ago
29

Postado em 29-08-2009 10:49

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 29-08-2009 10:49

Repouso dos guerreiros
guerra
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Chabu (I)

Deu na coluna:

O jornalista Alex Ferraz levanta em sua coluna diária no jornal Tribuna da Bahia, perguntas e dúvidas mais que oportunas para o cidadão leitor pensar um pouco neste sábado (29) de quase fim de agosto. Confira.
(VHS)

E a briga entre Globo e Record, hein? Acabou tão repentinamente como começou. Pelo visto, depois que foram ao ar os podres de cada uma, decidiu-se que o melhor mesmo seria selar o armistício.

Chabu (II)

No entanto, a minha consultora para assuntos televisivos, BigLôra, me chama a atenção: “Seu Alex, sei não… Olha, pra mim isso foi charminho da Globo para tentar dar um basta na evasão de seus artistas e jornalistas, que estavam em verdadeira revoada para a Record. O sr. não acha? Agora ficou tão constrangedor a Record surrupiar gente da Globo, né?” Sei não, BigLôra. Me inclua fora dessa!
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LEIA INTEGRA DA COLUNA DE ALEX NA TRIBUNA DA BAHIA

ago
29

Postado em 29-08-2009 09:56

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 29-08-2009 09:56


A música para começar o dia no Bahia erm Pauta, neste sábado da despedida do senador Ted Kennedy, é “The Impossible Dream”, mais uma com a cara e o jeito do notável senador por Massachussets (USA).

A sugestão e a garimpagem da canção no Youtube vem mais uma vez de Regina Soares, incansável colaboradora deste site-blog, que mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia, sem tirar os olho da de Todos os Santos, em sua terrinha. É ela que manda dizer em sua mensagem eletrônica para este editor.

“Depois de assistir à cerimônia em memória de Ted Kennedy na Livraria JFK, onde familiares, colegas e amigos se reuniram para recordar e homenagear a vida desse magnífico estadista e ser humano, chego a conclusão que outra musica, e esta com mais méritos, descreveria o Senador Edward Kennedy. Estou lhe enviando duas versões, em português e inglês para seu discernimento.

“To dream the impossible dream” foi cantado na cerimônia e reconhecida pelos os que o conheceram de perto por ser a musica preferida dele que, diga-se de passagem, também gostava de cantar.Brian Strokes Mitchell, um poderoso barítono e importante figura do teatro e cinema americano e amigo intimo de Ted, foi quem cantou cantou “the impossible dream” na cerimonia”

É esta a versão escolhida para hoje. A outra, interpretada pela brasileira Maria Bethania, linda também, não se perderá para os ouvintes leitores deste site-baiano de olho no mundo. É só uma questão de tempo e oportunidade.

(Vitor Hugo Soares)

ago
29

Postado em 29-08-2009 00:15

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 29-08-2009 00:15

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ARTIGO DA SEMANA

Cinco senadores, quatro mulheres… e Ulysses

Vitor Hugo Soares

Neste artigo se tratará de Senado e senadores. Digo: de cinco destes senhores do parlamento – quatro brasileiros (Zé, Heráclito, Aloizio e Eduardo) atores tragicômicos da trupe que encena crise ética infindável, e o norte-americano, Edward Kennedy. Este último, morto em combate de muitas batalhas contra um câncer. Deixa ao partir marcas simbólicas em seu país, onde Ted está sendo recordado como um dos políticos mais influentes e mais decisivos dos últimos 50 anos, até quando comparado com seus poderosos irmãos, John e Bob.

De uma forma ou de outra, para glória, humilhação ou desonra, os cinco foram destaques desta penúltima semana de agosto de 2009. No entanto, no começo destas linhas abre-se espaço para as palavras do deputado Ulysses Guimarães. Aquele que em seu Decálogo do político e do estadista estabeleceu a coragem como primeiro mandamento.

O pusilânime nunca será estadista, pregava Ulysses, invocando um mestre mundial na matéria: Winston Churchill. Para o líder britânico, das virtudes, a coragem é a primeira, porque sem ela, a fé, a caridade, o patriotismo, desaparecem na hora do perigo.

“Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará”, escreveu o velho timoneiro no Decálogo publicado em “Rompendo o Cerco”. “Homem público”, no caso, tem aqui o significado clássico da expressão. Mas vale também para as mulheres da política e do poder: Dilma Rousseff, da Casa Civil; a senadora do Acre, Marina Silva (petista durante 30 anos e Verde a partir deste domingo); e a vereadora do PSOL de Alagoas, Heloisa Helena, por que não, em sua brava insubmissão?

Que conste também desta seleta relação o nome da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Mesmo que esta mineira de nascimento com pegadas fortes de sua passagem em terras do Nordeste, pareça contentar-se com seu perfil profissional “dedicado exclusivamente a administração fazendária”, conforme ela declarou no depoimento à CCJ do Senado, que segue causando abalos dentro e fora da Receita. A inclusão se dá pelo mérito do corajoso debate que ela suscitou sobre ética, verdade e mentira no exercício do poder e do serviço público, ao confrontar a poderosa comandante da Casa Civil do governo Lula, no caso do encontro particular das duas no Palácio do Planalto.

Este debate, se não perder seu essencial viés ético ao focar a questão da verdade e da mentira no exercício da atividade pública, para naufragar no terreno pantanoso das futricas partidárias, ideológicas e eleitorais, pode ser útil ao país.

E estamos de volta ao começo. Retomo então o rumo, quase perdido, a partir da morte do senador democrata dos Estados Unidos, Ted Kennedy, até esta semana, o último sobrevivente da chamada era de ouro do clã Kennedy, morto aos 77 anos, e que será enterrado neste sábado (29) em Massachussets, estado pelo qual se reelegeu sete vezes seguidas.

Há 40 anos, depois dos assassinatos dos irmãos John, em 63, e Bob, em 68, quase todos apostavam que seria Ted o próximo Kennedy na Casa Branca. Logo ele, que talvez por ser o caçula da família, se tomava menos a sério quanto ao seu futuro na política, e também quanto à sua respeitabilidade pessoal, como assinalam alguns dos que escrevem agora na mídia o obituário do único Kennedy metido na política que chegou à velhice, atuante senador, e com o máximo de respeitabilidade possível entre os homens públicos de seu país.

Quem diria, sobretudo ao olhar para o começo da história de Ted quando jovem, e mesmo já adulto? Dado a meter os pés pelas mãos, como quando foi expulso da rígida e referencial Universidade de Harvard por ter copiado uma prova de Espanhol, como lembram os jornais agora. Ou quando – já casado com a modelo Joan Benett – viu-se, em 69, diante da estranha morte da jovem Mary Jô Kopeckne, na volta de uma festa. O carro dirigido por Ted caiu no lago e Mary morreu afogada. Edward escapou e levou mais de 10 horas para informar à polícia sobre o acidente.

Ted Kennedy morre reabilitado. Retomou o caminho da verdade e da coragem na atividade pública e na vida privada. Não chegou à presidência de seu país, é verdade, mas o senado na vaga do irmão morto, que parecia um prêmio de consolação, acabou possibilitando a ele “uma das caminhadas políticas mais fascinantes da história dos Estados Unidos”. A ponto de o presidente Barack Obama ter suspendido suas férias para chorar a perda de Ted e exibir seu “coração partido” pela perda do “grande senador da América”.

Que diferença para o que se viu esta semana no senado em Brasília, de tanto cinismo e comportamentos servis. Enfim, da ausência da coragem moral e política que separa o estadista do pusilânime.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

ago
28

Postado em 28-08-2009 23:40

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 28-08-2009 23:40

Michael: suspeitas confirmadas/Im. PÚBLICO
michael
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Agora não é mais simples suspeita, é confirmaçã oficial: a morte de Michael Jackson foi homicídio, segundo atesta o relatório do médico legista de Los Angeles, divulgado nesta sexta-feira(28) nos Estados Unidos.

Era de conhecimento geral que Jackson tinha níveis letais de um poderoso anestésico, propofol, no corpo, além de outras drogas usadas para combater as insónias e a ansiedadde. “A causa da morte foi estabelecida: uma intoxicação aguda por propofol”, segundo o relatório do médico legista, citado por vários meios de comunicação americanos.

