nov
15

Postado em 15-11-2009 14:19

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-11-2009 14:19

Madonna: a caminho do aeroporto
Madluz
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A visita de Madonna ao Brasil chegou ao fim. A cantora deixou o país na noite deste sábado (14) após uma agitada visita de cinco dias. Ela saiu do Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, por volta das 21h30 e seguiu em um voo com destino a Nova York, nos Estados Unidos. Jesus Luz não acompanhou a namorada.

Madonna veio ao país para tratar de um programa social que pretende desenvolver no Brasil e para trabalhar em um documentário sobre crianças que mudam de vida por meio da arte. Durante sua passagem, a “Rainha do Pop” se encontrou com políticos e empresários, visitou o morro Santa Marta e passeou pelo Rio e Janeiro. O objetivo era arrecadar US$ 10 milhões (cerca de R$ 17 milhões).

E ela conseguiu. Depois de obter US$ 3 milhões (cerca de R$ 5 milhões) até quinta-feira (12), Madonna completou o objetivo graças ao empresário Eike Batista. Em um jantar em sua residência, ele doou o restante, levando a cantora às lágrimas. Com certeza a “Diva” deixou o Brasil bem feliz.

Bem diferente dos dois primeiros dias. De cara amarrada, ela evitou os flashes e não distribui publicamente um único sorriso. Mas com as doações Madonna foi mudando. Subiu, inclusive, o Morro Dona Marta na sexta-feira, ao lado do Governador Sergio Cabral. Bem diferente do que ocorreu na segunda, quando ela cancelou um encontro com o Afroreggae exatamente por ser em uma favela.
Sempre à tiracolo, Jesus Luz não falou com a imprensa e esteve em quase todos os eventos ao lado da namorada. Ela, inclusive, teria conhecido a mãe do rapaz. Informação que não foi confirmada, mas que poderá ter outra oportunidade: Madonna cantará no Reveillon de 2011 em Copacabana. Palavra do Prefeito Eduardo Paes.

nov
15

Postado em 15-11-2009 11:17

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 15-11-2009 11:17


Grande Carlos do Carmo.
Grande voz.
Grande Fado.
Abençoada terra que tem um filho com esta voz.
Vozes assim deviam ser? imortais.

As palavras são da mensagem de uma ouvinte do clip, no You Tube, que se identifica como Maria do Alentejo. Perfeitas como síntese de um dos mais belos fados de Portugal e de Carlos Carmo, um de seus mais completos artistas. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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Canoas do Tejo
Carlos do Carmo
Composição: Frederico de Brito

Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira

O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

[refrão:]
Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem

Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais

Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra

Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo

nov
15

Postado em 15-11-2009 10:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-11-2009 10:13

Bomba! Bomba!, diria o colunista Ibrahim Sued, se vivo estivesse.

O jornal Folha de S. Paulo publica em sua edição deste domingo, 15, que o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo, atualmente morando na Espanha.

O filho de FHC fora do casamento com a antropóloga e ex-primeira dama, Ruth Cardoso, chama-se Tomas Dutra Schimdt e tem hoje 18 anos. Segundo a colunista da Folha, Mônica Bérgamo, que assina o furo jorrnalístico , Fernando Henrique Cardoso já consultou advogado e viajou na semana passada para Madri (onde reside Mirian Dutra, também ex-reporter destacada do Caderno B do Jornal do Brasil em uma de suas melhores fases), “para cuidar da papelada”.

Desfaz-se assim um dos segredos mais bem guardados e protegidos da política e do jornalismo brasileiros, que se prolonga com fluxos e refluxos desde a primeira campanha de FHC para presidente da República.Para muitos, porém,na política e no jornalismo, um autêntico segredo de polichinelo.

O jornalista Luis Nassif , que reproduz a notícia da Folha em seu blog, por exemplo, comenta sobre o furo jornalístico da sempre bem informada coluna de Mônica Bérgamo:

“Sempre me recusei a divulgar essa notícia do filho de FHC, talvez por respeito a dona Ruth e ao filho não reconhecido. Acompanhei algumas vezes o drama de uma mulher forte, tendo que se preparar para programas de TV, para a eventualidade de alguém levantar essa questão.

