jul
07

Postado em 07-07-2009 17:38

Arquivado em ( Artigos, Eventuais, Multimídia) por vitor em 07-07-2009 17:38


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O texto que o Bahia em Pauta publica a seguir nesta sua área de conteúdo principal, no dia do sepultamento de Michael Jackson, em Los Ângeles, saiu originalmente como simples comentario a uma crônica sobre a morte do megaastro do pop, assinada pela jornalista e escritora carioca Maria Aparecida Torneros, cidadã do mundo colaboradora de primeira hora deste BP.

É um texto saído das entranhas de um jovem, nascido na Califónia nos loucos anos 70, Pablo Nicholas Vallejos. Amante de Rock desde a infância, ainda atualmente costuma cruzar o seu enorme país de ponta a ponta, viajando de carro, ônibus e trem para assistir a todos os shows da temporada de uma banda, ou de um artista (como Michael Jackson ou os brasileiros do Sepultura), desde que ele efetivamente goste e ache que o sacrifício vale a pena.

Com o passar dos dias, ficou cada vez mais evidente para nós, que o texto de Pablo merecia mais luz e atenção. Pela simplicidade, pelo sentimento verdadeiro, pela pungência das recordações, mas também pela real qualidade de uma escrita densa, crítica, amarga as vezes, mas enxuta ao mesmo tempo, e que vai direto ao ponto: corações e mentes.

Decidimos que esta terça-feira, dia do enterro de Jackson, é a oportunidade que faltava para republicar o texto de Pablo Vallejos. É também a mensagem de despedida do Bahia em Pauta ao incomparável artista que partiu

Em tempo: a tradução do texto de Pablo, publicado originalmente em inglês, é de Laura Tonhá, outra jovem cidadã do mundo, e uma das razões de ser deste Bahia em Pauta.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Paris, a filha: lágrimas no adeus
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CRÔNICA/DESPEDIDA

CONTINUAMOS DANÇANDO

Pablo Nicholas Vallejos

“Os anos 80 foram os dias de rei do Michael, e uma visao apurada da década mostrará um tempo de maior simplicidade.

O jornalismo de celebridade ainda não tinha se transformado na pouco inteligente “caça ao peru” dos dias de hoje.

Rumores sobre as excentricidades de Jackson – chimpazé de estimação, camara de gás, homem dos ossos de elefante – eram espalhados jocosamente pelo próprio Jackson.

Durante este período, o pop estava em seu apogeu e Jackson seguramente era o Rei.

Não foi evidenciado o fato de que sua música era, sem nenhum esforço, progressiva: do disco pop duplo “Não pare até você conseguir o suficiente” para o rock pesado da guitarra de Eddie Van Halen (guitarrista holandes) em “Beat it = Cai fora” para a electro-gofh – gênero musical que combina diversos estilos de música eletrônica, com a atitude e o espírito do rock gótico – de “Thriller” – para o astro da musica Soul (musica afro-americana) de “Smooth Criminal” (canção do album “BAD” de 1987). Hoje cruzadas com o mais importante do gênero pop, essas musicas são facilmente percebidas como extremamente inovadoras para o seu período de tempo clássico.

Apesar de Jackson ainda produzir grandes musicas, videos e performances em shows na década de 90, Jackson nunca se recuperou completamente das acusações de molestar crianças em 1993. Ele se sentiu traído pelo público- seu público – e o crescimento da exposição, acelerava sua reclusão.

A musica mudou nos anos 90: o rock alternativo alterou as percepções do que era o pensamento geral sobre sucesso, e Gangsta Rap – termo cunhado pela mídia para descrever um certo gênero do rap, que tem por característica a descrição do dia-a-dia violento dos jovens de algumas cidades – oferecia criminalidade como entretenimento. Cultura em geral mudou, e nós, como consumidores, mudamos com isto.

Na época do segundo julgamento por molestação de crianças de Jackson, em 2005 – no qual o cantor foi inocentado – ele tinha começado a usar palavras de “brincadeira” para se defender, que causavam estranhamento. Ultra-saturados, simpatia em baixa, cínicos, nós fomos induzidos por sensacionalistas e não-provadas alegações. Não prestamos atenção na verdade. Nós queríamos a história dos tabloides, principalmente porque isto era o que todos ofereciam. Se nós dançávamos a sua música, isto era com uma piscada de olho irônica.

