jul
19

Postado em 19-07-2009 14:05

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 19-07-2009 14:05

Cartel em Salvador: até quando?
cartel
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Um leitor escreve para Bahia em Pauta dizendo-se impressionado com a omissão das agências reguladoras da Bahia. No sábado(18) ele trafegava pela Av. Luiz Viana Filho e afirma ter tomado um susto ao parar nos postos de combustíveis para abastecer.

Conta o leitor:

“Até quinze dias atrás estavam cobrando o alcool R$ 1,39 aumentou para 1, 66 e depois para 1, 77. O curioso que esse aumento só foi observado em todos os postos da Paralela, nos demais bairros o álcool continua a ser comercializado pelos mesmos 1, 66, variando no máximo dois centavos de um posto para outro”.

Pergunta e comenta a seguir o leitor na mensagem, identificada, mas cujo nome este site-blog mantém preservado por motivos óbvios. Afinal, mexe com gente graúda que, em geral se considera acima da lei e dos controles do poder público, este quase sempre omisso e, não raramente, complacente.

“Será que o cartel agora tá atuando por bairro? Eu acho que a preocupação é inútil, pois o diretor da Agência Nacional do Petróleo – ANP, senhor Francisco Nelson, disse numa emissora de TV que na Bahia não existe cartel. Então podem continuar atuando sem medo. Nesta terra ainda somos obrigados a conviver com essas prevaricações”, encerra o caro leitor suas observações pelos abusos sofridos na pele e no bolso.

Aguardando explicações e, principalmente, ações para conter os abusos e punir os infratores, Bahia em Pauta assina em baixo.

(Vitor Hugo Soares, editor)

jul
19

Postado em 19-07-2009 11:38

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 19-07-2009 11:38


Por falar em San Francisco – mesmo quando, infelizmente, não seja através de uma boa notítica -, nenhum outro interpréte no mundo se identifica tanto com a bela, moderna,livre e cosmopolita cidade do oeste da Califórnia quanto Tony Bennet. “For once on my life” é a música escolhida para começar o dia no Bahia em Pauta neste domingo chuvoso de inverno em Salvador, cantada aqui por Bennet em dueto formidável com uma das legendas da Motown, Stevie Wonder. Para ouvir, e repetir.
(Vitor Hugo Soares)

jul
19

Postado em 19-07-2009 00:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-07-2009 00:13

Trens depois do choque
trens
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Pelo menos 47 pessoas resultaram feridas -algumas gravemente -quando dois trens se chocaram em uma estação na cidade de San Francisco, na Califórnia, costa oeste dos Estados Unidos, segundo informações que acabam de ser divulgadas por veículos de comunicação da cidade americana.

Por motivos ainda não determinados, um trem se chocou com a parte posterior de outro que estava parado em uma plataforma, segundo informação do canal de televisão CBS 5.

Ao menos quatro pessoal sofreram ferimentos graves, indicou uma portavoz do serviço de transporte. Bombeiros e equipes de resgate deram tratamento médico a dezenas de pessoas no local do acidente. Muitas fora trasladadas a hospitais.

De acordo com a edição on-line do San Francisco Chronicle, testemunhas presenciaram uma cena caótica que terminou com o choque dos trens. O impacto destroçou o parabrisa frontal de um dos trens.O ferido de maior gravidade é o condutor de uma das máquinas.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações de radios e tevês de San Francisco e jornal El Mundo. de Madri, edição on-line)

jul
18

Postado em 18-07-2009 22:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-07-2009 22:13

Serra: “eu vou mostrar pra vocês”…
serra
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O inesperado acaba de acontecer neste sábado(18), no Vale do Anhangabaú, centro histórico das grandes manifestações políticas e populares de São Paulo, durante a noite de homenagens ao pernambucano de Exu, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião e do forró. O sisudo governador tucano José Serra topou um desafio do sanfoneiro Dominguinhos e os dois cantaram juntos o clássico “Baião”, de Gonzagão.

O repórter baiano Claudio Leal estava na área, presenciou a festa nordestina e a performance surpreendente de Serra no palco armado sob o Viaduto do Chá. O resultado está no texto delicioso publicado no Terra Magazine, que o Bahia em Pauta reproduz a seguir.

