abr
10

Postado em 10-04-2010 23:32

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-04-2010 23:32

Comoção e luto em Varsóvia

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Os poloneses reagiram neste sábado com forte emoção ao ouvirem a notícia de que o seu Presidente, Lech Kaczynski, de 60 anos, morrera num acidente de aviação perto de Smolensk, na Rússia. Não houve sobreviventes entre as 97 pessoas que iam a bordo do Tupolev-154, incluindo 88 membros de uma delegação polaca em que estavam alguns dos principais responsáveis políticos e militares do país.

A delegação polaca viajava para Katyn, perto de Smolensk, local onde há 70 anos foram assassinados pela polícia política de Stalin mais de 20 mil polacos, na sua maioria oficiais do exército . A mulher do Presidente, Maria Kaczynska, que também faleceu na catástrofe, tinha um interesse particular na comemoração do 70.º aniversário do crime soviético: um tio seu fora uma das vítimas de Katyn.

Além do Presidente e da primeira dama morreram no acidente de aviação de ontem alguns dos principais dirigentes das forças armadas, incluindo o chefe do Estado- -Maior, general Franciszek Gagor. A bordo do Tupolev estavam membros do Governo (pelo menos três secretários de Estado), um bispo, o governador do Banco da Polónia, vários deputados e assessores.

Dado o caráter da viagem, no avião estavam ainda dirigentes partidários e historiadores. Outra figura de alto simbolismo era Ryszard Kaczorowski, de 90 anos, o último presidente do Governo polaco no exílio em Londres, entidade que só terminou em 1990, com a implantação da democracia. A presidência polaca será assumida interinamente pelo presidente do Parlamento, Bronislaw Komorowski, e haverá eleições num prazo de 60 dias. Komorowski pertence ao partido do primeiro-ministro, Donald Tusk, Plataforma Cívica (liberais). Kaczynski fora eleito em 2005, derrotando Tusk com o apoio dos conservadores da Lei e Justiça (PiS), formação que fundara com o irmão gémeo, Jaroslaw. O seu mandato terminava em Outubro.

Na Polônia foi decretada uma semana de luto nacional e houve reacções políticas em praticamente todas as capitais. Angela Merkel, Gordon Brown, Bento XVI e Barack Obama divulgaram mensagens de pesar. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, enviou “sinceras condolências” à Polónia e o Presidente Cavaco Silva manifestou a sua “profunda consternação”.

(Com informações do Diário de Notícias (Lisboa) e agencias de notícias europeias)

abr
10

Postado em 10-04-2010 23:02

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 10-04-2010 23:02


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Outra vez, de Tom, com Nara, em tempo de tristeza geral (Gilson Nogueira)

BOA NOITE!!!

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Postado em 10-04-2010 19:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-04-2010 19:13

Geddel e Borges: rituais de acasalamento

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A desistência do senador César Borges, presidente regional do PR, de integrar a chapa do governador Jacques Wagner à reeleição pode ser anunciada a qualquer momento, segundo informações colhidas junto a fontes republicanas e peemedebistas do estado. Borges emitiu nota oficial, ontem, para conter especulações em torno de sua aproximação com o ex-ministro e candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, depois que deputados estaduais vazaram conversas que foram mantidas entre os dois, que teriam se encontrado pelo menos duas vezes, desde a última quinta-feira, e devem se encontrar ainda, neste final de semana.

Uma das fontes chegou a afirmar que, hoje, as chances de uma coligação do PR com o governador Jacques Wagner, que já foi dada por este como resolvida, são de 10%, havendo 90% de possibilidade de César Borges disputar a reeleição na chapa de Geddel Vieira Lima, como desejariam os candidatos a deputado estadual republicanos, que os petistas não querem ver integrados a um chapão com o PT e partidos da base aliada governista, na eleição proporcional.

As mesmas fontes informaram que o senador César Borges estaria “saturado” das resistências e tentativas de alguns petistas de desgastá-lo, através de notas na imprensa, não obstante o trato cordial do governador Jacques Wagner. E, por isso, conversou com o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, a quem teria a oferecer, numa eventual coligação, preciosos minutos na televisão, que somados ao tempo do PMDB e seus atuais aliados (PSC, PTB, PRTB, PTB, PMN), dariam ao candidato peemedebista paridade nos programas de TV com Wagner.

