mar
19

Postado em 19-03-2010 16:03

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 19-03-2010 16:03


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“My one and only love”, com John Coltrane e Johnny Hartman, para embalar o fim da tarde e a noite desta sexta-feira de adeus Verão.
(Gilson Nogueira)

mar
19

Postado em 19-03-2010 15:03

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-03-2010 15:03

DEU NO BLOG DO TOM (Editado pelo músico Tom Tavares, do irdeb e proferssor da Escola de Música da UFBA)
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MÁ COMPANHIA

Depois que vi gente
como Mauro Santayana e Emir Sader
escrevendo artigos apaixonados
em defesa do Adriano,
não tive dúvida:
este jogador não merece confiança!
Tom Tavares
(O Inimigo do Rei… e do Imperador também)

mar
19

Postado em 19-03-2010 14:16

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 19-03-2010 14:16

O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) vai precisar encontrar outro nome para assumir o lugar de Antonio Lins à frente da Fundação Gregório de Matos, entidade municipal que deveria cuidar das coisas da cultura em Salvador. Ontem, de um consultório médico, o prefeito encarregou João Cavalcante, chefe da Casa Civil, de livrar-se de Lins.

O autor e diretor teatral, Fernando Guerreiro, recusou o convite de João para carregar o fardo.

(Vitor Hugo Soares)

mar
19

Jorge Amado:na casa do Rio Vermelho

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

A família do escritor Jorge Amado desmente os boatos de que esteja à venda a casa do Rio Vermelho, onde o romancista baiano viveu a partir dos anos 60, em Salvador (BA). “Essa notícia não tem nenhum fundo de verdade. A casa é nossa, cuidamos dela, nunca nos deram um tostão para preservar”, reage Paloma Amado, filha de Jorge e Zélia Gattai. Em conversa com Terra Magazine, ela afirma que não pretende “entrar em polêmica” sobre o assunto, mas rebate uma nota publicada pela revista “IstoÉ”.

Inicialmente, houve a ideia de que a casa se transformasse num memorial ou museu, como relatou a escritora Zélia Gattai no livro “Memorial do Amor” (2004). “Por que não aproveitá-la para um museu?”, sugeriu Jorge Amado. Para escrever suas obras, ele dividia-se entre a casa da rua Alagoinhas, 33, em Salvador, e um apartamento no bairro do Marais, em Paris. “Por que ficaria eu sozinha nessa casa? Por que não manter abertas as portas para os admiradores de Jorge Amado, aqueles que aparecem diariamente, ansiosos de conhecer o ambiente onde o escritor viveu durante tantos anos, inspirou-se e escreveu seus romances?”, cogitou Zélia.

Comprada com os dólares da venda dos direitos autorais de “Gabriela, cravo e canela” à Metro Goldwin Mayer (MGM), a residência baiana era frequentada por artistas e intelectuais – de Vinicius de Moraes e José Saramago ao poeta cubano Nicolás Guillén, Roman Polanski e Jack Nicholson. Agora, ela virou um enigma da cultura brasileira. O destino do acervo de um dos escritores brasileiros mais reconhecidos no exterior permanece incerto, sem apoio do Estado e do empresariado nacional. “Estamos cuidando com recursos próprios”, diz o filho do casal de escritores, João Jorge Amado.

Em 2008, as obras de arte – parte delas guardadas num apartamento no Rio de Janeiro, vendido recentemente – foram a leilão na Soraia Cals Escritório de Arte. Havia quadros e desenhos de Carybé, Carlos Scliar, Djanira, Floriano Teixeira, Segall, Volpi, Anita Malfatti, Flávio de Carvalho, Pancetti, Antonio Bandeira, Diego Rivera e Picasso, entre outros artistas plásticos.

