jun
16

Postado em 16-06-2009 11:37

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 16-06-2009 11:37

Trailer do filme

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Vanzolini:mestre da música e da biologia
vanzolini2

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Maria Olívia/Cinema

Corra para o Unibanco Glauber Rocha. Já está em cartaz o documentário Um Homem de moral, de Ricardo Dias, sobre este mestre da Música Popular Brasileira e zoólogo , Paulo Vanzolini, em homenagem aos seus 85 anos. Sabemos todos que os cinemas não ficam muitas semanas com filmes brasileiros em cartaz, exceto se tiver atores globais no elenco.

Compositor de belíssimas canções, Vanzolini conta na fita como nasceram Volta por cima, Ronda, Cuitelinho, Boca da Noite entre outras obras maravilhosas gravadas por alguns dos maiores intérpretes brasileiros. Ele conta também algumas histórias saborosas sobre sua vida de cientista.

Paulo Vanzolini e o cineasta Ricardo Dias são amigos de longas datas. Ricardo foi aluno de Vanzolini no curso de Biologia da USP, nos anos 70. Nessa época, ele começou a documentar o trabalho do professor como zoólogo.

Não vacile, o filme só é exibido na sessão das 18 horas do Unibanco Glauber Rocha. Chico Buarque de Holanda sempre disse que aprendeu fazer música com Paulo Vanzolini. Pense nisso, um belo aperitivo.

Maria Olívia é jornalista.

jun
16

Postado em 16-06-2009 11:15

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 16-06-2009 11:15

Depois da crônica da jornalista e escritora carioca Aparecida Torneros, que saiu na edição on-line do Pravda.ru, reproduzida hoje no Bahia em Pauta, a música para começar o dia nesta terça-feira (16) só poderia ser Woman, de John Lennon, recolhida em vídeo sensível e autoexplicativo do You Tube. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

jun
16

Postado em 16-06-2009 10:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-06-2009 10:28

Virtudes , magias e mistérios
pravda

CRÔNICA DE CIDA/ MULHERES

O MISTÉRIO DA FÊMEA

Aparecida Torneros

Mariazinha tinha 7 saias, alguém cantava antigamente, a Cigana dançava sob 7 véus, a Bruxa enfeitiçava os homens, a Mulher que era Fada, amadrinhava as criancinhas, a Fêmea Sereia atraía os pescadores, aquela que habitava os sonhos é a mesma que nos envolve no seu Mistério.

Mulher é isso mesmo. O mistério da bolsa que carrega: um cofre que contém band-aid, batom e fotos da família. Pode-se passar o raio x e lá há de se encontrar um mundo à parte. Talvez um pacotinho contendo folhinhas de alecrim, ou de hortelã, remédios para alma ferida, quem sabe um papelzinho dobrado com a oração do Anjo de Guarda.

Na agenda, há as que anotam os dias de lua cheia para se auto- reconhecerem ou mais belas ou mais feiticeiras nessas noites, em suas cidades ou em suas camas.

Sob as saias moram as virtudes e as magias, e sob os olhos há qualquer vestígio do incompreensível que assuste o desavisado, ou confunda o experiente. Há no conjunto delas, dessas mulheres modernas a enfrentarem com luta sua conquista de lugar ao sol, um mixto de compaixão e ternura, aliado ao retumbar de bumbos que rebatem estridentemente sua corrida para a independência e seu dispor para comandar e formar famílias, cidades, países, terras e corações, mares e olhares, sentimentos e sofrimentos ultrapassados.

Ora, ponham-nas diante das maçãs do tempo, Evas e Liliths, tentações lendárias, e que se comam as vicissitudes da sua dança do tempo, mordam-se seus lábios degustando parte dos seus medos, para que sobrevivam seus feitos e desfeitos, enquanto filhos e filhas, sobrinhos, netos, bisnetos, tantos que as descendam, se encarreguem de interpretá-las na inútil tentativa de decifrá-las.

Tantos séculos, tantas mudanças de saias, das anáguas pulou-se para as saias justas, ou para as mini, ou para a audácia das calças compridas, e o passo de cada fêmea parece adequar-se à passarela dos ventos, ao passo que sua voz se faz ouvir num repicar constante de idéias que reverberam no som interno dos que param, enfim, para ouvir cada mulher que integra o dia-a-dia das metrópoles ou dos campos.

