set
16

Postado em 16-09-2009 09:51

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 16-09-2009 09:51

Briatore fora da Renault
briatore
================================================
“Flavio Briatore já é historia na Renault”, acaba de confirmar o jornal espanhol El Mundo na manhã desta quarta-feira (16) em sua edição on-line . O diário de Madri assinala que o chefão italiano de uma das maiores escuderias da Fórmula 1, denunciado pelo piloto brasileiro Nelsinho Piquet como mentor de seu acidente no Grande Premio de Singapura, foi obrigado a cair fora, “voluntariamente”, depois de duas semanas de acusações e desmentidos no maior escândalo da história da F1.

Junto com Briatore anuncia sua partida, também, Pat Symonds, engenheiro chefe e responsável de pista. É a penultima volta de um escândalo que enlameou de cheio a escuderia francesa e que está pendente de uma decisão da FIA no próximo Conselho Mundial, em 21 de setembro. “Ainda há tempo para mais surpresas”, antecipa o jornal espanhol.

“A equipe ING Renault F1 não contestará as recentes elegações feitas pela FIA referentes ao GP de Singapura 2008”, anuncia a equipe em um comunicado oficial. “Também deseja comunicar que seu chefe, Flavio Briatore e seu diretor executivo de engenheiros, Pat Symonds, abandoraram a equipe.

Em breve comunicado, também, a escudería sinaliza que não contestará as recentes alegações feitas pela FIA relativas ao Grande Prêmio de Singapura do ano passado e acrescenta que antes de comparecer ante o Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) da próxima segunda-feira, a equipe não fará nenhum comentario.

Nem precisa. Os fatos falam por si.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações de El Mundo e agências européias de notícias

set
16

Postado em 16-09-2009 03:25

Arquivado em ( Newsletter) por Laura em 16-09-2009 03:25

popo

O ex-pugilista Acelino Popó Freitas será ouvido pela Delegacia de Homicídios de Salvador, por suposto envolvimento em um assassinato e em uma tentativa de homicídio na semana passada. Os crimes foram cometidos contra o pintor Jonatas Almeida, que era namorado de uma sobrinha de Popó e conseguiu escapar dos criminosos, e contra um amigo dele, Moisés Pinheiro, que foi morto.

De acordo com Jonatas Almeida, 22 anos, a sobrinha de Popó, 17, passou o período entre 5 e 9 de setembro em sua casa, no bairro de Itapuã, em Salvador, por vontade própria. Na tarde do dia 9, porém, o ex-pugilista teria ido à residência para buscar a jovem, mas não encontrou o pintor. Ao deixar o local, o ex-pugilista teria deixado um recado com uma vizinha, dizendo que colocaria a polícia atrás do pintor. Pouco depois, Popó ainda teria ligado para ameaçar Jonatas Almeida. Duas horas após o ex-pugilista deixar o local, dois homens armados teriam invadido a casa e sequestrado tanto Jonatas Almeida quanto Moisés Pinheiro. O pintor conta que conseguiu escapar, correndo, dos criminosos. Mas o seu amigo, que tinha 28 anos, foi morto a tiros — seu corpo foi encontrado no dia seguinte, nos fundos de uma fábrica, no Centro Industrial de Aratu, do outro lado da cidade.

Popó admite ter conversado com Jonatas Almeida no dia do crime, mas alega que não o ameaçou nem agrediu. Pouco depois de conversar com o pintor, o ex-pugilista foi ao Estádio de Pituaçu, onde assistiu ao jogo entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. Em entrevista à TV Itapoan, Popó chegou a chamar o caso entre sua sobrinha e o pintor de “pedofilia” e disse que agiu “como um pai que tenta proteger a família”.

À frente do caso, a titular da Delegacia de Homicídios, Francineide Moura, informou nesta terça-feira, dia 15, que vai chamar o ex-pugilista para depor e prestar esclarecimentos. — Não tenho nenhuma acusação formal contra Popó — adiantou a delegada. De acordo com ela, Jonatas Almeida tem passagem na polícia e está sendo processado por receptação de veículos. — Isso não importa. Neste caso, ele é vítima — explicou.

