out
06

Postado em 06-10-2009 23:36

Arquivado em ( Artigos, Laura) por vitor em 06-10-2009 23:36

France Telecom: “suicídios assustam”
suicidios
=================================================
ARTIGO / PRESSÕES

Por trás dos suicídios na France Telecom

Laura Tonhá

Notícias de suicídio sempre assustam, estamos pouco preparados para lidar com a desistência diante da vida. A nossa cultura: ocidental, global, midática, séc. XXI reza que a vida é “maravilhosa” e que só não é feliz, lindo e rico quem não quer. Difícil entender porque num mundo tão “maravilhoso”, o suicídio seja uma opção cada vez mais freqüente.

A onda de suicídios na France Telecom talvez não tenha tido a cobertura na imprensa mundial que o fato merecia, ou uma análise mais profunda que explicasse o que leva 24 funcionários de uma empresa a se suicidarem num período de 1 ano e meio.

A morte mais recente aconteceu no último dia 28, um funcionário atirou-se de um viaduto, depois de escrever uma carta denunciando o clima profissional vivido no seio da gigante das telecomunicações francesa.

De acordo com a AFP, rede de notícias da França, o empregado trabalhava numa central de chamadas da France Telecom em Annecy, nos Alpes. Casado e pai de dois filhos, o homem de 51 anos deixou dentro do carro uma carta dirigida à sua mulher, “evocando o sofrimento vivido no contexto profissional”. A mulher do suicida explicou aos investigadores que “o seu marido se encontrava muito depressivo há vários meses”.

Os sindicatos informaram que o funcionário tinha sido transferido recentemente para uma central telefônica onde as condições de trabalho são péssimas.

“É aterrorizante. Ele trabalhava numa secção conhecida há muito tempo por ser insuportável, havia uma verdadeira indiferença, nenhum calor humano, não se falava senão de números, os empregados eram carne para canhão”, palavras de Patrice Diochet, do sindicato CFTC.

Conforme notícias da AFP, também no mês de setembro, um técnico de 48 anos da cidade de Troyes esfaqueou a si próprio durante uma reunião, após ouvir que teria que mudar de função; e uma mulher de 32 anos cometeu suicídio em um dos escritórios do grupo em Paris, a funcionária pulou da janela do quarto andar de um prédio após uma reunião.

Os sindicatos afirmam que todo esse desespero é causado pela reestruturação crônica da France Telecom e por pressões no ambiente de trabalho.

O Blog de Luiz Nassif explica que a empresa francesa implantou uma política de “mobilidade sistemática” de seus “cadres” ( quadros técnicos e administrativos com cargos de chefia intermediária). Por essa política, a cada 3 anos esses funcionários são transferidos de local de trabalho. Além disso, estabeleceu metas individuais de produtividade que geram uma concorrência insuportável entre colegas de trabalho, metas, aliás, consideradas por trabalhadores e sindicalistas geralmente impossíveis de serem atingidas com os meios materiais disponíveis.

A editora de Época Negócios, Alexa Salomão, escreveu em sua coluna: “A France Telecom não é “uma qualquer”. Foi uma estatal poderosa, privatizada no final dos anos 90. O Estado detém 26% do capital, o que ainda faz dela um patrimônio francês. Seu lucro, no ano passado, superou os quatro bilhões de euros. Mais de 100 mil pessoas trabalham na empresa. Por tudo isso, o que está ocorrendo lá – e da forma como está ocorrendo – ultrapassa a fronteira do surreal”.

Surreal em qualquer lugar, mais surreal na França, mundialmente conhecida por trabalhadores engajados em seus direitos; local onde práticas como o “boss-napping” (sequestro de executivos de empresas, que vão demitir pessoas, para negociação de melhores condições para os trabalhadores) recebem apoio da população.

Paulo Nogueira, editor do blog Diário do Mundo, em reportagem sobre a França, ressalta que o francês tem uma relação com o trabalho bem diferente do que se vê nos Estados Unidos, e consequentemente no Brasil. A vida fora do escritório faz parte da cultura dos franceses, os americanos vêem isso com a mesma desconfiança misturada com desprezo com que os franceses vêem a cultura workaholic e consumista entranhada nos Estados Unidos.

