mar
16

Postado em 16-03-2010 12:21

Arquivado em ( Artigos, Eventuais, Newsletter) por vitor em 16-03-2010 12:21

Metrô de Salvador; até quando?

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Mais uma vez,  por merecimento, comentário e sugestão do editor do Blogbar, Luiz Fontana, sobe para o primeiro plano no espaço do Bahia em Pauta. O assunto é a repercussão da reportagem da Folha de S. Paulo, com o resultado de investigações da Polícia Federal em várias capitais do País – incluindo Salvador evidentemente – que detectou superfaturamentos – em alguns casos com diferença constatada de até 65 % nos preços, em “consórcios paralelos” nas obras de metrôs.

Diz Fontana:

Caro VHS: Renovo os agradecimentos quanto à tua fraterna acolhida acrescentando que o “assunto” continua interessando os frequentadores do bar.

Aqui, novamente, Renata Lo Prete, Folha de São Paulo, edição desta terça-feira:

“PF vê superfaturamento em obras de “consórcios paralelos”

Perícia em planilhas das empreiteiras constata diferença de até 65% nos preços

Investigação aponta que construtoras inflam suas estimativas de custo nas propostas para licitação; empresas negam fraude.

Material de leitura obrigatórias para os membro da CPI do Metrô de Salvador na Assembléia Legislativa da Bahia.

( Postado por Vitor Hugo Soares
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RENATA LO PRETE
EDITORA DO PAINEL
LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O esquema montado por empreiteiras para driblar os processos de concorrência e repartir contratos “por fora” prevê também o superfaturamento das obras e a divisão do dinheiro extra. Perícia da Polícia Federal feita em documentos apreendidos nas construtoras aponta que os “consórcios paralelos” aumentaram artificialmente os preços cobrados do poder público em até 65%.

Como a Folha revelou no domingo, a atuação dos “consórcios paralelos” foi constatada por meio do cruzamento dos inquéritos de quatro operações realizadas pela PF (Castelo de Areia, Caixa Preta, Aquarela e Faktor, ex-Boi Barrica) e de investigações da Polícia Civil nos Estados onde estão as obras.

A análise da contabilidade das construtoras e das ordens de pagamento e gerenciamento dos canteiros aponta a presença nas obras de empreiteiras que haviam sido eliminadas na licitação. Papéis recolhidos pela polícia indicaram que as concorrentes haviam firmado um pacto prévio de divisão do bolo e participaram separadamente da concorrência só para dar a ela aspecto de legalidade.

Embora neguem a manipulação dos resultados, caíram na malha fina da PF empreiteiras que lideram o mercado, como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão, responsáveis por obras importantes como os metrôs do Rio de Janeiro, de Salvador, de Fortaleza, do DF e de Porto Alegre.

Os indícios de que essas obras foram também superfaturadas surgiram depois que os investigadores descobriram os memoriais de custo calculados pelas próprias empreiteiras antes que elas fechassem as propostas (infladas) enviadas aos leilões de licitação.

Os peritos aplicaram sobre essas planilhas de custos diretos uma Bonificação e Despesas Indiretas de 40% -a BDI inclui os custos indiretos da obra (impostos, despesas financeiras, administração central da empresa etc.) e a remuneração da construtora. (O mercado pratica BDIs de 25% a 35%; o Tribunal de Contas da União costuma adotar em suas auditorias uma taxa de 30%.)

No lote 1 da linha 3 do metrô do Rio, por exemplo, os peritos estimaram que o valor final deveria ser de cerca de R$ 720 milhões. O contrato, porém, foi de R$ 1,190 bilhão. Uma diferença de R$ 470 milhões, ou 65%.

No metrô de Salvador, a discrepância entre o valor projetado pela PF e o praticado pelas construtoras chegou a 43% (R$ 79,5 milhões). Em Fortaleza, a 15% (R$ 24,8 milhões).
Na obra de duplicação e restauração da rodovia BR-101, no trecho entre os kms 148 e 188, em Pernambuco, a diferença foi de 28% (R$ 45,9 milhões).

