maio
15

Postado em 15-05-2010 19:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-05-2010 19:47


DEU NO CORREIO BRAZILIENSE

Vinicius Sassine

A pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, o ex-governador de São Paulo, José Serra, em pesquisa de intenção de votos feita pelo Instituto Vox Populi.

O levantamento traz a petista com 37% das intenções de voto, em empate técnico com Serra, que tem 34% na pesquisa estimulada. A margem de erro do levantamento é de 2,2%, para mais ou para menos.

Dois mil eleitores, moradores de 117 cidades (nas cinco regiões brasileiras), foram ouvidos no levantamento. Num eventual segundo turno, Dilma e Serra também estariam tecnicamente empatados, com 40% e 38%, respectivamente, dentro, portanto, da margem de erro de 2,2%.

A pesquisa de intenção de voto espontâneo – quando o eleitor abordado pelos pesquisadores diz em quem vai votar – também aponta a liderança de Dilma Rousseff. Ela aparece com 19% das intenções de voto, enquanto Serra tem 15%. Em janeiro, cada candidato obteve 9% das intenções de votos espontâneos.

A candidata do PV, a ex-ministra Marina Silva, consolidou-se na terceira posição da pesquisa estimulada de intenção de voto, com 7%. O levantamento de votos espontâneos mostra o presidente Lula em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, o que confirma a popularidade do presidente (mesmo sem poder se candidatar a um terceiro mandato, Lula é citado pelos eleitores).

As regiões onde Dilma Rousseff é mais lembrada são o Nordeste (44%) e o Norte (41%). Serra lidera no Sul (44%) e está tecnicamente empatado com a petista no Sudeste.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de maio de 2010, sob o número 11.266/2010. As duas mil pessoas foram entrevistadas entre os dias 8 e 13. O Correio publica todos os detalhes do levantamento na edição impressa de amanhã.

O CORREIO BRAZILIENSE PUBLICA DADOS COMPLETOS DA PESQUISA EM SUA EDIÇÃO IMPRESSA DESTE DOMINGO, 16

maio
15

Postado em 15-05-2010 16:43

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-05-2010 16:43

Garzón: emoção na saida da Audiência Nacional

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O escritor português José Saramago lamentou neste sábado com “lágrimas” o afastamento do juiz espanhol Baltasar Garzón das suas funções devido à investigação que pretendia realizar sobre os desaparecidos da Guerra Civil (1936-1939) e os primeiros anos da ditadura franquista.

Garzón foi suspenso das suas funções pelo Conselho Geral do Poder Judiciário Espanhol, numa reunião extraordinária deste órgão de governo dos juízes espanhóis, após ter sido indiciado por querer investigar crimes anistiados da época franquista.

“As lágrimas do Juiz Garzón hoje são as minhas lágrimas. Há anos, a um meio-dia, tomei conhecimento de uma notícia que foi uma das maiores alegrias da minha vida: a acusação a Pinochet”, antigo ditador chileno, refere Saramago numa nota enviada à Agência Lusa.

“Este meio-dia recebi outra notícia, esta das mais tristes e desesperançadas: que quem se atreveu com os ditadores foi afastado da magistratura pelos seus pares. Ou melhor dito, por juízes que nunca processaram Pinochet nem ouviram as vítimas do franquismo”, critica Saramago.

No entender do Prémio Nobel de Literatura de 1998, Garzón é o “exemplo de que o camponês de Florença não tinha razão quando, em plena Idade Média, fez dobrar os sinos a finados porque, dizia, a justiça havia morrido”.

“Com Garzón sabíamos que as leis e o seu espírito estavam vivos porque as víamos actuar”, frisa.

(Informação do jornal PÚBLICO (Lisboa)

Com o afastamento de Garzón “os sinos, depois do repique a glória que farão os falangistas, os implicados no caso Gürtell, os narcotraficantes, os terroristas e os nostálgicos das ditaduras, voltarão a dobrar a finados, porque a justiça e o estado de direito não avançaram, nem terão ganho em transparência e quem não avança, retrocede”, refere.