Mas nós continuamos dançando.”

Pablo Nicholas Vallejos

jul
07

Postado em 07-07-2009 13:36

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 07-07-2009 13:36

“Esse Mangabeira!”
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Em sua coluna na edição desta semana, na revista ISTO É, o sempe antenado jornalista Ricardo Boechat publica duas notas sobre o mesmo personagem: Mangabeira Unger, ex-titular do Ministério de Assuntos Estratégicos, que acaba de debandar apressadamente do governo Lula, voando de volta para o posto de professor da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ambas merecem leitura atenta e reflexiva, principalmente diante de novos e explosivos fatos acontecidos esta semana no País.

Bahia em Pauta as reproduz e comenta a seguir:

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MANGABEIRA 1

Ministro Virtual

“Antes de renunciar ao Ministério de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger tentou convencer Lula a mantê-lo no cargo em regime de expediente virtual. Ele continuaria dando aula em Harvard, mas dedicaria o resto do tempo, mesmo no Exterior, aos assuntos da pasta.Para isso, claro, usaria a internet, o telefone e seus assessores em Brasília. Claro que não colou.

Esse Mangabeira é uma peça…

MANGABEIRA 2

Só você Unger?

Harvard costuma conceder licenças por tempo indeterminado aos professores convidados para cargos relevantes, sejam públicos, sejam privados, dentro e fora dos EUA. Vários estão nessa situação. Soa estranho que tenha agido diferente com Mangabeira Unger. Um especialista na universidade adoraria ver qualquer prova de que tal convocação de fato ocorreu.

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Bahia em Pauta comenta:

A brusca e saída de Mangabeira Unger do governo Lula e o vôo repentino e inesperado do ex-ministro de volta para a universidade americana aconteceram, como se vê, às vésperas da apresentação pelo Procurador da República, Rodrigo de Grandis, da denúncia-crime contra o banqueiro Daniel Dantas e mais 13 pessoas, com base nas apurações feitas pelo delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a Operação Satiagraha.

Mais: O Ministério Público Federal (MPF) endossou também o pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A pergunta que não quer calar: teria alguma ave do Planalto soprado no ouvido do governo ou do próprio ex-ministro os sinais da tempestade que estava a caminho?

Boechat tem razão: “Esse Mangabeira é uma peça”…

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

jul
07

Postado em 07-07-2009 12:33

Arquivado em ( Entrevistas, Newsletter) por vitor em 07-07-2009 12:33

Protógenes: bons fluidos do 2 de Julho na Bahia
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Na edição desta terça-feira,7/7 do jornal A TARDE, a repórter da editoria de Polítida, Patrícia França, assina texto em que assinala a vibração, ontem, do delegado baiano da Polícia Federal, Protógenes Queiróz, com a decisão do Procurador da República Rodrigo de Grandis de apresentar denúncia-crime contra o banqueiro(também baiano) Daniel Dantas e mais 13 pessoas. Protógenes conduziu a Operação Satiagraha, da PF, que levou por duas vezes à prisão o controlador do Grupo Oportunity.

“Foi a confirmação do trabalho que fiz na primeira fase, quando detectei crime de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisa e formação de quadrilha”, declarou a A TARDE o delegado, ao explicar o principal motivo de seu contentamento pessoal e profissional. Tem um motivo a mais: amanhã, quarta-feira, 8, faz exatamente um ano que a Satiagraha foi deflagrada.

Na entrevista à reporter política de A TARDE, Protógenes definiu a denúncia como uma grande vitória para o País. “Não só do ponto de vista legal, mas uma sinalização clara de que no Brasil não há mais espaço para corruptos nem corruptores”. Acrescentou que se sentia especialmente feliz pelo fato de o Ministério Público Federal (MPF) ter endossado o seu pedido de abertura de mais três inquéritos, destinados a investigar outras pessoas, entre os quais o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos.

A TARDE revela ainda que o delegado chegou a pedir a prisão e o indiciamento de Luiz Eduardo Greenhalgh. Quanto a Mangabeira Unger, diz que serviu ao “esquema criminoso” de Dantas, via elaboração do acordo “Guarda-Chuva”, que, em 1992, previa o uso do dinheiro de fundos de pensão para disputar a exploração de recursos naturais no subsolo brasileiro.