“Brasil não reconhece Jorge Amado”

Apesar de evitar a polêmica sobre o rumo do acervo do pai, Paloma esclarece que batalhou durante três anos por recursos para a conservação da casa do Rio Vermelho e a abertura de um memorial. “Minha mãe era a única contrária ao tombamento”, afirma Paloma, indignada com uma frase atribuída a Zélia Gattai, de que temia a venda de todo o espólio pelos herdeiros. “Tentam difamar a gente por uma coisa que não existe. Se mamãe lesse essa nota que me leram!…”, lamenta. Ela ainda se recorda de um conselho: “Não pense que o fato de ser minha filha vai ajudar. Se tem quem goste, tem quem não goste de mim”.

O tombamento era uma medida recomendável para a captação de recursos estatais, mas a ideia terminou abandonada pela família, depois ter sido submetida ao Conselho Estadual de Cultura da Bahia. Com a venda das obras de arte, iniciaram uma reforma na casa, que conta com gradis do pintor Carybé. As cinzas de Jorge e Zélia foram espargidas embaixo de uma mangueira, no quintal.

Recém-radicada no Rio de Janeiro (“a Bahia sem meus pais é muito triste”), Paloma revela um espanto:

– Onde eu passo, a obra de meu pai é aplaudida. Estive na Universidade do México e houve uma aclamação. Ele foi homenageado pela Feira do Livro de Santo Domingo. Uma coisa bonita. Só não vejo isso no Brasil. Não reconhecem.

A fundação criada pelo pai, no Pelourinho, também enfrentou tormentas financeiras. Em março de 2007, o governo da Bahia cortou o repasse mensal de R$68 mil para a Fundação Casa de Jorge Amado. A entidade preserva cerca de 250 mil documentos do autor de “Cacau”, “Capitães da Areia”, “Gabriela” e “A morte e a morte de Quincas Berro D’Água”. Indignado, o romancista João Ubaldo Ribeiro protestou contra a medida e contribuiu para o recuo do governo baiano:

– Vou esculhambar, vou continuar a bater, e chamar o povo baiano aos brios! Não nasce um Jorge Amado a toda hora! E ficam aí uns beletristas de segunda categoria fazendo críticas aos romances dele. Esquecem que Jorge Amado foi um grande romancista, lido e traduzido em todo o mundo! – criticou Ubaldo.

À época, em entrevista a Terra Magazine, o governador Jaques Wagner (PT) justificou os cortes e garantiu a retomada do financiamento:

– Por determinação da Procuradoria Geral, o Estado não pode financiar em 100% a fundação. No máximo, 80%. São coisas que teria que modificar e quero antecipar: João Ubaldo está falando agora, mas estas modificações já estavam sendo feitas e conversadas com a fundação. Falta acertar detalhes… Ela tem um nível de fundação adequado e o repasse será mantindo – assegurou Wagner.

“Empresários só queriam explorar imagem”

Nos últimos anos, a editora Companhia das Letras tem relançado as obras completas de Jorge Amado, no que talvez seja a única ação pela permanência do “doutor em romance”, como o definiu Mário de Andrade, em comentário sobre “Mar Morto”. Os livros “Capitães da Areia”, “Quincas Berro D’água” e “Os velhos marinheiros” foram adaptados para o cinema e devem estrear até 2011.

Quanto ao memorial, nenhum passo. Paloma Amado cita os exemplos da casa do sociólogo Gilberto Freyre, em Pernambuco, e das três moradias do poeta Pablo Neruda, no Chile, “recuperadas pela Telefonica da Espanha”. No Brasil, indiferença pelo romancista baiano.

– Ninguém se interessou. Os empresários vinham com um contratinho pronto para se tornarem donos do nome de Jorge Amado. Queriam explorar a imagem. Não aceitamos isso – diz a filha.

Último ato. Quando o projeto do memorial ganhou o selo da Lei Rouanet, no tempo em que Gilberto Gil ainda ocupava o Ministério da Cultura, “a Petrobras disse que não dava mais dinheiro”. Segundo Paloma, após os reparos, a casa tem sido cuidada pelo neto do escritor, João Jorge Filho.

