jun
11

Postado em 11-06-2009 14:20

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 11-06-2009 14:20

A música para começar a tarde nesta quinta-feira (11), feriado de Corpus Christi, traz ao Bahia em Pauta a voz e a presença marcantes da cantora baiana Vânia Abreu, que se apresenta amanhã em Salvador em espetáculo imperdível para quem gosta de boa música e desta intérprete de primeira linha da MPB. De São Paulo, onde mora atualmente, a artista falou por telefone com o radialista Mário Kertész, durante o programa “Jornal da Cidade”-Edição do Meio -Dia de ontem (10). Vania Abreu disse estar ansiosa para mostrar em Salvador as músicas de seu show “Namorado de Luxe”. A cantora adiantou que a sua apresentação especial pelo Dia dos Namorados, nesta sexta-feira (12), terá muitas surpresas, arranjos musicais diferenciados e releituras de canções de grande sucesso de compositores como Caetano Veloso e Flávio Venturini. Aqui, Vania Abreu interpreta “Dó de mim”, de Peri Cordeiro, uma das mais belas envolventes canções de seu repertório, com a marca interpretativa única desta baiana especial.

(Postado por;Vitor Hugo Soares)

jun
11

Postado em 11-06-2009 13:28

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 11-06-2009 13:28

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Jornalista ensina como transformar limões

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Na sua edição on-line desta quinta- feira o jornal Tribuna da Bahia publica, na coluna política assinada pelo jornalista Ivan de Carvalho , o artigo intitulado “Atenção, tensão e tesão”. O autor fala do dia-a-dia nas redações dos jornais e nos ambientes da política baiana, mexendo com extremo bom humor e senso de oportunidade nas mazelas de ambos.Uma aula de texto e do melhor jornalismo político que se faz por aqui e que o Bahia em Pauta reproduz para seus leitores. Confira a seguir:

(Vitor Hugo Soares, editor)

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ARTIGO

ATENÇÃO, TENSÃO E TESÃO

Ivan de Carvalho

“Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que o artigo que segue foi escrito para ser publicado ontem. Mas em seu lugar – por motivo que não investiguei – foi publicado o artigo “A subida de Dilma”. Na edição impressa, corretamente assinado por Luiz Holanda. Na edição online, erroneamente atribuído a mim. Mas o nosso assunto não é este, e sim o tratado no artigo que devia ser publicado ontem e que aí segue.

Recomenda a sabedoria popular que, se lhe derem um limão, faça uma limonada. Não sei qual o motivo desse preconceito contra o limão, que, se houvesse um “estatuto de igualdade” entre as frutas, teria muito a cobrar sobre seus direitos a ser tratado com a mesma gentileza conferida, por exemplo, ao cacau, ao figo, à uva, à maçã – esta, até por Adão e Eva, segundo falsamente se espalhou.

Trata-se apenas de um mito popular, não uma história do Gênesis bíblico, que em nenhum momento menciona a maçã, mas apenas “o fruto da árvore do conhecimento”, que seguramente não era uma macieira. Isso prova que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. Muitas vezes não é.

Mas o descuido de algum revisor me presenteou, na edição de terça-feira deste jornal, com um limão e, ainda que goste mais do limão do que de limonada, vou tentar aplicar a sabedoria popular. Assim, dou uma explicação e de uma tacada resolvo a necessidade de ocupar este espaço.

Tratei, no artigo, do discurso feito na segunda-feira pela deputada Maria Luiza Carneiro, mulher do prefeito João Henrique e revelei minha perplexidade ante o lançamento da tese de que o PT precisa discutir imediatamente o lançamento de um candidato petista a senador (contrariando posição pública do governador Jaques Wagner). Feitas modestas observações sobre esses dois fatos políticos, apliquei ao artigo um título também modesto: ‘Tensão aumenta na sucessão’. O artigo, com este título, está salvo no meu computador, assim como no meu e-mail e no e-mail de Antônio, um dos bambas deste jornal no setor de informática e para quem enviei o escrito.

