maio
08

Postado em 08-05-2010 10:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-05-2010 10:13

Será cremado no início da tarde deste sábado, no Rio de Janeiro, o corpo de Maria Amélia Buarque de Hollanda, mãe do compositor Chico Buarque.  Segundo a AE,  está prevista a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do arquiteto Oscar Niemeyer, que teve alta ontem no hospital Samaritano, a pedido do próprio paciente.

A despedida da viúva do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e uma das fundadoras do PT será na capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio.

Maria Amélia tinha 100 anos e morreu dormindo, na quinta-feira. Chamada de Memélia, apelido que ganhou da neta Bebel Gilberto, foi velada no apartamento em que morava, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Apenas familiares e Frei Betto participaram. Maria Amélia teve sete filhos, 14 netos e 14 bisnetos.

(Informações da Agência Estado)

maio
08

Postado em 08-05-2010 09:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-05-2010 09:46

Imbassahy: desvantagem na coligação

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( DEU NO PORTAL TERRA -ELEIÇÕES 2010 )

Davi Lemos
Direto de Salvador

O presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, que será candidato à Câmara Federal, admitiu não ser provável coligação com o DEM nas chapas proporcionais, quando os tucanos buscarão aumentar a representação na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal. O motivo seria simplesmente matemático. Como o DEM costuma lançar candidatos com potencial de alcançar até 40 mil votos, os tucanos entendem que teriam desvantagem, uma vez que seus nomes, estimam, devem alcançar uma média de 25 mil votos. “Estamos certos apenas na majoritária”, assegurou Imbassahy.

Os tucanos devem lançar 50 candidatos para a Assembléia e outros 20 para a disputa de deputado federal. Hoje possuem apenas um deputado estadual (pretendem eleger mais cinco) e dois deputados federais, Jutahy Júnior e João Almeida, e querem eleger mais três. “Com o favoritismo de José Serra (pré-candidato à presidência pelo PSDB), podemos alavancar nossas candidaturas na Bahia”, avaliou o presidente da sigla no Estado.

Imbassahy acredita que o nome dele e dos dos deputados João Almeida, Jutahy Júnior, além de Saulo Pedrosa, que foi prefeito de Barreiras, Coriolano Sales e Nilo Coelho, que será o vice na chapa de Paulo Souto (DEM), ajudarão a atingir esta meta. O deputado estadual Sérgio Passos (PSDB) disse que ainda há pelo DEM uma tentativa de convencimento para a aliança também na proporcional. “Mas esta coligação não nos beneficiaria”, disse o tucano.

A assessoria do candidato ao governo pelo DEM, o ex-governador Paulo Souto, informou que a questão deve ser fechada apenas no dia 05 de junho.

( MAIS NOTÍCIAS NO TERRA- ELEIÇÕES 2010: ( http://eleições.terra.com.br/noticias/eleiçoes/2010/noticias )

maio
07

Postado em 07-05-2010 23:46

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 07-05-2010 23:46

Dom José Rodrigues: lembrado no Salitre

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ARTIGO DA SEMANA

RELIGIÃO E PALANQUES

Vitor Hugo Soares

Em março deste ano, quando o bafafá da disputa sucessória começava a ganhar pressão, o presidente Luis Inácio Lula da Silva segurou pelo braço sua candidata, a ainda ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e sem dar bola aparentemente para a justiça eleitoral, vôou com ela e comitiva para a Bahia. Cortou o caminho do litoral e pousou no aeroporto da pernambucana Petrolina. Em seguida, atravessou a ponte e logo estava na baiana cidade de Juazeiro, também na beira do Rio São Francisco, local escolhido a dedo para a lição de “como fazer política”, que ele queria ministrar a Dilma e aos coordenadores de sua campanha .
No município administrado por um prefeito comunista do PC do B, ladeado pelo governador Jaques Wagner e os ministros Geddel Vieira Lima e Franklin Martins, o presidente pressionou o botão que acionava as bombas de irrigação do projeto Salitre. Em seguida, dedicou as palavras mais candentes e afetuosas de seu discurso a uma figura religiosa marcante na região, mas ausente na cerimônia: o bispo diocesano aposentado Dom José Rodrigues, chamada do “o Bispo dos Excluídos”.
Diante de uma espantada Dilma, o presidente recordou o velho amigo e aliado de peso – apesar da aparente fragilidade física do bispo destacado no âmbito da chamada “igreja progressista” no Nordeste. Seguidor de palavras e exemplo do arcebispo de Olinda e Recife, D. Helder Câmara, para Dom Rodrigues até figuras com voz forte na igreja da Bahia e no Vaticano, como os cardeais Avelar Brandão Vilela e Lucas Moreira Neves, tiravam o gorro cardinalício.