Mas, obviamente, tratava-se de uma questão de Estado. Um presidente da República tinha um caso semi-secreto e devia favores a uma rede de TV concessionária do Estado”.

O fato, porém, que deve ser sempre o único senhor do jornalismo, se sobrepôs a tudo. Palmas para a jornalista Mônica Bergamo, que ela merece!

(Vitor Hugo Soares)

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Leia, a seguir, no Bahia em Pauta, a reprodução da notícia publicada na edição de hoje da Folha de São Paulo:
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MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.

A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.

Mirian também foi procurada Pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. “Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública”, afirmou a jornalista.

O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.

No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.

Quando FHC assumiu o Ministério da Fazenda, em1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.

Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.

Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.

E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.

Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. “Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho”, disse Mirian.

Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.

Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.

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nov
14

Postado em 14-11-2009 21:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-11-2009 21:47

Abalos na Argentina: registros
sismo
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Um sismo de magnitude 6,1 graus na escala de Richter – considerado forte pelos institutos internacionais que medem a intensidade dos terremotos – abalou, este sábado, 14, o noroeste da Argentina, na região da fronteira com Chile e Bolívia. A informação é do Instituto Geológico Americano (USGS), em Washington (USA).

O tremor de terra , segundo o instituto, teve o seu epicentro numa zona montanhosa 160 quilómetros a noroeste da localidade de San Salvador de Jujuy e a uma profundidade de 141 quilómetros.

Até as 22 horas (horário de Brasília) não havia informações oficiais de vítimas ou danos materiais. Um sismo de 5,5 foi registado a 6 de Novembro na mesma região.

Na escala utilizada pelo USGS, um sismo com uma magnitude de 6 é
considerado forte.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSE Rádio Notícias (Portugal) e agências internacionais de notícias)

nov
14

Postado em 14-11-2009 19:22

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-11-2009 19:22

“Obamao” nas prateteiras de Pequim…
China
…Proibido até segunda ordem
Obamao
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Deu no jornal El Mundo (Espanha)

Ele mal acaba de colocar os pés na Ásia e na China os ânimos já vão esquentando para a visita do “furacão Obama”, como o presidente dos Estados Unidos está sendo chamado por lá. Até o ponto de as autoridades de Pequim proibirem a venda de souvenirs com o rosto do presidente norte-americano caracterizado como comunista do tempo da guarda vermelha do presidente Mao Tse-tung.

“A maioria dos chineses gosta de Obama. É amável, gracioso e o primeiro presidente negro”. Disse Liu Mingjie, um moderno empresário da capital que fez sua festa particular vendendo camisetas, moedários e outros artigos ‘Obamao’ (mistura de Obama e Mao), um Barack metido em boina e vestimenta maoísta. Com o boné de estrela vermelha e tudo o mais.

Também nos DVD-clubs, onde se expõem as últimas novidades do mercado pirata, o discurso de posse de Obama bombou nestes dias, segundo conta a senhora Li, que os vendía a meio euro, uma vez feita a conversão do yuan, a moeda chinesa.

PROIBIDO

Mas agora, por ordem superior inapelável, parte deste arriscado ‘merchandising’ desapareceu das prateleiras sem deixar rastro. Inclusive em Shanghai, que será a primeira parada da delegação do presidente dos Estados Unidos em território chinês. Em Shangai, no entanto, não precisou vir nenhum guarda ou policíal para retirar o produto, como aconteceu em Pequim.

( O texto do El Mundo foi traduzido por Vitor Hugo Soares)

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nov
14

Postado em 14-11-2009 17:29

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-11-2009 17:29

Deu no jornal El Mundo (Espanha)

Veneza hoje:funeral de uma maravilha
Vene
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Barcas e gôndolas de Veneza se vestiram de luto no Grande Canal para participar neste sábado, 14, do Funeral da Cidade, uma iniciativa organizada por seus cidadãos para sensibilizar todo o mundo do grave problema de despovoamento de uma das mais belas e atraentes cidades do planeta.

O turistas surpreendidos puderam assistir a um cortejo fúnebre do qual participaram umas 300 pessoas navegando em seus barcos a remos seguindo a gôndola na qual se colocou o ataúde que simbolizava a morte de Veneza.