Já Moisés Pinheiro foi enterrado no último sábado, em Salvador.

A assessoria de Popó diz que ele não tem envolvimento no crime.

Campeão mundial dos superpenas e dos leves, Popó prefere não dar esperança aos fãs do boxe brasileiro de que retornará aos ringues, os fãs seguem órfãos.

Laura Tonhá com informações do portal G1 da Globo e do Jornal Zero Hora de Porto Alegre.

set
15

Postado em 15-09-2009 22:24

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-09-2009 22:24

“Ah, Ibrahim, Ibrahim, se não fosse você, o que seria de mim?” (Stanislaw Ponte Preta).
Sued

===================================================
Bomba! Bomba! O deputado Fernando Torres (PRTB), né Fernando Dantas Torres, propôs à Assembleia Legislativa, comme il faut, o projeto de lei 18.225/2009, com o fito de instituir o Dia Estadual do Colunista Social. Stop.

Artigo 1º: “Fica instituido o Dia Estadual do Colunista Social, no Âmbito do Estado da Bahia, a ser comemorado, anualmente, no dia 08 de Dezembro.”

Um detalhe, dois pontos: como sabemos, no dia 8 de dezembro os baianos estão habituados a lavar a Conceição da Praia. Mas uma nova tradição se avizinha: a lavagem da Conceição com as páginas das colunas sociais amarradas às vassouras.

Artigo 2º: “Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário”.

Contrariar, quem há-de?

Proposta em 8 de setembro, a lei valerá também para os colunistas promotores de feijoadas carnavalescas e de ágapes em resorts. Tem que ter pedigree. A louvável iniciativa será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, que provavelmente lembrará os méritos de Ibrahim Sued – e outros colunistas menos colunáveis da Província – nas batalhas da Independência.

Em tempo: a sociedade clama pela aprovação urgente do projeto de Fernando Torres, que apagará uma injustiça dos parlamentares com a imprensa da Velhacap. No cocktail comemorativo vindouro, cuidado com a champanhota.

No mais, como diria Silvio Lamenha, poesia é axial.

Ademã.

(Claudio Leal)

set
15

Postado em 15-09-2009 19:41

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 15-09-2009 19:41


==================================================
CRÔNICA / VIVÊNCIAS

SALVE JORGE!

Aparecida Torneros

O jovem compositor e cantor brasileiro estava pela primeira vez em tournê, no Japão. Apresentava-se na boate “Copacabana”, no centro de Tóquio. Era 1972, fevereiro. Embarquei para a terra do sol nascente, com a recomendação da chefia de reportagem da revista “O Cruzeiro”, de mandar boas matérias sobre o carioca Jorge Bem (ele ainda não atendia por Benjor), peguei o avião numa segunda feira de carnaval. Por sorte, eu tinha assistido ao desfile do Salgueiro, na avenida Presidente Vargas, e essa foi a primeira coisa que ele me perguntou. Também era a primeira vez na sua vida que não desfilava pela escola do coração. Seus olhos brilharam quando lhe contei como estivera lindo na passarela do samba, o Acadêmicos do Salgueiro.

A quase menina, repórter estreante, a nível de correspondente internacional, com pouco mais de 20 anos, acabava de ser escalada para a viagem de 26 horas, com paradas em Lima, Los Angeles e Alasca, num valente e pequeno boeing antigo, da saudosa Varig. Esta era eu, a jornalista em início de carreira, rumo ao oriente desconhecido e misterioso, onde ficaria por alguns meses para cobrir assuntos variados e enviar matérias, via tripulação de bordo da companhia aérea brasileira, já que, ainda não tínhamos alcançado a era da internet e a telefonia ainda se completava depois de horas a fio, de espera. Só assim eu podia falar com minha família, aos domingos, em ligação difícil com voz embargada tanto pela emoção quanto pela má qualidade do sinal que acontecia por cabos submarinos, por incrível que possa parecer hoje.

