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Postado em 15-01-2010 17:56

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-01-2010 17:56


Diante da tragédia no Haiti, Regina, a atenta e fiel colaboradora do Bahia em Pauta em Belmont, na área da Baia de San Francisco, Califórnia, sugere “Time like these”, como música para a tarde e noite desta sexta-feira na Radio BP. Não poderia haver melhor sugestão. Confira.
(Vitor Hugo Soares)

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Postado em 15-01-2010 17:38

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-01-2010 17:38

China: gays proibidos

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

Era considerado o primeiro concurso Mister Gay da China, mas não chegou a realizar-se. Uma hora antes do início do evento, a polícia proibiu a sua realização.

A organização deste acontecimento, que visava a abertura da comunidade chinesa aos homossexuais, garantiu que a polícia ordenou o seu cancelamento por não estar “de acordo com os procedimentos”.

Até 1997, a homossexualidade ainda era considerada ilegal na China. E altos responsáveis do Estado continuaram a designá-la como uma “doença mental” até 2001.

Segundo o DN, os oito participantes no concurso Mister Gay disputavam a honra de representar a China no concurso Mister Gay Mundo, que se realiza no próximo mês na Noruega

jan
15

Postado em 15-01-2010 10:39

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-01-2010 10:39

Menina haitiana em desespero/imgAFP

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O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, disse em Porto Príncipe ao repórter Rodrigo Alvarez, da TV Globo, que o número de militares brasileiros mortos no Haiti subiu de 14 para 18. O corpo da médica Zilda Arns, morta no terremoto, já teve o corpo trasladado para o Pais, e o velorio começou às 11.20h desta sexta-feira em Curitiba, onde o presidente Lula está sendo esperado

O país mais pobre das Américas foi atingido na terça (12) por um terremoto de magnitude 7, que provocou devastação, deixou dezenas de milhares de mortos e devastou 10% dos imóveis da capital. “Essa devastação e os hatianos todos nas ruas é o que mais impressiona”, disse há pouco o ministro Jobim, ao desembarcar em brasília de volta de porto Principe.

As estimativas sobre mortes ainda são desencontradas, mas a Cruz Vermelha teme que pelo menos 45 mil pessoas tenham morrido. Na quinta-feira, o presidente René Préval disse que 7 mil pessoas já foram enterradas em uma vala comum.

O tremor destruiu também boa parte da infraestrutura do país .Porto Príncipe tem muita destruição e corpos empilhados no principal hospital. A ONU relatou pelo menos um saque a um armazém de alimentos. A comunidade internacional, inclusive o Brasil, já se mobilizou para mandar ajuda, mas a situação ainda é precária.

Oficialmente, o Exército brasileiro diz que 14 militares morreram no Haiti. Jobim disse que é um eufemismo (uma maneira de suavizar a expressão) falar em sobreviventes neste momento. Portanto, o número de mortos chegaria a 18.

O corpo da fundadora da pastoral da Criança, Zilda Arns desembarcou hoje cedo em Curitiba onde será velado até amanhã, sábado.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Correio da Bahia e portal G!)

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15

Postado em 15-01-2010 10:14

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-01-2010 10:14

ROSANE SANTANA

BOSTON (EUA)– A Moveon.org Politic Action, organização fundada em 1998 por simpatizantes do Partido Democrata, nos EUA, que congrega atualmente cinco milhões de internautas ativistas e teve papel-chave no sucesso da campanha de Barack Obama na Internet, promovendo arrecadações milionárias, engajou-se na luta para levantamento de recursos em prol dos haitianos. Nesta qUinta-feira, 14 de Janeiro, enviou e-mail solicitando doações em dinheiro aos associados para dar suporte às ações das organizações Oxfam América, Doctores Without Borders e Yéle Haiti, que estão atuando naquele país.

“Três milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto de terça-feira, e a Cruz Vermelha estima que mais de 50.000 podem estar mortos. Os sobreviventes estão escavando os escombros com as mãos em uma tentativa desesperada para salvar aqueles que estão presos.

