jul
23

Postado em 23-07-2009 22:56

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2009 22:56

Alencar deixa hospital
alencar
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O vice-presidente José Alencar, 77 anos, recebeu alta no começo da noite desta quinta-feira(23) do hospital Sírio-Libanês , onde passou 15 dias internado. Hospitalizado desde 8 de julho, o vice-presidente foi submetido no dia 9 a uma cirurgia para para tratar uma obstrução intestinal, causada por tumores abdominais.

“Não posso sair daqui hoje vitorioso em relação à minha guerra contra o câncer. Estou saindo vitorioso de uma batalha, mas a guerra continua”, disse José Alencar no momento em que deixava o hospital caminhando e sempre otimista.

Jose Alencar informou que vai continuar o tratamento que iniciou nos Estados Unidos. Ele disse que os resultados do tratamento são “animadores”. ‘Então, estou muito confiante. Porém, consciente de que a guerra continua’.

‘Estou me sentindo bem. Não tenho nenhum sintoma. Ainda tenho de ficar uns dias aqui porque eles me deram alta do hospital mas não do serviço médico instalado aqui em São Paulo. Eles [os médicos] ainda têm que me observar pelo menos uns três, quatro dias’, declarou Alencar ao G1.

O médico Raul Cutait, que acompanha o vice-presidente, disse que ainda não há previsão de quando Alencar poderá retornar ao trabalho. O vice-presidente luta contra o câncer há 12 anos e já fez 14 cirurgias.

jul
23

Postado em 23-07-2009 22:13

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 23-07-2009 22:13

jul
23

Postado em 23-07-2009 17:02

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2009 17:02

Reis da Atlântida
chanchada
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Maria Olívia

O acervo da Companhia Atlântida Cinematográfica acaba de ser adquirido pelo Ministério da Cultura (Minc). Os filmes produzidos entre os anos de 1942 e 1974 – muitos deles estrelados pela dupla Grande Otelo e Oscarito, e mais de 27 horas de cinejornais serão restaurados e digitalizados pela Cinemateca Brasileira, em seguida, serão disponibilizados para o público. Segundo o diretor-geral da Cinemateca, Carlos Magalhães, até o final deste ano, parte do material já poderá ser consultado por interessados e exibidos em mostras de cinema.

Para o baiano Juca Ferreira, ministro da Cultura, “trata-se de um período em que o cinema brasileiro tinha grande aceitação popular. São filmes de linguagem simples, feitos para muitos”. Juca está radiante com esta aquisição, “a memória da única época do cinema nacional que pode ser chamada de industrial e autofinanciada”, comemora. Esse importante acervo da história do cinema nacional foi declarado de interesse público em 2007.

Os amantes da sétima arte (sem preconceito, por favor) vão se deliciar com os filmes “O homem do Sputinik”, “Matar ou correr”, “Nem Sansão nem Dalila”, “Aviso aos navegantes”, “Carnaval na Atlântida, entre outras chanchadas. Os cinejornais “Atualidades Atlântida, “Jornal da Tela” e “Notícia da Semana” mostram acontecimentos como a conquista da Copa de 1958 pela seleção brasileira, um encontro entre os presidentes João Goulart e John Kennedy dois anos antes do golpe militar, a inauguração de Brasília e o primeiro ducumentário sobre a Bossa Nova feito no Brasil

Maria Olivia é jornalista

jul
23

Postado em 23-07-2009 14:28

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2009 14:28

Bahia em Pauta recebeu da jornalista e colaboradora Aparecida Torneros, do Rio de Janeiro, e-mail com o seguinte texto de Ricardo Kotscho, um nota 10 do jornalismo brasileiro, o seguinte texto, que este site-blog baiano, surpreso e contente, repassa aos seus leitores, com os devidos agradecimentos a Cida. Grande notícia mesmo!. Confira.
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RICARDO KOTSCHO

Brasília – Com um dia de atraso, informo em primeira mão: a mais surpreendente notícia da Folha de S. Paulo desta terça-feira não estava na capa nem nas manchetes internas.

Saiu na última página do Caderno de Esportes. E não se tratava de uma reportagem, mas de um anúncio do portal UOL, da mesma empresa que edita a Folha.
O título é instigante:

“Você acha que a população do nordeste está menos online do que da do sudeste? Você está enganado”.

