jul
08

Postado em 08-07-2009 22:40

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por Dimas Fonseca em 08-07-2009 22:40

UTI hospitalar
uti

CRÕNICA/COMPORTAMENTO

SADISMO OU PARANÓIA?

Dimas Fonseca

Tive que enfrentar esta semana um dos meus maiores medos: uma UTI – pois a idéia de ficar em uma UTI hospitalar é apavorante para quem sofre de “descontrolefobia”. Não se assustem com o palavrão que eu explico.

Ainda criança, por volta dos 12 anos, durante uma “brigadeira” (simulação da luta livre então na moda na TV) com meu saudoso irmão -quase gêmeo- Saulo, ao entrar em pânico por ser imobilizado com a cabeça embaixo da cama, descobri que tinha medo de lugares fechados, logo diagnosticado como claustrofobia por minha culta irmã mais velha.

Doença da qual me declarei livre um ano depois, após passar horas trancado na minúscula dispensa da casa, em um processo de exposição progressiva, somente para descobrir, anos mais tarde, que podia ficar dias trancado, desde que com a chave na mão, porém, um minuto sem a chave me levava ao pânico. Tanto faz ficar preso em um cubículo ou acorrentado a um poste no meio da rua, a falta de controle da situação me leva ao pânico. Batizei minha doença de “descontrolefobia”.

Após uma única noite de diarréia, vitima de um ROTAVIRUS que está passeando por Salvador neste inverno, tive uma violenta desidratação. Atendido na Emergência do Hospital Português, neste fim de semana, fui considerado candidato prioritário a uma vaga na UTI, na qual tive o desprazer de passar três noites. Estou escrevendo de um apartamento do hospital, me perguntando como sobrevivi em hospitalizações anteriores, sem notebook e internet móvel.

Nas duas primeiras noites estava muito debilitado para compreender minha situação, o que junto com a presteza do atendimento e gentileza da equipe médica / enfermagem, impediu minha fobia de se manifestar. Minha única queixa deste período foi a insônia causada pelos intermitentes apitos dos equipamentos.

Na terceira noite a coisa foi totalmente diferente: uma noite digna de qualquer filme de suspense e terror. Já plenamente consciente, comecei a ficar incomodado por depender de terceiros para urinar, e principalmente defecar (incluindo a limpeza posterior), o que infelizmente fazia em intervalos máximos de 2 a 3 horas.

Comecei a notar que “Everaldo”, atendente que entre outras coisas era responsável por meu leito nesta noite, era sádico (claro que mudei o nome, não vou crucificar um possível inocente), e aproveitava todas as chances de aumentar meu desconforto.

Após resistir o maior tempo possível (quanto menor a freqüência, mais cedo me liberariam da UTI, era meu pensamento), quando as cólicas estavam insuportáveis, pedia ao Everaldo para me colocar o famigerado APARADOR, neste momento, mesmo ele estando bem a minha frente precisava chamar duas a três vezes para ser ouvido, pedia-me para esperar um minuto, e até então desocupado, passava a andar de um lado para o outro, a meu ver sem fazer absolutamente nada, a não ser procurar uma desculpa para me fazer esperar.

Após mais dois ou três chamados e outro tantos “já estou indo”, colocava-me o aparador, e dizia para chamar quando acabasse. Após gastar a garganta em inúmeros chamados, lembrava-me que as equipes anteriores aguardavam do outro lado do anteparo que isolava meu leito, enquanto ele saía e ia aguardar meu chamado a distância segura (segura de que não ouviria). Somente após pavorosos minutos de dores na coluna (a posição deitado com o aparador não é confortável para ninguém, mas é terrível para quem sofre da coluna como eu), ele aparecia para tirar o aparador, e (para minha) humilhação suprema, limpar minha bunda.

Quando acabava este suplício, pedia para deixar o anteparo aberto, para que pudesse ver o relógio na parede em frente, única forma de controle que ainda tinha, da lenta passagem do tempo. Descobri que para me “sacanear”, assim que eu fechava os olhos por cinco minutos, ele fechava novamente o anteparo.

