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Postado em 29-12-2009 22:57

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 29-12-2009 22:57


BOA NOITE1

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Postado em 29-12-2009 22:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 29-12-2009 22:13

Lyndon B. Jonhson no traço genial de Levine

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Deu no jornal Público (Portugal)

Morreu David Levine, o pintor e ilustrador cujas caricaturas de intelectuais, políticos e atletas, com grandes cabeças e pose implacável, em sombreado feito com finos traços a preto e branco, eram a imagem de marca da “New York Review of Books”, publicação referencial para os intelectuais norte-americanos

Com 83 anos, Levine vivia no bairro do Brooklyn. Morreu devido a um câncer de da próstata e outras complicações da doença, segundo noticiou o “New York Times”.

Não era o macabro, ou a crítica social, nem mesmo o humor absurdo da vida quotiniana ou o que há de neurótico em cada personagem que distinguiam o seu trabalho, sublinha o jornal nova-iorquino. Mas o seu trabalho era profundo e artístico de uma forma literária, “o que leva muitos a sugerir que era herdeiro dos mestres da ilustração do século XIX Honoré Daumier e Thomas Nast”.

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Postado em 29-12-2009 21:05

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 29-12-2009 21:05

E aí, governador?

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Ao participar da aula inicial do curso de Formação de Soldado, ao lado do comandante da PM, no Hotel Pestana, o governador Jaques Wagner fez o dicurso ideológico do combate à violência, bem ao gosto petista:
Disse Wagner:

“Segurança começa com inclusão social, no desenvolvimento dos valores da família, na cultura, na educação, na água, no saneamento. E isso nós já estamos fazendo. Na medida em que incluímos socialmente, geramos mais empregos, nós diminuímos a tensão na ponta, que é onde há o enfrentamento do crime organizado e da marginalidade”, discursou.

Tudo bem governador, palavras justas e bonitas. Mas no meio disso tudo há uma situação que fica cada vez mais feia, dos roubos que se multiplicam e da violência cega que segue ceifando vidas na capital e no interior.

A pergunta que não quer calar:

Enquanto a demorada inclusão social não se completa, como fica a segurança do cidadão que paga impostos e vive acuado, governador Wagner?

dez
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Postado em 29-12-2009 17:01

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 29-12-2009 17:01

Iranianas protestam: sinais da mudança

Deu na coluna

Como na cançao de Chico Buarque de Holanda do tempo da ditadura brasileira, o jornalista político Ivan de Carvalho olha para Irã deste final de 2009 e identifica animadores sinais de mudança na terra dos Ayatolás. O véu vai gradualmente descobrindo faces, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada.Para Ivan, no texto de sua coluna desta terça-feira, 29, na Tribuna da Bahia, que Bahia em Pauta reproduz, há sinais animadores de que um novo tempo de liberdades públicas e respeito aos direitos humanos, em especial os das mulheres, já se anuncia em Teerã.

(VHS)
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OPINIÃO POLÍTICA/ VÉUS

VAI PASSAR

Ivan de Carvalho

O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou ontem que pelo menos oito pessoas morreram no domingo, nos confrontos entre manifestantes oposicionistas e a forças de segurança (ou insegurança) do governo. Vale notar que são números oficiais e não conferidos por fontes independentes. Aliás, a esse respeito, o governo iraniano proibiu a presença da imprensa internacional nas áreas em que ocorram manifestações. Entre os mortos está um sobrinho do líder da oposição, Mousavi, que disputou a eleição presidencial com Ahmadinejad. Isto preparou o cenário para mais protestos de rua.

É o segundo episódio mais grave desde a suposta reeleição do presidente Ahmadinejad, aquele que tem a sem-vergonhice (vamos usar a expressão certa para a coisa errada) de reiteradamente negar o Holocausto, a matança de seis milhões de judeus pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. O mesmo Ahmadinejad recentemente recebido no Brasil com rapapés e salamaleques do presidente Lula e do Itamaraty. Nos protestos anteriores, contra a fraude, morreram 70 pessoas, centenas foram presas e alguns manifestantes condenados à morte.