Em um anúncio de meia página do UOL, bravo concorrente do nosso iG , encontramos informações que poderiam ir para a manchete do jornal.

Com tanta notícia repetida que circula todo dia, o dia todo por todas as mídias, geralmente falando de desgraças e safadezas, o anúncio trazia uma novidade, quer dizer, algo que eu não sabia:

“A internet é hoje mídia nacional: a penetração nas principais praças do nordeste é similar à do sudeste e sul”.

Você sabia disso? Eu só fiquei sabendo à noite, ao ler o jornal no final de um dia de viagem a Brasíloia, no bar do hotel Meliá, ouvindo uma belíssima cantora, Larissa Vitorino, de quem também nunca tinha ouvido falar.

Me lembrou a Nara Leão do início da carreira, meiga e bela como sua voz, um banquinho e uma guitarra elétrica.

Mas voltando ao anúncio do UOL. Lá esta uma prova provada de que o Brasil não é mais o mesmo, no bom sentido:

“A penetração da Internet na cidade de São Paulo é de 39%. Já em Salvador atinge 41% e no Distrito Federal ultrapassa 50%. Anuncie na Internet: mídia nacional”.

Salvador mais internética do que São Paulo? Quem poderia imaginar uma coisa dessas cinco ou dez anos atrás?

A melhor explicação quem me deu para este Brasil ainda desconhecido para nós paulistas foi meu velho amigo Toninho Durmond, o homem da Globo em Btrasília.

“A marca deste governo que vai ficar é a distribuição de renda”.
O engraçado é que ele me disse isso num longo e agradável papo que tivemos pela manhã, antes de eu encontrar este anúncio do UOL.
O gráfico que ilustra a peça publicitária mostra o aumento de penetração da internet fora do eixo Rio-São Paulo. Deixa claro também que temos hoje não só distribuição de renda entre as classes sociais, mas de riqueza entre as diferentes regiões do país.

A assinatura do anúncio é emblemática exatamente por ele ter sido publicado no jornal de papel de maior circulação do país:
“Anuncie na Internet _ www.amidiaquemaiscresce.com.br”.

Deixando de lado o governo, sem entrar no FlaXFlu de quem é contra ou a favor do Lula, há um fato inegável: o Brasil de 2009 é outro país e o crescimento da internet é apenas um dos sinais desta mudança para melhor que muitos colegas da velha mídia ainda insistem em ignorar.
Somos hoje mais de 60 milhões de brasileiros ligados à grande rede, metade deles recém-chegados ao mercado consumidor.

Para saber como mudou a vida do país, seguindo os conselhos do mestre repórter Gay Talease, é preciso levantar a bunda da cadeira e sair por aí, desligar-se dos celulares e da própria internet, abrir os olhos e os ouvidos para depois poder contar as novidades.

O Brasil sempre me surpreende quando saio do meu mundinho de São Paulo e não levo meu laptop. Tem notícia nova no pedaço em todo lugar, todo dia. É só procurar, conversar com as pessoas, olhar em volta, sem teses pré-concebidas, sem preconceitos nem pensamentos únicos, sem pauta fechada, nem verdades absolutas.
Vale a pena tentar ver o Brasil de um outro jeito.

Ricardo Kotscho, jornalista de São Paulo, ex-JB, ex-Folha de S. Paulo, editor de um dos mais interessantes e acessados blogs do País.

jul
23

Postado em 23-07-2009 10:28

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2009 10:28

Hamlet de Wagner Moura chega ao TCA
moura
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Maria Olívia, para Bahia em Pauta

Os ingressos para as duas sessões de Hamlet – 25 ( 20horas) e 26 (19horas) de julho, estão esgotados há um mês, para as apresentações no TCA. Como Salvador foi “uma escolha afetiva” de Wagner Moura na fase de encerramento da temporada da peça, vai rolar uma encenação extra nesta sexta, dia 24, às 20horas. Mas não se anime caro internauta – assim que foi anunciada a nova sessão, em menos de duas horas os bilhetes estavam todos vendidos.

“Em nenhuma outra cidade concordei em fazer uma sessão extra, porque tenho trabalhado muito em novos compromissos. Mas não podia deixar de me dar essa oportunidade de que mais pessoas, mais amigos pudessem me assistir”, afirmou o baianíssimo Wagner Moura.

