Eu aconselho vocês a lerem as peças [do processo] para me defenderem, como o [jornalista e colunista da Folha] Reinaldo Azevedo está fazendo. Ele todo dia fala “Eu li. Eu li o processo”. Eu não peço para dizerem que eu sou inocente, não. Peço que vocês leiam. E se acharem uma vírgula de culpa, por favor, me telefonem. É só isso”.

Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, fundador do PT, condenado a 9 anos e seis meses de prisão em processo da Lava Jato, e postulante a candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Dando conselhos aos jornalistas.

Por Diego Amorim

O deputado Julian Lemos (PSL), importante aliado de Jair Bolsonaro na campanha de 2018 e hoje desafeto público do filho Carlos, acusa o presidente de governar “mirando somente em 2022”.

Ele disse a O Antagonista que os únicos números que justificam a retirada do Ministério Segurança Pública das mãos de Sergio Moro são os altos índices de popularidade do ex-juiz.

“Primeiro, foi o Coaf. Agora, são a Segurança Pública e o comando da Polícia Federal. O esvaziamento de poder do ministro Moro tem sido diretamente proporcional à sua popularidade. O Planalto é uma espécie de maternidade de inimigos”, comentou.

Lemos afirmou ainda que o governo adora “inimigos imaginários”.

“Se há duas coisas maléficas neste governo, são os inimigos imaginários e o afã de governar mirando somente em 2022. Os inimigos imaginários causam danos gravíssimos à governabilidade.”

 

DO EL PAÍS

Nuno Ribeiro da Cunha havia sido acusado formalmente pelo Ministério Público de Angola

Isabel Dos Santos, em 2018, na sede da Efacec, empresa que comprou com um financiamento do Estado angolano.
Isabel Dos Santos, em 2018, na sede da Efacec, empresa que comprou com um financiamento do Estado angolano.MIGUEL RIOPA (AFP)

O caso de corrupção contra Isabel dos Santos, considerada a mulher mais rica da África, está ficando mais intrincado. Nuno Ribeiro da Cunha, diretor do banco privado português Eurobic, 45% de propriedade da filha do ex-presidente angolano José Eduardo Dos Santos, foi encontrado morto na noite de quarta-feira na garagem da sua casa em Lisboa. Fontes policiais indicam a hipótese de que Ribeiro da Cunha cometeu suicídio.

Ribeiro da Cunha é um dos quatro portugueses acusados ??formalmente pelo Ministério Público de Angola por crimes de lavagem de dinheiro atribuídos a Isabel dos Santos, filha de José Eduardo dos Santos, que foi presidente de Angola durante 37 anos. As autoridades angolanas a acusam de causar prejuízos aos cofres públicos equivalentes a 9,2 bilhões de reais, principalmente por meio da Sonangol, a companhia estatal de petróleo que ela presidiu por designação de seu pai, no poder até 2017.

Ribeiro da Cunha se tornou a primeira fatalidade no caso após a publicação dos esquemas financeiros da família Santos. Além disso, o braço direito de Isabel dos Santos, Mário Leite da Silva, renunciou ao cargo de presidente do Banco de Fomento de Angola ?52% de participação de Isabel Dos Santos?, embora em sua demissão ele ressalte que a decisão não tem nada a ver com o caso Luanda Leaks, a investigação jornalística internacional que analisou mais de 7.000 arquivos relacionados ao império da mulher considerada a mais rica da África.

O Ministério Público angolano acusou outros três portugueses, incluindo Sarju Roikundalia, de origem indiana, administrador financeiro da Sonangol, que supostamente colaborou na transferência de dinheiro dessa empresa para outras. Após a destituição de Isabel dos Santos pelo novo presidente do país, João Lourenço, a transferência de dinheiro da estatal para empresas privadas da primogênita do ex-presidente foi acelerada. Paula Oliveira também é acusada por essas operações. Segundo os documentos do Luanda Leaks, ela se encarregou da transferência do equivalente a 460 milhões de reais para uma empresa de Santos em Dubai, justificada por várias consultorias.

