Eu aconselho vocês a lerem as peças [do processo] para me defenderem, como o [jornalista e colunista da Folha] Reinaldo Azevedo está fazendo. Ele todo dia fala “Eu li. Eu li o processo”. Eu não peço para dizerem que eu sou inocente, não. Peço que vocês leiam. E se acharem uma vírgula de culpa, por favor, me telefonem. É só isso”.

Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, fundador do PT, condenado a 9 anos e seis meses de prisão em processo da Lava Jato, e postulante a candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Dando conselhos aos jornalistas.

Magnificamente, Quarteto em Cy. Quem ainda duvidar que as escute nesta antológica interpretação, plena de emoção da primeira à última nota.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

fev
21

Postado em 21-02-2018 00:23

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-02-2018 00:23

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA 

Ciro Gomes diz que São Paulo frauda indicadores de homicídios

 

Ciro Gomes, na Folha de S. Paulo, disse que os tucanos paulistas fizeram um pacto com o PCC.

Ele disse também que o Estado frauda os indicadores de homicídios e que Michel Temer, em vez de intervir no Rio de Janeiro, deveria ter mandado as tropas para São Paulo.

Ciro Gomes é uma autoridade no assunto.

De 2007 a 2014, período em que o Ceará foi governado por Cid Gomes, os homicídios pularam de 1.936 para 4.439.

fev
21

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, afirmou nesta terça-feira (20), em publicação no Twitter, que o partido desistiu da indicação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), sua filha, para o Ministério do Trabalho.

“Diante da indecisão da ministra Cármen Lúcia em não julgar o mérito neste 1º semestre, o PTB declina da indicação de @Dep_CrisBrasil para o Ministério do Trabalho. A decisão do partido visa proteger a integridade de Cristiane e não deixar parada a administração do ministério.”, escreveu Jefferson.

O presidente do PTB ainda agradeceu ao presidente Michel Temer, e criticou o que chamou de “caça às bruxas”, com relação a sua filha.

“Agradecemos ao presidente @MichelTemer e aos companheiros do partido pelo apoio e respeito com Cristiane Brasil durante esse período de caça às bruxas.”

Roberto Jefferson, presidente do PTB e pai de Cristiane Brasil, fez anúncio pelo Twitter
Roberto Jefferson, presidente do PTB e pai de Cristiane Brasil, fez anúncio pelo Twitter

O caso

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, havia suspendido a posse de Cristiane Brasil como ministra do Trabalho, e encaminhado o caso ao plenário da Corte, sem contudo marcar a data do julgamento.

A nomeação de Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer no dia 3 de janeiro, mas a deputada foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.

O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas. Em seguida, a posse também foi suspensa por decisões da segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro e pela ministra Cármen Lúcia.

>> Em vídeo polêmico, Cristiane Brasil afirma que não conhecia processos trabalhistas

PTB desiste da indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho
PTB desiste da indicação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho

A defesa da deputada sustentou no STF que a nomeação não afrontou o princípio constitucional da moralidade e que, sendo assim, deveria prevalecer a decisão do STJ, que liberou a posse da deputada. Os defensores de Cristiane também argumentavam que os processos trabalhistas enfrentados pela parlamentar não podem ser usados para impedi-la de ser empossada.

“A decisão agravada, no entanto, é absolutamente insustentável, uma vez que não há qualquer violação ao princípio da moralidade, uma vez que a ora reclamada, ao ter ajuizada contra si uma reclamação trabalhista e resistir à pretensão do autor, está exercendo o seu legítimo direito de ação e do devido processo legal”, dizia a defesa.

A decisão da ministra foi motivada por um recurso da defesa da deputada. Os advogados alegaram na Corte que deveria ser mantida a competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para julgar a validade de sua nomeação para o cargo de ministra do Trabalho. Em janeiro, o ministro Humberto Martins liberou a posse, por entender que não óbices legais para impedi-la.