Com milhões de leitores e cúmplices de sua obra, Jorge Amado não consegue mobilizar financiadores

mar
19

Postado em 19-03-2010 10:29

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 19-03-2010 10:29

Em seu artigo desta sexta-feira na Tribuna da Bahia o jornalista político Ivan de Carvalho analisa as expectativas de paz reveladas pelo presidente Lula em seu périplo pelo Oriente Médio, alimentadas principalmente pelas atuais diverg~encias entre Estados Unidos e Israel. “Divergências sérias entre EUA e Israel já ocorreram antes e contam-se às dezenas, algumas delas graves, mas nenhuma capaz de romper a aliança”, assinala Ivan no texto que Bahia em pauta reproduz.
(VHS)

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Paz distante

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Lula fantasia a paz

Ivan de Carvalho

Na Terra Santa e adjacências, quase tudo gira em torno da Bíblia – Antigo e Novo Testamento – e do Corão. Eles são a base da cultura israelita, islamita e da rarefeita população cristã da região que envolve Israel, 22 países árabes e alguns países muçulmanos não-árabes, a exemplo do Irã.
As três religiões monoteístas estão imbricadas a tal ponto na região que o primeiro Patriarca, Abraão, deu origem a Ismael e Isaac e desses dois troncos descendem, respectivamente, árabes e hebreus, estes por intermédio de um dos dois filhos de Isaac, Jacob. Mais tarde, surge a figura essencial e misteriosa do Arcanjo Gabriel, aquele que anunciou a Maria que ela teria um filho ao qual chamaria Jesus (aqui, o nome na versão latina) e que foi o mesmo Arcanjo Gabriel que ditou o Corão a Maomé.
A um observador neutro e atilado (não reivindico para mim qualquer dessas duas qualidades), não há de parecer casuais essas circunstâncias, seja em relação aos patriarcas, seja quanto à gravidez de Maria e ao ditado “angélico” representado pelo Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. A conclusão lógica – e certamente quase todo mundo concordaria com ela se não envolvessem três das quatro cinco grandes religiões do planeta (as outras são o budismo e o hinduísmo) – é a de que há um plano milenar em andamento. Um plano que praticamente chega a ser exposto na Bíblia, quase a cada página, embora a Bíblia evite proclamar essa característica de um planejamento a longo (para nós) prazo.
Daí que a viagem e o bedelho do governo brasileiro no conflito entre Israel, os palestinos, os árabes em geral e os muçulmanos engajados nessa briga (há os que não estão dando bola pra ela) não tem a chance de influir para a pacificação, pela simples razão de que, devido ao comportamento da sociedade humana, a pacificação só virá – segundo o plano – após a destruição da atual sociedade, quando uma nova passará a ser construída em outras bases.
“De nada valerá buscardes o auxílio do Egito (com quem Israel fez um tratado de paz), pois não haverá paz e Israel deve confiar apenas no Senhor”, diz lá no Antigo Testamento o profeta Isaías. Eis (para os crentes) porque não podem os crentes e mesmo os não crentes, mas inteligentes, comemorar a descoberta do presidente Lula de que a divergência entre Israel e Estados Unidos sobre as 1.600 casas que o governo israelense acaba de decidir construir em Jerusalém Oriental pode abrir a chance para que se chegue à paz, suponho que por um hipotético enfraquecimento de da posição de Israel.
Divergências sérias entre EUA e Israel já ocorreram antes e contam-se às dezenas, algumas delas graves, mas nenhuma capaz de romper a aliança entre americanos e israelenses. Na hora do aperto estão, inevitavelmente, juntos. Naquela área do mundo, ao se fazer política, é bom ter um olho nela e o outro nos livros sagrados fundamentais de israelenses, muçulmanos e cristãos. “Bem aventurados os pacificadores”, Jesus disse no Sermão da Montanha. Mas não disse que eles terão sempre êxito em seus intentos, ainda que recebam o prêmio, se tentaram a paz de coração puro.

mar
18

Postado em 18-03-2010 22:51

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-03-2010 22:51

Guerreiro: convite de João

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O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) utilizou nesta quinta-feira, mais uma vez, o surrado artifício da visita ao consultório médico, para transferir ao escudeiro de situações estranhas como esta, João Cavalcante, da Casa Civil, a tarefa de livrar-se do presidente da Fundação Gregório de Matos, Antonio Lins.

