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Postado em 02-05-2009 17:34

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Postado em 02-05-2009 17:20

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Amy à vontade no Caribe

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Ainda de férias no Caribe, a cantora britânica Amy Winehouse foi internada em um hospital da Ilha de Santa Lucia e “tratada por desidratação, depois de sofrer um desmaio quando brincava com crianças em uma praia local, conforme informou neste sábado (2) a BBC de Londres.

A artista , de 25 anos, passou uma noite no hospital em observação, segundo confirmou seu porta-voz. A cantora corria com um grupo de crianças, quando começou a passar mal e foi socorrida às pressas. No hospital para onde foi levada, os médicos que a atenderam disseram que Amy estava com desidratação e “tinha que beber mais água”. Winehouse está no Caribe também para participar do famoso festival de jazz de Santa Lúcia, na semana que vem.

PAPARAZZI- Outra notícia relacionada com uma das maiores e mais polêmicas celebridades britânicas da atualidade, dá conta de que os advogados da Winehouse conseguiram, em Londres, uma ordem judicial contra os “paparazzi” que a perseguem, por onde quer que ela vá, na capital britânica. A ordem do juiz, segundo os advogados, proíbe que os fotógrafos da principal agência britânica de fotojornalismo, a Big Pictures, mas também outros, de fotografar a cantora fora de casa e em outros lugares públicos aonde a tenham perseguido.

Para os advogados, isso quer dizer que os fotógrafos podem ser processados se constrangerem Winehouse ou se aproximarem a menos de 100 metros de sua nova casa, nos arredores de Londres. Além disso, os fotógrafos estão proibidos de captar imagens da cantora em casa ou na de qualquer membro da família dela ou de seus amigos. Na Inglaterra, muita gente está convencida de que, apesar de todo rigor da justiça local, esta é uma decisão difícil de ser obedecida.

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Postado em 02-05-2009 11:04

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Postado em 02-05-2009 10:56

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Deu no jornal:

A Tribuna da Bahia, na edição deste sábado (2/5) publica artigo de Ivan Carvalho, sobre a decisão do governo da Bahia de publicar segunda-feira(4), no Diário Oficial, com grande atraso, decreto determinando a abertura dos arquivos sob sua custódia, “referentes ao último regime autoritário que dominou o país (originado no movimento político-militar-popular de 1964)”.

A partir de uma conversa casual com o advogado Ignácio Gomes, incansável defensor de presos políticos e dos direitos humanos na Bahia, Ivan constrói em sua coluna, uma das mais acuradas análises produzidas até agora sobre o assunto na imprensa local. Bahia em Pauta transcreve, abaixo, trechos do artigo. Acima, a canção para começar o dia, “Não Chores Mais”, de Marley/Gil, que fala do tempo a que Ivan se refere em seu texto de acurado analista político.Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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ARQUIVOS ABERTOS

Ivan Carvalho

“Leio que o governo do Estado vai publicar no Diário Oficial de segunda-feira um decreto, determinando a abertura dos arquivos sob sua custódia, referentes ao último regime autoritário que dominou o país (originado no movimento político-militar-popular de 1964). Será este, segundo a notícia, o último ato da secretária de Justiça e Direitos Humanos, Marília Muricy – uma advogada reconhecidamente dedicada à defesa dos direitos humanos – que no mesmo dia transmite o cargo ao futuro secretário, deputado Nelson Pelegrino, do PT.

A notícia acrescenta que o principal motivo que a fez permanecer no cargo até se esgotar o feriadão foi exatamente a elaboração do decreto, tido como um dos principais objetivos dela no governo. O ato que permitirá a abertura dos arquivos ocorre 19 anos depois que o Estado de Pernambuco tomou iniciativa semelhante, tornando-se pioneiro nesse aspecto.

