jul
12

Postado em 12-07-2009 22:36

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 12-07-2009 22:36


A música para terminar o dia é o Hino do Vitória, tropa de elite do futebol baiano, que arrasou o Santos neste domingo(12) ao aplicar goleada de 6 a 2 que vai ficar na história do Barradão. Podem festejar, rubronegros!
(VHS)

jul
12

Postado em 12-07-2009 22:19

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 12-07-2009 22:19

Roger, nome do jogo, arranca para marcar/UOL
roger

Foi um triunfo para ficar na história do futebol baiano e do Barradão, além de deixar Salvador em festa e de alma lavada na noite deste domingo(12) , vestida em vermelho e preto. Com atuação de gala no primeiro tempo, o Vitória fez quatro gols em apenas 28 minutos , antecipando o verdadeiro massacre que se completaria com a goleada final: 6 a 2. “E não era um timeco qualquer que estava do outro lado, era o grande time do Santos”, vibrava o técnico rubronegro, Paulo Cesar Carpegianni , ao comentar o desempenho quase irretocável de seu time.

Do outro lado, cinco meses depois de ter trocado o leão pelo peixe, o técnico Wagner Mancini -na corda bamba – , não conseguia disfarçar o espanto com perfeita combinação de tática e técnica de sua ex-equipe, em contraste com a apatia e ineficiência do time que treina atualmente. O Santos apenas esboçou uma reação, mas não conseguiu escapar da humilhação.
“Foi uma partida muito boa do Vitória, e encaro com naturalidade até o apagão em alguns momentos do jogo, quando tomamos dois gols, mas conseguimos voltar a controlar a partida. Só não gostei nos minutos finais, quando alguns dos nossos tentaram jogadas para humilhar. Isso não admito em time que eu treino, pois isso um dia pode reverter contra nós”, avaliou Carpegianni.
É o quinto triunfo do time comandado por Paulo César Carpegian em cinco partidas disputadas no Barradão.Com este triunfo especial a equipe rubro-negra está de volta ao terceiro lugar do Campeonato Brasileiro, com 19 pontos ganhos. Já o Santos manteve-se com 13 pontos e caiu para o 10º lugar.

As duas equipes voltam a jogar na quarta-feira: o Vitória atua quinta-feira, contra o Náutico, nos Aflitos, em Recife. Na véspera, o Santos recebe o Grêmio Barueri na Vila Belmiro.

A goleada do Vitória começou logo aos três minutos. O goleiro Douglas espanou na tentativa de dar um chutão para frente e entregou a bola de presente a Roger. O atacante, que neste domingo assumiu a artilharia  do Brasileirão, chutou fraco, mas o suficiente para pegar o goleiro no contrapé e fazer 1 a 0.. Aos 15min, Leandro Domingues lança Roger, a defesa do Santos parou pedindo impedimento e o atacante só teve o trabalho de bater na saída do goleiro e marcar o segundo gol dele no jogo, o sétimo no Brasileirão, igualando-se a Felipe, do Goiás, na artilharia da competição.

O Vitória ainda teve duas chances antes de marcar o terceiro, aos 23min, em contra-ataque fulminante puxado por Leandro, que tocou para Willian, bater no coanto esquerdo e sair para o abraço.O quarto saiu aos 27min: Leandro Domingues cruzou da direita e o zagueiro Victor Ramos ganhou de Fabão para levar a torcida rubro-negra ao delírio e o técnico Vagner Mancini ao desepero.

Quando tudo se encaminhava para um primeiro tempo perfeito do Vitória, o zagueiro Victor Ramos cometeu um pênalti infantil no lateral Pará. Na cobrança , aos 46min, o atacante Kléber Pereira não desperdiçou e diminuiu o marcador.O Santos voltou melhor no segundo tempo e marcou o segundo gol aos 16min: Madson cobrou falta na área e Paulo Henrique Ganso fez de cabeça: 4 a 2. Quando o Santos parecia que iria reagir, aos 28min o zagueiro Domingos derrubou Wallace na grande área. Pênalti que Leandro Domingues cobrou com perfeição e fez o quinto gol rubro-negro.Aos 33min, o atacante Roger recebeu um passe alongado e acreditou. Após chegar à bola, o atacante cruzou para trás e o meia Jackson, de cabeça, tirou do goleiro e fechou a tampa do caixão do Santos, selando a goleada de 6 a 2.

