Cravos: Portugal lembra revolução/ Público

============================================
Em discurso na sessão solene comemorativa do 25 de Abril – Revolução dos Cravos – o presidente da República , Cavaco Silva, alertou neste domingo para as dúvidas que se acumulam quanto ao futuro do país, exortando os portugueses a acreditar em si próprios e a aproveitar as oportunidades, como o mar e as indústrias criativas.
«Deixamos o império, abraçamos a democracia, escolhemos a Europa, alcançamos a moeda única, o Euro. Mas duvidamos de nós próprios. Os portugueses perguntam-se todos os dias: para onde é que estão a conduzir o país? Em nome de quê se fazem todos estes sacrifícios?», salientou o chefe de Estado no ato comemorativo do 25 de Abril de 1974.
A prova de que se «acumulam dúvidas quanto ao futuro do país», frisou, está no número de jovens que parte para o estrangeiro, entre os quais alguns dos «mais qualificados e promissores».
Mas, porque na maioria deles persiste o desejo de regressar, Portugal não deve desperdiçar esse «potencial», caso contrário, o país poderá transformar-se um «país periférico», defendeu. Por isso, exortou Cavaco Silva, «não podemos perder tempo, porque a concorrência será implacável» e, quem ficar para trás, terá de fazer um enorme esforço de recuperação.
«No mundo actual, não esperemos que os outros nos ajudem se não acreditarmos em nós próprios, se formos incapazes de fazer aquilo que nos cabe fazer», acrescentou, sustentando que no dia de hoje se celebra a esperança dos que acreditaram, sobretudo em si próprios.
«Sem ilusões nem falsas utopias, devemos acreditar porque temos razão para isso», enfatizou.
(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do portal português TSF )

abr
24

Postado em 24-04-2010 21:55

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 24-04-2010 21:55

O jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UFBA e amigo do Bahia em Pauta, Washington Souza Filho, 52, foi ferido a bala neste sábado, durante tentativa roubo, na rua Ceará, na Pituba, próximo ao mercado Hiperideal. Ele foi alvejado três vezes, mas não corre risco de morte, segundo os médicos que o atenderam no Hospital da Cidade, depois de socorrido pelo SAMU.

Segundo revela a edição online de A Tarde, uma bala passou de raspão na coxa, outra atingiu o peito sem perfurar e a última transfixou o pé causando uma fissura no osso.

Washington contou, por telefone, à repórter Amélia Vieira, que estava distraído conversando com a esposa quando foi abordado pelo ladrão que pediu o celular e a carteira. Como demorou a obedecer, o marginal efetuou os disparos e fugiu.

“Estava distraído, não percebi a aproximação do sujeito. Por isso, não obedeci rápido. Então, ele atirou”, relatou Washington, no hospital, enquanto era submetido a exames no pé, única parte do corpo que ficou lesionada.

De acordo com a Central de Telecomunicação da Polícia (Centel), o criminoso é negro, forte, careca e trajava camisa laranja e bermuda bege. O caso está sendo investigado pela 16ª Circunscrição Policial (Pituba).

abr
24

Postado em 24-04-2010 14:18

Arquivado em ( Artigos, Janio) por vitor em 24-04-2010 14:18

=================================================

CRÔNICA

Beatles, dízimo e pedofilia

Janio Ferreira Soares

Os últimos dias foram bastante movimentados no mundo da fé e da música. Começou com a igreja católica publicando um artigo no Observatório Romano (diário oficial do Vaticano) absolvendo os Beatles das condenações que lhe foram impostas 44 atrás, que iam desde as supostas mensagens implícitas em suas músicas louvando o satanismo e as substâncias alucinógenas, até a blasfêmia. Em seguida, uma reportagem da Folha de São Paulo mostrou um treinamento dado aos pastores da Igreja Universal, onde os mesmos recebiam orientações de como arrecadar o dízimo em tempos de crise usando a bíblia, que nessas horas deixa de ser um livro santo para se transformar numa espécie de Forbes celestial.