A montagem da peça de William Shakespeare – escrita há quatro séculos, é a realização de antigo sonho de Moura. Para o ator, “essa é uma das mais fiés traduções de Hamlet. Quando digo que conseguimos deixar o texto mais comunicativo, refiro-me à preservação de sua poética, sem excessos de rebuscamentos desnecessários”. Wagner Moura junto com o diretor Aderbal Freire Filho e a professora de inglês Barbara Harrington foram os responsáveis pela tradução da obra.
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Observação: Na sexta-feira, 31 de julho, Maria Bethânia vai cantar na missa pelos 100 anos de Dom Helder Câmara, na Igreja dos Santos Anjos, construída pelo bispo dos pobres, no Leblon, Rio de Janeiro. Se for possível, vale a viagem à cidade maravilhosa.
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Maria Olivia é jornalista

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jul
23

Postado em 23-07-2009 10:07

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 23-07-2009 10:07

Hipólito da Costa: história na lixeira
hopolito
Deu no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

OPINIÃO/ DIPLOMA DE JORNALISMO

A história jogada no lixo

Alberto Dines

O Estado brasileiro judicializou-se, transferiu-se para os tribunais. A inoperância e desqualificação do Legislativo somada ao caráter circunstancial e casuísta das ações do Executivo levam o Judiciário a assumir uma série de atribuições indevidas.

Atrás desta grave disfunção estrutural está o velho mandonismo e a incapacidade dos agentes políticos para buscar algum tipo de consenso e conciliação. Preferem os impasses logo encaminhados às diferentes instâncias judiciais mesmo quando as divergências são de ordem conceitual, não envolvendo ilícitos ou ameaças.

O STF tem sido a instituição mais procurada para dirimir controvérsias, digamos impertinentes, porque a Constituição de 1988, apesar da fama progressista e cidadã, apresenta enormes lacunas e imprecisões. A pressa em promulgá-la permitiu a sobrevivência de estatutos produzidos durante o regime militar designados aleatoriamente como “entulho autoritário”.

Nem a Lei de Imprensa nem a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma específico para o exercício de jornalismo deveriam ter sido encaminhadas à suprema corte. Foi um equívoco – ou leviandade – submetê-las à apreciação de um ministro-relator, e em seguida aos seus dez pares, nenhum deles disposto a e suficientemente preparado para mergulhar numa questão complexa e multifacetada.

Tanto o ministro-relator Gilmar Mendes como aqueles que o acompanharam na decisão não conseguiram convencer a sociedade de que haviam entendido a chamada Questão do Diploma de Jornalismo. Deixaram-se iludir pelos autores da representação. É incrível, mas é imperioso e penoso registrar que Suas Excelências, Meritíssimos e Meritíssimas, foram ingênuos. Ao invés de convocar peritos, contentaram-se com constatações simplistas, produzidas pelo senso comum e lugares-comuns.

Reconhecimento da profissão

As entidades patronais que direta ou indiretamente patrocinaram a causa fixaram-se na questão do certificado e menosprezaram o ponto crucial: a existência de uma profissão multi-secular, na verdade bi-milenar, reconhecida em todo Ocidente.

Era mais fácil e mais conveniente eliminar a obrigatoriedade do certificado sob o pífio pretexto de universalizar o acesso à informação do que reconhecer que os precursores dos jornalistas contemporâneos foram os funcionários romanos chamados de diurnarii (daí giornalisti e journalistes). Também chamados de actuarii porque se encarregavam de preparar as atas ou Actas informativas que circulavam na capital do império a partir do século II a.C.

A profissão de jornalista, reconhecida e legalizada, começou com a produção das Actae Diurnae (Atas Diurnas), também conhecidas como Atas Públicas, Atas Urbanas ou ainda Diurnálias. Mas também circulava uma Acta Populi e, para comprovar que nada se cria, tudo se copia, havia até uma Acta Senatus, secreta, que certamente inspirou o senador José Sarney a produzir seus boletins confidenciais.

Os proto-jornalistas foram estudados pelo historiador-jornalista Carlos Rizzini em O Jornalismo antes da Tipografia (Cia. Editora Nacional, S. Paulo, 1968, pp. 4-10). Mais recentemente, o historiador português Jorge Pedro Souza ofereceu preciosas informações sobre uma atividade exercida há dois milênios que o espirituoso presidente do STF, Gilmar Mendes, considera equivalente à dos mestres-cuca (Uma Breve Historia do Jornalismo no Ocidente in Jornalismo: Historia, Teoria e Metodologia, pp 34-44, Edições Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2008).