Voltando ao leito do rio: No comício, a título de inauguração de obra do PAC que se seguiu, Lula registrou a luta do bispo, que não mereceu nenhum destaque nos noticiários do dia seguinte, quase todo tomado pelos esforços do presidente (e da ministra Dilma) para apartar a briga feroz entre o governador Wagner (PT) com o ex-ministro Geddel, com abalos evidentes para a campanha presidencial governista no Estado.
“Todos sabem o desejo que Dom José tinha do projeto Salitre. Ele organizou 72 mil pessoas desalojadas. Diria que foi quase um herói”, disse Lula sob aplausos de centenas de lavradores, vários deles representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que o bispo ajudou a criar na época da construção da Barragem do Sobradinho, cujas águas do lago artificial, 20 vezes maior que a Baia de Guanabara, submergiu quatro cidades baianas .

De olho no ato político-eleitoral no Salitre, na beira do rio de sua aldeia e na cidade em que passou alguns de seus melhores momentos na adolescência, este jornalista recua no tempo, em busca de pistas e explicações para entender os caminhos intrincados e confusos desta campanha presidencial, esquentada bem antes do toque de bola inicial da Copa do Mundo na África do Sul. Ou o sentido da “lição política” de Lula à sua candidata e seguidores, como um pregador bíblico nas margens do Velho Chico.

Chefiava a sucursal da revista VEJA na Bahia e Sergipe e fui escalado para cobrir a última etapa da campanha do candidasto do PT à presidência da República, no primeiro turno das eleições de 1989. Aquela em que Lula superou a votação de Brizola que avançava, e foi disputar com Fernando Collor de Mello o turno decisivo, no qual foi derrotado.
Era o tempo em que o presidenciável petista não se preocupava com trajes e maneiras de se apresentar nas conversas e nos palanques. No périplo final da campanha, em Vitória da Conquista, depois de comer muita poeira na estrada, Lula apareceu no palanque vestido de jeans e camiseta, barbudo, cara de poucos amigos. O “visual despojado”, como registrou a Folha certa vez, ajudava a solidificar o preconceito de vastas camadas da população contra o líder operário.
Mas a “queimação”- na expressão dos petistas da época – não funcionava para os fiéis seguidores das “comunidades eclesiais de base”, da Igreja Católica, espalhadas por dioceses nordestinas, que atuavam pró-Lula a todo vapor e sem descanso. Em Conquista, no extremo-sul baiano, lá estavam eles, às centenas, quase meia noite, misturando cânticos religiosos com grito de “É Lula, É Lula”.
Na Juazeiro do bispo Dom José Rodrigues um dos episódios mais marcantes e reveladores:
Todas as camisas e camisetas do candidato petista estavam suadas, rasgadas ou imprestáveis para uso no comício final, marcado para Paulo Afonso, por mais “despojado” que fosse o candidato. E a solução emergencial veio do guarda roupa do franzino bispo, na forma de uma camisa de tricoline de mangas curtas, que mal cabia dentro seu novo e parrudo usuário. E assim Lula desembarcou em Paulo Afonso para seu último comício no primeiro turno daquela histórica campanha.
Lula bateu Brizola por pouco no primeiro turno, mas foi abatido por Collor na decisão. Agora, 2010 é outra história. Mas a mistura da questão religiosa com a campanha presidencial já permeia os palanques dos três principais concorrentes: da evangélica declarada e de primeira hora, Marina Silva (PV); do tucano José Serra, criado e formado nas sacristias e lutas da Juventude Universitária Católica (JUC), onde foi atraído para os quadros da Ação Popular (AP), que orientou seus primeiros passos da política. “Que todos estejam na paz do Senhor”, pregou o candidato do PSDB em recente ato evangélico em Santa Catarina.
Dilma Rousseff , nascida de família católica, diz acreditar em “uma força superior”, mas fez confissão de fé católica, recentemente, diante de pergunta mais direta de um repórter. Só não se sabe se aprendeu a “lição” pretendida por Lula, em março passado, ao levá-la às barrancas do São Francisco, na diocese de Dom José Rodrigues, que já não está mais por lá.
A conferir
Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

maio
07

Postado em 07-05-2010 21:51

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 07-05-2010 21:51


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Comentário sobre o vídeo de Vinícius e Toquinho, postado no You Tube por uma ouvinte uruguaia : “Que cancion mas bonita y que pena que el poeta VINICIUS DE MORAES no este mas entre nosotros, un grande VAGABUNDO POETA CANTOR Y EXELENTE SER HUMANO,,,CARIÑOS Y GRACIAS POR VINICIUS A MIS HERMANOS BRASILEROS”.

Os brasileiros, gregos e baianos também agradecem por Vinícius e essa música para terminar a noite de sexta-feira e varar a madrugada. É do poetinha de todos nós.

