abr
07

Postado em 07-04-2010 12:00

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-04-2010 12:00

Nuvens carregadas sobre a Bahia

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A disputa sucessória é importante e tem lá seus prazos e urgências.

Mas para quem governa é bom tirar um tempo na agenda para olhar o movimento das nuvens, das marés, da temperatura, e não ficar enfurnado nas salas e gabinetes políticos e administrativo, cuidando só de acordos e barganhas de última hora, para fechar chapas e promover lançamentos festivos de canditados.

Não custa avisar:

Os institutos e técnicos especializados nos humores (maus) do clima identificaram, nas últimas horas, que a frente fria que causou dias de dilúvio, devastação e mortes no Rio de Janeiro começa a deixar o espaço fluminense. Pegou o caminho do mar, enquanto as nuvens ainda carregadas deslocam-se na direção do Nordeste, devendo causar chuvas em Salvador, “com potencial de destruição”,  já na noite desta quarta-feira, mas principalmente a partir de amanhã.

Prevenir não ofende.

(Vitor Hugo Soares)

abr
07

Postado em 07-04-2010 11:20

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 07-04-2010 11:20

Bassuma: “grandes montanhas”

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“Graças a Deus até agora consegui manter a coerência entre o que penso, o que falo ou escrevo e, principalmente, com o que faço”.Este é um trecho da carta
mandada ao jornalista político Ivan de Carvalho pelo deputado Luiz Bassuma, expulso pelo PT, que deverá disputar pelo Partido Verde o governo da Bahia . Ivan publica (e comenta) a carta em sua coluna desta quarta-feira na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Bassuma, o resgate

Ivan de Carvalho

Recebi uma carta do deputado Luiz Bassuma, candidato do Partido Verde a governador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o Aborto, um movimento que trabalha para salvar milhões de vidas. Uma missão que vale milhões de vezes mais do que uma carteirinha do PT, que o expulsou por lutar contra esse grande massacre dos inocentes. Importa a mim – e certamente a milhões de outros eleitores – saber o que cada candidato pensa e se propõe a fazer a respeito do aborto.
Peço ao deputado que, numa eventual nova carta, abstenha-se dos elogios.
Quanto à afinidade que ele afirma haver entre mim e ele, não o desautorizo.
“Caro jornalista Ivan de Carvalho,
Sou leitor assíduo de seus excelentes artigos, sempre sustentados por uma lucidez e uma clareza indispensáveis ao talento jornalístico. Além da boa técnica de redação, seus escritos facilmente traduzem a visão de mundo daquele que se propõe a ser um formador de opinião.
E é nesse ponto que desejo ressaltar nosso enorme grau de afinidade. Estou com 54 anos e já vivi muitas experiências que colocaram em prova minha capacidade de manter a coerência de princípios quando o preço a ser pago é uma demissão de um cargo ou emprego ou uma renúncia a vantagem financeira.
Graças a Deus até agora consegui manter a coerência entre o que penso, o que falo ou escrevo e, principalmente, com o que faço. Neste momento vivencio experiências muito ricas ao me colocar como pré-candidato a governador da Bahia pelo Partido Verde. Muitas vezes a sensação é de uma pequena pedra enfrentar grandes montanhas. O desafio é enorme.
A estrada tem sido espinhosa e talvez seja mais espinhosa ainda na frente. Não importa. O que realmente me entusiasma é o resgate de uma utopia abandonada pelo PT depois que chegou ao poder. Sou daqueles que como você e tantos outros homens e mulheres de bem ainda acreditam ser possível unir política e ética.Neste sentido, foi muito oportuna sua abordagem na TB de hoje (1/4/2010) sobre a questão do segundo turno, onde “um atilado e experiente analista político” supõe que nossa candidatura do PV ao governo, “terá de oito a dez por cento dos votos, e isto seria a garantia de que haverá segundo turno, enquanto Marina, candidata a presidente do mesmo partido, chegará aos 15 por cento”.
Por certo estamos confiantes de um resultado positivo na atual eleição, a primeira na Bahia em que o PV disputa na majoritária, com nosso nome para governador e o do deputado federal Edson Duarte para o Senado. Uma chapa que, temos certeza, vai surpreender e pode se constituir num verdadeiro fenômeno eleitoral neste pleito, em que os conchavos fisiológicos e espúrios de outros partidos terminam favorecendo nossa legenda, construída em torno de ideais e princípios éticos que devem nortear a verdadeira política.
Concluo, manifestando meu apreço por seus artigos que muitas vezes serviram para reanimar minhas energias, especialmente naqueles momentos em que o mundo nos machuca, agride, maltrata. Nestes momentos nossa humanidade se ressente, mas logo em seguida coisas acontecem que nos levantam novamente, para mostrar que se existe um ponto de sofrimento existem milhares de outros pontos a nos mostrar a perfeição das Leis Universais. Paz e luz.

