentares do governo e da oposição , a CPI da Petrobras teve adiado o seu início pela terceira vez. Enquanto isso, através de seu presidente, José Sergio Gabrielli, entrevistado pelo programa de TV, Roda Viva, e pela revista eletrônica Terra Magazine, a Petrobras comunica que está “pronta” para o embate, que se prevê dos mais renhidos e ferozes em campos brasileiros desde a Guerra de Canudos, travada nos primórdios da República no sertão da Bahia.

Enquanto o jogo pelo comando da comissão não se decide no Congresso, a estatal já pode computar a primeira vitória política de vulto na estratégia montada internamente para enfrentar os repuxos atuais e os esperados a partir da instalação da comissão investigativa, que trará uma nova rotina para empresa, como deixou claro Gabrielli, principalmente na entrevista publicada no Blog do jornalista Bob Fernandes.
Aqui se fala, evidentemente, do “Fatos e Dados”, o blog criado dentro do espírito sintetizado na apresentação da matéria jornalística da TM: responder a todas as acusações – de parlamentares e da imprensa – envolvendo as decisões e obras da Petrobras. “O que tiver de equívoco será avaliado. O que tiver de melhorar, vai melhorar. As acusações infundadas serão tratadas assim, como acusações infundadas”, adianta o dirigente da estatal.

A parte retórica é coisa para se tirar a limpo no futuro, se e quando a CPI for instalada. Não falta quem duvide desde já, que a comissão será cozinhada em fogo brando nas fogueiras ardentes deste mês de festejos juninos até virar cinza que será lançada no mar profundo do esquecimento, e o caso substituído por outro escândalo. Pelo menos o glorioso Santo Antonio, louvado no mundo cristão neste sábado, 13 de Junho, até por incrédulos empedernidos como o autor destas linhas, deve estar vendo tudo isto.

O fato é que o Blog da Petrobras bombou a semana inteira. Ocupou os espaços mais amplos, interessantes e instigantes do debate nacional sobre imprensa, censura e ética, tão raro no País. Funcionou como uma espécie de divisor de águas e de opiniões, principalmente no âmbito dos veículos de comunicação – grandes jornais, redes de TV, emissoras de rádio e principalmente blogs, como este de Noblat. Mobilizou corporações. Da ANJ à ABI quase todo mundo entrou na briga, a favor ou contra. Até a imprensa internacional caiu no forró.

A designação, neste caso, tem significado vinculado à expressão americana “for all” (para todos), que tantos atribuem à palavra consagrada pelo mago pernambucano da sanfona, Luis Gonzaga. Além, é claro, da influência deste período do ano sempre propício a fogueiras, ladainhas e fogos de artifícios de todo tipo, das perigosas bombas e “espadas” às inofensivas “chuvas de prata”, que encantam, distraem os olhos, sem fazer mal a ninguém. Assim como os chistes políticos do senador tucano Arthur Virgílio.

Perigosos mesmos são os balões em um país cada vez mais povoado de campos de petróleo e gás, plataformas de exploração, refinarias em operação ou sendo construídas. É fato que os balões de verdade praticamente desapareceram. Mas permanecem cruzando os céus em várias regiões da País -Brasília principalmente – os chamados “balões de ensaio”, que embora virtuais, são tão ou mais inflamáveis e destrutivos que aqueles produzidos com coloridos pedaços de papel de seda e pavio embebido em querosene.

Leio, por exemplo, o texto publicado no diário espanhol “El País”, assinado pelo correspondente no Rio de Janeiro, Juan Arias. Informa: servindo-se das novas possibilidades brindadas pela Internet, a multinacional brasileira, uma das seis maiores empresas petroleiras do mundo, acaba de lançar um polêmico blog intitulado “Hechos y Datos” (Fatos e Dados). “Enquanto eles (da Petrobras) o qualificam de “novidade democrática”, os meios de comunicação o denominam de “chantagem informativa”. Para uns o blog é genial, para outros é diabólico”, diz o diário de Madri.

A matéria, ilustrada com uma foto sorridente do presidente Luis Inácio Lula da Silva, traz como peça de resistência opinativa sobre imprensa e ética, palavras do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco, diretor do Instituto Internacional de Ciências Sociais. Di Franco, pensador de vínculos notórios com a Opus Dei – seita religiosa ultraconservadora que fincou bases sólidas na Espanha do tempo da ditadura franquista e segue influente lá como aqui – assinala: “não é ilegal, mas desde o ponto de vista ético e de colaboração com os meios de comunicação, atropela o processo informativo de forma inédita”.

