mar
23

Postado em 23-03-2010 22:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-03-2010 22:46

Obama abraça vice ao promulgar lei/EPA

====================================================================

Presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a reforma que permitirá a 32 milhões de norte-americanos terem acesso aos serviços de saúde foi procurada por «gerações de americanos ao longo dos anos».

Nesta terça-feira o presidente norte-americano promulgou a reforma do sistema de saúde, que permitirá alargar os cuidados de saúde a 32 milhões de cidadãos dos EUA que até aqui não tinham acesso a estes serviços.

«Com a chegada da primavera, saudamos o início de uma nova era nos EUA. Esta lei vai pôr em andamento as reformas pelas quais lutam gerações de americanos ao longo dos anos», explicou Barack Obama, ao promulgar esta lei.

Numa cerimónia realizada na Casa Branca, Obama, que assinalou os esforços feitos por outros presidentes neste sentido, lembrou ainda o caso da sua mãe, que morreu de câncer e que «até aos últimos dias teve de discutir com as seguradoras».

(Com informações do portal português TSF)

Wagner, Cesar Borges e Lula em Juazeiro/TM

==================================================================

Bob Fernandes

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

O senador e ex-governador César Borges (PR), fiel aliado de Antonio Carlos Magalhães ao longo de décadas na Bahia, recebeu o convite do governador Jaques Wagner (PT) para integrar sua chapa do Senado nas eleições 2010. O acordo, inicialmente alvo de resistência no PT e partidos à esquerda foi assimilado. No dia 22, PT, PSB, PCdoB e PDT se reuniram e apoiaram a decisão do governador por uma “chapa competitiva”

O problema, e a falta de acerto até agora, está na composição das coligações para deputados federais e estaduais que incluam o PR, partido que Borges preside no Estado.

– O governador nos procurou, conversamos, mas as negociações ainda estão em andamento, não houve um fechamento formal – garante César Borges, que confirma convite de Wagner para disputar uma das vagas para senador:

– O governador convidou, manifestou o desejo da minha presença na chapa…

A composição das duas candidaturas da base governista ao Senado e da vice de Wagner pode atrair também os aliados Lídice da Matta (PSB), deputada federal e ex-prefeita de Salvador, e Otto Alencar (PP), ex-governador com trajetória vinculada a ACM.

Resta uma incógnita: E Waldir Pires, que se dispõe a ser candidato ao Senado pelo PT, e que se dispõe a ir à Convenção se o partido quiser?

– Nós já conversamos sobre tudo isso, mas faltam os acertos para as proporcionais e, principalmente, falta uma palavra final, formal, o anúncio por parte do governador – sintetiza o senador César Borges.

A ENTREVISTA DE CESAR BORGES

Terra Magazine – Senador, por tudo que se sabe, se ouve, é informado, já estaria fechada sua presença numa chapa majoritária na Bahia, como candidato ao lado do governador Jaques Wagner, do PT, candidato à reeleição?
César Borges – O governador nos procurou, conversamos, mas as negociações ainda estão em andamento, não houve um fechamento formal. O governador manifestou o desejo da minha presença na chapa, mas há questões que temos que avançar ainda…

Que questões são essas?
A questão das coligações proporcionais, da eleição para deputados estaduais e federais.

Como política é, muitas vezes, algo intrincado, complexo para os cidadãos que não a vivem, daria para o senhor detalhar essa questão?

Não dá para ser candidato sem ser parceiro, não há como fazer uma coligação que não inclua todos os setores de um partido. Eu presido na Bahia o PR, temos os companheiros candidatos a deputado federal e estadual e, assim, uma combinação, um acerto político-partidário para uma campanha deve incluir a todos.

Ou seja…
…o PR tem hoje quatro deputados federais e podemos fazer cinco, tem seis estaduais e queremos fazer sete. Para isso é preciso que a composição eleitoral pretendida inclua também essa questão…

Em que pé está a coisa?
O governador nos procurou, conversei com o partido nacionalmente e, como o PR integra a base que dá sustentação ao governo Lula, fui autorizado a prosseguir nas negociações. Foram muitas conversas de todas as partes, mas agora chegou o momento em que é preciso definir as coisas…

Se bem entendi, a coligação está definida no macro, digamos assim…
…o macro que você diz seria a candidatura majoritária?

