maio
14

Postado em 14-05-2009 23:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 23:29

Grazzi Brito*

JUAZEIRO (BA) – A operação que prendeu o funcionário municipal Dirnei Bernardo da Silva, no caso da merenda escolar em Juazeiro, levou à cadeia também nesta quinta-feira (14), o dono de um mercadinho e o motorista do caminhão que efetuava a entrega da merenda. Todos foram presos em flagrante, segundo o delegado local, Charles Leão.

Além dos alimentos foram apreendidos material de limpeza, material didático, esportivo, televisores, carteiras, computadores, material de escritório, entre outros produtos roubados das unidades pertencentes à Secretaria de Educação do município. Alguns objetos ainda possuíam placa de tombamento, arrancada em outros.  O secretário de Educação, Plínio Amorim, acompanhou a operação policial. Os três acusados estão detidos e à disposição da Polícia Civil, que iniciará os interrogatórios e promete entrar  com os processos judiciais cabíveis.

Segundo o Delegado Regional de Polícia Civil, Charles Leão, os acusados ficarão detidos, pois foram autuados em flagrante e deverão ir ainda hoje para o presídio de Juazeiro. No caso do mercado acusado de receptação de produto roubado, a Receita Estadual fará um levantamento fiscal para identificar as irregularidades.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco

maio
14

Postado em 14-05-2009 19:57

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 19:57

Labirintos da capital
capital

CRÔNICA/ CIDADES

PELAS RUAS DE BRASÍLIA

Marcelo Torres*

De repente, cá estava eu nesta bela cidade de retas e curvas, endereços lógicos, cartesianos, cheios de siglas e números; endereços que chegam a dar tédio e raiva de tão lógicos, racionais, exatos.
Ao chegar aqui e me deparar com setor disso, setor daquilo – tudo certinho, bonitinho, organizado, sem precisar perguntar um ponto de referência para chegar a algum endereço -, não sabia se era a cidade que era estranha ou se eu é que era um estranho no pedaço.

O brasiliense costuma dizer que sua cidade é normal, estranhas são as outras. Dependendo do referencial, ele tem razão. Aqui, depois que se acostuma, você vê que isso tudo faz sentido – e como faz.

Familiarizado com as ruas personalizadas da Bahia de todos os santos, eu me senti um capiau na capital futurista do eterno país do futuro. Senti-me um estranho numa cidade estranha aos meus olhos.

Seria a identificação na estranheza? Acho que sim, eu viria saber depois..

A verdade é que, antes de chegar aqui, eu nunca havia parado para imaginar o que seria uma cidade sem rua, sem avenida, sem praça, sem travessa, sem esquina, sem bairro. É isso mesmo! Brasília não tem nada disso!

Nunca pensei que pudesse ir a um endereço desconhecido sem perguntar “é perto de quê?” ou “Qual é o ponto de referência?” Sim, porque em Salvador o endereço ou fica perto de uma igreja, ou é vizinho de um supermercado, ou fica na subida de uma ladeira, ou depois da sinaleira à esquerda.

Em Brasília, não. Basta uma sigla, um número, uma letra e outro número e pronto! SQS 304 E 205. Todo brasiliense já nasce sabendo que se trata da quadra 304 Sul, bloco E, apartamento 205.

Pequeno, 10 caracteres, incrivelmente um endereço completo, exato, preciso.. Mais fácil do que saber o nome do edifício. Aliás, em Brasília todo edifício tem nome, mas ninguém sabe – nem mesmo o morador – e não precisa saber.

Nos lagos Sul ou Norte, basta SHIS QI ou QL e quatro dígitos que o endereço estará completo e absolutamente achável. Ninguém tem dúvida do que seja um endereço tipo “SHIS QL 21-2-3” ou “SHIN QI 10-7-6”.

Trata-se de endereços do Lago Sul e Lago Norte, respectivamente. SHIS significa Setor de Habitações Individuais Sul, ou seja, Lago Sul. SHIN é a mesma coisa, sendo que o N é de Norte (Lago Norte). QL é Quadra do Lago e QI é Quadra Isolada. E os números indicam, pela ordem, a quadra, o conjunto e a casa.

Com um mês e pouco aqui, você acaba aprendendo e achando tudo muito fácil também, você começa o batismo, entra nos eixos, começa a virar candango. E ai do filho de Deus que não aprenda logo essas coordenadas…

Se você perguntar “É perto de quê?”, a pessoa pode lhe achar um ET, um louco, um debilóide. Aliás, em Brasília outra coisa difícil é alguém parar outrem na “rua” para perguntar endereço.