Depois de cumprida por Cavalcante a missão que eticamente cabia ao prefeito, João logo reapareceu falando grosso e aparentemente sem nenhum abalo na saúde, para dar explicações sobre os motivos da saída do ex-auxiliar na área cultural e anunciar que já convidou o autor e diretor teatral Fernando Guerreiro para assumir a FGM.

Guerreiro diria horas depois do convite, em seu programa “Roda Baiana” na Rádio Metropole, que está em 50% para sim e a outra metade para não. Vai avaliar e decidir se assume ou não o fardo de João.

Agora à noite, perto do final da edição de hoje do Jornal da Metrópole, o bem informado âncora Mario Kertész disse ter ouvido do diretor de “Os Cafajestes”.nos estudios da rádio, em Pernambués, que ele vai topar o desafio.

A conferir.

(Vitor Hugo Soares)

mar
18

Postado em 18-03-2010 15:09

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 18-03-2010 15:09

“Luz de Tieta, do santamarense Caetano Veloso. A sugestão vem da jornalista e colaboradora deste site-blog, Rosane Santana, agora vivendo em Sampa. Escute a interpretação de Caetano, preste a atenção na letra que Rosane mandou, e entenda a razão do pedido.
(Vitor Hugo Soares)

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LUZ DE TIETA

Caetano veloso

Todo dia é o mesmo dia
A vida é tão tacanha
Nada novo sob o sol
Tem que se esconder no escuro
Quem na luz se banha
Por debaixo do lençol…

Nessa terra a dor é grande
A ambição pequena
Carnaval e futebol
Quem não finge
Quem não mente
Quem mais goza e pena
É que serve de farol…

Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também…

Existe alguém aqui
Fundo no fundo de você
De mim
Que grita para quem quiser ouvir
Quando canta assim…

Toda noite é a mesma noite
A vida é tão estreita
Nada de novo ao luar
Todo mundo quer saber
Com quem você se deita
Nada pode prosperar…

É domingo, é fevereiro
É sete de setembro
Futebol e carnaval
Nada muda, é tudo escuro
Até onde eu me lembro
Uma dor que é sempre igual…

Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também…

Existe alguém aqui
Fundo no fundo de você
De mim
Que grita para quem quiser ouvir
Quando canta assim…

Êta!
Êta, êta, êta
É a lua, é o sol é a luz de tiêta
Êta, êta!…(2x)

Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também…

Existe alguém aqui
Fundo no fundo de você
De mim
Que grita para quem quiser ouvir
Quando canta assim…

Toda noite é a mesma noite
A vida é tão estreita
Nada de novo ao luar
Todo mundo quer saber
Com quem você se deita
Nada pode prosperar…

É domingo, é fevereiro
É sete de setembro
Futebol e carnaval
Nada muda, é tudo escuro
Até onde eu me lembro
Uma dor que é sempre igual…

Existe alguém em nós
Em muitos dentre nós
Esse alguém
Que brilha mais do que
Milhões de sóis
E que a escuridão
Conhece também…

Existe alguém aqui
Fundo no fundo de você
De mim
Que grita para quem quiser ouvir
Quando canta assim…

Êta
Êta, êta, êta
É a lua, é o sol é a luz de tiêta
Êta, êta!…(4x)

mar
18

Postado em 18-03-2010 13:33

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 18-03-2010 13:33

Sandra e Jesse:depois do Oscar/Reuters

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DEU NA FOLHA ILUSTRADA

Sandra Bullock, 45 e o marido, Jesse James, 40, não moram mais na mesma casa desde segunda-feira, diz o site da revista norte-americana “People”.

