abr
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Posted on 17-04-2013
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-04-2013


O Senado aprovou, em votação simbólica realizada ontem, 16, o projeto de resolução (PRS 4/2012) que declara nula a resolução da Mesa que extinguiu o mandato do senador Luiz Carlos Prestes e do seu suplente, Abel Chermont. A decisão de cassar o mandato de Prestes, eleito pelo Partido Comunista do Brasil em 1945, foi tomada em 9 de janeiro de 1948. As informações são da Agência Senado.

De acordo com o relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), “o projeto repara a inconstitucionalidade e as máculas jurídica e política de um ato antidemocrático de cassação de parlamentar eleito pelo povo”. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirmou que o Senado promove um ato de justiça ao aprovar a devolução simbólica do mandato de Prestes.
Em 1945, Prestes foi eleito senador pelo Partido Comunista do Brasil, com 157.397 votos e obtendo a maior votação proporcional da história política brasileira até então. Ao fim do debate, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) leu carta de Maria Prestes, viúva do líder, que defendeu a devolução dos mandatos de todos os parlamentares comunistas.

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Assembléia de conflitos em Juazeiro
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Grazzi Brito

De Juazeiro para o Bahia em pauta

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Durante a sessão ordinária que aconteceu em Juazeiro,região do Vale do São Francisco, através do projeto Assembleia Itinerante, o presidente da ALBA, Marcelo Nilo (PDT), teve trabalho para conter os ânimos da oposição e da situação, quando Sandro Regis (PR) levantou questão de ordem e Elmar Nascimento (PR), líder da oposição, pediu uma comunicação inadiável, sendo, os dois, atendidos pelo deputado Roberto Carlos (PDT), que no momento substituía Marcelo Nilo (PDT) na presidência da mesa.

Ao voltar para seu posto, a confusão estava armada. “Vou fazer um apelo aos senhores para que não tenhamos mais questão de ordem, nem comunicação inadiável. Eu não posso, como presidente, negar e não vou fazê-lo, mas peço aos pares, que saíram de Salvador pra participar dessa sessão, que não peçam mais”.

Os dois oposicionistas se manifestaram após o pronunciamento de Marcelino Galo (PT), que criticou as falas contrárias ao governo Wagner. “Elmar Nascimento fez vários apelos à inteligência do povo de Juazeiro e eu vou fazer esse apelo a ele, que ele lembre que ele esteve na posse do presidente do seu partido, o César Borges, no ministério mais importante da República que é o Ministério do Transporte. Ele, ao invés, de falar da ‘ponte picolé’ (referindo-se a Ponte Presidente Dutra), ele devia assumir com vocês o compromisso de que vai chegar junto ao ministro e vai concluir essa ponte”.

Sobre Sandro Regis disparou: “Sandro Regis, também é do PR, que é da base do governo federal e vem aqui dizer que os índices de violência em São Paulo decrescem, enquanto na Bahia sobem. Isso não é verdade! Eles falam, e estiveram por 40 anos no governo e nunca fizeram nada pelos irmãos nordestino. O Brasil precisa de reforma política pra que a gente tenha de fato partidos programáticos, porque eles falam do governo do PT, aqui, e são aliados a nível nacional e não existe diferença nenhuma”.

Depois do pronunciamento de Galo, a oposição se assanhou. Roberto Carlos, que no momento presidia a mesa anunciou a questão de ordem apenas para Sandro Regis. “Minha questão de ordem aqui é para esclarecer as inverdades que o deputado Marcelino Galo usou na tribuna. O deputado deveria usar a tribuna pra dizer o que seu governo fez pela região, o que ele não tem como dizer, porque não tem argumento. Então ele usa do microfone para mentir”, nesse momento o deputado foi vaiado, e concluiu “Quero apenas dizer ao deputado Marcelino Galo que eu já estou com processo de justa causa pelo simples fato de que não acredito no seu governo, porque o seu governo não faz bem a Bahia”.

