jun
23

Postado em 23-06-2009 13:56

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-06-2009 13:56

Antonio Monteiro: um dos baianos desaparecidos
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Deu no jornal:

Em matéria assinada pela repórter Luana Rocha, o jornal Correio da Bahia, em sua edição desta terça-feira (23),  informa que o Ministério da Defesa vai iniciar, em 120 dias, um grupo de trabalho para identificar corpos de militantes mortos na Guerrilha do Araguaia, sufocada pelas forças armadas em várias operações na região amazônica, durante a ditadura militar.

No total, 60 pessoas estão desaparecidas até hoje, sendo 11 baianos, segundo cálculo do Grupo Totura Nunca Mais, secção baiana. O  Correio da Bahia teve acesso a 10 nomes, dos 11 considerados desaparecidos pelos grupos de defesa dos direitos humanos, segundo o jornal.

Esta decisão agora anunciada ganha novo vulto a partir das revelações do Major Curió, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, de que 41 guerrilheiros foram executados depois de presos e amarrados. Acontece 23 anos depois da sentença da juiza Solange Salgado, da 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília, que determinou a localização, o recolhimento e a identificação de corpos de guerrilheiros e militantes mortos no conflito.

Diva Santana, representante na Bahia do grupo Tortura Nunca Mais (cuja irmã Dinaelza Santana Coqueiro e o cunhado Wandick Coqueiro estão entre os desaparecidos), diz ao Correio da Bahia que o problema do grupo, a ser formado pelo Ministério da Defesa está na composição. O ministério, comandado por Nelson Jobim, definiu que a Comissão do Araguaia será formada por representantes do Exército, dos governos do Pará e Distrito Federal e do Instituto Emílio Goeldi. “Os movimento sociais serão convidados apenas como observadores”, reclama Diva.

DESAPARECIDOS BAIANOS NO ARAGUAIA

1-MAURÍCIO GRABOIS

2- DINALVA OLIVEIRA TEIXEIRA

3- ANTONIO MONTEIRO TEIXEIRA

4-NELSON LIMA PIHAUY DOURADO

5-JOSÉ LIMA PIAUHY DOURADO

6-ROSALINDO DE SOUZA

7-DERMEVAL DA SILVA PEREIRA

8-UIRASSÍ ASSIS BATISTA

9-DINAELZA SANTANA COQUEIRO

10-WANDICK REIDNER F. COQUEIRO

(Postado po: Vitor Hugo Soares)

jun
23

Postado em 23-06-2009 10:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-06-2009 10:29


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Terca-feira, 23 de Junho, véspera do Dia de São João para católicos do mundo cristão inteiro. Em praticamente todas as cidades da Bahia e do Nordeste esta é uma data mais que especial. Tem comida de milho, licor, fogueira e forró a noite inteira. Musicalmente é impossível falar desta festa sertaneja por excelência sem lembrar do grandes sanfoneiros nordestinos, figuras essenciais dos festejos juninos, marcantes também na MPB. “Resfolengo”, o arrasta-pé escolhido como música para começar o dia, quatro dos mais geniais mestres da sanfona no Brasil, dois deles já falecidos:o pernambucano Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e o paraibano Sivuca. Os dois outros – Dominguinhos e Oswaldinho do acordeon – estão por aí, alegrando os forrós desta noite de São João na Bahia e no Nordeste. Curta e aproveite.

(Vitor Hugo Soares)

jun
23

Postado em 23-06-2009 09:52

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-06-2009 09:52

Pedaços do Airbus. Faltam as caixas pretas
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O jornal francês Le Monde informa, em sua edição desta terça-feira(23), que a marinha francesa detectou um “sinal muito fraco” das caixas pretas do avião Airbus A330 da Air France desaparecido no Atlântico a 1º de Junho passado com 228 pessoas a bordo, quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

“Até ao momento, as caixas pretas do avião não foram localizadas”, adiantou a porta-voz do gabinete que investiga o acidente, salientando que “as equipes de buscas estão analisando todos os ruídos” captados.

As buscas revelaram-se “difíceis” estando as caixas pretas, provavelmente, a cinco mil metros de profundidade. As baterias possuem carga para um mês e o prazo está cada vez mais apertado para a sua recuperação. Mas o gabinete que efetua as investigações técnicas garantiu que “comunicará assim que houver confirmação de uma informação precisa” sobre as caixas negras.

O Le Monde informa ainda que o mini-submarino articulado “Nautile” submergiu segunda-feira (22) para procurar as caixas pretas do avião depois de ter sido detectado o sinal das caixas, necessárias para esclarecer o motivo da queda do avião.