Hipólito e os redactores

Na apresentação da primeira edição do Correio Braziliense, o primeiro periódico a circular sem censura no Brasil e em Portugal, seu autor, o gaúcho Hipólito da Costa, escreveu com data de 1º de Junho de 1808 uma profissão de fé sobre a nobre missão dos jornalistas aos quais designa como redactores das folhas públicas.

Hipólito delineava de forma inequívoca uma função social e um ofício. Sua convocação dirigia-se primeiramente aos que vivem em sociedade e, em seguida, àqueles que deveriam servi-la. O patriarca do jornalismo estabelecia uma clara diferenciação entre o cidadão e aqueles que devem informá-lo. Não regulamentou a profissão, concedeu-lhe um status especial. Distinguiu-a com a missão de levar a colônia a superar os 308 anos de trevas e silêncio e preparar a sua emancipação.

Dois séculos depois, a conjugação de um Estado capenga e uma corte desnorteada – ou mal informada – jogam nossa história no lixo.

Alberto Dines, jornalista, é editor chefe do portal Observatório da Imprensa, onde este texto reproduzido pelo Bahia em Pauta saiu originalmente.

jul
22

Postado em 22-07-2009 17:22

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 22-07-2009 17:22

Com o título “Ibama multa Prefeitura de Salvador em R$2 milhões”, a revista digital Terra Magazine acaba de postar nesta quarta-feira(22) reportagem detalhada sobre a febre imobiliaria em andamento em Salvador, cujo capítulo mais polêmico ultimamento é a disputa de áreas verdes dos últimos resquícios da Mata Atlântica para a construção de condomínios privados de alto luxo. (V.H.S)
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O texto assinado pelo repórter Felipe Amorim, produzido especialmente para TM, revela (entre outros segredos que envolvem a prefeitura de Salvador), como o mosquito da dengue entra nesta estranha história baiana, marcada por absurdos.

Bahia em Pauta reproduz a seguir trechos da reportagem , cuja íntegra pode (e deve) ser lida em Terra magazine: ( http://terramagazine.terra.com.br ). Confira.

Felipe Amorim
De Salvador (BA), especial

“O mosquito aedes aegypti é o novo (e estranho) personagem da febre imobiliária de Salvador, que tem perdido áreas verdes para empreendimentos de luxo. Primeiro ato: uma avenida é construída em Áreas de Preservação Permanente (APP) do Rio Trobogy, dentro da Unidade de Conservação Ambiental do Parque do Vale Encantado. Segundo ato: as obras, de responsabilidade da prefeitura, estão sendo executadas com base em um alvará judicial para o controle de focos do mosquito transmissor da dengue.

Com resquícios de Mata Atlântica, o Parque do Vale Encantado está situado entre a Avenida Luiz Viana Filho (conhecida como Avenida Paralela), maior vetor de expansão imobiliária da cidade, e a orla soteropolitana. Pelo lado da avenida, está o Shopping Paralela, empreendimento de R$250 milhões inaugurado este ano por Walter Barreto, presidente da Associação baiana dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA). Pelo lado próximo ao mar, o parque é flanqueado por três condomínios de classe média alta.

As obras de aterramento de parte da região alagadiça do Rio Trobogy começaram há pouco mais de três meses, com base na autorização judicial do juiz Everaldo Cardoso de Amorim, da 8ª Vara da Fazenda Pública da Bahia. Amorim atende a um pedido feito no dia 19 de março pela corretora de imóveis Rosana Maria Damaso Kauark, que mora em um dos condomínios fronteiriços ao parque.

O mosquito e a Mata Atlântica

O Vale Encantado foi criado pela prefeitura em 2007, com 280 mil m2 de remanescentes de Mata Atlântica, a partir da doação à prefeitura, obrigatória por lei, de 35% do terreno de cada um dos condomínios. Rosana reclamou à justiça da alta infestação de mosquitos transmissores da dengue (aedes aegypti) na região onde mora e anexou ao pedido um laudo da empresa Gaia Recursos Naturais. A empresa recomenda o aterramento de onze pontos onde teriam sido encontrados focos do mosquito, além da “canalização do rio Trobogy na área do terreno, já que no local as águas ficam retidas, recolocando-o no seu leito natural”.