De acordo com fontes da revista, a atriz vencedora do Oscar deixou a casa da família dias após a publicação de uma entrevista com uma modelo da Califórnia que alega ter dormido com o marido de Bullock enquanto ela gravava “Um Sonho Possível” em Atlanta, no ano passado.

Na terça-feira, Bullock também cancelou sua presença na premiere de “Um Sonho Possível” em Londres.

A atriz enviou um comunicado para o estúdio cinematográfico Warner Bros. ontem dizendo que, “por razões pessoais imprevistas”, uma viagem para o exterior para divulgar o filme se tornou “impossível neste momento”.

O estúdio não quis comentar o assunto.

Bullock e James se conhecerem em 2004 e se casaram um ano depois, em julho de 2005.

mar
18

Postado em 18-03-2010 11:56

Arquivado em ( Artigos, Ivan, Newsletter) por vitor em 18-03-2010 11:56

Em seu artigo desta quinta-feira, na Tribuna da Bahia, o o jornalista Ivan de Carvalho analisa o fato de maior destaque de ontem na política brasileira:o resultado da mais nova pesquisa IBOPE/CNI sobra a corrida da sucessão de Lula, em que o governador de São paulo, José Serra (PSDB) segue na frente, mas com a ministra Dilma Rousseff, empurrada pelo presidente da República, aparece cada vez mais colada no calcanhar do tucano.Bahia em Pauta reproduz o texto de Ivan.
(VHS)

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Serra e Dilma:colados

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DILMA, FESTA E RISCO

Ivan de Carvalho

O fato maior em debate na política brasileira, ontem, foi a pesquisa CNI/Ibope. Aliás, cada pesquisa eleitoral de um instituto importante – principalmente quando envolve a sucessão presidencial – tem o seu dia de glória, os seus “15 minutos de fama”.
E no caso de ontem há uma razão extra para o impacto da pesquisa e o barulho a respeito. A candidata governista, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do PT, lançada e apadrinhada pelo presidente Lula, deu um salto felino, pouco faltando para alcançar, na modalidade estimulada da pesquisa, o principal candidato de oposição, o governador paulista José Serra, do PSDB. Dilma saltou dos 17 por cento que obteve na pesquisa de dezembro para 30 por cento, apenas cinco pontos abaixo do tucano José Serra, que ficou com 35 por cento, quando em dezembro tinha 38 por cento.
Há duas razões evidentes para que isto haja acontecido. A primeira delas é a superexposição de Rousseff nos últimos meses, nos atos oficiais que funcionam como comícios disfarçados e na mídia. A segunda razão é o fato de que quase invariavelmente, quando se expõe, Dilma Roussef não o faz propriamente – é o presidente Lula que a expõe e a apóia, conforme a ocasião, implícita ou explicitamente.
Ora, Lula está há tempos muito popular, rondando os 80 por cento de aprovação pessoal do eleitorado e seu governo também tem recebido, segundo as pesquisas, uma aprovação muito grande. E os números das pesquisas indicam que Lula consegue – ao menos nessa fase do processo eleitoral – transferir à até há pouco desconhecida Dilma Rousseff uma expressiva parte do seu capital eleitoral. Resta medir, até porque talvez só o tempo esclareça isto, qual é o teto dessa transferência, certamente maior no Nordeste e no Norte do país que nas outras regiões.
O diretor de Operações da CNI, Rafael Luchesi, deixou claro que muito desse resultado deveu-se ao maior conhecimento de Dilma pelo eleitorado (representado pelos entrevistados). Era de 32 por cento em dezembro e em março foi para 44 por cento.
Há um outro elemento auspicioso para a candidata governista na pesquisa CNI/Ibope. Na modalidade expontânea – quando não se apresenta lista de nomes ao entrevistado e apenas pergunta-se em quem ele votaria – quem vence é Lula, com 20 por cento, de uma parte de seus muitos milhões de tietes que não sabem que ele não pode disputar o pleito. Mas nessa modalidade Dilma Rousseff ultrapassou Serra, obtendo 14 por cento contra dez por cento do governador de São Paulo.
Em verdade, nem tudo são flores – ou votos – para Dilma Rousseff. José Serra, embora conhecido de 65 por cento do eleitorado, tem uma taxa de rejeição de 25 por cento, menor que a da candidata do PT. O diretor Luchesi, da CNI, ressaltou que, com a maior proximidade das eleições, os eleitores passam a rejeitar candidatos exatamente porque os conhecem.
Coincidência ou não, em seu “ex-blog” do dia 12 último, sob o título “Os riscos da candidatura de Dilma”, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, democrata, e que costuma analisar pesquisas e campanhas eleitorais, escrevia que “a superexposição, segundo a escola francesa de Jacques Seguelá, queima como a luz do sol. Há a necessidade de mergulhos e retorno à superfície. Nos governos deve ser assim. Nas campanhas, não é o caso desse movimento sinuoso, mas de um processo de exposição progressiva (…)”. Em síntese: um crescendo controlado. Controle que não estaria ocorrendo na campanha de Dilma.