(VHS)

maio
07

Postado em 07-05-2010 16:53

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 07-05-2010 16:53


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POLÍTICA E HISTÓRIA

Eleições, Getulismo e Lulismo

De São Paulo

Rosane Soares Santana*

Com mais de 133 milhões de eleitores – terceiro maior eleitorado do mundo, atrás da India e dos Estados Unidos – o Brasil vai às urnas, em outubro deste ano, para eleger um presidente da República, um vice-presidente, 513 deputados federais, dois terços dos 81 senadores, 27 governadores, 27 vice-governadores e 1058 deputados estaduais. Quase 200 anos depois das primeiras eleições gerais no país, quando foram eleitos os deputados às Cortes de Lisboa, que introduziram o constitucionalismo na monarquia portuguesa, em 1821, muita coisa mudou. O voto é digital, o palanque é eletrônico, o marketing eleitoral tem peso considerável e o voto feminino é majoritário. Mas, em pleno século 21, o Brasil ainda guarda fortes reminiscências de sua história colonial. A baixa participação política é uma delas.

O fenômeno explica o desconhecimento dos candidatos e partidos pelo eleitor, a supremacia do Estado e do Poder Executivo sobre os demais poderes, o autoritarismo de nossa tradição política, a falta de interesse pelas eleições proporcionais (legislativas) e a desinformação sobre as atribuições do Poder Legislativo – convertido em simples mediador de favores e interesses corporativos- enfraquecendo a importância da representação popular no regime democrático. A baixa participação política faz crescer o temor de que a não obrigatoriedade do voto, como desejam alguns dos defensores da reforma eleitoral, possa levar a níveis de abstenção indesejáveis.

Numa democracia o voto é muito importante. Mas, o voto não é tudo. No auge das reformas liberais que introduziram o constitucionalismo e as eleições legislativas no Brasil, nos anos 20 do século 19, o ato de votar era visto como uma panacéia, uma das reformas fundamentais para civilizar o Império, após 300 anos de colonização, ainda que a escravidão tenha permanecido como uma instituição nacional intocável e escravos e mulheres fossem proibidos de votar.

“Nós não temos outra arma, senão o nosso voto: isto é, com que defenderemos nossos direitos, nossos foros pelos nossos representantes”. A fala do bacharel Basílio Ferreira Goulart, “compromissário (eleitor de segundo grau) da freguesia da Candelária do Rio de Janeiro, ao descrever as eleições realizadas em abril de 1821”, citada pela historiadora Lucia M. Bastos P. Neves, no artigo “Estado e Política na Independência”, da coleçao “O Brasil Imperial”-Vol.1,p.120, ilustra bem o clima das primeiras eleições gerais no país.

Quase dois séculos depois, entretanto, essa crença já não é a mesma e permanece o clima de apatia no eleitorado, detectado, desde o Império, por nomes destacados como o tribuno mineiro Teófilo Ottoni, que atribuia o fato, então, aos três séculos de colonização e a falta de preparo educacional e político do povo. Nesses quase 200 anos, as eleições proporcionais, para a Câmara dos Deputados, foram interrompidas durante o Estado Novo (1937-1945). No período entre 1964 e 1984, o regime militar suspendeu as eleições presidenciais diretas, havendo ainda governadores, prefeitos e senadores biônicos, isto é, nomeados pelo poder central.

Ao longo dos anos, denúncias continuadas de desvio de recursos públicos, corrupção, troca de favores e familismo nos poderes executivo e legislativo, de difícil controle, num país de dimensões continentais, grandes desigualdades sociais e baixa escolaridade, têm contribuído para a descrença generalizada dos eleitores no voto como instrumento de transformação. Nas duas últimas decadas, foram melhorados os mecanismos estatais de vigilância para coibir práticas de corrupção e a participação popular levou à deposição de um presidente da República. A globalização acelerada pela revolução tecnológica, com seus avançados satélites e micro câmeras, poderosos bigbrothers georgianos, também tem contribuído para dimimuir os deslizes, muito embora o Poder Judiciário, lento e ineficaz, na maioria das vezes – uma das principais heranças lusitanas- favoreça a impunidade.

O voto proporcionou muitas mudanças na história recente do país, como a estabilidade econônica, com o Plano Real, no rastro do qual avançamos nas conquistas sociais.Apesar dos avanços,entretanto, a maioria da população ainda sobrevive em péssimas condições, sem assistência médica, educacional, segurança pública e padrões sanitários satisfatórios, comparados aos países mais desenvolvidos e até vizinhos latino-americanos como a Argentina e o Chile.

No livro “Cidadania no Brasil – o longo caminho”, o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho explica que a precedência dos direitos sociais sobre os direitos civis e políticos, no Brasil, ao contrário do que ocorreu na Europa e nos Estados Unidos onde os direitos civis chegaram na frente, levou à hipertrofia do Estado e do Poder Executivo. O fenômeno favoreceu comportamentos políticos autoritários com o surgimento de líderes messiânicos como Getúlio Vargas, no passado, que governou o Brasil por 15 anos ininterruptos (1930-1945) e, por que nao dizer, no presente, Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2010), dos quais a população espera quase tudo, abdicando de uma participação política mais ativa.