Em relatório anexado a um dos inquéritos, ao qual a Folha teve acesso, os peritos ressaltam que, para obter o valor exato da fraude, teriam de analisar todas as ordens de pagamento das empresas que integraram os “consórcios paralelos”.
No entanto, as investigações da Castelo de Areia, que reuniu a maior parte da papelada, foram trancadas neste ano pelo Superior Tribunal de Justiça. Não há previsão de quando (ou se um dia) serão retomadas.

Os peritos, porém, se dizem seguros do diagnóstico de superfaturamento das obras dos “consórcios paralelos”. A PF submeteu a metodologia a um teste. Aplicou-a em planilhas de obras de inquéritos mais adiantados, como o da Operação Caixa Preta (que apura desvios em aeroportos). A diferença entre a estimativa e a auditoria não passou de 7% -o que, segundo a polícia, reforça os “indícios de conluio”.”

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Vale a pena deliciar-se com as “respostas”, na mesma edição, dos envolvidos:

“Empreiteiras não se manifestam sobre acusação

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão preferiram não falar sobre o assunto. A OAS não ligou de volta.
A Odebrecht informou que chegou a ser convidada, após a licitação, a integrar o consórcio vencedor da obra do Metrô de Salvador, mas que recusou o convite. Segundo a assessoria da empreiteira, a prefeitura também se manifestou favoravelmente à integração da empresa ao Consórcio Metrosal.
“Mas nessa oportunidade a participação no empreendimento já não mais interessava à Odebrecht, de modo que não foi formalizada.”

A Odebrecht acrescentou que não iria se manifestar sobre as obras do lote 1 da linha 3 do metrô do Rio, alegando desconhecer investigações relacionadas ao empreendimento. A Queiroz Galvão deu a mesma justificativa.

A CTS (Companhia de Trânsito de Salvador) informou que as obras do metrô, cujo contrato foi assinado em 1999, só foram executadas por empresas vencedoras da licitação. Ele não soube precisar os valores da construção.

A Secretaria Estadual de Transportes do Rio informou “que o contrato referente ao lote 1 da linha 3 do metrô não está vigente, pois o prazo para o início das obras expirou em outubro de 2006?. Já a assessoria do Metrô de Fortaleza disse que não teria como se manifestar sobre o assunto com base nas informações da Folha.”

Destaque-se a manifestação da CTS: “A CTS (Companhia de Trânsito de Salvador) informou que as obras do metrô, cujo contrato foi assinado em 1999, só foram executadas por empresas vencedoras da licitação. Ele não soube precisar os valores da construção.”

E a “Confissão oblíqua” da Odbrechet: “A Odebrecht informou que chegou a ser convidada, após a licitação, a integrar o consórcio vencedor da obra do Metrô de Salvador, mas que recusou o convite. Segundo a assessoria da empreiteira, a prefeitura também se manifestou favoravelmente à integração da empresa ao Consórcio Metrosal.
“Mas nessa oportunidade a participação no empreendimento já não mais interessava à Odebrecht, de modo que não foi formalizada.””

Como disse o frequentador da mesa 7, do bar: – “depois sou eu que bebo!”

luiz alfredo motta fontana
http://fontanablog.blogspot.com

mar
16

Postado em 16-03-2010 11:37

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 16-03-2010 11:37

Shimon Peres e Wagner em Israel

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Integrante da comitiva do presidente Lula na viagem ao Oriente Médio o governador da Bahia, Jaques Wagner, aproveitou o primeiro dia da missão brasileira em Israel, nesta terça-feira (15), para conversar com o ministro do Comércio, Indústria e Trabalho de Israel, Binyamin Ben Eliezer. O assunto, segundo assessores que acompanham Wagner na viagem foi a ampliação do tratado de Livre Comércio Mercosul-Israel.

Articulado pelo cônsul para assuntos econômicos no Brasil, Roy Nir, participaram da reunião
além do ministro e do cônsul, o vice-diretor geral de Comércio Exterior, Boaz Hirsch, a diretora da Divisão das Américas do Ministério do Comércio, Indústria e Trabalho, o presidente da Câmara de Comércio Israel-Brasil, Shmuel Yerushalmi e o embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Coelho.