A garota sai sozinha pelo mundo, mochila às costas, a pequena voa sem destino certo mas vai em busca de si mesma, caminha pela estrada da vida e se descobre inteira. Talvez nem tenha completado os 18 anos, mas já se sente dona do seu nariz, precisa saber de tudo um pouco, o mundo é tão vasto, o tempo corre, há que ultrapassar barreiras e protestar pela minimização das diferenças e contra a persistente injustiça.

Nos campus universitários ou nos pátios industriais, elas se multiplicam, são as mulheres se especializando , além dos fogões e dos tanques de lavar roupa, são as fêmeas misteriosas, como se não bastasse seu papel de procriadoras da espécie, seu bailado atávico qual dançarinas que se movem ciosas da cadência dos próprios quadris, elas se vestem com terninhos coloridos e falam nos microfones.

Discorrem sobre energia, organização social, desenvolvimento dos seus países, elas aprenderam a contra argumentar, contra atacar, contra por, contra cenar, contra bandear até. E bandeiam para os lados que escolhem ou são escolhidas, vai da sorte e da mirada.

Algumas miram o alvo certo, pregam sua atenção em metas pessoais ou coletivas, e não se desviam do caminho traçado. Chegam lá, não há como duvidar das obstinadas. Porém, suas crianças nascem e crescem, e por incrível que pareça, não é que elas se desdobram e vão nas reuniões de pais das escolas? Como conseguem cozinhar e ler ao mesmo tempo, indagam os de pensamento machista tradicional?

Ainda bem que são assim, seres múltiplos, rebatem os antenados, os melhores companheiros para as misteriosas fêmeas modernas. A senhora setentona viaja pela Europa sozinha descobrindo a história, se atualizando com os eletrônicos, calçando tênis iguais aos das suas netas para caminhadas, e fotografando cada momento e monumento, como registro e conquista.

Certamente, em cada mulher reside, além da sede de viver, o gosto pela descoberta da própria liberdade. E isso tem preço, claro, o preço que surpreende os incautos que lhes cobram posturas, enquanto tentam decifrar porque ainda choram diante de meninos índios desnutridos ou de crianças abandonadas nas ruas.

Cada uma delas sabe que o desafio é imenso, há um planeta desordenado a reconstruir, nada que não se possa incluir num sonho dantesco, na medida que se vai fazendo a parte que lhe cabe, pequenina embora, mas importante para a construção do todo. Disso, toda mulher tem certeza.

A partir de pequenos gestos, unindo esforços e cultivando esperança, não é que o mundo está mudando? Pelo menos para elas, para suas irmãs de gênero, seus pares de caminhada, seus namorados e maridos com quem dividem medos e enfrentam guerras diárias, essas misteriosas criaturas que portam úteros-celeiros de vidas e promessas, são realmente uma fonte inesgotável de perguntas sem respostas e de surpresas em cascata.

Delas, pode-se esperar a qualquer instante, a novidade que aquece a alma e o novo discurso que reorganize o trabalho ou redescubra a pólvora, em lugar incerto e não sabido, no mais longínquo reduto de sobriedade que houver num sentimento pleno de audácia feminina, ou de disciplina humana.

Se alguma ainda apavora a um desavisado que não a consiga entender, aconselha-se a meditação em hora do por do sol, posição de lotus, pensamento vago, soltando as amarras culturais e religiosas, apenas cheirando o ar impregnado de busca, deixado pelo rastro de uma delas.

Quando ela passa, leva consigo nossa admiração ou nossa perplexidade, legando-nos muitas interrogações e alguns pontos exclamativos para compensar as histórias universais, com gestos e mesuras de saias e véus, danças e gargalhadas, acenos e sorrisos, ares de quem sabe onde vai e o que quer, a despeito do seu eterno mistério!