Elmar Nascimento, então pediu uma Comunicação Inadiável, Roberto Carlos se atrapalhou ao anunciar o líder da oposição, “Elmar Nascimento, líder do governo”, ao que ele prontamente assegurou: “Líder do governo a partir de 2015”.

“Quero dizer que meu partido assumiu o Ministério do Transporte”, e foi interrompido por Marcelo Nilo que retornara à mesa, mas Elmar não se calou. “Eu tenho direito regimental de 10 minutos para comunicação inadiável e não vou gastar esse tempo, lhe asseguro presidente”.

“Eu assumo esse compromisso com o povo da região de tratar dessa celeuma da ponte, porque a Presidente Dilma veio buscar o maior de todos os ‘carlistas’, Cesar Borges, para assumir esse Ministério e agora essa ponte vai sair”, provocou Elmar Nascimento.

Quando os deputados da base governista também quiseram se pronunciar, o presidente da casa apelou. “Não existirá mais comunicação inadiável, a partir de agora, porque não tem nada aqui inadiável. Eu to fazendo um apelo. Eu sei que aqui a casa é política, tem a base do governo e tem a oposição. Mas, vamos prosseguir”, disse Nilo, finalizando a confusão.

Grazzi Brito, jornalista, mora em Juazeiro, na margem baiana do Rio São Francisco, de onde colabora com o Bahia em Pauta.


Zezé:jornalismo econômico perde
uma referência na Bahia
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Morreu na madrugada deste sábado (6) a jornalista de economia do CORREIO . Zezé, como era conhecida. Zezé, que parte aos aos 62 anos de idade, após uma luta contra um câncer pulmonar, era reconhecida desde os anos 70, quando atuava na sucursal de O Globo, em Salvador, como uma das mais completas repórteres de Economia do jornalismo baiano e nacional.

A jornalista estava internada desde o final do ano passado no Hospital Português, em Salvador. O Correio da Bahia, onde Zezé foi editora, assinala em registro sobre o falecimento de Zezá :Familiares, amigos e colegas de trabalho darão o último adeus a profissional dedicada às 17h, no Cemitério Jardim da Saudade.

Em nota, o prefeito ACM Neto lamentou a morte da jornalista. “Com seu talento e um texto primoroso, Maria José Quadros marcou época no jornalismo da Bahia, tanto como repórter, editora ou chefe de sucursal”, afirmou o prefeito em nota oficial.

ACM Neto disse também que conviveu muito com a jornalista. “Zezé Quadros conviveu muito com a minha família, entrevistando por muitos anos meu avô, o senador Antonio Carlos Magalhães, o meu tio, Luis Eduardo Magalhães, e o meu pai, Antonio Carlos Junior.”

Segundo ACM Neto, o jornalismo baiano perdeu uma profissional exemplar. “Fica para as futuras gerações o legado deixado por Zezé Quadros, uma profissional dedicada, atenta às informações, precisa em seu texto e extremamente educada”. A jornalista também escrevia para uma coluna diária que carregava seu nome no jornal.

Bahia em Pauta se associa ao luto pela perda de uma das melhores e mais dignas profissionais de jornalismo baiano e do País.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Correio da Bahia)

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João Santana:no marketin político
como um psicanalista.
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Fernando Rodrigues (Colunista da Folha de S. Paulo)

Marqueteiro de Lula e Dilma amplia suas operações no exterior

O marqueteiro João Santana continua a expandir seus negócios internacionais. Seus próximos destinos são Panamá e Itália, segundo revelou em uma entrevista ao repórter Simon Romero, que publica um perfil do brasileiro na edição de hoje (6.abr.2013) do jornal “The New York Times”.

No Panamá, Santana afirmou que deve fazer a campanha presidencial do “Cambio Democratico”, partido de centro-direita daquele país. Essa é uma novidade em sua carreira recente. Seus trabalhos têm sido até agora sempre para políticos que se posicionam do centro para a esquerda no espectro político.

A operação italiana não foi muito esclarecida na reportagem do “NYTimes”. O jornal cita apenas “um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa”.

Num dado momento da entrevista, Santana define seu trabalho: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a ter sexo sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.