Sim, senador, mas até mais do que isso: está definido o desejo de ambas as partes de chegar a um acordo e está definido que o senhor será candidato ao senado…

Nós já conversamos sobre tudo isso, mas faltam os acertos para as proporcionais e, principalmente, falta uma palavra final, formal, o anúncio por parte do governador.

Ao que se diz tudo seria fechado ainda esta semana. É este o prazo final?
Formalmente, o prazo final é o da convenção…

…em junho?
…que é em junho, mas é muito importante o anúncio formal e o anúncio por parte do governador muito antes disso.

E quando seria?
O governador, pelo que soube, se manifestou essa semana dizendo que até o final deste mês teria suas decisões…

Para esse prazo falta, portanto, uma semana…
Isso.

O senhor diria que está bem encaminhada a negociação, com sua presença na chapa de Jaques Wagner como candidato a senador?
Eu diria que está encaminhado, “bem encaminhado” estará quando tudo, o resto, estiver acertado, combinado.

mar
23

Postado em 23-03-2010 18:49

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-03-2010 18:49

A Bahia precisa?

======================================================

OPINIÃO/ÁGUA

Um dia depois da celebração da água, que mobilizou milhares de pessoas em todo o planeta, é alentador dar de cara com a reflexão do economista e cientista político Riccardo Petrella, que em entrevista declarou que o direito à água para todos não é “uma prioridade das classes dirigentes mundiais. Sua prioridade é saber quem vai ganhar, no decurso dos próximos 15 anos, a batalha para a conquista e a supremacia do mercado de um bilhão de novos carros ‘verdes’, bem como aquela das novas moradias ‘verdes’”.

Pelo mundo afora, muitas manifestações chamaram a atenção contra a privatização e contaminação da água. A Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (CAOI) rechaçou a privatização da água, reafirmando o compromisso de promover a adoção de uma Declaração Universal de Direitos da Mãe Terra. O comunicado da CAOI afirmou que a despeito da sua importância para a vida dos seres vivos, a água continua a ser um bem explorado e mercantilizado pelos Estados “como parte da imposição do seu uso para atividades extrativas, como a mineração, que não só a monopoliza e consome em enormes volumes, como também contamina irreparavelmente suas fontes”.

Pode parecer romântico e utópico falar coisas assim atualmente, mas o que seria do planeta sem utopias?

Na Bahia, infelizmente, a lei que obriga as escolas da rede pública estadual a fazer atividades educativas no Dia Estadual da Água, não é cumprida. Ainda assim, estudantes de muitos colégios participaram do X Grito da Água, que coloriu as ruas de Salvador na tarde ontem. A alegre caminhada, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto (Sindae), com a participação de um grupo de índios pataxó, baianas e representantes de diversas organizações, foi do Campo Grande até a Praça Castro Alves, animada por um trio elétrico com banda de forró, grupos de dança e bonecos gigantes.

Um dos temas em destaque da agenda de protestos foi a energia nuclear, com manifestações de repúdio à instalação de usina nuclear na Bahia, desfilando em balão, faixas e alegorias. Por isto mesmo, o ato contou também com a participação de representantes de movimentos e entidades de Caetité, onde uma mineração de urânio é acusada de contaminar a água consumida por moradores das proximidades da unidade industrial que dá início ao ciclo de produção de energia nuclear.