Depois de algumas apavorantes repetições, tentando chamar o Everaldo para me tirar o aparador, descobri que bater na grade, ao lado da maca, fazia barulho suficiente para ser ouvido em toda UTI, e o Everaldo chegou assustado, “para que isto, basta chamar meu nome que estou ao lado”, ao que respondi que chamava há meia-hora, e ele pediu para chamar um pouco mais alto, passamos a nos entender: sabíamos que se ele demorasse mais de um minuto para me atender toda a equipe da UTI ficaria sabendo quanto ele era ineficiente, e ele parou de me atormentar.

Paranóia ou sadismo: passei metade da noite na UTI sendo atormentado por um funcionário sádico ou passei a outra metade tiranizando um inocente e prestativo funcionário. Esta é uma dúvida que levarei para o túmulo, inocente ou culpado. Só Everaldo sabe a resposta.

Dimas Fonseca é auditor fiscal e faz parte da equipe de colaboradores do Bahia em Pauta. Email: dimas.fonseca@gmail.com

jul
08

Postado em 08-07-2009 19:20

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-07-2009 19:20

Jose Alencar: luta continua
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O vice-presidente no exercício da persidência da República (Lula está na Itália participando como convidado da cúpula do G-8) , José Alencar, voltou a ser internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, nesta quarta-feira (8), dois dias depois de ter tido alta médica no mesmo hospital. Segundo informação da Agência Brasil, Alencar chegou por volta das 16h e disse que resolveu antecipar para hoje os exames que faria amanhã, quinta-feira (9), por orientação do seu oncologista, Paulo Hoff.

José Alencar confirmou ter voltado a sentir dores abdominais na terça-feira (7) e na manhã desta quarta-feira (8) foi medicado. ‘Eu senti dores no estômago, no adbome, muita dor. Isso foi ontem à noite. Hoje de manhã, fui medicado, melhorei, dei experiente normal. Mas, neste tempo, falamos com o doutor Paulo, e ele decidiu que eu deveria vir pra cá. Ele vai antecipar, vai fazer hoje, o PET [tomografia por emissão de positrons, na sigla, em inglês, exame para detectar tumores], vai fazer ressonância magnética, todos os exames. E seja o que Deus quiser.”, disse o presidente em exercício”

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto acrecentou que Alencar cumpriu quase toda a agenda prevista para esta quarta-feira e decidiu embarcar para São Paulo por volta das 14h. Presidente em exercício enquanto Luiz Inácio Lula da Silva está na Europa, José Alencar só não cumpriu a parte da agenda que previa audiência com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.

DORES VOLTAM – No sábado (4), o vice-presidente foi internado no hospital Sírio-Libanês após sentir dores na região abdominal. Ele teve alta o hospital na segunda (6) e disse que se sentia bem. “O que eles [médicos] disseram é que é uma obstrução parcial do intestino, que está sendo examinada e verificada e acompanhada rigorosamente. Houve um problema de alimentação que agravou […], mas isso foi superado”, afirmou, na ocasião, ao deixar o hospital.

jul
08

Postado em 08-07-2009 13:21

Arquivado em ( Municípios, Newsletter) por vitor em 08-07-2009 13:21

Lolly na pele de Damasceno
damasceno
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GRAZZI BRITTO

JUAZEIRO (BA) – Faleceu ontem (07) o ator e humorista juazeirense Cláudio Damasceno, 37 anos, vítima de um infarto. Cláudio ainda foi levado a um hospital em Petrolina, mas não resistiu. O ator ficou conhecido nacionalmente quando participou de um quadro no programa Fantástico da rede Globo interpretando a drag queen Lolly, personagem de quem herdou o apelido carinhoso.

Em Juazeiro, Cláudio era reconhecido pelo seu talento e humor nas várias peças teatrais em que atuou ou dirigiu em seus quinze anos de teatro. As peças teatrais produzidas na cidade, em sua maioria comédias, sempre chamaram atenção pela quantidade de público.

Em janeiro deste ano, na estréia da peça A Favorita, dirigida por ele, uma paródia da novela das oito na época, perguntei a Cláudio a que ele atribuía essa procura do público juazeirense por esse tipo de produção. Ele respondeu que as pessoas já estão cansadas das tristezas, da realidade, dos noticiários, de seus trabalhos e que procuram no teatro diversão e alegria, e foi isso que ele sempre proporcionou em seus espetáculos de uma maneira autêntica.