Para quem conhece o estilo direto de Geddel e sua maior habilidade com a mídia em relação ao governador, este seria um trunfo nada desprezível. A fonte citou pesquisa do Ibope, demonstrando que nas últimas eleições, em 20 das 26 capitais, ganharam os candidatos com mais tempo na TV. Qualquer marqueteiro sabe da importância cada vez maior da mídia eletrônica para o resultado do pleito, não havendo quem esconda, como recentemente afirmou o pré-candidato do PSB a presidência da República, Ciro Gomes, que até as alianças no Congresso levam isso em conta.

A fonte peemedebista acrescentou que este seria um grande trunfo de Geddel para levar a eleição para o segundo turno, onde, acredita, as chances de uma vitória de Wagner são mais difíceis, num cenário em que o candidato do PSDB, José Serra, pode ser vitorioso. E ninguém tem dúvida, segundo a mesma fonte, ser esse o maior receio de Wagner, que tem colocado isso nas reuniões com o Conselho Político, para justificar a cooptação de antigos adversários, nos últimos tempos, depois que o PMDB saiu do governo.

abr
10

Postado em 10-04-2010 13:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-04-2010 13:13

Ivete no Mineirão/MSN

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Na noite de ontem,9, antes de subir ao palco do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, a cantora baiana Ivete Sangalo disse em entrevista coletiva que pretende realizar show para arrecadar verbas para ajudar as vítimas dos temporais e deslizamentos de terra no Rio de Janeiro. A cantora, que foi participar de micareta na sexta-feira (9) , disse também que fará uma turnê pelo estado de Minas Gerais. As informações são do portal MSN.

Tupolev em pedaços e…

…Polonia em choque à espera dos corpos/El País

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O avião russo Tupolev 154 no qual viajava o Presidente da Polônia, Lech Karcynski e outros altos funcionários do governo polonês, caiu neste sábado sem deixar sobreviventes, durante as manobras de aterrisagem no aeroporto militar de Smolensk, na Russia, onde aconteceu o desastre, segundo anunciaram autoridades russas em comunicado divulgado pelo portal português TSF.

Segundo as autoridades 85 a 132 pessoas encontravam-se a bordo do aparelho. A queda do avião parece ter sido provocada por um erro da tripulação, noticiou a agência Ria-Novosti, citando uma fonte das forças de segurança do Círculo Federal Central da Rússia.

Com a Polônia em choque, a imprensa local revela que além do Presidente Kaczinsk e sua mulher, viajavam no avião, altos funcionários polacos, entre eles o vice-presidente do Parlamento, o chefe dos Serviços Nacionais de Segurança, o dirigente da Casa Civil do Presidente, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Polónia, o presidente do Banco Central e pelo menos cinco deputados.
No aparelho viajavam igualmente Richrad Kaczorowski, último Presidente da Polónia no exílio, o diretor do Instituto da Memória Nacional da Polónia, Ianus Kurtyk.

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, anunciou a criação de uma comissão para investigar as causas da queda do avião que transportava o presidente polaco.
Segundo um porta-voz do Kremlin, a comissão será dirigida pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

Medvedev enviou também para o local do acidente Serguei Choigu, ministro para Situações de Emergência da Rússia.

Em declarações à TSF, o embaixador de Portugal em Varsóvia, José Duarte Sequeira Serpa, afirmou que o país está em “estado de choque”.
«Eu diria que a Polónia está em estado de choque. Foi uma notícia inesperada, obviamente, e uma grande parte da elite política deste país ficou neste acidente. A reacção é natural», disse.
(Com informações do portal TSF)

