set
29

Postado em 29-09-2009 10:22

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 29-09-2009 10:22

Marilia: passividade da classe média…
marmuricy
…e imprensa sensacionalista na origem
visalvador
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Deu em Terra Magazine:

A revista digital Terra Magazine ( http://terramagazine.terra.com.br)  publica nesta terça-feira, 29, artigo assinado pela jurista baiana e professora de Direito, Marilia Muricy, ex-secretária estadual de Justiça. O título em sí, “Sentimentos Sociais e Segurança Publica”, já demonstra precupação muito além da trivialidade com que o tema da violência tem sido tratado ultimamente no país, de um modo geral, e na Bahia dos tumultos e incêndios mais recentes, em particular.
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Na chamada para o texto de Marília Muricy, uma referência na Bahia e no país nas questões relacionadas com a ética e a defesa dos direitos humanos, TM destaca que a autora vai direto ao ponto ao identificar na origem do problema a imprensa sensacionalista e a passividade da classe média diante da violência policial.

“Enquanto a polícia, sob a alegação irada e cada vez mais audaciosa de estar respondendo à agressão contra “os seus” vai ampliando sua sequência de extermínios, as “classes médias” fazem “vista grossa” e não negam seu aplauso às “tropas de elite”.

Com autorização de TM, o site-blog Bahia em Pauta reproduz a íntegra do texto que merece reflexão sobre cada parágrafo de informação e análise sobre o que é dito e o que se esconde sobre o tema. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

SENTIMENTOS SOCIAIS E SEGURANÇA PÚBLICA

Marilia Muricy

Vivemos hoje, no Brasil, entre o medo e o ressentimento silencioso. Do medo se incumbe, com eficiência ímpar, o jornalismo sensacionalista que nos agride dia a dia com o retrato de nossa miséria, embora sistematicamente resista a divulgar exemplos de solidariedade, tão comuns na vida anônima do cotidiano. O mudo ressentimento é resultado da aviltante consciência da injustiça secular e da impunidade cada vez mais robusta, quer nos processos que atingem figuras notáveis da República, quer nos que afetam a população pobre, vítima das lutas internas do tráfico de drogas e da arrogância policial que estufa o peito e faz trejeitos risonhos de vitória para indicar o número de suas vítimas ou, conforme dizem, daqueles que os ameaçam, “justificando” o imediato aniquilamento.

Embora de feitio distinto, os dois processos convergem, em suas perversas consequências. Do ressentimento surge a indiferença pelos assuntos públicos que, afinal “não tem jeito”; é a descrença crônica no papel das instituições, que constitui uma das mais graves doenças da democracia. Isso, em um país, cujos órgãos legiferantes parecem padecer de um surto de “penalização” que se ocupa de pescar minúsculos problemas, deixando, na rede, espaços por onde podem circular os tubarões. Tem-se a impressão de que os nossos “experts” em penalização andam vistoriando a experiência internacional e, sem maior atenção às condições culturais de cada país, concluem: “onde há pena, que seja bem vinda entre nós”. Do medo surge o confinamento das camadas sociais em que se concentram, segundo os órgãos de inteligência policial, as ações do tráfico.

Até por ser recente o meu afastamento da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Governo da Bahia e, por isso, bem nítidas as lembranças positivas e negativas que tenho dessa enriquecedora experiência, vou limitar o espaço desse artigo, a partir desse ponto, a discutir os sentimentos sociais das nossas elites e do homem comum quanto a segurança pública, destaque quase unânime nas pesquisas de opinião, como flagelo social.

Em meio às elites, os comportamentos já se tornam mais ou menos padronizados; cinde-se o espaço público, esbraveja-se contra a ineficiência da polícia, mas não se hesita em estabelecer com ela acordos de “complementação salarial” que bem lembram as práticas mafiosas. E quando chega a “barbárie”, provocada por fato real ou suposto, a ambivalência se manifesta: para que o excesso, perguntam alguns? Afinal, foi merecido dizem outros! E é algo semelhante, que baseia as reações irracionais às chacinas que ocorrem na periferia e não poupam crianças nem adolescentes, corpos expostos nas primeiras páginas de jornal, imagens destacadas na TV, sem qualquer escrúpulo por parte dos editores.

