Eu aconselho vocês a lerem as peças [do processo] para me defenderem, como o [jornalista e colunista da Folha] Reinaldo Azevedo está fazendo. Ele todo dia fala “Eu li. Eu li o processo”. Eu não peço para dizerem que eu sou inocente, não. Peço que vocês leiam. E se acharem uma vírgula de culpa, por favor, me telefonem. É só isso”.

Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, fundador do PT, condenado a 9 anos e seis meses de prisão em processo da Lava Jato, e postulante a candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Dando conselhos aos jornalistas.

mar
18

 

DO VALOR ECONÔMICO

WASHINGTON — Horas antes da chegada de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos , o filósofo Olavo de Carvalho afirmou neste sábado à noite que o presidente está de mãos amarradas por militares próximos com “mentalidade golpista” e advertiu sobre a necessidade de uma mudança de rumo para o governo não acabar daqui a seis meses. Ele chamou esses militares, que vê associados à mídia oposicionista, como um “bando de cagões”.

Depois da apresentação de um documentário sobre suas ideias no Trump International Hotel, em Washington, Olavo foi questionado sobre sua avaliação do governo Bolsonaro.

– Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar assim. Mais seis meses, acabou – disse.

Para ele, Bolsonaro é um grande homem, mas está sozinho e cercado por traidores fardados.

– Ele não escolheu 200 generais. Foram 200 generais que o escolheram. Esse pessoal quer restaurar o regime de 1964 sob um aspecto democrático. Eles estão governando e usando o Bolsonaro como camisinha – afirmou.

Olavo fez menção especificamente ao vice-presidente Hamilton Mourão.

– Não digo que seja realidade, mas o que eles querem. O Mourão disse isso. Que voltaram ao poder pela via democrática – disse. Então, reforçou o ataque:

– “Se não é um golpe, é uma mentalidade golpista. 

O filósofo fez esses comentários à saída de uma sessão do filme “Jardim das Aflições”, sobre suas ideias, em evento organizado pelo estrategista americano Steve Bannon e pelo executivo do mercado financeiro Gerald Brant. Foi uma tentativa, segundo Bannon, de apresentar o pensamento de Olavo para fora da comunidade brasileira.

Questionado se falará sobre isso com Bolsonaro no jantar deste domingo à noite com expoentes da direita americana, na residência do embaixador brasileiro em Washington, Olavo disse que esse não é o ambiente adequado.

– Vou lá para comer.

O filósofo comentou ainda a crise no Ministério da Educação e fez questão de mostrar distanciamento dos episódios envolvendo o ministro Ricardo Vélez Rodríguez. Ele afirmou ter tido apenas duas conversas até agora com Vélez.

– Uma para cumprimentá-lo e outra para mandá-lo enfiar o ministério no cu.

Olavo reiterou que não se vê como guru do governo Bolsonaro e atacou a mídia.

– O sonho dos jornalistas é exercer influência no governo. Acham que eu sou igual a eles? Isso é muito vil, é muito miserável para um homem como eu.

De acordo com ele, suas pretensões são maiores.

– Eu quero mudar o destino da cultura brasileira por décadas ou séculos à frente. Estou tentando formar uma geração de intelectuais sérios, que vão formar outras gerações de intelectuais sérios. Eu sou Olavo de Carvalho, sou escritor, não preciso de governo, de cargos no governo.

* Do Valor Econômico

Do  Jornal do Brasil

De sapatênis marrom e meia verde-abacate, Fernando Henrique Cardoso recebeu O Estado de S. Paulo na segunda-feira passada, no centro de São Paulo, para falar do tema de seu mais recente livro: a juventude. Contou entusiasmado que tem ido caminhar na Avenida Paulista aos domingos, quando a via é fechada para os carros, e disse que tem procurado se adaptar ao modo de pensar das redes sociais, nas quais procura sempre se manter presente. “Eu tenho 87 anos. Quando nasci, a vida era diferente. E daí? Bom não é o passado, é o futuro”, disse o sociólogo e presidente do Brasil por dois mandatos (1995-1998 e 1999-2002).

FHC queria deixar a política partidária de lado na conversa e se concentrar apenas no lançamento de Legado para a Juventude Brasileira, uma coautoria com a educadora Daniela de Rogatis. Porém, ao abordar as redes sociais, acabou analisando o uso do Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro: “É muito difícil pensar ‘tuitonicamente’, você pode, no máximo, emitir um sinal”. Para o ex-presidente, a democracia exige raciocínio e a rede social é operada por impulso.