Luiz Bassuma – deputado federal e pré-candidato ao governo da Bahia pelo PV

abr
06

Postado em 06-04-2010 19:02

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-04-2010 19:02

Messi: mais um show no Barcelona/PUBLICO

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O pequeno gênio argentino Lionel Messi atormentou o Arsenal e carimbou o acesso do Barcelona às semi-finais da Liga dos Campeões da Europa. Mais uma exibição e quatro gols de Messi diante da sua apaixonada torcida em êxtase.

Depois do empate em 2-2 cedido em casa na primeira partida na Inglaterra, o Arsenal estava obrigado a marcar em Camp Nou para seguir em frente. E a equipa de Arsène Wenger até conseguiu chegar à vantagem, aos 18’, por intermédio do atacante dinamarquês Bendtner, que bateu Victor Valdés à segunda tentativa.

A vantagem dos “gunners” não durou mais que dois minutos: Lionel Messi (quem mais?) repôs a igualdade no marcador com um tiro de fora da área, após um dribe em Mikaël Silvestre.

Aos 37’, o prodígio argentino voltou a fazer aquilo que sabe: a passe de Pedro Rodríguez marcou o 2-1, de pé direito. Ainda antes do intervalo, Messi completou o “hat-trick” com um chapéu sobre Manuel Almunia. A segunda parte foi jogada a ritmo mais baixo, mas Lionel Messi ainda não tinha esgotado todos os truques que tinha na manga. Aos 88’, marcou o quarto gol da noite (tornou-se o melhor marcador da Liga dos Campeões, ultrapassando Cristiano Ronaldo), numa recarga após defesa de Almunia. No final, e porque esta foi uma exibição para mais tarde recordar, Lionel Messi foi guardar a bola da partida.

Estava selada a passagem do Barcelona, campeão europeu, às semi-finais da Liga dos Campeões. O adversário dos “blaugrana” será o Inter de Milão treinado por José Mourinho, que foi à Rússia afastar o CSKA de Moscou do páreo.

(Postado po Vitor Hugo Soares, com informações da Sport TV, Público e agências de notícias europeias)

abr
06

Postado em 06-04-2010 16:21

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-04-2010 16:21

Em visita ao Rio de Janeiro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em conversa com jornalistas no Hotel Copacabana Palace, que as consequências pelo excesso de chuvas no Rio de Janeiro acontecem mais em ocupações inadequadas, localizadas em áreas de risco. Admitiu, no entanto, que as famílias relutam em deixar as encostas.Segundo o Grupo de Salvamento do Corpo de Bombeiro já são 82 os mortos da tragédia. Mais de 90 estão desaparecidos.

“Os administradores públicos devem levar em conta que não é possível que as pessoas ocupem áreas inadequadas para morar. É preciso antever isso, tomar cuidado para não acontecer. Pensar em outros locais para as pessoas morarem”, disse Lula a jornalistas após reunião com o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), no hotel Copacabana Palace.

“Se você pegar todas as enchentes brasileiras, elas atingem sempre as pessoas pobres, que moram em locais inadequados”, completou.

Na entrevista, Lula disse mais de uma vez que esta é a maior quantidade de chuva que atingiu o Rio. “Não existe ser humano no mundo, no planeta terra, que consiga enfrentar uma mudança de clima como essa, que é a maior da história do Rio de Janeiro”, afirmou.

A chuva que atinge o Rio pelo segundo dia seguido deixou mais ou menos 50 mortos na região metropolitana, sendo 26 deles só na capital, onde aulas foram canceladas e a população está sendo orientada a permanecer em casa e deixar áreas de risco. A maioria das mortes ocorreu em decorrência de deslizamentos de terra, segundo os bombeiros.

“Quando há uma chuva dessa magnitude, a única coisa que resta fazer ao prefeito, ao governador e à Defesa Civil é pedir para que as pessoas saiam das áreas de encosta, saiam da área de risco e esperar a chuva parar para que a gente possa começar a resolver os problemas”, disse Lula.