“Com água e suprimentos médicos escassos, a situação paralisou o governo haitiano, e os esforços de ajuda internacional, nos próximos dias, serão cruciais para evitar o sofrimento humano”, diz um trecho da carta enviada aos associados da Moveon.org.

A organização deve divulgar, nas próximas horas, o resultado da arrecadação pela Internet, junto a iunternautas dos EUA e da Europa. Como de costume, milhões de dólares devem ser assegurados.

É esperar.

(Rosane Santana, jornalista, mora em Boston há três anos e estuda em Harvard. Retorna ao Brasil em favereiro.)

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Postado em 15-01-2010 08:46

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 15-01-2010 08:46

DEU NA COLUNA

… “E seguiu para a igrejinha, sempre em destaque nas pequenas comunidades, porta entreaberta, mas desguarnecida. Entrou”…Este é um pequeno trecho da história comovente que o jornalista político Ivan de Carvalho narra em sua coluna na edição de hoje na Tribuna da Bahia, em mais um -e merecido – tributo à memória da médica Zilda Arns, morta dentro de uma igreja em Porto Príncipe, vítima do terremoto arrasador no Haiti.
(VHS)
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Sinais no Haiti

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OPINIÃO POLÍTICA

Meu Deus, me dê um sinal
Ivan de Carvalo

Quase comecei pedindo perdão aos meus poucos e pacientes leitores por escrever, pelo segundo dia consecutivo, sobre Zilda Arns. Mas optei pela música – e recente atitude – de Caetano Veloso, no caso de suas críticas a Lula e às desculpas que a mãe do cantor e compositor baiano pediu ao presidente.
“Não peço desculpas / e nem peço perdão”. Em verdade não é excesso escrever, seja em dois dias consecutivos, seja em muitos, sobre Zilda Arns, a fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa.
Desta vez, não pretendo, ao contrário do que tentei fazer ontem, qualquer prospecção sobre o sentido da vida e da obra dessa guerreira da paz, da fraternidade e do amor na sua expressão mais elevada – o amor a Deus e à humanidade.
E não esperem de mim detalhes e miudezas da história que vou contar, lembrada quando o sono recusava-se a chegar no tempo habitual. É que o ser humano registra na memória tudo que experimenta, sente, vê, fala, ouve ou simplesmente percebe. Mas a imensa maioria de toda essa gigantesca massa de informação não permanece no que, para simplificar, chamaria de “memória operacional”, sempre disponível.
A maior parte vai para alguma espécie de “arquivo morto”, de onde só emerge, quando algum evento extraordinário ou algo que parece o acaso – que não existe – arranca algum conteúdo de memória daquele arquivo morto e o projeta na memória operacional.
Bem, no caso de dona Zilda Arns, a breve e singela história estava na memória operacional – onde ficam as informações cruciais, bem como as que usamos em nossa rotina e as que nos marcam emocionalmente – e certamente não foi a primeira vez que lembrei dela. Li, há uns anos, uma entrevista da irmã do cardeal Arns (ou deveria o cardeal ser qualificado de “o irmão de Zilda”? – eis uma questão difícil de responder, deixa prá lá).
Uma entrevista a uma revista de circulação nacional, cujo nome não lembro, porque não importava. Zilda Arns contava sua ida a uma pequena e humilde comunidade no interior do Brasil. Visita marcada, dia e hora previstos, imaginava ser recebida pela população local. Chegou, o lugar estava deserto. Ninguém a aguardava para as boas vindas, sequer para um bom dia. Casas fechadas, outras com portas entreabertas, mas pessoas… nenhuma. Decepcionada, conta ela, pensou: “Meu Deus, me dê um sinal de que vale a pena” toda aquela luta em que se envolvera. E seguiu para a igrejinha, sempre em destaque nas pequenas comunidades, porta entreaberta, mas desguarnecida. Entrou. E de repente viu-se coberta por uma intensa chuva de pétalas de rosa que caiam dos lugares altos.
Reconheceu na hora: “Obrigada. Que maravilhoso sinal me deste…”.
No Haiti, recebeu, aos 75 anos, outro sinal. Ou nós recebemos. Se estava na hora de ir, então que não fosse da cama de hospital, de uma gripe, mas de terremoto, em missão, de modo que o Brasil, o Haiti e o mundo mais conhecessem sua obra. Ela pedira um sinal, Deus deu dois.