No que diz respeito à atitude do Vaticano em perdoar os Beatles 40 anos depois do fim da banda, normal. Aliás, até me arrisco a dizer que essa mea-culpa deve ter partido de alguém com a sabedoria de perceber que a voz de Paul MacCartney cantando Michelle faz menos mal aos princípios cristãos do que a performance do monsenhor Luiz na cidade de Arapiraca (AL), que em público seguia a cartilha episcopal, mas no privado se guiava pelas tentações carnais atribuídas ao capeta.

Quanto aos pastores da Universal, tiro o meu chapéu para a teatralidade em nome de Jesus. Só acho que quando indivíduos que se denominam representantes divinos pegam o atalho da esperteza, alguma coisa está completamente fora de ordem. Ademais, todos sabem que entre o discurso e a prática existe um enorme abismo cheios de provocações lançando assovios traiçoeiros em direção aos cordeiros de Deus que, uma vez cooptados, preferem engrossar a fila dos pecadores a tirar os pecados do mundo.

Mas isso é discussão para o dobro deste espaço e para pessoas mais capacitadas. Sendo assim, despeço-me muito preocupado com o que pode acontecer com as presenças de Lennon e Harrison tocando harpas com os querubins em um céu de diamantes. Quanto ao monsenhor Luiz e os espertos pastores, a vaga dos dois Beatles ao lado de Lúcifer está aberta. Se apertar, cabem todos.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do Rio São Francisco

abr
24

Postado em 24-04-2010 13:12

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 24-04-2010 13:12

Ciro: Serra é melhor que Dilma

==============================================

Ciro Gomes e José Serra eram não somente adversários políticos como havia entre eles uma inimizade pessoal. Sombras da sucessão presidencial de 2002. Desde o começo desta semana, sinais cada vez mais nítidos de aproximação entre os dois começaram a cruzar o espaço político entre o Ceará e São Paulo.

Em seu artigo deste sábado, na Tribuna da Bahia, o colunista político Ivan de Carvalho analisa os efeitos de uma mudança importante, embora esperada: o enterro da candidatura do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes pelo PSB para atender à estratégia do Palácio do Planalto de fazer uma campanha bipolarizada, com debate centrado somente na comparação dos governos FHC e Lula, como se a história do Brasil andasse para trás, diz Ivan, no texto que BP reproduz.

(VHS)

=====================================================

OPINIÃO POLÍTICA

GOVERNO TENTA DISFARÇAR

Ivan de Carvalho

Nos últimos dias, a sucessão presidencial passa por uma mudança importante, ainda que já esperada – o enterro da candidatura do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes pelo PSB para atender à estratégia do Palácio do Planalto de fazer uma campanha bipolarizada, com debate centrado somente na comparação dos governos FHC e Lula, como se a história do Brasil andasse para trás.

Há todo um esforço do presidente Lula, do PT e do próprio PSB com o objetivo de passar à opinião pública a impressão de que tanto Lula quanto sua candidata Dilma Rousseff, bem como o governo e o PT, nada têm a ver com o fim da candidatura de Ciro (seria a terceira vez que ele disputaria a presidência da República, caso não o houvessem barrado).

O esforço é para que o fim da candidatura, à revelia do candidato, pareça de responsabilidade apenas do PSB, de modo a reduzir os estragos que uma reação forte de Ciro contra o jogo montado pelo presidente da República e o PT, em conjunto com a direção do PSB, possa causar, digamos, indiretamente, à candidatura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula.

Provavelmente para impedir, tanto quanto possível, que esta falsa versão de uma decisão solo do PSB acabe se impondo pela força da repetição, Ciro Gomes já deixou absolutamente claro que sua candidatura morreu e deu estocadas, em entrevista ao portal iG, no presidente Lula e em dirigentes do seu partido, chegando ainda a afirmar que o candidato José Serra (PSDB) é mais preparado que a candidata Dilma Rousseff (PT) para enfrentar eventuais crises econômicas que venham a surgir.

