jun
21

Postado em 21-06-2009 00:55

Arquivado em ( Artigos, Laura) por Laura em 21-06-2009 00:55

inverno

Só existe uma época no ano onde todos os mantôs e as golas altas quentinhas estão permitidas, só nesta época um chocolate quente, bem quente, faz todo sentido do mundo, namorar é mais gostoso, a proximidade, o abraço, o beijo, além de amor nos trazem um bem-vindo calor.

É a época de andar de meia em casa; procurar no fundo do baú aquele agasalho quentinho – velho e por isso mesmo tão confortável – que nos permite grande relax, prazer e recordações; assistir um filminho no sofá coberto por uma colcha quentinha; ou se preferir, ir a uma livraria sentar no café e se deliciar com todos os livros que você quer ler, depois escolher um ou dois para curtir em casa com uma xícara de chá ou chocolate, doce deleite.

O cenário cinzento, a baixa temperatura, o vento gélido, a transformação da paisagem que nos espreita através das vidraças dos bares, restaurantes e residências, à primeira vista, pode suscitar melancolia, um segundo olhar nos transporta para um mundo misterioso, sóbrio. Aceite o convite de tranquilidade e quietude que o inverno faz e aconchegue-se em si mesmo, a vida tem nuances muito especiais que na correria não percebemos.

Compartilhe o clima intimista desta estação com amigos em um café aconchegante, ou prepare você mesmo um chá da tarde, aos moldes ingleses, com todas aquelas delícias que alimentam os sentidos, enquanto vocês colocam a conversa e a amizade em dia, saboreiem cockies, biscoitos de aveia com passas, croissant, tortas, bagels; esqueçam a silhueta, deixem à alma leve, a época de sofrer e fazer dieta é outra este é momento do prazer.

Mulheres, fiquem lindas, não existe estação mais favorável ao charme e a elegância; cardigãs trenchcoats, sobretudos, parcas todas as modalidades de casacos femininos estão permitidos. Cachecóis, echarpes e lenços coloridos vão trazer alegria ao seu “look”, botas de salto alto ou curto deixam qualquer mulher mais sensual. Use maquiagem, o glamour será muito bem-vindo.

Se você mora em uma cidade do Brasil onde as temperaturas caem, acredite isto é um privilégio. Milhares de nordestinos e nortistas só conhecem o inverno pela televisão, não perca a oportunidade de curti-lo. Permita-se um olhar mais atento e descubra todo mistério, charme e encanto desta estação. Alguém já disse que a felicidade é a soma das pequenas felicidades, só depende de você aquecer sua alma na estação mais fria do ano. O inverno 2009 começa hoje. Não perca a chance!

Por Laura Tonhá
* Este texto foi originalmente escrito para a revista Deusas publicação de junho/2009.

jun
21

Postado em 21-06-2009 00:05

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 21-06-2009 00:05


Chega a nova estação na madrugada deste domingo, 21 de junho. Um tempo em geral associado à nostalgia, como a própria canção “Inverno”, da gaúcha Adriana Calcanhoto, que fala do “inverno quase glacial do Leblon” . Neste vídeo acústico, recolhido no you tube, Adriana interpreta “perfeita, como sempre”, como assinala um comentarista, a música escolhida pelo Bahia em Pauta para receber o inverno de 2009.

(Vitor Hugo Soares)

jun
20

Postado em 20-06-2009 22:54

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-06-2009 22:54

Phelps: “investir em inovação”
nobel
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Numa entrevista publicada neste domingo(21)no jornal alemão “Welt am Sontag”, o prêmio Nobel da Economia em 2006, o norte-americano Edmund Phelps, faz severas críticas às opções do presidente Barack Obama para enfrentar a crise econômica nos Estados Unidos. Segundo Phelps, Obama está enganado quando quer controlar o sistema bancário através da Reserva Federal.