O juiz determinou, em 30 de março, que a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo de Salvador (Sucom) – órgão da prefeitura – inicie as obras. Mesmo após sucessivos embargos feitos pelo Instituto do Meio Ambiente (órgão do governo estadual) as obras continuaram.

Na última quarta-feira, 15 de julho, o Ibama determinou o embargo das obras, o que foi prontamente descumprido. Na sexta, veio um novo embargo do Ibama e uma multa de R$ 2 milhões à prefeitura de Salvador, por realizar a obra sem a licença do órgão ambiental competente, e uma outra de R$ 150 mil pelo desrespeito ao primeiro embargo.

Sesab: não há focos de dengue

Após a Polícia Federal lacrar os quatro tratores que trabalham no local, na sexta-feira 17, as obras permanecem paradas desde então.”A questão é gravíssima. Ali é uma área de Mata Atlântica e necessita da autorização do Ibama. Além de ser uma APP, onde o desmatamento pode assorear o recurso hídrico e prejudicar a qualidade da água, levando ao desequilíbrio do ecossistema”, pontua o superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto. “A procuradoria do Ibama está estudando medidas judiciais para a reparação dos danos. Vamos pedir à Justiça que determine isso”, acrescenta. Qualquer recurso judicial ao embargo do Ibama levará o caso à Justiça Federal.

Um detalhe sobressai: a Secretaria de Saúde (Sesab), em inspeção feita no local no dia 08 de julho, a pedido do MPE-BA, não encontrou quaisquer focos de dengue na área e recomendou expressamente não ser indicado o aterramento para efeito de controle do mosquito transmissor. “O Ministério Público está investigando e poderá propor uma ação penal contra todos os envolvidos”, avisa a promotora de justiça da 5ª Promotoria do Meio Ambiente Hortênsia Pinho.

LEIA INTEGRA DO CASO EM TERRA MAGAZINE (http://terramagazine.terra.com.br)

jul
22

Postado em 22-07-2009 16:41

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 22-07-2009 16:41

Dr Murray: cerco se fecha
medico
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A polícia de Los Angeles e a a brigada antidrogas chegaram na tarde desta quarta-feira(22)com um ordem judicial de acesso aos registros de consulta do doutor Conrad Murray, médico pessoal de Michael Jackson e principal testemunha da morte do megaastro do pop dos Estados unidos.

A informação é do portal TMZ, primeiro a confirmar a morte de Jackson. Segundo o site americano de celebridades, uma caravana de 15 veículos, com mais de duas dezenas de agentes da brigada antidrogas, assím como agentes policíais de Los Ángeles e Houston, se dirigiu ás 10.20 (hora local) ao Armstrong Medical Clinic en Houston.

O proprietário da clínica é um médico que teve cassada a licença em 2005 por receitar aos seus pacientes mais fármacos que os necessários ao tratamento,segúndo as autoridades.

A batida policial foi levada a cabo por petição da Polícia de Los Ángeles a partir dos resultados da autópsia do cantor, que indicam que a sua morte poderia estar vinculada ao uso de Propofol (um potente anestésico utilizado nas intervenções cirúrgicas. Foram encontrados restos deste medicamento nas primeiras investigações dentro da mansão do artista..

O doutor Conrad Murray era o encarregado de tratar dos problemas de saúde de Michael Jackson antes de sua morte.Também foi ele quem tentou reanimar o cantor depois da parada cardíaca que causou a sua morte.

O advogado de Murray, Edward Chernoff, em comunicado emitido a TMZ defende seu cliente: “O juiz de instrução quer esclarecer a causa da morte, nós compartilhamos com esse objetivo. Baseados nas descrições minuto a minuto e detalhe a detalhe dos últimos dias de Michael Jackson, ele .(dr. Conrad Murray] não deveria ser um dos implicados nas acusações driminais”, diz o comunicado.

Parentes e pessoas próximas do artista acusaram reiteradas vezes os médicos de ser culpados na morte na morte do “Rai do Pop”, ao prescrever medicamentos dos quais o cantor abusava.

