Eu aconselho vocês a lerem as peças [do processo] para me defenderem, como o [jornalista e colunista da Folha] Reinaldo Azevedo está fazendo. Ele todo dia fala “Eu li. Eu li o processo”. Eu não peço para dizerem que eu sou inocente, não. Peço que vocês leiam. E se acharem uma vírgula de culpa, por favor, me telefonem. É só isso”.

Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, fundador do PT, condenado a 9 anos e seis meses de prisão em processo da Lava Jato, e postulante a candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Dando conselhos aos jornalistas.

Oposição fala em impeachment de presidente e pede para Ministério Público investigá-lo por crime de responsabilidade após mandatário divulgar vídeo de manifestação contra Congresso

Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira.
Bolsonaro ao chegar no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira.ADRIANO MACHADO / REUTERS (Reuters)

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, criticaram a atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que por meio de dois vídeos apócrifos chamou seus apoiadores e participarem de um protesto a favor dele, convocados para 15 de março. Os organizadores da manifestação também defendem o fechamento do Legislativo e da Corte Suprema. Maia e Toffoli pediram paz e harmonia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não se manifestou até a conclusão dessa reportagem.

Disse Maia em uma publicação em sua conta no Twitter: “Criar tensão institucional não ajuda o país a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”. Enquanto que o magistrado se manifestou por meio da seguinte nota: “Sociedades livres e desenvolvidas nunca prescindiram de instituições sólidas para manter a sua integridade. Não existe democracia sem um Parlamento atuante, um Judiciário independente e um Executivo já legitimado pelo voto. O Brasil não pode conviver com um clima de disputa permanente. É preciso paz para construir o futuro. A convivência harmônica entre todos é o que constrói uma grande nação”.

Na noite de terça-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem na qual mostrava o envio dos vídeos de Bolsonaro a um grupo de amigos pelo WhatsApp. O protesto do próximo dia 15 foi convocado por bolsonaristas depois que o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, foi flagrado chamando os parlamentares de chantagistas. Na semana passada, sem saber que estava sendo filmado em um evento público pelo perfil oficial da Presidência, Heleno disse: “Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente o tempo todo. Foda-se”.

O pano de fundo desse debate é sobre o controle de 30 bilhões de reais do Orçamento da União. O valor representa menos de 1% de todo orçamento federal. A legislação aprovada no Congresso prevê que os parlamentares possam definir de maneira impositiva onde aplicar esses recursos. O presidente vetou esse trecho da lei e o veto presidencial deve ser votado no próximo dia 3. É sobre esse assunto que Heleno se queixou.

Nesta quarta-feira, o presidente não falou com jornalistas, como costuma fazer quase diariamente. Em seu Twitter, Bolsonaro minimizou o episódio e afirmou que há uma tentativa de tumultuar o país. “Tenho 35Mi de seguidores em minhas mídias sociais, c/ notícias não divulgadas por parte da imprensa tradicional. No Whatsapp, algumas dezenas de amigos onde trocamos mensagens de cunho pessoal. Qualquer ilação fora desse contexto são tentativas rasteiras de tumultuar a República”.

Desde a fala de Heleno, diversas convocações para protestar em apoio a Bolsonaro começaram a surgir. Em uma delas, está escrito em uma montagem: os generais aguardam as ordens do povo. Fora Maia e Alcolumbre. É acompanhada de imagens de quatro generais da reserva: o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), o ministro Augusto Heleno, o deputado federal General Peternelli (PSL-SP) e o ex-ministro Sérgio Etchegoyen. Heleno, Peternelli e Mourão disseram que seus nomes têm sido usados indevidamente. Etchegoyen se calou sobre as imagens. O vice ainda defendeu Bolsonaro: “Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém, mas protestos fazem parte da democracia que não precisa de pescadores de águas turvas para defendê-la. O presidente Jair Bolsonaro não atacou as instituições, que estão funcionando normalmente.”