Aparecida Torneros ,jornalista e escritora, autora do livro “A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro. Esta crônica foi publicada  na edição on-line do PRAVDA (Russia).

jun
15

Postado em 15-06-2009 23:50

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 15-06-2009 23:50


Nesta segunda-feira(15) a música para terminar o dia e entrar pela madrugada vem do Uruguai e tem a assinatura de Jorge Dexter, nome de ponta da moderna canção da América Latina e mundial. Neste vídeo, o autor de “El otro lado del rio” (vencedora do Oscar de melhor canção) interpreta outra composição estupenda de sua autoria:”Todo se transforma”. Letra e melodia de mestre, para ouvir e repetir. Em uma das estrofes, quando o autor nascido às margens do Rio da Prata fala de loucuras ao lado da amada ao redor do mundo, lembra “das sandálias planas compradas en Salvador de Bahia, onde a outro destes o amor que hoje eu te devolveria”. Confira, ainda, a versão para o português da letra de Dexter, um poema á parte que Bahia em Pauta também oferece aos seus ouvintes e leitores.

(Vitor Hugo Soares)

Todo Se Transforma (tradução)

Composição: Jorge Drexler

Teu beijo se fez em calor,
Logo o calor, em movimento,
Logo em gota de suor
Que se fez em vapor, logo em vento
Que num canto de algum Riacho
Moveu a pá de um moinho
Enquanto pisavam o vinho
Que tua boca vermelha bebeu..

Tua boca vermelha na minha,
A taça que gira em minha mão,
E enquanto o vinho caia
Soube que de algum distante
Canto de outra galáxia,
O amor que me daria,
Transformado, voltaria
Um dia a dar a graça.

Cada um dá o que recebe
E logo recebe o que dá,
Nada é mais simples,
Não há outra norma:
Nada se perde,
Tudo se transforma.

O vinho que eu paguei,
Com aquele euro italiano
Que havia estado em um vagão
Antes de estar na minha mão,
E antes disso em Torino,
E antes de Torino, em Prato,
Onde fizeram meu sapato
Sobre o qual cairia o vinho.

Sapato que em umas horas
Buscarei debaixo de tua cama
Com as luzes da aurora,
Junto a tuas sandálias baixas
Que compraste aquela vez
Em Salvador na Bahia,
Onde a outro deste o amor
Que hoje eu lhe devolveria

Cada um dá o que recebe
E logo recebe o que dá,
Nada é mais simples,
Não há outra norma:
Nada se perde,
Tudo se transforma

jun
15

Postado em 15-06-2009 22:36

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 15-06-2009 22:36

Carlos Martins e as dúvidas
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Perguntar não ofende:

Os números da economia baiana que acabam de sair do forno e andam rolando por aí, são complicados e, além de difíceis de entender, suscitam dúvidas cruéis à espera de respostas convincentes.

Querem ver?

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia  (SEI) divulgou no último dia 10 o PIB da Bahia do 1º trimestre de 2009, que na contramão da crise mundial, cresceu 0,6% em relação à igual período de 2008.

Por outro lado, os dados da SEFAZ indicam que a arrecadação do ICMS  no período de fevereiro a abril de 2009 (que corresponde à atividade econômica do 1º trimestre, uma vez que o ICMS é recolhido no mês seguinte ao da apuração) foi de R$2.291.695,00, enquanto em igual período de 2008 foi de R$2.490.376,00.

A comparação do PIB com a arrecadação do ICMS cria a primeira dúvida atroz: porque a arrecadação do ICMS de 2009 caiu 8% em relação a 2008 quando o PIB teve um pequeno acréscimo de 0,6%?

Em uma analise superficial concluiríamos que a arrecadação do ICMS deveria permanecer constante ou ter um leve acréscimo em 2009, entretanto, analisando a composição da arrecadação por setor econômico, a conclusão seria diferente:

Setor

% Arrecadação 1º Trim 2008

Acresc. PIB

1º Trim 2009

% Arrecadação

Esperada

1º Trim 2009

Comércio

29,36%

3,8%

30,47%

Serviços

24,84%

2,8%

25,54%

Petróleo

28,61%

2,0%

29,18%

Agroindústria

3,47%

2,2%

3,52%

Indústria

13,75%

-3,7%

13,24%

Total

100%

 

102%

Conforme o quadro acima, aplicando os índices de cada setor na sua representatividade na arrecadação do ICMS, seria esperado um acréscimo do ICMS de 2% em relação a 2008, em lugar de uma queda de 8% como foi verificado.