Porém a ambivalência não é privilégio das elites. Acossados por uma forte sensação de impotência e frágeis vínculos de solidariedade, também os que são vítimas privilegiados da violência envolvem-se na cumplicidade do silêncio e o “salve-se quem puder” termina por ser a única saída, frente ao desamparo produzido pela escassez de instituições de proteção, que as lideranças e os militantes dos direitos humanos lutam, sem sucesso, para fortalecer.

Enquanto a polícia, sob a alegação irada e cada vez mais audaciosa de estar respondendo à agressão contra “os seus” vai ampliando sua sequência de extermínios, as “classes médias” fazem “vista grossa” e não negam seu aplauso às “tropas de elite”, vibrando com o sangue que escorre das telas, em filmes campeões de audiência.

Os direitos humanos, base do Estado Democrático de Direito parecem, com exclusão da militância que ainda resiste, terem sido postos em estado de letargia. Vez por outra, uma audiência pública reúne autoridades do Estado e lideranças comunitárias. Unidos na crítica e no protesto, órgãos do Estado e militantes, daí não resulta, como seria de se esperar, ações concretas de defesa social. Enquanto isso, o Programa de Segurança com Cidadania (Pronasci) um dos mais criativos do Governo Federal, voltado a desvincular o problema de segurança pública de sua versão policial, habilitando policiais e formando, para a paz, lideranças de territórios pré-selecionados, insiste, em alguns Estados, em privilegiar compra de armas e equipamentos, sendo tímidas e até inexistentes as ações que lhes são próprias.

Fui Secretária de Justiça do Estado da Bahia, durante dois anos e meses, o suficiente para aumentar a minha convicção de que a imprestável instituição das prisões, não se confunde com a humanidade que lá está: a humanidade a que pertenço, no bem e no mal, carregada de contradições e paradoxos, capaz de ser intensamente cruel e surpreendentemente terna. Sem descuidar da segurança, investi pesadamente em trabalho, saúde, educação, esporte, lazer, procurando reduzir os níveis de desumanização que a prisão acarreta, do início ao fim da pena. Presos e presas foram levados a assistir peças de teatro. Com a contribuição de um maestro que também acredita nas pessoas, formamos um coral de homens e mulheres presos, que terminou apresentando-se durante a solenidade de transmissão do cargo, na presença do Governador do Estado, que não fez questão de disfarçar a comoção que sentia e que seu rosto revelava, tal como a plateia, que, ao final da exibição, aplaudiu de pé o coral.

Ainda guardo no rosto a sensação das lágrimas. Mas houve outras, bem salgadas, de que não me arrependo ter derramado, já que com o sofrimento também se aprende, e muito.

E não posso deixar de lado um depoimento. Talvez por habituada, pela atividade docente, a falar a verdade pude, logo ao assumir a Secretaria, declarar que o crime organizado exercia forte poder dentro dos presídios. Não creio que a ninguém isso tenha soado como novidade. Novidade sim, era a declaração ter partido da própria Secretária, ainda que com a ressalva de que o combate aos acordos internos era um desafio a que o Estado não poderia fugir. Não é difícil imaginar o efeito dessas declarações sobre a aliança entre líderes prisionais e seus parceiros. Esse efeito, aliás, atingiu seu ponto máximo quando começaram as transferências das lideranças para presídios de segurança máxima, distantes de sua área de poder.

Mas a batalha antecedeu as transferências. Aquela altura, eram aproximadamente oito mil internos no sistema da Secretaria de Justiça e seis mil amontoados nas delegacias de polícia, faltando-lhes tudo, inclusive espaço para dormir, sendo o revezamento uma prática comum, regulada pelo “mercado das cadeias”.