Lula, que cancelou parte de sua agenda na cidade do Rio em função do temporal, relatou que o governo federal está realizando investimentos em drenagem no Rio e que vai trabalhar junto com o governador Cabral e o prefeito Eduardo Paes para colocar mais dinheiro em infraestrutura no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC2).

(Com informações do portal MSN, Agencia Reuters, Globo News e TV Band)


“Ogum”, de Jorge Benjor, é a música do dia no BP, em feitio de oração para pedir ao santo guerreiro dos católicos proteção para a Cidade Maravilhosa e seu povo.

(VHS)

abr
06

Postado em 06-04-2010 10:17

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-04-2010 10:17

Rio de Janeiro: “não saia de casa”

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O jornalista Gilson Nogueira, colaborador atento do Bahia em Bahia e amante do Rio de Janeiro, como tantos leitores deste site blog, mandou para a área de comentário do BP um registro que é, ao mesmo tempo um apelo sobre o caos que se instalou no Rio, depois de dois dias de fortes chuvas na Cidade Maravilhosa. Há informações de mais de 30 morte. Os Bombeiros confirmam 17, oficialmente.

“Água dura é isso. Confiram, agora, no site de O Dia. O Rio está quase submerso. Velei-nos, São Sebastião!”, diz Gilson em sua mensagem, acompanhada de reportagem de O DIA, que Bahia em Pauta também publica, ao tempo em que se solidariza com o querido povo do Rio de Janeiro.

(Vitor Hugo Soares)

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Prefeito pede que a população não saia de casa

A forte chuva que transformou a cidade em um mar de transtornos e desespero na noite desta segunda-feira não deu trégua na manhã desta terça. Em comunicado, o prefeito Eduardo Paes pediu que a população não saia de casa e evite deslocamentos de pela cidade, principalmente em direção ao Centro.

“A situação é de caos. Todas as principais vias da cidade estão interrompidas e é um risco enorme. Não saiam de casa, não levem seu filho à escola até que possamos avaliar melhor a situação e alterar a orientação. Ainda chove muito. Se preservem e tomem muito cuidado, principalmente as pessoas que moram em áreas de risco. A situação é muito crítica”, alertou o prefeito.

“Temos uma chuva que já dura mais de 15h e são muitos críticos. Estamos pedindo à população que evite sair de casa. Não há como chegar ao Centro da cidade. A Niemeyer está interditada assim como a Ponte Rio-Niterói e outros lugares. Não queremos nos eximir de responsabilidade, mas está chovendo de uma forma atípica. Árvores estão caindo e a Lagoa Rodrigo de Freitas está com 1m e 40 cm. O que mais nos preocupa é a perda de vidas humanas e por isso estamos trabalhando. Estamos pedindo às escolas particulares para que liberem seus alunos, assim como fizeram as escolas municipais”, disse Eduardo Paes em entrevista à TV Globo.

Durante uma coletiva na noite desta segunda no Centro de Controle da CET-Rio, na sede do Detran, Paes disse que a questão da maré alta também influenciou no caos, mas que toda a prefeitura estava nas ruas tentando minimizar os estragos. O prefeito ainda qualificou o preparo da cidade durante este temporal, de zero a dez, como “inferior a zero” e classificou as mortes ocorridas no Morro do Borel como fatalidades. Eduardo Paes pediu também que “os demagogos de plantão” não critiquem futuros reassentamentos de moradores de áreas de risco.

“Sem dúvida, o comportamento da cidade foi muito ruim. Hoje temos 10 mil domicílios em áreas de risco. Esses moradores precisam ser reassentados. Não damos conta de fazer todos esses reassentamentos com a velocidade necessária. Espero que os demagogos de plantão, que só aparecem nessas horas, não venham dizer que estamos tirando pobres de suas casas”, atacou o prefeito.