Ainda segundo assessores do governador da Bahia, “a audiência tratou também das possibilidades de cooperação nos setores de energia, segurança pública, agricultura, comunicação e manejo de mananciais de água”.

A abertura da agenda especial (paralela às atividades do presidente Lula) ocorreu, segundo relato do assessor Sócrates Santana (da Agecom-BA) “em decorrência da direta participação do governador durante a visita do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas a Salvador, em novembro do ano passado. Wagner, judeu, foi o articulador de um encontro de Abbas com Mauricio Kertzman Szporer, líder da comunidade judaica no Estado.

mar
16

Postado em 16-03-2010 10:52

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 16-03-2010 10:52

Lula:”visita obrigatória”

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DEU NA BBC BRASIL

Em visita ao Museu do Holocausto, em Jerusalém, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que conhecer o local era “quase obrigatório” para qualquer chefe de Estado do mundo.

Em seu último dia de viagem oficial a Israel, Lula esteve no centro que foi erguido na capital israelense para homenagear os 6 milhões de judeus mortos durante a 2ª Guerra Mundial.

“Eu acredito que a visita ao Museu do Holocausto deveria ser quase obrigatória a todo ser humano que quer governar uma nação”, disse o presidente na saída do local.

“A humanidade deve repetir todos os dias, quantas vezes for necessário, ‘nunca mais’, ‘nunca mais’, ‘nunca mais'”, enfatizou Lula.

Depois da visita ao museu, o presidente brasileiro participou de um plantio de uma árvore no Bosque de Jerusalém. O próximo passo de sua agenda é um encontro com representantes das sociedades civis israelense e palestina.

RECUSA POLÊMICA

A ida ao museu ocorreu no mesmo dia em que a chancelaria israelense havia programado uma visita ao túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo celebrado pelo governo de Israel.

O fato de a comitiva brasileira ter rejeitado o convite gerou duras críticas de alguns setores da sociedade israelense.

Segundo a imprensa local, por causa da recusa de Lula, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, teria boicotado o discurso que o presidente brasileiro fez no Parlamento israelense.

O chanceler também boicotou um encontro entre Lula e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

Lieberman, líder do partido ultra-nacionalista Yisrael Beitenu (“Israel, nosso lar”, em tradução livre), é conhecido por suas posições duras com relação ao Irã e à Palestina. O chanceler ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

No entanto, o chefe do protocolo do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yitzhak Eldan, conversou com a BBC Brasil na saída da visita de Lula ao Museu do Holocausto.

“Apreciamos o fato de o presidente ter vindo ao museu e plantado uma árvore em seu bosque. Mas nada substitui a visita ao túmulo de Theodor Herzl”, declarou Eldan.

O embaixador disse, porém, que o episódio do túmulo não afetava o resultado final da viagem de Lula.

“Não diria que isso comprometeu o sucesso da visita. Houve muitos aspectos positivos, mas há ainda muitas pontes a serem construídas nessa relação. Esperamos que a passagem de Lula pelo museu faça o presidente entender melhor a nossa posição”, declarou em entrevista à BBC Brasil.

No dia anterior, Eldan havia definido como “lamentável” o fato de o governo brasileiro ter recusado o convite de Israel para visitar o túmulo de Herzl. Porém, disse ele, o governo israelense não queria insistir no assunto para não comprometer “o sucesso da visita”.

REPERCUSSÃO

O incidente já está causando repercussão em alguns setores da sociedade israelense.

Em entrevista à BBC Brasil, o porta-voz da Agência Judaica, Michel Jankelowitz, classificou de “insulto” a recusa do convite.

“Lula entraria para a história como o primeiro chefe de Estado a se recusar a prestar essa homenagem a Israel”, disse.

Para ele, a decisão compromete as ambições do governo brasileiro de participar das negociações de paz no Oriente Médio.