Pois o Jorge, salve ele, lá estava, com todo o gás, acompanhado de um trio, o Mossoró, só mais tarde surgiu a famosa banda do Zé Pretinho. O trio, do qual me lembro com alegria, pois havia o Nereu Escovão, figura especial que me fez rir muito em nossas andanças pela cidade. Lembro de um domingo em que fomos, os cinco, ver os jardins do Palácio do Imperador Hiroíto, cujo cortejo passou e todos abaixaram as cabeças, inclusive nós, já que era proibido olhar para o Imperador.

Estivemos também passeando em templos budistas, e até fomos ver a cerimônia do Chá numa casa de gueixas, onde tivemos que negociar minha entrada, pois mulher não entra, e eu fui a exceção.

Aprendemos a admirar aquela cultura por diversos aspectos, talvez o mais marcante seja a sua hierarquia e o respeito às tradições.

Naquele domingo, eu tinha levado um par de luvas, fazia muito frio, eles não pensaram nisso, então , por acordo, cada um de nós podia ficar cinco minutos com as mão calçadas, e o rodízio foi motivo de mil brincadeiras, correrias, pegas-pegas, de jovens brasileiros perdidos em manhã gelada pelas ruas de uma cidade que ainda não havia se contaminado pela loucura ocidental. Isso aconteceu depois, nos anos 80.

As reportagens saíram em série, por algumas semanas, a revista publicou as impressões que enviei, sobre o quanto era interessante ver os japoneses pulando e acompanhando o samba brasileiro, a nossa música sendo absorvida com emoção por gente de gostos tão diferenciados. Eles pronunciavam “sambá”, com acentuação forte no final da palavra, e um toque risonho do seu espanto pela chegada da cultura brasileira que iria se fixar definitivamente no cenário japonês, ao longo das próximas décadas, através de música, futebol, imigrantes e grande aproximação dos dois países.

Na volta ao Brasil, revi o Jorge algumas vezes, cruzando em aeroportos ou assistindo seus shows, acompanho sua trajetória, ímpar, ele é um artista múltiplo e único, de som especial e inconfundível. Naquele tempo, brindou-me com uma música com o meu nome. Embora não tenha sido um sucesso, “Apareceu a Aparecida”, é,para mim, uma manifestação de carinho de um talentoso ídolo da música brasileira, a quem rendo homenagem, desejando sempre, muito sucesso e saúde. Salve Jorge!

Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeir, onde edita o Blog da Mulher Necessária. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

set
15

Postado em 15-09-2009 10:25

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 15-09-2009 10:25


=================================================


==================================================
A música para começar o dia no Bahia em Pauta nesta terça-feira, 15, é “Unchained Melody”, tema de “Ghost – Do outro lado da Vida”, um dos maiores sucessos de público da história do cinema, é um tributo ao ator americano Patrick Swayze. O astro de Hollyood morreu nesta segunda-feira(14), aos 57 anos, vitimado por um câncer no pâncreas, segundo informou sua agente, Annett Wolf.

Swayze, que nesta terça-feira recebe emocionadas homenagens dos fãs na calçada da fama, em Los Angeles, morreu em sua casa, rodeado por seus familiares. Astro de filmes de grande sucesso de público, como Dirty Dancing – Ritmo Quente (1987) e Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990), Swayze lutava desde janeiro de 2008 contra um câncer no pâncreas.

Nascido em Houston, no Texas, filho de uma coreógrafa e de um engenheiro, Swayze estudou balé clássico e teatro. Seu primeiro papel de destaque em Hollywood foi em Vidas Sem Rumo (1983), dirigido por Francis Ford Coppola, ao lado de atores como Tom Cruise, Matt Dillon, Rob Lowe e Emilio Estevez.

Dirty Dancing – Ritmo Quente, porém, em que interpretava um professor de dança, foi o seu primeiro grande sucesso individual como ator. Em seguida vieram alguns fracassos, mas o ator voltou ao topo das bilheterias com Ghost – Do Outro Lado da Vida, ao lado de Demi Moore. A música a seguir ajudou a tornar o casal e o filme inesquecíveis. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares )

set
15

Postado em 15-09-2009 09:43

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-09-2009 09:43

harvard

A Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas do mundo, recebeu fortes críticas por permitir a publicação de um anúncio que questionava o Holocausto. Segundo a CNN, a polêmica propaganda saiu no tradicional jornal universitário “The Harvard Crimson” e colocava em dúvida o extermínio do antigo campo Birkenau, também conhecido como Auschwitz II, onde milhares de pessoas foram executadas.

