maio
05

Postado em 05-05-2009 12:39

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 05-05-2009 12:39

Salvador:ruas viram rios/Terra

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Aviso aos navegantes, motoristas e mesmo a quem gosta de correr riscos: se não for absolutamente imprescindível sair à rua, o melhor mesmo a fazer neste 5 de maio, terça-feira tenebrosa em Salvador, é permanecer em casa para os moradores da capital, ou recolher-se ao hotel, no caso dos visitantes. O tráfego de veículos travou, o aeroporto foi fechado para pousos e decolagens e até os trens do subúrbio pararam nos trilhos cobertos de água.

O temporal que cai desde as primeiras horas de hoje voltou a expor velhas feridas da terceira maior cidade do País:Asfalto derretido como Sonrisal, crateras abertas nas ruas que são autênticas armadilhas, quedas de árvores, alagamentos, fios elétricos em curto-circuito, linhas telefônicas fora do ar. Enfim:o caos instalado, a lembrar o dilúvio do tempo da Arca de Noé.

Praticamente nenhum bairro, nenhum ponto, nem ninguém escapa do cáos que se estabeleceu, desde a madrugada de hoje nesta histórica cidade de Tomé de Souza e do Senhor do Bonfim. Este último, provavelmente precisando fazer esforço enorme para proteger a cidade e seus moradores, tendo que suprir ausências de autoridades do Município e do Estado, que preferem manter o bate-boca burocrático e meio insano, que se prolonga há dias, sobre as firulas do estado de emergência.

Cidade afogada – Enquanto isto Salvador se afoga. A água sai do leito dos córregos e rios mal cuidados e invade o asfalto na região do Dique do Tororó, na Barra, na Pituba, na Cidade Baixa inteira, na entrada do Ogunjá, nas avenidas Centenário e Bonocô e no Rio Vermelho. Se olhar para o subúrbio e a periferia, o quadro que se vê é ainda pior e mais preocupante. Só até às 10h20, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) já havia registrado 68 ocorrências, a mais grave, os desabamentos de um imóvel localizado na 2ª Travessa Luiz Cabral, em Tancredo Neves e outro localizado na Rua Londres, em Pau da Lima.

Há quem jure ter visto nesta terça-feira de sufoco em Salvador, o vulto do poeta satírico Gregório de Mattos a declamar seu famoso refrão do século XVII: “Triste Bahia!”

(Vitor Hugo Soares)

maio
05

Postado em 05-05-2009 10:30

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Dona Cecília sobre Floyd:”merecia uma homilia para acompanhar”

CRÔNICA DE PAULO AFONSO

A CANÇÃO AINDA PULSA

Janio Ferreira

Foi só Chico Buarque dizer que a canção, pelo menos do modo como a conhecemos, pode ter se esgotado e em breve poderá encerrar o seu ciclo, que um alvoroço danado se instalou entre estudiosos e admiradores das velhas baladas, boleros e rock’n’roll. Prova disso é que o tema anda circulando por aí, e até virou uma série de aulas-shows ministradas pelos músicos e professores, Arthur Nestrovski e Zé Miguel Wisnik, que, para desapontamento dos coveiros de graves, agudos e acordes dissonantes, afirmam que a canção brasileira ainda resiste.

Acho que Chico quis dizer que hoje, com essa diminuição de novos talentos e todas essas informações via internet, a coisa anda meio fora de ordem. Cito o exemplo de Malu Magalhães – essa garota meio esquisita que parece ter saído de um cruzamento de algum membro da Família Addams com Gugu Liberato -, que começou no You Tube e foi parar no Faustão. Se ela tem talento ou não, é outro papo. Mas isso mostra que se neguinho postar na internet qualquer som que se pareça música, acompanhado de várias palavras que se acham letras, pode acabar virando um exemplo de vida para bajuladores travestidos de apresentadores de programas dominicais.

Eu sou do tempo em que a inspiração transbordava da fronte do artista e o rádio era o principal meio de divulgação de suas músicas. Quando Tom Jobim, Beatles, Roberto, Chico, Stones, Tom Zé, Caetano, Gil e afins lançavam os seus LPs, a gente podia ter a certeza de que nos dois lados do vinil estariam prensadas algumas canções geniais. Lembro que antes de eles chegarem às lojas eu vivia com um velho rádio procurando emissoras que tocassem esses lançamentos em primeira mão. Como aconteceu naquela noite chuvosa de 1975, em que o locutor Big Boy tocou pela primeira vez, na Rádio Mundial, o LP Wish You Were Here, do Pink Floyd.