O X Grito da Água também aconteceu no interior, onde os sertanejos, afetados pela escassez de água e pelos impactos sócio ambientais da mineração de urânio e ferro, realizaram manifestação em Guanambi em torno do tema “Água e meio ambiente vamos preservar sem privatizar”. Cerca de 300 pessoas, de Caetité, Malhada, Pindaí e Guanambi sairam em passeata da Praça da Matriz, com faixas, discursos e cantos até a sede da CODEVASF, onde ocorreu a “Bênção da Água, com entrega de documentos com as reivindicações das populações, que padecem com as perspectivas de agravamento da falta de água, por causa da ação das mineradoras que atuam na região. A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité, a Caritas Regional NE, a CPT-Sudoeste, o Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania e o Sindae colaboraram para a realização do evento.

A entrevista especial sobre a água, com o italiano Riccardo Petrella, pode ser lida em:

http://racismoambiental.net.br/2010/03/a-privatizacao-da-agua-nega-o-direito-humano-de-ter-acesso-a-ela-entrevista-especial-com-riccardo-petrella/

Confira e veje que nem tudo está perdido

mar
23

===================================================================

Luiz Fontana, parceiro do Blogbar, faz das suas mais uma vez: veja a mensagem que ele postou no BP acompanhada de um vídeo preciso de Pernambuco e seu conjunto:

“Caro VHS: Nessa vidinha de garimpar especiarias, resolver publicar algumas é natural

Aqui, o que espero ser o início de uma série.

Pernambuco e seu conjunto, “Ginga de Urubu”, do tempo que sapatos eram “bico fino”

mar
23

Postado em 23-03-2010 11:42

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-03-2010 11:42

Relações azedam na China


=================================================================

O jornal PÚBLICO, um dos diários mais influentes de Portugal assinala em sua edição online, que o regime de Pequim reagiu nesta terça-feira de forma azeda à “totalmente errada” à decisão da Google de fechar o seu site de de busca – o mais acessado do mundo na WEB – em território chinês, onde estava sujeito a uma censura muito restritiva.

O jornal europeu destaca que o Ministério dos Negócios Estrangeiros asseverou que o Governo vai responder a esta decisão “de acordo com a lei”, depois de a empresa norte-americana ter anunciado na véspera que vai passar a redirecionar os seus utilizadores clientes para um outro portal, não censurado, em Hong Kong.

Segundo Público, esta medida compromete seriamente a imagem internacional do país, traduzindo-se numa declaração clara de uma das mais importantes empresas no mundo de que não está mais disposta a cooperar com o sistema de censura na Internet do Governo chinês.

Um porta-voz do ministério, Qin Gang, disse em conferência de imprensa esta manhã que a decisão da Google constitui “um ato isolado” de uma empresa, o qual não deverá afetar as relações entre a China e os Estados Unidos a não ser que a mesma seja “politizada” por Washington.

Um outro responsável do Governo chinês, com responsabilidades sobre o ciberespaço, afirmara antes que “a Google violou a promessa escrita que fizera ao entrar no mercado chinês, ao decidir deixar de filtrar os resultados do seu motor de pesquisas e culpando a China com insinuações de que somos responsáveis por alegados ataques de hacking”.

“Tudo isto está totalmente errado. Opomo-nos determinadamente à politização de assuntos comerciais e expressamos à Google o nosso desagrado e indignação pelas suas acusações e conduta injustificadas”, avaliaria a mesma fonte, citada mas não identificada pela agência noticiosa estatal chinesa Xinhua.

A Google avisara em Janeiro passado que iria deixar de censurar o seu site na China, em resposta a uma série de muito sofisticados ataques de pirataria informática a algumas contas de email de seus utilizadores. Segundo a empresa norte-americana estes ataques foram feitos a partir da China, onde a Google já várias vezes se manifestara desagradada com as regras de censura que lhe eram impostas pelo Governo.