Ao decidir sobre o caso, a ministra entendeu que os questionamentos constitucionais sobre a moralidade da nomeação devem ser analisados pela Corte. “Eventual referência de matéria infraconstitucional na causa posta na ação popular não afeta, portanto, a atuação deste Supremo Tribunal na presente reclamação, pela inequívoca natureza constitucional do fundamento utilizado na decisão liminar tida como lesiva ao Poder Público e exposta, com clareza, no requerimento de suspensão de seus efeitos”, decidiu a ministra.

fev
21

Postado em 21-02-2018 00:18

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-02-2018 00:18

Rainha Elizabeth acompanha desfile na Fashion Week de Londres 20/2/2018 REUTERS/Yui Mok/Divulgação
 Rainha Elizabeth acompanha desfile na Fashion Week de Londres 20/2/2018 REUTERS/Yui Mok/Divulgação

Foto: Reuters

A monarca de 91 anos, vestindo um terninho azul claro, se sentou ao lado de Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue norte-americana, enquanto modelos exibiam visuais ousados e brilhantes no final da Fashion Week de Londres.

Depois, ela entregou o primeiro prêmio Rainha Elizabeth II para o estilista britânico a Quinn.

O prêmio foi criado em reconhecimento ao papel que a indústria da moda desempenha na sociedade e na diplomacia, disse o Palácio de Buckingham, em comunicado.

O prêmio será concedido anualmente a um estilista britânico em ascensão que demonstre talento e originalidade excepcional, ao mesmo tempo em que valorize a comunidade e/ou fortes políticas sustentáveis, segundo o comunicado.

fev
21

Postado em 21-02-2018 00:16

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 21-02-2018 00:16


 

Brum ,  no diário

 

São Paulo
Antonio Caño, em uma foto de arquivo.
Antonio Caño, em uma foto de arquivo. Claudio Álvarez

As operações de intoxicação informativa por meio das redes sociais, conhecidas como fake news, são uma ameaça “não só para a imprensa livre, mas para a própria democracia”. Diante da epidemia que se espalhou por todo o mundo, o diretor do EL PAÍS, Antonio Caño, defende “como mais necessário e exigido do que nunca” o jornalismo “de qualidade, honesto, rigoroso e respeitoso das regras profissionais”. Segundo Caño, embora a proliferação de boatos na Internet tenha trazido “o caos para o mundo das notícias”, ao mesmo tempo “revalorizou o papel da imprensa” como referência confiável para se informar e “fiscalizar o abusos do poder”.

O jornalista espanhol abriu na quarta-feira o segundo dia do Encontro Folha de Jornalismo, promovido pelo jornal Folha de S.Paulo, organizado nesta cidade pelo maior jornal brasileiro, com uma conferência sobre o fenômeno das fake news. O diretor do EL PAÍS lembrou que esse novo tipo de manipulação de informações “expressamente preparado para confundir os cidadãos” já desempenhou, em graus variados, um papel importante nas recentes eleições dos EUA e da França, no referendo sobre o Brexit no Reino Unido e até mesmo no conflito catalão na Espanha. Caño advertiu que, no ritmo atual, estima-se que dentro de dois anos 50% das notícias que circularem nas redes sociais serão falsas. E ressaltou a magnitude do problema citando algumas palavras do historiador norte-americano Timothy Snyder: “Quando nada é verdade, tudo é espetáculo. A pós-verdade é o fascismo”. Na sequência dessa reflexão, Caño, que lembrou que uma imprensa livre e independente é indispensável para a sobrevivência da democracia, enfatizou: “Se deixarmos que forças obscuras imponham suas mentiras aos cidadãos indefesos, abriremos um caminho seguro para o autoritarismo”.

Em sua conferência, Caño explicou que as informações falsas muitas vezes são capazes de abrir caminho porque uma parte do público “quer acreditar nelas, as consome mesmo que suspeite delas, pois quer ver sua ideologia e seus preconceitos confirmados”. Mas, ao mesmo tempo, outra parte dos cidadãos teve “uma sensação de falta de proteção” e isso “os empurrou para buscar novamente o jornalismo de qualidade”, afirmou. O diretor do jornal acredita que o melhor antídoto para essa nova praga de manipulação da informação está nos meios de comunicação e não na criação de organismos reguladores vinculados aos governos com poder de decidir o que é verdadeiro. “Nesse caso, corremos o risco de, para combater um mal, criarmos outro pior, a censura”, advertiu.

