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Esta música para começar o dia no BP vai para matar a saudade – ou matar de saudade ? – todos os baianos espalhados por aí com a lembrança da terrinha no peito. E para todos os que amam a Bahia, mesmo sem ter nascido aqui.

(Vitor Hugo Soares, editor )

QUANDO EU PENSO NA BAHIA

Ary Barroso

Composição: Ary Barroso / Luís Peixoto – 1937

Quando eu penso na Bahia
Nem sei que dor que me dá
Oi, me dá, me dá, me dá, Ioio
Me dá, me dá, me dá, Iaiá
Se eu pudesse, qualquer dia
Eu ia de novo pra lá
Oi, não vá, não vá, não vá, Iaiá
Eu vou, eu vou, se vou, Ioio
Eu deixei lá na Bahia
Um amor tão bom, tão bom, Ioio
Meu Deus, que amor!
E desse amor só quem sabia
Era Virgem Maria
Nasceu, cresceu, viveu,
E lá ficou
Mas, quem sabe se esse amor
Que ficou lá na Bahia, oi
Já se acabou?
E se assim for, eu sei de alguém
Que lhe quer muito bem
Quem é?
Sou eu
Eu quem?
O seu Ioio

jul
24

Postado em 24-07-2010 08:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 24-07-2010 08:47

Serra e Dilma: jogo indefinido

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FERNANDO RODRIGUES (Da Folha de S. Paulo )

DE SÃO PAULO

Na terceira semana oficial da campanha, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) seguem empatados na corrida presidencial. O tucano está com 37% contra 36% de Dilma, mostra o Datafolha.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Na última pesquisa, de 30 de junho e 1º de julho, Serra havia registrado 39%, contra 37% de Dilma. Ambos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro.

Marina Silva (PV) tinha 9% e agora foi a 10%. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) pontuou pela primeira vez nesta eleição, marcando 1%.

Zé Maria (PSTU) também tem 1%. Outros quatro candidatos de partidos pequenos que concorrem a presidente foram incluídos na pesquisa, mas não atingiram 1%.

O Datafolha continua a captar uma estabilidade no número de eleitores indecisos ou que votam em branco ou nulo: 4%, o mesmo percentual do último levantamento. Os indecisos são 10%, contra 9% no levantamento anterior.

Numa simulação de segundo turno, o cenário repete o de maio, com Dilma numericamente à frente de Serra, mas dentro da margem de erro: a petista tem 46% contra 45% do tucano.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, o resultado é favorável a Dilma Rousseff.

Ela tem 21% e se manteve estável em relação aos 22% da outra pesquisa. Já Serra tinha 19% e recuou para 16%.

A petista também tem potencialmente a seu favor as respostas dos 4% que declaram querer votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 3% respondem ter intenção de escolher o “candidato do Lula” e 1% quer um “candidato do PT”.

Na sondagem sobre intenção de voto espontânea, os indecisos são 46%, contra 42% no início do mês. Marina Silva (PV) tem melhorado sua marca lentamente: 2% em abril, 3% em maio e junho, e, agora, foi a 4%.

Há também um quadro de poucas mudanças na rejeição dos candidatos. Os que não votariam no ex-governador “de jeito nenhum” são 26% (eram 24% da última pesquisa).
Dilma tem 19% (antes o percentual era 20%). Entre os candidatos mais competitivos, Marina é a menos rejeitada (apenas 13%).

Na divisão do voto por regiões do país, não houve também inversão de posições. O tucano lidera no Sul e no Sudeste. Dilma ganha no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste

jul
24

Postado em 24-07-2010 00:04

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 24-07-2010 00:04

JB : a espera do fim

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ARTIGO DA SEMANA

DE OLHO NA GELÉIA GERAL

Vitor Hugo Soares

Enquanto aguardo para o mês que vem ou setembro, no máximo, a chegada nas bancas da última edição impressa do Jornal do Brasil, como o próprio JB anuncia, vou convivendo com a melancolia que esta notícia instala no coração de quem passou mais de 17 anos de sua existência profissional no ventre então rico e generoso desta legenda mais que centenária do jornalismo no País, que agora solitariamente agoniza .