De acordo com Nogueira, um executivo que trabalhou na França escreveu há pouco um artigo revelador para o New York Times em que relata sua dificuldade:  “Meus superiores me avisaram para evitar a palavra changement (mudança) nas conversas com minha equipe; “evolução” seria mais palatável. Mudança está associada a idéias e conceitos importados, coisa que é difícil de engolir para os franceses”.

Talvez isto explique um pouco porque 24 trabalhadores franceses preferiram a morte a seguir o padrão “workaholic”, para não dizer selvagem, que grandes empresas adotam para concorrer num mercado global.

Lembro-me de uma conversa recente com um amigo psicólogo em que ele dizia que a psicologia nas organizações é uma farsa. Nas palavras dele, ainda que psicólogos organizacionais estejam “na moda” e ganhem muito dinheiro com pesquisas de clima e cultura organizacional, entre outras técnicas de análise das relações humanas corporativas, no final das contas, o que prevalece nas empresas privadas é o lucro. E por ele vale tudo.

Depois das 24 mortes o presidente da France Telecom, que não divulgou seus próprios dados sobre os suicídios, anunciou um congelamento temporário das transferências e mudanças de funções de funcionários até o final de outubro. E foi só. O salve-se quem puder está legalizado.

Laura Tonhá, publicitária baiana, é uma das criadoras do Bahia em Pauta.

out
06

Postado em 06-10-2009 23:06

Arquivado em ( Artigos, Laura, Multimídia) por Laura em 06-10-2009 23:06

Continua “bombando” na web a entrevista, do mês passado, no Jô Soares, da consultora sensual Suzana Leal. Vale a pena assistir é uma aula de bom-humor e sabedoria diante dos revezes da vida. Suzana perdeu o marido para uma grande amiga e deu a volta por cima; também montou seu próprio negócio, depois de algum tempo longe do mercado de trabalho, e hoje é uma empresária de sucesso.  

A primeira parte da entrevista segue abaixo. Para assistir a continuação basta clicar ao lado. Parte 2  Parte 3 Parte 4  Boas risadas.

Por Laura Tonhá

out
06

Postado em 06-10-2009 22:57

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-10-2009 22:57

France Telecom: suicidios em série
Ftelecom

======================================
Deu no La Nacion ( de Madri)

Louis-Pierre Wenes, diretor adjunto de France Télécom e considerado pelos sindicatos franceses o principal responsável pela escalada de suicídios que mina a empresa , apresentou segunda-feira, 5, seu pedido de demissão. O diretor da companhia, Didier Lombard, aceitou o pedido sem impor nenhum reparo.

Depois, os empregados da operadora telefônica receberam uma mensagem de correio eletrônico na qual seu já ex-chefe os informava da razões de sua partida: “Nada justifica que um homem ou uma mulher ponha fim a seus dias. Não posso aceitar. Nem agora nem nunca”.

Há alguns dias, Wenes se queixava , algo depreciativo, no semanário Le Nouvel Observateur, de que “uma pequena parte dos empregados não consegue mudar de cultura e passar do prefixo telefônico da província, usado a décadas, para o moderno sistema Livebox (marca de router)”.

Semana passada, a ministra de Economía, Christine Lagarde, se reuniu com o responsável máximo da empresa para exigir medidas contra a onda de suicídios. Nos últimos 18 meses, se suicidaram 24 empregados, alguns nas mesmas dependências de trabalho, por não resistirem às pressões. O substituto de Wenes será Stéphane Richard, membro do gabinete da ministra de Economía e próximo do presidente Nicolas Sarkozy.

(Texto traduzido do La Nacion por Vitor Hugo Soares. Mais acima neste blog mais detalhes e uma análise deste caso dos suicídios na França, produzido por Laura Tonhá , do Bahia em Pauta)

out
06

Postado em 06-10-2009 21:56

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-10-2009 21:56

Lyz (com Michael): “antes dos jornais”/ Arquivo
Lyz
===============================================
Deu no Twitter

A atriz Elizabeth Taylor, uma das últimas lendas vivas de Hollywood, anunciou nesta terça-feira, 6, no seu Twitter, que vai ser hospitalizada para uma operação no coração.

“Meus queridos amigos, quero anunciar-vos, antes que isto apareça nos jornais, que vou dar entrada no hospital para uma operação no coração”, escreve a atriz de 77 anos.

Elizabeth Taylor adiantou que não se trata de uma operação de coração aberto, mas para lhe ser colocado um aparelho destinado a compensar uma insuficiência cardíaca.