O escândalo financeiro começa a envolver cada vez mais advogados e banqueiros de Portugal, porque, depois de Angola, é o principal país onde a chamada rainha da África desenvolveu suas atividades, com mais de cem empresas. O efeito dominó já chegou à principal operadora de comunicações, a Nos, em que empresas de Santos têm metade da participação. O presidente não executivo, o advogado Jorge Brito Pereira, foi chamado a depor pelo comitê de ética da empresa, além de outros dois executivos de Santos, Leite da Silva e Paula Oliveira.

Antes de o Banco de Portugal tomar qualquer decisão sobre o Eurobic, que é o centro de todo o esquema financeiro de Santos no país, este pequeno banco pôs à venda de 45% de suas ações.

A suposta permissividade ou falta de controle das autoridades portuguesas ante as transações financeiras da acusada ameaça também afetar o Governo. Na sede parlamentar, o ministro das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, referiu-se ao duvidoso cumprimento da lei pelas empresas de Isabel dos Santos. Após acusações de Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, o primeiro-ministro António Costa reafirmou que nunca houve tratamento favorável pelo Governo. “Não houve tratamento especial, nem de favor nem de desfavor”, disse ele. “O que nos interessa é colaborar plenamente com as autoridades angolanas”, acrescentou.

Após a formalização das acusações em Angola, os procuradores gerais daquele país e de Portugal se reuniram nesta quinta-feira em Lisboa para acelerar a investigação. Os acusados ??têm suas contas embargadas em Angola desde o final do ano passado, mas se espera que o Ministério Público angolano peça o mesmo também em Portugal.

O escândalo também agitou as águas socialistas. O flagelo de Isabel dos Santos, a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes, que denunciou seus investimentos por muitos anos ?em 2015 ela já havia proposto ao Parlamento Europeu uma investigação sobre sua fortuna?, está sendo promovida a uma candidatura à presidência da República pela ala mais crítica do Partido Socialista. Ela a rejeitou porque quer continuar lutando contra a corrupção e, além disso, não tem apoio no aparato do partido, liderado por António Costa.

Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília

A Secretaria Especial de Cultura informou nesta quinta-feira (23) que a atriz Regina Duarte e o ministro Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, convidaram a pastora evangélica Jane Silva, atual secretária da Diversidade Cultural, para ocupar temporariamente o cargo de secretária-adjunta do órgão.

Nessa condição, Jane Silva assume provisoriamente o comando da secretaria, já que o secretário Roberto Alvim foi exonerado na semana passada, e a atriz Regina Duarte, convidada para o posto, ainda não anunciou se aceitará. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que a atriz deverá ser nomeada na semana que vem, depois que ele voltar de viagem à Índia.

Segundo a assessoria da pasta, Jane Silva ocupará a vaga até que haja uma definição sobre a nomeação da atriz para chefiar a secretaria.

 Regina Duarte vai a Brasília, mas não diz ainda se assume secretaria de Cultura

Regina Duarte vai a Brasília, mas não diz ainda se assume secretaria de Cultura

Regina Duarte chegou nesta quarta-feira (23) a Brasília, onde se reuniu com Bolsonaro. Nesta quinta, participa de reuniões na sede do órgão, na Esplanada dos Ministérios.

Na semana passada, o então chefe da secretaria, Roberto Alvim, foi demitido depois de ter utilizado, em discurso para divulgar o Prêmio Nacional das Artes, frases semelhantes às do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, antissemita radical e um dos idealizadores do nazismo. A repercussão negativa da fala levou à queda do secretário.

