jan
28

Postado em 28-01-2009 16:40

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 28-01-2009 16:40

 

As vaias e os aplausos dirigidos a João Henrique de Barradas Carneiro (PMDB), quando o prefeito de Salvador chegou ao Centro Administrativo, na manhã desta quarta-feira (28), para votar na eleição da nova direção da União de Prefeituras da Bahia, são sinais emblemáticos. Em ambos os casos, evidenciam um fato superior aos limites das aparências em que os políticos baianos (de todos os partidos, mas principalmente do PT e do PMDB) se esforçam para mantê-lo, embora não seja mais possível esconder a realidade: Bem mais que simples troca de comando na entidade , o pleito de hoje na UPB representa um lance estratégico crucial com vistas à sucessão estadual em 2010.

 

Na frente do ringue político medem forças Luis Caetano – polêmico e experiente prefeito petista de Camaçari – e Roberto Maia, o surpreendente prefeito peemedebista de Bom Jesus da Lapa, cidade da maior romaria do Estado, no vale do Rio São Francisco. Empurrando com força nos bastidores a candidatura de Caetano está o governador Jaques Wagner, amigo e aliado de longa data do atual administrador da rica e influente cidade da região metropolitana que abriga o Pólo Petroquímico, um dos maiores PIBs do País. Dando empurrões vigorosos ao carro de Maia, dirigente do interior rumo ao Centro Administrativo, está o influente ministro da Integração Nacional e aliado do governo Lula (e ainda de Wagner), Geddel  Vieira Lima , cujos projetos de vôos mais largos em 2010 ficam cada dia mais evidentes. Sem excluir até a possibilidade de disputar o Palácio de  Ondina, o que também já não é mais segredo para muita gente da política baiana.

 

Nos bastidores da eleição da UPB, portanto, esconde-se a questão vital, como no poema de Castro Alves: “Qual dos dois gigantes, morto, rolará?”. A resposta deverá sair das urnas ainda hoje.

A Conferir.

 

 

Por Vitor Hugo Soares

 

 

 

jan
24

Postado em 24-01-2009 02:59

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 24-01-2009 02:59

Ainda sobre o carnaval em Brasília, a expectativa maior é para o ano que vem, quando Brasília comemorará 50 anos e as escolas de samba do Distrito Federal planejam fazer um enredo único sobre o aniversário da capital, além de  trazer o desfile de Ceilândia para o Plano Piloto.

De acordo com os organizadores da festa, se o GDF quer que o Carnaval seja um grande evento turístico, é imprescindível trazer o sambódromo para o centro da cidade. No Réveillon e no aniversário de Brasília, as programações já acontecem na Esplanada dos Ministérios.

Enquanto o carnaval de Brasília não se torna um grande evento turístico, parte da população brasiliense prestigia as badaladas folias da Bahia e do Rio. A novidade é que um grupo crescente tem optado pelo Carnaval de Diamantina em Minas Gerais.

Na cidade mineira a animação fica por conta dos batuques e bandas nos palcos da região histórica, além dos DJ’s nos casarões e dos vários blocos tradicionais que arrastam os foliões pelas ruas tombadas como “Patrimônio Cultural da Humanidade”.

Quem já foi garante que é um dos melhores carnavais de rua do país, e, seguramente, o gasto é muito menor que uma ida ao Rio de Janeiro ou a Salvador, no período momesco.

 por Laura Tonhá

jan
24

Postado em 24-01-2009 02:54

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 24-01-2009 02:54

Ninguém sabia, a TV não mostra, ou se mostra ninguém repara, mas o Distrito Federal também tem carnaval. A festa acontece principalmente em Ceilândia, cidade satélite, com desfile de escolas de samba, no Ceilambrodomo.

No Plano Piloto a festa continua com o bloco Galinho de Brasília que este ano terá a sua concentração no Eixão, na altura da 203/204 Sul. No Carnaval do ano passado, houve confronto entre soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e foliões, depois de reclamações de moradores das quadras 203 e 204 Sul em razão do barulho. Este ano o Galinho deverá apenas passar pelas quadras citadas, seu local de origem, e encerrar seu percurso na Esplanada dos Ministérios.   