O caixão foi colocado, depois, diante da sede da Prefeitura , o Palácio Cà Farsetti, onde se pronunciou uma oração fúnebre pela “Serenissima” em dialeto veneziano.

Foi uma iniciativa organizada pelo movimento cívico “venessia.com” para chamar a atenção, ante a responsabilidade da cidade, para o despovoamento de Veneza, que abrigava 120.000 habitantes na década dos anos 60 e agora se encontra com menos de 60.mil. “Veneza está em perigo”, afirmou à agência de notícias européias EFE Matteo Secchi, um dos organizadores desta iniciativa.

Para Matteo, em 21 de outubro passado, quando a população veneziana baixou dos 60 mil habitantes, se passou a considerar esta uma das datas trágicas da história da cidade.

“Se o 4 de novembro de 1966 os venezianos recordam como a data da grande tragédia da inundação, o passado 21 de outubro passará à história como tragédia dos despovoamento”, acrecentou Sechi.

O funeral terminou quando do ataúde saiu a bandeira da Fenix (Ave Fénix), um dos símbolos de Veneza e do renascer da “Serenissima”. Por isso, o movimento está realizando uma coleta de assinaturas dirigidas a todas as pessoas que queiram “converter-se em veneziano”

A fuga dos venezanos

O primeiro “novo veneziano” adotado por este movimento de cidadãos é o filósofo espanhol Victor Gómez Pin, que recebeu ano passado o prêmio jornalístico internacional “Istituto Veneto per Venezia” por seu artigo “Não ao modelo Veneza” , em que comparava o despovoamento do centro de Barcelona com a cidade dos canais.

Para Secchi, “Veneza está ficando sem alma”, já que os autênticos venezianos deixam a cidade devido às grandes dificuldades de viver entre os canais, assim como os preços altos das casas e do resto dos serviços e alimentos. Para evitar que siga o êxodo, os poucos que ficam pedem aos políticos algumas medidas que freiariam a fuga dos residentes.

Entre elas, que se pare imediatamente de abrir hoteis em Veneza, incentivos fiscais aos proprietários que aluguem suas casas a venezianos e favorecer a compra de casas populares a àqueles que partiram da cidade para que possam regressar.

A celebração do Funeral foi aproveitada pelo Instituto Worcester Polytechnic de Massachusetts (EEUU), que realiza uma investigação patrocinada pela National Geographic Society, para recolher amostras da saliva dos vezezianos de ao menos tres gerações e conservar assim o seu DNA.

Os especialistas americanos esperam recolher as amostras de DNA de 5.000 venezianos, que depois serão enviadas para o centro de evolução da Universidad Pompeu Fabra de Barcelona (España) para análise.

Este estudo forma parte de um projeto que tem como objetivo esclarecer as origens da população do centro da Europa.

(Texto do jornal espanhol El Mundo, traduzido por Vitor Hugo Soares)

nov
14

Postado em 14-11-2009 10:21

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 14-11-2009 10:21


São três as músicas para começar o dia neste sábado, 14 de novembro. Dois sambas do mestre Adoniran Barbosa. O clássico Iracema, de toda boa farra de bar, interpretado por Ellis Regina, e “Samba no Bexiga”, menos conhecido do público mas igualmente uma preciosidade da música brasileira, de letra e toda a graça de Adoniran, atualissima para este dias de confusão e babel política no país pós-apagão.Para terminar, Saudosa Maloca. Vale a pena ver o vídeo inteiro, feito no bairro boêmio paulista do Bixiga. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

nov
14

Postado em 14-11-2009 00:04

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 14-11-2009 00:04


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Vasco campeão no Maracanã
vasco
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CRÕNICA/ CRUZ DE MALTA

VASCO, vASCO,VASCO!

Aparecida Torneros

São 23 horas e 50 minutos de uma noite de sexta feira, 13, dia de superstição, noite de bruxas, azar ou sorte, mas o fato é que há um barulho ensurdecedor de buzinas à minha volta, que moro nas imediações do Maracanã, estádio que acaba de testemunhar a vitória vascaína, time carioca recuperado à primeira divisão, e agora campeão da rodada.

