set
21

Postado em 21-09-2009 18:33

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 21-09-2009 18:33

Brasil abriga Zelaya em Honduras
Zelaya
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O ministro brasileiro das Relações Exteriores, chanceler Celso Amorim, que está em Nova Iorque para participar da cerimônia de abertura da Assembléia Geral da ONU, confirmou que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, eleito democraticamente e deposto por golpe militar,está na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital de Honduras.

Celso Amorim, segundo a edição on-line da TSE Rádio Notícias, de Portugal, adiantou que Zelaya chegou na representação diplomática brasileira na capital hondurenha por meios «próprios e pacíficos».

Até poucos momentos antes, porém, o ditador de Honduras, Roberto Micheletti, e fontes das Forças Armadas locais, negavam firmemente que Zelaya estivesse no país. Segundo Micheletti, Zelaya «está tranquilo numa quarto de hotel na Nicarágua»

Também um porta-voz das Forças Armadas das Honduras assegurou que é falso que o presidente deposto esteja de regresso ao país: «São mentiras. Manuel Zelaya não está aqui», afirmou Ramiro Archaga, daquela instituição militar.

No entanto, vários representantes da política internacional confirmaram também o regresso de Manuel Zelaya à Honduras. Venezuela, EUA e Guatemala foram alguns deles.

Fato confirmado , portanto, faltam os próximos passos de Zelaya, ainda incertos.

(Postado por Vitor Hugo Soares

set
21

Postado em 21-09-2009 18:00

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 21-09-2009 18:00

Diva procura irmã, Dinaelza, e o cunhado, Vandick
diva
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Marcelo procura o pai, Rubens paiva
marcelo
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Maria Olivia

O Governo Federal vai lançar campanha – dentro do Projeto Memórias Reveladas – com a participação de familiares de desaparecidos políticos na época da ditadura militar. Eles serão dirigidos pelos cineastas Helvécio Ratton, Cao Hamburguer e João Batista de Andrade. Nos filmes, relatam seus dramas na busca dos entes queridos e fazem um apelo para as pessoas que tenham documentos que possam esclarecer o que ocorreu com seus familiares os entreguem ao Arquivo Nacional. O governo garante o anonimato. Nos anúncios já gravados, entre outros, a baiana Diva Santana relata sua busca pelo paradeiro da irmã, Dinaelza e pelo cunhado Vandick Santana, que desapareceram no Araguaia e o escritor Marcelo Rubens Paiva fala de seu pai, Rubens Paiva.

(maria Olivia é jornalista)

set
21

Postado em 21-09-2009 14:45

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 21-09-2009 14:45

Zé Celso Martinez, em cena de Hamlet
Zécelso

Deu no Terra Magazine

Uma das personalidades mais importantes do teatro brasileiro. Zé Celso Martinez Corrêa dispensa comentários, mas vamos lá. Diretor, ator e dramaturgo, ele está em cena desde a década de 50. Nos anos 60, liderou o Teatro Oficina – grupo amador formado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Foi ali, no Largo de São Francisco, que se formou o Oficina. Hoje, um templo de cultura em São Paulo, que dali tem expandido raios iluminados para o país inteiro, incluindo a Bahia.
Inovador, contestador e originalíssimo, ingredientes indispensáveis para quem sonha com um país melhor, Zé Celso, hoje com 70 anos, esbanja vigor e muita disposição para seguir realizando em prol da arte no Brasil. Dirigindo, adaptando ou colaborando, ele trabalhou com nomes como Augusto Boal, Raul Cortez, Bete Coelho, Chico Buarque, William Shekespeare, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht, Gorki, Amir Haddad, Sartre, entre tantos outros.
É dele o polêmico (como sempre) manifesto publicado originalmente no site do grupo Oficina, com autorização para reprodução na revista digital Terra Magazine e que também Bahia em Pauta leva a seguir aos seus leitores.
( Maria Olívia e Vitor Hugo Soares)