Os mineiros diriam:”política é o cão”. Nesta noite paulista, porém, política foi baião. Confira (VHS)

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Claudio Leal

“O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aceitou um desafio do sanfoneiro Dominguinhos e cantou o clássico “Baião”, de Luiz Gonzaga, em noite de homenagem ao Rei do Forró, no Vale do Anhangabaú. No palco armado sob o Viaduto do Chá, Dominguinhos contou que ficou admirado, no palácio do governo paulista, com o conhecimento de Serra sobre a obra de Gonzagão. “Parecia que tinha andado pelo sertão com ele”, brincou. “Aí eu disse: governador, vou lhe dizer uma coisa: o senhor topa cantar o Baião n.1 comigo?”. Serra respondeu: “Aceito. Mas você baixe o tom!”.

Às 19h07 deste sábado, Serra foi chamado ao microfone, para cumprir a promessa de forrozeiro. De casaco azul, um tanto tímido, o governador entoou: “Eu vou mostrar pra vocês/ Como se dança o baião/ E quem quiser aprender/ É favor prestar atenção”. Dominguinhos não rasgou o acordo: baixou o tom. E ajudou Serra a pegar o ritmo nordestino. “Morena chega pra cá/ Bem junto ao meu coração/ Agora é só me seguir/ Pois eu vou dançar o baião”.

Ao fim da peleja vocal, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República foi aplaudido pela maioria dos espectadores, apesar de algumas reprovações faciais ao desempenho. Serra deixou às 19h11 o palco da “Homenagem a Luiz Gonzaga”, que atrai milhares de nordestinos ao Centro de São Paulo. Depois de permanecer por quatro minutos no camarote oficial, despediu-se do evento”.

Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br)

jul
18

Postado em 18-07-2009 18:38

Arquivado em ( Artigos, Gilson, Multimídia) por vitor em 18-07-2009 18:38


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Tom Jobim, de óculos, com um puro Havana entre os dedos da mão esquerda, está na foto. Lê uma partitura. Parece vivo. Na parede, tem sentido estético. Faz parte do meu acervo de jornais, revistas, livros, CD e DVD sobre o maestro soberano.

Anos Dourados está disponibilizada no site-blog-blog-site Bahia em Pauta. A Bossa Nova, estado de espírito, estética do processo, silêncio que encanta, divisor de águas da música brasileira, tem mais vez, na Bahia. Viva, Vitor!!!

Dia e noite, em constante estado de oração, ou melhor, de BN, estou a cantar e a ouvir canções do gênero, a recordar momentos vividos com quem fez e faz a Bossa ser eterna. Por isso, vou providenciar, já, reprodução de foto do saudoso Luizinho Eça, para ficar ao lado da foto de Tom, aqui, no gabinete do meu computador.

Luizinho, o maior pianista de todos os tempos da Bossa Nova, com quem compartilhei gargalhadas à moda carioca-baiana, não morreu. Em algum lugar do Cèu, ele se movimenta, cria, toca magistralmente, sorri, como faz ao executar Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso, com Lilian Carmona, à bateria, e Luiz Alves, no baixo, nesse vídeo. Ouça, curta, sonhe e diga que a Bossa Nova vai arrasar!!!

Vai, amigo, solta o pau, como disse, a Luizinho Eça, no dia em que o conheci, em uma das viagens do lendário Tamba Trio, a Salvador, no início da década de 70 do século passado, a caminho do Teatro Castro Alves, onde o Tamba iria fazer show memorável!

Eu estava lá, na primeira fila, embasbacado com o som do Tamba, o melhor trio que o Brasil conheceu. Havia ganho o passaporte que faltava. Tom e Luizinho permanecem vivos, em nossos corações. A Bossa continua linda, gente boa!

(Gilson Nogueira é jornalista)

jul
18

Postado em 18-07-2009 10:43

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-07-2009 10:43

Jose Alencar: visitas no hospital
alencar

Deu na revista

A ISTO É, na coluna BRASILconfidencial, a cargo do jornalista Sergio Pardellas, também publica a seguinte nota, que mesmo indiretamente passa pela Bahia:

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“A ministra Dilma Roussef ligou três vezes , durante a semana, para o celular de Luiz Antonio Eira, ex-secretário-executivo da Integração Nacional. Sem sucesso. Eira, que pediu demissão alegando ter sido destratado por Dilma, não quis mais conversa”.