Ontem, as autoridades brasileiras anunciaram terem sido recolhidos 50 corpos de vítimas do acidente do Airbus A330.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de Le Monde (Paris), DN (Lisboa) e agências européias de notícias)

jun
22

Postado em 22-06-2009 18:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2009 18:18

Samba-reague em Harvard Square/ Fotos Rosane Santana
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Melinda dança em Cambridge: “você é baiana?”
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ROSANE SANTANA

CAMBRIDGE (EUA) – No domingo, enquanto caminhava, sob chuva fina, pelas ruas de Cambridge, elegante cidade americana localizada nos arredores de Boston, que abriga a Universidade de Harvard, para fotografar estudantes chineses para o site/blog Bahia em Pauta, fui surpreendida pelo som da batida marcante do samba-reggae, genuinamente baiano. Pensei comigo mesma: tem brasileiro fazendo festa por aqui. Dei meia volta, atravessei a rua e segui em direção à estação de ônibus e metrô da universidade, notando que muitas pessoas, atraídas pelo som contagiante dos tambores faziam o mesmo, enquanto outras paravam nas calçadas para ouvir.

Deparei, primeiro, com meia duzia de americanos brancos de olhos azuis, tocando e dançando e fiquei intrigada até que, de repente, surgiu a figura inconfundivel de uma mulata rodopiando de pés descalcos sob a chuva. “Voce é baiana?”, perguntei, ignorando a multidão e interrompendo a apresentacao dela. Melinda de Araujo, nascida em Belém do Pará, pegou um Ita no Norte e foi para a Bahia ainda pequena. Mora nos Estados Unidos há 20 anos e junto com Marcus Santos, um baiano da gema, criou a organização AfroBrazil, onde ensina música e dança para americanos.

Peguei o telefone e disquei rapidamente para o Brasil. Do outro lado da linha, a amiga Margarida Cardoso, companheira de longa jornada do editor deste site, Vitor Hugo, a quem disse: “Ouça Margô, os chineses invadiram a Harvard, mas os baianos é que fazem a festa em plena Harvard Square”. Gargalhadas. E segui para uma cerveja, que ninguém e de ferro, depois de duas horas e meia de teste.

Rosane Santana, jornalista baiana, mora em Boston e faz curso em Harvard.

jun
22

Postado em 22-06-2009 15:35

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2009 15:35

Chineses em Harvard/ Foto: Rosane Santana
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Rosane Santana*

BOSTON ( EUA) -A temporada de verão nas universidades americanas aberta na prestigiosa Universidade de Harvard, sob chuva fina e constante, no domingo (21), consolidou um fenômeno crescente nos ultimos dois anos, acompanhado com atenção, inclusive, pela comunidade de inteligência do país, segundo informacao da National Public Radio (NPR). Trata-se do grande numero de estudantes chineses matriculados inicialmente para o aprendizado da língua inglesa e posterior ingresso em carreiras acadêmicas, notadamente em áreas de ciencia e tecnologia.

Frequentando Harvard, desde 2007, para estudo do chamado inglês acadêmico, no Institute for English Language Programs (IEL), tenho vivenciado um aumento consideravel de colegas de origem chinesa e coreana em sala de aula, onde antes havia europeus, latinos de origem hispânica e brasileiros, o que torna o desafio do aprendizado ainda mais dificil para qualquer ocidental como eu e, suponho, para os professores, todos eles, ressalte-se, especialistas em linguística e com anos de cátedra, aos quais ainda não perguntei sobre a questão. Ha problemas fonéticos, de pronúncia e acentuação quase intransponiveis para qualquer chines falar ingles e entende-los, então, requer, convenhamos, uma dose a mais de paciência, sendo a recíproca verdadeira.

Muito simpáticos e bem vestidos, alguns em trajes orientais, são uma geracão que se prepara para comandar o mundo, onde a presença chinesa é cada vez mais marcante no campo econõmico, inclusive nos Estados Unidos. Dados da National Public Radio revelam que a China possui em torno de um trilhao em letras do tesouro e outros seguros americanos, financiando grande parte do deficit do pais e colocando em alerta a comunidade de inteligencia, temerosa de que os chineses, em futuro incerto, coloquem esses ativos a venda. Tal risco é chamado por aqui de “A Pearl Habor on the Dollar” – uma alusão á base americana do Pacífico atacada pelos japoneses na Segunda Guerra Mundial, que provocou a entrada dos EUA no conflito.