Vem à minha cabeça a noite do “Apagão”, dias atrás, recente ainda na memória de todos nós, quando vários estados brasileiros sofreram o colapso do fornecimento de energia e praticamente a força-motriz brasileira representada pela região sudeste esteve à mercê de um contraditório e inexplicado ainda episódio que nos fez sentir quase nos tempos das cavernas, não fosse a prestimosa comunicação do veículo rádio, via satélite, e equipado com modernos retransmissores movidos a geradodes potentes, que exerceram o papel fundamental de nos informar o que estava acontecendo.

Nosso povo é ordeiro em sua maioria. Quando tudo parecia à beira do caos, o volume de acidentes, na verdade, foi menor do que o esperado, e a manhã do dia seguinte trouxe a retomada da vida nacional, embora com prejuízos que ainda estão sendo avaliados além de investigação em curso que se faz necessária para elucidar as causas pífias ou naturais de tamanho desconforto a que nos vimos submetidos.

Mas não é do “Apagão” que quero falar. Quero é saudar o “Clarão”, a luz no fim do túnel, a recuperação do prestígio do futebol carioca, este esporte que movimenta massas de torcedores, gente efusiva, um povo capaz de tanta comemoração e alegria, e , enquanto escrevo, o som dos fogos invade meus ouvidos, gritos de euforia, festa da torcida, a força de uma população ciosa de direitos, deveres e com direito à festas como esta.

Um movimento inusitado se faz por aqui, as camisas em preto e branco, as bandeiras, os abraços, os gritos de “Viva o Vascão”, gente rindo, gente chorando de emoção, o Rio de Janeiro em festa, até os times adversários, através de seus fiéis escudeiros, reconhecem o esforço e a merecida vitória do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Imagino a felicidade da minha amiga Penha, agora, com quem só devo conseguir falar amanhã, já que ela deve estar saindo do Maracanã e se dirigindo para São Januário, onde haverá, com certeza, festa a noite inteira. Penha, advogada, com quem trabalhei por muitos anos, é chefe da torcida que leva o nome de “Tulipas Vascaínas”. Senhora respeitada pela profissão e conduta, mãe de filho já homem feito, ela tem paixão pelo seu Vasco, o acompanha em jogos nacionais e internacionais, comanda seu grupo de torcedores, não falta às partidas, levando no peito a medalhinha com a Cruz de Malta, e vibrando com cada conquista do seu clube do coração.

Como a Penha, milhares de vascaínos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, a essa hora, exultam com o título, e eu conheço um que se encontra agora no interior da França, Antonio Flores, que acompanha tudo a respeito do time que ele idolatra, mesmo morando naquele país há mais de 30 anos. A torcida esportiva é mesmo assim, vai além das fronteiras, ultrapassa a razão, carrega de emoção e afeto, ilumina a alma de quem torce, é motivo de respeito por quem acompanha, une criaturas de raças e credos diversos, junta em torno de uma bandeira , um time, uma jogada, um lance, um gol, muitos corações, como neste instante, vejo e acompanho a torcida vascaína que deixa o estádio, com seu carnaval improvisado.

Futebol e vitória representam luz e energia para o povo brasileiro, esse mesmo povo que merece respeito, porque é formado de grande massa trabalhadora, e tem nas partidas de futebol um grande alento, uma intensa válvula de escape, fazendo com que nos orgulhemos do nosso esporte nacional, o mesmo que já nos deu tantas Copas do Mundo e agora, nos faz esquecer as mazelas do “Apagão”, porque nos faz cantar com os vascaínos o seu hino de Glória.

Parabéns ao Vasco da Gama, aos seus jogadores e à sua contagiante torcida! Viva o “Clarão” da alegria futebolísitica e abaixo o “Apagão” amadorístico”!