Segundo matéria publicada em O Globo, os responsáveis pelo jornal em Harvard reconheceram o erro e pediram desculpas. Em resposta à comoção criada em torno da publicação do anúncio, o presidente da “Crimson”, Maxwell L. Child, emitiu um comunicado justificando o erro pelo período de férias, já que não houve revisão editorial entre a inclusão do anúncio e sua publicação no papel.

“Trabalharemos muito para evitar lapsos como esses no futuro, e esperamos que nossos leitores aceitem que o erro é um fracasso logístico.” “Crimsom” foi recentemente nomeada como a melhor publicação de notícias e reportagens de todas as universidades americanas.

O anúncio, pago por Bradley R. Smith e sua comissão de debate aberto sobre o Holocausto, lança perguntas sobre o papel do general Eisenhower durante a Segunda Guerra Mundial e sobre a existência de câmaras de gás dos nazistas. Smith garantiu que não houve qualquer impedimento por parte da revista no momento da publicação. Ele afirmou não se surpreender com a polêmica porque o extermínio de judeus é “um tabu desde o começo”.

set
15

Postado em 15-09-2009 09:12

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-09-2009 09:12

Iraque festeja jornalista
festiraque
==================================================
O jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi, que passou nove meses na prisão por ter atirado os sapatos no então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, durante uma entrevista coletiva, foi libertado na manha desta terça-feira. Muntazer deixou o presídio sob intensas manifestações de contentamento e solidariedade em seu país e em várias partes do mundo.

A libertação foi confirmada pelo irmão do jornalista, Uday al-Zaidi, à BBC e à Reuters. “Ele saiu da prisão há minutos e está a caminho da Baghdadiya TV [a televisão onde Muntazer trabalha], disseal-Zaidi.Segundo as agências de notícias, a lei iraquiana obriga a que os presos condenados a um ano de prisão, sem condenações anteriores e que apresentem bom comportamento durante a detenção, sejam automaticamente libertados depois de cumpridos três quartos da duração da pena.

Um grupo de deputados iraquianos esperava à porta da prisão – a base militar de Muthanna, zona oeste de Bagdad, onde o jornalista passou as últimas horas da detenção. Zaidi é libertado três meses antes de cumprir a totalidade da pena de um ano, por bom comportamento. Foi inicialmente condenado, em Março passado, a três anos de prisão em primeira instância – pelo crime de “agressão contra um chefe de Estado em visita oficial” –, sentença essa que acabou por ser comutada para 12 meses já em recurso.

FAMA REPENTINA – Muntazer al-Zaidi deveria ter sido libertado ontem,14, mas as autoridades iraquianas atribuiram o atraso de 24 horas a “formalidades administrativas”, segundo seu irmão revelou na véspera.Na porta da porta da prisão ele foi recebido popr uma comissão de parlamentares iraquianos.

Al-Zaido ganhou fama repentina quando, a 14 de Dezembro de 2008, se descalçou e lançou os sapatos contra George W. Bush, numa conferência de imprensa em Bagdad, quando este fazia a última visita ao Iraque ainda como Presidente dos Estados Unidos. “É o beijo do adeus, seu cão”, gritou então, num episódio filmado pelas câmaras presentes na sala e que correu mundo deixando uma marca negativa indelével no fim de mandato de Bush, assim como no Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, que se encontrava ao lado do chefe de Estado norte-americano no momento da agressão e ainda levantou o braço para defender Bush da sapatada.

Para os árabes lançar os sapatos contra alguém e o insulto de “cão” constitui uma ofensa enorme, pelo que a ousadia de al-Zaidi foi vista por muitos muçulmanos e grupos políticos como um gesto de heroísmo no combate aos Estados Unidos na região. O antiamericano presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificou o gesto de Zaidi como “corajoso” e pais de família de várias nações árabes ofereceram ao jornalista iraquiano as suas filhas em casamento.