Questionado diretamente sobre o comportamento de Bolsonaro e de seus filhos (Flávio, Eduardo e Carlos) nas rede sociais, FHC se disse preocupado com o envolvimento da família no “jogo do poder” porque “leva o sentimento demasiado longe” e disparou: “Eu acho perigoso. É abusivo, polariza (…) Nós estamos assistindo ao renascimento de uma família imperial de origem plebeia. É curioso isso. Geralmente, na República, as famílias não têm esse peso”. Segundo ele, “Bolsonaro está indo mal por conta própria”. Leia a entrevista:

Como surgiu a ideia deste seu mais recente livro?

 A ideia foi da Daniela de Rogatis, de fazer um livro que resumisse um pouco o que eu tento passar para as novas gerações. É uma coautoria. Também foram acrescentadas aulas que eu dei, uma coisa é falar, outra é escrever.

Qual é o legado que se pode deixar para a juventude brasileira neste momento?

Procuro transmitir um sentimento de amor ao País, respeito ao povo e valorar a democracia. Fui ministro da Fazenda, conheço um pouco de economia, acho que o crescimento econômico é importante, mas a mensagem principal está nos valores e na crença de se ter organizações abertas em que todos possam participar. Tenho em minha fundação atividades com os jovens. Uma é essa, que se deve basicamente a Dani Rogatis, que tem como alvo jovens de famílias empresariais. Há um outro grupo de pessoas, estudantes de curso secundário, escolas públicas e privadas, escolas profissionalizantes. Eles me perguntam qualquer coisa e eu só não gosto de responder a questões de política partidária, não é o meu objeto fazer pregação. O curioso é que as perguntas dos dois grupos, que são diferentes quanto à renda, não são muito diferentes.

O senhor se atualiza com esses encontros?

 Claro, é bom manter contato com as gerações mais jovens, participar das inquietações deles também. Eu tenho 87 anos. Quando nasci a vida era diferente. E daí? Bom não é o passado, é o futuro. Sem desprezar o que já aconteceu.

O livro expressa uma grande preocupação com a ausência de líderes de peso. Por quê?

 A sociedade contemporânea, paradoxalmente, na medida em que as estruturas e os partidos deixaram de ser tão significativos, porque o contato direto é mais fácil, requer referências. Essas referências só existem quando existem pessoas que as simbolizam. Isso significa que pode estar faltando rumo, alguém para dizer para onde nós vamos. O (Nelson) Mandela na África era isso. Certa vez fui com ele a uma reunião em uma área quase florestal da África do Sul. Quando ele chegou, mesmo sem falar, ele transmitia uma emoção. O que ele estava dizendo não era tão surpreendente. Ele era surpreendente, ele transmitia, ele significa. O mundo precisa disso, de pessoas que apontem rumos mesmo sem falar. Aqui no Brasil, infelizmente, tem muita gente falando e muito pouca gente simbolizando qualquer coisa. Eu posso não estar de acordo com o Lula, mas ele simbolizou em certo momento. Eu vi, em greves, ele simbolizava, por exemplo.

E na transição de seus mandatos para o dele ambos simbolizaram alguma coisa, não?

 Bastante. Eu vou publicar o último volume dos meus Diários da Presidência e você verá como trabalhamos com muito afinco para ter uma transição civilizada. Sabe por quê? Pelo meu amor à democracia. É preciso entender que na democracia mudam os ventos, mas certas regras permanecem e precisam ser valorizadas. No caso do Lula é visível. Ele vinha contra mim, contra o PSDB, mas ele ganhou a eleição. Eu digo a mesma coisa com relação ao Jair Bolsonaro. Ele ganhou a eleição e eu não torço para que ele vá mal. Ele está indo mal por conta própria.

De que maneira o senhor acha que essa comunicação via redes sociais impacta a política?

Primeiro, é difícil o Twitter. Você dizer alguma coisa naquele pouco espaço disponível não é fácil. Em geral as pessoas não dizem quase nada, apenas manifestam o que estão fazendo. Isso passou a ser o modo com que as pessoas acham que pensam. É muito difícil pensar “tuitonicamente”. Você pode, no máximo, emitir um sinal. Nós estamos vivendo uma transformação de uma sociedade na qual as elites eram reflexivas para uma sociedade na qual todos são impulsivos. Isso tem efeito. É bom? É mau? Eu não quero julgar. Como a democracia vai se ajeitar com isso é a grande questão. A democracia requer reflexão, escolhas. O Twitter leva mais ao impulso do que a uma escolha racional, e democracia necessita de algo um pouco racional.