Eu estava jantando, quando de repente um som de um órgão Hammond invadiu a cozinha de uma maneira tal, que até a deliciosa paçoca de carne assada batida no pilão ficou quietinha na travessa, talvez pensando que iria sair dali com vida. Até mesmo minha mãe, Cecília, católica fervorosa e alheia ao assunto, comentou: “que som lindo, meu filho, merecia uma homilia para acompanhar!”.

Se a canção está com seus dias contados, eu não sei. Só sei que toda vez que eu vou limpar meus discos – arrumados em ordem alfabética – e vejo Antonio Carlos Jobim, ao lado de Adriana Calcanhoto e Arnaldo Antunes; Lupicínio, junto com Lenine e Lô Borges; Milton e Moraes, tricotando com Marisa Monte e Mariana Aydar; Roberto Carlos, com Roberta Sá; Vinicius, paquerando Vanessa da Matta, que só quer saber de Vitor Ramil; Zeca Baleiro, papeando com Zeca Pagodinho, na presença de Zé Ramalho e seus vizinhos da pesada – que saíram para dar uma voltinha e nunca mais voltaram para as suas letras -, Raul e Sérgio Sampaio; e Gismonti, Armandinho e João Donato, dando as boas vindas ao Maestro Spock, Yamandu, Hamilton de Holanda e contemporâneos do mesmo naipe, eu sinto que vai demorar um bocado para que a nossa boa e velha canção caia do galho, dê um suspiro e repouse no sono eterno das notas findas.

Janio Ferreira, escritor e cronista, é secretário de Cultura da cidade de Paulo Afonso (BA). Especial para Bahia em Pauta.

maio
05

Postado em 05-05-2009 09:18

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Em 5 de abril de 1917 chegava ao mundo Vicentina Paula de Oliveira, “nome banal – diz o compositor e cronista Hermínio Bello de Carvalho – para quem iria fazer o Brasil inteiro atirar-se a seus pés, com sua voz filetada a ouro, estilhaçadora de cristais, predestinada a cantar sob uma eterna luz de um abajur lilás”. Na verdade é de Dalva de Oliveira (nome artístico que ela adotou) que falamos, neste dia de aniversário de nascimento da estrela Dalva na cidade paulista de Rio Claro
.
Menina pobre, passagem por orfanato, infância com poucos brinquedos, mas, felizmente, com muita música. Palavra com Hermínio:”Fez-se cantora por vocação, e quase nunca feliz por desíginio. Juntou-se à dupla Preto e Branco, para depois formar o célebre Trio de Ouro, logo sintonizado por Villa-Lobos que, pelos quatro cantos, espalhava que ali estava a maior cantora do Brasil. O branco da antiga dupla, é bom que se esclareça, era Herivelto Martins. Um dos maiores compositores brasileiros de todo os tempos. Com quem, aliás, se casou e teve dois filhos, Pery e Ubiratan. Pery herdaria a voz e os olhos da mãe, e o imenso talento do pai”.

Mas chega de conversa. Bom mesmo é ouvir Dalva de Oliveira na canção para começar o dia, pois na música a estrela Dalva expunha a sua vida, alma, coração e, principalmente, a voz inigualável. Aqui, em um registro histórico e carregado de emoção, ela interpreta “Neste Mesmo Lugar”, na sua última apresentação ao vivo, em um programa de auditório da antiga TV Tupy. Imperdível.

(Vitor Hugo Soares)

maio
05

Postado em 05-05-2009 00:56

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Protógenes:andar com fé

Baiano de Salvador, o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, condutor da Operação Satiagraha, está de volta à terra natal. Chegou como um passageiro da chuva no começo da noite de ontem (4), quando forte temporal voltava a cair sobre a capital. Ele veio a convite da Associação dos Empregados da Petrobrás para fazer palestra nesta terça-feira (5), sobre ética e assédio moral, na sede do Ministério Público do Trabalho, no Corredor da Vitória.