A vinculação da Operação Satiagraha com o esquema do mensalão, comprovada pelo procurador de Grandis, também não surpreendeu o delegado Protógenes Queiroz. Na investigação conduzida por ele, segundo relatou, havia suspeitas de que os negócios de Daniel Dantas estavam associados ao mensalão.

(Postado por: Vitor Hugo Soares)

LEIA ÍNTEGRA DA REPORTAGEM SOBRE O DELEGADO PROTÓGENES NO JORNAL A TARDE.

jul
06

Postado em 06-07-2009 23:09

Arquivado em ( Artigos, Claudio) por vitor em 06-07-2009 23:09

Lobo Antunes: feijoadas de Ubaldo
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O repórter Claudio Leal passou o fim de semana no Rio de Janeiro recolhendo pérolas entre os participantes (escritores e público) da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Generoso, como sempre, o jornalista baiano oferece algumas preciosidades aos leitores do Bahia em Pauta, a exemplo das recordações do escritor português, Antonio Lobo Antunes, das feijoadas que o baiano João Ubaldo preparava na cozinha, com pés descalços, nas frias madrugadas de Lisboa. Confira.

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Claudio Leal

PARATY-RJ – Na mesa mais elogiada da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), sábado (4/7), o escritor português António Lobo Antunes contou ao jornalista Humberto Werneck sua amizade com os baianos Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro, depois de confessar admiração pelo poeta e cronista mineiro Paulo Mendes Campos.

Lobo Antunes guarda o sabor de uma temporada gastronômica “portuguesa” de Ubaldo. Quando residia em Portugal, o autor de “Sargento Getúlio” chamava o amigo para pernoitar uma feijoada. “Ele fazia a feijoada às duas horas da manhã, de chinelo, no inverno, como se estivesse no verão da Bahia…”. O prato era servido às 4h.

***

O romancista português, que lançou recentemente “O Meu Nome é Legião”, lembrou outra boutade ubaldiana. João Ubaldo não escrevia nenhuma obra, em Portugal, mas respondeu à cobrança de um jornalista: “Tenho escrito, sim. Meu pseudônimo é António Lobo Antunes”.

***

“Era um homem maior que sua obra”: Jorge Amado, “um homem sem inveja”, pelos olhos de Lobo Antunes, o que tanto soa como um elogio quanto um drible em avaliações críticas sobre os romances do baiano que o consideva um “filhote”.

“Por que você vive me beijando, Jorge?”.

“Porque gosto de lamber os meus filhotes…”

***
No sábado, o craque do jornalismo Gay Talese autografou seus livros, lançados no Brasil pela Cia. das Letras, no espaço dos autores da Flip. Por fora da festa, uma mulher puxava a filha pelo braço. “Mãe, quem é?”. Depois de olhar o alinhado Talese, metido num impecável terno de filho de alfaite, a mãe deu o parecer: “Ah! É o (Ariano) Suassuna…”

jul
06

Postado em 06-07-2009 17:58

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-07-2009 17:58

Protogenes no 2 de Julho, em Salvador
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Deu no Blog:
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O jornalista Paulo Henrique Amorim acaba de postar em seu blog Conversa Afiada, uma nota na qual registra o estado de espírito do delegado Protógenes Queiroz, mais que feliz com a denúncia de hoje do procurador Rodrigo De Grandis contra o banqueiro Daniel Dantas, cabeça do grupo Oportunity, e mais 13 pessoas, a dois dias de completar um ano da emblemática Operação Satiagraha,da Polícia Federal, que Protógenes comandou.

Depois da consagração que teve em Salvador, semana passada, ao participar pela primeira vez em sua terra natal do desfile cívico do 2 de Julho, data magna da Bahia, nada poderia ter deixado Protógenes mais contente e gratificado.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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A seguir a nota de Paulo Henrique no Conversa Afiada:

“Protógenes queria ir para cima da BrOi, mas a PF, não

Para confirmar as suspeitas do juiz Mazloum, Paulo Henrique Amorim, obedientemente, confessa que cometeu o crime hediondo de ligar para o ínclito delegado Protógenes Queiroz.

Protógenes lembra que estamos a dois dias de se celebrar um ano da Operação Satiagraha, que prendeu Daniel Dantas duas vezes.