Se faço referência a essa notícia, também tenho para isso um motivo principal. É que no dia 24 de abril conversei durante uns 20 minutos com o ex-vereador Ignácio Gomes, que se destacou na Bahia como advogado de presos políticos pelo regime autoritário, talvez até tendo salvo a vida de alguns. No dia 25, este jornal publicou artigo, decorrente dessa conversa e no qual foram abordados vários assuntos correlacionados. Mas o trecho que no momento importa vai a seguir, começando por uma pergunta do bravo Ignácio Gomes e seguindo com observações deste repórter:

“Você sabe, Ivan, que uma lei determinou a abertura dos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em todos os Estados do país, que eles estão abertos, mas que na Bahia essa abertura é negada, os arquivos continuam fechados?”. Bem, da decisão nacional de abrir esses arquivos eu sabia, o que não sabia é que a Bahia decidiu ser a unidade federada rebelada? E não sei por que, já que o atual governo em nada contribuiu para tais arquivos. Quem sabe, quando o governador voltar de sua atual viagem ao exterior ponha fim nesse desvio. Em nome da lei ou da transparência, esta, também um princípio legal da administração pública, além de promessa solene e reiterada de Jaques Wagner. A administração estadual é a guardiã dos arquivos, pois foi o DOPS órgão da Polícia Civil em cada Estado.

Bem, esse parágrafo que os leitores e especialmente você, Ignácio Gomes, acabaram de ler, melhor dizendo, de reler, já que fora publicado no dia 25, mostra que sua luta pode demorar, às vezes, de produzir resultados, mas não é travada em vão”.

LEIA A INTEGRA DA TRIBUNA DA BAHIA

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Postado em 02-05-2009 00:16

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Fabio Rodrigues Pozzibom/Agência Brasil

Gilmar e Barbosa:depois do bate-boca
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ARTIGO DA SEMANA

A VOLTA DO MINISTRO JOAQUIM

Vitor Hugo Soares

O bom de acompanhar o espetáculo, em Brasília, instalado diante de um aparelho de televisão na Cidade da Bahia, é a visão de perspectiva diante dos fatos que rolam à sua frente. Por exemplo, depois de fechado para balanço por uns dias, em seguida a um dos episódios mais deprimentes de sua história, o Supremo Tribunal Federal retornou às suas funções na quarta-feira (29), com transmissão pela TV. E o que vemos: o ministro Gilmar Mendes, presidente da casa, sentado em seu trono de comando com mal disfarçado ar de imperador enfadado, é louvado pelo colega Celso de Mello.

Voz embargada em vários momentos, o ministro Celso, decano do STF, enumera feitos, todos grandiosos, para distinguir o primeiro ano do presidente Gilmar Mendes à frente da suprema corte de justiça do País, completado exatamente no dia seguinte ao bafafá que ele protagonizou com o colega de tribunal, Joaquim Barbosa, ausente da estranha sessão de rasga seda, na qual o encarregado da saudação molda com cinzel de fios de ouro o perfil de Mendes.

“Magistrado responsável e fiel ao interesse público e à causa da justiça, e que será capaz, por isso mesmo, de superar – como já o vem fazendo – os graves desafios e problemas que tanto afligem o Poder Judiciário em nosso País”, diz o jurista ao arrematar a homenagem, no discurso emocionado que escuto em Salvador.

Vazia vê-se a cadeira de Barbosa. Sua ausência, segundo se espalhava nos corredores da boataria do STF, de Brasília e do resto do país, se devia a problemas de saúde do ministro, agravados pelo bafafá da semana passada. Segundo se dizia, com ares solenes de falsa gravidade, ele só poderia retornar ao STF na próxima semana, pois teria que passar antes por exames detalhados de coluna em uma clínica paulista. Mais arrevesado que isso, só as notícias procedentes do México sobre a real extensão da gripe suína, que ameaça virar pandemia.

Os demais membros da corte dão sinais de aprovação ao que acabam de ouvir na louvação ao ministro Gilmar, com maior ou menor convicção – à exceção do ex-presidente Marco Aurélio Mello, cujo ar parece mais de troça com o orador que de apoio ao colega presidente. A memória voa de repente da Bahia para Portugal e é como se estivesse então diante do poeta Fernando Pessoa, encarnado em Álvaro de Campos, com um copo de vinho na mão, a declamar o “Poema Em Linha Reta”, em uma daquelas mesas postas no largo em frente ao “A Brasileira”, no bairro boêmio do Chiado.