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PLEBISCITO

José Celso Martinez Corrêa

Quando soube da candidatura de Marina Silva fiquei muito feliz. Sou admirador de suas lutas pela AMAzônia mas quando li uma reportagem sobre sua posição, pirei:
Criacionista, admite que Darwin deva ser ensinado nas classes mas juntamente com a BíBlia; contra o aborto e contra as pesquisas com células tronco e em religião não acredita na biodiversidade dos deuses, é monoteísta, evangélica!, causadora junto com outros monoteísmos de tanta guerra e terrorismo no mundo. Religiões que partem da idéia estúpida de que há somente uma verdade, a sua.
Se é para se ensinar a mitologia cristã da origem do homem na Bíblia vamos também fazer os alunos conhecerem os mitos e ritos indígenas, africanos, budistas, da arcaica e riquíssima Grécia, que narram a origem do homem. Como uma ecologista do Amazonas não pode ter percebido a riqueza imensa das religiões de origem Tupy!!!?
Quanto ao aborto, as brasileiras e também os brasileiros tem que ser os donos de seu próprio corpo. O Estado não tem que se meter. Isto é nazismo.
Nós precisamos nos desenvolver nesta maravilha que são as pesquisas sobre as células tronco. É sintoma de maior atraso, que pensei ser defendido somente por idiotas como Bush, e caí de quatro quando uma defensora da vida declara esta posição.
Vi no Jornal do Brasil, em uma pesquisa, que se Lula fosse candidato teria a a maior votação, em 1º Lugar, líder absoluto com 21,9% de votos e Serra em 2º lugar com apenas 7%.
Está claro que o povo de que faço parte quer a continuação deste governo que trouxe ascensão social da base da pirâmide, abriu-se para todo o mundo inaugurando uma política internacional de solidariedade e Lula tornou-se, por isso, como declarou o presidente Obama, o político mais popular do mundo, que fez criar-se um Ministério da Cultura com o divino Gil e o maravilhoso consolidador, o ecologista Juca Ferreira. A Polícia Federal, pelos poderes humanos como o do policial Protógenes, apesar de todos os panos quentes dos que não tem o espírito da res-pública, da coisa comum, tem conseguido trazer à tona toda a corrupção. A liberdade de manifestação no Brasil é completa, apesar de juízes como o que proibiu o jornal Estadão, darem os toques que indiciam a ditadura que paira ainda das oligarquias familiares no Brasil e que Lula tem sabido até usar para poder governar.
Se no Peru, na Venezuela, por razões democráticas diferentes, fazem-se plebiscitos para que governos que estão dando certo para a maioria permaneçam, porque não iniciarmos um movimento por um plebiscito para que Lula, atendendo à voz da democracia VIVA não formol-lizada, triunfe?
Amor Ordem e Progresso.

José Celso Martinez Corrêa é Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona. Em outubro, retorna a São Paulo com “Cacilda!!”. Artigo também publicado no site do Teatro Oficina.

set
21

Postado em 21-09-2009 14:06

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 21-09-2009 14:06

Briatore e Alonso: dúvidas na pista
F1

Depois que a escuderia francesa cobriu de vergonha a mais importante competição automobilística do planeta, o presidente da Renault, Bernard Rey, apresentou nesta segunda-feira, 21, um pedido de desculpas públicas a toda a comunidade da Fórmula 1, momentos após conhecer a punição de afastamento por dois anos das pistas de corrida , com suspensão de pena, imposta pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).

“Tomaremos as nossas próprias decisões no seio da equipa. Aceitamos plenamente a decisão do Conselho Mundial e apresentamos as nossas desculpas, sem reservas, à comunidade da F1, por um comportamento que consideramos inaceitável. Queremos esquecer rapidamente este episódio”, observou Rey, em comunicado.

A Renault foi punida com dois anos de suspensão no Mundial de Fórmula 1, por ter ordenado que o seu piloto Nelson Piquet Jr. simulasse um acidente para favorecer seu companheiro de equipe, o espanhol fernando Alonso, no Grande Prémio de Singapura.