Como o senhor vê a maneira como o presidente Bolsonaro e os filhos dele, que são jovens, usam as redes sociais?

 Eu acho perigoso. É abusivo, polariza. O Twitter facilita isso, o nós contra eles. Isso para a democracia não é bom. Os líderes de várias tendências não deveriam entrar nesse choque direto. Nós estamos assistindo ao renascimento de uma família imperial de origem plebeia. É curioso isso. Geralmente, na República, as famílias não têm esse peso. Quando têm, é complicado, porque a instituição política não é a instituição familiar, são coisas diferentes. Quando você tem a instituição familiar assumindo parcelas do jogo de poder, você leva o sentimento demasiado longe. O jogo de poder requer um equilíbrio estratégico, de objetivos e meios para se chegar lá. Quando a pura emoção domina é um perigo, porque você leva ao nós e eles: está do meu lado ou está contra mim?

A preocupação do senhor com a radicalização tem sido grande.

Radicalizar no sentido de ir à raiz da questão, não como oposição. O que é central para um sujeito que não seja do Centrão fisiológico? Para mim, são duas coisas basicamente, a crença na democracia e o sentimento de que é preciso maior igualdade social, isso é o miolo do que é radicalmente centro. Nesse livro, isso reaparece, porque faz parte de treinar a pensar no Brasil. Eu tenho uma preocupação com a concentração de renda e poder, me preocupa também que a diferença entre Nordeste e São Paulo seja muito grande. Você não deve deixar que uma nação se divida. A função do Estado é ter maneira de induzir o crescimento e equalizar as oportunidades. Está muito desigual o Brasil.

O senhor diria que este livro é mais pessimista ou otimista?

 A despeito de tudo, é mensagem de otimismo. Eu não posso ser pessimista. Vim para São Paulo em 1940, vi esta cidade crescer e continua crescendo. Tem 18 milhões de habitantes e todos os dias de manhã tem pão, ônibus, luz elétrica. Ainda é precário? Pode até ser, mas o Brasil mudou para melhor, não foi para pior. Para a classe média alta, talvez a vida seja mais dura. Mas quem pertencia a essa classe há 50 anos? Um grupo pequeno. De vez em quando eu vou passear a pé na Avenida Paulista aos domingos, quando ela está fechada para carros. Você vê o pessoal usufruindo a cidade, não tem briga, é só você não ter medo dos outros. Estão desfrutando a vida. Isso não havia. É uma experiência interessante. É gente que mora na periferia e vem para a Paulista, para a Augusta, para o Minhocão aos domingos usufruir democraticamente da cidade.

O conceito de democracia está em risco no Brasil?

 Isso me preocupa. A juventude atual é mais bem-nascida do que a anterior. Desfruta de algumas coisas como se elas fossem dadas. Não sei se isso vai gerar solidariedade. Com quem as pessoas se preocupam na Europa? Com os de fora, com os imigrantes. Aqui, não. São os de dentro que não têm. É preciso despertar nos jovens desse grupo a consciência disso, sem fazer demagogia.

Por que a juventude chegou a um momento de descrédito com os partidos e as instituições?

 A forma de organização da produção e da vida na sociedade, com a ligação direta na internet, mudou as coisas. Os partidos não se adaptaram. Os candidatos, alguns, sim. As instituições ficaram aquém das pessoas no mundo todo e isso criou a ilusão de que você pode ter a democracia direta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

mar
18

Postado em 18-03-2019 01:15

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-03-2019 01:15

Do Jornal do Brasil

 

 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a postar em sua conta do twitter, neste domingo, 17, logo após desembarcar nos Estados Unidos. Bolsonaro lembrou na rede social que sua estadia na Blair House, residência de hóspedes do governo americano, em frente à Casa Branca, não custará um centavo aos cofres públicos.

“Nos hospedaremos na Blair House. É uma honraria concedida a pouquíssimos Chefes de Estado, além de não custar um centavos aos cofres públicos”, disse. O presidente brasileiro também agradeceu ao governo americano pelo “carinho que nos está sendo dado”.

Bolsonaro afirmou ainda que pela primeira vez “em muito tempo, um presidente brasileiro que não é anti-americano chega a Washington. “É o começo de uma parceira pela liberdade e prosperidade como os brasileiros sempre desejaram”, disse o presidente brasileiro. “É o que viemos buscar”, escreveu ainda.