Cida Torneros, jornalista e escritora ( torcedora do América do Rio) mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

Aparecida Torneros

nov
13

Postado em 13-11-2009 23:20

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 13-11-2009 23:20

Adoniran…
adonirran
…Zé Alencar e…
zealencar
…Buñuel: luzes na escuridão
lbunuel
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ARTIGO DA SEMANA

ADONIRAN, ZÉ ALENCAR, BUÑUEL E O APAGÃO

Vitor Hugo Soares

Petardos passam zunindo sobre cabeças no meio do azucrinante tiroteio marcado pela hipocrisia política típica dos comícios pré-eleitorais. É o que se vê por todo lado desde o apagão que deixou no escuro 18 estados do País. Governantes, políticos, gente de jornal, notórios cientistas, mas, principalmente candidatos, falam, se contradizem e se desentendem como no tempo de babel. No bafafá de Itaipu, todos, ou quase, falam de torres e usinas com olhos e idéias fixas não no desastre elétrico, mas na eleição que vem aí em 2010.

O blecaute do começo da semana deflagrou este clima meio surreal, na política e na administração publica. Verdadeira guerra de torcidas onde se diz e se inventa qualquer coisa e ninguém se entende, nem se importa com fatos ou cobra verdade científica e histórica das coisas e das pessoas, nem mesmo dos técnicos e especialistas no assunto. Verdadeiro Fla x Flu ou Ba x Vi dos bons tempos do futebol do Rio de Janeiro e da Bahia, transformados em vale-tudo político-eleitoral.

Em Salvador não faltou luz desta vez. Graças à velha e boa usina da CHESF, em Paulo Afonso, construída no governo de Getúlio Vargas e que vi ser inaugurada pelo presidente Café Filho em dia inesquecível da vida de um garoto nascido na beira do Rio São Francisco. Parece lugar seguro para não perder lances eletrizantes (sem trocadilho) deste tumulto nacional.

Ainda assim, sinto-me, outra vez, como aquele personagem no bar do bairro paulistano do Bixiga, no samba de Adoniran Barbosa. Protegido debaixo de uma mesa, ele observa o malandro Nicola fazer misérias no meio da pancadaria generalizada em que voavam pizzas e bracholas para todo lado. Terminada a briga, no fim de “Um samba no Bixiga”, gente ferida para todo lado e o breque genial de Rubinato: “A situação está cínica. Os mais pió vai pras Crínicas”.

Grande Adoniran! Que bom poderia ser para o país, se políticos, governantes, ministros, gerentes, cientistas e jornalistas parassem um pouco com esta zoada para escutar a letra e a melodia do samba da briga na cantina do Bixiga.

Não sendo possível, que ao menos escutem com a atenção devida os conselhos oferecidos ontem por um sábio mineiro da atualidade, cada dia mais profético e essencial: o vice-presidente da República José Alencar. Enfim, alguém que olha em perspectiva, e vê muito além do próprio umbigo ou da eleição presidencial do próximo ano.

Para Alencar, o apagão pode ter sido uma “topada que ajuda a caminhar”. Bom mineiro que não nega a origem, bem sucedido empresário e político clarividente, ele sabe como poucos que o Brasil está amarrado e sujeito aos muitos riscos de seu tradicional modelo dependente da energia hidrelétrica de usinas monumentais como Itaipu e Paulo Afonso. Precisa diversificar sua matriz energética e investir em fontes alternativas – nuclear, térmica, eólica e a gás. “Há topadas que ajudam a caminhar. Então esperamos que essa nos ajude a ter uma energia com segurança absoluta para que isso não se repita”, ensinou o vice-presidente durante inauguração de um centro de inclusão social do Senai, no Rio de Janeiro.

Alencar considera fundamental descobrir o que provocou o apagão e, se tiver havido falha, que ela seja corrigida e os responsáveis punidos exemplarmente. Mas o principal, segundo ele, é que o episódio sirva para ser repensada a matriz energética. “O Brasil tem todas as condições de fazer o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, mas não pode porque assinou o tratado de não-proliferação de armas. É preciso ver se isso está funcionando com outros signatários. A verdade é que não é bem assim”, afirmou, com a coragem dos que pregam idéias, princípios sem se importar se isso pode render ou tirar votos nas próximas eleições. Grande Zé Alencar!

E o espanhol Luis Buñuel, onde entra nessa história toda? Bem, leio na “Ilustrada” do jornal Folha de S. Paulo, que “Meu Último Suspiro”, seu mágico livro de memórias, acaba de ganhar reedição. Isto é pura luz no meio do breu. Na matéria assinada por Marcos Strecker e na entrevista de Jean-Claude Carrière, na Folha, recebo preciosas informações que desconhecia sobre a fundamental participação do cineasta francês na concepção e execução desta obra indispensável, a não ser pelas breves palavras de Buñuel na introdução do exemplar que tenho. Mas deixo ao leitor a tarefa de descobri-las também.