A Secretaria de Cultura juntamente com a Brasíliatur e representantes das escolas de samba do Distrito Federal divulgaram que o orçamento este ano será o mesmo do ano passado, R$ 7,5 milhões para a organização geral da festa.

por Laura Tonhá

jan
23

Postado em 23-01-2009 20:26

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 23-01-2009 20:26

Vitor Hugo Soares

 

Reportagem de Ana Paula Sousa, na “Carta Capital”, anuncia: Othon Bastos – artista singular e plural de teatro, cinema e televisão – está fazendo 55 anos de carreira. Aos 71 de idade, resistente desde sempre, ele diz que pagou um preço por suas escolhas profissionais: “o preço da dignidade”. Sem lamúrias e sem badalação, segue em seu ofício. Firme como o meteorito de Bendengó, encontrado em 1874. A rocha caiu do espaço como bola de fogo no sertão de Canudos, de tantos simbolismos, próximo de Tucano, cidade baiana onde o ator veio ao mundo, no ano da graça de 1933.

 

 Multiplicidade é pouco para definir a mistura fina de  sertanejo e cidadão do mundo, que é Othon Bastos. Advogado Polidoro na novela “Três Irmãs”, da Globo; Corisco imbatível de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (Glauber Rocha),  Paulo Honório soberbo de “São Bernardo”( Leon Hirszman), notável coronel Ramiro do recém-lançado filme “Cascalho” (Tuna Espinheira). Intérprete de todos os gêneros, escolas e personagens (dos heróis populares das comedias nordestinas de Cordel aos seres mais complexos das criações de Shakespeare e Brecht), nos palcos de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo ou Londres.

 

 Leio com atraso a matéria da revista semanal, quando a televisão mostra imagens impressionantes do tributo que a multidão em Washington, sob frio da mais de 10 graus abaixo de zero, presta ao afro-americano Barack Hussein Obama. Ele acabara de assumir o mais invejado posto de poder no planeta, apesar do peso monumental da crise que Bush largou sobre seus ombros, antes de, aos tropeções, retirar-se para merecido ostracismo no Texas.

 

 A memória voa da festa americana, até pousar em um alegre e democrático carnaval de Salvador, há mais de 20 anos. O então repórter da sucursal do Jornal do Brasil bate de frente com o artista no meio da rua, a poucos passos da badalada Praça Castro Alves entulhada de foliões. A timidez mandada às favas pela cerveja, cede lugar à emoção que leva ao abraço e ao grito de saudação, que surpreende o artista, apesar da zoada do trio que se aproxima: “Grande Othon Bastos!”.

 

 Era um tempo de carnaval espontâneo, onde participar era o verbo principal. Muito mais importante que olhar à distância, como mero expectador, as loucuras mais impensáveis ao ar livre. Sem peias e sem as cordas discriminatórias dos blocos excludentes, nem os camarotes que privatizam os espaços públicos nos corredores principais da folia, usurpados por novos ricos deslumbrados, “celebridades”, políticos, postulantes a candidatos, mandantes da hora nos governos, misturados com influentes homens de negócio, em estranhas transações, entre a passagem de um bloco e outro.

 

  Olhada agora, em perspectiva, aquela cena em Salvador, não motiva arrependimento nenhum. Na matéria da “Carta Capital”, o artista revela ter ido com o filho ao show do saxofonista Sonny Rollins, no Rio de Janeiro, e foi abordado por um repórter que queria saber por que ele estava lá. “Ora, por que alguém vai a um show? Sou o que construí em 55 aos de carreira. O sucesso é muito relativo. Vivi momentos de auge, mas não tem sentido ficar olhando o passado”, responde. Eis aí mais um ótimo motivo para um abraço.

 

 Levado pelo pai à casa de um médium, quando sonhava em entrar para a Aeronáutica, o jovem Othon ouviu dele que seria algo diferente. Ficaria em um lugar em que as pessoas todas iriam olhá-lo. “Pensei: vou ser chefe de repartição pública”, brinca o ator, que foi além, sem desmentir o vidente de seu destino. O resto da história está contado – e bem – na matéria de Ana Paula.

 

 Só adianto que, pelas mãos do mestre Paschoal Carlos Magno, criador do Teatro do Estudante, Othon foi parar em Londres, e lá passou dois anos estudando na Webber Douglas School. De volta ao País, foi convidado por Geanni Ratto para ensinar na Escola de Teatro da UFBA, no reitorado do professor Edgar Santos. Retornou então à Bahia, quando o Estado reluzia nacionalmente em um de seus períodos mais férteis e ricos de arte e cultura.

 

 Com ajuda de Virgildásio Sena, um prefeito progressista, eleito em 63 e cassado pela ditadura menos de um ano depois, Othon e seus colegas do Teatro dos Novos, ergueram o Teatro Vila Velha, sopro vigoroso do palco baiano e brasileiro. Juracy Magalhães, um governante conservador, também ajudou muito, inclusive doando o terreno, faz questão de lembrar o artista, por justiça.