Este elogio contido a Serra em contexto em que o tucano é com vantagem comparado à candidata governista a presidente pode ser um rompante de ira política de Ciro ao ver-se traído – é assim que ele vem se considerando, ante a ação bem sucedida do Planalto para por fim à sua candidatura – mas não se pode descartar que represente algo mais na posição do ex-candidato do PSB.

Ciro Gomes e José Serra eram não somente adversários políticos como havia entre eles uma inimizade pessoal. Sombras da sucessão presidencial de 2002. Há poucos dias, vendo o golpe que o governismo no Planalto e no PSB ultimava contra Ciro, Serra deu declaração afirmando que Ciro tem “uma pinimba comigo, mas é de mão única” e que ele, Serra, nada tem “que se oponha” a Ciro.

Resta esperar um pouco mais de tempo para ver que rumo tomará Ciro, ver se aprofunda o rompimento já aberto com o governismo – disse que Lula “viaja na maionese” e “está se sentindo o todo-poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República”.

O PSB se prepara para formalizar na terça-feira a decisão de não ter candidato próprio à sucessão de Lula e para apoiar Dilma Rousseff. Depois disso, Ciro – que impedido de concorrer a presidente, não disputará qualquer outro mandato nas eleições de outubro – ficará mais à vontade para aprofundar, ou não, seu rompimento com o governo.

No caso de uma pessoa com o temperamento e o caráter dele, só esperando para ver.

abr
24

Postado em 24-04-2010 10:28

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 24-04-2010 10:28


=================================================
Com os agradecimentos do Bahia em Pauta ao minerador de pérolas musicais do Blogbar, Luiz Fontana. (VHS)

abr
24

Postado em 24-04-2010 00:01

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 24-04-2010 00:01

Usinas da Chesf:como negar?