A polícia de Los Angeles confirmou também que o médico de Jackson, o cardiologista Conrad Murray, está sob investigação por homicídio involuntário.Fontes próximas da investigação apontam que a acusação de homicídio involuntário não é inevitável, dado o histórico de uso de drogas e problemas de saúde de Jackson, revela o site do jornal “Los Angeles Times”.

“Outras circunstâncias contribuíram para a morte: benzodiazepina. As drogas propofol e lorazepam foram consideradas as principais drogas responsáveis pela morte de Jackson. Outras drogas encontradas foram midazolam, lidocaína e efedrina. O relatório final do médico legista incluí a análise toxicológica completa que não será divulgada, a pedido da polícia de Los Angeles e da procuradoria do condado de Los Angeles”, segundo um comunicado do Instituto de Medicina Legal daquela cidade da Califórnia.

O médico de Jackson, Conrad Murray, sempre negou que tivesse errado ao administrar estas drogas ao cantor. O médico estava com Michael Jackson quando os paramédicos chegaram à casa do cantor para o levar ao hospital, mas tê-lo deixado sozinho alguns minutos, e foi então que Jackson teve uma parada cárdio-respiratória, da qual não recuperou.

(Postado por Vitor hugo Soares, com informações de Público, de Lisboa, e edições on-line de jornais americanos)

ago
28

Postado em 28-08-2009 19:42

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 28-08-2009 19:42

Boston: multidão na despedida de Ted Kennedy
ted
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Milhares de pessoas desfilam hoje frente à urna funerária do senador Edward Kennedy, exposta numa biblioteca dedicada ao antigo presidente John F. Kennedy, em Boston, capital do estado de Massachussets, na costa leste dos Estados Unidos.

Desde quinta-feira (27), cerca de 25 mil pessoas já passaram pelo local para uma última homenagem ao senador democrata que morreu terça-feira à noite, aos 77 anos, vítima de tumor cerebral. Para permitir que os admiradores de Ted Kennedy se despeçam do irmão mais novo do presidente JFK, os responsáveis da biblioteca permitiram que esta permaneça aberta até mais tarde.

Victoria, a viúva do senador, Jean, uma das irmãs e Caroline, a sobrinha e filha de JFK, entre outros elementos da família Kennedy, receberam as condolências de cidadãos anônimos.

Segundo notícia da agência Lusa, publicada no jornal Diário de Notícias, de lisboa, o corpo de Ted Kennedy foi transportado quinta-feira da sua casa em Hyannis Port até Boston, cidade americana com grande concentração de imigrantes portugueses e brasileiros.

Na noite e madrugada desta sexta-feira está prevista uma cerimónia privada destinada apenas à família e amigos e no sábado realiza-se pela manhã uma missa na Basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Boston.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, fará o elogio fúnebre do senador.

O funeral de Edward Kennedy segue depois para o cemitério de Arlington, perto de Washington, onde também estão sepultados os seus irmãos, o antigo presidente John F. Kennedy e Robert Kennedy, assassinados nos anos 1960.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações da agência européia Lusa e jornal Diario de Notícia, de Lisboa)

ago
28

Postado em 28-08-2009 16:12

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 28-08-2009 16:12


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Bahia em Pauta pediu a Regina, colaboradora deste site-blog na costa oeste dos Estados Unidos, que ela indicasse a música que considera mais próxima da imagem e do espírito do senador democrata, Ted Kennedy, falecido esta semana em Massechussets depois de longas batalhas contra um câncer no cérebro. Da área da baia de San Francisco, na Califórnia, ela mandou três sugestões, indicando como preferida “Sailing” (Velejando), de Christopher Cross, música e letra.

E explica a escolha: “Ted Kennedy adorava o mar e de velejar, até os últimos dias de sua vida passou olhando o mar e enfrentando sua ondas em Hyannisport, Massachuetts no seu barco Mya”.