 

 Mas a tevê é quem o sustenta atualmente, confessa. Vez por outra um diretor de novela vira-se para o elenco e diz: “Este é o Corisco,”revela o artista, sem mágoa. Para ele, o peso do nome e da história pouco conta na televisão. E repete: “É o preço por minhas escolhas. Mas, se paguei, foi o preço da dignidade, o preço de poder me olhar no espelho todos os dias”.

 

 Grande Othon Bastos!

 

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitors.h@uol.com.br       

jan
22

Postado em 22-01-2009 00:33

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 22-01-2009 00:33

Manchete do primeiro dia da administração do presidente  dos Estados Unidos, Barak Hussein Obama, empossado ontem: “Obama congela faixas de altos salários (mais de 100 mil dólares por ano)  da Casa Branca”.

Observação  da jornalista baiana, Rosane Santana, que mora em Boston(EUA): “Começou a era dos factóides.

A conferir

jan
21

Postado em 21-01-2009 22:25

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 21-01-2009 22:25

Procuradoria da Câmara divulga parecer favorável para a permanência do Presidente

 

O  anunciado parecer sobre a sucessão na presidência da Casa, após a renúncia do vereador Alfredo Mangueira (PMDB), no dia 09 de janeiro, uma semana após sua posse, foi divulgado  há pouco instante.  No texto, o procurador Francisco Neto de Borges Reis defende a permanência do vereador Paulo Magalhães Jr. (DEM) na presidência.
 
No documento, o procurador avalia que o regimento, ao falar de “impedimento” como um dos critérios para que o primeiro-vice assuma a presidência, deixa aberta a interpretação de uma hipótese de “impedimento absoluto”, que seria a renúncia.

jan
21

Postado em 21-01-2009 21:51

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 21-01-2009 21:51

 

Oposição contesta…

 

A oposição, como já era esperado,  não aceita a o parecer  do procurador Francisco Neto de Borges Reis que defende a permanência do vereador Paulo Magalhães Jr. (DEM) na presidência. “Não se faz política no tapetão. Esta discussão precisa ser tratada no campo político e não no jurídico e não dá para aceitar um parecer feito por um funcionário de carreira da Câmara”, disse Marta Rodrigues.

 

Infiéis respiram aliviados …

 

 Na eleição passada, o PT lançou a vereadora Vânia Galvão à presidência da Casa.  Agora deve repetir o mesmo nome. Resta saber se os colegas de partido darão apoio da mesma forma da eleição passada , ou seja, a vereadora que esperava 8 votos, teve apenas 6 votos. Até hoje ninguém sabe quem são os traidores. A renuncia de Mangueira ofuscou os traidores. Os infiéis respiram aliviados.

 

 Tensão nos corredores…..
 

De acordo com um funcionário da Câmara, que prefere não se identificar, a confusão está armada, nesse momento na Casa Legislativa, vereadores da oposição e situação circulam tensos pelos corredores da Câmara.

 

 

 

 

jan
21

Postado em 21-01-2009 00:45

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 21-01-2009 00:45

Irmã Duce, chamada em vida de Anjo Bom da Bahia pelos pobres mais pobres de Salvador , está mais perto de subir aos altares da Igreja Católica. Nesta terça-feira, 20, o Vaticano reconheceu que a freira baiana poderá receber o tétuto de Veneráve, ficando assim a um passo da beatificação. Segundo comunicado feito ao arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, cardela Geraldo Magela, a Congregação para as Causas dos Santos, na unanimidade de seus cardeais, bispos e teólógos, votou de forma positiva pelo reconhecimento de que Irmã Dulce possui virtudes heróicas e pode ser classificada como “serva de Deus”.

A posição da Congregação será transmitida ao papa Bento XVI, a quem caberá a responsabilidade de confirmar a entrega do título. O decreto que faz de Irmã Dulce uma Venerável para os católicos de todo o mundo será publicado logo após a assinatura do Papa.Falecida em março de 1992, em Salvador, Irmã Dulce notabilizou-se por suas obras sociais de caridade e uma vida de entrega aos mais pobres e necessitados da Bahia. 

  

jan
20

Postado em 20-01-2009 18:25

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 20-01-2009 18:25

Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

Indelicadeza à parte com seu colega e amigo George W. Bush, às vésperas do americano recolher-se ao pedaço do limbo reservado a maus governantes, o gesto do presidente Lula ameaçando jogar sapato em jornalistas, fez sucesso esta semana. Obteve generosos espaços da mídia, ganhou até para a face remodelada que a ministra Dilma inaugurou na Couromodas, o badalado evento paulista de modas e negócios.