Inédita? Só pode ser lapso de memória ou “balão” lançado às vésperas do São João e da CPI pelo insigne mestre de Navarra. Mas esta é outra história e o espaço “estourou”. Por enquanto, Viva Santo Antonio!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares@terra.com.br

jun
13

Postado em 13-06-2009 00:08

Arquivado em ( Artigos, Laura) por bahiaempauta em 13-06-2009 00:08

É Dia dos Namorados e você é obrigada a amar e ser amada neste dia, não importa se você não escolhe bem os seus parceiros; se você ainda não esta pronta para uma relação estável; ou se você é feliz sozinha; a manicure quer porque quer que você pinte as unhas de vermelho, o primeiro email que você recebe é propaganda da TAM que diz: “A gente se sente nas nuvens quando esta apaixonado” (e você pensa: “a gente quem cara pálida?”), na rua os casais se proliferam, nas lojas as vitrines estão cheias de vermelho e corações, a sua amiga lhe conta que vai passar a noite em um hotel com o namorado. Ok, bem-vindo ao Dia dos Namorados quando se esta solteira.

Ainda assim, nem tudo esta perdido, é possível que seu telefone toque e vai ser aquele carinha que você estremece quando vê e ele idem, mas vocês acham impossível ficarem juntos, não se suportariam são egocêntricos demais, a maturidade emocional, requisito básico para relações amorosas estáveis, ainda não atingiu vocês, porém já são vividos e inteligentes o suficiente para não se jogarem em uma relação qualquer, aprenderam a ficar bem sozinhos.

O dia só está começando e o seu telefone pode tocar novamente e dessa vez vai ser aquele carinha que tem muito potencial, você acha ele um fofo, ele vai contar alguma piada e você vai rir (ponto para ele), ele entende as loucuras que você faz e sua inconstância porque é maduro o suficiente para saber que depois do caos vem a luz e que você vai encontrar a sua. Nessa hora, o dia dos namorados já não esta mais sendo tão irritante, mas ele ainda não acabou e você continua atenta, construiu seu equilíbrio emocional com muito custo e não é uma data comercial que vai derrubá-lo.

Ja é noite, você esta em casa pensando nos acontecimentos do dia, o cara fofo já ligou de novo, mas não é nem por isso, que você, subitamente, percebe que está bem, e é feliz, namorando ou não. Sabe que deseja muito este amor alardeado em todos os comercias, filmes, novelas etc, mas não precisa dele para viver, sua vida corre, outras coisas acontecem. Percebe que existe uma paz muito grande em fazer o melhor que você pode e esta paz você tem.

Lembra-se de um texto do Gikovate em que ele diz “que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento”, sorri pela frase e porque percebe que o Dia dos Namorados está chegando ao fim e afinal você esta terminando melhor do que começou.

Por Laura Tonhá
*este texto NÃO é autobiográfico

jun
12

Postado em 12-06-2009 23:05

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 12-06-2009 23:05


A música para encerrar este 12 de junho, Dia dos Namorados, é “Como eu Quero”, do Kid Abelha, ou talvez fosse melhor dizer “da Paulinha do Kid Abelha”, como um dia falou deslumbrado Chico Buarque de Hollanda, ao apresentar a cantora Paula Toller em um programa de televisão em que ele era o centro das atenções. Neste vídeo ela interpreta uma das musicas mais conhecidas do grupo , como a própria Paulinha assinala ao convidar Edgard Scandurra, fera da guitarra, para subir ao palco e participar da apresentação. Um arraso! Confira.

(Vitor Hugo Soares)

jun
12

Postado em 12-06-2009 17:31

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 12-06-2009 17:31

Renato Russo em 95/Marcos Prado/VEJA
russo
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DEU NA REVISTA

Um texto do jornalista Sergio Martins na edição desta semana da revista VEJA, faz instigante resenha do livro “O Filho da Revolução”, do jornalista Carlos Marcelo, 39 anos, editor executivo do Correio Braziliense. O ensaio biográfico lança novas luzes sobre a vida e a trajetória do prematuramente falecido cantor e compositor Renato Russo. O autor mostra o planejamento cuidadoso com que o notável e complicado artista brasiliense conduziu sua carreira – e narra algumas das saborosas excentricidades que fizeram sua fama.