Em Salvador – base principal mesmo quando ganhava a vida catando notícias na sucursal baiana do jornal carioca de expressão nacional, cuja redação dirigi por largo tempo em bons e maus períodos -, espero ainda algum sinal milagroso. Algo capaz de impedir – ou adiar de novo- o desastre outras vezes anunciado do “diário da Condessa” , como tantas vezes ouvi o colunista político Castelinho chamar carinhosamente o JB, em suas passagens sempre referenciais pela Bahia. Principalmente para os mais jovens que viviam a profissão naqueles insanos dezembros. “Mas quando me lembro são anos dourados”, faço coro agora com os versos insuperáveis da canção de Chico Buarque e Tom Jobim.

Admito, no entanto, como alguns mais preocupados e menos sonhadores ex-companheiros da antiga sucursal no bairro soteropolitano de Pernambués alertam, que o mais recomendável nesta quadra talvez seja manter o velho ceticismo profissional. Aquele ensinado na teoria das faculdades e aprendido de fato na prática do dia a dia da redação. Confesso que neste caso não consigo, pois o sentimento fala mais forte e mais alto que a razão.

Mas enquanto o desfecho não chega, seja ele qual for, o melhor mesmo é aguardar sem tirar os olhos dos fatos da geléia geral brasileira, nestes dias virulentos e estranhos de campanha eleitoral sem debates e sem propostas. Sigo assim uma antiga recomendação do saudoso editor nacional do JB, Juarez Bahia – sete prêmi os Esso de Jornalismo em uma das mais ricas e dignas biografias nacionais de mestre de jornalismo impresso e de escritor – nascido em Feira de Santana , entroncamento de estrada inescapável de quem trafega do Nordeste para o Sul e Sudeste do País, e vice versa.

Na política, a cidade da Feira abrigou histórica barricada das chamadas “esquerdas baianas”, nos tempos heróicos do resistente deputado Chico Pinto, ícone nacional na política como o autor de “Dezembro na Feira” no jornalismo. Na última década a cidadela foi invadida e tomada pelos ex- soldados do carlismo, seguidores da Arena e PFL de Antonio Carlos Magalhães, atualmente hospedados no DEM, partido que combate o governo petista de Jaques Wagner no Estado, abrigo nacional de Indio da Costa, aliado e vice de José Serra, do PSDB, na chapa sucessória para o Palácio do Planalto.
Por Feira de Santana – talvez por mera coincidência, talvez por considerar o lugar um antigo talismã eleitoral desde antigas campanhas presidenciais -, andou ontem o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em seu roteiro sentimental de despedidas, precedido de polêmica, emocionada e reveladora entrevista no Jornal da Rede Record, que segue sem a devida repercussão das demais grandes redes de TV e, principalmente, da grande mídia impressa do Pais. Espaço correta e devidamente ocupado pelo diário argentino “El Clarin”, em sua edição de quinta-feira.

Ou seria, voltando à visita de Lula, “o roteiro mal disfarçado de velho e tarimbado mitingueiro de palanque em campanha política, fazendo ouvidos moucos à legislação eleitoral em vigor”, como desconfiam em veementes protestos os adversário tucanos e do DEM?
O motivo da visita, assinalado na agenda do Palácio do Planalto, foi a participação do chefe da Nação na abertura do II Encontro Nacional de Agricultura Familiar do Brasil. “O evento que reúne, esta semana, na cidade tambor de percussão e entroncamento da Bahia, aproximadamente cinco mil agriculto res familiares de todas as regiões do País, além de autoridades das três esferas de governo e parlamentares, para fazer um balanço dos avanços nas políticas direcionadas à agricultura familiar e apontar as perspectivas e os desafios para o próximo período”, segundo comunicado da assessoria do governo petista de Wagner.