=================================================

ARTIGO DA SEMANA

RESPEITO À MEMÓRIA

Vitor Hugo Soares

Nas barrancas do São Francisco, rio da minha aldeia, no tempo pioneiro da construção da hidrelétrica da CHESF – que iluminaria o Nordeste depois de inaugurada pelo presidente Café Filho -, um detalhe em especial impressionava o garoto de então: as manifestações populares grandiosas das campanhas políticas na cidade transformada em formigueiro humano de operários, engenheiros e técnicos de toda parte, atraídos pela obra monumental que se erguia na vizinhança árida do quase deserto do Raso da Catarina.
Nunca esqueci o comentário de um “cassaco” (mistura romântica imortalizada dos cossacos da Rússia de então, com os heróicos carregadores de milhões de sacos de cimento consumidos na mega-construção no sertão da Bahia, imortalizados por Luiz Gonzaga). Depois de um discurso de palanque arrasador feito por Antonio Balbino, que disputava o governo do estado com o historiador Pedro Calmon, disse o atento operário ao meu lado no comício:: “Em tempo de eleição ninguém tem descanso, nem os mortos”.
Mais de meio século depois vejam este bafafá cercado de interesses estranhos – e pouco transparentes -, por todo lado, que envolvem o leilão para a construção bilionária da mega-hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Beatos e conselheiros dos novos tempos andam metidos na briga – um deles o diretor de Avatar e seus santos guerreiros do Greenpeace, em cruzada internacional contra a obra.
Briga feia, que cobra explicações mais nítidas tanto do governo e demais propagandistas da obra, como de seus opositores, alguns acenando as bandeiras justas da defesa do meio ambiente, dos índios, da floresta, e outros nem tão idealistas assim. Travada em tempo de pré-campanha eleitoral, tudo parece antecipar uma nova Guerra de Canudos no norte do País, como a que dizimou o belo monte de Canudos, no sertão da Bahia, nos primeiros anos da República.
Em termos de argumentos vale tudo. Até os mais equivocados ou que escamoteiam a verdade. Por exemplo, dizer e escrever como alguns têm feito, que falta tradição em construção de obras do porte de Belo Monte ao consórcio vencedor do polêmico leilão, encabeçado pela Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco – CHESF. Ora, em nome dos fatos e da história da engenharia brasileira, nunca é demais perguntar: “Quem tem mais tradição em obras assim no País que a CHESF?
Vale escutar o rei do baião Luiz Gonzaga, em seu canto de louvor a Paulo Afonso, para reavivar memórias fracas ou mal intencionadas. Também como tributo merecido, nesta hora confusa e interesseira do debate sobre Belo Monte, a tantos que se empenharam até a morte – e não foram poucos – na construção daquilo que para muitos não passava de utopia nordestina.
“Delmiro (Gouveia) deu a idéia. / Apolônio (Sales) aproveitou / Getúlio fez o decreto, e Dutra realizou / O presidente Café (Filho) a usina inaugurou/ E graça a esse esforço, de homens que têm valor/ Meu Paulo Afonso foi sonho que já se concretizou… Olhando pra Paulo Afonso eu louvo nosso engenheiro/ louvo nosso cassaco, caboclo bom brasileiro./ E vejo o Nordeste erguendo a bandeira de ordem e progresso à nação brasileira. / E vejo a usina feliz mensageira, vivendo da força da cachoeira/ Meu Brasil vai”.
Mais de 50 anos depois da epopéia da Chesf em Paulo Afonso, tudo pode parecer piegas e romântico agora, diante de Belo Monte e dos monumentais interesses que a mega-obra amazônica representa, inclusive os eleitorais. Mas na época, quase tudo foi heróico na grande aventura humana sob o ronco da cachoeira nas margens baianas do Rio São Francisco.
Digo isso como o jornalista Sebastião Nery na apresentação de “Rompendo o Cerco”, livro sobre a bravura dos falecidos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Rômulo Almeida, naquele 13 de Maio de 1978, em Salvador, quando a ditadura soltou os cachorros para impedir a fala de Ulysses em ato público na data histórica: “Ninguém me contou. Eu vi. Estava lá.”.
No caso da CHESF, serve também para lembrar as palavras de sabedoria e ser justo com aquele “cassaco” anônimo que estava ao meu lado no comício de Antonio Balbino, em Paulo Afonso.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@ terra.com.br

abr
23

Postado em 23-04-2010 14:33

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-04-2010 14:33

DEU NA FOLHA DE S. PAULO, EDIÇÃO DESTA SEXTA-FEIRA. O TEXTO É ASSINADO PELA REPÓRTER THAIS BILENKY, EM COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.

=================================================
A dizimação da guerrilha do Araguaia levou o Brasil ao banco dos réus. O país será julgado na OEA (Organização dos Estados Americanos) por tortura, detenção e execução de 70 pessoas. A sessão ocorrerá nos dias 20 e 21 de maio, na sede do tribunal da OEA, na Costa Rica. A sentença deve ser divulgada seis meses após a sessão.

A decisão de julgar o Brasil, tomada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, teve como argumento o fato de que o Estado não demonstrou motivação política para investigar e responsabilizar os agentes públicos envolvidos.

A estratégia de defesa brasileira é liderada pelo Itamaraty, com participações da Secretaria Especial de Direitos Humanos, dos ministérios da Defesa e da Justiça e da Advocacia-Geral da União.
O Departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty não detalhou qual será a estratégia de defesa.

A ação foi movida pelo Cejil (Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional), pelo Grupo Tortura Nunca Mais-RJ e pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos de São Paulo.

(THAIS BILENKY)

abr
23

Postado em 23-04-2010 11:06

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 23-04-2010 11:06

“Bomba, Bomba!”, diria o colunista Ibrahim Sued se vivo estivesse. Vejam o que Ciro falou ao portal IG acaba de postar sobre o “afair” que ameaça incendiar a sucessão presidencial. Confira. (VHS)

===========================================

Na noite da última quinta-feira, o deputado Ciro Gomes estava magoado com a decisão do PSB de abandonar sua candidatura para apoiar a petista Dilma Rousseff, como se pode perceber nesta entrevista concedida ao iG.

