jun
14

Postado em 14-06-2010 23:21

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-06-2010 23:21

Kim Hun: “vitória alegrará nosso líder”

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Kim
DEU NO IG

A Fifa tentou censurar perguntas sobre política, mas o técnico da Coreia do Norte, Kim Jong Hun, acabou se entregando. Questionado pelo iG sobre o motivo de alguns jogadores mostrarem extrema confiança para o jogo contra o Brasil, número 1 do ranking da Fifa – os coreanos são o 105° colocado, pior entre as 32 participantes da Copa – Kim admitiu que qualquer resultado positivo de sua equipe no Mundial será utilizado politicamente pelo governo do país.

“Nossos jogadores são muito qualificados, muito talentosos, não ficam atrás de jogadores de nenhum lugar do mundo. Esse talento vai ser demonstrado se vencermos amanhã (terça-feira) e a vitória vai alegrar muito ao nosso líder Kim Jong-il”, afirmou o treinador, ignorando o veto ao tema política.

Antes do início da entrevista, o representante da Fifa sentado ao lado do treinador deu aos jornalistas as “instruções”: todos que fizessem uma pergunta deveriam se identificar, dizer o país e a empresa de mídia na qual trabalham e não fazer qualquer pergunta que não estivesse relacionada a futebol. Essas diretrizes não foram exigidas em nenhuma outra entrevista coletiva coordenada pela Fifa.

Na quarta pergunta, um jornalista questiona se é verdade que a convocação dos jogadores para a seleção é discutida pelo treinador com o ditador Kim Jong-il, líder supremo da Coréia do Norte. Mas o representante da Fifa veta a pergunta, e Kim Jong Hun sequer ouve a tradução da mesma.

Na 16ª pergunta feita e 15ª respondida, Kim Jong Hun desmentiu outra espécie de censura que, especulou-se, poderia acontecer. As partidas da Coréia do Norte seriam gravadas e transmitidas no país apenas em caso de vitória. “Nossos jogos vão ser transmitidos ao vivo. Mas não tenho envolvimento com esse aspecto”, afirmou.

A expectativa pela primeira entrevista coletiva na África do Sul do técnico norte-coreano era grande. Menos pela fama internacional do entrevistado, praticamente nula, e muito mais pela curiosidade sobre informações do futebol de um dos países mais fechados politicamente em todo o planeta.

jun
14

Postado em 14-06-2010 13:26

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 14-06-2010 13:26


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Vale, para acompanhar, um poema de Luiz Fontana, recolhido na Tabacaria do Blogbar em recesso, que, inspirado em outras rainhas do cinema, não fala em Marilyn, mas é como se falasse, a começar pelo título:

DIVA.

(luiz alfredo motta fontana)

Ontem…

Nos corredores do colégio

sob o olhar de hábitos e freiras

Sonhava ser Audrey

agir como Lauren

despir-se como Rita

sorrir como Elisabeth

Amar como Sofia

Ser livre como Brigitte

Hoje…

No sofá da sala

acorda assustada

tendo ao lado

a angústia do roteiro inacabado

jun
14

Postado em 14-06-2010 13:10

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-06-2010 13:10

Homofobia na TV em livro

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Deu no site MUNDOMAIS

Valmir Costa

SÃO PAULO – Quando um grupo de militantes LGBT se revoltou com a presença dos repórteres Carioca e Cezar Polvilho do programa humorístico Pânico na TV, durante a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, realizada em Brasília, no dia 19 de maio, tinha certeza do que o livro A TV no Armário: a identidade gay nos programas e telejornais brasileiros disseca: a homofobia da programação da televisão brasileira.

Lançado na semana passada, o livro, de autoria do jornalista e mestre em comunicação Irineu Ramos Ribeiro, aprofunda a discussão do tema muito além do que os olhos dos espectadores veem diante da TV. Inclusive, os homossexuais que acreditam que os programas de humor não são discriminatórios, ou seja, acreditam que a telenovela mostra o gay de forma a dar visibilidade e os telejornais cumprem a sua função quando mostram os homossexuais.