Embora o quadro que encontrei fosse de superpopulação em todos os lugares, uniram-se todos em uma cantoria única, que lembrava as antigas carpideiras, repetindo obviedades que o Brasil todo conhece, o mundo lamenta e não consegue resolver. Quando solicitei ao governador Jaques Wagner que me liberasse das funções de secretária, estava em paz e ainda estou. Mas fica no fundo a dor de uma pergunta. Terá o nosso trabalho contribuído de fato para levantar a auto-estima da população carcerária? Caso positivo, e daí? Menos me importaria se, alguns disséssemos que “gastamos velas com defunto ruim”, caso houvesse no horizonte, oportunidade, de que na saída, em vez da quase fatalidade da reincidência, a sociedade os acolheria, na família e com trabalho…

Felizmente, nesse quadro de frustrações e protestos, e esperanças tão poucas, um futuro melhor se anuncia no trabalho de educação para os direitos humanos, já deflagrado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal e cujo projeto tem como pressupostos radical mudança de paradigma para a segurança pública no Brasil.

Hans Jonas, em seu Princípio Responsabilidade, lembra que já é hora de deslocar o centro da solidariedade social, transferindo-o do individuo para fincá-lo em estâncias coletivas. Melhor ainda é dizer, com Ricoeur, que as nossas utopias, por designarem, apesar de sua força, “lugar nenhum”, devem ser substituídas pelo “futuro possível da esperança”. É com o que sonho, braços abertos para um mundo de paz.

Marilia Muricy Machado Pinto, mestre em Ciências Humanas, doutora em Filosofia do Direito, é ex-secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado da Bahia..

set
29

Postado em 29-09-2009 00:03

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 29-09-2009 00:03


Esta é mais uma colaboração de Cida Torneros, que Bahia em Pauta agradece.

set
28

Postado em 28-09-2009 23:55

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 28-09-2009 23:55

Lucy: musa morre de lupus/ img.Destak (Lisboa)
lucy
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Lucy O’Donnell, que inspirou em 1966 a canção dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”, faleceu na terça-feira passada, aos 46 anos, em consequência de lúpus, segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Saint Thomas, que se dedica à investigação daquela doença do sistema imunológico.

A notícia da morte de Lucy, mantida em sigilo durante uma semana, foi divulgada no jornal Destak, que é distribuido grartuitamente em Lisboa, e pela TSE Radio Notícias, também de Portugal. Segundo Julian Lennon, filho de John , o seu pai escreveu a canção inspirado por um desenho que ele (Julian) fez da sua companheira Lucy quando ambos frequentavam um jardim infantil, há mais de 40 anos, na localidade de Weybridge, sul de Inglaterra.

Julian levou o desenho para casa e, segundo conta, deu-o ao pai, ao qual explicou: «É Lucy no céu com diamantes». O filho de Lennon reatara recentemente o contacto com Lucy O’Donnell ao saber que ela sofria de lúpus.

“Lucy in the sky with diamonds”, uma das canções do álbum “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, lançado em 1967, gerou polémica ao considerar-se que, na realidade, as iniciais do título da canção se referia à droga psicodélica LSD, o que os “fab four” sempre, reiteradamente, negaram.

set
28

Postado em 28-09-2009 22:50

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 28-09-2009 22:50

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CRÔNICA / MULHER

bbardot

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75 anos e sempre La Bardot

Aparecida Torneros

Acho que o ano era 1962. Não estou bem certa. Eu e minhas amigas pré-adolescentes copiávamos para costureira os modelos das calças saint-tropez, a la Brigitte, o que era a última moda e nos deixava com o umbiguinho de fora. Cintura baixa, a pernas em patas de elefante, blusinhas de organza leve, alguns babadinhos e frou-frou. Nossos cabelos, para seguir a musa sensual francesa que despontava como objeto sonhado nas telinhas, ainda nos atrevíamos a pintar mechas claras nos cabelos e usar grandes franjas que caíam selvagengente pelo rosto, emoldurando ares de menina em carinha de mulheres aprendizes.

A Brigitte era nossa ferinha indomável, dava gosto de ler nas revistas semanais as reportagens sobre seus amores , casamentos, rodagens de filmes. Seus ares quase infantis, de BB, literalmente passando aquele jeito de adolescente sapeca, usando por exemplo modelitos em xadrez cor de rosa com babadinhos de bordado inglês, quem não se lembra de vestidos com bolsos, mangas tres quartos, lacinhos e decotes audaciosos?