Na véspera, noite festiva de quinta-feira, em Salvador, o presidente Lula da Silva foi a primeira personalidade ‘homenageada com o mais alto grau do título criado em honra aos que contribuíram para a consolidação da Independência do Brasil na Bahia: a Grã-Cruz da Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia”, o comunicado oficial. Na saída da solenidade cívica, Lula não resistiu ao apelo político. Na conversa com jornalistas, comentou a saia justa que para muitos políticos, candidatos principalmente, representa o duplo palanque eleitoral como nas campanhas ao governo estadual dos ferrenhos adversários Jaques Wagner, do PT, e do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que tanto constrang e a candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, em suas visitas à Bahia.
“Para mim isso não é problema. Já participei de campanhas de até três palanques, disse Lula antes de seguir viagem para Feira de Santana.

“Onni-soit qui mal y pense” (amaldiçoado aquele que pensar mal dessas coisas ), diriam os elegantes políticos franceses. Máxima com a qual, neste caso baiano, tucanos e democratas estão longe de concordar. Sinal mais que evidente de que é hora de segurar o Indio, pois vem mais flechadas por aí.
É só esperar para ver.
E conferir
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EM TEMPO: Que todos os santos e todos os orixas se juntem para salvar o Jornal Brasil, livrando tambérm o JB de todos os males e encostos que o infelicitam atualmente e o ameaçam de amargo fim. Amém e Axé!

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

jul
23

Postado em 23-07-2010 22:59

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2010 22:59

Mano Menezes: é ele agora
DEU
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NO IG

Após a recusa de Muricy Ramalho para ser o novo técnico da seleção brasileira, o presidente da CBF Ricardo Teixeira convidou o corintiano Mano Menezes para assumir o cargo. O convite foi feito em conversa o início da noite desta sexta-feira, e o treinador do clube paulista deve anunciar sua decisão neste sábado.

De acordo com o site da entidade, Mano Menezes fazia parte de uma relação de três treinadores, elaborada ainda na África do Sul, e teve seu nome confirmado depois da conversa com Ricardo Teixeira sobre o projeto de renovação traçado pela CBF para a Copa do Mundo de 2014.

“Conversei com muitas pessoas, assisti a debates em vários programas esportivos e ouvi também torcedores para chegar a três nomes. O que determinou a escolha foi o entendimento de que é necessária uma imediata renovação na Seleção Brasileira, o que o Mano Menezes iniciará já na convocação para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos”, disse o presidente.

Na conversa que teve com Mano Menezes, Ricardo Teixeira assegurou que o técnico terá o apoio irrestrito para exercer sua tarefa. “O mais importante na escolha é o senso comum da importância da filosofia de renovação que será posta em prática. Tenho a absoluta confiança de que esse trabalho será feito com sucesso nessa trajetória que terminará em 2014”, concluiu Teixeira.

jul
23

Postado em 23-07-2010 21:22

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2010 21:22

DEU NO IG

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, lidera a disputa presidencial deste ano e aparece com 8 pontos de vantagem sobre o rival José Serra (PSDB) tanto no primeiro como no segundo turno, aponta pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta-feira. Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra tem 33% e Marina Silva (PV) 8%. Segundo o Vox Populi, José Maria Eymael (PSDC) tem 1%.

Os outros cinco candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 4% e 13% dos entrevistados estão indecisos. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. Esta é a primeira pesquisa nacional divulgada depois da oficialização das nove candidaturas à Presidência.

Na sondagem anterior, divulgada no dia 29 de junho e que incluía 11 nomes, Dilma tinha 40% contra 35% de Serra e 8% de Marina. Os brancos e nulos eram 5% e os indecisos 11%. A diferença entre a petista e o tucano subiu de cinco para oito pontos. Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%. Na pesquisa espontânea, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 4%.

Embora não seja candidato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 4% e o candidato indicado por ele com 1%. A ex-ministra da Casa Civil tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde chega a 54% contra 24% de Serra e 5% de Marina. O ex-governador de São Paulo vai melhor na região Sul, onde tem 39% contra 35% da petista e 7% de Marina. Ele também está na frente na região Sudeste, com 36% contra 34% de Dilma e 10% de Marina.

A petista lidera tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Ela tem 43% das intenções do eleitorado masculino contra 34% de Serra e 7% de Marina. No eleitorado feminino, Dilma tem 38%, Serra 32% e Marina 9%. A ex-ministra é a preferida em todas as faixas e níveis de ensino.