A saúde de Elizabeth Taylor foi alvo de inúmeras especulações nos últimos anos. A atriz detentora de dois Óscar da Academia de Cinema de Hollywood foi operada de um tumor no cérebro em 1997 e teve de desmentir, em 2006, sofrer de Alzheimer.

Apareceu em público no princípio de setembro, no funeral de Michael Jackson, que foi um dos seus grandes amigos.

out
06

Postado em 06-10-2009 18:25

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 06-10-2009 18:25


=================================================
Maria Olívia

A Escola de Samba Unidos da Vila Isabel já tem samba enredo para o carnaval de 2010. A composição que vai embalar o enredo sobre os 100 anos de Noel Rosa é de Martinho da Vila. A finalíssima para escolha do samba acabou na alta madrugada de domingo, dia 4, com a quadra da escola lotada, recebeu um público de mais de seis mil pessoas. Desde o início da disputa, em agosto, o sambista, também de Vila Isabel, já era favorito.
Noel a Presença do Poeta da Vila é o título do enredo da Escola de Samba Unidos da Vila Isabel para o carnaval de 2010, ano do centenário do autor de Feitiço da Vila, Apito da fábrica de tecidos, Com que roupa, entre tantas outras perolas da musica popular brasileira. Alex de Souza, Alex Varela e Martinho da Vila são os autores.

( Maria Olivia é jornaista )

out
06

Postado em 06-10-2009 14:18

Arquivado em ( Artigos, Eventuais) por vitor em 06-10-2009 14:18

Deu em Terra Magazine

A revista digital Terra Magazine publicou sábado passado, 3, artigo do jornalista Francisco Viana, sobre os 40 anos anos do surgimento do jornal Tribuna da Bahia, evento marcante que se celebra neste mês de Outubro, e o impacto da forma e conteúdo do jornal pensado e conduzido em seus primeiros anos por Quintino de Carvalho.

Bahia em Pauta reproduz a seguir o texto de Viana, que fala também do jornalismo que então se praticava na Bahia .Confira. (Vitor Hugo Soares)

=====================================================
Chico Viana: atento às mudanças/img. TM
chico
==================================================

OPINIÃO/ JORNAIS

UMA ÉPOCA DE OURO

Francisco Viana (De São Paulo)

Hoje, vou dedicar a coluna à Tribuna da Bahia que está fazendo 40 anos. Faço-o porque seminal para toda uma geração de jornalistas, uma época fundadora. Quando a Tribuna da Bahia começou a circular – as imagens daquele tempo desfilam na memória como um filão encantado – eu trabalhava em A TARDE. Foi uma revolução. Na redação, não se falava de outra coisa que não fosse o novo concorrente. O que fazer?

A Tribuna era aguerrida. Sua redação criativa e muito jovem. Cultivava a magia da palavra, o veneno da palavra, a força do fato, explorava as contradições do fato. A TARDE era o contrário: uma redação de profissionais da antiga que começava, timidamente, a se oxigenar com a chegada dos alguns poucos repórteres recém-formados. Vivia de fama, da reputação modelada nos tempos do Dr. Simões Filho, o liberal conservador que fundou o jornal. Seus olhos, nada ingênuos, fixavam-se em duas instituições basilares: a Igreja e as Forças Armadas. Mas equilibrava-se ao centro e seus movimentos gravitavam no rumo do liberalismo clássico. Seu redator-chefe, o venerando Jorge Calmon era um esteio contra o obscurantismo do regime. Anticomunista, orgulhava-se de proteger os jornalistas de esquerda ou contrários ao regime. Enfim, um jornalista honrado que acreditava genuinamente no modelo liberal de fazer jornal.

A TARDE estava acomodada no tempo-espaço da história passada. Sua diagramação lembrava os jornais dos anos 30: pesada, sem vida, produto de uma cultura burocrática, onde a rotina era encher as páginas, não a arte de torná-las atraente para o leitor. Enquanto a primeira página da Tribuna tratava as noticias como um filme de arte, A TARDE lembrava um filme do cinema mudo, com imagens que nada falavam e textos eternamente privados de voz. Mas A TARDE reagiu. E reagiu com vigor. Passou a buscar criatividade, trabalhar melhor os fatos, pensar mais a cidade, dar mais atenção às reportagens. Onde foi encontrar tanta energia? Na sua história, na sua fundação, nas campanhas em defesa da Bahia e dos baianos que tanto se orgulhava. Corria a lenda que o baiano preferia deixar de comer o pão a deixar de comprar A TARDE. Foi esse mito de fundação, digamos assim, que nutriu o jornal de entusiasmo, de uma apaixonante vontade de fazer.