mar
18

Postado em 18-03-2010 11:04

Arquivado em ( Artigos, Eventuais, Grazzi, Municípios, Newsletter) por vitor em 18-03-2010 11:04

Vinhos do Vale do São Francisco

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GRAZZI BRITO

Esta semana, em Petrolina-PE, no Vale do São Francisco, o Coordenador Nacional de Vitivinicultura do Sebrae (Brasília), Aníbal Bastos e o Gestor Estadual de Agronegócio, Alexandre Alves anunciaram um convênio de abrangência nacional firmado entre o Sebrae e o Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho, com o objetivo de desenvolver, certificar e mapear a vitivinicultura e a fabricação de sucos nos principais pólos do país.

Os representantes das entidades, acompanhados do vice-prefeito de Petrolina, Domingos Sávio e do gestor do Projeto do Roteiro do Vinho da Unidade de Negócios do Sebrae Sertão do São Francisco, Helder Freitas, conheceram de perto o potencial de cinco vinícolas do Vale do São Francisco, conferindo inclusive o primeiro vinho produzido na região, há 25 anos.

“Em 1985 na Fazenda Milano foi produzido o primeiro vinho no Vale, em termos de região produtora ainda somos jovens se comparado a região Sul que tem uma tradição de 120 anos, porém o diferencial do Vale com seu clima, solo e produzindo de 2 a 3 safras por ano constitui-se num grande produto a ser explorado”, argumentou Aníbal Bastos.

O Coordenador Nacional de Vitivinicultura do Sebrae, disse ainda que o convênio anunciado nesta segunda-feira em Petrolina, reúne ações de desenvolvimento no Cadastro Vinícola Nacional, além de traçar um diagnóstico tecnológico das empresas, promoção de seminários, capacitação e mapeamento da estrutura da cadeia produtiva, bem como, as ações para a certificação do produto vinho do Vale.

O vice-prefeito de Petrolina, Domingos Sávio disse na oportunidade que a região tem diversificado seus produtos e sempre apresenta novidades ao mercado nacional. “Já possuímos a uva e manga do Vale com selo de qualidade e certificação de origem, agora desejamos capacitar, mapear e auxiliar na certificação das vinícolas, variando assim não só para o vinho, bem como, para um mercado que tem crescido, a exemplo da produção do suco de uva”, revelou.

Na oportunidade foi lembrado que de 25 a 29 de maio próximo acontecerá o IIº Simpósio Internacional de Vinhos Tropicais, coordenado pela Organização Internacional de Vinho, com a participação de 17 países. “Esse ano Petrolina vai sediar o evento. Esta é a prova maior do reconhecimento da qualidade dos nossos vinhos”, comemorou Domingos, que também é Secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura do município.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro(BA), na região do Vale do São Francisco

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