jul
05

Postado em 05-07-2009 21:18

Arquivado em ( Artigos, Laura) por Laura em 05-07-2009 21:18

Saiu do forno o Portal Scramble empreitada de Daniel Cruz. Quem conhece sabe da persistência desse baiano, criado em São Paulo, que recentemente voltou às origens – reside em Salvador – de onde dirige o seu mega portal.

O site foi lançado na última quarta-feira, dia 1.° de julho, com o objetivo de oferecer o mais completo conteúdo de diversão e serviços de todo país, para um público exigente que prima pelo lazer. De acordo com Cruz, “Existia uma carência na Internet de um site de notícias que reunisse em um mesmo lugar dicas de lazer de todas as capitais”.

O portal Scramble já entra na rede antenado com as principais novidades tecnológicas. A mais nova delas é o fenômeno Twitter, as reportagens e notas atualizadas no site são também automaticamente atualizadas no Twitter  através do endereço: http://twitter.com/scramblebrasil

Daniel é amigo e parceiro da equipe do Bahia em Pauta, mas é pela sua competência que nós o parabenizamos e desejamos SUCESSO. Confiram www.scramble.com.br

Por Laura Tonhá

jul
05

Postado em 05-07-2009 13:13

Arquivado em ( Municípios, Newsletter) por vitor em 05-07-2009 13:13

Grazzi Brito

JUAZEIRO (BA) – Em razão de denúncias de irregularidade permanece o suspense sobre a eleição para a escolha dos Conselheiros Tutelares municipais, realizada em Juazeiro, na região do Vale do São Francisco, quinta-feira, 2 de julho. Durante a votação houve acusações de que alguns candidatos estavam transportando eleitores, prática proibida pelo edital do processo eleitoral. A promotora de Justiça, Andrea Ariadne, determinou que as urnas fossem lacradas até segunda ordem.

Quando a população foi convocada pela primeira vez a participar do processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar Municipal, via voto direto, testemunhou irregularidades que terminaram impugnando a eleição.

O processo de contratação desses funcionários foi alterado pela lei municipal 1979/2008, que dispõe sobre a condição de atendimento ao direito da criança e do adolescente. O esquema foi iniciado com a inscrição do candidato, que passou por uma avaliação de conhecimentos e logo após por um processo eletivo em que qualquer cidadão do município pôde votar.

Durante a eleição todo o município teve a oportunidade de, pela primeira vez, escolher através do voto os cinco novos conselheiros, dentre os dez aprovados na prova de conhecimentos. Esse processo seletivo e eleitoral foi realizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) do município.

Segundo a presidente do Conselho Mônica Pontes, esse é um processo novo, antes só quem votava eram vereadores, representantes de entidades de atendimento o menor e os secretários municipais. Os eleitos cumprirão um mandato de três anos com direito a uma recondução, trabalhando 40 horas semanais e a remuneração é de dois salários mínimos.

O que parecia mais uma conquista da democracia aqui em Juazeiro, tornou-se mais um exemplo de como os candidatos costumam burlar as leis e tentam aquele famoso “jeitinho” para vencer uma eleição. O curioso neste caso é que o cargo pretendido oferece remuneração de dois salários mínimos e 40 horas de trabalho semanal, não parece tão atraente. Mas ainda assim, alguns candidatos contrataram ônibus para fazer a condução de eleitores de bairros mais distantes até o Colégio Paulo IV onde ocorreu a eleição.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro(BA)

jul
05

Postado em 05-07-2009 11:11

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 05-07-2009 11:11

Deu nos blogs e jornal

Em maio de 2008, na semana em que foram suspensas as buscas no extrmo-sul da Bahia pelo avião Cessna desaparecido quando fazia o percurso entre Salvador e Ilhéus, levando “empresários britãnicos”, o editor deste Bahia em Pauta escreveu sobre o assunto o seguinte artigo publicado na época no Blog do Noblat, Site da Radio Metrópole e Jornal Tribuna da Bahia, reproduzido em vários outros sites nacionais: O texto vai republicado a seguir, como memória jornalística deste estranho e obscuro caso á espera de esclarecimento. Confira.