ALERTA MÁXIMO

A Defesa Civil emitiu alerta máximo de deslizamentos em todo o Rio. Até o momento, pelo menos sete pessoas morreram por conta de deslizamentos. No Morro do Borel, na Tijuca, a bebê Ana Marcele Barbosa, de cinco meses, uma jovem de 16 anos e Francisca Bezerra de Souza, 60, morreram soterradas no desabamento da casa. Há a informação de uma quarta morte nesse deslizamento, mas o Corpo de Bombeiros não confirmou. Cerca de outras 12 pessoas ficaram feridas. No Morro dos Macacos, outras três vítimas fatais e uma no Morro do Andaraí. Os bairros mais afetados são Andaraí, Lins de Vasconcelos e Tijuca, na Zona Norte e Praça Seca e Freguesia, na Zona Oeste. Até o momento, cinco pessoas estão desaparecidas.

As aulas na rede municipal de ensino estão suspensas. O Reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves, também determinou a suspensão das aulas, já que a situação é bastante complicada no entorno da Universidade. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu adiar a segunda partida entre Unilever (RJ) e Blausiegel/São Caetano (SP), que seria disputada no ginásio do Maracanãzinho, às 21h, pelas semifinais da Superliga Feminina de vôlei. A chuva alagou o estádio. A nova data da partida será definida pela CBV após reunião com as equipes.

A Praça da Bandeira continua completamente alagada e ruas como a Barão de Itapagipe e a Paulo de Frontin, estão com o tráfego parado. Há grandes bolsões de água ainda no Aterro do Flamengo, no Jardim Botânico, em Botafogo e em Copacabana. Na região metropolitana, a prefeitura de Niterói interditou a Avenida do Contorno.

Transportes

O temporal e a dificuldade de locomoção nas ruas do Rio e Niterói estão comprometendo a operação da concessionária Barcas S/A, já que parte da tripulação (comandantes, chefes de máquinas, marinheiros, amarradores de corda etc.) não está conseguindo chegar às estações da Praça XV, Niterói e Charitas. Dessa forma, em vez de 10 minutos, as partidas estão sendo feitas com intervalos de 20 minutos na linha Niterói-Praça XV. A linha Charitas-Praça XV está inoperante. A linha Cocotá-Praça XV tem próxima viagem confirmada às 8h. Próxima partida de Paquetá às 9h.

A SuperVia informou que a circulação dos trens está alterada por medida de segurança. Neste momento, os trens do ramal Saracuruna não estão circulando e os paradores das linhas Campo Grande, Bangu e Deodoro não fazem paradas nas estações Praça da Bandeira, São Cristóvão, Maracanã e Mangueira. Nos demais ramais (Japeri, Santa Cruz e Belford Roxo), a circulação registra atrasos médios de 10 minutos. Os passageiros estão sendo informados das alterações pelo sistema de som das estações.

O Aeroporto Santos Dumont está fechado e o Internacional Galeão-Antônio Carlos Jobim está aberto para pousos e decolagens, mas opera por instrumentos na chuvosa manhã desta terça-feira. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas voos para Brasília registram atrasos.

Caos na cidade

Desde que a chuva começou, por volta das 17h30, uma série de congestionamentos provocou transtornos no tráfego no Rio. A situação mais crítica, de acordo com a Guarda Municipal, ocorreu na Praça da Bandeira, que é um dos locais de acesso a vários pontos do Centro. O local ficou totalmente alagado e o nível da água chegou a atingir 1,5 m, impedindo a passagem de carros e ônibus. Nesse ponto, assim como na Avenida Maracanã, bombeiros usaram barcos e botes infláveis para auxiliar motoristas e pedestres.

Cerca de 40 pessoas foram resgatadas pela Defesa Civil durante a madrugada. Elas estavam dentro de três ônibus (dois da linha 606, viação Matias, e um da linha 268, da viação Redentor) que estavam sendo tomados pela forte chuva.

Em São Cristóvão, várias ruas permaneceram alagadas por toda a madrugada, especialmente a Pedro II, Melo e Souza, Figueira de Melo e Francisco Bicalho. O nível de água ultrapassou 0,5 m nessas vias, que ficaram intransitáveis, devido ao transbordamento do Canal do Mangue, que fica entre as duas pistas da Francisco Bicalho.

Na Tijuca, com o transbordamento do Rio Maracanã, automóveis ficaram submersos e motoristas tiveram que ser resgatados. Isso provocou alagamentos em diversas vias próximas, como a Boulevard 28 de Setembro, próximo à Rua Felipe Camarão. Na Praça da Bandeira, nas avenidas Presidente Castelo Branco e Maracanã, bem como nas ruas Conde de Bonfim e General Canabarro, o nível da água encobriu os pneus dos carros.