Da excentricidade e da lingua de Russo não escapa nem o ministro baiano da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ex-colega de escola que Renato Manfredini Jr. considerava “in-su-por-tá-vel”. Em 1975, então com 15 anos, Russo foi diagnosticado com uma condição que o imobilizaria na cama pelos dois anos seguintes. Sofria de epifisiólise – um desgaste dos ossos e cartilagens que faz a cabeça do fêmur se descolar da bacia.

O texto na VEJA assinala que nesse período de sofrimento e tédio, o futuro artista dedicou-se a criar uma banda de rock imaginária, a 42nd Street Band, na qual assumiria a persona do baixista e vocalista Eric Russell. Encheu cadernos e cadernos – em inglês – com a história da banda. “Aos 19, já recuperado, o jovem dava os primeiros passos para realizar os projetos que esmiuçara nos seus rascunhos, como cantor e baixista do grupo punk Aborto Elétrico. Já adotara então o nome artístico com o qual ficaria conhecido: Renato Russo. Em 1985, ao lado do baterista Marcelo Bonfá, do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baixista Renato Rocha, ele lançou o primeiro disco do Legião Urbana”.

O jornalista Sergio Martins destaca que foi como letrista e vocalista dessa banda que Renato Russo se tornou o maior nome da história do rock brasileiro. “Os treze discos do grupo e os quatro álbuns-solo do cantor somam 14 milhões de cópias vendidas – 300 000 unidades só no ano passado”.

Toda essa história de obstinação é narrada “no saboroso Renato Russo: o Filho da Revolução (Agir; 416 páginas; 59,90 reais), do jornalista Carlos Marcelo, 39 anos, editor executivo do jornal Correio Braziliense, diz Martins na resenha da Veja.

MALHANDO GEDDEL

Segundo Martins, o livro não pretende ser uma biografia completa e abrangente. Se caracteriza mais como ensaio biográfico. Um retrato sem retoques, “centrado na tormentosa relação de Renato Russo com Brasília, cidade com a qual o Legião Urbana sempre seria identificado”. Revolve, por exemplo, o tumultuado show da banda no estádio Mané Garrincha, em 1988 – em que Renato Russo brigou com o público e interrompeu a apresentação com menos de uma hora de performance.

O episódio tem destaque central no livro. Assim como as relaçoões amorosas do artista – com meninas e meninos, como dizia uma de suas letras –, as drogas e a morte em consequência da aids, em 1996, são tratadas de modo mais sucinto. “Mesmo com essas lacunas deliberadas, O Filho da Revolução é um retrato mais profundo do músico do que O Trovador Solitário, biografia reverencial do jornalista Arthur Dapieve”, opina Martins na VEJA.

Este novo livro sobre Renato Rosso também mapeia as relações familiares dos roqueiros de Brasília com o governo, ao tempo da ditadura militar. Segundo assinala a matéria da revista semanal, “o jovem Renato Russo – filho de um funcionário graduado do Banco do Brasil – quis muito conhecer o garoto que tinha uma guitarra Gibson, item raríssimo na década de 70, quando as barreiras alfandegárias eram rigorosas. O proprietário da guitarra tinha um canal seguro para importar instrumentos: seu pai, que viajava ao exterior como piloto do presidente Ernesto Geisel. O nome do garoto: Herbert Vianna, futuro líder dos Paralamas do Sucesso”.

Mais surpresas reveladas em “O Filho da Revolução”: “No círculo dos jovens roqueiros, apareciam também futuros políticos. Renato Russo foi colega de aula do atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Gordinho, Vieira Lima foi maldosamente apelidado de “Suíno” pela turma do músico, que não tinha simpatia por ele. “Geddel é in-su-por-tá-vel”, o roqueiro dizia aos amigos. O próprio Renato Russo sabia ser bem insuportável. Era o chato do gênero “cabeça”. Metido a cinéfilo, certa vez se irritou com o enredo convencional de Brubaker, filme estrelado por Robert Redford – e se levantou no meio do cinema para insultar, aos gritos, a plateia “burra” que apreciava aquele lixo de Hollywood”, conta o jornalista Sergio Martins na VEJA.

Nada mais a adiantar.Agora é sair correndo para a livraria mais próxima.
(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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