General Hamilton Mourão

? @GeneralMourao

 

Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém, mas protestos fazem parte da democracia que não precisa de pescadores de águas turvas para defendê-la. O presidente @JairBolsonaro não atacou as instituições, que estão funcionando normalmente.

fev
27

Postado em 27-02-2020 00:11

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-02-2020 00:11

O timing da manifestação do dia 15

 

Por Diego Amorim

A manifestação do dia 15, segundo os bolsonaristas, será “em favor do governo” e “contra os chantageadores” do Congresso.

A data foi escolhida, entre outros motivos, porque também foi em 15 de março que uma multidão foi às ruas do país em 2015 — naquela ocasião pelo impeachment da então presidente, Dilma Rousseff.

A convocação para o ato ganhou força depois que o ministro Augusto Heleno soltou um “foda-se” em desabafo durante o hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada, na semana passada. O contexto era a iminente votação, no Congresso, do veto 52 à lei orçamentária.

É claro que caciques partidários farão de tudo para derrubar o veto 52 e garantir o controle de parte do Orçamento antes da manifestação do dia 15 — por ora, não há sessão marcada.

Para um veto ser rejeitado, é preciso o voto da maioria absoluta dos parlamentares de cada uma das Casas (41 votos no Senado e 257 votos na Câmara). A votação é secreta.

fev
27

Do Jornal do Brasil

 

Em 1929, um jovem inglês aspirante a poeta decide passar o verão em Hamburgo, hospedado na casa de um conhecido que encontrou por meio de um funcionário da universidade onde estudava.

À época, a República de Weimar emprestava à Alemanha do entre-guerras uma atitude libertária em relação ao corpo, incluindo as vivências homossexuais. Neste contexto, Paul Schoner faz tudo o que não podia fazer no seu país natal: encontra amigos, amores e bebe até cair em bares do cais de Hamburgo. Em paralelo, registra as suas experiências em forma de diário ou poesia em um caderno que carrega “no bolso como um viajante leva o passaporte em país estrangeiro”, segundo o narrador.

Este é o enredo de “O Templo”, romance semi-autobiográfico do poeta e ensaísta inglês Stephen Spender, que acaba de ganhar uma nova edição pela 34 —a editora comprou da Rocco, que publicou o livro pela primeira vez no Brasil nos anos 1990, a tradução do diplomata Raul de Sá Barbosa, agora relançada.

Escrito originalmente no final dos anos 1920, o livro teve sua publicação vetada em uma Inglaterra puritana que também proibiu que o clássico “Ulysses”, de James Joyce, viesse à tona. Segundo o editor que recusou o manuscrito, a narrativa era pornográfica e difamatória. Sessenta anos se passaram até que Spender voltasse ao seu rascunho original e o concluísse, para que o volume finalmente chegasse às livrarias em 1988.

Há um tom de leveza no texto e na exploração de um novo país pelo personagem principal, um judeu que descobre o sexo e a amizade entre semelhantes. As descrições dos corpos masculinos nas casas de banho que ele frequenta com seus novos amigos são francamente engraçadas: “Àquela altura, Paul já conhecia bem a pele branca do outro, que o sol jamais tostava. Era lisa como se fora encerada, e dela brotavam pelos pretos e duros como pequenos pedaços de arame”.

Um dos trunfos da narrativa é deixar entrever o nazismo que se aproximava nas falas dos personagens, como se eles soubessem de algo mas não percebessem exatamente do que se tratava. “Meu marido emprega inúmeros judeus verdadeiros na sua firma. Alguns são muito inteligentes. E alguns são muito boa gente. Limpos, sóbrios, articulados”, diz a anfitriã abastada do protagonista durante um jantar em sua casa na parte rica de Hamburgo.