Na Avenida Brasil, principal porta de entrada da cidade, pelo menos cinco trechos ficaram alagados: Caju, Manguinhos, Bonsucesso, Ramos e Parada de Lucas. Quem circulou pela Zona Sul também encontrou trechos castigados pelo temporal. A Rua Jardim Botânico, na altura da Rua Pacheco Leão e do Parque Lage, e a Rua Voluntários da Pátria, na altura da Real Grandeza, foram os pontos mais castigados, e os motoristas encontraram grandes bolsões d’água. Na Avenida Prefeito Mendes de Moraes, em São Conrado, onde mora o ex-prefeito Cesar Maia, bueiros entupidos ocasionaram grandes transtornos e muito acúmulo de água nas vias.

O trânsito parado em toda a cidade motivou arrastões, que foram registrados na Linha Amarela, Avenidas Brasil, Pastor Martin Luther King Júnior (ex-Automóvel Clube) e Dom Hélder Câmara (ex-Suburbana).

Aeroportos foram fechados e trens tiveram a circulação interrompida no ramal de Saracuruna, entre as estações Central do Brasil e Bonsucesso, por causa de alagamento em Manguinhos. O ramal de Belford Roxo circulou com atrasos. O metrô também sofreu por causa do excesso de passageiros que procuraram fugir do trânsito caótico usando o sistema subterrâneo.

No Forte de Copacabana, as rajadas de vento chegaram a 75km/h. Pelo menos sete bairros ficaram sem energia por causa da queda de redes elétricas: Ilha do Governador, São Conrado, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Alto da Boa Vista, Tijuca e São Cristóvão. Por volta de meia-noite, a chuva diminuiu, mas cerca de uma hora depois voltou com toda a força e fez o Rio Maracanã transbordar mais uma vez.

abr
06

Postado em 06-04-2010 09:45

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 06-04-2010 09:45

Tancredo: vítorias e vítimas

No artigo de hoje em sua coluna na Tribuna da Bahia o colunista político, Ivan de Carvalho, comenta sobre os movimentos de construção de alianças para disputar o governo da Bahia e lembra o ensinamento de Tancredo Neves de que “não se constroem vitórias sem vítimas”. Segundo o texto de Ivan, que Bahia em Pauta reproduz, os eleitores vão decidir se o governador, com sua política de ampla e diversificada aliança, está construindo ou não uma vitória eleitoral.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

As primeiras vítimas

Ivan de Carvalho

Tancredo Neves costumava dizer que “não se constroem vitórias sem vítimas”. Os eleitores vão decidir se o governador Jaques Wagner, com sua política de ampla e diversificada aliança, está construindo ou não uma vitória eleitoral.
Enquanto esta incógnita não se revela, já surgem as primeiras vítimas nas fileiras do próprio governismo. Ainda não são muitas, ainda que sejam importantes, mas há possibilidade de aumentarem de número, hipótese que me reservo a analisar caso seja consumada. Não nasci com nem desenvolvi o dom de adivinhar as coisas, embora o dom exista.
Vamos, portanto, ficar com o que já está consumado e o que parece que está.
Primeira vítima – o deputado federal João Leão, que divide ou dividia com seu colega Mário Negromonte, presidente estadual do PP, o comando deste partido na Bahia. Leão está “estremecido” com Negromonte por ter este ido de encontro à sua posição contrária à participação do ex-governador e ex-conselheiro do TCM na chapa majoritária governista como candidato a vice-governador.
Leão defendia que ao PP, como anteriormente combinado, deveria caber uma vaga na disputa pelas duas cadeiras de senador que estarão em jogo em outubro. Alencar deixou o TCM, filiou-se ao PP e é candidato a vice, com o aval de Negromonte e a ausência protestante de Leão no importante ato político de filiação de Otto Alencar ao PP. Para aceitar Alencar como vice, Leão (como seus amigos no PP) queria o deputado estadual Roberto Muniz para sucessor de Alencar no TCM. Assim, os votos de Muniz seriam divididos entre a deputada Eliana Boaventura e um filho de Leão que é candidato à Assembléia Legislativa. Prevaleceu a vontade de Alencar de indicar seu assessor no TCM, Plínio Carneiro Filho (filho, claro, do ex-deputado Plínio Carneiro, com base política na região de Serrinha). Para Leão, perda total.

