dez
20

Postado em 20-12-2009 11:21

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-12-2009 11:21

Paulo Souto(DEM): esperado na festa do PMDB
Psouto
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Um canário peemedebista cantou do Hotel Othon , onde o PMDB realiza convenção festiva para eleger seu diretório estadual: O ex-governador Paulo Souto, virtual candidato do DEM à sucessão de Wagner, está sendo aguardado a qualquer momento na reunião comandada pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Se a expectativa se confirmar tende a virar o fato de maior repercussão política do domingo na Bahia.

A conferir

(Vitor Hugo Soares)

dez
20

Postado em 20-12-2009 11:04

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 20-12-2009 11:04

Corrupção e Violência:i~mãos siameses
Corrupção

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OPINIÃO/ VISÃO CRÍTICA

CORRUPÇÃO E VIOLÊNCIA

Rosane Santana

Com as pesquisas qualitativas a indicarem a Segurança Pública, como o calcanhar-de-aquiles dos governos estaduais em todo o Brasil, inclusive na Bahia, às vésperas das eleições majoritárias é comum aparecerem, de última hora, “candidatos especialistas” em soluções para o problema da violência. A maioria da população não sabe, entretanto, que o aumento da criminalidade, direta ou indiretamente, guarda estreita relação com a corrupção na esfera política.

Segundo estudiosos, a corrupção política, que é crime, além de desviar recursos públicos de serviços essenciais ao bem-estar da população em benefício de grupos privados, também favorece atividades ilícitas como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e prostituição, entre outras. A prática, estimulada pela impunidade, está atraindo o crime organizado para dentro do País, de acordo com a pesquisadora da Universidade de Brasília (UNB), Lígia Pavan Baptista, responsável pela implantação da Biblioteca Virtual Sobre Corrupção, da Controladoria Geral da União (CGU).

De 1 a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), valor estimado em um mínimo de R$ 30 bilhões de reais, é o custo anual da corrupção para a economia brasileira, segundo dados recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Órgãos de Controle administrativo, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) admitem que a corrupção é praticada com a participação de funcionários públicos e políticos em diversas esferas – prefeitos, vereadores, deputados, senadores etc. – em benefício próprio e de grupos privados envolvidos no negócio.

Do que foi detectado pela CGU, no período entre 2003 e 2007, os setores mais prejudicados pelos desvios são saúde, com 613 milhões, seguido pela educação, com 470 milhões. Ao impedir que a população carente tenha acesso a políticas públicas em áreas essenciais à melhoria da qualidade de vida, a corrupção contribui para aumentar a exclusão social e a violência, restringindo a cidadania e condenando o País a um ciclo vicioso de miséria e desigualdade. Combatê-la, portanto, ainda é o melhor remédio para diminuir a escalada do crime no Brasil

Não se pode dizer, evidentemente, que todos os políticos são corruptos. Mas, a lentidão das casas legislativas em tomarem providências contra os seus integrantes flagrados em desvios e as brechas encontradas na lei para que os corruptos escapem no Judiciário acabam por colocar em descrédito toda a classe, levando o País a iminência de uma crise institucional, diante da falsa percepção de que a política é sempre território de atividades ilícitas.

O Poder Legislativo é colocado em xeque, com boa parte do eleitorado questionando a existência da instituição, como adverte a Transparência Brasil,e o Judiciário, pela brandura com que tem tratado os corruptos no país, cai em descrédito absoluto, reforçando a idéia de que a cadeia é somente para pobres. Essa conjuntura, naturalmente, gera um clima de impunidade que favorece ainda mais a escalada da violência, as aventuras autoritárias de poder, com a supressão das liberdades democráticas, e o aumento da corrupção.

Rosane Santana, jornalista, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na Universidade de Harvard).

dez
20

Postado em 20-12-2009 10:30

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-12-2009 10:30

Geddel: no leme da convenção do PMDB
Gedconvenção

Começou há pouco,às 10h deste domingo,20, no auditório do Hotel Othon (cinco estrelas) a convenção local do PMDB. O encontro é para a eleição do seu Diretório Estadual na Bahia. O clima político, porém, já é de campanha sucessória para o Palácio de Ondina, alí bem próximo, onde reside atualmente o governador Jaques Wagner,que pretende continuar morando por lá pelo menos mais quatro anos, depois de terminar seu atual mandato.