 

Segundo informou o blog de Matheus Leitão, o cineasta Josias Teófilo é cotado para ocupar a função de secretário adjunto. Ao jornal “O Globo”, ele afirmou ter sido sondado.

jan
24

Postado em 24-01-2020 00:04

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 24-01-2020 00:04



 

Sinovaldo, NO

 

  • Presidente agora diz que, quando convidou Moro para ser ministro, não havia decisão de fundir as pastas. Mas, na época, declarações de ambos deixavam claro que Moro já assumiria como ministro da Justiça e Segurança Pública.

Por Guilherme Mazui e Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

Bolsonaro afirmou que, se for criado o Ministério da Segurança, Moro ficará na Justiça

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (23) que o ministro Sergio Moro ficará no comando da pasta da Justiça se o Ministério da Segurança Pública for recriado. Atualmente, a pasta chefiada por Moro une as atividades que eram dos dois ministérios.

O Ministério da Segurança Pública foi criado no governo do ex-presidente Michel Temer. Logo no início do mandato de Bolsonaro, passou para a alçada do Ministério da Justiça e, consequentemente, para a responsabilidade de Moro.

Nos últimos dias, ganhou força o movimento para a recriação da pasta. Na quarta (22), Bolsonaro recebeu secretários estaduais de segurança pública, que reforçaram o pedido.

Nesta quinta, o presidente afirmou que a recriação do Ministério da Segurança Pública ainda está sendo estudada dentro do governo e que Moro também participa das conversas. O presidente disse ser natural que o ministro, a princípio, apresente contrariedade à medida.

“Isso é estudado, estudado com Moro, lógico que o Moro deve ser contra. Estudado com os demais ministros. O Rodrigo Maia [presidente da Câmara] é favorável à criação da Segurança, acredito que a Comissão de Segurança Pública, como trabalhou no passado, também seja favorável. Temos que ver como se comportam esses setores da sociedade para poder melhor decidir”, argumentou o presidente.

 

De acordo com o blog da Andréia Sadi, aliados de Moro veem um enfraquecimento do ministro, caso a Segurança Pública seja desmembrada da pasta da Justiça.

O que disse Bolsonaro agora e em 2018

Bolsonaro disse também que, quando convidou o ministro Sergio Moro para o governo, ficou acertado entre os dois que a pasta a ser comandada pelo então juiz federal seria a da Justiça.

“Se for criado [o Ministério da Segurança], daí ele [Moro] fica na Justiça. O que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir com o Ministério da Segurança”, disse o presidente nesta quinta (23).

No entanto, na época do convite, os dois deram declarações de que o ministério seria o da Justiça e Segurança Pública, abarcando duas pastas que existiam na época.

“Fui convidado pelo sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão”, afirmou Moro em 1/11/2018.

No mesmo dia, em entrevista coletiva, o presidente também afirmou que os dois ministérios seriam fundidos.

“A questão da segurança ir para a Justiça, nós já tínhamos decidido”, disse Bolsonaro em novembro de 2018.

Em post no Twitter também em 1º/11/2018, ele reforçou a junção das duas pastas: “O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”

 
Governo federal estuda volta de Ministério da Segurança Pública

Governo federal estuda volta de Ministério da Segurança Pública

 

Divisão dos ministérios

O Ministério da Segurança Pública foi criado em fevereiro de 2018 pelo então presidente Michel Temer, por meio de uma medida provisória, aprovada pela Câmara e pelo senado em junho do mesmo ano. De acordo com o texto, deixaram de ser do Ministério da Justiça e passaram para a Segurança Pública:

  • Departamento de Polícia Federal (DPF);
  • Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF);
  • Departamento Penitenciário Nacional (Depen);
  • Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp);
  • Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP);
  • Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Todos os órgãos foram reincorporados ao Ministério Justiça após a posse de Bolsonaro. Sob o comando de Sérgio Moro, a pasta passou a se chamar Ministério da Justiça e Segurança Pública.

jan
23

Postado em 23-01-2020 00:13

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-01-2020 00:13

DO EL PAÍS

Será na plataforma, que é do Facebook, que novas e poderosas formas de propagação de desinformação tomarão forma e potencialmente afetarão as próximas eleições

Regina Duarte e Jair Bolsonaro, em foto publicada no conta de Instagram do presidente.
Regina Duarte e Jair Bolsonaro, em foto publicada no conta de Instagram do presidente.
 