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SEGREDOS NO PARAÍSO

Vitor Hugo Soares

Foram suspensas ontem, pela Marinha e Aeronáutica, as operações de buscas pelo avião Cessna desaparecido na semana passada, quando fazia o percurso entre Salvador e Ilhéus e sobrevoava a costa sul da Bahia. A bordo do bimotor de uma empresa de táxi-aéreo, dois tripulantes locais, quatro empresários britânicos e muitos segredos, submersos no pedaço de paraíso no Atlântico cuja orla abriga alguns dos mais exclusivos empreendimentos turísticos e imobiliários do País.

Familiares dos ingleses agradeceram às autoridades, em nota sintética, pelos esforços na procura dos desaparecidos, que seguem agora a cargo da PM e voluntários na região. Os empresários foram identificados como AlanKempson, Ricky Every, Nigel Hodges e Sean Woodhall, este último, presidente da World Wide Destinations (WWD), cujo projeto de maior visibilidade no Brasil é o “Barra Nova Pearl Eco-Nature Resort”, entre Ilhéus e Itacaré. Busca mais refinada na Internet, porém, conduz a revelações surpreendentes sobre viagens e transações de Woodhall antes do acidente.

As primeiras suspeitas sobre a movimentação do empresário britânico por paraísos turísticos da Espanha, Caribe e América do Sul foram levantadas em março de 2006, quando o jornal “El Mundo” publicou reportagem sobre achamada “Operação Malaya”. O tradicional diário de Madri teve acesso a um informe detalhado depois da detenção, por ordem judicial, de 28 pessoas acusadas de envolvimento no “Escândalo de Marbella” – rumoroso caso de desvio de verbas públicas e suborno de autoridade que abalou a cidade consagrada como um dos mais sonhados destinos de férias e badalação de gente rica e celebridades do mundo inteiro até pouco tempo.

A Unidade Central de Inteligência da Polícia (UCI) e o Serviço Executivoda Comissão de Prevenção da Lavagem de Capitais (Sepblac), encarregados deinvestigar um dos maiores escândalos na Europa naquele ano, entraram em campo com vontade. Mas ainda tentam descobrir onde estão as centenas de milhões de euros conseguidos por alguns dos principais imputados pelo juiz Miguel Angel Torres neste assalto aos cofres públicos, entre eles Carlos Sanchez, Juan Antonio Roca e Andrés Lietor, peixes grandes espanhóis fisgados no caso.

Anexo de um informe do Sepblac, em poder do “El Mundo”, falava de “outras pessoas” envolvidas nas tenebrosas transações e traçava o caminho percorridona época pela maior parte do dinheiro, que em grande parte ia parar em “lavanderias” de edens turísticos da República Dominicana. Sepblac indicou que a sociedade anônima “Punta Perla Caribbean Ltda”, por exemplo, remeteu mais de 11 milhões de dólares à empresa “Paraíso Tropical”, controlada diretamente por Carlos Sanchez e seus sócios espanhóis.

A partir daí, as suspeitas apontam também na direção do empresário britânico que consta da lista dos desaparecidos no desastre da semana passada na Bahia. O informe da polícia espanhola destaca que Sean Woodhall é, também, diretor na sociedade “Paraíso Tropical”. O empresário inglês passou a ser considerado o “eslabon necessário” (elo necessário) entre os investidores espanhóis e os projetos dominicanos.

As investigações citadas na reportagem de “El Mundo”, depois aprofundadasem jornais dominicanos, denunciam ainda o empresário britânico como beneficiário dos fundos remetidos pela “Sungolf Desarollo Inmobiliário”, outra das sociedades que participam do projeto Punta Perla no paraíso caribenho. O site noticioso dominicano, Clave Digital, acrescenta: em seu país, a Inglaterra, o empresário foi acusado e julgado por envolvimento em uma fraude escandalosa no ramo de venda de automóveis. Woodhall teria admitido a sua responsabilidade e foi sentenciado a 18 meses de prisão. Cumprida a pena, mudou-se para a Espanha, e ingressou em negócios ligados ao setor imobiliário.

Ultimamente a WWD, presidida por Woodhall, tocava importante empreendimento turístico-imobiliário no Sul da Bahia: o “Barra Nova PearlEco-nature Resort”. Complexo de luxo, com investimentos avaliados na casados R$ 500 milhões, o complexo “Barra Nova Pearl” prevê a construção de um hotel de luxo, um condomínio de 1,3 mil apartamentos e um seletissimo campode golfe.