Especialistas em ameaças financeiras afirmam que os chineses são sofisticados o suficiente para colocar em prática iniciativa dessa natureza, porque muitos de seus economistas passaram por universidades americanas como a Harvard, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade de Chicago. O MIT é conhecido por abrigar centenas de genios em matematica e Harvard, embora tenha perdido, este ano, para o MIT e para a Universidade de Standford a posição de numero 1 do mundo, mantida por seis anos consecutivos,
ainda é a estrela das academias americanas, com mais de 40 prêmios Nobel e oito presidentes entre seus ex-alunos, alem do homem mais rico do mundo, Bill Gates. Estudar em Harvard continua sendo o sonho da maioria dos jovens americanos e uma carteira de estudante da universidade por aqui e um símbolo de distinção para o portador.

É nos Estados Unidos que os chineses vem buscar conhecimento e tecnologia, o que, num certo sentido, reafirma a lideranca da cultura americana no mundo. Isso me faz lembrar da “Helenizacao de Roma”, fenômeno que a historia relata como a influencia que a cultura grega exerceu sobre os invasores romanos, depois da Grecia domindada, a partir do qual Roma nasceu para as artes, para a filosofia e para as ciencias, em cujas fontes bebemos até hoje. Na Era do Capital Intelectual este é um tema para se refletir ainda que muitos insistam ser este um seculo asiático.

Rosane Santana, jornalista (com diploma da UFBA), mora em Boston(EUA).

jun
22

Postado em 22-06-2009 12:36

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 22-06-2009 12:36

“Relíquia histórica”
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OPINIÃO / DIPLOMA

RIFA-SE UM “DIPLOMA DE JORNALISTA”

Aparecida Torneros

“Senhoras e senhores, colecionadores de ocasião, os bons apreciadores de papéis históricos, quem sabe algum bom e nostálgico representante do público leitor de jornais das décadas de 60, 70 e 80, atenção aos remanescentes da “ditabranda”, os que ficaram na estrada, no meio do caminho, relembrando lutas e sonhos, ideais democráticos, e até soluções passivas para guerras de mercado!

Creiam, tenho um diploma de Comunicação Social, expedido por Universidade Federal, datado de 1973, que remete à primeira turma de alunos-bacharéis em jornalismo, cujo curso foi criado para implantar-se de acordo com a tal lei que exigia, a partir de 69, a obrigatoriedade do “canudo” universitário para o exercício da profissão no Brasil.

Ele ( o diploma em questão) é precioso, uma vez que pertence à classe dos ainda impressos em papel pergaminhado, o que lhe dá um tom de relíquia histórica, como se não bastasse, pertence a alguém que exerce(u) o ofício por mais de 40 anos, aprendeu a acatar decisões do STF, respeita a ordem legal do país, e entende que há um mercado de trabalho sazonal para todas as profissões. Muitas vezes, a diplomada ( eu ) cobriu, por necessidade de informar à população, casos de exercício ilegal da medicina, por exemplo, e o fez, ciosa da importância que assume a revelação da fraude e do embuste diante dos critérios responsáveis que devem permear as práticas dos serviços prestados a um povo crente nos seus cuidadores de saúde física e mental.

Bem, ao aludir a saúde mental, claro, refiro-me ao contexto social e humano que toda informação traz no seu bojo, tanto a nível estampado em manchetes chamativas como no subreptício enfoque ideológico que toda mensagem traz, e na responsabilidade que esta plêiade informativa é capaz de legar aos seus públicos desavisados ou inocentes.

Mas, o objeto em questão, digo, o diploma universitário, tornou-se obsoleto e desnecessário, uma vez que não é mais exigido, por força de decisão judicial, para o desempenho da profissão “romântica” de jornalista, segundo o que ficou estabelecido, e aí, apesar de pensado em leiloá-lo, pois seria um bom destino que seu comprador o pusesse num quadro envidraçado e o expusesse para as futuras gerações, acabo de resolver que a rifa, esse popular hábito, é mesmo, uma agradável solução.

Vou numerar de um a 1000, estabelecer valor compatível, colocar na internet, arrecadar o dinheiro, estabelecer data na Loteria Federal para a conferência do número ganhador do prêmio, e avisar aos incautos, que toda a venda da rifa será doada a uma instituição de caridade, qual seja, uma ordem religiosa séria que cuide de jornalistas idosos, desamparados, principalmente os que penduraram, além das chuteiras, também os diplomas, e se orgulharam algum dia, de ter exercido profissão tão valorizada e respeitada no Brasil.