Mas Brasília tem seus pontos de referências, que saem na ponta da língua de todo e qualquer morador. É um tal de Eixão pra lá, eixinho pra cá, W3, L2, L4, essas esquisitices de letras, siglas e números.

O problema é que a explicação é sempre complicada. O morador de Brasília acha que tudo é muito fácil – e óbvio -, mas o visitante não entende bulhufas do turbilhão de informações que lhe são passadas em um quase bombardeio..

“De um lado tem as pares, duzentas, quatrocentas, seiscentas, oitocentas”, explica o anfitrião. “Do outro, as ímpares, trezentas, quinhentas, setecentas e novecentas”, conclui, crente de que se fez por entender.

Pela explicação, você pensa que de um lado só tem par e do outro só tem ímpar, e não é assim. De um lado ficam as quadras que começam com dígito par (de 201 a 216, de 401 a 416…) e do outro ficam as que começam com dígito ímpar (de 101 a 116, de 301 a 316…).

Se você levar ao pé da letra, ou melhor, ao pé dos números, constará que tanto num lado como no outro há pares e ímpares. Outra coisa engraçada é que os anfitriões falam a seqüência completa das pares, mas não completam as ímpares.

Quando eles falam das ímpares, dizem “novecentas, setecentas, quinhentas e trezentas”, e aí, na levada, você fica esperando eles dizerem centas e eles não dizem.

Mas é muita informação para um baiano só. Era muita coisa para minha cabecinha, tudo de uma vez. Eu ficava sem nem saber por onde começar, não sabia nem o que perguntar…

A esta altura da explicação eu já estava pensando em voltar. Não pra Bahia, mas para o ensino fundamental. Sem saber da minha angústia, o anfitrião me deu um golpe de misericórdia: “Não tem erro, é tudo muito fácil”. E aí eu fiquei pensando: se tudo é muito fácil, eu sou um burrico.

Quadras comerciais e residenciais, entrequadras, superquadras, blocos, asas, eixos, eixão, eixinhos, setores, números pares e ímpares… Em meio a tudo isso, no terceiro dia aqui, estava eu procurando uma quadra 309 Norte.

– É nas ímpares – orientou ela.

Entrei na Asa Norte e fui seguindo placa e mais placa, até chegar até a 209. Da 209, um número ímpar, caí direto na 409, outro número ímpar, sem passar pela 309, que na minha idéia ficaria no meio das duas – mas não ficava.

Depois de rodar feito um doido, parei perdido e liguei para baiana brasiliense que me convidara.

– Onde cê tá? – ela atendeu.
– Passei pela 209, já tô na 409 e não vi a 309…
– É do outro lado, cê tá nas pares…
– Não, eu tô nas ímpares.
– Entenda, Marcelo, aí ficam as pares…
– Ué, mas 209, 409 não são ímpares, não?
– Não, 209 é par, fica nas duzentas…
– Peraí, em qualquer lugar, 209 é ímpar…
– Não, aqui em Brasília é par, é a lógica da cidade…
– Que lógica é essa?

E ficamos nesse é par, é ímpar, é par, é ímpar – até a bateria do celular descarregar e eu voltar para casa, desistindo do encontro. Não sei como acertei voltar para a quitinete onde estava. Solitário, não tive ninguém para perguntar.

No dia seguinte, porém, a primeira coisa que falei pros colegas de trabalho foi a minha odisséia entre quadras pares e ímpares. Eles juntaram uns dez não só para rir como também para explicar tudo, tin-tin-tin por tin-tin-tin, quadra por quadra.

E foi assim que fui entender essas “lógicas” brasilienses. Aí, liguei para Flavinha e acertamos os ponteiros, fizemos as pazes, entre risadas pares e ímpares.

*Marcelo Torres é jornalista, baiano, radicado em Brasília .

maio
14

Postado em 14-05-2009 14:30

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 14:30

Lembra do tropeiro Zé Merenda?
merenda
A polícia civil , de posse de mandado de busca e apreensão encontrou, ontem (13), na casa de Dinei Bernardo da Silva, no bairro João XXIII, merenda escolar da rede de educação municipal e vários outros objetos pertencentes à Secretaria de Educação (bolas, carteiras escolares, entre outros). Dinei trabalhava no caminhão de entregas da merenda escolar e estava sendo investigado pela polícia após desconfiança de outros funcionários municipais e denúncias da população.