Oara o economista é “razoável” que o governo se ocupe prioritariamente dos riscos sistémicos. “Mas mesmo que se coloquem os bancos em camisas de forças, não se impedirá que os mercados se lancem até valores absurdos. Essas ondas de especulação têm pouco ou nada a ver com a política monetária”, analisa o Nobel.

Phelps diz não compreender a razão de se envolver o banco central.
O plano económico de Barack Obama para tornar eficaz a estrutura de regulação, que não evitou que o sector financeiro beirasse o desmoronamento no ano passado, prevê nomeadamente confiar ao Banco Central (FED) a regulação e a supervisão das grandes instituições financeiras do país.

A proposta do Nobel na entrevista é que se ataque os bónus dos dirigentes do setor financeiro. Phelps defende que devem ser agregados aos desempenhos a longo e não a curto prazo.

Também propõe a criação de um fundo de Estado para investir nas empresas “jovens e inovadoras”, o que seria uma distorção dos mecanismos do mercado, mas que aconteceria “numa boa direção”.

“Nos Estados Unidos, incentiva-se tudo com os fundos públicos, como por exemplo a propriedade imobiliária. Vivemos actualmente consequências desastrosas (…). Pensem nas enormes subvenções na agricultura ou nas ajudas às exportações. Não há qualquer inovação que seja encorajada”, disse.

jun
20

Postado em 20-06-2009 19:10

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-06-2009 19:10

Apodi: na hora H /UOL
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“Vencemos sem convencer, mas vencemos, e isso é melhor que jogar bem e perder como vinha acontecendo”.Este desabafo do técnico Paulo Cesar Carpegiani depois do triunfo do Vitória por 4 a 3 contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, retrata bem o que foi confronto encardido da tarde deste sábado no Barradão.”Eu prefiro jogar mal e ganhar a jogar bonito e perder”, resumiu o treinador rubronegro ao analisar a partida.

Seja como for o fato é que Vitória e Botafogo mandaram às preocupações defensivas às favas e fizeram um um jogo franco, cheio de alternativas e com 7 gols, além de amoção do começo ao fim. O gol do triunfo triunfo rubronegro veio aos 45 minutos do segundo tempo , numa cabeçada surpreendente do lateral, que realizava uma de suas piores atuações neste campeonato.”Futebol tem dessas coisas”, disse o maluco beleza, xodó da torcida do Vitoria, jogando bem ou mal.

Quando as duas equipes entraram em campo esttavam empatadas em segundo lugar no ranking dos piores ataques do Brasileirão, com 5 gols em seis rodadas, mas acabaram brindando as duas torcidas com sete gols.Pena que mais uma vez tenha sido aquém da expectativa o comparecimento dos torcedores do rubronegro baiano ao seu estadio ( pouco mais de 10 mil torcedores). Quem foi, saiu do estádio comemorando o Sãso João antecipadamente.

Foi o terceiro triunfo rubro-negro em três jogos no Barradão e o resultado não apenas mantém a equipe de Paulo César Carpegiani no G-4, como a eleva para a terceira colocação, agora com 13 pontos ganhos.

jun
20

Postado em 20-06-2009 18:16

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-06-2009 18:16

Deu na coluna

Na edição da Tribuna da Bahia deste sábado(20), o jornalista Alex Ferraz faz o seguinte comentário em sua coluna:

” Um assombro
Jamais negaria o quão trágico foi o acidente com o Airbus da Air France (que a imprensa já começa a esquecer, claro!), assim como outros recentes da aviação.
No entanto, é curioso notar a indiferença com que enfrentamos algo muitíssimo mais catastrófico: a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou anteontem relatório no qual revela, com base em dados de178 países, que cerca de um milhão de pessoas morrem, todos os anos, em acidentes automobilísticos”.

LEIA A COLUNA DE ALEX FERRAZ NA TRIBUNA DA BAHIA

jun
20

Postado em 20-06-2009 07:59

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-06-2009 07:59

bebida1
Outdoor fotografado a caminho da praia em Maceió, Alagoas. Enviado por Graça Tonhá, colaboradora e incentivadora do Bahia em Pauta.