Tudo isso em “bela área da Bahia, de clima político seguro, praias deslumbrantes, habitat tropical, comida exótica, cultura colorida e vibrantes localidades, perfeitas como destino”, segundo exalta o site da empresa. Na fase de pré-lançamento, um apartamento de dois quartos no Resort estaria sendo anunciado por imobiliárias inglesas por 67 mil libras esterlinas e por americanas ao preço de 130 mil dólares, segundo o jornal Correio da Bahia em informação creditada a Agência Estado (AE).

“Histórias como esta vão longe de carro ou avião, se pegam boa estrada ou céu de brigadeiro”, diria certamente se vivo estivesse o grande cronista baiano Raimundo Reis. No caso de Sean Woodhall, a viagem foi interrompida tragicamente na costa sul baiana. Na nota em que agradecem os esforços de buscas aos desaparecidos no desastre do bimotor, familiares dos empresários ingleses pedem à imprensa que “continue e respeitar nossa privacidade neste momento difícil” . Seguem os segredos no paraíso tropical da Bahia.

* Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitors.h@ig.com.br

jul
05

Postado em 05-07-2009 10:34

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 05-07-2009 10:34

Bombeiros no segundo dia de buscas/A TARDE
buscas
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Deu no jornal

“Sumiço de avião com empresário inglês ainda é mistério”. Esta é a principal manchete de primeira página da edição do jornal A Tarde deste domingo (05), que chama para reportagem assinada por Flávio Costa , com fotos de Zeka ( Ag. A Tarde ), que trata da falta de esclarecimento sobre o sumiço do bimotor “com um empresário inglês envolvido com fraudes e o piloto da Casa Civil do governador Jaques Wagner”, segundo destaca o diário baiano.

A reportagem informa: após 14 meses, a Aeronáutica segue sem esclarecer o sumiço do um bimotor. Um co-piloto carioca e três executivos britânicos também estavam a bordo do Cessna 310-Q, de matrícula PT-JGX, desaparecido do radar minutos antes de pousar no Aeroporto de Ilhéus (litoral sul, a 456 km de Salvador).

Segundo A TARDE, as buscas resultaram no recolhimento de partes ínfimas do avião; nada dos seis corpos. “O fato alimenta a desconfiança de parte da família do piloto, Clóvis Revault Figueiredo e Silva, de que ele tenha sido forçado a simular um acidente e, talvez, morto. À época, Clóvis estava lotado na Casa Civil e pilotava ocasionalmente para a Aero Star”, revela A Tarde em sua edição de hoje.

Mais: Em 2 de maio de 2008, a empresa, de Salvador, alugou o bimotor para os executivos ingleses Sean Woodhall, Ricky Every, Nigel Hodges e Alan Kempson. O co-piloto Leandro Oliveira Veloso também estava presente. O objetivo da viagem era sobrevoar uma área do litoral de Itacaré (vizinha à Ilhéus), onde seria construído um resort de alto luxo com campo de golfe.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

LEIA A INTEGRA DA REPORTAGEM EM A TARDE

jul
05

Postado em 05-07-2009 01:02

Arquivado em ( Aparecida, Artigos, Multimídia) por vitor em 05-07-2009 01:02


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Nelson: “tantos anos depois”
nelson
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CRÔNICA/VIDA E ARTE

TODOS NÓS,MUITOS ANOS DEPOIS…

Aparecida Torneros

Terminei minha sexta-feira, tomando chope na Lapa carioca, já noite alta, aliás, no sábado entrante, passava da meia noite, e eu estava ali, com duas outras “cinderelas”, amigas de profissão, ambas ex-alunas minhas, nos tempos, mais de 20 anos atrás, em que dava aulas de jornalismo, na universidade,e me tornava referência para meninas como elas, cheias de ideais e sonhos.

Vínhamos de uma palestra, dada pelo escritor moçambicano Mia Couto, num festival que se realiza no Rio, sobre o teatro da língua portuguesa. Ela própria, a afiada “flor do Lácio, inculta e bela”, mais uma vez, a pátria de nós todos, os escribas e falantes felizes de um idioma tão sensibilizante.