O título enviado não é o título publicado. Alguém da revisão (a revisão, como o mordomo, é sempre a culpada), que aparentemente não estava pensando em trabalho, mas em alguma outra coisa mais divertida, enquanto trabalhava, terá estranhado a palavra tensão em meio ao seu relax mental e a substituiu pelo vocábulo tesão, obviamente convicto de que sem esta não haveria solução.

Foi assim que ‘Tensão aumenta na sucessão’ tornou-se ‘Tesão aumenta na sucessão’, o que talvez não fosse de todo uma irrazoabilidade, pois há situações em que tesão desencadeia evidente tensão localizada. Mas não era aludir a essa circunstância a intenção do repórter nem me parece que os fatos descritos seriam suscetíveis de sugerir o uso do vocábulo afinal (e independentemente da minha vontade e conhecimento) publicado.

O jornalismo, sempre correndo contra o tempo, tem dessas coisas, dessas trocas que ocorrem sorrateiramente e só explodem quando o jornal (e agora também o site) já estão à disposição dos leitores. Lembro-me de que nos ‘anos de chumbo’ do governo Médici – e quantos anos de chumbo vivem ainda outros povos – o Jornal da Bahia brindou seus leitores com uma involuntária, mas irresistível piada.

Numa reportagem sobre um jumento, publicou uma foto do general Lyra Tavares, que pouco tempo antes fora ‘primus inter pares’ da Junta Militar, composta pelos três ministros militares, que substituíu o general-presidente Costa e Silva até a posse de Médici. A legenda da foto dizia qualquer coisa sobre o general. Mas o título e a reportagem falavam de um jumento vadio, solto na cidade.

Na mesma página, outro título e outra reportagem falavam do sisudo e severo general Lyra Tavares. Mas a foto era do jumento e a legenda a este se referia. Imagino quantas dores de cabeça isso terá dado a João Falcão, então o dono do Jornal da Bahia. Corrida contra o tempo e falta de atenção trocam general por jumento e tensão por tesão. A primeira hipótese, claro, é mais perigosa. A segunda me fez rir, ultimamente, muito mais do que habitualmente. Foi assim que fiz do limão uma limonada”.

Ivan de Carvalho, jornalista, é colunista político da Tribuna da Bahia e ex-chefe da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador.

jun
10

Postado em 10-06-2009 22:13

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por bahiaempauta em 10-06-2009 22:13

Desde os primeiros séculos da Idade Média, uma classe não sai da pauta.  

Nas palavras de Marx “destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas. Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e no lugar das inúmeras liberdades já reconhecidas e duramente conquistadas colocou unicamente a liberdade de comércio sem escrúpulos. Numa palavra, no lugar da exploração mascarada por ilusões políticas e religiosas colocou a exploração aberta, despudorada, direta e árida.”

O poeta francês Charles Baudelaire diria que a burguesia de seu tempo era “o homem rico, ocioso que, mesmo entediado de tudo, não tem outra ocupação senão correr ao encalço da felicidade; o homem criado no luxo e acostumado a ser obedecido desde a juventude; aquele, enfim, cuja única profissão é a elegância sempre exibirá, em todos os tempos, uma fisionomia distinta, completamente à parte”

Na atualidade, mundo em crise, “países usando o dinheiro público para salvar uma minoria de bilionários, enquanto a cada três segundos uma criança morre de fome; estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que os 10% mais ricos do mundo detêm 85,2% da riqueza mundial e que, do outro lado, os 50% mais pobres do mundo possuem apenas 1% dessa riqueza; quando dezenas de grandes empresas que auferiram enormes lucros nos últimos anos reduzem salários e demitem, 50 milhões de trabalhadores em todo o mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT” (dados do Instuto Zequinha Barreto); fica claro que a burguesia continua firme e em ascensão.

Ainda na pauta, ganhou uma subclasse – As burguesinhas – música que virou hit nas principais baladas do país, poesia sutil e crítica de Seu Jorge. Nesta véspera de feriadão, confira.