Bolsonaro disse também que “Brasil e Estados Unidos juntos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo”.

mar
18

Postado em 18-03-2019 01:12

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-03-2019 01:12


 

Iotti, no jornal gaúcho

 

mar
18

Postado em 18-03-2019 01:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 18-03-2019 01:06

Democracia não se constrói atirando-se pedras”

Dias Toffoli reagiu ao comentário de um ministro do Supremo que teria dito, segundo O Globo, que se a Corte derrubar a prisão em segunda instância, “vão depredar o prédio do Supremo”.

Ao jornal carioca, o presidente do STF afirmou que “a frase atribuída pelo colunista Bernardo Mello Franco a um ministro do STF, em sua coluna de hoje, inexiste”.

“Ela inexiste não apenas pela frivolidade de seus termos, mas, principalmente, pela irresponsabilidade de seu conteúdo. Democracia não se constrói atirando-se pedras nem por meio de ‘offs’ de terceiros irresponsáveis, interessados, certamente, em tumultuar o bom funcionamento das instituições”.

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CRÔNICA

                                                                 Depois dos trios

 

                                                                Janio Ferreira Soares

 

A chuva alaga São Paulo e Datena mostra carros boiando na tela da Band. Bolsonaro tuíta factoides direcionados aos “olavistas” e aos evangélicos que juram seguir a Bíblia no quesito “sejam férteis e multipliquem-se!” – mas, na real, seguem os ensinamentos dos catecismos de São Carlos Zéfiro. Marielle manda sinais. Carcarás rondam ninhos e são tangidos por bem-te-vis em fúria. Uma nuvem em forma de van passa, mas se desfigura antes da primeira curva. Repórteres despreparados enchem linguiça nos noticiários locais entrevistando pessoas esperando o ônibus – que demora; esperando o médico – que não chega; ou esperando na fila da lotérica uma vida – que não vem.

A inesgotável Damares, também conhecida como “a ministra da chuva de merda”, diz que o governo ensinará meninos a abrir portas para meninas. Nem aí, Edgar bota pra correr uma cadela que tenta comer sua ração, enquanto o pervertido do Júlio, cheio de futuras intenções com a novata Amora (uma linda golden), se lambuza em cima de um inocente xixi dourado que ela fez na grama.

Carcarás retornam e comem restos de um rato que as suindaras esqueceram. Entro no carro e sonho ser Clint Eastwood ouvindo jazz numa estrada americana, mas no rádio é Roberto que canta O Show Já Terminou. Uma moto passa levando uma senhora na garupa com um saco de pão nas mãos e buzina. Assoviando o resto da canção, abro a porteira, coloco o cinto e acredito que a felicidade, ao contrário do que diz o Rei, não começa num adeus.

As águas de março fecham verões distantes e dois imbecis armados matam inocentes numa escola brasileira. Baronesas passam e se assentam nas bordas de um rio em drama. Lembro-me da promessa que fiz ao meu amigo Navarro de lhe mandar um novo texto, mas a cabeça anda voando mais do que as arribaçãs que ora cortam o mundo. Falando no velho e vasto, Drummond que me perdoe, mas se eu me chamasse Raimundo seria a rima perfeita para o moreno de olhar triste e profundo que, lá no seu rancho fundo, espera a lua no sereno.

Fumaças de aviões formam um xis acima de um velho umbuzeiro e o silêncio é interrompido por rezas não identificadas vindas de uma igreja na margem oposta. Lagartixas passam por um buraco de metalon atrás de borboletas recém-nascidas e maribondos descansam sobre folhas mortas boiando no verde-musgo da piscina.

Na noite sem nuvens, Orion pisca no equador celeste, morcegos chupam o sangue das seriguelas amarelas e o filho da puta do Clima Tempo me engana de novo. Com uma garrafa d’água nas mãos, subo as escadas contando os passos que me levarão para mais uma noite de anjos e demônios rondando meu travesseiro. Na trigésima passada, tiro a sandália e me deito. No primeiro pardal, calço-as de volta e amanheço. Isto é a vida, baby!

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco.

“Toalha no Chão”, Walter Queiroz: Waltinho Queiroz !!! Toda a Bahia no sangue azul turquesa desse baiano retado !!! Na melhor para fechar um dos verões mais quentes da Cidade da Bahia!!!

BOM DOMINGO!!!

(Gilson Nogueira)

mar
17

Postado em 17-03-2019 00:14

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-03-2019 00:14

“Nunca houve tanta pressão sobre a Lava Jato”

 

Na coletiva realizada pela ANPR neste sábado, Deltan Dallagnol criticou a decisão do STF sobre o envio de casos de caixa 2 ligados a outros crimes para a Justiça Eleitoral e disse que é preciso reconhecer que o trabalho contra a corrupção não vai ser o mesmo.