O diretor do EL PAÍS não escondeu os graves problemas experimentados pelos principais jornais do mundo, principalmente devido às contínuas transformações digitais, que os enfraqueceram financeiramente e “proletarizaram o jornalismo”. “Hoje somos mais frágeis e temos menos poder para vigiar o poder”, disse Caño, que também não se esquivou da autocrítica ao admitir “a prepotência e a indiferença” em relação aos interesses de seus leitores que, em sua opinião, incorreram no passado alguns meios de comunicação tradicionais.

Mas Caño também deu uma mensagem otimista ao destacar as ambivalências do momento atual no mundo da comunicação. Juntamente com os problemas descritos, afirmou, o jornalismo “de certa forma também vive uma era de ouro”. “O EL PAÍS, a Folha, a grande mídia nunca teve tantos leitores”. “Devemos confiar que o jornalismo de qualidade irá sobreviver, eu acredito nisso. Diante do jornalismo de má qualidade está o jornalismo de boa qualidade. É por isso que nossa responsabilidade é enorme”. Nada indica que o público, nem mesmo os mais jovens que já não leem jornais impressos, tenha deixado de se interessar pelas notícias, e enquanto essa demanda existir “o jornalismo continuará a existir, se não o destruirmos antes pela preguiça ou pela falta de ideias”. O básico, de acordo com o diretor do jornal, é que os jornalistas “combatam o sectarismo que favorece leitores dispostos a acreditar em todas as notícias” e, no lugar disso, busquem um público crítico, disposto a discutir inclusive as próprias informações e os editoriais dos meios de comunicação que consomem.

A circulação de informações falsas deve servir para que os gigantes tecnológicos, especialmente o Facebook e o Google, se convençam da necessidade de trabalhar mais próximos dos meios de comunicação, de acordo com o diagnóstico de Caño. Para o diretor do EL PAÍS, essas grandes plataformas, especialmente depois das eleições nos EUA, “começam a ser conscientes dos danos que estão sofrendo” e, portanto, que devem “mudar seu relacionamento com os meios de comunicação”.

Depois da conferência, várias perguntas do público trataram da experiência da edição brasileira do EL PAÍS, criada em novembro de 2013. Caño explicou que o jornal viu no Brasil “um dos maiores e mais entusiasmados países do mundo, não só em tamanho ou população, mas em intensidade de debate”. “E, portanto, é um terreno formidável para um jornal como o nosso que está interessado no debate”, ressaltou. O EL PAÍS tentou se estabelecer no Brasil, de acordo com Caño, “de forma humilde, sem agressividade, para contar o país a partir da nossa perspectiva”.

O diretor expressou sua satisfação com a resposta do público brasileiro a essa nova oferta de informação. Disse que o jornal foi estabelecido no país “sem fazer nenhuma campanha de marketing” e que, mesmo assim, os leitores têm aumentado ao longo destes quatro anos “simplesmente pelo boca a boca”, mostrando que existe “um espaço informativo quando você se dirige aos cidadãos com honestidade”. Um dos participantes perguntou se a linha do EL PAÍS no Brasil está inclinada à esquerda. “Se alguém interpreta dessa forma, eu respeito, mas é muito complicado julgar qualquer atitude ou linha editorial como sendo de esquerda ou de direita”, respondeu. “Isso é simplista e me parece antiquado. Além disso, o que é ser de esquerda hoje no Brasil? Quantas esquerdas existem?”. E em seguida deixou claro: “O EL PAÍS não segue a linha de nenhum partido político no Brasil, nem de nenhuma figura política, os acertos e os erros que temos são interpretações livres feitas a partir da honestidade intelectual”.

fev
20

Postado em 20-02-2018 17:41

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-02-2018 17:41

Para recordar a Rota 66! Boa tarde! E Boa Noite!!!

(Gilson Nogueira)

fev
20

Postado em 20-02-2018 00:34

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 20-02-2018 00:34

Resultado de imagem para Ba x Vi da vergonha no Barradão

 

Postado pela jornalista Olívia Soares nesta segunda-feira,19, em seu endereço no Facebook. Bahia em Pauta reproduz a análise de Eliano Jorge – pela relevância, isenção pessoal e  profissional, além da alta qualidade e conteúdo do texto jornalístico .Parabéns! ( Vitor Hugo Soares, editor do BP).