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da BBC de Londres e Reuters )

set
14

Postado em 14-09-2009 23:34

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-09-2009 23:34

Lula mexe o caldeirão/Isto É
lugeddel
===================================================

cozido
===================================================

Em sua edição desta semana que está nas bancas de revistas da cidade, a revista Isto É traz reportagem opinativa assinada pela jornalista Adriana Nicacio que seguramente vai dar muito pano pra manga na política baiana e nacional a partir desta segunda-feira (14) e por muitos dias mais.Basta o título para provocar reboliços e encrencas: “Um ministo em banho Maria”.

Mais bafafá ainda se o ministro a que o título se refere é ninguém menos que o baiano Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. E se, além disso, vem acompanhado de uma curta chamada de edição para o texto mais apimentada que o famoso acarajé da Dinha, no Rio Vermelho: “Lula ainda não avisou Geddel, mas decidiu apoiar o petista Jaques Wagner na disputa pelo governo da Bahia em 2010”.

A ilustração de Fernando Brum para a matéria é inspirada em uma idéia clássica, mas ainda assim contundente e bem humorada ao mesmo tempo, bem à moda baiana. Dentro de um grande caldeirão sobre fogo brando, um sorridente presidente Lula mexe com colher de pau o caldo no qual o ministro Geddel, com cara de poucos amigos, é cozinhado com rodelas de tomate.

Diz o texto da Isto É em sua abertura:

“Candidato ao governo da Bahia e com a esperança de ser o único a desfrutar da popularidade de programas sociais como o Bolsa Família, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), está sendo cozinhado em fogo brando pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em alguns Estados, Lula defende uma resignação do PT em favor de alianças. Mas na Bahia o presidente apoia a reeleição do governador Jaques Wagner. Lula quer negociar um pacote com o PMDB para garantir o apoio nacional do partido ao candidato do PT a presidente em 2010. Vai incluir Geddel e as dissidências em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará nas discussões.

Ele já percebeu que Geddel começa a se isolar na Bahia e acredita que o ministro pode voltar a apoiar Wagner. “O presidente Lula não vai chamar o Geddel para conversar. Fez isso várias vezes antes do rompimento”, diz um assessor próximo de Lula. No dia 6 de agosto, Geddel rompeu, por telegrama, com o PT baiano e lançou sua précandidatura ao governo da Bahia, em clara oposição ao governador. O gesto não seria tão grave, na visão dos petistas, se Wagner não tivesse sido o padrinho político de Geddel na indicação para o ministério.

Quando recebeu o telegrama às 23h no Palácio de Ondina, Wagner esbravejou: “Traição e ingratidão vêm do berço.” Lula também ficou bastante irritado com a decisão de Geddel, mas ainda tem esperanças de um providencial recuo. Durante café da manhã no Palácio da Alvorada, no dia 31, Wagner disse ao presidente que Geddel está usando a estrutura do governo para falar mal do próprio governo. Wagner destacou que nenhum indicado de Geddel foi demitido no Estado. Lula concordou, mas deu um conselho ao governador: “Galego, eu sei que você chegou ao seu limite. Mas é preciso ter paciência.”
============================================
Bem, Bahia em Pauta fica por aqui, para não estragar a surpresa dos leitores de Isto É. Confiram, antes que a reviste esgote nas bancas de Salvador e do reto do estado.

(Vitor Hugo Soares)

set
14

Postado em 14-09-2009 18:20

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-09-2009 18:20

Obama, hoje, acossado em Wall Street
Bobama
====================================================
Acossado por críticas cada vez mais duras de núcleos conservadores, principalmente em relação às medidas de combate à crise financeira e ao programa de reforma da assistência à saúde, o presidente dos Estados Unidos, acaba de dar novos atestado de que é bem mais fácil falr do que fazer. Ele assinou nesta segunda-feira, 14, uma ordem prolongando o embargo dos Estados Unidos a Cuba, apesar dos apelos dos opositores ao embargo para que desse continuação às suas medidas de atenuação das sanções comerciais à ilha comunista.