“Dobrarão a finados, sim, mas milhões de pessoas sabem reconhecer o cadáver, que não é o de Garzón, esclarecido, respeitado e querido em todo o mundo, mas o daqueles que, com todo o tipo de argúcias, não querem uma sociedade com memória, sã, livre e valente”, conclui o escritor português.

maio
15

Postado em 15-05-2010 12:07

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 15-05-2010 12:07


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(Inspiração no Blogbar do Fontana)

maio
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Postado em 15-05-2010 11:41

Arquivado em ( Charges) por vitor em 15-05-2010 11:41


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Humberto – Jornal do Commercio – Recife, PE

maio
15

Postado em 15-05-2010 10:14

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 15-05-2010 10:14


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No artigo deste sábado na Tribuna da Bahia o colunista Ivan de Carvalho segue na análise da questão do aborto e a posição dos candidatos à sucessão presidencial frente a este tema polêmico, cuja questão essencial para o jornalista político está relacionada com os direitos humanos. “Não há pena de morte no Brasil e, se houvesse, não deveria ser aplicada aos inocentes. Ou deveria?”, questiona Ivan no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

Dilma e o aborto

Ivan de Carvalho

No artigo publicado ontem neste jornal, sob o título “O aborto na sucessão”, concluí com o seguinte parágrafo: “Assim como a petista Dilma precisa esclarecer ao eleitorado, sem deixar margem a dúvidas, se é ou não a favor da liberação do aborto e como se comportará a respeito se for eleita presidente da República, o tucano José Serra tem a mesma obrigação de clarificar sua convicção e sua eventual ação na Presidência da República. E que falem todos em linguagem clara, do tipo em que sim é sim e não é não”.

É que no artigo eu afirmara que só a candidata Marina Silva tem posição absolutamente clara a respeito da sua posição pessoal e de como poderá agir a respeito da liberação do aborto no governo – ela admite um plebiscito para que a população decida a respeito, por entender que não pode impor à nação sua convicção pessoal. Mas se ela estiver na presidência e houver o tal plebiscito, está evidente que ela fará campanha para convencer o eleitorado a votar contra a liberação do aborto.

Mas, quanto a Dilma Rousseff e José Serra? Continuaremos aguardando que o candidato tucano esclareça sua posição. Dilma Rousseff, avisaram-me, já deixara as coisas claras a respeito, numa entrevista à revista Marie Claire.

Primeiro, a revista mesma deixou clara sua posição ao fazer uma pergunta a respeito a Dilma Rousseff. “Uma das bandeiras da Marie Claire é defender a legalização do aborto. Fizemos uma pesquisa com leitoras e 60% delas se posicionaram favoravelmente, mesmo o aborto não sendo uma escolha fácil. O que a senhora pensa sobre isso?”.

A resposta de Dilma Rousseff: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos”.

Repito a frase-mestra de Dilma Rousseff: “Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização”. E acho que, com essa frase, a questão está muito bem entendida.

Mas a revista insiste um pouco mais no tema. “Hoje, o que é preciso para legalizar o aborto no Brasil?” E Rousseff responde: “Existem várias divisões no país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade”.

Pronto. Não é necessário entrar na questão religiosa, uma questão importante, mas que fica para outra ocasião. Como não é necessário entrar em questões de foro íntimo, nem em questões de saúde pública, que Rousseff e o presidente Lula, segundo ela, levam tão em conta quando se trata de aborto. A questão fundamental no aborto, sob o ponto de vista da sociedade e do Estado, é a dos direitos humanos e, nestes, a dos direitos naturais. O direito à vida. O direito da pessoa inocente e absolutamente indefesa que ainda não nasceu de não ser geralmente torturada no ventre materno e morta. Não há pena de morte no Brasil e, se houvesse, não deveria ser aplicada aos inocentes. Ou deveria?

maio
15

Postado em 15-05-2010 10:08

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-05-2010 10:08

DEU NA FOLHA ON LINE

Um laboratório do Instituto Butantan foi atingido por um incêndio na manhã deste sábado, segundo o Corpo de Bombeiros. Por volta das 9h20, nove carros da corporação ainda combatiam o fogo.