Logo ao desembarcar no aeroporto de Salvador, o delegado Protógenes , católico, devoto de Nossa Senhora de Fátima e voluntário da Campanha da Fraternidade, cujo lema este ano é Fraternidade e Segurança Pública, deixou claro o seu primeiro roteiro na volta à sua cidade: invocar ao Senhor do Bonfim, santo da maior devoção dos baianos, para colocar atrás das grades o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Oportunity”. O banqueiro é acusado dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, empréstimo vedado pela legislação, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

“Vou pedir que a Justiça seja feita para todos os criminosos do País, em especial o banqueiro condenado Daniel Dantas”, disse Protógenes. Ainda no aeroporto, sorridente e aparentando tranquilidade, o delegado foi cumprimentado por algumas pessoas que o abordaram e fizeram elogios ao seu trabalho na operação da Polícia Federal.

Em conversa com jornalistas e pessoas que foram recebê-lo no aeroporto, Protógenes fez elogios ao ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal. No bate-boca com o presidente do STF, semana passada, o delegado interpretou que, quando afirmou que Mendes desmoralizava o Judiciário brasileiro, o ministro Barbosa estava atuando como uma espécie de porta-voz do povo brasileiro. “O ministro Joaquim Barbosa foi até modesto nas suas palavras”, disse Protógenes.

A conferência do delegado da Satiagraha promete.

(Vitor Hugo Soares)

maio
04

Postado em 04-05-2009 18:29

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Pellegrino:força na chegada

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Fica combinado assim:

Se o objetivo do deputado licenciado Nelson Pelegrino (PT-BA) foi demonstrar força política e pessoal, palmas para ele. Isto ficou mais que evidente na solenidade de sua posse como titular da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do governo Wagner na tarde desta segunda-feira chuvosa. “Bombou”, para usar a linguagem da moçada.

Ex-governadores, Roberto Santos, Nilo Coelho e Waldir Pires, muitos deputados – federais e estaduais, vereadores, prefeitos, lideranças políticas e sindicais da capital e do interior, secretários de estado, juízes, desembargadores, cristão novo/judeus novos… enfim, gente de A a Z, marcou presença.

Mas a verdade é que a professora da UFBA e jurista, Marilia Muricy, também foi bastante prestigiada, e não falta quem considere que ela até ficou melhor que Pelegrino na foto desta tarde. Muita gente compareceu para lhe render homenagem, principalmente da área jurídica – presos, sob aparato policial, foram a cerimônia e cantaram para ela. A boca pequena, nas escadarias da Fundação Luis Eduardo Magalhães, onde foi realizada a cerimônia, rolava a comparação com a outra posse realizada recentemente no local, a de Walter Pinheiro, na Secretaria de Planejamento – havia unanimidade: Nelson Pelegrino ganhou a parada.

Se comparado com Marília, a secretária que sai do governo Wagner, no entanto, há dúvidas sobrem quem é o vencedor.

(Vitor Hugo Soares)

maio
04

Postado em 04-05-2009 17:47

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Maranhão sob as águas

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Em reportagem produzida a seis mãos, assinada pelos repórteres Aloisio Milani, Diego Salman e Marcela Rocha, a revista eletrônica Terra Magazine chama a atenção para os estranhos critérios da imprensa brasileira – jornais, revistas, tevês, rádios , blogs e portais eletrônicos na internet- nas suas escolhas eletivas destes últimos dias.

Terra Magazine, conduzida em São Paulo pelo jornalista Bob Fernandes – paulista de nascimento e cidadão baiano por merecimento – assinala que a gripe suína tem tomado o notíciário do Brasil nos últimos dias, mas outra calamidade tem feito estragos gigantescos na região Norte e Nordeste, sem merecer, no entanto, o mesmo destaque: as chuvas e as enchentes.

Vamos aos fatos levantados pelos três profissionais de TM:

“A pandemia matou até agora 26 pessoas no mundo todo, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS). Nenhuma delas, porém, aqui no Brasil. Enquanto isso, as enchentes nos estados do Norte e Nordeste já mataram pelo menos 15 pessoas, de acordo com balanços das defesas civis estaduais”.

Mais: Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia e Amazonas são os estados considerados os mais prejudicados. “O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e a secretária nacional da Defesa Civil, Ivone Valente, visitam os estados para avaliar os estragos e oferecer assistência. Em entrevista a Terra Magazine por telefone, pouco depois de se reunir com a governadora Roseana Sarney, o ministro prometeu que não vai faltar ajuda para as vítimas nos estados:

Indagado se a situação das enchentes não requer o mesmo cuidado tomado contra a gripe suína pelas autoridades dos estados, o ministro concorda. “Estamos atentos a essa questão para minimizar esse problema”, disse. “Evidente que, por mais que haja prevenção, infelizmente há sempre ocorrências. Mas estaremos presentes, fazendo o nosso papel: estar por perto e prestar solidariedade”, completou

Observação do Bahia em Pauta: A conferir.