abr
10

Postado em 10-04-2010 10:14

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-04-2010 10:14

May e as cidades do futuro

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As cidades do século 21 serão verdes e já começam a ser desenhadas em vários países. Este novo conceito de urbanismo com base no respeito ao ambiente e nos valores humanos será apresentado em Salvador nesta segunda-feira, 12,, às 19h30, no auditório da Associação Bahiana de Medicina, em Ondina, durante a palestra Gaia Education: Design em Sustentabilidade.
O evento resulta de iniciativa do Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil e traz à Bahia a designer para sustentabilidade May East, uma brasileira que há 18 anos mora na ecovila Findhorn, na Escócia, e que atualmente é uma das diretoras do Gaia Education, programa vinculado às Nações Unidas para disseminar no mundo o conceito de urbanismo sustentável.
A ideia é reunir urbanistas, ambientalistas, profissionais da construção civil, gestores educadores e líderes de associações de bairros, entre os diversos públicos interessados no tema, para conhecer a proposta. Para o segundo semestre está previsto o curso Educação Gaia, que prepara os participantes para implantar projetos sustentáveis em espaços de convivência, como vilas e condomínios, por exemplo.
Esta será a primeira atividade pública do Ecobairro Bahia, programa do Instituto Roerich que está propondo a implantação do conceito de sustentabilidade nos bairros da capital baiana, segunda cidade brasileira (a primeira foi São Paulo) a aderir à proposta. Inspirado nas experiências das Ecovilas (que trabalha com os mesmos princípios em áreas rurais), o Ecobairro prevê a criação de comunidades que possam gerir seu próprio desenvolvimento.

( Com informações do jornalista Arthur Andrade, da NAVII )

abr
10

Postado em 10-04-2010 09:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-04-2010 09:46

Temporais: riscos em Salvador

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

As fortes chuvas que atingem o estado da Bahia causaram a morte de três pessoas até a manhã deste sábado, todas no interior. Elas ocorreram nos municípios de Feira de Santana, Teolândia e do Prado. De acordo com a Defesa Civil do estado, 15 cidades foram atingidas por tempestades e ventanias.

Em Salvador, as aulas nas escolas municipais permanecem suspensas. Segundo o coordenador da Defesa Civil do estado da Bahia, Antônio Rodrigues, a ocorrência grave na capital baiana foi um desabamento de um muro de contenção na Ligação Iguatemi-Paralela (Lip). Os escombros chegaram a atingir um ônibus que passava pelo local, ferindo sem gravidade os passageiros.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para hoje e amanhã (10) é de chuva de moderada a forte em todo o estado da Bahia. A Defesa Civil do estado está realizando a Operação Chuva para auxiliar no socorro às vítimas.

abr
09

Postado em 09-04-2010 22:46

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 09-04-2010 22:46

Fatima Bernardes e…

…Laura Beatriz(8 anos): encontro na tragédia

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ARTIGO DA SEMANA

DEPOIS DAS CHUVAS

Vitor Hugo Soares

Nada como os grandes desastres que se abatem sobre populações inteiras e a visão dos dramas que se seguem, entrando pelas casas do país, em imagens instantâneas de coberturas jornalísticas, como a conduzida por Fátima Bernardes na quinta-feira, direto do Morro do Bumba, em Niterói, para desnudar o que a fauna humana tem de melhor e pior nas duas pontas opostas de seu espectro.
No Rio de Janeiro desta semana – assim como nas recentes tragédias causadas pelos terremotos no Haiti e no Chile – as situações se assemelham em grandiosidade e em pequenez: heróis anônimos, em geral gente desconhecida da própria comunidade surgem de repente do lamaçal, de dentro das águas ou dos círculos de poeira e escombros.

Pessoas de todas as idades. Uma delas, a menina de oito anos que Fátima entrevista no final da sua pungente e humana reportagem no JN. Laura Beatriz narra sua experiência pessoal dolorosa e comovente no meio do caos, da dor incontida e dos gemidos em volta, enquanto tudo desmorona. No final, a mensagem surpreendente de que é preciso não jogar fora a esperança que ainda resta: “ainda tenho muito a viver”, diz a menina.

Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. Penso em seguida nas palavras do poeta enquanto observo as imagens dos voluntários generosos vindos de lugares próximos da favela fluminense, ou de países distantes, armados de infinita coragem e vontade de ajudar. Cidadãos despreendidos, técnicos capazes.

E o contraste com o bate-cabeça desordenado de governantes e administradores insensíveis, sem planos e sem idéias do que fazer efetivamente. A não ser esperar a chuva passar, para ver “como a gente vai resolver os problemas”. Enquanto isso, repisam surrado discurso de outras tragédias. Acusam a “ocupação desordenada dos terrenos urbanos e dos lixões abandonados”, jogam pedras em governos passados , “que em mais de 50 anos nada fizeram”, como gosta de repetir o governador Sérgio Cabral.