Para analistas do mundo diplomático, entanto, esta decisão de Barack Obama era esperada. “O Presidente determinou que é do interesse nacional dos EUA continuar durante mais um ano o exercício de algumas autoridades relativamente a Cuba, ao abrigo da Lei de Negociar com o Inimigo”, diz o comunicado da Casa Branca.

Em Abril, Obama anunciou que iria restringir as sanções às trocas comerciais impostas a Cuba há cerca de meio século, desde a revolução de Fidel Castro, que instituiu um regime comunista na ilha. No início deste mês, Obama deu mais realidade a esta intenção, quando entraram em vigor medidas como as de permitir a americanos com parentes em Cuba enviar-lhes dinheiro, sem impor limites, e visitar a ilha sempre que quisessem, e durante o tempo que desejassem.

A organização humanitaria de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional tinha apelado a Obama para que não assinasse a extensão do embargo durante mais um ano, defendendo que as proibições entravam um dos direitos humanos básicos, o direito à saúde.
Os analistas da política internacional argumentam que se Obama não tivesse assinado, o embargo continuaria na mesma, pois assim está disposto na Lei Helms-Burton, aprovada em 1996. Mas se Obama recusasse assinar o prolongamento do embargo, seria um importante gesto simbólico.

Mas o gesto ficou parado no ar, não se sabe ainda até quando.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

set
14

Postado em 14-09-2009 13:21

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 14-09-2009 13:21

Enigmas do cigarro
fumante
============================================

OPINIÃO/ FUMANTES

Cigarro, apenas um substituto da masturbação?

Jardel Dias Cavalcanti

Freud dizia que o cigarro é apenas o substituto da masturbação. Numa civilização repressora dos instintos sexuais, que prefere investir sua energia libidinal mais no trabalho que no prazer, o stress gerado pela ausência de uma satisfação plena criaria uma tensão que deveria ser sublimada de alguma forma.

A masturbação seria o calmante necessário para essa energia reprimida e acumulada dentro do corpo do homem impedido pelo “princípio da realidade” de ter tanto prazer quanto desejasse.

Mas como nossa cultura culpabiliza este ato solitário (mais barato e mais seguro que uma prostituta, mas menos prazeroso que o amor pago ou não pago), resta ao homem o estravazamento no vício (cigarro, drogas e bebida), na neurose ou na violência. Quem não consegue liberar a tensão de alguma forma, termina com um câncer inusitado (somatização) ou comendo feito um maluco (principalmente chocolate e gordura) e morrendo por doenças ligadas ao consumo destes alimentos.

O uso do cigarro seria uma das saídas mais decentes. O vício seria, portanto, apenas uma forma de se compensar instintos latentes que os costumes de um mundo civilizado empurram para as regiões misteriosas do inconsciente. A satisfação gerada pelo cigarro produz uma sensação de libertação desta tensão entre desejo e insatisfação. Essa sensação é similar ao relaxamento gerado pelo orgasmo.

Há explicações químicas para o prazer gerado pelo cigarro. Segundo a médica Paula Basinelli, “se fumar não fosse prazeroso, ninguém o faria. O fato é que o cigarro se firma cada vez mais como uma das drogas mais eficazes para combater a ansiedade e depressão, estados emocionais típicos do nosso estilo de vida”. “A nicotina ativa neurotransmissores no cérebro responsáveis pela liberação de substâncias como a Dopamina e a Serotonina, que são poderosos antidepressivos”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, autora do livro Deixar de fumar ficou mais fácil. Para Basinelli, “a dupla Dopamina + Serotinina parece mesmo imbatível. A primeira dá sensação de alegria, felicidade e bem-estar. Já a Serotonina é um estimulante que dá coragem, bom humor e controla o apetite. Perfeito, não?”.