Quanto à renda familiar, Serra está na frente, dentro da margem de erro, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos com 37% a 36% de Dilma e 11% de Marina. A petista tem o menor índice de rejeição, 17%, contra 24% de Serra e 20% da senadora do PV. O Vox Populi ouviu 3.000 eleitores entre os dias 17 e 20 de julho. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10.

Dilma continua menos conhecida do que Serra. Segundo o Vox Populi, 63% dos entrevistados conhecem bem ou tem algumas informações sobre Dilma enquanto Serra chega a 73%. Entre os que conhecem os candidatos só de nome Dilma tem 31% contra 24% do tucano.

Vox Populi/Band/iG
Pesquisa de intenção

jul
23

Postado em 23-07-2010 15:11

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 23-07-2010 15:11

BOA TARDE!!!

jul
23

Postado em 23-07-2010 14:31

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-07-2010 14:31

Muricy: “Ele é o cara”/LANCENET/UOL

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O martelo foi batido na manhã desta sexta-feira, 23. Segundo a notícia que já é manchete do portal UOL, do grupo Folha de S. Paulo. O acordo com a CBF foi concretizado finalmente. E não com Felipão, o preferido do presidente Lula, segundo revelado pelo próprio na polêmica entrevista de quarta-feira, no Jornal da Rede Record, nem Mano Meneses , como preferiam pesos pesados da crônica esportiva na televisão, principalmente da Rede Glogo. A escolha recaiu sobre Muricy Ramalho, pavio curto mas tecnico vencedor do futebol brasileiro.

Muricy estava no comando do Fluminense (Crédito: Gilson de Souza)
LANCEPRESS!

Diz a notícia da UOL: a Seleção Brasileira já tem um novo técnico. Trata-se de Muricy Ramalho, que está reunido com Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Itanhangá Golf Club, na Barra da Tijuca. Ele deve assumir o comando da Seleção no lugar de Dunga, demitido após a eliminação na Copa do Mundo da África do Sul.

Muricy deixou o local em um carro ao lado de um assessor da CBF. Mostrando-se cauteloso, em momento algum o treinador demonstrou alguma euforia. Sóbrio, quando perguntado se gostaria de ser treinador do Brasil, ele devolveu:

– Quem não gostaria?

O treinador comunicou ainda que precisa conversar com o Fluminense para que o anúncio oficial seja feito. “Muricy sempre foi a escolha”, disse o presidente da CBF, segundo revela também a UOL.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da UOL e Lancenet )

jul
23

Postado em 23-07-2010 10:19

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 23-07-2010 10:19


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É sobre as blitzes “de segurança” que a Polícia Militar tem tealizado últimamente na capital, em geral nos momentos de maior movimentação de tráfego de veículos, o artigo que o jornalista político Ivan de Carvalho assina nesta sexta-feira na Tribuna da Bahia. Desrespeita-se a cidadania, presumindo-se malfeitos já feitos ou intenções criminosas em pessoas normalmente insuspeitas. Fere-se o direito de ir e vir. Submetem-se os cidadãos e cidadãs ao incômodo e até a eventual vexame de revista do veículo e da própria pessoa. Tal comportamento é uma violência em si mesmo. Além do que atravanca ruas e avenidas, aumentando a tortura que já é, normalmente, em certos horários, o trânsito em Salvador, opina o colunista no texto que Bahia em Pauta reproduz. Confira. (VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA

Blitz, segurança e cidadania

Ivan de Carvalho

Tenho, e há muito tempo, pedido reiteradamente às autoridades competentes, entre elas as estaduais, não somente neste governo, mas bem mais desesperadamente neste pelo crescimento estonteante da violência, que atuem mais amplamente para reduzir a insegurança pública e, gradualmente, restaurar a segurança, hipótese, esta última, que desconfio seja fruto da minha imaginação ingênua e perturbada pela boa fé.

Leio que o prefeito João Henrique conversou ontem, longamente, com o secretário estadual da Segurança Pública, César Nunes, a respeito das blitzen (parece que o plural é assim) que a Polícia Militar realiza na capital numa tentativa de conter a escalada da violência e que estão sendo acusadas pela prefeitura de serem responsáveis por perturbações de grande monta no tráfego da cidade, com grandes engarrafamentos.