Ao longo do percurso entre o Morro do Cristo, na Barra, e o hotel de Ondina, balões e muitas faixas enfeitam o ambiente. Uma das faixas mais ostensivas, proclama: “Nosso candidato é Geddel”. O peemedebista ministro da Integração Nacional do governo do petista Lula, evidentemente.

O pátio do hotel e imediações estão lotados de carrões e camionetas “top de linha”, reveladores de que, pelo menos economicamente, o PMDB baiano subiu de status. Parece bem distante do partido dos tempos heróicos da luta contra a ditadura, no tempo de políticos como Chico Pinto, quando o partido precisava implorar por espaço no modesto Clube Comercial, no centro, ou no Fantoches, para realizar seus encontros.

Hoje, nas proximidades do Othon, também estão estacionados muitos ônibus que trouxeram muita gente dos bairros soteropolitanos, controlados pelo prefeito João Henrique e seus aliado, vestida em camisetas amarelas, para compor as claques que neste momento animam a festa .

O discurso de abertura coube ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Santo Amaro da Purificação, Genebaldo Correia, que renunciou ao mandato parlamentar na época do escândalos federal dos chamados Anões do Orçamento.

Boa parte dos convencionais que lotam o auditório nesta manhã -prefeitos, vereadores e cabos eleitorais – veio de cidades do interior do Estado.

A festa do domingo em Ondina promete render o dia inteiro, ou pelo menos até a hora do discurso do ministro Geddel, que está sendo esperado.

A conferir

(Vitor Hugo Soares)

dez
19

Postado em 19-12-2009 22:02

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-12-2009 22:02

Mau tempo pára Eurostar
euroster
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A circulação do Eurostar, o trem que liga França e Grã-Bretanha pelo Túnel da Mancha, está totalmente suspensa, anunciou, este sábado à noite, a companhia ferroviária, após um primeiro aviso de suspensão total de manhã e de serviço muito limitado à tarde.

Em comunicado, a Eurostar recordou que «a situação de grande frio no norte da França provocou incidentes em comboios Eurostar no Túnel da Mancha», diz notícia postada no portal europeu TSE

«A Eurostar não deseja correr qualquer risco de incidente enquanto não forem encontradas medidas corretoras» e anuncia que «a totalidade do tráfego do Eurostar está suspensa», diz o comunicado.

Segundo TSE, comboios-teste circularão neste domingo de manhã «antes de qualquer retomada do tráfego», assinala o documento, recomendando «a todas as pessoas que tencionavam viajar este fim-de-semana para adiarem ou cancelarem as suas viagens».

A Eurostar sublinhou que «todas as viagens canceladas serão integralmente reembolsadas ou alteradas» e que «condições excepcionais» de compensação são propostas aos clientes que viajaram na noite passada.

Mais de 2000 passageiros passaram a noite de sexta-feira para sábado bloqueados no Túnel da Mancha, alguns dos quais sem água e alimentos e expostos ao frio, devido a avarias de cinco comboios Eurostar provocadas pelas nevascas. Alguns passageiros levaram mais de 15 horas para chegar ao destino.

dez
19

Postado em 19-12-2009 21:00

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-12-2009 21:00

Datafolha: mudanças no balé da sucessão
Sucessão
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Os números da mais recente pesquisa do instituto Datafolha acendem sinal amarelo no alto comando nacional dos tucanos em relação à eleição de 2010 para a sucessão do presidente Lula. O resultado está na edição deste domingo do jornal Folha de São Paulo, que já está nas bancas na capital paulista, e vem com a seguinte manchete: “Cai diferença entre Serra e Dilma”.

“Com 23%, candidata do PT se consolida em segundo na corrida presidencial. José Serra tem 37% e está em primeiro”, adianta a Folha.

A diferença entre Serra (PSDB) e Dilma é agora de 14 pontos. Ainda segundo o Datafolha, Ciro Gomes, do PSB, tem 13% e Marina, do PV, 8%. Num cenário sem Ciro Gomes, Serra teria 40%, Dilma 26%, e Marina 11%.

A revista digital Terra Magazine, que acaba de postar notícia sobre o assunto, diz que pesquisa teve 11.429 entrevistas feitas entre os dias 14 e 18 últimos. Serra é conhecido por 93% dos pesquisados, Ciro por 89%, Dilma 80% e Marina 51%.