Natural de Tucano, no interior da Bahia, Santana tem 60 anos. Jornalista de formação, começou no marketing político em associação com Duda Mendonça. Os dois romperam em 2001.

Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje. No Brasil, ganhou com Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010). No exterior, pela ordem, teve sucesso com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012).

Perdeu na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando “ainda era associado a Duda Mendonça”, costuma dizer.

No momento, o marqueteiro tem uma relação formal com o PT. Mas como revelou reportagem da Folha em 31.mar.2013, também presta uma “contribuição gratuita” à presidente Dilma Rousseff: ajuda na formatação e gravação de depoimentos importantes, opina nas propagandas estatais que enaltecem o governo e dá conselhos constantes ao Planalto.

Econômico na hora de dar entrevistas, Santana falou em 2006, 2010 e 2012 ao jornal “Folha de S.Paulo”.

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DICA DA JORNALISTA MARIA OLÍVIA SOARES PARA O BAHIA EM PAUTA (COM INFORMAÇÕES DA TV CULTURA)

O governador da Bahia, Jaques Wagner será o entrevistado desta segunda-feira, ao vivo, às 22 horas, no programa Roda Viva, da TV Cultura, de São Paulo.Em Salvador, o programa é transmitido pela TVE. Na roteiro, o governador Wagner falará das ações do Governo para combater os efeitos da seca, economia e política.Fora do roteiro, tudo pode acontecer. A conferir.

O Roda Vida é mediado pelo jornalista Mário Sergio Conti.

mar
28


Bachelet e o Chile:ela está voltando

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DEU NO PORTAL DA CARTA CAPITAL

A ex-presidente Michelle Bachelet anunciou na noite de ontem, 27, que concorrerá à presidência do Chile nas eleições do próximo dia 17 de novembro. ”Tomei a decisão de ser candidata”, assinalou Bachelet, que governou o Chile entre 2006 e 2010.

Bachelet, a primeira mulher a presidir o Chile, renunciou à direção da ONU Mulher em 15 de março passado. Líder da centro esquerda, concluiu seu mandato em 2010 com 70% de aprovação dos chilenos, mas não conseguiu emplacar seu sucessor, o democrata cristão Eduardo Frei, derrotado pelo candidato da direita a atual.

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DEU NA COLUNA HOLOFOTE, ASSINADA POR OTÁVIO CABRAL NA REVISTA VEJA ESTA SEMANA. NAS BANCAS

Os quadros da discórdia

Um especialista francês, reconhecido pelo Museu do Louvre, desembarca nesta semana em Salvador para avaliar a autenticidade de quadros do acervo do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007. O marchand foi contratado por Teresa Mata Pires, mulher de Cesar Mata Pires, dono da Construtora OAS.

Rompida com a família, Teresa afirmou à Justiça desconfiar que a mãe e o irmão, o empresário ACM Junior, possam ter escondido telas orginais de Portinari, Guignard, Di Cavalcanti e Djanira e as substituído por réplicas. Assim, eles venderiam as obras no mercado negro e a excluiriam da divisão do dinheiro.

É mais um capítulo da novela da herança de ACM, que, avaliada em 500 milhões de reais, inclui emissoras de TV, jornal, construtora, fazendas e três herdeiros bastardos.

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OPINIÃO POLÍTICA

Caetano dá nó em pingo d’água

Ivan de Carvalho

Bem, não parecia e a maioria dos políticos não estava botando fé em que o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, surgisse dentro do PT como um aspirante com densidade política para ombrear-se com os três outros (Rui Costa, José Sérgio Gabrielli e o senador Walter Pinheiro) na disputa pela preferência do partido para a sucessão do governador Jaques Wagner.

A sempre afirmada pelos políticos e pela imprensa e jamais desmentida – por Wagner – preferência do governador pela candidatura de Rui Costa, seu atual chefe da Casa Civil e ex-secretário de Relações Institucionais (amigo de décadas e companheiro de sindicalismo no polo petroquímico) já dava um chega-prá-lá em Caetano.