O secretário disse ao prefeito que desde o lançamento do Plano de Proteção ao Cidadão, as ocorrências policiais diminuíram de forma expressiva. Prefeito e secretário combinaram encontrar-se outra vez para discutir uma tática comum de combate à violência. Logo apareceu um vereador do PT, Henrique Carballal, para dizer que o prefeito está querendo responsabilizar a PM pelos engarrafamentos, quando eles já existiam antes.

Como antes existiam blitzen de trânsito da Transalvador, mas não aumentavam engarrafamentos, porque feitas com os devidos critérios técnicos, de modo a não piorar o que já é ruim – o trânsito da cidade. Mas não é este o aspecto que julgo necessário abordar nas blitzen, não sem antes dizer que são perfeitamente desejáveis medidas sensatas e legais para combater a violência, evitando-se, inclusive, que os cidadãos e cidadãs tenham aumentado seus sofrimentos com engarrafamentos involuntariamente provocados por elas.

Mas há outro aspecto nas blitzen indiscriminadas, nas quais qualquer cidadão pode ser obrigado a parar seu carro e ser abordado por policiais sem haver indício, por mais leve que seja, de que haja cometido ou esteja cometendo alguma infração penal ou de trânsito. Sempre combati esse tipo de ação policial ou mesmo de trânsito, em que existe a presunção de que o cidadão é um infrator da lei penal ou da lei de trânsito. Posso desencavar do baú, até de décadas atrás, publicações por mim assinadas em que deixo essa crítica explícita.

Desrespeita-se a cidadania, presumindo-se malfeitos já feitos ou intenções criminosas em pessoas normalmente insuspeitas. Fere-se o direito de ir e vir. Submetem-se os cidadãos e cidadãs ao incômodo e até a eventual vexame de revista do veículo e da própria pessoa. Tal comportamento é uma violência em si mesmo. Além do que atravanca ruas e avenidas, aumentando a tortura que já é, normalmente, em certos horários, o trânsito em Salvador.

Creio que o aparelho policial tem a possibilidade de usar contra a criminalidade e mais especificamente contra a violência criminosa instrumentos muito mais efizazes e também mais discretos e menos perturbadores do que as blitzen. A não ser que não esteja sendo desejada a discrição, hipótese em que, por enquanto, prefiro não apostar.

Além disso, as blitzen podem matar. Basta provocarem engarrafamentos dos quais ambulâncias, doentes em situação de emergência em carros particulares e viaturas dos bombeiros não conseguem desvencilhar-se.

jul
22

Postado em 22-07-2010 23:12

Arquivado em ( Crônica, Gilson) por vitor em 22-07-2010 23:12

Hotel da Bahia: salvo na cidade que desmorona

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CRÔNICA/ SALVADOR

UM TUBO SEM SAÍDA

Gilson Nogueira

Até hoje, pela manhã, havia um poste estendido no chão, em pleno coração de Salvador, cidade que espanta pela beleza e, paradoxalmente, por absurdos. Na esquina do Largo do Campo Grande, onde está localizado o Teatro Castro Alves, com a Avenida Leovigildo Filgueiras, pequeno e fino, de ferro, pintado de azul cobalto, indicando aqueles dois logradouros públicos, o poste permanece sobre o passeio do TCA.

É, de alguma forma, monumento ao desleixo com que são tratadas algumas questões urbanas da cidade da Bahia. Sendo assim, a pergunta: Será que algum preposto ( êpa!) da Prefeitura Municipal de Salvador não constatou o ocorrido?

Convém que a comuna procure levantar o equipamento derrubado por algum vândalo, considerando estar sua base aparentando haver sido danificada, após empurrão, por mãos criminosas.O fato é triste, para uma cidade que se diz capital do turismo. Urge, portanto, providência.