jan
15

Postado em 15-01-2010 00:13

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-01-2010 00:13

Haiti: espera de socorro

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Haitianos zangados montaram, nesta quinta-feira, 14, blocos com cadáveres nas estradas da capital Porto Príncipe para protestar contra a falta de ajuda depois do terramoto que assolou aquele país. A Cruz Vermelha admite que o sismo deixou 50 mil mortos em sua passagem devastadora pelo mais pobre país das América.

Segundo a repórter Cláudia Arsénio, que descreve para o portal português TSE o cenário no Haiti cerca de 48 horas depois do violento sismo, uma testemunha citada pela agência Reuters contou que alguns haitianos mostram-se cada vez mais zangados e revoltados com a falta de ajuda num país onde são urgentemente necessários médicos, medicamentos, água e alimentos.

Segundo várias fontes, o cenário no país, um dos mais pobres do mundo, é de destruição. Onde antes existiam ruas, há agora ruínas entre as quais os sobreviventes procuram salvar quem se manteve vivo sob os escombros.Um repórter da Reuters relatou que ao lado do principal hospital há 1500 corpos sem destino.

Já Richard Morse -conta o repórter de TSF – revela que na capital haitiana há muitos corpos nas ruas e que as morgues já estão cheias, acrescentando que alguns edifícios desabaram no sul da ilha devido às réplicas que acontecem desde terça-feira.

O presidente do Haiti, René Preval, disse que sete mil vítimas do sismo já foram enterradas numa vala comum.Depois do violento sismo de terça-feira, de magnitude 7,0 na escala de Richter, a ajuda internacional começou a chegar em grande número ao Haiti, de tal forma que o aeroporto da capital chegou a ser fechado provisoriamente. O Governo foi obrigado a pedir aos Estados Unidos e a outros países para não autorizarem mais voos. Na área já estão equipes de ajuda norte-americanas, venezuelanas e espanholas.

A Cruz Vermelha no Haiti afirma que 45 a 50 mil pessoas morreram no sismo e que três milhões foram afetadas.Também a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) conta os seus próprios mortos, nomeadamente 36, além de 100 desaparecidos.Entretanto, com a polícia ocupada a salvar as pessoas debaixo dos escombros e a enterrar as suas próprias famílias, começaram as pilhagens nos destroços.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal TSF e Reuters )

jan
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Postado em 14-01-2010 23:06

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 14-01-2010 23:06

Game Change: grande procura

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ROSANE SANTANA

“Game Change”, livro de John Heilemann e Mark Halperin, sobre os bastidores das eleições americanas de 2008, recém-lançado, é best-seller nos Estados Unidos, pontuando a lista das editoras Amazon e Barnes&Nobel, segundo informações da National Public Radio (NPR), mas é também o mais difícil de encontrar.

Ainda fora de estoque, sua distribuição deverá estar regularizada no início da semana que vem, informa a NPR, quando se espera uma corrida frenética em busca do livro, que traz revelações sobre Obama, Hillary, Sarah Palin e John MaCcain no auge da campanha. Algumas delas já circulam em blogs e Tvs como a resposta de Hillary ao convite de Obama para ocupar a Secretaria de Estado, em que a senadora teria advertido o presidente sobre a possibilidade de o marido dela, Bill Cliton, criar problemas futuros para ele, que topou, assim mesmo, a parada.

Rosane Santana, jornalista, mora em Boston (EUA) e estuda em Harvard

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Postado em 14-01-2010 22:35

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 14-01-2010 22:35


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O BP volta ao espaço cibernético e presenteia seu público com uma jóia da música. Bravo!!! (Gilson Nogueira)

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Postado em 14-01-2010 21:44

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 14-01-2010 21:44

Zilda Arns na Câmara de Salvador

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A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que está entre as vítimas do terromoto no Haiti, é cidadã de Salvador, por iniciativa do ex-vereador e presidente da Fundação João Fernandes da Cunha, Silvoney Sales.O Projeto de Resolução 16/2001, de homenagem a fundadora da Pastoral da Criança, foi aprovado em 19 de
junho de 2001 e a entrega do título aconteceu três meses depois, no dia 24 de agosto.