Em volta, por todos os lados e de todos os partidos, políticos e candidatos que não enxergam um palmo além do próprio umbigo ou da sobrevivência por mais um mandato nas eleições que se aproximam. Na fotografia de O Globo, a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata do peito do presidente Lula à sua sucessão, confraterniza-se alegremente com o ex-governador Garotinho, até recentemente apontado como responsável por metade das desgraças do Rio de Janeiro das últimas décadas.

Agora a culpa é jogada sobre mortos. Um deles, o ex- governador Leonel Brizola, que no túmulo em que descansa no Rio Grande do Sul, nem pode responder. Na hora de acusar, não falta quem lembre até de outro gaúcho; Getúlio Vargas.

Simbolicamente, até a histórica e sempre afetuosa ligação Rio-Bahia anda ameaçada pelos efeitos da catástrofe. No meio das chuvas devastadoras no Rio – pouco antes do desmoronamento no Morro do Bumba, que previsões indicam pode ter soterrado até 200 pessoas – saiu o relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O levantamento revela que, entre 2004 e 2009, o estado do Rio recebeu menos de 1% do total de recursos destinados à prevenção de catástrofes em todo o país, enquanto a Bahia – terra do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), virtual candidato de seu partido ao governo no estado – teria abocanhado mais de 60% dos recursos.

O conselho nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que parece despertar da letargia dos últimos anos, quer que o Ministério Público investigue tudo. O presidente da instituição, Ophir Cavalcante, reconhece que a OAB não tem como exigir do poder público certos dados, o que o MP pode fazer, até para afastar esse tipo de acusação ou de coincidência.

“Queremos apenas a explicação. O governo tem que se explicar. É o mínimo que pode ser feito nesse momento”, assinala o presidente da OAB. Na quinta-feira, o presidente Lula saiu em defesa de Geddel, ex-auxiliar destacado de sua administração e aliado político e de palanque em 2010, apesar dos desentendimentos do ex-ministro com o governador petista baiano, de quem quer o lugar no Palácio de Ondina. Novos temporais à vista, desta vez políticos e administrativos, já se vê.

Corte para Nelson Rodrigues, no livro de memórias “A Menina sem Estrela”, em que ele recorda a tragédia dos desabamentos nos anos 60, quando morreu seu irmão Paulo Rodrigues, a mulher dele, dois filhos e a sogra. Nelson escreve:
“Sou outro depois das chuvas. E me admira que eu tenha mudado e os outros não. As pessoas continuam indo à praia, meninas tomam grapete de biquíni. Uma catástrofe eufórica como a de Laranjeiras realmente não influiu na cor de uma gravata… Agora mesmo tenho diante de mim um recorte de jornal. É a croniqueta do poeta Drumond sobre o desabamento. Já vasculhei o papel impresso, já o apalpei, já o farejei, já o virei de perna pro ar…”

Mais Nelson Rodrigues para terminar: “E o papel não diz nada… Preliminarmente, uma catástrofe para seus largos movimentos, exige espaço, exige extensão. E a crônica miúda é um gênero próprio para furtos de galinha, duzentas mortes pedem a abundância de Jorge de Lima da “Invenção de Orfeu”.

E ponto final, por enquanto.

Vitor Hugo Soares é jornalista . E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

abr
09

Postado em 09-04-2010 17:27

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 09-04-2010 17:27

O vice-presidente José Alencar (PRB) não será candidato ao senado nas eleições deste ano, segundo anunciou nesta sexta-feira, atraves da agência Reuters e do portal G1. Ele havia demonstrado interesse em disputar o Senado e seu nome havia sido cogitado para o governo de Minas Gerais.

Segundo a Reuters, Alencar alegou que não seria correto sair candidato porque ainda precisa passar por sessões de quimioterapia para tratar do câncer abdominal. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Me sinto curado, mas cientificamente não posso dizer que estou curado”, afirmou Alencar em entrevista convocada para o anúncio.

Alencar lembrou que o avanço da quimioterapia tem apresentado bons resultados. A continuidade do tratamento, segundo o vice-presidente, foi aconselhada pelos médicos por motivo de precaução.

“Acho que não é honesto colocar o meu nome e sair para fazer uma quimioterapia.”