Na manhã desta quinta-feira (15) a polícia, junto com funcionários da prefeitura, faz busca da merenda em mercadinhos e frigoríficos que interceptavam a mercadoria roubada por Dinei, que não era servidor estatutário e trabalhava na prefeitura há quatro anos.

Os Dineis estão espalhados pelo Brasil, pessoas corruptas que estão no serviço público em várias funções e cargos, inclusive, nos mais altos escalões da política e do poder. Mas, quem lembra do Zé Merenda apresentado pelo Fantástico, na Rede Globo, há alguns domingos?

Um personagem capaz de encher de orgulho cada um de nós, brasileiros. Num dos municípios mais pobres do país, onde não há eletricidade nem telefone, ele anda três dias no lombo de burro para levar a merenda às escolas, com a maior dignidade. A existência de um Zé Merenda redime o Brasil dos Dineis brasileiros. E que a prisão deste, aqui em Juazeiro, sirva de exemplo, para que a impunidade não seja mais escudo para pessoas corruptas, de altos ou baixos escalões.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro.

maio
14

Postado em 14-05-2009 12:21

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 12:21


Enquanto não chega à tela “Quincas Berro D”Água”, cujas filmagens foram encerradas em Salvador, esta semana, por Sérgio Machado, o Bahia em Pauta escolhe como música para começar o dia, nesta quinta-feira, “O que Será”? ( À Flor da Pele), tema da trilha de “Dona Flôr e seus Dois Maridos”, baseado na obra de Jorge Amado, filmado por Bruno Barreto, também na capital baiana. Sonia Braga (Dona Flor) e José Wilker (Vadinho) desempenham papeis inesquecíveis. O filme se transformou em um dos maiores sucessos da história do cinema brasileiro. O clipe da música de Chico Buarque e Milton Nascimento, interpretada aqui pela baiana Simone, reproduz cenas memoráveis de “Dona Flôr”. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

maio
14

Postado em 14-05-2009 11:53

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 11:53

Mariana e Brichta filmam em Salvador
mariana

Foram concluídas em Salvador, semana passada, as filmagens de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D ‘Água”, conduzidas pelo cineasta baiano Sérgio Machado, elogiado diretor de “Cidade Baixa”, que retornou à sua terra para a adaptação, ao cinema, da obra famosa de Jorge Amado. Na cabeça do elenco de primeira linha estão Paulo José, que faz o personagem central, e a bela e excelente atriz Mariana Ximenes, no papel da filha de Qincas. Os dois, por sinal, no começo das filmagens, em fevereiro, foram vítimas de uma quase tragédia quando quase se afogavam na praia de Itapuã.

Adaptar o romance de Amado era um sonho antigo do diretor. A admiração de Sérgio pelo escritor baiano beira a devoção. “Ele foi um verdadeiro pai para mim. Quando lhe mostrei meu primeiro curta, Jorge botou fé no meu trabalho. Foi quem me apresentou Walter Salles. Jorge foi uma figura tão referencial em minha vida que dei o nome dele a meu filho”, conta Sérgio Machado.

Mariana Ximenes, que passou quatro meses em Salvador para fazer Vanda, a filha do boêmio Qincas, disse semana passada, no fim das filmagens, à colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo: “sou uma paulistana que conhecia a Bahia pelos livros de Jorge Amado e agora pude viver este lugar na pele de uma personagem dele”.

Com perfeição, seguramente, pois talento não faltam a ela e ao diretor.

(Vitor Hugo Soares)

maio
14

Postado em 14-05-2009 10:58

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 14-05-2009 10:58

Não adianta mais jogar panos quentes.

Foi dada a largada na corrida eleitoral para 2010. No PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, por exemplo, a ordem é descer todo mundo do interior para a capital, na próxima segunda-feira, (18). A recomendação é de máximo esforço para que não se repita o recente fiasco da marcha dos prefeitos, promovida pela UPB no Centro Administrativo, que só conseguiu produzir um monumental engarrafamento de veículos na Avenida Paralela, daqueles capazes de esquentar a paciência dos soteropolitanos.