“Quem me dera ouvir de alguém a voz humana/Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; / que contasse não uma violência, mas uma covardia! Não, são todos o ideal, se os ouço e me falam./ Quem há neste mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos… Arre, estou farto de semi-deuses! Onde é que há gente no mundo?… Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?”. Magnífico Pessoa!

No dia seguinte, quinta-feira (30), o Pleno do Supremo está reunido outra vez, agora para decidir sobre um tema de transcendente importância jurídica e política: a derrubada da famigerada Lei de Imprensa, editada pela ditadura imposta ao País em 64. Desta vez, lá está, sentado em sua cadeira, toga sobre os ombros, o ministro Joaquim Barbosa, firme na defesa de seu voto independente, como tem sido em geral em suas falas e decisões no STF. Não pede desculpa ou mostra arrependimento (prévia ou posteriormente) por nada do que disse no bate-boca com Gilmar Mendes, uma semana antes, diante de uma nação pasma.

“Brilhante e consistente ministro Joaquim!”, assinala Ellen Gracie, ex-presidente da corte, na justificativa de seu voto, a seguir, por sinal, coincidente com o do colega a quem se dirige com inequívoca simpatia e admiração intelectual. Sério e impávido segue o ministro Joaquim, mas dá para ver em perspectiva pela tela da TV, que o ministro Barbosa, em sua volta, tenta segurar o riso de satisfação apertando o canto dos lábios.

Tudo às claras, como parece ser do gosto de Joaquim Barbosa, que, por sinal, aparentava perfeitas condições físicas e psicológicas em seu retorno na plenária histórica desta quinta-feira do Supremo, que derrubou a Lei de Imprensa. Para surpresa e evidente desagrado de boateiros de plantão que espalhavam lorotas, o ministro participou ativamente durante mais de cinco horas de duração, do julgamento do processo de iniciativa do PDT, relatado pelo ministro Carlos Ayres Brito, com pedido de anulação completa da Lei de Imprensa. Votado favoravelmente pela corte, em data para ser lembrada sempre, por muitos motivos, quase todos nobres.

Retorno honroso do ministro Joaquim à sua cadeira , em dia honra do Supremo. Agora é esperar os dias que virão.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do Bahia em Pauta –
E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

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Postado em 01-05-2009 22:51

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Ulbra:resta a memória

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Em reportagem especial produzida em Salvador para o portal UOL, do grupo Folha de S. Paulo, o reporter esportivo baiano, Eliano Jorge, depois de exaustiva pesquisa e muita aplicação, chegou a descoberta surpreendente sobre o desaparecimento de quase metade de antigos campeões do futebol do Brasil em 107 anos de profissionalismo.

Revela a matéria da UOL: “desde o pioneiro Campeonato Paulista de 1902, nada menos do que 329 equipes comemoraram títulos estaduais no país. Mas apenas 171 delas ainda participam do futebol profissional. Ou seja, o Brasil se ressente de 158 clubes vencedores, o que corresponde a 48% do total de campeões.

Juntos, eles somam 368 conquistas. Pelo menos 82 dessas entidades estão extintas, oito deram origens a outros times por meio de fusões e 68 afastaram-se da categoria profissional.

Nesta temporada, 195 antigos campeões estão fora das primeiras divisões estaduais, devido a rebaixamento, suspensão, licença temporária ou abandono definitivo. Com eles, saem de cena currículos que incluem 494 taças dessas próprias competições”.

Alegando problemas financeiros, neste ano quatro vencedores de estaduais se licenciaram: a atual tricampeã rondoniense Ulbra Ji-Paraná, o tocantinense Alvorada, os roraimenses Baré e River. Para 2010, mais baixas são esperadas, pois oito times tradicionais já caíram e três sofrem ameaça de rebaixamento.