Entre os que comandaram a ofensiva, três nomes se destacaram, à época – José Curvello, Fernando Rocha e Brito Cunha. Revezavam-se na chefia de reportagem. Experientes, tiveram inestimável valor educativo. Lideravam. E havia também alguns jovens vindos da Faculdade de Jornalismo da UFBA, entre eles Vitor Hugo Soares (colunista de Terra Magazine), Agostinho Muniz e Suzana Serravalle, esta uma das raras mulheres repórteres, inspirava a redação com uma glamorosa combinação de beleza, elegância e inteligência.

A turma da faculdade sabia escrever. Tinha visão quanto ao jornalismo moderno que começava a ser entronizado no dia a dia da cidade. Levou para a redação uma maior profundidade na compreensão da realidade, sobretudo a realidade política. Na “guerra” com a Tribuna – sim, era uma autêntica guerra – A TARDE tinha um trunfo e soube aproveitá-lo. Era matutino. Fechava às 10 da manhã. Como a Tribuna era vespertina, muitas vezes tirava partido do tempo para dar furos. Lembro de um acidente de avião em que morreram vários oficiais da casa militar do Governo. Os corpos chegaram a Salvador depois da meia noite. A Tribuna mobilizou seus melhores repórteres, entre eles Sérgio Mattos, mas A TARDE saiu na frente.

Era assim. Uma vitalidade prática. Uma mistura de criatividade e ação. A concorrência era pedagógica. Aprendi muito na redação de A TARDE – a velha e a nova guarda. Era uma redação unida, solidária. Aprendi principalmente com Vitor Hugo, de gestos calmos, mas de inabalável firmeza de atitudes. Creio, foi graças a ele que comecei a ler e estudar Marx e, também, a pensar o Brasil pela ótica do antigo ceticismo grego, sempre determinado a demolir verdades e buscar a compreensão da totalidade e das contradições dos fatos. Mais tarde, já em O Globo, no Rio de Janeiro fui compreender que o jornalismo é mais ou menos como a dialética marxiana: uma aproximação dos fatos por ondas sucessivas, mas sempre atenta aos dados da realidade. É o que se chama da análise concreta da realidade concreta. Marx desenvolveu seu método a partir de Hegel, mas foi o jornalismo que o ensinou a valorizar os fatos. E o que fez dele um grande jornalista. Quem lê o 18 Brumário de Napoleão Bonaparte se surpreende com o absoluto rigor na tratamento dos fatos. Ou seja, a análise da realidade histórica é feita a partir do real.

Voltando à redação de A TARDE. Eu estava com 18 anos. Ainda não tinha cursado a Faculdade. Ficava encantado com o modo da Tribuna escrever, com a edição do jornal, com a vitalidade da reportagem. E vivia na redação. Chegava as 7 da manhã, saia às vezes às 10 da noite. A redação ficava na Praça Castro Alves. Ainda ouço a algaravia das cansadas máquinas de escrever, ainda vejo a luz fosforescente a iluminar as arcaicas mesas de madeira um tanto carcomida e posso ouvir os gritos de Curvello pedindo pressa porque o jornal precisava adiantar o fechamento para a manhã seguinte. É uma paisagem não fugitiva, a despeito da passagem do tempo.

Participei ativamente da virada de A TARDE. Suava a camisa. Havia duas publicações me fascinavam, à época. A Tribuna e a revista Realidade. Sabia o nome dos repórteres de memória e, também, das reportagens. Lia também o L’Express e o Le Monde Diplomatique, mas com dificuldade pois ainda dava os primeiros passos no aprendizado do francês. Era uma espécie de coringa. Podia estar fazendo uma reportagem sobre a seca em Irecê ou juazeiro, como um desastre de avião ou um buraco de rua.

Foram anos preciosos. Visto à distância, foi uma época singular. Havia uma ditadura no país, mas a Bahia era uma espécie de éden. Servia de abrigo para os militantes sitiados no Rio de Janeiro e São Paulo. O emprego era fácil, a sociedade acolhedora e, na verdade, tornou-se uma espécie de divã de psicanálise nacional. E havia um dado que não pode ser esquecido: a industrialização, que se afirmava lentamente, gerava riqueza e dava base ao ciclo de renovação que faria da Tribuna um ícone e uma metáfora. Ícone, porque se tornou referência de jornalismo dinâmico e moderno. Metáfora porque simbolizava uma época de ouro que, infelizmente, se exauriu.