Mas, como o clima político do período, o texto ganha tons sombrios à medida que o tempo avança. Antes da primeira edição do livro, o autor alterou a parte final da narrativa em relação a seu rascunho, situando-a no inverno de 1932, meses antes da ascensão de Hitler. A estação do ano é uma metáfora daquele momento: o protagonista volta a Hamburgo e se depara, meio incrédulo, com o antissemitismo infiltrado até mesmo entre os seus. (João Perassolo/FolhaPressSNG)

O TEMPLO / Preço R$ 56 (240 p.) / Autor Stephen Spender / Editora 34 / Tradução Raul de Sá Barbosa

fev
27

Postado em 27-02-2020 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-02-2020 00:06

 DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Príncipe britânico pediu para ser chamado simplesmente por Harry durante o seu primeiro compromisso público desde que voltou ao Reino Unido.

Em Edimburgo para lançar um evento da sua nova empresa de ecoturismo, o duque de Sussex foi apresentado pelo anfitrião apenas pelo nome próprio: “Ele deixou claro que todos devemos chamá-lo de Harry… então, senhoras e senhores, por favor deem as boas-vindas escocesas a Harry.”

A ruptura com os deveres reais dos duques de Sussex será formalizada a 31 de março, quando deixarão de ser “membros seniores ativos” da família real britânica. O casal deixará de usar o título de “alteza real” e também de representar oficialmente a monarca britânica, de 93 anos.

O príncipe terá ainda de abandonar as suas funções militares, às quais estava muito ligado.

O casal renunciou ao seu subsídio real e terá de reembolsar certas despesas públicas das quais beneficiaram, em particular os 2,4 milhões de libras esterlinas (2,8 milhões de euros) empregadas na renovação da sua residência – Frogmore House – no Reino Unido.

Antes de pedirem a emancipação da família real e de todos os seus deveres e fardos, Harry e Meghan registaram como sua a marca Sussex Royal. Mas não poderão usá-la, porque soube-se agora que o acordo a que chegaram com a Casa Real obriga-os a abdicar do uso da palavra “Royal”.

fev
27

Postado em 27-02-2020 00:03

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 27-02-2020 00:03


Charge atualizada direto no site pelo próprio autor, ontem às 05:48 h

 

Sponholz, No

 

Com o enredo ‘De Alma Lavada’, escola de samba homenageou As Ganhadeiras de Itapuã, histórico grupo musical de mulheres na Bahia que trabalhavam para comprar alforrias no século XIX

Integrantes da Viradouro durante o desfile na Sapucaí.
Integrantes da Viradouro durante o desfile na Sapucaí.RICARDO MORAES / REUTERS (Reuters)

Ao levar a Bahia ao Sambódromo do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro consagrou-se, nesta quarta-feira, campeã do Carnaval carioca. Assinado pelo casal de carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, o enredo De Alma Lavada homenageou o grupo musical baiano As Ganhadeiras de Itapuã, que faz samba de roda, para abordar o protagonismo feminino na história brasileira. A Vermelho e Branco de Niterói, como é conhecida a Viradouro, volta a levar o título depois de 23 anos —no ano passado, foi vice-campeã com um enredo sobre histórias encantadas—. A escola deixou para trás a Grande Rio, em segundo lugar, seguida de Mocidade, Beija-Flor, Salgueiro e Mangueira. União da Ilha e a Estácio de Sá foram rebaixadas ao Grupo de Acesso em 2021.

O enredo da Viradouro já havia vencido na terça-feira (25/02) o Estandarte de Ouro —premiação de voto popular do jornal O Globo—. “A nossa vida mudou com esse desfile, não só pela mídia, mas pelo nosso próprio autoconhecimento. Nós entendemos que representamos milhões de mulheres que lutam todos os dias pela sobrevivência. Há um crescimento social nisso”, comentou Ivana Soares, produtora da banda As Ganhadeiras de Itapuã ao jornal baiano Correio.

Com alegorias e fantasias luxuosas, a Viradouro foi uma das escolas que mais animou o público da Sapucaí, desde a comissão de frente, que trouxe uma atleta no nado sincronizado, Anna Giulia, como uma sereia em um aquário de sete mil litros de água. A ala das baianas, que representaram quituteiras, com saias bordadas com abarás, acarajés e tapiocas, jogou cocada para a arquibancada.