Devidamente registrado, em texto e imagens, o cenário é perfeito como signo das relações de poder e de uma era. Entre risos e desconfianças, de parte a parte, pontifica a complicada relação na base do “morde e assopra” que Lula e imprensa mantêm há décadas – desde as históricas lutas da região do ABC. O fenômeno ganhou corpo e atualidade no tiroteio do debate (turbinado por boa dose de hipocrisia dos dois lados) causado pela entrevista publicada na primeira edição de 2009 da revista Piauí.

Fiz uma primeira leitura no calor da hora, em meio ao tiroteio no Saloon. Pedaços de textos “à la volontée”, como dizem os franceses, recolhidos aqui e ali no contra ou a favor passional do bafafá e, por isso mesmo, meio cego ou com instalações trocadas . Ao sabor das ondas que produto jornalístico polêmico, como este, levanta nas variadas tribos, ligadas ou não ao jornalismo.

Tensões e ódios mais aplacados, egos menos ofendidos e inflados, segui o conselho do jornalista Ricardo Kotscho, e reli tudo, em detalhe e com mais atenção, antes de escrever estas linhas assinadas. “A matéria é pequena e vale a pena ser lida (na integralidade e contexto de perguntas e respostas) “para entender um pouco desta dura e delicada relação do presidente Lula com a imprensa”, sugere Kotscho em seu Blog . Tem razão o premiado repórter, testemunha ocular da história e com credibilidade de sobra nos dois lados da discussão.

Aliás, o primeiro e mais significativo contato profissional que tive com os dois (Kotscho e Lula) se deu no mesmo dia, na fase final da campanha da primeira eleição direta para Presidente pós-ditadura. Luiz Inácio da Silva, líder metalúrgico e fundador do PT, nordestino pernambucano criado em São Paulo, brigava ponto a ponto nas pesquisas de opinião com o gaúcho Leonel Brizola (PDT), governador do Rio de Janeiro, para ver qual dos dois passaria ao segundo turno como candidato “das esquerdas”. A este caberia a disputa decisiva com o “bem nascido caçador de marajás” de Alagoas, Fernando Collor de Mello, disparado na frente e, no final, vencedor.

Então a revista Veja, cuja sucursal eu chefiava em Salvador, pautou uma matéria de capa sobre o duelo Lula x Brizola. O candidato petista percorria a Bahia no encerramento da campanha do primeiro turno e fui escalado pelo comando da redação da revista (então nas mãos de Mario Sergio Conti, Thales Alvarenga, falecido, e Paulo Moreira Leite), para acompanhar a comitiva da campanha de Lula. Uma repórter da sucursal do Rio seguia Brizola em seus comícios finais nos pampas. Confesso: o gaúcho, que conheci mais de perto no exílio do Uruguai, era o meu candidato do coração.

Ao ler a entrevista do presidente sobre os jornais, foi esta experiência, pessoal e profissional ao mesmo tempo, que me veio à mente em primeiro lugar. Vejo ainda, na parada em um restaurante à beira da estrada, a caminho de uma passeata em Itabuna ao meio dia, antes do comício à noite em Vitória da Conquista, como Kotscho recebia os repórteres bem ao seu jeito brincalhão: “Olá, você é que é o jornalista fulano de tal?!”, perguntava com ar aparente de admiração. Ante a confirmação do profissional de peito estufado de orgulho, Kotscho arrematava: “Grande merda!”.

Depois do choque, risadas. Rompido o gelo inicial, muitas histórias de jornalismo, de jornalistas, de redações e de donos de jornais, como na experiência parecida vivida por Mario Sérgio e lembrada ao agora presidente, na entrevista que virou debate nacional. No caso baiano lembro bem: sentado em uma mesa próxima, copos de bebida em volta, Lula conversava com assessores e cabos eleitorais, mas sempre ligado no papo dos jornalistas. De vez em quando – àquele tempo não sentia azia ao ler jornais -, o candidato dava “pitacos”. Lançava suas desconfianças em “indiretas” para a mesa de Kotscho e seus acompanhantes, mas endereçadas também às redações com seus editores e donos de poderosas empresas jornalísticas.

“Esta sempre foi uma relação de amor e ódio, dependendo da posição do jornalista na hierarquia das redações já que tudo o que ele e o PT representavam vinha na contra-mão do pensamento único dominante na cúpula da grande imprensa brasileira”, acha Kotscho, que conhece Lula como poucos.

Tenho cá minhas desconfianças também! Acho que há muito mais submerso, além do dito e sugerido tanto no diálogo Lula-Conti, como nas reações à entrevista. Além disso, muitas ilusões se perderam no meio do caminho para os dois lados. O morde e assopra, porém, continua.

jan
19

Postado em 19-01-2009 16:15

Arquivado em ( Charges) por bahiaempauta em 19-01-2009 16:15

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