Durante as eleições de 2018, o WhatsApp foi uma das principais plataformas para a disseminação das chamadas fake news. Os conteúdos de desinformação circularam não só em grupos de temática política mas também em grupos pessoais como os de família, estudos, e igreja. Um dos seus efeitos mais sentidos após as eleições foi a hiperpolarização da sociedade, o que levou diversos pesquisadores a focarem seus estudos no aplicativo para compreenderem e mitigarem tais efeitos. Infelizmente, o WhatsApp ainda será um campo fértil para as fake news em 2020. Porém, será no Instagram onde novas e poderosas formas de propagação de desinformação tomarão forma e potencialmente afetarão as próximas eleições.

Desde 2012, quando o Facebook comprou o Instagram, a rede social vem se expandindo rapidamente. Atualmente, o Instagram tem mais de 1 bilhão de usuários ativos no mundo, e o Brasil ocupa a terceira posição em números de usuários, com mais de 72 milhões. Um dos motivos para a rápida expansão é o fato dos brasileiros estarem cansados da interface desordenada do Facebook e dos complicados controles de privacidade. O Instagram segue uma linha de tempo (timeline) mais simples e de fácil navegação, onde o usuário basicamente só precisa arrastar para cima ou para baixo, e dar dois toques para curtir uma foto. Um outro motivo para a popularização do aplicativo foi a introdução dos stories em 2016 —inspirado na funcionalidade do Snapchat, o Instagram implementou um espaço onde o usuário pode compartilhar fotos e vídeos do seu dia a dia sem preocupação já que sabe que são postagens que duram 24 horas.

Os stories mudou a forma em que o usuário engaja com o Instagram. A plataforma, que originalmente era focada somente em conteúdo visual, agora permite textos —além de facilitar o compartilhamento das postagens com outros usuários. Essa combinação, texto e compartilhamento, junto com a enorme base de usuários, fez com que o Instagram se parecesse mais com o Facebook, chamando a atenção dos que veem na plataforma um ambiente perfeito para propagandas e fake news.

Muitos interpretam o Instagram como uma plataforma inofensiva, onde celebridades postam seus cotidianos, influenciadores dão dicas de beleza e o conteúdo de comédia fica por conta dos perfis de “zoeira”. Todo o pacote leva o usuário a aceitar o conteúdo de uma forma mais fácil, já que a sua percepção é que os conteúdos são leves e inócuos. Assim, sem um engajamento mais crítico, os acabam consumindo um dos principais tipos de conteúdo compartilhado no Instagram, os memes. Os memes são um canal cada vez mais popular para desinformações e citações falsas. Esse conteúdo visual além de ser fácil e barato de produzir, é mais difícil de verificar a veracidade da mensagem do que artigos de sites duvidosos.

Os vídeos curtos do Instagram também serão instrumentais na propagação de desinformação. Aliás, eles já são compartilhados por figuras políticas para propagar fake news, por exemplo em 2018 a então candidata Joice Hasselmann compartilhou em sua conta um vídeo dizendo que um suposto hacker estava pronto para e invadir o sistema de urnas eletrônicas para fraudar os votos e garantir a vitória presidencial do candidato do PT- o que nunca foi comprovado. Uma outra forma de vídeo que tem o potencial de ser um dos maiores perigos em relação a desinformação é o deepfake. O deepfake é uma tecnologia que usa inteligência artificial (IA) para criar vídeos falsos, mas realistas, de pessoas fazendo coisas que elas nunca fizeram na vida real. A técnica que permite fazer as montagens de vídeo já gerou desde conteúdos pornográficos com celebridades até discursos fictícios de políticos influentes.