Perfeito. “Sailing” é a música para começar e terminar o dia no Bahia em Pauta, nesta sexta-feira, 28 de agosto. Para tornar a escolha mais completa, neste vídeo vai com letra traduzida para a o português. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

ago
28

Postado em 28-08-2009 15:05

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 28-08-2009 15:05

Deputado Palocci: rumos
sepalocci
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O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), disse á revista digital Terra Magazine, que o deputado Antonio Palocci “é um excelente nome” ao governo de São Paulo em 2010, mas mesmo tendo sido absolvido ontem (27) pelo Supremo Tribunal Federal na ação criminal por quebra ilegal de sigilo bancário do caseiro Francelino Silva, “será deputado federal por um bom tempo”.

– O Palocci não vai disputar prévias, não vai entrar brigando – adiantou o líder erm entrevista á repórter Marcela Rocha, postada em Terra Magazine, que pode ser lida na íntegra no endereço (http://terramagazine.terra.com.br).

Vaccarezza explica também que, com ou sem Palocci, o intuito do PT é formar uma “frente para derrotar os tucanos” e aproveita para fazer sua crítica aos recentes escândalos no Senado: “(O PSDB) não tem discurso, não tem projeto. O que resta é se apegar a picuinhas como a da ex-secretária da Receita, Lina Vieira e José Sarney (PMDB-AP)”. “Oposição sem projeto é fácil de fazer”, provoca o lider petista na Câmara.

Na entrevista o líder do PT comenta ainda a decisão do Supremo Tribunal Federal de não acolhjer não acolher a ação criminal que envolve Palocci na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, “Nildo”. A maioria do colegiado de ministros acompanhou o voto do relator, o presidente Gilmar Mendes:

– Não existem elementos mínimos que apontem para a iniciativa e menos ainda uma ordem dele para que se fizesse a consulta, emissão ou impressão de dados sobre a conta de Francenildo dos Santos Costa – defendeu o relator da peça.

“Estamos todos felizes, festejando e parabenizando a Justiça”, diz o líder sobre a absolviç
ão do colega Palocci, por cinco votos a quatro.

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LEIA A ENTREVISTA DO DEPUTADO VACAREZZA EM TERRA MAGAZINE

(http://terramagazine.terra.com.br )
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ago
27

Postado em 27-08-2009 23:42

Arquivado em ( Municípios, Newsletter) por vitor em 27-08-2009 23:42

Prefeitos em protesto
pref

GRAZZI BRITO
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JUAZEIRO (BAHIA) – Os prefeitos da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) do Vale do São Francisco protestaram hoje (27), pela manhã, contra os cortes feitos pelo governo federal nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Saíram do centro de Petrolina em caminhada, pela ponte Presidente Dutra, até a Ilha do Fogo.

Reunidos na Ilha do Fogo, pequena ilha do Rio São Francisco, localizada entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) nove prefeitos assinaram um decreto com medidas que visam sensibilizar o Governo Federal, determinando a contenção de despesas no âmbito da estrutura administrativa dos municípios envolvidos.

O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), disse acreditar na sensibilização do presidente Lula. “Esse é um protesto sem nenhuma conotação política, estamos aqui solidários uns com os outros com a finalidade de mostrar para a imprensa e consequentemente para toda a sociedade, a atual situação dos municípios”, completou Lóssio.

Leandro Duarte (DEM), prefeito de Santa Maria da Boa Vista e presidente da Ride, foi mais contundente e falou sobre as perdas dos municípios por conta da diminuição do repasse do Governo Federal, justificando a mobilização. “De 2008 a 2009 os municípios brasileiros perderam mais de R$ 1 bilhão e estão recebendo cada vez menos dinheiro, o que nos fez buscar soluções de forma coletiva”, afirmou.

O prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PC do B), comentou as dificuldades enfrentadas atualmente na administração municipal. “A situação em Juazeiro não é diferente, não é fácil fazer muito com poucos recursos, então, estamos todos aqui trabalhando politicamente para que seja reduzido o menor valor possível”, enfatizou.