Por Laura Tonhá

jun
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Postado em 10-06-2009 19:29

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 10-06-2009 19:29

Nem durante o velório do deputado Jonga Bacelar, o voto reprovativo sobre as contas do governo Wagner de 2008 saiu da atenção dos parlamentares na Assembléia Legislativa da Bahia. O conselheiro do TCE e ex-presidente das duas Casas, Antonio Honorato, ao levar seu sentimento de pesar aos familiares do Deputado falecido foi discretamente abordado por parlamentares sobre qual seria o seu voto e o resultado do julgamento do TCE, que ocorrerá no próximo dia 16.

Honorato, defendendo sutilmente sua função de magistrado, lembrou que, apesar de ter relações cordiais com cinco dos seis conselheiros, não se sentia à vontade e nem poderia lhes perguntar sobre qual seria o desfecho de tão polêmica e aguardada decisão.

E, sobre seu voto, comentou que o mesmo se encontrava em fase de elaboração, e que, “jamais teceria qualquer comentário sobre ele, a não ser no dia do julgamento”.

jun
10

Postado em 10-06-2009 18:15

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-06-2009 18:15

Zahra surpreende o Iran

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A esposa de Mir-Husein Musavi transforma-se na estrela da campanha eleitoral no Iran e rompe um tabu: exibe roupas coloridas e mantém o nome de solteira. O texto a seguir foi produzido pelo repórter Mikel Ayestaran, que cobre a campanha presidencial no Iran para o jornal ABC, de Madri.
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MIKEL AYESTARAN

Quatro anos depois de sua chegada ao poder, ninguém conhece a esposa de Mahmoud Ahmadineyad. O atual presidente iraniano, como seus antecessores, manteve sua mulher á margem da vida pública. Ninguém os vê juntos em público e muito menos em atos oficiais. Um costume rompido completamente pelo casal formado por Mir-Husein Musavi e Zahra Rahnavard.
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TEERÃ- Os signos são muito importantes na cultuira iraniana, e a atual campanha eleitoral deixou um muito claro: o de Zahra dirigindo-se às massas em um palanque, reivindicandoos direitos da mulhares e pedindo voto para seu marido.

Coberta com o tradicional chador mas exibindo roupas coloridas e lenços estampados, esta escritora com doutorado em Ciencias Políticas que, apesar de sada, mantém seu nome de solteira, foi qualificada por alguns meios de comunicação reformista como a autêntica Michelle Obama da política iraniana.

A primeira mulher na história da república islâmica a ocupar o decanato de uma universidade, o centro feminino Al-Zahra, posto que abandonou depois do triunfo de Ahmadineyad, e assessora pessoal do Presidente Jatami, Zahra Rahnavard sorri e se agarra fortemente à mão de seu par nos finais dos comícios.

(Texto traduzido do ABC de Madri por Vitor Hugo Soares)

jun
10

Postado em 10-06-2009 14:17

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-06-2009 14:17

Foi confirmado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, segundo o portal IG, que um cabo morreu, no início da manhã desta quarta-feira, atingido por “disparos de armas de fogo envolvendo pessoal da guarda presidencial” na Granja do Torto, em Brasília, uma das residencias oficiais de presidente Lula e da primeira dama Marisa.

Os disparos de fuzil, segundo o general Gonçalves Dias, do GSI, foram feitos por um soldado. O gabinete não soube informar o que teria provocado o tiroteio. Em nota, afirmou que o militar chegou a ser atendido no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o Gabinete de Segurança Institucional, além de inquérito policial, foi aberto um inquérito policial-militar, que será comandado pelo Exército. A Granja do Torto é uma das residências oficiais da Presidência. O presidente Lula não estava na casa no momento do tiroteio.

jun
10

Postado em 10-06-2009 14:05

Arquivado em ( Artigos, Newsletter) por vitor em 10-06-2009 14:05

Bonitinho mas…
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Deu na coluna:

Na edição da Tribuna da Bahia desta quarta-feira(10), a coluna do jornalista Alex Ferraz traz as duas notas seguinte sobre o mesmo tema, que Bahia em Pauta viu e recomenda a todos os seus leitores:
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I -Aviões sujos e inseguros

A tragédia do voo AF 447 da AirFrance/KLM é absolutamente triste, mas, como tudo que nos acontece, tem seu lado positivo que, no caso, é acender o debate sobre a aviação, um meio de transporte sujo em termos ecológicos e inseguro demais, justamente por não ter mudado nos últimos 100 anos.