Segundo informa a agência europeia de nitícias, Lusa, a escuderia francesa escapou a uma pena mais pesada pela manobra que visava favorecer a vitória do espanhol Fernando Alonso, mas não pode voltar a prevaricar em casos semelhantes durante os próximos dois anos, sob pena de ficar suspensa efetivamente dos circuitos.

Flávio Briatore, que deixou de ser o poderoso chefão da Renault na semana passada, foi afastado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), enquanto o diretor técnico executivo, Pat Symonds, que também abandonou a equipe, foi suspenso por cinco anos.

Fernando Alonso, antigo campeão mundial de F1, foi excluido de qualquer responsabilidade no processo, enquanto Nelson Piquet Jr. acusou Briatore de má conduta .

“Teve o meu futuro nas mãos e não se preocupou com nada. Agora, que assisto de fora a tudo, nem acredito que possa ter feito parte do plano”, disse o piloto, que acabou perdoado, mas seguramente terá de conviver ainda com grande peso moral e as suspeitas de seus companheiros de profissão, quanto às sua efetiva participação e responsabilidade neste triste episódio, considerado o maior escândalo da Fórmula 1 em todos os tempos.

Em comunicado, Nelsinho também desculpou-se perante todos os agentes da Fórmula 1 e pediu uma “segunda oportunidade” e disse tambem ter aprendido muito com o erro.
O presidente da FIA, Max Mosley, aludiu à pena como uma punição “sem paralelo” e explicou que a decisão de tirar fraudulentamente da corrida Nelson Piquet Jr., com um acidente provocado, pôs em cheque a vida do piloto, dos espectadores e dos oficiais presentes no circuito.

Enfim, foi benévola a punição para os responsáveis por esta vergonha criminosa no automobilismo mundial.

(Postado por: Vitor Hugo Soares, com informações da Lusa e DN, de Lisboa)

set
20

Postado em 20-09-2009 22:08

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 20-09-2009 22:08


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Enquanto os torcedores do Vitória seguem festejando intensamente o triunfo de sábado por 2 a 0 contra o Internaciona gaúcho, no Barradão, a música para encerrar o domingo, 20, é “Zanzibar”, com guitarrista baiano Armandinho à frente da Cor do Som. Vai para animar ainda mais a festa da torcida vermelho e preta da Bahia, apesar da letra falar em “tricolor colar”. Quem sabe um estímulo para a recuperação do time do Bahia, tão mal das pernas na segunda divisão!.

Além disso, com Zanzibar este site-blog preenche uma lacuna quando da publicação na sexta-feira do artigo de Janio Ferreira Soares sobre a falta que faz o cronista Armando Oliveira em Salvador, em cujo texto lembra da música e a Cor do Som. No dia, o editor não conseguiu encontrar Zanzibar no universo do You Tube. Mas lá da Califórnia, Regina mais uma vez deu um jeito em garimpagem que varou a madrugada, mas valeu a pena.

Afinal, é como diz uma ouvinte em comentário no You Tube: “Naum minha querida belzinha, o Armandinho não é um guitarrista, ele? é um VIRTUOSE. Sabe aquele cara que faz o que quer, se quiser, mas que para não ser bossal apenas toca música… Viva esse Gênio musical baiano, Viva Armando, filho de Osmar e cria do Trio baiano!”.

Viva! Confira, e boa noite

(Postado por Vitor Hugo Soares)

set
20

Postado em 20-09-2009 20:04

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-09-2009 20:04

Deu na VEJA

Na coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, saiu na revista Veja que está nas bancas, a seguinte nota:


Quem quer vender?