A palavra síntese daqueles tempos era concorrência. Saudável e ativa. Não a concorrência pela concorrência, mas a concorrência para fazer o melhor, servir ao leitor. Denunciar o regime nas entrelinhas. Um dado que me marcou até hoje foi o vigor ético da nova geração. Falava-se muito desse tema. Não de uma ética utilitária, mas de uma ética ditada pelo caráter das ações. Os recém-chegados da faculdade viam o jornalismo como uma profissão. Não um passaporte para conseguir empregos públicos. Navegavam no sonho de salários dignos e navegava-se no sonho da independência de opinião.

Os repórteres de A TARDE e da Tribuna, como também o Diário de Noticias e do Jornal da Bahia disputavam palmo a palmo o furo, a reportagem bem escrita, as manchetes. O JB mais à esquerda, mais cioso da sua intelectualidade, mais agressivo. O Diário de Noticias mais para o centro, mais governista, mais suave. Mas com uma redação competente. Fazia-se jornalismo. O bom texto, o bom repórter tinha valor. Respirava-se vontade de ir além das expectativas. Havia uma visão crítica da sociedade. Dava prazer trabalhar. A lógica dominante era da paixão pelo fazer acontecer. Se destacar. Visitar a estação do tempo de 40 anos atrás não é saudosismo, mas, sim, um tributo à memória. Como ensina Hannah Arendt é a memória que garante a eternidade da ação fugaz dos homens. Fico por aqui. Dedico este artigo a todos os companheiros daqueles tempos de guerra (contra a ditadura) e utopia (como vontade transformadora). Foi um privilégio ter participado daqueles dias e noites de recriação do jornalismo.

=================================================
Francisco Viana é jornalista, consultor de empresas e autor do livro Hermes, a divina arte da comunicação. É diretor da Consultoria Hermes Comunicação estratégica e colunista de Terra Magazine (e-mail: viana@hermescomunicacao.com.br )
===================================================

out
06

Postado em 06-10-2009 13:22

Arquivado em ( Multimídia) por vitor em 06-10-2009 13:22

A alegria e a dor entoam, cada uma a seu modo, as notas que compõem a marcha do destino. Aplausos e silêncios, sorrisos e lágrimas, a todo momento, misturam-se, no palco dos instantes de cada um. É a vida, esse festival de contrastes, de paradoxos, de porquês, feitos de sonhos e angústia, de perdas e ganhos. Por ser a vida assim, misteriosa, a cada grito de euforia, um gemido. Esta semana está acabando, assim, entre sons de festa e de saudade. Quem dera que a vida fosse sempre chama!
( As palavras são do jornalista Gilson Nogueira, mandadas em mensagem no fim de semana passado, junto com a voz de Sinatra na música de Tom. Por algum motivo a mensagem ficou perdida por alguns dias em alguma esquina da Internet.Descobertas pelo editor nesta terça-feira , mensagem e música voz dão a nota da canção para começar o dia na Rádio BP. Confira (VHS)

out
06

Postado em 06-10-2009 10:56

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 06-10-2009 10:56

Dilma: “andar com fé”
Dilma
——————————————————————
Deu na coluna:

A jornalista Mônica Bergamo publica em sua coluna na Folha de S. Paulo, edição desta terça-feira,6, a seguinte nota:

====================================================

NÚMEROS

“E Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, que defende a aliança do PMDB com Dilma, tem mostrado para correligionários pesquisa que encomendou sobre o “potencial” dos candidatos à Presidência. Pelos números que ele exibe, a diferença entre Dilma e José Serra (PSDB-SP) cai para sete pontos quando o nome dela é associado ao do presidente Lula e o dele, ao do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). Na pesquisa do Ibope divulgada em setembro, a diferença entre os dois é de 20 pontos, em favor de Serra”.

====================================================

Bahia em Pauta comenta:

A ministra-chefe da Casa Civil, que há bastante tempo não navega pelas águas da Baia de Todos os Santos, desembarca esta-feira, 9, em Salvador com este e outros dados, favoráveis à sua indicação à sucessão do presidente Lula, nas mãos.