Mas para a grande maioria dos internautas chineses o redirecionamento do google.cn para o não censurado google.com.hk não produzirá efeitos muito significativos, uma vez que o Governo dispõe de um sistema de firewalls que bloqueiam à partida praticamente todas as possibilidades de acesso a conteúdos considerados “sensíveis” pelo regime – como menções ao Dalai Lama ou à Praça de Tiananmen.

mar
23

Postado em 23-03-2010 09:49

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 23-03-2010 09:49


===============================================================
O artigo do jornalista Ivan de Carvalho na Tribuna da Bahia analisa nesta terça-feira a afirmativa feita ontem pelo governador Jaques Wagner no programa “Que venha o povo” do jornalista Casemiro Neto, na TV Aratu, que pretende “esta semana bater o martelo” da chapa que liderada por ele concorrerá às eleições majoritárias por um coligação encabeçada pelo PT. No texto que Bahia em Pauta reproduz, Ivan assinala que o senador César Borges conseguiu paralisar o processo de composição das chapas do governo, do PMDB e do DEM-PSDB. “Todos aguardam sua decisão”. Confira.

(VHS)

===================================================

NA BATIDA DO MARTELO

Ivan de Carvalho

 

O governador Jaques Wagner afirmou ontem, no programa “Que venha o povo”, do jornalista Casemiro Neto, TV Aratu, que pretende “esta semana, bater o martelo” da chapa que liderada por ele concorrerá às eleições majoritárias por uma coligação encabeçada pelo PT.
Importa muito assinalar que a afirmação foi feita em resposta a uma pergunta do jornalista sobre a aliança entre o governador petista e o senador republicano César Borges e a inclusão deste na chapa majoritária, a ser completada com os nomes do conselheiro do TCM e ex-governador Otto Alencar, que para isto se filiaria ao PP, e com a vice-prefeita Lídice da Mata, deputada federal pelo PSB.

O governador reagiu muito positivamente à integração do senador César Borges e seu partido, o PR, à aliança governista, disse que hoje ou até amanhã pretendia um contato com o senador e foi aí que observou que esta semana pretende “bater o martelo” na questão da chapa majoritária.

O que não impede de, quando bater, o martelo fazer um barulho, não digo superior ao previsto, mas superior ao desejável. É que haverá descontentes. O equilíbrio político ou ideológico (cada um use a terminologia que preferir, nessa era de ideologias mortas) da chapa acabou prevalecendo, pondo-se Jaques Wagner e Lídice da Mata num prato da balança e César Borges e Otto Alencar no outro prato. Claro que nenhum dos quatro políticos é igual ao outro, há diferenças de pensamento e de história, mas há duas duplas (Wagner-Lídice e César-Otto) que tem ideário e história mais próximos, entre seus integrantes.

Havia no PT um movimento forte – mas não dominante – para que se impedisse a participação de César Borges na chapa majoritária e nela se incluísse Waldir Pires. Claro que o saudável e, diria, já legendário ex-governador de 83 anos representava uma parte da “esquerda” do PT inconformada com o “carlista” ou “ex-carlista” César Borges. Mas o governador Wagner pensava, nos seus cálculos políticos e eleitorais – ele diz que considera favorável a posição eleitoral do governo e dele, mas que “com eleição não se brinca” – uma aliança mais ampla. Esta observação ele a teria feito a Waldir Pires, no encontro que tiveram para tratar de candidaturas ao Senado.
E foi esta a posição que “com muita clareza” comunicou à cúpula do PT da Bahia e a partir da qual “houve o debate”. Dirigentes partidários, a exemplo de Jonas Paulo, irão aprofundar esse debate ou posição junto às bancadas federal e estadual do PT, tudo muito rapidamente para que se possa “bater o martelo” logo.

Há quem, em outros partidos, ponha dúvidas quanto à adesão de César Borges à aliança liderada pelo PT. “Pode acontecer. Mas considerar fato consumado é apressado. César conseguiu paralisar o processo de composição das chapas do governo, do PMDB e do DEM-PSDB. Todos aguardam sua decisão. Há injunções de toda ordem. E de qualquer forma haverá descontentes e isso vai resultar em críticas”, disse ontem, no anonimato, um experiente político não governista, acrescentando: “César tem que considerar a origem do seu próprio eleitorado, o que é vital, e as resistências internas no PT. Em Ilhéus, na presença do presidente Lula e do governador Wagner, o ministro Geddel, na época aliado a ambos, sofreu uma vaia organizada por Geraldo Simões, que era secretário da Agricultura de Wagner. Agora você imagine…”.