Em entrevista ao iG, Ciro fala sobre política e seu futuro
Ciro afirma ao iG que José Serra tem mais chance do que Dilma
Ciro diz ao iG que tinha um papel a cumprir nesta eleição

As palavras duras empregadas na entrevista que concedeu ao iG, contudo, não vinham acompanhadas de um tom eufórico. Ciro estava sereno, mesmo quando declarou que “Lula está navegando na maionese”. Na conversa, assumiu pela primeira vez que sua candidatura à presidência da República chegou ao fim.

Oficialmente, aguardará a decisão da executiva do partido, marcada para o dia 27 de abril, terça-feira da semana que vem. Mas o próprio teor das declarações que fez ao iG indica o grau de entrosamento entre candidato e legenda. Citando nominalmente o presidente nacional do partido, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, e o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, Ciro disse que os líderes pessebistas “não estão no nível que a História impõe a eles”.

Pela primeira vez, Ciro admitiu também que pode largar a política partidária neste ano. Ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador do Ceará, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso e ex-ministro de Lula, Ciro Gomes tem uma carreira política vitoriosa. Aos 53 anos, poderá se ver obrigado a fazer uma parada técnica e ficar de fora da política por dois anos se se dispuser a voltar na condição de prefeito, ou até quatro anos, se quiser voar mais alto. Terá então 57 anos, jovem para padrões políticos.

A parte mais forte da entrevista concedida ao iG foi reservada ao presidente Lula, a quem acusa pessoalmente de agir de maneira desmedida na tentativa de eleger a candidata Dilma: “Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’. No primeiro mandato eu cumpria esse papel de conselheiro, a Dilma, que é uma pessoa valorosa, fazia isso, o Márcio Thomaz Bastos fazia isso. Agora ninguém faz”.

Ciro Gomes afirma que Lula tem a popularidade que merece ter, pois seu governo tem realizações. “Mas ele não é Deus”. Ciro critica a decisão do Palácio do Planalto de interferir no debate interno do PSB e critica ainda o que classifica de subserviência partidária: “Tiraram de mim o direito de ser candidato. Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma. Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma.”

Na entrevista, Ciro Gomes diz que sua presença na eleição cumpriria uma missão. “Trata-se de uma missão estratégica, que não será desempenhada por mais ninguém”. Ciro afirma que não tinha ilusões eleitorais, mas via uma chance de ajudar num debate que, ao seu ver, é urgente. “Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial. Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita.” Segundo Ciro, a candidatura de Dilma Rousseff tem menos chance de enfrentar o problema do jeito que ele precisa ser enfrentado. “Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”.

Embora prometa acatar a decisão do partido de apoiar a candidata petista, até porque não restam alternativas, Ciro Gomes avisa que não se envolverá na campanha: “Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa”. Ciro acredita que a eleição deste ano será marcada por baixarias, entre as quais inclui uma ação de grupos radicais abrigados no PT: “Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma m…”

abr
23

Postado em 23-04-2010 10:47

Arquivado em ( Artigos, Rosane) por vitor em 23-04-2010 10:47

Marina: celebridade ambientalista

==========================================
Rosane Soares Santana*

Em reportagem intitulada “Another Silva” (“Outro Silva”, em português), a mais recente edição da prestigiosa revista britânica The Economist destaca a trajetória de vida da pré-candidata do Partido Verde (PV) ao Planalto, como “uma celebridade ambientalista que disputa a presidência”. No texto em que compara a biografia de Marina à do presidente Luis Inácio Lula da Silva, pela origem humilde, a publicação diz que Marina é uma candidata que parecer ter “princípios demais” para enfrentar uma luta dura numa democracia gigante.

Segundo a reportagem, o que Marina perde por estar filiada a um partido pequeno, como o PV, ela tenta ganhar com sua força ética, correndo por fora na disputa. Cita recentes pesquisas que colocam Marina na casa dos 10% das intenções de voto, para concluir que a luta da candidata não será fácil. Mas que isso não é ruim, uma vez que muitos brasileiros, como eleitores de outros lugares, não contam, entre suas prioridades, salvar o planeta.