Lula tenta lançar o Brasil como mediador numa eventual retomada do processo de paz entre israelenses e palestinos, que está congelado desde dezembro de 2008.

mar
15

Postado em 15-03-2010 21:35

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 15-03-2010 21:35


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Bossa Nova da melhor qualidade para terminar a noite de segunda-feira com Dick Farney no barzinho do BP. Sugestão e garimpor de Gilson Nogueira.

mar
15

Postado em 15-03-2010 18:18

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-03-2010 18:18

Pepe Mujica:”presidente também almoça” /Foto AFP

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DEU NO PORTAL TERRA

“Diga ao mundo que somos diferentes”, disse nesta segunda-feira o presidente uruguaio José Mujica à agência AFP, ao ser fotografado enquanto almoçava em um bar de Montevidéu, algo que fez ao menos três vezes desde que assumiu a presidência, no último dia 1°.

Com essa frase, Mujica quis dizer que, no Uruguai, diferentemente da maioria dos países do mundo, os presidentes andam livremente sem necessidade de muitas medidas de segurança.

Mujica, 74 anos, ex-líder tupamaro, almoçou um “bife com purê”, disse à AFP a caixa do Bar Madison, no centro da capital, a duas quadras da Torre Executiva, onde o presidente tem seu escritório e onde, nesta manhã, manteve diversos encontros com membros do gabinete.

“Almoçou tranquilo com alguns colaboradores, só algumas crianças entraram para cumprimentá-lo”, disse a caixa. Ele sentou-se à mesa, próximo à janela, e comeu enquanto conversava com seus acompanhantes.

Um dia depois de assumir a Presidência uruguaia, Mujica surpreendeu a todos quando decidiu parar em um velho bar na rua Camino Maldonado, na periferia norte de Montevidéu, para tomar café da manhã que incluiu um café com leite, biscoitos feitos de farinha e água mineral.

Alguns dias depois, Mujica almoçou no tradicional bar “A casa do uísque”. “Os presidentes também almoçam”, respondeu Mujica entre risadas, quando lhe perguntaram o que fazia o presidente em um bar.

(Matéria sugerida por Eliano Jorge, de Terra Magazine )

mar
15

Postado em 15-03-2010 12:18

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-03-2010 12:18

Calvin Klein:marca mais forte

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Phillips-Van Heusen, que detém a marca nova-iorquina Calvin Klein, comprou a Tommy Hilfiger, um investimento de 2,02 mil milhões de euros, divulgou a Bloomberg. Segundo o jornal português Público, o negócio que vai juntar as duas grandes marcas norte-americanas vai implicar o pagamento em dinheiro de 1,92 bilhão de euros e a entrega de ações da Phillips-Van Heusen no valor de 276 milhões de euros. A empresa proprietária da Calvin Klein assume as dividas da Tommy Hilfiger no valor de 100 milhões de euros.

Do lado vendedor esteve a empresa de private equity Apax Partners, que há quatro anos assumiu 80 por cento da Tommy Hilfiger por 1,2 mil milhões de euros (menos mil milhões do que o valor agora encaixado). A BBC adianta que Tommy Hilfiger, fundador da empresa com o seu nome, vai manter-se ligado à empresa nomeadamente como designer principal.

Com este negócio, Phillips-Van Heusen beneficiará de um acréscimo das suas vendas que passarão a totalizar 4,3 mil milhões de euros. Christopher Kim, CEO da Phillips-Van Heusen, que comprou a Calvin Klein em 2002, já veio dizer que a aquisição da Tommy Hilfiger se inscreve na estratégia de expansão do grupo, que detém ainda a marca Arrow, que existe há 159 anos.

(Com informações da BBC e jornal Público, de Lisboa)

mar
15

Postado em 15-03-2010 11:43

Arquivado em ( Artigos, Ivan) por vitor em 15-03-2010 11:43

O jornalista político Ivan de Carvalho fala nesta segunda-feira em sua coluna na Tribuna da Bahia, sobre a viagem do presidente Lula ao Oriente Médio, onde o chefe de Estado brasileiro cumprirá uma agenda delicada e estratégica. O governador da Bahia, Jaques Wagner integra a comitiva presidencial.

“Desde ontem Lula está no Oriente Médio, visitando Israel, a Cisjordânia e a Jordânia. Não escolheu, desta vez, interlocutores aloprados”, diz Ivan, no texto que Bahia em Pauta reproduz.