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BAHIA EM PAUTA, em tempo: “A ministra-chefe da Casa Civil está em São Paulo neste sábado (18). Passa por exames de rotina no Hospital Sírio Libanês, como parte do tratamento do câncer linfático a que ela vem sendo submetida há meses. Dilma aproveita para visitar o vice-presidente da República, Jose Alencar, internado há dias no hospital paulista. Quem também deve passar no Sírio libanês neste fim de semana para visitar Alencar é o presidente Lula. (VHS)

jul
18

Postado em 18-07-2009 10:15

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-07-2009 10:15

Farol ameaçado
barulho
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Deu na revista

Na coluna Semana, da revista ISTO É, assinada pela jornalista fabiana Guedes, está seguinte nota sobre um dos mais bonitos e visitados cartões postais da Bahia:

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SALVADOR

“Trio elétrico racha Farol da Barra – “Não é bem a mística “energia” do axé music, como gostam de dizer seus fãs, mas sim o excesso mesmo da barulheiira dos trios elétricos que está causando fissuras no Farol da Barra, em Salvador. Segundo análise da Universidade Federal da Bahia, o problema são os altos decibéis que provocam vibrações inadequadas na estrutura do farol erigida há mais de 450 anos em um solo erodido”.

jul
18

Postado em 18-07-2009 00:10

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 18-07-2009 00:10

jul
18

Postado em 18-07-2009 00:03

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 18-07-2009 00:03

Luzia em Xambioá/arquivo pessoal
guerrilheira
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ARTIGO DA SEMANA

RETRATO DE LUZIA

Vitor Hugo Soares

Foi na primeira página do jornal O Globo, em uma reportagem sobre a Guerrilha do Araguaia, que vi pela primeira vez o impressionante retrato da guerrilheira Luzia Ribeiro, que acabara de ser presa em Xambioá, na selva amazônica. Ela aparecia marcada fisicamente pelas agruras da vida na região, mas principalmente pelas dores das torturas a que havia sido submetida pelos comandados do major Sebastião Curió, que a haviam prendido. Luzia mantinha intocada na face de prisioneira, porém, os traços de beleza indefinível da jovem militante dos anos 60, que conheci ainda uma estudante secundarista. A “moça de olhos firmes” de Jequié, marca inconfundível da integridade jamais perdida, como fica claro na entrevista que ela deu ao jornal A Tarde esta semana.

Na época, o retrato produziu sentimentos contraditórios no também jovem militante da UFBA. Primeiro, o contentamento de rever, viva, a querida amiga e companheira das lutas estudantis contra a ditadura nas ruas de Salvador, desaparecida de repente depois do último encontro em uma mesa cheia de outros amigos e companheiros que pareciam felizes como na canção “Anos Dourados”, de Chico e Tom. Todos sentados ou de pé em volta de uma mesa da “Barraca Botafogo”, ao pé do histórico Relógio de São Pedro, à espera da passagem do trio elétrico de Dodô e Osmar, ou do bloco sem cordas do Jacu, de Waltinho Queiroz, com o travesti Valéria , destaque no carnaval soteropolitano naqueles anos temerários.

A segunda sensação foi de melancolia. Na impressão do retrato em O Globo, Luzia se assemelhava muito com uma das atrizes preferidas da geração 60/70: Jane Fonda. Principalmente no papel da pungente personagem central do filme de Sidney Pollack, “A noite dos desesperados”. Uma película, como se dizia então, sobre a depressão da década de 1930, nos Estados Unidos, que levava as pessoas a decisões drásticas para sobreviver em um tempo marcado pela fome e o desespero.

Esta semana revi no jornal baiano o antigo retrato de Luzia, ao lado de uma fotografia atual quando se aproxima de completar 60 anos. Ilustram a entrevista concedida à repórter Patrícia França – depois de anos de silêncio público. Luzia fala na condição de única sobrevivente entre participantes da Bahia na guerrilha do PC do B, que ainda tem 11 nomes de ex-militantes na relação de desaparecidos. A ex-combatente faz o contraponto essencial ao recente depoimento de Curió, no relevante trabalho jornalístico produzido pelo Estadão.