Além dos prefeitos já citados, também, assinaram o decreto Rose Garziera (PMDB) de Lagoa Grande-PE, Josenildo Soares (PSB) de Cedro-PE, Geomarco Coelho (PSB) de Dormentes-PE, Mário Barros de Cabrobó-PE, Eliane Soares (PR) de Santa Cruz-PE e Jorge Lobo (DEM) de Uauá-BA.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, região do Vale do São Francisco

ago
27

Postado em 27-08-2009 23:01

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 27-08-2009 23:01

Saramago e Pilar
pilar
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O novo romance de José Saramago chama-se “Caim” e tem como personagens principais aquela figura bíblica, Deus e a Humanidade “nas suas diferentes expressões”, segundo a descrição revelador de Pilar del Río, mulher do escritor português, no blogue do Nobel da Literatura. A notícia foi publicada também no Jornal de Notícias, de Lisboa.

“Saramago escreveu outro livro”, anuncia Pilar, também presidente da Fundação José Saramago num texto colocado no blogue “O Caderno de Saramago”. Ela recorda que o livro surge um ano depois do lançamento do anterior, “A Viagem do Elefante”.

Segundo Pilar del Rio, a nova obra literária “não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra”, descreve Pilar del Río.

Adianta ainda que em “Caim”, tal como nos anteriores livros – e dá o exemplo de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” – “o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável”.

Esse objecto de análise no romance é “a divindade e o conjunto de normas e preceitos que os homens estabelecem em torno a essa figura para exigir a si mesmos – ou talvez seria melhor dizer para exigir a outros – uma fé inquebrantável e absoluta, em que tudo se justifica, desde negar-se a si mesmo até à extenuação, ou morrer oferecido em sacrifício, ou matar em nome de Deus”, aponta.

O jornal Diário Notícia, em sua matéria, acrescenta que Em 1991, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” causou acesa polémica em Portugal, e viria a ser vetado pelo governo à época para concorrer ao Prémio Europeu de Literatura, iniciativa que pesou na decisão do escritor para abandonar o país e passar a residir em Lanzarote, Espanha.

Sobre “Caim”, o novo livro, Pilar del Río sublinha ainda no blogue: “com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia”.

Filho primogénito de Adão e Eva segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim sentiu ciúmes por Deus ter preferido as ofertas feitas pelo irmão mais novo, Abel, e matou-o, cometendo o primeiro homicídio na história da Humanidade. “Caim” vai ser lançado em Outubro pela Editorial Caminho na Feira do Livro de Frankfurt e no final do mês estará à venda nas livrarias em Portugal, Espanha e América Latina, informa o DN de Portugal.

ago
27

Postado em 27-08-2009 18:38

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 27-08-2009 18:38


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A jornalista e a artista em Sampa
Elcida

CRONICA BRASILEIRA

Elza, a baiana, a carioca, a brasileira…

Cida Torneros

Já assisti a Elza “dura na queda”, ao vivo, umas 4 ou 5 vezes na vida, em shows. O encanto, a vê-la cantar, é repetido. Em abril, em São Paulo, no tradicional Bar Bhrama, lá estava ela novamente, fechando uma temporada. Fui com uma amiga paulistana, de origem gaúcha, que nunca tinha tido a chance de ouvir “Elzinha” in persona.

Sua arte sobrepuja as mazelas da própria vida e ela segue nos fazendo superar expectativas, recomeçando sempre. Inigualável cantora, voz de jazz e de samba, ou vice-versa, mulher de energia, dura na queda, vida de baixos e altos, aquela que dá a volta por cima, veio da comunidade, desceu o morro, subiu os mais altos prédios do mundo, esteve por Nova York, onde viveu algum tempo. Minha amiga deslumbrou-se.

Quem pode passar imune por Elza Soares, essa carioca pequena e forte, e agora, a mais nova baiana, cuja interpretação do Hino Nacional brasileiro, na abertura dos Jogos Panamericanos, cantando à capela num Maracanã repleto de gente do mundo inteiro, era ela a verdadeira síntese do seu povo, arrepiando sua gente e se oferendo inteira para a Pátria Amada Brasil. Uma ocasião, eu a assisti no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, num show intitulado “Do cocxi até o pescoço”, também inesquecível.

Dessa vez, na noite paulista, como das outras anteriores, estive flutuando na sua magia, e com ela até cantei Feitiço da Vila, samba do Noel em homenagem à Vila Isabel, bairro em que moro no Rio de Janeiro.