Olhando com mais atenção para os dados da SEI, veremos que grande parte da queda da indústria se deu naquelas atividades voltadas para a exportação (queda das exportações de 32,8% em relação a 2008), que são isentas de impostos. Provavelmente a queda da indústria voltada para o consumo interno, que recolhe ICMS, foi bem menor que os 3,8% da indústria em geral, o que implicaria em acréscimo da arrecadação esperada um pouco maior que 2%.

A pergunta que não quer calar:

Será que a queda da arrecadação do ICMS tem alguma ligação com o clima de guerra do secretário Carlos Martins com os auditores fiscais, que já perdura há quase um ano?

Com a palavra o secretário da Fazenda Carlos Martins.

(Postado por:Vitor Hugo Soares e equipe do Bahia em Pauta)

jun
15

Postado em 15-06-2009 17:11

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 15-06-2009 17:11

Deu no Blog

O Blog “Fatos e Dados”, da Petrobras, publica nesta segunda-feira (15), as respostas da empresa estatal a três questões formuladas pela redação do Correio da Bahia por e-mail, depois de contatos telefônicos. Um dos temas abordados é a situação de Geovane Morais, ex-gerente de comunicação da área de Abastecimento da Petrobras, demitido em abril. Confira a seguir:

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“Conforme contato telefônico repasso as minhas solicitações:

Matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje, de título “Petrobras paga R$4 milhões a produtoras ligadas ao PT”, é relatada a situação de Geovane de Morais. Ele era gerente de comunicação da área de Abastecimento da Petrobras. Ele foi demitido em abril, segundo a reportagem, por suspeitas de desvio de dinheiro. Com base nisso peço uma espécie de ficha de Geovane. Quando ele passou a exercer essa função? O que ele fazia antes da Petrobras? Ele é funcionário de carreira ou concursado? Além disso, o que exatamente essa “área de abastecimento” maneja?

Eduardo, por favor, uma dúvida e um pedido.

A dúvida: quando Gabrielli assumiu a presidência da estatal?

Sobre suas perguntas

Sobre Geovane de Morais

Em primeiro lugar, esclarecemos que o empregado não foi demitido por “desvio de dinheiro” como cita a pergunta, mas por desrespeitar os procedimentos de contratação da Companhia. Ele foi admitido na Petrobras em maio de 1994, por concurso público, e designado gerente de Comunicação do Abastecimento em outubro de 2004.  Na sua evolução profissional dentro da Companhia, já havia ocupado interinamente outras gerências, além de ter sido nomeado, em março de 2001, gerente de Comunicação da Refinaria Landulpho Alves/RLAM, na Bahia. Essas nomeações ocorreram dentro de um processo natural de evolução de carreira dos empregados da Petrobras.

Sobre Abastecimento

O Abastecimento (downstream) é o responsável pelo refino, transporte e armazenamento de petróleo e seus derivados. A área tem sob sua responsabilidade várias unidades de negócio espalhadas por diversas regiões do país. Na Bahia, estão a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). A atuação do Abastecimento é fundamental para consolidar os objetivos estratégicos da Petrobras.

Para ter uma visão mais abrangente da importância da área de Abastecimento para a Petrobras sugerimos que visite nosso site www.petrobras.com.br. Basta clicar no link “Petrobras”, depois em “Atividades” e por último em “Abastecimento” no texto sobre Refino.

Sobre José Sergio Gabrielli

José Sergio Gabrielli de Azevedo é presidente da Petrobras desde julho de 2005″.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jun
15

Postado em 15-06-2009 10:15

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 15-06-2009 10:15

Deu na coluna

Leia na coluna de Alex Ferraz, na ediçaõ desta segunda-feira(15) na Tribuna da Bahia a nota que segue – e outras:

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Estado de sítio
Vejo nos jornais municípios baianos imitando municípios paulistas e decretando toque de recolher para menores.
Uma confissão pública da total incapacidade (inércia?) dos poderes públicos, inclusive da própria Justiça, para lidar com o crime. E, mais do que isso, um reconhecimento de que as novas gerações estão ao Deus dará. Sim, porque no meu tempo de menino e adolescente, nos Barris, quem decretava o horário de voltar para casa era minha sábia e saudosa mãe. E podia variar das sete da noite às duas da manhã, entre meus 13 e 17 anos de idade.
Convenhamos que falo de uma Salvador civilizada, com pouco mais de 800 mil habitantes, e não esta selva em que vivemos hoje.

jun
14

Postado em 14-06-2009 20:12

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-06-2009 20:12

Container leva corpos/DN
corpos2
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Reportagem do jornal português Diário de Notícias, publicada na edição on-line deste domingo (14), afirma que a tese da explosão, sugerida por alguns especialistas como causa  do desastre com o Airbus da Air France, que fazia a rota Rio-Paris com 228 pessoas a bordo, está cada vez mais descartada.

Segundo o DN, a análise preliminar dos destroços do voo 447 reforça a tese de que não houve incêndio e que o avião despencou subitamente no oceano Atlântico, no dia primeiro de junho. O acidente completa duas semana neste domingo, com mais de uma centena e meia de pessoas ainda desaparecidas mar e inúmeras dúvidas sobre as causas do desastre no ar.

As autoridades brasileiras confirmaram que não há marcas de fogo nos 37 pedaços do Airbus da companhia Air France. Um técnico francês já começou a perícia. A imprensa brasileira publicou ontem imagens dos restos do avião. Ari Germano, autor de um livro sobre acidentes de aviação, confessou ao Globo que ficou surpreendido com o que viu.

“Vi a parede que separa a zona onde a tripulação prepara as refeições da cabine dos passageiros,” começou. “As cadeiras ainda estavam dobradas. Noutras, há cintos de segurança soltos. Eles não tiveram tempo de fazer nada.”

SENSORES DE VELOCIDADE

O construtor dos aviões Airbus recomendou, neste domingo, “prudência” na adoção de teses que apontam as falhas nos sensores de velocidade como principal causa do acidente. Louis Gallois, presidente-executivo da EADS, casa-mãe do construtor Airbus, disse que “foi a convergência de diferentes causas que permitiu um tal acidente”. Louis Gallois declarou: “Ninguém sabe se os tubos de Pitot (sondas que permitem medir a velocidade a que uma aeronave voa)  tiveram algum papel no acidente.”

A Air France, como o BEA (Gabinete de Inquéritos e Análises, entidade francesa responsável pelo inquérito do acidente), também recusa fazer uma ligação entre o acidente e os tubos de Pitot. A companhia acelerou o processo de substituição destas sondas nos Airbus A330 e A340, cumprindo uma recomendação do fabricante. A substituição aconteceu sob pressão dos pilotos da companhia, e depois de uma série de incidentes acontecidos em 2008, que estão relacionados com anomalias nestes instrumentos.

A reportagem do DN assinala, ainda, que enquanto esperam que as caixas negras sejam encontradas, os investigadores franceses tiram as primeiras conclusões sobre as características do acidente analisando, no Brasil, os primeiros destroços da aeronave encontrados no mar. Os destroços estão armazenados num hangar no Recife.

Segundo peritos citados pela imprensa brasileira, os destroços parecem indicar que a queda do avião foi súbita e que a aeronave não explodiu durante o voo.

Enquanto isso, um comunicado oficial divulgado hoje informa que foram 43 e não 44 os corpos de passageiros do voo 447 encontrados no Atlântico pelos navios brasileiros. Por seu lado, a frota francesa que participa nas buscas encontrou seis corpos.

jun
14

Postado em 14-06-2009 14:14

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 14-06-2009 14:14

Wagner e Geddel: na corrida
corrida

Deu na revista

A Veja desta semana traz na edição entregue aos assinantes neste domingo, 14, a seguinte nota na coluna Holofote, assinada pelo repórter Felipe Paturi e ilustrada com foto do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima:
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“É TERCEIRO OU É SEGUNDO? – Uma pesquisa eleitoral feita pelo Vox Populi na Bahia, no fim de maio, ouviu 3.000 pessoas.Pelos resultados o governador jaques Wagner lidera a corrida para o segundo mandato com 34% das intenções de votos. Paulo Souto, do DEM, fica com 24%.O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, tem 19%. Os índices de rejeição seguem essa toada.Não votariam em Wagner 24% dos eleitores, em Souto 20% e em Geddel 11%.Uma mudança ocorre quando não se apresenta a lista de candidatos aos entrevistados.Nesse caso, Wagner aparece com 12%, e Geddel com 7% ultrapassa Souto, que fica com 5%.”
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jun
14