Fica para os juazeirenses e para todos que tiveram oportunidade de vê-lo atuar em seu breve tempo de vida , a lembrança saudosa de um artista que sempre procurou levar sua alegria e sorriso a todos, seja no teatro, no rádio, nas festas em que se apresentava, nas ruas divulgando suas peças, ou mesmo no seu cotidiano entre amigos e familiares.

O corpo de Damasceno será velado no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, que durante anos foi palco de seu talento e descontração.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, no Vale do São Francisco

jul
08

Postado em 08-07-2009 11:45

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 08-07-2009 11:45


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Por falar em beleza e elegância: a música para começar esta quarta-feira (8) baiana de sol e chuva misturados é “Infinito Particular”, na interpretação singular e elegante – bota elegânncia nisso – de Marisa Monte. O Bahia em Pauta escolheu o vídeo de uma apresentação ao vivo, gravado durante a apresentação da artista no programa “Altas Horas”, de Serginho Grossman, na Rede Globo, que destaca toda força da letra dos tribalistas Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, e Marisa Monte,mas princiopalmente a intensidade interpretativa e magnetismo de Marisa: “Vem cá, não tenha medo, a água é potável, você pode beber”. Pode apostar.

(Vitor Hugo Soares)
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LETRA

Infinito Particular
Marisa Monte

Composição: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

jul
08

Postado em 08-07-2009 10:54

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-07-2009 10:54

Obama e Michelle chegam a Roma
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O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acompanhado da primeira-dama, Michelle, que esbanjava elegância ao desembarcar na Itália, terra da alta-costura e da moda; chegou cedo nesta quarta-feira(8) procedente da Russia, para participar da cúpula de chefes de Estado e de governo do G8. A reunião, da qual participa também como convidado o presidente Lula, do Brasil, se realiza na localidade de L’Aquila (recentemente atingida por destriuidor terremoto) até à próxima sexta-feira.

O avião de Obama, que viaja também com as filhas Sasha e Malia, aterrisou no aerporto militar de Pratica di Maré, no sul de Roma, procedente de Moscou, onde o Presidente dos Estados Unidos estava em visita de negociações desde segunda-feira.

Em seu primeiro ato oficial durante esta viagem a Itália, Obama reúne-se com o Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, no palácio de Quirinal em Roma. Depois do encontro com Napolitano, o Presidente norte-americano deslocar-se-a até a Escola da Guarda de Finanças de L’Aquila, sede da cúpula do G8 (Grupo dos oito países mais industrializados – Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Japão), onde será recebido pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

CIDADES DESTRUÍDAS – Depois da primeira reunião de trabalho os chefes de Estado e de governo do G8, Obama e Berlusconi vão visitar L’Aquila, que ficou destruída depois do terremoto que atingiu a região dos Abruzos no centro de Itália, a 06 de Abril e do qual resultaram 299 mortos. Antes de partir para Gana, na sequência deste giro internacional, Obama será recebido na sexta-feira pelo papa Bento XVI com quem, segundo afirmou, tem muito interesse em abordar problemas do Médio Oriente

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações de agencias européias de notícia e Diário de Notícias, de Lisboa, edição on-line).

jul
08

Postado em 08-07-2009 09:32

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 08-07-2009 09:32

Daniela e Ben Kingsley: sobrenomes
lady
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Deu na revista

Em sua edição desta semana, com data de hoje (8/7), a revista Veja publica na coluna Gente, a seguinte nota sobre a atriz baiana, Daniela Lavender, casada com o mitológico ator britânico Ben Kingsley:

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” Há dez anos morando na Inglaterra, a atriz baiana Daniela Lavender, idade não revelada, é imigrante realizada: casou-se com o ator Ben Kingsley e agora, após anos de papéis menores, vive o “grande challenge” (desafio – ela troca muito o português pelo inglês) da sua vida: interpretar Shakespeare na British Shakespeare Company, que encena o bardo ao ar livre. “Somos o mais pure Shakespeare já que encenamos as peças em espaços abertos, como foram criadas”, explica Daniela, que manteve o Lavender do ex-marido porque “ia ser difícil para um inglês falar o Barbosa Carneiro original”. A atriz tem planos de vir ao Brasil até o fim do ano para tocar um projeto pessoal: “Quero trabalhar com Walter Salles e as Fernandas”. Está dado o recado”.