Um Vitória que alegra a sua torcida e dá dignidade ao futebol baiano.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jul
12

Postado em 12-07-2009 14:51

Arquivado em ( Artigos, Janio) por vitor em 12-07-2009 14:51

“Como explicar sabor do murici pisado com rapadura?”
murici1
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CRÔNICA/SENTIMENTOS

DUAS OU TRES COISAS SOBRE MARIO LIMA

Janio Ferreira Soares

Como bem disse mestre Vitor Hugo, ele era uma figura das mais raras. Com os amigos, plácido como os remansos que o São Francisco formava nas encostas de sua Glória natal. Com os adversários, forte como as águas do mesmo rio, que mais na frente desembocavam nas cachoeiras de Paulo Afonso. Assim foi Mário Lima, ou melhor, Marão, que era como eu o chamava durante nossos longos papos, ultimamente (que pena!) só por telefone.

Costumo dizer que quem nasceu ou viveu por esses lados do Brasil sempre levará consigo, até o último suspiro, fatos e acontecimentos que ficam definitivamente anotados na memória. É que o sertão, assim como os ferros que marcam o couro do gado com as iniciais do dono, também deixa na gente dezenas de lembranças que são quase impossíveis de apagar e de explicar.

Como traduzir para uma pessoa, por exemplo, o gosto de um leite espumando, ainda quentinho, saído diretamente do peito da vaca, se ela só tomou o de pacote? Como chegar para alguém e explicar que cheiro tem as flores do tamarineiro ou o vento que sopra antes da chuva chegar, se ele mora numa cidade de concreto? E como dizer pro seu vizinho de apartamento que o mesmo Sol que esturrica árvores, chão, animais e bem-te-vis, no final da tarde nos dá de presente um deslumbrante céu alaranjado, cenário perfeito para ecoar o som da difusora da praça tocando a Ave Maria? Sinceramente, só pra quem é daqui. E Mário, apesar de cidadão do mundo, nunca deixou de sê-lo.

Prova disso é que toda vez que eu escrevia um artigo que falava sobre esses sentimentos ele vibrava e dava um jeito de falar comigo, apesar de, na época, eu morar no meio do mato e ter como único meio de comunicação um velho telefone via rádio, que vivia a mercê dos humores dos ventos que sopravam de Paulo Afonso. Foi o que aconteceu quando eu fiz o artigo A Noite dos Filhos Ausentes, que fala sobre a volta dos filhos de Glória que moram em outras cidades para festejar a trezena de Santo Antônio.

Nesse dia ele me ligou e, animadíssimo, apesar de já meio adoentado, ficou horas e horas lendo cada parágrafo pra mim, como se eu não soubesse o que eu mesmo tinha escrito. “Veja que maravilha, Janio”. E lia, com a sua voz deliciosamente familiar: “Pena que muitos glorienses da pesada não podem vir. Para eles, uma sugestão. Nessa noite, pensem num som de zabumba e pífano tocando no pátio da igreja e no chiado dos foguetes subindo e espalhando seus pequenos fragmentos de luz pelo céu. E se por acaso a boca salivar, liguem não, é apenas a velha memória lembrando de um tempo em que os tamarindos e umbus-cajás pareciam eternos”. E completava, rindo e emocionado: “Janinho, você é um porreta!”.

Sem querer bater na trave da pieguice – mas já batendo -, tenho pra mim que antes de virar pequenos fragmentos de luz pelo céu ele ouviu zabumbas, foguetes, matracas e sinos, e sentiu no canto da boca o gostinho de um murici pisado com rapadura num velho pilão de um alpendre qualquer. Que sacanagem com a gente, Marão!

Janio Ferreira Soares, cronista, nascido em Glória – como Mario Lima que acaba de partir – é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no Vale do São Francisco.

jul
12

Postado em 12-07-2009 13:54

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 12-07-2009 13:54

Protogenes: chumbo grosso
peoqueiroz
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O delegado Protógenes Queiroz, condutor da emblemática Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que completou um ano esta semana produzindo consequências, passa o fim de semana em Salvador.Ainda feliz da vida com com a denúncia criminal apresentada pelo Procurador da República Rodrigo de Grandis, na sexta-feira, 03, contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas envolvidas nas estranhas transações que desde então ele denuncia, recarrega baterias em sua cidade de nascimento antes de voltar a São Paulo.