Desde que os Irmãos Wright e Santos Dumont nos colocaram nos céus com seus aviões até 1957, quando a Boeing lançou o 707 (primeiro jato comercial do mudo), que as aeronaves são variações em torno do mesmo tema: fuselagem em forma de tubo com duas asas levemente inclinadas para a cauda do avião e com os motores presos embaixo das asas. Ponto.

Boeing e Airbus, os dois maiores fabricantes mundiais, insistem no modelo, pois ele é altamente lucrativo. Investe-se quase nada em remodelação e, por isso mesmo, tanto avião cai: por defeito técnico, por obsolescência do design e das tecnologias embarcadas, por inadequação de pilotos e até por questões meteorológicas.

Existe, no entanto, um projeto de avião ecológico (que gastaria muito menos combustível, por sua fuselagem altamente aerodinâmica, e provocando menos emissões de CO2 e outros gases), chamado SAX-40, desenvolvido por equipe de pesquisadores americanos e britânicos. Mas mesmo sendo uma revolução dramática na aviação, o SAX-40 está longe dos nossos aeroportos: o lucro imediato sempre fala mais alto no capitalismo.
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II- Crise permanente

A Boeing tinha 100 mil funcionários. Hoje, tem 38 mil, desde que seu Jumbo 747 (lançado em 1968) parou de vender. A Airbus está vivendo uma crise sem precedentes, pois, no vácuo do fracasso de vendas do 747 da Boeing, resolveu fazer um avião ainda maior, o A380, para até 800 passageiros e, com isso, está vivendo apuros financeiros nunca vistos. E vão ficar pior agora com a desconfiança mundial referente aos A330-200, o modelo que explodiu sobre o Atlântico.

jun
10

Postado em 10-06-2009 12:28

Arquivado em ( Artigos, Multimídia) por vitor em 10-06-2009 12:28


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Neste 10 de Junho em que se comemora em uma mesma data o Dia de Portugal, de Camões(dia do falecimento do poeta maior da lingua) e das Comunidades Portuguesas, a música para começar o dia vem das bandas de lá do Atlântico. O fado “Paixão Lusitana”, uma das “mais belas canções desde sempre”, como costumam afirmar com justo orgulho os filhos da terra de Camões. Aqui vai na voz da fantástica Dulce Pontes, maior intérprete da canção que ela levou à conquista do prêmio do festival da Eurovisão em 1991.Dedicada especialmente aos lusitanos que vivem em Portugal ou aos que estão espalhados por toda parte do mundo.

Bahia em Pauta registra, ainda, um motivo especial para sentir alegria nesta data: saber, através de pesquisa recentemente realizada, que vive em Portugal uma parte das mais expressivas dos leitores deste site-blog. Que honra!

( Vitor Hugo Soares, jornalista baiano com raizes profundamente fincadas na Península Ibérica).
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LUSITANA PAIXÃO (LETRA)

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender

jun
10

Postado em 10-06-2009 11:51

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-06-2009 11:51

Camões e Portugal: inseparáveis
portugal
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Na sessão solene das comemorações em Santarém do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o presidente da República de Portugal, Cavaco e Silva, lamentou o elevado nível de abstenção nas eleições parlamentares européias do último domingo(7). Ele considerou inaceitável o alheamento dos portugueses da vida pública, ê informou que a ausência nos níveis verificados “empobrece a democracia” e deve “fazer reflectir os agentes políticos”.

“Em tempos reconhecidamente difíceis como aqueles em que vivemos, não é aceitável que existam portugueses que se considerem dispensados de dar o seu contributo, por mais pequeno que seja”, defendeu o Presidente da República em seu discurso, divulgado pela agencia de notícias Lusa.

Segundo o presidente de Portugal uma abstenção como a registada nas eleições européias de domingo, na ordem dos 62,95 por cento, é “um sintoma de desistência, de resignação, que só empobrece a nossa democracia”, salientou. “Quando estão em causa questões que a todos dizem respeito, nenhum de nós se pode eximir das suas obrigações, sob pena de a gestão da coisa pública ficar sem esse escrutínio indispensável que é o voto popular”, defendeu o Presidente da República.