Segundo informações dos bombeiros, o incêndio teve início por volta das 7h30, em um prédio localizado na rua Alvarenga, no bairro Butantã. A corporação afirmou não ter informações sobre pessoas feridas no local.

Fundado em 1901, o Instituto Butantan e é um centro de pesquisa biomédica, vinculado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O órgão é responsável pela produção de soros e vacinas consumidos no Brasil.

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, mas não tinha conseguido até as 9h40.

maio
15

Postado em 15-05-2010 00:08

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 15-05-2010 00:08

Dilma:teste na TV

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ARTIGO DA SEMANA

FIM DE CASO

Vitor Hugo Soares

Quinta-feira passada foi um 13 de Maio para não esquecer na política brasileira. Não pelos atos e fatos relacionados com a data histórica em si, destinada a recordar a longa luta contra a escravidão e a discriminação racial no País, ofuscada pela movimentação dos dois principais pré-candidatos à presidência da República, em situações diferentes mas destinadas a levantar poeira e polêmica por alguns dias, pelo menos enquanto a seleção de Dunga não entra em campo.
Mais cedo foi a movimentação de José Serra, do PSDB, em seu “tour” nordestino (campanha é palavra que o candidato recusa) por Pernambuco. Na Rádio Jornal do Comércio – famosa por falar para o mundo desde o tempo em que o grande Antonio Maria andava por seus estúdios – o tucano até arriscou alguns versos do samba canção “Fim de Caso”, de Dolores Duran, clássico da criativa e explosiva fase de rompimento de Dolores com o notável compositor e cronista pernambucano.
Isso tudo entre um elogio e outro do tucano ao presidente Lula em cada entrevista, encontro ou esquina do Recife por onde Serra passou . O pré-candidato do PSDB fez mais: proclamou Lula como “cidadão acima do bem e do mal” e ainda prometeu, se eleito, tocar adiante todas as obras em andamento do governo petista, incluindo a polêmica transposição das águas do Rio São Francisco, cantiga cara, problemática desde o tempo do Império, e que não soa maviosa aos ouvidos de todos os nordestinos.
Mais tarde, antes de voar para Vitória, no Espírito Santo, o tucano precisou dar explicações quanto a “infalibilidade” do governante petista e negar que tivesse sido irônico em suas afirmações e elogios ao presidente no solo pernambucano. Se tivesse esperado pelo que estava guardado para ele e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em rede nacional de TV na noite do 13 de maio, Serra provavelmente teria se poupado das explicações e de ter arriscado a canção de Dolores na Radio JC.
O fim de caso, se algum caso havia entre tucanos e petistas nesta estranha e hipócrita campanha eleitoral que precisa esconder o nome, foi explicitado, sem meias palavras, em 10 minutos de programa de rádio e televisão que parece ter apanhado de surpresa até os juizes eleitorais.
Sem levar em conta proibições legais e tendo como apresentador e mestre de cerimônia ninguém menos que o presidente Lula, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, não perdeu tempo com amabilidades e afagos a adversários. Muito menos se intimidou em fazer do programa do partido uma plataforma de largo alcance para lançamento de seu nome, imagem e história, na corrida da sucessão presidencial.
Entre afagos e juras mútuas de afetos, Dilma e Lula dividiram o tempo precioso na pintura a quatro mãos da obra de propaganda e marketing político e eleitoral. A começar pela biografia emoldurada da ex-ministra, da sua trajetória política na época da ditadura militar e em cargos ocupados nos governos do Rio Grande do Sul e federal.
“Eu lutei sim pela liberdade e pela democracia com os meios e as concepções que eu tinha. Quando o Brasil mudou, eu mudei, mas nunca mudei de lado”, disse nos primeiros tiros disparados a queima-roupa contra o adversário Serra, ex-líder estudantil, exilado na época e que condena a luta armada.
Lula chegou a comparar sua candidata a Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, preso por 27 anos por sua luta conta o apartheid e que “depois virou presidente da República do país africano”. A candidata do PT lembrou também, no final da apresentação, o significado do 13 de maio de 1888 nos combates contra o racismo e a discriminação no Brasil.
Mas o programa insistiu mesmo foi na comparação entre os oito anos do governo Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tudo que os tucanos pareciam mais temer e estratégia evitada a todo custo por Serra nestes primeiros dias de campanha, como se viu em Pernambuco na quinta-feira.
Quase tudo foi apresentado como realizações da dupla Lula-Dilma, com moldura informativa e jornalística e dados lançados sempre em contraponto com FHC-Serra – aí seguramente com o dedo e a cabeça do marqueteiro da campanha de Dilma e do programa do PT. “Eu tive que aprender e aprendi a encarar as dificuldades”, disse a candidata.
Na imagem pré-gravada, o presidente Lula, fisicamente a milhares de quilômetros do país – prestes a desembarcar no Irã -, manda o recado final: “Ela (a candidata Dilma) tem a ternura, a sensibilidade e o jeito de fazer política dos mineiros e a intrepidez dos gaúchos. É um bela mistura.”
Serra e seus aliados ouviram em Recife o recado do nordestino Lula, que de alguma maneira deu sentido ao samba canção que o candidato tucano ensaiou na Radio Jornal. A partir do 13 de maio de 2010, a cantiga do candidato de PSDB e seus aliados deverá mudar de tom e de ritmo.