Vem para conversar com as tropas petistas e tentar diminuir o fosso que se estabeleceu entre ela e as “bases’ da militância baiana neste largo período de ausência e separação. Antes, porém, passa na colina sagrada da Igreja do Bonfim, para agradecer ao santo de maior devoção dos baianos – Oxalá dos orixas rituais do Candomblé – a cura do câncer linfático a cujo tratamento se submeteu no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Há poucos dias o governador Jaques Wagner fez chegar aos ouvidos mais atentos do Planalto, que o nome de Dilma, ao contrário do que sempre aconteceu com Lula, não
empolga na Bahia.

A conferir.
(Vitor Hugo Soares)

out
05

Postado em 05-10-2009 19:26

Arquivado em ( Multimídia, Newsletter) por vitor em 05-10-2009 19:26


=================================================

Se a ditadura cair mesmo em Honduras, como já se desenha, um garoto de apenas 10 anos de idade tem garantido o seu lugar entre os herois da redemocratização no país da América Central. Desde o final de agosto, quando fez um discurso inflamado e articulado do começo ao fim contra o golpe de Estado em Honduras, o menino Oscar David Montesinos não só virou heroi em Tegucigalpa, como desde então vem ganhando fama mundial, através de um video da manifestação disponível no You Tube.

O garoto joga duro contra o ditador Roberto Micheletti e seus principaisd aliados, incluindo o que Oscar denomina de “mídia golpista” e altas autoridades da hierarquia da igreja católica local.

No ato político em Tegucigalpa, o menino falou cerca de dois minutos, o suficiente para incendiar a massa e se tornar símbolo da resistência no país. O vídeo em que o menino é ovacionado multiplicou-se pelo YouTube e tem até versão legendada em português. São inúmeros os comentários de apoio ao presidente deposto Manuel Zelaya, decorrente do discurso de Montesinos, merecidamente. Confira.

(Postado por Vitor Hugo Soares)

out
05

Postado em 05-10-2009 18:40

Arquivado em ( Newsletter) por vitor em 05-10-2009 18:40

Ditador Micheletti anuncia recuo
Rmicheleti
==================================================

Ditador golpista de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou nesta segunda-feira,5, a revogação do decreto que restringe as liberdades fundamentais no país. “A minha intenção é revogar o decreto, mas caberá ao Conselho de Ministros revogar hoje as restrições às liberdades de reunião e de imprensa”, disse Micheletti numa entrevista difundida por uma cadeia de televisão local.

Resultante de um golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de Junho, o governo de Micheletti assinou em 27 de Setembro um decreto que limita as liberdades de circulação, de reunião e de imprensa, além de autorizar detenções sem mandato judicial.

Dois órgãos comunicação social que se opõem ao golpe de Estado, a Rádio Globo e a Cadeia 36 de televisão, tiveram suas atividades encerradas no dia seguinte.Segundo os analistas da crise hondurenha, a revogação do decreto é uma das condições impostas por Manuel Zelaya, refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, para iniciar um diálogo com o regime de Micheletti.

Em entrevista ao mesmo canal, Micheletti admitiu hoje pela primeira vez o regresso ao poder do presidente Zelaya, sem especificar claramente as condições.O presidente expulso do poder em Honduras em 28 de Junho, através de um golpe de Estado conduzido por Micheletti, propõe uma agenda de três pontos para resolver a crise política no país, que prevê o seu regresso ao poder chefiando um governo de coligação.

Segundo um porta-voz de Zelaya, o primeiro ponto da agenda é a aprovação e assinatura do Acordo de San José, o segundo ponto é introduzir alterações ao texto proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e o terceiro que a implementação seja supervisionad por observadores nacionais e internacionais.

Zelaya também garantiu não ter intenção de convocar uma assembleia nacional constituinte após regresso ao poder, para tranquilizar os atuais deputados. Face às ambíguas condições do processo, a principal associação de empresários das Honduras propôs o envio de uma força de manutenção de paz internacional para acompanhar a transição de poder no país, mas sem a presença do Brasil nem da Venezuela, por “não terem permanecido neutros” no evoluir da situação.

“Essa força internacional garantiria que o acordo de paz seja implementado por ambas as partes”, referiu a associação de empresários.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Diário de Notícias, de Lisboa, e agências europeias)
.

  • Arquivos

  • julho 2018
    S T Q Q S S D
    « jun    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031