Na única pergunta que formulei ao poeta e palestrante do evento, incitei-o a discorrer sobre a sensação de ver textos seus traduzidos em mais de 20 idiomas e do quanto isso o agradava ou não. Ele foi humilde e direto: “Estou condenado a ser mesmo um escritor da língua portuguesa, não sei se as traduções são bem feitas, acho mesmo é que não, mas só consigo conferir em duas ou três línguas, e o que sinto é comum a todos os escritores, na verdade”. E seguiu nos impressionando com seu jeito bem humorado de falar dos anos da sua infância, da sua juventude engajada na revolução em Moçambique, na sua tarefa simples de escrever e dizer coisas da sua alma, no faz de conta que lhe atravessa a vida e faz dele um autor teatralizado e um poeta revisitado, tempos afora.

Antes, pela tarde, em trabalho de assessoria,eu tinha acompanhado meu chefe num debate sobre as favelas e bairros do Rio de Janeiro. Na mesa principal, encontrava-se o cineasta Nelson Pereira dos Santos e foi exibido trecho do seu antológico filme Rio 40 graus, de 1955. O sábio intelectual, do alto dos seus 81 anos, digno imortal que é da Academia Brasileira de Letras, contou sobre a realização daquela produção em preto e branco e se declarou emocionado ali, diante de uma platéia cheia de estudantes, professores e técnicos para discutir a realidade urbanísitica e social da cidade maravilhosa, sob o tema abordado no seu projeto de jovem que observou o comportamento do morador da favela dos anos 50, e o levou para o cinema com maestria e sensibilidade.

Aproveitei o intervalo do café e fui até ele. Conversamos aquele tipo de conversa que une pessoas de várias gerações em torno de um só tema…o tempo… tantos anos depois… eu fora aluna dele, nos anos 70, na Universidade Federal Fluminense, quando ele rodou com a participação dos alunos, “Como era gostoso o meu francês”.

Nos poucos minutos do nosso papo informal, Nelson me contou que foi à França em maio último para festejar seus 60 anos de Paris, pois lá chegou em 1949, às vésperas de completar os 21 anos para estudar, com bolsa do governo francês.

Trocamos algumas confidências sobre o encantamento da cidade francesa, eu lhe falei dos mistérios que quero ainda desvendar por lá, e que acabei de ter meu primeiro contato com o lugar dos sonhos de tantas gerações, mas vou voltar, com calma e descobrir um a um, segundo meu coração indica e minha alma clama.

Contei-lhe que já me matriculei num curso de francês, para preparar-me melhor e viver algum tempo a partir da minha próxima aposentadoria, bem ali, no ponto de encontro da minha juventude com a minha maturidade. Não lhe revelei, entretanto, que vou viver também o que estiver ao meu alcance, em termos de amor entre homem e mulher, já que tenho um namorado novo e ele vive por lá.

Mas, na manhã do dia seguinte, deparo-me com um texto que relembra o filme “Um homem , uma mulher”, obra que me emocionou tanto, nos anos 60. Volto mais um pouco a fita e me recordo que assisti também à produção do mesmo Claude Lelouch, que se atreveu a filmar, 20 anos depois , a continuação da história, e em 1986, fez “Um homem, uma mulher 20 anos depois”.

Como os mesmos atores protagonizando o enredo que trouxe a sequencia das suas vidas para o tempo do amanhã, em doce e reconfortante final feliz, acompanhei, a tal nova versão, para meu gáudio e de tantos sonhadores, contemporâneos da minha adolescência.

Encontro-me agora, exatamente, na manhã do dia seguinte, na manhã do tempo de todos nós, tantos anos depois.

Pergunto-me sobre a razão pela qual o tempo ao correr nos deixa assim tão à mercê de si, envolvidos com lembranças extremamente frágeis e num piscar de olhos, ali estamos todos, embalados por histórias que permanecem vivas no imaginário do escritor moçambicano, na alma do cineasta brasileiro, na criação do diretor francês de cinema, na saudade da cronista carioca e até no reencontro das meninas alunas que atingiram os 40 anos com a carinha dos 20, e me resgataram a deliciosa condição de amiga do tempo, tantos anos depois…a rodagem do filme continua…ainda somos os melhores protagonistas dos nossos roteiros.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro

jul
04

Postado em 04-07-2009 21:23

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 04-07-2009 21:23

Deu na WEB:

O BLOG DO TOM, editado pelo músico baiano (dos melhores) Tom Tavares, traz neste sábado(04) interrogações crucial sobre trapaças e trapaceiros.Veja:

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“O CARA É VERDADEIRO…

quando falava mal do ladrão
(que trapaceava do outro lado)
ou quando defende o trapaceiro
(que passou a ser companheiro)?”