Continuar votando é a solução. Lembra o historiador que a consolidação do processo democrático nos países europeus demorou séculos. E, convenhamos, cerca de 200 anos, com algumas interrupções, é pouco para alterar permanências num processo histórico de longa duração. Outra vez, Jose Murilo:

“E possível que, apesar da desvantagem da inversão da ordem dos direitos, o exercício continuado da democracia política, embora imperfeita, permita aos poucos ampliar o gozo dos direitos civis, o que, por sua vez, poderia reforçar os direitos políticos, criando um círculo virtuoso no qual a cultura política também se modificaria”.

Vamos às urnas.

Rosane Soares Santana é jornalista e mestre em História pela UFBA. Estuda o Poder Legislativo, elites políticas e eleições no Brasil. É da coordenação da cobertura das eleições 2010 do portal Terra.

maio
07

Postado em 07-05-2010 15:45

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-05-2010 15:45

O editor do Bahia em Pauta recebeu – e reproduz – a seguinte mensagem do jornalista, professoar da Facom-UFBA , Washington de Souza Filho, amigo deste site blog e uma das vítimas mais recentes da violência criminosa em Salvador:

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Caros,

boas novas: voltei do hospital… os pontos da cirurgia do pé esquerdo foram retirados e o ferimento não tem qualquer problema de cicarização..

o médico disse que fico mais uma semana com a imobilização, para depois iniciar a fisioterapia…

os outros ferimentos estão cicatrizados, inclusive sem curativo, desde o início da semana.

na segunda-feira reinicio as atividades da faculdade, ainda com muletas, sem poder tocar o pé esquerdo no chão..

certo mesmo é que no dia 19, estarei outra vez no barradão – é o dia da partida de volta, contra o atlético de goiás…vamos para a final

abs

obrigado, mais uma vez, a todos pela solidariede, atenção e carinho.

p.s: por favor, peço que retransmitam aos amigos, que, inadvertidamente, não inclui.

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OK, Washington! Melhoras sempre e até o Barradão ! Nêgooo!

(VHS)

maio
07

Postado em 07-05-2010 10:12

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 07-05-2010 10:12

Churrascaria saqueada/Portal da Metrópole

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No artigo que assina nesta sexta-feira na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho menciona o assalto acontecido na noite de quarta-feira em uma churrascaria no bairro de Itaigara, pra produzir reflexão grave -sem perder o humor – sobre a escalada da violência em Salvador. Não se constrói segurança com varinha de condão, mas se constrói segurança. Ou, pelo menos, se reduz drasticamente o grau de insegurança, afirma Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
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OPINIÃO POLÍTICA

ESCALADA NA INSEGURANÇA

Ivan de Carvalho

Toda a Bahia já sabe, mas não quero deixar de mencionar. Na noite de quarta-feira, no bairro nobre de Itaigara, cinco assaltantes armados invadiram uma churrascaria onde 70 pessoas haviam se reunido para comer, beber e ver pela televisão um jogo de futebol entre o Vasco e o Vitória. Ficaram durante dez minutos recolhendo das pessoas e da casa comercial tudo o que julgaram de valor aceitável e ameaçando as pessoas, apontando-lhes as armas.
Sorte que ninguém esboçou reação e os assaltantes não pareciam drogados, de modo que ninguém foi morto ou ferido. Azar que antes de dar o fora eles resolveram levar a televisão e ninguém mais pôde ver o jogo. Imagino que, se não levassem a TV, haveria pessoas que sentariam calma e resignadamente em seus lugares para continuar curtindo o futebol – pessoas que sentiriam o assalto como um fato da rotina da cidade, desses que não devem perturbar a rotina das pessoas. Os assaltos a bares, restaurantes e similares se tornaram tão freqüentes – um alvo predileto é o Rio Vermelho – que se não for ainda assim, em breve a exceção será não haver assalto.
Talvez continuar vendo o jogo fosse mesmo o melhor a fazer, já que depois de alguém ir em casa buscar um celular (os bandidos tinham roubado todos) para as vítimas bloquearem seus cartões de crédito, as pessoas foram à delegacia – e lá não havia delegado, que tinha ido curtir a noite com a esposa em outros lugares.
O episódio ocorrido no bairro do Itaigara na noite de quarta-feira parece, no entanto, o salto da ação dos bandos criminosos para um novo estágio. Um pouco por causa do local, mas principalmente por causa do grande número de pessoas assaltadas de uma só vez. Era considerado pelos assaltantes inseguro para eles investirem contra lugares com muitas pessoas. O controle não é fácil nessas situações e fatos imprevistos podem ocorrer. Isso era o que pensavam os bandidos e, talvez, as autoridades. Sugiro que mudem seus paradigmas de raciocínio e avaliação quanto a isso. Público numeroso já é alvo válido.
Não se constrói segurança com uma varinha de condão, com mágica. Todo mundo sabe disto e o governador Jaques Wagner não se cansa de lembrar esse fato, sempre que confrontado, em entrevistas à imprensa, com o problema da insegurança pública, da criminalidade, da violência.
Não se constrói segurança com varinha de condão, mas se constrói segurança. Ou, pelo menos, se reduz drasticamente o grau de insegurança. Isso tem ocorrido em alguns lugares. Não vou fazer aqui uma relação deles, apenas lembro Nova York e acrescento que, no Brasil, conseguiram-se resultados expressivos em São Paulo.
Mas no Brasil esses resultados expressivos de redução da insegurança e da criminalidade não são a regra, mas a exceção. E isto justifica, ao meu ver, pelo menos, o anúncio do candidato do PSDB a presidente, o ex-governador paulista José Serra, de que se eleito vai criar um Ministério da Segurança Pública e – mais importante – empenhar a fundo a União no combate ao crime, não deixando o problema quase que exclusivamente sob a responsabilidade dos Estados. A segurança se imporá como prioritária, queira ou não o governante.

