jun
19
Posted on 19-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 19-06-2009

Hortensia Bussi, falecida ontem em sua residência em Santiago, será sepultada neste sábado(20), no cemitério da capital chilena, com todas as honras de estado, decretadas pela presidente socialista do Chile, Michelle Bachelet.

A professora de história, que dirigia a Fundação que leva o nome de Salvador Allende, seu marido, símbolo de resitência à intolerância em seu país, merece tudo isso e muito mais. No Chile e em outros lugares da América Latina e do mundo. Aqui vai para Hortensia um tributo através da musica. “Oblivion”, que o mestre argentino Astor Piazolla compos para o filme “Chove sobre Santiago” , produção franco-búlgara, dirigida por Helvio Soto (1975) com Jean-Louis Trintgnant e Annie Girardot nos papeis principais, que retrata toda dramaticidade da preparação e execução do golpe militar contra o governo da Unidade Popular, democratimente eleito. A música de Piazolla, executada neste video pela Orquestra de Câmera do Kremlin, é de arrepiar. Confira.

(Vitor Hugo Soares)


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Sexta-feira, 19 de maio de 2009
Hoje é dia do aniversário de Francisco Buarque de Hollanda, ou mais simplesmente Chico Buarque para tornar as coisas mais afetivas como merece este filho de paulista e tataravô baiano, que está completando 65 anos de idade. Dia de muitas e merecidas homenagens para este tricolor número um do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, e o Bahia em Pauta não poderia ficar de fora. De Belmont, área da baia de San Francisco, na Califórnia, vem a primeira mensagem, mandada pela leitora e colaboradora Regina Soares, em forma de sugetão de música para começar o dia. Leia e escute a seguir:

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FELIZES ANOS CHICO

“Quando penso em Chico Buarque de Holanda, eu vou além da música, da pessoa, dos escritos, dos exemplos, da figura maravilhosa, do que sei e ouvi dizer. Pensotambém em minha mãe, que costumava dizer: “Chico era o filho que toda mãe merecia ter”.

Certas pessoas, como o Chico, a gente não precisa dizer nada, basta ouvir. Ele tem nos presenteado com uma obra magnífica e sua vida e trabalho estão entrelaçados com a própria historia do Brasil, sua gente, seus lugares, seus costumes, seus momentos políticos de um passado recente, pois ele está completando somente 65 primaveras. Para ler sobre o Chico e sua trajetoria recomendo sua própria pagina na Internet, www.chicobuarque.com.br

Aqui só quero prestar minha homenagem a quem eu considero o nosso maior e melhor poeta. Como minha mãe, minhas irmãs e irmãos, milhões de pessoas espalhadas por esse Mundo afora tem a honra de testemunhar sua existencia e seu trabalho e agradece por enriquecer nossa cultura, nossos ouvidos, nossos corações, nossas mentes e nossos olhos.

O mais difícil na obra de Chico Buarque é escolher somente uma peca pra representa-lo. São muitas facetas: O Chico romântico, político, cronista, humorista, critico, cinematográfico, que corremos, sem remédio, o risco de ser injusta, mas vou pedir sua atenção para uma das minha favoritas (que aliás são todas) : OLHOS NOS OLHOS

Parabéns CHICO BUARQUE DE HOLANDA

Regina Soares, advogada, mora em Belmont, área da Baia de San Francisco(EUA)

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Acabou a partida entre as seleções de Brasil e Estados Unidos pela Copa das Confederações, que se realiza na Africa do Sul. Resultado: Brasil 3 a 0. Destaque especial para a alegre participação da torcida africana com suas cornetas e coreografias espetaculares. Para comemorar, a música para começar o dia vem do histórico concerto da Africa do Sul, no Zimbabwe,em 1987, organizado por Simon, no lançamento de um de seus discos mais inovadores, com a participação da saudosa cantora Mirian Makeba e dezenas de músicos e intérpretes sensacionais da Africa do Sul. Neste vídeo, Simon interpreta “Diamonds on the soles of her shoes, South Africa”, com Ladysmith black mambazo, Joseph shabalala, Ray Phiri, Miriam Makeba. Bonito de doer! Ouça e dance à vontade.

(Vitor Hugo Soares)

jun
17
Posted on 17-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia, Newsletter) by vitor on 17-06-2009


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Segue bombando como grande sucesso na Internet nesta quarta-feira(17), o vídeo em que o presidente Barack Obama aparece matando uma mosca durante uma entrevista para a emissora americana CNBC no Salão Executivo da Casa Branca.

O “feito” do presidente americano mereceu palmas de assessores do governo e membros da equipe de TV. Alguns jornais chegaram a afirmar que o líder americano “mostrou habilidades ninjas para matar o inseto que atrapalhava o andamento da conversa em um golpe único e certeiro”.