Atualmente aposentada do extinto Baneb, formada em Economia, vivendo com um companheiro chileno, mãe de um filho, afastada do PC do B, mas militante de um grupo social que “luta em defesa da justiça e da paz”, Luzia faz na conversa com Patrícia um relato comovedor de suas experiências pessoais na guerrilha.

É inflexível em relação a Curió: “Foi muito triste quando li o que Curió está relatando e mostrando em documentação. Claro que o jornal (Estadão) só mostrou um pouco, mas demasiadamente forte… Esse homem que eu não considero isso, considero um bicho, foi quem comandou a Marajoara, a terceira e última operação, que exterminou os 41 combatentes da guerrilha. Ele diz que estava do lado contrário, que obedecia ordens e que por isso é inocente. Mas ele tinha que ser julgado como criminoso de guerra. Em vários países existe isso, e aqui no Brasil este homem fica impune. Isso é que dói mais”, diz a ex-guerrilheira. Curió “ganhou muito com o extermínio. Enriqueceu, ganhou prestígio, é dono de muitos hectares de terras em Serra Pelada, tem uma cidade com seu nome”, denuncia Luzia.

Mas a ex-combatente de Xambioá reserva críticas duras também para “setores de esquerda”, ex-aliados, em especial do PT, que ela acusa de ter feito acordos com militares, que resultam na impunidade de torturadores até aqui e na falta de vontade política do governo petista de tocar adiante as investigações cruciais: “Lula está aí há quantos anos? No início ele tinha um compromisso com os familiares da guerrilha do Araguaia. Inclusive o PC do B participa do governo, mas não tem a força suficiente para fazer com que o governo Lula abrace isso. Tudo que está acontecendo agora é em função de pressões nacional e internacional, de reportagens investigativas e de familiares dos desaparecidos’.

“Entre esses familiares – lembra a ex-combatente – existem mães como a de Dinaelza Santana Coqueiro, com quase 90 anos, que não quer morrer antes de enterrar sua filha”. Tantas décadas depois, a mesma integridade nas palavras e ações de Luzia, a moça generosa dos olhos firmes de Jequié, mostrada no antigo retrato de O Globo.

Que bom revê-la assim!

Vitor Hugo Soares é jornalista.
E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jul
17

Postado em 17-07-2009 22:45

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 17-07-2009 22:45


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Deu no Portal IG:

“Há exatamente cinco décadas, Billie Holiday morria em Nova York, aos 44 anos. A lendária cantora de jazz estava internada no Metropolitan Hospital, vítima de um colapso pulmonar e cardíaco, complicações da dependência de álcool e drogas. No momento de sua morte, estava sob custódia da polícia por posse ilegal de narcóticos, mais uma das várias prisões que enfrentou ao longo das décadas de 1940 e 1950.

Nascida Eleanora Fagan na cidade de Baltimore, Holiday roubou o nome da atriz hollywoodiana Billie Dove. Após uma infância difícil, afastada do pai, músico, vítima da pobreza e próxima da prostituição, a cantora se mudou para Nova York na adolescência e começou a se apresentar em boates, mostrando ao mundo sua voz levemente rouca.

Em pouco tempo, se firmou como uma das maiores intérpretes do jazz ao reinventar, com seu jeito, standards da música norte-americana, numa mistura de blues e swing que encanta e influencia até hoje. No auge da carreira, com status de diva, gravou versões definitivas de “God Bless the Child”, “Strange Fruit”, “A Foggy Day” e “No Greater Love”, entre muitas outras.

No Brasil, a homenagem maior será realizada ao longo da oitava edição do festival Tudo É Jazz, em Ouro Preto, entre 18 e 20 de setembro. A programação ainda vai ser confirmada, mas a estrela será o grande destaque da festa no interior mineiro”

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Para aliviar um pouco a saudade da ausência de Billie, Bahia em Pauta traz vídeo da diva maior do jazz interpretando um de seus sucessos eternos: “Strange Fruit”, um grito contra a discriminação racial que ainda hoje ecoa no mundo inteiro. Confira. (VHS)

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