(VHS)

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Lula e Shimon Peres em Israel/AFP

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OPINIÃO POLÍTICA

LULA NO ESTOPIM DO MUNDO

Ivan de Carvalho

A penúltima viagem do presidente Lula ao exterior foi o clímax de um desastre para sua imagem internacional.

Lula vinha obtendo visibilidade e certo reconhecimento internacional, muito em função da importância crescente do país que governa, o que não é uma obra da sociedade – com todas as suas qualidades e defeitos – e dos que construíram o país desde 1500.

Mas não se pode negar que a movimentação política e diplomática do atual governo teve forte e momentânea influência para essa visibilidade.

O governo Lula começou a brigar para valer com os Estados Unidos na OMC por causa do algodão. Emprestou uma merreca ao FMI e saiu soltando foguetes. Acumulou reservas capazes de pagar toda a dívida externa e, aplicando a maior parte dessas reservas em títulos do Tesouro americano, é credor dos Estados Unidos.

Mais. O Brasil, além de ter sido convidado na Era Lula para participar de reuniões dos países mais desenvolvidos do mundo, em Davos, ingressou no BRIC – grupo dos quatro grandes países emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China).

O Brasil do governo Lula encasquetou de cobrar um lugar de membro permanente, com direito a veto, no Conselho de Segurança da ONU, o que aumentou a visibilidade, e chegou a reconhecer à China comunista a condição de “economia de mercado” – o que agora tanto prejudica a economia brasileira – na esperança de receber do colosso da Ásia Central o apoio então insinuado, mas depois “esquecido”, para a nossa transformação em membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Enganaram a diplomacia lulo-brasileira.

Mas tudo isso deu visibilidade a Lula, aumentada pela relativa suavidade (na comparação à maioria das outras grandes economias) com que o Brasil atravessou, ou vem atravessando, a grande crise financeira e econômica global. Lula foi escolhido pelo jornal esquerdista francês Le Monde “Homem do Ano” e pelo jornal espanhol El País, “Personagem do Ano”, “um homem cabal e tenaz”.

Todo esse patrimônio político internacional veio, no entanto, sendo solapado recentemente pelo relacionamento aloprado que aprofundou com os ditador-presidente Hugo Chávez e estabeleceu com o aloprado congênere, Mhamoud Ahmadinejad, da Venezuela e Irã, respectivamente. E desabou com as alopradas declarações durante sua última viagem a Cuba sobre a morte do preso político Orlando Zapata e na inacreditável entrevista que deu depois à Associated Press na tentativa de explicar o absurdo perpetrado. O jornal El País publicou um editorial baixando o sarrafo geral em sua “Personagem do Ano” passado.

Desde ontem Lula está no Oriente Médio. Visitando Israel, a Cisjordânia e a Jordânia. Não escolheu, desta vez, interlocutores aloprados. Mas o governo brasileiro vai fantasiar, soltar foguetes e ele mesmo correrá para apanhar as flechas.

Porque, mesmo tendo ao seu lado um judeu inteligente, hábil negociador e de mente aberta, seu amigo governador Jaques Wagner, nenhuma influência o bedelho brasileiro pode ter atualmente no conflito mais crítico do planeta – o estopim do mundo.

mar
15

Postado em 15-03-2010 11:18

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-03-2010 11:18

Graves em “Apertem os cintos…”

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DEU NO PORTAL IG ( ÚLTIMO SEGUNDO )

O ator Peter Graves, que estrelou a série de televisão dos anos 1960 “Missão: Impossível” e o filme “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”, morreu em Los Angeles no domingo. Ele tinha 83 anos.a informação é da AP, publicada no portal IG.

O porta-voz de Graves disse que o ator morreu de um aparente ataque cardíaco em sua casa no subúrbio costeiro de Pacific Palisades. Ele havia voltado para casa depois de participar de um café da manhã em comemoração ao seu aniversário, que seria na quinta-feira.

Irmão mais novo do ator Jim Arnees, de “Gunsmoke”, Graves conquistou amplo reconhecimento em 1967, quando assumiu o papel principal da “Força Missão Impossível” no drama policial de TV “Missão: Impossível.”