A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

maio
14

Postado em 14-05-2010 22:07

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-05-2010 22:07

Ruben se recupera em Tripoli

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A palavra “milagre” tem sido pronunciada no hospital pediátrico Al-Khadra, em Trípoli, onde se encontra internado o único sobrevivente do trágico acidente aéreo na Líbia que provocou a morte aos restantes 103 ocupantes do aparelho.

Sabe-se já que o rapaz se chama Ruben van Assouw, tem nove anos e era o filho mais novo de um casal holandês de Tilburg. Regressavam de um safari de férias na África do Sul, a caminho de Londres, quando o Airbus A330 da companhia aérea líbia Al Afriqiyah caiu pouco antes de aterrar no aeroporto de Trípoli, onde devia fazer uma escala técnica.

Os pais, Trudy e Patrick, e o irmão mais velho de Ruben, Enzo, morreram. Mas o pequeno, internado na unidade de cuidados intensivos do hospital líbio, ainda não sabe. Ruben, que partiu as pernas no acidente, foi operado de emergência mas já se encontra em franca recuperação, segundo informou o cirurgião Siddiq ben Dilla, citado pela AFP. Começa a falar e já pede comida. Dentro de dois dias poderá ser transportado para a Holanda. Viajará com um tio paterno, Jeroen, e uma tia materna, Ingrid, que se deslocaram a Trípoli num avião fretado pelo Governo holandês. Cerca de 70 ocupantes do fatídico voo 84771 eram de nacionalidade holandesa. A bordo seguiam também passageiros de nacionalidade sul-africana, alemã, finlandesa, francesa, britânica, filipina e zimbabwiana.

Pelo menos uma família inteira, composta por pais e três filhos , morreu no acidente, segundo revelava ontem o diário holandês De Telegraaf. No acidente morreu também a escritora sul-africana Bree O’Mara . Dezenas de familiares das vítimas têm chegado a Trípoli para reconhecerem os corpos. Na capital líbia encontram-se já médicos legistas, técnicos de aeronáutica e especialistas em identificação de pessoas. Pelo menos dois especialistas norte-americanos em transportes aéreos deverão deslocar-se igualmente à capital líbia.

Os motivos do acidente só serão apurados quando se escutarem as caixas negras do avião, já recuperadas. Mas o Governo líbio, pela voz do ministro dos Transportes, Mohamed Zidane, apressou-se a garantir que não se tratou de um ato terrorista.

Diversas testemunhas revelaram que o avião explodiu pouco antes de chegar à pista do aeroporto de Trípoli, na madrugada de quarta-feira. Este foi o primeiro acidente de um aparelho da Al Afriqiyah, companhia aérea fundada em 2001.