Eu não vou imaginar nada. Se o senador quiser imaginar, que o faça.

mar
22

Postado em 22-03-2010 23:21

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 22-03-2010 23:21


==================================================================
Se a noite está quente como a desta segunda-feira em Salvador, nada melhor para terminar o dia que uma boa birita bem gelada e uma boa canção para ouvir, se possível que reuna na interpretação uma dupla tão perfeita quanto Alcione, a “Marrom” da paixão mais alucinada de meu irmão Genival (Chico) e Ed Mota.)

Mas onde achar algo assim uma hora dessas? Ora, basta dar uma passada no Blogbar do Fontana, com sua discoteca repleta das melhores e mais raras gravações e prateleiras abarrotadas com todo tipo de birita autêntica, sem batismo. Ah, não esqueça de passar na Tabacaria, um recanto especial de poesia da casa.

No Blogbar o Bahia em Pauta foi buscar “Mesa de Bar” , o samba para terminar o dia e varar a madrugada. Maravilha de letra e música. Confira.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares

mar
22

Postado em 22-03-2010 22:38

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 22-03-2010 22:38

Mãe de Isabela chega ao tribunal

=======================================================

DEU NO PORTAL IG

Ana Carolina, que presta depoimento desde as 19h30 desta segunda-feira, comoveu o jurado – uma das mulheres que integram o júri também chorou durante o relato da mãe de Isabella. Alexandre se mostra tranquilo, mas Anna Carolina Jatobá está bastante inquieta. A madrasta de Isabella está com os olhos inchados, aparenta cansaço e todo o momento coloca a mão no rosto.

A primeira vez que Ana Carolina chorou foi ao relatar o momento em que chegou ao Edifício London, na noite do crime. Ela contou que a filha estava no jardim do prédio e ainda era possível “sentir o coração dela batendo”. “Alexandre gritava que tinha ladrão. A Anna também gritava muito. Eu pedi para ela ficar quieta e ela me disse que aquilo estava acontecendo por causa da minha filha”.

Um dos momentos que ela mais se emocionou foi ao relatar sobre a ida ao hospital. “Sentia que o batimento de Isabella estava mais lento.” E depois chorou muito ao detalhar a hora em que recebeu a notícia de que a filha havia morrido.

Ana Carolina fez ainda uma série de relatos das brigas que tinha com Alexandre. Em uma delas, contou que Alexandre ameaçou matá-la. Ao ouvir o depoimento, Alexandre encarou a mãe de Isabella e negou com a cabeça que tivesse feito tal ameaça.

Chegada ao fórum

Ana Carolina de Oliveira chegou ao fórum por volta das 11h15 desta segunda-feira acompanhada da advogada Cristina Christo Leite, que também será assistente de acusação do promotor Francisco Cembranelli.

Ela não falou com a imprensa, mas, em entrevista ao iG, Ana Carolina de Oliveira disse que aceitou o convite de Cembranelli por acreditar que possa “esclarecer dúvidas” do jurado, já que conhece, em suas palavras, “muito bem os Nardoni”. Ela acredita na culpa do casal.