Mas há questões que vão além da química. O cigarro tem um valor cultural que ultrapassa a leitura simplória do vício causado pela nicotina ou pela leitura freudiana da questão. Desde o glamour dos fumantes no cinema, quando o fumante de tabaco se eleva à condição existencial de uma personalidade psicológica intensa, até à ideia de um companheiro para a solidão, o cigarro ocupa nossas vidas há séculos fazendo parte de rituais sociais significativos para nossa convivência sócio-cultural.

Uma vez perguntaram a Freud por que ele fumava tantos charutos se sabia que o cigarro era apenas um substituto das frustrações. Ele respondeu peremptoriamente: “Às vezes, um cigarro é apenas um cigarro”.

Sim, é possível, caro Sigmund. No vício ou uso do cigarro (pois há usuários, como eu, que não são viciados) há implicações de várias naturezas. Entre elas, uma que está sendo desrespeitada atualmente ao se colocar o fumante quase que na posição de um criminoso social: a liberdade do cidadão de fazer o que quiser com sua própria vida, dedicando-se a um prazer de livre escolha.

Junto a essa proibição, o controle sobre a propriedade privada dos bares, impedidos de permitirem o uso do cigarro (mesmo em fumódromos). Como alertou João Pereira Coutinho, no seu artigo publicado no caderno “Ilustrada” da Folha de São Paulo, do dia 18/08/09, “proibir o fumo em lugares fechados, como bares ou restaurantes, é um ataque à propriedade privada e à liberdade de cada proprietário decidir que tipo de clientes quer acolher no seu espaço. O mesmo raciocínio aplica-se aos clientes, impedidos de decidir livremente onde desejam ser acolhidos”.

O que se deve garantir é o direito do cidadão em decidir que bar ele quer frequentar; se odeia cigarro, ele é livre para que procure um bar de não fumantes. Quem está desrespeitando a lei é o Estado, que deveria ser processado pelos donos de bares. Se o cigarro fosse um produto proibido, como a maconha o é, aí, sim, o Estado poderia impedir os bares de liberarem o fumo, mas sendo livre o uso de cigarro (e outros entorpecentes como o uísque, vodka, cerveja etc.) é incoerente a sua proibição em estabelecimentos particulares.

É incoerência dizer que o cigarro mata num país onde os índices de criminalidade são terríveis, onde a poluição ambiental e sonora e a química dos enlatados envenenam diariamente as células de nossos corpos tornando-os propensos, por isso, ao câncer. Mas… outro dado médico: viver em uma cidade poluída é mais arriscado que fumar um maço de cigarros por dia? Segundo o Dr. Alessandro Loiola: “Fique sabendo que o risco de câncer associado à poluição é 100 vezes menor que o risco trazido pelo cigarro. Largue este hábito maldito agora”.

E o excesso de trabalho a que é submetido o trabalhador mal pago do terceiro mundo? Doenças na coluna, nas mãos, nas pernas, tensões do trânsito, alimentação pobre, lazer precário e noites mal dormidas (em São Paulo, para se chegar ao trabalho a classe pobre e média acorda às 5 da manhã e chega em casa às 9 da noite ? perde-se quatro horas da vida dentro de ônibus lotados, que não andam, às vezes tendo-se de fazer o trajeto de pé). Consequência: morte tão lenta quanto a causada pelo cigarro.

Se pensarmos em termos freudianos, o cigarro, como a prostituta, tem uma função social bem positiva. Se a prostituição fosse proibida, com certeza o número de estupros aumentaria substancialmente. Com a proibição ao cigarro o nervosismo vai subir, pois está se criando uma espécie de proibição moral ao se demonizar o fumante. A culpa gerada pelo fato de se ser usuário do pequeno cilindro de fumo e fumaça vai levar muitas pessoas a abandonarem o vício e o grau de stress vai explodir em vários lugares como consequência disso.

Quantos casamentos, quantas amizades, quantas relações empregado-empregador continuam a existir apenas porque se pode acender um cigarro e pensar dez vezes antes de se explodir com alguém?