A discussão de Irineu Ramos pauta-se na obra Queer Theory [Teoria Queer], do francês Michel Foucault (1926-1984), ainda não traduzida para o português. Com a Teoria Queer – que trata de estudos sobre homossexualidade nos campos da cultura, sexualidade, ciências sociais e humanas, filosofia, literatura, artes, entre outras áreas – o autor mostra a TV como um “aparelho ideológico” muito além da sua função de entretenimento e informação.

Primeiras páginas – Para respaldar sua análise, Ribeiro discorre teoricamente nos dois primeiros capítulos do livro – “Limiar dos Gêneros” e “O Arco-íris nas Ruas” – as construções de gênero e a visibilidade homossexual, que foi utilizada muito mais pensada no consumo do “dinheiro cor-de-rosa” do que na aquisição de direitos e respeito aos LGBT brasileiros.
Por conta da audiência e da lucratividade em torno dos homossexuais, o autor se debruça nas “Relações de Poder da Mídia Televisiva” no terceiro capítulo. Além da audiência e a relação da cobertura dos telejornais da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, Ribeiro avalia a postura dos canais de TV.

São analisadas a Rede Globo, Globonews, SBT, Rede TV!, Band, Bandnews, Rede Mulher e TV Gazeta de São Paulo. Já na parte de entretenimento, focaliza sua analise na edição gay do programa Beija Sapo (MTV), o último capítulo da novela América (Globo) e os programas Sob Nova Direção e Zorra Total da mesma emissora. A partir daí, Ribeiro aponta uma visão heteronormativa dos canais de TV, “pouco condizente com a complexidade existente nos seres humanos”.
Forma jocosa – A partir do programa A Tarde é Sua, apresentado por Clodovil Hernandez (1937-2009), perpassando pelas “inocentes” piadas do Louro José no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, Irineu Ribeiro constata que, em geral, “o gay é tratado de forma pejorativa e lembrado com linguajar jocoso”, escreve.
O período da análise do autor limita-se a 2008 e 2009. Por isso, ficam de fora outros programas mais atuais como o CQC (Custe o Que Custar) da Band. Basta salientar a cobertura da 14ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, no último domingo, 06, quando o repórter Danilo Gentili tratou os LGBT da forma mais jocosa e hostil do autoproclamado “humor inteligente” do programa. É, a TV precisa ler o livro de Ribeiro para ver se – realmente – sai do armário da jocosidade.

jun
14

Postado em 14-06-2010 11:39

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-06-2010 11:39

DEU NA UOL

TATHIANA BARBAR

DE SÃO PAULO

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, suspeito de envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, acusado de contrabando, foi exonerado do cargo nesta segunda-feira. Ele estava de férias e retornou hoje ao trabalho.

Segundo o Ministério da Justiça, estando fora do cargo, Tuma Júnior poderá melhor promover sua defesa no caso.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, encaminhou hoje ao Planalto o ato de exoneração. Tuma Júnior responde a três procedimentos apuratórios junto à Comissão de Ética da Presidência da República, junto ao próprio ministério e à Polícia Federal.

Tuma Júnior é exonerado do cargo de secretário nacional de Justiça
Em nota, o ministério destaca os “relevantes trabalhos” prestados por Tuma Júnior à frente da Secretaria Nacional de Justiça.

Investigação da PF mostra que há suspeitas de que o secretário ajudou Paulo Li a regularizar a situação de imigrantes ilegais e interveio para liberar mercadoria apreendida. Nas gravações, Tuma Jr. trata da compra de um celular e de videogame. Li foi assessor de Tuma Jr. quando ele era deputado estadual.

Em entrevista à Folha, Tuma Jr. disse que a investigação da PF cometeu abusos. “Não da PF, mas de pessoas da PF. Fui investigado e chegou-se à conclusão que eu não deveria ser denunciado. O caso foi arquivado”, afirmou.