Caso alguém conheça algum “coleguinha” que precise de fundos para sua sobrevivência honrada, que não consiga viver apenas da aposentadoria precária que lhe foi concedida pelo INSS, avise que há em curso uma rifa que arrecadará “algum” para ajudar na compra de pílulas alimentícias do Dr. Diploma Falido. Ou, para qualquer outro medicamento prescrito a engasgados, com gargantas fechadas que precisam se abrir e engolir, goela abaixo, decisões que envolvam interesses vários, que atinjam diretamente as vidas de operários como os da comunicação, os tais qualificados, mas que, na verdade, não devem interferir nos preceitos básicos da indústria cultural comandada por grupos idôneos, detentores das respeitáveis redes de informação que “assolam” o país.

Sendo assim, ponho-me à disposição para iniciar a rolagem da “rifa”, ou melhor, da dívida que penso ter com a União, já que ela, através da Universidade Federal, me deu a chance de estudar, nos anos de chumbo, um curso tão esclarecedor e que me abriu os olhos para um contexto acadêmico onde aprendi a observar ideologias e comportamentos industriais, além de ter incorporado a grande sapiência de entender que a corda arrebenta sempre do lado mais fraco, as leis mudam de acordo com a sociedade reinvindicadora e como dizia o “mestre”, sem diploma, Ibrahim Sued: os cães ladram e a caravana passa”.

Aparecida Torneros, Jornalista diplomada pela UFF-RJ EM 1973 , escrtora e poeta, mora no Rio de Janeiro. Este artigo pode (e deve) ser lido tambem no site “A Mulher Necessária” (http://www.blogger.com/profile

jun
21

Postado em 21-06-2009 22:34

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 21-06-2009 22:34

E a música para terminar com alegria este domingo(21) celebra o Tri da Seleção no México em 1970 e, ao mesmo tempo, festeja os 3 a 0 do Brasil neste domingo de 2009 – data também pára não esquecer -, que mandou os italianos de volta mais cedo para casa, desclassificados da Copa das Confederações, na Africa do Sul. Deixe as más lembranças de lado, pelo menos hoje, e cante à vontade com “Os Incriveis”:”Pra frente, Brasil”.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jun
21

Postado em 21-06-2009 22:10

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 21-06-2009 22:10

Goleada: “ridícula Itália”/ El Mundo
italia

Choro e ranger de dentes na Italia (ironia no resto da Europa e no mundo), neste domingo(21) para não esquecer, em que a seleção brasileira bateu por 3 a 0 os atuais campeões do mundo e mandou os italianos mais cedo de volta para casa, desclassificados da Copa das Confederações que está sendo disputada na Africa do Sul.

Nas edições on-line dos principais diários italianos as primeiras e emocionadas reações revelam que a imprensa da Itália não engoliu a derrota de 3 a 0 , acompanhada da desclassificação do país da Copa das Confederações. Os principais jornais esportivos da Itália não pouparam o time de críticas.

“Itália no chão”, diz a manchete do diário La Gazzetta dello Sport, acrescentando que a Seleção Brasileira aplicou “um golpe duríssimo” na Azzurra.” Ciclone brasileiro sobre a Itália. Estamos fora” , lamenta o Corriere dello Sport.

A goleada brasileira sobre os atuais campeões mundiais também foi destaque na imprensa de outros países. Na Espanha, o Marca ironizou a atuação da seleção europeia.” A sorte se cansa de ir com a Itália”, afirma o jornal, fazendo referência aos antecedentes da Azurra ou pelo menos à fama seleção italiana. “Brasil goleia e manda para casa uma triste Itália”, critica o As.

Já na Argentina, o tom foi de elogios à atuação do Brasil. Até o jornal Olé, que sempre que possível debocha dos brasileiros, se rendeu desta vez:”Tiraram eles para dançar”, escreve a sempre mordaz publicação argentina, desta vez exaltando o baile dos brasileiros nos atuais campeões do mundo, na Africa do Sul.

Nada mal para um único domingo.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

.

jun
21

Postado em 21-06-2009 13:55

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 21-06-2009 13:55

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CRÔNICA DA MEMÓRIA

De goleada

Gilson Nogueira

Está no site da Tribuna da Bahia:“Há exatos 39 anos, o Brasil de Félix, Carlos Alberto, Brito, Wilson Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino vencia a Itália pelo placar de 4 a 1, no Estádio Azteca, no México, no dia 21 de junho de 1970.”

Era a conquista do Tri. O Brasil saia às ruas para comemorar o terceiro maior feito seu no futebol mundial. A pátria de chuteiras, como classificou a Seleção o saudoso cronista e dramaturgo Nélson Rodrigues, parecia um jardim zoológico, tamanha a quantidade de feras envergando sua camisa, em campo, naquele ano inesquecível.