Das 27 unidades federativas, 12 têm ao menos metade de seus campeões longe de competições profissionais: Amazonas (56,25%), Bahia (73,68%), Ceará (54,54%), Espírito Santo (64,7%), Distrito Federal (70%), Maranhão (61,53%), Paraíba (55,55%), Piauí (50%), Rondônia (76,92%), Roraima (50%), Santa Catarina (63,63%) e São Paulo (53,33%).”

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Postado em 01-05-2009 19:42

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Com suas canções extraordinárias Milton Nascimento marcou vários momentos especiais, em geral pungentes, da vida dos brasileiros.Um deles, na abertura política, na eleição das diretas já, no período de Tancredo Neves, com a canção “Coração de Estudante”, que foi o símbolo musical daquele período.Outra criação marcante é a Canção da América, feita no período triste da morte de Ayrton Sena em um 1° maio, há 15 anos passados. É esta a canção escolhida pelo Bahia em Pauta para esta sexta-feira. Ouça e medite, na voz inimitável de Ellis Regina.

(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 01-05-2009 17:48

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Ainda o maior ídolo
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Morto há exatamente 15 anos, em um acidente no GP de San Marino, a 1 de maio de 1994, quando era piloto da Williams, o tricampeão de Fórmula-1 Ayrton Senna continua como o maior ídolo do esporte brasileiro, segundo dados de pesquisa divulgada nesta sexta-feira, pelo jornal O Globo.

Segundo o levantamento, realizado pelo IBOPE/Troiano, a popularidade de Sena não é grande apenas entre os que vibraram com as vitórias dele durante as manhãs de domingo. De acordo com pesquisa , Senna (que teria 49 anos se estivesse vivo) é o esportista preferido dos jovens entre 15 e 19 anos – que praticamente não o viram pilotar.

O levantamento ouviu 390 adolescentes, que puderam escolher até cinco nomes de atletas brasileiros. Entre os rapazes, Senna ficou em primeiro lugar, com 31%, seguido por Felipe Massa e Kaká, ambos com 27%. Já entre as moças, o ex-piloto teve 26%, Kaká foi o segundo colocado, com 15%, e Bernardinho, do volei, o terceiro, com 9%. O atacante Ronaldo, idolo atual do Corinthians, recebeu 12% e 8%, respectivamente, de rapazes e moças.

(LEIA MAIS EM O GLOBO/ESPORTES)

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Postado em 01-05-2009 14:20

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Foto: Paris entardecer na Primavera

CRÕNICA DE VIAGEM

Sonhando com beijos “epidêmicos” em Paris

Aparecida Torneros

“O acaso me pegou como um caso sério. Afinal, depois de ter sonhado por décadas com uma viagem à Europa, tudo praticamente pronto, a uma semana do embarque, as amigas telefonam e pensam em desistir por conta da epidemia da gripe “porquinha”. Logo agora, que entre os roteiros turísticos que programos, além das idas a capitais de países ibéricos, cidades religiosas e terras galegas dos nossos ancestrais, eu somei os beijos parisienses, os chamados beijos prometidos… Como fazer para abrir mão dessa parte do alvoroço adolescente de que me vi tomada, nos mais recentes dias, imaginando as cenas, vislumbrando sensações de plenitude afetiva, para registrar quadros impressionistas inesquecíveis, aqueles em que as ruas da capital francesa seriam pano de fundo para beijos apaixonados?