Ainda neste domingo (12), à meia noite e quinze (que pena este horário da madrugada que impede tanta gente de ver), no canal privado da Rede TV, o delegado Protógenes Queiroz será entrevistado no programa apresentado pelo repórter do jornal Folha de S. Paulo, Kennedy Alencar.

Logo cedo neste domingo, em nota divulgada em seu Blog, o delegado da PF desmentiu boatos de que estaria articulando a sua filiação política ao PDT para se candidatar a deputado federal por São Paulo. Vem mais chumbo grosso por aí, pelo que se deduz pela chamada da Rede TV para o programa de logo mais: “Idealista e polêmico ele luta com todas as forças contra a corrupção”.

Vale a pena ficar acordado até mais tarde neste domingo para conferir, apesar do horário.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jul
12

Postado em 12-07-2009 10:27

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 12-07-2009 10:27

Latoya com os filhos de Michael na despedida
latoya
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A dúvida nasceu em alguns círculos retritos como remota possibilidade.Em seguida foi o próprio pai do artista que aderiu à tese.Agora é Latoya Jackson, uma das mais famosas irmãs do artista quem assegura -semanas antes de sair o laudo médico legal definitivo sobre as causas da morte- que o Rei do Pop, Michael Jacson, foi assassinado.

No tabloidel ‘News of the World’, com título que toma toda a primeira página “Sei quem assassinou meu Michael”, Latoya afirma que são várias as pessoas responsáveis pelo desaparecimento de seu irmão, ocorrida em 25 de junho, e o motivo foi “uma conspiração para apoderar-se do dinheiro de Michael”.A matéria está reproduzida também no “El Mundo”, um dos diários mais lidos da Espanha.

NAS SOMBRAS – Tanto Latoya quanto sua família – segundo El Mundo – estão convencidos de que a presumida overdose de medicamentos de seu irmão foi um “assassinato”. “Michael valía mais de um bilhão de dólares devido a seus direitos musicais e por isso alguém o matou. Valia mais morto que vivo”, indica Latoya. Ela acrerscenta que, além disso, no dia da morte de seu irmão desapareceram joias e dinheiro vivo da mansão do megaastro do Pop. “Michael sempre tinha dinheiro em efetivo em casa, geralmente em volta de dois milhões de dólares”, precisou.

Um grupo de figuras “nas sombras” obrigou Michael a assinar um contrato para realização de 50 apresentações em Londres, declarou ainda Latoya ao diário ‘Mail on Sunday’. Seu irmão, segundo ela, era fármacodependente e foi tratado como um “cavalo de ouro”. Ele era o homem mais solidário do mundo”, disse.

De acordo com o testemunho da irmã, Michael não queria fazr tantos concertos. “Há menos de un mês, eu disse que pensava que Michael ia a morrer antes das atuações de Londres porque estava rodeado de “gente que não abrigava as melhores intenções o albergaba las mejores intenciones en seu coração”. disse Latoya, que define Michael como uma pessoa “muito dócil”. cala e carinhosa, de quem “essa gente se aproveitava”. “Nunca acreditei que Michael viveria até ser um anciãoiera hasta ser un anciano”, assinal a entrevistada, convencida de que “antes ou depois lhe iria acontecer algo terrivel”.

Bahia em Pauta acrescenta ao texto de El Mundo: Latoya pode até estar sendo traída por seu instinto e sentimentos emocionais, mas suas palavras dão o que pensar.

(Texto traduzido de El Mundo, por Vitor Hugo Soares)

jul
11

Postado em 11-07-2009 20:07

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 11-07-2009 20:07

Geddel: “dever de lealdade”/Agência Brasil
glima
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A revista digital Terra Magazine mantém como sua principal manchete política, desde o começo da tarde deste sábado, 11, a notícia da formalização do rompimento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima(PMDB), com governador Jaques Wagner (PT). A união entre os dois, no pleito passado, é apontada como a principal responsável pela vitória que impediu em 2006 a reeleição do governador Paulo Sourto(DEM) e quebrou um ciclo de quase duas décadas de domínio carlista no Estado.