Segunda vítima – O deputado, ex-candidato a prefeito e ex-secretário do Planejamento Walter Pinheiro. O que ele queria mesmo, agora, era ser candidato ao Senado. A chapa para o Senado está ganhando outra composição, que o exclui. A alternativa era ficar no cargo de secretário com a garantia de ser novamente candidato a prefeito de Salvador em 2012. Do PT recebeu o veredicto de que poderia ser ou não, garantia não havia, pois o deputado Nelson Pelegrino, que já em 2008 terçara armas com ele pelo privilégio, também está querendo – mais uma vez – concorrer à prefeitura.

Com um dia de atraso em relação aos governistas que ocupavam cargos no Executivo estadual, Pinheiro deixou o dele e, descontente, vai buscar a reeleição para deputado federal, cedendo parte de seus votos para o amigo e ex-secretário Afonso Florence, que tem o mesmo objetivo. Observação com algum atraso: o governador não poderia nomear melhor sucessor para o cargo deixado por Pinheiro do que Antonio Alberto Valença, exemplo de competência, seriedade e visão de problemas e soluções. Aí o Estado está muito bem servido.

Terceira vítima – Waldir Pires. Talvez mais mártir do que vítima. Queria e outros o queriam candidato a senador. Foi alijado da chapa (na verdade, não chegou a estar nela) em nome de uma “aliança mais ampla”, desejada por Wagner. Fiel, disse ao governador que votará nele, mas inflexível na defesa de seu ideário e princípios, uma longa história de coerência e luta, pode não dar ainda esta luta por encerrada. E também não é impossível imaginar que mantenha sua insurgência (inclusive pública) contra as restrições que tinha à composição da chapa majoritária liderada por Wagner, especialmente no que diz respeito à quase certa participação do ex-governador e senador César Borges, do PR.

abr
05

Postado em 05-04-2010 23:40

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 05-04-2010 23:40

BOA NOITE!!!

abr
05

Postado em 05-04-2010 23:16

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 05-04-2010 23:16

Dilma na posse de Alfredo Nascimento (PR)

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Em seu primeiro evento partidário após deixar o governo, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu a continuidade do governo Lula, representada por sua candidatura, e disparou críticas à oposição, que classificou de “forças do atraso” e de atuar como “lobo em pele de cordeiro”.

“Todos nós juntos acabamos com o tempo da estagnação e abrimos as portas para o crescimento econômico. O povo brasileiro não vai querer voltar atrás”, disse em discurso durante cerimônia de posse da nova cúpula do Partido da República (PR).

Integrante da base de sustentação do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a sigla anunciou apoio à candidatura da ex-ministra da Casa Civil. O novo presidente nacional da legenda é o senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (AM).

Dilma, que não citou nominalmente os partidos de oposição em seu discurso, acusou os que governaram para os ricos de voltar a excluir os pobres.

“Estamos juntos para não deixar que o nosso país retroceda, na luta para não deixar que as forças do atraso voltem, na luta para não deixar aqueles que sempre governaram esse país para os ricos voltem para excluir os mais pobres”, destacou, argumentando que a qualidade de vida dos mais ricos também melhorou porque o governo, ao aplicar políticas sociais, fortaleceu o mercado consumidor doméstico.

Dilma tem como principal adversário o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). O tucano lidera pesquisas de intenção de votos, mas em recente sondagem do Vox Populi aparece tecnicamente empatado com a petista.

Ela também retomou o discurso de que a oposição, que administrou o país de 1995 a 2002, é privatista e acusou os antecessores do presidente Lula de quebrar o país.

“Aqueles que venderam o nosso patrimônio, que quebraram o Brasil, que deixaram nosso povo sem salários dignos e sem renda adequada não serão capazes de levar isso à frente.”

E rebateu a oposição, que vem propondo uma visão pós-Lula: “Eles são e sempre foram o anti-Lula”.

Para Dilma, a oposição é um “lobo em pele de cordeiro”, pois, apesar de defender a continuidade de alguns programas do governo, já afirmou que poderia acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e alterar a política econômica. O Bolsa Família também já foi alvo de críticas de PSDB e DEM.

“Um dia tentam enganar dizendo que vão continuar o trabalho do presidente Lula, o trabalho que nós ajudamos a fazer. Outro dia mostram a patinha de lobo ao cometerem um tremendo ato falho, e aí criticam tudo, falam mal de tudo”, disparou.