Ela ditava moda, induzia a comportamentos, incitava a desvendar mistérios de uma femea que Deus criara para seduzir através da sua arte e do seu encanto físico, a uma legião de fãs que se espalharam pelo mundo. Seu amor pela natureza, pelos animais, pelo planeta, é precursor das campanhas ecologicamente corretas dos tempos atuais. Ela se fazia natural por ser, intuitivamente, encantando-se com as praias agrestes da pequenina colônia de pescadores em Búzios, que hoje é reflexo do sua passagem por aquelas terras do Estado do Rio, para onde acorrem turistas ansiosos de conhecer a orla Bardot e tirar fotos com a estátua dela, que na beira do mar, acalenta os sonhos da mulher amante das praias.

Brigitte resistiu ao tempo, como defensora dos animais, como símbolo sexual, como artista polêmica em torno de posições assumidas e por muitas lutas que trava em prol da sobrevivência de muitas espécies.

Mas , o que me parece bem ao seu jeito e quase passa despercebido, é que ela é a própria defesa do seu exemplar humano, um espécime raro de fêmea livre, consciente, decidida, resolvida, amante do amor como entrega e realidade, criatura capaz de oferecer dádivas de prazeres em olhares perseguidores, aqueles que sempre a perseguiram na tentativa de descobrir seus banhos de sol em nudez tão natural quanto inocente, tão pura quanto sintonizada com a paisagem que a acolheu sempre nos esconderijos onde habita e ainda mora, com seus animais e seus amores.

Ela está casada desde os 58 anos de idade com o mesmo homem, segundo o noticiário, parece bem feliz no casamento longo, e , aos 75 anos, dá exemplo de vida bem vivida, continua sendo um sonho de mulher inalcançável para muitos fãs. Por sorte, não perdeu a sensualidade dos olhares e da boca, inconfundível, de lábios cujo coração desenhado mantém o convite ao prazer de viver a vida, com pouca roupa, pés descalços, cabelos ao vento, sorriso espontâneo, ela é a receita simples de vida ao ar livre ou de um estrelato que convive pacificamente com a bandeira da causa ecológica universal.

Brigitte continua a mesma menina, quem duvidar, que a acompanhe e constate, segue brigando para salvar bichinhos e preservar reservas ambientais, esbraveja contra poluição e matanças de espécies indefesas, abraça focas, beija cães e gatinhos, deita ao sol nas manhãs do verão francês e ressurge de vez em quando, em ocasiões especiais, quando sua aparição tem o dom de restituir ao público décadas de magia de uma deusa loura, tão senhora de si agora, como ousou ter sido antes, e como será sempre, confiante e intensa, como diria a propaganda de produtos de beleza.

Cida Torneros, escritora e jornalista, mora no Rio de Janeiro. Este texto foi postado originalmente no Blog da Mulher Necessária , que ela edita. (http://blogdamulhernecessaria.blogspot.com)

set
28

Postado em 28-09-2009 14:58

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 28-09-2009 14:58


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Hoje, 28 de setembro, é dia de Rock no Bahia em Pauta, com dupla motivação. A primeira, prolongar por mais algum tempo as sensações do apeoteótico show do Capital Inicial na noite de domingo, na Praça Castro Alves. O recanto do poeta maior tomado por milhares de roqueiros de todas as idades, todos com atitude digna dos melhores tempos de Raul Seixas, nas tardes de domingo em Salvador, no Cine Roma.

Em segundo lugar, porque hoje aniversaria Pablo Vallejos, um californiano roqueiro americano cem por cento, mas com boas doses de sangue quente latino (chileno, do pai, e brasileiro da mãe), correndo nas veias há 29 anos. Colaborador bissexto deste site-blog , em geral, de poucas mas consistentes palavras como as que escreveu aqui na morte de Michael Jackson, que o ensinou a amar o rock. Fã do Sepultura, de Ozzy Osborny, do Queen e de todos os melhores do Rock americano e internacional. É para Pablo que vai neste 28 de setembro de seu aniversário, a música do Queen, Fred Mercury à frente, acompanhada do poema que a mãe, Regina, uma das colaboradoras mais ativas do Bahia em Pauta escreveu para ele.