Assinada pelo repórter Claudio Leal, que entrevistou o ministro do governo Lula, a matéria de TM destaca em sua abertura que depois de uma aliança de três anos com o PT baiano, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), decidiu lançar-se candidato ao governo da Bahia e pôs os cargos dos peemedebistas à disposição do governador Jaques Wagner (PT).

O ministro afirma que não consultou o presidente Lula antes de tomar a decisão, mas que ainda apoia a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República. “Comuniquei que havia uma tendência de o PMDB vir a apresentar um candidato e que o nome que estava sendo colocado era o meu. E que se sentisse à vontade, portanto, com as posições que o PMDB ocupa no governo”, diz Geddel a Terra Magazine.

A matéria de Terra Magazine destaca ainda que a troca de ameaças de rompimento cresceu nas últimas semanas. Wagner recebia pressões das bases petistas para conter a liderança de Geddel no Estado. Com o anúncio da cisão, cria-se um impasse federal para a aliança PT-PMDB em 2010. O pré-candidato Geddel desmente conversas com o ex-governador Paulo Souto (DEM) sobre as eleições estaduais. “Foi um dever de lealdade dizer ao governador que nós estamos trabalhando com essa hipótese (de candidatura própria)”, sustenta o ministro

jul
11

Postado em 11-07-2009 10:50

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 11-07-2009 10:50


Em 7 de junho de 1989 morria prematuramente Nara Leão, aos 47 anos. 20 anos depois de seu desaparecimento, completados mês passado, a importância de Nara para a MPB, em especial para a Bossa Nova, segue inabalável. Quase como amadora ela presenciou o nascimento do movimento , em razão da amizade com Roberto Menescal (que ela conheceu na praia aos 11 anos de idade), Edu Lobo, Wanda Sá e Ronaldo Boscoli. Estreu profissionalmente em 1963, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, na comédia Pobre Menina Rica, “ano em que a bossa nova já ultrapassara a sua primeira fase e vivia a segunda, em plenitude”.

Nara nasceu em Vitória, capital do Espírito Santo, a 19 de Janeiro de 1942. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro com um ano. Sua formação é, pois, toda carioca, zona sul, Copacabana no auge, anos 50 . Estimada, querida, amada pelo charme oriundo da invencível timidez que não a impedia de ser franca, sempre que necessário, “Nara polarizou como figura feminina simbólica, a natureza íntima do movimento”.

Ei-la, na música para começar o dia no Bahia em Pauta, neste sábado, 11/7, em fantástica interpretação de “Dueto”, com Chico Buarque de Holanda, sua alma gêmea masculina.

(Vitor Hugo Soares)

jul
11

Postado em 11-07-2009 10:00

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 11-07-2009 10:00

Deu na coluna

Na Tribuna da Bahia, edição deste sábado(11), o jornalista Ivan de Carvalho divide a sua coluna em três comentários sobre temas políticos na ordem do dia, com título unificado: “O idioma, o escândalo, o prazo”.São todos eles assuntos verdadeiramente dignos de notas, que levados ao leitor com o estilo único de Ivan, ficam mais dignos e interessantes ainda. Bahia em Pauta reproduz a seguir o primeiro. E recomenda os demais. Confira. (VHS)
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Lula:reformador idiomático
kibe
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O idioma, o escândalo, o prazo

Ivan de Carvalho

1 – O presidente Lula, que terá chegado à noite a Brasília, procedente da Europa, disse lá, ontem, que os senadores (referia-se aos do Brasil) são “inquadráveis”. Assim, inventou uma palavra, o que, neste caso, e tendo em vista a natureza do vocábulo inventado, se não sinaliza conhecimentos vernáculos do presidente que recentemente reformou o idioma por decreto, confirma-lhe a criatividade lingüística, malgrado a língua presa.

Os senadores são “inquadráveis” por não poderem ser enquadrados pelo presidente, que se referia à decisão do senador José Sarney, presidente do Senado, de optar pela instalação da CPI da Petrobras para atenuar as pressões da oposição e de outros setores a respeito dos escândalos que envolvem o Senado e o próprio Sarney, pessoalmente. Referia-se também à “desobediência” da bancada do PT que manteve, “pro forma”, a posição favorável à licença de Sarney por 30 dias, apesar de pedido de Lula em contrário.