Mas Cavaco e Silva não eximiu de culpa políticos e administradores pela reação de aus~encia dos europeus, principalmente dos portugueses.A abstenção, segundo ele “deve fazer refletir os agentes políticos”, já que, sustentou, “a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas depende, em boa parte, da forma como aqueles que são eleitos atuam no desempenho das suas funções”.

“Se não tivermos órgãos de representação prestigiados, será difícil aumentar a participação dos eleitores e demonstrar-lhes que o seu voto é importante e útil para a formação das decisões de interesse geral”, acrescentou Cavaco Silva, referindo-se ainda à importância da “credibilidade dos agentes políticos” no contexto da atual situação de crise financeira.

Para cavaco e Silva, “a credibilidade dos agentes políticos é tanto mais necessária quanto a situação económica e financeira atual representa um desafio, sem precedentes nas últimas décadas, à qualidade das instituições democráticas, à competência e visão de futuro dos dirigentes e ao comprometimento responsável e solidário de cada um dos cidadãos”

(Postado por:Vitor Hugo Soares, com informações da agência Lusa de notícias e da edição on-line do Diário de Notícias, de Lisboa).

jun
10

Postado em 10-06-2009 00:30

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 10-06-2009 00:30

No Roda Viva
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A Petrobras está “pronta” para a CPI. A informação é do presidente da estatal, o baiano José Sergio Gabrielli, dada na entrevista publicada nesta terça-feira(9) pela revista virtual Terra Magazine. “O que tiver de equívoco será avaliado. O que tiver de melhorar, vai melhorar. O que forem acusações infundadas, serão tratadas assim, como acusações infundadas. Então, cada caso é um caso”, afirmou Gabrielli em resposta a uma das perguntas sobre o comportamento da estatal em relação à CPI, cuja instalação foi adiada pela terceira vez.

Na conversa com o repórter Aloisio Milani, Gabrielli adianta que a instalação da CPI da Petrobras no Senado trará uma nova rotina para a estatal do petróleo brasileira. A de responder todas as acusações – de parlamentares e da imprensa – envolvendo as decisões e obras da empresa. .

Na apresentação da entrevista TM destaca o fato de na segunda-feira(8), o presidente da Petrobras ter-se sentado no centro do cenário do programa Roda Viva, da TV Cultura, para responder às críticas que a oposição levanta sobre a estatal.
Questionado sobre o momento “pré-eleitoral” que impregna o Congresso Nacional, o presidente da Petrobras se esquiva:

– Não quero ficar respondendo sobre esse debate. (…) A questão é que nós temos uma CPI que precisamos responder as questões que sejam pertinentes.

QUESTÕES POLÊMICAS

Na entrevista a Terra Magazine, em seguida à gravação do programa, Gabrielli deu justificativas sobre o aumento dos custos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do gasoduto Urucu-Manaus. Na primeira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta irregularidades e suspeitas de superfaturamento. Na segunda obra, o custo da obra quase dobrou em relação ao que se previa no começo da obra em 2006 – foi para R$ 4,5 bilhões.

Gabrielli respondeu que, estruturalmente, os dois casos tem justificativas semelhantes. “Sobre o gasoduto na Amazônia primeiro… Construir um gasoduto no meio da floresta amazônica, com todas as preocupações ambientais, com todos os cuidados necessários, são condições completamente distintas de outras obras. Então, consequentemente, o que aconteceu no Amazonas é que, na medida que começávamos a obras, víamos que a tecnologia adotada tinha que ser completamente alterada.

Ou seja, ao invés de fazer uma construção em período seco, como é tradicional em obras pequenas, vimos que era melhor fazer em período molhados. E isso exige tecnologias que são usadas em construções no mar. Você tem que usar equipes e tubulações transportadas por helicópteros. São condições distintas das anteriores. Quem fez obra sabe isso só ocorre na hora”, respondeu o presidente da Petrobrá a Terra Magazine.

LEIA A INTEGRA DA ENTREVISTA DE GABRIELLI NA TERRA MAGAZINE ( http://terramagazine.terra.com.br)

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