A revista lembra a trajetória de Marina, desde a infância pobre no Acre, o pai seringueiro,a família numerosa de 11 irmãos, com oito sobreviventes, as doenças enfrentadas na floresta – malária hepatite e outras -, que legaram a ela problemas de saúde na fase adulta, como alergias a coisas que vão de frutos do mar a ar condicionado. “Foi um perigoso lugar para crescer”, afirmou Marina à revista, que acrescenta ainda no trecho sobre a biografia da ambientalista, o fato de ela ter trabalhado como empregada doméstica para poder estudar na Universidade Federal do Acre.

The Economist destaca a luta de Marina ao lado de Chico Mendes, assassinado em 1988, além de ressaltar que ela foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), junto ao presidente Lula, que a fez ministra do Meio Ambiente quando assumiu o governo, em 2003.

A reportagem avalia que, no governo, Marina estava sendo desgastada por medidas as quais ela foi contrária, como a liberação do plantio da soja geneticamente modificada, a pavimentação da BR-163, através da Amazônia, e a discussão sobre energia nuclear.

Diz que, em 2008, Marina resignou-se depois de ver transferido para outro ministério (Assuntos Estratégicos), a responsabilidade pela reforma da lei sobre ocupação da terra na Amazônia, quando ela criticou o presidente Lula publicamente.

Oo principal tema da campanha de Marina, segundo The Economist é que o Brasil tem a responsabilidade moral de tornar-se um país de alta tecnologia com uma economia de baixo carbono, servindo de exemplo para outros países desenvolvidos E acrescenta que em uma crítica tácita à devoção de Lula pelo estado gigante e por Fidel Castro, Marina diz que o Brasil deve baixar a carga de impostos e não afagar tiranos.

Especula sobre a possibilidade de o dono da Natura, Guilherme Leal, aceitar a candidatura a vice na chapa de Marina e diz que ela (Marina) tem ainda bastante chão para percorrer. Conclui com uma citação da candidata verde: “meu avô disse-me que o animal com as pernas mais curtas tem de correr as maiores distâncias”.

Rosane Soares Santana, jornalista baiana, participa da cobertura das Eleições 2010 pelo Terra, onde escreve também a coluna “As Eleições na História”.

abr
23

Postado em 23-04-2010 10:26

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 23-04-2010 10:26

===============================================

Maria Olívia

Esta sexta promete. O dia de São Jorge, que tem milhões de devotos no país, será repleto de festividades, especialmente no Rio de Janeiro, feriado nesta sexta (23). Em Padre Miguel haverá muitos festejos para homenagear o Santo Guerreiro. Mas a grande atração será o cantor Emílio Santiago, que promete um grande show para o público da zona oeste do Rio que contará com a presença do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Reverenciado na Igreja Católica e nos diversos terreiros espalhados por este ‘mundo de meu Deus’, a fé no Santo Guerreiro vai além do que se possa imaginar. O Santo é celebrado também nos bares, residências e praças públicas. São Jorge conseguiu com o decorrer dos anos, ser transformado em protetor de vários segmentos da sociedade. Portanto, no Rio, em Salvador ou em qualquer parte São Jorge é celebrado. Vista sua camisa verde, azul ou branca, ore e cante por um mundo melhor e mais fraterno. Convido os blogueiros do Bahia em Pauta a engrossar o coro dos quatro Jorges – Mautner, Aragão, Vercilo e Benjor – em memorável show na Praia de Copacabana em homenagem a Jorge , entoando juntos a belíssima canção para nosso santo protetor: “Tem fé, que Jorge há de ajudar, a todo brasileiro, brasileiro guerreiro…”. Salve Jorge !

Maria Olivia é jornalista , devota de Jorge e do Rio de Janeiro

Oração

  • Arquivos

  • Fevereiro 2019
    S T Q Q S S D
    « jan    
     123
    45678910
    11121314151617
    18192021222324
    25262728