maio
06

Postado em 06-05-2010 18:14

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 06-05-2010 18:14

Cadeira Vazia: hit da boataria

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

( http://terramagazine@terra.com.br )

CLAUDIO LEAL E MARCELA ROCHA

Nas férias dos congressistas, em Brasília, uma espécie de flor, por vezes confundida com cogumelo, brota nos corredores do Congresso, nas salas dos ministérios e nos jantares noturnos: a “flor do recesso”. Consiste no despetalar de boatos e informações desencontradas que alimentam a mídia enquanto os protagonistas (e suas verdades) vão às praias e paraísos outros.

Neste ano eleitoral, a primeira floração veio com a suposta candidatura do ex-governador mineiro Aécio Neves a vice de José Serra, validada por uma suposta estratégia tucana que traria uma suposta campanha imbatível. Supostamente, os jornais não deram a mínima para os insistentes desmentidos de Aécio: “Chance zero de ser vice de Serra”, declarou o líder mineiro, em entrevista a Terra Magazine (18 de janeiro), confirmando uma reportagem de dezembro :

– Eu reconheço e respeito a posição de alguns companheiros que gostariam de ver uma chapa composta pelo governador Serra e por mim. Mas, da mesma forma que respeito essa posição, é natural que eles respeitem o meu ponto de vista de que essa chapa não é adequada para nós vencermos as eleições.

Mas o leitor, o internauta e o radio-ouvinte ainda se deparam com especulações sobre o destino de Aécio, autodeclarado candidato ao Senado. Serra beija o colega mineiro no lançamento da pré-candidatura, em Brasília. Aécio vice? Das montanhas mineiras, ele estará com Serra. Aécio vice?

Primo de Aécio, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) entra como desdobramento da novela familiar e política – ou genérico. Versões: se Aécio quiser, ele vai ser vice de Serra; o PP se afasta de Dilma; Dornelles almoça com Dilma; Serra vai se encontrar com o provável aliado. A batalha pelo minuto e 20 segundos do PP no horário eleitoral é fermentada pelas alianças estaduais. Dornelles poderá ser vice de Serra? Sim e não. Nem sempre as novelas se orientam por um final pré-definido.

Cardeais tucanos como João Almeida, líder do PSDB na Câmara, não escondem a ordem da preferência: “O Plano A é Aécio. Se ele não quiser, o Plano B é Tasso Jereissati. O Plano C é Dornelles”.

Tasso e Aécio disseram “não”.

Diante dos torcedores – da imprensa e da política -, o senador Francisco Dornelles assume a filiação à escola Tancredo Neves: “Não há política sem boato, sem lenda, sem história. Quando eles ganham força própria não adianta confirmar nem desmentir”.

E o plano D?

Terra Magazine apresenta algumas das guerras de versões jorradas na imprensa. Flores marcadas para murchar em junho. Outra vez Tancredo: quando o mar bate na rocha, é preciso saber o que é mar e o que é espuma.

FLORES MINEIRAS

O PT de Minas Gerais firmou a imagem de que está enfraquecido. Os jornais narram uma batalha infinda por nada. A legenda fez suas prévias sabendo que o vencedor seria aquele que cederia sua candidatura a Hélio Costa, o candidato do PMDB. Nasceu com a mesma previsibilidade do corte da cabeça de Ciro Gomes (PSB) na sucessão presidencial.

O ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, venceu o pleito consciente de que seria preciso compor com o PMDB, para não envenenar as articulações nacionais. Em primeiro lugar, a candidatura Dilma. À imprensa, as negociações com o PMDB são iluminadas para não desagradar as bases mineiras. Derrotado nas prévias, o petista Patrus Ananias conhece o jogo decifrado pelo senador Wellington Salgado (PMDB): “Já está tudo acertado. Podem até fazer um charme, mas no final vão entrar na nossa limusine”.

Após a vitória, Pimentel garantiu, em sua primeira conversa com jornalistas, que não iria “abrir mão do palanque único”. Ou seja, já sinalizou o acordo com o PMDB. “Tudo será resolvido com a boa política mineira”, afirmou o ex-prefeito de BH. Mas o baile prossegue: Pimentel será candidato? O PT arriscará a aliança nacional de Dilma? Pimentel vai esperar suas intenções de voto crescerem nas pesquisas?

No segundo colégio eleitoral do País, Fernando Pimentel só causará estranheza se fizer questão de sua candidatura a governador e atrapalhar a campanha de Dilma, da qual é coordenador. Minas não deve estar onde nunca esteve.

FLORES CARIOCAS

O rebolation eleitoral do Rio de Janeiro é protagonizado pelo casamento de Fernando Gabeira (PV) e César Maia (DEM). Como padrinhos, os pré-candidatos à presidência Marina Silva e José Serra. A Zona Sul vê desconforto, mas Gabeira, desde o início, não sentiu nenhum. Mil e uma notas sobre os benefícios da aliança, os conflitos éticos de Gabeira, as restrições de Alfredo Sirkis… Cimentada a aliança, tudo ficou assim como na canção “Cadeira vazia”, de Lupicínio Rodrigues: “Vou te falar de todo coração/ Não te darei carinho nem afeto/ Mas pra te abrigar podes ocupar meu teto”.

Agora surge um novo drama lupiciniano. Que não existe. Gabeira apoia Marina ou Serra? O PV decidiu: ele é somente de Marina. O rebolation das notas públicas não esconde a verdadeira finalidade da candidatura Gabeira: fortalecer a campanha do paulista José Serra no Rio de Janeiro.

Cesar Maia, candidato ao Senado, apoia Serra. Em nenhuma entrevista, Gabeira nega sua preferência pelo ex-governador de São Paulo. Mineiro de Juiz de Fora, ele também elogia Marina. Indicado pelo PSDB do Rio para ocupar a vice, o ex-deputado federal Márcio Fortes peca por expressar a mais verde sinceridade: “Gabeira anda com ele”. Ele é Serra.

FLORES BAIANAS

Dizia o ex-governador Octávio Magabeira (1886-1960) que “o baiano é capaz de gastar 100 para o outro não ganhar 10”. Mas andam exagerando no domicílio eleitoral do Senhor do Bonfim. Para puxar a escada dos concorrentes, as plantações se intensificam no processo de escolha do candidato ao Senado, na chapa do governador Jaques Wagner (PT).

Depois da desistência do ex-afilhado de ACM, o senador César Borges (PR), Wagner pediu ao PT para debater o nome mais viável. De cedo, o ex-ministro da Defesa Waldir Pires demonstrou o desejo de concorrer a uma vaga do Senado. Esbarrou no petista ungido pelo governador e pela bancada na Assembleia Legislativa, o ex-secretário de Planejamento Walter Pinheiro.

Em 2008, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) abandonou sua candidatura à prefeitura de Salvador para apoiar Pinheiro, que estava mal nas pesquisas (perderia para o PMDB). Como retribuição, ele se comprometeu a não entrar no vespeiro do Senado, em 2010. Compromisso firmado no gabinete de Wagner. Agora, Pinheiro entrou na disputa. Quer a preferência. Lídice, até o momento garantida na segunda vaga do Senado, pode dividir o apoio da militância petista com um companheiro de chapa eleitoralmente menos competitivo.

Outro concorrente de Pinheiro numa provável disputa interna pela candidatura a prefeito de Salvador em 2012, Nelson Pelegrino sentiu-se livre para submeter seu nome ao partido na sucessão senatorial. Quer o passe daqui a dois anos. Na instância definitiva, quem decide a escalação é o governador, como esclarece o presidente do PT baiano, Jonas Paulo.

Porém, inúmeras flores nascem no asfalto. E na imprensa. Nas colunas de notinhas, Waldir é o preferido de Wagner. Maldade. Os dois lados riem fundo. Pois há um mês circulava que Wagner não queria ouvir falar do nome de Waldir. Ambos sustentam conversas respeitosas, mas, sem enganos, o governador não esconde a simpatia por Pinheiro. O que não o impede de repetir, adiante, o mineiro Magalhães Pinto: a política é nuvem.

O PMDB, liderado no Estado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, é apontado por petistas como o ervanário das notícias desencontradas, para tumultuar as decisões do rival. Geddel não quer a candidatura de Waldir, ao lado de Lídice, porque arriscaria ainda mais a campanha do senador César Borges (PR) – o qual, segundo o PSDB, já perde nas pesquisas para o ex-aliado ACM Júnior (DEM).