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“Trago texto do jornalista Eliano Jorge – craque nas suas análises, e encerro minha participação nos comentários sobre esse fatídico BA-VI. Um escárnio o que o jogador escreveu nas redes sociais durante toda semana, muito desrespeitoso. Mas nada justifica o acontecido ontem no Barradão, quase vira uma tragédia o BA-VI da paz”. (Maria Olívia Soares, no Facebook)

ARTIGO/OPINIÃO

O novo e os antigos vexames do BA-VI

Eliano Jorge

“Está caprichada a seletividade nos comentários sobre o Ba-Vi. Somos todos as expressões do provocador de rede social que perde a linha e dos que batem porque se sentem protegidos por seu grupo. Estamos encarnados ali nos brigões.

Não vi o jogo, então não sei como se portaram os times e a arbitragem quando a bola estava rolando. Vi erros generalizados nos piores momentos.

É uma bobagem essa demagogia de jogador fingir defender a honra da torcida como fiscal de comemoração. Ao tirar satisfação, está errado. Que denuncie aos árbitros as eventuais provocações. Ontem, não foi apenas isso, os rubro-negros usaram um pretexto porque estavam esperando a chance de acertar contas, principalmente com Vinícius. Claramente a briga foi uma continuação daquelas de 2017, requentadas nos últimos dias pelas redes sociais: http://atarde.uol.com.br/…/1936701-vitoria-e-bahia-fazem-pr…

Não tentem comparar com coreografias anteriores de flechada, coveiros e chororô. Se tem algum paralelo, é com “chupa que é de uva”, “senta que é de menta” e “chore na minha” — ainda assim, nenhuma delas teve legenda prévia na internet.

De qualquer forma, não entendi por que Vinícius foi expulso. Bastava cartão amarelo. Também me chamou a atenção sua coragem para acender estopins e depois não comprovar sua valentia. Mais covardes ainda foram os que deram socos pelas costas em adversários sem chance de defesa, como os rubro-negros Kanu, Yago e Rhayner e o tricolor Edson.

É ridícula e vergonhosa a decisão do Vitória de forçar a quinta expulsão. O teatro diante dos microfones a piorou. Mais um episódio para a lista de vexames extracampo do clube. Hoje, do presidente ao gandula, deveriam todos assistir ao inesquecível Ba-Vi de 1992 ganho com dois jogadores a menos (www.youtube.com/watch?v=D8IEn7rdArg) e aprender a honrar a instituição que representam.

Os antigos e recentes vexames protagonizados pelo Bahia — agora lembrados pelos rubro-negros e que os tricolores fingem esquecer, como WO da final de 1999, jogos encerrados antes do fim, clássico que terminou na delegacia em 1976, virada de mesa, caso Victor Ramos etc — não justificam o papelão de ontem. Não influenciam em nada, não aumentam nem diminuem o que o Vitória fez desta vez. Aliás, ele repetiu porque o mau histórico do futebol baiano é bem longo e a impunidade, maior ainda.

Mas, cada um que continue com sua manifestação cega, afinal seu clube está certo, seja ele qual for, e foi tudo bem ontem (domingo, 18)”.

Canção da trilha do filme “Una Mujer en la calle” (1954)- Uma Mulher na Rua – , com Marga López, na voz de Ignacio Villa,  Bola de Nieve, extraordinário músico e intérprete da música cubana. Uma raridade este vídeo. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

  O general Braga Netto, interventor do Rio de Janeiro.O general Braga Netto, interventor do Rio de Janeiro. SERGIO LIMA AFP

A intervenção do governo Michel Temer (PMDB) na segurança pública do Rio de Janeiro mal começou e já enfrenta seus primeiros entraves. Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que a gestão federal prepara uma série de mandados coletivos de busca e apreensão para bairros inteiros do Rio. Medida essa que já foi adotada em ao menos outras três ocasiões e acabou proibida pela Justiça fluminense.

Cumprir mandados coletivos é algo incomum. Significa, por exemplo, que policiais (ou militares que estejam sob o comando do interventor) teriam a autorização para vasculhar qualquer casa da favela da Rocinha, uma comunidade com quase 70.000 habitantes. As varreduras ocorreriam mesmo se não houvesse a suspeita do cometimento de crimes pelos moradores ou frequentadores dessas residências. Para a ex-presidenta Dilma Rousseff,  “a iniciativa do governo golpista de promover mandados coletivos de busca, apreensão e captura é uma das mais graves violações aos direitos civis que o Brasil enfrenta desde o fim da ditadura”. Dilma comentou a questão no Twitter.