Se prosseguir como reformador idiomático e criador de palavras, a colaboração de Lula no setor acabará lhe jogando nos braços o Prêmio Nobel de Literatura.

LEIA INTEGRA DA COLUNA DE IVAN DE CARVALHO NA TRIBUNA DA BAHIA

jul
11

Postado em 11-07-2009 09:23

Arquivado em ( Artigos, Gilson) por vitor em 11-07-2009 09:23

Flavio Luiz: talento baiano na prancheta
flavio

CRÕNICA/PERFIL
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O SALTO DO GÊNIO

Gilson Nogueira

“O cartunista baiano Flávio Luiz (hoje ilustrador da África) é um dos 50 convidados para participar do álbum comemorativo dos 50 anos de carreira de Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica, ao lado de nomes como Ziraldo, Laerte, Fábio Moon, dentre outros”.

Nelson Cadena, publicitário, redigiu a nota acima para a sua coluna Mídia, do Jornal da Metrópole. O JM, senhoras e senhores, leitores do Bahia em Pauta, é um veículo impresso, em tamanho tablóide, distribuído, gratuitamente, às sextas-feiras, na Grande Salvador. Por sua qualidade editorial, segundo alguns de seus leitores mais assíduos, acaba tão rápido quanto cerveja gelada em dias de sol forte na praia do Porto da Barra.

Cadena não me conhece. Portanto, não seria capaz de aquilatar a satisfação que experimento ao ver Flávio, meu irmão caçula, entre os cobras do cartum do país na edição comemorativa do ciqüentenário de estrada de Maurício de Souza.

Por acompanhar a carreira de Flávio, desde o dia em que ele, ao nascer, fez com um lápis que caiu no seu berço uma caricatura de Deus, entendo que os fãs desse baiano genial, bem como a Turma da Mônica, devem estar felizes da vida com o convite feito ao cartunista dono de traço mágico para engrandecer a obra que saúda o bruxo responsável por fazer a HQ brasileira ser mais valorizada, através de seus personagens encantadores, como o é Cebolinha.

Lembro de Flávio pequenino, no chão da sala de jantar, rabiscando coisas. Entre uma olhada e outra no que ele desenhava, no papel, via figuras que se movimentavam, sem que ele percebesse. Um dia, imaginei que um daqueles personagens iria sair dali e ganhar o mundo. Fiquei calado, não disse nada a ele, nem a ninguém, em casa. Segui conferindo confiante, torcendo, rezando e testemunhando o crescimento fantástico do trabalho de Flavinho. Até que, de repente, aquela figura, que ameaçava saltar do caderninho de Flávio Luiz, mais que depressa virou gente e deu um salto sensacional, para ser amada no mundo inteiro. Com vocês, ele, Aú, o capoeirista!

Acessem http://www.auocapoeirista.com.br

Gilson Nogueira é jornalista
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PS Escolas do interior paulista que não obtiveram uma boa avaliação do IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) receberam uma lista de projetos pedagógicos a escolher, nos quais podem desenvolver programas paradidáticos que ajudem a melhorar o desempenho de seus alunos. Entre os projetos encontra-se um específico com a utilização de quadrinhos e para tal a indicação foi a utilização do álbum recém lançado pela editora Papel A2, AÚ, O CAPOEIRISTA, de autoria de Flávio Luiz. O IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) é um indicador de qualidade das séries iniciais (1ª a 4ª séries) e finais (5ª a 8ª séries) do Ensino Fundamental e do Ensino Médio”
Traço marcante de Flávio
capoeira

jul
11

Postado em 11-07-2009 00:10

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 11-07-2009 00:10

Protógenes na Bahia: andar com fé
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ARTIGO DA SEMANA

SANTOS FORTES DO DELEGADO PROTÓGENES

Vitor Hugo Soares

No Dois de Julho o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, foi a sensação do grande desfile cívico e popular realizado em Salvador, na data magna da Bahia. Ele deixou no chinelo o governador Jaques Wagner (PT), o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), prefeito João Henrique (PMDB) e o ex-governador carlista Paulo Souto(DEM), entre outros políticos renomados da terra – do governo e da oposição.