(Postado por; Vitor Hugo Soares)

jun
20

Postado em 20-06-2009 07:35

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-06-2009 07:35

Deu no site da Navii, do jornalista (diplomado), Arthur Andrade

A decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir exigência de diploma de jornalista para exercer a profissão não é uma má idéia. É o caminho para o que Bakunin pregava, o anarquismo oficial, a ausência de coerção do Estado. Essa decisão pode abrir a porteira para o fim da exigência coercitiva de outros diplomas. Engenheiros como Sérgio Naya, por exemplo, tinham diploma, mas ele ficou famoso pelos prédios que ajudou a derrubar por sua divulgada incompetência. Apostaria os prédios de Sérgio Naya a seu Apolônio, um mestre de obras sem diploma que construiu várias casas no Bairro do Paz. E ainda fez puxadinhos sofisticados, com área para bronzeamento por chuveiro. Todas as casas estão em pé há mais de dez anos. Médicos diplomados como o cirurgião plástico Farah Jorge Farah. Este usou seus conhecimentos para retalhar a ex-namorada Maria do Carmo Alves, em 2003.

Mais em www.navii.com.br/blog

jun
20

Postado em 20-06-2009 00:09

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-06-2009 00:09

Mendes: no ataque
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ARTIGO DA SEMANA

VINGANÇAS DO MINISTRO GILMAR

Vitor Hugo Soares*

Ninguém segura o gênio e o ego do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O ministro Joaquim Barbosa, único a arriscar-se na tarefa audaciosa de alertar o comandante da Suprema Corte e o País para a nudez da majestade, parece fora de combate ultimamente. Motivos de saúde o estariam impedindo de comparecer a julgamentos polêmicos e cercados de holofotes, a exemplo do que extinguiu a obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício profissional do Jornalismo.

Mendes reinou como senhor quase absoluto da Corte. A unanimidade foi quebrada apenas pelo voto solitário e até meio tímido (neste caso) de outro ex-presidente do STF, Marco Aurélio Melo. Ainda assim, Marco Aurélio lembrou que a exigência do diploma acadêmico de jornalista, execrado ultimamente como o mais vil dos “detritos da ditadura”, existe há mais de 40 anos. Nesse largo tempo, quase uma vida, várias gerações ralaram nos bancos das faculdades de Jornalismo (boas ou precárias) para obter o canudo que permitiria concretização do sonho profissional.

Obrigatório, pela lei, mesmo para quem sempre combateu a ditadura (e sofreu em certos períodos conseqüências mais drásticas como a perda de liberdade física e de expressão), a exemplo do redator destas linhas, que agora se remói de culpa, diante dos discursos de tantos corajosos arautos da liberdade de imprensa que proliferam por todo canto nestes dias de confusão e geléia geral. Ainda bem que o ex-presidente do STF, em seu voto, defendeu “que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize uma atividade profissional que repercute nas vidas dos cidadãos em geral”. Menos mal, consola um pouco, apesar da goleada de 8 a 1 a favor da tese vencedora de Mendes.

Encerrada a sessão, o supremo comandante do Supremo correu para os abraços. Dias antes, na entrevista concedida à revista semanal Isto É, ele já havia demonstrado que não está para brincadeiras, vaias muito menos. O ministro afirmou na conversa com os repórteres Octávio Costa e Hugo Marques, que é alvo de um movimento organizado, por contrariar interesses. “Muito provavelmente até remunerado, pois em geral imprimem panfletos”, atira o ministro sem identificar o alvo, na matéria editada em três páginas de texto, ilustrada com uma foto emblemática do presidente do Supremo, em pose imperial, sentado na sua poltrona.