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Bahia em Pauta comenta:Daniela Lavender, que tem 35 anos, segundo a revista Caras, nasceu em Feira de Santana. O Carneiro baiano que a atriz trocou pelo britãnicor Lavender no sobrenome, deve vir de algum parentesco, próximo o distante com o senador João Durval, o deputado Sérgio, ou o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro.

A conferir

jul
07

Postado em 07-07-2009 23:45

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-07-2009 23:45

Boudou assume Economia na Argentina /Reuters
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A derrota peronista nas recentes eleições parlamentares na Argentina segue causando reviravoltas no seio do governo da presidenta Cristina Kirchner. O ministro da Economía, Carlos Fernández, e o chefe de gabinete da presidência, Sergio Massa, apresentaram seus pedidos de demissão à presidenta, que depois da derrota no pleito ocorrido há dez dias já havia mudado dois funcionários do primeiro escalçao em seu gabinete.

Segundo informa a agência de notícia EFE, fonte oficiais citadas por veículos da imprensa local revelam que estas são as duas principais mudanças dentro da remodelação mais ampla do do chamado governo “dos Kirchners” (Cristina e o marido Néstor). Sergio Massa, que assumiu o cargo em julho do ano passado, regressará ao seu posto como prefeito de Tigre, cidade na região da chamada Grande Buenos Aires. Será sustituido por Aníbal Fernández, atualmente Ministro da Justiça.

QUEDAS E SUBSTITUIÇÕES – O ministro da Economia, Carlos Fernández, que também acaba de cair, será sustituido por Amado Boudou, atual titular da Anses (Administración Nacional de Seguridad Social). Fernández havia assumido como ministro da Economía em abril de 2008, em substituição ao jovem Martín Lousteau, que abandonou o cargo em meio a uma severa crise com o setor agropecuário, depois de impor fortes elevações nos impostos às exportações de grãos.

Tido como figura de “baixo perfil” na atual gestão , Fernández deu por sua vez ao Ministério da Economia uma face mais técnica que política, o que é raro dentro da tradição argentina de poderosos ministros nessa pasta chave.

Segundo a EFE, o novo ministro da Justiça será Julio Alac, atualmente à frente de Aerolíneas Argentinas, enquanto que Diego Bossio irá para la direção da Ansese e Jorge Coscia asumirá como novo secretario de Cultura.

Depois da derrota governista nas eleições legislativas de 28 de junio, apesar de Cristina Fernández haver dito que não tinha motivos para mudar sua equipe de colaboradores de primeiro escalão, o gabinete de governo se viu renovado com as renúncias da ministra da Saúde, Graciela Ocaña (desgastada com a epidemia de gripe suina que atinge a Argentina com grande intensidade, além da dengue) e do polêmico secretário de Transportes, Ricardo Jaime.

Na noite desta terça-feira(7), em Buenos Aires, multiplicavam-se as apostas de que as demissões no governo “dos Kirchner” não param por aí.

A conferir

(Postada por Vitor Hugo Soares, com informações da Agência EFE, jornal El Mundo, da Espanha, e rádios de Buenos Aires captadas via Internet)

jul
07

Postado em 07-07-2009 17:38

Arquivado em ( Artigos, Eventuais, Multimídia) por vitor em 07-07-2009 17:38


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O texto que o Bahia em Pauta publica a seguir nesta sua área de conteúdo principal, no dia do sepultamento de Michael Jackson, em Los Ângeles, saiu originalmente como simples comentario a uma crônica sobre a morte do megaastro do pop, assinada pela jornalista e escritora carioca Maria Aparecida Torneros, cidadã do mundo colaboradora de primeira hora deste BP.