Os argumentos das minhas companheiras de vida e viagem são plausíveis, centrados, afinal a pandemia da influenza suina ou A, como a querem rebatizar agora, nos coloca em situação à mercê do imponderável e imprevisível, nunca se sabe o que vem depois que a peste se instalar infectando os ares e as respirações de povos, adentrando por aeroportos e escondendo sorrisos atrás de máscaras de proteção. Uma delas me questiona: – Que graça teria essa viagem, asim, sempre com medo do que possa vir adiante, se fecham lugares públicos que pretendíamos visitar, se nos interrompem os passeios, se podem até nos impedir de sair de alguns lugares ou entrar em outros? Instala-se o pânico, vejo-me na idade média, sei lá, ou no início do século XX, quando minha avó contava que as carroças passavam nas ruas para recolher os cadáveres de vítimas da gripe espanhola. E não havia ainda o uso indiscriminado de antibióticos e nem a farmacologia tinha chegado aos patamares de sofisticação que alcançou atualmente. Porém, um mundo tão globalizado e em crise econômica, todo e qualquer procedimento que envolva a parada para pensar ou a matança de gente e de sonhos, tem uma aura de guerra sem estrelas, verdadeira batalha travada no inconsciente afetado pelo medo generalizado e por inimigos virais, passíveis de serem detectados em microscópios, passados por bocas, ai meu Deus, por bocas falantes, respirações ofegantes, sorrisos escondidos, talvez por mãos contaminadas, etc. etc.

E como ficarão os beijos em Paris? Adiados, descartados, esquecidos ou desistidos?
Difícil aceitar que vou acovardar-me diante de gripe emporcalhando vidas, e ainda por cima vou temer ser uma “Kamikase” dos melhores beijos “epidêmicos” que ainda quero provar em boca que me esperará em Paris. Nas próximas 24 horas, vou remoer pensamentos, resolver questões de medo e audácia, vou tentar convencer as amigas, vou rezar aos santos da Velha Europa para que me iluminem as idéias, e me mostrem que destino devo dar aos beijos “prometidos” e aos “sonhados”…

Já não posso permitir que eles fiquem eternamente “perdidos” por aí, pois, há uns anos atrás, um poema meu “procura-se beijo perdido em aeroporto”, deixou-me marca que custei a apagar. Logo agora, que reencontrei a chance de cantar como a Rosa Passos cantou magistralmente em Madri, um “Besame mucho”, carregado de latinidade abrasileirada e sutil, nem pensem os senhores de laboratórios onde se fabricam moléstias advindas de mutações virais, que vou permitir que injetem seus males nos meus “beijos desmacarados”.

Com máscaras de proteção fica impossível beijar e sentir o quanto lábios mornos e vivos são capazes de neutralizar medos e vírus. Minha Notre Dame, guardai nossos beijos, quer dizer , os meus, os dele, e os de todos que sonham com beijos assim, e, num milagre possível, rogai ao
Pai para que eu viaje, adentre sua Nave para agradecer a maravilhosa epidemia de beijos que testemunharei na face da Terra, apesar dos pesares, no mes das Nossas Senhoras, isso mesmo, num maio primaveril, de beijos em flor, pelos cantos de uma Paris que merecerei conhecer”.

Aparecida Torneros é jornalista e escritora carioca, autora de “A Mulher Necessária”.

maio
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Postado em 01-05-2009 09:34

Arquivado em ( Artigos) por bahiaempauta em 01-05-2009 09:34


Bellucci:negócio na Bahia

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Já separa o que pretende cologar na bagagem para embarcar rumo ao Brasil a atriz italiana Monica Bellucci, diva atual do cinema europeu, que começou a abafar no filme “Second Wind” (O segundo sopro), que abriu o prestigiado Festival de Veneza, em 2007.Bellucci, admiradora confessa do País, que passou o carnaval do ano passado com a família no Rio de Janeiro, deve desembarcar de novo por aqui em junho. Desta vez, segundo revela a revista Isto É, não vem apenas para lazer ou divertimento, mas a negócio também.

É verdade que o principal motivo da viagem da bela italiana é a participação, ao lado do marido e ator francês Vincent Cassel, de um evento relacionado com as comemorações do Ano da França no Brasil. No entanto, segundo a revista, há um forte motivo extra para a visita da estrela da nova campanha da Dior. Monica, segundo seus advogados, avalia a possibilidade de abrir dois restaurantes no Brasil: um em Sâo Paulo e outro na Bahia.

Boa Viagem

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