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LEIA MAIS NO BLOG DO TOM TAVARES (em construção)
( http://tomtavares.blogspot.com )

jul
04

Postado em 04-07-2009 10:17

Arquivado em ( Artigos, Regina) por vitor em 04-07-2009 10:17

Michael: ataques antes do enterro
astro1

OPINIÃO

OS CORVOS E MICHAEL JACKSON

Regina Soares

Seu corpo franzino, batido, descolorido, ainda não baixou a sepultura e os corvos já o rodeiam para devora-lo com insaciável fome. Não faltam acusações, insinuações, toda classe de deplorável irreverência com um ser que acreditava na possibilidade de um mundo melhor e mais humano.

Enquanto advogados se apressam a assegurar a fortuna, real ou fictícia; a proteção dos seus filhos, paternidade questionada; seu legado musical, inestimável a esse ponto; abuso de drogas, quantidade letal; os fãs, fieis seguidores da carreira e vida, do seu adorado ídolo, agrupam-se em qualquer rua desse planeta, porta de casa habitada por ele, sua estrela em Hollywood e no Apollo no Harlem de New York, onde tudo começou, para cantar suas musicas e imitar seus passos, afinal foi ele, Michael Jackson, que nos ensinou a dançar.

Durante os atormentados anos anos que lhe tocou viver, Michael sofreu humilhação vinda diretamente do próprio pai, que na frente do teatro onde seus colegas se reuniam para uma homenagem póstuma, tentava vender sua imagem e anunciar novos negócios da sua odiosa agenda. Foi ridicularizado pela media, que não entendia sua necessidade de reinventar-se numa constante destruição da matéria que lhe lembrava os primeiros anos de vida e que ele desesperadamente buscava esquecer ou entender. Inumeras demandas legais, uma roda viva que não parecia ter fim.

Michael Jackson clamava por PAZ, para si e para o Mundo. Essa procura, acredito, o levou ao desespero e a morte, pois nem toda droga do mundo pode acalmar os monstros que nos consomem na escuridão da noite. Dizem que a gente vai para um lugar melhor depois de pagar nossos pecados aqui na terra, prefiro acreditar que sim.

Ficam conosco suas maravilhosas criações musicais, sua genialidade no palco, seus ensinamentos transmitidos através de exemplos ou da gentileza da sua voz enquanto você caminha pela lua…

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Regina Soares, advogada, mora em Belmont, área da Baia de San Francisco, Califórnia(EUA).

jul
04

Postado em 04-07-2009 09:52

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 04-07-2009 09:52

Deu na coluna

A edição deste sábado(4) da Tribuna da Bahia, traz a seguinte nota na coluna assinada pelo jornalista Alex Ferraz, de leitura sempre recomendada:
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“Ouço a todo momento autoridades do setor de segurança pública, e mesmo diretamente do governo do Estado, afirmativas sobre as providências adotadas para melhorar o trabalho da Polícia na Bahia: compra de viaturas, aumentos salariais etc.
Aí, ouço no rádio (como ontem, pela manhã, na competente Metrópole FM) que em Jacobina, onde está sediada a 24ª Companhia da PM, responsável por dar segurança a 14 municípios da região, há apenas oito viaturas para todo o serviço. Seria, então, cerca de “meia” viatura para cada município. Mas é pior: das oito, seis estão quebradas e somente duas em condições de tráfego. Parece ruim? É pior ainda: para que essas duas viaturas circulem, a população (que já paga os maiores impostos do mundo!) tem que colaborar para compra de combustível. E os policiais, cônscios dos seus deveres, às vezes têm que pedir carona…
Recentemente, noticiei nesta coluna que em Itapetinga, durante o São João, os policiais fizeram ronda em dois carros civis, alugados, e que em Itabuna, em recente acidente na estrada com três mortos, os corpos ficaram quase todo o dia na estrada porque a Polícia Técnica de lá está sem viaturas e falta até água na sede. Tudo noticiado no rádio.
Pelo visto, temos duas Bahias. Aquela sobre a qual falam as autoridades e a outra revelada pelas denúncias da população. Será que a população está mentindo, inventando coisas para “queimar” a imagem de alguém? Será que o noticiário das rádios é mentiroso?
Oh, Deus, que dúvida atroz!”
———————————————————————-
LEIA A COLUNA DE ALEX, NA ÍNTEGRA, NA TRIBUNA DA BAHIA
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jul
03