Além disso, um olhar da mídia nacional – pelo menos um terço dos amplos espaços abertos para a gripe nos Estados Unidos e no México – já seriam suficientes para acordar a sensibilidade do País para a tragédia climática, humana e social causada pelas chuvas e enchentes destes dias na região nordestina – da Bahia ao Piaui.

(Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta)

Leia a integra da reportagem em Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br)

maio
04

Postado em 04-05-2009 11:31

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A despedida de Marília
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Em texto especial para o Bahia em Pauta o jornalista Claudio Leal, que trabalha na redação do Terra Magazine, em São Paulo, reflete sobre a abertura, no último decreto da ex-secretaria de Justiça, Marilia Muricy, dos arquivos da ditadura na Bahia, e manifesta ceticismo “quanto aos efeitos práticos do novo marco legal”.

OPINIÃO/MEMÓRIA

O bode dos arquivos baianos
Claudio Leal

“A ordem de abertura dos arquivos da ditadura militar na Bahia, por meio de decreto da secretária de Justiça, Marília Muricy, encerra um ciclo de recuos oficiais diante de um direito consolidado pela Constituição de 1988. Os titubeios provincianos dos governadores e a irrelevância das pressões da imprensa baiana, que cobriu marginalmente anos e anos de desconversas, devem ser apontados numa anatomia do atraso. Há razões para duvidar dos efeitos práticos do novo marco legal.

A secretária Marília Muricy assina o ato no momento em que se despede do governo do Estado, depois de evidenciar a falta de amparo a políticas de Direitos Humanos. Era a mais indicada para conduzir a empreitada, não somente pela biografia, mas por ter bancado o gesto. Seu substituto na pasta, o deputado petista Nelson Pelegrino, ainda terá que demonstrar empenho para levar adiante o acertado decreto da antecessora. Isso passará ainda por uma revisão da postura histórica da Secretaria de Segurança Pública, sempre refratária a varreduras em suas entranhas.

A perda de tempo precioso, desde a abertura política, sugere algum ceticismo com as buscas nos arquivos estaduais. Noutra esfera da repressão, a Polícia Federal, em Água de Meninos, guarda fichários valiosos, mas não exatamente elucidativos sobre as missões confidenciais. Há um acervo razoável de depoimentos dos líderes estudantis de 1968, além de papéis relacionados a operações da PF contra organizações de esquerda. Injustificável é a morosidade do acesso público a essas pastas.

Longe de ser um caso isolado, como se pode supor, a Bahia reflete uma política brasileira precária de documentos sigilosos. No Brasil, a transitoriedade dos homens públicos se prolonga na confidencialidade eterna de seus atos oficiais. Por decreto, ao fim do mandato, o presidente Fernando Henrique Cardoso permitiu a duração do sigilo por tempo indeterminado (canetada revogada parcialmente pelo sucessor, Lula). O caso baiano mescla essa visão autocrática com a inércia imoral de gestores no cumprimento de princípios constitucionais.

Indo além, ignora-se a existência de um projeto para os arquivos baianos. O Grupo de Trabalho Memórias Reveladas precisa ser acompanhado, em outros setores do governo, por um debate profundo sobre a Biblioteca Central, o Arquivo Público e a Fundação Pedro Calmon, que lidam com a escassez de recursos e insensibilidades várias. A história da imprensa no Estado corre o risco de ser varrida graças aos atrasos imperdoáveis na microfilmagem de jornais. O bode dos armários ocultos merece ser vinculado ao caos dos arquivos abertos, partes intrincadas de um só desprezo”.

Claudio Leal , jornalista, trabalha na revista virtual Terra Magazine, em São Paulo. Especial para o Bahia em Pauta

maio
04

Postado em 04-05-2009 11:00

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Foto Luciano da Matta/ A TARDE


Domingo no Barradão

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Quase tão badalada quanto a participação de Ronaldo, o Fenômeno, na partida deste domingo (3) , em que o Corinthians sagrou-se campeão paulista de 2009, foi a presença de membros da Polícia Militar da Bahia no Pacaembu, na tarde de ontem. Segundo se informa, foram aprender com os colegas paulistas a técnica utilizada por lá, para lidar com multidões das violentas torcidas organizadas, dos grandes times de futebol.