Essa denúncia de hoje, segundo Protógenes, fecha o cerco a uma quadrilha que assaltou o Estado.

No Brasil de hoje, diz Protógenes, não há mais espaço para corruptos nem corruptores.

Protógenes se considera realizado profissionalmente porque a denúncia do procurador Rodrigo De Grandis é a confirmação da qualidade do trabalho que ele fez durante quatro anos.

Protógenes está especialmente feliz com a decisão de De Grandis de confirmar o pedido que Protógenes fez, um ano atrás, para que se instaurasse uma investigação específica do processo de fusão das teles Brasil Telecom e Oi, a BrOi.

Segundo Protógenes, essa fusão é uma fraude desde o início.

Houve, segundo Protógenes, pagamento de valores sem a correspondente entrada na contabilidade, o que indica a utilização de caixa dois e/ou lavagem de dinheiro sujo.

Protógenes explica que na investigação que levou à Operação Satiagraha, ele apreendeu documentos, ouviu conversas telefônicas, leu e-mails que consubstanciam a fraude.

O entusiasmo de Protógenes se deve à diligência e à dedicação ao serviço público do procurador De Grandis, que fez o que a Polícia Federal deveria ter feito um ano atrás: abrir imediatamente uma investigação específica para estudar a patranha da BrOi.

Ou seja, segundo Protógenes, se o Ministério Público não investiga a BrOi, a Polícia Federal não investigaria.

Ou seja – essa é uma opinião de Paulo Henrique Amorim e não de Protógenes Queiroz -, a Polícia Federal do ministro da Justiça Tarso Genro e de um delegado acusado de ser torturador não queriam entrar no Palácio do Planalto.

Agora, com as lentes de observação de um servidor público da qualidade de Rodrigo De Grandis, a Polícia Federal vai ter que enfiar o dedo no câncer”.

Paulo Henrique Amorim

CONVERSA AFIADA: (http://www.paulohenriqueamorim.com.br)

jul
06

Postado em 06-07-2009 14:39

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-07-2009 14:39

Daniel Dantas: o pavio da bomba
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Bomba! Bomba!, diria o colunista Ibrahim Sued, se vivo estivesse.
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Assinada pelo repórter Bob Fernandes como parte da explosiva série jornalística “Os intestinos do Brasil” (Tomo II), a revista virtual Terra Magazine acaba de postar texto de seu editor-chefe com a notícia em primeira mão sobre o explosivo conteúdo da denúncia com 80 páginas, encaminhada na sexta-feira, 3, à 6ª Vara Criminal Federal. O conteúdo da denuncia, nascida da emblemártica Operação Satiagraha, executada há um ano pela Polícia Federal sob a coordenação do delegado Protógenes Queiroz, vai fundo nas atividades criminosas do Grupo Oportunity (dirigido pelo banqueiro baiano Baniel Dantas).

Quem fez e assina a denúncia -escreve Bob- é o Procurador da República Rodrigo de Grandis. Por um conjunto de 7 fatos criminosos (variando quem está incurso nestes ou naqueles crimes) o Procurador denuncia 13 pessoas. Entre os denunciados, os dirigentes do Opportunity (o banco ou algum dos múltiplos braços do Grupo) Daniel Dantas, sua irmã, Verônica Dantas e Dório Ferman, assim como Itamar Benigno Filho (ex- Brasil Telecom), Roberto Amaral (ex-Andrade Gutierrez), Maria Amália de Melo Coutrim, do jurídico do Opportunity e Humberto Braz, ex-diretor da Brasil Telecom à época controlada pelo Opportunity. Entre várias imputações Braz foi acusado há um ano, e condenado peli juiz de Sanctis, como pivô no caso da tentativa de corrupção do delegado da PF Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira durante a Satiagraha.

MENSALÃO – Em seu arrazoado, Rodrigo de Grandis, de acordo com o texto da matéria principal publicada por TM, apresenta situações novas e até aqui desconhecidas em relação ao jogo pesado de Dantas e seus agregados, entre eles colunistas tidos como peso-pesados do jornalismo brasileiro. O documento de de Grandis revela, por exemplo, que Daniel Dantas e seu grupo alimentaram o chamado “mensalão” através de pelo menos 6 contratos de publicidade da Brasil Telecom com as agências DNA Propaganda e SMP-B de Marcos Valério; este, aquele publicitário mineiro celebrizado durante o chamado “caso Mensalão”. Sem vinculação com licitação formal alguma, Marcos Valério recebeu pelo menos 3 milhões trezentos e setenta e seis mil reais, descreve o Ministério Público Federal.