No Jornal da Globo, começo da madrugada da quinta-feira, horas depois de vencer a “batalha do diploma”, o presidente do STF, imponente, falava com o repórter Heraldo Pereira, em Brasília. No espaço chamado de Pinga-Fogo – em geral dedicado à discussão de tema polêmico do dia onde o contraditório é sempre parte essencial -, Mendes discursou sozinho. Quando o repórter lembrou o voto contrário do colega Marco Aurélio, o chefe da Suprema Corte fez ouvidos de mercador. Esperou a bola baixar antes de fazer novo arremate.

Na Isto É, depois de lançar farpas a torto e a direito na direção dos críticos em geral, aproveitou para bater com vontade no ministro Joaquim Barbosa, ao responder a pergunta sobre o conselho para ouvir a voz das ruas: “São gladiadores da opinião pública. Repito: essa tese de a Justiça ‘ouvir as ruas’ (defendida por seu desafeto maior no STF) serve para encobrir déficits intelectuais. Eu posso assim justificar-me facilmente, não preciso saber a doutrina jurídica. Posso consultar o taxista”, ataca Mendes.

Bem na linha da tese do cozinheiro, utilizada pelo presidente do Supremo no caso do diploma. “Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse Mendes na plenária desta semana. Comparação tão simplória e genérica, que mais parece estocada política e vingativa, destinada a ferir seus críticos, que argumento consistente e isento de um jurista no exercício do mais alto cargo da magistratura brasileira.
No denso ensaio “Anatomia do Ódio”, o jornalista e advogado Joaci Góes constata que muita gente tem prazer em sentir ódio. “Em compensação pela colheita negativa que isso pode acarretar, essas pessoas são tomadas por um sentimento, momentâneo embora, de inebriante poder, ao darem plena vazão catártica ao desejo destrutivo de agredir e retaliar derivado do ódio. Além do prazer, a liberação do sentimento pode alterar a situação que deflagrou o conflito, em caráter temporário na maioria das vezes. Ambos os efeitos, porém – o prazer sentido e a mudança operada – insustentáveis em médio e longo prazos-, são de curta duração”, diz o escritor a linhas tantas de sua obra de leitura sempre oportuna e recomendável.

Jornalista e advogado (com diploma nas duas profissões) estou rezando para que a razão esteja com Joaci, o mais novo imortal eleito para a Academia de Letras da Bahia. Amém.

Vitor Hugo Soares é jornalista (diplomado pela UFBA). E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jun
19

Postado em 19-06-2009 23:10

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-06-2009 23:10

oab
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Reunido em Maceió, capital de Alagoas, o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, divulgou nesta sexta-feira (19), “nota de repúdio aos escândalos do Senado” ao final de sua sessão plenária, que teve a participação dos 27 presidentes de OAB dos Estados e Distrito Federal. A nota condena os pronunciamentos feitos pelo presidente do Senado, José Sarney, “quando procurou eximir-se de responsabilidades”, e lamenta “a manifestação do presidente Lula quando disse que ‘o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum'”.

Da tribuna do Senado, terça-feira, Sarney se defendeu de uma série de escândalos desde que assumiu a presidência da Casa. “A crise não é minha, é do Senado”, disse o senador em seu discurso. Diante das reações da opinião pública e de seus próprios pares no Senado, Sarney determinou nesta sexta-feira a abertura de comissão de sindicância para investigar funcionários públicos que estariam envolvidos com a publicação de atos secretos.
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Leia, a seguir, a íntegra da nota do Colégio de Presidentes da OAB

“O Colégio de Presidentes da OAB, reunido em Maceió (AL), manifesta sua indignação e perplexidade em face dos sucessivos escândalos que envolvem a administração do Senado Federal, desacreditando-o perante a opinião pública.

Mais que isso, repudia os termos do pronunciamento feito por seu presidente, José Sarney, da tribuna do Senado, quando procurou eximir-se de responsabilidades; igualmente lamenta a manifestação do Presidente da República quando disse que “… eu penso que o Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum”.