O Instagram já é alvo de campanhas de desinformação. Segundo um relatório encomendado pelo Comitê de Inteligência do Senado Americano, a empresa russa Internet Research Agency (IRA) passou mais tempo em 2016 e 2017 engajando os seus esforços propagandistas no Instagram do que no Facebook e Twitter. O relatório tambem avalia que o Instagram provavelmente será o principal campo de batalha em base contínua. Um outro estudo da Universidade de Nova York alerta que o Instagram será a plataforma de escolha para pessoas que desejam disseminar desinformação baseada em memes.

O Facebook vem se empenhando para conter o compartilhamento de fake news tanto em sua plataforma quanto no Instagram. A empresa já anunciou um programa de checagem de fatos que detecta conteúdos questionáveis em imagens, áudio e vídeos, e já expandiu o programa aos 23 parceiros de verificação de fatos em 17 países. O Instagram também facilitou a forma em que usuários podem reportar contas e conteúdos suspeitos.

Porém, isso não será o suficiente. Segundo Paul M Barrett, da Universidade de Nova York, uma vez que as plataformas determinam que o material é comprovadamente falso, ele deve ser eliminado para que não se espalhe mais. As plataformas devem reter uma cópia do conteúdo excisado em um arquivo isolado, disponível para fins de pesquisa a acadêmicos, jornalistas e outros. As consequências das fake news no Instagram podem ser mitigadas se uma abordagem multifacetada for implementada, onde o Judiciário, polícia, imprensa, centros educacionais e a própria plataforma possam trabalhar em conjunto, cada um em sua frente e função. É preciso agir prontamente e não deixar o que aconteceu nas eleições de 2018 volte a ocorrer em 2020.

David Nemer é especialista em antropologia da informática e professor da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.

“Farinhada”, Ivon Curi: Baião que caiu no gosto popular e atravessa o tempo, de autoria exclusiva do imortal sanfoneiro nordestino  Zé Dantas, mais conhecido como “Tava na Peneira”. Aqui em imbatível interpretação de Ivon, em gravação feita  em junho de 1955 e lançada em agosto seguinte  pela RCA Victor. Trilha sonora para o namoro atual de Regina Duarte com a Cultura. Confira!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

 

DO EL PAÍS

Bolsonaro deixa Palácio do Planalto.
Bolsonaro deixa Palácio do Planalto.ADRIANO MACHADO / REUTERS (Reuters)
 

Segundo os dados do estudo, Bolsonaro volta a experimentar um percentual maior de avaliação positiva que negativa, tal qual no início de seu Governo. Em fevereiro de 2019, 57,5% aprovavam o presidente, contra 28,8% que exibiam insatisfação. Na última versão da pesquisa, em agosto, sua reprovação havia atingido o ápice, com 53,7%, número semelhante ao de Dilma Rousseff no começo de 2015, ano em que o processo de impeachment foi acolhido pelo Congresso Nacional.

A notícia sobre a recuperação de Bolsonaro aparece num momento em que o Governo lida com o episódio que provocou a demissão do então secretário de Cultura, Roberto Alvim, por causa de um vídeo inspirado em falas do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels. O levantamento, porém, não capta toda a reação do caso: as entrevistas foram realizadas entre 15 e 18 de janeiro. Alvim foi demitido na última sexta-feira, dia 17.

O vídeo de Alvim provocou rechaço generalizado e ampla repercussão nas redes. De acordo com Andrei Roman, diretor-executivo do Atlas Político, que presta consultoria com pesquisas de opinião atualizadase em tempo real, a rejeição ao Governo Bolsonaro aumentou cerca de 5 pontos percentuais após a repercussão negativa do vídeo. “Isso revela uma volatilidade cada vez maior da avaliação do presidente e do Governo em função de eventos específicos”, diz Roman.