mar
22

Postado em 22-03-2010 14:44

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 22-03-2010 14:44

Defunto Caguete, Bezerra canta samba do baiano Ivan Solon

TAPA COM LUVA DE PELICA

Pedro Alexandre Sanches
Colaborador IG Cultura

A expressão “tapa com luva de pelica” cabe sob medida para descrever o documentário “Onde a Coruja Dorme”, centrado na figura desconcertante do sambista pernambucano radicado carioca Bezerra da Silva (1927-2005). O filme estreiou em São Paulo neste domingo, dentro da programação do In-Edit Brasil – 2º Festival Internacional do Documentário Musical, mais um evento a coroar um momento produtivo do encontro entre o cinema e a música popular brasileira.
Bezerra desfruta de simpatia esparsa fora dos ambientes de favela e periferia nos quais ancorou sua obra, mas não é artista daqueles que atraem atenção mais cuidadosa por parte da crítica musical – e essa é a primeira pelica do filme dirigido por Márcia Derraik e Simplício Neto. Sem tecer loas bajulatórias ao personagem, a dupla vai reconstituindo a importância musical do sambista pouco a pouco, tijolo por tijolo. A ironia, o virtuosismo e o forte conteúdo político dos partidos altos cantados por ele se impõem no fundo musical, enquanto uma narrativa deliciosa se ergue diante dos olhos e ouvidos do espectador.
Devagar, percebe-se que Bezerra é a viga mestra da construção, mas está longe de ser o prédio inteiro ou o dono da empreiteira. Logo ele perderá a condição de figura mais importante no edifício que se ergue. O filme sobre Bezerra da Silva não é, na verdade, um filme sobre Bezerra da Silva. Ele aparece ocasionalmente, como maestro, cimentando os diversos temas que vão compondo um todo fluente – a malandragem, os embates entre a polícia e a marginalidade, o conflito tácito com a “elite selvagem marginal” (termos do ferino samba “Desabafo do Juarez da Boca do Mato”) que não aprova sua música, a crônica social (como na divertida passagem sobre “Minha Sogra Parece Sapatão”), a relação com as drogas e o álcool, o candomblé.
Quem conta as histórias é menos Bezerra que os compositores que ao longo de três décadas lhe forneceram material musical popular, quase sempre de primeira qualidade. São eles, os tijolos, os verdadeiros protagonistas da construção em música e cinema. De modo delicado, o filme descortina uma realidade desconhecida cá do “asfalto”: quando não estão compondo, os autores de partidos altos históricos como “Malandragem Dá um Tempo”, “Vítimas da Sociedade”, “Povo da Colina”, “Se Não Fosse o Samba” e “Malandro É Malandro e Mané É Mané” trabalham como pedreiros, encanadores, pintores, lixeiros, camelôs, mecânicos, carteiros, bombeiros, pais de santo.
Nomes como Popular P, 1000tinho, Tião Miranda, Cláudio Inspiração, Adelzonilton, Pinga, Walmir da Purificação, Dário Augusto, Nilson Reza Forte, Wilsinho Saravá, Nilo Dias, Luiz Grande, Gil de Carvalho e Barbeirinho do Jacarezinho ganham rosto e existência talvez pela primeira vez para a maioria da audiência dos cinemas classe média. Coautor de sambas como “Saudação às Favelas”, “Defunto Grampeado”, “Candidato Caô Caô” e “Sonho de Operário”, o bombeiro Pedro Butina surge mostrando o gancho que utiliza na remoção de corpos submersos – ele trabalha com ARC, Auto Remoção de Cadáver.
Está dado o grande tapa de luva de pelica: aquilo que por aqui já foi chamado de “sambandido” é, muitas vezes, obra de gente como o velho Pedreiro Waldemar do samba antigo de Roberto Martins e Wilson Batista, aquele que “constrói um edifício/ e depois não pode entrar”.
Pois a turma de Bezerra empurrou a história à frente. Entrou talvez pelas portas dos fundos das grandes gravadoras, mas vendeu milhões de discos e se comunicou diretamente com milhões e milhões de ouvintes tão marginalizados quanto eles. Uma muralha de silêncio e preconceitos operou e opera para mantê-los em seus devidos lugares (ou seja, às margens da sociedade), mas eis aí, em “Onde a Coruja Dorme”, os operários do samba, finos, elegantes e sinceros. Bezerra da Silva foi o mestre-de-obras, e o prédio tá bonito que só ele.
=============================================================
BEZERRA DA SILVA – ONDE A CORUJA DORME (Márcia Derraik e Simplício Neto, Brasil, 2010, 72’, DVCAM)
21/03, DOMINGO, 16H00, AUDITÓRIO IBIRAPUERA
24/03, QUARTA-FEIRA, 17H00, GALERIA OLIDO
25/03, QUINTA-FEIRA, 18H00, MIS-SP

mar
22

Postado em 22-03-2010 09:52

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 22-03-2010 09:52

Chavez:de olho na Internet

=================================================

Em seu artigo desta segunda-feira o jornalista político Ivan de Carvalho fala sobre os desencontros do presidente Hugo Chavez, da venezuela, com a com a rede mundial de computadores(WEB). Para o colunista, Chávez, pelo visto, quer mesmo controlar a Internet na Venezuela e, embora negue, confirma tudo.