Católico praticante com estreitas ligações com algumas dioceses da capital, Silvoney, que também é médico, referiu-se à Zilda como “uma pessoa que praticava as três maiores virtudes citadas pelo apóstolo Paulo na Carta aos Coríntios: “a fé, a caridade e o amor”.

(Rosane Santana é jornalista, mora em Boston (EUA) e estuda na Universidade de Harvard.

jan
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Postado em 14-01-2010 21:14

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 14-01-2010 21:14

Deu na Coluna

Na Tribuna da Bahia, em sua coluna desta quinta-feira, 14, o jornalista Ivan de Carvalho fala de Zilda Arns. Uma figura modelar no sentido mais completo da palavra. Ela acaba de nos deixar, tragada pela tragédia inominável no Haiti. Passada a dor da perda, ficarão o exemplo e a simbologia de suas palavras e ações. Será? Confira o texto de Ivan, que Bahia em Pauta reproduz. (VHS)

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Zilda: um exemplo

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OPINIÃO POLÍTICA

Por que chora Arns?

Ivan de Carvalho

Não dá – no meu sentir – para escrever qualquer coisa hoje, e muito menos se houver a intenção de fazer a abordagem da questão dos direitos humanos – sem começar pela médica, formada para cuidar de corpos, autorreformada para cuidar mais de almas que de corpos, usando os desvelados cuidados com estes como instrumento para atingir e pescar aquelas. Pescadora de almas, uma dos muitos cristãos e cristãs que prosseguem hoje a missão dada por Jesus a Simão, o pescador, ao qual passou a chamar Pedro: “Vem e te farei pescador de almas”.

O Filho do Homem sempre está convidando a todos, mas algumas vezes Ele faz chamados absolutamente especiais, pela capacidade dos que convoca nessas ocasiões para realizar missões específicas. Um dia, na Estrada de Damasco, convocou seu perseguidor Saulo e do episódio resultou o 12º Apóstolo (existiam somente 11, desde o suicídio de Judas, o Iscariotes), o Apóstolo dos Gentios, principal responsável (entre os apóstolos) pela expansão do cristianismo fora dos limites de Israel.

Muito mais tarde, já na época das Cruzadas, um pedido irresistível é ouvido por um jovem de Assis: “Francisco, reconstrói a minha igreja”. Havia uma igrejinha em ruínas, Francisco, filho de um rico comerciante, achou que lhe fora pedido que a reconstruísse. E o fez, pedindo ajuda, em mão-de-obra e material. Quando completou a obra, o insight, ou, melhor dizendo, neste caso, a revelação: não, não era a igrejinha, aquilo fora só uma preparação, uma demonstração de humildade. A Igreja em ruínas era a de Roma, ela que devia ser reformada. Francisco lançou-se ao trabalho.

Como, mais tarde ou mais cedo, lançaram-se tantos outros, sem medir sacrifícios, ultimamente João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Zilda Arns.

Mas se a intenção desse artigo for a de abordar a questão do Programa Nacional de Direitos Humanos? Estão dizendo que a crise está se desfazendo porque os ministros Jobim, da Defesa, e Vannuchi, de Direitos Humanos, encontraram um jeito de tirar da questão da Comissão da Verdade a palavra “repressão”, substituindo por “violação dos direitos humanos”.

Ok, mas o que pensa, onde esteja, aquela gente toda citada antes – Jesus, Pedro, Francisco, João Paulo II, Madre Teresa, Irmã Dulce, Zilda Arns – se o presidente Lula insistir, por exemplo, na liberação do aborto, o massacre dos inocentes indefesos?

De nada adiantará chorar pela morte de Zilda Arns, se a pressão pela liberação do aborto (a negação do direito humano à vida) a estiver levando a derramar lágrimas pelos não nascidos e por nós, pois quanto mais pecadores mais objeto de lamentação seremos.

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