É um texto saído das entranhas de um jovem, nascido na Califónia nos loucos anos 70, Pablo Nicholas Vallejos. Amante de Rock desde a infância, ainda atualmente costuma cruzar o seu enorme país de ponta a ponta, viajando de carro, ônibus e trem para assistir a todos os shows da temporada de uma banda, ou de um artista (como Michael Jackson ou os brasileiros do Sepultura), desde que ele efetivamente goste e ache que o sacrifício vale a pena.

Com o passar dos dias, ficou cada vez mais evidente para nós, que o texto de Pablo merecia mais luz e atenção. Pela simplicidade, pelo sentimento verdadeiro, pela pungência das recordações, mas também pela real qualidade de uma escrita densa, crítica, amarga as vezes, mas enxuta ao mesmo tempo, e que vai direto ao ponto: corações e mentes.

Decidimos que esta terça-feira, dia do enterro de Jackson, é a oportunidade que faltava para republicar o texto de Pablo Vallejos. É também a mensagem de despedida do Bahia em Pauta ao incomparável artista que partiu

Em tempo: a tradução do texto de Pablo, publicado originalmente em inglês, é de Laura Tonhá, outra jovem cidadã do mundo, e uma das razões de ser deste Bahia em Pauta.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Paris, a filha: lágrimas no adeus
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CRÔNICA/DESPEDIDA

CONTINUAMOS DANÇANDO

Pablo Nicholas Vallejos

“Os anos 80 foram os dias de rei do Michael, e uma visao apurada da década mostrará um tempo de maior simplicidade.

O jornalismo de celebridade ainda não tinha se transformado na pouco inteligente “caça ao peru” dos dias de hoje.

Rumores sobre as excentricidades de Jackson – chimpazé de estimação, camara de gás, homem dos ossos de elefante – eram espalhados jocosamente pelo próprio Jackson.

Durante este período, o pop estava em seu apogeu e Jackson seguramente era o Rei.

Não foi evidenciado o fato de que sua música era, sem nenhum esforço, progressiva: do disco pop duplo “Não pare até você conseguir o suficiente” para o rock pesado da guitarra de Eddie Van Halen (guitarrista holandes) em “Beat it = Cai fora” para a electro-gofh – gênero musical que combina diversos estilos de música eletrônica, com a atitude e o espírito do rock gótico – de “Thriller” – para o astro da musica Soul (musica afro-americana) de “Smooth Criminal” (canção do album “BAD” de 1987). Hoje cruzadas com o mais importante do gênero pop, essas musicas são facilmente percebidas como extremamente inovadoras para o seu período de tempo clássico.

Apesar de Jackson ainda produzir grandes musicas, videos e performances em shows na década de 90, Jackson nunca se recuperou completamente das acusações de molestar crianças em 1993. Ele se sentiu traído pelo público- seu público – e o crescimento da exposição, acelerava sua reclusão.

A musica mudou nos anos 90: o rock alternativo alterou as percepções do que era o pensamento geral sobre sucesso, e Gangsta Rap – termo cunhado pela mídia para descrever um certo gênero do rap, que tem por característica a descrição do dia-a-dia violento dos jovens de algumas cidades – oferecia criminalidade como entretenimento. Cultura em geral mudou, e nós, como consumidores, mudamos com isto.

Na época do segundo julgamento por molestação de crianças de Jackson, em 2005 – no qual o cantor foi inocentado – ele tinha começado a usar palavras de “brincadeira” para se defender, que causavam estranhamento. Ultra-saturados, simpatia em baixa, cínicos, nós fomos induzidos por sensacionalistas e não-provadas alegações. Não prestamos atenção na verdade. Nós queríamos a história dos tabloides, principalmente porque isto era o que todos ofereciam. Se nós dançávamos a sua música, isto era com uma piscada de olho irônica.

Mas nós continuamos dançando.”

Pablo Nicholas Vallejos

jul
07

Postado em 07-07-2009 13:36

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-07-2009 13:36

“Esse Mangabeira!”
unger1
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Em sua coluna na edição desta semana, na revista ISTO É, o sempe antenado jornalista Ricardo Boechat publica duas notas sobre o mesmo personagem: Mangabeira Unger, ex-titular do Ministério de Assuntos Estratégicos, que acaba de debandar apressadamente do governo Lula, voando de volta para o posto de professor da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ambas merecem leitura atenta e reflexiva, principalmente diante de novos e explosivos fatos acontecidos esta semana no País.