Especificamente, informa Bob Fernandes no texto publicado no Terra Magazine, Daniel Dantas é denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira, evasão de divisas e formação de quadrilha e organização criminosa.

Segundo o texto do Procurador encaminhado à Justiça Federal, Daniel, a irmã, Verônica, e o presidente do Banco Opportunity ( o Banco apenas uma peça, importante, na engrenagem do Grupo) constituíram “um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos”.

Além da denúncia enviada à 6ª Vara Federal, Rodrigo De Grandis mandou também observações à parte. Nelas, reforça que o texto agora encaminhado não encerra as investigações da Satiagraha e, pelo contrário, o Procurador solicita a abertura de outros três novos inquéritos.

Jornalismo de primeira do Terra Magazine, do jornalista de primeira, Bob Fernandes.

Confira

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

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LEIA O CONTEÚDO INTEGRAL DA SÉRIE “OS INTESTINOS DO BRASIL (TOMO II)” , NA REVISTA VIRTUAL TERRA MAGAZINE ( http://terramagazine.terra.com.br)

jul
06

Postado em 06-07-2009 13:20

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-07-2009 13:20

Estranho, muito estranho, este caso da invasão de duas salas onde funcionam serviços da Câmara de Vereadores de Salvador, no final de semana passado, fatos confirmados apenas na manhã desta segunda-feira (6). De acordo com o presidente da Casa, vereador Alan Sanches (PMDB), foram invadidas duas salas que servem ao Poder Legislativo. Uma delas fica no 7º andar Edifício Martins Catarino, Rua Chile, onde está instalado o setor de Informática, de onde os invasores teriam levado computadores e materiais de escritório. A outra, serve ao setor de Recursos Humanos e funciona no 2º andar do Edifício Sulamérica, na Avenida Sete de Setembro.

Um dado a merecer reflexão especial, tanto das autoridades policiais que investigam o caso, quanto da população. Segundo as primeiras informações, a sala no Sulamérica não apresenta nenhum sinal aparente de arrombamento. Mas de lá teriam sido roubados importantes documentos sobre servidores, prestadores de serviços e outros contratos. Nitroglicerina pura, já se vê.

Daí a suspeita levantada pelo presidente da Casa, de crime premeditado, com finalidade ainda desconhecida, uma vez que os documentos “não têm valor de mercado”, na avaliação puramente econômica de Sanches.

“Pelo visto, eles sabiam o que queriam”, observa o presidente da Câmara. Mesmo assim, Sanches prefere desde logo tirar do rol de suspeitos os funcionários da Casa, argumentando que os dois locais também abrigam escritórios de várias empresas e milhares de pessoas circulam por lá todos os dias.

Falta agora a polícia falar, principalmente a partir da ação para chegar aos autores destes crimes sem “valor de mercado”, segundo assinala o presidente da Câmara, mas com enorme potencial explosivo em termos de chantagem política.

A conferir.

(Postado por:Vitor Hugo Soares)

jul
06

Postado em 06-07-2009 11:42

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-07-2009 11:42

Vitor Athayde: assassinato ainda inpune
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No dia 10 de julho de 2009, portanto esta semana, completa três anos do sequestro seguido de assassinato , em Salvador, do economista Vitor Athayde Couto Filho, de 35, que não mais seria encontrado com vida depois daquela data em que foi levado de casa por seus sequestradores. Uma semana depois, a polícia localizou por volta de 4h30m de uma quarta-feira, na Estrada Velha do Aeroporto, o corpo do jovem e brilhante professor da UFBA, consulto da FAO – braço da ONU para assuntos de alimentação no mundo.

Vitor Athayde, que nesta terça-feira (7 de julho) faria 38 anos, havia sido seqüestrado em sua residência, no Condomínio Vilas do Atlântico, quando se preparava para viajar, como representante da FAO, para a cidade de Juazeiro, no Vale do São Francisco, onde seria conferencista de um encontro sobre agricultura familiar e alimentação. O site-blog Bahia em Pauta produz breve memória do caso, nesta segunda-feira (6), em que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se reúne com os membros do Tribunal de Justiça da Bahia , em Salvador, por considerar este um caso emblemático a merecer atenção de juizes e cidadãos sobre o país e suas instituições.