Não falta (diante das cenas de pancadarias frequentes, na capital paulista, em dias de grandes clássicos), quem pense que a PM baiana faria melhor – e sairia bem mais barato – se utilizasse o largo “know how”  desenvolvido com sucesso, há décadas, pelas polícias locais (militar e civil) ao lidar com grandes massas durante o carnaval em Salvador. Um sucesso reconhecido nacionalmente, inclusive pelos paulistas.

E, quem sabe, poderia ter evitado as cenas vergonhosas de violência registradas ontem, para o País, depois do emocionante BA-VI, no Barradão.

(Vitor Hugo Soares)

maio
04

Postado em 04-05-2009 10:15

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Crônica/Afetos

SAUBADEN

Gilson Nogueira

O violão de Baden acompanha Baden, que canta Canto de Ossanha, dele e de Vinícius. A voz de Baden desliza como gota de orvalho na vidraça que separa a rua da sala. Em seis minutos e quarenta segundos de pura magia, a saudade da Bahia bate. Baden toca e canta Samba da Minha Terra, de Caymmi. Tristeza, também, o título do LP que Baden gravou, em 1976, na França.

Viro o disco. Sigo Baden. As mãos, dormentes, mordo, para ter certeza que não deliro. A ilusão de estar ouvindo, ao vivo, a voz e o violão de Baden faz tilintar a frágil tulipa de estimação. Vejo o rosto de Baden, seus olhos fechados, no vidro da janela e no céu azul de um domingo de sol frio, de outono, no Rio. Levanto-me. A imagem de Baden, na contracapa, é eterna. Vou, mais uma vez, escutar Canto de Ossanha. Esqueço que Baden e Vinícius foram. Ah, que saudades tenho da Bahia! “O homem que diz “dou” não dá! Porque quem dá mesmo não diz.” Baden Powell e Vinícius de Moraes, o que vocês estão fazendo, aí, desçam, logo, rápido, o mundo precisa de vocês, caramba!

Gilson Nogueira é jornalista

maio
03

Postado em 03-05-2009 21:43

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Bruno: mãos salvadoras


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E a história se repete pela terceira vez no Rio de Janeiro. Sem favoritismo, a não ser a magia e a mística da camisa rubronegra, Flamengo e Botafogo entraram no Maracanã, nesta tarde de domingo (3), para um jogo que reeditou as melhores tradições dos clássicos do futebol carioca. O empate em 1 a 1, na primeira partida, obrigava os rivais a sair em busca da vitória a todo vapor. E esta foi a tônica de um jogo repleto de emoções do começo ao fim, decidido nos pênaltis, quando prevaleceram as mãos seguras e a estrela do goleiro Bruno.

“Flamengo e Botafogo fizeram um espetáculo recheado de dramatismo e emoção dentro das quatro linhas, o que não foi diferente nas arquibancadas. As torcidas deram um show à parte mais uma vez, fazendo do Maracanã o palco perfeito para a grande final do Campeonato Carioca”, define o Blog Sports.

Aos 20 minutos começou a dar Flamengo no maior estádio do mundo, diante de duas torcidas que promoveram espetáculo à parte. Kleberson aproveitou a confusão dentro da área e marcou de cabeça, sem chances para o arqueiro botafoguense. Mesmo com o gol, o Mengo seguiu no ataque, enquanto o Fogão partia em busca do gol de empate, em jogo alucinante para as duas torcidas. Aos 38, o árbitro apitou falta na intermediária. Kleberson bateu com força e contou com o desvio na barreira, para marcar seu segundo gol na partida. Foi o delírio da torcida robronegra.

Quando o segundo tempo começou a torcida do mengão já gozava os botafoguenses e a condição de tri-vice. Mas o Bota ainda não estava morto. E conseguiu empatar, fazendo dois gols em apenas 3 minutos. Com emoções a flor da pele, a partida seguiu empatada até o fim do tempo normal, obrigando à definição do campeonato carioca em disputa de penalidades.
Aí, novamente surgiram as mãos salvadoras e a estrela reluzente do goleiro flamenguista. Com duas defesas, Bruno assegurou o Tri ao Mengão. “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo”, pode cantar torcida rubronegra.

(Vitor Hugo Soares, com Blog Sports e agências de notícias)

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