(informações do Diario de Notícias, Lisboa)

maio
14

Postado em 14-05-2010 15:44

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-05-2010 15:44

DEU NO EL PAÍS E NO BLOG DE TOM TAVARES

Eu também aderi à saga petista de divulgar o que é dito sobre o Lula na imprensa internacional.
Assim, aí vai um texto extraído do conceituado jornal espanhol EL PAÍS (publicado em 09/05/2010).
Tom Tavares – El Justiciero

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Lula é pouco generoso. Deveria compartilhar o crédito pelas conquistas de seu país com Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor na Presidência.
Lula herdou uma economia reformada, políticas sociais de vanguarda e uma base muito sólida para continuar aprofundando a liberalização e a desregulamentação econômica que explicam o atual êxito do Brasil.
O grande mérito de Lula foi haver mantido, ampliado e defendido estas políticas, que contrastam com as posições ideológicas que manteve durante anos. Lula liderou a oposição às reformas que hoje lhe concedem o aplauso.
Lamentavelmente, o presidente brasileiro tampouco tem podido impedir que, nos seus círculos mais próximos, floresça a corrupção que invade os governos da América Latina. Dizer que isto é o usual é tão correto como reconhecer que a luta contra a corrupção nunca foi uma prioridade para Lula.

maio
14

Postado em 14-05-2010 10:09

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 14-05-2010 10:09

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Em seu artigo desta sexta-feira o jornalista político Ivan de Carvalho escreve em sua coluna na Tribuna da Bahia sobre a recomendação da CNBB aos católicos que, em outubro, votem “em pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida”. O colunista afirma não ver a menor razão para a CNBB evitar a citação da palavra aborto, preferindo a menção implícita, ainda que inequívoca.Bahia em Pauta reproduz o texto.

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

O aborto na sucessão

Ivan de Carvalho

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recomendou aos católicos que, em outubro, votem “em pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida”. Na sua “Declaração sobre o Momento Político Atual”, a CNBB não menciona explicitamente o aborto, mas é evidente que este, embora possa não ser o objetivo exclusivo da declaração, é seu núcleo.

Não vejo a menor razão para a CNBB evitar a citação da palavra aborto, preferindo a menção implícita, ainda que inequívoca. Há coisas que devem ser ditas da maneira mais clara e direta possível. Em algum lugar da própria Bíblia Sagrada está escrito que “seja a tua palavra, sim, sim, não, não”. Vale dizer: não minta, não fique em cima do muro, não use meias palavras e, mesmo sendo afirmativo, seja claro, direto, de modo que todos quantos ouvirem, entendam.

A questão do aborto deve ser posta claramente na campanha eleitoral deste ano. Marina Silva, do PV, é a única candidata a presidente que, por enquanto se pronunciou claramente sobre o assunto, sem deixar dúvidas. Por considerações pessoais e religiosas (ela é evangélica) Marina é contra a descriminalização (liberação) do aborto. Mas como acredita que não pode impor sua vontade ou convicção à nação, admite um plebiscito para decidir sobre o assunto.

Há poucos dias, a candidata do PT, Dilma Rousseff, entendeu que era chegada a hora de falar sobre o aborto. Parece que não era. Li as declarações dela, não entendi nada, fiquei sem saber se ela é a favor da liberação, contra ou muito pelo contrário. Estarei aguardando outra oportunidade em que ela volte a abordar o assunto, na esperança de que o faça com clareza. Por enquanto, tenho apenas a triste lembrança de que o seu partido, o PT, decidiu em seu 3º Congresso Nacional ser a favor da liberação do abordo e impor aos filiados a mesma posição. Razão pela qual expulsou dois deputados federais, um deles o deputado baiano Luiz Bassuma, que hoje é candidato a governador pelo PV e pode ser um dos beneficiados pela recomendação dada esta semana pela CNBB aos católicos. Bassuma é presidente da Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Vida e Contra o Aborto. Mas os outros candidatos a governador também podem se habilitar ao benefício, querendo.

Assim como a petista Dilma precisa esclarecer ao eleitorado, sem deixar margem a dúvidas, se é ou não a favor da liberação do aborto e como se comportará a respeito se for eleita presidente da República, o tucano José Serra tem a mesma obrigação de clarificar sua convicção e sua eventual ação na Presidência da República. E que falem todos em linguagem clara, do tipo em que sim é sim e não é não.

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