Há mais de uma semana os manifestantes ocupam as ruas das principais cidades do país, entre elas a capital, Teerã e a “cidade santa” de Qom, onde se concentram os religiosos da alta hierarquia muçulmana xiita que manda no país – desde a “revolução islâmica” liderada pelo ayatollah Ruhollah Komeini em 1979 –, diretamente em muitas coisas e em outras por intermédio do presidente (?) Ahmadinejad, desde sua reeleição chamado de ditador pela oposição, que considera a reeleição resultado de uma imensa fraude eleitoral. A nova crise começou com as grandes manifestações de adeus ao grão ayatollah Montazeri, considerado liberal e de tendência simpática à oposição e seu líder Mousavi. Montazeri morreu em idade avançada. Ontem, a Guarda Revolucionária, elite das forças armadas iranianas, e a “milícia islâmica” anunciaram (ameaçaram) que estão “totalmente prontas” para intervir contra os manifestantes.

Mas o que está realmente acontecendo no Irã? Difícil analisar ou especular no espaço restrito que me é reservado neste jornal. Mas está evidente que a “revolução islâmica”, com sua ditadura teocrática em nome de Allah (que certamente abomina essas coisas), cansou grande parte da população. Até as mulheres, sujeitas a normas extremamente rígidas, reagem. A barra dos vestidos sobe disfarçadamente, centímetro a centímetro. O véu vai gradualmente descobrindo o rosto, recuando até deixar à vista o rosto e parte do cabelo. Então a repressão é acionada e tudo volta ao que era, à espera do momento de nova tentativa.

A situação atual lembra o governo Costa e Silva, no Brasil. Uma atenuação do autoritarismo, manifestações, um estudante morto no Calabouço, no Rio de Janeiro, a passeata dos cem mil, um discurso mal pensado, e, então, de volta a repressão, os mais pesados anos de chumbo, do AI-5 até o fim do governo Médici. Mas isto passou. Um dia passará também no Irã.

dez
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Postado em 29-12-2009 14:08

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 29-12-2009 14:08

DN: um jornal com história

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Uma das fontes informativas européias mais confiáveis e referênciais, ao lado de PÚBLICO, para o site blog Bahia em Pauta em seu noticiário gerral desde o início, o jornal lisboeta Diário de Notícias completa 145 anos de existência, nesta terça-feira, 29.Isso o torna um dos jornais mais antigos de Portugal.

Fundado no dia 29 de Dezembro de 1864 por Eduardo Coelho e Tomás Quintino Antunes, o Diário de Notícias nasceu na Rua dos Calafates (que hoje se chama Rua do Diário de Notícias), no Bairro Alto, e já teve ao longo da sua história vários colaboradores que marcaram diferença na escrita, entre os quais Eça de Queirós e José Saramago. Este último foi diretor-adjunto do jornal em 1975.

Quando começou a circula e DN custava dez réis (um preço baixo para a época, em que os jornais custavam 30/60 réis), e propunha-se publicar notícias diárias, de todos os países e de todas as especialidades.

Foi o primeiro jornal de venda ambulante nas ruas e ao fim de seis meses de publicação tinha um volume de receitas em publicidade considerável, já que oferecia espaço para os anunciantes a um valor muito abaixo da média cobrada pelas publicações da época.

Situado no n.º 266 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, o edifício do Diário de Notícias, projectado por Pardal Monteiro e com a colaboração famosa de Almada Negreiros, autor dos afrescos do espaço que hoje abriga a galeria do Diário de Notícias, foi considerado “imóvel de interesse público” e distinguido com o prémio Valmor em 1940.

Na primeira página do DN do dia da inauguração do edifício, 25 de Abril de 1940, diz-se que este foi “um acontecimento marcante na vida nacional”, onde estiveram presentes o Chefe de Estado, General Óscar Carmona, “cinco membros do Governo” e “muitas das individualidades mais representativas do nosso meio”. Até Amália Rodrigues cantou na galeria do Diário de Notícias.

A sede histórica do Diário de Notícias (na foto, actual) foi o primeiro edifício construído em Portugal de propósito para albergar um jornal, com espaços pensados para a redacção e para o sistema de impressão do jornal. Duas rotativas, uma Hoe & Cabtree (1940-1981) e uma Koenig (1957-1990) imprimiram o Diário de Notícias até a tecnologia ditar novos rumos.

No dia do seu 131.º aniversário, em 1995, e sob alçada de Mário Bettencourt Resendes, antigo director do jornal e atual provedor dos leitores, o DN lançou a sua primeira página na Internet, que funcionava na morada http://www.dn.pt:8080.