Ele interpretou Jim Phelps, que recebia as próximas instruções da missão em uma fita que se auto-destruía em um sopro de fumaça. Grave continuou na série norte-americana até seu cancelamento em 1973, e posteriormente voltou ao papel na reapresentação em 1988-1990.

Graves talvez seja mais conhecido pelo público moderno por seu papel cômico na paródia “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”, de 1980, interpretando um piloto pedófilo cara-de-pau de um jato aparentemente condenado ao desastre.

Graves apareceu em cerca de 130 filmes e séries de televisão. Em anos recentes, ele foi o anfitrião de séries norte-americanas na TV a cabo, inclusive a série da rede A&E “Biografia”.

Nascido como Peter Aurness em 18 de março de 1926, em Minneapolis, Graves trabalhou na estação de rádio local como adolescente e mais tarde frequentou a Universidade de Minesota, onde se formou em teatro.

Ele fez sua estreia no cinema em 1951 com o drama criminal “Rogue River”, e dois anos depois foi aclamado por interpretar um espião alemão colocado entre prisioneiros aliados em uma guerra em “Inferno No.17”. Graves deixa a mulher, Joan, e três filhas.

(Reportagem de Bob Tourtellotte)

mar
15

Postado em 15-03-2010 10:46

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 15-03-2010 10:46

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, suspeito pela morte do cartunista Glauco Villas Boas e de seu filho Raoni, foi preso às 23 horas de domingo, 14, enquanto tentava fugir do Brasil pela Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai. Ele estava foragido desde sexta-feira, 12. Segundo a Polícia Federal (PF) de Foz do Iguaçu, Nunes dirigia um Fiesta Preto roubado, com placa de São Paulo.

Ao ser abordado para procedimentos de rotina, ele saiu do carro e atirou, baleando no braço um agente da PF, que não corre risco de vida. Em seguida houve troca de tiros e Nunes foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e resistência à prisão. “Ele é muito falante e continua dizendo que é Jesus”, disse Ocimar Moura, agente da PF.

Nunes estava com uma pistola usada igual a do crime, uma semi-automática oxidada 7,65 mm, e ficará preso na delegacia da PF até segunda ordem da Justiça Federal de Foz do Iguaçu. Ele deve ser indiciado por cinco crimes: duplo homicídio de Glauco e Raoni, roubo de veículo, resistência à prisão, porte ilegal de arma e tentativa de homicídio do agente da PF.

( Com informações do portal MSN)

mar
14

Postado em 14-03-2010 23:47

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 14-03-2010 23:47

Sarkozy e Carla em dia de eleição

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O Partido Socialista voltou neste domingo a ser o maior partido de França, na 1ª volta das eleições regionais, conseguindo cerca de 30 por cento de votos, mais quatro pontos acima do partido de Nicolas Sarkosy.

A primeira secretária do Partido Socialista francês (PS), Martine Aubry, considerou que a derrota da Direita confirma o desejo de mudança dos eleitores numa «França angustiada» e apelou ao voto na segunda volta das eleições.

«A França votou pela esquerda e pela esperança», declarou Martine Aubry, líder socialista e presidente da câmara de Lille (norte), apelando ao voto no próximo domingo, quando se disputar a segunda volta das eleições regionais.

A primeira volta das regionais registou um nível recorde de abstenção, atingindo os 52 por cento, segundo as sondagens divulgadas à hora do encerramento das urnas.

O PS passa a primeira força política a nível nacional, com cerca de 30 por cento de votos, cerca de quatro pontos acima da União para um Movimento Popular (UMP), do Presidente da República, Nicolas Sarkozy, segundo as sondagens divulgadas pelos principais canais e jornais franceses.

A socialista Ségolène Royal, reeleita para a presidência da região de Poitou-Charentes (sudoeste), secundou o apelo de Martine Aubry para o voto no dia 21 de Março, considerando que a derrota da direita «é a rejeição do modelo político do Presidente Sarkozy, que esgotou a França e que os franceses não querem mais».

A Europa Ecologia afirma-se como a terceira força política, à frente da Frente Nacional (extrema direita), de Jean-Marie le Pen, que conseguiu passar à segunda volta das eleições na região de Ródano-Alpes

(Com informações do portal TSF, de Portugal)

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