A direção regional do partido lança na segunda-feira, em Salvador, os Encontros Regionais, denominados “PMDB 2010”, que vão se espalhar até setembro no interior do Estado. O lançamento do programa terá a pompa e a circunstância equivalentes à importância que os peemedebistasa atribuem ao evento. Será no centro de convenção do Bahia Othon Palace Hotel, com a participação do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do vice-governador da Bahia, Edmundo Pereira, do prefeito João Henrique , entre outras estrelas de menor brilho. Militantes (sim, o PMDB também os tem) prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e deputados.

Segundo o presidente do PMDB-Bahia, Lúcio Vieira Lima, os encontros visam saber o que pensam e o que desejam as bases do partido, estimular a militância, e permitir uma maior identificação entre os quadros partidários. “Os encontros regionais resgatam o princípio histórico do partido, de discutir os seus rumos, em consonância com os desejos e necessidades de suas bases”, afirma Lúcio Vieira Lima. Para ele, os encontros vão permitir que os filiados ao PMDB possam se sentir como parte integrada e indispensável de todos os projetos do partido na Bahia.

Pode até não ser exatamente isso, ou apenas isso, mas a idéia central não é de se jogar fora, nem menosprezada pelos adversários, sejam eles quais forem no ano que vem.

(Vitor Hugo Soares)

maio
13

Postado em 13-05-2009 22:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-05-2009 22:23

Campus da Univasf
univasf
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Grazzi Brito

JUAZEIRO (BA) – A adoção por parte da UNIVASF ( Universidade Federal do Vale do São Francisco)  do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em substituição ao vestibular tradicional e a implementação de cotas, vem causando uma grande movimentação da comunidade no Vale. Estudantes secundaristas da região estão indo às ruas, em manifestação contrária a posição da Universidade. Professores e coordenadores, em sua maioria, também discordam.

Por conta disso, a Câmara de Vereadores de Juazeiro convidou o reitor da UNIVASF, José Weber Macedo para esclarecer, em sessão especial, as mudanças adotadas pela universidade quanto ao ingresso dos estudantes na instituição. Na sessão realizada ontem (12) os vereadores defenderam a regionalização das vagas, que segundo os argumentos ficarão cada vez mais escassas para os alunos da região do do São francisco com esse novo modelo.

O novo ENEM, uma orientação do Mec, pretende abolir o vestibular convencional, e todos os estudantes do território nacional podem concorrer às vagas de qualquer universidade que esteja inscrita no novo modelo.

Segundo o reitor esse novo ENEM será a única forma de admissão à UNIVASF, que realizou seu último vestibular domingo passado (10) e segunda-feira (11), “esta é uma orientação do Ministério”, afirmou.

O que os contrários, à posição do reitor, criticam é justamente a adesão total e tão rápida a essa nova proposta, uma vez que toda Universidade tem autonomia para decidir por uma adesão imediata ou não. Weber alegou que essa posição é por uma questão operacional. Segundo ele, a universidade atualmente não tem condições de realizar a seleção em duas fases, por isso a decisão do ENEM será a única opção para o ingresso na universidade.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro (BA)

maio
13

Postado em 13-05-2009 15:52

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-05-2009 15:52

Wagner sobre o decreto de JH:”é estranho”/TM
wagner
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“Bomba, Bomba”.

A revista virtual Terra Magazina acaba de postar em sua manchete principal entrevista do governador da Bahia, Jaques Wagner, feita por Bob Fernandes. Repercute a reportagem assinada por Claudio Leal, no próprio TM, que joga na rua o estranho decreto do prefeito João Henrique Carneiro, tornando de interesse público para efeito de despropriação- sem projeto prévio nem debate com a população – uma extensa e valiosa área da Cidade Baixa e orla de Itapagipe.

A entrevista do governador a Bob, editor-chefe do Terra Magazine, é destas que, tanto pelo dito como pelo subtendido, tem poder explosivo para arrasar quarteirão inteiro em volta da Praça Municipal e do Palácio Tomé de Souza, se arraso parcial já não tivesse sido causado pelas recentes chuvas na capital baiana, que obrigaram o prefeito João Henrique a despachar fora de seu gabinete.

Bahia em Pauta publica a seguir trechos da matéria que acaba de ser postada na manchete principal do Terra Magazine
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“O prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), assinou um decreto obscuro, e suspeito, onde decreta como área de utilidade pública, para fins de desapropriação, 324 mil metros quadrados na Cidade Baixa, em Salvador. A desapropriação proposta atingiria o casario e prédios fincados entre a tradicional feira de São Joaquim e a praia da Boa Viagem. Terra Magazine ouviu o governador da Bahia, Jacques Wagner, a respeito.