Expectativas econômicas

O levantamento da CNT/MDA ainda aponta que 36,2% dos entrevistados dizem acreditar que o Brasil melhorou após um ano de Governo Bolsonaro. Já 37,4% acham que a situação permanece inalterada, e outros 25% opinam que piorou. Entre os que enxergam um país melhor, 48,7% destacam a economia como maior evolução durante seu mandato e 46,8% entendem que a corrupção diminuiu em relação aos últimos Governos —um percepção positiva apesar de o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, está sendo investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro e apropriação indevida de parte dos salários de servidores no Rio.

Além da aprovação, a pesquisa também mediu as intenções de voto para a corrida presidencial em 2022. Em sondagem espontânea, Bolsonaro (sem partido) lidera com 29,1%, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17%, e Ciro Gomes (PDT), que soma 3,5% das intenções. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, aparece com 2,4%, à frente de Fernando Haddad (PT), com 2,3%, João Amoêdo (NOVO), com 1,1%, e do apresentador Luciano Huck, mencionado por 0,5% dos entrevistados.

jan
23

  

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

Regina Duarte vai a Brasília para conhecer estrutura da Secretaria Especial de Cultura

Regina Duarte vai a Brasília para conhecer estrutura da Secretaria Especial de Cultura

 

A atriz Regina Duarte chegou a Brasília no início da tarde desta quarta-feira (22) e foi para o Palácio do Planalto, onde foi recebida pelo presidente Jair Bolsonaro em um almoço.

Convidada pelo presidente para assumir a Secretaria Especial da Cultura, ela ainda não confirmou se entrará para o governo.

Ao desembarcar no aeroporto de Brasília, a atriz foi indagada sobre o convite do presidente. Como no início da semana, Regina Duarte disse que ainda está “noivando”.

“Vou continuar conversando. Noivando, noivando”, respondeu.

Questionada sobre o que falta para se casar com o governo, a atriz disse: “Aí essa pergunta é complicada.”

Após o encontro, o presidente Bolsonaro publicou, em uma rede social, foto em que aparece abraçado com Regina Duarte. Na legenda, escreveu: “O noivado continua…”. Bolsonaro também não indicou se o convite foi aceito oficialmente pela atriz.

Ela também participou de reunião com os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria Geral) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), ao qual a Secretaria de Cultura está atualmente subordinada.

O presidente convidou Regina Duarte para o cargo no fim da semana passada, quando o então secretário da Cultura, Roberto Alvim, foi demitido. Alvim caiu após ter publicado um vídeo nas redes sociais em que fez um discurso com frases usadas por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do governo nazista de Adolf Hitler.

 Na segunda-feira (20), a atriz teve uma conversa com Bolsonaro no Rio de Janeiro. Foi quando disse que estava “noivando” com o governo. Na reunião, ficou acertado que a atriz iria a Brasília conhecer a secretaria e fazer uma espécie de teste no cargo.

A Secretaria Especial da Cultura herdou as atividades do antigo Ministério da Cultura, extinto por Bolsonaro no início do mandato do presidente, no ano passado.

Regina Duarte também foi questionada no desembarque se a pasta voltará a ter status de ministério numa eventual gestão dela. “Não sei e não acho que isso é importante agora”, respondeu a atriz.

jan
23

Postado em 23-01-2020 00:06

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 23-01-2020 00:06

O Ministério da Justiça rebateu as críticas do governo do Distrito Federal à transferência de líderes de facções criminosas para o presídio federal de Brasília.

“Não há qualquer informação de que a transferência e a manutenção de lideranças de organização criminosa para o presídio federal de Brasília ofereçam riscos à população civil”.

O ministério afirmou também que nenhum dos estados que abrigam presídios de segurança máxima questionou as ações da Justiça.

E rebateu as declarações do secretário de Segurança do DF, Anderson Torres, que já foi cotado para assumir a direção da PF: “Os criminosos ficam recolhidos dentro dos presídios, não fora.”

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