A mosca parecia aquela da sopa, que rendeu uma das composiçõpes de maior sucesso do baiano Raul Seixas. O presidente chegou a interromper sua fala para ordenar ao inseto: “saia daqui”. Não foi atendido. Em seguida ficou em silêncio e ergueu a mão direita agurdando que a mosca pousasse. Com um golpe rápido, Obama matou a mosca e retomou o diálogo com o repórter: “Bem, onde nós paramos?”.

O presidente Lula, que é “o cara” segundo Obama, não teria feito melhor. Deve ter sentido inveja.

Inperdível

(Postado por:Vitor Hugo Soares)


Além de ser o dono da frase do dia neste site-blog o “tremendão” Erasmo Carlos é, também, o autor da música para começar esta quarta-feira(17) no Bahia em Pauta. Entre tantas de primeira linha ofertadas pelo You Tube, a escolhida é “Mesmo que seja eu”. Canção e vídeo bem anos 70, com letra, melodia e e imagens repletas da ingenuidade e das coisas simples que alegram corpo e alma. No meio do “saloon” aparece também o parceiro e “irmão” de Erasmo, o rei Roberto, na plenitude da Jovem Guarda. Observe e curta.

(Vitor Hugo Soares)

jun
16
Posted on 16-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 16-06-2009

Trailer do filme

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Vanzolini:mestre da música e da biologia
vanzolini2

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Maria Olívia/Cinema

Corra para o Unibanco Glauber Rocha. Já está em cartaz o documentário Um Homem de moral, de Ricardo Dias, sobre este mestre da Música Popular Brasileira e zoólogo , Paulo Vanzolini, em homenagem aos seus 85 anos. Sabemos todos que os cinemas não ficam muitas semanas com filmes brasileiros em cartaz, exceto se tiver atores globais no elenco.

Compositor de belíssimas canções, Vanzolini conta na fita como nasceram Volta por cima, Ronda, Cuitelinho, Boca da Noite entre outras obras maravilhosas gravadas por alguns dos maiores intérpretes brasileiros. Ele conta também algumas histórias saborosas sobre sua vida de cientista.

Paulo Vanzolini e o cineasta Ricardo Dias são amigos de longas datas. Ricardo foi aluno de Vanzolini no curso de Biologia da USP, nos anos 70. Nessa época, ele começou a documentar o trabalho do professor como zoólogo.

Não vacile, o filme só é exibido na sessão das 18 horas do Unibanco Glauber Rocha. Chico Buarque de Holanda sempre disse que aprendeu fazer música com Paulo Vanzolini. Pense nisso, um belo aperitivo.

Maria Olívia é jornalista.

jun
16
Posted on 16-06-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 16-06-2009

Depois da crônica da jornalista e escritora carioca Aparecida Torneros, que saiu na edição on-line do Pravda.ru, reproduzida hoje no Bahia em Pauta, a música para começar o dia nesta terça-feira (16) só poderia ser Woman, de John Lennon, recolhida em vídeo sensível e autoexplicativo do You Tube. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

jun
15
Posted on 15-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 15-06-2009


Nesta segunda-feira(15) a música para terminar o dia e entrar pela madrugada vem do Uruguai e tem a assinatura de Jorge Dexter, nome de ponta da moderna canção da América Latina e mundial. Neste vídeo, o autor de “El otro lado del rio” (vencedora do Oscar de melhor canção) interpreta outra composição estupenda de sua autoria:”Todo se transforma”. Letra e melodia de mestre, para ouvir e repetir. Em uma das estrofes, quando o autor nascido às margens do Rio da Prata fala de loucuras ao lado da amada ao redor do mundo, lembra “das sandálias planas compradas en Salvador de Bahia, onde a outro destes o amor que hoje eu te devolveria”. Confira, ainda, a versão para o português da letra de Dexter, um poema á parte que Bahia em Pauta também oferece aos seus ouvintes e leitores.

(Vitor Hugo Soares)

Todo Se Transforma (tradução)

Composição: Jorge Drexler

Teu beijo se fez em calor,
Logo o calor, em movimento,
Logo em gota de suor
Que se fez em vapor, logo em vento
Que num canto de algum Riacho
Moveu a pá de um moinho
Enquanto pisavam o vinho
Que tua boca vermelha bebeu..

Tua boca vermelha na minha,
A taça que gira em minha mão,
E enquanto o vinho caia
Soube que de algum distante
Canto de outra galáxia,
O amor que me daria,
Transformado, voltaria
Um dia a dar a graça.

Cada um dá o que recebe
E logo recebe o que dá,
Nada é mais simples,
Não há outra norma:
Nada se perde,
Tudo se transforma.

O vinho que eu paguei,
Com aquele euro italiano
Que havia estado em um vagão
Antes de estar na minha mão,
E antes disso em Torino,
E antes de Torino, em Prato,
Onde fizeram meu sapato
Sobre o qual cairia o vinho.