O Datafolha detectou novo recorde na aprovação ao presidente Lula. O governo é avaliado como ótimo/bom por 72% dos entrevistados, 5 pontos a mais que em pesquisa feita em agosto.

dez
19

Postado em 19-12-2009 11:08

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-12-2009 11:08

Gilman: sem perdão para corruptos
gilman
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Deu na Carta Capital

Na edição com a data de 16 de dezembro a revista Carta Capital traz uma dessas entrevista de encher as medidas ao tocar em um dos pontos cruciais do Brasil e boa parte do mundo de hoje: a corrupção e o combate a esta praga que infelicita povos e países. A entrevista, publicada com o título “Como lidar com crocodilos”, é com Stuart Gilman, chefe da iniciativa anticorrupção da ONU e do Banco Mundial, que esteve recentemente no Brasil.

Para Gilman, corruptos não merecem segunda chance. Na conversa com a repórter Cynara Menezes, ele destaca o papel exemplar no combate à corrupção desempenhado atualmente mo país (com repercussão já em muitas partes do mundo) pelo ministro chefe da Cotroladoria Geral da União, Jorge Hage Sobrinho. Bahia em Pauta reproduz a seguir alguns trechos da entrevista e recomenda a leitura completa em Carta Capital.

Em tempo: O jornalista Alberto Dines, em comentário no seu portal Observatório da Imprensa, considerou o título dado pela CC ao publicar a entrevista, “uma injustiça com os crocodilos”. Pode ser, mas que é um grande título para uma bela entrevista não tem dúvida.
Confira

( Vitor Hugo Soares)

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A população de Brasília errou ao dar uma segunda chance a José Roberto Arruda, após o episódio em que o agora governador, à época senador, violou o painel de votação do Senado. A opinião é do americano Stuart Gilman, chefe da iniciativa anticorrupção da ONU e do Banco Mundial. “Em todos os países em que pessoas nessas circunstâncias foram reeleitas, falharam. Ou foram corruptos novamente ou não souberam controlar a corrupção de subordinados”, afirma Gilman. O norte-americano esteve no Brasil para participar do Dia Mundial Anticorrupção, na quarta-feira 9.

CartaCapital: O senhor atua no combate à corrupção há três décadas. Parece uma tarefa de Sísifo…
Stuart Gilman: E é. Mas não tenho problema em empurrar a rocha, porque sei que ela está se movendo. Estamos agora perto do topo da montanha, pois há muitos outros ombros a meu lado, o time está crescendo. E realmente vejo as diferenças. Penso no Brasil há 30 anos e é um país muito diferente hoje. Para ser bem honesto, 25 anos atrás, quando eu vinha aqui, ninguém estava interessado. Atualmente, coisas impressionantes têm sido feitas na luta anticorrupção. O ministro Jorge Hage Sobrinho é um líder global, seu trabalho na CGU (Controladoria Geral da União) é reconhecido mundialmente. O portal da transparência, onde os cidadãos podem ver onde o dinheiro público supostamente deve ser gasto, foi uma excelente idéia que se tornou um modelo para outros países. O Brasil está fazendo um grande trabalho, de verdade. E é também verdade que ainda há muito por fazer.

CC: O Brasil está mais corrupto ou se descobre mais?
SG: Descobre-se mais. As pessoas estão chateadas com essa história de em Brasília, mas o que é realmente grande sobre ela é como veio à tona, com a polícia descobrindo tudo. No passado só os jornalistas, se eram muito sortudos, descobriam algo assim. Agora é o governo quem está jogando um papel ativo em revelar a corrupção. A boa notícia é que não é só no Brasil, é um movimento global. E é apenas o quarto ano de celebração do dia mundial anticorrupção. Um outro aspecto desta luta ao qual não se presta atenção é construir integridade.

dez
19

Postado em 19-12-2009 09:46

Arquivado em ( Artigos, Janio, Multimídia) por vitor em 19-12-2009 09:46


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CRÕNICA/ COTIDIANO

ARRUDA,ADEMAR DE BARROS E PABLO

Janio Ferreira Soares

Na sala de espera do oftalmologista, dois vizinhos de cataratas comentam sobre os últimos acontecimentos. Apuro meu ouvido e consigo pescar algo sobre o aumento dos aposentados, o preço dos ansiolíticos e, claro, sobre o escândalo político do momento, já que nossa gente engravatada não se cansa de mostrar o seu valor. Monetário, diga-se.