E, nessa viagem citadina, a pé, entre espantos e surpresas, num festival de assombrações e alumbramentos, vejo a frondosa mangueira do Hotel da Bahia, encostada às pilastras de um dos ícones da hotelaria brasileira, sacudir-se em verde amazônico, cheia de oxigênio, à minha passagem, anunciando-me ter sido o HB salvo, pelo Governo do Estado, de uma punhalada anunciada, voltando a ser, ele, o HB, hotel, de primeira, a serviço da boa imagem da Bahia,e, não, como pretendiam alguns, mais um empreendimento imobiliário colocado à mesa dos que só pensam em abocanhar o lucro,sem compromisso algum com a cultura e as tradições da Boa Terra. Para o bem da Bahia e de sua história, o Hotel da Bahia continua vivo. Palmas para os responsáveis por sua salvação!

Entre as observações matinais, na ida ao Campo Grande, um soco, sem mão, silencioso, no peito do repórter, ao constatar quase uma dezena de jovens deitados nas calçadas com o sol tentando despertá-los, sem conseguir, já que o efeito arrasador de alguma substância, inalada na madrugada, suponho, os impele ao entorpecimento, ao sono profundo, sem colorido, na companhia dos atores de uma peça conhecida. Enquanto isso, a cidade é invadida por carros de som com propaganda política, ” santinhos ” são distribuídos à população. Na cara de pau.

Faz parte do triste show da vida de uma Salvador desmoronando.

Aqui, sim sinhô,onde jovens sem futuro fazem dos passeios prancha para entrar em um tubo sem saida.

Gilson Nogueira é jornalista

jul
22

Postado em 22-07-2010 14:36

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 22-07-2010 14:36

Dutra: “com Índio, não”

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Deu no Terra (Eleições 2010)

LARYSSA BORGES

Direto de Brasília

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, rebateu nesta quinta-feira (22) as declarações do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que insinuou que os petistas têm ligação com o Comando Vermelho, maior facção criminosa do Rio de Janeiro, e disse que, diante das provocações do candidato a vice do tucano José Serra, a alternativa é “debater nos tribunais”.

A cúpula petista descarta, por ora, um novo processo contra o parlamentar democrata, mas ironizou que, aliado ao debate de propostas de governo, a campanha da petista Dilma Rousseff deve pedir também que o eleitorado compare as posturas e “estaturas políticas” de Indio com as do deputado Michel Temer, candidato a vice na chapa dilmista.

“Com esse cidadão vamos debater nos tribunais. Ele agora está sendo orientado por advogados. Fez (no caso do Comando Vermelho) uma tentativa de ilação. Isso mostra o nível do candidato a vice. Vamos agora pedir para comparar posturas, as estaturas políticas de cada vice”, disse Dutra ao Terra.

Nesta quarta (21), Indio voltou à polêmica de ataques ao PT, listando no mesmo rol os petistas, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o narcotráfico e o Comando Vermelho. “A gente vive aqui no Rio de Janeiro, no meio de uma guerrilha urbana alucinada por conta do narcotráfico. Veja só: PT e as Farc. As Farc e o narcotráfico. O narcotráfico e o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento. Agora ela (Dilma) tem que dizer o que ela acha. Se ela acha que tem problema ou não essa relação”, provocou o candidato a vice de Serra.

O PT protocolou nesta quarta ação por danos morais contra Indio da Costa e contra o próprio PSDB, pedindo que ao caso seja atribuído valor de R$ 40 mil como indenização pelo fato de o deputado democrata ter vinculado o PT às Farc e ao narcotráfico.

Ao analisar o caso, o juiz, caso decida de forma favorável aos petistas, poderá estabelecer o valor de uma eventual indenização – se R$ 40 mil ou outro valor – e ainda determinar, conforme o pedido do PT, uma eventual publicação da decisão no microblog Twitter e no endereço eletrônico “Mobiliza PSDB”, que veiculou a entrevista do vice de Serra contrária aos petistas.

“(No primeiro ataque) ele foi mal na forma (e acabou processado), mas isso reflete o método de campanha da oposição. Em 2002 o Serra já tinha vinculado o PT com as Farc, mas agora vamos combater (as declarações) mostrando o menor índice de desemprego em junho”, disse Dutra. A taxa de desemprego em junho ficou, de acordo com o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), em 7,0%, abaixo dos 7,5% registrados em maio e dos 8,1% do mesmo mês no ano passado. É o melhor patamar para os meses de junho da série histórica, iniciada em 2002.

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