Ele disse que o caso foi encerrado no ano passado e voltou à tona por causa de seus ataques ao crime organizado. A reportagem não conseguiu localizar Tuma Jr. hoje para comentar a exoneração.

jun
14

Postado em 14-06-2010 11:08

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-06-2010 11:08

Marilyn veste modelo arrematado/DN

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O vestido cor-de-rosa usado pela atriz americana Marilyn Monroe no filme Os Homens Preferem as Louras, de 1953, foi leiloado por 310 mil dólares (256 330 euros) num leilão da Profiles in History, da Califórnia, nos EUA.
O modelo – comprido, de cetim, decote cai-cai e luvas – foi usado pela sex symbol americana quando a sua personagem, Lorelei Lee, interpreta o tema Diamonds Are a Girl’s Best Friend . O nome do comprador não foi divulgado.
Ao mesmo tempo que vendia o vestido de Marilyn Monroe, a leiloeira disponibilizava outros 1500 artigos de memória do cinema reunida no catálogo Hollywood Auction 40, vendido entre quinta-feira e sábado, em Los Angeles.
Outros itens que chamaram a atenção de colecionadores, ou meros curiosos, foram uma miniatura do gorila King Kong, arrecadada por 190 mil dólares (157 mil dólares) e um casaco do ator Bela Lugosi, Drácula no filme de 1931. A peça chegou aos cem mil dólares (quase 83 mil euros).
A Profiles in History, especializada no leilão de artigos relacionados com celebridades de Hollywood, existe desde 1985 e tinha ainda um vasto catálogo de objetos da saga Star Trek, que inclui colares e fardas usados pelos atores e figurantes da série de televisão. O leilão foi no sábado, em Los Angeles.
Para o Verão está programado outro grande evento na cidade dos anjos: o leilão de artigos de Perdidos, série que terminou recentemente.
A data e o local do acontecimento não foram ainda divulgados, mas uma antevisão do catálogo sim. Inclui estátuas da Virgem Maria encontradas pelos sobreviventes dentro de um segundo avião na ilha, uma carta de Sawyer e os seus óculos para ler, os passaportes de Kate e Jack ou a bússola e a cadeira de rodas de John Locke. A versão final está ainda a ser trabalhada, informa a empresa no seu site.

jun
14

Postado em 14-06-2010 10:45

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 14-06-2010 10:45

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Nesta segunda-feira, em seu artigo da Tribuna da Bahia, o jornalista político Ivan de Carvalho comenta a notícia de que a Secretaria da Segurança Pública vai suspender até o final do ano a divulgação dos dados sobre a criminalidade na Bahia, sob a alegação de troca de programas dos computadores. Se é por isto que não se poderá informar o público, assinala o colunista, também o governo ficaria desinformado. Francamente, não dá para acreditar que a SSP vai passar o próximo semestre agindo às cegas, privada das informações mais básicas sobre a criminalidade. Seria uma espécie de Semestre das Trevas na segurança pública , diz Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.
(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Segurança e informação

Ivan de Carvalho

Era uma vez um ministro da Fazenda chamado Rubens Ricúpero, que à época pilotava o Plano Real, nos seus primeiros meses após o início da implantação, no governo do presidente Itamar Franco. No intervalo de uma entrevista, na Rede Globo, ao repórter Carlos Monforte, início de setembro de 1994, o embaixador Ricúpero fez um comentário fatal sobre o andamento da política econômica do governo: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
Aconteceu que suas palavras não estavam totalmente fora do ar no intervalo comercial. Elas chegaram, por satélite, às antenas parabólicas em todo o país. O escândalo foi grande, inclusive graças aos esforços do PT, que se preparava para enfrentar uma eleição presidencial na qual se confrontariam Lula e Fernando Henrique Cardoso, este, candidato do governo e ex-ministro da Fazenda responsável pela invenção do Plano Real. Resultado: o ministro pediu demissão e Ciro Gomes renunciou ao governo do Ceará para assumir o posto.
O ministro Ricúpero não podia ter dito o que disse porque não podia ter feito o que afirmou estar fazendo: mostrando o que é bom e escondendo o que é ruim. Numa ditadura, poderia, é o modo normal de procedimento. Em Cuba, na China, na Líbia, no Sudão, Na Coréia do Norte, no Irã. Mas não numa democracia. Nesta, o que o governo faz de bom e de ruim, mais do que isto, o que acontece de bom e de ruim no país é “res publica” – coisa pública, que os cidadãos têm direito a conhecer.
Por isto é que soa tão estranha – em um país democrático e partindo de um governo cujo chefe, o governador Jaques Wagner, tem se pautado por um comportamento inegavelmente democrático – a notícia de que a Secretaria da Segurança Pública vai suspender até o final do ano a divulgação dos dados sobre a criminalidade, sob a alegação de troca de programas dos computadores. Se é por isto que não se poderá informar o público, também o governo ficaria desinformado. Francamente, não dá para acreditar que a SSP vai passar o próximo semestre agindo às cegas, privada das informações mais básicas sobre a criminalidade. Seria uma espécie de Semestre das Trevas na segurança pública.
Aí é que entra o senador César Borges, do PR e na oposição estadual, para advertir: “Não se pode brincar com a segurança das pessoas. Os dados sobre a criminalidade servem para que os agentes públicos possam atuar e ajudam os cidadãos a se proteger”. E acrescenta: “Se for verdade, ficamos sabendo que a Bahia está mergulhada no mais puro obscurantismo na área da informática em pleno século XXI”.
O senador, que desempenha o papel dele ao tempo em que também atua como o PT atuou no “caso da parabólica” do ex-ministro Ricúpero, classifica como piada a idéia de que a troca de programas dos computadores gastem seis meses (que incluem o período eleitoral). E diz ao site Política Livre que esconder os dados não vai acabar com a criminalidade, acrescentando que esconder informações é, historicamente, “prática comum nos regimes totalitários”. O deputado ACM Neto, do DEM, completa o ataque: o governo quer “esconder a realidade” e, se já havia dificuldades (que ele descreve), para obtenção desses dados, “agora, a censura é total”.
Bem, “se for verdade”, como ressalvou o senador republicano, convém que o governo resolva o problema antes que a esfinge o devore.