No ano passado, quando a polícia foi autorizada a investigar todas as casas da comunidade do Jacarezinho, o Judiciário suspendeu a decisão alegando que o abandono das regras e princípios jurídicos não é permitido nem em tempos de paz contra os cidadãos, nem em tempo de guerra contra os inimigos. Na ocasião, o mandado tinha como objetivo investigar a morte de um policial civil e a consequente reação que resultou no assassinato de sete moradores do local.

A possível batalha jurídica que Temer enfrentará já está no radar de vários especialistas do assunto. O procurador da República Vladimir Aras, por exemplo, afirma que esse mandado coletivo seria ilegal. “A intervenção federal não suspende garantias individuais. Entre essas garantias está o direito à inviolabilidade domiciliar. Se houvesse sido declarado o estado de sítio, seria possível fazer buscas coletivas, inclusive sem mandado judicial”, alertou em uma rede social. “Os mandados coletivos são um chute na porta do cidadão, de qualquer cidadão”, reclamou o deputado Wadih Dahmous (PT-RJ), ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio.

Opositores do Governo reclamam que a proposta não foi devidamente embasada. “Essa decisão da intervenção não teve qualquer planejamento. Foi uma decisão atabalhoada. Foi um tiro no escuro. Não foi feito nenhum balanço das ações anteriores”, reclamou o líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Nos últimos dois anos o Rio de Janeiro foi palco de 18 operações de Garantia da Lei e da Ordem, conhecidas como GLO. Nelas, militares das Forças Armadas e da Força Nacional eram deslocados para fazer o policiamento de diversas regiões do Estado. Os resultados delas ainda são desconhecidos do público em geral.

Endurecimento de lei penal

Enquanto o Governo se prepara para responder a uma enxurrada de processos contrários à sua intervenção no Rio, no Legislativo os congressistas tentarão aprovar medidas que endureçam as leis penais. Representantes da bancada da segurança pública, conhecida como bancada da bala, já esperam que projetos como o que a prevê a redução da maioridade penal, o que diminui os direitos dos detentos e o que altera o estatuto do desarmamento voltem à pauta do Parlamento.

“Se não endurecer a legislação, o marginal vai ver que o crime compensa. A intervenção no Rio é necessária, mas ainda assim, iremos enxugar o chão com a torneira aberta. As causas dessa criminalidade são as leis brandas e a sensação de impunidade”, afirmou o deputado Capitão Augusto Rosa (PR-SP), presidente da Comissão de Segurança

Na  mesma linha seguiu o deputado Major Olímpio Gomes (SD-SP). “Voto a favor desse decreto de intervenção, mas se você não criar um temor do criminoso de ser apenado, não vai mexer com nada”.

Ao menos três fatores devem influenciar para que pauta de segurança seja fortalecida no Congresso: ausência de projetos estruturantes na área econômica (a reforma da Previdência não pode ser votada enquanto a intervenção estiver em vigência), ano eleitoral em que políticos querem capitalizar feitos de olhos nos votos e o clamor popular estimulado pelo anúncio da gestão Temer de que vai pôr um fim na crise de segurança do Rio.

“Essa intervenção é mais um produto de comunicação e marketing do que um projeto sério. Se fosse uma intervenção de fato, teriam estratégia, planejamento. Tudo o que não tem”, criticou o deputado governista Índio da Costa (PSD-RJ). “O Governo encontrou uma saída honrosa para abandonar a reforma da Previdência. Agora, resta saber se ele vai conseguir dar um fim na crise do Rio, o que acho difícil”, ponderou o deputado oposicionista Júlio Delgado (PSB-MG).

Em outra frente, a relatora do decreto na Câmara, Laura Caneiro (MDB-RJ), já tenta estender o prazo em que a União continuará subsidiando as ações de segurança em seu Estado. No relatório que embasou a votação na Câmara, Carneiro sugeriu que no orçamento da União de 2019 constem novos recursos para a área de segurança do Rio e pediu que o Ministério do Desenvolvimento Social desenvolva projetos em todas as cidades do Estado.

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