“O grupo Oi procura um jornal para comprar. Já fez uma tentativa em Brasília. Não vingou. Mas continuará na busca”.

set
20

Postado em 20-09-2009 19:49

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-09-2009 19:49

Deu na coluna
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O jornalista Augusto Nunes informa na sua coluna desta semana na revista VEJA:

“Os deputados federais recolocaram em movimento o trem da alegria que pretende despejar nas Câmaras Municipais mais de 7.000 cabos eleitorais a bordo. O trem vai parar no meio do caminho”.

set
20

Postado em 20-09-2009 13:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-09-2009 13:46

Mãe Hilda: lacuna no Curuzu
Hildadoilê
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Sob aplausos e muita emoção na cerimônia com expressivos momentos marcado pelo forte sincretismo religioso baiano, a ialorixá Mãe Hilda , líder espiritual do terreiro Ilê Axé Jitolu, do bairro do Curuzu, – área de nascimento da comunidade cultural do famoso bloco bloco afro Ilê Aiyê – foi sepultada na manhã deste domingo, 20, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Antes do sepultamento, a que compareceram o governado Jaques Wagner, de religião judaica, e o prefeito evangélico João Henrique Carneiro – que decretou três dias de luto na cidade – centenas de filhos e filhas de santo ligados ao terreiro Ilê Axé Jitolu permaneceram em vigília durante toda a noite de sábado e madrugada de domingo.

Por volta das 8h30 , todos se reuniram em volta do caixão para entoar os cânticos e dar início ao comovente cortejo fúnebre, seguindo os rituais dos cultos de Candomblé. Entidades dos cultos afro-brasileiros incorporadas lideraram o cortejo, que seguiu até a entrada do Curuzu. A cerimônia teve sequência no Jardim da Saudade onde, por volta das 10h30, Mãe Hilda foi sepultada sob aplausos dos presentes, quase todos vestidos de branco.

Vovô, filho de Mãe Hilda e principal dirigente do bloco afro Illê Ayê, informou que o terreiro permanece de luto e realiza rituais pelos próximos sete dias. Os projetos com o Ilê Aiyê deverão continuar, mas ainda não se sabe como os trabalhos serão conduzidos a partir de agora.

AMIGA DE LULA- Mãe Hilda era a grande incentivadora dos projetos culturais do Ilê Aiyê e tinha um carinho especial pela escola do Curuzu que leva o seu nome, visitada por Lula – amigo pessoal da ialorixá falecida – na campanha de 2002, quando ele prometeu “olhar com especial carinho para o projeto de Mâe Hilda, que vejo como um exemplo para o país”.

Além da educação formal, os alunos da Escola Mãe Hilda recebem formação artística e de cidadania. A instituição é também uma das referências no ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira.

Mãe Hilda, consagrada a Obaluaê, é que presidia também, todos os anos, a belíssima cerimônia religiosa do Curuzu transmitida para várias partes do mundo, antes do tradicional desfile do Ilê no sábado, no carnaval de Salvador.

(Postada por: Vitor Hugo Soares)

set
20

Postado em 20-09-2009 12:29

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 20-09-2009 12:29

Luis Francisco: sem trégua para Hilderando
lufrancisco
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Deu no Blog da Amazônia

Esta matéria está no correto Blog da Amazonia (www.blogdaamazonia.blog.terra.com.br) do jornalista Altino Machado. Vale reprodução no Bahia em Pautaa , para reflexão neste domingo, 20, pois a mídia brasileira tentou “matar” o procurador Luis Francisco, mas ele continua na ativa e muito bem obrigado. Amanhã, dia 21 de setembro, será o julgamento do ex-deputado Hildebrando Pascoal.

(Maria Olívia, jornalista)

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Luiz Francisco Fernandes de Souza

Na segunda-feira, 21, quando sentar no banco dos réus para ser julgado pelo “crime da motosserra”, o ex-deputado Hildebrando Pascoal haverá de ser atormentado pela lembrança do procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza, 47 anos, principal responsável por desarticular a organização criminosa da qual era o líder e que submeteu o Acre ao terror e barbárie nas décadas dos 1980 e 1990.

Luiz Francisco estava com 33 anos quando desembarcou em Rio Branco para chefiar o Ministério Público Federal no Acre. Obcecado por deter as ofensivas de Pascoal e seu bando, chegava a passar dias e noites sem tomar banho, alimentando-se precariamente. Exausto, se recolhia por no máximo três horas num quarto que se limitava a precário banheiro, minúsculo guarda-roupa, rádio de pilha e colchão no chão.