COGUMELOS GAÚCHOS

O PSDB anuncia: o PP gaúcho vai apoiar a reeleição de Yeda Crusius e a candidatura José Serra. Crescem as chances de Dornelles ser vice de Serra – os jornalistas se antecipam. No mesmo dia, o PP desmente: sem aliança proporcional, não há acordo. “Se dependesse de mim, eu recomendaria que fizesse (a aliança)”, declarou Serra, em visita ao Rio Grande do Sul. E, se dependesse de Dilma, o PP se aliaria ao PT, apesar do veto da executiva pepista.

No eterno retorno brasileiro, Paulo Maluf janta em 24 de abril com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Em honra da aliança Serra-Dornelles. Uai, o Maluf? Como especialista em passado, ele disse à Folha de S. Paulo: “Se eu pudesse ser um conselheiro, eu diria (a Serra): ‘olha, pensa de maneira séria’. Porque ele (Dornelles) adiciona tempo (de TV) e adiciona voto. E tem mais: é um candidato com um passado nota dez.”

maio
06

Postado em 06-05-2010 14:21

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-05-2010 14:21

Lembram da cusparada que a atriz Maitê Proença deu na fonte histrórica do Mosteiro dos Jerônimos, tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e um dos recantos de Lisboa mais venerados pelos portugueses?

Pois bem, a ofensa gravada hé tempo e transformada em vídeo de sucesso no You Tube, segue causando polêmica e reações em Portugal, com respingos sobre Maitê e sua carreira de atriz e a maneira crítica como nossos descobridores a encaram atualmente.

A reação mais dura e mais recente esta contida na carta da Dra. Mafalda Carvalho, Professora Doutora da Universidade de Coimbra, endereçada à Maitê Proença, cuja cópia foi mandada por um leitor para Bahia em Pauta.

Antes algumas observações de quem enviou o e-mail com a carta da professora para reativar a memória do leitor de BP sobre o caso:

1) Maitê Proença disse no programa “Saia Justa” umas gracinhas sobre a inteligência dos portugueses. Fez comentários descabidos sobre a História de Portugal, sobre tradições portuguesas que ela desconhece, sobre o estuário do Rio Tejo, reduziu Sintra a uma vilazinha, criticou e ridicularizou o atendimento a seu PC pelo pessoal do hotel onde estava hospedada… e por aí afora.

2) O programa passa em Portugal e causou um grande mal estar lá na “terrinha”.
Quando foi execrada pelos portugueses, no seu pedido de desculpas ainda disse que o povo Português não tem senso de humor. Que foi “apenas” uma brincadeirinha’.

Pois sim!

(Vitor Hugo Soares)
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Maitê:cusparada na fonte

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CARTA-RESPOSTA DE UMA PROFESSORA E
DOUTORA PORTUGUESA PARA MAITÉ PROENÇA

Exma. Senhora:
Foi com indignação que vi a ‘peça cómica’ que fez em Portugal e passou no programa Saia Justa em que participa. Não que me espante que o tenha feito – está à altura da imagem que há muito tenho de si, pelo que me tem sido dado ver pelos seus desempenhos – mas sim pelo facto da TV Globo ter permitido que tal ignorância fosse para o ar.

Só para que possa, se conseguir, ficar um pouco mais esclarecida: A ‘vilazinha’ de Sintra é património da Humanidade, classificada pela UNESCO e unanimemente reconhecida como uma das mais belas e bem preservadas cidades históricas do mundo;

Em Portugal, onde existem pessoas que olham para o mouse do seu computador como se de uma capivara se tratasse, foi onde foi inventado o serviço pré-pago de telefones móveis (os celulares) – não existia nenhum no mundo que sequer se aproximasse e foi também o que inventou o sistema de passagem nas portagens (pedagios, se preferir), sem ter que parar – quando passar por alguma, sem ter que ficar na fila, lembre-se que deve isso aos portugueses.

É um dos países do Mundo com maior taxa de penetração de computadores e serviços de internet em ambiente doméstico. É o único país do mundo onde TODAS as crianças que frequentam a escola têm acesso direto a um computador (no próprio estabelecimento de ensino) – e em Portugal TODAS as crianças vão à escola… Muitas delas até têm um computador próprio, para seu uso exclusivo, oferecido ou parcialmente financiado pelo Ministério da Educação – já ouviu falar do Magalhães? É natural que não… mas saiba que é uma criação nossa, que está a ser adquirida por outros países. Recomendo-o vivamente – é muito simples e adequado para quem tem poucos conhecimentos de informática.

Somos tão inovadores em matéria de utilização de tecnologia informática e web nas escolas, que o nosso caso foi recomendado por especialistas americanos, como exemplo a seguir, a Barack Obama, que é só o Presidente dos Estados Unidos – ao Sr. Lula da Silva tal não seria oportuno, porque ele considera que a Escola não é determinante no sucesso das pessoas (e, no Brasil, a julgar pelo próprio, tem toda a razão).