Mas que não fosse por isso. É que esse chega-prá-lá atinge tanto o ex-prefeito de Camaçari quanto o secretário do Planejamento e líder do PT no Senado. Então, considerada a preferência do governador, que não tem uma força absoluta dentro do PT, mas – apesar de seu estilo light, não fica muito distante disso –, perante a preferência por Rui Costa, os três outros petistas são todos japoneses.

É dessa condição incômoda (sem qualquer preconceito étnico, como é óbvio) que os outros três tentam se desvencilhar. O ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, por exemplo, é, entre os quatro aspirantes petistas, o grande amigo de Lula seu preferido e se esforça para obter visibilidade, que vinha lhe faltando. Prepara-se agora para expor a ainda virtual Ponte João Ubaldo Ribeiro, aquela que um dia vai ligar Salvador a Itaparica por anunciados R$ 7 bilhões, que já foram aproximadamente R$ 3 bilhões, ocasião em que Joaci Góes, ex-deputado tucano e empresário com ampla
experiência em construção civil estimou que não custaria menos de R$ 12 bilhões.

No condicional (não custaria menos) talvez porque antes de ficar pronta, no ritmo habitual das coisas baianas, é possível que pelo menos uma das duas cabeceiras já haja deixado de existir – a Ilha de Itaparica ou a cidade de Salvador. Talvez, com esses proféticos e insistentes rumores de Apocalypse iminente e flagrantes continuados de desgovernadas bolas de fogo nos céus, ambas.

Já o senador Pinheiro, com duas eleições majoritárias recentes – para prefeito de
Salvador, sem êxito, em 2008 e para senador, com êxito, em 2010 – e a liderança do PT no Senado ficou bastante notório e conhecido para não se preocupar com visibilidade. Talvez sua principal preocupação, no momento (sem excluir as indefectíveis articulações políticas) seja a de estreitar frouxas amizades.

Mas, e Luiz Caetano, por quem foram escritas as primeiras linhas? Bem, ele está mostrando que é capaz de dar nó em pingo d’água. Primeiro, exercendo a prefeitura de Camaçari, conseguiu conquistar a presidência da União de Prefeituras da Bahia (UPB). Depois, eleger, usando estratégia de tratorista, um candidato inventado – assim tipo Dilma – para seu sucessor na prefeitura de Camaçari, utilizando uma estratégia de tratorista. A oposição esperneou, mas ficou por isto mesmo. Depois, conseguiu prevalecer em sua sucessão na presidência da UPB.

Está agora, após confirmar a inabalável disposição de prosseguir na luta pela candidatura ao governo, em nova fase. A da formalização de apoios, digamos, periféricos, mas relevantes para assegurar visibilidade e mostrar capacidade de mobilização. Obteve, no sábado, de vereadores petistas dos municípios da Região Metropolitana de Salvador uma moção de apoio, proposta pelo presidente do PT de Simões Filho, Antônio Rodrigues. A reunião foi na Câmara Municipal de São Francisco do Conde. O encontro contou ainda com a participação do presidente estadual do PT, Jonas Paulo, das deputadas Luiza Maia e Maria Del Carmen, da prefeita Rilza, de São Francisco do Conde, do prefeito de Camaçari, Ademar Delgado e dos presidentes das Câmara de Catu, Adilson Araújo, São Francisco do Conde, Eliezer Santos e Simões Filho, Joel Cerqueira.


Wagner e Fátima:comemoração no palco da peça de Aninha Franco
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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O governador da Bahia Jaques Wagner ganhou uma festa surpresa de aniversário na noite de sábado (23). A primeira-dama, Fátima Mendonça, preparou a festa para o marido e reservou a sala do Teatro Módulo. A festa privada contou com um coquetel para recepcionar os convidados e, em seguida, todos assistiram ao musical Éramos Gays.

Jaques Wagner comemorou aniversário em palco com atores de musical (Foto: Patrick Silva)

Ao final da apresentação, Wagner subiu no palco, foi homenageado com um bolo de cinco andares, com as cores da Bahia, e foi cumprimentado pelos diretos da peça, Aninha Franco e Adrian Steinway, além do cantor Gerônimo, diretor artístico da peça.