Com uma tiragem média de mais de 43 mil exemplares, números referentes a Novembro, o Diário de Notícias teve também vários proprietários. Atualmente pertence à Global Notícias,

Parabens DN e muitos anos mais de vida e de notícias!

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do DN)

dez
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Postado em 29-12-2009 11:57

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 29-12-2009 11:57

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E enquanto nos preparamos para escutar amanhã, 30, a palávra sábia da ialorixá Stela de Oxossi, que tal ouvir hoje,29, como música para começar o dia Oração a Mão Menininha, do mago eterno da canção baiana, Dorival Caiymi? Melhor ainda neste vídeo do You Tube selecionado por Bahia em Pauta na intrerpretação em feitio de oração de cair o queixo, a cargo de um trio notáverl de santamarenses: Caetano Veeloso, Maria Bethãnia e Dona Canô. Simplesmente fantástico. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 29-12-2009 11:29

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 29-12-2009 11:29

Mãe Stella: atenção que ela vai falar

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Mãe Stella vai reunir a imprensa nesta quarta-feira, 30, para falar sobre o caso do garoto do oeste da Bahia que teve várias agulhas colocadas no corpo pelo padrasto, ato de perversidade que ainda choca o país e o mundo onde o acompanhamento do caso tem merecido grandes espaços.

A referencial ialorixá filha de Oxóssi, 84 anos, vai falar sobre os rumores de que o caso do garoto que baiano estaria ligado a rituais praticados por religiões de matriz africana. Mãe Stella, uma das mais respeitadas autoridades religiosas do candomblé brasileiro, conversa com a imprensa às 9h, na Casa de Xangô, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, que fica no bairro do São Gonçalo do Retiro.

O presidente do Conselho Civil da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá, Ribamar Daniel, informou que o objetivo da coletiva é “desmistificar” essas aproximações entre o ritual violento e as religiões de matriz africana, além de deixar claro que as atrocidades praticadas pelo padrasto do garoto não têm nenhuma relação com as práticas do candomblé.

dez
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Postado em 28-12-2009 22:58

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 28-12-2009 22:58

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Postado em 28-12-2009 22:41

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 28-12-2009 22:41

Umar Farouk:furou todos os bloqueios/NYT
Farouk
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ROSANE SANTANA

BOSTON (EUA) – A repercussão do atentado frustrado contra um avião da Noryhwest Airlines, vindo de Amsterdã, enquano sobrevoava Detroit, no Dia de Natal , obrigou o presidente Barack Obama a uma pausa em suas férias, no Hawai, segunda-feira, 28, para acalmar os ânimos dos americanos, amedrontados com a possibilidade de um novo ataque terrorista. O presidente determinou uma completa revisão nas normas de segurança dos EUA, mais uma vez postas em xeque.

“O povo americano deve ter certeza de que estamos a fazer tudo em nosso poder para manter você e sua família segura e protegida durante os feriados”, disse Barack Obama, segundo noticiou a edição online do jornal The New York Times na noite de segunda-feira, 28. Os aeroportos registraram filas enormes e os passageiros foram submetidos a mais medidas restritivas.

Muita gente se pergunta, como o autor do atentato, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, que figurava na lista de suspeitos de terrorismo do FBI, conseguiu embarcar na aeronave, a serviço da Al Qaeda, que reivindicou a autoria do crime.

A sociedade americana tem levado ao extremo a filosofia do politicamente correto, sobretudo em relação aos negros, a tal ponto que a cor da pele virou espécie de salvo-conduto e ninguém, absolutamente ninguém, nas relações sociais, ousa contrariar ou até mesmo contestar um cidadão, cujo fenótipo cor da pele demonstre ascendência africana, mesmo se este é flagrado em situação de afronta à cidadania. Principalmente, se do lado oposto está um branco de olhos azuis. Com a eleição de Barack Obama, um afro-americano, para a presidência da República, a situação se agravou.

Há um acordo tácito nesse sentido, sempre confessado à boca pequena, quando alguém se vê no centro de um embróglio envolvendo negros, temendo ser acusado de discriminação racial, numa sociedade onde os Direitos Civis são levados a sério, a Justiça é rigorosa e célere, e os africanos e seus descendentes são sempre vitimizados.

Esse comportamento, em minha opinião, pode explicar como o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23, passou fácil pela segurança e quase explodiu uma aeronave da Northwest Airlines, trazendo pânico à sociedade americana e a passageiros de todo o mundo, além de colocar em xeque a segurança da maior potência militar do Planeta.