Opinião do governador da Bahia:

– Desconheço o projeto. Desapropriação sem um projeto previamente apresentado e debatido às claras é, no mínimo, estranho…

Repete o governador:

– É muito estranho…. é muito esquisito…. Espero que não esteja ligado à especulação imobiliária

LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DO GOVERNADOR JAQUES WAGNER NO TERRA MAGAZINE (http;//terramazine.terra.com.br)

maio
13

Postado em 13-05-2009 13:36

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-05-2009 13:36

Itapagipe ao pé da baia
itapagipe

Deu no Terra Magazine

“Bomba, Bomba” diria o colunista Ibrahin Sued, se vivo estivesse, ao deparar com as surpreendentes e assustadoras informações, principalmente para os moradores da bela e histórica península de Itapagipe e Cidade Baixa, contidas na reveleadora reportagem assinada pelo reporter Claudio Leal e publicada na revista virtual Terra magazine, nesta quarta-feira, 13 de maio.

Na surdina, sem qualquer consulta prévia à população, o prefeito João Henrique Carneiro(PMDB), assinou decreto que torna de utilidade pública larga faixa litorânea da Baia de Todos os Santos. O ato e o fato alcançam vasta extensão de uma das áreas mais belas da capital baiana, ultimamente também das mais cobiçadas por grupos imobiliáriosl, principalmente a partir da aprovação do PDDU, que altera os gabaritos e permite a construção de grandes edificios na orla de Salvador.

Vejam alguns trechos da reportagem do TERRA MAGAZINE:
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
A área do decreto de JHC
prefeito

“Um decreto obscuro da Prefeitura de Salvador assusta os moradores de uma das áreas mais belas da capital baiana. Sem consulta popular, o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) decretou a utilidade pública dos imóveis da orla da Baía de Todos os Santos, à borda da península de Itapagipe, na Cidade Baixa.

A área de 324 mil metros quadrados inclui bens tombados pelo patrimônio histórico – como o Abrigo D. Pedro II e o Forte do Monte Serrat, palco da resistência aos holandeses em 1624 -, prédios abandonados, residências, lojas de varejo, antigas fábricas e casarões seculares. A desapropriação deve atingir os prédios fincados entre a tradicional Feira de São Joaquim e a Praia da Boa Viagem.

O dado mais surpreendente: a prefeitura só deve apresentar um projeto em outubro deste ano. Desapropriou sem nada revelar. Os moradores se queixam da insegurança patrimonial.

CAVALO E ESCADA- A pretexto de reurbanizar a orla de Salvador, o prefeito considerou de utilidade pública outros pontos da cidade, a exemplo da popular Vila Brandão, situada à beira-mar, na encosta do bairro da Barra, alvo habitual da especulação imobiliária. A Defensoria Pública do Estado entrou com uma ação cautelar para suspender os efeitos desse decreto.

Por sua vez, a investida contra a península de Itapagipe, que tem alguns dos pontos turísticos mais visitados da Bahia, causou espanto aos deputados federais Lídice da Matta (PSB) e Emiliano José (PT) pela estranha abrangência territorial. Ambos atentam para a obscuridade do ato de João Henrique. Ex-prefeita de Salvador (1993-1996), Lídice levanta equívocos na decisão oficial e defende um debate prévio na Câmara.

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Opinião do Bahia em Pauta: Diante do apresentado, a população deve ficar atenta com o que ainda virá. Afinal, como também dizia Ibrahim, “cavalo não desce escada“.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

(LEIA INTEGRA DA REPORTAGEM DE CLAUDIO LEAL NO TERRA MAGAZINE (http://terramagazine.terra.com.br)

maio
13

Postado em 13-05-2009 11:32

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 13-05-2009 11:32

13 DE MAIO – de Caetano Veloso

Dia 13 de maio em Santo Amaro
Na Praça do Mercado
Os pretos celebravam
(Talvez hoje inda o façam)
O fim da escravidão
Da escravidão
O fim da escravidão

Tanta pindoba!
Lembro do aluá
Lembro da maniçoba
Foguetes no ar

Pra saudar Isabel
Ô Isabé
Pra saudar Isabé

A música do dia vem de Santo Amaro da Purificação, na voz de seu maior cantor. Bahia em Pauta publica também a letra da canção para o leitor poder acompanhar e sentir mais intensamente toda a sua força e beleza. E nada mais é preciso dizer.
(Vitor Hugo Soares)

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