(VHS)

===================================================

INTERNET E CHAVEZ, O CONFUSO

Ivan de Carvalho

O ditador-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que é “falso” que seu governo pretenda “acabar” ou “controlar” o uso da Internet no país. Mas insistiu em que existem “correntes que conspiram” na rede para dar um “golpe” de estado.

A Internet é preocupação profunda de todos e cada um dos regimes totalitários ou acentuadamente autoritários do mundo. Cada um desses governos está tentando usar a própria imaginação para controlar a imaginação das pessoas, solta na rede, onde de tudo se encontra, de bom e de ruim.

Eliminar a liberdade da rede ou impedir o acesso à Internet é a solução ideal para os regimes totalitários ou autoritários, pois a liberdade de informação e o acesso a esta são os mais perigosos inimigos de qualquer ditadura, tornando difícil a subsistência dos autoritarismos e simplesmente impossível, até por definição doutrinária, a existência dos totalitarismos.

“Corre o mundo a notícia falsa, segundo a qual por aqui vamos acabar com a Internet, que estamos limitando, que vamos controlar”, declarou Chávez ontem, completando como se desmanchasse toda essa acusação “falsa” – “Aqui o uso da Internet é lei”. Suponho que isso signifique apenas que o uso é assegurado por lei. Por enquanto.

Chávez relançou um “Projeto Infocentro”, que é definido pelo governo dele como um programa social de “alfabetização tecnológica” e de acesso gratuito à Internet. Em princípio, nada de errado. Aliás, no Brasil coisa semelhante vem sendo feita, inclusive na Bahia, com a instalação de Infocentros pelo governo estadual. Mas parece que no caso da Venezuela o sentido da coisa é outro, o de “aparelhar” o Projeto Infocentro para ser usado segundo os interesses do governo. “Isto é como uma trincheira, um fuzil. Temos que estar preparados”, afirmou Chávez. É suficiente.

E já que começara a descobrir o jogo, o ditador-presidente da Venezuela, que não sabe parar de falar, como bem já fez ver o rei Juan Carlos, da Espanha, continuou a atacar a liberdade na Internet que ele diz não pretender controlar.

A Internet, disse o sábio ditador-presidente, “não pode ser algo livre onde se diz e se faz o que quer”, assinalando que “cada país tem que colocar suas regras”, para o que pediu apoio da Procuradoria. E pedido de ditador disfarçado atende-se. Daí que apenas dois dias depois a procuradora geral Luisa Ortega declarou que “a Internet não pode ser um território sem lei” e sugeriu que cabe à Assembléia Nacional (parlamento) legislar sobre o tema. Então, na última terça-feira, a Assembléia (Chávez tem 95% dos parlamentares, pois a oposição boicotou a eleição parlamentar) aprovou a criação de uma comissão que investigará e punirá páginas que “usarem a Internet de forma indevida e antiética”. Aparentemente, não existem lá Judiciário e lei penal, pois nesta deveriam ser enquadrados os ilícitos cometidos na Internet.

E o presidente da Comissão de Meios de Comunicação da Câmara, deputado Villalba, informou que não existe um projeto de regulamentação da Internet, mas não descartou a hipótese de as circunstâncias levarem à elaboração de uma lei assim.

Chávez, pelo visto, quer mesmo controlar a Internet na Venezuela e, embora negue, confirma tudo. Que coisa feia.

  • Arquivos

  • Março 2019
    S T Q Q S S D
    « fev    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728293031