Rosane Santana, jornalista baiana, mestre em História pela UFBA, mora em Boston e estuda na Universidade de Harvard)

dez
28

Postado em 28-12-2009 22:00

Arquivado em ( Aparecida, Artigos) por vitor em 28-12-2009 22:00

Sãofrancisco
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CRÕNICA/ MISSÃO

Os “franciscanos” Lucas e Tobias

Aparecida Torneros

Cruzei com eles em Búzios. Um andava descalço, me disse que sua vida anterior fora em Belo Horizonte, antes de abraçar a missão de se dedicar aos pobres. Adotou o nome de Tobias, usa o corte de cabelo igual aos primeiros seguidores de Chico de Assis, o santo católico italiano que desafiou os poderosos, ao defender pessoas abandonadas e animais, há séculos atrás.

O outro, que me perguntou se podia brincar, fazendo uma careta alegre na foto que tiramos, chama-se Lucas, veio das bandas de São Paulo. Contaram-me que vivem na cidade praiana fluminense, numa casa de acolhida a gente que é recolhida nas ruas de cidades como o Rio de Janeiro, entre outras.

Quando perguntei como são essas criaturas que eles cuidam, sua expressão era de compaixão e amizade. Tobias definiu: “nossos irmãozinhos que vem das ruas, em sua maioria, sofreram muito e alguns precisam lutar contra o vício do álcool. Na casa, temos recebido homens entre 40 e 70 anos e vivemos somente de doações. Aceitamos roupas e alimentos, além de medicamentos, concluiu”.

Conversamos sobre outras coisas mundanas, como por exemplo o hábito de andar descalço nas ruas, ou a fuga das suas vidas anteriores, ou ainda sobre o resgate da causa dos degredados, dos excluídos, dos chamados “zeros” à esquerda. Os dois jovens sorriam mansamente enquanto me respondiam. Olhares plácidos, simpáticos, atenciosos, me pediram que indicasse nomes para que incluissem nas suas orações.

Agradeci. Dei alguns nomes. Senti-me pequenina diante da grandeza do seu gesto de enfrentar as agruras do seculo XXI como instrumentos da paz cristã. Seguem à risca a oração famosa do Mestre, consolam onde há desespero e onde há ódio, levam amor aos corações. Imagino que todos os dias devem reforçar suas crenças nos exemplos de Franciso, Antônio e Clara, entre tantos, que fundaram alicerces de dedicação ao próximo na era moderna.

Os filhos de S.Francisco seguiriam a pé. Podiam pegar um ônibus em direção à casa onde vivem e trabalham, mas não levam dinheiro e se precisam de algo, pedem, são pedintes da caridade alheia.

Quando ofereci o dinheiro para que pegassem um transporte, só aceitaram a quantia exata correspondente ao valor das passagens. Mas, como eu não dispunha de dinheiro trocado, e teriam que ficar com o troco, foi mesmo muito difícil convencê-los que eu não queria a sobra. Podiam levar, eu argumentei.

Entretanto, os meigos rapazes foram comigo ao jornaleiro e a um bar na tentativa de trocar a nota de 10 reais. Alegavam que só precisavam tres reais e 60 centavos e que não era certo ficarem com o resto.

Em dado momento, tive a luz. E o pão? Não tinham que comprar pão para os habitantes da casa? Pois que passassem numa padaria e gastassem o restante da quantia em pães para os irmãos. Que retornassem à casa levando aproximadamente seis reais de pão. Era uma doação que eu estaria fazendo, falei.

Lucas e Tobias me beijaram as mãos e o rosto. Foram-se com seu passo lento. Agradeceram. Legaram-me uma profunda lição. Deixaram-me a lembrança da foto do nosso encontro. Muito mais, me exemplificaram sobre a renúncia ao mundo consumista.

Despedimo-nos e segui para encontrar minhas amigas que me esperavam no restaurante. Ao entrar e sentar para almoçar, agradeci o prato de comida, repensei sobre o dinheiro, revi conceitos sobre o amor e a missão que damos às nossas vidas. Alimentei o corpo, embora a alma já tivesse se alimentado de sabedoria e desprendimento.

( Aparecida Torneros, jornalista, escritora, mora no Rio de janeiro, onde edita ol Blog da Mulher Nercessária.).

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