Sapato que em umas horas
Buscarei debaixo de tua cama
Com as luzes da aurora,
Junto a tuas sandálias baixas
Que compraste aquela vez
Em Salvador na Bahia,
Onde a outro deste o amor
Que hoje eu lhe devolveria

Cada um dá o que recebe
E logo recebe o que dá,
Nada é mais simples,
Não há outra norma:
Nada se perde,
Tudo se transforma

jun
14
Posted on 14-06-2009
Filed Under (Artigos, Multimídia) by vitor on 14-06-2009

Jackson: o xaxado em pessoa

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CRÔNICA DO COTIDIANO

UM XAXADO NO RIO DE JANEIRO

Gilson Nogueira

A bem organizada Feira de São Cristóvão, no bairro do mesmo nome, deu a partida, ontem, sábado, 13 de junho, Dia de Santo Antonio, ao São João na cidade do Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas da manhã, já rolava, por lá, o autêntico forró no som que vinha das lojas de CD e das caixas acústicas dos dois palcos de shows daquele espaço de preservação das tradições nordestinas, ambos decorados com bandeirolas coloridas, sob teto de plástico, no formato do chapéu de couro do vaqueiro que Luiz Gonzaga transformou em uma de suas marcas, junto à sanfona, instrumento que seu pai, o velho Januário, ensinou-o a tocar, de forma monumental, na difusão das excelências do povo da Região Nordeste e, paradoxalmente, de seus dramas de nascença, como a falta de saúde e educação escolar para seus filhos.

Na feira, cantores e músicos desfilavam o melhor da música das terras da rapadura, farinha de mandioca, carne de sol, cachaça pura, requeijão, pimenta de cheiro, manteiga da boa, carne de bode e outras delícias da culinária da região que orgulha o Brasil por sua cultura e resistência ao abandono a que sempre foi relegada, desde o tempo em que o capeta era menino.

Apesar do gemido secular que ecoa pelos quatro cantos do mundo e dos remendos demagógicos que tentaram – e não conseguiram – consertar, ainda, o rombo no traseiro de sua calça, resultante de anos e anos sentada à beira do caminho à espera de soluções definitivas para seus problemas crônicos, como, por exemplo, a falta de ações duradouras no combate à seca, seu mal maior, e à sua pobreza generalizada, onde educação e a saúde despontam como os mais graves, entre eles, e às intempéries que, volta e meia, castigam sua gente trabalhadora, a sensação, na festa, com direito a premiar que subisse no pau de sebo, era que, no Nordeste a alegria faz parte do DNA de quem nasceu onde canta a Asa Branca e o mandacaru, apesar dos espinhos, serve de alimento.

As pessoas, dançando, ou, simplesmente, assistindo forrozeiros, tocando e cantando, pareciam estar diante de um coreto, na praça, aplaudindo as promessas do prefeito do lugar, ou, no fundo do quintal de terra batida do vizinho levantando poeira em um arrasta-pé porreta, daqueles da gota serena, bom como corno, mesmo.

Tudo, ali, parecia esperanças de quem acredita demais nos home e nos seus discursos. Os mais críticos, como meu amigo Murilo, com sua filhoca nos braços, diziam que, por conta disso, o nordestino, antes de ser um forte, é, sobretudo, um ingênuo. Seja como for, na capital dos tiroteios, em escala assustadora, nas ruas e nas favelas, o amor estava no ar.

Havia um cheiro de milho assado misturado ao perfume da mocinha que tinha ido àquela feira para encontrar o príncipe encantado da promessa feita ao pé da estatua do santo casamenteiro. Muita gente alegre, dando-me a impressão de estar feliz, compartilhando, ordeiramente, junta, o prazer de estar, ali, como se fosse uma só família. Na saída, um cabra da peste, fantasiado de Lampião, dançando xaxado, vem de lá, com a cara de quem comeu e não gostou. Ao chegar perto de mim, estende-me a mão.

“É agora”, pensei. O bicho rodopeia e…, de repente, saca um sorriso. Dei-lhe um abraço. Êta festa boa da moléstia! – gritei, enquanto saboreava um guaraná de nome Jesus.

Gilson Nogueira é jornalista.

jun
13
Posted on 13-06-2009
Filed Under (Multimídia) by vitor on 13-06-2009


“Que seria de mim?” é a música para começar este sábado,13, dia de Santo Antonio, o mais popular habitante dos altares católicos no mundo inteiro, mas especialmente em Portugal (onde Antonio nasceu), na Itália (onde está o seu naior templo Pádua) e no Brasil da maioria de seus devotos. A santamarense Maria Bethania é quem canta neste vídeo, gravado em show no Canecão, no Rio de Janeiro, precedida pela atriz Renata Sorrah. Confira também a letra no Bahia em Pauta.
(Vitor Hugo Soares)
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Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo

Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de julho
É tempo sagrado
Na minha Bahia

Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino

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