Cantinflas, nome artístico de Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes, ator e humorista de sucesso, nascido na Cidade do México, capital daquele país amigo, em 12 de agosto de 1911, e morto, em 20 de abril de 1993, foi um dos mariachis que vibraram com a extraordinária vitória brasileira.

E aí, por que Cantinflas, neste início de texto? Tudo, – lembrei, agora, que, no ínício de minha carreira de jornalista profissional, como repórter esportivo da Rádio Cultura da Bahia, de onde me transferi, pouco tempo depois, para a TB,- por conta de meu bigodinho mexicano.

Alguns amigos achavam que eu parecia o grande Cantinflas, de infância marcada pela pobreza,o que o levou a trabalhar muito, primeiro, como engraxate, depois, na sequência, como aprendiz de toureiro, motorista de táxi e pugilista, até que, aos 20 anos, como empregado de um teatro popular, foi convidado para substituir o apresentador que adoecera e, daí em diante, ao abusar do improviso, trocando e invertendo frases, conquistou o público hispânico. Era um improviso que fazia rir, bem diferente do improviso que faz chorar, pela TV, se é que me faço entendido.

Ah, a Seleção, que tive a feliz oportunidade de cobrir um dos seus treinos preparativos para a Copa do Mundo que se avizinhava! Lembro-me bem do belo dia, na antiga – e inesquecível – Fonte Nova. As feras de João Saldanha preparando-se, em dois toques, para o grande salto que daria no Planeta Bola. Os canarinhos iriam enfrentar, no domingo, o Esquadrão de Aço, ou seja, o Bahia, aquele que me fazia torcer e ser feliz, mais que o Bahia de hoje, que me faz amargar depressão de não querer ver a luz do sol por semanas.

Meu coração bateu mais forte, naquele treino, ao entrevistar, para a Resenha do Meio Dia, capitaneada por França Teixeira – o homem que dividiu, por sua inventividade, no programa, e valorização dos profissionais que atuavam em rádio, naquela época, as águas da radiofonia baiana, ao lado de sua Equipe Quente, constituida por gente bastante talentosa, que ,até hoje, brilha no jornalismo -Jairzinho, Edu, Pelé e Tostão, os autores dos gols da vitória da Seleção sobre o Bahia, por 4 a 0. Quis o destino que assim fosse. Fiz a gravação dos goleadores da partida, na véspera do jogo. A fita, cassete, em total desuso, na atualidade, é uma das recordações materiais de meus tempos de repórter esportivo. De vez em quando, tiro-lhe a poeira e a ouço. E fico a imaginar, como era bom aquele tempo, como era bom. De goleada!

Gilson Nogueira é jornalista

jun
21

Postado em 21-06-2009 10:14

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 21-06-2009 10:14

Coronel Jorge Santana/Imagem Correio da Bahia
coronel

Deu no jornal
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Em sua edição deste domingo (21) o jornal Correio da Bahia vai fundo no caso do escândalo que há meses mexe com as estruturas de uma das mais tradicionais corporações baianas: a Polícia Militar do Estado da Bahia. A matéria com a manchete de capa “Perdeu, Coronel!” trata do assunto a partir da denominada Operação Nemesis, que prendeu o ex-comandanta da PM, Coronel Jorge Santana e mais vários oficiais, servidores administrativos e empresários acusados de envolvimento em práticas de atividades ilícitas e de variadas tipificações criminosas.

A reportagem, assinada pelo repórter Marcelo Brandão, revela entre outras coisas, através de informações obtidas com a quebra de sigilo bancário autorizado judicialmente pela Receita Federal, que o oficial movimentou valores oito vezes maiores que o seu rendimento anual como coronel, que foi de R$ 150 mil.

O Correio revela que em três anos (2004, 2005 e 2006), o coronel Jorge Santana “sempre operou com valores acima de R$ 1 milhão por ano, enquanto a renda como oficial da PM baiana girava entre R$ 150 e R$ 160 mil anualmente”. Mostra ainda o jornal que sem ter como comprovar a origem ilícita do dinheiro, os altos valores não eram declarados por Santana junto à Receita Federal. Para o inquérito policial, os valores eram fruto da propina paga ao coronel Santana pelo esquema de superfaturamento nas contas da PM.

A reportagem revela ainda que no escrtório do empresário Gracilio Junqueira, apontado como principal articulador da quadrilha, a polícia encontrou no cumprimento de um mandato de busca e apreensão, anotações com descrição de pagamento ao coronel Santana e guias de depósitos feitos na conta do oficial , na agência Bradesco Prime, no bairro da Graça.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

LEIA INTEGRA DA REPORTAGEM “PERDEU,CORONEL”, NO CORREIO DA BAHIA.

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