A internet à velocidade de 1 Mega, em Portugal há muito que é considerada obsoleta – eu percebo que não entenda porquê, porque no Brasil é hoje anunciada como o grande factor diferenciador a transmissão por cabo, que já não nos interessa. Já estamos noutra – estamos entre os países do mundo com a rede de fibra óptica mais desenvolvida. E nesse contexto 1 Mega é mesmo uma brincadeira.

O ditador a que se refere – o Salazar – governou, infelizmente, ‘mais de 20 anos’, mas para a próxima, para ser mais precisa, diga que foram 48 (INFELIZMENTE, é mais do dobro de 20). Ainda assim, e apesar do muito dano que nos causou a sua governação, nós, portugueses, conseguimos em 35 anos reduzir praticamente a ZERO a taxa de analfabetos e baixar para cifras irrisórias o nível de mortalidade infantil e de mulheres no parto, onde estamos entre os melhores do mundo.

Criar uma rede viária que é das mais avançadas do mundo – em Portugal, sem exceder os limites de velocidade e sem correr risco de vida, fazemos 300 km em duas horas e meia (daria tanto jeito que no Brasil também fosse assim!).

Melhorar muito o nível de vida das pessoas, promovendo salários e condições de trabalho condignos. Temos ainda muito para fazer nesta matéria, mas já não temos pessoas fechadas em elevadores, cuja função é apenas carregar no botão do andar pretendido – cada um de nós sabe como fazê-lo e aproveitamos as pessoas para trabalhos mais estimulantes e úteis; também já não temos trabalhadores agrícolas em regime de escravatura – cada pessoa aqui tem um salário, não trabalha a troco de um prato de comida.

Colocar-nos na vanguarda mundial das energias renováveis, menos poluentes, mais preservadoras do planeta; enquanto uns continuam a escavar petróleo, nós estamos a instalar o maior parque de energia eólica do mundo (é a energia produzida a partir do vento).

Poderia também explicar-lhe quem foi Camões, Fernando Pessoa, etc., cujos túmulos viu no Mosteiro dos Jerónimos, mas eles merecem muito mais.

Ah!, já agora, deixe-me dizer-lhe também que num ponto estou muito de acordo consigo: temos muito pouco sentido de humor. É verdade. Não acharíamos graça nenhuma se tivéssemos deputados a receber mesada para votarem num certo sentido, não nos divertiria muito se encontrassem dirigentes políticos com dinheiro na cueca, não nos faria rir ter senadores a construir palácios megalómanos à conta de sobre-facturação do Estado, não encontramos piada quando os políticos favorecem familiares e usam o seu poder em benefício próprio. Ficaríamos, pelo contrário, tão furiosos, que os colocaríamos na cadeia. Veja só – quanta falta de humor. Mas, pelo contrário, fazem-me rir as sessões plenárias do senado brasileiro. Aqui em Portugal , e estou certa que em toda a Europa, tal daria um excelente programa de humor.

Que estranho, não é?

Para terminar só uma sugestão: deixe o humor para quem no Brasil o sabe fazer com competência (e há humoristas muito bons no Brasil). Como alternativa, não sei o que lhe sugerir, porque ainda não a vi fazer nada que verdadeiramente me indicasse talento…

Peço desculpa por não poder contribuir.

Mafalda Carvalho – Professora Doutora da Universidade de Coimbra

maio
06

Postado em 06-05-2010 12:02

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-05-2010 12:02

O 1º tenente da Polícia Militar da Bahia Ícaro Ceita, homossexual assumido, foi inocentado de uma acusação de deserção pela Justiça Militar, no final de abril. Outro processo paralelo, também por deserção, foi descartado pela promotoria militar.

Ceita está afastado da corporação com um atestado médico que afirma que ele sofre de depressão. Segundo o tenente, causada pelo “assédio moral de alguns setores da Polícia Militar”.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar da Bahia informa que a corporação vai acatar a decisão e nega que Ceita tenha sido vítima de qualquer tipo de perseguição.

“Existiam fatos duvidosos, cabia uma apuração. A Polícia Militar tem a obrigação de investigar qualquer suspeita. A Justiça deu seu veredito, foi tudo esclarecido. Mas não existe nenhum tipo de perseguição ao tenente nem a qualquer pessoa por conta de sua orientação sexual”, afirmou ao G1 o chefe da unidade de imprensa da PM da Bahia, o capitão Marcelo Peppa. “Vou pedir realocação para não ter que ir para a rua. Tenho medo. Já recebi ameaças”, afirmou Ícaro Ceita. O veredito foi dado por um júri formado por oficiais da polícia.

( Informação do portal G1 )

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