Do meu lado esquerdo uma senhora choramingando um misto de colírio e lágrimas me cutuca com seu roliço cotovelo e sussurra, com aquele semblante característico das atrizes de um filme de Almodóvar – ou de alguma novela mexicana -: “fariam a mesma coisa, esses dois descarados!”. Antes de esboçar qualquer forma de contato, uma mocinha delicada inclina minha cabeça pra trás e pinga uma gota de colírio em cada olho, o que basta para me transformar num lacrimoso coadjuvante daquele dramalhão latino. “Mui prazer, mi nombre es Pablo”.

Mais tarde, já no táxi, óculos escuros pra não dar bandeira e evitar lampejos pós-dilatação, o motorista puxa assunto. Como percebo que não há outra opção senão entabular uma prosa movida a pagode romântico e a aroma de alfazema, vou direto ao que interessa. “E Arruda, hein?”. Antes que ele discorra a típica verborragia daqueles que têm a solução para todos os problemas do mundo, me lembro que até há pouco a deixa era: “e o Zuleido, hein?”, que veio antes de: “e o Sarney, hein?”, que, por sua vez, sucedeu a: “e o Delúbio, hein?”, o que prova que Brasília roda, roda e parece que nunca surge um minuto de comercial.

O mais preocupante é que a esperada indignação das pessoas está dando lugar a uma impotência acrescida de pitadas de normalidade, muitas vezes acompanhada de uma conivência do tipo: “eu não, mas se alguém encher as meias e depois me der um apartamento em Paris, tudo bem”.

Chego ao meu destino, me despeço de mais uma sumidade autônoma e observo que logo a frente um senhor acena para outra viagem movida à política e à voz de Belo, naturalmente. Pelo semblante deve ser do tempo de: “e o Ademar de Barros, hein?”. Só me resta encarnar Pablo, meu personagem latino, e seguir cantarolando Tu Me Acostumbraste.

(Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na região do Vale do São Francisco )

dez
19

Postado em 19-12-2009 01:48

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 19-12-2009 01:48


BOA NOITE

dez
19

Postado em 19-12-2009 00:40

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 19-12-2009 00:40

O poder de uma imagem..
Fantome
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…de Silvio Berlusconi
Silvio

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ARTIGO DA SEMANA

O FANTASMA DA ÓPERA DE MILÃO

Vitor Hugo Soares

Uma das imagens mais fortes, entre as cenas marcantes no caso da recente agressão sofrida pelo primeiro ministro da Itália é, sem dúvida, a da saída de Sílvio Berlusconi do hospital, em Milão. Alí esteve internado, até quinta-feira, para tratar dos ferimentos no rosto e na alma, decorrentes da estatueta do Duomo atirada sobre ele, por um italiano com problemas mentais, domingo passado, na saída de um ato público na imensa praça em frente à famosa catedral milanesa.

A fotografia de que falo – entre as inúmeras que foram feitas e publicadas no Brasil e no mundo – é uma dessas raridades que grandes profissionais conseguem, as vezes. No caso, o repórter fotográfico Giampiero Sposito, da agência de notícias européia Reuters. Coisa para prêmio, tamanha a sua expressividade e as múltiplas possibilidades de interpretação humana, política e comportamental que oferece. Bem mais até –avalio – que o também impactante registro fotográfico da cara sangrando do polêmico líder político.

Vi pela primeira vez a foto da Reuters no Público, bom e confiável diário da minha predileção, prazer renovado quando vou à Lisboa e posso manuseá-lo na edição impressa, sentado numa das mesinhas de rua de A Brasileira, bar tradicional do bairro boêmio do Chiado, ao lado da estátua do poeta Fernando Pessoa. Com um copo de vinho “Porca de Murça” na mão, o prazer é ainda maior..

Mas a face transformada de Berlusconi ví na edição online do jornal, que acesso na web pelo menos três vezes ao dia, por força do ofício de blogueiro, na sempre formosa (embora cada dia mais violenta) cidade da Bahia, como chamava Jorge Amado. Leio Publico para saber as últimas da romântica cidade à beira do Tejo, na porta de entrada da Europa. O rio que a atriz Maitê Proença confundiu com o Atlântico, no vídeo polêmico mostrado no programa Saia Justa, da GNT, que indignou os lusitanos recentemente e quase os levanta em armas em defesa da honra cívica agredida.