O que quero agora é recolher duas referências de “Meu Último Suspiro”, que considero perfeitas para este momento surreal do debate sobre o apagão brasileiro. A primeira é sobre a memória – a sua perda principalmente – um dos capítulos mais marcantes da obra: “Indispensável e toda poderosa, a memória é também frágil e ameaçada. Ela não é apenas ameaçada pelo esquecimento, seu velho inimigo, mas também pelas lembranças enganosas que dia após dia nos invade”, diz Buñuel.

A segunda é sobre proliferação da informação, no capítulo em que o cineasta enumera as coisas de que ele mais gostava e as que mais detestava; “A informação-espetáculo é uma vergonha. Os títulos enormes – no México atingem recordes – e as manchetes sensacionalistas me provocam náuseas. Todas essas exclamações sobre a miséria, para vender um pouco mais de papel! Para quê? Além disso, uma notícia destrói a outra.”

Grande Buñuel!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

nov
13

Postado em 13-11-2009 20:38

Arquivado em ( Artigos, Regina) por vitor em 13-11-2009 20:38

Malik: que é esse homem?
malihasan
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ARTIGO/ RETRATO

TERRORISTA OU ATERRORIZADO?

Regina Soares

O médico psiquiatra Maj. Nidal Malik Hasan, 39, acusado de disparar contra seus colegas em Fort Hood, Texas, foi oficialmente acusado no sistema legal militar dos Estados Unidos da América como responsável por 13 mortes premeditadas. Outras acusações podem ser acrescentadas, inclusive a 14ª vítima, o feto no ventre de uma oficial grávida.

Hasan é acusado de abrir fogo contra um grande grupo de soldados que estavam sendo avaliados fisicamente, sendo vacinados e processando documentações que os habilitavam a uma próxima partida para serviço militar nas guerras e bases militares fora do território americano. O acontecimento é considerado um dos piores e mais extraordinários assaltos a mão armada em uma base militar americana, principalmente se levarmos em consideração o local e os personagens da tragédia.

Consta dos seus registros que Hasan se mostrava agressivo, defensivo e argumentativo nas suas discussões sobre sua fé muçulmana e do fato de ser obrigado, por força das suas responsabilidades, como oficial da US ARMY, de ir servir na linha de combate no Afganistão, para onde deveria partir ainda nesse mês contra “seus irmãos”. Descendente de palestinos e devoto muçulmano, Hasan, repetidamente se referia à sua forte crença nas discussões com seus companheiros. Chegou a dizer que se considerava “Muslim first, than American”.

O serviço militar americano, embora voluntário, torna aqueles que se dispõem a servir seu país obrigados a cumprir certos compromissos, como é de se esperar. Em troca dos seus serviços, um dos benefícios recebidos é ter sua educação militar e profissional financiadas pelo governo. De acordo com registros oficiais, Hasan tinha quase 20 anos de serviço militar, inclusive 8 como soldado e concluiu rigorosos cursos de medicina. Apesar de seu conflito de consciência contra participar em combates onde poderia confrontar outros muçulmanos, era praticalmente impossível que fosse liberado de suas obrigações.

A familia informouáque ele desejava se afastar do Servico Militar e chegou a procurar advogado que o representasse na busca de uma maneira legal para evitar seu envio para o Afganistão.

A investigação será longa e profunda. O FBI já se manifestou dizendo que os contatos mantidos entre Hasan e o considerado radical clérigo muçulmano, Anwar al-Awlaki, que tem encorajado mulçumanos a matar soldados americanos no Iraque, não foram reportados aos seus superiores por não ter sido considerados de caráter terroristas.

Depois do falecimento dos seus pais, antes de concluir seus estudos de medicina, o solitário e gentil médico psiquiatra, atormentado entre Patria e Religião, chegou a um beco sem saida. Ou, pelo menos, ele não conseguia ver uma…

Regina Soares, advogada, mora em Belmont, na área da Baia de San Francisco, Califórnia (USA)

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