jun
13

Postado em 13-06-2010 22:43

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 13-06-2010 22:43

A organização do Mundial 2010 estuda a proibição das vuvuzelas nos estádios na Copa do Mundo da África do Sul, devido ao barulho. «A reflexão é permanente», disse o presidente do Comitê Organizador.

O presidente do Comitê Organizador, Danny Jordan, contou à BBC que recebeu muitas reclamações, de televisões e particulares, e afirmou que a retirada daqueles instrumentos ainda pode acontecer.

«Se tivermos algum fundamento para fazê-lo, sim. Já dissemos que se alguma vuvuzela for lançada no campo (…) vamos tomar uma atitude», disse, admitindo que o barulho daqueles instrumentos incomoda e garantindo que estão sendo tomadas medidas para minimizar os impactos.

«Pedimos que as vuvuzelas não sejam tocadas durante os hinos nacionais ou anúncios nos estádios», disse, acrescentando, no entanto, que é uma tarefa «difícil».

(Informações do portal europeu TSF )

jun
13

Postado em 13-06-2010 22:03

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 13-06-2010 22:03

Lula na convenção do PT: “eu sou Dilma”

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ARTIGO/ELEIÇÕES

FICÇÃO E REALIDADE EM DILMA

Rosane Santana

No país mais patriarcal da América Latina – herança da Casa Grande e Senzala -, a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, tenta conquistar o voto do eleitorado feminino – maioria dos votantes -, onde o adversário dela José Serra é mais forte. Tarefa, diria, quase impossível, porque comportamentos culturais, de origem até medieval, não são mudados da noite para o dia, muito menos às vésperas de uma eleição, por mais eficiente que seja o marketing eleitoral.

Em tese, o discurso encarnado por Lula na convenção nacional do PT, “Dilma sou eu”, no que pese o sentido de continuidade que deseja imprimir, pode fazer a candidata perder votos. Com o mercado de trabalho mais competitivo por causa da maior participação da mulher, não raras vezes com grau de escolaridade superior ao do homem, esse tipo de discurso gera certo desconforto no eleitorado feminino.

Frases como atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”, que é mais ou menos o que Lula está dizendo sobre Dilma Rousseff e reforçará a medida que a eleição se aproxime, podendo também fragilizar a sua candidata, não são bem aceitas, num momento que ainda é de busca e de afirmação da identidade feminina.

Isso reforça o preconceito e o machismo, numa realidade onde as mulheres ainda são fortemente discriminadas no mercado de trabalho, com salários inferiores àqueles pagos aos homens na mesma função e onde a violência contra a mulher não mereceu até agora uma ação mais vigorosa e à altura dos crimes bárbaros que se sucedem dia após dia. Neste particular, a sociedade brasileira mais se assemelha ao mundo muçulmano.