Protógenes percorreu quilômetros a pé sob aplausos e gestos efusivos da multidão nas ruas e das famílias nas sacadas dos casarões históricos durante o cortejo aos heróis simbólicos da batalha da independência nos cerros de Pirajá, em 1823. A consagração veio no Pelourinho, onde o delegado recebeu, de joelhos, a saudação dos integrantes do Olodum, que tocaram tambores para ele em formação especial, algo raro de ver.

Desde então é difícil encontrar no País alguém mais contente que Protógenes. Ele próprio atribui esse estado de felicidade pessoal a motivos de fé: religiosa, moral e cívica. O homem que há um ano conduziu a Operação Satiagraha e prendeu, entre outros, o conterrâneo Dantas Dantas – banqueiro-mor do Grupo Opoortunity – é católico praticante, devoto de São Bento e do Senhor do Bonfim, cujas medidas não tira do braço por nada.

Sincrético, nascido no seio de família com um pé nas sacristias e outro nos terreiros, Protogenes foi recebido também em um dos templos mais sagrados do candomblé de sua terra. Ali teve a confirmação de que é protegido de Xangô, guerreiro poderoso do reino dos orixás que adora desafios.

Saiu da visita quase em estado de levitação, segundo testemunhas confiáveis. Esta seria uma das principais razões do atual estado de espírito e do moral elevado exibido por Protógenes ultimamente. Mas não é o único, podem apostar. Basta ler a entrevista do delegado na revista virtual Terra Magazine, postada na quarta-feira (8/7) na passagem do primeiro ano da Operação Satiagraha, para tirar essa conclusão.

O devastador evento político-policial que virou o país de cabeça para baixo segue emblemático em seus desdobramentos, como se vê pela denúncia criminal apresentada pelo Procurador da República Rodrigo de Grandis, na sexta-feira, 03, contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas envolvidas. Eis aí causa mais concreta e explícita para explicar a euforia destes dias de Protógenes Queiroz.

Isso se revela a cada resposta do delegado à repórter Marcela Rocha, na conversa em que o delgado avalia os desdobramentos das investigações que ele conduziu na fase mais crucial, até ser abruta e injustificadamente afastado pelo novo comando da corporação a que pertence. Os motivos estão ainda submersos, mas provavelmente ainda virão à tona, como outras estranhas trasações (para dizer o mínimo) deste caso.

Os fatos mais recentes revelam que o filho de Xangô não só é bom de briga e sabe nadar bem, como parece ter a proteção atenta de santos e orixás poderosíssimos. Assim, no primeiro aniversário da Satiagraha, ele pode afirmar na TM, que não teria feito nada diferente do que fez. Para Protógenes a denúncia do procurador De Grandis, esta semana, não é diferente da primeira, como alguns afirmam. Ao contrário, confirma integralmente os crimes antes apontados por ele.

“Inclusive o procurador foi muito feliz ao requisitar, com urgência, a instauração de três novos procedimentos, em especial o da BrOi, que já era para ter sido instaurado no ano passado, porque eu requisitei que a PF prosseguisse, mas isso não foi feito. O MP, segundo o delegado, teve grande lucidez em razão das provas levantadas, que apontam a autoria de fraude e participação de várias pessoas no esquema da BrOi”, entre elas e advogado e ex-deputado petista, Luis Eduardo Greenhaalg e o advogado e ex-ministro Mangabeira Unger, que inesperadamente deixou o governo Lula e voou de volta para a sua cadeira mais tranqüila e segura,na Faculdade de Direito de Harvard.

Quanto ao fato de ter aberto um novo capítulo sobre a mídia na operação Satiagraha, o delegado também não se arrepender de nada. Ao contrário, afirma estar cada vez mais convencido de que a relação do banqueiro Daniel Dantas e do grupo dele com setores da mídia “é uma relação espúria e criminosa, como foi desde o início apontado na investigação. Foi mostrada a relação que ele (DD) tinha com determinados jornalistas… Entendo que tem que aprofundar essa questão”, conclui o delegado.

Neste domingo (12), à meia noite (que pena o horário tão tarde), na católica Rede Vida de Televisão, o feliz delegado Protógenes Queiroz dará entrevista também no programa de Kennedy Alencar. Mais “chumbo grosso” a caminho, pois munição o delegado não esconde que ainda tem de sobra Que o Senhor do Bonfim, São Bento e Xangô reforcem a guarda de seu protegido.

Ele precisa, e merece.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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