Parabéns, Pablo, o “Cobreloa”, como o chamava seu avô brasileiro!

(Vitor Hugo Soares)

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YOU ROCK!

Regina Soares

Um belo dia de Setembro

Pronta, lhe esperava

Um grito suave e um sorriso

Beautiful child!

Nada que vivi contigo

Se compara ao antes já vivido.

Poucas palavras, sentimento profundo,

Lição de vida e humanidade

Saber sofrer, aprender a querer, lutar.

My child, PABLO!

A vida é sua, use o coração

E as fibras do seu ser,

Faça uma canção.

You Rock!

set
28

Postado em 28-09-2009 10:38

Arquivado em ( Laura, Newsletter) por Laura em 28-09-2009 10:38

julia

Julia Roberts na India para a filmagem do longa-metragem.

Acabo de ler que o best-seller americano “Comer, Rezar, Amar” vai virar filme com Julia Roberts no papel principal. O livro narra um período da vida da autora, Elizabeth Gilbert: a escritora está com quase trinta anos, um marido apaixonado, casa espaçosa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sente-se confusa, triste e em pânico. Decide-se pelo divórcio, tenta um novo amor – sem sucesso, cai em depressão. Neste cenário, em busca de si mesma, toma uma decisão radical: desfaz-se de todos os bens materiais, demite-se do emprego e parte para uma viagem de 1 ano pelo mundo – sozinha.

Gilbert escolhe 3 locais: Roma, Índia e Bali. Em Roma, estuda gastronomia, aprende a falar italiano, engorda alguns quilos e se deleita com o charme do homem italiano. Na Índia sua missão é a descoberta espiritual com os ensinamentos de uma guru indiana. Em Bali, busca o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina, torna-se discípula de um velho xamã, e se apaixona, inesperadamente, por um brasileiro.

Palavras da autora: “Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.”

Julia Roberts ja esta na Índia para as filmagens do longa-metragem. Fã da atriz, acho que ela vai ficar ótima no papel de Elizabeth Gilbert. Conseguirá dar o tom irônico e sarcástico da autora em busca de si mesma, sem perder o charme.

E quem será que fará o papel do brasileiro por quem a “heroína” se apaixona? Não poderá ser o Rodrigo Santoro porque no livro o personagem é um cinqüentão. Façam suas apostas.

Laura Tonhá, publicitária.

set
28

Postado em 28-09-2009 10:14

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 28-09-2009 10:14

Deu na Tribuna da Bahia

Sobre a crise em Honduras o jornalista político Ivan de Carvalho assina o seguinte texto na edição desta segunda-feira, 29.

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Cerco na embaixada
Embaixada

OPINIÃO / HONDURAS

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Lula, Honduras e Cuba

Ivan de Carvalho

O presidente Lula desatou a qualificar, a cada oportunidade que lhe é dada ou consegue criar, o governo hondurenho presidido por Roberto Micheletti de “golpista”, aproveitando sempre para exigir a devolução da presidência a Manuel Zelaya, destituído do cargo na véspera de promover um plebiscito – considerado ilegal pelo Congresso e pela Corte Suprema – no qual pretendia que o eleitorado dissesse se ele deve ou não poder candidatar-se à reeleição.

Acontece que é cláusula pétrea (imutável) da Constituição de Honduras a impossibilidade de reeleição presidencial. E apesar do Congresso haver rejeitado o plebiscito e a Corte Suprema haver declarado sua inconstitucionalidade, o então presidente Zelaya dispunha-se a promovê-lo na marra. O que o tornou, constitucionalmente, destituível.

Isto seria ir muito além de Hugo Chávez, que pelo menos não tinha uma cláusula constitucional pétrea em seu caminho, mas a necessidade de uma mudança constitucional, para o que obteve aprovação de um Congresso no qual tem o domínio de 95 por cento dos congressistas, pois a oposição cometeu a tolice de boicotar as eleições parlamentares, em protesto contra as tropelias do ditador-presidente da Venezuela.