Postado em 03-07-2009 23:37

Arquivado em ( Artigos, Vitor) por vitor em 03-07-2009 23:37

Honduras: ovo da serpente
imprensa

ARTIGO DA SEMANA
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O FANTASMA DE VOLTA

Vitor Hugo Soares

O fato assombra e preocupa, mesmo que alguns ainda se esforcem para escondê-lo ou negar: um ovo de serpente foi posto outra vez no útero da América Latina. Domingo passado, Manuel Zelaya, presidente eleito de Honduras, foi arrancado da cama altas horas da madrugada por militares encapuzados e levado para um quartel. Depois foi deposto e substituído no cargo em alta velocidade pelo Parlamento de seu país, com base em uma carta apócrifa de renúncia. Colocado à força dentro de um avião militar, Zelaya foi deportado em seguida para a Costa Rica.

Resta ver, agora, se o embrião maléfico será fecundado outra vez, o que se começará a saber já a partir deste sábado (4), quando termina o prazo da Organização dos Estados Americanos (OEA), para que a presidência de Honduras seja devolvida pelos golpistas – militares e civis -, ao seu dono legítimo e livremente eleito.

Leio e vejo o noticiário pobre e fragmentado da imprensa brasileira sobre o golpe na América Central, enquanto corre pelas ruas de Salvador o desfile cívico do 2 de Julho, data magna do Estado. Celebra a batalha dos cerros de Pirajá, na qual os baianos expulsaram de vez as tropas invasoras de Portugal, consolidando assim, com sangue, ferro e fogo, a independência “no grito”, proclamada pelo Imperador às margens do Ipiranga. No rádio toca o Hino ao Dois de Julho: “Nunca mais o despotismo, regerá nossas ações/Com tiranos não combinam, brasileiros corações”.

A letra faz pensar nos conflitos heróicos, mas débeis, de Tegucigalpa, enquanto o novo regime vai impondo-se pelos tanques e armas pesadas. Tenta “limpar” o terreno para fincar raízes mais fundas, ajudado por silêncios ou ações colaboracionistas no Congresso, na Justiça, na imprensa e no meio empresarial da pobre república hondurenha. O tempo é veloz e não pára. Já sabemos que, em casos assim, é preciso agir rápida, coordenada e firmemente para evitar o fato consumado.

Neste caso, o golpe já se prolonga por mais de 150 horas. Até sexta-feira (3) , nenhum país do planeta havia reconhecido o golpe que transferiu o governo de Honduras para um ditador de fachada, mal disfarçado de ex-presidente do Congresso. Condenações partem da OEA, da ONU, da ALBA, da SICA, do Grupo do Rio, do “escambáu”, como dizem os baianos. Mas até agora nada, ou quase. O presidente Lula, ao condenar o golpe na primeira hora, disse que “não há conversa” sobre qualquer outro tema, sem que antes o regime democrático seja restaurado em Honduras, com a volta de Zelaya ao comando do governo. Discurso repetido por Obama, dos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, no entanto, leio também que o representante da OEA estava sendo esperado em Tegucigalpa pelos golpistas, “para conversar”, mas com uma condicionante: “sem a presença de Zelaya”. A memória voa então, com melancolia, para uma mesa do Café na Avenida 18 de Julio, em Montevidéu, onde se reuniam habitualmente, mais de 10 anos depois do golpe que havia deposto o presidente João Goulart, no Brasil, inúmeros exilados brasileiros na então”suíça da América Latina”.