Fica mesmo a idéia de oportunismo, na falta de outra alternativa, colocar uma mulher candidata a presidência da República, sem qualquer experiência eleitoral anterior, num universo de presença marcadamente masculina, como é o cenário político do Brasil. Masculino e conservador, basta ver nos partidos aliados ao PT, que dão sustentação a Dilma, os tipos de figuras masculinas que se destacam.

Nada há de vanguarda em Dilma, tampouco em sua candidatura, pois ela está passando a idéia de uma mulher controlada ora por Lula, ora pelos marqueteiros e coordenadores da campanha. Por isso, é uma fraude compará-la a nomes como Pagu, Chiquinga Gonzaga e Mãe Aninha – mulheres muito além do seu tempo. Como é também uma fraude colocar no mesmo saco Luíza Mahin, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Patrícia Galvão (Pagu) e Mãe Aninha.

Maria Quitéria, por exemplo, nada tem de vanguarda. Depois da independência da Bahia voltou à vida familiar, casou-se etc., como provam novos trabalhos historiográficos.

Aliás, este mesmo recurso – a associação de Dilma com figuras históricas de destaque – foi usado no programa do PT veiculado em 13 de maio, em rede national de televisão, quando a vida da candidata foi comparada a de Mandela. São construções fictícias, delírios de marqueteiros que, por ora, podem até surtir efeito, mas não se sustentam em um debate de televisão, por exemplo, quando a Dilma de carne e osso for colocada diante do experiente José Serra – um intelectual na política – e da simplicidade desconcertante de Marina Silva, verdadeiramente a força da mulher brasileira, heroína de fato.

Encontro recente com industriais, em São Paulo, revelou quão frágil é a candidata de Lula e suas explicações sobre o cenário econômico, mesmo sendo ela formada em economia; Serra deu aula e Marina encantou.

Decididamente a eleição no Brasil, a exemplo do que observou o historiador John Lukacs, nos Estados Unidos da segunda metade do século XX, transformou-se em um concurso de publicidade, onde a democracia foi relegada a um plano inferior. E não surpreendem as decepções posteriores do eleitorado com alguns candidatos eleitos, quando há um fosso entre aquilo que realmente eles são e o que o marketing construiu.

A candidatura de Dilma tem mais de ficção do que de realidade eleitoral. Nasceu em laboratório. Resta saber se será vitoriosa. Tenho dúvida. Acho difícil, num cenário em que ficará cada vez mais evidente a sua dependência de Lula e, portanto, a sua fragilidade.Mas, em tempos de pós-modernidade política, não é impossível.

Rosane Sanatana é jornalista

jun
13

Postado em 13-06-2010 16:44

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 13-06-2010 16:44

DEU NO TERRA – ELEIÇÕES 2010

Claudio Leal

Direto de Brasília

O técnico Vanderlei Luxemburgo, filiado ao PT há um ano, participa na manhã deste domingo (13) da convenção nacional petista, que vai oficializar a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. “Acho boa a continuidade, tem que continuar o trabalho de Lula, nesse caso a mudança é ruim”, diz o técnico, chegando ao evento.

“Traz uma estrelinha pro Luxemburgo!”, pede um militante.

Ex-Seleção Brasileira, ele não pretende mais se candidatar ao Senado este ano. Garante que veio a Brasília apenas para ajudar Dilma e os amigos do Tocantins – o Estado que pretende usar como domicílio eleitoral. “Na próxima, quem sabe?”, diz ele.

jun
13

Postado em 13-06-2010 15:50

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 13-06-2010 15:50


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De Pádua ou de Lisboa, viva Santo Antonio, o mais querido dos baianos e dos brasileiros. Com dedicação especial para o povo de Santo Antonio da Gloria, na margem do Rio São Francisco, terra de Janio Ferreira, cronista e colaborador deste Blog, onde o editor deste site blog viveu na infância as mais belas e inesquecíveis festas ao glorioso Antonio de sua vida.

( Vitor Hugo Soares)

(VHS

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