Tanto faz que ela se apresente no Rio, em Sampa, em Salvador, ou qualquer outra cidade do nosso país, ou no exterior, sua graça e talento sobressaem, ela fez escola, história e marca sua presença como ninguém no cenário da música popular brasileira.

Só consegui sussurrar no seu ouvido um “Deus te abençoe”, enquanto pude ficar pertinho dela, e no nosso dueto de 5 segundos, seu carinho ao me oferecer o microfone para cantar um samba de Noel, é o mesmo sentimento que ela passa para cada público que tem a oportunidade de vê-la e ouvi-la, ao vivo.

Filha de uma lavadeira e de um operário, foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Cantava, desde criança, com a voz rouca e a cadência ritimada dos sambistas do morro. Aos 12 anos, já era mãe e aos 18, viúva. Trabalhou como lavadeira e operária numa fábrica de sabão e, com 20 anos, aproximadamente, fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli, sendo contratada para cantar na Orquestra de Bailes Garan e a seguir no Teatro João Caetano.

Em 1958, foi à Argentina com Mercedes Batista para uma temporada de oito meses, cantando na peça Jou-jou frou-frou. Quando voltou, fez um teste para a Rádio Mauá, passando a se apresentar depois em muitas outras emissoras, e por intermédio de Moreira da Silva, foi parar na Rádio Tupi e depois começou a trabalhar como crooner da boate carioca Texas, em Copacabana, onde conheceu Silvia Teles e Aluisio de Oliveira que a convidou para gravar. No seu primeiro disco, gravado em 1960, pela Odeon, cantou “Se acaso você chegasse” ( Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins), alcançando logo grande sucesso.

Em seguida foi para São Paulo, participou do primeiro festival de Bossa Nova no teatro Record e na boate Oásis, gravando seu segundo LP , “A bossa negra”.

Em 1962, apresentou-se ao lado de Louis Armstrong, como artista representante do Brasil na Copa do Mundo, em Santiago , no Chile. Nessa época conheceu Garrincha, com quem se casou.

Elza gravou centenas de músicas, fez inúmeras apresentações pelo Brasil e no exterior, interpretou os compositores mais famosos e expressivos desde Dorival Caymi a Vinicius, Tom, João Donato, e Ataulfo Alves, de quem eternizou Mulata assanhada.

Quem não lembra sua performance em Estatuto da Gafieira, de Bili Blanco, ou do Tributo a Martin Luther King, de Simonal e Ronaldo Bôscoli?

Sua carreira foi marcada por muitos sucessos e sua vida pessoal passou por revezes que a fizeram enfrentar dores e ter que seguir em frente. A partir de 1986, depois da morte de Garrinchinha, seu filho com o jogador de futebol Garrincha ( 1933-1983), ela passou nove anos na Europa e nos EUA.

De volta ao Brasil, gravou em 1997 o CD Trajetória, com músicas de Zeca Pagodinho, Guinga e Aldir Blanc, Chico Buarque, Noca da Portela e Nei Lopes. Ainda em 97 lançou o livro “Cantando para não elouquecer”, biografia escrita por José Louzeiro ( Editora Globo).

Elzinha é essa Diva da música brasileira, cheia de gás, tem o canto nas veias e o tom no balanço do corpo, brinca com a voz e com seu público e a minha sorte foi poder revê-la ali, na esquina da Ipiranga com São João, há poucos meses.

A mulher e a artista se confundiam com a garra e o talento, tudo misturado na noite paulista, ao som da voz de uma Elza, uma brasileira, uma lutadora, melhor dizendo, uma vencedora, que é referência de vontade de viver, encantando a nós, que somos seus fãs, e àqueles que ela arrebata e faz se apaixonarem pela energia que dela emana. E ainda pude ter a “canja” de me atrever a cantar com ela. Agora, que ela acaba de “virar’ oficialmente baiana, ninguém segura mais a nossa Elza Soares, ela segue, “tirando o sossego da gente”, oh Elzinha assanhada!!!

Aparecida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de janeiro, onde edita o Blog A Mulher Necessária, título também de seu livro de artigos e crônicas. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

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