O procurador nasceu em Brasília, é ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário e ex-sindicalista. Dias antes de ingressar no Ministério Público Federal, em 1995, cancelou a filiação ao PT, fez as malas e veio para o Acre para a sua primeira e mais espetacular ação como símbolo de uma geração de procuradores destemidos que despontava no país.

Luiz Francisco, como é mais conhecido, continua o mesmo: solteiro, mas há dois anos deixou a casa dos pais, financiou a compra de uma casa e pilota o terceiro fusca (dois foram roubados) de sua vida. Continua desengonçado, não suporta gravata e seus ternos pedem socorro.

Na segunda-feira, a partir de seu escritório em Brasília, o procurador regional do Distrito Federal estará antenado no andamento do julgamento do ex-deputado que mandou para a cadeia.

Diz que não guarda rancor de Hidebrando Pascoal e espera que seja condenado mais uma vez.

– Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O “diacho” é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.

O procurador sempre esteve envolvido em diversas polêmicas, mas registra em sua carreira um fracasso nas denúncias que lançou contra Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique.

Eduardo Jorge foi absolvido das denúncias e o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu que ele fora alvo de perseguição política. Condenado a 45 dias de suspensão, Luiz Francisco recorreu, alega que o caso está prescrito, mas não se dá por vencido.

– Na verdade Eduardo Jorge não foi inocentado porque ele nem chegou a ser investigado. Quebrei o sigilo dele três vezes. A investigação dependia disso, mas todas às vezes ele conseguiu suspender a quebra do sigilo.
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Leia íntegra da entrevista no Blog da Amazônia)
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BLOG DA AMAZÔNIA – Você chegou ao Acre no dia 27 de junho de 1995 e retornou para Brasília no dia 12 de julho de 1996. Em um ano você desmobilizou e fez as denúncias que culminaram por levar Hildebrando Pascoal à prisão. Como se sente?
LUIZ FRANCISCO FERNANDES DE SOUZA – Foi um trabalho de equipe do qual participaram pelos menos 15 procuradores da República. Mas foi, acima de tudo, um trabalho em parceria com a sociedade organizada acreana, inclusive contigo, Altino. Também colaboraram outros jornalistas e pessoas como o bispo dom Moacir Grechi ou pessoas que romperam após trabalhar para Hildebrando Pascoal. Trabalhamos até com pistoleiros dele, que nos passavam informações. Pessoas bem próximas do Hildebrando, não suportaram as barbaridades que ele cometia e o entregaram. Foi um trabalho coletivo, não foi um trabalho meu. Até delegados, como o Carlos Bayma, nos ajudaram. Além disso, foi o trabalho dos jornalistas acreanos que levantaram tudo, o que inclui o pessoal da Gazeta, você, Página 20, todo mundo.

Você estava com apenas 33 anos. Foi a impetuosidade da idade que o fez se expor tanto contra uma organização criminosa?
Eu estava cercado de pessoas muito boas para fazer o trabalho, como Henrique Corinto, você, além de jornalistas como Charlene Carvalho e Angélica Paiva. Havia também o pessoal do Comitê Chico Mendes, a então deputada Naluh Gouveia. Eram vocês que faziam a minha linha de proteção. Eu não me expus tanto. Você se expôs bem mais porque esteve na toca da onça quando foi realizar aquela entrevista na casa dele. Por uma palavra ou outra, naquela ocasião ele poderia ter matado você, dar um tiro brincando porque é desequilibrado. Foi o mesmo risco ao qual se expôs o desembargador Gercino José da Silva, que presidia o Tribunal de Justiça. Foi um bom trabalho acreano.

De todas aquelas histórias envolvendo o crime organizado, qual o episódio que mais chocou a você?
Foi o seqüestro da Clerisnar, mulher do José Hugo, assassino de um irmão de Hildebrando. Ela foi seqüestrada com seus filhos e aquilo foi o que me fez mexer. Ela ficou nas mãos de seus algozes e foi levada para São Paulo. Chocou-me por pensar no sofrimento e agonia da mulher com os filhos.