Com influência do afoxé, ritmo baiano de matriz africana, nos batuques e na melodia, o samba da escola campeã cantou as mulheres escravizadas de Salvador, que, no século XIX vendiam comida e lavavam roupas na lagoa do Abaeté e, com o dinheiro arrecadado, compravam sua própria alforria e a de outras mulheres. Dessa história nasce o grupo d’As Ganhadeiras de Itapuã. Elas foram exaltadas no desfile como as “primeiras feministas do Brasil”.

A Viradouro conquistou público, críticos e jurados ao aliar uma forte tradição cultural, com referências à ancestralidade negra, à atualidade de questões feministas. Foi uma lavada de alma e de bom gosto. Com a proposta de dar um mergulho na Lagoa do Abaeté e no mar de Itapuã, a Viradouro homenageou Oxum, tocando um ijexá —com um atabaque gigante no meio dos ritmistas— em diversos momentos do desfile. “Oh mãe, ensaboa, mãe”, cantava junto com a escola a arquibancada da Sapucaí.

A Viradouro também mostrou a transformação dos terreiros em ateliês onde as mulheres realizavam manufaturas e fez um passeio pelas manifestações folclóricas que influenciaram o surgimento d’As Ganhadeiras de Itapuã. O desfile foi encerrado com o setor Os tesouros do Brasil, que homenageou outros grupos folclóricos formados por mulheres.

fev
26

Postado em 26-02-2020 00:19

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-02-2020 00:19

DO EL PAÍS

Ministério da Saúde informa que um homem de 61 anos, morador de São Paulo, esteve na região da Lombardia, na Itália, neste mês, e está internado no hospital Allbert Einstein

DO EL PAÍS

Ministério da Saúde informa que um homem de 61 anos, morador de São Paulo, esteve na região da Lombardia, na Itália, neste mês, e está internado no hospital Allbert Einstein

Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.
Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.AMANDA PEROBELLI / REUTERS (Reuters)

 Funcionários do Aeroporto International de Guarulhos, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro.AMANDA PEROBELLI / REUTERS (Reuters)

Um dia depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertar para um risco de pandemia mundial do coronavírus, o Brasil testou seu primeiro caso positivo para a doença ?o Ministério da Saúde pondera, contudo, que ainda aguarda uma contraprova para confirmar essa infecção. Segundo as autoridades de saúde, um homem de 61 anos, que mora em São Paulo e cuja identidade não foi revelada, esteve na Itália de 9 a 21 de fevereiro, mais especificamente na região da Lombardia, onde foram identificados os primeiros contágios naquele país. Segundo o Ministério, o processo de validação dos resultados ainda está em curso. “A pasta recomenda, portanto, cautela sobre quaisquer informações que não sejam as oficiais, uma vez que a investigação não está concluída”.

O Hospital Israelita Albert Einstein, onde o paciente está internado, registrou a notificação de caso suspeito de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) nesta terça-feira, por volta de 12h. “No atendimento, [o hospital] adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, informou o Ministério da Saúde. O paciente “iniciou com sinais e sintomas (Febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19)”, informam as autoridades de saúde, acrescentando que “o paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão”.

São Paulo investiga outros três casos do novo coronavírus, dois na capital e um em Bauru. Já as autoridades de saúde pernambucanas se ocupam de investigar o caso de uma mulher de 51 anos que também chegou da Itália nesta terça-feira. “Chegou um caso que se enquadra na definição de suspeito”, disse o secretário estadual de Saúde, André Longo, como registra o site G1. “Se ampliou recentemente a definição de caso suspeito. Antes, falávamos da Ásia, agora falamos também da Europa. Essa paciente estava em deslocamento na Europa, na região de Milão, e veio para o Brasil via São Paulo, onde fez uma escala. Ela chegou ao Recife com alguns sintomas que se enquadram na nova definição de caso suspeito para a doença”, completou o secretário de Saúde.