O pesquisador da UFBA foi assassinado a pedras pelo cantor de arrocha José Raimundo Cerqueira da Paixão, 25 anos, conhecido como José Abelha. Para consumar o crime, Abelha contou com a ajuda de seu sobrinho Juracy Oliveira dos Santos, 23, do amigo Carlos Alberto dos Santos, 24, e outro membro da quadrilha chamado Valdir. José Raimundo chegou a efetuar um saque de R$ 2,4 mil com o cartão bancário de Vitor. Para confundir mais a polícia, o carro do economista foi incendiado em um terreno baldio próximo ao conjunto habitacional do CAJI, no município de Lauro de Freitas.

O assassino e seus comparsas foram todos detidos. Juracy e Carlos Alberto confessaram que receberam R$ 2 mil de Abelha, que trabalhava como pedreiro na casa do economista. Abelha foi preso pela polícia na cidade de Conceição de Feira e os outros dois envolvidos, em Salvador. Três anos depois do crime que chocou os baianos, nenhum dos envolvidos foi julgado, nem mesmo Abelha, que aproveita-se da impunidade a aposta na falta de memória da população, da cumplicidade do criminoso com “poderosos” e da lentidão da justiça baiana (como da brasileira em geral) para tentar trocar a condição de autor de crime bárbaro e hediondo para a de vítima.

Eis um episódio exemplar para o ministro presidente do Supremo, Gilmar Mendes, analisar com os magistrados baianos nesta segunda-feira em que ele visita a Bahia.Este site-blog publica,também, logo abaixo, artigo da socióloga Graça Azevedo, mãe de Vitor Athayde. Libelo pungente que ajuda na reflexão sobre este caso trágico e sobre a situação da Bahia, em particular, e do País em geral.

( Postado por: Vitor Hugo Soares)

jul
06

Postado em 06-07-2009 10:01

Arquivado em ( Artigos, Eventuais, Multimídia) por vitor em 06-07-2009 10:01


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OPINIÃO/IMPUNIDADE

POLITICAMENTE INCORRETA

Graça Azevedo

Que me perdoem os amigos dos anos 67-70 se este desabafo parecer politicamente incorreto. É que não suporto mais ver os poderosos infringindo as leis e acobertando-se sob o manto do politicamente correto.

É muito fácil para os que estão no poder repetirem a frase: são excluídos sociais, não tiveram a oportunidade de se tornarem pessoas melhores. E em nome destes excluídos fazerem leis que beneficiam aos maiores infratores deste País.

São pessoas que se beneficiaram no tempo da ditadura e que, por si ou por seus descendentes, continuam representando o que a elite brasileira tem de pior. E pensar que eu, como muitos da minha geração, lutamos, de formas diversas, para mudar o “status quo”… Eles continuam!

Que privação passaram os senadores e deputados deste Brasil? Todos pertencem a uma classe privilegiada, inclusive de trabalhadores. É através do discurso do politicamente correto que se negam a fazer as leis punitivas tão necessárias à moralização deste País.

Enquanto estes legisladores estiverem no poder, nenhuma lei permitirá a tranqüilidade que almejamos. Eles jamais criarão algo capaz de uma autopunição. E ainda fazem o discurso bonito contra a miséria. Que fique claro que, como socióloga, vi e estudei os fatos sociais que definem a exclusão social do Brasil. O que não aceito é que, usando a miséria social, os verdadeiros construtores desta realidade, miseráveis morais, se protejam da punição que lhes seria imposta.

Os ditos “representantes do povo” , com raras e honrosas exceções, possuem em seus gabinetes funcionários que buscam consultas e internamentos para a população excluída e com este ato “generoso” conseguem a fidelidade de eleitores pelo seu favor. Por isso nunca um projeto de saúde eficiente será efetivamente montado para atender a todos. Isso ocorre em todos os segmentos: estradas, poços, caminhões de água na seca… Tudo tem que ter o carimbo de quem conseguiu, como se isso não fosse sua obrigação. Aos pobres eleitores parecerá sempre um favor, um presente.