Na cabeceira da mesa, vejo ainda, com nitidez, apesar do desaparecimento há tantos anos, a figura humana digna e impressionante do coronel Dagoberto Rodrigues. Ele recorda com seu refinado bom humor carioca os primeiros dias de exílio. Com tinturas de realismo fantástico, conta uma história para ilustrar a esperança do breve retorno ao País e os radicalismo retóricos de alguns exilados de então, em especial os gaúchos.

“Um deles costumava sentar-se bem aí onde você está agora”, dizia o ex-diretor geral dos Correios e Telégrafos e das Comunicações no governo Goulart, dirigindo-se ao então repórter do Jornal do Brasil. “No começo ele batia com o dedo ‘fura-bolo’ na mesa, e gritava: “O golpe não vingará! O povo brasileiro e a comunidade internacional reagirão para acabar com a farra dos milicos. Retornaremos todos do exílio – com Jango e Brizola à frente – no mês que vem, no máximo. Pode anotar aí, tchê”, dizia .

O coronel fazia então uma pausa de suspense, antes de concluir a narrativa. “Perto do golpe completar o décimo aniverário, o gaúcho já havia perdido o dedo e a mão inteira de tanto bater na mesa, mas seguia firme martelando o móvel do Café uruguaio com o “cotôco” que lhe restava do braço direito: “De 10 anos o golpe não passa, podem arrumar as malas e as tralhas que vamos todos voltar para o Brasil na semana que vem, tchê”.

De passagem por Montevidéu , era difícil para o autor destas linhas e sua mulher (também jornalista), conter a emoção e o nó na garganta diante de tanta esperança vã, como se veria nos dias e anos seguinte da demorada ditadura. Diante do fantasma que volta a rondar o continente, resta esperar que a história e o destino sejam menos cruéis com os hondurenhos.
Vitor Hugo Soares. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jul
03

Postado em 03-07-2009 21:57

Arquivado em ( Artigos, Gilson, Multimídia) por vitor em 03-07-2009 21:57

CRÔNICA DE CINEMA

UM HOMEM, UMA MULHER, O FILME

Gilson Nogueira

Faça de conta que você ouve alguém tocando Wave ao piston na praia de uma ilha deserta em fim de tarde chuvosa e que você está só no único bar aberto bebendo alguma coisa à espera da mulher que você se apaixonou quando a viu descer do barco que a levou até lá para passar o final de semana em uma pousada de um amigo dela.

Se não for essa a imagem que pinta, imagine qualquer outra história que o faça feliz e deixe seu coração bater mais forte. Em seguida, pensando na paixão de sua vida, vá ao computador e procure a trilha sonora do filme Um Homem, Uma Mulher, dirigido por Claude Lelouch, tendo Anouk Aimeé e Jean-LuisTrintignant nos papéis principais. Mesmo quem não é fã de carteirinha de cinema sabe que Un Homme et une Femme é considerado um dos carros-chefe da ‘Nouvelle Vague’ francesa e detentor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1966 e dos Oscars de Filme Estrangeiro e Roteiro Original de 1967.

Foram mais de 40 premiações conquistadas no mundo inteiro. A película conta a história de dois viúvos que se conhecem ao acaso ao visitarem seus respectivos filhos em um colégio interno a cada fim de semana. Certa vez, Anne (Anouk) perde o trem e Jean–Louis ( Trintignant ) lhe oferece uma carona de volta a Paris. Aos poucos começam um relacionamento, cujo final não deve ser contado, aqui, para não perder a graça. Procure assisti-lo, em DVD.

Enquanto você pensa nisso e, claro, na mulher amada, faça uma pausa, no seu final de semana, e escute parte da trilha sonora de Francis Lai para essa que é uma das mais belas histórias de amor da chamada sétima arte. As principais características de Lelouch, você sabe, eram o uso de uma câmera móvel e de temática que tratava das relações humanas, com ênfase para homens-mulheres. No dia que fui ver o filme, em Salvador, aos 21 anos de idade, sabia que o Samba da Benção, cantado por Vinícius de Moraes e Baden Powwel, seus autores, estava lá. E, até hoje, independentemente de possuir o LP da sua trilha sonora, tento, apaixonadamente, no dia-a-dia, “filmar” um novo mundo, mesmo sem uma câmera na mão. Viva Glauber!!!

Gilson Nogueira é jornalista

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