Após ser relativamente controlado na China, onde surgiu, o novo coronavírus segue assombrando o mundo enquanto se espalha pela Europa, com mortes confirmadas na Itália e novas confirmações de contaminação na Espanha, na Croácia e na Áustria. Mesmo os Estados Unidos, que ainda não identificaram nenhum caso positivo, se preparam para o que consideram uma inevitável chegada da doença.

“Marcha da Quarta-feira de Cinzas”, Dalva de Oliveira: Relíquia da melhor música brasileira, um clássico da marcha-rancho da dupla genial Carlos Lyra-Vinícius de Moraes. Segundo um dos autores (Lyra) uma fusão da bossa nova (de fundo elitizante)  com as raízes populares. Foi lançada em 1962 no terceiro LP do compositor, “Depois do carnaval – O sambalanço de Carlos Lyra”. Depois mereceu inúmeras  regravações, merecendo inúmeras regravações sendo esta, de Dalva de Oliveira, uma das mais extraordinárias e empolgantes, feita em 1968, o ano que não terminou. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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fev
26

Postado em 26-02-2020 00:15

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 26-02-2020 00:15

Representado como um dos bonecos do carnaval de rua de Olinda, Pernambuco, Sergio Moro se divertiu com a situação e disse que mandou representante para o evento.

Jair Bolsonaro também postou uma imagem dos bonecos e agradeceu apoio recebido nas ruas. O presidente postou uma imagem divulgada pela página Pau de Arara Opressor.

Além deles, figuras públicas controversas, como a ativista Greta Thunberg e o presidente francês Emmanuel Macron, estiveram no tradicional desfile ao lado de personagens fictícios como Patati e Patatá, Batman, Coringa e Hulk.

fev
26

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1 Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1

Comissão de frente da Mangueira mostrou Jesus em baile funk e sendo agredido pela polícia — Foto: Marcelo Brandt/G1

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) criticaram nesta terça-feira (25) o enredo que a Mangueira apresentou neste domingo (23) no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

A Mangueira fez uma versão moderna da vida de Jesus Cristo, representado como índio, mulher e morador de rua. Na comissão de frente, ele apareceu em sua representação clássica, um homem branco de cabelos longos e barba, sofrendo repressão policial. Um dos trechos do samba-enredo intitulado “A Verdade vos Fará Livre” diz: “Favela, pega a visão / Não tem futuro sem partilha / Nem Messias de arma na mão”.

 
 
Mangueira apresenta as várias faces de Jesus Cristo das minorias na avenida

Mangueira apresenta as várias faces de Jesus Cristo das minorias na avenida

Bolsonaro fez o comentário sobre o samba-enredo enquanto caminhava pela praia em Praia Grande, no litoral paulista, onde passa o carnaval. A caminhada foi transmitida por uma das redes sociais do presidente. Ele estava acompanhado de seguranças, de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), e do deputado Helio Lopes (PSL-RJ).

Logo no início da transmissão, Bolsonaro reclamou do jornal “Folha de S.Paulo”. A primeira página da edição desta terça do jornal traz foto do desfile com o título “Mangueira usa imagens de Jesus para criticar Bolsonaro”. Para o presidente, a escola desacatou religiões.

“Vamos ver a reação do povo aí. Um dia vou ter alguma vaia também, né? E a imprensa vai divulgar (risos). A ‘Folha de S.Paulo’, hoje, foi buscar uma imagem no carnaval do Rio, uma imagem de uma escola de samba desacatando as religiões, né? Cristo levando uma batida de policial. Faz uma vinculação comigo. Estão buscando uma imagem no Rio para me atingir”, declarou.

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também criticou a Mangueira. Ele comentou o desfile em mensagem publicada em uma rede social.

“Sou defensor da liberdade de expressão , valor importante na Democracia !! Mas como Cristão não creio ser razoável usar a figura de Jesus, filho de Deus da forma que a escola de samba Mangueira fez !! Independente dos que acreditam ou não, respeitem os Católicos e Cristãos !!”, escreveu Ramos.

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