O Senado Federal, lamentavelmente, está envolto em graves acusações que pesam sobre a instituição. E são acusações que chocam a nação, tais como nepotismo, peculato, atos secretos e inconstitucionais, recebimento indevido de recursos públicos, entre outros.

Em face disso, o Colégio de Presidentes da OAB se associa às veementes manifestações de repúdio da sociedade brasileira e clama por providências reparadoras imediatas, que propiciem ampla investigação.

Sem um Legislativo forte e respeitado, a democracia corre riscos. E é em sua defesa que tais providências – imediatas e inapeláveis

jun
19

Postado em 19-06-2009 18:54

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-06-2009 18:54

Sarney; “figuraça, esse maranhense”/ Agência Brasil
senador

CRÔNICA POLÍTICA/COSTUMES

EU QUERO SER JOSÉ SARNEY

Janio Ferreira Soares

“Sobre o tapete azul do plenário (que infelizmente lembra o mar da Bahia nos fins das tardes de outono), um velho cruza a soleira sem botas nem barbas longas, sobe a tribuna e começa a falar. Dessa vez, seu surrado bigode já não tem a mesma firmeza de antes e treme mais do que o habitual diante do microfone e de dezenas de cabeças com volumes capilares diversos e tonalidades das mais dissonantes. No final do discurso, tapinhas nas costas acompanhados de “muito bem, presidente!” se repetem a exaustão, sinal de que o recado chegara a quem de direito. Pronto. Está garantida a pauta do Jornal Nacional e as manchetes dos principais jornais do País, até que novos escândalos e assuntos mais quentes apareçam.

Como o titulo já entrega, o dono do bigode em questão é o glorioso José Sarney, que esta semana subiu a tribuna do Senado para se defender das acusações de usar o cargo para empregar parentes através de atos secretos. Normal. Nada que os seus antecessores e colegas já não conheçam ou tenham praticado a fundo.

Figuraça, esse maranhense. Conciliador nato, sempre com um demi-sorriso nos lábios, ele deve ter sido um daqueles do poema de Drummond, que, ao nascer, foi escolhido por um anjo que sobrevoava encantado os Lençóis Maranhenses, que profetizou: “vai, Ribamar, ser Sarney na vida!”. E ele o é até hoje, sempre com sua habitual competência para compor com qualquer força política que esteja no poder.

Por conta disso é que eu acho que ele tira essa crise de letra, apesar das tais acusações desses atos secretos. Aliás, eu fico aqui imaginando que atos são esses e como eles foram executados. Será que no Senado existe algum túnel secreto que vai dar num imenso salão iluminado por tochas, onde uns poucos senadores com capuzes nas cabeças e vestindo longas capas pretas (faça um esforço, feche os olhos e tente imaginar Wellington Salgado nessa situação), se reúnem para escolher aqueles que serão agraciados para certos cargos? Ou será que Sarney, incorporando um poderoso Boi Bumbá, hipnotiza a todos e entra nos seus cérebros, como faz John Cusack no filme Quero Ser John Malkovich? (Para quem não assistiu, esse filme conta a história de um camarada que trabalha numa minúscula sala e lá descobre uma passagem secreta que vai dar dentro da mente de John Malkovich. Uma vez nela, ele fica durante quinze minutos vivendo a vida do genial ator americano, até ser arremessado de volta numa estrada qualquer).

Confesso que eu também adoraria descobrir um caminho secreto que desse acesso ao interior da cabeça de Sarney. Acredito que lá dentro, depois de ultrapassar a guarda de maribondos de fogo, eu encontraria vários sarneyzinhos em reuniões sigilosas com renanzinhos, jucazinhos e Idelinhas, elaborando a famosa lista dos escolhidos. Na parede, fotos de Geisel, Tancredo, ACM, FHC, Lula, Dilma, Serra e várias molduras ainda em branco. Grande Ribamar!

Janio Ferreira Soares, escritor, é Secretário de Turismo e Cultura de Paulo Afonso(BA), no Vale do São Francisco.

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