Bem, voltando a Honduras, assinale-se que o nosso presidente, além de xingar de golpistas Micheletti e seu governo, vive agora a exigir – e com ele fazem entusiástico coro o chanceler Celso Amorim e o esquisito assessor especial Marco Aurélio Garcia – a devolução do poder a Zelaya, que é “hóspede de nossa embaixada em Honduras”, conforme ontem Lula definiu o status do ex-presidente (asilado, abrigado, albergado ou hospedado, não dá para adivinhar) na Embaixada do Brasil.

Não vou ficar analisando essa patacoada nem a ridícula polêmica acerca da existência ou não de uma combinação prévia com o governo brasileiro para Zelaya ir para a embaixada brasileira. É claro que houve combinação – os unânimes sorrisos de felicidade flagrados em fotografia em que estão juntos Lula, Amorim e Garcia são, como anotou em seu blog o jornalista Augusto Nunes, um inequívoco sinal de “missão cumprida”. Se a chegada de Zelaya houvesse sido uma surpresa, assinala Augusto Nunes, Lula, Amorim e Garcia deveriam estar com “cara de preocupação”.

Lula disse ontem, na Venezuela, durante a 2ª Reunião de Cúpula dos Países da América do Sul e África, que a América do Sul “lutou muito para varrer para a lata de lixo da história as ditaduras militares de outrora” e que “não se pode permitir retrocessos desse tipo no continente”. Bem, Honduras não fica exatamente no tal continente referido, a América do Sul, mas na América Central. Talvez o presidente brasileiro esteja confundindo América Latina com América do Sul – é a única explicação que me ocorre no momento.

Mas, então, por que ele não inclui logo o Caribe na América do Sul? Assim traria Cuba para o raio da sua (dele, Lula) vigilância democrática – meu Deus, Chávez, o anfitrião, estava presente quando Lula disse aquelas coisas, e Chávez tem tido o comportamento de um golpista dissimulado (uma vez comandou uma tentativa dissimulada, mas frustrada, de golpe) e é um militar, um coronel. Que ofensa ao vizinho!…

Para que Lula trazer Cuba para a América do Sul, como trouxe Honduras? Ora, ora – para exigir democracia, presidente eleito no poder, liberdade, que está faltando lá até mais do que em Honduras, mesmo estando este país em situação de emergência.

Vejamos hoje, a partir de reportagem publicada no jornal “El País”, que naturalmente não é cubano, como o governo do amigo do peito Fidel Castro, exercido por delegação pelo irmão dele, Raul Castro (ditadura hereditária) trata a liberdade de informação há 50 anos. Em Cuba, toda a mídia tradicional (jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas) é estatal ou do Partido Comunista, o que dá no mesmo. E a internet? Cuba tem o mais baixo índice de acesso à internet em todo o hemisfério ocidental. Os preços são artificialmente altos e são pagos em “pesos conversíveis”, usados quase que só por estrangeiros. Assim, impede-se o acesso a quase todos os cubanos. Mais: as conexões têm que ser aprovadas pelo Etecsa (provedor estatal). Uma comissão interministerial restringe (censura) e os provedores autorizados têm que impedir o acesso a conteúdos contrários “ao interesse social, à moral e bons costumes”. A censura política está no “interesse social”, no qual cabe tudo que desagrade o governo e o partido.

E o que diz Lula a respeito de Cuba, seu regime e seus dois ditadores? Lula fuma os charutos.

set
28

Postado em 28-09-2009 09:44

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 28-09-2009 09:44

Deu na coluna

Na coluna Em Tempo, assinada pelo jornalista Alex Ferraz, a Tribuna da Bahia publica a seguinte nota:

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Só rindo!
Romário, Kleber Bambam (aquele ex-BBB altamente intelectualizado), a ex-cantora Simony e a ex-chacrete Rita Cadillac são as mais novas aquisições do Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Rio de Janeiro.

Não é de matar de rir? Kkkkkk…

set
28

Postado em 28-09-2009 09:07

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 28-09-2009 09:07

bigode

set
27

Postado em 27-09-2009 23:16

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 27-09-2009 23:16


A sugestão e a garimpagem no You Tube é do jornalista Gilson Nogueira.
(VHS)

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