(Deu no portal MSN com informações da Reuters)

abr
05

Postado em 05-04-2010 18:55

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 05-04-2010 18:55

De Belmont, na área da baia de San Francisco, costa do Pacífico, região proxima da mexicana Baixa Califórnia onde no domingo ocorreram abalos sísmico que causaram tremores até no centro da cinematográfica Los Angeles, a colaboradora Regina Soares segue atenta à terrinha.

Sugere trazer para o primeiro plano do Bahia em Pauta um registro postado na área de comentários por Luiz Fontana, do Blogbar, sobre o que ele considera a melhor notícia do final de semana prolongado, publicado no Estadão online: a vida e a arte da pianista de fama internacional, Maria João Pires, que se mudou de Portugal para viver em Lauro de Freitas, município no litoral norte, vizinho a Salvador. BP atende com prazer e reproduz o texto para seus leitores:
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ARTE E VIDA

Uma das maiores pianistas da atualidade, Maria João Pires, que se apresenta amanhã em São Paulo, fala da mudança para a Bahia, do desejo de se aposentar e critica o mercado musical
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João Luiz Sampaio – O Estado de S.Paulo

Seu sorriso é como música. Encanta e desconcerta com a mesma facilidade – e, no melhor espírito da grande arte, nos leva a implodir certezas. Até pouco tempo, ela era a grande pianista portuguesa Maria João Pires, uma das mais requisitadas e aplaudidas intérpretes do cenário internacional, tinha contrato de exclusividade com o poderoso selo alemão Deutsche Grammophon e uma agenda intensa de concertos. Nos últimos anos, porém, abriu mão da cidadania da terra natal e pediu a nacionalidade brasileira; trocou a Europa pelo clima do Nordeste; rompeu seu contrato de gravações. E não esconde, nem mede palavras. “Estou cansada. Não quero mais viajar o mundo tocando. O comércio da música nada tem a ver com a arte”, diz. E sorri uma vez mais.

Maria, que se apresenta amanhã na Sala São Paulo, recebe a reportagem do Estado na varanda da casa em Lauro de Freitas, município vizinho a Salvador. “Confesso que não tenho uma relação especial com a cidade, não mais do que com qualquer outra cidade brasileira. Acho que não gostaria de morar em Salvador, mas também é verdade que não gostaria de morar em cidade alguma. Mas conheci Lauro de Freitas a convite de amigos, passando férias, e, há seis anos, resolvi comprar esta casa”, conta. “Foi apenas mais tarde, no fim de 2008, que resolvi me mudar de vez para cá. Não foi uma decisão que tomei. Na vida as coisas acontecem, se misturam e, quando nós vemos, há um caminho a ser seguido.”

É preciso, aqui, voltar um pouco no tempo. No fim da década de 90, Maria João Pires criou em Belgais, Portugal, um centro musical destinado a colocar em prática suas visões sobre o fazer artístico. Em uma casa de fazenda pertencente à família, reuniu, de um lado, alunos de música; de outro, criou uma escola primária, com o objetivo de experimentar um sistema de educação artística. Em Belgais, jovens músicos dedicavam-se tanto ao estudo de um instrumento quanto ao trabalho com a terra e o cultivo de alimentos. A ideia, explica, é entender a música como parte da vida em comunidade, como forma de diálogo.

Em 2006, no entanto, o projeto fechou as portas. “Não foi uma questão financeira, eu investi tudo o que tinha ali e o governo português ajudava, com pouco, mas ajudava. As inimizades, as tentativas de denegrir o que estávamos fazendo, tudo isso foi destruindo o projeto aos poucos.” No mesmo ano, Maria João teve problemas no coração. “Minha saúde estava sendo comprometida e resolvi parar. Hoje, minha filha mais velha toma conta da casa. Eu quero vender a propriedade, mas é difícil. Ela é grande demais para uma família, pequena demais para um hotel.”

Diálogo. Se Belgais deixou de existir, o espírito do projeto segue vivo. Tudo o que aconteceu só a fez ter mais certeza do desejo de diminuir o ritmo. “A carreira para mim sempre foi um peso. Nunca procurei isso. Foi a vida que levei, aceitei essa realidade. Tentei parar outras vezes, mas não consegui, por questões familiares, financeiras. Minha relação pessoal com a música não tem nada de comercial. A arte é um meio de expressão e de diálogo. A música tem um lado sublime que nos ajuda a entender e ultrapassar nossas limitações, em especial a nossa dificuldade de encontrar harmonia. Não quero entrar em grandes sonhos, mas acredito que a música pode ajudar as crianças que vão construir o mundo de amanhã.”