Fiquei chocado mesmo quando você me chamou ao seu gabinete para mostrar as fotos do “Baiano” com os braços e pernas serrados, emasculado, com um prego na testa e crivado de balas.
Aquilo também me chocou. Para tirar aquelas fotos teve gente que arriscou a vida no Instituto Médico Legal. As fotos são decisivas. Qualquer pessoa com a mínima consciência passava a querer fazer alguma coisa.

Acredita que Hildebrando Pascoal possa ser absolvido pelo júri por causa do “crime da motosserra”?
Espero que não. Espero também que ele, na prisão, pegue a Bíblia, leia, se acerte com Deus direitinho e possa até cuidar melhor da esposa e dos filhos dele. Ele e eu, quando morrermos, vamos nos encontrar com Deus. É bom que a gente tenha coisas boas para poder mostrar a Deus. O “diacho” é que foram muitos crimes que ele praticou. Claro que não tenho a menor raiva de ninguém, graças a Deus, e torço para que não aconteça nada de mal com ele. Eu só não gosto da impunidade. Quando uma pessoa é serrada viva, neste caso não pode ter impunidade.

A defesa vai argumentar de que não existem provas de que foi Hildebrando Pascoal quem serrou o “Baiano” e que o ex-deputado é um preso político.
Existe um caminhão de provas, que mostram que ele estava envolvido e coordenou muito mais coisas. Acredito que o júri vai decidir de outra forma. Ele não tem nada de preso político. Os fatos que envolvem a família do Hildebrando, desde a morte da mãe dele, quando mataram um médico, capitão do Exército, porque julgaram que ele havia sido negligente no atendimento da mulher, é mais uma evidência de que cometiam crimes comuns. Não tem nada de crime político. Foram grandes crimes que foram cometidos e que a sociedade acreana se movimentou para livrar o Acre da barbárie. Eu ocupava um cargo que me permitia ser como um catalizador, alguém que estava na foz, onde desaguam as águas. Mas a reação contra ele veio da sociedade, de coronéis da PM que o denunciaram, de delegados antigos que depuseram contra ele, de pessoas que trabalhavam com ele dentro da casa dele e até de pistoleiros e traficantes.

Hildebrando já tem 88 anos de condenação. Vai morrer na prisão?
Ninguém pode ficar mais de 30 ano na cadeia. Mesmo que tenha mil anos de condenação, o teto é 30 anos. Alguns acham que isso é uma benesse, mas não é favor para os criminosos. Na Europa, em geral, as penas são de 10 a 20 anos. É irrisória a quantidade de pessoas que sobrevive a 30 anos de cadeia. Quase todos morrem após 20 anos de prisão. Quase ninguém consegue permanecer 30 anos preso.

Um médico que já atendeu várias vezes Hildebrando nos últimos anos, disse que ele está destruído. Segundo o médico, ele é uma flor murcha, com problemas graves de diabetes, hiperpetensão, cardíaco, além de uma profunda depressão que o leva ao choro todos às vezes que é chamado de coronel.
A pessoa, assim como um bicho, não foi feita para estar presa. A tendência é definhar, enfraquecer, enlouquecer. Por isso que o Hildebrando tem que encontrar a paz dentro do presídio. É muito importante que as pessoas que amam ele, o visitem, levem livros, para que ele possa resistir sem ficar doido. Após os 30 anos, ele tem o direito de sair, como todo preso brasileiro.

Algum temor por causa da atuação mais destacada para desmobilizar o crime organizado no Acre e mandar Hildebrando Pascoal para a prisão?
Eu nunca tive nenhum temor. A única vez que fui ameaçado no Acre aceitei como segurança apenas um rádio para comunicação direta com a Policia Federal. Durante a CPI do Narcotráfico, em 1999, fiquei 20 dias no Acre sob proteção da Polícia Federal. Quando voltei para Brasília, jamais pedi proteção. Continuo caminhando na rua normal. Se acontecer alguma coisa comigo, terei uma morte muito bonita, sem o menor problema. Caso Hildebrando ou qualquer outro queira me matar, é muito simples: contrata um pistoleiro e manda para cá porque a coisa mais fácil do mundo é me matar. Não tenho nenhuma segurança e sequer ando armado.