Vejo em todas as esferas do Poder um esquema de autoproteção. Começa no Legislativo que, em tese, deveria fazer leis que beneficiassem toda a população e não o fazem, passa pelo Executivo que não as cumpre e termina no Judiciário que absolve a todos.

Quando vejo a sucessão de escândalos que abala o País me vejo sem saber a quem recorrer.

Perdi há três anos um filho assassinado. Até hoje os criminosos não foram julgados e ainda possuem protetores “importantes”. Eu me pergunto se, diante de toda a impunidade que campeia neste país, os meliantes não se sentirão com direito às benesses que uma corja instalada no Poder reivindica em seu próprio favor.

E é em nome das mães das vítimas, já que as mães dos infratores recebem toda a ajuda dos poderes constituídos e paralelos, que suplico aos que, como eu, se revoltam com o atual estado das coisas, que se rebelem contra os ditos “direitos humanos” e exijam uma sociedade que comporte os Humanos Direitos.

Maria das Graças Azevedo é socióloga e servidora pública, mãe do economista e ex-consultor da ONU para políticas de agricultura familiar e alimentação, Vitor Athayde Couto Filho, assassinado em Salvador em 2006.

jul
05

Postado em 05-07-2009 21:33

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 05-07-2009 21:33

Balas no domingo em Tegucigalpa
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Bombas de gás lacrimogêneo atiradas por soldados hondurenhos contra manifestantes que esperavam o regresso do presidente deposto, Manuel Zelaya  no aeroporto de Tegucigalpa, geraram grandes tumultos na capital de Honduras: Segundo a Agência EFE divulgou por volta das 20h deste domingo (5) os confrontos provocaram dois mortos e dois feridos entre os manifestantes, de acordo com informações da polícia. O avião que transporta Zelaya sobrevoou o aeroporto, mas os militares bloqueiam a pista, impedindo uma aterrisagem com segurança, o que forçou o avião que conduz Zelaya ser desviado para Managua (Nicarágua) 

Em declarações à televisão de Caracas de dentro do avião venezuelano em que viaja, o chefe de Estado deposto e expulso pelos militares há uma semana admitiu que não deverá conseguir aterrar e disse que voltaria a tentar “amanhã, ou depois de amanhã”.

Já a bordo do aparelho em que embarcou em Washington, Zelaya invocara a condição de “comandante geral” das Forças Armadas para ordenar aos militares a abertura do aeroporto para a aterragem. Mas o novo poder mostrou-se intransigente. “Ordenei que não seja autorizado a entrar, aconteça o que acontecer”, declarou Enrique Ortez, ministro dos Negócios Estrangeiros do governo interino de Roberto Micheletti.

Mais cedo, segundo a EFE, a polícia hondurenha tinha cortado os acessos ao aeroporto Toncontín, onde se concentravam dezenas de milhares de seguidores de Zelaya, Presidente desde 2006. O aeroporto estava ocupado por um forte dispositivo militar. No sábado, Michelleti dissera que Zelaya seria preso “mal ponha um pé nas Honduras”.

Nos últimos dias, a tensão cresceu e houve manifestações a favor e contra o regresso do chefe de Estado deposto, acusado de tentar organizar um referendo que lhe permitisse concorrer a um segundo mandato, uma iniciativa que o Supremo Tribunal, uma parte da classe política e os militares consideraram ilegal. No sábado, a Igreja, que manifestou o seu apoio ao Governo de Micheletti, considerou que um regresso “poderia provocar um banho de sangue”.

A agência europeia de notícia informa ainda, que pois de diversos presidentes latino-americanos terem manifestado a intenção de acompanhar Zelaya no regresso, e de o próprio ter dito que chegaria à capital com “vários presidentes e membros da comunidade internacional”, a viagem acabou por ser feita apenas na companhia do presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, Miguel D’Escoto. “Decidimos que seria o mais prudente”, justificou o Presidente do Equador, Rafael Correa, que manifestou receio de que os militares reprimissem os aliados de Zelaya.

Seguem os choques na ruas de Tegucigalpa e a incerteza em relação ao futuro político em Honduras com o acirramento do golpe.

(Vitor Hugo Soares, com Agência EFE e ediução on-line do jornal Diário de Notícias, de Lisboa).

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