“Faremos de tudo, usaremos os melhores argumentos para defender o nosso trabalho, mas temos que admitir que muito saiu do nosso controle, colocando uma nuvem sombria de insegurança jurídica sobre as investigações e os resultados”, afirmou.

“Nunca houve tanta pressão sobre a Lava Jato como na última semana”.

mar
17

Do Jornal do Brasil

 

Governadores dos Estados das regiões Sul e Sudeste se reuniram na tarde deste sábado em Belo Horizonte e declararam apoio a reforma da previdência de Jair Bolsonaro. “Todos os Estados, incluindo o Espírito Santo, com algumas ressalvas do governador do Estado, Renato Casagrande, todos os demais apoiando a reforma da Previdência no País, compreendendo a sua importância estratégica na dimensão econômica e social para mudar o Brasil”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em vídeo postado após o encontro. Além do apoio à reforma, os governadores anunciaram a criação do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

Sobre as ressalvas do governador do Espírito Santos à reforma da Previdência mencionadas por Doria, Renato Casagrande (PSB) declarou após a reunião ser favorável à reforma, mas afirmou que tem pontos das medidas que alteram o sistema previdenciário brasileiro que gostaria de discutir mais, como as mudanças na aposentadoria rural, nos benefícios de prestação continuada (chamados de LOAS/BPC) e na criação do regime de capitalização.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que os governadores reunidos hoje na capital mineira “apoiam incondicionalmente o presidente Bolsonaro nessa missão de reformar a previdência”. A reunião com os governadores durou uma hora e, segundo postagens dos representantes de cada Estado nas redes sociais, foi discutido, além da reforma da Previdência, temas como a lei anticorrupção, segurança nas fronteiras interestaduais e desburocratização. O único governador que não compareceu foi o do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), por conta de uma incompatibilidade de agenda.

Consórcio

“Os governadores se reuniram para formar o Cosud, uma iniciativa extremamente importante que a gente possa compartilhar ideias e recursos e criar um fundo de investimento próprio para a infraestrutura”, afirmou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), em vídeo postado depois do encontro. “Tenho certeza que o Brasil vai avançar muito e atrair investimentos estrangeiros, para gerar emprego, renda e tornar nosso país mais competitivo”, completou.

Também ao falar sobre o Cosud, o governador de São Paulo afirmou que o consórcio terá programa de atuação em dez setores: segurança pública, combate ao contrabando, saúde, sistema prisional, desburocratização, turismo, desenvolvimento econômico, educação, inovação e tecnologia, logística e transporte.

mar
17

Postado em 17-03-2019 00:10

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 17-03-2019 00:10

Do Jornal do Brasil

 

Procuradores da República promoveram nesta sábado (16), em Curitiba (Paraná), um ato de desagravo à força-tarefa da Operação Lava Jato. A manifestação é uma reação às críticas feitas ao Ministério Público Federal e também à Procuradoria-Geral da República, que é contra o acordo para reverter a maior parte da multa paga pela Petrobras nos Estados Unidos para uma fundação no Brasil.

O protesto ocorreu na véspera de a Operação Lava Jato completar cinco anos e no dia seguinte à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que define que ações relativas a crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro, e que tiverem relação também com crime eleitoral de caixa 2 devem ser remetidos à Justiça Eleitoral.

“Com a suspensão do acordo, existe um risco de que esse dinheiro tenha que ser pago, pela Petrobras, aos Estados Unidos. Se não houver um acordo que legitime a permanência desse dinheiro no Brasil, ele terá que ser entregue às autoridades norte-americanas”, disse o procurador da República Deltan Dallagnol. “Faremos todos os esforços para que os recursos permaneçam no Brasil.”

Segundo Dallagnol, a negociação foi comunicada à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que é contrária à proposta de criação de uma fundação para administrar os recursos.

“O dinheiro não precisa ir para a fundação”, afirmou. “Nossa preocupação não é para onde o dinheiro será destinado. Estamos abertos a negociações. Respeitamos a decisão do STF, mas acreditamos que as informações não chegaram completas à Corte.”

Dallagnol reiterou as pressões contra a Lava Jato nos últimos dias. “Nunca houve tanta pressão exercida sobre a Lava Jato e às nossas atividades quanto na última semana. Quem nos pressionou pode ter acreditado que isso nos desestimularia, mas, pelo contrário, isso nos uniu.”

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