O Acre mudou após a prisão de Hildebrando?
Sim. Acho que o governo Lula mudou o país. Claro que poderia ter sido muito melhor. Poderia ter rompido não pagando a dívida pública externa, não aderindo à política financeira do PSDB, acabando com o latifúndio, erradicando o analfabetismo. Acho que o governo Lula poderia ter feito coisas que o presidente Hugo Chávez está fazendo na Venezuela. Pelo menos não está tendo entrega do patrimônio público no Brasil. Os projetos do Pré-sal, por exemplo, são todos eles para deixar que o Estado, a Petrobras e o povo brasileiro controlem a massa imensa de petróleo, onde a gente tinha reserva de 14 bilhões e vai ter agora de 114 bilhões. É uma riqueza gigantesca sob controle do povo brasileiro, enquanto o governo anterior pegou a Vale do Rio Doce, praticamente do mesmo tamanho da Petrobras, e entregou de graça por 3 bilhões. A Vale, que detém as maiores jazidas de ferro do Planeta.

Seus críticos dizem que você anda sumido do noticiário político-policial, que não atua contra a gestão do presidente Lula da mesma forma que atuava contra a gestão do então Fernando Henrique Cardoso. Como avalia?

Avalio muito bem. Minha pressão arterial caiu de 16 para 11. Eu nunca gostei de ficar no foco. O que sempre gostei foi de processar quem eu bem entendia. Lido com mais de 40 tipos de recursos de 14 estados com 62 milhões de pessoas – toda as regiões Norte, Centro-Oeste, mais Minas, Bahia, Maranhão e Piauí. É uma massa de trabalho enorme. Os últimos trabalhos que fiz foram a abertura da CPi do Banestado e de procedimento contra Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Tenho muito orgulho disso, assim como tenho muito orgulho de ter feito o senador ACM renunciar. Aqui em Brasília eu levei três senadores à renúnica: Luiz Estevão, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Me sinto muito bem por ter brigado contra essa gente. Sinto alegria de ter brigado contra Jorge Bornhausen e Fernando Henrique. É mentira quando dizem que não agi contra o governo Lula. É verdade que agi menos contra o governo Lula, mas porque o governo dele deu muito menos razão para a gente agir. Não foi apenas eu, mas o Ministério Público, de modo geral, processou bem menos o governo Lula do que o governo FHC. Mas isso é porque tem bem menos ilicitudes no atual governo.

set
20

Postado em 20-09-2009 11:59

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 20-09-2009 11:59

Neste 20 de Setembro em que os gaúchos comemoram mais um aniversário da Revolução Farroupilha com hinos, discursos, churrascos dos bons ,bate, bombachas e justificado orgulho regional , a música para começar o dia é “Rio Grande do Sul”. Aqui vai interpretada pelo célebre e inimitável Conjunto Farroupilha, na gravação usada na abertura da programação da TV Guaiba de Porto Alegre nos anos 90.

Só para clarear a memória é preciso dizer que, em 1835, um grupo de revolucionários iniciou, no Rio Grande do Sul, uma luta contra o poder central. Segundo os historiadores, cerca de 20 mil participaram dos combates, que durou dez anos e se constituiu no mais prolongado e épico conflito na América do Sul. A batalha tirou a vida de 3.500 pessoas. Entre as principais causas do levante estavam a grande taxação dos produtos agropecuários, especialmente o charque e a expropriação e desvio de recursos acumulados no estado.

A Revolução Farroupilha é tema de tratados, romances, novelas, seriados, filmese belas canções como esta que Bahia em Pauta oferece neste dia aos seus leitores ouvintes ( um abraço especial para a gaúcha Helga, incentivadora do BP), ao tempo em que abraça e homenageia todos os gaúchos, inclusive os torcedores do Internacional, que ontem baqueou frente ao Vitória, no Barradão. É isso tché, de batalhas com vitorias (sem segunda intenção) e derrotas é que se faz a vida. Boa festa, gauchada!

(Vitor Hugo Soares)

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