Postado em 14-06-2009 12:54

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 14-06-2009 12:54

Jackson: o xaxado em pessoa

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CRÔNICA DO COTIDIANO

UM XAXADO NO RIO DE JANEIRO

Gilson Nogueira

A bem organizada Feira de São Cristóvão, no bairro do mesmo nome, deu a partida, ontem, sábado, 13 de junho, Dia de Santo Antonio, ao São João na cidade do Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas da manhã, já rolava, por lá, o autêntico forró no som que vinha das lojas de CD e das caixas acústicas dos dois palcos de shows daquele espaço de preservação das tradições nordestinas, ambos decorados com bandeirolas coloridas, sob teto de plástico, no formato do chapéu de couro do vaqueiro que Luiz Gonzaga transformou em uma de suas marcas, junto à sanfona, instrumento que seu pai, o velho Januário, ensinou-o a tocar, de forma monumental, na difusão das excelências do povo da Região Nordeste e, paradoxalmente, de seus dramas de nascença, como a falta de saúde e educação escolar para seus filhos.

Na feira, cantores e músicos desfilavam o melhor da música das terras da rapadura, farinha de mandioca, carne de sol, cachaça pura, requeijão, pimenta de cheiro, manteiga da boa, carne de bode e outras delícias da culinária da região que orgulha o Brasil por sua cultura e resistência ao abandono a que sempre foi relegada, desde o tempo em que o capeta era menino.

Apesar do gemido secular que ecoa pelos quatro cantos do mundo e dos remendos demagógicos que tentaram – e não conseguiram – consertar, ainda, o rombo no traseiro de sua calça, resultante de anos e anos sentada à beira do caminho à espera de soluções definitivas para seus problemas crônicos, como, por exemplo, a falta de ações duradouras no combate à seca, seu mal maior, e à sua pobreza generalizada, onde educação e a saúde despontam como os mais graves, entre eles, e às intempéries que, volta e meia, castigam sua gente trabalhadora, a sensação, na festa, com direito a premiar que subisse no pau de sebo, era que, no Nordeste a alegria faz parte do DNA de quem nasceu onde canta a Asa Branca e o mandacaru, apesar dos espinhos, serve de alimento.

As pessoas, dançando, ou, simplesmente, assistindo forrozeiros, tocando e cantando, pareciam estar diante de um coreto, na praça, aplaudindo as promessas do prefeito do lugar, ou, no fundo do quintal de terra batida do vizinho levantando poeira em um arrasta-pé porreta, daqueles da gota serena, bom como corno, mesmo.

Tudo, ali, parecia esperanças de quem acredita demais nos home e nos seus discursos. Os mais críticos, como meu amigo Murilo, com sua filhoca nos braços, diziam que, por conta disso, o nordestino, antes de ser um forte, é, sobretudo, um ingênuo. Seja como for, na capital dos tiroteios, em escala assustadora, nas ruas e nas favelas, o amor estava no ar.

Havia um cheiro de milho assado misturado ao perfume da mocinha que tinha ido àquela feira para encontrar o príncipe encantado da promessa feita ao pé da estatua do santo casamenteiro. Muita gente alegre, dando-me a impressão de estar feliz, compartilhando, ordeiramente, junta, o prazer de estar, ali, como se fosse uma só família. Na saída, um cabra da peste, fantasiado de Lampião, dançando xaxado, vem de lá, com a cara de quem comeu e não gostou. Ao chegar perto de mim, estende-me a mão.

“É agora”, pensei. O bicho rodopeia e…, de repente, saca um sorriso. Dei-lhe um abraço. Êta festa boa da moléstia! – gritei, enquanto saboreava um guaraná de nome Jesus.

Gilson Nogueira é jornalista.

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