É por isso, diz, que sonha com um projeto parecido no Brasil. Ela confirma a possibilidade de instalá-lo em Sergipe. “As coisas estão se arrastando um pouco, mas não é culpa de ninguém. Tenho precisado trabalhar muito, minha saúde não andou boa. Meu sonho é estabelecer as bases de um projeto nacional, barato, que possa se espalhar rapidamente.” E quais seriam essas bases? “A ausência de rigidez, de uma introdução intelectualizada à arte. Há gente que seduz o aluno, para que ele toque e seduza o público, impressione o pai, a professora. A arte assim perde a força, não transforma.”

Na cartilha de Maria João, no entanto, ausência de rigidez não significa falta de disciplina. “A criança precisa entender o que está fazendo, um coral infantil não pode cantar desafinado. É só quando ele tiver um bom desempenho que seus integrantes vão entender o significado do trabalho, entender que superaram as dificuldades e levar esse aprendizado para a vida. A disciplina é o princípio da liberdade. Temos de aceitar nossos limites. A gente nasce e morre, não pode voar, os limites estão aí. Mas, dentro deles, há espaço para a transformação. A música não precisa ser uma finalidade, mas um caminho. O importante não é formar grandes músicos e sim seres humanos que entendam como a arte pode ajudar.”

E como isso acontece? “Fazer música é sentir-se parte de alguma coisa, de uma comunidade, é reencontrar valores perdidos. Seria ingenuidade achar que a arte resolve tudo, mas, em meio a tantos problemas que assolam crianças carentes, elas acabam perdendo também a capacidade de sonhar. Fazer música é recuperar esse universo perdido, encontrar a si mesmo e ao outro. Estar junto é aceitar a diferença – e por isso não concordo com o estudo solitário. Ele leva à solidão e isso é para mim uma temeridade.”

Jardim. Sentada na varanda de casa, Maria João nada parece a pianista reclusa, avessa a entrevistas, famosa por cancelar encontros com jornalistas. “Quando comprei a casa, havia uma piscina em frente desta varanda. Você já percebeu como as pessoas têm mania de derrubar plantas e colocar concreto em tudo?”, ela pergunta. “A primeira coisa que fiz foi fechar a piscina com terra e plantar meu jardim. Você já pensou no gasto que se tem com a manutenção, aqueles produtos caros e poluentes? E eu não preciso de uma vista. Gosto de plantas, só preciso de um quarto e um jardim.” O cachorro Jota faz pose para o fotógrafo e ela se diverte. “É um teckel de pelo duro, trouxe da Espanha. É uma raça caçadora, engraçada. Se bem que ele tem personalidade, não é nada bonzinho, olha a carinha!”

Skates e pranchas de surfe entregam a presença de adolescentes na casa. E logo Claudio, que Maria João adotou há 15 anos na Bahia, se junta à mãe. “Tem também o Lucas e as minhas filhas, que moram na Europa.” Para ela, a vida em família é fundamental. “É o princípio da minha vida, sempre foi. Viajo, trabalho, mas corro para casa. Cozinho para as crianças, mas não é algo que me apaixone, prefiro fazer faxina. Mesmo com as meninas, que estão mais velhas, quando estamos juntas, lá vou eu cozinhar, passar roupa.”

Seu grande sonho é ter “uma fazendinha”, com uma casa “e uma horta”. Até lá, investe tempo no projeto educacional. “Quase me mudei para Aracaju, mas não encontrei uma casa com um jardim. E as que vi ficam em condomínios fechados, com muros, cercas, seguranças. Não gosto disso. Como mãe, claro, me preocupo, mas acho que não se resolve problema de segurança reforçando a separação entre duas sociedades que, no fundo, são formadas por pessoas iguais. Já há divisão demais no mundo.”

QUEM É

MARIA JOÃO PIRES
PIANISTA

CV: Nascida em julho de 1944 em Lisboa, Portugal, Maria João Pires deu seu primeiro recital aos 5 anos de idade e, em seguida, completou os estudos na Alemanha. Mozart, Schubert e Beethoven são os pilares de seu repertório. Ganhou nacionalidade brasileira em 2009.

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