Alencar, de 78 anos, trava uma batalha contra um câncer no abdome há 12 anos e já realizou 15 cirurgias.

abr
09

Postado em 09-04-2010 10:34

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 09-04-2010 10:34

Ex-ministro Geddel:dificuldades

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Em seu artigo desta sexta-feira, na Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta sobre a chapa encabeçada pelo deputado e ex-ministro da Integração Nacional , Geddel Vieira Lima, cujo lançamento festivo foi adiado duas vezes esta semana. Previsto inicialmente para quarta-feira, passou para quinta, sem concretizar-se de fato. Segundo diz o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz, se não pôde ser ontem, uma sexta-feira seguida do fim de semana não seria o melhor momento para o anúncio, sob o aspecto da repercussão na mídia.

E um lançamento sem repercussão é tudo que menos o ex-ministro Geddel deseja ao iniciar sua corrida pelo lugar do petista Jaques Wagner no Palácio de Ondina. Confira.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB prepara o anúncio

Ivan Carvalho

O ex-ministro da Integração Nacional e candidato do PMDB a governador, Geddel Vieira Lima, negou ontem que tenha havido uma nova conversa com o senador César Borges, presidente estadual do PR e candidato à reeleição.
Eles já tiveram há algum tempo um encontro, quando o PMDB teria acenado com a coligação deste partido com o PR para o senador tentar a reeleição e teria aberto a hipótese (informação não confirmada) de o PR indicar o candidato a vice-governador.
Mas o entendimento não prosperou e o senador envolveu-se numa negociação política com o governador Jaques Wagner, estando pelo menos quase acertado o seu complicado ingresso na chapa majoritária governista.
Um ponto que ainda provoca polêmicas, bastante intensas, é a coligação entre o PT e o PR para as eleições proporcionais de deputados federais e estaduais. As bancadas do PR fazem questão desta coligação, mas nas bancadas do PT a resistência ainda é grande. Mas talvez não seja este o único ponto de dificuldades ou hesitação.

No entanto, nos meios políticos, supõe-se que um acordo será afinal realizado, do que depende o governador Wagner, candidato à reeleição, para anunciar a composição da chapa majoritária – e a esperada solução para o problema das coligações às eleições proporcionais.
Os rumores de que teria havido um novo encontro entre Geddel e César Borges e que isto teria aberto a possibilidade do senador levar o seu PR a uma coligação com o PMDB – ficando assim com uma alternativa à aliança com o PT, o que valorizaria seu cacife político ante esta legenda e seria elemento de pressão para o PR obter o que deseja quanto às coligações proporcionais – foram detonados ontem pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Ele disse a este jornal que não teve com o senador o encontro ou conversa sobre o qual haviam surgido as especulações e acrescentou, no seu estilo direto, considerar que o senador já está com aliança fechada com o governador Wagner e que “ninguém vai se valorizar” às suas custas.

Geddel e o PMDB, que ele comanda, pretendiam anunciar ontem a composição da chapa que concorrerá às eleições majoritárias, mas o anúncio foi adiado e o ex-ministro disse esperar fazê-lo até segunda-feira. É possível que esse adiamento seja uma consequência das chuvas no Rio de Janeiro. Com substituto competente, mas novo na pasta, Geddel teria achado prudente ficar por perto (em Brasília) para as eventuais e primeiras orientações ao ministro João Santana, ex-secretário executivo do Ministério e que ele indicou para sucedê-lo.

Aí está uma explicação plausível para o fato de que o retorno do candidato peemedebista à Bahia, antes previsto para a quarta-feira, só haja ocorrido ontem. E uma razão para o adiamento do anúncio para segunda-feira. Se não pôde ser ontem, uma sexta-feira seguida do fim de semana não seria o melhor momento para o anúncio, sob o aspecto da repercussão na mídia.

Geddel também acena com a possibilidade de surpresa na chapa majoritária de sua coligação. Os nomes parecem já estar bem definidos: Geddel para governador, Edvaldo Brito para senador, além do empresário João Cavalcanti e o atual vice-governador Edmundo Pereira. Uma hipótese de surpresa seria a de Cavalcanti, que parecia definido para o Senado, ser deslocado para a vice, enquanto Edmundo Pereira disputaria uma das cadeiras de senador.

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