Entre os convidados estavam parentes do governador, além de políticos, artistas e amigos. Jaques Wagner completou 62 anos no dia 16 de março.

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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

A PEC das empregadas

Se essa PEC não for muito bem discutida, pode acabar em desemprego
Essa Pec das empregadas precisa ser muito discutida; como foi mal concebida, assim será difícil de ser cumprida, e aí todos vão perder.

A intenção de dar as melhores condições à profissional, faz com que seja quase impossível que o empregador tenha meios de cumprir com as novas leis; afinal, quem vai pagar esse salário é uma pessoa física, não uma empresa.

Vou fazer alguns comentários sobre as condições -diferentes- em que trabalham as domésticas aqui e em países mais civilizados.
Vou falar da França e dos Estados Unidos, que são os que mais conheço. Lá, quem mora em apartamento de dois quartos e sala, é considerada privilegiada, mas nenhum deles tem área de serviço nem quarto de empregada (costuma existir uma área comunitária no prédio com várias máquinas de lavar e secar, em que cada morador paga pelo tempo que usa); uma família que vive num apartamento desses tem -quando tem- uma profissional que vem uma vez por semana, por um par de horas.

É claro que cada um faz sua cama e lava seu prato, e a maioria come na rua; nessas cidades existem dezenas de pequenos restaurantes, e por preços mais do que razoáveis.
Apartamentos grandes, de gente rica, têm quarto de empregada no último andar do prédio (as chamadas “chambres de bonne”, que passaram a ser alugadas aos estudantes), ou no térreo, completamente separados e independentes da família para quem trabalham.

Essas domésticas -fixas e raras- têm salario mensal, e sua carga horária é de 8 horas por dia, distribuídas assim: das 8h às 14h (portanto, 6 horas seguidas) arrumam, fazem o almoço, põem a casa em ordem. Aí param, descansam, estudam, vão ao cinema ou namoram; voltam às 19h, cuidam do jantar rapidinho (lá ninguém descasca batata nem rala cenoura nem faz refogado, porque tudo já é comprado praticamente pronto), e às 21h, trabalho encerrado.

Mas no Brasil, muitos apartamentos de quarto e sala têm quarto de empregada, e se a profissional mora no emprego, fica difícil estipular o que é hora extra, fora o “Maria, me traz um copo de água?”. E a ideia de dar auxílio creche e educação para menores de 5 anos dos empregados, é sonho de uma noite de verão, pois se os patrões mal conseguem arcar com as despesas dos próprios filhos, imagine com os da empregada.

Quem vai empregar uma jovem com dois filhos pequenos, se tiver que pagar pela creche e educação dessas crianças? É desemprego na certa.
Outra coisa esquecida: na maior parte das cidades do Brasil uma empregada encara duas, três horas em mais de uma condução para chegar ao trabalho, e mais duas ou três para voltar para casa, o que faz toda a diferença: o transporte público no país é trágico. Atenção: não estou dando soluções, estou mostrando as dificuldades.

Na França, quando um casal normal, em que os dois trabalham, têm um filho, existem creches do governo (de graça) que faz com que uma babá não seja necessária, mas no Brasil? Ou a mãe larga o emprego para cuidar do filho ou tem que ser uma executiva de salário altíssimo para poder pagar uma creche particular ou uma babá em tempo integral, olha a complicação.

Nenhum país tem os benefícios trabalhistas iguais aos do Brasil, mas isso funciona quando as carteiras das empregadas são assinadas, o que não acontece na maioria dos casos; e além da hora extra, por que não regulamentar também o trabalho por hora, fácil de ser regularizado, pois pago a cada vez que é realizado? Se essa PEC não for muito bem discutida, pode acabar em desemprego.

P.S.: É difícil saber quem saiu pior na foto esta semana: se d. Dilma, dizendo em Roma que a culpa pelas tragédias de Petrópolis se deve às vítimas, que não quiseram sair de suas casas, ou se Cristina Kirchner, pedindo ajuda ao papa no assunto das Malvinas.

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