Bahia em Pauta as reproduz e comenta a seguir:

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MANGABEIRA 1

Ministro Virtual

“Antes de renunciar ao Ministério de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger tentou convencer Lula a mantê-lo no cargo em regime de expediente virtual. Ele continuaria dando aula em Harvard, mas dedicaria o resto do tempo, mesmo no Exterior, aos assuntos da pasta.Para isso, claro, usaria a internet, o telefone e seus assessores em Brasília. Claro que não colou.

Esse Mangabeira é uma peça…

MANGABEIRA 2

Só você Unger?

Harvard costuma conceder licenças por tempo indeterminado aos professores convidados para cargos relevantes, sejam públicos, sejam privados, dentro e fora dos EUA. Vários estão nessa situação. Soa estranho que tenha agido diferente com Mangabeira Unger. Um especialista na universidade adoraria ver qualquer prova de que tal convocação de fato ocorreu.

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Bahia em Pauta comenta:

A brusca e saída de Mangabeira Unger do governo Lula e o vôo repentino e inesperado do ex-ministro de volta para a universidade americana aconteceram, como se vê, às vésperas da apresentação pelo Procurador da República, Rodrigo de Grandis, da denúncia-crime contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas, com base nas apurações feitas pelo delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a Operação Satiagraha.

Mais: O Ministério Público Federal (MPF) endossou também o pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A pergunta que não quer calar: teria alguma ave do Planalto soprado no ouvido do governo ou do próprio ex-ministro os sinais da tempestade que estava a caminho?

Boechat tem razão: “Esse Mangabeira é uma peça”…

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jul
07

Postado em 07-07-2009 12:33

Arquivado em ( Entrevistas, Newsletter) por vitor em 07-07-2009 12:33

Protógenes: bons fluidos do 2 de Julho na Bahia
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Na edição desta terça-feira,7/7 do jornal A TARDE, a repórter da editoria de Polítida, Patrícia França, assina texto em que assinala a vibração, ontem, do delegado baiano da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, com a decisão do Procurador da República Rodrigo de Grandis de apresentar denúncia-crime contra o banqueiro(também baiano) Daniel Dantas e mais 13 pessoas. Protógenes conduziu a Operação Satiagraha, da PF, que levou por duas vezes à prisão o controlador do Grupo Oportunity.

“Foi a confirmação do trabalho que fiz na primeira fase, quando detectei crime de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisa e formação de quadrilha”, declarou a A TARDE o delegado, ao explicar o principal motivo de seu contentamento pessoal e profissional. Tem um motivo a mais: amanhã, quarta-feira, 8, faz exatamente um ano que a Satiagraha foi deflagrada.

Na entrevista à reporter política de A TARDE, Protógenes definiu a denúncia como uma grande vitória para o País. “Não só do ponto de vista legal, mas uma sinalização clara de que no Brasil não há mais espaço para corruptos nem corruptores”. Acrescentou que se sentia especialmente feliz pelo fato de o Ministério Público Federal (MPF) ter endossado o seu pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A TARDE revela ainda que o delegado chegou a pedir a prisão e o indiciamento de Luiz Eduardo Greenhalgh. Quanto a Mangabeira Unger, diz que serviu ao “esquema criminoso” de Dantas, via elaboração do acordo “Guarda-Chuva”, que, em 1992, previa o uso do dinheiro de fundos de pensão para disputar a exploração de recursos naturais no subsolo brasileiro.

A vinculação da Operação Satiagraha com o esquema do mensalão, comprovada pelo procurador de Grandis, também não surpreendeu o delegado Protógenes Queiroz. Na investigação conduzida por ele, segundo relatou, havia suspeitas de que os negócios de Daniel Dantas estavam associados ao mensalão.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

LEIA ÍNTEGRA DA REPORTAGEM SOBRE O DELEGADO PROTÓGENES NO JORNAL A TARDE.

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