Mas retomo a ponta do novelo para não me perder no meio das lembranças de Lisboa, de Dulce, de Amália, de Zeca Afonso e de Pessoa.

O flagrante que Sposito colheu, do primeiro ministro italiano, é mesmo impressionante. Berlusconi olha os jornalistas e curiosos de dentro do automóvel, na saída do hospital milanês, com destino à sua não menos rumorosa casa de descanso e lazer, nos arredores da cidade da alta costura e do futebol. Deverá permanecer em repouso absoluto, por pelo menos duas semanas, recomendam seus médicos.

A expressão, em geral enigmática de Berlusconi, aparece mais enigmática ainda na fotografia da Reuters. Com rosto cheio de ataduras colado na vidraça traseira do automóvel oficial, o político só bem remotamente guarda algumas atitudes e a aparência do “Il Cavalieri”, tratamento respeitoso que lhe é dispensado por jornais e outros veículos de comunicação em seu país e em Portugal.

O Berlusconi da foto é todo o Fantasma da Ópera, como lembrou ontem, na conversa matinal com o jornalista Ricardo Boechat, o impagável anarquista José Simão, na Radio Band News-FM, transmitida em Salvador. Com todas as ilações políticas, comportamentais, psicológicas (até freudianas) que a comparação com o impressionante personagem da ficção permite.

Este é o ponto. O Fantasma da Ópera da novela francesa, de 1910, criação imortal do escritor Gaston Leroux. Desde a sua publicação, foi adaptada inúmeras vezes para o cinema e produções teatrais, cujo auge é a produção da Broadway, por Andrew Lloyd Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O musical mais visto de todos os tempos em todo o mundo.

A obra de Leroux é tida por inúmeros analistas como uma “novela gótica” (a expressão é do Wilkpedia), que combina romance, horror, ficção, mistério e tragédia. Uma criação sobre subterrâneos da alma e das relações humanas, cuja ação desenvolve-se no século XIX, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício construído, entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água debaixo do terreno.

Tudo a ver com o drama de Berlusconi, destes dias, na Itália, com cenário transposto para a fantástica Milão. A dúvida que se levanta agora é sobre os signos da imagem e das atitudes do líder, duramente agredido em público domingo passado. A nova face de uma tragédia pessoal e política? Ou sacada de mestre dos marqueteiros italianos, a serviço do governo desastrado do primeiro ministro, considerados geniais desde os filmes de Fellini e De Sicca?

O conservador direitista Berlusconi, nas cordas, acusado das mais corruptas, mafiosas e sinistras transações – y otras cositas más – em seu país até a semana passada, de repente tende a virar vítima de agressões, preconceitos e incompreensões de seus “adversários e algozes”.

Uma espécie de Fantasma da Ópera de Milão, tipo ideal para receber a solidariedade, a compaixão e a simpatia do grande público, como o fantasma da Broadway. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

dez
18

Postado em 18-12-2009 23:50

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-12-2009 23:50

DEU NO COMUNIQUE-SE

O empresário Fernando Sarney anunciou nesta sexta-feira (18/12) sua desistência da ação que movia contra o jornal O Estado de S.Paulo, por acreditar que sua decisão foi mal interpretada. Segundo ele, o propósito não era o de restringir a liberdade de expressão. Fernando encaminhou a desistência à Justiça de Brasília, informa o portal Comunique-se, especializado em notícias de bastidores da imprensa.

“Infelizmente este meu gesto individual de cidadão teve, independente de minha vontade, interpretação equívoca de restringir a liberdade de imprensa, o que jamais poderia ser meu objetivo”, escreveu em carta encaminhada à Associação Nacional dos Jornais (ANJ).

Comunique-se assinala que a ação impediu por 140 dias que o jornal publicasse informações sobre a Operação Faktor, conhecida por Boi Barrica, que investiga Fernando, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro, remessa ilegal de divisas no exterior e tráfico de influência.

O Estadão classificou o impedimento como censura e apresentou cinco recursos contra a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que em julho impôs a restrição ao veículo.

Na última semana, um pedido de liminar do Estadão contra a decisão do desembargador foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O jornal se baseou no fim da lei de imprensa, que não permite censura prévia. O STF não acatou o pedido e não julgou o mérito da questão. A decisão foi altamente criticada por várias entidades da imprensa e até mesmo por juristas.

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