Mallarmé dizia que entre ele e o mundo deveria existir uma leve cortina de fumaça, esta produzida pelo charuto que sempre carregava e que pode ser visto no seu belo retrato pintado por Manet. Talvez o primeiro retrato existencialista da história. Nessa afirmação do poeta francês está implícita também uma concepção de poesia e arte apenas como sugestão, como a imagem das coisas tornadas indefinidas por causa da fumaça do cigarro.

Eu tenho uma amiga, Vreni Widmer, que se mudou da Suíça para o Brasil, que sempre acende um cigarro, apenas um, no fim do dia, reservando esse momento ritual para repensar a vida diariamente. O cigarro sendo o elemento que faz sua ligação com as correntes subterrâneas do seu ser.

Já outra querida amiga, que é cantora, a Marie Irene, tem sentido como positiva a ausência de fumo nos bares em que ela canta, pois sua voz melhorou significativamente e está livre daquele cheiro horrível de cigarro que fica encrustrado na roupa de quem frequenta ambientes com fumantes.

Eu sou um fumante irregular. Se estou em um bar bebendo posso acender um cigarro e fazer dele uma companhia agradável, que aumenta meu prazer e relaxamento nesse raro momento de lazer. Se me sento para escrever e me sinto bloqueado, um cigarro pode ser o disparador das frases que sucessivamente vão acontecer em seguida. Também posso ficar meses sem fumar, como agora, sem o mínimo incômodo.

Não me irrito com a presença de fumantes em bares, restaurantes, reuniões. Ao contrário, a presença do cigarro dá um charme ao ambiente e a quem estiver fumando. Sempre deixo cigarros e charutos em casa para visitas poderem se deliciar com o prazer do fumo.

No entanto, o beijo feminino cheirando a cigarro me incomoda um pouco. Não vejo sentido no uso do cigarro numa ocasião tão especial como o encontro amoroso. O cigarro impede a absorção do cheiro natural da pele, elemento que aguça nossa sensibilidade erótica. Também me causa estranheza o prazer do cigarro após o ato amoroso, já que deveríamos estar bastante relaxados. Para algumas pessoas, o cigarro pós-ato é um ampliador do prazer que se acabou de ter; para outros, o cigarro antes da relação seria uma espécie de calmante para se entrar de forma segura na aventura das trocas afetivo-sexuais. A cada um seu prazer e sua dor.

Eu tive uma namorada que fumava bastante e o quanto isso era charmoso é indescritível. Que classe a menina tinha ao portar um cigarro na mão e levá-lo à boca! Essa imagem vale por todos os prazeres que se pode ter. Como a imagem de uma grande obra de arte, esta imagem não abandonará nunca a minha mente.

Mas o charme não é comum a todos os fumantes. Há aqueles que nem conseguem segurar direito o cigarro e o tragam de uma forma tão nervosa e desajeitada que o tornam o gesto de fumar insignificante. O fumante charmoso é aquele que leva o cigarro à boca e o traga como se estivesse tendo uma grande ideia ou movendo o universo no seu gesto.

O ex-fumante é um chato, mas não deixa de ser também um sujeito que teve uma melhoria significativa da saúde. Segundo pesquisas médicas, ao se largar o cigarro em poucos dias nota-se uma melhora do paladar, da tosse, da capacidade física, do olfato, da potência sexual e da autoestima. Em seis meses melhora-se a circulação sanguínea e o risco de infecções respiratórias. Em um ano cai 50% o risco de morte por problemas vasculares. Em dez anos reduz-se o risco de morte por câncer pulmonar.

As doenças geradas pelo cigarro são apenas o sinal da vingança do corpo contra o espírito liberto pela tragada do cigarro. Sendo sublime e terrível, segundo uma famosa frase do escritor Oscar Wilde, “o cigarro é a forma perfeita de prazer: elegante e jamais satisfaz”.

Jardel Dias Cavalcanti , mestre em História da Arte pela UNICAMP (SP), escreve para o site Digestivo Cultural, onde o artigo foi originalmente publicado. A sugestão para o Bahia em Pauta veio da jornalista e escritora carioca, colaboradora do BP, Aparecida Torneros.

  • Arquivos

  • novembro 2018
    S T Q Q S S D
    « out    
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930