Enquanto isso, ninguém sabe onde está corpo do artista, ainda não sepultado quase um mês de pois de sua morte.

(Postado por:Vitor Hugo Soares, com informações do portal americano TMZ e do jornal espanhol El Mundo).

jul
22

Postado em 22-07-2009 12:08

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 22-07-2009 12:08


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CRÔNICA/TEMPO

Essa moça tá diferente… uauuuuuuuuuuuuuuu

Aparecida Torneros

Ela era eu, e eu era ela, em 69, vendo o astronauta descer na lua, saindo em 70, pra dançar na rua, em Copacabana, quando o Brasil ganhou a copa. Tanto copo, tanto samba, tanta lua, tanta rua, a moça era eu, magricela, saltitante, cercada de gente, na areia, na maré cheia, em noite de lua branca, éramos um bando de meninos e meninas caminhando na madrugada, o Chico saltando de banda, soletrávamos a banda, que passava, víamos o mundo passar e virar de cabeça pra baixo, o país se escondia no subterrêneo da torturada juventude, da torturante ditadura, nós éramos eles e eles eram todos os que nos perseguiam, dedos em riste, a praia vazia nos dias de chuva, os ventos soprando nos dias de agosto, o amor disposto, aquele que crê, amor de gente nova, de moços e moços, pobres criaturas sonhadoras, com direito a se encantar pra desencantar depois, dando guinadas no futuro, deixando de ficar na janela, descendo para o asfalto, ganhando as calçadas, desfilando de minis, fazendo parte da história, na passeata, no ato, no protesto, no sexo, no envolvimento, no engajamento, da tomada de lugar, marcando posição, defendendo a liberdade, gritando questões de ordem, desordenando tudo, uma geração inteira, de hyppies e guerrilheiros, de gente esfusiante, desafiante, corajosa, em verso e prosa, eles eram elas e elas eram eles, os barcos embarcando canções, festivais, composições, prêmios, viagens, novos rumos, novos baianos invadindo os templos boêmios cariocas, os meninos do Rio, os morros que nao tinham vez, e que buscaram voz, que se favelizaram, as comunidades somos nós e os instintos são de todos…as fotos e os filmes em preto e branco, a revelação, o processo, no escuro, a imagem de um tempo, ela era eu, eu era ela, ele nem sabia se era o meu bem, eu nem sabia lhe dar o meu amor, éramos assim, a medida de um momento em que o mundo parecia simples de ser encarado e resolvido, e ela era prá-frente, e ele estava prá-lá-de-marraqueshi, baseando-se na previsão do tempo, em Woodstok, sem destino, sem lenço , sem documento,ela nem se importava com o cílio postiço, tinha blindagem e maquiagem, usava a pílula, era moderna, misturava os hálitos, os hábitos, os duas peças, os monoquinis, biquini cavadão, o asa delta, o puro sangue de trote vencedor, lá ia ela , e eu era a própria alegria de ser, naqueles anos de 69 e 70, por sentir o amor, enquanto ela era a própria tristeza de ver, naqueles anos de 69 e 70, por ver a dor dos presos políticos, ela e eu nos confundíamos, nos alternávamos, nos desentendíamos, nos questionávamos, nos enturmávamos, nos acostumávamos a ser ora ela e ora eu…
agora ela tá diferente de mim e eu tó diferente dela, só no tempo, porque na carinha de hoje, ambas, reproduzimos a de anteontem, ainda bem…

Cida Torneros é jornalista , poeta e escritora, autora do livro ” A Mulher Necessária”, mora no Rio de Janeiro.

jul
22

Postado em 22-07-2009 11:40

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 22-07-2009 11:40


É Chan Chan a música para começar o dia no Bahia em Pauta, nesta quarta-feira (22) de tonalidades cubana em Salvador da Bahia por onde passa esta tarde Raul Castro, o irmão de Fidel a caminho de volta para casa, mas aproveita para uma passada no Pelourinho, de evidentes semelhanças com Havana.

Composta por Compay Segundo, Chan Chan é, sem dúvida, uma das maiores maravilhas do Buena Vista Social Club, formado por músicos e intérpretes de talento acima de ideologias, muitos deles, infelizmente, já desaparecidos. Como diz o comentário de um dos ouvintes deste video, gravado durante show em Amsterdam, “isto é música, e falar de política aqui é ser surdo”. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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